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Deixem os doidos falar

23 Dezembro, 2016

Esta semana houve um daqueles micro-casos em que uma pessoa um bocado chalupa expressou estupefacção pelo uso da expressão “Santo Natal”. Estamos a ficar picuinhas. Numa sociedade evoluída, qualquer pessoa tem o direito a expressar as suas ansiedades, traumas e ideias adquiridas em conceitos recauchutados que se podem encontrar em revistas de moda. Se criticamos qualquer maluquinho por dizer o que pensa que pensa, acabamos a perseguir quem diz coisas que discordamos e mudamos o nome para Francisco Louçã. Tudo menos isso. Não, gente que respeita a liberdade deixa os outros dizerem o que quiserem. Por isso, não faz qualquer sentido criticar quem se queixa do uso da palavra “santo” ou “pretalhada” – não somos socialistas, isto ainda não é um buraco.

Um Santo Natal para ti e para todos, Charlie Brown.

O Pai Natal Costa e Suas Renas

23 Dezembro, 2016

A Portugal, não podia ter calhado melhor Pai Natal. Bochechudo, barrigudito, rosadito, com ar bonacheirão, que espalha empatia por onde passa, com sua conversa fácil que toca o coração dos portugueses,  Costa é dos melhores pais natais que se poderia ter.

Ainda a época natalícia ia longe e já o nosso Costinha vestia a fatiota, distribuindo promessas do fim da austeridade. Era salários mínimos a crescer para os  600 euros, era pensões, reposições de cortes à função pública, o fim da sobretaxa…  Trazia um saco cheio de aumento de rendimentos que não demorou a distribuir à fartazana. Dinheiro não era problema. A Maria Luis fez um excelente trabalho e deixou cofres generosamente cheios. Vá lá… Ler mais…

Favorecimento sem razão

22 Dezembro, 2016

Costa quer «ressarcir os cidadãos prejudicados pela venda de papel comercial» do Grupo BES.

Mas porque razão o governo se mete no assunto e coloca os contribuintes e financiar tal operação de salvamento do património de uns tantos?

Tais pessoas adquiriram produtos financeiros ou fizeram aplicações por sua conta e risco.
Se correu mal, azar.
Se foram enganados ou houve fraude, há tribunais para isso.
De todo, não se compreende porque os contribuintes sejam chamados a pagar ou no mínimo a garantir o pagamento caso «corra mal» em qualquer solução para os problemas patrimoniais de investidores financeiros.
Deve haver algum interesse directo no assunto para que se usem dinheiros públicos para salvar património privado.

acção humana

22 Dezembro, 2016
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Quase todas as semanas temos tido sinais contraditórios sobre a evolução da nossa economia, de tal modo que os políticos, consoante as suas preferências e os seus interesses, utilizam esses dados de acordo com as suas diferentes e contrárias conveniências. Nuns dias temos o Banco de Portugal a rever em alta o crescimento, noutros o Conselho Económico e Social revê em baixa; depois o Índice de Confiança dos empresários e consumidores é mais optimista, para ser mais pessimista na semana seguinte; mais tarde, um relatório do FMI é-nos simpático, mas logo depois vem o INE e estraga-nos a festa; numas semanas a Comissão Europeia adverte-nos de que as coisas não vão bem, para, pouco depois, a mesma Comissão nos aprovar o orçamento sem fazer críticas de substância.

Isto quer dizer, essencialmente, uma coisa: que quase nenhuma desta gente percebe nada de economia. Para eles, a economia são estatísticas, números, mapas, modelos matemáticos, efeitos experimentais, demonstrações complexas, cálculos e previsões científicas. Ora, a economia é coisa muito diferente: são as pessoas e as suas acções, e estas não são planificáveis, nem inteiramente previsíveis, nem determináveis por modelos matemáticos desenhados nas mesas de técnicos e burocratas dos ministérios. A economia são as pessoas nas suas relações permanentes de troca e interacção. É o «mercado» e o «mercado» somos todos nós: quanto mais livre ele for, mais livres nós seremos.

Pois bem, as pessoas agem em razão das suas preferências subjectivas, dos seus interesses e necessidades, fazendo-o, por princípio, de acordo com as regras da sensatez e da prudência, de acordo com a informação que conseguem adquirir e a percepção normal que têm das coisas. Infelizmente, para conseguirem resultados políticos e eleitorais, os governos frequentemente falseiam essa informação para conseguirem apoio eleitoral, como sucede, infelizmente vezes de mais, quando incentivam o crédito e expandem artificialmente a massa monetária, sem que isso corresponda a um crescimento real da economia. Estão a dizer às pessoas que devem e podem gastar, mesmo que elas não necessitem de o fazer e sem que tenham disponibilidades geradas pelo acréscimo da produção ou da poupança.

Posto isto, o que se tem passado em Portugal, no últimos meses, é que a percepção geral das pessoas, sobretudo dos que mais directamente operam na actividade económica, como sucede com os empresários, é de que as coisas estão muito longe estar bem. São pessoas prudentes e sensatas, que sabem que as grandes reformas estão por fazer, que a dívida pública continua a crescer e que os sinais de crescimento são muito frágeis, estão bem aquém das necessidades do país e da sua gigantesca dívida, e, sobretudo, são facilmente reversíveis. As outras pessoas também não estão propriamente optimistas, mas têm sido instrumentalizadas pelo governo e pelos seus parceiros com um discurso político de confiança e de optimismo, no qual o primeiro-ministro é especialista e que tem beneficiado de políticas irresponsáveis do Banco Central Europeu, cuja factura já todos pagamos sem disso nos apercebermos. O socialismo acredita mesmo que o crescimento da economia se resume a estímulos sobre a procura, gerados num ambiente favorável ao consumo, e é isso que esta gente tem vindo a fazer.

Para além do desconhecimento de quem faz e interpreta os dados económicos, a divergência sobre as notícias da nossa realidade resulta também disto: umas reflectem a opinião dos agentes económicos directos, enquanto outras transmitem os efeitos da propaganda política e das suas medidas “salvíficas”. Em tempo veremos quem tinha razão.

Caro Presidente Marcelo…

21 Dezembro, 2016

…confesso que já não suporto mais ouvi-lo dizer que tudo está bem. Que temos estabilidade. Que o país está a crescer… Deste governo que nos mente descaradamente para se manter no poder, não esperava outra coisa. Mas de um Presidente da República que dizem ser de afectos pelo seu povo, decididamente não!

Portugal, a partir de 2016, aumentou a dívida em mais 14 mil milhões. São 51 milhões de euros POR DIA contra  19 milhões em 2015, que outros estavam a baixar. Como pode dizer que o país vai bem, de sorriso rasgado na cara, se com crescimento quase nulo, quase triplicamos a dívida, só com despesa directa do Estado? Como pode também encobrir o embuste do défice, feito à conta do registo dos gastos directamente na dívida, sem passar pelo orçamento? Porque teima, juntamente com eles,  nos iludir? Ler mais…

Figuras do ano para a redacção do Observador

21 Dezembro, 2016

Mariana Mortágua foi eleita figura do ano na economia pela redacção do Observador. Aqui fica o resto das figuras do ano eleitas pela redacção:

  • Humanismo: condutor do camião de Marselha
  • Diplomacia: assassino do embaixador russo na Turquia
  • Direitos humanos: Fidel Castro
  • Política: Kim Jong-un
  • Direitos LGBT: violador de Telheiras
  • Literatura: Arnaldo Matos
  • Química: Tozé de Chelas
  • Física: José Castelo Branco
  • Natação: Ahmed, o refugiado de Mangualde
  • Beleza masculina: Ferro Rodrigues
  • Beleza feminina: Ferro Rodrigues
  • Beleza pan-género: Ferro Rodrigues
  • Gastronomia: Roulote do Tino, farturas e cachorros no mesmo óleo
  • Publicidade: chifres pintados no cartaz de um filme que vimos naquela tarde na baixa
  • Medicina: dieta da doutora Isabel do Carmo
  • Melhor Perfil Tinder: Isabel Moreira
  • Melhor redacção de jornal: Observador
  • Pior direcção de jornal: Observador
  • Controlo demográfico: novo surto de ébola em África
  • Festa mais bonita: atentado bombista no aeroporto de Istambul
  • Pontaria: atirador de Orlando
  • Líder europeu: Tsipras
  • Activismo político: Podemos
  • Futuro: António Costa
  • Fotografia: Marcelo Rebelo de Sousa

Ainda bem

20 Dezembro, 2016

O governo não cedeu. À cunha, ao favorzinho, à excepção sugerida e solicitada pelo personagem que ocupa a cadeira de Presidente da República em favor da Cornucópia.

Mas ainda assim não desmereceu o seu tantas vezes enaltecido desejo de ser um PR «didático», mostrando a todos os portugueses em directo na tv como é que por cá tantas vezes se tenta resolver um «problemasinho» ali dos amigos.

Da alienação

20 Dezembro, 2016

Polícia acredita que ataque à mesquita de Zurique não está relacionado ao islamismo radical, nem extrema-direita
E assim o ataque à mesquita já não interessa. Mesmo admitindo que alguém farto de viver resolve por acaso que os fiéis que se encontram dentro da mesquita lhe devem ir fazer companhia na viagem para o além custa aceitar a forma como o assunto parece encerrado, uma vez declarado que nem a extrema-direita nem os fundamentalistas estiveram por trás do ataque.
Depois dos loucos que faziam ataques terroristas enquanto entoavam vivas a Alá temos agora os suicidas que gostam de disparar contra muçulmanos que rezam numa mesquita.

Ao que chegámos

20 Dezembro, 2016

“Après l’attentat de Berlin, faut-il interdire les marchés de Noël en France?” – perguntava o Figaro. É melhor traduzir para que não haja dúvidas sobre a natureza da pergunta: “É necessário proibir os mercados de Natal em França?” Este questionário foi feito aos leitores daquele jornal após os atentados de Berlim e dá conta daquilo a que chegámos. Nos primeiros atentados gritava-se que nada colocaria em causa o nosso modo de vida. O atentado era então o resultado de uma qualquer iniquidade recente do mundo capitalista. Depois os atentados continuaram e passámos para a fase do fanatismo. Seguiu-se-lhe o tempo do incidente levado a cabo por pessoa não identificada que nada podia associar a redes terroristas….

Marcelo Forrest Gump Rebelo de Sousa

20 Dezembro, 2016

forrest_gump_posterPortugal tem, finalmente, um herói. Um homem que informa rainhas sobre carruagens em big squares – Uh! Craveiro Lopes, of course, silly me! -, que esteve no espectáculo de estreia da Cornucópia e que torna pão com manteiga em vichyssoise já foi retratado em 1994 no filme de Robert Zemeckis, “Forrest Gump”. Portugal tem o seu próprio Forrest Gump, um homem que influenciou o movimento pélvico de Elvis Presley, John Lennon, o movimento hippie e a criação da smiley face, isto além de combater no Vietname e de testemunhar o desenrolar do escândalo de Watergate.

Marcelo, além da estreia da Cornucópia, tocou com Jimi Hendrix em 1967 no festival de Monterey, participou no filme Citizen Kane, sobreviveu ao naufrágio do Titanic, ajudou Tim Berners-Lee a escrever o primeiro browser para a web – WorldWideWeb, assistiu ao assassínio do arquiduque Francisco Fernando, serviu cafés na assinatura do Tratado de Versailles, foi a primeira pessoa a passar o muro de Berlim em destruição popular, fotografou a invasão da Normandia, namorou com a Janis Joplin e co-escreveu com Lennon e McCartney a canção “A Hard Day’s Night”.

A propósito da mania com as condições sócio-económicas dos alunos

20 Dezembro, 2016

A ler este artigo de  João Pires da Cruz “Nos rankings e comparando com o concelho de Oeiras, o mais educado de todos os concelhos do país e o segundo em poder de compra, nenhuma escola consegue chegar aos pés da população de Arruda. Porquê?”

A peronização do regime

19 Dezembro, 2016

Enquanto lia a prosa xaroposa que em boa parte das publicações narrava a ida de Marcelo à Cornucópia tornou-se-me óbvio que estamos a viver uma alteração profunda dos equilíbrios institucionais do país. A peronização do regime que Marcelo está a efectuar, por enquanto com a complacência instrumental da esquerda, implica alterações à direita, sobretudo no seu partido de origem, o PSD. É preciso que o PSD se desembarace de Passos. Porquê? Porque Passos, que já foi primeiro-ministro e ganhou as eleições em 2015, não se vê como um auxiliar de Marcelo a desempenhar o papel de tecnocrata que tão bem assenta, por exemplo, em Paulo Macedo, caso a resposta para uma surpresa vinda dos mercados, seja uma solução governativa sob o alto patrocínio político e afectivo do Presidente da República.

Tintin e os pícaros

17 Dezembro, 2016

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, serviu hoje de mediador numa conversa entre o fundador e diretor do Teatro da Cornucópia, Luís Miguel Cintra, e o ministro da Cultura para evitar o fim desta companhia.

Esta conversa, que em que também participou a codiretora deste teatro, Cristina Reis, decorreu no palco da Cornucópia, e não teve um desfecho claro, mas terminou com o ministro Luís Castro Mendes a afirmar que “as conversações estão em curso, e continuam em curso”.

Ponto 1. Quais os critérios para que o PR resolva fazer de mediador para mais em praça pública?

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O chefe de Estado decidiu ir ao Teatro da Cornucópia no dia para o qual estava anunciado o seu encerramento, e chegou a conduzir, sozinho, cerca das 15:00. Esta sua iniciativa levou o ministro da Cultura a cancelar uma visita a Castelo Branco e a dirigir-se também ao local.

Ponto 2. Ao ver-se ultrapassado pelo PR o ministro da Cultura meteu-se a caminho da Cornucópia. Os de Castelo-Branco ficaram plantados à espera. Não se passa nada. Tudo normal. O melhor é irem amanhã todos a Castelo-Branco.

Quando Luís Castro Mendes chegou, perto das 15:30, Marcelo Rebelo de Sousa já estava à conversa com Luís Miguel Cintra e Cristina Reis, os três rodeados de jornalistas, sentados no palco, e com outros atores à sua volta. “Senhor ministro, então já não foi a Castelo Branco”, saudou o Presidente da República. “Não, senhor, anulei a visita para vir aqui”, respondeu Luís Castro Mendes. “Então sente aí, que estávamos aqui a ouvir, e eles estavam a narrar”, retorquiu Marcelo Rebelo de Sousa.

Ponto 3. Não sei se o que é mais tocante se a conversa de Marcelo rodeado de jornalistas com o director da Cornucópa, se aquele “saudou o Presidente da República” que nossa querida Lusa autora do texto usa com particular reverência se a omissão ao embaraço que o despropósito presidencial criou ao ministro da tutela. dado que Marcelo declarou “Então sente aí, que estávamos aqui a ouvir, e eles estavam a narrar” podemos passar para a fase seguinte que passa pela criação de uma excepção para a Cornucópia. Presumo que todas as companhias vão querer a sua excepçãozinha. Podem continuar a ler o texto aqui. O mais espantoso é que se chama a isto: Marcelo medeia conversa entre Luís Miguel Cintra e ministro para evitar fim da Cornucópia” Quando aquilo que temos é uma clara, espalhafatosa e desrazoada ingerência presidencial no campo governamental.

Ao certo “africanos” quer dizer o quê?

17 Dezembro, 2016

O PÚBLICO quer dizer o quê com o seguinte título: “Uma escola de maioria africana ficou entre as dez melhores a Português“? Mas os alunos nasceram em África? E na África onde nasceram falava-se francês ou inglês? Puseram os pés alguma vez em Àfrica? A não ser que a Damaia seja uma província ultramarina estes alunos são tão africanos quanto os de qualquer outra escola.

Nunca abrir a porta a uma senhora se o polícia não estiver a ver

17 Dezembro, 2016

É importante estabelecer prioridades para filas de supermercado. Grávidas e idosos em primeiro lugar, os restantes no fim, como o nosso querido governo pretende fazer. Poderão reparar que não incluí portadores de deficiência porque, a partir do 5º ano de escolaridade, qualquer petiz poderá considerar mulher grávida que não aborta como tendo significativa paralisia cerebral – até porque aos dez anos e até à idade necessária para se chegar a funcionário do ministério da educação, ninguém tem abstracção suficiente para perceber que existe apenas por falha moral e alguma preguiça da mãe.

Parece justo. Grávidas e idosos à frente, sem discriminar. E, já agora, homens com 20 kg a mais, que o esforço de transportar aquela massa num centro geométrico rebaixado equivale a trigémeos ou a Opel Corsa vítima de tuning.

A regra é simples. Duas grávidas batem um idoso, um idoso bate uma não grávida e uma idosa grávida bate tudo. Deixo agora um simples exercício que pode ser usado para treino por caixas do Pingo Doce:

Uma fila é composta por um barbudo, um lenhador, uma senhora de preto com rugas e já pouco atraente para o lenhador, uma moça mesmo muito boa – se julgássemos, que não julgamos – e cujas pernas chamam a atenção do barbudo, um GNR, uma mulher de mão dada a um pirralho que faz birra por não levar o capacete de bombeiro que não lhe serve, um idoso que cheira esquisito e uma mulher que parece um homem e está grávida, a Virgem Maria, o António Costa e uma pessoa de cadeira de rodas cujo sexo é indiscriminado por parecer basicamente uma múmia assexuada. Qual deve ser a ordem de atendimento? (Pista: o António Costa pode ser um aborto falhado).

Passos Coelho Ainda Não Governou

16 Dezembro, 2016

No governo de Sócrates, o  país gozou de uma prosperidade “caviar socialista” onde não faltou festa em todo o sector público. O dinheiro que caía do céu aos trambolhões, “made in” UE, dava para tudo. Não houve, na história de Portugal, período de maior regabofe que este que nos hipotecou por décadas. Nele nasceram os piores negócios ruinosos de sempre na CGD,  com SWAPS e PPP. Depois da festa, Sócrates cortou pensões e salários dos funcionários públicos para manter o barco à tona e subiu IVA. Mas o buraco no casco era tão grande que em Março de 2011, já só havia dinheiro para pagar mais um mês de salários e pensões. Estávamos falidos. Teixeira dos Santos chama a Troika e  o memorando de entendimento foi assinado. A UE resgatou-nos. Ler mais…

Em Portugal a isto chama-se políticas patrióticas de esquerda

15 Dezembro, 2016

Ricardo Ferreira Reis: O acordo da Carrier mostra que a Administração Trump vai tentar agradar a todos, comprando alegria e satisfação com gasto público, políticas que nada têm a ver com o liberalismo e a direita americana

Esperemos que para a próxima não se pendure numa árvore

14 Dezembro, 2016

Pablo Iglesias o líder do Podemos espanhol transformou o parlamento na sua sala de achincalhamento da democracia. Agora resolveu falar aos jornalistas sentado no chão das Cortes. E os jornalistas sentaram-se também. Esperemos para a próxima Iglesias não se pendure numa aŕvore ou não dê  a sua conferêncoa de imprensa numa casa de banho. Talvez então os jornalistas percebam o monstrinho que criaram.

 

Indignações selectivas

14 Dezembro, 2016

Como o negócio do pronto-a-vestir e das roupas por medida ainda não é um serviço público não me choca a recusa destes negociantes do ramo de vestir a mulher de Trump. Mas o que não iria para aí caso tivessem tido uma atitude semelhante com a mulher de Obama.

Onde está o lápis azul?

13 Dezembro, 2016

Um rapaz anavalhado no comboio por um gang à frente dos passageiros. Uma esquadra invadida. Onde estão as notícias sobre a criminalidade? Onde está o lápis azul?

O PISA Pisou-os a Todos

12 Dezembro, 2016

Mas que grande chatice. Agora que os meninos vão ter educação sexual no pré- escolar, aprender sobre o aborto no 5° ano,  podem passar com 7 negativas, já não têm exames no 4° ano, os professores são incentivados a não destruir a felicidade dos meninos nem a frustrá-los,  para serem futuros profissionais felizes mais do que competentes, assegurando que estas políticas são as que fazem crescer o sucesso escolar, eis que surge os resultados do TIMNS e do PISA a estragar tudo. E não é que no período entre 2011 a 2015, liderado pelo terrorista da educação, Nuno Crato,  Portugal dá um salto qualitativo que o coloca  à frente, acima da média da OCDE?

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Descobri que a mãe do António Costa nunca teve instinto maternal

11 Dezembro, 2016

A selecção nacional de futebol, a que venceu o título europeu, não tem mulheres. Segundo a doutrina vigente, há duas hipóteses para isto acontecer: dominância social do heteropatriarcado e as suas noções rígidas de género e/ou prevalência da misógina ordem pré-estabelecida por cânones de representação não igualitária das múltiplas identidades divergentes.

O instinto maternal não existe, diz uma criatura fêmea, que se identifica como fêmea, e que consegue ser mais feia do que um homem a fingir que é uma fêmea. Muito parecida com um colega que tive na preparatória, a que carinhosamente chamávamos “saco de batatas”, Orna Donath é socióloga (coitada) e, como se isso não bastasse, conseguiu encontrar mais vinte e três amarguradas na secura que corrobora a sua tese anti-canônes-do-heteropatriarcado-opressor.

O Observador, em 6175 caracteres, dá espaço a esta coisa e a sua tese como se de ciência se tratasse. Têm razão: é mesmo ciência, é a ciência dos afectos, a que faz com que sondagens saiam ao lado, a que justifica as redacções de jornais carregadas de marxistas bondosos portadores de lastos de culpa do homem branco, a que permite sentimentos de normalidade perante geringonças, a que não compreende a eleição de Trump, a que culpa o homem branco “não instruído”, a que recebe a guerra cultural com os braços abertos da deserção e a que, devagar, devagarinho, há-de criar a geração mais intelectualmente regressiva da história recente.

Ao contrário das pessoas que estão fartas disto, estou optimista. O excesso de estupidez é o maior catalisador para o laissez-faire futuro. E, convenhamos, é bonito ver a esquerda a assumir em definitivo o papel que sempre lhe esteve destinado, o do moralismo que decide o que as pessoas devem ou não pensar.

Carta Aberta ao Exmo. Sr. Ministro da Educação

10 Dezembro, 2016
Não frequentei Cambridge nem sequer tenho um  cargo importante na sociedade, mas sou mãe e cidadã atenta ao meu país. Quando mudam os governos, criamos sempre expectativas de que tudo vai melhorar. Mas o que realmente acaba por acontecer, é que, quem vem a seguir, tenta desfazer tudo o que o anterior fez, sem questionar se é esse o melhor caminho. E isso, sr. Ministro, preocupa-me.

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Deixemo-nos de hipocrisias

10 Dezembro, 2016

Ao que parece Lisboa está cheia de candidatos ao curso de comandos. Os treinos decorrem em Julho entre a calçada do Moinho de Vento a São Bento.São esses candidatos os ciclistas que agora pedalam furiosamente pelas redes sociais. Sim, porque nas redes sociais não faltam ciclistas. Já na cidade a conversa é outra.  Antes de termos de ser todos obrigados a dizer que adoramos andar de biciclete na cidade e a inventar uma desculpinha para para o facto de não o fazermos – nesse dia mas só nesse dia – vamos acertar nuns detalhes: é muito diferente usar a biciclete com meio de transporte numa cidade plana ou com colinas e, absolutamente diferente, num país que chega aos 40º.  Não por acaso muitos daqueles que há uns anos se equiparam a preceito para andar de biciclete na cidade agora têm a dita arrumada na varanda.

Por mim gosto muito mais de andar a pé mas não desdenho das bicicletes. Agora não queiram fazer de conta que  as ciclovias são utilizadas por mais alguém que os passeantes do cão. E antes que apareçam os dirigentes autárquicos do costume a dizer aqueles arrebatamentos costumeiros convido quem quiser a colocar-se em frente dos edifícios municipais e contar quantas bicicletes saem e entram por exemplo do edifício da CML no Campo Grande.  E note-se não vale usar o carrinho de serviço para vir de casa até perto do destino e depois mandar o motorista parar e tirar a biciclete desdobrável da bagageira para em seguida passar pedalando diante dos jornalistas

 

Está dito e lançado o mote para o que aí vem*

9 Dezembro, 2016

Eduardo Cabrita. “Portugal é uma Albânia ferroviária. Em 2018 há novos projetos”

*Proponho qie a começar esse novo ciclo de grandes obras do regime se convide José Sócrates para Alto Comissário das Grandes Obras

Os Economistas Trambolhos

9 Dezembro, 2016

Anda tudo histérico com a última previsão do FMI ao nosso défice. Sim, esse mesmo organismo achincalhado e descredibilizado pelas esquerdas quando as previsões não lhes agradavam.  Como sempre, os economistas trambolhos desta governação não tardaram em rejubilar-se. Mas estão satisfeitos com quê se o controlo do défice é feito essencialmente com recurso ao estrangulamento do investimento público, de pagamentos e aumento de impostos? Ler mais…

Sua Santidade anda a ler o quê?

9 Dezembro, 2016

Papa compara difusão de notícias falsas a pessoas atraídas por fezes

Deve ser por causa do prior do Crato

9 Dezembro, 2016

Este artigo do El Pais La buena escuela portuguesa encerra várias das verdades oficiosas sobre o período da troika em Portugal mas reconhecendo que o ensino melhorou nesse período não deixa de ser espantoso que nunca consigam escrever o nome do ministro que então tinha a pasta da Educação. Tal apagamento só é possível porque o mesmo ministro tem como apelido Crato. Distração não é certamente e a informação não se faz assim.

Nos governos de esquerda a culpa vai sempre por conta de outrém

7 Dezembro, 2016

Meios de comunicação gregos fazem greve de 24 horas. Os meios de comunicação estão a contestar a liberalização dos despedimentos e a redução dos direitos laborais – não é uma greve contra o governo, mas contra os credores do país

“Linhas de continuidade”

7 Dezembro, 2016

O Presidente da República destacou, esta terça-feira, os resultados alcançados por Portugal nos testes PISA 2015 e os progressos dos últimos 15 anos, e defendeu que é importante haver “linhas de continuidade” na educação.

Então vamos lá ver as “linhas de continuidade”

1. Dois meses depois de ter entrado para o Ministério da Educação, Tiago Brandão Rodrigues anunciou um novo modelo integrado de avaliação no ensino básico, acabando com as provas finais de 4.º e 6.º anos e introduzindo provas de aferição nos 2.º, 5.º e 8.º anos: Existem estudos nacionais e internacionais, amparados acima de tudo por estudos da OCDE, que mostram que a avaliação formativa [provas de aferição] traz um impacto mais positivo nestas idades de formação e os exames só se justificam nas fases mais avançadas. Dizem claramente não aos exames nestas fases em concreto
2. Ministério da educação dá orientações para flexibilizar programa de matemática
3. Mudanças curriculares: ministério excluiu sociedades científicas
4. Ranking do Ministério coloca escolas públicas no topo. Escolas que eram habitualmente colocadas em 300º lugar passam a liderar ranking do ensino secundário no top 5.

Viva o PISA! Morte ao PISA!

6 Dezembro, 2016

Estou satisfeito com os resultados que os alunos portugueses obtiveram no PISA de 2015, publicados hoje. O leitor também deve estar satisfeito. Infelizmente, nem Tiago Brandão Rodrigues, nem Catarina Martins conseguem sentir a mesma satisfação.

A própria realização das provas irrita Tiago Brandão Rodrigues, tanto que terminou com elas, destruindo irreversivelmente uma série que jamais permitirá comparações de desempenho interno. Além disso, para Tiago Brandão Rodrigues, “treinar para os exames é pernicioso e nocivo”, o que significa que o governo anterior, sob a batuta do vil Crato, sujeitou estes alunos a um trauma, a um dano que pode ser irreversível, consoante o tempo que dispensaram a treinar para estas provas do PISA (antes usava-se o termo “estudar”, agora “estudar” usa-se para designar o trabalho que idiotas fazem antes de chegarem a ministros).

Por outro lado, estas provas tentam aferir o desempenho dos alunos na língua materna, nas ciências e na matemática. Assim sendo, não permitem aferir o mais importante, a felicidade dos jovens, o quanto gargalham. Isto irrita Catarina Martins. Aposto que nem uma pergunta bem humorada sobre os Monty Python, que provavelmente os alunos também desconhecem – que nem que os vissem na TV reconheceriam, que um gajo quando gargalha fecha os olhos -, saiu nestes exames perniciosos e nocivos.

O meu apelo a Tiago Brandão Rodrigues, que sendo mais novo que eu e dispondo da bonomia sabuja da geração Y com barba à lenhador tratarei por tu, é que, ó pá, acaba lá com isto da participação de portugueses no PISA. Isto é uma violência para os meninos, Tiago. Pára como isto imediatamente, a bem do progresso, pá.

Um Minuto de Silêncio pela Assembleia da República

5 Dezembro, 2016

É incompreensível o que aconteceu na Assembleia da República Portuguesa, aquele lugar onde,  supostos representantes do povo, decidem as nossas vidas. Como foi possível aprovar, em pleno século XXI, dois votos de pesar pela morte de Fidel Castro,  ditador sanguinário, mas ficarem sentados a fazer o “manequin challenge” na ovação ao Rei de Espanha, país vizinho, democrático e amigo de Portugal? Que criaturas são estas a representar-nos no Parlamento? Ler mais…

Ansiosamente à espera…

5 Dezembro, 2016

…da análise sócio-económica que explique as eleições austríacas. Coisas que mencionem o voto branco instruído e afins. Podem começar. 

E portanto

4 Dezembro, 2016

Congresso do PCP: desta vez não dá

4 Dezembro, 2016

Não vou comentar congresso partidário algum porque não aconteceu congresso partidário algum. Ou, melhor dizendo, não vou fazer de conta que estamos perante um congresso partidário no sentido ideológico do termo e perder uma parte do meu tempo a ler textos e a ouvir discursos para no fim concluir algo de “bem bonito, moderno e original” sobre os destinos do PCP. Também não me apetece teorizar sobre a sucessão de Jerónimo de Sousa ou sobre a eficaz máquina dos comunistas na organização deste e de outros eventos. E muito menos acho graça ao faz de conta que o PCP é um partido vintage com aquele design estalinista do passado mas adequado aos tempos modernos.

O PCP apoia e apoiará este ou qualquer outro Governo enquanto daí retirar vantagens para se blindar no aparelho de Estado. Fazer uma coisa e dizer o seu contrário é aquilo em que o PCP se especializou. Que o PCP o faça faz parte da sua História e explica o seu sucesso. O resto é propaganda. E da boa. O que não entendo e me cansa é que todos tenhamos de viver isso com o abandono de quem escuta um fado.

Qual é a próxima declaração do presidente?

4 Dezembro, 2016

PSD faltou ao 1º de Dezembro

3 Dezembro, 2016

O PSD faltou às comemorações do 1º de Dezembro. Não foi a primeira vez. Em 2009 também faltou. As comemorações foram assim:

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Uma pequena cerimónia na Praça dos Restauradores, em Lisboa, assinalou hoje a restauração da independência de Portugal em relação a Espanha, conseguida a 1 de Dezembro de 1640. *com RR

Participaram nesta cerimónia a presidente da assembleia municipal da capital, oficiais dos vários ramos das Forças Armadas, o Partido Popular Monárquico (PPM), o Partido Nacional Renovador (PNR), a Associação dos Amigos de Olivença, entre outras entidades.

Para a presidente da assembleia municipal de Lisboa, Simonetta Luz Afonso, faz todo o sentido recordar o 1º de Dezembro.

“Foi um momento importante da nossa História, em que nós, mais uma vez, afirmámos a nossa independência. Nós somos um dos países da Europa com a Língua e as fronteiras mais antigas”, afirma Simonetta Luz Afonso.

Na altura da deposição de flores frente ao monumento da restauração participaram os Amigos de Olivença, o PPM e o PNR de extrema-direita, com o seu líder José Pinto Coelho.

A Câmara Municipal de Lisboa “desconhece” os critérios de escolha para a deposição de flores e demarca-se da situação, refere Simoneta Luz Afonso.

Por seu lado, o presidente da Sociedade de História, Jorge Rangel, que organizou a cerimónia oficial, diz que todas as instituições podem participar nesta cerimónia oficial.

Já percebi: os empresários, jornalistas e políticos que o Expresso descobriu na tal lista que nunca mais revelava mas que apesar disso justificava quer o fim do capitalismo quer mais leis a proibir-nos mexer no nosso dinheiro

3 Dezembro, 2016

são o Ronaldo e o Jorge Mendes. Certo?

1º de Dezembro de 2016

2 Dezembro, 2016

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Numa CGD perto de si

2 Dezembro, 2016

(Ainda grândolamos, não grândolamos?)