São os automóveis que fazem as diferenças
Supremacista branco: racista atira carro para cima de manifestantes.
Supremacista islâmico: carro descontrolado atropela multidão.
em portugal, o terrorismo não é necessário: o estado trata disso
Portugal é um país seguro, um dos mais seguros do mundo, afirma a propaganda governamental. A alusão indirecta é, nesta afirmação, ao terrorismo e à violência urbana dos assaltos, sequestros, etc.. Essas não são, todavia, as únicas formas violentas de se morrer.
Em Portugal, nos últimos quatro meses, morreram mais de 65 pessoas em incêndios, pelo menos 13 na derrocada de uma árvore centenária, algumas dezenas em acidentes de viação e não sabemos quantas morrerão, em Portugal ou noutras paragens, com as armas furtadas em Tancos, que certamente não terão destino humanitário.
Em todos estes episódios existem alguns traços comuns.
O primeiro, que todos estes mortos têm um responsável directo e objectivo: o estado português, que deveria cuidar da segurança civil – nas aldeias, nas estradas, nos espaços públicos e nos quartéis – e não o faz ou fá-lo deficientemente. Tão deficientemente que os elevados números de vítimas e as circunstâncias aberrantes em que morreram são absolutamente horríveis.
O segundo, que em nenhum deles o estado e os titulares de órgãos de soberania assumem responsabilidades pelos acontecimentos. O máximo que fazem é pedir inquéritos e mais inquéritos, à espera que o tempo passe e a memória cumpra a função de os salvar politicamente. No caso dos incêndios e de Tancos todo o governo cerrou fileiras em defesa dos seus ministros, demonstrando estar mais preocupado com as possíveis vítimas políticas do que com as que já tinham falecido. E, hoje mesmo, Miguel Albuquerque anunciou que estaria a ponderar abrir um inquérito sobre as causa da tragédia que já matou treze pessoas, como se não fosse uma obrigação sua fazê-lo.
O terceiro, que, mais uma vez, a culpa morrerá solteira em todos estes casos. Com uma nuance nunca antes vista. É que, nestes casos, nem sequer responsáveis políticos haverá. Não se pode descer moralmente mais baixo.
Não Sejam Coninhas
Nos últimos dias o debate nas redes tem andado aquecido porque há quem queira distinguir entre violência praticada pelos maus de violência praticada pelos bons. Segundo a teoria da moda, para que alguém não seja considerado um filho-da-mãe, tem que caracterizar a violência com dedo apontado. Se por má sorte atribui a violência a um branding errado arrisca-se a uma cascata de insultos. Não chega dizer que se é contra a violência. A proclamação tem que ser feita contra a violência dos supremacistas brancos neo nazis KKK alt rights trumps. São estes. Nada de lembrar outros arautos da pancadaria.
Ora, cansado de discutir estas questões, deixo aqui um ponto da situação sobre o que é e o que não é legítimo de um ponto de vista de um gajo quem quer viver numa sociedade livre: neste caso, eu. Sim, já sei que a lei não reflecte as minhas opiniões. Não fui eu o legislador.
Violência
A violência sobre pessoas e bens é sempre inaceitável – excepto violência para conter violência ou em legítima defesa. Ou guerra, que tem outros contornos. Não interessa quem pratica a atrocidade – ela é sempre inadmissível, seja ela aplicada pelo regime de Maduro contra manifestantes pacíficos ou por manifestantes violentos contra Maduristas pacíficos que, embora com QI baixo, também têm direito a viver em paz e admito que existam. Ler mais…
Parem de perseguir a cauda
Da vigésima quinta acusação a Passos Coelho de ser racista à última tentativa de graçola com um cancro incurável a pessoa que por mero acaso nem é branca, a Direita continua a perseguir a cauda. É natural que assim seja, tal a virulência mortal com que a elite mediática provoca reacções. Já nem é um caso de eles contra nós, que não faltam pessoas associadas à pobre Direita que se enrolam com as mais estapafúrdias causas que assegurem uma aura de modernidade tão labrega como triste, tornando-os em imitações frágeis do indivíduo que constrói a piscina com o prémio do Euromilhões para nela se afogar meses mais tarde por não saber nadar.
A Direita tem que deixar de perseguir a sua própria cauda. Chegamos à altura de abraçarmos todos as acusações que quiserem. Sou racista? Pode ser. Sou qualquercoisafóbico? Tu é que sabes, moço. Quero usar crianças da Casa Pia para me satisfazer na luta contra o heteropatriarcado e a adultosexualidade? A gente encontra-se lá em Elvas, então.
Este discurso da acusação só funciona porque a Direita permite, na sua forma dandy de existência, a cedência à indignação. É ir ver se a Câncio arrenda as suas propriedades a muçulmanos ou a ciganos. Uma pessoa pode ser louco no activismo de gatinhos das redes sociais, mas na vida real não há espaço para maluqueiras.
A propósito de juventude
Foi nesta alarvidade que resultou tanta educação sexual, para a cidadania e sei lá mais o quê? E não, não me venham dizer que antigamente não se sabia que o professor A gostava de homens. Claro que se sabia. Mas também todos, professores e alunos, sabiam que uma cena que uma cena destas tinha repercussões. Sinceramente espero que os meninos tenham levado uns chapadões valentes. Quanto ao professor faltam-me as palavras
Da mania da juventude
Vergonhoso, Inadmissível e Criminoso!
Desde o fatídico incêndio de Pedrógão que Portugal arde incessantemente. A ministra da Administração Interna já pediu 15 pareceres (sim, quinze!!!!!) mas vai pedir mais um porque ainda não chegou às conclusões que queria sobre as responsabilidades dessa tragédia. É que, isto de dizer que a culpa foi do Estado quando o Estado não pode ter culpa porque nem sequer esteve no incêndio e ausentou-se de TODAS as suas obrigações, alto lá que isso não pode ser. Há-de haver alguma entidade que diga que a culpa nasceu SÓ da natureza, das árvores, das estradas para não abalar as autárquicas nem as sondagens. Entretanto, como em equipa perdedora, rasca e ineficiente não se mexe, Costa mantém em funções todos os incompetentes que ele meses antes nomeara para as chefias do ANPC (foram só uns 30 boys que nunca apagaram um fogo na vida) e mantém confiança na ministra cujo o único desempenho eficaz que teve durante todas as operações de combate foi chorar à fartazana como um garoto perdido e cuja estratégia de combate consiste em deixar arder. Medidas drásticas de intervenção imediata de ajuda internacional com ajuda das nossas tropas? Naaaaa… para quê? Ainda temos tanto para arder… Temos tempo. Querem maior eficácia do que extinguir fogos por falta de combustível? E depois, os concursos de 18 milhões adjudicados pelo Costa para reflorestação onde iriam ser aplicados?
Não há vergonha nesta gente. Muito menos respeito pelas populações. Há precisamente um ano, com este mesmo governo Constança Urbano afirmava depois dos grandes incêndios de 2016 que iria haver maior solidariedade de parceiros europeus, agravamento das penas para incendiários, que os mesmos iriam pagar os custos dos incêndios, força aérea a combater e mais uns bla bla bla. Que foi feito? Nadinha. SIRESP que já era do conhecimento dela que tinha falhado gravemente no passado, manteve-se inalterável. Já as chefias do ANPC não! Conscientemente, absolutamente nada foi feito para evitar tragédias como as de 2016. E querem estes nos convencer que não estão do lado dos criminosos?
Nunca em 20 anos se viu nada assim. Podem vir para a televisão desculparem-se com os governos anteriores que não vale a pena. Quem governa há 2 anos são estes senhores. E de nada lhes vale dizer o que seja porque todos temos capacidade para ver que a repetição dos cenários dantescos do ano passado mas ainda mais mortíferos, são o resultado da INÉRCIA propositada a que todos não ficam indiferentes. Ninguém pode deixar arder e depois dizer que a culpa é dos outros. Porque não se pede imediatamente ajuda de Espanha que já deu mostras de conseguir extinguir num dia fogos florestais de semanas?? E porque não se junta a eles as nossas tropas especiais imediatamente assim que a situação se torna perigosa?? Só isto já diz tudo sobre esta governação. Algo de muito mal contado está a queimar deliberadamente o país. São Factos!
A leveza e descontracção com que se trata este problema demonstra que estamos em mãos de gente perigosa que não mobiliza todos os meios ao alcance da Nação para responder prontamente às situações que envolvem a segurança nacional. Por esta amostra fica claro que se são assim a combater incêndios serão piores se for um ataque terrorista ou um sismo. Não sabem nem querem saber. É simplesmente assustador.
Quem nomeia “marias papoilas” amigas de longa data e companheiras de negócio ruinoso do SIRESP, sem qualquer capacidade de liderança nem “know-how” à frente de um dos ministérios mais importantes, e que depois de falhar grotescamente, se mantém no poder só por birra autoritária do Costa, diz imenso sobre o carácter do nosso primeiro ministro de Portugal. Porque é preciso não ter qualquer sensibilidade humana para ver o desespero das populações que agora, depois de Pedrógão já não perdem a vida mas continuam a perder toda uma vida de trabalho num sopro e NADA fazer a não ser “fazer de conta que se está a fazer”. É inadmissível!
Entretanto e porque a dívida está a engolir assustadoramente a nossa economia, a caminho de nova bancarrota, há-de alguém do governo vir dizer que a culpa foi desta devastação dos incêndios “incontroláveis da natureza” que provocaram esta situação “inesperada” de dificuldade financeira. Que conveniente este cenário dantesco…
Vale a aposta?
O pior anúncio de que há memória

O populismo ataca e nem sabemos a letra do Kumbaya
Daniel Oliveira e Rui Tavares escreveram, esta semana, textos sobre o populismo. Eu sei que o leitor não sabia, mas estou a escrevê-lo precisamente por isso, para o informar da ocorrência, caso sinta necessidade de ir ler algo que o faça sentir burro. Se se dá bem com a morrinha de aparente felicidade que julga sentir, sugiro mesmo que o faça, tal como sugiro a qualquer criança um pequeno choque eléctrico para que perca a vontade de enfiar os dedos nas tomadas.
O populismo é um problema do caraças. Anda um gajo tão bem a doutrinar as pessoas para o que é justo, o que é correcto, o que é cultural, eis que aparecem, vindos de uma caverna, os malvados populistas que fazem as pessoas sentirem-se bem. Isto não se faz aos intelectuais com colunas de jornal! Longe vão os tempos em que nos preocupávamos imenso com as nuances filosóficas da experiência objectiva versus percepção nas nossas bonitas cidades desprovidas de turistas e saneamento. Antigamente, quando os residentes circulavam nas típicas ruas ocupados a ler Sartre, apenas perturbados nos pensamentos pelos vizinhos que recitavam poesia no eléctrico, sem o burburinho de turistas fedorentos, não nos deixávamos enganar por populistas. Foi pena, no caso do Rui Tavares, não ter concorrido a eleições nessa altura em que éramos genuínos, inteligentes e cosmopolitas no bom sentido. Certamente que venceria por K.O. não populista.
Enfim, poderia dissertar imenso sobre os malefícios do populismo, mas não o vou fazer para que o leitor esteja completamente vazio de pensamentos nefastos aquando da leitura dos artigos destes vultos imensos da contemporaneidade lusitana. Só assim poderei assegurar não ter qualquer responsabilidade pela sua compulsão para cortar os pulsos.
A Nazaré antes da massificação turística
o povo tinha a sua vida genuína e os fotógrafos faziam fotografias maravilhosas que inspiravam os teóricos da revolução marxista

As massas devem fazer a revolução
mas não turismo – eis a lição do dirigente do BE Pedro Filipe Soares
oito anos de concórdia universal
Durante os últimos anos, ficou estabelecido que tudo o que de mal sucedeu no mundo teve um só responsável: George W. Bush. A desagregação do Iraque, após a retirada das tropas americanas, foi culpa do Bush. O Ísis foi culpa do Bush. O terrorismo islâmico é culpa do Bush. A Síria foi, é e será culpa do Bush. A «Primavera Árabe» não resultou por causa do Bush. A Líbia foi o Bush. O Egipto foi provocado pelo Bush. E a Tunísia tem a cara do Bush.
Entretanto, apareceu este maluquinho da Coreia do Norte, com ogivas nucleares prontas a disparar a torto e a direito, e de quem será a culpa? Do Bush, por mais que nos custe, é difícil, porque a Península Coreana não fica exactamente no Médio Oriente, nem os seus nativos são muito propensos ao Islão. Ora, sendo quase impossível atribuir, aqui, culpas directas ao Bush (remotamente, ele será sempre responsável), como terá o Kim Jong tido oportunidade de montar semelhante arsenal nuclear virado ao Ocidente? E como permitiram os EUA que se desenvolvesse uma tão grande ameaça? Bom, neste caso só há um culpado, óbvio, por sinal: o Trump!

Na linha editorial do “carro atropela”
aqui ficam as minhas propostas:
Faca mata homem (versão vigente até agora Homem morto à facada )
Almofada asfixia mulher (versão vigente até agora Asfixia mulher com almofada)
Corda enforca cidadão (versão vigente até agora Suicida-se)
Os carros estão cada vez mais agressivos
Acho bem
Governo quer médicos com mais de 55 anos a fazer urgências
Deixando de lado a questão das remunerações acho bem. E não apenas nas urgências médicas. Por exemplo, nas patrulhas policiais e tb nas escolas. Passam a vida aos urros com a diversidade e depois acha-se que ser moderno é sermos atendidos por jovens. Lamento mas uma equipa só de jovens não me convence.
Eu quero que a Torre de Pisa caia
Um dos monumentos que mais gosto é o que é vulgarmente chamado de Torre de Pisa. Ao contrário da maioria dos monumentos, não é uma obra que enaltece o espírito humano: é um monumento à incompetência e à falta de noção. Famosa pelo severo erro de engenharia que permitiu que entortasse da hirta posição projectada, a coisa ainda está de pé porque, enfim, alimenta toda uma indústria de turismo que torna Pisa em algo mais que um local barato para aterrar rumo a Florença. Além disso, graças à inclinação, é mais parecida com uma pila do que a maioria dos monumentos construídos por quem sabia o que estava a fazer, demasiado verticais para semelhanças com a heterorrealidade. Pequeno parêntesis: caso o leitor duvide da semelhança entre a Torre de Pisa e um pénis, recorde que o pénis é, tal como a torre, uma construção social. Isso deverá ajudar.
Ao que consta, o Marquês de Pombal também tinha pila. Vai daí, tratou de a usar para oprimir heteopatriarcalmente a cidade de Lisboa através da construção de grandes avenidas, canais que facilitam a chegada dos másculos veículos de testosterona ao centro ou vagina metafórica da urbe. Hoje em dia, tal como a Torre de Pisa, também Lisboa é procurada por turistas, alguns dos quais que até se prestam à indignidade de copularem com as nossas mulheres. É por causa disto que sou contra o turismo (excepto turismo cujo eventual engate é não-normativo, do tipo homo- ou até pan-sexual). Mesmo que hordas de estrangeiros procurem a nossa capital apenas para observar a porcaria que o Marquês deixou – nomeadamente, mais portugueses –, o turismo mata a tradição. Ai que saudades de levarmos com um penico de mijo numa rua de Alfama! Agora, com saneamento, as rendas estão pela rua da amargura.
Devíamos regular as rendas e não permitir alojamento turístico em condomínios privados. Devíamos proibir a Uber e favorecer o esquecimento da cidade através de restaurantes de faisão com espuma do Tejo a 400€. A sério, fazer com que turistas nem quisessem recordar aos amigos, num momento de franqueza ébria, a desgraça que foram as férias em Lisboa.
E devíamos deixar cair a Torre de Pisa. Chega de Viagra para a coisa. A coisa ficaria em escombros, mas ao menos seria os escombros dos pisian… pisiense… italianos.
As Manuelas

No dia 25 de Setembro de 1828, em Bogotá, Simón José Antonio de la Santísima Trinidad Bolívar Palacios Ponte y Blanco, vulgarmente conhecido por Simón Bolívar, foi alvo de uma tentativa de homicídio da qual conseguiu escapar. Ninguém me tira da cabeça que El Libertador de Venezuela só se safou da morte certa por causa do seu nome: os assassinos demoraram tanto tempo a dizer “Simón José Antonio de la Santísima Trinidad Bolívar Palacios Ponte y Blanco, estamos aqui para te matar”, que, quando terminaram a declaração, já ele tinha fugido pela janela. No entanto, contra a minha opinião, a história valorizou apenas o papel da sua corajosa amante, Manuela Sáenz, que, ao interpor-se entre Simón Bolívar e os conspiradores, permitiu a fuga do seu amado, conquistando com esse heroico feito o apelido de Libertadora del Libertador.
Quase duzentos anos depois, Hugo Chávez, que gostava de se ver a si próprio como um Libertador do século XXI, tem também direito – embora a título póstumo -, a uma muito prestimosa Manuela, não obstante esta agora usar bigode, calças (de fato de treino, na maior parte do tempo) e se chamar Nicolás. Interpondo-se entre Chávez e o pandemónio em curso, Nicolás Maduro cumpre na perfeição o papel de Libertador del Libertador, levando a que muitas pessoas o culpem pessoalmente pela derrocada económica da Venezuela, deixando em paz o antigo Presidente e as suas maravilhosas políticas. Gostava por isso de assumir, perante todos, o ingrato e dificílimo cargo de Libertador del Libertador del Libertador. Não para livrar Maduro do rótulo de ditadorzeco tonto, tão meritoriamente conquistado, mas para defender que, sem os muitos anos de nacionalizações, expropriações, controlo de preços e ataques sistemáticos à iniciativa privada liderados por Chávez, nem um ditadorzeco tonto conseguiria espatifar aquele país em tão pouco tempo.
Os defensores do “Socialismo do século XXI”, tão parecido com o do séc. XX que partilha até o mesmo epílogo, dizem que a Revolução Bolivariana e respectivos programas sociais fizeram com que muitos pobres subissem imediatamente na vida. E é verdade! Foi como atirar um gato ao ar da janela do último piso das Amoreiras e comentar com orgulho a sua maravilhosa ascensão.
A Brigada Anti-Racismo das Esquerdas Radicais
Sempre que alguém tem uma ideia divergente no que concerne a minorias sejam elas quais forem, vem logo uma “Brigada Anti-Racismo” para atacar ferozmente as vozes dissonantes. O ataque que mais parece de cães raivosos enlouquecidos é sempre carregado de mimos insultuosos onde se repete até à exaustão palavras como racista, xenófobo, homofóbico e outras tretas. O objectivo é transmitir ao interlocutor sentimentos de culpa por ousar questionar as pobres minorias que simplesmente por serem minorias são uns pobres coitados postos à margem por uma sociedade capitalista. Chegamos ao ponto de não poder comentar factos. Falar mal de criminosos é socialmente aceite se o criminoso for branco, heterossexual , cristão, ateu ou judeu. Mas se tiver outra cor de pele, tendência sexual ou religião a “Brigada Anti-Racismo” vai conotar-nos de racistas, xenófobos e homofóbicos. Quem ousar dizer que o Islão é uma religião dominadora/invasora como o comprova a destruição de igrejas católicas na Europa para construir mesquitas ou a imposição da lei da Sharia em vários países, vai ser silenciado com ataques acusatórios de racismo mesmo sabendo-se que há uma perseguição aberta aos católicos, judeus e homossexuais por essa religião. Afinal em que ficamos? Quem são os racistas, xenófobos e homofóbicos?
Para sermos poupados a este enxovalho temos de aceitar tudo. Mesmo tudo. Assim, se umas senhoras resolvem querer utilizar uma piscina privada tapadas só com rosto visível, os proprietários terão de aceitar a indumentária sem restrições. Só porque são muçulmanas. Mesmo que essa vestimenta seja um símbolo religioso que representa a opressão sobre as mulheres no oriente. Nós cultura ocidental temos de ser abertos a isso e apoiar. Temos de respeitar, dizem eles. Regredir se falta fizer, à idade média. Porém, estas Brigadas são as mesmas que berram a toda a hora que o nosso país é laico, que não pode haver uma imposição de uma religião sobre os cidadãos, que todos somos livres de ter ou não religião logo os símbolos como os crucifixos nas escolas são proibidos ao abrigo da nossa Constituição. Ah! mas se for o islão a impor que não se sirva carne de porco nas escolas, que se use véu dos pés à cabeça ou seja lá o que for? Temos de respeitar em prol da minoria, pois claro! Aí já não somos laicos e até usamos dinheiros públicos para financiar mesquitas expropriando particulares. Pois, coitados. Tudo pelo bem das minorias. E se forem ocidentais a serem bloqueados numa discoteca pela indumentária, ou quererem praticar nudismo fora de uma praia autorizada, ou quererem entrar em piscina de hotel com fato de surf ou de mergulho? Há problema? Sim?! Não?! Decidam-se. Antes que eu vos chame de “racistas”.
Entretanto vai-se passando ás populações a ideia errada que quem entra num país pode impor sua cultura anulando a existente. Ou seja, eu posso no Japão impor a não obrigatoriedade de tirar os sapatos quando entro em casa particular ou recusar-me a comer sentado no chão por achar pouco higiénico ou mesmo numa mesquita entrar de sapatos porque sou ocidental. Ah! Espera… não posso. Sou ocidental logo, nos países dos outros tenho de respeitar seus costumes, sua cultura, sua história. Só quem vem ao Ocidente é que não. A estupidez é tanta que breve seremos uma Europa descaracterizada onde chegar a França, Bélgica, Suécia ou Alemanha será como visitar um país árabe. Deixarão de haver vestígios ocidentais. Será, do género, “visite o Mundo árabe sem sair da Europa”. Não duvidem.
A verdade é que estas “Brigadas Anti-Racismo” não defendem coisa nenhuma. Instrumentalizam essas minorias para atacar indirectamente a sociedade capitalista onde elas se inserem, e quem a defende, culpabilizando essa sociedade por estas desigualdades. Não passa de imposição de ideologia marxista camuflada. Francisco Louçã por exemplo está-se pouco lixando para os ciganos e os pobres. Não faz efectivamente nada por eles. Assim como Catarina Martins ou Jerónimo. A prova é que eles mesmos se segregam ao colocarem os filhos em colégios privados, não frequentando lugares acessíveis a ciganos ou beneficiários do RSI, nem vivendo sequer perto deles. São finos burgueses de casta alta que conduzem Porches, fazem compras e vivem nas melhores zonas da cidade como capitalistas. Não se misturam. Integrar é para os outros enquanto eles fingem preocupar-se com estas questões só para passar uma única mensagem (falsa): o capitalismo destrói sociedades. Ponto.
Não é racismo nenhum dizer que todas a comunidades são bem vindas desde que se integrem no país receptor, desde que não sejam invasoras. Porque impor limites não é coagir liberdades. É exigir respeito pelas culturas dominantes que caracterizam um país, um povo. Aceitar que se apague toda a história de uma nação é o mesmo que aceitar a sua extinção deixando que uma minoria de hoje seja a maioria amanhã fomentando o desaparecimento de toda uma cultura.
Constança paga a factura
de o BE e o PCP não exigirem a sua demissão: A “promessa de um contrato de trabalho” passou a ser admitido como requisito para um estrangeiro poder obter uma autorização de residência no nosso país, de acordo com a alteração à lei de estrangeiros publicada em Diário da República. A nova legislação impede também que imigrantes que tenham cometido crimes como homicídios, roubos violentos ou tráfico de droga sejam expulsos do país. A nova medida faz parte da alteração à lei de estrangeiros publicada em Diário da República, seguindo propostas do PCP e do BE, e aprovada pela esquerda contra o parecer do próprio Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF),
O melhor negócio do país
Confesso que não entendo
O que leva um banco semi falido a construir uma nova sede: O edifício que acolhe o emblemático restaurante Gondola desde 1943 vai ser demolido para aí ser construída a nova sede do Montepio.
Sem palavras
Se a vítima fosse cigana e o agressor não cigano era racismo
Se os agressores fossem heterossexuais não ciganos era homofobia ou violência de género
Assim temos um título informativo e pronto:
Linchan a un conocido travesti de Marbella por un presunto abuso a un menor de edad
O RSI da “Pobreza Severa”
O mesmo Governo que ainda não reverteu por completo o SIRESP por falhas criminosas, resolveu reverter mais uma medida do anterior executivo. Qual é ela? Aquela que limitava o acesso ao RSI de pessoas com carros, avionetas, barcos e contas bancárias com mais de 25000€. O que alegou então Vieira da Silva para reverter esta medida? Que estas condições não invalidavam a existência de “pobreza severa”. Muito bem. Dito isto ficamos a saber que pobreza severa também atinge quem tem bens e contas com milhares de euros. A sério? Não estou aqui a dizer que ficar sem trabalho não é dramático. É. Mas se eu ficar sem trabalho e tiver 25000€ no banco ou um bem nesse valor, eu não sou pobre. Estou, sim, em dificuldades e isso é outra coisa. Ficar desempregado mas ter bens que me permitem dar a volta por algum tempo à minha situação, não é pobreza severa. Porque essa folga vai me permitir aguentar por algum tempo este azar. Pobreza é não ter absolutamente nada a que recorrer assim que falha o salário.
O perigo desta medida, mesmo que possa abranger poucas pessoas, é a mensagem que passa aos que labutam diariamente, alguns de forma árdua, 8 horas por dia quando não é mais, muitas vezes por apenas um salário mínimo. É a revolta dos que se veem a sustentar medidas que convidam ao laxismo autorizado por um Estado frouxo e incompetente que mais não quer do que engrossar a plateia de apoiantes à custa dos que trabalham. É a desmotivação que se interioriza nos que sempre se fizeram à vida mesmo quando a vida não se fez a eles. E isso compromete o futuro de um país.
Quando a vida resolveu ser madrasta comigo a primeira medida foi colar avisos nos supermercados com “faz-se limpezas e passa-se a ferro”. Não demorou sequer um mês para ter o meu primeiro cliente. Como o desemprego atingiu dois membros da família em simultâneo, a venda de alguns bens e desactivação de serviços que pesavam no final do mês, como a MEO, entre outros, foi a medida seguinte. Entretanto reestruturou-se toda uma vida que até ali era muito confortável. A alívio financeiro foi quase imediato. Recorrer ao RSI nunca foi posto na mesa antes de experimentar outras vias. Porquê? Porque desde menina que me ensinaram a pescar e não a viver da pesca dos outros. Só recorreria ao Estado se todo o resto falhasse.
Como empregadora constatei o desastre que estas e outras medidas idênticas provocaram na sociedade. Recordo aqui uma senhora que respondia ao meu anúncio de emprego e estava desesperada por trabalho. Dizia que já lhe iam cortar a luz e água. Que tinha 3 filhos. Que recebia refeições da AMI. Depois da entrevista em sua casa, contratei-a. Chorou, agradeceu agarrada a mim. Confronta-me com o problema de não ter dinheiro para transportes sequer. Resolvi adiantar uma soma pequena que lhe descontaria depois. Por iniciativa minha, paguei a conta da luz e água desse mês. Comovida por inesperada iniciativa, chorou de emoção. Quando chegou o dia, não apareceu ao trabalho. Também perdi a conta aos que vinham com folha do Centro Emprego “só para carimbar” diziam eles. Ou daqueles que vinham a mando do IEFP mas que diziam que só ficavam se pudesse acumular o subsídio desemprego com ordenado. Ou aqueles que chegavam pelo IEFP e tudo faziam para desagradar e fossem recambiados para o desemprego. Por isso, recorria a estrangeiros para trabalhar. Por isso há falhas graves de mão de obra com milhões de portugueses a viver de ajudas sociais. Isto é um facto.
A sociedade que estamos a construir com estas medidas será uma sociedade medíocre incapaz de fazer frente a qualquer adversidade sem ser amparada, ou pelos pais ou pelo Estado. Serão futuros cidadãos que mesmo com canas de pesca ao seu lado, morrerão de fome. E chegamos a isto porque desde o berço, a partir de certa altura, instituiu-se que as pessoas não se podem frustrar e educamos à socialista os nossos próprios filhos. Depois, ficamos surpreendidos porque não se fazem à vida ou porque temos uma sociedade de delinquentes.
Mas o mais curioso e anedótico disto é que os beneficiados do RSI não são os que mais precisam porque esses têm SEMPRE dificuldade em provarem que são pobres. Exemplos? Os idosos a quem lhes é negado essa ajuda de forma escandalosa só porque os filhos, dentro dos seus parcos rendimentos, os ajudam a pagar algumas contas. Já os que vivem em comunidades nómadas, a venderem em feiras e com a MEO nas barracas, os acumulam.
Critérios de “pobreza extrema” que jamais entenderei nem aceitarei.
Videos que nunca ninguém viu em Portugal
Narcos
A Venezuela é um narco-Estado cuja oligarquia são os generais que controlam o tráfico. Foi assim com Chaves. É assim com Maduro. Os narcos são impiedosos na hora de defender os seus territórios e materialmente generosos para com aqueles de cujo apoio precisam para se legitimar.
Mais importante que Maduro é Diosdado Cabello o homem que paira sobre o cartel Soles
A Venezuela não parece a série Narcos. A Venezuela são os narcos. E estes descobriram que se usarem foice e martelo têm sempre quem os defenda.
E nem uma leve dúvida os aflige?
Todos os anos é o mesmo: criaturas que levam o ano a mostrar a sua preocupação enquanto artistas com o sofrimento do mundo, no início de Setembro dão corda aos sapatinhos e vão animar a festa de um partido totalitário. Não sei achariam normal ir dar um ar da sua graça a um encontro com suásticas mas a verdade é que a foice o martelo lhes parecem bem. Este ano, quem sabe, talvez dediquem uns acordes ao camarada Maduro.
Aquilo do segredo de justiça
não se aplica às vítimas da Caparica?
Portanto a comunidade portuguesa está refém, certo?
«Como o PCP já teve ocasião de afirmar, a segurança da comunidade portuguesa residente na Venezuela implica a condenação das acções desestabilizadoras, terroristas e golpistas.»
Eu tenho o direito a que filho meu só coma soja
A partir de agora, qualquer maluca terá o direito a expelir de forma completamente gratuita e em estabelecimento autorizado o desgraçado do seu filho para um bonito tanque dotado de solução composta por água, urina, suor, fezes, sangue e gosma variada. O progresso é um bocado badalhoco.
Estão a ver o Maduro é o que é mas a oposição é horrível…
«Cria-se uma dicotomia inaceitável que implica, para diabolizar Nicolás Maduro e o seu governo, fazer de conta que do outro lado está uma oposição dirigida por figuras decentes e exemplares do ponto de vista da democracia.» – escreve no Expresso Valdemar Cruz.
Face aos extremos a que chegou o governo socialista da Venezuela a esquerda, à excepção do professor Boaventura, lá admite que realmente o Maduro tem que se lhe critique. Mas a oposição, explicam-nos, é igualmente má. Ou pior ainda. Como assinala Valdemar Cruz faltam à oposição figuras decentes e exemplares do ponto de vista da democracia; “Esta é a mesma oposição que em 2002, descontente com as sucessivas vitórias eleitorais de Chávez, pegou em armas e desencadeou uma tentativa de golpe (elucidativo este documentáruio) para derrubar o governo legítimo.”
Não sei até quando na linha do tempo Valdemar Cruz considera ter sido legítimo o governo da Venezuela mas há muito que as campanhas eleitorais e os respectivos resultados na Venezuela estão eivados de irregularidades que noutro local do mundo levariam à sua anulação. Por exemplo, em 2013 quem ganhou: Maduro ou Capriles?
Quanto à falta de exemplaridade democrática das figuras da oposição venezuelana não deixa de ser curiosa essa exigência que aliás está longe de ser exclusiva de Valdemar Cruz. Assim que me lembre o 25 de Abril celebra um golpe militar, a oposição portuguesa tinha como sua figura mais destacada um “democrata” de rija cepa como era o caso de Alvaro Cunhal e o pandemónio instalado em Portugal no ano de 1975 pelas figuras decentes e exemplares da nossa democracia levou a que ainda tivéssemos um outro golpe, este a 25 de Novembro de 1975. Dado este nascimento nada exemplar nem decente da nossa democracia teremos de regressar à ditadura para aí uma vez dotados de figuras decentes e exemplares chegarmos à democracia? E já agora como?
À atenção do PCP: Trump inventa que Maduro tem bens nos EUA
Ó santas criaturas
Dos limites à decência
Poderia refutar a teoria do “aproveitamento político” publicando o vídeo de Maria do Céu Guerra a ler o nome de vítimas de violência doméstica no congresso do PS. Poderia até citar os inúmeros textos de Fernanda Câncio sobre Gisberta, o travesti que foi assassinado por miúdos no Porto. Podia, inclusivamente, ilustrar tais documentos com centenas de memoriais espalhados pelo planeta, monumentos erguidos à memória de gente que morreu, como o memorial às vítimas do 11 de Setembro. Podia até ilustrar com fotos de Auschwitz-Birkenau, enfim, podia até usar fotografias de um comum cemitério preenchido com lápides onde constam nomes e datas. Só não o vou fazer por pudor, porque até eu tenho limites no que concerne a fazer figuras de urso em público.
Eles é que não têm.
Por que Portugal Arde Tanto?
Não faz sentido nenhum um país tão pequeno e com florestas pouco densas arder todos os anos. Portugal com uma área de cerca de 90.000 km2 representa 1% da área total da Europa. No entanto tem uma área ardida neste momento que corresponde a 33% da área ardida em toda a Europa!! Por muito que se desculpem com SIRESP, com plantações de eucaliptos, com reordenamento territorial, com comandos da ANPC ou MAI, com falta de limpezas das matas, com o diabo da natureza, há muito por explicar que vai além do mencionado e que ninguém aborda: como se dão as ignições e porquê. É por aqui que devemos começar e depois varrer os restantes problemas um a um. Porque são demasiados e alguns roçam a criminalidade.
Portugal não arde por acaso. Arde essencialmente por mão criminosa. Todos os anos. Dezenas de pirómanos são detidos mas nunca são condenados com penas exemplares. Logo, compensa ser pirómano, receber uns trocos para tabaco de gente com interesses que sabe que a maioria deles são inimputáveis ou ficam livres por falta de incidentes criminais. Sem penas verdadeiramente dissuasoras é um negócio lucrativo para ambas as partes. É o negócio dos incêndios que todos ignoram e ninguém trava.
Depois vem a falta de vigilância. Ora, é sabido que estes fogos só são bem sucedidos porque não há ninguém a bater o terreno amiúde. Logo, qualquer idiota pode ou com isqueiro ou com bombas incendiárias iniciar um incêndio sem problemas, algo que no passado era impossível com nossos guardas florestais. Aqui o alerta é fundamental para uma intervenção rápida. Onde estão eles? Também deixou de haver cantoneiros que limpavam matas. Porquê? Não é para isto que o Estado deve canalizar os impostos?
Resolvidas estas questões prioritárias, vem o resto: os bombeiros. Como é possível combater fogos com eficácia sem que todos os bombeiros sejam profissionalizados, altamente qualificados, preparados e bem remunerados? E as chefias? Como pode haver um combate eficaz com estas corporações sem autonomia, a responder perante um cem número de chefias que se descoordenam, atrapalham, enganam-se, atropelam-se umas às outras e nomeadas por filiação partidária em vez de competências na área?
No Canadá, um país com grande mancha florestal densa, não arde como nós. Como é possível? A resposta é simples: os serviços florestais são totalmente profissionalizados, com pessoal altamente treinado, formado e qualificado, e possuem TODOS os meios e equipamentos necessários para poderem fazer prevenção, vigilância e combate a incêndios. Possuem verbas suficientes para que possam adquirir e manter operacionais todos os equipamentos necessários e são muito bem remunerados. Os Rangers Florestais (assim são designados), possuem um estatuto e poderes iguais a uma força policial e um modelo de organização, responsabilização e de cadeia de comando altamente definida, hierarquizada e de inerência militar. Podem multar incumpridores dos regulamentos de segurança, regulamentos florestais, etc. Podem decretar prisão, podem decretar evacuações, podem impor perímetros de exclusão e segurança, podem direccionar, condicionar e proibir o trânsito automóvel, podem fazer notificações e levantar autos, têm um vasto poder e competências. São autónomos. Não dependem de uma interminável lista de chefias e comandos de vários organismos. Por isso na hora de agir, são eficazes. Espanha aqui mesmo ao lado tem o UME (Unidade Militar Emergência) que nos valeu já este ano por 3 vezes! Mas incompreensivelmente só são chamados quando tudo está mais do que descontrolado apesar dessa ajuda, accionada pelo Protocolo Bi-Lateral Luso-Espanhol ser gratuita.
Para finalizar temos o famoso SIRESP que NUNCA funciona em situações de emergência mas “carinhosamente” é mantido, sem o reverter de imediato, porque segundo a ilustre ministra “é preciso resolvê-lo com seriedade e sentido de Estado” (audição parlamentar de 27 Julho) Hã?!! Importa-se de repetir?!!
Por muito que doa ouvir, somos um desastre em matéria de prevenção e combate a incêndios. Não fosse a preciosa ajuda internacional que intencionalmente só vem depois da calamidade, e as coisas teriam contornos piores. E a razão é simples: tudo se faz neste país para que tudo falhe. Os interesses obscuros dos negócios do fogo dominam o sector. Porque é nas falhas que se refugiam para justificar mais aquisições ruinosas para o erário público mas extremamente lucrativas para quem as vende. Nada a fazer enquanto os políticos não pararem de se imiscuir nestes negócios.
Não serve de justificação os eucaliptos das celuloses porque esses não ardem nem a suposta negligência dos pequenos proprietários porque mesmo esses, têm as matas melhores que o maior deles, o Estado, com TUDO sempre ao abandono, nem inventar plantação de árvores de substituição que não ardem (que coisa mais ridícula). Por este caminhar, alguém irá sugerir a contratação de Joana Vasconcelos para a criação de uma floresta que não arde.
Não me admiraria mesmo nada… Idiotas suficientes para isso, já temos.
O magno problema do aproveitamento político
Pedido de ajuda (M/F)
Bom dia, meus amigos. Sou um beneficiário de RSI e preciso de um veículo que me permita cumprir com os meus afazeres diários de luta contra a opressão, a discriminação e a ciganofobia. Eventualmente até o usarei para procurar um… hmmmm… emprego. Poderiam as pessoas conhecedoras ajudar-me a encontrar o melhor veículo em termos de performance dinâmica, aceleração e binário em contínuo às 2000 rpm? Para já estou limitado a estes, que acima de 25.000€ retiram-me injustamente o RSI. Muito obrigado.

A Ditadura do Tempo Novo
No dia seguinte à tragédia de Pedógão já se sabia que tinha sido um raio numa árvore com uma trovoada seca que IPMA confirmou não ter existido. Dois dias depois já se sabia também que tinham falecido devido ao incêndio, 64 pessoas, tendo sido transportadas para hospitais, algumas em estado grave e muito grave, mais de uma centena. Desde aí, o número mágico encravou. Em 38 dias não foi encontrado nos milhares de hectares ardidos mais nenhum corpo nem restos mortais incinerados pelos mais de 1000 graus. Não faleceu nenhum queimado entre os hospitalizados. Nunca os jornalistas se plantaram às portas dos hospitais para uma única reportagem sobre esses sobreviventes. Nem foram à procura de familiares dos estrangeiros nómadas que viviam na região afectada e eclipsaram. Nada. Silêncio. O número 64 nunca mais foi actualizado. Estagnou. Até que uma cidadã que queria levantar um memorial em honra dessas vítimas, iniciativa igual às vítimas de Paris, põe o país e o governo do avesso. É que afinal havia mais gente além das 64…
Isto não é especulação, é um facto que a própria PGR veio confirmar. Ficamos então a saber que há critérios em Portugal para determinar quem fica na lista OFICIAL das vítimas e quem não fica. As vítimas directas e as indirectas. Ou seja, quando um prédio fica em chamas, são vítimas directas as que sucumbiram literalmente queimadas ou intoxicadas pelos fumos no momento. As que se atiram de uma janela por pânico ou terror, são indirectas porque morreram da queda. Assim, no caso de Pedrógão, gente internada urgentemente por ingestão de fumos que complicam num quadro de doença já existente ou uma senhora que ao fugir das chamas é atropelada, são vítimas indirectas. Curioso no entanto saber que um bombeiro atropelado nesse dia foi DIRECTAMENTE para a lista oficial. Mas estão a tentar dar a volta a quem? A verdade da mentira (mais uma) começa aqui, com a lista oficial. Começou a ficar claro que havia manobras de encobrimento para não apresentar MAIS de 64 mortes. E é isso que é grave.
O Governo e seus acólitos apressaram-se logo a descredibilizar a cidadã que exerceu seu direito de aceder a uma lista que ao ser negada por supostamente estar em segredo de justiça, fez uma por iniciativa própria, acusando-a de ser uma empresária falida. A sério? Um acto de cidadania nobre agora é posto em causa por causa dos currículos profissionais? Portanto se sou mau profissional numa área não posso ser bom pai? Se sou mau marido não posso ser bom governante? É isso? Este esforço de arruinar quem trouxe a lume a polémica da lista é apenas para abafar o fundamental: é que foi por causa dela que se soube que o número não é nem nunca será 64 por muito que se contorcem.
Isso ficou perfeitamente claro quando: invocaram um segredo de justiça parvo e sem nexo (como se os mortos da lista pudessem interferir na investigação); quando o autarca de Pedrógão acabou por referir que “… não quer dizer que não apareçam uns corpos aqui e ali” (deixando em aberto essa possibilidade); quando Costa diz alto e bom som “está tudo esclarecido” (sem estar coisa nenhuma para encerrar rapidamente o assunto); quando diz que ” é um aproveitamento politico lamentável” (para sacudir culpas para outros); quando ameaçou com um ríspido “espero que tenham aprendido a lição” (lição de quê? que ninguém deve atrever-se a questionar este governo seja no for?); quando diz que a “dimensão da tragédia não se mede pelo número de vítimas” (desvalorizando a tragédia); quando EXIGE desculpas (agora temos de pedir desculpas por exercer cidadania e exigir respostas?) mas nunca foi capaz de assumir e pedir as suas; quando fala em acusações “parvas”. Pois é, são tão parvas que as dúvidas existem mesmo porque foi o governo que as criou. Sobretudo quando depois em resposta à lista, juntou a “lei da rolha” aos bombeiros para controlar os acontecimentos futuros. A verdade a que não podem fugir é que se ocultaram a lista foi porque tinham algo a temer. E não é a primeira vez que escondem coisas. Lembram-se dos documentos que eles proibiram no inquérito da CGD? Ainda há dúvidas?
A propósito veio Marcelo dizer que “em ditadura nunca ninguém percebia bem quais eram os contornos das tragédias porque não havia um Ministério Público autónomo, juízes independentes e comunicação social livre e que em democracia há tudo isto”.
Acontece, que passados 43 anos continuamos a não saber os verdadeiros contornos das tragédias, dos assaltos e dos inquéritos parlamentares. Temos Ministério Público e Juízes “independentes” (onde candidatos condenados por pressão no processo José Socrates fazem parte de listas) que deixam livres como passarinhos “colarinhos brancos” condenados sem cumprir penas, outros que nunca condenam até à prescrição ou que misteriosamente absolvem. Temos uma comunicação social que se limita a repetir unicamente o que o governo quer que se saiba e que condena os que fazem um jornalismo sério. Temos um governo que recorre à lei da rolha e seus avençados pagos pelo erário público para silenciar e intimidar quem se opõe ao sistema. De facto vivemos numa democracia mas com tiques ditatoriais com uma nova PIDE e lápis azul, sem rosto, nem nomes, uma entidade que ninguém vê mas sente, por isso muito mais perigosa.
Porque em ditadura sabemos quem são, como actuam e como nos defender. Em democracia, não.
o mantra do coelho
É sabido que a palavra «mantra» tem origem indiana e vem do sânscrito «man» («mente») e «tra» («controle» ou «proteção»), e significa, popularmente, um instrumento utilizado para o controla da mente, seja para a defender, seja para a dominar.
Partindo desse pressuposto, fomos analisar alguns dos mantras mais em voga, nos últimos tempos, na comunicação social e nos intervenientes no espaço público, e retirámos os seguintes exemplos significativos:
Mantra do Coelho: «O Coelho está morto, o Coelho está moro, o Coelho está mooooorto».
Mantra do «no passa nada»: «Está tudo esclarecido, está tudo esclarecido, está tudo esclarecido».
Mantra do Presidente: «Como disse o Senhor Presidente, como disse o Senhor Presidente, como disse o Senhor Presidente, Presidente, Presidente, Presidente».
Mantra da austeridade: «Acabou a austeridade, acabou a austeridade, acabou a austeridade».
Mantra do caminho: «Havia outro caminho, havia outro caminho, havia outro caminho».
Mantra dos direitos: «Repusemos os direitos perdidos, repusemos os direitos perdidos, repusemos, repusemos, repusemos».
Mantra do Centeno: «Ronaldo, Ronaldo, Ronaldo, Ronaldo, Ronaldo».
Mantra das esganiçadas: «É preciso ir buscar dinheiro onde ele está, é preciso ir buscar dinheiro, é preciso ir buscar o seu dinheiro, dinheiro, dinheiro».
Mantra da Caixa: «Não haverá despedimentos, só rescisões, não haverá despedimentos, só rescisões, não haverá despedimentos, só rescisões, rescisões, rescisões, rescisões».
Mantra do Jerónimo: «Estamos fora, estamos fora, estamos fora e dentro, estamos fora».
Mantra de Tancos: «Não podíamos ter feito mais, não podíamos ter feito mais, não podíamos ter feito mais».
Bom spin para você, também.

Xanax flambê

“Saia de casa, conviva com os outros, viaje, corra, pratique desportos de combate”. Qualquer pessoa que já tenha lido um daqueles textos levezinhos com dicas para lutar contra a ansiedade, o stress ou a depressão, sabe que estes são alguns dos ingredientes sempre presentes nessas receitas. Embora não tenha nada a apontar a estas actividades, sinto por vezes alguma dificuldade em conciliá-las e encaixá-las na agenda semanal: se vou viajar, não posso levar o saco de boxe para descarregar uns murros; se aceito o convite para uma festa, no dia seguinte estou de ressaca e não consigo ir dar uma corrida; se passo umas horas a aliviar as frustrações no ringue, fico sem energias para sair à noite e conviver; e assim sucessivamente, como dizia o João César Monteiro.
Estava eu sentado no sofá a reflectir sobre estes dilemas (em casa, longe dos amigos, parado e sem estar a bater em ninguém – ou seja, a chocar uma coisinha ruim), quando me chegam pela televisão as imagens da batalha campal de Hamburgo, enquadradas no âmbito da Cimeira do G20 realizada naquela cidade alemã. Fez-se luz: ali estava uma carreira profissional, a de activista ambiental, anti-guerra, anti-sistema, anti-globalização e anti-capitalismo, que, exercida com seriedade, pode salvar a minha saúde mental. Viajar por todo o mundo, seguindo os vários encontros do G20, do G7, da OMC, do FMI, da NATO, em harmonioso convívio com milhares de outros activistas, correndo desalmadamente à frente das forças policiais e praticando todo o tipo de artes marciais contra pessoas, viaturas, montras comerciais e mobiliário urbano diverso, é uma forma coordenada e coerente de aplicar de uma só vez toda a terapêutica recomendada. A coerência é, aliás, um dos principais atributos deste tipo de movimentos. Atravessam fronteiras físicas e virtuais para combater a globalização, espalham o caos e o terror para afrontar a guerra e deixam as cidades por onde passam literalmente a arder para tentarem contrariar o aquecimento global.
Em Hamburgo, e considerando as inclinações proteccionistas de Donald Trump, senti apenas falta de uma marcha contra o comércio livre liderada pelo Presidente norte-americano e acolitada por Black Blocs e pelo Boaventura de Sousa Santos. E gostava que tivessem feito ainda mais fogueiras. Para mim, que sinto sempre alguma dificuldade em acender a lareira lá de casa, é um consolo assistir a tão rápidas e eficazes tácticas de ignição.
Pois…
Esconder a lista seria das situações mais parvas que eu já vi.
António Costa
E foi precisamente por isso que o fizeste.