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Portanto vão começar pelo património estatal?

20 Abril, 2018

PS admite requisição de casas “injustificadamente devolutas ou abandonadas”

os caloteiros do bordel

19 Abril, 2018
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caixa-300x206A Caixa Geral de Depósitos é um banco público que, segundo o tão apregoado «interesse público», não deveria servir apetites privados, nem clientelas. Supostamente por isso é que, até hoje, nunca nenhum governo consentiu na sua privatização. Pois bem, se a CGD não fosse um banco público, se o governo não lhe tem acorrido com uma recapitalização de muitos milhões de euros feita à custa dos contribuintes portugueses, a Caixa estaria fechada a estas horas e os seus clientes a arder. Porquê? Porque o dinheiro dos seus depósitos foi devassado em financiamentos a terceiros. Quem e com o apoio de que gestores da Caixa é o que convém saber. Para a segunda pergunta ainda não há resposta translúcida. Para a primeira já são conhecidos os nove grandes devedores do banco e os montantes das suas dívidas. São estes:

  1. Grupo Artlant (La Seda e Carlos Moreira da Silva): 476,4 milhões de euros;
  2. Grupo Efacec (têxtil Manuel Gonçalves e Grupo José de Mello, e, desde 2017, Isabel dos Santos): 303,2 milhões de euros;
  3. Vale de Lobo (Hélder Bataglia, via Armando Vara)): 282,9 milhões de euros;
  4. Auto Estradas Douro Litoral (Grupo José de Mello): 271,3 milhões de euros;
  5. Grupo Espírito Santo (palavras para quê…): 237,1 milhões de euros;
  6. Grupo Lena (palavras para quê…): 225 milhões de euros;
  7. Grupo António Mosquito (representado por Proença de Carvalho): 178 milhões de euros mais 49,2 milhões de euros de créditos já considerados perdidos;
  8. Reyal Urbis (imobiliária espanhola): 166,6 milhões de euros;
  9. Finpro SCR (Américo Amorim, Segurança Social e Banif): 123,9 milhões de euros.

Uma dúvida

18 Abril, 2018

José Sócrates deixou de ser primeiro-ministro em 2011.

A sua vida agora é um caso de polícia (e também de psiquiatria na minha modesta opinião)

Ora a não ser que se preveja um regresso do dito José Sócrates à vida política um cidadão a bem da sua saúde pode ser dispensado de assistir àquele espectáculo degradante dos interrogatórios?

Olhei para aquilo breves minutos e desliguei. Um misto de vergonha e medo por ter vivido num país governado por tal pessoa leva-me a perguntar se terei mesmo de ver aquilo. Para mim de Sócrates chegou.

Berlim, 2018

18 Abril, 2018

Uma lei em fraude é inexistente … ou será legal e eticamente irrepreensível no processo em curso de cesarização do país?

18 Abril, 2018

: «Todas as leis devem ser bem discutidas e bem votadas. Todas as leis devem resultar, na Assembleia da República, de um processo apropriado, conforme à Constituição. E, por maioria de razão, uma lei como a votada na sexta-feira, 13 de Abril, com a sensibilidade humana da lei sobre identidade de género, deveria ter particular cuidado processual.

As normas do processo legislativo não existem por acaso. Existem para garantir o debate profundo e transparente, como é essencial à democracia representativa, e assegurar a formação da vontade livre e informada de todos os decisores (os deputados), bem como a sua manifestação igualmente livre e informada. Tenho criticado práticas negativas parlamentares em que se tem decaído. Esta lei bateu o recorde: conjugou três práticas inaceitáveis, geradoras de inconstitucionalidade formal da lei e mesmo inexistência jurídica.

O processo de elaboração das leis, depois de iniciado, tem duas fases: generalidade e especialidade. E um momento final: votação final global. É o que resulta da Constituição e não pode ser destruído, nem mascarado. A fase da generalidade aprecia as linhas gerais da proposta, a doutrina, os propósitos. Termina pela aprovação ou reprovação, na generalidade. Se foi tudo reprovado, acaba aí. Se houve textos aprovados na generalidade, passam à fase da especialidade, que os examina artigo a artigo, aceitando sugestões e procurando melhorar. A votação final global é a votação de aprovação ou reprovação do diploma, sendo frequente haver diferença entre a votação na generalidade e a final global, por causa das emendas entretanto introduzidas na especialidade. Esta sequência – pausada – é essencial à dignidade e à transparência do processo legislativo.

Desde há alguns anos, a Assembleia da República ora por normas regimentais insuficientemente claras, ora por habilidosas interpretações de conjugação de normas, adoptou um procedimento profundamente irregular que torpedeia a limpidez constitucional do processo, contra que protestei algumas vezes. Os povos do Norte chamar-lhe-iam o procedimento de almôndega; os povos do Sul, o procedimento de açorda. Em que consiste?

No final do debate na generalidade, em plenário, emerge uma combinação política para não se votarem os textos, mas um requerimento para os baixar de novo à comissão, sem votação, para reapreciação dentro de determinado prazo. É dito que o requerimento não tem importância e é meramente formal, não envolvendo a substância, o que leva a que usualmente a “formalidadezinha” seja engolida e votada por unanimidade. A seguir, os projectos são remetidos para uma saleta (subcomissão ou grupo de trabalho) para conveniente mastigação fabril. Apesar de não terem sido votados, os projectos ficam a marinar largos meses na salinha de laboração, desenvolvendo-se objectivamente o respectivo trabalho na “especialidade” como se tivessem passado na generalidade. Ao fim destes meses de laboratório, se a coisa teve sucesso, é adoptado um “texto de substituição”, que a comissão parlamentar confirma, enviando para plenário para se proceder de uma vezada, consecutivamente, às votações na generalidade, na especialidade e final global, assim ratificando, por sumaríssimas carimbadelas gerais, a engenhosa produção da fabriqueta. Ler mais…

menina politicamente lasciva procura companheiro para fins sérios

18 Abril, 2018
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«Mário Queirós suspeitava que a mulher o traía em encontros marcados pelo Facebook. Um dia, criou um perfil falso e marcou um encontro com a própria mulher. E ela foi».

Apesar do desfecho trágico desta história, talvez o método utilizado por Queirós seja perfeito para avaliar a fidelidade político-conjugal de António Costa, que tudo indicia estar muito por baixo. Jerónimo de Sousa e Catarina Martins que arranjem perfis falsos e politicamente lascivos, como, por exemplo, «laranjinha vermelha» ou  «social-democrata à deriva procura costa para ancorar», e verão como o primeiro-ministro do governo que eles suportam há três anos prontamente lhes agendará encontros. Depois não façam mais nenhuma asneira de que se venham a arrepender. Já basta o PC ter praticamente ficado sem eleitores e o Bloco sem credibilidade.

mudança

17 Abril, 2018
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Até ser a pessoa mais importante do governo da França revolucionária, Maximiien de Robespierre era um humanista que contestava a pena de morte e tinha horror a sangue. Quando, entre 27 de Julho de 1793 e 27 de Julho do ano seguinte, liderou o Comité de Salvação Pública, o soturno político de Arras não hesitou em permitir e até incentivar a morte arbitrária de milhares de franceses, supostamente «inimigos da revolução» e, consequentemente, da «liberdade». Da sua liberdade.

A grande vitória do jacobinismo foi convencer os comuns de que as sociedades se podem mudar pela acção resoluta de alguns homens políticos. Enganam-se aqueles que pensam que o jacobinismo é de esquerda: ele não é nem de esquerda nem de direita, mas essencialmente revolucionário e/ou voluntarista, encontrando-se, assim, tanto à esquerda como à direita. A sua crença é que as coisas se mudam porque nós queremos e porque, dotados de razão preclara, somos senhores soberanos das nossas existências. Desse ponto de vista, Ayn Rand foi tão jacobina como Robespierre.

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A extrema-esquerda não existe em Portugal!

17 Abril, 2018

Presidenciais: Marcelo Rebelo de Sousa em Almada

Mesmo a extrema-esquerda não existe mais em Portugal“, disse o nosso Presidente da República.
Marcelo absolutamente certeiro!
A nossa Direita é de Esquerda, o que faz do Bloco e do PCP partidos moderados, em termos relativos.
Por outro lado, um indivíduo não-socialista é uma aberração da natureza, pelo que mais vale negar também a sua existência não vá atrapalhar o caminho para a servidão.

*

 

Era só para lembrar

17 Abril, 2018

que Toulouse vive há duas noites confrontos graves. Tudo começou com um controlo policial e uma mulher usando   niqab  que não se deixou identificar. Em seguida vieram os carros queimados, confrontos… Toulouse fica em França país confrontado com uma sucessão de greves e ocupações violentas de faculdades. Também está a acontecer a desocupação de Notre Dame des Landes e o presidente deu uma entrevista que as florinhas cá do burgo deviam ver antes de se queixarem da agressividade dos jornalistas. Acreditem que há mundo para lá  dessa fixação trumpiana

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Um perdeu as legislativas. O outro nunca as disputou. Mas sentem-se legitimados para negociar sem dar contas a ninguém

16 Abril, 2018

Descentralização. Costa confirma assinatura “em breve” de acordo com PSD

Centeno Está com Medo. Muito Medo.

16 Abril, 2018

Não é irónico ver Centeno passados quase 3 anos de governação encarnar Vítor Gaspar e dizer alto e bom som: “O risco de retrocesso existe e é maior do que parece (…). Não temos memória curta e sabemos o que custou aos portugueses sair daquele pesadelo. Não seguirei esse caminho. Não podemos deixar que os erros do passado sejam cometidos“? É. Mas não estou surpresa. Eu mesma disse aqui que Centeno, assim que tomasse posse como Presidente do Eurogrupo iria mudar sua postura como Ministro das Finanças. E, pasmem-se! acertei em cheio.

Era fácil de prever esta viragem brusca à “direita” no que concerne a pôr um travão ao despesismo das clientelas e birrinhas dos radicais de  esquerda acoplados ao PS e segurar as contas do país. Porquê? Porque agora Centeno tem uma reputação a defender junto da CE e não pode mais brincar ao “faz de conta que estou a gerir as finanças de Portugal”. Sobretudo agora que visa alcançar o cargo de Comissário. 

Porque Centeno é o único que sabe realmente em que estado estão as contas. Ele sabe que mentiram o tempo todo. Ele sabe melhor que ninguém do embuste que foram os défices apresentados em 2016 e 2017. Sabe que ambos estão seguros por pinças e que basta um “espirro” lá fora para que nossa economia fique com uma grave “pneumonia” da qual pode não sobreviver. Também escrevi aqui sobre isso. É o medo  de uma bancarrota – enquanto ele estiver como Ministro das Finanças –  que ele não põe de todo de parte ao dizer “… o risco de retrocesso existe e é maior do que parece…”

Centeno que até agora estava refém da Geringonça, liberta-se finalmente do peso de ter de fingir com sorriso amarelo patético  que tudo vai bem. Pela primeira vez, comporta-se como um verdadeiro financeiro e sem receios de perder o lugar por cá, diz o que tem de ser dito. Este “basta!” mais direccionado para a UE ver – veja-se o tweet em inglês  antes de as publicar em português – , é a prova que Centeno privilegia seu cargo e imagem como Presidente do Eurogrupo.  Ele sabe que, ou faz um “garrote” às contas ou vai embora porque se ficar a Geringonça vai lhe estragar o futuro que ele almeja na UE.

Mas apesar desta contenção de despesa de Centeno, continua a ser uma gestão “à socialista” A maior inimiga dos financeiros responsáveis. Porque nada tem de estrutural. É apenas cosmética rasca. É suspender indiscriminadamente toda e qualquer despesa provocando a falência técnica de serviços e fornecedores  essenciais ao bom funcionamento do país. É deixar morrer quem precisa do SNS, é deixar morrer quem precisa de socorro no meio das chamas, é deixar descarrilar e avariar comboios por falta de manutenção, é deixar os polícias sem carros por falta de gasóleo,  só para dar alguns exemplos graves enquanto se injecta 5 mil milhões na CGD, 10 milhões na RTP, mais outros tantos mil milhões no Novo Banco e se multiplica quatro vezes a despesa com pessoal.

É curioso lembrar o que Costa alegava em 2015 para justificar o assalto ao poder (veja aqui): que a austeridade era ideológica e que por isso era preciso retirar a direita do governo. Precisamente numa época em que todas as economias estavam em recessão e nós acabávamos de ser resgatados pela UE por culpa de Sócrates. Agora que todas as economias estão em expansão vem este vendedor da banha da cobra com a mesma fórmula. Porquê?? Mas desde quando um paciente precisa de remédio para o cancro  “sem ter doença oncológica”?

A explicação é simples: Portugal está de facto  muito enfermo. Sofre de uma “doença gravíssima”. Uma “leucemia” que já estava controlada mas que por opção deste governo, deixou de “fazer medicação”. E agora? Só resta uma opção: ou continuar a mentir ou impedir a “morte”. Centeno escolheu a segunda. Costa, vai fingir por uns tempos que está de acordo para voltar a fazer estragos perto das eleições para captar votos e segurar os amigos das esquerdas radicais. 

Enquanto isso os comentadores reles de serviço que não se calavam em acusações gravíssimas a PPC por este usar a dita austeridade para levantar o país da bancarrota herdada pelo PS, estão caladinhos como ratos a fingirem-se de mortos com esta AUSTERIDADE SEVERA sem precedentes, em tempos de bonança económica. Porque agora a austeridade “é boa”: sem aumentos para a Função Pública; sem dinheiro para os artistas; sem dinheiro para os professores; sem dinheiro para médicos do SNS; sem dinheiro para doentes do SNS; sem dinheiro para as escolas; sem dinheiro para porcaria alguma! Mas não piam.

Porque o medo não é só de Centeno. Também eles comentadores da treta, têm medo de ter de admitir que mentiram aos portugueses em directo. Só isso.

 

 

 

O tio Quim está de volta

16 Abril, 2018

A vida era dura, naquele tempo. O tio Abel, perante todas as adversidades anteriores às alterações climáticas – naquela altura nevava sempre –, lá conseguia levar o rebanho a pastar no declive adjacente ao terreno do Morgado. O tio Quim, mais velho, ocupava-se da horta, das batatas e do combate ao flagelo do míldio. Por muito que se esforçasse, sem os pesticidas modernos, não havia colheita que agradasse à matriarca da família, uma mulher roliça de meia-idade que, apesar de viver a mais de mil quilómetros de homens, vivia deprimida entre assédios imaginários e a visão diária de um rabo a murchar como laranja azeda em Março. O tio Abel era o preferido dela. Feminista dos sete costados, fez-se acompanhar das cabras viçosas que enchiam de orgulho a mãe, e, maricas que chegue, dedicou-se ao comentário político (ou assim).

Farto de ser preterido pela mãe em favor do azeiteiro do irmão, que isto de ter cabras lindas à conta de lhe comerem as melhores batatas já há muito o enjoava, o tio Quim, enfurecido, matou o tio Abel. Foi triste. Enfim, até foi exagerado, que bastava matar-lhe uma ou outra cabra à paulada e coisa ficava por ali, sem violência desnecessária. Porém, o receio de acusações de racismo por matar bicho de outra raça falaram mais alto e a justiça social, a igualdade e as restantes lérias progressistas imperaram: “vais mesmo tu, meu querido irmãozinho”.

Isto tudo para dizer que, até ontem, nunca soube o que tinha acontecido ao tio Quim. Diz-se que fugiu para França ou para outro deserto qualquer, mas não posso confirmar. Foi com bastante surpresa que o vi então, ontem, a apresentar o projecto de um novo partido liberal. Força, tio Quim! A tua família apoia-te.

Voando sobre um ninho de caca

16 Abril, 2018

 

CarlosCesar_ok

Quando é útil confundir legislação com ética, dá nisto.

Há quem diga que Carlos César se prepara para outros voos, nomeadamente na expectativa de vir a ser Presidente da Assembleia da República.

O personagem tem bagagem de Presidente do PS.

Não admira que despache o código de conduta no porão.

*

 

 

 

Deve o PR aceitar a votação da legislação sobre a mudança de género?

15 Abril, 2018

Esta foi uma votação encenada – uma espécie de fantochada, portanto – porque os votos foram contados pelo número total de deputados de cada bancada e não pelo número de deputados presentes. Cabe perguntar se o Presidente da República, que em 2001 questionou a validade da votação de Lei de Programação Militar por causa da forma como os votos então foram contabilizados, se não tem uma palavra a dizer em 2018 sobre a votação por bancada na legislação sobre mudança de género.

A pantomina

15 Abril, 2018

Depois do número da educação de adultos em Outubro de 2015 – a educação de adultos foi a explicação dada à época pelo PS para explica porque corriam bem as reuniões com o PCP e o BE e mal com o PSD –  estamos agora na fase dos ultimatos: “Da luta de classes à luta pelo melhor escalão” é o papel reservado ao povo nesta revista à portuguesa que tem como estrelas a Catarina dos ultimatos, o Jerónimo dos provérbios e Costa, o habilidoso.

Nada como fazerem-se ofendidos

14 Abril, 2018

para não serem responsabilizados pelos seus actos: o serviço de oncologia de um hospital do “nosso SNS” aquele que tem pais e famílias que tais funciona de forma degradante. Vamos ofender-nos comn isso? Não, coitadinhos dos nossos governantes que nos cobram tão poucos impostos. Coitadinhos dos pais do SNS que querem tanto salvar o SNS. Vamos é todos fazer de conta que o humorista foi insensível. O humorista está a precisar de ser metido na ordem, não está?

sexo e género

14 Abril, 2018

Desde 2011 que é possível, em Portugal, a alteração do sexo no registo civil e a consequente alteração dos nomes próprios.

O que muda então com a lei aprovada nesta sexta-feira pelo Parlamento? Para além da afirmação dos direitos à autodeterminação de género e do direito à protecção das características sexuais de cada pessoa, a par de  proibições de discriminação em larga medida redundantes, são duas as alterações mais relevantes.

A primeira é a dispensa de qualquer relatório médico, exigido pela lei de 2011, ou de qualquer outra demonstração da existência de “perturbação de identidade de género”. A segunda é a possibilidade de o procedimento ser requerido por menores maiores de 16 anos, ainda que, aparentemente, sujeita a autorização dos responsáveis legais.

Não ponho em causa a existência do direito à autodeterminação do género e, muito menos, o direito à protecção das características sexuais de cada pessoa. Tenho sérias dúvidas, isso sim, que o primeiro daqueles direitos fique dependente de um procedimento administrativo perante o Estado. Passo a explicar.

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Lugar de Corrupto Ladrão é na Prisão!

13 Abril, 2018

Só num país do terceiro mundo, sem formação ética e moral, completamente à deriva e cheio de doidos, defende corruptos e ladrões. Brasil transformou-se num manicómio gigante quando quis impedir que um corrupto bilionário e sem escrúpulos fosse preso alegando que, mesmo tendo roubado – foram só 229.412.000.000,00 R$ – Lula foi “amigo dos pobres”. Ou seja, viabiliza-se um comportamento amoral que lesa uma Nação inteira por décadas, provocando um colapso  económico monstruoso, com a desculpa que ele “ajudou os pobrezinhos”. Isto é o mesmo que  dizer-se que o pai violador é um bom homem porque apesar de tudo é muito amigo do filho não lhe faltando com nada.  Se isto não é insanidade é o quê?

De facto,  Lula foi um tipo porreiro (como Sócrates, estão a ver?).  Entrou para o Governo liso como um carapau, começou a distribuir algum dinheiro pelas classes mais desfavorecidas, enquanto com isso escondia os biliões que desviava para si (agora bilionário) , filhos (agora bilionários), comparsas dos esquemas (agora todos ricos), regime (registou um crescimento estratosférico com gastos também colossais) e DITADURAS COMUNISTAS AMIGAS ( 1 bilião dólares para médicos em Cuba; 1,22 biliões dólares para uma ponte na Venezuela; 1,5  biliões dólares para um metro na Argentina; perdão de dívidas a ditaduras africanas de 900 milhões dólares; metro na Venezuela por 732 milhões dólares; um porto em Cuba por 692 milhões dólares; um gasoduto na Argentina por 637 milhões dólares; auxílio alimentar a Cuba por 400 milhões dólares; entrega de máquinas agrícolas em Cuba por 200 milhões dólares), sem qualquer controlo, como se o Brasil fosse um poço sem fundo de rendimentos. Um regabofe igual ao do  Sócrates, mas em escala muito maior,  que com a  crise mundial – exactamente o mesmo “azar” da gestão do nosso “Lula português” – ajudou a pôr a nu os podres da sua gestão criminosa.

O problema é que a propaganda sobre a retirada de 36 milhões de brasileiros da miséria  do Lula é falsa. Num estudo levado a cabo pelo economista Ricardo Pães de Barros, reconhecido pela sua contribuição na criação do Bolsa Família, são desmentidas passo a passo as narrativas populistas. Neste artigo muito bem fundamentado (veja aqui), conclui-se que a queda na desigualdade iniciou-se em 2001 e prolongou-se com a chegada de Lula. Ou seja, ainda o PT não tinha aquecido a cadeira do poder e a desigualdade atenuava-se gradualmente fruto de políticas implementadas em governos anteriores. O próprio Lula, à sua chegada, admitiu que no campo da economia iria limitar-se “a fazer rodar o software económico vindo do governo anterior”. Ou seja, as pessoas no poder eram Petistas mas a política económica NÃO! Assim,  o crescimento económico não ocorreu por políticas inovadoras pós Lula mas sim pela continuidade das políticas ANTERIORES (isto lembra-me qualquer coisa). A juntar a isto, veio a já habitual SORTE nas governações socialistas: a conjuntura externa melhorou  muito no seu mandato o que lhe permitiu “surfar nessa onda” (igualzinho ao Costa neste momento). A taxa de crescimento dos países da América Latina foi 72% maior do que durante o governo de FHC. . Em 2011 as exportações chegaram ao seu melhor nível em 50 anos. Mais: entre 2005 e 2008, 111 milhões de pessoas saíram da pobreza em todo o globo. Portanto, TODOS os países emergentes do  Mundo deram um salto qualitativo nesse período!! Acontecimentos internacionais  que o ex-presidente Lula  nunca poderia controlar. Nem mesmo na educação o mérito é de Lula. Os indicadores demonstram que a bolsa educação do FHC estava já com um franco crescimento no acesso escolar.

Claro que há algum mérito a ser reconhecido do governo Lula: a expansão do Bolsa Família,  e  ainda outras contribuições importantes  como as reformas micro-económicas, em especial a Lei de Falências. Mas isso é uma gota de água num oceano de corrupção gigantesca que tira mais do que dá. Que ilude enquanto desgraça o país. Principalmente quando num período altamente favorável, Brasil comparado com outros países idênticos, no mesmo período, tem resultados maus. O estudo chamado “A Década Perdida: 2003 – 2012”, explica o fenómeno. E mesmo a tão badalada Bolsa Família não passou do agrupamento de apoios já criados pelo anterior executivo, dando-lhe uma nova roupagem, ao qual juntou o “Fome Zero” , tornando o mecanismo já existente,  mais eficaz nos seus objectivos:

  • Programa Nacional de Renda Mínima vinculada à Educação – Bolsa Escola (Lei nº 10.219, de 11 de abril de 2001 – Governo Fernando Henrique Cardoso)
  • Cadastramento Único do Governo Federal (Decreto nº 3.877, de 24 de Julho de 2001 – Governo Fernando Henrique Cardoso)
  • Programa Nacional de Renda Mínima vinculada à Saúde – Bolsa Alimentação (Medida Provisória nº 2.206-1, de 6 de Setembro de 2001 – Governo Fernando Henrique Cardoso)
  • Programa Auxílio-Gás (Decreto nº 4.102, de 24 de janeiro de 2002 – Governo Fernando Henrique Cardoso)
  • Programa Nacional de Acesso à Alimentação – Fome Zero (Lei nº 10.689, de 13 de junho de 2003 – Governo Lula)

Mas na política populista o que vale é o que parece ser. Exactamente o que estamos a viver neste momento com Costa e seus companheiros. Não interessa se estamos a falir, interessa é que pareça o paraíso económico.

O lugar de corrupto ladrão é na prisão (dito pelo próprio Lula, veja aqui o vídeo) mas por cá não faltaram apoiantes como Catarina Martins, Louçã, Jerónimo, Isabel Moreira, Daniel Oliveira, manas Mortágua, Sócrates entre outros, tudo gente amiga de ladrões e corruptos como Fidel e Nicolás Maduro. Caso para dizer: “Diz-me quem apoias e dir-te-ei quem tu és”. Não falha!

descubra as diferenças

13 Abril, 2018
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Há dois ou três dias, o Bloco de Esquerda e a Menina Mortágua acusaram Mário Centeno de estar a ir além das metas do défice impostas por Bruxelas.

No já distante ano de 2015, o líder do PS, António Costa, que é agora o chefe do governo onde Centeno ultrapassa as ditas metas bruxelenses, atacava Pedro Passos Coelho, então primeiro-ministro, num debate televisivo, com a seguinte frase sonora: “O senhor gosta tanto da troika que quis ir além da troika”.

«Ir para além do défice» e «ir para além da troika»: onde estão as diferenças?

Num ponto evidente: em 2011 o país estava falido; agora já não está.

Já que andam tão preocupados com os dados que dão voluntariamente

13 Abril, 2018

mais as fotografias dos gatinhos e os amiguinhos do facebook que podem ter levado ao brexit podem parar um bocadinho e interrogar-se sobre os dados que esta entidade detém sobre nós:

Na altura da matrícula, os encarregados de educação terão de provar que residem com os alunos que estão sob a sua responsabilidade e as declarações de honra deixam de contar. A prova terá de ser feita através dos dados entregues à Autoridade Tributária no que diz respeito à composição do agregado familiar.

nó cego

13 Abril, 2018
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´«Ao fim de três anos de andarem com o PS e o Dr. António Costa, passe o pleonasmo, literalmente às costas, rumo à maioria absoluta, o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista Português, Catarina Martins e Jerónimo do Sousa vêem-se agora ultrapassados pela direita, com Rui Rio, recém empossado líder do PSD, a celebrar magníficos e lustrosos acordos com o governo do Dr. Costa. A mensagem socialista é claríssima: os parceiros de geringonça servem para as minudências e para ajudarem a aprovar orçamentos e a cumprir as promessas socialistas – que os conduzirão à maioria absoluta – perante a função pública. Em troca, Costa deu aos sindicatos comunistas aquilo que eles pediram e ao Bloco visibilidade, importância política e algumas mãos-cheias de lugares no aparelho de estado. Mas – e o recado não termina aqui – para as coisas sérias, para os grandes temas e reformas é com o PSD, o ambicionado PSD livre de Passos Coelho, que o PS se entende e entenderá. Os assuntos grandes não são para adolescentes.

Nesta situação, entre derrubarem o governo e ficarem a ver Costa com uma maioria absoluta ou, sem ela, a entender-se com o PSD, e continuarem a digerir sapos como se estivessem a saborear lagosta, que resta aos «compagnons de route» geringonceiros do Bloco e do PCP? Apenas rezar para que os seus eleitorados não se apercebam do nó cego em que se meteram, e continuar a mostrar os dentes, fazendo de contas que são muito maus.

O dia da raça é quando o homem quiser

10 Abril, 2018

tupperwareparty

Uma das coisas que mais me irrita – e hoje vou escrever sobre irritações, quem não gostar pode parar já aqui – é a conversa sobre pureza da raça. Quando este assunto é abordado pelo ponto de vista de raças humanas, fujo de imediato: pela parte que me toca só consigo reconhecer duas raças, a dos comprovadamente parvos e a dos que são só assim-assim. Contudo, o tema racial é frequentemente abordado noutros contextos, todos decorrentes da abrangência do verbo “ser”.

Eu sou liberal.
Tu és comunista.
Ela é conservadora.
Nós somos socialistas.
Vós sóis burros.
Eles são eleitores do Costa.

No plano das ideias, principalmente as ideias recauchutadas, a questão racial chateia-me, e não é pouco (sou uma pessoa sensível). O passatempo nacional da urbanidade, o que consiste, além das queixas contra turistas, na distinção da pureza das tribos das raças socialista, comunista, liberal, conservadora e outras anda a maçar-me profundamente, principalmente porque a esquerda já se deixou disso nos idos dos anos setenta, optando, ao invés, por cordões sanitários ideológicos que só foram postos em causa nas últimas eleições por um indivíduo que não se importou de se sujar para ficar como o Napoleão do chiqueiro. Cada um faz pela vida como pode, pelo que nem sequer é uma crítica, é mera característica.

Vai daí, como não me apetece repetir discursos do Álvaro Cunhal sobre o verdadeiro socialismo, tampouco me importa decidir se os novos partidos liberais são mais ou menos socialistas e, muito menos, entrar pela teoria dos conservadores contemporâneos serem os inimigos do eixo socialista-liberal para o progresso. Não digo que não entre numa ou noutra picardia de Facebook, porque, afinal, sou um gajo moderno, dos que entram em picardias inconsequentes de Facebook (é mais aconselhável do que ir abrir gabardinas à porta da escola), mas, mesmo assim, para ir à missa, prefiro a do conceito puramente religioso, a que sobreviveu centenas de anos, em detrimento desta missa progressista, quer a que vem dos auto-denominados liberais (“eu sou liberal”, “eu é que sou o presidente da junta”), quer a que vem dos socialistas (“eu sou de esquerda”). Admito que nem sempre os distingo, o que parece ser o propósito para quem quiser submeter-se ao regime. É que gente que não descansa enquanto não impõe a sua revolução racial interessa-me tanto como um glaucoma. Reaccionário? Soa-me bem.

Do 25 de Abril à Liberdade

10 Abril, 2018

Tertulia 5 - Poster

 

No próximo dia 04 de Maio realiza-se no Porto mais uma edição das Tertúlias Liberais promovida pela Oficina da Liberdade.

Paulo Tunhas e Eduardo Freitas partilham connosco dois breves textos introdutórios ao tema que servirão para animar a conversa a ter dentro de quase um mês. Destaco as seguintes passagens:

“Ao longo de uma vida, prezamos mais certas liberdades do que outras. A concepção mais alargada de liberdade será aquela que permita o máximo de liberdades compatíveis entre si: passadas, presentes e futuras. Talvez se possa dizer que um dos fios orientadores do liberalismo clássico é precisamente esse.”

(Paulo Tunhas)

“Pensando a 20 anos de vista, é imperativo resolver a “pesada herança” deste regime: uma dívida colossal que, com vento forte pela proa, nos porá na 4ª bancarrota pós-1974, situação humilhante para o regime no confronto com a disciplina financeira do Estado Novo que possibilitou legar-nos 866 “pesadas” toneladas de ouro (de que apenas restam 343). A dívida é uma perigosa inimiga da Liberdade. Especialmente para os netos.”

(Eduardo Freitas)

O convite para participação na Tertúlia fica feito.

Os texto completos podem ser lidos aqui.

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Nota: créditos da imagem do cartaz, Vitor Cunha

 

 

Fáxistas! Rásssistas! É p’racabar est’resto a um eurinho

8 Abril, 2018

Segundo a actriz que lidera – perdão: coordena – o manicómio a que se decidiu convencionar – porque até os bichinhos merecem respeito – a denominação de partido político, a prisão de Lula corresponde a “um golpe da direita reaccionária, racista, fascista”. Presumo que o citado golpe, além das enumeradas virtudes, também possua pontos passíveis de crítica: de outra forma, não se compreenderia o insulto aos portugueses que não andam aí na roubalheira evitando serem alvo dos decretos de “enriquecimento ilícito” defendidos por esta gente.

Desde que deixaram o esganiçar em virtude da necessária compatibilidade sonora com humanos, facto que se tornou notório com a diminuição brutal de cães que uivam durante o telejornal, passaram a optar pelo discurso populista para os charrados que constituem o seu eleitor-alvo, diga-se de passagem, com grande sucesso.

É sempre bom termos a apoiar o governo pessoas deste calibre em oratória psicadélica. De outra forma corríamos o risco de passar por um país decente.

discriminação socialista

8 Abril, 2018
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O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, acaba de anunciar que vai criar habitação social no centro de Lisboa, com rendas entre os 150,00 € e os 600,00 €, que permitirá que cerca de 1.100 pessoas para lá possam ir viver. O anúncio é feito como se tratasse de uma medida de enorme justiça e inclusão social, quando não passa de uma acção puramente discriminatória. Na verdade, quantas outras 1.100 pessoas não gostariam de pagar essa renda por um apartamento no centro da capital e não terão acesso a essas casas? E com base em que critérios de justiça serão seleccionadas 1.100 pessoas em detrimento de muitos milhares de outras? O que é ainda mais grave nesta medida de Medina nem é tanto tratar-se de uma medida de puro marketing pessoal feita com o dinheiro dos impostos pagos por todos nós. É  ela constituir uma injustiça e uma discriminação de que Medina se orgulha, porque nem sequer se apercebe disso.

Porque Devemos Apoiar os Novos Partidos Liberais

8 Abril, 2018

Todos se queixam das más governações que destruíram economicamente o nosso país. Literalmente! Todos avançam com palavras de ordem de que é preciso acabar com o “bloco central” e este círculo vicioso da rotatividade entre governos PS e PSD. No entanto, quando surge a oportunidade de quebrar essas amarras, voltam costas e fecham os olhos. Não faz sentido.

Falo obviamente da ala liberal. Daqueles que defendem mais liberdade económica e individual com menos Estado. Daqueles que com razão, contestam o roubo obsceno com impostos para satisfazer a gula das clientelas. Mas que não  se movem para incentivar a mudança. Não me levem a mal. Mas estou deveras surpreendida.

Esta falta de coesão não era por mim expectável. Sempre achei que havia vontade séria de “partir a loiça” ao poder instalado durante décadas. Mas não. Afinal havia outra razão: deixar tudo como está mas com outros líderes. É isso não é?

O problema é que jamais haverá mudança sem a entrada de partidos novos liberais no Parlamento. Serão eles que terão coragem de enfrentar o politicamente correcto. Serão eles que representarão os desiludidos com as ideologias políticas vigentes. São eles que vão dar outro colorido às discussões e decisões que afligem o país. Serão eles que, com a sua força crescente – oxalá venha a acontecer como noutros lugares da Europa –  vão obrigar CDS e PSD a repensarem sua maneira de estar em política, “limpar suas casas” dos políticos de meia tigela, interesses instalados, vícios, corrupção e abrir espaço para novas lideranças “não escolhidas previamente” pelos barões cadavéricos. Porque foi por falta de concorrência que estes dois hoje cheiram a mofo e pararam no tempo (veja-se a “magnífica equipa de seniores” repescada do baú de antiguidades do PSD,  por Rio). Tal como a UBER veio revolucionar a actividade dos taxistas, serão estes liberais a revolucionarem o Parlamento. Não tenham dúvidas disso. A concorrência faz muito bem à política.

É o medo de perder o controlo que faz com que muita gente do PSD e CDS receiem os novos partidos liberais. Porque é disso que se trata: controlo. Ora que ganham os portugueses com o poder sempre controlado pelos mesmos? Nada.  Pior: estão a dar um tiro no pé porque quantos mais liberais houver, mais barreiras se edificam ao avanço destruidor de políticas socialistas/marxistas, peritas em bancarrotas. Sou assumidamente liberal na economia e conservadora nos valores. Mas não deixo de apoiar, mesmo com algumas divergências, gente que vem dar uma lufada de ar fresco às políticas reinantes.

O Estado Português parece um grande acumulador de lixo. Lembra aquelas pessoas que enchem a casa de tralha, que deixam por isso  de ter espaço e começam a dizer que a casa é pequena. Que é preciso aumentá-la, quando na verdade o que faz falta é fazer uma grande limpeza e deitar fora o que não interessa e só ocupa lugar. Portugal tal como os acumuladores de lixo, não precisa de mais Estado. Precisa de alguém, com coragem, que limpe o Estado do seu peso mórbido, o torne leve e  eficiente para chegar a todos com excelência.

Ora, como se faz isto – antes de termos de pagar mais uma bancarrota – e ainda acabar com a hegemonia dos partidos do sistema que por “interesses ocultos” não fazem as reformas estruturais que o país precisa urgentemente? Abrindo espaço aos liberais.

Sou defensora de “Menos Estado, Menos Impostos, Melhor Estado Social”. Defendo que as  questões sensíveis da sociedade se resolvem actuando na raiz dos problemas e não pela rama e que qualquer proposta que mexa com a vida e liberdades  das pessoas, deva ser referendada.  Que nenhum Estado pode falhar na protecção do seu povo, por isso, não pode deixar entrar massivamente todos os que assim o desejam, dentro do país, sem controlo e que para termos liberdade individual, não podemos comprometer a liberdade em sociedade (são coisas distintas) porque ser liberal é promover a liberdade, não a anarquia. E por isso estarei sempre do lado dos liberais que defendam o mesmo.

Parem de se lamentar e saiam do sofá. Dar uma assinatura não dói nada nem transforma ninguém em militante. Mas abre caminho à mudança tão desejada em Portugal.

Pensem nisso.

 

 

O património da Segurança Social ao serviço da CML

8 Abril, 2018

Anuncia sorridente Fernando Medina: A Segurança Social e a Câmara estão a trabalhar em conjunto para que o património da SS na cidade – os prédios da SS onde estavam e ainda estão instalados serviços que vão ser relocalizados num novo edifício que foi destinado para esse fim – possa ser mobilizado para o programa de renda acessível.

Para Fernando Medina a notícia é óptima para a Segurança Social é que não.  QUAL VAI SER O CUSTO das novas instalações da Segurança Social? Quanto vai receber a Segurança Social pela social-municipalização do seu património? A CML vai cobrir  a diferença entre as rendas baixas que vão ser pagas e as altas que a Segurança Social podia receber? O património da Segurança Social não devia antes ser utilizado para benefício dos pensionistas de todo país e não de algumas centenas de residentes em Lisboa? Os sindicatos vão manter-se calados?

 

A coisa

8 Abril, 2018

A coisa tornou-se óbvia em 2003 durante o processo Casa Pia. Depois veio José Sócrates e a coisa agigantou-se. A coisa primeiro estranha-se. Depois entranha-se.

em louvor de luiz inácio «lula» da silva

6 Abril, 2018
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lulalulaNo dia da mais do que provável prisão de Lula, não duvidando, por um segundo, do seu carácter venal, da justeza e necessidade da sentença, como também tendo a certeza – porque vi – da máquina de corrupção que foi o PT durante os seus anos de governo, e, por fim, não descrendo do rigor processual com que ele foi tratado, quero fazer aqui um louvor a Luís Inácio «Lula» da Silva, por um conjunto de motivos que passo a explicar.

O primeiro de todos foi o facto de Lula da Silva, eleito presidente da República e empossado em 2003, ter feito no seu primeiro governo o exacto contrário daquilo que se esperava dele: um governo moderado, financeira e economicamente conservador, que respeitou o Plano Real e contribuiu, assim, para refrear a inflação. Para o assegurar teve, infelizmente durante pouco tempo, um excelente ministro das finanças chamado Antonio Palocci, que ele colocou nesse lugar. Foi graças a ter mantido a política monetária do país e não propriamente às suas medidas propagandísticas, que a economia cresceu e que o Brasil se desenvolveu por alguns anos. É pouco? Bom, num país da América Latina, naquela altura e com um partido vindo da esquerda radical, o mais provável era ter desfeito tudo o que vinha de trás e ter começado a «construir um país novo». Veja-se, a contra-exemplo, o que foi feito, em situação semelhante, num pequeno país europeu nos últimos três anos…

O segundo facto foi Lula da Silva ter fechado o acesso ao seu primeiro governo da extrema-esquerda, que estava fortemente implantada no seu partido. Inclusivamente, expulsou do PT alguns membros mais radicais, como sucedeu com a célebre Heloísa Helena (que deve estar hoje a rebolar de gozo e a repetir «eu não dizia?»…). É coisa fácil? Num país da América Latina, naquela altura e num partido como o PT? Talvez. Mas tenha-se, mais uma vez a contra-exemplo, o que em matéria parecida foi feito num pequeno país europeu nos últimos três anos…

O terceiro motivo de louvor prende-se com ter conseguido resistir, ao contrário da sua sucessora «presidenta», a intervir na autonomia do Banco Central, tendo nomeado para o garantir um excelente governador, que foi Henrique Meireles, até há dias ministro das finanças de Temer que ajudou a tirar o Brasil do buraco em que se afundava. Também é pouco? Bom, novamente a contra-exemplo, atenda-se às relações entre o governo de um certo pequeno país europeu e o governador do seu Banco Central…

O quarto está em ter exercido o seu primeiro mandato sem complexos ideológicos. Eu mesmo o ouvi, duas ou três vezes, dizendo expressamente que a sua função como presidente da República era «proteger e apoiar o capitalismo [sic] brasileiro». É pouco? Num país da América Latina e num presidente vindo do sindicalismo e líder do PT? Provavelmente. Mas vão lá perguntar aos líderes dos dois partidos da direita do tal pequeno país europeu o que pensam do capitalismo…

Por último, Lula da Silva foi, como chefe do seu país, um incomensurável ladrão, montou uma rede criminosa e, por esses factos, merece ser preso. É certo que, apesar da dimensão gigante da coisa, no Brasil não é nada de novo, nem exclusivo de nenhuma formação política. Isso não o desculpabiliza, nem relativiza a sua culpa. Pelo contrário, agrava-a, porque ele, antes de chegar ao poder, estava mais do que consciente de que o Brasil era assim e prometeu que, com ele, deixaria de o ser. Mas também aqui vale a pena comparar o que se passou, há uns anos, num pequeno país europeu, muito mais polido e civilizado em matéria de corrupção, com alguém que também chegou ao poder para defender os mais pobres e desfavorecidos. E como os defendeu tão bem…

P.S.: Posto isto, apenas para dizer que a prisão de Lula é necessária, justa e higiénica, embora este ambiente de histerismo de turba que, por causa do facto, lá se vive, seja altamente prejudicial ao Brasil, porque esta prisão pouco – ou nada – resolverá. De facto, acreditar que a detenção do líder do PT porá termo ao grave problema endémico da gigantesca corrupção brasileira é meio caminho para que tudo fique na mesma, ou seja, é meio caminho andado para a desgraça. De facto, os «servidores públicos» brasileiros são genericamente corruptos, e essa corrupção ataca o governo federal, os governos estaduais e os municípios (onde existem muitas centenas de milhares de gatunos), e é frequentada por gente de todos, mas de todos sem excepção, partidos políticos. Desse modo, sem uma mudança profunda do paradigma político, que terá que passar necessariamente pela refundação do federalismo, por uma nova Constituição, pelo reforço da segurança pública, por reformas políticas gigantes – como a da segurança social e a tributária, e, também, claro, por um massivo e brutal ataque à corrupção, o Brasil não terá solução. E, mesmo assim, duvido que haja «uma» solução para problemas tão graves quanto aqueles que se vivem nesse extraordinário país. Antes houvesse, que certamente já alguém a teria encontrado.

Artistas: o mal menor da desgraça

6 Abril, 2018

Eu sou daqueles que são a favor de subsídios para a cultura, mas, felizmente, não tenho que escolher quem subsidiar, uma tarefa impossível dado o panorama tão amplo de mediocridade. O problema não está no princípio do subsídio, que um contribuinte já subsidia tanta coisa que não será mais um filme – felizmente nunca terá que ver – que o incomodará. Incomoda-me mais subsidiar bancos dispostos a arruinar o país com TGVs da dupla megalómana Sócrates & Buraco de Compal do que a subsidiar um canastrão que não sabe ser mau noutro ofício. Em certos aspectos é uma benção subsidiar artistas: é uma forma de assegurar que a maioria volta ao silêncio da pacata existência diária que consiste na produção de peças de teatro representadas para moscas e espelhos.

Por outro lado, um povo é a sua cultura. A preservação desta é essencial à continuidade da identidade nacional, o que, como desgraça planetária, temos vindo a fazer bem há já muito tempo. Claro, têm havido excepções, meros frutos do acaso pela lei dos grandes números, excepções que acidentalmente acabam a confirmar a regra. Uma destas foi João César Monteiro que em tempos idos disse, em resposta a intrépida repórter do decoro do regime, que “eu quero que o público se foda”. Nunca antes alguém expressou tão bem à vontade de uma nação: não é mesmo o que queremos todos?

inocentes ou culpados?

6 Abril, 2018
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Os comentários de Pacheco Pereira e de Jorge Coelho sobre o processo de Lula da Silva, hoje proferidos na Quadratura do Círculo, só podem ser fruto de ignorância ou de má-fé. Ou de ambas as coisas juntas, claro. Tomemos apenas três exemplos dos muitos disparates ditos.

Primeiro, dizem os dois que «não estão dentro do processo, que não sabem se Lula da Silva é ou não culpado e que vão aguardar que a justiça brasileira se pronuncie». Nesta última parte da afirmação está obviamente implícito que os recursos ainda não esgotaram a matéria de facto e que é ainda possível que uma última instância dê os factos como não provados ou que conclua pela inocência do ex-presidente. Pois bem, há já duas sentenças que dão os factos como provados e que condenam Lula da Silva à pena de prisão. A segunda sentença, em resultado de recurso apresentado sobre a primeira, agrava mesmo em dois anos a medida da pena anteriormente aplicada. Por outro lado, o recurso para a última instância já não poderá alterar matéria de facto, cuja prova está feita e a decisão de culpabilidade decretada, mas somente matéria de direito, isto é, dizendo de uma forma elementar, avaliará se o direito decretado para os factos anteriormente comprovados está bem ou mal determinado.

Segundo, «este julgamento é político», afirmaram os dois, de tal modo político é que, disse Coelho, os juízes que ontem se pronunciaram foram nomeados, se calhar, por presidentes desafectos ao petista. Pois bem, 5 dos 6 juízes que votaram contra a concessão do habeas corpus a Lula foram nomeados por governos do PT, o partido de Lula da Silva.

Terceiro, «os juízes condenaram ontem Lula à pena de prisão», foi sendo dito nas várias intervenções. Pois bem, e no seguimento do que já foi dito sobre o estado da matéria de facto, ontem os juízes do Supremo em momento algum se pronunciaram sobre o mérito das decisões das duas instâncias que já julgaram o processo: limitaram-se a decidir sobre o pedido de habeas corpus aplicado a este caso. Explicando melhor: tratou-se de decidir se a prisão pode ser decretada havendo duas sentenças de duas instâncias diferentes no mesmo processo, com idêntica decisão («dupla conforme»), ou se devem deixar esgotar-se todos os recursos para se decretar a prisão. Note-se que, nesta fase do processo, os recursos já não poderão incidir sobre os factos, que estão considerados, neste processo, provados. Os juízes entenderam que sim, indo, de resto, ao encontro da jurisprudência do tribunal, que já decidira do mesmo modo em casos semelhantes. Decisão contrária, que fosse favorável à pretensão de Lula, seria, assim, uma excepção à tendência das decisões deste tribunal para casos semelhantes proferidas nos últimos anos. Foi isso mesmo que foi dito pela juíza Rosa Weber, nomeada juíza deste tribunal por Dilma Roussef, em 2011, para explicar o sentido do seu voto de ontem, contrário à concessão do habeas corpus e, aliás, contrário às suas convicções pessoais, como ela mesmo enfatizou. De resto, Aliás, se a decisão fosse diferente, isto é, se coincidisse com as pretensões do ex-presidente Lula, outros detidos, como Eduardo Cunha, teriam necessariamente que beneficiar do novo sentido jurisprudencial da Corte.

Enfim, serão Pacheco e Coelho inocentes ou culpados dos disparates que dizem? O veredicto não é fácil.

da rua dos fanqueiros

5 Abril, 2018
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mw-86022A transformação do regime político espanhol numa monarquia foi, há quarenta e três anos, o que salvou a Espanha de uma guerra civil e o que permitiu que ela se transformasse numa democracia, mantendo a integridade do seu território e a convivência (quase) pacífica dos espanhóis. Franco, que de tolo nada tinha, percebeu que o país só sobreviveria à sua ditadura se se transformasse profundamente, e que isso só se faria se algo completamente diferente sobreviesse à sua morte. O velho ditador sabia muito bem que nenhum poder meramente humano poderia suceder-lhe sem convulsões e, por isso, inventou um poder simbólico e neutro – o rei -, tendo sido em torno desse símbolo que se conseguiu conter os sectores mais radicais da sociedade espanhola e fazer abortar o golpe do 23-F.

Hoje, perante as ameaças que a Espanha atravessa, que não são mais fáceis do que as de há quarenta anos, substituído o velho e astuto Juan Carlos por uma espécie de manequim de uma loja de roupa da Rua dos Fanqueiros casado com uma «Conchita» da «Hola!», só algo de muito diferente daquilo a que estamos a assistir poderá salvar, uma vez mais, a Espanha. Por mim, não tenho dúvidas: mandar os Bourbons de volta à vida civil e implantar a república. Uma república federal e parlamentar, que redefina o sistema político e as relações entre as partes do estado espanhol com Madrid, e que seja capaz de harmonizar as muitas divergências daquela gente, procurando mantê-la unida nas próximas décadas. Com uma monarquia que se tem vindo a gastar a si mesma e a destruir o seu património simbólico, que é o que torna úteis as monarquias democráticas, as coisas não correrão bem.

 

Sobre as quotas, eu, preguiçoso, encorajo

5 Abril, 2018

Podemos argumentar o que quisermos sobre quotas para mulheres, que nada têm que ver com quotas para brancos ou sobre estabelecimentos nos quais só podem entrar casais de sexos diferentes. Podemos questionar o que é o género e se este tem alguma relação com sexo para podermos questionar o porquê de as quotas de sexo não serem extensíveis a género (coitada da Felisberta, que além de padecer de uma morte emocional por ter nascido com pénis, ainda é discriminada com a lei das quotas de sexo). Podemos questionar como se afere o sexo de alguém à luz das questões de género, e podemos passar o resto da vida a coçar a cabeça para perceber porque é que alguém perde tempo com isto tudo (desperdiçador de tempo me confesso). Podemos até perguntar porque é que não se aplicam as quotas a um casamento, mas seria sempre fútil.

O que importa é que fica sempre bem mais mulheres entre homens. Os críticos das quotas nem estão a contemplar todas as questões logísticas que ficam imediatamente resolvidas: por exemplo, em vez de uma administração contratar um serviço de acompanhantes à peça, pode contratar em regime permanente, com direito a seguro e 13º mês, reduzindo brutalmente as contas de hotel.

As quotas são é más para as mulheres que querem ser levadas a sério como profissionais. Para as outras, as que querem ser conhecidas pelo busto, é uma benção e, convenhamos, para os homens (que todos sabem que nasceram todos com o pecado original de serem predadores sexuais), é menos uma preocupação. No fundo, é a institucionalização democrática e republicana do tradicional bordel, o local onde, desde sempre, foi possível encontrar a equidade total (às sextas de bom movimento).

“Muito mais de 90% dos impostos são pagos voluntariamente”

3 Abril, 2018

imposto é roubo

Numa entrevista à RTP, a directora-geral da Autoridade Tributária quer-nos tomar por parvos. Diz ela que os impostos são pagos voluntariamente. Helena Borges dá como exemplo a baixa percentagem de incumprimento como prova da sua tese. Esta senhora é cínica ao ponto gozar com a cara de quem, sob a ameaça da força e tendo como perspectiva enfrentar um inferno legal e um quadro de inversão do ónus da prova opta por pagar sem resistência aquilo que lhe mandam.

Esta funcionária do estado tem ainda o desplante de dizer que o propósito da AT é “fazer com que cada um dos que cumpre seja nosso aliado na forma como observa os incumpridores”. Está instituída a nova bufaria fascista!

Se isto não bastasse, esta personagem adverte o indivíduo de que está sob vigilância apertada e que nem vale a pena resistir à AT pois o Fisco dispõe de informação e bases de dados suficientes para “antecipar o comportamento das pessoas e para sinalizar capacidade de detecção do incumprimento”.

Meu caros leitores: não sois seres autónomos nem indivíduos, sois cidadãos contribuintes!

*

 

 

Salvem as vossas amigas da loucura

3 Abril, 2018

A nova vaga feminista em nada se distingue da velha vaga comunista ou da comum psicose persecutória, duas patologias que tendem a culminar no suicídio físico ou, nos casos mais leves, no mero suicídio intelectual. Baseado em rancor e projecções por complexo messiânico por encarnar a dores dos outros, em nada contribui, efectivamente, para ajudar mulheres em situações desfavorecidas a conquistarem a liberdade desejada. Contribui, porém, para escavar um fosso artificial entre homens e mulheres, levando a que pessoas civilizadas na sua conduta sejam consideradas opressores. Os comunistas sempre adoraram criar inimigos para exterminar.

O único feminismo que merece consideração intelectual, já que este merece é consideração dos amigos e familiares preocupados com a estabilidade mental da activista, é aquele que consegue reconhecer que não há pior inimigo das mulheres em sociedades minimamente civilizadas do que a inveja e o julgamento de outras mulheres.

Não deixa de ser curioso

2 Abril, 2018

Que tendo sido Maria Barroso responsável por uma escola privada  essa escola continue  a chamar-se como sempre se chamou – Colégio Moderno – e o nome de Maria Barroso tenha sido dado a uma escola pública.

São Pedro Gordo

2 Abril, 2018

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– Dá para entrar, São Pedro?

– Não te conheço, meu filho, não deves ser cliente habitual. Como te chamas?

– Sou o Manuel Reis, cheguei agora mesmo de Lisboa.

– É melhor tentares noutro dia, Manel, não estás na lista de convidados e a casa está cheia.

– Bolas, São Pedro, o 007 é que entrou num filme chamado “Morre noutro dia”! Isto aqui não é cinema, estou um bocado limitado nas opções!

– Ehehehe, já me tinham dito que eras um gajo bem-humorado. Ok, podes passar, são 240 euros.

– 240 euros?! Mas acabaste de pedir 12 euros à última pessoa que entrou! É que nem na Venezuela a inflação está tão descontrolada!

– Misteriosos são os caminhos do Senhor, Manel. E, por vezes, caros…

– Eu li algures que o Limbo tinha acabado, gostava de saber para onde vou com estes valores celestes de consumo mínimo.

– Oh meu filho, estou a brincar, claro que podes entrar sem problemas. É fácil de perceber que tu és um tipo impecável, estava só a pegar contigo por causa deste tipo de traquinices que tu fazias lá em baixo.

– É a “política da porta”, São Pedro, não é por mal. Isso faz-se em todo o mundo e é obrigatório para o sucesso do negócio. Pergunta ao teu patrão omnisciente, ele sabe disso.

– Sabemos todos, Manel. E compreendemos a situação. Aliás, aqui na Igreja também temos uma espécie de “política da porta” relacionada com o sacerdócio: achamos que a nossa actividade pode ser melhor desenvolvida se não permitirmos a ordenação feminina.

– Pronto, ainda bem que entendes a minha situação.

– Claro que sim. O que não entendo é a veneração que te dedicaram nos últimos dias, uma vez que foi feita, quase sempre, por pessoas que nos azucrinam a cabeça diariamente por causa da discriminação que levamos a cabo!

– Vocês andam a discriminar mal, isto tem de ser feito com arte. É uma encenação como outra qualquer.

– Achas que estamos a precisar de um sommelier da discriminação? Podias dar-nos umas dicas, Manel…

– O mais importante é nunca discriminares os profissionais da luta contra a discriminação. É pessoal muito chato, devem ser mimados com regularidade. O resto vem por acréscimo: discriminação no cu dos outros é refresco.

– Não me parece que isso chegue. Bolas, Manel, falemos a sério! Prestaram-te um culto, lá na tua terra, como eu já não via desde as aparições da Cova da Iria!

– Dá-lhes um desconto, São Pedro, lembra-te do Eclesiastes: “vaidade das vaidades, tudo é vaidade”. Na maior parte dos casos, quando estão a falar de mim não estão a falar de mim; estão a falar deles. Vamos lá mas é à festa. Quem é que está a pôr música hoje?

 

pároco de caminha inicia caminhada pela fé

1 Abril, 2018
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«Vinde a mim as ovelhas desgarradas»

 

Ricardo Esteves, o já famoso pároco da bela cidade minhota de Caminha, irá realizar uma tourné religiosa que se iniciará hoje, pelas 15,00 horas, na Igreja Matriz, e se prolongará até ao final do mês de Setembro, de modo a acolher os muitos milhares de emigrantes que até ao fim desse mês nos visitam.

Ricardo não foi insensível ao incontável número de apelos que lhe fizeram, depois da publicação desta notícia, para que levasse a Boa Nova aos quatro cantos do nosso país. «Tem sido uma completa loucura», afirmou. «De todo este lindo Portugal têm chovido telefonemas, emails e cartas de paroquianas e de alguns – em número menor – paroquianos, que me pedem para lhes levar a Palavra Divina. O meu objectivo com esta tourné é aumentar o número de fiéis, encher as igrejas portuguesas e salvar as almas pecadoras», avançou.

A tourné terá o nome global de «Vendaval da Fé» e consistirá numa missa celebrada pelo padre Ricardo em diversos pontos do país, que envergará, na ocasião, uma sotaina colada ao corpo, sendo que os cânticos religiosos ficarão a seu cargo e serão adaptados a músicas de Tony Carreira. O climax – espera-se – será atingido ao som de «Ai destino, ai destino», considerada a 5ª Sinfonia de Tony, com a qual o prelado encerrará o serviço religioso.

Do Vaticano vieram palavras de incentivo do Papa Francisco, que vê com bons olhos a iniciativa de Ricardo. «O Papa Francisco é um homem moderno e de progresso. Não é um bota-de-elástico conservador, como o seu antecessor», disse Esteves. «Se ele me pedir, e porque não?, levarei a Palavra do Senhor ao Vaticano. A Basílica de São Pedro é um destino irresistível e será, se Deus quiser, o termo glorioso desta caminhada pela Fé».

Teremos sempre Israel?

1 Abril, 2018

A pergunta faz todo o sentido. Em primeiro lugar porque Portugal tem nos últimos tempos divergido do que é o seu posicionamento histórico em assuntos de política externa. O caso da recente crise diplomática com a Rússia é um exemplo dessa divergência mas nem sequer é o caso mais relevante. O que aconteceu no nosso parlamento na passada semana a propósito dos votos apresentados pelo Bloco de Esquerda e pelo PCP sobre a Catalunha é um sinal ainda mais preocupante.

Quem disse que a teoria da literatura não tinha nada de novo?

31 Março, 2018

¿Fue Julia Kristeva espía comunista?

La intelectual francesa de origen búlgaro Julia Kristeva trabajó como agente y colaboradora de los servicios secretos búlgaros durante el régimen comunista, informó una comisión estatal