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Inconstitucional até à próstata

19 Setembro, 2017

Hoje, no parlamento, pessoas sem muito para fazer discutirão uma proposta dos habituais chanfrados para que qualquer pessoa possa mudar de nome sem passar pela casa partida e receber o diagnóstico de lunático. É a “identidade de género”, a tal que nada tem a ver com sexo, só com a insistência do papá em vestir uniforme de criada de filme erótico e responder apenas quando o tratam por Lola. Acho bem.

O problema desta proposta é que colide com a lista oficial de nomes admissíveis, um resquício opressor de uma sociedade hetropatriarcal dada a touradas com a bênção do senhor padre. Senão, vejamos a lista publicada no site do Instituto de Registos e do Notariado: enquanto Ágata é nome permitido para menino e para menina, Catarina é apenas permitido para o “género” feminino; já Consolação é algo que é vedado ao coiso masculino, o que está de acordo com a minha experiência como homem, portanto, está certo; por outro lado, Deusa Bela é vedado quer a jornalistas-activistas, quer a camionistas com mamas mais pequenas, o que me parece um injustiça para um rol de colunistas que citam os seus objectos de desejo sem pudor que as respectivas esposas possam ler; infelizmente, Flor só é permitido para portadoras de vagina, mas, para compensar, não há restrições de genitália ao uso de Florencia (não falta acento circunflexo, procurem na lista que encontrarão).

Deve ser inconstitucional poder mudar de sexo livremente, sem qualquer tipo de diagnóstico, internamento ou electrólise, e, ao mesmo tempo, ser impedido de aceder ao nome Natividade sem ter que provar a existência de vulva. Até porque, como sabemos, nada impede um homem de amamentar, sendo esse o seu desejo.

 

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Um exemplo de abuso que passa por uma bela foto de amamentação: poucas pessoas reparam na bebida gasificada sobre a mesinha-de-cabeceira, uma sinal óbvio de negligência que esta mãe apresenta pela saúde do seu bebé.

Um Memorial, Uma Empresária e os Donos Disto Tudo

18 Setembro, 2017

Há algo neste país que urge mudar. Sempre que alguém diz ser  empresário não falta quem o associe de imediato à ladroagem,  à exploração salarial dos “pobres trabalhadores indefesos” para viverem “à grande e à francesa com contas offshores”. Ser empreendedor em Portugal acaba por ser  um acto muito mais corajoso do que assumir ser homossexual. As empresas são vistas  como  algo nocivo para a sociedade que é preciso castigar e por isso são fortemente penalizadas quer ao nível laboral quer fiscal. Tudo isto graças aos idiotas úteis de sempre  que se deixam manipular e comprar a troco de poder político. Mas cabe na cabeça de alguém que matando galinhas se continua a ter ovos?

Se houver uma insolvência, ainda é pior. Não se questiona as razões que levaram a deixar de poder honrar compromissos. Parte-se de imediato para o enxovalhamento na praça pública sem dó nem piedade.  A este assunto sobre “ser empresário em Portugal”, voltarei noutro artigo porque hoje venho falar de uma empresária em particular, que um dia por ter tido a nobre ideia de erguer um Memorial em honra das vítimas de Pedrógão Grande (faz hoje 3 meses), viu sua vida devastada… outra vez. Porquê? Ora claro está, por ter sido empresária e ter ficado insolvente! Alguém da CS lhe perguntou alguma coisa ou investigou os factos que lhe imputavam? Claro que não. Ir em busca da verdade dá muito trabalho. É preferível pegar em boatos já existentes e transformá-los em verdades mesmo que falaciosas. Sobretudo quando é essa a versão que mais interessa. É o país miserável que temos.

Por conhecer  muito bem o sector empresarial, eu não me deixei contaminar pelo “diz que disse” muito menos fiquei sensibilizada com os vídeos na internet dos “pobres trabalhadores”. Tenho muito calo nisso. Por isso,  tal como em tudo na vida, coloquei de imediato em dúvida e fui em busca da verdade. Estabeleci contacto com a vítima para ouvir em viva voz a sua versão que sem surpresa, não só apresentou um discurso coerente e detalhado, como exibiu prova documental dos factos. E é essa história que hoje vos quero contar.

Isabel Monteiro é uma Mulher empreendedora que, recusando-se a trabalhar no modelo de escravatura implementado até aí no mercado português, dominado por alguns profissionais da área de tradução e legendagem, cria em 1992, a Ideias & Letras, a única empresa de tradução, legendagem, dobragem e locução, com estúdios próprios, que mais tarde daria lugar à Dialectus, após um divórcio pouco “amistoso”. É a primeira e ÚNICA empresa que ensina as técnicas de legendagem, abrindo o mercado.

Foi em 1998, com a Guerra do Kosovo, que foi protagonista de uma  acção solidária, e responsável pela entrega em mão, no Kosovo, de 200 toneladas de comida e mais de 40 mil cobertores (veja aqui).

À frente da empresa líder no sector, em Março de 2008, aceita a proposta da SIC para entrada no capital social de uma das suas empresas, a DIALECTUS, com 90%. Isabel Monteiro era responsável da tradução de Informação desde 06 de Outubro de 1992.  Em 2008 a SIC entra para 15 áreas (alienando todas elas 1 ano depois). A IPLAY, por ex., comprada por 3,5 milhões de € e vendida por 1€, um ano depois (veja aqui). No ano de 2008, a SIC, com 90% da DIALECTUS, desviou para a concorrência centenas de milhares de euros, a pagar o dobro da tabela interna estipulada, como provam cópias de facturas ( Foto nº 6, 7 e 8). Como qualquer sócio minoritário íntegro, esta e outras situações anómalas foram denunciadas (em vários mails existentes) e ignoradas com enorme hostilidade. No início de 2009, das 16 empresas compradas em 2008, poucas restavam. À DIALECTUS a SIC propôs a recompra das quotas com base num contrato de exclusividade por 3 anos, renováveis, com ajustes anuais e uma cláusula penal de 10 mil euros por cada mês de incumprimento. Foi na escritura  que soube de uma dívida de 300 mil euros à banca e 80 mil € de tesouraria negativa.  Para cumprir o contrato a empresa cresceu e passou de 14 empregados a 40. Porém, a SIC nunca cumpriu.

Em Junho de 2011, são notórias manobras de mercado quer entre tradutores, quer entre actores. Um grupo de tradutores, encabeçado por duas das fundadoras da futura empresa SPELL, (Foto nº 1), cria uma mailing list, onde inclui 64 pessoas, das quais 4 empresas concorrentes. Informação priveligiada da DIALECTUS esteve exposta: clientes, preços, prestadores de serviços, contactos.  Os tradutores abordavam os profissionais que chegavam à empresa: denegriam a imagem e incitavam-nos a exigir o valor por eles praticado (30% acima do valor de mercado). Numa manobra orquestrada, cartelizaram o mercado, e impuseram um valor, enquanto freelancers, enquanto muitos deles praticavam uma tabela inferior para outras empresas, fragilizando a competitividade da Dialectus.  A partir de Janeiro de 2012, falharam horários, e entregas atempadas de peças da Informação da SIC, cortando o diálogo com a empresa. Eram freelancers, desde sempre, alguns com duas décadas de tempo de casa. Não eram exclusivos. Trabalhavam para outras empresas junto de quem praticavam valores mais baixos. A SIC, a partir de Setembro de 2011 reduziu em 60% a facturação, e só veio a pagar as últimas facturas, 16 meses mais tarde, com uma Injunção. Quatro dias antes da renovação, a Dialectus é informada pelo telefone, pelo então Director Geral, da não renovação do contrato. E retiraram todo o trabalho. Ficou com 40 empregados, uma estrutura  montada e sem 86% da facturação. Ou seja, nada.

Enquanto se precipitava a destruição concertada, por parte de alguns trabalhadores da Dialectus, a Buggin Media, uma empresa cópia, do ex-chefe dos técnicos (Foto nº 2), e que já tinha  programas no ar assinados entra para o mercado e passa a ser fornecedora da SIC até hoje.   Com uma morada falsa em Mirandela, quando nunca saiu de Oeiras, o dono Bruno Golias e os 13 empregados (todos ex-empregados Dialectus)  têm agora um “Processo por Fraude e Burla agravada ao Estado”, a correr termos no DIAP de Oeiras, procº nº 1059/16.4T9OER, por  terem recebido fundo de desemprego e garantia salarial até Dez de 2013, quando já tinham uma empresa montada e forneciam  a SIC todo o ano de 2013, e em alguns casos, ainda em 2012.

Um sindicato, CENA, foi o rosto da campanha organizada para fechar as portas à Dialectus, e arrastar o seu bom  nome na lama. Um dos arguidos do processo de Oeiras, é  órgão social desse sindicato. Nesta manobra de difamação e calúnia, atribuíram a Isabel Monteiro a falência de 4 empresas que nunca existiram. Colaram a DIALECTUS à falência de empresas de Manuel Forjaz que Isabel Monteiro NUNCA conheceu  sequer.  Propagam a informação na Internet. Isabel Monteiro, que já a 06 Fevereiro 1998 ganhava o primeiro processo por difamação na internet (Foto nº 3), procede agora legalmente, exigindo a prova factual do que é divulgado na net, nomeadamente, a informação que lhe imputa  4 empresas da área insolventes.

Em Junho de 2013, o então advogado da Dialectus, coloca uma ação por incumprimento contratual contra a SIC, Procº nº 3850/13.4TBOER valor: 360.000,00 €. Em Setembro, sai apressadamente da Dialectus, alegando falta de disponibilidade.  Quatro meses depois, em Janeiro de 2014, fecha “acordo” com a SIC, por 27500€, sem dar conhecimento a Isabel  ou à DIALECTUS e  mete o dinheiro ao bolso. (Foto nº 4 e 5).

Em 2013, a RTP dá cobertura a duas manifestações na porta da empresa, cujos vídeos circulam ainda hoje. Nunca abordaram a empresa ou confirmaram a informação que difundiram. Neste vídeo (veja aqui) estão Bruno Golias, que trabalhou na Dialectus 18 meses, dono da Buggin Media, “oficialmente” constituída em Abril de 2013, que já opera em 2012, e passa a fornecedor privilegiado  na área de dobragem a partir do início de 2013 ( ele e 13 ex-empregados Dialectus), respondem agora ao MP de Oeiras e Seg. Social, por recebimento ilícito de fundo de desemprego e fundo salarial até Dez. de 2013, quando trabalharam (e assinaram programas) para o seu único cliente, a SIC, todo o ano de 2013. Processo Nº 1059/16.4T9OER, no DIAP de Oeiras. O 2º vídeo que circula na net (veja aqui) exibe os tradutores da SPELL, concorrentes DIRETOS da DIALECTUS há 18 meses. O contrato com a SIC que teria a primeira renovação a 31 de Março de 2012, é entregue à empresa SPELL constituída para o efeito 3 dias depois, a  4 Abril de 2012 que, tal como a Buggin Media, entra para o mercado e é hoje a fornecedora de Carnaxide: um grupo de tradutores freelancers que durante duas décadas, viram assegurado o volume de trabalho pago acima do valor de mercado e construíram as suas carreiras, tendo aprendido tudo o que sabiam com as várias acções promovidas ora pela Ideias & Letras, ora, mais tarde, pela Dialectus. Com estes tradutores, estão actores que a SIC, de forma inédita, contratou directamente para a segunda temporada da série “O Mundo de Patty”. Nunca em 25 anos contratou actores directamente, e nunca mais voltou a fazê-lo.

Em Março de 2014, a Dialectus, armadilhada pelos empregados e colaboradores, patrocinados pela SIC é, inevitavelmente,  declarada insolvente.   

Decorridos 3 anos, os lobbies instalados no mercado, continuam a perseguir, inclusive, novos profissionais, condicionando-os. Um mercado que movimenta 3 milhões anuais, e que até 1992 pertenceu a lobbies,  durante 22 anos teve uma alternativa independente, onde a formação de novos profissionais, seguia o seu rumo por mérito. Com o fecho da DIALECTUS, o controlo e domínio do mercado volta para as mãos de alguns: retiram do mercado a empresa líder, e entram para o mercado 3 novas empresas.

As histórias, de pessoas ou empresas, contam-se com a verdade com base em factos. Todas as partes devem ser ouvidas, com total isenção. Mas aqui, neste Portugal onde os empresários são SEMPRE os malfeitores e os trabalhadores uns coitadinhos, não é assim.

Com as notícias que dão conta do desmantelamento do império SIC e dívidas de 189 milhões de euros (em parte, aqui, percebe-se porquê), achei que era o “timming” certo para este esclarecimento.

Mais do que informar, o meu texto de hoje pretende reflexão sobre as injustiças que se criam com falsos mitos de que a culpa é sempre dos empresários.

Fica aqui a prova que não é sempre assim.

FOTO nº 1

mailing list cristinamiranda.familycare gmail.com Gmail

FOTO nº 2

buggin media.png

FOTO nº 3

caso da internet   cristinamiranda.familycare gmail.com   Gmail.png

Foto nº 4

dav

Foto nº 5

dav

FOTO nº 6

DIALECTUS SIC cristinamiranda.familycare gmail.com Gmail (1)

FOTO nº 7

DIALECTUS SIC cristinamiranda.familycare gmail.com Gmail (2)

FOTO nº 8

DIALECTUS SIC cristinamiranda.familycare gmail.com Gmail

 

Agressões que nunca são notícia

18 Setembro, 2017

A 10 de Setembro soube-se que em Paris uma família judia foi sequestrada, torturada e roubada. Três homens penetraram na casa de Roger e Mireille Pinto e conseguiram também manietar o seu filho David. Enquanto os agrediam e lhes reviravam a casa faziam referência ao facto de a família Pinto professar a religião judaica o que, segundo os agressores, necessariamente levava a que naquela casa estivessem escondidos bens e dinheiro: “Vocês são judeus. Têm dinheiro!” e “Nós roubamos o dinheiro aos judeus para o dar aos pobres” foram as expressões repetidas insistentemente pelos três agressores, originários do continente africano, enquanto agrediam Roger, Mireille e David Pinto. Por cá as notícias sobre esta agressão ainda devem estar a ser redigidas.

Incompetência estrutural

17 Setembro, 2017

Não há ano que passe em que a situação não seja a mesma. Nem mudança de partidos, nem de ministros, nem de leis e regulamentos alteram o facto de na educação continuar a vigorar o princípio da incompetência estrutural de todos os envolvidos.

As aulas acabam a meio de Junho, mas alunos e pais apenas conhecem os horários do novo ano horas antes do dia 15 de Setembro e do início das aulas… Professores são apenas colocados em finais de Agosto ou Setembro; auxiliares serão contratados durante mês de Setembro e Outubro já com aulas a decorrer. Programas escolares são alterados a meio de Agosto. Experimentalismos curriculares são decididos em Julho. Ministério permite que professores podem requerer alteração de colocação durante mês de Setembro, certamente com grandes vantagens pedagógicas… Início de Setembro e há uma vaga de fundo de baixas claramente fraudulentas. Escolas tem de percorrer processos burocráticos de semanas para substituir um professor de baixa médica. Escolas mantem-se «irresponsáveis » pela qualidade dos professores que ali trabalham por não ser da sua competência contratá-los ou dispensá-los. Proliferam os projectos e tempos de leccionamento totalmente estranhos ao ensino, apenas fruto de muita sociologia e ideologia de pacotilha, retirando tempo útil de aprendizagem. Associações de pais dominadas por pais-professores calam-se perante um cenário de ineficência e incompetência que se repete a cada ano.

Estamos em guerra?

17 Setembro, 2017

«Portugal envia 160 homens para o Afeganistão a partir de abril de 2018»

Porque Portugal continua envolvido nessa guerra com a qual nada temos a ver? Que fantochada.

Que decidam, livremente

17 Setembro, 2017

O direito à auto-determinação dos povos não é, nem pode estar dependente de constituições dos estados de que façam parte, sob pena de tal direito ser negado por nunca poder ser exercido. Tal direito é natural e como tal reconhecido pelo direito internacional, pela Carta das Nações Unidas e até, e bem, pela Constituição portuguesa.

Obviamente, é sempre melhor que o Estado de que tal parte se queira separar, seja liberal e democrático ao ponto de permitir o exercício livre desse direito. Tem sido assim felizmente , por exemplo no Canadá com o Quebeque, e foi assim na Escócia.

Em Espanha, o estado central faz finca pé em não permitir o exercício desse direito. O que só vai levar ainda mais gente para o campo da independência, e criará certamente conflitos escusados entre o poder autonómico e o poder central. Bem mais sensato seria livre e democraticamente, aceitar criar as condições para o exercício desse direito e só depois do resultado lidar seriamente com as consequências, se as houvesse. Da forma como governo central espanhol actua apenas levará a conflitos e a uma maior radicalização. Parece tudo fazer para que de facto eles saiam, agora ou mais tarde. Mas tem ainda tempo para emendar a mão e usar da sensatez por forma a que os catalães possam livremente decidir do seu destino.

Gastar o $$ dos outros

17 Setembro, 2017

As promoções do pessoal da Polícia Marítima, das Forças Armadas e de outro pessoal militarizado em 2015 custaram quase mais de 10 milhões de euros do que estava planeado. (…) Para o ano de 2015, o memorando «previa encargos de 6,8 milhões de euros e o valor das promoções concretizadas ascendeu a 15,7 milhões, atingindo os 18,3 milhões se se considerar a aplicação das regras de reversão remuneratóris vigentes para o orçamento de 2016. (…)» Público, 16 de Setembro de 2017.

Quem foram os responsáveis por essa despesa não autorizada? Irá alguém devolver o dinheiro de  promoções ilegais?

O que vem a seguir?

17 Setembro, 2017

Ontem escrevi isto para o Observador: O homem que jantava sozinho. Fazia férias sozinho. Governava sozinho… Falo de Sócrates, claro. A cada nova revelação o silêncio adensa-se. E de cada vez que Sócrates fala o silêncio cresce ainda mais. A falta de solidariedade daqueles que tanto o bajularam não me espanta (presumo que Sócrates não os deixará esquecerem-se de si com tanta facilidade)

Hoje leio estas declarações de Sócrates: “António Costa e a cúpula do PS viraram-me as costas”

O que vem a seguir? Não sei mas sigo com particular interesse o julgamento de Barcenas, em Espanha. Quem é Barcenas? Ex-tesoureiro do PP, acusado de corrupção.

O actual PS é Sócrates sem Sócrates. E Sócrates vai tentar lembrá-lo ao PS.

 

Discriminações friendly

17 Setembro, 2017

Leio no Diário de Notícias: “Pela primeira vez vai sair do porto de Lisboa um cruzeiro exclusivamente para gays. A novidade nesta iniciativa, que contará com 2200 viajantes de 85 nacionalidades – 35 deles portugueses, segundo disse ao DN a organização -, é a partida de Lisboa, considerada por várias publicações como uma das cidades mais gay friendly da Europa.” Como seria esta notícia caso o cruzeiro fosse exclusivamente hetero?

Ficção sobre as embalagens do LIDL

16 Setembro, 2017

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II

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Não sei se ria se chore

16 Setembro, 2017

Informa-nos o PÚBLICO que 20 pessoas muito espontaneamente resolveram ocupar um prédio em Lisboa: «Lá dentro, cerca de 20 pessoas, que não querem dar a cara, arregaçam as mangas para limpar as devolutas fracções daquele prédio que dizem ser uma das propriedades que a câmara de Lisboa tem desocupadas pela cidade. “A casa já estava aberta, não foi preciso arrombar portas”, diz um dos membros do grupo que é doutorando em Sociologia, mas prefere manter o nome fora da conversa.»

Portanto o prédio é da CML que o tem vazio há anos e o «doutorando em Sociologia» declara que ocuparam o prédio para lutar não contra a má gestão que a CML faz do seu património mas sim contra «o avanço da “especulação imobiliária” que tem contribuído para o aumento das rendas e do preço das casas e empurrado as pessoas para fora da cidade»

O resto do texto intitulado Ocuparam uma casa para defender o direito à habitação em Lisboa e das declarações do  doutorando em Sociologia seguem no mesmo tom. Pelo que ali é dito não duvido que o doutorando em Sociologia acabe catedrático e a perorar sobre as mais valias resultantes do fim do mercado de arrendamento. Quanto ao dito espaço vai muito provavelmente partilhar o destino daqueles outros que também iam ser maravilhas culturais e acabaram num chiqueiro de abandono.

Mais um afectado pela alasite fundamentalensys

15 Setembro, 2017

França. Homem ataca duas mulheres com martelo enquanto grita “Alá”

E o Tony Carreira pode cantar no dia das eleições?

15 Setembro, 2017

é que os concertos do Ton Carreiras arriscam-se a demorar o dobro do tempo por causa das comparações com as canções alegadamente copiadas.

Dia de eleições

15 Setembro, 2017

Vão ser probidos os casamentos e funerais?

a maior ameaça

15 Setembro, 2017
by

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/d/d4/Kim_Jong-Un_Photorealistic-Sketch.jpg/200px-Kim_Jong-Un_Photorealistic-Sketch.jpg

Parece cada vez mais evidente que Kim Jong-un começou por ser, para a Rússia de Putin e para a China de Jinping, o que Fidel de Castro se prestou a ser, nos primórdios da década de 60 do século passado, para a URSS de Khrushchov. No caso, até com impressionantes similitudes históricas entre os dois chefes russos, que começaram por agradar ao Ocidente, que neles depôs esperanças que se revelaram, em relação ao primeiro, e se estão a revelar, em relação ao segundo, perfeitamente ingénuas e perigosas. O problema está agora em saber se Putin tem o ascendente sobre Kim que a URSS tinha sobre Fidel, ou se o líder coreano se serviu, por sua vez, de Putin e de Junping, para conseguir o poder nuclear que parece ter já alcançado, e fazer, com ele, o que muito bem lhe apetecer. O perigo maior que o mundo está a correr é exactamente por se não saber se Kim obedece ainda à voz do dono ou se está a correr em pista própria. Dito doutro modo, se há alguém que o segure, em caso de uma nova Baía dos Porcos, ou não. Infelizmente, os sinais que tem dado vão mais ao encontro da segunda do que da primeira hipótese. E é por isso que esta é talvez a maior ameaça à segurança global que o mundo alguma vez enfrentou.

Os Socialistas Capitalistas e Milionários

15 Setembro, 2017

Não há ideologia mais hipócrita que o socialismo. Sustentado pela teoria da defesa dos oprimidos pelo grande capital, a verdade é que mais não fez do que grandes milionários que viveram às custas desta narrativa falaciosa e interesseira cujo o objectivo foi, e é ainda, alimentar o poder das elites (e respectivos familiares) e suas clientelas. A História Universal, não mente e é implacável quando nos relata os factos: além de criar milionários, o socialismo matou milhões de seres humanos por questões religiosas, orientações sexuais, raças, etnias ou simplesmente por lhes fazerem oposição e ainda deixou os povos na pobreza. 

Da corrente original do socialismo científico de Karl Marx, já por si mortífera e violenta, nasceu o Nazismo de Hitler, um nacionalista socialista alemão e o Fascismo de Mussolini, outro nacionalista socialista na Itália. Se o “pai Marx” já era um burguês parasitário que vivia às custas da esposa burguesa (veja aqui), Hitler (aqui) e Mussolini  (aqui) tornar-se-iam milionários depois da conquista do poder. Quem não conhece os discursos nacionalistas carregados de ódio contra o capital apelando à união nacional do proletariado destes senhores com vista à igualdade social? Pois é. Faz falta contar o que eles realmente fizeram ao seu pobre povo? Ainda no passado, Stalin o carniceiro mor da ex URSS também não ficou atrás no top da lista dos milionários (veja aqui). Ainda com dúvidas? Acha que isto só pertence ao passado? Então vamos ao presente.

A prova de que esta ideologia continua a enganar quem nela acredita é a quantidade de capitalistas milionários que ainda faz nos dias de hoje: Chavez morreu milionário (aqui); Fidel Castro morreu milionário (aqui); Mário Soares morreu milionário (aqui). Todos viveram como capitalistas no maior desafogo inimaginável. Terminou aqui? Não. Hoje Maduro segue os mesmos ensinamentos enquanto o povo venezuelano morre de fome. José Eduardo dos Santos, outro bom aluno do socialismo, também vive como um lorde capitalista com o povo angolano a morrer… de fome. Kim Jong o maluco da Coreia do Norte, gordinho e bem alimentado, segue pela mesma cartilha. E a fortuna do 1º ministro chinês (veja aqui)? Ainda tem dúvidas? Então vamos a mais casos.

Em Portugal a esquerda enche a boca para falar dos pobres que tanto os preocupa. Atacam os capitalistas ferozmente a quem atribuem as culpas das desigualdades sociais. Porém, estranhamente vivem todos na fartura em terras capitalistas de economia de mercado e não pensam abandoná-la. Não é bizarro? Nuno Santos anda de… Maserrati; Odete Santos é milionária acumuladora de dinheiro;  Louçã vive numa casa luxuosa com recheio valiosíssimo; o Medina compra duplexes de luxo; o Sócrates viveu como um rei na França; Armando Vara também; Costa não dispensou os luxos de um duplex; Marisa  é contra o euro e a EU mas não recusou o lugar milionário de eurodeputada (????).  Mas afinal o que vem a ser isto?

A resposta é tão simples: apesar de defenderem um Estado forte que centraliza em si os principais sectores da economia para distribuir depois a riqueza de acordo com as necessidades de cada um, para assim criar um sociedade igualitária, a verdade é que esta ideologia é apenas para ser aplicada ao povo. NÃO SE APLICA A ELES. Porque assim, retirando a possibilidade de  cada um, de forma individual,  ser economicamente forte, CONTROLAM e DOMINAM seu eleitorado de forma a NUNCA perderem o poder. Esta é a VERDADEIRA ideologia escondida por trás da narrativa de defesa dos pobrezinhos. 

O socialismo provou ser tão bom que onde foi implementado à força (sim, foi sempre à força), não vingou, faliu literalmente e todos seus povos tentaram sua libertação. Na Alemanha, onde foi construído um muro por iniciativa do lado pró-soviético para impedir a grande migração dos berlinenses, as pessoas arriscavam a vida para o saltar. Na Coreia do Norte onde se come insectos e ervas daninhas para sobreviver, onde se é executado por fazer uma chamada estrangeira, onde não há net e se vai preso por ver filmes estrangeiros, onde é ilegal vender bens, onde se morre de frio porque a electricidade é desligada à noite,  onde as pessoas não são livres de dizer ou pensarem o que querem, Yeomni Park activista coreana, desafiou a vida aos 15 anos para não morrer. Na Venezuela, HOJE, milhares de pessoas desafiam a própria vida para sobreviver ou fugir. Faz falta mais exemplos ou podemos ficar por aqui?

Defender o socialismo com discursos pomposos e ocos para incautos, em terras capitalistas rodeado de todo o conforto que ele proporciona, não custa nada. Só revela a falta de vergonha na cara que esta malta da política tem e falta de respeito total pela nossa inteligência ao tratar-nos como ignorantes. Mostra também uma hipocrisia sem igual à qual o povo tem de reagir. Exigir. Nem mesmo Cunhal resistia ao capitalismo ao levar coca-cola aos netos, dar passeios pelos shoppings, ver filmes americanos entra tantas outras coisas. Afinal em que ficamos?

Porque ser rico, defensor do capitalismo e da liberdade individual é perfeitamente normal e aceitável. Faz parte da sua crença. É o RESULTADO da aplicação prática da sua ideologia.

Mas ser socialista capitalista e milionário, NÃO!

 

 

Algo me diz que devíamos discutir isto

15 Setembro, 2017

 

Advogados obrigados a denunciar clientes por suspeitas de lavagem de dinheiro

Felizmente que são só desequilibrados mentais. Imaginem o que seria se houvesse terrorismo!

15 Setembro, 2017

Homem armado com faca ataca militar em Paris

 

Explosão abala metro de Londres, há registo de feridos

Adoro o dia de eleições!

14 Setembro, 2017

Levanto-me às oito, visto rapidamente os calções e a t-shirt do Che, calço as sandálias e corro para a mesa de voto. Adoro o dia de eleições: representa a democracia em funcionamento, a força fundamental que assegura a liberdade das pessoas. Dou à senhora/senhor/outro presidenta/presidente/presidento o meu cartão de cidadão, renovado há dias para o evento, só para ter a certeza que está tudo em ordem, apesar do anterior ainda ter validade por mais três anos. Sei de cor o número de eleitor, que confirmei com o serviço gratuito de SMS e re-confirmei com o serviço online com o meu Magalhães. “Vitor Manuel Gaudêncio Parreira da Cunha” — diz a senhora/senhor/outro presidenta/presidente/presidento —, “cidadão número 10926724, eleitor B traço 1016”. Mostro a toda a mesa a tatuagem no ante-braço, a do número de cidadão com código de barras, perante a aprovação dos meus superiores, um dos quais apresentando-me o boletim de voto, o cálice de onde sorvo todo o meu poder de cidadão. Hesito em profaná-lo com uma cruz, tal o êxtase de beleza que um simples boletim apresenta para um verdadeiro amante da democracia. Faço a cruz, devagarinho, sem sair das margens, bissectrizes exactas para uma escolha plena de consciência. Abandono o local de voto com a melancolia de fim de Verão, a de que passarei mais um longo ano apenas à espera de repetir o momento de dever e direito cívico.

Os meus filhos dizem-me que a televisão não funciona. “Claro que não, hoje não há televisão! É dia de eleições!” — respondo, bruscamente, que o papel de um pai é educar as crianças para o que realmente importa na vida. “Não há futebol, não há andebol, não há cinema, não há teatro, não há música, não há internet… até não há sol, o mar está revolto, com bandeira vermelha mais aquela roxa das alforrecas… não há restaurantes, não há bares, os piqueniques estão proibidos, não há postos de gasolina abertos e as portagens são novecentas vezes mais caras… e, já agora, digam à vossa mãe que não há sexo, graças a Deus, que hoje é dia de eleições”.

 

Burros de carga de obrigações

14 Setembro, 2017

É aquilo em que os portugueses estão transformados, Isto agora anunciado
Condomínios obrigados a comunicar ao Estado os grandes proprietários Nos prédios de elevado valor onde haja um proprietário a deter mais de metade da permilagem, os beneficiários efectivos dos imóveis vão ter de ser identificados e comunicados ao Instituto do Registos e Notariado. O processo fica a cargo do condomínio.
é um exercício arbitrário e demagogo do poder.  O Estado sabe perfeitamente quem detém o quê em cada edifício. A Autoridade Tributária e o Registo Predial detêm toda essa e muito mais informação sobre os edifícios e seus proprietários

Como todos os dias temos um anúncio de que alguns milhões de portugueses vão pagar menos IRS pode presumir-se que o Governo português vai cobrar menos impostos, certo?

14 Setembro, 2017

Rendimentos até 12 mil euros vão pagar menos IRS

Governo assegura que alívio fiscal vai beneficiar 3,6 milhões de agregados

OE2018: Governo diz que alívio fiscal vai beneficiar 1,6 milhões de famílias

Quando a verdade se torna traição à pátria

14 Setembro, 2017

Por Helena Garrido: A história de Andreas Georgiou, homem que calculou o verdeiro défice público grego e acabou condenado a dois anos de pena suspensa. Este grego a viver nos Estados Unidos e a trabalhar para o FMI, que em 2010 resolve aceitar a liderança da autoridade estatística grega o homem tem sido obrigado a defender-se por sua conta e risco, sem qualquer apoio institucional.

A nova economia

13 Setembro, 2017

Os fabricantes de bolachas à semelhança da Porto Editora vão trabalhar com o Governo num novo modelo de bolacha.

Só não se sabe se a CIG aproveitará para participar na reformulação das bolachas propondo as bolachas Mário, Mari@, Maria&Mário e Maria+-

Quanto à Maria Torrada o ministério Público está a analisar em que medida não subjaz uma visão racista das bolachas a esta denominação que pressupõe como padrão a Maria não Torrada, branquelas portanto.  Certo é que as novas e as antigas bolachas serão distribuídas gratuitamente aos trabalhadores da Autoeuropa para que  estes não estranhem o passadio de fome quando ficarem entregues à gestão inspirada nas teses da professora Varela que invariavelmente acabam com o povo a pão e água, pelo que bolachas de água e sal são já uma pré-preparação

 

Podem esperar sentados

13 Setembro, 2017

Mais um preconceito, mais uma injustiça, mais uma discriminação que acabaram:
Viúvos e divorciados vão deixar de ter de esperar para voltar a casar-se

Queridas papoilas saltitantes, os viúvos e as viúvas não se queixam dos prazos para voltar a casar mas sim de perderem as respectivas pensões de sobrevivência. Logo qualquer que seja o tempo de espera não casam. E portanto este título é uma parvoíce. A perda da pensão de sobrevivência levou os viúvos e as viúvas a muito pragmaticamente optarem por juntar os trapinhos sem se casar e obviamente a fazerem ouvidos de mercador às exigências da Segurança Social que pretende ser informada caso o viúvo pensionista esteja a viver em união de facto.

Quarenta

13 Setembro, 2017

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Hoje faço 40 anos. Contando com os anos bissextos, passei, até agora, 350 640 horas vivo. Dessas 350 640 horas, é provável que tenha gasto umas 116 880 a dormir, permanecendo de olhos abertos nas restantes 233 760. Devia ter assistido, até este dia, a 21 420 horas de aulas, mas como fiz a Universidade longe das saias da mãe e do regador de água fria do pai, apenas estive presente em 18 270, incluindo-se as 3150 que sobram nas 116 880 acima referidas. Dediquei mais de 30 000 horas à “carreira profissional”, eufemismo de “trabalho”, algumas das quais, poucas, a fazer coisas realmente interessantes.

Apostei forte, nestes 40 anos, em filas. Entre as de trânsito, as dos supermercados, as dos bancos, as dos CTT e as da caixa de pagamento do Sardinha Biba, avalio em 6240 o número de horas destinadas a essa civilizada forma de organização social, inspirada, segundo lendas, nas tribos índias da América do Norte. Como só tive telemóvel em aproximadamente metade da minha vida, gastei apenas 800 ou 900 horas a dizer que não estava interessado no produto ou serviço que me tentavam afincadamente vender; sobrou-me assim mais tempo para levar a cabo os vários rituais de higiene que me foram transmitidos pelas gerações precedentes. Contando com banhos, lavagens de dentes, corte de unhas e manuseamento de desodorizantes, não é descabido um cálculo aproximado de 7300 horas para estes exercícios de urbanidade. Também não poupei no tratamento da correspondência e no relacionamento com os vários níveis do poder político-administrativo. Nunca, ao longo destes muitos anos, fui esquecido pela EDP, SMAS, PT, etc.; é por isso justo que tenha consumido entre 1000 e 1500 horas a dar seguimento às cartas que simpaticamente me foram enviando. Já no que se refere ao Estado, nele incluindo as várias repartições públicas, os inúmeros institutos e os múltiplos departamentos autárquicos, estimo ter dissipado nas suas instalações físicas cerca de 1500 horas, 800 das quais em primeiros contactos, 500 para entregar o papel que estava em falta aquando da visita inicial, e 200 para entregar o papel que se descobriu faltar já durante a segunda visita.

Hoje faço 40 anos. Contando com os anos bissextos, passei, até agora, 350 640 horas vivo. Algumas das quais a viver.

 

Alguém pode dizer à professora Varela que já fizemos comboios mas deixámos de fazer porque uns colegas dela foram “defender” os trabalhadores?

12 Setembro, 2017

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Sorefame. Amadora

Os doidos dos dados

12 Setembro, 2017

Não há xafarica que não nos exija um registo online para os podermos contactar. Ele é o nome de  utilizador mais uma password… Quanto maior e mais tecnológica a empresa mais difícil é contactá-la. Um nº de telefone que funcione para contacto tornou-se uma raridade!!!! Depois a password nunca é aquela, o nome de utilizador tb não dá… EDP, CML, MEO, NOS…. todos querem sempre mais um registo

É como os almoços do Sócrates, um dia uns vão fazer de conta que não se lembram, outros que não estiveram lá, outros que estavam contrariados…

11 Setembro, 2017

Porto Editora e CIG vão trabalhar em conjunto em prol da igualdade de género. As duas entidades acabaram de anunciar que vão trabalhar em conjunto na produção de livros e materiais para crianças que promovam a cidadania e igualdade de género

…. Tudo está bem quando acaba bem. A CIG faz prova de vida, a PE negócio, o contribuinte paga, as famílias colocam as crianças ao dispor dos engenheiros das almas e o EXPRESSO redige em estilo norte-coreano (não, não vou comparar com o SPN porque o SPN redigia e ilustrava muito melhor).

O género que dá jeito

11 Setembro, 2017

SIC, 4 de Setembro: Governo escolhe uma mulher para chefiar secretas
SIC, 7 de Junho: Teresa Morais chumbada para Conselho de Fiscalização das secretas

O Livro de Estilo da SIC no que respeita ao género rege-se por questões doutro género.

Porque Existem Desigualdades Sociais?

11 Setembro, 2017

A primeira das razões que leva um país a ter maior ou menor índice de desigualdades sociais são os Governos. Com as implantações das repúblicas inventou-se a política partidária e com ela a luta ideológica. Desde então não se faz outra coisa que não seja disputa de discursos mais ou menos pomposos para inglês ver, carregados de promessas vãs e mentiras grosseiras, para encher os bolsos de alguns, em vez de governar, gerir o país com seriedade. O resultado não podia ser pior: em 43 anos de  suposta democracia, aqui em Portugal, já fizeram 3 bancarrotas, todas lideradas pelo PS, a caminho de mais uma com esta sucata da geringonça. Ora não há nada mais destrutível para os cidadãos  do que ter no comando do seu país pessoas que só  o sabem falir.

Porquê? Ora tão simplesmente porque ninguém pode viver em prosperidade e equidade carregado de dívidas até ao tutano. Pense caro leitor. Imagine que é em sua casa que se dá a insolvência. Para fazer face a essa situação não pode dar qualidade de vida à sua família. Tem de tirar os miúdos do futebol e balet, tem de cortar na net e cabo, cortar nos passeios, nos jantares fora, cinemas e com jeito dependendo da gravidade, reinventar os menus na alimentação, horários para banhos e poupanças na luz. Não há como fugir a isto. É a austeridade imposta por uma situação de falência. Até voltar a equilibrar as suas contas, com estes cortes e NOVAS ENTRADAS de rendimentos, sua vida vai ser difícil. Inevitavelmente. 

Segue-se a natureza humana. Por muito bom que seja o governo a gerir o Estado (falo de bons governantes, não políticos), há outro muro difícil de derrubar (não impossível se houver bons governantes, não políticos) e que impede de quebrar todas as desigualdades: a personalidade de cada indivíduo. Porque a desigualdade nasce também em cada ser ao não ter as mesmas habilidades, as mesmas capacidades, as mesmas aspirações e sobretudo as mesmas motivações. Assim, NUNCA conseguiremos fazer de todos os indivíduos seres IGUAIS porque para serem iguais teriam de nascer com o mesmo ADN. Isso é completamente impossível sem manipulação genética. Por isso igualdade  entre indivíduos é treta de gente ignorante.

Não nascemos todos com as mesmas aptidões. E ainda bem. Que seria do Mundo só com Doutores. Que seria do Mundo só com empresários. Que seria do Mundo só com mulheres ou homens ou transexuais. Que seria do Mundo sem esta vasta diversidade que o faz efervescer de vida dando-lhe um colorido e organização únicos. Ora se pela genética é impossível a igualdade, já a equidade, sim! Porque é essa que depende somente do Homem e é por essa que se deve lutar ao contrário do que apregoam os “Kamaradas socialistas” do costume. Mas essa, claramente, a estes senhores, não interessa para nada. Porque é das desigualdades que eles se alimentam.

Uma sociedade onde a preocupação não é a igualdade mas sim a equidade, atenua e diminui drasticamente as desigualdades sociais que mesmo continuando a existir não impedirão de dar  a qualidade de vida necessária para viver com muita dignidade.

E perguntam agora. Como se faz isso? Ora, equidade não se consegue com subsídios a quem não produz. Nem tirando a quem tem para dar a quem não tem. Nem penalizando tudo o que mexe com aumentos de impostos e invenção de mais uns tantos. Não! Não é a distribuir o peixe de quem se mata a trabalhar todos os dias pelos que não se mexem para o pescar, que se fomenta a equidade social. Isso só a torna DESIGUAL e INJUSTA. É dando “canas de pesca” a todos aqueles que não as tem, de seguida “ensiná-los a pescar” para depois lhes permitir  entrar no mercado de trabalho. Ou seja, dar ferramentas através de uma educação formativa e educativa de excelência que ajudam e ensinam a ir à luta. Mas e se não quiserem ir? Pois. Vai sempre haver quem não se queira esforçar, quem não queira trabalhar, quem arranje todo o tipo de desculpa para não bulir, quem prefira viver remediado com quase nada a labutar diariamente, mas, se for essa a opção, e sabendo que não TEM DIREITO a subsídios para estes casos, só por esse facto, será levado a mexer-se a agarrar-se a qualquer meio de sobrevivência. Ou seja, se não aproveitar as ferramentas (não subsídios) dadas pelo Estado, vai ter de se virar sozinho.

Uma sociedade justa, com riqueza e equidade não se constrói pondo uns a trabalhar para outros mas sim, exactamente como fazemos com nossos filhos, dando-lhes a bagagem necessária para um dia serem independentes e bem sucedidos em vez de lhes pagar até aos 40 anos e às vezes mais, tudo o que precisam sem moverem uma palha.

Um país é como uma casa ou uma empresa. Gere-se pessoas e economias e não se segue por ideologias mas por princípios básicos de uma boa gestão. A política inventada por um punhado de intelectuais desocupados que nela viram uma forma de vida parasitária à conta dos cidadãos foi quem impediu a equidade social para se alimentar do sistema, ganhar poder e viver à conta dele.. 

Assim, porque não podemos mudar a natureza humana, mudemos quem nos governa por gente que gere e não gente que faz política. 

Só assim a viragem um dia acontece.

 

 

 

O parafuso

10 Setembro, 2017

Eu tinha a certeza que tinha aqui uma chave de fendas que encaixava neste parafuso. Não sei se a roubaram, se desapareceu, se já não estava cá há algum tempo e não dei por isso antes. Só sei que a chave de fendas não está aqui. Se a roubaram é porque vieram cá a casa. Alguém devia tirar isso a limpo, de preferência alguém que se incomode com a ideia de pessoas desconhecidas entrarem cá em casa quando eu não estou. É verdade que não vivo sozinho… às tantas foi um dos outros que tirou a chave de fendas. Podia perguntar-lhes… Não, acho que não. No limite, a chave de fendas pode nunca ter existido. E eu? Será que eu existo? Estou a pensar nisto, devo existir… E se não sou eu a pensar? E se só penso que estou a pensar mas não estou, se está alguém a pensar o que eu julgo que penso?…

Não me interessa. Se eu não existir, também não há qualquer garantia deste parafuso existir e, assim, não me faz qualquer falta a chave de fendas. E o parafuso a menos também não me faz falta nenhuma.

uma vítima sacrificial

10 Setembro, 2017
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Sua Excelência o Ministro da Defesa Nacional considera que esta mania de procurar responsáveis, quando as coisas correm mal, obedece a uma lógica «sacrificial», segundo a qual, presumo, tem de haver sempre, nestes casos, um bezerro para a degola pública. Ora, não tendo Sua Excelência vocação para bezerrar, ele nega todas as «responsabilidades» (responsabilidades, o que é isso?) que, enquanto Ministro da Defesa, possa ter no desaparecimento das armas em Tancos. Bem vistas as coisas, ele não podia ter feito nada, nem, por esse motivo, poderá ser acusado de nada. O que importa é o que se deverá fazer para futuro, até porque mesmo sobre o que se passou nessa historieta, ele não sabe, nem acha que tenha que saber. Sua Excelência, que é um jurista aprumado, deveria ter presente a distinção entre responsabilidade pessoal (civil e criminal) e responsabilidade política. Num caso deste género, as duas não precisam de coincidir, e julgo que ninguém sugere que o ministro foi conivente no rapinanço das armas. Já no que toca à responsabilidade política sobre o que se passa nos assuntos que o seu ministério tutela, a sua responsabilidade é total. Conclusões? Nenhumas, obviamente.

As Minorias Não São “Coitadinhos”

8 Setembro, 2017

Por culpa do marxismo cultural, hoje quando ouvimos falar em minorias associa-se de imediato a um grupo de “coitadinhos” escravizados, maltratados e segregados pela sociedade malvada, sem qualquer hipótese de igualdade social.  Por isso, estes pseudo-defensores destes grupos impõem que o Mundo inteiro se transforme de forma radical para que essas minorias se “sintam em casa” deixando de ser minorias, o que é profundamente ERRADO.  A verdade por trás disto não é a luta por direitos mas sim  a sobrevivência de uma ideologia morta que por não ter vingado junto do proletariado, procura alimento nestas minorias que quer fazer crescer para assegurar votos. Confuso? Eu explico.

Há minorias por todo lado. Se eu for para a África, eu sou minoria porque sou branca. Se eu for para um país nórdico, eu sou minoria porque não sou loira, nem alta, nem tenho olhos azuis. Se eu for para um país muçulmano sou minoria porque sou cristã. Se eu for trabalhar para as obras sou minoria porque sou mulher. Ou seja, somos minoria ou maioria consoante o sítio onde vivemos ou trabalhamos. Mas isso faz de mim uma coitadinha? Claro que não.

É normalíssimo que num determinado país ou local de trabalho, sintamos algum desconforto quando não pertencemos às maiorias. E até soframos com isso se essa maioria for constituída por pessoas parvas, incultas e com défice de formação cívica. Mas não é de todo a norma. Isso é falso. Pessoas boas e más há-as em todo o lado mesmo fazendo parte das maiorias. São aquelas que irão sempre segregar por alguma razão só porque sim. São idiotas mal formados de berço que deambulam por aí ávidos de poder, protagonismo e espezinham tudo à frente, mais ainda se for alguém que pertence a uma minoria. Fiz-me entender?

Para exemplificar melhor, nada como contar aqui minha própria experiência como minoria quando meus pais estavam imigrados no Canadá. Apesar de ser branca fui vítima de segregação e bullying. Pasmem-se! Porquê? Ora porque era de origem portuguesa, falava uma língua esquisita, tinha um apelido impronunciável (no Canadá o meu apelido era o do meu pai, Gonçalves) que era uma risota colectiva sempre que a professora o pronunciava com sotaque do Quebeque (um horror), que a juntar a isso tinha olhos rasgados de chinesa logo considerado algo estranhíssimo (um europeu com mistela asiática), além de ser uma parola aos olhos dos outros pela forma provinciana como minha mãe me vestia. A minha infância nesse país foi marcada por muito sofrimento e revolta. Podia ter vestido o papel de vítima e aí passar o tempo a lamentar-me da minha má sorte. Podia. Mas não foi isso que aconteceu. Como reacção à segregação que me impunham por ser “diferente”, resolvi lutar por um lugar de excelência na escola. Como não podia destacar-me pelo que aparentava, passei a destacar-me a nível intelectual. Foi essa a minha reacção estratégica à agressão. E funciona.  Assim, logo no ano seguinte, na 2ª classe, começo a minha ascensão passando a integrar o grupo dos melhores alunos da turma, tendo-me tornado  A MELHOR nos restantes anos. Ganhei o troféu de excelência várias vezes.  Um prémio entregue pelas mãos do próprio Director da escola que dava direito a ser exibido durante um mês em cima da minha mesa. Uma honra. Durante todos esses anos, de zero amigos, passo a ter tudo atrás de mim na escola, fosse para grupos de trabalho, teatro, equipas no desporto. Não me dispensavam. O resto do meu percurso profissional continuou com a mesma estratégia: ser sempre o melhor dos melhores em qualquer trabalho. Nunca fui discriminada. 

Não estou aqui a minimizar os problemas de integração das minorias. É um facto. E será sempre assim. Mas não é por inverter o jogo, passando essas minorias por exemplo de gays,  negros, ciganos ou mulheres, a maiorias que se resolvem os problemas de aceitação e integração social. Pelo contrário, está mais do que provado, que quando as minorias passam a maiorias, acabam por fazer exactamente o mesmo… às novas minorias. Veja-se o caso dos muçulmanos que já são dominantes nalguns países europeus onde impõem agora sua cultura e ideologias. Ou dos LGBT que já exigem um mundo sem género a partilhar as mesmas casas de banho.  Então em que ficamos?

A ajuda à integração passa em primeiro lugar pela educação em casa. Ensinar a aceitar os outros respeitando as diferenças. Aos governos, condições para que haja direitos e deveres iguais e fomentar a LIBERDADE INDIVIDUAL.  E depois, fazer cumprir. Claro. Porque sendo minoria ou maioria, TODOS DEVEM SER IGUAIS PERANTE A LEI. O que acontece de facto, é que a ideologia marxista teima em fracturar a sociedade dizendo que ser minoria é ser “coitadinho” logo não se pode exigir nada deles, nem criticá-los, porque é racismo. São ELES que desta forma provocam a segregação. Que o diga André Ventura quando correctamente se pronunciou sobre certos ciganos que vivem à margem dos deveres de cidadania. Portanto, ser minoria exige de nós maioria que nos calemos sobre a inércia social  deles. É errado. Isso apenas aumenta o problema não o diminui.

É com muita determinação e empenho que se vinga na vida independentemente do grupo a que se pertence. E é falso dizer-se que por pertencer a uma minoria, não se chega a lado algum. Um empresário pouco se importa se a pessoa é negra, gay ou mulher desde que seja bom naquilo que faz e cumpra rigorosamente com seu dever. A pergunta que devemos colocar é: mas esses fazem por isso ou apenas se excluem dizendo que não conseguem, vitimizando-se e “coitadinhos” têm de recorrer a subsídios? Como empresária, tive todo o tipo de gente a trabalhar comigo. Nunca os distingui se não pela qualidade do seu trabalho. Tive muitas ofertas de emprego (muitas vezes sem conseguir mão de obra) mas nenhuma mulher se candidatou (na 1ª empresa que dirigi), nem ciganos. Negros, apenas um,  em 20 anos. Não fui eu que não os escolhi. Eles é que não se candidataram.

As minorias não são coitadinhas. Não precisam de mais estímulos disto ou daquilo. Veja aqui Thomas Sowel, um negro, a desmontar as falácias sobre racismo e feminismo. Precisam isso sim de VONTADE de vingar e focar-se com empenho nesse objectivo. Que o diga Morgan Feeman (veja aqui e aqui) um negro bem sucedido como tantos outros doutras minorias. A origem do problema está na natureza humana que apesar de 50 anos de políticas de incentivos a populações negras nos EUA, por exemplo, tem no topo da tabela com melhores rendimentos, os asiáticos que nunca receberam qualquer apoio estatal. 

Esta é a realidade.

 

A Tragédia da Rua das Flores – Parte II

6 Setembro, 2017

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De uma forma totalmente inesperada e surpreendente, Eça de Queirós, n´ A Tragédia da Rua das Flores que nos legou, aborda o tema do incesto. É uma das características mais profundas dos grandes autores da literatura universal: até neles mergulharmos, nunca sabemos bem o que nos reservam os seus livros. No caso de Eça de Queirós, entre a libertinagem amorosa com a irmã (Os Maias), com a prima (O Primo Basílio) ou com a mãe (A Tragédia da Rua das Flores), fica sempre a dúvida sobre qual o grau de parentesco que servirá de mote à próxima pouca-vergonha.

Decidi registar por escrito estes pensamentos quando, no sábado passado, passeei demoradamente pela Rua das Flores portuense. Bem sei que a obra de Eça se desenrola na homónima via lisboeta, mas não vou deixar que o rigor toponímico estrague esta excelente oportunidade de mostrar aos meus professores de português o quanto estive atento nas suas aulas. E a verdade é que, bairrismos à parte, é já mais que tempo de uma sequela d´A Tragédia a ter lugar na Rua das Flores da cidade do Porto. Pior do que qualquer tipo de relação incestuosa é observar in loco as desgraçadas malfeitorias provocadas pelo turismo naqueles 400 metros. Ainda há poucos anos era um dos mais típicos arruamentos da Baixa e era possível percorrê-lo de ponta a ponta sem encontrar vivalma, permitindo-nos desfrutar em paz da penumbra, da estética das ruínas e do cheiro a chichi. Existia algum comércio não falido – ourivesarias, por exemplo –, mas mantinha as portas fechadas a sete chaves, abrindo-as apenas após análise detalhada dos potenciais clientes que tocavam à campainha. Onde poderemos agora observar tão pitorescas tradições? E havia toda uma adrenalina a estimular-nos quando virávamos as costas à Estação de São Bento: chegaríamos vivos ao Largo de São Domingos, ou a nossa existência terrena seria interrompida por um qualquer marginal ou por uma grade de ferro ferrugenta desprendida de uma varanda? Bons tempos esses, em que vivíamos livres do previsível tédio burguês. Actualmente, impera a falsidade e o artificialismo do negócio capitalista. Hotéis, restaurantes e lojas de recordações ocuparam barbaramente o espaço antes utilizado pelos ratos da Invicta, ilustres descendentes dos que viram nascer o Infante D. Henrique. Onde andarão agora tão genuínos roedores? O cheiro a chichi foi substituído pelas fragrâncias francesas libertadas do vestuário italiano envergado por jovens nórdicas, um retrato revelador da globalização decadente. Artistas de rua, subjugados ao drama da precariedade, cantam, tocam e dançam perante o olhar alienado do invasor estrangeiro. E as tradicionais portas de tijolo de 11 não rebocado, as mais usadas na Baixa do virar do século, foram trocadas por portas que efectivamente abrem e fecham, uma excentricidade não compatível com o carácter de uma grande cidade portuguesa. É por isso imperativo que um escritor de renome se debruce sobre esta tragédia contemporânea, que tem causado a alguns portuenses uma infelicidade só comparável à de acordar ressacado e despido na companhia da irmã, da prima e da mãe.

 

Manifestamente racista

6 Setembro, 2017

Ando muito preocupado com a problemática do racismo, em particular com a cambada de racistas que me chamam racista sem que lhes consiga explicar que não sou racista. Quer dizer, se calhar até sou, segundo a definição sofisticada de racismo deles, a que pode ser resumida por “eu não sou mas tu és”. Porém, sinto que explicar aos racistas que vêem o racismo nos outros que não sou racista é exactamente o que eles andam alegremente a fazer a toda a gente fora lá da cozinha da turbo-sopeira, vai daí que prefira a posição, desde já assumidamente racista, que acho que estes branquelas de cocó, privilegiados, das universidades, e que privam com mamas que privaram com mamões (independentemente de terem ou não – não esquecer o alegadamente – mamado elas próprias, são uns autênticos coninhas. Agora parem de me chatear com essa do racismo antes que vos mande um cigano amigo tratar da saúde.

Como Acabar com Uma Boa Empresa

4 Setembro, 2017

Os comunistas  dominam esta a arte como ninguém. São “experts” em fazer explodir economias. Auto-afirmam-se  intelectuais e passam o tempo a esfregar as habilitações literárias para nos lembrar que são mestres em economia e quiçá por isso um dia farão parte do Ministério das Finanças, mas na realidade são um bando de fracassados que nem a vida pessoal conseguem gerir com eficácia. As manas ainda nem sequer saíram das casas emprestadas e nunca conheceram um emprego. Não fosse o tacho oferecido no Parlamento (sim, não foi ganho) e nem sequer ouviríamos falar delas. O burguês VIP mais bem “sucedido”, apregoa o marxismo mas vive como capitalista e os fósseis que se deambulam por aí, nem uma coisa nem outra: são velhos sonhadores com um regime que dizem querer implantar em Portugal só para satisfazer um birra de infância. Todos tão devotos ao comunismo mas nenhum até à data foi visitar ou até emigrar para esses paraísos como sugere Yeonmi Park, uma fugitiva da Coreia do Norte. 

Ser comunista num país capitalista é mais fixe porque pode-se usufruir do bem estar que esse regime proporciona enquanto se finge ser marxista (bem, na verdade Marx nem sequer  fingiu que era burguês) lutador pelos oprimidos (??). E para fazer esse teatro todo tem necessariamente que ser onde há empresas, onde há economias pujantes, onde há muita iniciativa privada, onde há consequentemente, riqueza. Ora num país comunista NÃO HÁ NADA DISTO. Logo, seriam completamente inúteis e no máximo dos máximos, estariam a vigiar gulags.

Por isso é aqui no ocidente que eles têm seus orgasmos marxistas atacando as empresas como a AutoEuropa, que são responsáveis por 1% do PIB. É verdade. O culminar do clímax está em fazer dessas empresas uma bandeira política contra o capitalismo opressor dos pobres operários que elas  exploram. De facto, é mesmo muito opressor ter um patrão que paga muito acima da média com salários que rondam os 1340€. Que negoceia por 2 anos (apenas) trabalho ao sábado, por causa de novo modelo a fabricar, compensado com redução de horário de trabalho e  aumento significativo de vencimento mensal (cerca de mais 500€). Uma empresa que dá transporte aos trabalhadores, refeitório, desconto nos automóveis, prémios de produção e melhoria. Meu Deus! Estou em choque! Uma empresa cuja a avaliação foi de 4,4 (numa escala de 1 a 5) pelos próprios trabalhadores. Que horror.

A esta desgraça toda soma-se a necessidade de criar mais 2000 postos por via desta nova encomenda! Não é horrível? Isto, sob o ponto de vista marxista destrói a teoria de que o capitalismo é nocivo para as sociedades logo não pode ser!! Morte com ele! Com tanto esmero em destruir o que produz riqueza neste país (sim, porque não é só na AutoEuropa), o nosso país já sofreu grandes baixas. Lembram-se do fecho da Opel e das consequências nefastas para a região da Azambuja? Pois é…

Estes assassinos das economias já têm um longo currículo. Quem não se lembra da Lisnave que enquanto esteve refém desta gente, só sabia criar prejuízos avultados para o erário público. Hoje, já privatizada, é uma referência nacional que distribuiu 1,5 milhões de euros pelos trabalhadores. Shame on you! Outro exemplo são os ENVC que durante 20 anos só somou prejuízos. Hoje privatizados, somam e seguem seu caminho de sucessos. E a CP onde o marxismo deixou suas marcas ao permitir que maquinistas ganhassem 2850€ por 3 a 4 horas de trabalho diário com 30 dias de férias e viagens gratuitas para toda a família, tudo negociado com impostos dos portugueses que auferem em média 750€? Ah! mas se for maquinista do Metro já são 4600€. É justo. Clientelas dos comunistas é para serem tratados com “dignidade e justiça social”. (veja aqui) Estas e outras empresas públicas têm sido, graças a eles, um contributo exemplar de empobrecimento do Estado. Parabéns minha gente!

O problema é que ainda há muito para destruir e com a mãozinha do Costa, esse processo está em franca aceleração. Veja-se o que andam estas criaturas a fazer com o Alojamento Local, os turistas, as rendas das casas, com a indústria do papel sob a falsa teoria de protecção às florestas e à Altice (a empresa que salvou o que restava da PT destruída por Zeinel Bava, Sócrates e Salgado!) a quem responsabilizam por mortes de Pedrógão, tudo com um único objectivo: destruir  a iniciativa privada fomentando assim o controlo absoluto da economia pelo Estado. 

Voltando à AutoEuropa, os investidores estão atentos. Ela é  desejada por muitos países e por este andar não vai ser difícil a “empresa mãe” tomar uma decisão mais drástica para salvar a produção de um modelo que concorre com tantos outros no mundo e por isso tem de ser competitivo.  

Se isso tiver de acontecer, não será por  culpa  dos comunistas que NUNCA ESCONDERAM ao que vinham. Será SOMENTE de António Costa que ao colar o PS a eles, o transformou naquilo que ele nunca foi: um partido anti-democrático e anti -capitalista.

Pobre destino. Pobre país.

 

 

 

O texto escrito com tinta simpática

3 Setembro, 2017

A deputada Paula Teixeira da Cruz declarou que qualquer alteração legislativa no sentido da legalização da eutanásia não requer revisão constitucional. Se esta sua tese vingar temos de admitir que o texto constitucional português é a versão escrita da pastilha elástica.

A gaveta

3 Setembro, 2017

De repente tudo é ideológico. À excepção das Finanças. De facto, como Cavaco Silva lembrou, Tsipras aplica medidas de austeridade, Hollande frustrou todas as expectativas nele depositadas para derrotar a disciplina orçamental e, em Portugal, António Costa, Catarina Martins e Jerónimo de Sousa fazem cativações. Esta espécie de choque com a realidade levou estes governantes, segundo Cavaco Silva, a “pôr a ideologia na gaveta”. É aqui que está o logro em que a geração de Cavaco Silva caiu: a ideologia não fica na gaveta. Muda é de gaveta.

“o ato da Graça”?

2 Setembro, 2017

acho que o ato da Graça é corajoso e é importante politicamentedeclarou Mariana Mortágua a propósito da decisão da secretária de Estado Graça Fonseca de revelar o que entendeu ser oportuno sobre a sua vida privada.

Senhora deputada isto é assim: pode conhecer a Graça, ser amiga da Graça, ser tu lá tu cá com a Graça mas na hora de referir a Graça na qualidade de secretária de Estado  trata a Graça por secretária de Estado. Ou senhora secretária de Estado.

Obrigada.

 

 

Os robespierres domésticos já resolveram a causa a que o comité se vai dedicar nos próximos meses

2 Setembro, 2017

PÚBLICO: Portugal é dos países da Europa que mais manifestam racismo

Portugal é sempre mais qualquer coisa nefanda que os comités se propõem erradicar.