Reféns do Estado Social(ista)
Levámos anos a fazer figura de parvos com os esfomeados que ninguém viu a que se sucederam os despejados traumatizados porque tinham de deixar a casa em Campo de Ourique e ir para Alvalade… e agora que milhares de pessoas vêem tratamentos médicos urgente adiados e não se ouve um pio? Como se tudo corresse no melhor dos mundos o mais que temos são umas notícias a informar-nos que ” a senhora ministra vai reunir com as administrações hospitalares para reagendar as cirurgias”? Já agora onde estão os pais do SNS? Aquela senhora dos reformados indignados? Os bispos vermelho-apoquentados? O que foi feito do Estado Social que era tão mas tão importante?…
É só para avisar da próxima causa
PÚBLICO: É preciso devolver património, mas antes há que admitir o erro da colonização
Uma das vantagens de ler o PÚBLICO é que ficamos esclarecidos sobre a próxima causa. Urgentíssima, pois claro. Agora que já desistiram de votar no Brasil e no momento em que os activismos das causa do sexo ou falta dele estão a transformar o mundo num inferninho para os próprios activistas, os frenéticos das causas vão entrar em transe com os museus, o património dito colonial dos museus e reivindicação das devoluções aos museus africanos. Perante o frenesi só temos duas hipóteses ou combatê-lo ou incentivá-lo. Por mim proponho a globalização deste movimento: devolva-se tudo à sua origem. Por exemplo, porque há-de a França devolver ao Senegal as peças de arte que de lá trouxe e não devolve a Portugal o que daqui levou?… Assim postas as coisas vamos andar anos neste toma lá dá cá. No fim vamos ficar todos mais parvos mas isso não interessa nada.
Código de conduta do Partido Socialista

E eis que o mundo começa a dar sinais de bom senso
Um dia destes fazemos uma manifestação para defendermos o direito a falar como nos apetece?

Não creio que o estado deva salvar jornais mas uns caderninhos para exercícios de vocabulário talvez se possam oferecer
Segundo o DN o ex-presidente George W. Bush disse que o seu pai “era um homem empatético. Valorizava o caráter em vez da linhagem, e era cínico.»
O PCP é o primeiro a usar em seu favor a legislação que condena
Aqueles reformados da Ajuda que o PCP quer despejar são nova versão dos despedidos do jornal Diário, jornal afecto ao PCP que se anunciava como trazendo “a verdade a que temos direito”. De facto O Diário dava aos seus leitores a verdade a que os comunistas achavam que eles tinham direito. Como os leitores achavam aquela verdade muito especial ou por assim dizer pequenina, O Diário foi perdendo leitores e não resistiu ao desmoronar do mundo comunista: fechou abruptamente em Junho de 1990. Ironia das ironias, como nesse ano os feriados se colaram ao fim-de-semana o seu desaparecimento quase só se percebeu uma semana depois e, perante a indiferença geral, os seus trabalhadores foram despedidos ao abrigo das alterações à lei laboral levadas a cabo pelo então primeiro-ministro Cavaco Silva que o mesmo PCP acusava dos crimes mais nefandos por causa de querer instituir no país o despedimento colectivo
O urinol de António Costa

Ao contrário dos nazis, que, inspirados numa peça de teatro do dramaturgo Hanns Johst, sacavam da pistola quando ouviam a palavra Cultura, eu gostaria apenas, em iguais circunstâncias, de sacar do polígrafo. Não é que a mentira, democrática como é, não atinja também outras áreas da governação, mas nesta em particular, fossem os actuais responsáveis políticos da família do Pinóquio, e já teriam caído para a frente com o peso do nariz.
Em 2015, último ano em que os rústicos liderados por Passos Coelho trataram do assunto, o orçamento destinado à cultura era de uns míseros 219 milhões de euros; em 2016, afastados os bárbaros dos salões da civilização, logo o orçamento passou para uns generosos… 179 milhões! À primeira vista parece uma diminuição, mas as “primeiras vistas” são para saloios e António Costa é um príncipe florentino. Num passe de mágica pegou na RTP e nos 244 milhões que lhe estavam destinados, e toca a metê-los no Ministério da Cultura, elevando o orçamento global, em microssegundos, para uns espectaculares 423 milhões de euros. Desde o dia em que Marcel Duchamp comprou um vulgar urinol numa loja de Nova Iorque e o rebaptizou como obra de arte que ninguém fazia cultura de uma forma tão rápida, o que diz bem da qualidade do artista. É também provável que, sem contar com Alves dos Reis, seja o português que mais dinheiro conseguiu criar a partir do nada, o que só reforça a conclusão anterior.
É, pois, perfeitamente natural que, cumprido com sucesso o primeiro truque da multiplicação do orçamento, António Costa avance com naturalidade para novos ilusionismos. Em Guadalajara, questionado sobre o famoso 1% do PIB que é reivindicado pelo PCP, pelo Bloco de Esquerda e pelos agentes culturais, puxou da “transversalidade do que são as verbas dedicadas à cultura” para garantir que, em 2019, o assunto ficaria resolvido. Se fosse apenas pelo PCP e pelo Bloco, que aprovam os actuais orçamentos na Assembleia da República e sabem muito bem o que se passa, não valia a pena gastar o meu latim. Mas pelos agentes culturais eu sou capaz de tudo, incluindo traduções de frases artísticas.
A invocada “transversalidade das verbas”, prova viva de um investimento extraordinário na iluminação do povo, significa que o primeiro-ministro se prepara para pescar em todos os ministérios as rubricas que estejam de alguma forma relacionadas com a cultura e fazer com elas uma bonita conta de somar. O ensino artístico (Ministério da Educação) e o Instituto Camões (Ministério dos Negócios Estrangeiros) são dois bons candidatos a inaugurar o processo, mas com o tempo e com a adopção do conceito alargado de cultura utilizado pelos antropólogos, não será de estranhar que o orçamento do sector atinja em breve os vinte ou trinta por cento do PIB. Agostinho da Silva, por exemplo, dizia que a cultura era a soma de três S – sustento, saber e saúde, pelo que só nesta frase temos uma grande margem de progressão. E há também todo aquele conjunto de características definidoras de um povo e que pode ser muito útil na reclassificação financeira em curso. Para não me acusarem de má vontade, até deixo umas sugestões: se a fuga ao fisco faz parte da cultura dos portugueses, o salário dos inspectores das finanças deverá ser contabilizado no orçamento de Graça Fonseca; e se estacionar em cima do passeio pode ter o mesmo enquadramento antropológico, o orçamento da EMEL deverá ter o mesmo destino.
Claro que tudo isto só tem lógica num cenário de acumulação, nunca de substituição: o ensino artístico, por exemplo, será uma verba da cultura nos debates relacionados com o ministério sediado no Palácio da Ajuda; quando o tema for a educação, volta para o ministério de Tiago Brandão Rodrigues. Com uma boa dose de agilidade, o mesmo dinheiro poderá servir como prova da paixão governativa por múltiplas e diversas áreas. Assim o permita a imaginação e a lata.
Pessoalmente, não ligo nada à famosa “questão do 1%”. É uma percentagem como outra qualquer, que serve mais de fétiche retórico do que de espelho da situação cultural de um país. No entanto, para não continuarmos a alimentar a comédia de enganos, ficam aqui os números: a verba de 2019 para a cultura, limpa do passe de mágica da RTP e da treta da “transversalidade”, representa 0,32% do Orçamento de Estado e 0,12% do PIB, nem mais nem menos.
Como já disse, não ligo nada ao 1%. Mas, como há muitos portugueses que ligam, talvez seja boa ideia não os fazer de palhaços. Apesar do circo ser, justa e naturalmente, cultura.
Quando o ‘feitiço se vira contra o feiticeiro’
Ciência…
O mais interessante é que os signatários reconhecem não ter lido o estudo: https://observador.pt/2018/10/04/grupo-de-investigadores-diz-que-estudo-sobre-genetica-dos-homens-da-peninsula-iberica-e-fake-news/
SEDELLA, a povoação que passou de vermelha a fascista
Mal se conheceram os resultados das eleições na Andaluzia começou a gritaria com o fascismo e o populismo. Um dos residentes numa dessas povoações em que foi expressiva a transferência de votos para a direita escreveu uma carta aberta a PABLO IGLESIAS.
Cuando usted grita ¡Visca Cataluña Libre y Soberana!, nace un fascista.
Cuando usted predica pobreza y sobriedad pero se compra un chalé, nace un fascista.
Cuando usted y los suyos hacen parabienes de Chaves y Maduro, nace un fascista.
Cuando le tiran excrementos a nuestra policía de frontera y usted no dice nada, nace un fascista.
Cuando escupen los independentistas a Borrell, y usted se calla, nace un fascista.
Cuando un andaluz va a la farmacia y hay desabastecimiento, nace un fascista.
Cuando a un maestro andaluz le pegan, o le insultan, y la izquierda no dice nada, nace un fascista.
Cuando en las aulas se les obliga a los niños a estudiar temarios tendenciosos, nace un fascista.
Cuando Willy Toledo se caga en Dios y la izquierda progresista le ríe la gracia, nace un fascista.
Défice comercial Portugal-China
O Presidente da China inicia hoje uma visita oficial ao nosso país.
Os jornalistas não se cansarão de alertar para o “problema” do défice da nossa balança comercial bilateral, altamente “favorável” à China. Os responsáveis políticos dirão querer fazer o que lhes fôr possível para “corrigir” esta situação.
Vou inspirar-me nestes objectivos para a minha vida pessoal e exigir que o supermercado onde faço habitualmente compras me compre também idêntico valor ao que lá gasto. Não é justo que o supermercado fique sempre a ganhar nesta relação!…
As Cruzadas foram uma acção defensiva
A contra-informação está na ordem do dia. Reescrever a História é fundamental para perpetuar mentiras que convém aos poderosos. Criou-se a “islamofobia” (para justificar uma sociedade aberta a tudo, sem qualquer controlo nem crivo só para satisfazer uma agenda política) e com isso a perseguição a quem denuncia os abusos, os crimes, a invasão, a aglutinação de culturas que a ideologia em causa provoca nas sociedades. Ao catalogar, silencia-se os opositores e protege-se o que não é defensável tornando a questão intocável sob pena de ser considerado racista e xenófobo. Enquanto isso, eles, os “pobres oprimidos”, esfregam as mãos de contentes, sugando nossos recursos sociais seguindo na sua missão sem constrangimentos: islamizar a Europa.
Mas como é que se pode ver “islamofobia” nos que denunciam o islão radical e não ver a “cristianofobia” existente no próprio islão? Mais: porque razão os islâmicos tolerantes não se juntam aos que lutam contra o islão radical e ajudam à denúncia e expulsão desses invasores intolerantes à cultura ocidental e outras religiões? Por acaso já viu alguma marcha desses muçulmanos tolerantes na Europa a demarcarem-se destes assassinos em defesa da imagem do “verdadeiro” islão?
Na verdade a História infelizmente repete-se mas desta vez com o consentimento de toda a Europa. Importamos o “cavalo de Troia” a troco duns milhões de euros matando a pouco e pouco o velho continente que está a descaracterizar-se em passo acelerado. No passado valeu-nos as Cruzadas. E agora, quem vai pôr cobro a isto?
Para aqueles que teimam em mentir sobre a origem das cruzadas, fica aqui uma cronologia de eventos desde a morte de Maomé até à proclamação da Primeira Cruzada feita por José Sousa, para reflectir:
Século VII
632: Maomé morre.
633: Mesopotâmia cai face à invasão muçulmana. Segue-se a queda de todo o Império Persa.
635: Damasco cai.
638: Jerusalém é capitulada.
643: Alexandria cai terminando assim 100 anos de cultura helénica.
648: Chipre é atacado.
649: Chipre cai.
653: Rodas cai.
673: Constantinopla é atacada.
698: Todo o Norte de África é tomado pelos muçulmanos. São apagados os vestígios de cultura romana.
Século VIII
711: Hispânia é atacada. O reino visigodo colapsa.
717: Os muçulmanos atacam Constantinopla de novo e são repelidos pelo Imperador Leão III.
720: Narbona cai.
721: Saragoça cai. Avistamentos de muçulmanos na França.
732: Bordéus é atacada e as suas igrejas queimadas. Carlos Martel e o seu exército detêm os muçulmanos. Os ataques na França continuam.
734: Avinhão capturada por uma expedição muçulmana.
743: Lyon é saqueada.
759: Os árabes são expulsos de Narbona.
Século IX
800: Começam as incursões muçulmanas na península itálica. As ilhas de Ponza e Isquia são saqueadas.
813: Civitavecchia, o porto de Roma, é saqueado.
826: Creta cai perante as forças muçulmanas.
827: Os muçulmanos começam a atacar a Sicília (sul da península itálica).
837: Nápoles repele um ataque muçulmano.
838: Marselha saqueada e conquistada.
840: Bari cai.
842: Mesina capturada e o estreito de Mesina controlado pelos muçulmanos.
846: Os esquadrões muçulmanos chegam a Ostia, na foz do Tiber, e saqueiam Roma e a Basílica de Sâo Pedro. Tarento, em Apúlia, é conquistado pelas forças muçulmanas.
849: O exército do Papa repele uma frota muçulmana na foz do Tiber.
853-871: A costa italiana desde Bari até Reggio Calábria é controlada pelos sarracenos. Os muçulmanos semeiam o terror no Sul de Itália.
859: Os muçulmanos tomam controlo de toda a Mesina.
870: Malta capturada pelos muçulmanos. Bari reconquistada aos muçulmanos pelo Imperador Luis II.
872: O Imperador Luis II derrota uma frota sarracena em Capua. As forças muçulmanas devastam Calabria.
878: Siracusa cai após um cerco de 9 meses.
879: O Papa João VII é obrigado a pagar aos muçulmanos um tributo anual de 25.000 mancusos (cerca de 625.000 dólares americanos modernos).
880: Os comandantes bizantinos conseguem uma vitória em Nápoles.
881-921: Os muçulmanos capturam uma fortaleza em Anzio e saqueiam as terras circundantes sem retaliações durante 40 anos.
887: Os exércitos muçulmanos tomam Hysela e Amásia, na Ásia Menor.
889 Toulon capturado.
Século X
902: As frotas muçulmanas saqueiam e destroem Demetrias, na Tesalia, Grécia central.
904: Tesalónica cai perante as forças muçulmanos.
915: Após 3 meses de bloqueio, as forças cristãs saem victoriosas contra os sarracenos entrincheirados na sua fortaleza no norte de Nápoles.
921: Peregrinos ingleses a caminho a Roma são esmagados por uma derrocada de rochas causada pelos sarracenos nos Alpes.
934: Génova atacada pelos muçulmanos.
935: Génova conquistada.
972: Os sarracenos são finalmente expulsos de Faxineto.
976: O Califa do Egipto envia novas expedições muçulmanas ao sul de Itália. O Imperador Oto II, que tinha o seu quartel general em Roma, consegue derrotar os sarracenos.
977: Sérgio, arcebispo de Damasco, é expulsado da sua sede por los muçulmanos.
982: As forças do Imperador Oto II são emboscadas e derrotadas.
Século XI
1003: Os muçulmanos de Espanha saqueiam Antibes, na França.
1003-1009: Hordas de saqueadores sarracenos provenientes de bases na Sardenha saqueiam a costa italiana desde Pisa até Roma.
1005: Os muçulmanos da Espanha saqueiam Pisa.
1009: O Califa do Egipto ordena a destruição do Santo Sepulcro em Jerusalém, a tumba de Jesus.
1010: Os sarracenos apoderam-se da Cosenza, no Sul da Itália.
1015: A Sardenha cai completamente em poder muçulmano.
1016: Os muçulmanos de Espanha saqueiam de novo Pisa.
1017: Frotas de Pisa e Génova dirigem-se à Sardenha e encontram os muçulmanos a crucificar cristãos e expulsam o líder muçulmano. Os sarracentos tentarão retomar a Sardenha até 1050.
1020: Os muçulmanos de Espanha saqueiam Narbona.
1095: O Imperador bizantino Aleixo I Comneno pede ao papa Urbano II ajuda contra os turcos.
1096: É proclamada a Primeira Cruzada.”
Por muitas verdades alternativas que se criem, a História é imutável.
o carteiro toca sempre duas vezes
A geringonça de António Costa, estusiasticamente reproduzida, em Espanha, por Pedro Sànchez, nasceu de um pecado capital incontornável: partidos democráticos que levam para governos europeus partidos de extrema-esquerda e comunistas, inimigos do modelo liberal de sociedade e da União Europeia. Ao tempo, a coisa foi apresentada como um acto de genialidade política de Costa, que, finalmente!, dera poder a quem tinha expressão popular sufragada em votos, mas que nunca tivera responsabilidades governativas. Ora, esta questão poderá voltar a colocar-se, já em Espanha, nos resultados das eleições da Andaluzia: por que não fazer um governo de coligação PP+C’s+Vox? Estes últimos afirmam-se nacionalistas? Mas não o afirma, também, o PCP? São contra «esta» União Europeia? Mas não é o que diz o Bloco? Querem o regresso da soberania nacional orçamentária? Não o reclamam, em uníssono, Bloco de Esquerda e Partido Comunista Português? São de extrema-direita? Mas não são, o Bloco, o PCP e o Podemos, de extrema-esquerda? Por conseguinte, que legitimidade democrática poderá existir, agora, para impedir que o Vox, ou, no futuro, outro Vox qualquer, sirva de muleta para governos chefiados por partidos democráticos? Pelo contrário, pela lógica que levou à geringonça de Costa, eles deverão ser saudados com entusiasmo por aceitarem as regras do jogo democrático de que anteriormente se afastavam.. O carteiro toca sempre duas vezes. Por vezes, os políticos esquecem-no.

A França está assim

Chegou o momento de Macron mostrar o que vale. É claro que entre Macron e de Gaulle existem diferenças abismais. Hoje quem teria força e coragem para falar assim na Europa?
De Gaulle teve o apoio indiscutível de uma França que não se via nas manifestações. Mas que veio para a rua para apoiar aquele homem de feitio intratável e convicções fortes. De Gaulle encheu os Campos Elísios e o Maio de 68 acabou. Era outro tempo e obviamente outra gente.
Uma proposta absolutamente populista
Regular o capitalismo?

Não sei qual a razão de o Observador ter catalogado o meu artigo de hoje como “polémica”. Não que me importe, mas o que lá escrevo ou estas passagens não me parecem assim tão controversas…
O papel do Estado não é o de regular, mas o de não ser um empecilho à iniciativa privada e o de não distorcer as decisões dos consumidores que com o seu dinheiro e preferências ditam quais as empresas que obtêm sucesso.
Sempre que alguma entidade estatal tem por missão a protecção do consumidor, fico seriamente desconfiado se o resultado não será antes menor criação de riqueza pelos privados, mais rendas para interesses instalados e maior custos para os contribuintes.
O perigoso Pacto Global de Migrações da ONU que ninguém quer
Vem aí uma Conferência Intergovernamental da ONU para a adopção ( leia-se, imposição) do Pacto para a Migração que vai ser assinado entre os dias 10-11 de Dezembro em Marraquexe. Este acordo pretende uma Migração Ordenada, Regular e Segura para os países assinantes. Dizem que “pela primeira vez, os Estados-membros das Nações Unidas concordaram com um Pacto Global abrangente para gerenciar melhor a migração internacional, enfrentar seus desafios, fortalecer os direitos dos migrantes e contribuir para o desenvolvimento sustentável”. Dizem ainda que “depois de mais de um ano de discussões e consultas entre Estados-membros, autoridades locais, sociedade civil e migrantes, o texto do Pacto Global por uma Migração Ordenada, Regular e Segura foi finalizado”. A sério?! Então como se explica que em Portugal ninguém ouviu nem ouve falar disto? Onde foi que nós sociedade civil fomos consultados?! Brincamos?
A verdade é que, de boas intenções está o inferno cheio e se não estivéssemos perante um Pacto ruinoso, ninguém o esconderia. Ninguém! Mas, tal como se pode ver por cá, a comunicação social está num silêncio total e o governo, nem pia sobre este assunto, porquê?
A resposta a esta evidência não é difícil: não se fala porque o Pacto esconde coisas que não convém aos cidadãos tomar consciência deles porque sabem que se assim for, antes da assinatura do mesmo, comprometerá seriamente a popularidade destes irresponsáveis que a troco de meia dúzia de tostões vendem a nossa segurança e qualidade de vida sem escrúpulos nem pesos de consciência.
O dito Pacto é tão, mas tão bom, que já há uma lista extensa de países CIVILIZADOS e RESPONSÁVEIS que não o vão adoptar. São eles:
- Áustria
- EUA
- Japão
- Coreia do Sul
- Rússia
- China
- Dinamarca
- Austrália
- Croácia
- Lituânia
- Bulgária
- Republica Checa
- Hungria
- Polónia
- Israel
- Estónia
- Suíça
- Eslováquia 25/11/2018
- Itália 28/11/2018
O Presidente da EU, Jean Claude Juncker, justificou estas saídas chamando de “Populistas estúpidos” a estes países. O homem das “ciáticas” atacou assim estes países , abertos desde sempre à imigração, mas controlada e responsável que não ponha em causa a soberania nem seus valores sociais e culturais. De facto são mesmo “populistas”. Menos “ciática” nisso se faz favor.
Mas afinal o que pretende este “fabuloso e tão caridoso” Pacto? Simples: retirar todas e quaisquer barreiras à entrada massiva de pessoas, venham de onde vierem (sem qualquer discriminação entre imigrante económico ou refugiado), sem qualquer restrição de acesso à assistência social, sem constrangimentos por ausência de nacionalidade. Do lado do Estado: submissão das leis de soberania nacional forçando a aceitação de imigrantes ilegais; adaptação das leis nacionais ocidentais aos imigrantes de cultura diferente; proibir pensamento crítico ao comportamento dos imigrantes ilegais; a condenação da liberdade de expressão pressupondo como padrão que os migrantes são sempre vítimas inocentes; controlo dos meios comunicação e denúncias de censura ficando obrigados a retratar a migração apenas como positiva sob pena de corte de fundos; deve promover a imigração em campanhas eleitorais; promover propaganda que informe o público dos benefícios da imigração; prestar informação aos imigrantes dos direitos e meios ao seu dispor para denunciar qualquer acto de incitação à violência ou crime de ódio sobre eles; permitir aos líderes dos imigrantes (religiosos, políticos ou de comunidade) formas de detectar evidências de intolerância, racismo, xenofobia. (veja aqui toda a informação com links)
Gostou? No fundo é isto: a partir da assinatura deste Pacto, teremos portas escancaradas para todas as pessoas que queiram entrar no país, sem restrições, e ainda lhes temos de proporcionar total bem estar com todos os direitos. Ainda não consegue perceber bem isto? Então eu explico com “desenho”: isto é o mesmo que por exemplo o Governo um dia determinar por decreto (sem sermos consultados), que a partir de hoje, TODOS os cidadãos com casa teriam de ter suas habitações abertas para receber todo o tipo de imigrantes que o Governo impusesse, dando-lhes tecto, comida e roupa lavada. Seríamos obrigados depois a integrá-los na sociedade e mercado de trabalho. Enquanto isso não acontecesse, morariam connosco com tudo pago por nós. A quantidade de imigrantes que teríamos de aceitar seria determinado pelo Governo. Ou seja, mesmo que quisesse só um e escolhido por si, não podia. Seria imposto pelo Governo que se entendesse que na sua casa caberia 8 pessoas, não importa a origem, teria de os suportar. Que tal? Acha isto correcto? Faz sentido? Então como podemos aceitar que uma organização como a ONU, com gente em que nós cidadãos não votamos, DECIDAM nossas vidas e nos digam como as podemos viver no nosso país?
Andava tudo histérico com o Guterres por ter ganho a Presidência da ONU para que fosse ele o promotor deste desgraçado pacto!!! O homem que deixou Portugal num pantanal está agora a fazer o mesmo ao Mundo ocidental. Batam palmas! Bravo!
O curioso disto é que dizem ser uma questão de direitos humanos. Quem o diz? O Conselho da ONU dessa área constituída por estes países:
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Digam lá se isto não é cómico? Países que NÃO RESPEITAM direitos humanos decidem sobre o que devem fazer os países que RESPEITAM os direitos humanos e por isso SEMPRE tiveram portas abertas a TODA a imigração, ao contrário deles.
O problema verdadeiro e que urge denunciar, é que por trás deste pacto tão “querido e solidário” em nome dos direitos humanos, esconde-se outra realidade oculta. Reparem na quantidade de países islâmicos dentro deste Conselho da ONU. Coincidência?
Reflicta comigo: se é uma questão humanitária e não abrange só os refugiados (que curiosamente já estão protegidos pelas leis internacionais e não precisam deste pacto), porque se promove o esvaziamento dos países de origem em vez de acudir, massivamente, nesses países, como se fazia no passado? Lembram-se dos grandes campos de refugiados protegidos pela ONU agora vazios? Não seria a reconstrução desses países de origem, ao mesmo tempo que se protege os povos na sua origem, mais lógica e eficaz?
Mas há mais questões: o Pacto não menciona quem vai sustentar isto logo é previsível que haja mais aumentos de impostos sobre quem produz; e se temos uma taxa elevada de desemprego para os residentes, como vamos garantir trabalho para outros sem ser à custa de muita precariedade e exploração laboral?
A verdade é que antes destes loucos com agenda “globalista” destruírem as nações europeias, sempre houve imigração, sempre funcionou bem com todos os países de acordo com suas leis. Porquê este Pacto agora? Quem está por trás disto? Como podemos assegurar para os outros o que não conseguimos ter para nós? Ou já se esqueceram que não temos saúde, educação, trabalho, habitação, salários e nível de vida decente? Encher o país massivamente de gente, só nos vai empobrecer ainda mais.
Porque acabando os critérios rigorosos de entrada de imigração, de positiva passará a negativa porque a maioria virá apenas com vista a usufruir de condições sociais e não com objectivo de trabalhar e se integrar na nossa sociedade. Já temos essa experiência os refugiados da Síria em Miranda do Corvo a quem lhes foi cortada a água e luz por falta de pagamento, depois de terminado o contrato de apoio, mas que recusaram trabalhos e casas mais baratas.
Portugal não é racista mas vai começar a ser tratado como tal para silenciar como na Suécia, Bélgica, França, Alemanha, Reino Unido e outros, todos aqueles que virem comportamentos errados nos imigrantes que andarão protegidos e impunes a destruir a nossa sociedade.
Para desgraça ainda maior, NÃO HÁ OPOSIÇÃO a este Pacto. Porquê? Onde está o Presidente da República, também? Que espécie de gente é esta que vê o Governo a vender a alma deste país ao Diabo e não se mexe?
Lembrem-se disto tudo na hora de votar. O poder da mudança está nas nossas mãos.
Sr Presidente, não se preocupe
Já se descobriu como viabilizar jornais portugueses que ninguém quer ler: pede-se a Cuba que os financie. Por alma de quem publicam os jornais portugueses gratuitamente publi-reportagens sobre o impacto da saída dos médicos cubanos do Brasil?
Comunismo nunca mais!
Fiquei, o dia todo de 25 de Novembro, à espera que a Comunicação Social dita de referência lembrasse esta data histórica que em 1975, impediu que Portugal fosse tomado pela ditadura comunista. Nadinha! O silêncio foi absoluto. O que não deixa qualquer dúvida: os tempos são de ditadura vermelha e com eles a fazer parceria no governo de Costa, é proibido lembrar o terrorismo comunista que aconteceu logo a seguir ao 25 de Abril de 1974.
Para começar convém relembrar que o 25 de Abril não foi uma luta pela liberdade de um povo. Não! Foi uma acção levada a cabo por militares descontentes com a guerra no ultramar e carreira militar, que levou à queda do governo. Qualquer outra narrativa é falsa. Que o diga o próprio Otelo. Porém, os movimentos de esquerda não tardaram a reclamar os louros de uma revolução que nem sequer fora encabeçada por nenhum deles, apanhando-os a todos de surpresa.
Sob a bandeira falsa da liberdade, enganou-se o povo fazendo-o acreditar que toda aquela revolução era em seu nome e para o beneficiar. Assim, legitimou-se o assalto aos cofres do país, a expulsão dos patrões das suas empresas, dos proprietários das suas terras e herdades – instaurou-se a “reforma” agrária que não foi mais do que um roubo por decreto às terras produtivas mas não foram ocupados latifúndios incultos ou terras abandonadas porque essas davam trabalho a recuperar – as nacionalizações da indústria, dos serviços (até do teatro), as ocupações dos edifícios e casas, o assalto aos jornais, revistas, rádio e televisão. Muitos trabalhadores da esquerda enriqueceram, um deles bem conhecido, Belmiro Azevedo, e o próprio PCP hoje detentor do maior património imobiliário existente dentro de partidos. Tudo em acções pouco democráticas em nome do povo onde não faltou, nalguns casos, o terror para intimidar e expulsar. Objectivo? Impor uma sociedade socialista. A expropriação violenta era o processo “democrático” escolhido para a pôr em marcha. Vá lá, vá lá, não nos puseram a mirrar à fome como na Ucrânia. Menos mal.
Durante este “magnífico” período revolucionário, outras mudanças aconteceram: os professores passaram a ser colocados por computador; os preços dos bilhetes de comboio e transporte de mercadorias subiram substancialmente com as portarias 404/75 de 30 Junho e 635/75 de 5 Novembro; aumentou-se exponencialmente o selo do carro e impostos sobre produtos petrolíferos depois das vendas de carros terem disparado pós 25 Abril.
Assim, em apenas um ano, começou a sentir-se os efeitos nefastos da revolução na carteira e em consequência, em 77, o país inaugurava já a primeira bancarrota sem sequer ter ainda criado o tal Estado Social que eles tanto reivindicam hoje como sendo uma conquista de Abril, com o peso que já conhecemos nas finanças nacionais. Ou seja, faliram o país ainda antes de fazerem fosse o que fosse, só com a estatização dos meios de produção e serviços e apropriação violenta de propriedade privada.
Durante o PREC, divergências entre a esquerda democrática e a esquerda radical revolucionária na aplicação do conceito de sociedade socialista, levou estes últimos a perspectivar uma aceleração da revolução com vista à tomada total e absoluta do poder à semelhança de Cuba. Neste contexto dá-se o golpe de 25 Novembro de 75 com os bravos Comandos liderados por Jaime Neves e Ramalho Eanes, a frustrar a tentativa de assalto dos comunistas para impor uma ditadura militar. O tiro sai completamente ao lado e nas eleições para a Constituinte, o PCP é arrasado ao eleger apenas 30 deputados junto com seus comparsas do MDP com 5 e UDP com apenas um.
Não satisfeitos com estes resultados, entraram na clandestinidade criando as FP25 com elementos da esquerda radical das antigas Brigadas Revolucionárias, da LUAR e da ARA , dando início a acções terroristas com ataques à bomba, assassinatos e roubos violentos. Esta organização liderada por Otelo opunha-se a um sistema representativo parlamentar de base partidária e a reactivação do sistema económico-social de pendor capitalista. Acusavam serem desvios graves à constituição de 1976, o abandono do socialismo, o abandono da Reforma Agrária e a perda de expressão da vontade popular. Acabaria por ser desmantelada e graças a indultos, amnistias e absolvições por “falta de provas”, não foram condenados.
Ficamos livres da ameaça vermelha dos comunistas? Não! Infiltrados na comunicação social, mesmo sem conseguirem mais do que 7% dos votos dos portugueses têm mais palco que quaisquer outros partidos de direita. É vê-los a toda a hora a sair em notícias por cada comentário que façam por muito insignificante ou parvo que seja. São comentadores de TV, fazedores de opinião nos jornais, estando em toda a parte porque controlam os média desde 74. Estão ainda infiltrados nas escolas e universidades onde doutrinam também desde a revolução, desconstruindo os valores sociais para ser mais fácil tomar o poder, como mandam seus líderes ideológicos.
Não podemos jamais esquecer que o PCP e BE de hoje são os herdeiros revolucionários frustrados de um golpe que correu mal. Que almejam uma ditadura comunista como os factos históricos inegáveis o comprovam. Lutaram por isso mas não vingaram. Ainda. E só por isso estão “subsmissos” e pacientes no Parlamento à espera de nova oportunidade. Uma oportunidade que quase quase está chegando com esta coligação negativa que Costa protagonizou e os levou a sonhar com uma integração no seu Governo.
O comunismo que queria nos impor uma ditadura vermelha e que ainda há pouco tempo aprovou votos de pesar pela morte de Fidel Castro (um ditador sanguinário), está inexplicavelmente ainda vivo no Parlamento, não tendo ainda sido banido, quando nossa Constituição proíbe partidos fascistas em Portugal. Alguém que explique isto.
O direito a não pagar isto
Os crescentes e intermináveis direitos do país-Estado vão obrigar à greve dos contribuintes. Todos os dias alguém sugere, exige, inventa mais uma despesa obrigatória que logo em nome da igualdade, da solidariedade e outras “ades” gera mais despesa.
Aos direitos crescentes e blindados do país-Estado tem de corresponder o direito a fazer greve ao pagamento de impostos
quem tem amigos não morre na prisão?

Depois de sacar toneladas de fotocópias a um amigo rico chegado e uma bela casa de praia a um primo milionário que está providencialmente distante, o que pedirá José Sócrates, este ano, ao Pai Natal? Pelo sim pelo não, o velho já mandou dizer que não conta sair da Lapónia.
três cenas de um filme de terror
# Take 1: 10,15 h, estação da CP, Aveiro: Alfa, que deveria partir para Lisboa a essa hora, chega às 10,42. Dentro da carruagem, internet sem funcionar, casas de banho insalubres e inutilizáveis. Cenário que se repete, em todas as suas componentes, nos últimos meses.
# Take 2: Socialistas, bloquistas e comunistas revertem hipótese de privatização da CP, afirmando que ela se manterá no sector público. Quer isto dizer que o governo assume a desnecessidade de entrada de capital privado na empresa, assegurando que o estado disporá dos dinheiros públicos que forem necessários para que ela cumpra os fins da sua existência.
# Take 3: Há quatro coisas que os socialistas jamais compreenderão: 1ª que o dinheiro não nasce nas árvores; 2ª que as rotativas do euro não estão em Portugal (o que é um alívio); 3º que o fim de qualquer empresa é servir (bem) os seus clientes, independente de quem a detém; 4ª que o dinheiro público é privado.
o nível mais rasca da democracia dita representativa
Quando um deputado falta à sessão parlamentar da votação do orçamento de estado e confessa que ignora quem votou em seu nome.
Se bem percebo
os EUA devem acolher os milhares de pessoas da chamada caravana migrante que estão em Tijuana. É isto?
Apenas mais ruído interno
Um dirigente do PSD, por acaso seu vice-presidente, Castro Almeida, dá hoje uma entrevista no Público. É um bom retrato da situação do partido, pois faz ele próprio exactamente o mesmo que critica.
Veja-se que diz o seguinte: «O PSD apresentou mais de 100 propostas alternativas às do PS (…) É bem certo que não há uma percepção pública das propostas do PSD. Em boa medida porque há um problema que ainda não resolvemos, que é de ruído interno, que dificulta as nossas propostas passem. (…)
Mais à frente, perante uma questão concreta: «Concordou com a Taxa Robles? [proposta do PSD igual à do BE para aumentar tributação de mais-valias imobiliárias].: «Deixe-me ser franco: não a conheço suficientemente para poder pronunciar-me sobre ela».
Lá está: Tem sabedoria para encher duas páginas de jornal a falar de tricas internas. Queixa-se que tais tricas prejudicam a percepção pública das propostas do partido. E na hora H, afinal confessa que nem sequer conhece uma dessas propostas. Certamente o seu tempo e atenção estão virados para andar a apontar o dedo mas depois fica só a olhar para a ponta do dedo.
Bem
Em 2010 foi criado um «Regime Excepcional de Regularização Tributária». Por estranho que possa aparecer, a regularização tributária deixava de fora a Administração Tributária. Esta não sabia nada do que se passava. Apenas tinha o dever de disponibilizar os impressos….. Eram feitos em triplicado: um para ser entregue no Banco de Portugal, outro ficava no banco interveniente e uma terceira cópia para o declarante. A Autoridade Tributária embora directamente interessada, era a única que ficava de fora. Tal regime teve 3 versões : 2005, 2010 e 2011.
Agora, o Parlamento alterou , e bem, a situação. Deixa a coisa de ficar só no segredo do sistema bancário e passa a ser informação disponível para a Autoridade Tributária. Estranha-se é que tal regime tenha tido tal configuração de segredo fiscal face ao próprio fisco e apenas agora seja alterado.
Não percebo
«As Nações Unidas defenderam hoje que o Pacto Global para as Migrações, que será adotado no próximo mês, não impõe obrigações a nenhum país, »ENTÃO PARA QUE SERVE O PACTO?
«referindo que aqueles que optem por sair podem ver a sua credibilidade internacional debilitada.» PORTANTO SEGUNDO A ONU OS PAÍSES PODEM VER A SUA CREDIBILIDADE AFECTADA POR SAIREM DE UM PACTO QUE NÃO IMPÕE OBRIGAÇÕES, É ISSO? JÁ AGORA SE SAÍREM DE UM PACTO QUE IMPÕE ALGUMA COISA OS PAÍSES TÊM A SUA CREDIBILIDADE AFECTADA OU REFORÇADA? E SEM SER MUITO PERGUNTAR PARA QUE SERVE UM PACTO QUE NÃO IMPÕE NADA?
A covarde abdicação da direita
Maria de Fátima Bonifácio em leitura que recomendo:
É extraordinário como a direita, em Portugal, está, com poucas excepções, mentalmente colonizada pela esquerda! É extraordinário como se submete humildemente à chantagem político-ideológica da esquerda!
(…)
a direita liberal portuguesa – pouco liberal e muito portuguesa – não deve e não pode atrever-se a ofender a esquerda, porque é esta quem determina o que se considera legítimo na polis. E donde procede a concessão à esquerda do extravagante privilégio de delimitar as fronteiras da polis? Da lamentável demissão, da covarde abdicação da direita.
Texto integral, aqui.
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Nem um…
900 propostas de alteração do Orçamento de Estado.
E nem um partido propôs cortar-se a doação de 850 milhões de euros ao Novo Banco.
“Querida, eu encolhi a cultura”

“Uma coisa óptima de estar em Guadalajara há quatro dias é que não vejo jornais portugueses”, afirmou a ministra da Cultura, sorridente, num dos pavilhões da Feira Internacional do Livro que está a decorrer naquela cidade da América Latina. Cavaco Silva dizia em voz alta que dedicava dez minutos do seu dia aos jornais e a esquerda achava-o terrivelmente inculto; Graça Fonseca prefere não os ler de todo e a esquerda acha que ela tem o perfil ideal para liderar o Ministério da Cultura. Nem os mais ferozes críticos desconfiaram alguma vez que a influência da imprensa nacional era tão perniciosa; aparentemente, bastam umas breves leituras à maneira do ex-Presidente da República para embrutecer completamente uma pessoa. Quando os meus filhos entrarem na adolescência a primeira coisa que vou fazer é alertá-los para os perigos do jornalismo. Depois, se me sobrar tempo e paciência, talvez lhes fale do VIH/SIDA, do álcool e das drogas.
O desabafo da ministra é particularmente encantador por ter sido lançado no estrangeiro, num evento internacional onde está a promover vários escritores portugueses que publicam em jornais. Escritores esses, aliás, que estavam, a convite do ministério, ao seu lado. A mensagem de Graça Fonseca ao mundo parece ser, por isso, qualquer coisa como: “recomendo vivamente a todos que leiam estes senhores; eu faço questão de não os ler, mas posso garantir que são excelentes”. A ideia, afinal, não é apenas que os outros conheçam os nossos literatos, mas sim que algum jornal mexicano os contrate para nós não termos de os aturar por aqui. Graça Fonseca, mais do que ministra da Cultura, quer ser o Jorge Mendes das letras nacionais.
Nos últimos anos, vários intelectuais têm mostrado a sua preocupação com o alargamento do conceito de cultura. É uma inquietação pertinente, uma vez que os sociólogos trouxeram as manifestações artísticas populares para o terreno de jogo, e para os antropólogos, como sabemos, quase nada fica de fora. Mario Vargas Llosa, por exemplo, tem saudades do tempo em que se conseguiam distinguir as pessoas cultas das incultas, pois essa distinção, de acordo com o seu raciocínio, tornou-se impossível numa época em que, de Ruth Marlene a Guilhermina Suggia, dos caralhos das Caldas às esculturas de Soares dos Reis, tudo cabe na definição de cultura. Graça Fonseca, pelos vistos, concorda com ele e está com vontade de resolver rapidamente o problema. Em pouco mais de um mês já mandou a tourada e os jornais para o caixote do lixo da civilização, o que pode significar que daqui a um ano, quando o mandato chegar ao fim, restará apenas o São Carlos, a Cinemateca e o Museu Nacional de Arte Antiga. Além das camisolas de gola alta, claro, que nessas nenhum intelectual deixará algum dia tocar.
Um dos alcatruzes da nora soltou-se
o estado social português é uma fraude
Isto foi no que deu o estado querer assumir o monopólio da segurança social das pessoas, obrigando-as a transferir, todos os meses, parte do seu salário para os cofres públicos: a cada ano e orçamento de estado que passam, a reforma é uma miragem, progressivamente mais longínqua, e o que se vier a receber será uma espécie de frankenstein, tais as amputações que sofrerá. Um destes dias, o estado dispor-se-à a mandar-nos uma coroa de flores no enterro, por aí se ficando. Na prática, as pessoas trabalham e descontam (coercitivamente) uma vida inteira, e, quando precisam de parar e receber um pouco do que entregaram ao longo dos anos, têm quase nada. O Estado Social português é uma fraude!
Até quando os partidos vão continuar isentos de IMI?
A partir de 2019, as pessoas singulares que detenham um património imobiliário de valor global acima de dois milhões de euros vão pagar uma taxa adicional ao IMI de 1,5%.
Entretanto o PCP com um património imobiliário de 12,3 milhões de euros, o PS com 7,2 milhões, o PSD com 5,9 milhões, o BE com 1,4 milhões (o CDS não passa dos 574 mil euros) continuam isentos.
As comissões de utentes reformaram-se?
não tem solução?
A privatização da CP – Comboios de Portugal, uma empresa falida, que presta serviços caros e de fraca qualidade, em regime de monopólio, aos seus utentes, foi ponderada pelo governo de Pedro Passos Coelho. Quando o governo da geringonça iniciou funções, imediatamente afastou essa possibilidade, o que continua, agora, a fazer. Isso só pode querer dizer que o governo tem um projecto que viabilize a empresa, a torne rentável, sustentável e, sobretudo, fiável. Por conseguinte, como se pode dizer que a companhia «não tem solução»? Por que não encaminha, o jornal Público, as suas questões ao governo que prometeu medidas que agora «tardam em concretizar-se»? E a oposição ao governo, por que não exige explicações a quem assumiu a responsabilidade de não privatizar a empresa? A conversa de que não podemos vender os «activos estratégicos» do estado é um dos maiores embustes do nosso tempo. O problema da CP, ou de qualquer outra empresa, não está em quem a explora e ganha dinheiro com isso. Está em oferecer um serviço decente aos seus clientes. Isso é que é defender o «interesse público».
O síndroma princesa Diana
Usa-se a imprensa para afirmação pessoal. Depois mostra-se um enorme cansaço com a imprensa.

Ministra da Cultura: “Uma coisa ótima de estar em Guadalajara é que não vejo jornais portugueses”
o psd de rui rio lançou a direita no caos
No único momento da história da nossa democracia em que toda a esquerda se uniu para suportar um governo de legislatura, hipótese em que quase ninguém acreditou há três anos, a única forma de vencer esse «bloco político» seria contrapor-lhe um outro, com um programa vincadamente diferente e alternativo. Obviamente, só o PSD estaria em condições de liderar e federar, nesse projecto, as suas várias partes. Foi o que fez, em 1980, Francisco Sá Carneiro com a AD (e com sucesso), e o que, nesse mesmo ano, tentou fazer Mário Soares com a FRS, para responder a esse bloco da direita. Quando um país e um eleitorado estão fortemente magnetizados numa das suas duas polaridades políticas naturais – a esquerda e a direita – há que agregar o lado contrário para tentar constituir uma alternativa. Sem isso, qualquer hipótese de vitória ficará sempre muito diminuída.
Ora, face ao governo das esquerdas, o que fez o PSD de Rui Rio? Tentou mimetizar o PS, procurando ganhar votos à sua esquerda, que Rio pensa, por desvio ideológico, serem do «centro», votos que a força de tracção da geringonça tem muito bem blindados. O resultado disso intui-se nas sondagens, vê-se no apagamento deprimente do líder, nos conflitos internos do partido, no abandono de Santana e na falta de diálogo do PSD com o CDS e com as demais forças políticas do seu espaço natural.
Reverter este cenário já não será possível. O PSD de Rui Rio desistiu de federar a direita, para se opor à federação das esquerdas, ou melhor, nunca o pretendeu fazer. Por isso, só depois de uma expressiva derrota deste PSD será possível voltar a arrumar a casa.

