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Isto chama-se torrar o dinheiro dos contribuintes

18 Maio, 2020

Acesso à habitação. Tudo o que precisa saber sobre o Programa Renda Segura. A ABRIR O INEVITÁVEL TÍTULO EM ESTILO AMANHÃ QUE CANTA

A Câmara Municipal de Lisboa quer arrendar até ao fim do ano 600 imóveis para colocar no mercado e subarrendar a preços acessíveis destinados à classe media. Proprietários que aderirem terão benefícios fiscais. NÃO SEI SE LÁ NO JORNAL DERAM POR ISSO MAS O TURISMO ESTÁ DE RASTOS, O ALOJAMENTO LOCAL À PROCURA DE CLIENTES RESIDENCIAIS, AS RENDAS ESTÃO A BAIXAR… LOGO A CML AO INTERVIR DESTA FORMA NO MERCADO ESTÁ SIMPLESMENTE A TORRAR O DINHEIRO DOS CONTRIBUINTES E  A  AJUDAR A QUE AS RENDAS NÃO BAIXEM

 

 

Em entrevista no “Quero Emigrar”

18 Maio, 2020

“Jornalismo – podemos confiar?” foi o tema da entrevista para a qual fui convidada, na plataforma do “Quero Emigrar”, destinada à diáspora portuguesa, a propósito do meu último artigo aqui no Blasfémias sobre o Polígrafo.

Para quem não pôde assistir ao directo, eis aqui a entrevista completa. 

 

 

A dança com música dos outros

17 Maio, 2020

São 21:06 e a RTP1 está a discutir eleições presidenciais. É um desperdício de tempo e recursos: o presidente é Marcelo Rebelo de Sousa, o desafiador é André Ventura, que terá muitos votos, mas que não servirão para mais do que transformar a já fantochada que é uma campanha presidencial num autêntico festival de extrema portugalidade. Pedro Adão e Silva, vestido de mulher-aranha, diz que convinha aparecer um candidato do centro-direita. Naturalmente, está preocupado em não ter alguém que possa minorar num desastroso resultado que indique não existir qualquer mobilização presidencialista da direita pachorrenta.

Era bom que o tal centro-direita tivesse juízo. Nomeadamente, indo para a praia, mostrando que, tal como o resto do país, não liga nada a estes rituais das elites e proto-elites. Receio que não o faça, demonstrando que perante a música proposta por André Ventura acabe a dar prova de vida dançando a canção por ele proposta até finalmente se eutanasiar por exaustão.

Direita que dança o folclore da esquerda não faz grande falta.

Sair da crise com o Estado ou apesar do Estado?

17 Maio, 2020

Mais Estado ou menos Estado para ultrapassar a crise? Qual a posição dos empresários? O que é mais benéfico para os Portugueses? O Estado deve ser amigo das empresas ou dos consumidores? O fomento da economia deve ser promovido centralmente ou a concorrência e o mercado trarão melhores resultados?
Estas e outras questões em debate, hoje às 21h00 aqui.

LiveSairDaCrise

Notícias daquelas galáxias a que os jornalistas não conseguem chegar

17 Maio, 2020

Na galáxia Espanha multiplicam-se as manifestações a pedir a demissão do governo e o fim do estado de alarme que em Madrid vai continuar. É uma pena terem-se atrasado tanto a descobrir esta bizarra forma de vida – a oposição a um governo de esquerda – que agora este texto do El Pais (a única rota que conhecem para visitar a galáxia Espanha) está já desactualizado e portanto os protestos não acontecem apenas num bairro rico de Madrid. Eu sei  que foi mais fácil o Gama chegar à Indía que propor um dia não fazer a notícia-anedota sobre o Trump e por exemplo escrever sobre o que está a acontecer em Espanha mas um dia há-de acontecer esse gesto, essa saga, esse momento único.

Já na galáxia Bélgica continua a viver-se em absoluto silêncio o aumento do número de morto por Covid: hoje contam-se em 781 mortos por milhão de residentes.

 

A reeleição de Marcelo: já se viu votar por piores razões mas nunca tão parvas

17 Maio, 2020

Marcelo, O Convicto, Este é o Marcelo das segundas-feiras. Aquele que, dizem, no seu segundo mandato, como já não precisa de ser reeleito, vai então dar mostra das suas convicções. E não menos importante impor-se ao PS que por sinal o vai ajudar a ser reeeleito.

Marcelo, o Hábil terá metido no bolso António Costa (o contrário também é válido) e é suposto que os demais, deslumbrados com o ilusionismo de tudo isto, apoiem Marcelo porque ele é um mestre da arte de meter políticos no bolso.

Marcelo, o Popular, conta agora com o apoio do PS. Mas ao certo esse apoio vale-lhe quantos votos?

Marcelo, Último Reduto, o reduto que Marcelo realmente construiu e que não é o que contém a esquerda mas sim o que acantonou a direita numa espécie de terreno em pousio, à espera do momento certo que nunca o é

Marcelo, o Transversal, precisa de radicais para que a sua transversalidade aconteça. Nesse sentido o fantasma de André Ventura é-lhe útil. Uma candidatura com um discurso radical à esquerda faz-lhe igualmente falta

Presidente pim-pam-pum

16 Maio, 2020

Anda por aí o movimento de pim-pam-pum para a escolha de um candidato presidencial de direita que cumpra os seguintes requisitos: perder as eleições, fazer de Tino de Rans por mais uns momentos de espelho televisivo e mostrar que o candidato presidencial apoiado pela direita há 5 anos deixou de ser apoiado quando conseguiu captar o apoio da esquerda governativa. Tudo causas tão relevantes como apagar incêndios como o de Pedrógão a mijar-lhe em cima. Poderá haver quem queira participar nessa brincadeira. Como não estamos aqui para tirar momentos de diversão a seja quem for, ao contrário do governo com as suas 78 regras absolutas de imbecilidade – ironicamente o número de um antigo autocarro para o Castelo do Queijo -, que siga a marinha. Só não esperem paciência para que venha a ouvir o que não têm a dizer numa candidatura ao cargo/busto que existe simplesmente para que não nos esqueçamos que isto é formalmente uma república.

a recomposição da direita

16 Maio, 2020
by

amnNão consigo imaginar o que iria fazer Adolfo Mesquita Nunes numa candidatura a Belém. Obrigar Marcelo a uma 2ª volta? Para quê? Competir com Ventura pelos votos da direita? Para quê? Demonstrar que existe uma direita que não se esgota em Marcelo e em Ventura? Para quê? As eleições presidenciais são – foram sempre – um fogo-fátuo da política portuguesa: uma vez resolvidas, todos os candidatos derrotados perdem a eventual (muito pouca) relevância política que as eleições lhe possam ter dado. Por conseguinte, se Ventura só lá vai para tentar arranjar uns votos para o partido que lidera, não se percebe o que lá ia fazer Adolfo Mesquita Nunes, que não lidera partido nenhum e quis mesmo afastar-se daquele que podia ter liderado. Afirmar valores? Numa campanha para Belém, que sabe estar perdida à partida? Deixem-se disso: a recomposição da direita só se fará com a recomposição do PSD. O resto é conversa para perder tempo.

Outro tempo, outra gente

15 Maio, 2020

João Gonçalves: «Nunca mais ninguém falou assim com o Costa. Até porque mais ninguém terá autoridade política para falar assim com ele. Como ele, aliás, está a precisar que falem.»

Marcelo escrutinado

14 Maio, 2020

Enquanto Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa não só é implausível (como o classificou Vasco Pulido Valente), mas também um desvio político patológico aquilo que se possa considerar a dignidade do cargo que ocupa e a suposta importância das responsabilidades que lhe assacam.

O estilo infantil, pantomineiro e habilidoso que lhe atribuem como sendo traços de uma personalidade genuína tornam-se características substantivas na sua acção como Chefe de Estado. O circo com Mário Centeno é só mais um recente episódio, mas Marcelo não falhou presença nos casos mais podres e fétidos do país nos últimos anos, de que basta dar apenas os exemplos de Pedrógão e Tancos.

Apesar disso, o ex-comentador televisivo goza de enorme popularidade junto da opinião pública, a oligarquia nacional baba-se perante a sua companhia e a generalidade dos jornalistas tem uma admiração incontida pela figura.

Tal é o culto em torno da sua imagem que ficou claro que o próprio não lida maravilhosamente com o escrutínio a eventuais conflitos de interesse e proximidade a interesses económicos. Reporto-me à peça da Sábado de título “Pedro e Marcelo: Tangentes Profissionais”. Em seis páginas a revista dá conta de vários casos de coincidências entre a política de Marcelo e os negócios do escritório de advogados do irmão.

Para mim o curioso da reportagem acima referida não foi propriamente a substância da mesma nem as razões apresentadas pelo próprio PR para concluir que nada lhe há a criticar do ponto de vista legal ou ético.

Nem sequer foi o facto de Marcelo ter sentido necessidade de uma extensa justificativa na própria edição de 07/Maio e, hoje, na edição seguinte da revista, ter enviado para publicação na Sábado mais uma carta sobre o mesmo tema.

O que mais me chamou a atenção foi a forma como MRS terminou a sua resposta à jornalista escrevendo:

“Como qualquer titular do Poder Político, em Democracia, encontra-se sujeito a escrutínio público, incluindo críticas ou insinuações, mesmo se totalmente infundadas, como as que lhe foram colocadas pela SÁBADO. Quanto a elas, nunca existiu, no que lhe respeita, qualquer conflito de interesses, razão pela qual nem sequer formula o juízo, que seria ofensivo para a SÁBADO, segundo o qual haveria, ainda que vagamente, um intuito de condicionar a ação política do Presidente da República”.

Na minha leitura, trata-se de uma tirada ao estilo passivo-agressivo, quase como que se os órgãos de comunicação não devessem ter o topete de colocar questões ao Senhor Presidente, nem de o importunar com perguntas deste teor. Pensará Marcelo que a sua popularidade deve ser retribuída com o respeitinho dos jornalistas? Seria ofensivo cogitar que haveria, ainda que vagamente, o intuito do Presidente da República de condicionar a ação da investigação jornalística e o dever de informar dos profissionais da comunicação social, apurando tudo o que houver para apurar, doa a quem doer?

Marcelo Rebelo de Sousa. Manuel de Lameida-Lusa

Existir uma candidatura presidencial alternativa é um imperativo político, moral, psiquiátrico e higiénico

14 Maio, 2020

1) Marcelo Rebelo de Sousa ligou a Centeno por causa “do equívoco” na Autoeuropa.
2) Mas mantém tudo o que disse.
3) O Presidente da República telefonou a Mário Centeno para explicar as declarações na Autoeuropa.
3) Foram “um equívoco”, disse Marcelo.
4) Mas Belém rejeita que tenha havido um pedido de desculpas.

A exploração política da morte

14 Maio, 2020

não começou com o André Ventura. Ele simplesmente faz aquilo que outros se habituaram a fazer. E note-se que o fazem há largo tempo com grande aval e tonitruante aplauso daqueles que agora se horrorizam com o populismo do dito Ventura.

Dr. Rio, não é a demissão de Mário Centeno que deve pedir. É sim a de António Costa

13 Maio, 2020

Verão é na Pedreira Antunes

13 Maio, 2020

Com o Verão à porta, é importante não nos andarmos a matar uns aos outros à beira-mar. Pelas indicações/recomendações/ordens (escolher a adequada consoante o tamanho dos chifres que considera ter) da DGS, não deveremos ir a praias excepto as da CGTP. Assim sendo, não vá à praia matar pessoas: mate antes os seus familiares em casa, que não conta para as estatísticas do covid.

Para pessoas que desejam cumprir a “lei”, proponho a Pedreira Antunes, que é de um amigo meu. Não só vende pedra em conta e areia barata para obras de construção civil como providencia serviço de praia privada por custo inferior ao dos concessionários que esfregam as mãos de contentes com o rico presente providenciado pelos torniquetes anunciados pelo governo para o acesso às praias.

Recordem: não são as vossas praias; são as praias deles.

Asco

13 Maio, 2020

«O senhor primeiro-ministro esteve muito bem no Parlamento quando disse que fazia sentido que o Estado cumprisse a as suas responsabilidades, mas naturalmente se conhecesse a conclusão da auditoria” ao Novo Banco, disse Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações transmitidas pelas televisões.

Mas não foi isso que o senhor primeiro-ministro inscreveu no OE nem decidiu no conselho de ministros. Portanto o senhor Presidente vai escrever cem vezes “cumprimento das responsabilidades. Depois procura sinónimos para responsabilidade. No fim promete que quando for adulto vai cumprir as suas responsabilidades. Certo?

O PM não sabe o que se aprova em conselho de ministros; o BE indigna-se com o que consta nos orçamentos que deixou passar; o PR está a tentar passar entre os pingos da chuva… Mas felizmente que se acabou a descrispação

13 Maio, 2020

Jorge Costa: «O empréstimo de 850 milhões de euros do Estado ao Fundo de Resolução é uma obrigação – atentem na palavra obrigação – do Estado, regulada por contrato entre as partes, de 2017. Especificamente este empréstimo, respeitante à recapitalização de 2020, por causa das perdas de 2019, foi aprovado pelo com o Orçamento do Estado para 2020, que vigora.  (O BE acrescento eu escusa de se fazer de novas e de indignado pq permitiu a aprovação deste orçamento)

Após o pedido do Fundo de Resolução para lhe ser debitado na conta o montante, verificadas as condições que o enquadram, o Estado tem 5 dias úteis para fazer a transferência. É um assunto de secretaria. O Primeiro Ministro de Portugal não conhece os contratos e as leis que o seu Governo assina e faz aprovar. Promete o que não faz o mais pequeno sentido prometer porque não conhece a realidade das coisas de que fala. E isto, sim, é grave. Não a realização do empréstimo em maio, coisa antecipadíssima e regularíssima. Mas a forma como o Primeiro Ministro vive alheado dos assuntos da governação, especializado no show-off e na propaganda.»

«QUANDO O CONSELHO DE MINISTROS APROVOU O EMPRÉSTIMO AO FUNDO DE RESOLUÇÃO, ANTÓNIO COSTA DORMIA? Tenho estado a assistir à Comissão de Orçamento e Finanças do Parlamento. Nunca vi um ministro fazer uma demonstração tão exaustiva da ignorância mais elementar do primeiro ministro a respeito dos assuntos da governação, neste caso dos célebres empréstimos do Tesouro ao Fundo de Resolução»

Agora que está resolvido o tremendo problema da descaracterização das cidades pelos turistas, qual é a proposta dos activistas do caracter?

12 Maio, 2020

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André Abrantes AmaralOs que se queixavam do excesso de turistas em Lisboa ainda não devem estar arrependidos. Por estes dias a cidade está como sempre desejaram: despida de gente. Já quando a factura chegar, seja através de cortes nos salários ou aumento dos impostos, a conversa será outra. Nessa altura (por volta de Setembro quando a discussão do orçamento de estado se tornar pública) voltaremos a ouvir falar de solidariedade. Da solidariedade dos egoistas.

Compra dos ventiladores: uma cronologia da má fé da China e da propaganda governamental

12 Maio, 2020

23 de Março: Governo encomendou 280 mil testes. E comprou à China 500 ventiladores. Ventiladores custaram 9,3 milhões de euros. António Costa diz que 500 ventiladores chegam da China até 14 de abril

(A  5 de Abril chegam 144 ventiladores que nada têm a ver com esta encomenda: são ofertas ou aquisições feitas pela CML)

 

17 de Abril: Portugal ainda só recebeu 65 dos 508 Ventiladores comprados à China 

Os ventiladores não chegam mas mediaticamente estão sempre a chegar: Portugal recebe mais 500 ventiladores nas próximas semanas . O secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales adiciona ventiladores a cada intervenção.

Como se perceberá posteriormente neste caso receber não é sinónimo de chegar. Os jornais fazem títulos com “Portugal recebe” mas uma coisa é recebê-los na China outra bem diversa é fazê-los chegar a Portugal.

 

20 de Abril:  Chegaram 66 ventiladores: 40 ficam na região Norte e Centro. Há 65 guardados na embaixada em Pequim, a aguardar transporte.

Acreditar-se-ia que estes 66 ventiladores se somavam aos outros 66 recebidos até 17 de Abril, o que dava que já tínhamos recebido131 ventiladores. Na verdade são os mesmos como dias depois de percebe.

 

2 de Maio:  Portugal ainda só recebeu 73 dos 1151 ventiladores comprados à China

Portugal ainda à espera dos ventiladores comprados à China. Governo paga 2 milhões à TAP para os ir buscar

 

7 de Maio: O Presidente da República Popular da China ligou esta quinta-feira para chefe de Estado português para conversarem sobre a evolução da pandemia nos dois países e o seu impacto “na economia e na sociedade à escala universal”, segundo nota publicada no site da Presidência. Marcelo Rebelo de Sousa aproveitou para pedir ao seu homólogo chinês Xi Jinping que intercedesse para acelerar a entrega de material “encomendado e pago” à China, em particular ventiladores, obtendo a garantia de uma “rápida resolução do assunto”.

 

Portanto dos 1151 ventiladores comprados à China e das sucessivas remessas que estavam sempre a chegar, a ser entregues, a ser recebidas… chegaram 73 ventiladores. É isto?

 

Caiu a máscara ao Polígrafo

11 Maio, 2020

Que credibilidade tem um Jornal Online,  cuja função é fazer a verificação de notícias, quando ele próprio é transmissor de informação errónea? Aconteceu recentemente com o uso de máscaras. Em pleno horário nobre, na sua parceria com a SIC,  o Polígrafo disse textualmente que “nesta fase” ( a 2 de Março e no auge da pandemia) não fazia sentido  o uso desse equipamento pela sociedade civil e que era desaconselhável porque dava  a  falsa sensação de segurança e não permitia uma protecção completa. Isto à revelia do que os profissionais de saúde defendiam. Mas afinal, são verificadores de factos ou papagaios dos interesses do sistema?

poligrafo recomenda nao usar mascara

A resposta vou dá-la aqui num pequeno levantamento que fiz aos “fact-checking” destes jornalistas.

Não é de agora que o Polígrafo nos anda a confundir com verificações enviesadas e imprecisas. Vejamos à lupa algumas delas (porque são muitas e davam vários textos):

Na  verificação a uma publicação do PCP sobre se era ou não verdade que em média as mulheres tinham salários mais baixos, o Polígrafo, de uma forma superficial, classificou imediatamente de “verdadeiro”. Sucede que esta publicação é imprecisa e foge à verdade ao referir SALÁRIOS em vez de média AUFERIDA. Isto é, não é verdade que os salários são discriminatórios pois nos CCT  de cada sector de actividade, não pode existir – por isso não contém –  diferenciação de sexos. Um salário de um  administrativo/a, técnico/a, ajudante/a ou qualquer outra categoria,  na tabela salarial é só um e o valor base no recibo nunca pode ser diferente do que é indicado na tabela aprovada. Nunca. Porém, os valores AUFERIDOS mensalmente já poderão ser diferentes. Porquê? A razão é simples: ausências ao trabalho para assistência à família, gravidez, número de horas extras etc. etc.  Logo, a classificação deveria ter sido “verdadeiro mas…”. Portanto, fazer uma verificação a isto e NÃO REFERIR  este detalhe, que o PCP propositadamente oculta, é enviesamento de informação.

Quando fez a verificação de uma publicação (que por acaso era minha) o Polígrafo escrevia: “(…)alega-se que a temperatura na Antártida aumentou porque “há mais Sol” e “os dias são mais longos”, devido a “alteração na inclinação da Terra”. Fonte de informação? Um vídeo no YouTube em que supostamente (escreveram “supostamente” quando é um testemunho real)  os “anciãos” inuítes – povos indígenas que habitam tradicionalmente regiões em torno do Círculo Polar Ártico, no extremo norte da Terra – explicam que, ao longo dos anos, têm vindo a identificar diferenças no local onde o Sol se põe. Este fenómeno estaria relacionado com uma variação da inclinação da Terra que torna os dias mais longos, em comparação com as noites. Diz ainda o Polígrafo,  que esta não é uma justificação cientificamente válida para a mais recente onda de calor que atingiu a Antártida, mas não fundamenta esta afirmação com fontes. Zero.

Temperatura_na_Antártida_ultrapassa_os_20ºC_porque_há_mais_Sol_e_os_dias_são_mais_longos_COM_VÍDEO_Polígrafo

Ora na publicação havia um vídeo real, de testemunhos reais,  de anciãos inuítes reais,  que explicavam detalhadamente as suas observações sobre os dias naquela região dizendo que o Sol, onde nasce não mudou muito, mas o por do sol mudou de lugar e sabem quando ocorreu. Que o Sol está mais alto e os dias são mais longos aquecendo as temperaturas, os ventos do norte mudaram e as estrelas também: não estão mais nas suas posições originais. Há mais vento do sul e leste e que isso afectou-lhes o modo de vida. Que já tinham informado a NASA sobre essa constatação.  Curiosamente isso foi invalidado pelo Polígrafo. Os nativos do Polo Norte são “ignorantes” e sabem menos que os “cientistas” e tudo o que observam é mera “imaginação”, por isso não sabem do que estão a falar, certo? Isto do Sol aquecer mais uma hora porque os dias são mais longos no Polo Norte não interessa porque são os esquimós a dizê-lo, certo? Por que razão o Polígrafo não confrontou os cientistas com estas declarações e não investigou? Porque estragam as narrativas oficiais.

A inclinação da Terra tem influência (mas não é a única) no aquecimento do Planeta.  Em 2000 a Nasa publicou um artigo sobre essa importância mas AGORA tem um alerta: “o artigo pode conter informação desactualizada”. Curioso é isto indicar que estão  agora alinhados com a teoria do “aquecimento “mega rápido” global por CO2″,  aquela que se fundamenta na curva de aquecimento “súbito e alarmante” (o famoso hockey stick), conseguida por manipulação de dados pelo IPCC e  que por isso, o seu director Phil Jones, foi alvo de um processo de investigação no Parlamento  Britânico – resultante do escândalo Climategate –  onde pasmem-se, se comprovou o “desaparecimento massivo” de documentos de prova (ao estilo Sócrates). É com base nesta fraude que ainda hoje os “cientistas do alarme catastrófico” do aquecimento antropogénico do  clima, se fundamentam. O Polígrafo alguma vez verificou esta mentira fazendo prova (porque a há) de que as temperaturas foram estáveis e não subiram em flecha? Que não há até hoje base científica que o sustente? Não. Porque isso estraga as narrativas oficiais.  Ainda sobre a inclinação do eixo da Terra, depois do grande terramoto de 2010 no Chile, neste artigo é dito: “A NASA indica que “o mais impressionante é, talvez, o quanto o terramoto mudou o eixo de rotação da Terra”, que determina a duração dos dias. Os cálculos efectuados por Gross mostram que o eixo se alterou em aproximadamente oito centímetros”.

Nota: Micheal Mann nunca conseguiu provar a veracidade destes dados, tendo perdido em Tribunal Canadiano, num processo que moveu contra Tim Ball que o acusou de fraude.

Breaking News Dr Tim Ball Defeats Michael Mann s Climate Lawsuit PSI Intl (8)

Depois diz que entrei em contradição quando afirmei que não era a primeira vez que havia temperaturas ALTAS na Antártida (mais um jogo de palavras). Porém, adiante no fact-checking, escrevem isto: “Os dois novos valores máximos estão a ser verificados pela Organização Mundial de Meteorologia (OMM) e, segundo Randall Cerveny, relator da comissão para o Arquivo de Extremos Meteorológicos e de Clima da OMM, ainda é prematuro concluir que foi a primeira vez que a Antártida ultrapassou os 20ºC de temperatura. E escreve mais isto: “Gorodetskaya salienta que, apesar de a península da Antártida ser a região mais quente do continente, “não é típico ter 20ºC frequentemente”, nem mesmo na época de temperaturas mais altas como aquela que agora se vive no Hemisfério Sul. Mas indica que este valor é referente a uma região “muito particular” e por isso “não pode ser aplicável a toda a Antártida. Também Ricardo Trigo, professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e director do Instituto D. Luís, aponta no mesmo sentido. “É como estarmos a falar da Europa e alguém referir a temperatura das ilhas da Ria Formosa ou das Berlengas. Tem a relevância que tem, está no continente europeu, mas não representam a Europa”, exemplifica.”

Ou seja, o mesmo Polígrafo que me desmente e classifica o meu post (baseado em declarações dos Inuites e outras pesquisas) de “Falso” – as principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas”,  é o mesmo Polígrafo que me dá razão sem se dar conta. Isto é, só quem abre o artigo e o LÊ constata isso. Os que lêem só os títulos, não. E se a justificação foi “ser impreciso” porque o classificam de “Falso”? Eu sei: para depois aparecer isto sempre que é visualizado o post:

censura facebook

E acrescento mais esta:  “Alguns dos factores para o degelo são naturais, conforme explica a PHD e professora do Departamento de Oceanografia Física da USP, Ilana Wainer. “Variações climáticas são parte da evolução natural do planeta, função da variação de parâmetros orbitais como a distância terra-sol, a inclinação do eixo da terra e a constante solar”, explica a especialista.”

E mais esta: “Análises de climas passados mostraram que variações da temperatura e da concentração de CO2 não estão relacionadas entre si, ou seja, o CO2 não controla o clima global. Ao contrário, a temperatura do sistema climático, ao aumentar, induz o aumento do CO2 na atmosfera.” Luiz Carlos Baldicero Molion, PH.D. em Meteorologia pela universidade de Wisconsin, EUA.

Outro fact-checking manhoso foi com um artigo sobre   ideologia de género do Notícias Viriato. Quando o Polígrafo diz  “Concluindo, o Governo não obriga as escolas a deixarem que “um rapaz, de qualquer idade, que se identifique como rapariga, pode utilizar os balneários femininos mesmo tendo os órgãos sexuais masculinos” e vice-versa. O que é assegurado através do referido diploma é que um rapaz que se identifique como rapariga não seja obrigado/a a utilizar os balneários masculinos, ou que uma rapariga que se identifique como rapaz não seja obrigada/o a utilizar os balneários femininos”,  está EXACTAMENTE a dizer o mesmo –  de forma enviesada – que foi dito no Notícias Viriato. Um jogo de palavras e interpretações SUBJECTIVAS  para iludir sobre um decreto-Lei que NÃO É CLARO E OBJECTIVO exactamente porque não interessa ser e assim dar azo a várias interpretações à escolha, iludindo as pessoas sobre esta imposição ideológica, dando a entender que é “inofensiva” e cheia de “boas” intenções em nome da “igualdade”. Como classificou o artigo? Assim: “Falso: as principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas.”

Fact-check com o uso de hidroxicloroquina. O post era este:   “Bem, boas notícias finalmente. Esta publicação consiste em partilhar o processo de tratamento do paciente Covid-19 nos hospitais centralizados. Fica evidenciado o uso de hidroxicloroquina que tem sido tão polémico mundialmente como sendo o fármaco ‘milagroso. Na minha opinião, após muita relutância da DGS decidiram aprovar a terapia do uso de hidroxicloroquina. Vamos ter certamente uma redução do número de mortos nos próximos dias! Interessante que na comunicação social esta informação ainda é um tabu”. Esta é a imagem do post:

A_hidroxicloroquina_é_um_fármaco_milagroso_no_tratamento_da_Covid_19_COM_VÍDEO_Polígrafo

O erro deste autor foi ter escrito “aprovado” e vai daí o Polígrafo contorceu-se até ao tutano para “provar” que não houve aprovação nenhuma, quando pela leitura do post, se percebe que o que o autor quis dizer e ERA VERDADE, é que a DGS autorizava a terapêutica com esse e outros medicamentos como se pode ler nesta imagem: “À data, podem ser equacionadas terapêuticas antivirais de acordo com os critérios  seguintes e juízos clínicos”. O Polígrafo faz ainda questão de acrescentar: “nenhum destes medicamentos tem ainda uma eficácia comprovada” para reforçar os seus “argumentos”. Ou seja, um mero jogo de palavras para classificar esta publicação como “falsa” sem o ser na realidade.

Sobre as saídas  precárias de criminosos onde o Polígrafo  desmente André Ventura, não  preciso de lembrar que foi comprovado pelos factos: “O homem condenado a 23 anos por homicídio no processo Noite Branca, e que já cumpriu 13, estava pronto para sair quando foi notificado que a liberdade extraordinária estava suspensa devido a um processo pendente por agressões a guardas prisionais.” Portanto, este homicida só lá ficou porque (ups!) tem um processo pendente com… guardas prisionais.

Agora e só para terminar, compare estas verificações com as que são feitas a Costa, Catarina Martins, Nuno Santos (são só uns exemplos) onde as mentiras e omissões são classificadas de “verdadeiro mas…” e “impreciso” . E reflicta sobre este regresso  do lápis azul pela mão da nova “pide”.

catarina martins poligrafo

costa poligrafo 1
poligrafo nuno santos

Os meninos da bolha

11 Maio, 2020

Ou a DGS tem informações secretas sobre os riscos do contágio entre crianças ou estas normas que eleborou para a reabertura das creches são um delírio de autoritarismo sanitário:
– Distanciamento entre crianças nas pausas e espaços de refeição;

– Berços, camas ou catres sempre utilizados pela mesma criança e com espaçamento mínimo de 2m entre si (há creches que se queixam de falta de espaço para implementar esta medida);

– Turmas fixas, ocupando diariamente o mesmo espaço, com o mesmo educador e com os mesmos circuitos de circulação;

– Uso de “máscara cirúrgica” pelos profissionais e pelas crianças com idade superior a 6 anos (abaixo desta idade a máscara não é permitida);

– Espaçamento de 2m entre crianças (medida que a própria DGS reconhece não ser de fácil aplicação);

– Material didáctico não deve ser partilhado entre as crianças;

Isto não śo não é possível como não é desejável. Por uma vez ponham as crianças nos recreios. Percam o medo do ar livre. Deixem-nos correr. Saltar. Brincar. As creches não podem ser prisões de alta segurança. E esta não pode ser a geração bolha.

 

No pasa nada

11 Maio, 2020

*A UE  que se propõe liderar o combate mundial ao Covid aceitou  que a China censurasse a carta dos embaixadores europeus em Pequim, retirando a referência à origem da covid-19 que constava no texto original.

*“OMS desaconselha o encerramento de mercados como o de Wuhan,”

*Presidente da China pediu à OMS para atrasar divulgação de informações sobre o coronavírus

*OMS nega ter ocultado informações sobre coronavírus após pressão da China

…

Ó homem diga que é a versão brasileira da Festa do Avante

10 Maio, 2020

Bolsonaro desiste de organizar churrasco com centenas de pessoas na residência oficial. Presidente brasileiro tinha feito convite para um churrasco na residência oficial. Após estalar a polémica, disse que era um “churrasco FAKE”

PCP: o rolo de cozinha do PS

10 Maio, 2020

O que dizer Jerónimo quando diz: Festa do Avante! não é um festival e que comunistas “são muito criativos”?
Que em Setembro no festival que não é festival o PCP organiza uma missa-vudu contra os maus espíritos daqueles países da UE que recusam colocar os seus contribuintes como patrocinadores vitalícios dos socialismo de Estado praticado em Portugal.
Capítulo seguinte, o PCP apresenta a conta pelos altos serviços prestados: mais uns acordos colectivos, mais umas portarias de extensão… Em conclusão: desde a invenção do rolo de cozinha que o PS português não conhecia algo tão útil quanto o estatuto excepcional do PCP em 2020.

Estado de excepção

10 Maio, 2020

A excepção tornou-se a regra. Nem Marx, nem luta de classes, nem estado social: o estado de excepção permite tudo e o seu contrário. Sempre em nome do cumprimento das regras. E do socialismo, claro. Todos os dias mais uma excepção enquanto as regras apertam. Convém contudo recordar que  A excepção pode ser racismo ou inclusão. Tudo depende de quem a propõe. André Ventura defendeu um programa de confinamento especial para a “comunidade cigana”. Ou seja um tratamente excepcional.  Racismo – gritaram os activistas e depois toda a pátria, não se desse o caso de acabarem expatriados aqueles que não gritassem “racismo!” com suficiente convicção. A proposta de um tratamento excepcional feita pelo líder demissionário do Chega é tão despropositada e se quisermos racista quanto todas as outras propostas apoiadas e incensadas como tolerantes, progressistas e, pasme-se, inclusivas que tratam alguns portugueses não como os cidadãos que efectivamente são mas sim como um grupo ou comunidade, como agora se deve dizer. O absurdo das excepções que em nome da protecção às comunidades se aprovam e legitimam não tem explicação: tanto se tolera o casamento de meninas como se concedem bolsas de investigação específicas para mulheres. Tanto se condena o racismo como se aceita que certas comunidades se odeiem entre si…

Austeridade: pela honra e em nome do futuro

8 Maio, 2020

No meu artigo de hoje na coluna semanal da “Oficina da Liberdade” no Observador, procuro desmistificar a ideia habitualmente associada à austeridade.

Lá digo entre outras coisas:

Lamentavelmente todos parecem ter interiorizado que a austeridade é má e prejudicial. Além disso entendem que, a existir ou ocorrer, tal acontecerá não por vontade própria, mas pela força das circunstâncias ou pela imposição de terceiros.

O desmame da alucinação não será fácil, mas será certamente compensador podermos vir a olhar-nos de novo ao espelho e vermos pessoas adultas que não sequestraram o futuro dos próprios filhos e netos.

O artigo completo pode ser lido aqui.

 

E é isto

8 Maio, 2020

Rui Ramos: «A parada da Alameda, que tornou ridícula a autoridade do Estado em Portugal, não provou a força do PCP. Nem mesmo o aviso de que a Festa do Avante é para se fazer, mesmo com todos os outros festivais proibidos
O PCP teve sempre – e apenas – a força que, por interesse próprio, os outros lhe deram. Se esteve na Alameda durante o estado de emergência, foi porque o Estado quis, e não porque o PCP se impôs. Os comunistas dão jeito ao PS. Viabilizam-lhe leis e orçamentos, mas sobretudo fixam o medo e o ressentimento da direita, justificando-lhe o papel de “charneira” a que o PS sempre aspirou. Rui Rio presta-se ao jogo, com o seu sonho de permitir aos socialistas governarem sem estarem constrangidos pelo PCP. O PCP é hoje um dos side-shows (o outro é a “extrema direita”) que disfarçam a verdadeira questão da democracia portuguesa: o peso crescente do Estado numa sociedade cada vez mais fragilizada, e a identificação desse Estado com um partido, o PS.
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Protectorado

8 Maio, 2020

China censura carta de embaixadores europeus em Pequim, retirando referência à origem da covid-19. UE aceitou.

Portanto vão retirar a carteira a quem trabalha em jornais desportivos e partidários?

8 Maio, 2020

A Comissão da Carteira de Jornalista recusou o título profissional  a António Abreu, responsável pelo site Notícias Viriato considerando que não existe nele “atividade jornalística”.  A classe claro que não se vai solidarizar com António Abreu. Nem sequer lhe vai parecer preocupante que esta decisão tenha sido em parte baseada no facto do site Notícias Viriato estar  na lista de vigilância do projeto Monitorização de propaganda e desinformação nas redes sociais do Medialab do ISCTE/Instituto Universitário de Lisboa. Amanhã outro argumento qualquer serve. Os observatórios do doutor Boaventura sinalizam um outro site e outras carteiras serão recusadas.  Um dia chegará claro aos que agora acham que não é nada com eles.

Toda a gente vai olhar para o lado. Pigarrear que a eles os jornalistas como deve ser  isto não vai acontecer. Esperem pela demora que não vai demorar.

Quaresmas

7 Maio, 2020

Um belo artigo de Ricardo Quaresma sobre um interessante personagem. Um outro Quaresma, que foi corajoso quando havia consequências para quem desafiava a tirania e queria ser livre.

O comunitarismo é uma treta. Perigosa.

7 Maio, 2020

Portanto as mesmas pessoas que defendem o tratamento diferenciado das comunidadesofendem-se porque André Ventura defende o tratamento diferenciado de uma dessas comunidades? Ou vice-versa: André Ventura que se insurge contra o tratamento diferenciado de uma comunidade vem pedir um tratamento diferenciado para essa comunidade.

Nos apoios anunciados para o jornalismo há verba para a nave intergaláctica que levará os jornalistas à Bélgica?

6 Maio, 2020

A Bélgica chegou nos números de hoje aos 720 mortos por milhão.Pretender justificar esta barbaridade e o seu silenciamento com uma forma mais rigorosa  de contagem   das vítimas é atirar areia para os olhos.

Vichyssoise

6 Maio, 2020

“Crise na comunicação social é uma situação de emergência e está a criar problemas de regime”.

Há pelo menos dois anos que Marcelo anda em campanha pela ainda maior estatização dos media.

O controlo da oligarquia faz-se, como sempre, sem pudor.

Marcelo_chapeu

A realidade nua e crua. E de que ninguém fala

6 Maio, 2020

João de Carvalho «Quem nos governa só pensa em assalariados e funcionários públicos. Ninguém pensa nos pequenos negócios e nas suas especificidades. O privado para essa gente é assim uma espécie de excrescência aonde ainda habitam fantasmas de patrões exploradores e pessoas cheias de dinheiro, resquícios bolcheviques medievais cheios de naftalina que num país atrofiado à sombra do Estado medram.

Maria tem que pagar mensalmente o seu local de trabalho, a renda de sua casa, 2 edps, 2 águas, as telecomunicações ao serviço da profissão, a sua alimentação e as medicações para a asma que não primam pela comparticipação. Restam no seu negócio ainda o pagamento da recolha de resíduos a uma empresa certificada, a medicina no trabalho e mais uma catrefada de compromissos com que o Estado a vai “abafando” muitas vezes coadjuvado de empresas parasitas socialmente inúteis cuja propósito não é senão albergar gente de partidos e seus afins.

Maria comunicou a sua situação a várias entidades. Realço só algumas: a Meo comunicou-lhe para contactar um número que além de ser pago nunca atende, a EDP e as Águas de Portugal népia. Só duas reacções foram decentes e por acaso privadas: a sua senhoria que mostrou total compreensão e apoio e a empresa privada Ambimed Stericycle que recolhe os resíduos no seu local de trabalho. A Ambimed muito correcta e rapidamente suspendeu após solicitação por mail os pagamentos. Do Estado veio uma mão cheia de promessas e outra de nada!»

Se a notícia for sobre o Brasil substituir “dá puxão de orelhas” por “ataca independência dos juízes”

5 Maio, 2020

Comissão Europeia dá puxão de orelhas a juízes do Constitucional alemão

Um bocadinho de tecido à frente do nariz

5 Maio, 2020

E falou dessa ideia com quem?

4 Maio, 2020

Marcelo tinha “ideia simbólica” para a celebração do 1.º de Maio Marcelo tem medo que Costa o ultrapasse no populismo e medo também da elevada abstenção entre aqueles que foram os seus eleitores. Medo sobretudo que um dia alguém lhe lembre que a vida não é uma brincadeira e que não está para brincadeiras. (Em que praia irá o Presidente mudar de calções este ano?) Vai levar os próximos meses neste jogo de escondidas.

 

O estranho mundo do acolhimento aos migrantes, imigrantes, pessoas retiradas, estrangeiros, hóspedes, refugiados, requerentes de protecção ou de asilo….

4 Maio, 2020

Estávamos portanto com os migrantes, imigrantes, “pessoas retiradas”, estrangeiros, hóspedes, refugiados, requerentes de protecção ou de asilo devidamente instalados na base da Ota quando fomos informados que alguns tinham ido para a mesquita de Lisboa e outros, a fazer fé nos jornais, estavam em fuga”: “Dezanove refugiados de hostel em Lisboa com casos de coronavírus estão em fuga”. Mas em fuga de quê ou de quem? Então os refugiados não tinham sido acolhidos exactamente porque vinham a fugir? E que sentido faz que fujam requerentes de protecção ou de asilo?… O acontecido a estas pessoas deve servir também para reflectirmos sobre as condições em que vão ser acolhidas as chamadas “crianças migrantes” que estão desacompanhadas das suas famílias nos campos das ilhas gregas. Entre o frenesi do Covid-19 passou discreta a informação que “Portugal manifestou disponibilidade para acolher crianças migrantes que estão desacompanhadas nas ilhas gregas”.

Hoje, Domingo 3/Maio – 21h00

3 Maio, 2020

Apesar de nos últimos meses a Covid-19 ser pródiga em exemplos de divergências entre cientistas e especialistas quanto a inúmeros aspectos relacionados com a doença e a gestão da epidemia, ainda há muita gente que acredita no dogma da verdade única e absoluta. Para esses só há uma ciência: a sua ciência.

Qualquer um que coloque objecções, aponte incongruências ou identifique erros de análise à tese dominante é desqualificado do ponto de vista pessoal e a sua abordagem tida como leviana e atentadora do interesse público, quando não mesmo uma ameaça directa à saúde de cada um de nós.

Ora, como na Oficina da Liberdade se rejeita a húbris intelectual das certezas e ao mesmo tempo se tem desconfianças quanto ao exercício do poder, procuramos dar espaço ao contraditório.

Assim, fica o convite aos leitores do Blasfémias para assistirem hoje, Domingo, às 21h00 a um debate entre André Dias e Carlos Meneses Oliveira. A contenda será moderada pelo Carlos Guimarães Pinto.

Será transmitido ao vivo aqui: www.facebook.com/oficinadaliberdade/

 

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As máscaras começaram a cair

3 Maio, 2020

Os comunistas portugueses vão arrepender-se mil vezes da celebração do 1º de Maio de 2020 pois vai ser enorme o preço político que vão pagar por elas. O que se viu “claramente visto” na Alameda não foi uma celebração mas sim a exibição obscena do poder por parte de quem se acha acima da lei que rege os demais. A falta de pudor na exibição desses privilégios tornou mais evidente aquilo que a CGTP de facto é: uma corporação feroz na hora de defender os seus interesses e a sua capacidade de influência. Para mais uma corporação a quem ninguém pergunta nada. Por exemplo, e apenas para começarmos, alguém sabe ou quis saber quantos sindicalistas da área da saúde se apresentaram durante esta epidemia nos seus serviços para trabalhar?

estado de suspensão constitucional

2 Maio, 2020
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«A situação que teremos, a partir do dia 3 de Maio, independentemente da bondade das intenções, é, por isso, manifestamente inconstitucional. Manterá a suspensão de direitos fundamentais, sem o fazer por via de nenhuma das duas figuras constitucionalmente previstas para esse fim, mas apenas por decisão unilateral do governo.». Hoje, no Observador.