Sai mais uma obrigação para as empresas
Lê-se no I
«Em Portugal, 16,5% da população ativa já foi alvo de assédio moral no trabalho pelo menos uma vez ao longo da vida e 12,6% já sofreu assédio sexual. Significa que pelo menos um em cada dez trabalhadores já esteve exposto a uma destas situações pelo menos alguma vez desde que entrou no mercado de trabalho. A partir deste domingo, a nova legislação promete tolerância reduzida. Prevê mesmo que o país passe a ter uma lista negra das empresas complacentes com este tipo de casos.»
PORTANTO SAUDEMOS A NOVA LEGISLAÇÃO QUE É CERTAMENTE POSITIVA E SAUDEMOS AINDA MAIS A CRIAÇÃO DE UMA LISTA NEGRA DE EMPRESAS. HÁ LÁ COISAS MAIS BONITA QUE UMA LISTA NEGRA DE EMPRESAS?
«As estatísticas fazem parte de um estudo de 2016, no qual foram inquiridas 1801 pessoas, um trabalho coordenado pela socióloga Anália Torres e publicado pela Comissão Para a Igualdade no Trabalho (CITE). São o retrato mais recente da realidade que a nova legislação pretende prevenir. A prática de assédio no trabalho passa a constituir uma contraordenação muito grave e são várias as implicações.»
AFINAL AS PERCENTAGENS DO DITO ASSÉDIO NÃO RESULTAM DE QUEIXAS APRESENTADAS MAS SIM DA EXTRAPOLAÇÃO DE UM ESTUDO. MAS ISSO NÃO INTERESSA. ESSES NÚMEROS GARANTE QUEM ESCREVE “São o retrato mais recente da realidade que a nova legislação pretende prevenir” ESTA GENTE APRENDE A ESCREVER NA COREIA DO NORTE, NÃO É? NO FIM DO ARTIGO FICAMOS A SABER QUE Entre 1 de janeiro de 2010 e 31 de dezembro de 2016, a Comissão Para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE) recebeu 12 queixas de assédio moral, 30 de assédio sexual e quatro de assédio moral e sexual.
Além disso, passa a ser obrigatório, para as empresas com sete ou mais trabalhadores, «terem um código de conduta, o qual deve proibir estes tipos de comportamento».
UMA EMPRESA COM SETE TRABALHADORES TEM COMO OBRIGAÇÃO IMPLEMENTAR UM CÓDIGO DE CONDUTA A PROIBIR O ASSÉDIO! EXCELENTE OPORTUNIDADE DE NEGÓCIO PARA AQUELES GABINETES QUE FACTURAM À CONTA DO PROGRESSISMO LEGISLATIVO
Caso o empregador tenha conhecimento de alegadas situações de assédio no trabalho e não instaure um procedimento disciplinar, incorre numa contraordenação grave. A coima pode ir até 9690 euros. E as empresas que forem condenadas passarão a constar numa lista negra que ficará disponível no site da Autoridade Para as Condições no Trabalho (ACT).
SABER-SE QUEM DEVE À CGD NÃO PODE SER, JÁ SABER QUE NO CAFÉ DA ESQUINA UM EMPREGADO SE QUEIXA DE ASSÉDIO ISSO SIM É VITAL. JÁ AGORA 9690 EUROS DE MULTA PARA A EMPRESA POR NÃO TER INSTAURADO UM PROCESSO DISCIPLINAR AO TRABALHADOR QUE FAZ ASSÉDIO PARECE-ME POUCO. ASSIM A EMPRESA AINDA PODE TER A TENTAÇÃO DE CONTINUAR A TRABALHAR.
Finalmente, na nova lei facilita-se, também, «a produção de prova testemunhal, através da notificação das testemunhas e da proteção das mesmas, presumindo-se como abusivo o seu despedimento até um ano sobre o respetivo depoimento».
TÁ CERTO. UM TRABALHADOR QUEIXA-SE DE ASSÉDIO E NÃO PODE SER DESPEDIDO até um ano sobre o respetivo depoimento. O TRABALHADOR QUE É ACUSADO DE ASSÉDIO QUEIXA-SE DE DISCRIMINAÇÃO DE GÉNERO E TAMBÉM NÃO PODE SER DESPEDIDO. ENTRETANTO TEMOS AS GRÁVIDAS E O SINDICALISTA QUE TAMBÉM NÃO PODEM SER DESPEDIDOS. SEM ESQUECER A EMPREGADA QUE QUIS LEVAR O GATO PARA O TRABALHO E COMO NÃO A DEIXARAM ACABOU A ACUSAR A EMRPESA DE MAUTRATO ANIMAL.. COM ALGUMA SORTE NINGUÉM PODE SER DESPEDIDO E A EMPRESA ENTRETANTO DEDICA-SE AO RAMO DAS QUEIXAS
Rita Garcia Pereira assinala, porém, que a nova lei ainda peca por defeito. Isto porque não prevê a inversão do ónus da prova que «existe apenas para o assédio fundado em discriminação».
COMPREENDIDO.
a decisão
Algures, daqui por vinte anos:
RR: Minhas queridas amigas e meus queridos amigos, companheiros de luta, queria dizer-vos que convoquei esta reunião para vos anunciar uma decisão.
Vozes: Qual é, qual é?
RR: Queridas amigas e queridos amigos, tenho a dizer-vos que pondero candidatar-me a líder, dirigente máximo, chefe de todos os chefes da nossa animada congregação.
Voz: Ahhhhh! E que congregação é?
RR: Então, companheira Manuela, já não se lembra?
Companheira Manuela: Lembrar-me do quê?
RR: Do nome da animada congregação a que pondero candidatar-me.
Companheira Manuela: Ah, pois, isso! Diga, diga, meu jovem rapaz. Casou-se com a São e não me convidou? Quando foi? Malcriadão!
RR: Huuuuum, já não me lembro bem. Afinal pondero candidatar-me a quê, aonde e porquê?
Camarada Pacheco: Pois bem, apesar da dívida, perdão, dúvida shakespeariana do nosso possível candidato a candidato a futuro líder, eu, como historiador de muitas histórias, posso adiantar a todos que é aquela agremiação por onde anda um tratante de Massamá.
Patriarca Ângelo: A massa estava má? Não notei nada na sopa. Pareceu-me bem boa!
Jovem Duarte: Ó companheiro Ângelo, vc. já nem é capaz de distinguir uma sopa de um coelho assado.
Companheira Manuela: Deixe-se de mariolices, seu garoto! Onde já se viu brincar com o Patriarca Ângelo e com coelhos assados. Vem aí o PAN que vai ver como elas doem.
Mini Mendes: Eu se fosse a vocês não brincava: ninguém ultrapassa o Patriarca Ângelo a cozinhar coelhos.
Camarada Pacheco: Nem o inquilino de Belém? Aquele de quem você é secretário? Esse é cá uma máquina!
Mini Mendes: Secretário uma ova! Assessor. E com quatro esses. Respeitinho, ó comuna!
RR: Bom, podem fazer menos barulho? Já disse que tenho uma coisa muito importante a dizer-vos. E pare lá de dar pulinhos, ó Mini Mendes.
Camarada Manuela: Fale mais alto, fale mais alto, meu jovem que aqui não se ouve nada.
Camarada Pacheco: Se você não ouve nada aí na primeira fila, imagine eu aqui na terceira.
Patriarca Ângelo: Você está na Terceira? Tenho lá uma quinta.
RR: Não é na quinta que vou anunciar a grande notícia que tenho para vos dar, é mesmo hoje, segunda, e nesta humilde casa.
Companheira Manuela: Fale mais alto, fale mais alto, que não se ouve nada, já disse!
Camarada Pacheco: Estou farto de vos aturar, isto está doente, está doente.
Mini Mendes: Doente estará você, seu agitador revolucionário. Psicopata, com a mania de arquivar papéis!
Jovem Duarte: Bom, ó companheiro, desembuche lá ao que vem.
RR: Pois bem: estou a pensar!
Vozes: EM QUÊ, EM QUÊ?
RR: A candidatar-me a candidato.
Vozes: Ahhhhhh! E quando é que decide.
RR: Um dia destes.
Jovem Duarte: Veja se se despacha. Há mais gente na bicha. Parece que começa na Misericórdia. Tenha misericórdia, portanto.
RR: Prometo que, na semana que vem, tomarei uma decisão decisiva sobre a decisão a tomar.
Vozes: Ah! Assim está bom. Também já tardava!
Companheira Manuela: E a ciática? É que, nesta altura, já não nos ajuda!
Camarada Pacheco: Pois não! Essa ainda está do lado de lá. Traidora!

Sobre a “crise aberta no PSD”
Aqui, que ninguém nos ouve, tenho a dizer que isto de ver facadas no PSD é um daqueles entretenimentos que cultivo com a morbidez característica dos há-muito desiludidos. Há muito, muito tempo, que o PSD não é bem um partido, é mais uma amálgama de inevitáveis adversários aos detentores oficiais do regime e que, por inerência da constitucional função de assegurar uma aura de pluralismo a este país onde Judas deixou as botas retidas num condomínio que impediu alojamento local, lá vai chegando ao poder para distribuir algum bem-estar pelos mais lestos a perceberem o funcionamento da coisa. A República 25 de Abril, aquela em que nasci, caracteriza-se por ser um daqueles regimes africanos com particular apetência para o teatro. É um regime de tal forma dotado de talento representativo que consegue convencer meia-ONU e os cinzentos distraídos de Bruxelas que até é uma democracia. Somos mesmo muito bons nisso: convencemos as pessoas de que podem escolher alguma coisa, elas vão lá voluntariamente (cada vez menos, é certo), e toda a gente fica convencida que escolheu mesmo alguma coisa. “Para a próxima és tu”, deverá dizer-se algures em corredores cheios de aspirantes à arte de representar sem cara de pau.
O regime é do PS. O dinheiro é do PS. O PS dá. Toda a gente sabe disso. O PSD existe porque um regime precisa de oposição para aparentar alguma seriedade.
De vez em quando, uns patuscos do PSD lembram-se da ideia do Bloco Central. Para quem não sabe, o Bloco Central é aquele arranjo que, quando possível, permite que toda a gente faça pela vidinha ao mesmo tempo em vez de ter que andar à espera das sobras de quem andou a fazer pela vidinha antes. Seria de supor que o Bloco Central geraria a situação mais favorável para a população: as coisas mantinham-se estáticas, não era preciso mudar os programas do Ministério da Educação de quatro em quatro anos, quem já tinha escolhido o BMW só tinha que o ir trocando pelo modelo superior e toda a gente poderia começar a viver uma vida tranquila sem ter que optar por um ou outro clube de forma tão tribalista. Porém, as coisas não são assim porque os recursos são limitados. De forma a que se possa esmifrar o mais possível no mais curto espaço de tempo, torna-se necessário que sejam poucos a simultaneamente fazer o mesmo. Por outro lado, é preciso culpar alguém quando as coisas correm mal — daí que seja conveniente para todas as partes ir aceitando o jogo da alternância.
Para se constituir um Bloco Central é necessária a colaboração do CDS. Para que aconteça, o CDS tem que fingir ser um partido de extrema-direita, extremamente conservador, beato, um cliché contrastante com o do típico comunista ateu da Dialética. Isso permite que a comunicação social identifique o PSD como estando à esquerda do CDS, a condição necessária para o PS poder “dar-se” com esse partido da oposição por definição. É que isto das coligações, em Portugal, só funciona com adjacentes. Ora, actualmente, o CDS sabe que não vem nada ao caso essa coisa do Bloco Central, vai daí, toca a posicionar-se ao lado do PS, impedindo a possibilidade dos patuscos se sentarem na cadeira do lado. É relativamente fácil de conseguir: já foi tratando a Direita (e “Direita” significa “aquele que está para lá do PS num dado momento”) por “fascista”, agora é mais ou menos da mesma maneira, adaptando apenas o léxico à contemporaneidade (“liberal”, “radical”, “extremista”, “racista”, “xenófobo”, “pessoa que não frequenta buracos de Formentera”,…)
Vai daí, não há ninguém para substituir Passos Coelho no PSD. O PS precisa que o PSD mantenha a etiqueta de extrema-direita que lhe colou, com a ajuda (ou sentido de oportunidade) do CDS. Não há ninguém para ocupar esse lugar ingrato. É por isso que, caso o PS venha a perder a maioria absoluta que lhe está destinada nas próximas legislativas, ganhando apenas as eleições (Costa é bastante aselha no que concerne a ganhar eleições — é mau actor), não será necessária nova Geringonça: o CDS, depois desta legislatura como partido adjacente, estará disposto a providenciar o apoio parlamentar necessário.
Quem tem fama precisa do proveito.
Para substituir Passos seria necessário alguém que abraçasse a etiqueta (ridícula, por sinal) de extrema-direita. Mais ninguém no PSD está disposto a isso — só se for parvo. E, para Bloco Central, tal nunca seria necessário: a cadeira do partido adjacente está ocupada por Assunção Cristas. Não é Passos que é um estorvo para o PSD: o PSD é que se está a tornar num estorvo para Passos Coelho.
Já agora, ouvi David Dinis na TSF, hoje, a dizer que está aberta uma crise no PSD. É mentira. A crise no PSD abriu-se na noite do dia 5 de Junho de 2011.
sá carneiro
Como poderá a direita voltar a conquistar o poder? Sá Carneiro explicou-o, há quase quarenta anos: federando-a num bloco eleitoral único, que integre também independentes que representem forças expressivas do país, e definindo um projecto político de governação que seja claramente distinto do da esquerda. Em 1979, quando levou a direita, em maioria absoluta, para o governo, o projecto político da então Aliança Democrática foi linear: devolver a democracia e as instituições representativas aos cidadãos, expurgando-as da caserna do Conselho da Revolução, rever a Constituição no sentido de a aproximar das democracias europeias, reverter as nacionalizações e privatizar uma economia então muito estatizada. Hoje, apesar do país já não viver em 1979, esse caminho não poderá ser muito diferente, embora seja, por muitos motivos, mais difícil. Primeiro, Pedro Passos Coelho não é, por méritos que tenha, Francisco Sá Carneiro. Depois, Assunção Cristas não é Amaro da Costa. Em seguida, ir buscar os independentes necessários ao sucesso de um bloco não socialista, como Rui Moreira e outros, não se afigura tarefa fácil. Por fim, apresentar a um país com um tão elevado número de funcionários públicos, um programa reformista que lhes atingirá os privilégios consolidados pelo regime, é meio caminho para nunca chegar à maioria absoluta. Mas só quem conseguir fazer o pleno destas condições será líder do PSD, da direita e, num futuro de médio prazo, do país. E com menos do que isto nenhum governo da direita durará muito tempo.
Com Povo “Pobre”… País Miserável
Podíamos ser uma grande Nação como já o fomos no passado. Podíamos ter um país próspero com excelentes condições para os cidadãos. Mas continuamos a apoiar ladrões e mentirosos. Gostamos da roubalheira descarada, da irresponsabilidade manifesta, da falta de escrúpulos, deliramos com corruptos e amamos o facilitismo, a cunha, e o compadrio. Perdemos tudo o que era preciso para sermos um nobre povo: os nossos valores. Sempre que há eleições fica a certeza que o que queremos não é mudança é regaboffe. Queremos que nos deixem viver como “lordes” mesmo que à custa de muita dívida. Queremos gozar a vida enquanto há tempo mesmo que para isso penhoremos o futuro dos nossos filhos por décadas. Somos egoístas interesseiros acoplados a subsídios que queremos eternizar e negociatas que queremos multiplicar. Somos povo de “chicos espertos” interesseiros preocupados com umbigos sem qualquer sentido de nação. Somos pobres de espírito. Para nossa desgraça.
Como é possível haver um Isaltino a vencer maioritariamente depois de ter sido preso por prevaricar na Câmara? Como é possível pôr o maior arguido de Portugal, ex-ministro, que mesmo que não venha a ser condenado (duvido), faliu o país e ainda o endividou por décadas com negócios ruinosos, a comentar as eleições em horário nobre? Como é possível eleger Medina, esse senhor das negociatas e ajustes directos de milhões, contratos e obras ruinosas? Como é possível o partido da irresponsabilidade , que entregou o país falido, usurpou depois o poder, que deixou à sua sorte centenas de pessoas entre mortos, feridos, desalojados e falidos, nos maiores incêndios que há memória onde manifestamente já se sabe que foram por negligência grosseira do Estado, que perdeu o rasto ao arsenal de guerra desaparecido, que engrossou só em 2 anos tanto as gorduras do Estado que breve teremos todos de pagar o preço com mais aumento de impostos e mais austeridade severa e mais falência, ter tido tanta expressão nestas eleições?
A resposta é simples. Anos e anos de socialismo mudaram as pessoas. De um povo trabalhador, empenhado, empreendedor, focado, responsável e cumpridor passamos a viver à sombra do facilitismo encostados ao Estado. O primeiro grupo (empresas e particulares) foi diminuindo com o tempo fartos de serem o sustento da outra metade que vive despreocupada, reclamando de tudo à espera que tudo lhes caia do céu sem esforço. Esta degradação cultural tão expressiva abriu lugar à indiferença. Para quê votar se os resultados nas urnas podem ser revertidos? Para quê votar se a política que se vem praticando no país só serve clientelas em vez de servir os cidadãos? Para quê votar se não há candidatos fortes capazes de mudar verdadeiramente esta sociedade parasitária? Seriam esses, os abstencionistas, aqueles que fariam a diferença. Mas são esses que infelizmente mais facilmente desistem de lutar.
E não é para menos. São muitos anos de roubalheira profissional que começa num Estado que há décadas não é exemplo porque rouba descaradamente aos olhos de todos, comete ilegalidades, mantêm corruptos, irresponsáveis e mentirosos no poder e acaba nas empresas e particulares, que seguem o mesmo exemplo. Todos a fazerem-se à vida. Todos a safarem-se como podem. O Estado a engrossar as fileiras a cada passagem dos partidos para reforçar seu eleitorado. As empresas completamente encostadas a subsídios, a protocolos com Câmaras, a negociatas com juntas freguesia. Os particulares a deixarem de trabalhar para viverem de subsídios e doenças fraudulentas.
Por isso sempre que há eleições perdoamos “nossos amigos” pela ladroagem. Porque rouba mas faz. Porque são desonestos e irresponsáveis mas entregam-nos as obras a fazer sem concurso, porque nos ajudam a conseguir subsídios para tudo e mais alguma coisa com “cunhas”. Gente porreira, pá! que merece nosso precioso voto. Depois, quando nos caiem as falências em cima do lombo, ficamos chateados com o artista que vem corrigir essa porcaria retirando as benesses que tanto custaram a conseguir lambendo botas durante anos. Por isso há que repor essa gente no poleiro rapidamente antes que empresas e particulares dependentes, entrem em falência por não saberem gerir-se sem apoios. É a luta pela sobrevivência dos dependentes do Estado.
Assim, sem uma reeducação da sociedade que se tornou parasitária, seremos eternamente um povo pobre de espírito a viver num país eternamente miserável sem capacidade para exigir de quem governa.
Porque sem uma mudança cultural profunda para voltar a adquirir valores fundamentais, jamais sairemos deste lodo em que o país mergulhou.
Finalmente o resultado das legislativas de 2015
Síntese das eleições autárquicas
Para poupar o trabalho dos leitores, que escusam de perder tempo a ler análises dos resultados autárquicos de diferentes fontes, até porque o Daniel Oliveira precisa de três semanas para repetir o contrário da realidade em cada uma das suas crónicas pagas à milha para o Expresso, deixo-vos aqui as análises feitas pelos diferentes tipos de interessados.
O Comunista
Foi um resultado histórico da luta do PCP pela afirmação da democracia e dos direitos dos trabalhadores. Fomos penalizados pela dura decisão de contribuir para que os fascistas que ganharam as eleições não permanecessem no poder, cedendo aos burgueses sem cultura do PS as ruas livres de manifestações do proletariado como mal menor. Agora é tempo de partir os dentes das arreganha-a-taxa esganiçadas que são aquelas palhaças do sabidolas que é o Louçã, outro burguês da treta.
O Bloquista
Tá-se. A Mariana Mortágua é mesmo bué da fixe. Viva a Catalunha livre e o casamento de éguas com robalos. Tens aí lume? Agora é que vai ser fixe, que vamos para o governo mudar o país retrógrado do Cavaco, esse que não sabemos porque ganhou tantas eleições.
O Bloquista do PS
Democracia. Igualdade. Liberdade. Fraternidade. As cidades para quem lá vive. Dicionário de clichés. Causas. Pelo direito ao auto-casamento e à auto-reprodução.
O Passista que vê em Passos o Messias
Se fizermos bem as contas, reparamos que o PSD não perdeu nada de muito significativo em relação ao ano em que perdeu significativamente as eleições autárquicas, 2013. Não foi bom, mas não piorou muito, pelo que até nem foi mau. Eles ainda vão ver.
O Passista que sabe que só resta Passos
Anda lá, ó Rio. Mostra o que vales. É só garganta, ó Manuela Ferreira Leite em masculino saída de um livro de Eça de Queiroz.
O lisboeta
Sinto-me tão bem a viver aqui ao lado da aristocracia que ainda nem reparei que já despediram os mordomos.
O típico socialista, eleitor típico do PS, hoje, na sua repartição pública
Estou ansioso pelo aumento de salário, para poder passar o envelope ao recém-eleito presidente da câmara para construir a casa de arquitectura moderna, vulgo caixote de betão e micro-cimento. PS! PS! PS! PS!
Paulo Portas
Não tenho nada a ver com isto, eu não estou ligado à política activa. Lá porque entreguei o CDS à imagem que a esquerda nos permite vender para empurrar o Passos para o ideal fascista da imprensa parola que em tempos gozei não significa que esteja interessado em regressar à política como a figura unificadora da Direita antes de ser estritamente necessário.
José Sócrates
Isaltino Morais.
O eleitor de Rui Moreira
Há espaço para um partido ou movimento que parta o PSD em dois, algo que, se pensarmos bem, já aconteceu há muito sem que eles tenham percebido, ocupados que estão em tentar alternar no poder com os donos do regime. Parecem todos a Maria Antonietta no filme da Sofia Coppola.
Marcelo Rebelo de Sousa
O mar está frio.
António Costa
E agora? Não me dava jeito nenhum que o Passos saísse. Preciso de uma desculpa para existir neste partido que abri aos bloquistas. Será que ainda dá para culpar o Cavaco? César? César? O que penso eu?
Abstencionista
Finalmente acabaram as eleições. Agora só há o incómodo das obras todas ao mesmo tempo daqui a quatro anos.
Pessoa que vive na periferia da A25
O mundo está perdido. Qualquer dia até nos tiram as terras.
Pessoa que vive no Minho litoral
A casa está a cair. Quando eu morrer isto fica para aqui ao abandono.
Alentejano
São todos fascistas.
Algarvio
O que é lá isso de limitar turistas? É só em Lisboa, não é? Bem, bem…
Crianças em idade escolar
Vou ter teste de Formação Cívica.
boas notícias
Afinal, o PCP perde 9 ou 10 câmaras, das quais 7 para o PS. A geringonça pode, afinal, ter vida mais curta do que parecia no começo da noite. O Jerónimo está com má cara e as duas asas do quadro televisivo, com ar de enterro. O Comité Central não costuma gostar de ser comido e é isso que eles estão a dizer na televisão. Se o Bloco subir, então, a coisa ficará mesmo tremida. Contudo, as tristezas alheias não são necessariamente alegrias nossas. Convém fazer contas e não o esquecer.
travessia do deserto
Em política, para que alguém possa ganhar o poder alguém o terá de perder primeiro. Se os resultados destas eleições, até agora anunciados, se mantiverem, a grande preocupação para os dois partidos da direita – PSD e CDS incluído – é que a geringonça está para ficar. Pela razão simples de que o facto que a poderia fazer detonar – a queda eleitoral do PCP e do Bloco – não só não aconteceu, como parece ser exactamente o contrário que sucederá. Assim, se os três partidos da geringonça crescerem eleitoralmente, é porque ela é um bom negócio para todos. Donde, o problema de quem liderar o PSD – e Passos dificilmente se aguentará no lugar – será conquistar um poder que a esquerda não está a perder. Esse já não é trabalho para Passos Coelho, nem para Rui Rio, nem para Pedro Duarte, nem, muito francamente, para ninguém que por lá se vislumbra. Pelo que, seis anos na oposição e um próximo governo com ministros do PC e do Bloco são muito prováveis.
Triste
Num dia em que exercemos o voto, é muito triste ver um povo a quem é negado o direito de votar livremente.
Consequência
O Presidente da República tem sobre a questão da Catalunha a mesma posição do Governo (…) A questão catalã é do foro interno de Espanha, e o Governo português entende que seja considerada no quadro do respeito pela Constituição e pelas leis espanholas.
Portanto quer o Marcelo quer o actual Governo não reconhecem a independência do Kosovo face à Sérvia.
Os sem-sem
a amiga olga no palácio de belém
É cada vez mais aflitivo ver e ouvir Marcelo. A sua interpretação da função presidencial, conjugada com a percepção, que terá, sobre a inevitabilidade mais próxima da geringonça, fizeram do presidente da República em funções uma espécie de «Amiga Olga» da política nacional: em tudo e em todas as circunstâncias, um sorriso, uma palavra amiga, um olhar doce, um abraço ternurento, quando todos sabemos que o «Marcelo da Vichyssoise», o verdadeiro, o único, o legítimo Marcelo, é um serial killer político, capaz do que for preciso para sobreviver com o seu gigantesco ego. Até mesmo reduzir-se, ao absurdo, a este enjoativo papel de bom rapaz, de carácter delicodoce que não lhe cai nada bem. Até quando, Catilina, abusarás da nossa paciência?
Estou a reflectir demais
Acordei hoje de manhã e reparei que estava a reflectir. Não sei se foi algo que comi, se fui polido durante a noite ou se, simplesmente, fui obrigado pela Constituição a reflectir na véspera das eleições; sei, sim, que isto é muito incómodo, principalmente para quem está comigo quando estou ao sol. Não sei porque é preciso estar a reflectir assim: já sei em quem vou votar, a campanha só me afecta negativamente e quanto mais tempo demorar até ir lá registar o voto menor a probabilidade de me dar ao trabalho. Mas, pronto, estou a reflectir e é como é. O meu filho penteou-se em mim, o gato eriçou o pêlo ao ver o seu reflexo e receio ir contra uma esquina e lascar-me em sete anos de azar. Enfim, é a minha cruz.
Por falar em cruz, não concordo nada que seja esse o símbolo pré-estabelecido para assinalar a nossa preferência. Desde que não saia para fora dos riscos, qualquer símbolo deveria ser aceitável. Porque tenho que fazer uma cruz em vez de um crescente com estrela ou um pénis, sinais que mostram uma devoção mais intensa pelas causas? Somos todos diferentes, todos iguais. Porque perpetuar um símbolo cristão no boletim de voto se acreditamos noutras coisas, como no seitan?
Enfim, isto de reflectir nem sempre é uma grande ideia. Boa tarde para todos os espelhados à força.
pedro passos coelho
Gosto de Pedro Passos Coelho e acho que o país lhe deve muitíssimo. Provavelmente, a maioria dos portugueses não chegará nunca a perceber o que lhe ficou a dever. Mas Pedro Passos Coelho cometeu alguns erros políticos que lhe estão a ser fatais.
Primeiro, não deixou nunca que o país se apercebesse da gravidade daquilo que o atingira em 2011. O facto de não ter viabilizado o famigerado PEC IV levou a que, ainda hoje, muito boa gente esteja convencida de que estava ali o remédio para evitar a troika e a austeridade que foi imposta. José Sócrates, inteligentemente, explorou o tema à exaustão. Se Passos tivesse deixado o país chegar ao ponto a que chegou a Grécia do primeiro Syrisa, hoje os portugueses estar-lhe-iam gratos pelo que teria feito a seguir. Infelizmente, boa parte deles considera-o um bandido.
Segundo, não se ter entendido com Paulo Portas antes das eleições que conduziram os dois ao poder. A consequência disso foi não ter havido um programa reformista logo para os primeiros dias de governo, quando se sabe que é nos primeiros meses de uma legislatura que as medidas mais difíceis têm de ser tomadas. Quando se dispôs a fazê-lo já era tarde. Victor Gaspar, de resto, demitiu-se por perceber que o essencial da legislatura, que deveria ter sido feito em tempo útil e não foi, já não era exequível.
Terceiro, Passos esteve-se sempre, ou quase, «a lixar para as eleições». Agora, não poderá queixar-se que os eleitores se estejam «a lixar» para ele.
Quarto, o modo como encarou a montagem da geringonça: ao ter anunciado o caos nos meses imediatos à tomada de posse dessa solução governamental, Passos fragilizou o seu trabalho de quatro anos, como se aquilo que tinha feito fosse tão vulnerável que não resistisse a alguns meses de disparates.
Quinto, Passos apostou no «depois de mim o dilúvio», quando, num pequeno país da União Europeia, é preciso que chova muito para que os diques transvazem. Depois de quatro anos em que foi o rosto da austeridade e das dificuldades impostas ao país, quando aparece alguém, do outro lado, a anunciar dias melhores, Passos continuou a ser a cara das más notícias. Os eleitores, naturalmente, não apreciam isso.
Sexto, porque o PSD é um partido nervoso, que não gosta de estar na oposição. Porque Rui Rio é, há muito, uma esperança para os barões do partido retomarem as posições que se atribuem por direito político natural. Porque o desgaste de Passos só terminará quando Passos sair e der lugar a quem o quer substituir.
Se Passos tivesse feito uma leitura correcta do que significou a construção da geringonça teria, como Portas, deixado o lugar que ocupa logo a seguir à queda do seu segundo governo. O PSD estaria, agora, com Rui Rio na liderança e seria ele a sujeitar-se aos resultados destas eleições. Passos poderia ter a expectativa de recuperar a liderança a tempo das legislativas, mas agora será Rio a fazê-lo. Esse foi o seu sétimo pecado. Mortal ou não, se verá.
Não os posso ver!!!
A sério. A imagem dos líderes políticos a utilizar os transportes públicos causa-me uma irritação sem limites. Estas criaturas levam os 365 dias do ano a andar de automóvel. Simultaneamente pregam umas inanidades sobre a utilização do mesmo que eles pretendem ver substituído pelas bicicletes (casos há de umas hipocrisias ambulantes que andam de biciclete na malinha do carro que tiram para jornalista ver). Quando chegam as campanhas autárquicas vão a correr para o metro, comboio… e fazem umas declarações características de quem nunca os utiliza. Até à próxima campanha continuarão sem os utilizar e a mandar pintar ciclovias.
Às Ritas, Câncios e Joanas deste País
Há por aí uma geraçãozita de mulheres que me envergonham. Caso para pensar mudar de género só para não haver colagem a esta gente que ridiculariza a classe. Como é possível em pleno século XXI querer segregar mulheres, ao estilo apartheid, em espaços separados, alegando protegê-las de assédio? Como é possível numa sociedade moderna e que se presume evoluída defender editoras femininas, festivais só para mulheres, proibir piropos, proibir pedidos de números de telefone ou qualquer outro sinal de aproximação ou interesse por uma mulher? Rita Ferro Rodrigues foi peremptória em dizer que era preciso impedir homens de ter ejaculações entre uma paragem e outra!!! Ah! sim?! E que tal proibir orgasmos femininos nos autocarros também? Não os há? Tem a certeza?
Sou do tempo em que uma mulher bonita passava na rua e recebia piropos. A quantidade de olhares e piropos que arrancava era sinal de beleza. Ter poucas reacções ou nenhumas à nossa passagem era motivo de tristeza (ficávamos fulas quando amigas nossas atraiam mais piropos). Não estou a exagerar. Avaliávamos a nossa capacidade de seduzir pelas reacções que conseguíamos no sexo oposto. É claro, que preferíamos os bonitos e bem cheirosos. Passar por um grupo de trolhas barrigudos e sujos não dava a mesma pica. Mas nunca isso foi incómodo. Pelo contrário. Alguns piropos, mesmo desses, até nos faziam rir sem querer. Lembro-me em miúda que nos “vingávamos” depois em grupo quando “atacava-mos” os pobres desgraçados que passavam por nós e a quem lançávamos piropos hilariantes que os faziam corar e ficarem atrapalhados. Outros tempos. Bons tempos. Lembro-me de mais tarde, já docente, ir jantar a uma pizzaria em Ponte de Lima e dois jovens que estavam a fazer pizzas não tirarem os olhos de mim. A situação foi engraçada comigo nervosa a não conseguir comer a massa que passava o tempo a cair do garfo e o garfo que acertava sempre nos dentes. Um suplício. É claro, como tudo na vida, há situações que não são agradáveis por serem obscenas e sem educação. Já fui por exemplo perseguida de carro por homens. Mas também apalpada num vestiário por uma mulher. Sempre houve quem abusasse. Nisto e noutras coisas. Mas isso já tem enquadramento legal. A polícia existe para essas coisas, penso eu.
Quando se quer igualdade de género mas em simultâneo se discrimina e segrega, algo vai mal nessa ideologia. Porque na verdade, o assédio abrange os DOIS sexos (bom… sobre os restantes 64 géneros inventados pelo marxismo cultural, não me pronuncio) de IGUAL forma. Não é verdade que SÓ as mulheres sofrem de assédio. Os homens são igualmente atacados e perseguidos mas… ninguém fala disso, ninguém os quer proteger, porquê? Não fará sentido também eles terem espaços próprios?
Voltando aos meus tempos de juventude, as mulheres NUNCA se insinuavam aos homens. Eram eles que faziam a corte com mais ou menos habilidade, sendo depois correspondidos ou não. Meninas de boas famílias nunca se manifestavam. Fazia parte da educação da época. Décadas mais tarde, as mulheres passaram a atacar as vítimas tão ou mais ferozmente que os homens. Mudança dos tempos. Era vê-las (como eu vi tantas) a fazerem esperas às presas, a não os deixarem respirar aparecendo em todo o lado, a fazerem chantagem e a inventarem um sem número de situações constrangedoras para conseguir seus intentos: levá-los para a cama. Sim. As mulheres também são, agora, terrivelmente assediadoras. Quem protege os homens disto? Por outro lado, criar autocarros ou carruagens com secção separada onde se juntam só mulheres, não nos protege de assédios. Numa época em que abundam lésbicas assumidas por aí quem me garante não ser apalpada ou ser roçada por nenhuma delas? Quantos orgasmos podem ocorrer à minha custa? Andamos a brincar?
O problema desta nova geração de senhoras é a falta de auto-estima. Inconscientemente estão a revelar recalcamentos por más experiências com o sexo masculino que as leva a radicalizar contra eles sem perceberem que eles também são vítimas, tanto quanto elas. Canalizam frustrações pessoais para estes ideais feministas que mais não revelam senão incapacidade de se imporem num meio que já não é sequer maioritariamente masculino. É verdade. No Mundo já são mais as mulheres que homens e profissionalmente já dominam grande parte dos sectores de actividade. Todos sabemos que elas são em número maior e que preferencialmente, para algumas actividades, só elas são aceites em detrimento dos homens. Porque a sociedade evoluiu. E elas já não precisam de quotas. Precisam apenas de competência e vontade. Pode ainda não haver muitas no topo das chefias de grandes empresas, nem nos governos, mas isso é por culpa delas que não se interessam por esses cargos. Porque está visto que tantos anos de proteccionismo ás mulheres criou condições únicas para que todas elas vinguem no que quiserem. Mas há ainda uma boa parte que prefere a família à carreira. E é isso que as condiciona.
Às Ritas, Câncios e Joanas deste país aconselho que se deixem de hipocrisias. Que entendam que não é com radicalismos que se resolve os problemas da sociedade moderna. E que vítimas somos todos nós. Não do machismo dos homens mas da estupidez do intelectual e politicamente correcto.
Defender a mulher não é torná-la vítima à força. Porque a reduz a um papel de coitadinha que ela não é. Porque mulher que é verdadeiramente mulher, é força da natureza que vence pelo seu mérito e competência. Não por facilitismo.
A lição da Catalunha
É assim que se acaba quando o centro se alia aos radicais. Entretanto não deixa de ser fascinante a comoção com a equidade fiscal reivindicada pela Catalunha. Aliás agora que anda por aí tanta gente comovida com a figura de um ministro europeu para as Finanças a questão da equidade fiscal catalã versus Espanha é um bom exemplo das discussões a que vamos assistir.
Reductio ad Merkelum

Estou extremamente feliz com os resultados das eleições para o Parlamento alemão. É verdade que a CDU de Merkel alcançou novamente o primeiro lugar, mas parece que perdeu uma grande quantidade de votos e de deputados para a AfD, um partido radical que muitos acusam de pertencer à extrema-direita. Devagar se vai ao longe e tenho esperança que nas próximas legislativas consigam acabar com a Angela de vez. E digo nas próximas porque na Alemanha ainda vigora essa antiquada e despropositada tradição de ser o vencedor a governar.
Gostava de sublinhar que nada me aproxima das ideias defendidas pela AfD e por outros movimentos do género, mas acho que é importante manter o pragmatismo na política e, na cabine de voto, optar sempre pelo mal menor. E parece-me que, neste caso, a transferência de votos ocorrida foi extraordinariamente benéfica.
A AfD surgiu durante a crise do euro e tinha como grande objectivo lutar contra os resgates económicos aos países do sul da Europa; entretanto, tornou-se num partido anti-imigração, anti-globalização e anti-multiculturalismo. Ora, mesmo não sendo eu anti nada dessas coisas, continuo a achar essas doutrinas menos perigosas do que as ideias da CDU da Chanceler. Note-se que, por falta de tempo e de dotes linguísticos, nunca consegui acompanhar a imprensa internacional no que à estadista alemã diz respeito; mas segui com atenção tudo o que foi dito e escrito em Portugal sobre o assunto entre 2011 e 2015. E isso chega-me. Ao longo de 4 anos ouvi alguns dos mais prestigiados políticos, comentadores, sindicalistas, intelectuais e jornalistas portugueses a dizerem que Angela Merkel era uma reencarnação de Adolf Hitler e que perseguia o sonho nazi de colocar toda a Europa debaixo da alçada germânica. E vi inúmeras caricaturas da governante com uma suástica no braço, um bigodinho em cima do lábio superior ou um braço direito esticado a fazer a saudação romana. Não querendo eu acreditar que alguns dos mais prestigiados políticos, comentadores, sindicalistas, intelectuais e jornalistas portugueses são meros demagogos de feira ou pobres maluquinhos da aldeia, levei a sério o que foram dizendo. E é por isso que estou extremamente feliz com os resultados das eleições para o Parlamento alemão. Apesar de não gostar da intenção de alguns membros da AfD de meter todos os estrangeiros num comboio e mandá-los de volta para a terra deles, tenho de admitir que é uma estratégia ferroviária bastante mais inofensiva do que a que foi levada a cabo pela Alemanha nazi em meados do século passado.
Quando um político se vicia na boa imprensa dá nisto
Uma história portuguesa
1) A Continental Mabor está há dez anos a falar com vários governos por causa da falta de acessibilidades ao polo industrial de Lousado, em Vila Nova de Famalicão: “durante estes anos tive muitas conversas ‘de surdos e de mudos’ com os diferentes governos”, desabafa Pedro Carreira.
2) Diz que administração da Continental AG estava disponível para vir a Portugal anunciar o investimento de 100 milhões de euros na expansão da fábrica de pneus ligeiros, mas que isso não aconteceu porque: “nunca recebi resposta às missivas que enviei ao Governo”. Teve que ser o próprio António Costa a intervir para que os vários ministérios começassem a responder às cartas da Continental, que não é propriamente uma empresa de ‘vão de escada’.
3) A empresa está a tentar fazer crescer o seu armazém, mas não consegue. Está há 15 ou 20 anos à espera porque os planos municipais previam que por cima do armazém passasse uma variante de uma estrada. O troço de estrada nunca foi construído e a autarquia há muito que já desistiu da obra. Querem saber o que é burocracia na pior aceção da palavra? Ouçam Pedro Carreira em discurso direto:
“Aquele troço de estrada foi abandonado, mas existe um conjunto de protocolos a nível de estradas que foram publicados, há 18 anos, em Diário da República, por uma entidade, que entretanto foi extinta, e repartido o poder por N entidades diferentes. Enquanto essas N entidades não se sentarem à volta de uma mesa, assinarem o documento protocolar e este for assinado pelos ministros da tutela, para que seja publicado em Diário da República, aquele troço não pode ser retirado.”
Quando finalmente falou com o Governo e achou que as burocracias poderiam ser ultrapassadas, eis que surge um novo pormenor: descobriram que o fim da estrada que nunca existiu “impacta com o plano de negócios das Estradas de Portugal, que vai ver a sua malha de quilometragem reduzida, e portanto vai apresentar menores lucros ou resultados financeiros”.
Enquanto a Continental Mabor espera e desespera e a expansão do armazém não avança, os responsáveis já pensam em deslocalizar parte da produção para França já que nesta altura, por falta de espaço, têm de ter os pneus armazenados no Porto de Leixões, o que não é barato.
4) Por falta de espaço, a Continental acabou por usar o parque de estacionamento da fábrica para construir a fábrica de pneus agrícolas que foi anunciada recentemente. Estão há anos a tentar comprar o terreno ao lado da fábrica que tem um armazém abandonado, mas descobriram que o terreno tem 60 proprietários. Desde então, tem sido uma maratona pelas conservatórias, registos e notários deste país, numa viagem burocrática que já levou os alemães a ameaçar travar a expansão do investimento em Portugal.
“Sondagem falsa”?
Já ouvi muitas críticas a sondagens (que, normalmente, são mais tiros pela culatra do que tiros certeiros quando vêm de candidatos), mas uma acusação de falsidade de sondagens é a primeira vez. Espero que se tire o caso a limpo.

Falta Muito Para Prender Berardo?
Imagine que contraiu um empréstimo para comprar casa ou carro. Imagine depois que por razões adversas deixou de poder cumprir escrupulosamente o pagamento das prestações. Que lhe acontece? Ora, a sequência será mais ou menos esta: é notificado dos atrasos. Começam a cobrar juros de mora. Pedem regularização rápida da dívida sob pena de execução judicial. Depois de vários avisos, informam que vão proceder à penhora por incumprimento. Se o débito persistir, executam e vai tudo a leilão. Quanto tempo demora isto? Ora, não mais de 1 aninho… Então como pode Joe Berardo ter mil milhões dos bancos a navegar na atmosfera sem ser processado, penhorado ou ir preso?
Tudo se explica facilmente quando estamos num país de corruptos onde empresários se prostituem com políticos com a maior cara de pau à vista de todos. Este é o nosso cancro que de tantas metástases já só com a morte do sistema conseguimos travar este declínio. De facto, é isto. A política em Portugal anda a matar a democracia desde 1974. Trouxe ao invés de liberdade, tirania dos governos que nos impuseram impostos pesadíssimos e austeridade severa para sustentar estes e outros gamanços criminosos.
Berardo e tantos outros não são mais do que o rosto visível desta desgraça em que nos mergulharam. A Fundação (duvidosa) que lidera deve mais de 990 milhões de euros e na CGD deve cerca de 500 milhões, na maior das descontracções como quem deve apenas um café na pastelaria da esquina. Aliás, sempre que vem seu nome à baila, as dívidas são sempre de vários milhões sem que isso chamusque sua imagem de empresário de sucesso(???). Mas anda tudo doidinho da cartola? Assim, qualquer nabo era um bem sucedido empresário , não?!
Ora é claro que para isto ser possível tem de haver gente por trás destes metralhas a protegê-los com unhas e dentes. Claro. Porque se eles caírem cai dezenas (quiçá centenas) de energúmenos iguais que vivem criminosamente à conta dos nossos impostos. Daí o milagre impensável da união das 3 esquerdas de Portugal em boicotar e consequentemente ARQUIVAR o inquérito à CGD que pretendia tão somente clarificar, sinalizar e condenar os responsáveis pelo buraco gigantesco que certos devedores mergulharam este banco público. Que por esse facto só teve de transferir do Estado 5 mil milhões para tapar prejuízos das imparidades. Mas andamos a gozar com a cara dos contribuintes? Quem era que berrava contra estas práticas e jurava ser contra os banqueiros? O BE e PCP. Que fizeram assim que formaram aliança com PS? Aprovaram a eliminação de provas contra quem roubou a CGD. Isto faz sentido? Faz. Porque há segredos que não querem que sejam revelados, logo, comungam das mesma práticas totalitárias de um regime que há muito deixou de ser democrático.
O arquivamento à CGD é a maior prova de que estamos perante gente que se serve do Estado em vez de o servir como é seu dever. Depois de ser conhecido que o caso seguiria para o Supremo, PS, BE e PCP, imediatamente encerraram a comissão de inquérito de forma compulsiva, antes ainda da decisão, sabendo que assim, não poderia este Tribunal se pronunciar por extinção da… comissão! Brilhante! Nicolás Maduro, esse prepotente ditador, ao pé desta gente é um menino.
Joe Berardo nem é processado nem vai preso porque tal como outros que por aí vagueiam está bem protegido. Fez um acordo para reestruturação da dívida com o BCP, CGD e Novo Banco em 2009 no qual reforçou garantias com a entrega de direitos sobre 75% da sua fundação que detinha a colecção de Arte Moderna exposta no CCB (opa… deixem-me rir…). Porém, quando o bancos quiseram executar por novo incumprimento (tadinhos destes “meninos banqueiros ingénuos”) esbarraram (jura???) com um acordo existente com o Estado para a exibição das obras no CCB, válido por 10 anos em que foi dado garantia ao Estado não existir nenhuma penhora sobre as ditas obras, impedindo assim a execução bancária. Só 40% deste crédito é da CGD. Bonito, não? Acreditam mesmo na “inocência” bancária desta gente? Naaa…
Berardo continua livre porque a democracia há muito que morreu por estas bandas. Simples.
Para Portugal o desmembramento da Espanha não é uma boa notícia
Pois, mas destes abusos sexuais inconvenientes ninguém fala
No meio das piadas sobre indivíduos com orgasmos em perna alheia entre paragens de autocarro, corremos o risco de desvalorizarmos algo muito sério que acontece nos transportes públicos das nossas cidades. Sim, é engraçado pensar que alguém do clã Ferro Rodrigues tenha alguma vez entrado num autocarro ou numa entrevista de emprego, mas não devemos esquecer que há pessoas que já entraram e que algumas chegaram a ser vítimas de agressão sexual perante a passividade dos restantes passageiros. Aproveitemos esta oportunidade para nos insurgirmos contra esta badalhoquice, que o debate sobre a eutanásia não vingou e isto é muito aborrecido sem assuntos para tratar e já há dois dias que nenhum muçulmano ateia uma mulher em chamas.
O meu irmão é gay, mas prefere ser considerado como “um valente paneleiro”, um dos 56 géneros reconhecidos pela ciência actual. Há coisa de dois anos, estava o Jorjão muito bem sentado no autocarro, de pernas bem abertas para que nenhuma velha malcheirosa se sentasse a seu lado, eis que chega uma gaja mesmo muito boa e que ele, obviamente, considerou repugnante. Mini-saia pelo umbigo, blusa transparente amarrada ao nível da saia e saltos altos bicudos que em muito superavam em amplitude a unha de tirar cera do ouvido do meu irmão; foram estes preparos, em conjunto com a atitude provocadora de quem carrega um livro de Dalton Trevisan, prémio Camões 2012, que fizeram soar os alarmes do Jorjão. Perante a passividade dos restantes passageiros, incluindo a velha que ia de pé ao lado do assento do meu irmão, a gaja começa a urinar na maior para cima dele. O Jorjão gritou um “****-**!” e a gaja parou, não sei bem como, presumo apenas muitas horas de treino muscular, perguntando-lhe:
— Tu não és o Joaquim?
— Não, sou o Jorjão.
— Então desculpa que foi engano.
Bem, aquilo parecia um sketch dos Gato Fedorento na altura em que se podia fazer piadas de cariz sexual, incluindo piadas com maricas; portanto, um sketch do século passado. O Jorjão ficou indignado, até porque nem tinha levado o impermeável que usa para meter em cima do colchão para este tipo de actividade com os amigos.
Enfim, que fizeram os outros passageiros? Riram! Bolas, é para isto que andamos a criar uma rede transeuropeia de transportes? É para isto que vamos construir vinte novas estações de metro? Que gente é esta que se ri do meu irmão, ali, todo urinado por pessoa de sexo diferente? Ele ficou ensopado e, neste dia em concreto, tinha sítio para onde ir: fora convidado para o programa da tarde, na SIC, para apresentar o seu livro de dicas de maquilhagem para pessoas com pilosidade abundante e nem pode ir nem nada. Conclusão: o livro não vendeu nada de jeito, ainda se riram dele e nem o caso vem nos livros e artigos que ilustram os inúmeros casos de assédio fetichista que ocorrem nos nossos transportes públicos.
Devemos reflectir nisto.
Portuguese President De Sousa making political declarations in Luanda
Não imagine, não
Sugere o João Gonçalves que imaginemos: “por momentos que, em plena guerra colonial, as Forças Armadas no terreno eram dirigidas pelas criaturas que presentemente as chefiam.” É melhor não imaginarmos.
O meu Plano para a Geração “Nem-Nem”
O Governo criou um programa para a geração dos “nem-nem” ou seja aqueles miúdos barbudos com idade para ter juízo e responsabilidade que nem querem saber de estudos nem de trabalho. Muito bem. Ora parece que este programa vai dar 700 euros mensais a estas criaturas que deverão desenvolver um projecto de empreendedorismo que a ser seleccionado, permitirá aceder a um apoio de 10 mil euros para iniciar um negócio próprio. Ou seja, o governo que gosta de começar as casas pelos telhados com o dinheiro dos outros não entende que encontrou nesta fórmula apenas mais um impulso retardador, financiado, para que este “jovens peludos” continuem a gozar seu precioso tempo livre à conta dos papás. Não funciona.
Para resolver o problema desta “juventude” temos de ir ao fundo da questão e isso, ninguém quer porque dá muito trabalho e responsabiliza todos aqueles que querem ver sua culpa sacudida: a família e o Estado.
A família é o pilar da educação. É de tenra idade que se ensina a ter objectivos e responsabilidades, princípios básicos da vida em valores com os quais o indivíduo crescerá. São as primeiras ferramentas. Com estas bases sólidas ingressa depois para a escola que lhe dará outros conhecimentos que irão complementar essas bases e farão dele um cidadão capaz de integrar o mercado de trabalho.
Ora o problema está quando ambas instituições se demitem do seu papel. Os pais educam os filhos como pequenos príncipes onde tudo lhes é garantido sem qualquer esforço nem mérito. São suprimidas todas as adversidades porque não os querem frustrar dizendo “sim” a quase todos os desejos para não os “traumatizar”. Na escola, não se ensina cidadania nem se prepara o indivíduo profissionalmente. Debita-se sim, um extenso programa curricular que é preciso cumprir a toda a força. Resultado: homens e mulheres que acabam o secundário (alguns nem isso) sem saberem lutar na vida, alheios completamente ao que se passa no Mundo. Crianças grandes impreparadas, mimadas e ignorantes que só pensam em ter muitos likes no facebook, instagram e concorrer à Casa dos Segredos.
É preciso tomar consciência que foi a sociedade que criou os “nem-nem” e terá que ser a sociedade a reverter este longo processo. Porque eles não são mais do que um produto das sociedades ditas socialistas que promovem o laxismo. Estudar por exemplo nunca foi tão fácil. Já se pode passar de ano com 7 negativas. Nem é preciso ser-se bom aluno, agora, para entrar nas universidades onde já se entra com médias também negativas. Deixou de haver excelência. Exigência. Qualquer um pode ser doutor mesmo que não tenha jeito nenhum. Por outro lado, subsidia-se tudo e mais alguma coisa o que reduz o esforço colectivo. Para quê matar-me a procurar trabalho se posso estar em casa a receber salário mínimo? Porque razão hei-de aceitar um trabalho dito menor se posso ter subsídio até ter o emprego ideal? É isto. E sem alterar toda a estrutura que leva ao laxismo, pouco adianta criar programas para o empreendedorismo porque só empreende a quem lhe foi incutida de pequenino essa habilidade, em casa e na escola. Não nasce com o indivíduo. Estimula-se e desenvolve-se.
A mim, como mãe, este assunto não me preocupa de todo. Sei que nunca vou ter filhos “nem-nem”. A primeira já com 31, está em Londres a trabalhar na área dela com distinção. A do meio, está completamente focada no objectivo de acabar o 12º ano, ser trabalhador-estudante e independente a partir dos 18. O segredo destes meus jovens cá de casa está na forma como os eduquei desde o berço. Sem lhes privar do essencial, sempre souberam que tudo o que era supérfluo tinha de ser conquistado por eles com o esforço deles. Nunca me preocupei em não frustrá-los com “nãos” porque eles fazem parte da vida. Logo cedinho, foram estimulados a trabalhar em casa ou nas férias da escola para comprar os ténis de marca (dos outros nunca houve falta), dinheiro para concertos ou simplesmente para fazer poupanças. Sempre souberam que o dinheiro não nasce das árvores. Que sem esforço não se alcança objectivos. Sempre foram estimulados para serem adultos pró-activos de excelência. Aprenderam cedo a serem responsáveis pelas suas tarefas que tinham de cumprir escrupulosamente. O mérito era sempre compensado. Já o laxismo, castigado. Mesmo com as falhas na escola que não cumpre nem de longe seu papel (não por culpa dos professores, mas sim, do Estado), só com a educação de casa, tornaram-se indivíduos capazes de enfrentar as adversidades da vida sem culpar os outros por isso. Mas podiam ser ainda muito melhores.
O meu plano para os “Nem-Nem” começa por alterar toda a educação de base nas famílias e nas escolas. Essa é a prioridade. Porque sem isso pouco adianta este ou outros programas do género. Durarão apenas até o dinheiro do subsídio acabar sem qualquer resultado prático.
Porque a geração “Nem-Nem” só existe porque a estimulamos. É o produto da ineficácia da sociedade em construir cidadãos responsáveis.
O costume
Destino assim cantado
Correcção do TPC
O Editorial de David Dinis no Público do dia 20 de Setembro é uma pequena maravilha que merece divulgação, em particular se se retirar a fulanização direccionada a André Ventura de forma a que se torne num texto genérico aplicável a todo e qualquer indivíduo que promete coisas que não podem ser realizadas. A título de exercício, vamos substituir “André Ventura” por “António Costa”.
Não é fácil para nós, jornalistas, não cair num erro quando falamos sobre este tipo de candidatos. Porque já caímos em todos eles.
Confere.
O primeiro erro é sempre o mesmo: dar palco a um populista é dar palco a uma polémica; dar palco a uma polémica chega para ganhar audiências.
Confere.
O segundo erro é o inverso: fingir que não existem. É o melhor que lhes podemos fazer, porque ganham mais um inimigo contra quem disparar.
Confere.
O terceiro erro é ignorar quem está do lado de lá. Os populistas não o fazem, usam-nos: se as pessoas se sentem inseguras, porque não arranjar um culpado; se se sentem injustiçadas, porque não dar-lhes uma esperança; se é preciso ganhar votos, porque não dar-lhes um discurso?
VenturaAntónio Costa deu-lhes. E nós?
Confere.
Nós, entre erros, só não podemos cair no capital: o da indiferença, o do medo de explicar. Um jornal que não diga quem é
VenturaCosta cairá na pior das tentações — o da banalidade do mal. E o que ele é, é simples: um candidato primário, que não mede fronteiras ou consequências. Que acusaciganosa direita de viver uma vida à conta doEstadoDraghi quandoos apoios sociaiso QE nãosão eternosé eterno; que promete roubarterraseuros aoconcelhopaís vizinho sabendo que nuncaasos ganhará; que fala dacastração químicaeutanásia ou da legitimidadedo assassinato de terroristasda extrema-esquerda, atropelando séculos de civilização, com a facilidade com que um terrorista decreta a nossa morte. Tudo o queVenturaCosta faz é puxar pelo pior dos homens sem se colocar no lugar do outro, é construir muros, no lugar das pontes que lhe cabia levantar.E não dá para esquecer o
PSDPS. SeVenturaCosta vencer,Passoso PS da Fonte Luminosa vai mesmo cantar essa vitória? E depois, que faria oPSDPS com essa vitória, com este candidato? Seria esse o seu novo programa?É certo que
PassosCosta é odiado por muitos, mas também é um facto que eleganhouperdeu as últimas eleições. Adivinho porquê: porque muitos lhe reconheciam pelo menosintegridadefalta de integridade e coerência. Agora, quando o ouvimos defenderVenturaos radicais de extrema-esquerda dos seus críticos (“não podemos ter medodos demagogos e dos populistasda democracia e do Muro de Berlim”), perguntamo-nos se aquela frase batida, “que se lixem as eleições”, era só mais um lema de campanha.Bem sei: este texto não é Hannah Arendt. Mas também nunca será como Eichmann em Jerusalém.
Na realidade, não é é coisa nenhuma.
um homem leal
O antigo mordomo do actual presidente da câmara do Porto é, por enquanto, ministro da defesa de Portugal. Como chegou S. Ex.ª a tão elevados cumes de soberania? Galgando-os por mérito próprio? Depende daquilo que entendermos por «mérito próprio». Mas, a verdade, é que parece ter sido um dos objectos trocados na transacção de poder entre Moreira e Costa, entre o surpreendentemente eleito presidente da câmara do Porto e o surpreendentemente não eleito primeiro-ministro de Portugal: Moreira recebia, no executivo camarário, o PS e atribuía pelouros de significado a Pizarro, enquanto que Costa fazia do mordomo da CMP ministro do reino. Dizem, quem anda por perto desses lupanares, que houve júbilo e festa na hora da despedida. Pois bem: devendo a sua actual posição política, onde, aliás, tem maravilhado o país, a Moreira, o que decidiu S. Ex.ª, o ministro da defesa, sobre as eleições no Porto? Apoiar Pizarro, obviamente. E obviamente, porquê? Porque, assim, S. Ex.ª realiza, em pleno, a sua vocação politicamente universalista de apoiar todos os que lhe podem dar alguma coisa em troca: se poder autárquico, apoia Moreira; se poder nacional, apoia Costa. Se poderá até não ser um excelente ministro da defesa, S. Ex.ª é, certamente um excelente ministro a defender-se. Nisto, como é evidente e S. Ex.ª generosamente alertou, não há nenhum oportunismo, nenhum trocatintismo, nenhum cataventismo, mas apenas um apoio genuíno, livre e desinteressado a Manuel Pizarro, a quem chama «um homem leal». Tudo o que S. Ex.ª ambicionaria ser, mas nunca será.
O DN vendeu-se ao heteropatriarcado dos preconceitos de género
Os dois últimos anos foram, para mim, um inferno indescritível que em muito supera a visão benigna de parque de diversões como o imaginado por Dante no poema cómico do século XIV. Sim, Lucifer de três cabeças, sendo uma delas preta (ou, em linguagem correcta, “afro-americana”), não passa de uma espécie de simpático Monstro das Bolachas em relação à empregada do McDonalds que, há dois anos, teimou que a minha filha poderia ser do sexo feminino. Bem sabemos que a culpa é da sociedade, nunca das pessoas, que, coitadas, bem tentam ser de esquerda contra tudo e contra todos. Porém, naquela altura, quem me dera ter sido mordido por uma serpente na jugular, ter entrado em combustão espontânea e ter renascido como fénix para a eternidade das chamas do Inferno em vez de ter sido submetido à tortura do preconceito de tratarem a minha benjamim como menina dada a brincadeiras com figuras monárquicas não-eleitas por sufrágio universal, ainda mais com nome de Sofia — que significa “dotada de sabedoria” —, como se fosse possível uma retrógrada princesa ter algum tipo de prudência, erudição e sensatez.
Recentemente, com a ajuda de terapia hormonal e educação para a diversidade de género, consegui vencer o sofrimento pelo trauma com o reconhecimento deste fazer parte de mim como uma cicatriz, como a marca indelével que qualquer vítima de violação carrega até ao fim dos seus dias. Eis que hoje…

…encontro o DN, o meu jornal refúgio de tudo que é bom e justo no que concerne à identidade de género, à sua volatilidade e à ciência inerente que a institucionalização do capricho transmite às gerações vindouras.
Relógios de senhora? Em cor-de-rosa?
Porque é que há relógios segregados por sexo? Está o DN a tentar vender-me a ideia de que as senhoras operam em fusos diferentes dos senhores? Está o DN a vender preconceito? Está o DN, o meu safe space de pensador sobre infinitas minorias oprimidas, a abrir a chaga das diferenças de género em assuntos horários? Choro ao pensar que pior só se encontrar no McDonalds um brinquedo da Princesa Sofia com um “relógio para senhora” no pulso a ler o DN. É que é assim que a sociedade destrói as nossas crianças.
Mudar o Sexo aos 16 Anos é de Loucos
Vou ser dura sem poupar nas palavras porque o tema assim o impõe. Começo por perguntar que raio de irresponsabilidade é esta que põe um partido político (não, não são um grupo de doidos varridos acabados de sair do manicómio), que está representado no Parlamento, a querer crianças menores de 16 anos a decidir sozinhas sobre a mudança de sexo com direito a processar os pais caso se oponham? Ficaria surpreendida se esta iniciativa partisse de qualquer outro partido com assento parlamentar, mas do Bloco de Esquerda, não. O BE é o resultado da concentração de vários partidos de extrema-esquerda tais como UDP, PSR, Politica XXI e dissidentes do PCTP-MRPP. Gente capaz de tudo para desconstruir uma sociedade e impor uma agenda de politica ultra-radical para criar uma nova moral. Debaixo de uma falsa capa de socialismo democrático anticapitalista (ah! ah! ah!) movem-se perigosamente por entre as minorias, não para lhes resolver problemas de igualdade mas sim para os revoltar contra as maiorias que querem eliminar. Ao fazer crescer estas minorias, cresce também o voto. Porque é nas minorias que eles procuram militantes pois doutra forma não têm hipóteses. Simples.
Ora quem tem ou teve adolescentes em casa sabe o quão absurdo é um decreto desta natureza. Eu que sou mãe de 3 criaturas lindas, que o diga! A minha mais velha a certa altura quis cabelo azul, espetado como uma catatua, correntes, piercings e tatuagens. A do meio luta agora ferozmente por rastas, furar-se como um crivo e tatuar-se como um tapete persa. O outro ainda vamos ver o que me reserva. Na adolescência é assim. A busca pela auto-determinação baralha-os completamente. Querem fazer tudo e nada. Gritam, esperneiam se são reprimidos nas suas vontades de auto-afirmação. Faz parte desse período conturbado. Depois de sobreviver a ele (pais e filhos), são os filhos que vêm depois dizer-nos: “Ena, lembras-te quando quis fazer aquela cena e não deixaste? Ainda bem mãe que foi assim…” Factos.
Ora, deixar que estas pobres criaturas possam decidir sobre a mudança de sexo (sim, porque não se trata de mudar de cor de cabelo ou tatuagens), algo tão sério e irreversível, é criminoso. Como adultos temos o dever de os orientar, de os proteger, de os encaminhar. Deixá-los a decidir sozinhos sobre uma matéria tão delicada é abandono. É negligência. É crueldade. Pior ainda é dar-lhes o poder de processar os próprios pais que, no seu papel de pais, têm de impedir que tomem decisões mal ponderadas. É demencial. Sabe-se que há imensos casos de gente, já adulta, que muda de sexo e se arrepende. Outros, que mantêm relacionamentos homossexuais e depois enlouquecem. Lembram-se do fim macabro de Carlos Castro? Citando o psiquiatra Dr. Pedro Afonso “(..) a disforia de género não pode ser tratada como propriedade política”.
Mas o Bloco Esquerda quer ir mais longe nesse decreto. Quer que seja possível mudar o assento de nascença (já não nasce homem o mulher, nasce o que entender), medidas contra o “Generismo” e “Transofobia” (mais léxico estúpido para aplicar na perseguição a quem discorda desta ideologia marxista de doidos varridos). Lindo!
Mas não são assim só nesta questão. Veja-se a luta desalmada pela liberalização de drogas numa sociedade que, está mudar e bem, seus padrões para uma vida saudável, mas onde alguém quer que sejam permitidos consumos de estupefacientes por tudo quanto é canto sem qualquer controlo e acessível a todos criando uma futura sociedade de dependentes a adições. Ah! mas há mais lutas construtivas, claro, como as casas de banho mistas ou a perseguição à religião cristã que se abomina em detrimento de outra, culturalmente invasora e dominadora que cresce assustadoramente, ou ainda a facilitação de entrada de estrangeiros que fez disparar os pedidos em 1300%, ou os que perseguem o capitalismo atacando turistas. São reaccionários.
E preparem-se que na agenda financiada por Soros, bilionário que ganhou a sua fortuna através de especulação no mercado financeiro e financia partidos de esquerda radical (veja aqui), a seguir à ideologia de género nas escolas, virá a pedofilia, zoofilia e o incesto.
É o Mundo novo.
“Deixe-me pôr-lhe uma mantinha nas pernas que isso já passa”

Em finais de 2011, durante um jantar de Natal em Castelo de Paiva, o deputado Pedro Nuno Santos, sentindo-se porventura fortalecido pelas rabanadas, provocou um terramoto que deveria ter sido sentido desde as margens dos rios Douro e Paiva até às nascentes do Danúbio e do Ruhr. De acordo com a imprensa da época, o conhecido tribuno afirmou estar a marimbar-se para os credores, e defendeu que Portugal devia ameaçar os banqueiros alemães com um calote de tal dimensão que até as pernas lhes tremeriam. Além da utilização pioneira em Finança e Política Internacional da expressão “estou-me marimbando”, Pedro Nuno Santos acrescentou ainda, em jeito de desafio aos capitalistas teutónicos, um muito português “ou os senhores se põem finos ou…”. Sabendo-se que os homens da banca são sempre uns anafados de cartola que acendem charutos com notas de 50 euros depois de banquetes pantagruélicos, não podemos deixar de admirar o carácter manifestamente jocoso e irrealizável desta provocação.
Desde 2010 que as agências de rating, uma espécie de sismógrafo dos credores, davam sinais claros de trepidação nos membros inferiores daqueles que nos tinham emprestado largas dezenas de milhões de euros. Discursos inflamados à parte, o medo de perder dinheiro com a dívida portuguesa era bem real. É por isso comovente ver a alegria do secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares Pedro Nuno Santos (é o que tem barba, não confundir com o deputado Pedro Nuno Santos, que é utilizador de navalha) com a subida do rating português que ocorreu na semana passada. Na sua conta de twitter, após anunciar a decisão da Standard & Poor’s de retirar Portugal do lixo, o membro do Governo revelou a felicidade que sente ao ver a confiança dos investidores externos no país e congratulou-se por ter contribuído para esse clima de segurança. Agora que o sismógrafo abrandou, o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares Pedro Nuno Santos (não confundir com o deputado Pedro Nuno Santos) está contente por ter ajudado a confortar e a estabilizar as pernas dos banqueiros alemães que o deputado Pedro Nuno Santos (não confundir com o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares Pedro Nuno Santos) tinha andado a desassossegar. É sempre positivo quando, perante uma plateia de estrangeiros, um português limpa a imagem de outro. É um claro sinal de fraternidade entre compatriotas e mostra que neste cantinho da Europa também vive gente com juízo.
A ingovernabilidade criada a partir da rua
que é eleitoralmente inimputável. Henrique Pereira dos Santos escreve no sobre esta situação que nos tem reféns – os resultados eleitorais legítimos estão reféns do poder minoritário que pode tornar isto ingovernável: o comando sobre sindicatos cuja representatividade e democraticidade é mais que discutível. Na prática isto significa que os 10% de votos do PC são mais que suficientes para bloquear as soluções legitimamente saídas de eleições gerais, enquanto for possível manter activo um poder sindical que não decorre da representatividade desses sindicatos, mas de regras sociais que livremente estabelecemos e que conferem aos sindicatos um poder claramente desproporcionado em relação à sua representatividade
Os Géneros em “Extinção”
Se é homem ou mulher (esses géneros da idade da pedra) saiba que de acordo com os defensores da ideologia de género, está em “vias de extinção”. Isso mesmo. Isto porque segundo eles a definição do género é uma questão socio-cultural, logo não existe se não na nossa imaginação. Nesta ditadura do pensamento único pouco importa o que está biologicamente comprovado. Seguem uma agenda cega, só deles, onde há lugar também para mudanças de sexo aos 16 anos sem autorização parental, casas de banho mistas ou homens a engravidar (é só doidos varridos!). Tudo isto porque querem inverter a sociedade. Destruir valores sociais. Vamos aos factos que contradizem estes lunáticos?
Por muito que estas criaturas afirmem o contrário, a natureza humana é clara logo na concepção. Está devidamente provado pela ciência (veja aqui) que nosso espírito é programado às 6/8 semanas após a concepção (que chatice!). À nascença, quer queiramos quer não, estamos pré-instalados como um computador. Ou seja, as opções e preferências sexuais estão pré-estabelecidas. Como? Eu explico:
Quase todos somos formados por 46 cromossomas que representam o nosso bloco de construção genética. Se o vigésimo terceiro da mãe for “X” e o vigésimo terceiro do pai “X”, vamos ter um “XX”, ou seja, uma menina. Se o vigésimo terceiro do pai for “Y” temos como resultado “XY” e nasce um rapaz. Assim fica claro que os elementos base do corpo humano e cérebro são femininos! Ou seja, começamos todos como raparigas daí o facto de os homens terem mamilos (ó diabo, e esta hein? chamem a CIG rápido!). Ás 6/8 semanas após a concepção o feto é mais ou menos assexuado mas dispõe do potencial necessário para formar órgãos genitais masculinos ou femininos. Se for geneticamente rapaz, o feto desenvolverá células que segregam por todo o corpo grandes quantidades de hormonas masculinas para formar os testículos e o cérebro. Vamos imaginar que nesta equação faz falta UMA dose de hormona masculina para formar os genitais masculinos e TRÊS doses para configurar o cérebro, mas ao invés disso recebe, em vez de QUATRO doses (as necessárias), só TRÊS. A primeira vai inevitavelmente para formar os órgãos sexuais masculinos e o cérebro receberá apenas as DUAS restantes. Como resultado o cérebro será principalmente masculino mas com certas capacidades e pensamentos femininos. Se receber só DUAS doses, a primeira vai inevitavelmente para os testículos e o cérebro recebe apenas UMA dose restante das TRÊS exigidas. Aqui vamos ter um cérebro essencialmente feminino na estrutura e pensamento num corpo geneticamente masculino. Na puberdade poderá tornar-se homossexual. Quando o feto é rapariga a presença de hormonas masculinas é praticamente inexistente. Por isso forma órgãos sexuais e cérebro feminino. Mas pode por acidente o feto receber uma dose significativa de hormonas masculinas. Quando assim é, o feto torna-se numa rapariga com cérebro mais ou menos masculino.
Em Israel os kibutz tentaram apagar os estereótipos baseados no sexo encorajando por exemplo rapazes a brincar com bonecas e meninas a subir às árvores para criar uma sociedade sexualmente neutra, onde afirmavam poder demonstrar a reversibilidade dos papeis entre os dois sexos. Porém 90 anos depois, os estudos mostraram que os miúdos dos kibutz continuavam a manifestar comportamentos de rapazes e raparigas comportamentos de raparigas. Ou seja, mesmo contrariada, a biologia encaminhava-os para as respectivas programações cerebrais adquiridas na concepção. Este documentário norueguês aborda este assunto (veja aqui). Não vale a pena contrariar isto. Os cérebros são diferentes (veja aqui).
É por causa de uma escola que não ensina estas questões fundamentais para entendermos a biologia humana ligada ao comportamento, que depois temos seres frustrados, relações fracassadas e desastrosas, abrindo espaço a estas criaturas do marxismo cultural para nos andarem a criar ideias falsas de que os homens e mulheres são iguais e têm as mesmas prioridades, aspirações e desejos.
Assim, é ridículo insistir na normalização de géneros. Tentar nivelar é um acto totalitário contra-natura que traz apenas caos, frustração e infelicidade. Precisamos de uma identidade firme. Precisamos de conhecer bem nosso corpo, desde a concepção até à sua maturidade e aceitá-lo como é. Precisamos de ser integrados na sociedade sem estigmas nem preconceitos pelas diferenças em plena igualdade de direitos humanos. Liberdade para sermos quem e como queremos ser. E não, sermos forçados a abdicar da nossa natureza. Não aceitar esta imposição não é homofobia, é biologia. Insultar quem pensa de acordo com a sua natureza, é doutrinação marxista.
E sem travar esta loucura generalizada, um dia os géneros humanos serão extintos pela quantidade de casais estéreis que a sociedade produziu e que no limite da insanidade da ideologia de género levada ao extremo, terão bebés neutros procriados em laboratórios aos quais bastará a clonagem para reproduzir. E que ironicamente chamarão a isso, “direitos” à “igualdade de género”.
Já faltou mais.
Coisa ainda mais estranha
Ninguém faz uma declaração contra a construção anunciada de mais um muro? Vai ter três metros de altura, será à prova de bala e custará 20 milhões de euros.
Vai rodear a Torre Eiffel.
Coisa estranha
O silêncio que vai na pátria com a relação Guterres-Trump. A reforma da ONU. os elogios de Tuump a Guterres. Os olhares embevecidos de Guterres com Trump que quer aumentar-lhe o poder…
Género ditadura
Acreditar que depois disto aprovado as frenéticas criaturas ficarão quietas e sossegadas é uma ilusão. Para mais perigosa. Em Espanha, onde aquilo que se discure agora em Portugal foi aprovado há anos, o Podemos leva hoje à discussão nas Cortes espanholas a seguinte proposta:
*Mudar de sexo a partir dos 12 anos sem autorização paterna
*Obrigatoriedade dos meios de comunicação de incluirem programação que verse a diversidade familiar LGTBI
*Obrigaroriedade dos programas escolares terem conteúdos sobre a diversidade sexual, de género e familiar e analisarem o movimento LGTBI na disciplina de História
*Nas escolas e lares as casas de banho podem ser utilizadas de acordo com género que o utilizador entenda ser o seu
