Agora eu, agora eu
A lista de vítimas em segredo de justiça foi divulgada pelo PGR sem que o segredo de justiça tenha sido violado. Tal só pode ter acontecido por três motivos diferentes: o governo mente; o PGR não respeita o segredo de justiça; a lista em segredo de justiça não estava nada em segredo de justiça.
Perante estas hipóteses, qual será a menos grave? Estou em crer que para a maioria dos portugueses a situação menos grave é a da mentira do governo. Poucos acharão grave o governo mentir, porque esperam, precisamente, que o governo minta se o propósito for esconder uma situação inconveniente para a persecução do seu objectivo de governação. E qual é o objectivo de governação? É assegurar que um número suficiente de pessoas estejam gratas para que votem novamente em António Costa.
O que isto significa é que nada disto dos mortos importa, só importa que o país mantenha a sua máquina de alimentar clientelas a funcionar. Sim, a National Geographic lá mostra que, de vez em quando, um pastor acaba por se satisfazer com uma ovelha mais bem amanhada. Paciência. Importante é que todo o rebanho sinta que terá a mesma oportunidade para receber a benção pela escolha do pastor.
táxi vs. uber

Ladeado pelos dois pesarosos jarrões da foto, o senhor do centro, fardado a preceito para ir dirigir um táxi, garante-nos, por palavras oblíquas, que as armas em Tancos não podiam deixar de ter sido roubadas, porque, bem vistas as coisas, diz-nos ele, nunca houve nenhum indício de ameaça, logo, nada mais poderia ter sido feito. Também hoje, pela manhã, ficámos a saber que a lista das vítimas de Pedrogão não pode deixar de ser escondida, porque… a Procuradoria Geral da República não a deixa publicar! Por conseguinte, o nosso governo nada mais poderá fazer. Em qualquer dos casos, o PM Costa, os titulares ministros e a Geringonça, em geral, não podem, não podem de modo algum!, ser responsabilizados pelo que tem acontecido neste malfadado país, onde armas são roubadas e incêndios de verão acontecem e matam pessoas. Mas, pelo sim pelo não, caso isto evolua como a ponte para o Cavaco, os dois senhores de trás estão já rigorosamente trajados para dirigirem um UBER.
Há 50 anos
Sobre as cheias de 1967 restou sempre a dúvida sobre o número real de mortos. É óbvio que a censura da época desconhecia que podia aplicar o segredo de justiça à questão.

Indignados com André Ventura
Dezenas de pais lutam no Pedro Nunes e no Filipa de Lencastre para que os seus filhos sejam transferidos para escolas públicas na Damaia, Loures e Chelas.
Polícia foi chamada ao Liceu Pedro Nunes para acalmar pais revoltados com matrículas
Os Falsos Defensores de Minorias
Eles transpiram falsidade por tudo quanto é poro. Gritam seu apoio às “minorias” evocando racismo a quem se lhes opõe tentando criar sentimento de culpa. Mas só quem anda muito distraído é que não percebe a instrumentalização que é feita à volta dessas comunidades para impor uma ideologia opressiva de pensamento único já deveras conhecida nos países que infelizmente se viram a braços com o comunismo. Esta gente gosta do cinzento. Da cor única. Tudo nivelado no pensamento, nas oportunidades, nas igualdades. Tudo sob o atento olhar de uma única autoridade com poder: o Estado totalitário. Defender as minorias passou a ser o caminho para chegar ao domínio da sociedade depois do fracasso do socialismo de Marx. Agora há que fazer a “revolução cultural” impondo um marxismo social defendendo temas fracturantes (e só esses) que provoquem guerras e ódios contra grupos. Em defesa das minorias? Não. Em defesa deles próprios. Da sobrevivência da ideologia marxista.
Se fossem verdadeiros defensores dos direitos das minorias, não abandonariam os idosos a quem negaram a criminalização por abandono (mas dos cães não se esqueceram). Não ignorariam os pobres e sem abrigo que abundam nas ruas e de quem nem sequer falam. Não virariam costas ás pessoas de Pedrógão que num dia viram arder por completo suas vidas (alguém os viu por lá a ajudar estas pobres comunidades ou falar delas ou a irem aos funerais?). Não fariam vista grossa às mortes por fome, miséria e contestação provocadas pela ditadura de Maduro na Venezuela. Não silenciariam sobre os estupros colectivos às mulheres na Europa por migrantes ilegais. Não fechariam os olhos aos cristãos perseguidos na Europa; não fingiam não conhecer a imposição da Sharia pelas comunidades muçulmanas nos países receptores.
Sempre que há uma polémica à volta de um determinado grupo específico, saem da toca arrancando cabelos só para fazer ruído político. Recentemente, foi o caso dos ciganos (sim esses que vemos abundantemente na sala de espera da Segurança Social mas nunca nas filas das Finanças) de Ventura, a quem não perdoaram o “pseudo racismo” das suas palavras mas andaram hibernados quando Carlos Teixeira do PS disse que ” O único objectivo deles é inscreverem-se num Centro de Emprego, receber subsídios e não pagar dívidas”. Ou então Fabian Figueiredo do BE que disse que “Há jovens de famílias ricas em Cascais que organizam gangues”. Ou então um João Quadros que desrespeita qualquer pessoa com termos ordinários que afectam a dignidade humana, sobretudo das mulheres, em redes sociais. Bahhh… Que interessa isso, não é? Coisitas sem importância quando são ditas por suas gentes. Ora… estes podem dizer o que bem lhes apetecer e fazer tudo o que lhes dá na real gana. São de esquerda.
São estes os mesmos que foram vestidos para o Parlamento, em defesa de Luaty Beirão, com camisolas do Che Guevara, um carniceiro homofóbico que expressou seu amor por matar o próprio pai tendo dito coisas muito belas como por exemplo: ” (…) tenho de confessar pai, que naquele momento descobri que gosto de matar” ou ” (…) que os mexicanos são um bando de índios analfabetos” ou ainda ” (…)que a manifestação mais positiva e forte além de todas as ideologias era um tiro bem dado a quem merece na hora certa“. Isto além do seu profundo amor pelos fuzilamentos a frio perpetrados por ele, que matou 90% das pessoas por opinião. Tudo explicadinho no livro “Guevara Misionero de la Violencia“. São ainda as mesmas pessoas que foram a Paris berrar “Je Suis Charlie” por defender a liberdade de expressão que eles TODOS OS DIAS tentam condicionar com suas tropas de avençados nas redes sociais e na Comunicação Social.
Na verdade, eles não lutam por minorias. Lutam por uma doutrina que à semelhança de certas religiões tenta impor-se pela força, subjugação, violência verbal ou física e nunca de forma pacífica e democrática. Defendem uma liberdade que só existe para eles e para quem partilha a mesma ideologia.
Os opositores são para varrer do mapa.
Não deixes para amanhã o que podes discutir hoje
Gentil, Ventura e o Marxismo Cultural
A nossa Constituição é clara. No “Artigo 37.º” refere: “1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações. 2. O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.” Assim, não há qualquer dúvida que nenhum cidadão pode ser perseguido por emitir opinião. Mas se não pode, porque razão os marxistas que passam o tempo todo a aludir à Constituição para fazer valer seus ideais, perseguem ferozmente quem se lhes opõe, transgredindo-a?
Para entendermos o que se está a passar hoje temos de recuar a Karl Marx esse iluminado burguês inútil que viveu literalmente às custas da sua mulher aristocrata. Achava ele que tinha descoberto uma ciência que poria fim às classes sociais, o Marxismo. Que a sociedade naturalmente iria colidir entre proletariado e o capital. Só que deu um tiro gigantesco no pé. A dita teoria, com o passar do tempo não se confirmava e vai daí, ajusta-a dizendo que afinal, não despoletaria de forma natural mas sim provocada, ou seja, era preciso instigar à rebelião. E é aqui que está o cerne desta questão. É que nem provocada deu os resultados pretendidos. Com chacinas em massa, depois de experimentada a dita teoria ideológica no Mundo, TODOS os países que se viram prisioneiros do marxismo imposto, expulsaram o comunismo. Com tamanho fracasso mundial, as mentes perversas dessa ideologia logo encontraram outra forma de penetrar na sociedade revirando-a do avesso, provocando lutas de ódio entre grupos para voltar ao controlo ideológico – O Marxismo Cultural – que teve seu maior aliado no politicamente correcto de asnos que governam o Mundo. O que comprova que a ignorância é de facto a arma mais poderosa do marxismo.
Em resultado, a normalidade passou a ser considerada anormal. Pior, quem se opõe achando que a anormalidade não é normal, passa a ser rotulado, perseguido, ameaçado e amordaçado. Exemplos? Ora vamos começar por Gentil Martins, um conceituado médico que é linchado simplesmente porque disse a mais pura das verdades, sem ofensas, apenas com base em factos: “a homossexualidade é uma anomalia de desvio de personalidade”. Onde está a ofensa ou homofobia disto? Em lado nenhum. A natureza é perfeita. Concebeu dois géneros completamente distintos que se complementam com o objectivo da reprodução da espécie. No entanto, os desvios acontecem. Não há qualquer drama nisto desde que a maioria não fuja à norma para preservação da espécie. Porque se a norma passa a ser a homossexualidade, a raça humana extingue-se. Onde está a homofobia disto? O problema de Gentil é que esqueceu-se que a plateia é ignorante, outra propositadamente tendenciosa, que não sabe ou não quer saber, que a palavra anomalia quer dizer ” aquele que se desvia da norma, da generalidade” logo, não é um termo ofensivo. Só o é se eu lhe der essa conotação INTENCIONALMENTE. Não foi de todo o caso. Por outro lado, veja-se a beleza das anomalias existentes quando pretos nascem loiros ou quando crianças nascem sobredotadas. A anormalidade não é sinónimo de aberração. É sinónimo de diferença.
Outro exemplo, é o caso Ventura. Este senhor a quem tiro o chapéu por ter dito o que TODOS pensam mas não têm a coragem de o dizer, referiu e bem, nesta entrevista:“(…)Isto não é racismo nem xenofobia, é resolver um problema que existe porque há minorias no nosso país que acham que estão acima da lei (…) Há imensos bairros problemáticos, notícias de tiroteios… é impensável que não haja um sistema de videovigilância no concelho (…)Não compreendo que haja pessoas à espera de reabilitação nas suas habitações, quando algumas famílias, por serem de etnia cigana, têm sempre a casa arranjada(…) Tratando de igual forma estas etnias e os restantes cidadãos (…)achar que há determinados grupos que, por pertencerem a determinadas minorias, têm de ter um tratamento diferenciado.” Onde está o racismo aqui? Se eu disser que os meus vizinhos são uns malandros, que vivem de subsídios e venda de droga, sou racista? Claro que não. Até me vão dar razão. Mas se acrescentar que esses vizinhos meus são ciganos… alto lá e pára o baile! Estou a discriminar. Fiz-me entender?
Mas pior do que tudo isto é a hipocrisia dos que mandam silenciar as opiniões alheias acusando-os de xenofobismo, homofobismo e toda porcaria e mais alguma acabada em “ismo” que pela frente se desunham na defesa destas pobres minorias, mas usam o termo cigana de forma pejorativa no Parlamento, atacam o líder da oposição com termos injuriosos claramente racista, se recusam de enterrar alguém de etnia diferente, se referem à cor da pele para ridicularizar, a organização do Avante agredir e expulsar gays do evento ou quando um autarca socialista se queixava dos ciganos. Marxismo é isto: mostrar que se está pela defesa dos oprimidos e pelas traseiras, fazer exactamente o oposto para impor uma ideologia: a deles. Só a deles.
Para mim é um prazer ver que há por aí a despontar muita gente politicamente incorrecta, sem medo, capaz de fazer frente a este fundamentalismo ideológico que completamente derrotado, tenta impor-se culturalmente. Se forem cada mais, limparão a lixeira política que transpira há décadas na nossa democracia. Venham muitos “Venturas “e “Gentils”, porque a sociedade civil está farta da política e sociedades de faz de conta que destroem em vez de construir.
Porque quem opta por dizer a verdade independentemente das consequências, não morre politicamente nem socialmente aos olhos do povo. Ganha confiança. Algo extinto há 43 anos.
Proposta legislativa pelo amor
Em virtude do inalienável direito à felicidade de todos os seres humanos, a realização de desejos de carácter sexual não pode estar dependente de explícito consentimento nos casos em que tal consentimento não é possível. Milhares de pessoas são privadas de uma plena realização sexual e, consequentemente, privadas da plenitude que garante uma saudável vivência das necessidades humanas. Assim, pretendendo rectificar o papel repressor do Legislador que impõe injustos travões à saudável convivência entre cidadãos exigindo consentimento a quem está vedado de o conceder por circunstâncias alheias à sua vontade, deixa de ser necessário o explícito consentimento de comatosos para a participação em actos sexuais com pessoa consciente. Com esta proposta legislativa, o Estado retira-se da infeliz tarefa, que ainda mantém por resquícios de opressão heteropatriarcal, de regular o amor entre pessoas.
Adenda: Tomando em consideração a aparente fantasia molhada dos progressistas que os leva a imaginarem tratar-se de um problema fictício, deixo relato de um caso que poderá ajudar a compreender esta proposta legislativa, para evitar que tal aconteça após a morte – http://thestir.cafemom.com/parenting_news/146302/devastated_parents_with_son_in
O copo

A morte de Medina Carreira apanhou-me na preparação das férias, aquele momento em que o prenúncio da preguiça afasta qualquer réstia de vontade de escrever. Desconfio que o octogenário fiscalista gostava pouco de férias e menos ainda de preguiça; no entanto, uma vez que as passei em Portugal e não no estrangeiro, evitando assim degradar a Balança Comercial que tantos tormentos lhe causou, acredito que me perdoaria.
Acostumei-me a olhar para Medina Carreira com curiosidade anatómica: sempre com uma pálpebra fechada, era um dos poucos portugueses, a par com Camões, que via mais só com um olho do que as restantes pessoas com dois. Por vezes, de forma a exagerar propositadamente a antiguidade de determinado assunto ou acontecimento, diz-se coloquialmente que são coisas do século passado. No entanto, neste caso, os avisos certeiros do ex-Ministro das Finanças sobre a hecatombe que Portugal estava a fabricar começaram, literalmente, no século passado! E foram sendo apresentados com tanta clareza, com tantas e tão explícitas tabelas, que as muitas pessoas que gozavam e desvalorizavam o mensageiro faziam lembrar os negacionistas do Holocausto. Enquanto estes olham para as câmaras de gás e fornos crematórios de Auschwitz e de Treblinka e dizem que serviam para limpar os piolhos dos presos e para preparar churrascos-convívio, os críticos de Medina Carreira olhavam para os seus reveladores gráficos sobre as dinâmicas da despesa, do endividamento externo e do crescimento económico e apelidavam-no de catastrofista.
Medina Carreira era, na verdade, um homem que via sempre as coisas pelo lado positivo. Numa entrevista dada em Junho de 2005 alertou que, continuando o país com as tendências de consumo e de produtividade dos dez anos anteriores, o Estado entraria em falência por volta de 2015. Na realidade, as finanças portuguesas só aguentaram metade desse período temporal, dando entrada nos cuidados intensivos logo em 2010. Costuma dizer-se que um optimista vê o copo meio cheio enquanto um pessimista olha para o mesmo copo como estando meio vazio; Medina Carreira via o copo meio vazio numa época na qual, em bom rigor, este já não continha líquido algum. Não era apenas um optimista, era praticamente um lunático. Que descanse em paz.
Saque ao contribuinte
«A Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) estima que a revisão das condições do empréstimo do Estado ao Fundo de Resolução — que permite, por sua vez, que os bancos paguem ao Fundo o empréstimo para salvar a banca em mais tempo — seja o equivalente a um perdão na ordem dos 630 milhões de euros, quando comparado com as condições iniciais. »(*) .
Esperemos que o Ministério Público esteja atento a este esbanjamento, sabe-se lá a troco de que contrapartidas.
Uma pequena nota sobre o “ai meu Deus, que vem aí a censura”
Portugal está completamente maricas. Mais gayzola, rabeta ou panasca seria impossível. A esquerda anda indignada com cenas, como sempre andou, mudando o alvo das indignações mais amiúde do que muda de cuecas. A direita, sempre bem comportadinha, com os seus penteados neo-dandy e gostos importados do Buzzfeed e de gatinhos anda aí cheia de medo, anunciando que vem aí a censura, que já não se pode dizer nada. Coninhas.
Nada disto tem relação com a realidade. Na realidade, fora do marketing partidário da parasitagem que por aí anda e que involuntariamente suga muita boa gente, não só é possível como se usam expressões e palavras como paneleiro, papa-ovelhas, preto, cigano ou pessoa-que-vai-de-férias-com-o-Sócrates. Achar que nada se pode dizer só porque assim o parece no Facebook, essa artificialidade onde ninguém pina e todos amam, ainda mais que engolir o discurso apaneleirado das putas do regime, é ser palerma.
Que a esquerda torne tudo em touradas, enfim, é a definição de esquerda; que a direita alinhe no jogo é a rendição total ao degredo. Não há qualquer “ditadura do politicamente correcto”; há, sim, uma necessidade galopante de “querer parecer”, e isso, meus amigos, é paneleirice, de esquerda e de direita.
QED.
Onde Pára a Ajuda Solidária?
Passou-se um mês. UM MÊS!! Tirando a ajuda fabulosa de voluntários com donativos generosos da população residente e não residente em Portugal, não há vivalma do lado do Estado a fazer o que lhe compete numa situação de calamidade (sim, não é tragédia é calamidade pública!). Continua por entregar a lista de famílias a apoiar e respectivo levantamento das necessidades por parte da Protecção Civil e Câmara Municipal. Enquanto isso os mais de 13 milhões angariados estão a render juros nas contas bancárias de 7 entidades! Como não há pressa nenhuma, também ainda não foi accionado o mecanismo de ajuda da UE. Entretanto, as famílias vão desembolsando dinheiro que não têm (veja aqui uma carta de uma vítima) , endividando-se, para enterrar mortos, pedir ajuda psicológica, reconstruir casas, anexos e empresas. Sim, porque o ministro do planeamento e infraestruturas já avisou: até 5000 euros podem avançar com as obras TODAS que serão ressarcidos após comprovar a despesa! Ora, força aí a dar prioridade aos galinheiros! Sim galinheiros!!! Se na minha casa um anexo para guardar lenha com 6m2 custou 700€ que pensam eles que se faz numa casa de habitação ou empresa afectada por um incêndio com 5000? Mas estão a brincar com a vida de quem?
A falta de vergonha não tem limites. Em Moita, Castanheira de Pera, uma empresa, a Serração Progresso, que empregava cerca de 50 trabalhadores ficou completamente destruída. Sandra Carvalho, a gerente, já foi visitada 4 vezes por entidades do Estado. Foi para lhe pedirem o levantamento detalhado e urgente do prejuízos que rondam os 5 milhões de euros? Foi para lhe comunicar que a verba iria ser disponibilizada já no final do mês? Não! Foi para saberem o que pensava ela fazer com os empregados dando-lhe orientações sobre despedimento colectivo!!! Sim, ouviram bem, despedimento COLECTIVO! O problema é que Sandra não quer despedir. Quer reconstruir para continuar com os mesmos postos de trabalho. Alguém quer saber disso para alguma coisa? Não. Só a Sandra que enquanto espera usa o fundo de maneio da empresa para pagar compromissos laborais. Até acabar.
Revoltada com esta situação criei o “Movimento Cívico – Não Nos Calamos” no espaço de uma semana ao qual já se juntaram milhares de pessoas (o número não pára de crescer). Fomos ao terreno tentar perceber o que se passava para ajudar as vítimas Pedrógão Grande intervindo onde fosse necessário. Precisamente no fim de semana onde fizemos visita ao “ground zero” do fogo para investigar as causas do mesmo, visitamos a loja social onde fomos confrontados com uma situação inédita: um camião carregado de bens doados vindo de Espanha, não tinha ninguém à sua espera. Constatamos ainda, a anarquia verificada no teatro das operações onde os bens eram guardados em tendas fechadas com cordas, à mercê dos amigos do alheio. Sem vigilância. Amontoados sem condições algumas. Muito útil a quem por trás destes cenários cria sempre uma oportunidade para que alguns de má fé façam negócios. É sempre assim. Quem não se lembra do que aconteceu às ajudas destinadas às vítimas das terríveis cheias ocorridas em Portugal há uns anos atrás?
Como se isto tudo não bastasse, e sem que os incompetentes nos comandos da ANPC fossem destituídos, SIRESP substituído, MAI responsabilizado, eis que a tragédia se repete. Alijó tem neste momento um incêndio incontrolável que já consumiu bens e pôs populações em risco! Ou seja, ainda não se resolveu nem corrigiu ABSOLUTAMENTE NADA que levou à calamidade de Pedrógão e já estamos com outra tragédia em cima! Vai demorar muito até se varrer a escumalha incompetente e sistema de comunicações medíocre e assassino do comando das operações de socorro a incêndios?? Vai demorar muito a pôr equipas de vigilância preventiva nas matas? Vai demorar muito a pôr todos os meios disponíveis (e são muitos c’um catano) ao serviço das populações mas de forma séria? E os meninos pirómanos? Vai demorar muito para condená-los deixando-os apodrecer na cadeia?
Está na hora de agir, urgentemente, porque pela amostra já percebemos perfeitamente que se não for a SOCIEDADE CIVIL a arregaçar as mangas e limpar o lixo governativo que põe suas vidas sistematicamente em risco por inércia, estas e outras tragédias maiores irão repetir-se. #NaoNosCalamos
Não se esqueçam do que escreveram
A propósito de um concerto na Alemanha os habitantes locais tomaram várias iniciativas. Supondo que os protagonistas eram extremistas de esquerda ou fundamentalistas como seria escrito este texto: O concerto revoltou a população, que reagiu com manifestações pacíficas e com cartazes que foram sendo espalhados e que tinham mensagens como “Não deixem a cidade nas mãos de extremistas de direita!”. No dia anterior ao concerto os moradores fizeram um evento ecuménico, com membros de várias religiões, a protestar contra o evento e o ministro do Interior do estado da Turíngia disse que o concerto causava “dano” à imagem da região. Os proprietários de pensões decidiram fechar portas só para não alojar os neonazis.
Considerando que 5 a 10% da população é homossexual, em Pedrógão Grande morreram, que se saiba, 3 a 6 homossexuais. Entre os feridos estarão 15 a 30 homossexuais. Temos que falar sobre este genocídio dos homossexuais de Pedrógão Grande. Não é aceitável que o governo continue a sacudir a água do capote enquanto homossexuais estão a ser exterminados em incêndios e a culpa a morrer solteira, o que até é revelador de uma cedência do governo ao heteropatriarcado.
Em nome dos nossos homossexuais mortos em Pedrógão Grande, contra a discriminação e combatendo a homofobia do governo que teima em culpar a meteorologia por este vil genocídio direccionado a uma classe oprimida, exigimos respostas para que nem mais um homossexual seja vítima da indiferença.
Je suis homossexual carbonizado em Pedrógão Grande.
Assim não
«Marcelo recebeu Altice, Prisa, Media Capital e grupo Impresa»
Só numa cultura política terceiro-mundista, a venda/aquisição de um canal de televisão é assunto a ser tratado pelo Presidente da República como se de assunto de Estado fosse.
Vasco Lourenço está convencido de que o caso Tancos pode “ter mãozinha” de organizações, inclusive internacionais, que querem destruir a solução governativa de Portugal.
Ps. Por mim seguia a pista espanhola. Está a ver a linha Gonzalez do PSOE que nem querem ouvir falar de aliança com o Podemos. Mas pelas almas homem investigue.
O que será feito da deputada cigana?
Marcelo guterrou
«O Presidente da República, nos termos da lei e depois de ouvido o Governo, exonerou hoje o Tenente-General José Carlos Filipe Antunes Calçada do cargo de Secretário do Conselho Superior de Defesa Nacional, cargo que exerceu com zelo, competência e dedicação.»(*)
Foi uma notícia muito discreta, apenas a vi referida no CM.
O único militar que o Presidente da República escolheu pessoal e livremente foi por ele demitido por pressão das chefias militares e do Governo. Diz o PR ter «ouvido o governo» e acrescenta que o dito militar nada de mal fizera pois exerceu cargo «com zelo, competência e dedicação», (o que apenas justificaria a sua manutenção). Politicamente tornou-se inconveniente. Na verdade o PR cedeu à pressão, e confessa publicamente que deixou de ser comandante das FA passando a ser comandado.
Inquérito que é anomalia
Mal seria se chegássemos a meio de Julho sem uma indignação de pessoas desconfortáveis com a vida. Felizmente, para mantermos a nossa aura de juizes de costumes, tal indignação chegou ontem e, graças a Aquiles e Pátroclo, tem a ver com pessoas desprovidas de pénis (vulgarmente conhecidas, antes da transformação da antropologia em cartomancia, por mulheres), indignadas com observações de terceiros sobre o período refractário nas suas relações sexuais a três, aquele que é ocupado com maridos e namorados a entreterem-se apaixonadamente com a mangueira do outro.
Pessoalmente, não tenho nada contra relações a três, a quatro ou até com três chimpanzés e um urso pardo, desde que consentidas entre adultos. O que me incomoda é que alguém abdique de tempo de uma valente pega do touro pela traseira para apresentar queixa à Ordem dos Médicos por alguém dizer que não aprecia este tipo de rodeos. Até me parece útil que alguém diga de antemão as suas preferências de diversão entre amigos e membros do partido para evitar confusões e embaraços futuros.
É normal que as moças que apresentaram queixa, prontamente adjuvadas pela deputada Isabel Moreira — conhecida pelo fetiche de defender pobrezinhos oprimidos na sua experimentação sexual desde que não sejam muçulmanos —, possam sentir que os 200€ que entregam à Ordem por ano devam ser usados em acções de promoção activa do engate homossexual igualitário. Estranho é que a Ordem, que recebe 200€ por ano de todos os qualificados para exercerem a profissão de médico apenas para que lhes certifique serem qualificados para exercerem a profissão de médico, se dedique a causas parvas, como abrir um inquérito por uma entrevista. Qual o resultado punitivo para Gentil Martins, caso seja considerado culpado de não ter tido sexo anal com moçambicanos durante os seus 87 anos de vida? “Ai, e tal, como o senhor nunca sentiu um falo no recto, terá obrigatoriamente que deixar a profissão médica”? É que, convenhamos, esse requisito não parece estar explicitado nas condições de admissão à Ordem. Porém, admito que tal requisito, a existir, parece ser um método eficaz de assegurar que nunca chegaremos à temida falência corporativa de existência de médicos em excesso.
Parece que é ofensivo para a Isabel Moreira (e para as outras senhoras indignadas) que se diga que a homossexualidade é uma anomalia, eventualmente por terem descoberto, em segredo, a passagem de genes para a seguinte geração através de divertidas tesourinhas. Tomando em consideração que estamos a discutir a acção de apenas duas senhoras doidas e uma deputada inimitável em orate, não será descabido afirmar que qualquer inquérito ao que Gentil Martins disse não passa de uma anomalia no habitual trabalho sério da Ordem levado a cabo com os 200€ anuais dos seus membros compulsiv… voluntários.
A minha dúvida é só uma: se estas pessoas se sentissem bem com o que fazem na cama precisariam da anuência de terceiros (ou quartos, ou quintos) para certificar que se trata de algo perfeitamente usual? É que este tipo de acções são um embaraço para homossexuais integrados que vivem a vida sem necessitar de aprovação reforçada de todos os compatriotas, aprovação esta que, convenhamos, ninguém tem, durma ao lado de quem dormir.
Sr. Primeiro Ministro, Não Somos Parvos!
Obviamente que não demite ninguém. Obviamente que não assume responsabilidades. Obviamente que não pede desculpas. Obviamente! Foi de férias tranquilamente e obviamente tranquilo, regressou com a narrativa óbvia de quem obviamente passa a vida a mentir. Não se pode esperar mais de alguém que por deformação de carácter não vê os erros nesta conduta. É intrínseco. Logo assumir seja lá o que for não é para o Costa que continua convicto que é mais inteligente que o povo e por isso faz dele parvo.
Enquanto degustava de férias o seu mojito lembrou-se: “… já sei… chego lá reúno com o CEMGFA, inventamos que aquilo era sucata, não valia um “chavo”, era material para abate e que por isso, não há crise… fazemos depois uma comunicação ao país com ar muito sério e saímos fininho da história… Com Pedrógão insistimos na catástrofe natural que só foi pior por causa da operadora Altice (essa malvada que é preciso abater antes que compre a TVI) porque a outra esteve bem”. E está feito! Obviamente que pensando que o povo é parvo, não hesitou em seguir por esta via. Nem sequer ponderou a hipótese de cair no ridículo. Claro que não! Os parvos comem tudo cegamente. Então não tem sido assim ao longo dos anos? E quem vai duvidar se a Comunicação Social dá cobertura à mentira?
O problema é que até os parvos um dia deixam de o ser. Não é garantido que uma sociedade se mantenha cega e ignorante por tempo indeterminado. E por ser uma variável, muitos “Costas” acabam por cair no seu próprio lodo. Não é por acaso. Os embustes têm prazo. O problema é o tempo que muitas vezes é maior do que deveria até revelar a dura verdade e nesse intervalo, ser profundamente destruidor. Sem precisar de exemplos vindos de fora, veja-se o que 3 bancarrotas socialistas fizeram ao país. Contrariar isto é demencial.
O modus operandi desta gente está-lhes no ADN. Agem conscientemente convictos que na plateia a maioria é asno e a restante asseguram como clientela. Logo, devidamente “controlados” não hesitam em usar e abusar deste estratagema que já lhes rendeu muitos biliões nos bolsos dos camaradas. A técnica é sempre a mesma: primeiro é preciso dar, dar, dar, dar, dar sem limites. Agradar a uma sociedade de incautos crentes que o dinheiro do Estado é inesgotável e não sai do bolso do contribuinte nem de credores a quem depois é preciso pagar (sim, ainda há gente que acha que o dinheiro do Estado é do Estado!!!). Aumentam depois os impostos dizendo que é para termos um Estado mais forte, mais social e mais justo mas… o dinheiro não chega nunca onde mais falta faz. E ficam bem na fotografia porque até ficarmos doentes ou morrermos incinerados numa estrada nacional, jamais saberemos que tudo não passa de fachada. Depois, acaba-se a festa, acusa-se a política externa, o Papa Francisco e os Marcianos, deixando um país completamente depenado para os seguintes resolverem. Com quê? Ora, com as medidas INEVITÁVEIS impopulares e injustas com que depois, ELES na oposição culpam o novo executivo por EMPOBRECER os portugueses!! E sabem que mais? Ainda há parvos que não vêem isto. E ELES sabem-no muito bem.
Porque além de serem políticos indecorosos sabem que temos um problema cultural muito sério. E é aqui o grande trunfo destes abutres.
Mudar isto leva tempo às vezes tempo de mais. Mas como todos os desafios que abracei na vida, não vou parar até conseguir retirar o maior número de pessoas possível desta letargia. Ajudar meu país passa em primeiro lugar por ajudar as pessoas a compreender como funciona a política e o que devemos mudar nela para depois melhorar Portugal. Dirão que sou louca, que ambiciono o impossível, que não vale o esforço. Eu respondo: na vida já vi o impossível acontecer e só aconteceu porque eu NUNCA desisti.
Tudo é possível até o impossível. Basta acreditar metendo mãos à obra e jamais desistir!
Porque não admito que me façam de parva! Muito menos um Primeiro Ministro!
Não estamos aqui para incomodar ninguém
Tenho estado caladinho, à espera que a fantochada de Verão em torno de um alegado – nunca esquecer o alegado – assalto de armas em Tancos deixasse de deslumbrar a camaradagem saloia dos jornais para que se dignassem a actualizar os números dos feridos e desaparecidos no incêndio de Pedrógão Grande. Isto para não falar do número de mortos, já que, até ao momento, e mantendo-se estático, denota uma grande aberração estatística: a probabilidade de sobrevivência de 100% de feridos graves em qualquer catástrofe é digna de notícia, para não falar de record do Guiness.
Mas não. Não há nada. Já nomearam secretários de estado e tudo, só não nomeiam as vítimas do incêndio. Tal só pode acontecer para poupar os portugueses da maçada que é andarem ali a morrer compatriotas depois do fim de toda a austeridade.
Peço desculpa aos leitores por mais um post sem piada. Desde que o desarranjado PM voltou de férias que não há motivos para mais do que chorar.
Para quando o pedido de desculpas a Otelo por causa do escândalo causado pela sua frase sobre as armas em boas mãos?
Eu até acho que com grande probabilidade António Costa apanhou sol a mais na moleirinha
António Costa sobre o roubo de armas e explsosivos em Tancos: “foi verificado, com grande probabilidade, que este acontecimento não teria qualquer impacto no risco da segurança interna e designadamente associação a qualquer tipo de atividade terrorista nacional ou internacional.“
Claúsula 17 e responsabilidade do SIRESP
Afirmam os jornais de hoje que o Governo contratou (certamente por ajuste directo e «urgente»), a sociedade de advogados Linklaters para emitir um parecer sobre «se é possível responsabilizar os privados que gerem a rede de comunicações de emergência pelas eventuais falhas nos dias da tragédia de Pedrogão o Grande». Tal estará relacionado com a claúsula 17 do contrato do siresp que ilibaria de responsabilidade a rede de comunicações de emergência em casos de inoperacionalidade se verificadas condicionantes emergentes…..
Tal notícia causa várias surpresas.
A primeira é a expressão «eventuais falhas» pois todos os organismos oficiais que já se pronunciaram sobre os eventos apontam claramente para sua existência, não se compreendendo a permanência nesta altura do termo «eventuais».
A segunda causa de alguma perplexidade é o recurso a uma empresa de advogados, sabendo-se da existência de algumas dezenas de consultores jurídicos na estrutura do Governo, para além de um corpo especializado, como seja a PGR. Parece um gasto excendentário e quiçá de favor. Sucede ainda que a mesma firma de advogados, já em 2006 e ao tempo do Ministro da Administração Interna António Costa, elaborara um parecer sobre a validade do contrato SIRESP. Vai agora dizer o quê? Que se enganou? E pagam-lhes para analisar/validar o seu próprio trabalho?
Acresce a isso, o facto de a questão ser juridicamente facilmente resolvida por qualquer aluno de um curso de direito que frequente o 3º ano: o comunidado do SIRESP (publicado pelo Governo), alegando o normal e eficente funcionamento constitui por si exclusão da possiblidade de posterior alegação da claúsula 17, pois não foram alegadas nem falhas de funcionamento nem qualquer das condições excepcionais previstas na dita cuja claúsula. Adianta-se ainda que tal disposição será em princípio nula, uma vez que os seus termos explicitamente contrariam o objectivo primordial do contrato.
Precisamos de Governantes, Não de Políticos
Esta miserável prestação governativa dura há décadas. Uns melhores, outros piores, outros desgraçadamente péssimos, tornaram um país com contas equilibradas, sem dívidas, grandes reservas de ouro e com crescimento sustentado, num país pobre, muito pobre, endividado e pré-falido, depois de já ter conhecido 3 bancarrotas. TRÊS!! A política matou a democracia, matou a liberdade, destruiu a nação que agora vive de caridade externa que mete dó, penhorou um povo por tempo indeterminado que carregou e continua a carregar com impostos severos em troco de quase nada. Porque fazer política não é governar. Se fosse, com os recursos que temos, e quantidade infinita de políticos, estaríamos hoje acima da Suiça.
Há 43 anos que somos desgovernados em nome de uma suposta conquista da liberdade. Os objectivos de quem ocupou e ocupa as cadeiras do Parlamento centraram-se sempre nos interesses do poder instalado a que se juntou com o tempo, outros grupos económicos. Todos andaram a governar-se não deixando que nada faltasse às suas vidinhas, empresas (através da CGD), familiares e amigos. Quem tentou governar, foi eliminado ou manietado pelo sistema. Nunca foi possível repor a ordem num país claramente tomado pelas oligarquias. O polvo foi criado e fizeram-no crescer para que jamais fosse possível reverter o poder instalado. Tornaram-nos prisioneiros do sistema que se alimenta de nós, povo, para crescer. Somos reféns.
Os políticos não governam. Fazem política. Discursam. Defendem ideologias. Fazem palestras. Fazem congressos. Atacam-se mutuamente. Posam para a fotografia. Mentem. Inventam. Iludem. Políticos falam mais do que fazem. Potenciam o crescimento descomunal o Estado para garantir o máximo de votos que os mantenha no poder. Fazem Focus Group à popularidade. Manipulam a comunicação social para limpar opiniões divergentes que os ponham em causa. Fazem uma propaganda cerrada de culto ao líder para lavar cerebralmente os incautos controlando-lhes o pensamento. Oprimem, ridicularizam e tentam silenciar vozes discordantes. Ameaçam quem se opõe. Tentam amedrontar para impedir manifestações. Reagem com violência a quem lhes faz frente. Apostam na estupidificação em massa do ensino para ser mais fácil manipular pessoas. Não estão nos cargos de poder para servir as populações mas sim para se servirem delas. Por isso, quando há problemas, vão de férias, assobiam pró lado, desaparecem. Fazem tudo para incriminar outros mas nunca, nunca assumem nada. Porque de facto nada fazem nem fizeram. Apenas ocuparam os lugares para se orientarem.
Os governantes, são pessoas que assumem a governação como uma missão. Impõem objectivos claros que cumprem dentro dos prazos estipulados. Não dormem em serviço. Sabem o que têm de fazer para que tudo funcione na perfeição. Rodeiam-se dos melhores, não de amigos, dentro de todas as áreas cruciais. E exigem. Sabem que tostão é milhão e a poupança começa nas pequenas despesas. Não facilitam. Estão atentos. Auditam tudo porque sabem que é fundamental estar informado para ter o controle. Que nada funciona sem organização e chefia competente atenta. Impõem transparência e dão o exemplo. PRESTAM CONTAS DO QUE FAZEM. Vão ao terreno as vezes que são necessárias para se inteirarem “in loco” das necessidades de cada instituição a seu cargo. NUNCA viram as costas a um problema. Nem deixam de assumir responsabilidades. NUNCA se ausentam no meio do caos. Sabem que o país depende deles e só pode ser próspero se tiver umas boas finanças. E essas resultam de uma boa gestão e liderança.
Porque Governar não tem cor política, nem pode ter. Não gerimos de acordo com a ideologia marxista/socialista, social democrata ou liberal. Gerimos de acordo com regras de gestão que só têm um caminho para serem bem sucedidas. Nas empresas, nas nossas casas, a gestão segue o mesmo princípio que quando é bem aplicado, prospera. Quando é descurado, provoca a falência. Por isso vemos socialistas a governar de forma totalmente oposta à sua ideologia quando o país entra em falência. Não é por acaso. E temos restaurantes de ideologia marxista a falirem ao fim de pouco tempo. Factos.
As políticas fazem-se depois à volta da gestão na ESCOLHA das prioridades a dar na aplicação dos dinheiros públicos. É aqui que entram as várias ideologias que hoje não vou abordar mas que influenciam sem dúvida depois os resultados da gestão do país. Se boas, vão criar mais riqueza. Se más, vão estragar todo o trabalho anterior.
Precisamos URGENTEMENTE de governantes porque de políticos estamos cheios e mal pagos. Jamais sairemos do lodo sem uma liderança governativa de excelência capaz de enfrentar os políticos para começar a governar. A sério.
Até lá Portugal jamais verá riqueza por muito que crie.
E até dizem que o Paulo Baldaia escreve
Tenho sentido uma imensa falta de palavras, o que tanto pode mostrar a minha incapacidade para formalizar o que percepciono neste manicómio como pode mostrar um resguardo de sanidade psiquiátrica perante um país que não faz qualquer sentido.
Assim sendo, deixo as palavras do Alberto, que têm a energia que eu já não tenho em dose suficiente para expressar a realidade.
A Mediocridade Paga-se Caro
Comecemos pelo princípio: ninguém votou nesta aliança governativa. Isto nem vale a pena argumentar. Fomos a votos. Escolhemos PS, PAF, PCP, BE, PAN, VERDES. Ganhou com maioria relativa a PAF. O que se sucedeu a seguir foi um culminar de peripécias para juntar três derrotados na governação. A coligação vencedora faz parte dessa aliança pós eleitoral? Não. Então podemos dizer claramente que quem está a governar não representa a vontade dos eleitores. É inquestionável. Assim, não é da responsabilidade dos eleitores esta mediocridade que nos governa mas sim, de quem os traiu nas urnas: António Costa.
Ninguém quis Costa como primeiro ministro. A derrota com que o brindaram era bem clara. Mas ele seguiu sua ambição à revelia e fez governo dando a mão aos extremistas. Já aqui era clara a sua prioridade: ELE. Por isso, porque se espantam por ele ir de férias enquanto o Estado colapsa nas áreas mais fundamentais se ele ainda só governou nos 2 anos em prol da sua gente de elite? Porque se espantam por ele ir a correr pedir um “Focus Group” à sua popularidade em vez de assumir os erros graves que afectavam a Nação? Sejamos realistas. Esperar liderança num chico esperto, que já tinha traído José Seguro e que só quer safar-se uns aninhos na política para ficar bem na vida, é pura fantasia.
Portugal foi alvo de uma tragédia em Pedrógão. NUNCA ANTES VISTA. Ainda não lhe chamamos calamidade porque o cronómetro PAROU nas 64 vítimas mortais. Verdade! Olha só que sorte! Bastava mais uma e era considerado calamidade pública mas… estranhamente as mais de 134 hospitalizadas algumas em estado muito grave, sobreviveram todas. Dizem. Mas as funerárias da região enterraram mais corpos do que os anunciados. Dizem. E os cerca de 20 desaparecidos? Onde param? A dúvida ainda existe mas será por pouco tempo. A sociedade civil já está em campo à procura da verdade (Movimento Cívico Não Nos Calamos!). Que fazem os governantes desta aliança magnífica que nos foi imposta? Ora, PS continua apesar de já desmentido por TODOS que se tratou de causas naturais (é preciso ter lata!); o BE grita pelas responsabilidades mas não move qualquer acção para EXIGI-LAS e ainda relativiza; o PCP ficou surdo, cego e mudo mas teve tempo, antes do coma, de atribuir culpas ao antigo executivo. Lindo! E Marcelo? Bem esse perdeu o pio.
Quase 20 dias depois vem o assalto a Tancos. O maior de que há memória em armamento de guerra. Que fazem os tipos que nos governam? Relativizam, claro está. Ora, toda a gente sabe que “estas cenas” acontecem também noutros países, certo? Logo, tudo perfeitamente normal na Tugolândia. Pois é. Mas a comunidade internacional tem outra opinião (grande azar) e de repente passamos ser chacota muito bem merecida. Ora como é possível minimizar um roubo de arsenal militar que sai descontraidamente dum paiol por um buraquito na rede? Só mesmo políticos medíocres.
Com estes 2 “eventos mediáticos” houve algum ministro responsável deposto? Não. A mediocridade é para manter. Se nas empresas uma chefia que lidera com prejuízo é substituída, aqui é mantida. Porquê? Ora, todos sabemos que as demissões não resolvem os problemas, certo? (ai! se resolve! acabam os prejuízos! recupera-se a confiança! quando se tem uma liderança séria!) Pelo menos quando é o PS que está no governo. Porque estando na oposição, é isto: “PS pediu a demissão de Paulo Portas (19/9/02). PS pede a demissão do ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira (11/1/13). PS pede demissão de Relvas e diz que Passos deve seguir o mesmo caminho (4/4/13). PS pede demissão de ministra das Finanças por “razões éticas” (17/9/13). PS, isolado, pede demissão de Teixeira da Cruz (11/9/14). PS pede demissão de Crato (7/10/14). PS pede demissão de Paulo Núncio (25/3/15).“As demissões não resolvem os problemas. Temos de mudar o chip” (4/7/17). Se não resolvem, porque as pediram no passado? Entretanto noutros países a conduta é muito diferente. Claro.
Mas se acha que a mediocridade só destruiu a segurança nacional, engana-se. O ensino que estava no topo graças a Maria de Lurdes e Crato, foi totalmente revertido para facilitar as passagens de ano com 7 “negas” em prol da felicidade. Investir em futuros ignorantes é uma aposta ganha para que nunca falte eleitorado às geringonças. As finanças do país estão em colapso com uma dívida galopante que não pára de crescer e as agora descobertas cativações que revelam o que estou farta de denunciar: um défice fabricado. As Instituições do Estado em ruptura financeira ameaçando a vida das pessoas. E os fogos? Depois dos raios que não existiram eles continuam de vento em popa às centenas pelo país. Alguém se preocupa com as causas? Claro que não. Mão criminosa é coisa para tribunal NÃO resolver.
A mediocridade de Costa e seus ajudantes está a custar-nos caro nas finanças, na segurança nacional, no ensino, na saúde, na economia, na confiança internacional. É a destruição do Estado em curso. De forma consciente e voluntária. Porque quem conhece todas as falhas, mas insiste nelas sem nunca as corrigir, tem intenção que tudo falhe para justificar atribuindo culpas ao “azar”.
Mas azar fabricado é criminoso e paga-se caro.
Assim se faz uma notícia simpática
Acordámos com uma notícia fofinha: as crianças vão ter mais meia hora diária de recreio. Isto é o título. Lendo as notícias percebe-se que as crianças vão passar a ter menos meia hora diária de tempo lectivo. Note-se que são menos duas horas e meia de tempo lectivo no fim da semana o que já é significativo. Face ao espalhafato noticioso quase somos levados a acreditar que aquela meia hora foi acrescentada ao horário.
Mas a verdadeira notícia, a tal que havia que embrulhar num papel de lustro é que enquanto as crianças pasam a ter menos meia hora de aulas por dia op professores passam a dar mais meia hora de aulas por dia. A quem? A ninguém: o recreio dos alunos passou a ser contabilizado como tempo lectivo para os professores.
Enquanto Pedrogão ardia o camarada Nogueira legislava na 5 de Outubro. E há mais. Tentem perceber o que vai acontecer no calendário escolar dos jardins de infância públicos no próximo ano.
Comissão de inquérito à falência da Santa Casa
Lisboa, 18 de Abril de 2024,
Decorreu hoje à tarde no Parlamento mais uma sessão da Comissão de Inquérito à falência da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa com o depoimento da ex-ministra das Finanças Mariana Mortágua. A actual deputada do Partido Democrático repetiu aquilo que tem sido a narrativa dos democratas durante vários anos: perante a bancarrota de 2019 e a necessidade de aplicar um programa exigente de rigor financeiro, todos os outros problemas se tornaram secundários. É certo que os problemas da Santa Casa se agravaram entretanto, mas o país tinha outras prioridades, e de qualquer das formas os erros mais graves foram cometidos, como toda a gente sabe, em 2016 e 2017. De facto, o depoimento da ex-ministra não destoou dos restantes depoimentos ao longo das últimas duas semanas. Recordemos:
A 4 de Abril, o depoimento de Tomás Correia, ex-líder da Associação Mutualista Montepio, foi de novo adiado devido a um internamento de urgência. Não foi possível por isso esclarecer os vários factos estranhos ocorridos nos período 2016-2017, em particular o aumento da exposição da Associação ao banco Montepio, quando todas as boas práticas impunham o contrário. Por esclarecer ficou também recompra pela Associação das unidades de participação por um preço muito superior ao da sua cotação e as remunerações acima do mercado oferecidas pelos produtos financeiros da Mutualista.
A 5 de Abril, Carlos Costa, ex-governador do Banco de Portugal foi instado a explicar porque motivo não se opôs à entrada da Santa Casa no banco Montepio com base numa avaliação duvidosa. Carlos Costas desviou a conversa para os problemas da Associação Mutualista, que não tutelava. Lembrou que tanto a tutela da Santa Casa como a tutela do Montepio eram do Ministério do Trabalho e Segurança Social e que a intervenção da Santa Casa foi feita para salvar a Mutualista. Excusou-se a explicar a extraordinária permanência de Tomas Correia à frente da Mutualista no período 2016-2016 lembrando que não tutelava a Mutualista.
A 8 de Abril, a ex-ministra do trabalho e da Segurança Social, Mariana Vieira da Silva, justificou a integração dos fundos mutualistas da Associação do Montepio na Segurança Social em 2021 com a necessidade de proteger os 700 mil associados, muitos dos quais recebiam pequenos complementos à sua parca reforma. Negou qualquer impacto negativo na sustentabilidade da Segurança Social, e afirmou que esta está garantida até ao final do século graças à reforma de 2022. Recordou que, por imposição da troika, restaram poucas soluções. Instada a explicar a que troika se referia, se à Troika de 2011 se à Troika de 2019, Mariana Vieira da Silva disse referir-se à de 2019, mas que de facto o problema é mais antigo, acusando o então ministro das Finanças Vítor Gaspar de não o ter resolvido quando ainda era possível. Referiu ainda que a passividade do Ministério durante os anos 2016-2017 não é da sua responsabilidade. Só se tornou ministra em 2019.
Pedro Santana Lopes prestou declarações dia 10 de Abril. Voltou a contar a história da sua demissão da Santa Casa em 2019. Quando percebeu que a avaliação do Banco Montepio o tinha levado a investir num banco que valia metade do que pensava, demitiu-se. Defendeu-se dizendo que, em 2017, quando a comissão Lacerda Machado, como ficou conhecida, garantiu que o banco valia 2 mil milhões de euros, ninguém podia prever este desfecho. Recordou ainda a compra do Montepio foi apoiada pelo Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, pelo Banco de Portugal e pelo governo da época. Lembrou o objectivo meritório de criar um banco para a economia social.
A 12 de Abril foi ouvido o presidente da Comissão de Avaliação de 2017 e ex-presidente do Banco Montepio. Lacerda Machado pouco adiantou, justificando-se com falhas de memória e sigilo profissional. Por esclarecer ficou a compra, em 2019, de 50% do capital do Banco Montepio pela Santa Casa com base na avaliação de 2017. Defendeu-se alegando que ninguém podia prever a crise internacional de 2019.
A 15 de Abril a ex-provedora da Santa Casa Constança Urbano de Sousa foi instada a explicar o que a levou a aumentar a exposição da Santa Casa ao Montepio. Explicou, tentando evitar o choro, que o sucesso do novo jogo MegaBilhões, em parceria com a congénere indiana, tinha criado excesso de liquidez na Santa Casa e que lhe pareceu um bom negócio, depois de ler a avaliação da comissão Lacerda. Na época, o Montepio era o banco mais sólido do sistema e ninguém podia prever a desvalorização da rupia.
A 16 de Abril não houve sessão, talvez por isso o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa tenha aproveitado para ocupar o espaço mediático. O Presidente referiu a importância da economia social e exigiu o apuramento de responsabilidades na falência da Santa Casa, até às últimas consequências, doa a quem doer. Aproveitou para desmentir a notícia do Expresso de Abril de 2017 que sugeria que a entrada da Santa Casa no Montepio tinha o seu apoio. “Nunca teve, sempre fui muito céptico em relação à mistura de organizações de solidariedade e a finança”.
A 17 de Abril, o actual Primeiro Ministro resumiu o impacto de toda esta aventura: 3000 milhões de euros foram injectados nos fundos da Associação Mutualista em 2021, 2000 milhões foram injectados no banco Montepio em 2019 e 1000 milhões foram injectados na Santa Casa e em outras Misericórdias em 2023. Resumiu, no ritmo pausado que lhe é habitual, aquilo que todos hoje pensam: a aventura da Santa Casa no Montepio foi uma aventura irresponsável com desfecho previsível. Em 2017 todos os intervenientes tinham toda a informação necessária para evitar este erro colossal.
O advogado e comentador José Miguel Júdice afirmou esta terça-feira, na TVI, que o grupo que fez o assalto em Tancos já estava a ser vigiado pelas forças de segurança.
Júdice, que admite que esta informação possa não ser verdadeira, garantiu ainda assim que estas revelações foram feitas “olhos nos olhos” por um “político de nível muito elevado”. Esse “político muito importante” deu-lhe autorização para usar esta informação que lhe garantiu ser verdadeira.
Estamos a ficar um pouco repetitivos, não?
Poema para os dias que correm

Eu, Centeno, o cativador
Saio da cama onde roncara
Cativo as unhas e os pêlos da cara
Tomo um bom banho, ponho a gravata
Logo pareço um tecnocrata
Cativo a baguete e fatias de queijo
Saio de casa lançando um beijo
Rua compacta, fila a parar
Cativo à esquerda pra me despachar
No Ministério os gastos rejeito
E sem cerimónias, cativo a direito
Já no almoço, perante os mordomos
Peço laranja, cativada em gomos
Quanto ao café, cativo-o com leite
Pois fica mais fraco e é um deleite
E respeito o médico, que me deu o mote
Cativo no açúcar, só meio pacote
De volta ao trabalho, défice a escalar
Não há problema, é só cativar
Saio mais cedo e sem desmazelo
Vou ao barbeiro, cativo o cabelo
Chego a casa, patilhas imberbes
Cativo a relva e mais duas sebes
Na hora da ceia cativo o pão
Mais meia pastilha para o coração
Dentes lavados, cozinha arrumada
Vou para a cama com a minha amada
Ensaio um avanço, demonstro paixão
Cativa-me as vazas, diz-me que não
E daí podemos concluir que os administradores da CGD ainda são mais incompetentes do que aquilo que suspeitávamos?
“Não ficou demonstrado que tenham existido pressões” políticas para a concessão de créditos pelo banco público, que depois se revelaram negócios ruinosos e se transformaram em prejuízos pesados na Caixa Geral de Depósitos. Ao fim de cerca de um ano de trabalhos, a Comissão de Inquérito à Caixa Geral de Depósitos não teve “suficiente informação ou depoimentos” para chegar a conclusões mais aprofundadas sobre a origem dos créditos ruinosos concedidos pelo banco público.
Extracto do diário de um senil
No ano da Graça de Nosso Senhor de 1915, estava eu ali sentado a ver os amores-perfeitos enquanto saboreava o cigarro Odalisca na fria manhã de Janeiro, eis que me apareceram capitães ou comandantes (ou assim), empunhando espadas que depositaram com visível desagrado em cima das prímulas roxas que ladeiam a escadaria. Senti que algo de grande importância se passara, pelo que fui buscar a máquina fotográfica e ainda tirei uma selfie gira antes de vestir o wetsuit para a minha sessão diária de bodyboard, a actividade física praticada por todos os cavalheiros instruídos dessa época. Demos abraços e partilhamos muitos afectos. Recordo-me que o Victor Hugo de Azevedo Coutinho, que cheguei a ver anos antes na Big Square, numa carriage acompanhado de quem penso que seria o Craveiro Lopes, estava, nessa altura, de férias no Algarve. Não me recordo se chegou a regressar dessas férias.
Escreve-se no Observador:
Ativista que pediu demissão de Passos Coelho vai mesmo pagar 1.440 euros de multa
A senhora não foi multada por ter pedido a demissão de Pedro Passos Coelho. A senhora foi julgada e condenada por “crime de perturbação de funcionamento de órgão constitucional”
A dita activista até foi elogiada pelo juiz do Tribunal de Instância Central que a disse uma cidadã empenhada e que devia ser elogiada por isso, já que “há falta dessas pessoas”. “Agora o que a sociedade não pode permitir é que essa atuação se faça dentro da Assembleia da República”
Ora aqui está a oportunidade para uma selfie rara
Pedrógão e Tancos Puseram o País a Nu
A propaganda estava perfeita. Vivíamos num país idílico. Costa geria o país dando fartura às clientelas e corporações encenando melhorias económicas através de um défice fabricado. De sorriso rasgado e ar no peito aclamava todos os dias que Portugal nunca estivera em tão bom caminho na recuperação dos rendimentos, da economia, do crescimento. A seu lado, seu fiel amigo que, incontinente de afectos, não poupou elogios ao Governo. Eis o que Costa dizia há pouco tempo:” Devolvemos ao país a normalidade. O país respira um clima de tranquilidade, com as famílias e as empresas a já não viverem no sobressalto do que poderá acontecer no dia seguinte”.Além disso, “o país respira um clima de tranquilidade e de estabilidade” e já não vive a “incerteza dos planos ‘B’ do Estado” (Encerramento das jornadas parlamentares do PS, Guarda, 22/11/2016). Foi preciso a tragédia de Pedrogão Grande e Tancos para acabar de vez com esta FALSA narrativa. E pôr a nu o verdadeiro estado da Nação.
A verdade arrasou-nos. Em pleno século XXI um país da CE deixava à sua sorte 254 vítimas confirmadas, 500 habitações, 48 empresas. O cheiro a morte e abandono espalhou-se. Mesmo tentando ocultar os factos, ao primeiro minuto, pouco a pouco, graças aos ainda bons jornalistas existentes, a nudez deste país à deriva foi-se revelando. A caixa negra do SIRESP deu a primeira machadada: afinal MUITO ANTES de colapsar, este sistema de comunicações dava conta do desespero das populações que gritavam por ajuda. Mas não a tiveram senão ao fim de 5h. Foi aí que se soube da falta de meios operacionais dos bombeiros, falta de coordenação das chefias dos organismos ligados ao MAI, falta de meios aéreos e terrenos por avarias, falha de formação, falta de responsabilidade governativa que em vez de acautelar no inverno andou a substituir chefias por boys sem competências.
E se isto já era muito e obrigava à responsabilização política do MAI, veio Tancos com o maior assalto de que há memória em armamento militar. E porquê? Precisamente pelos mesmos motivos: irresponsabilidade e negligência. Soube-se, só então, que nenhuma câmara de vigilância estava operacional. Que as 25 torres de vigias estavam desertas. Que durante 20h não houve vivalma em rondas. Que o material saiu por um buraco na vedação que já tinha sido sinalizada.
Perante DUAS falhas GRAVES seguidas, que fazem o Presidente da República, Chefe do Estado Português e o Primeiro-Ministro? Desaparecem. Emudecem. Agora que tinham de pôr em prática toda a propaganda de afectos e proximidade com as pessoas que dizem tanto os preocupar, FOGEM. O silêncio e a inércia foi tão cruel que até à data nenhum se dignou visitar as enfermarias dos hospitais cheios de vítimas de Pedrógão, ausentaram-se dos funerais, tomaram posse dos donativos sem data para a sua distribuição. Por falar nisso onde estão as reportagens ao minuto destas vítimas que lutam pela vida? Soares adoeceu e tivemos de levar com coberturas constantes de cada espirro que deu… Mas que é isto?
Ficamos assim todos a saber que temos os mais afectuosos líderes de sempre e o melhor défice do mundo, mas em contrapartida NÃO TEMOS SEGURANÇA NACIONAL, a obrigação mais básica de um Estado de direito. Que a qualquer momento podemos ser alvos doutras tragédias que ninguém nesta governação tem competência para nos valer. Que o melhor défice nos penhorou as vidas.
Ficaram nus. Totalmente nus. Além de nus, falidos. O dinheiro é uma ficção. Distribuiu-se o pouco que não havia descurando onde era vital. Uma governação medíocre que já não engana. Enquanto escrevo sei que nos hospitais públicos o colapso é iminente. Mas alguém está preocupado com isso? A Comunicação Social investiga? Naaaaa… Isso será quando morrer muita gente.
Porque valemos ZERO. Existimos SÓ nas eleições. E depois, vista grossa e muito “faz de conta” para enganar incautos.
Triste sina.