Freakshow
Vi muitas pessoas a reagirem à entrevista que uma jornalista tão astuta que não sabia quem pagava as contas nas suas férias realizou à miúda tão consciente que não sabe ter frequentado escolas com o dinheiro de assaltos a bancos. Foi como ver um surdo a entrevistar um mudo durante uma maratona para pernetas.
Ainda dizem que os freak shows são coisa do passado.
a menina mortágua é fascista
Face à pergunta «Concorda com a recomendação da CIG para a retirada dos materiais, que a Porto Editora acatou?», feita pelo Diário de Notícias à deputada do Bloco de Esquerda Mariana Mortágua, esta deu uma resposta muito típica: «lamento que isto tenha de ser uma polémica. Se a CIG existe tem de ter um papel ativo. E acho que cumpriu o seu papel: identificou material educativo com elementos sexistas e recomendou que fosse retirado. Para que crianças de quatro anos não fossem expostas a um material que achamos que não cumpre os critérios». A resposta é, de facto, típica: muito típica de um certo totalitarismo burocrático, que defende que a nossa visão das coisas e do mundo tem de excluir todas as outras. Não tenho dúvidas que, no seu afã de proteger Portugal do comunismo, qualquer inspector da PIDE justificaria os seus actos da mesma maneira e até com a mesma frase: «lamento que isto tenha de ser uma polémica. Se a PIDE existe tem de ter um papel ativo. E acho que cumpriu o seu papel; identificou material político com elementos comunistas e recomendou que fosse retirado. Para que os portugueses honrados não fossem expostos a um material que achamos que não cumpre os critérios». No seu retorcido espírito revolucionário, a menina Mortágua é, no fim de contas, uma fascista. Como muitos fascistas se consideravam revolucionários. E eram.

Com que então, a sua filha gosta de princesas?
Quando nascem, aparentam a tranquilidade de uma tela em branco, com futuros de possibilidades infinitas e múltiplas possibilidades para uma vida plena de felicidade. Porém, o tempo é traiçoeiro na sua sucessão contínua de momentos, podendo o leitor acordar um dia a descobrir que, por muito que tenha pensado ainda dispor de intervalo temporal, a sua filha já está corrompida pelo gosto por tudo que seja cor-de-rosa e princesas. Aos sete anos já é demasiado tarde para educar uma menina de forma a evitar esta catástrofe retrógrada por figuras monárquicas e vaidades decorativas em tons pastel, sendo que é nesta idade que se deveria preocupar com coisas mais adequadas ao seu desenvolvimento emocional, como combinar o casamento da sua jovem flor com um polígamo árabe na casa dos cinquenta.
Milhões de pais no planeta têm que enfrentar este flagelo diariamente, fruto de uma total ausência de formação para a educação de filhos nas escolas e universidades ligadas a áreas heteropatriarcais como as ciências e engenharias. Se a sua filha ainda não sabe falar, está no patamar ideal de desenvolvimento para que lhe possa assegurar um futuro sem opressão, livre e gargalhante como activista de esquerda. Tem que agir antes que seja tarde. Para o efeito, deixo alguns conselhos que deve adoptar quanto antes.
Comece por abolir peças de vestuário que possam ser atribuídas, no mundo antigo, a pessoas de um determinado sexo, quer no seu formato, quer na sua composição cromática. Não permita saias, padrões com flores, cor-de-rosa, vestidos, sandálias de tiras finas, exposição de ombros e decotes abaixo da traqueia. Padrões e estampas são possíveis, no caso de roupa em tons de cinzento, azul marinho ou vermelho, desde que representando ícones históricos como Guevara, nunca falsos ídolos da ficção orientada para a definição de género nos indivíduos, como o Superman ou o My Little Pony azul.
Substitua toda a alimentação fálica pelos seus equivalentes de soja e seitan. Cenoura, aipo, alho francês e espargos lembram pénis. Batatas, na sua forma natural, assim como nozes, lembram testículos. Ensine-a a comer figos da forma correcta, a que consiste em abrir a meio o fruto e lamber com vigor os seu suculento interior. Nunca caia na tentação de lhe oferecer um Calippo da Olá®, gelado que, sinceramente, deveria ser proibido.
Leve-a à nova Mesquita de Lisboa. Pendure uma reprodução de “A Origem do Mundo” de Courbet no seu quarto. No caso de o pai ter a infelicidade de ser casado com uma mulher, pode também optar pelas fotografias que lhe tirou há anos e deixou espalhadas na mesa para que tal chegasse aos ouvidos do arq. Saraiva, assim como a meia Lisboa antes dele. No Carnaval vista-a de camionista gorda ou guarda fiscal. Não permita que ouça música do Diabo, como o heavy metal ou hard rock: Ani DiFranco, k.d. lang, Janis Ian ou as Indigo Girls são boas opções, assim são as Rockbitch ou qualquer coisa que o Carlos do Carmo diga. Afaste-a do fado, do Quim Barreiros, de qualquer festa popular e de cantoras que andam vestidas como a Julia Roberts no Pretty Woman, filme que é, porém, recomendado pela temática de métodos de sucesso para carreiras políticas.
Inscreva-a num acampamento do Bloco e crie contas nas redes sociais só para seguir a Mariana Mortágua, Catarina Martins e Francisco Louçã. Sempre que necessitar de usar o termo “direita”, como em “o caderno de actividades unissexo à tua direita”, acrescente o termo “fascista”. Sempre que a levar de férias refira que há uns porcos fascistas que querem ganhar dinheiro a alugar casas só para destruir a possibilidade que ela tem de usufruir de bons hotéis. Fale do povo como conceito abstracto, desviando a conversa quando ela mencionar o cheiro esquisito do avô. Excepcionalmente, leve-a de biquíni (só parte de baixo) a uma igreja durante um funeral para lhe ensinar sobre a discriminação inerente do Cristianismo. Ensine tudo o que deve sobre sexo o mais cedo possível, por exemplo, que os homens brancos só querem magoar, furando-as de forma simbólica como colonizadores de terreno que, por direito, pertence a africanos e muçulmanos de meia-idade.
Espero que com este pequeno guia tenha contribuído para que pais incautos deixem de estragar as suas filhas. Deixo aos comentadores espaço para sugestões adicionais que depois poderão ser citadas como artigos científicos sobre estudos de género.
Vamos lá ao que interessa
Vale a pena ler o texto de hoje de João Miguel Tavares. Pessoalmente discordo mas esta é uma discussão que me interessa:
«O PSD deve aceitar o pacto de António Costa Mesmo que esteja colocado numa posição extremamente desconfortável, Passos Coelho deve engolir o ressentimento, fazer o que está certo e beber o cálice até ao fim. Não é possível passar quatro anos a resmungar por causa do resultado eleitoral de Outubro de 2015 e a lembrar a cada momento que o primeiro-ministro é que devia estar na oposição e que a oposição é que devia estar a governar o país. Seria uma estratégia politicamente insustentável, sobretudo com Portugal a crescer e o PS a liderar confortavelmente as intenções de voto. Passos Coelho não vai voltar ao governo tão depressa e, se a economia continuar como está neste momento, é possível que nunca mais volte – o PSD perderá a eleições de 2019 e, mesmo que consiga impedir uma maioria absoluta do PS, haverá uma Geringonça 2.0 e um ciclo eleitoral de oito anos dominado por António Costa.
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As pessoas falam muito sobre a greve na Autoeuropa, mas não sabem o essencial sobre a luta dos trabalhadores. Por exemplo, na empresa em Palmela, trabalhadores de ambos os sexos e dos múltiplos géneros ainda são discriminados com quartos-de-banho segregados. Como é possível que, em 2017, ainda não exista um único quarto-de-banho unissexo para todos os trabalhadores?
A aberração continua quando analisamos o quadro de pessoal: não há qualquer esquimó com lugar na empresa. Com uma população esquimó rondando os 136 mil, é estranho que uma empresa com pouco mais que 3000 empregados não consiga encontrar um esquimó com qualificações suficientes para ser explorado pelo capitalismo sem rosto. Pois, “não conseguem encontrar”, estamos mesmo a ver.
Mas há mais: na Autoeuropa não há qualquer caso de gravidez por pessoa trans, mesmo incluindo barrigas de aluguer. Isto mostra o quê? Mostra que a sociedade só pode evoluir quando vencermos o preconceito. Quantos administradores da Autoeuropa usufruíram do benefício da eutanásia? Serão as baratas encontradas nas imediações da fábrica tratadas com a humanidade que os animais têm direito? Quantos administradores da Autoeuropa usam alojamento turístico em cidades históricas, depauperando o centro de pitorescos habitantes locais e arruinando os negócios locais, como os de fraldas para adultos, penicos e droga boa?
Muito me admira que Catarina Martins olhe com “enorme apreensão” para a greve na Autoeuropa. Já esquecemos tudo pelo qual lutamos? Quantos trabalhadores da Autoeuropa gargalham nas acções de formação? A quantos vídeos dos Monty Python, do Ricardo Araújo Pereira (excepto o dos livros da Porto Editora) e da série Blackadder tiveram que assistir? Bem sei que são pessoas que montam automóveis, não são cirurgiões, mas não há motivo para não gargalharem enquanto enfiam o tubo de escape na panela.
A luta continua! Enquanto não garantirem às funcionárias a possibilidade de urinarem de pé, todos os portugueses têm o dever moral de estar com o sindicato grevista para o fim das discriminações.
Mas onde os demais vêem boas notícias – logo ausência de problemas – os investidores no sector do combate ao grande problema vêem um risco: a sua inutilidade torna-se óbvia. E por isso passam de imediato ao ataque criando o grande problema. No caso da Autoeuropa o grande problema é o trabalho ao sábado: para responder ao acréscimo de produção, a administração da empresa propôs que a unidade passasse a funcionar de segunda a sábado, com os trabalhadores a terem uma folga fixa, ao domingo, e duas folgas consecutivas a cada três semanas. O acordo celebrado com a Comissão de Trabalhadores previa ainda um pagamento mensal de 175 euros adicional ao previsto na lei, 25% de subsídio de turno e um dia adicional de férias.
Mas tudo isto, segundo os investidores no grande problema, é um atentado aos trabalhadores e muito particularmente às suas famílias pois, argumentam, de modo algum estas podem ver um dos seus trabalhar ao sábado. Como se sabe as famílias dos trabalhadores da Autoeuropa não fazem compras ao sábado, não vão ao café nem aos restaurantes ao sábado, não vão à praia ao sábado para poupar os nadadores-salvadores da ignomínia do trabalho nesse dia… Nada de nada: ao sábado ficam em casa adorando-se uns aos outros. Nem a televisão ligam. E portanto a greve foi decidida na Autoeuropa para 30 de Agosto.
Pelo caminho a Comissão de Trabalhadores demitiu-se e os sindicatos, grandes investidores no sector do combate ao grande problema, estão a tentar controlar a Autoeuropa. Se levarem a melhor não é difícil antecipar os novos combates aos novos problemas: lá virá a manifestação contra a deslocalização da produção da Autoeuropa para um outro país. A que se seguirá a manifestação em Bruxelas – em que se integrarão alguns eurodeputados daqueles grupos parlamentares que são contra a existência de eurodeputados – para dar conta já não de um mas sim de dois enormes problemas: o enorme problema gerado pelo facto de a Autoeuropa estar a deslocalizar a produção de Portugal para outro país e o enorme problema que esse acréscimo de produção irá levar ao país para onde for transferido. Claro que há sempre a possibilidade de a produção ser deslocalizada para a Alemanha o que permitirá uma manifestação contra a senhora Merkel que é uma performance que fica sempre bem.
A isto juntar-se-á a delegação que vai ao parlamento português protestar contra as empresas que vêm para Portugal e depois desistem do país, os pedidos da esquerda patriótica para que o Governo que intervenha na Autoeuropa e o apelo de todos os grupos parlamentares para que se crie uma linha de apoio aos pequenos proprietários da região afectados pela diminuição de actividade na Autoeuropa. Um observatório dirigido por um clone do professor Boaventura observará os impactos da situação na Autoeuropa e um cineasta daqueles que são contra o capitalismo e andam de passadeira vermelha em passadeira vermelha pelas mecas do capital fará um filme alternativo sobre os homens sem esperança da Autoeuropa… Tudo sempre em nome do combate ao grande problema que pouco a pouco já nem se sabe qual era pois tantos e tais foram os outros problemas que houve que combater.
Regresso das férias

Cansado que estava de um ano inteiro numa sociedade heteropatriarcal, com todos os vícios misóginos, racistas, xenófobos e discriminatórios, como bem nos lembra às Segundas a Fernanda Câncio (num jornal da esquerda) e relembra o Luís Aguiar-Conraria às Quartas (no jornal da direita), optei por umas férias no estrangeiro que, para todos os efeitos, pode o leitor considerar tratar-se de Formentera.
Dotado de toda a minha ultramontana educação opressora, mal cheguei, dei por mim a abrir a porta a uma pessoa que, na altura, me pareceu ser do sexo feminino. Ao aproximar-se, reparei que mantinha a rosada face por escanhoar, a que, com o biquini de peças com cores separadas, lhe transmitia um ar menos propício a bacoradas oriundas da minha formação de extrema-direita fascista com um ou outro criminoso piropo como o que tinha previamente ensaiado: hola, buenos dias. Optei por um simples buenos dias, omitindo a parte que poderia ser considerada ofensiva. Ao perceber o meu gesto, o de manter a porta aberta para que entrasse antes de mim, a bela criatura gritou pelo segurança do hotel.
Entre algum Portunhol, consegui explicar que pretendia deixar entrar a senhora, por cortesia, antes que eu próprio entrasse. O segurança apresentou uma face carregada, como que explicando, antes de sequer usar palavras, que, mal entrei em férias, cometi um crime grave de discriminação de género. Ainda tentei um pero ella tiene barba, mas só piorei: explicaram-me que não posso presumir que uma mulher de biquini e barba é um homem e imediatamente me desculpei, perguntando à senhora se o endocrinologista que a segue é cego.
Graças à benevolência daquela pessoa, que só apresentou queixa à Guardia Civil e não ao deputado de bonito chapéu de feltro violeta que estava no bar, consegui escapar ao fim precoce das férias com uma pequena reprimenda e multa de poucas centenas de euros.
Os primeiros doze dias das férias foram passados dentro do quarto de hotel, para evitar que a minha formação machista discriminatória me colocasse em maus lençóis. A piscina era bonita, pelo menos vista de cima. Ao décimo-terceiro dia, ganhei coragem e acabei por ir ao recinto onde esta se encontrava. Lá, encontrei um casal de pessoas que pareciam ter mesmo sexo diferente, estando uma delas grávida (era a que me parecia mulher). Meteram conversa comigo, perguntando se tinha chegado nesse dia, divertidos com a alvura da minha pele. Expliquei que tinha cometido um crime de discriminação de género, daí ter ficado sempre no quarto, e que seria essa a minha primeira vez na piscina, antes da viagem de regresso a casa, no dia seguinte. Senti que compreenderam. Acabei por perguntar pelo bebé e foram muito simpáticos. Ela — era mesmo uma senhora — acabou por dizer que queria que o bebé que carregava no ventre fosse amamentado até ao fim do primeiro ano da faculdade. Avisado que estava para não cometer mais crimes de discriminação, ponderei e ocorreu-me perguntar qual dos progenitores iria amamentar a criança.
Quando o segurança chegou à zona da piscina, optei por solicitar que chamasse imediatamente a Guardia Civil para despacharmos o mais rapidamente este novo crime. Novamente, foram bastante brandos comigo: nada que uma reprimenda, audição pelo juiz, dois dedos partidos (foi na mão esquerda, não sou canhoto, foram simpáticos, como já disse) e uma multa de poucas centenas de euros não resolvesse.
Agora estou de volta, muito mais descansado. Acho que aprendi a lidar bem com as pessoas dos diferentes géneros: não se abre a porta a ninguém e não se fala com estranhos. Ainda bem que há as Segundas e as Quartas para continuar a aprender tudo o que me ensinaram de errado no jardim infantil.
racionalizar o estado
Confesso não perceber muito bem este puritanismo com as passeatas e algumas outras mordomias pessoais dos altos funcionários do estado pagas por empresas privadas. De uma duas, ou decorreu daí um benefício objectivo para essas empresas, contratos públicos, por exemplo, e, mesmo assim, é necessário averiguar se houve concorrentes prejudicados, ou então, se é para lhes amansar o ânimo e cativar o interesse, acho muito bem que lhes paguem o que muito bem entenderem. É evidente que há aquela velha máxima moral fridmanena, que o impoluto Marques Mendes gosta de papaguear no programa semanal em que provisoriamente substitui Marcelo Rebelo de Sousa, que não há almoços grátis e que, um dia mais tarde, os turistas acidentais hão-de pagar. Todavia, considerando a alta rotatividade o pessoal político em regimes democráticos, é pouco provável que a factura venha a ser paga se as empresas se atrasarem muito a apresentá-la. Assim, ou estão à espera deles no aeroporto (de preferência antes do embarque) com os contratos para assinar, ou se se atrasam muito arriscam-se a já lá não os encontrarem, ou por terem sido corridos por um eleitorado mais sensato, ou até por terem fugido com uma chinesa marota, que isto de pôr parvenus a viajar a mais do que 200 km de casa pode dar tragédias familiares. Por mim, sendo os contratos do estado públicos e publicitados, e as despesas do forrobodó dos mesmos também de acesso geral, eu proibiria qualquer despesa paga pelo orçamento de estado e só autorizaria a saída de um assessor, técnico ministerial, secretário de estado ou ministro desde que sponsorizado por uma empresa privada. Por exemplo: o secretário de estado das finanças pago pela Durex, o ministro da defesa pelos colchões Pikolin e a directora da comissão para a igualdade pelas fraldas Dodot. Isto, desde que, obviamente, levassem a roupa que vestem na viagem, desde a partida até à chegada, devidamente adesivada com materiais das empresas financiadoras. Era o mínimo que se lhes poderia exigir.
A ler

A manifestação de repúdio pelos atentados de Barcelona é um marco. Ela representa ao que pode chegar uma sociedade em que os políticos do centro democrático se aliaram com os radicais para conseguir os seus objectivos. No caso a independência da Catalunha (por aqui simplesmente governar)
Procurem nessa manifestação um cartaz que condene os terroristas. Ou até o Estado Islâmico que reivindicou a autoria. Encontram-se cartazes contra Espanha, contra o Rei, contra o governo de Espanha que não tem competências sobre a segurança na Catalunha e contra a venda de armas, coisa assombrosa quando se sabe que os terroristas usaram facas, automóveis e botijas de gás. Também havia pelo menos um cartaz contra a islamofobia. Mas havia uma fobia permitida, tolerada e incentivada: a fobia contra Espanha. As pessoas que levaram este cartaz foram agredidas e o cartaz teve de ser recolhido. Foi a isto que se chegou na Catalunha.
Por cá felizmente não temos a questão nacionalista ma vamos ter a regionalização e muitas outras coisas porque os radicais nunca se cansam. António Costa levou-os para o governo. Nunca se esqueçam disso.
Num daqueles dias em que acho que não sou daqui
Serei só eu a não saber que havia um interesse tão grande em Portugal por um combate nem sei bem de quê? Para exotismos preferia a patinagem do gelo ou já agora o sumo.
O paradoxo
Homenagem
Uma das mais emotivas homenagens às vítimas do atentado de Barcelona teve lugar na praça de touros de Sanlucar: durante o minuto de silêncio um homem começou a dizer o Pai Nosso…
Aqui não são necessárias quotas

Descubra as diferenças entre estes dois textos de Estrela Serrano, jornalista que foi assessora para a Comunicação Social do Presidente da República, Mário Soares, provedora dos leitores do Diário de Notícias, membro do Conselho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, fundadora, directora e professora em vários cursos de jornalismo,
Estrela Serrano sobre as declarações sobre a sua vida privada de Graça Fonseca, secretária de Estado da Modernização Administrativa, ao Diário de Notícias numa entrevista que permitiu conhecer a entrevistada “nas suas diversas dimensões – pessoal, intelectual, profissional, política”
Estrela Serrano sobre a foto de Laura Ferreira sem cabelo: a mediatização da doença de Laura Ferreira, iniciada com a publicação da biografia de Passos Coelho, e o sentimento de compaixão que a sua imagem sem cabelo provoca, prestam-se a uma leitura política, sobretudo em época pré-eleitoral
Não sei como enquadrar aqui as questões de género
Como se canta esta canção na versão LGBTQIA+?
Algo me diz que mestre Marceneiro vai entrar na clandestinidade
A Estupidez da Igualdade de Género
Depois do fracasso mundial que foi a luta de classes do comunismo que mais não conseguiu do que criar os maiores genocídios, fome e miséria de que há memória à conta da implementação forçada dessa ideologia marxista, eis que estas mentes brilhantes, financiadas pelo criminoso Soros, logo inventaram outra forma de divisão entre grupos: o marxismo cultural. Através da ideologia do pensamento único formatam os indivíduos para libertar as bestas que há neles, sem qualquer limite e revoltarem-se contra as sociedades organizadas e defensoras de valores. O resultado, não podia ser mais nefasto e absurdo. Hoje, com a preciosa ajuda dos ignorantes do politicamente correcto, defende-se coisas que assustam um susto. Então não é que afinal não há segundo eles nem homens nem mulheres mas sim géneros? Bem, creio que a esta hora a Mãe Natureza (ups! mãe não porque não existe maternidade, mas sim parentalidade!) já desmaiou com esta insanidade! Pois é. Estas criaturas que se opuseram ao binário homem/mulher criaram em alternativa 71 géneros diferentes de seres. Veja aqui só alguns. Não é de génios?
Alegam que o fazem em defesa da igualdade e integração de minorias. Tretas. Não é por acaso que lhes chamam de “Temas Fracturantes”. A ideia é mesmo criar fissuras, guerras, fracturas sociais. Se assim não fosse não instigariam as maiorias ofendendo-as no seu direito a não ser o que eles impõem obrigando-as a aceitar tudo sem oposição em vez de dialogar sobre o assunto e criar condições de entendimento e respeito. Na verdade, trata-se de uma espécie de “Sharia Ocidental” onde só se é livre de pensar como eles, agir como eles caso contrário somos rotulados. É a ditadura do pensamento imposto com recurso à violência verbal.
Acontece que a biologia humana, por muito que a contestem, não mudará sua natureza só porque assim o desejam. Nascemos efectivamente homem ou mulher. Ponto. Esta é a nossa natureza. Mas então, perguntarão e bem, porque há homens femininos e mulheres masculinas? A razão prende-se com os níveis de testosterona que o feto recebe durante o seu desenvolvimento. Se for equilibrado, temos um homem ou mulher bem definidos. Se não, temos o inverso. Por isso há mulheres que são autênticos homens no aspecto e na maneira de ser e vice-versa. Nada mais do que isso. Mas mesmo dentro daqueles considerados “normais” haverá senhoras com grandes aptidões masculinas (veja aqui) e homens com grandes aptidões femininas. O segredo está nos níveis de testosterona que cada um recebeu na concepção. Tudo perfeitamente normal. Além disto, nascemos com cérebros diferentes (veja aqui). Logo, comportámo-nos de forma divergente. Claro que a natureza ás vezes confunde-se e nascem os hermafroditas. Mas isso é outro assunto.
A Comissão Igualdade Género, criada nos tempos ditos modernos, não é mais do que o conceito reinventado da PIDE, devidamente legitimado pelos governos socialistas para assegurar que a ditadura do pensamento único prevaleça sobre a vontade das pessoas. Queres ser e pensar como menino ou menina? Não podes! Tens de ser SEM GÉNERO DEFINIDO! Então se a Porto Editora faz uns meros livritos de actividades para tempos livres azuis e cor de rosa para um mercado interno de gente que aprecia as diferenças, sai uma ordem imediata para a sua destruição. Sim, ouviu bem. Destruição. Não se discute o assunto. Não se propõe alterações. Mas se for um João Quadros a referir-se num órgão público de forma ordinária às mulheres, é humor. Ouviram-nas a exigir sua demissão? Claro que não. Não se passa nada.
Mas a hipocrisia da CIG vai mais longe. Enquanto luta para que supermercados deixem de ter brinquedos separados de menino e menina, vestem seus filhos na praia com calções azuis e bikini cor de rosa. Não se indignam com as fábricas e lojas que contratam exclusivamente mão de obra feminina, dos canais televisão e revistas só femininos com nomes femininos, das 99% de lojas nos Shoppings só femininas, dos papeis nas novelas desempenhados exclusivamente por mulheres para desempenhar papeis de mulher em vez de serem os LGGBDTTTIQQAAPP. Então? Em que ficamos? Não se indignam com esta desigualdade? Sinceramente também ainda não percebi do que estão à espera para exigirem o fim dos adjectivos sexistas na gramática portuguesa. Já agora…
A verdade é que a CIG quer acabar com o machismo dos homens para o substituir por machismo feminista. Só isso. O resto é folclore.
Há quatro décadas atrás, no meu tempo de meninice, não havia estas comissões da treta. Estive submetida às “atrocidades” de haver coisas de meninos e meninas, azuis e cor de rosa, de forma bem vincada. No entanto nunca pedi que me comprassem uma boneca. Mas fazia birras para ter peluches e brinquedos da playmobile. Mais tarde, minha filha mais velha, hoje com 31 anos, sujeita também a essa “crueldade”, também só pedia gameboys, sega-mega drives, tartarugas ninja, legos e super-heróis, (mesmo com a TV no horário infantil a bombardear com publicidade separada de brinquedos, em intervalos de quase 20 min.). A única boneca autorizada por ela foi a barbie mas só para expor no quarto como colecção. Tinha mais de vinte… Como foi possível escapar a esta “tortura” sem mazelas psicológicas graves sem uma CIG?
Quando os pais deixam as crianças livres para escolher, não há nada mais poderoso. É no berço, na forma de educar que tudo se determina. Não são necessárias imposições estúpidas e inquisitivas de uma Comissões da treta para haver igualdade. Basta respeitar a liberdade individual de cada criança e deixá-las fazer suas próprias escolhas de acordo com sua personalidade.
Porque igualdade não é sermos todos cinzentos. É termos a liberdade de sermos o que quisermos.
Não leiam romances, leiam livros de história
Se a moda chega cá o PR ainda se passa a chamar Álvaro
Alguém conhece a agenda do Comité para a Promoção da Virtude e Prevenção do Vício para a próxima semana?
É que a este ritmo para o Natal já “somos todos perú”
Lamentável
Em tempos, há uns longos anos, trabalhei na Porto Editora. Custa-me imenso que uma empresa onde passei uma parte importante da minha vida — onde estava quando casei —, ceda à mariquice dos coninhas que, sem nada para fazer, nem pedófilos para identificar, nem filhos para cuidar, nem batatas para descascar, nem grelos para polir, andam aí a obrigar toda a gente a fingir que não há diferenças entre meninos e meninas.
Em alguns casos, umas fotografias encontradas aí num baú dariam muito jeito.
2025

Joana entrou no quarto dos pais, cabisbaixa e a arrastar os pés, e agarrou-se à mãe, que estava a arrumar umas roupas.
– Mãe, não gosto de estudar e não me vou safar nos exames. Estou desesperada, a minha vida vai ser horrível.
– Calma, filha – respondeu-lhe a progenitora, acariciando-lhe o cabelo, – há muita gente sem estudos que vive vidas felizes, nem todos os empregos exigem grandes qualificações académicas. É verdade que os salários são mais baixos, mas o dinheiro não é tudo.
– Isso era antigamente, mamã, agora os sindicatos e os políticos com sensibilidade social dizem ser melhor para todos que as empresas que não conseguem pagar salários médios ou altos fechem as portas. Segundo eles, não fazem cá falta nenhuma, que isto não é a China. Estou tão tramada!
– Joana, como bem sabes eu nunca trabalhei fora – disse-lhe a mãe, agarrando-a pelos ombros. – Tu adoras cozinhar e tratar de crianças, há sempre a hipótese, no futuro, de ficares em casa a cuidar do lar e dos filhos enquanto o teu marido sustenta financeiramente a família. Eu nunca me senti menorizada por causa disso.
– Estás maluca?! Nem pensar, os meus gostos não são para aqui chamados! Ser dona de casa é muito malvisto pelos progressistas. E como hoje em dia quase toda a gente é progressista, seria criticada e desprezada sem dó nem piedade.
– Pronto, tudo bem, mas não desesperes – gritou-lhe a mãe, quase desesperada, – tu és uma miúda linda e elegante. Sei lá, podes sempre utilizar esses atributos em campanhas publicitárias ou em concursos de beleza. Olha a Sophia Loren, começou por concorrer a Miss Itália e acabou por se tornar uma das actrizes mais respeitadas em todo o mundo.
– ISSO É OBJECTIFICAÇÃO! O movimento feminista luta contra isso há anos, desde a queima de sutiãs no Miss América 1969, e está quase a conseguir criminalizar essas actividades. Queres que eu vá presa, mamã? – vociferou, gesticulando. – Reforçar estereótipos de género é uma coisa grave, posso arranjar problemas para toda a vida. Não te esqueças que agora vivemos num mundo pós-patriarcal.
– BOLAS, JOANA, BOLAS! Não sei que mais posso dizer! Vai para missionária, ajudar os africanos em dificuldade.
– Caridadezinha?! Não posso fazer isso, estava feita. Ainda para mais podia ser acusada de ter tendências cristãs e neocoloniais, delitos muito sérios.
– E trabalhitos em part-time, a promover produtos em supermercados ou a dar beijinhos aos vencedores da Volta a Portugal? Hum, esquece, melhor não. Sabes, filha, às vezes sinto-me muito feliz por ter nascido numa época em que as mulheres não tinham liberdade nenhuma.
Ouvido no elevador para a praia da Catalunha
“Então?!” — pergunta o racista xenófobo islamo-homo-hiperfóbico ao progressista da fundação da moda — “Ainda queres que as tuas filhas casem com um muçulmano?”
Perante o silêncio de mais uma citação académica da grande referência da academia europeia, o racista xenófobo e multi-fóbico insiste: “até porque, caso morresses, elas poderiam ter sido co-adoptadas pela namorada com burca que a tua mulher arranjava”.
“Ad Hitlerum”, lembra o proeminente pensador. “Santinho”, responde o outro.
Assim começa uma discussão sobre o uso nefasto de referências heteropatriarcais, ultramontanas e religiosas para o simples espirro. A falta que faz mais uma foto do Passos Coelho de férias com a família.
Quem fala? Tiene Twitter?
como se gera uma bolha imobiliária
- Por razões extrínsecas (terrorismo e ameaças à segurança em destinos turísticos tradicionais) e intrínsecas (as qualidades próprias do país e das nossas cidades), gerou-se, nos últimos cinco anos, uma procura de turistas, em Portugal, fora do que é comum;
- Como em qualquer mercado, a procura gerou a oferta necessária à sua satisfação;
- Essa oferta incluiu os serviços tradicionais de hotelaria, mas também outro tipo de oferta para bolsos mais comedidos, entre a qual sobressaiu o Alojamento Local;
- O Alojamento Local especializou-se na recuperação dos velhos prédios das baixas citadinas, degradados e desocupados há anos, abandonados por senhorios sem recursos, escravizados por décadas de rendas insignificantes, e que, face à nova oportunidade de negócio, os foram conseguindo recuperar ou vender a investidores;
- Os investimentos foram feitos com capitais próprios ou financeiros, que têm de ser pagos aos financiadores;
- Durante este tempo, o estado criou um quadro legal com o qual os investidores fizessem os seus planos de negócios, a fim de, com os recursos conseguidos, puderem honrar os seus compromissos. No fim de contas, assegurava o ministro Centeno, o quadro fiscal português é absolutamente estável, pelo que nada levava a crer que este regime se alterasse;
- De um ano para o outro, o governo aumentou quase 5 vezes mais a base de incidência tributária dos resultados da actividade, provocando, com isso, um significativo aumento do imposto a pagar. Os empresários e investidores tiverem que rever os seus planos de negócios, para poderem continuar a honrar os seus compromissos, sobretudo com os bancos financiadores e o estado;
- Mais ou menos ao mesmo tempo, o estado criou um novo tributo sobre imóveis que, no caso daqueles que são detidos por sociedades, se aplica sem quaisquer limites mínimos de valor predial. Quem está nestas circunstâncias teve, mais uma vez, que rever o seu plano de negócios, diminuindo proveitos, se ainda os tiver, e aumentando custos;
- No ano seguinte, o estado anuncia que alterará, de novo, o quadro legal tributário aplicável ao sector, no sentido de aproximar esse negócio do que se paga no arrendamento a prazo, como se fossem coisas semelhantes. A acontecer, mais uma vez, os investidores terão de rever os seus planos de negócios, aumentando, inevitavelmente, o preço de venda dos seus quartos;
- Mas o governo não ficará por aqui: acaba de anunciar que irá criar mais entraves burocráticos e novos ónus financeiros sobre o negócio, desta vez impondo que os proprietários paguem mais aos condomínios dos prédios que ocupam. Necessariamente, para acorrer a estes novos custos, o investidor/empresário terá de rever, outra vez, o seu plano de negócios;
- Por cada alteração legal que aumenta os custos incidentes sobre esta actividade, alguém terá que os pagar. Não havendo mais ninguém disponível, será certamente o cliente final do serviço, isto é, o turista. Os preços dos quartos subirão pelo menos na medida da subida dos custos previsíveis, muito, em suma;
- Chegando-se ao ponto em que o preço, ao cliente, de um quarto destes não justifique não ir para um hotel, as escolhas passarão a incidir preferencialmente sobre este último tipo de serviços, começando os imóveis afectos ao Alojamento Local a ficarem cada vez mais vazios;
- Sem clientes ou com um número deles muito abaixo do que seria legítimo esperar, os pequenos empresários e investidores – a esmagadora maioria dos que andam por este negócio – deixará de ter dinheiro para honrar os seus compromissos, preferindo, obviamente, pagar primeiro ao estado – para não ir preso – do que aos bancos. A dívida aos bancos crescerá e os financiamentos feitos neste sector revelar-se-ão um desastre;
- Quando os pequenos investidores já não conseguirem aguentar os seus negócios serão obrigados a vender os seus imóveis por preços inferiores aos da compra e do total do investimento feito (móveis, decoração, electrodomésticos, etc.) ou entregá-los aos bancos financiadores para pagamento dos empréstimos. Nessa altura, os bancos ficarão cheios de pequenos apartamentos sem clientes e com uma gigantesca bolha de crédito imobiliário incobrável.
Assim se transformará um negócio próspero, que estava a gerar riqueza ao país, num negócio ruinoso, que, mais uma vez, porá em causa o nosso sector financeiro. Nessa altura, claro está, a culpa será do «mercado» e do maldito «capitalismo». É sempre, aliás.

Comandante Costa, Vamos Colidir!
A espessa cortina de fumo que resultou dos 178 000 hectares de floresta já ardida (sim! ouviu bem! e não ficamos por aqui porque o país ainda arde) o equivalente a 178 000 estádios de futebol não deixam ver outro perigo que se agiganta. Com as atenções desviadas para a maior calamidade de sempre com incêndios onde nunca morreu tanta gente incinerada, juntam-se outras tragédias como os recentes ataques terroristas em Espanha que a dupla Costa e Marcelo prontamente aproveitaram para assim tentar aumentar os níveis de populismo em terras de nuestros hermanos, numa tentativa desesperada para que esqueçamos suas responsabilidades pelo que cá dentro se passa. Costa que nem gosta de missas nem funerais por cá, não perde uma lá fora. Mas não adianta. O povo vê e sente que foi e continua a ser abandonado à sua sorte. Desta vez não há malabarismo populista que lhes valha. São 2 meses completos de inacção em Pedrógão que conduziu ao estado de calamidade actual que se estendeu a TODO o país, para depois tirar selfies junto de parcas casas recuperadas pelas seguradores. É a política da hipocrisia para salvar a pele. Mas não cola.
Enquanto assistimos a este filme dantesco que parece não ter fim com a dupla do Senhor Feliz e Senhor Contente a distribuir pipocas, o navio segue sozinho num curso à deriva que, com comandante distraído em passeios lá fora, aproxima-se da colisão. A neblina colocada a jeito pela Comunicação Social fez desaparecer das notícias os preocupantes avisos à navegação da UTAO, INE e Tribunal de Contas. Centeno até parece ter emigrado e levado com ele o ministro da economia que ainda nem sequer fez prova de vida. Se já a criminosa negligência com fogos fez um arrombo no casco, com imensas perdas para a economia, o que nos espera a seguir, vai adornar-nos.
É que afinal a economia não acelerou e a taxa de crescimento manteve-se nos 2,8%. A dívida pública galopa assustadoramente, já ultrapassou os 130% do PIB e não pára de subir. Nos seis primeiros meses do ano, o défice comercial ascendeu a 6,3 mil milhões. O desemprego REAL é quase o dobro do apresentado. As dívidas das instituições públicas estão em alerta vermelho e para piorar ainda mais este cenário, as contas do Estado não batem certo. Quando comparada a contabilidade orçamental, reportada pela Direção-geral do Orçamento (DGO), com a conta de fluxos registada pelo Tesouro, encontramos só isto:
- Fundo de Garantia de Depósitos (faltam 283 milhões de euros na conta do tesouro)
- Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (diferença de 70 milhões)
- Fundo de Contragarantia Mútuo (diferença de 63 milhões de euros)
- Caixa Geral de Aposentações (diferença de 622 milhões)
- Agência para o Desenvolvimento e Coesão (diferença de 586 milhões)
- Fundo de Resolução (diferença de 231 milhões)
- Infraestruturas de Portugal (diferença de 201 milhões)
Ou seja, gato escondido com rabo de fora. Nitidamente!
A minha larga experiência em gestão ensinou-me que nunca devemos ignorar os sinais por muito iniciais que sejam. Que quanto mais cedo intervirmos num problema financeiro, maior será a taxa de sucesso na sua resolução. É a regra de ouro para evitar falências. Mas, porque temos um comandante populista que gosta de surfar nas ondas da propaganda, mais preocupado com o imediato que traz retorno eleitoral do que com a Nação, para a qual se marimba literalmente, andou-se quase 2 anos a dar, a prometer, aldrabar e a reverter sem qualquer peso na consciência sobre o que daí iria advir. É o método recorrente socialista em aproveitar um pequeno e escasso período de bonança resultante de medidas impopulares que outros tiveram de seguir para corrigir rotas erráticas que levaram a bancarrotas, para iludir eleitorado, em vez de consolidar as metas já traçadas de crescimento e recuperação económica.
Por isso pouco lhes importa se afundamos. O que eles almejam é popularidade. Que se lixe o resto. Porque eles jamais serão náufragos. Haverá sempre povo que pague as contas da irresponsabilidade. Haverá sempre 6 milhões dependentes do Estado para lhes garantir votos para continuarem a arrastar-se pelo Parlamento e debitarem discursos da treta. Haverá sempre outros tantos ignorantes que acreditarão que a culpa da colisão é sempre da UE. Haverá enquanto durar, uma aliança comunista para assegurar que não lhes tiram o poder e prontinha para distribuir mais geringonças de derrotados pelo país nas autárquicas! Pelo menos é o que eles pensam. E convenhamos. Com esta Constituição obsoleta é de facto difícil, enquanto a mesma não for revista, retirar estas ratazanas do meio político.
A mim resta-me a esperança de que meu povo acorde e no momento decisivo perceba que tudo não passa de um canto das sereias cujo feitiço só quebrará quando massivamente tomarmos conta do leme.
Porque o Costa já sabe que vamos colidir. Só não o assume como nunca assumirá qualquer responsabilidade que seja.
portugal não tem emenda

Em Portugal, sempre que alguma actividade económica dá lucro e renda a quem a desenvolve, logo os socialistas dos vários partidos se precipitam em encontrar medidas que a destruam. Não é por acaso que um país com as qualidades e o potencial de Portugal, que tem tudo para estar ao nível da Suíça e dos mais desenvolvidos do mundo, é, em vez disso, um país atrasado, onde as pessoas vivem com dificuldades, muito abaixo do nível médio europeu. É, exactamente, porque quem nos governa (muitas vezes, acompanhada pelo entusiasmo inconsciente de quem é governado…) impede a criação de riqueza, única maneira de a poder distribuir, porque, obviamente, só se pode distribuir aquilo que existe.
O Alojamento Local foi uma dessas actividades – uma das muito poucas, nos últimos anos – cujos benefícios se demonstram por si mesmos, sem refutação possível. Fez recuperar os centros das cidades, desenvolveu o turismo e – e esse foi o seu grande pecado – deu dinheiro a ganhar a quem investiu no negócio. Qual foi o segredo deste sucesso? A reduzida intervenção do estado e do governo no sector, que demonstrou a verdade daquela resposta dada por um industrial a Colbert, quando o ministro lhe pedia que lhe dissessem como é que o governo poderia ajudar o sector: «laissez-faire, laissez-passer». Dito doutro modo: não chateiem!
Pois o governo socialista e comunista da geringonça há muito que decidiu chatear o sector. Já aumentou a sua tributação, tentou criar-lhe peias burocráticas para o dificultar e vai, agora, aumentar, de novo, os tributos e obrigar a actividade a pagar mais condomínio nos prédios onde funciona, mesmo que os condóminos e a assembleia onde se reúnem o não deseje. O objectivo é, apenas e só, que quem ganhe dinheiro com isto deixe de ganhar ou ganhe apenas aquele que o governo determine. Não é difícil de imaginar, a meio de uma reunião dos parceiros da coligação, a senhora Catarina Martins a desenvolver uma diatribe contra «os lucros fabulosos do Alojamento Local»…
O que daqui resultará vai ser grave. Não apenas por causa da destruição deste novo sector rentável da economia e da de muitas das empresas que foram criadas por sua causa, mas também pelas consequências que isso terá sobre o emprego, o turismo e a recuperação imobiliária urbana, mas, principalmente, porque irá introduzir uma nova crise no sector imobiliário, que começava, graças ao Alojamento Local, a sair da estagnação de anos. De facto, se não existirem condições vantajosas, deixará de ser atractivo investir nos imóveis recuperados para este tipo de actividade, que vão ficar,por aí, aos milhares, sem serem vendidos. Por sua vez, os bancos que ajudaram a financiar esses empreendimentos verão aumentar exponencialmente os seus créditos incobráveis… Quando a coisa rebentar e, por arrasto, tiver consequências nefastas muito para além do que estas limitadas personagens imaginam, os socialistas poderão dizer que, mais uma vez, o capitalismo gerou uma bolha destrutiva. E o Dr. Costa, a Dra. Martins e o camarada Jerónimo, aparecerão, com uma lágrima ao canto do olho, a dizer que fizeram os possíveis para evitar mais uma tragédia causada pela ganância de empresários exploradores.
Portugal não tem emenda.
Quiçá passageiro no Paquete Niassa
No sítio do costume faz-se campanha pelo racismo do costume: Fotógrafos portugueses comprometem-se com boicote a Israel Por ocasião do Dia Mundial da Fotografia, assinalado a 19 de agosto, mais de 40 fotógrafos portugueses, professores de fotografia e estudantes de fotografia aderem ao boicote cultural a Israel e declaram apoiar “a luta palestiniana pela liberdade, justiça e igualdade”.
Maior mistério que os desmandos que caracterizam a luta palestiniana pela liberdade (para quem?), justiça (aplicada como?) e igualdade (estão a gozar, não estão?) é o perfil dos apoiantes. Entre estes “o fotógrafo-viajante Nuno Lobito, personalidade de TV e um dos portugueses mais viajados de todos os tempos”
O fotógrafo-viajante, personalidade de TV é a reincarnação do pretérito Passageiro do Paquete Niassa.
Voltámos à fantochada da educação de adultos?
Costa perdeu as legislativas. Governa com o apoio do PCP e do BE. Quando quer pactos de regime com o PSD certamente que está a pensar demitir-se e na qualidade de líder da oposição fazer essa proposta ao vencedor das últimas eleições? Ou está a pensar repetir a fantochada da edução de adultos?
Até que a gorda cante
Há 10 anos que não vou a Barcelona. Desde que começou a loucura contra turistas pelos chanfradinhos dos Blocos de Esquerda lá do sítio que não sinto grande vontade, apesar de ser uma das cidades que a cria mais velha gostaria de visitar.
Ontem, um grupo de paspalhos decidiu contribuir para a decisão de continuar a não incluir Barcelona nas cidades a visitar. É bom de ver que a extrema-esquerda catalã não conseguiria arranjar melhores aliados na repulsa de turistas que uns suicidas islâmicos. Parabéns ao Bloco lá do sítio por mais uma acção de protesto rumo ao objectivo de ausência total de turistas.
A vida como ela é
António Costa anuncia “um novo ciclo político” e considera “fundamental” acordo com o PSD para os fundos europeus pós-2020. Maioria absoluta? “Estou muito satisfeito com a solução atual”

A isto chama-se decadência
Primeiro indignámo-nos. Depois gritámos que éramos isto e aquilo. Depois que não tínhamos medo. Agora faz-se de conta que não aconteceu e chama-se-lhe recuperar a normalidade. Deixemo-nos de tretas: limitamo-nos a sobreviver esperando que a nós ainda não nos afecte.
Enquanto a terra arde os comissários acautelam o seu futuro
PÚBLICO: Se o PS ganhar as eleições legislativas de 2019 e vier a constituir de novo Governo, a tutela ministerial sobre a área da administração pública deverá sair das Finanças e passar para a Presidência do Conselho de Ministros, soube o PÚBLICO junto de um responsável do Governo. A dependência da Secretaria de Estado da Administração Pública do Ministério das Finanças é a razão pela qual hoje em dia todas as negociações salariais do Estado dependem do Ministério das Finanças, explicou o mesmo responsável ao PÚBLICO.
Proponho para fase xaroposa do ano este excerto do texto desta notícia, aquele detalhes das pessoas que não são números quer dizer invariavelmente que os números dos impostos que temos de pagar estão a crescer: O objectivo é valorizar a dimensão humana e profissional da administração pública e fazer com que os trabalhadores públicos deixem de ser olhados apenas como números e como uma área do Estado em que é possível cortar despesa.
Na cidadela urbana tudo vai bem
São milhares, imensos, os quilómetros que separam o eixo Bairro Alto-Lux do país
Pela felicidade de todos
Cala essa boca, não digas isso, isso é pecado Olha que o Pai e o Jesus fica zangado.
Estes versos de “Ou ’tás quietinho ou lebas no fucinho” são tão actuais em 2017 como eram nos anos 80. Quando, no fim dos anos 70, começou a movida cultural portuguesa, imediatamente foi absorvida pela metrópole de forma a apaziguar a crítica social para a preponderância de cançonetas sobre os amanhãs que cantam que Lisboa é pródiga a gerar.
Hoje em dia, na fase avançada de estupidificação dos estúpidos, uma espécie de promoção de Bolonha dos licenciados a mestres, não há qualquer movida cultural para abalar as coisas. Todos repetem mantras de fobias e racismos como quem come um croissant e meia-de-leite que os situem numa Paris que só existe na psique da parolada. À direita a imagem é de uma Londres de chá e scones, tão real como um muçulmano que condena ataques terroristas. Tirando diferenças geográficas da Velha Europa, o delírio é idêntico.
Eu sei que é giro acusar outros de cenas, tal como já o foi a acusar realizadores de cinema de serem comunistas. Porém, exige-se alguma coerência na felicidade das pessoas. Eu, pessoalmente, como desejo a felicidade de todos, tenho grandes esperanças que as filhas do Luís Aguiar-Conraria tenham a sorte de casar com um muçulmano. Ou muçulmana.
Je suis o que te apetecer, bitch
Apetece-me dizer algo sobre “o racismo de Passos Coelho”. Há um sítio, de onde brota um néctar tão suculento que até causa despesa a ex-governantes, cuja função é, além de decorar salas com pujantes exemplares da prova de que somos todos mamíferos, atrair moscas desesperadas por um poleiro de prestígio, o que em Portugal significa algo como ser nomeado para sentar o rabo numa cadeira para executar absolutamente nada. Não é fácil fazer nada. Um gajo que sabe que tem que fazer nada acaba, quase sempre, a fazer alguma coisa, o que é sempre um perigo.
Bem, desse sítio, que todos conhecem como a maior caverna da nação, saem acusações pouco variadas: racista, xenófobo, islamofóbico e beato. Bem, saem outras, mas são variações da mesma. As moscas propagam e a doença espalha-se, está feito. Não está, não: gente de bem, que não quer nada com este tipo de estrume radioativo, acaba a reagir e as moscas sentem que provocaram mais um. E enquanto assim for, a coisa só piora.
Repito o repto do meu último post: e que tal aceitar toda e qualquer acusação oriunda da caverna? É que, além do impacto inicial da coisa, o vazio da acusação esgota-se mal cai o poio.
Há semanas que isto dura: ardeu? O fogo está onde? O vento levou-o. O pior é se passa a ribeira. Já está perto… Há semanas que a vida é isto. Espera-se pelas próximas horas com uma sensação de cerco. De quem espera um inimigo que sabe inflexível e infalível…
Esse país cercado pelo fogo é o reverso do país-propaganda: no país-propaganda basta manipular os números, atrasar pagamentos, lançar mais uma campanha contra um inimigo imaginário. No país real o fogo mostra tudo o que a propaganda esconde.

