E aos 16 anos pode mudar-se de escola?
isto sim é uma agenda fracturante: em Portugal escolher a escola é um tabu. Seja escolher uma privada à qual o estado entrega o dinheiro que gasta na pública com aquele aluno seja escolher a pública que se pretende. Mas os mesmos que resistem a qualquer liberdade de escolha no ensino vêm agora defender a liberdade da mudança de sexo aos 16 anos. Nem sei como chegámos aqui sem essa liberdade para todos, todas, alguns, algumas…
Mas não acaba aqui a largueza de vistas do BE. Para a mudança de género o BE defende que se pode contratualizar com o privado.
Eu junto a esta proposta do BE uma outra para os todos e as todas que querem mudar de escola: aos 16 anos a Maria, que frequenta uma escola pública na Amadora, vai à conservatória e passa a Mário. Como na escola da Maria agora Mário o preconceiro vigora o Mário (ex-Maria) consegue entrar na José Gomes Ferreira, em Benfica. Falta durante uns tempos, volta a mudar para Maria – ou só se pode mudar uma vez? – e fica com o problema da escola resolvido.
Enfim se para mudar de escola for preciso mudar de sexo, muda-se.
O que não muda mesmo é a loucura da cabecinha dos radicais.
Ocorre-me a seguinte dúvida: o PCP renegou o Estaline?
Outras leituras
Entre os colégios financiados pelo Estado há um com 27 escolas públicas próximas
Outras leituras:
1. Há 27 escolas estatais com 26 outras escolas estatais próximas. Mas nenhuma está a mais nem há redundâncias entre elas.
2. Em 28 escolas na mesma proximidade, 27 têm o mesmo modelo de gestão e só uma tem um modelo de gestão diferenciado. Adivinhem qual vamos retirar da rede pública?
3. Em 28 escolas da rede pública, aquela que tem mais procura vai ser retirada da rede pública.
4. De entre 28 escolas vamos tirar uma da rede pública, e o critério não é a qualidade de ensino.
5. De 28 escolas em concorrência entre si, não vamos retirar a que tem perdido mais alunos mas a que tem ganho mais.
6. Temos 27 escolas estatais e nenhuma consegue superar a escola associada pelo que vamos terminar o contrato de associação.
7. O modelo de gestão escolar não é suficientemente monolítico pelo que decidimos reduzir a diversidade.
8. Podem escolher entre 27 tons de cinzento. Se quiserem amarelo paguem propina (alem dos impostos que já pagam).
Quem explica a Marcelo que ele foi eleito Presidente da República e não rei dos microfones?
Marcelo anda por aí a distribuir comentários sobre tudo e nada. Faz declarações absolutamente desconchavadas para um PR como estas: “Não acho que o Governo vá cair” por causa das autárquicas; “Quer Pedro Passos Coelho quer António Costa são duros e resistentes”; “O Governo dura uma legislatura, mas em Portugal há uma tradição de as autárquicas terem uma leitura nacional. Já houve vários casos“…
Ou seja, por um lado Marcelo faz considerandos sobre os partidos, o Governo e os líderes absolutamente desaustinados para um Chefe de Estado. Por outro lado produz afirmações inenarráveis sobre os poderes presidenciais e o papel do Presidente:
“Desiludam-se aqueles que pensam que o Presidente da Repúblicas vai dar um passo sequer para provocar instabilidade neste ciclo que vai até às autárquicas.“ – Mas o que entende por “instabilidade” o PR: dar menos beijinhos? Falar sobre o país? Zelar pelo estado do Estado? E que destrambelho é esse do cliclo até às autárquicas?
“Depois das autárquicas, veremos o que é que se passa. Mas o ideal para Portugal, neste momento, é que o governo dure e tenha sucesso”. Mas o que vai ver o PR depois das autárquicas? E agora temos calendário para ter “instabilidade” a partir de Belém? Mas este homem mede o que diz? Tem noção? Sabe ao certo a que se candidatou?
Para mim sim, para os outros não
Tiago Brandão Rodrigues recebeu bolsas, oriundas do orçamento de estado, pagas com os nossos impostos, para estudar em países como a Espanha, Reino Unido e Estados Unidos. Agora, que se manifesta contra este tipo de financiamento a alunos, não faltando universidades portuguesas onde podia ter estudado, deve devolver imediatamente os valores recebidos, sob risco de não passar de um hipócrita sem carácter.
stalín e as marionetas

Mário Nogueira reagiu ao cartaz da JSD, considerando-o um «insulto pessoal». E onde está o insulto? No facto de ser comparado a José Estaline, o que pode até constituir «uma falta de respeito para quem foi vítima desse ditador», segundo diz. É isto, não é?
Muito francamente, não nos parece que seja. Até porque é altamente improvável que os descendentes e contemporâneos de Soljenítsin se possam sentir incomodados com a graçola grossa da rapaziada da JSD, mesmo porque a troca de «ditadores» lhes teria sido, certamente, favorável. Nogueira não se devia ter em tão má conta.
Já Tiago Brandão Rodrigues, que está no lado direito do cartaz retratado como uma marioneta articulada pelo líder da FRENPROF, é capaz de ter motivos para estar chateado. Contudo, a isto, Nogueira nada diz. Porquê?
– Estou?
– Boa tarde, senhor Vitor Cunha, é com grande prazer que falo consigo. Está tudo bem com o senhor?
– Quem fa…
– Óptimo, é o que se quer, não é? Pois é, pois é.
– ..la?
– Olhe, deixe-me aproveitar esta oportunidade para lhe apresentar…
– Não est…
– …o novo cartão Crédibom…
– …ou inter…
– …sem qualquer anuidade ou desp…
– …essado.
– …esa de manutenção, podendo ainda receber pontos por cada…
– Adeus e boa…
– …compra efectuada nu…
– …tarde.
– …ma extensa rede de parceria…
– (clic)
Sinais exteriores de riqueza

Segundo o Público, os sinais exteriores de riqueza do Colégio de Santa Maria de Lamas terão sido um dos motivos que levaram o ministério da educação a reduzir o número de turmas do colégio. E que sinais exteriores de riqueza são esses? A administração retira dinheiro para comprar Ferraris? Chove nas instalações mas a administração tem gastos sumptuosos em noteis de 5 estrelas? Nada disso. Os sinais exteriores de riqueza são as instalações que a escola proporciona aos alunos. Instalações que foram construídas ao longo de 25 anos. Durante esses 25 anos a escola recebeu o mesmo que uma escola pública semelhante receberia. Só que, pelos vistos geriu melhor o que recebeu. Não só presta melhores serviços de educação como conseguiu construir instalações com salas multimédia, laboratórios, salas de informática, laboratório de fotografia, piscina olímpica e campos de squash. Durante esses mesmos 25 anos, uma escola pública da mesma dimensão conseguiu, recebendo o mesmo, manter 10 horários zero. Conhecem alguma escola pública com piscina? Nope. Mas os professores com horário zero tiveram estes anos todos muito tempo para ir à piscina. Não se pode ter tudo.
luta de classes redux
Os contratos de associação do estado com as escolas privadas, versão António Costa-Brandão Rodrigues, é última versão da luta de classes à portuguesa. A coisa funciona assim: «privados = exploradores, ricos e classe dominante» e «público = explorados, pobres e classe dominada».
Estes quadros mentais, que são típicos de boa parte da sociedade portuguesa, identificam o mérito privado com o roubo («O que é a propriedade?»…) e o domínio público com o altruísmo desinteressado, e explicam muito do fracasso do nosso modelo social e económico.
Na verdade, num meio onde progredir e obter lucro com o que se faz é visto de soslaio, por que razão se devem as pessoas esforçar, quando, ainda por cima, o estado supostamente nos garante o básico e, acima do basco, nos castiga com infindáveis impostos «redistribuidores»? Só se for para ter problemas e ter problemas é coisa de que ninguém gosta.
Só que, sem lucro não há capital, sem capital não haverá investimento e sem investimento não haverá empresas, emprego, prosperidade e bem-estar. Uma sociedade que desconfia da propriedade privada e cria toda a espécie de obstáculos a que ela se desenvolva, está a criar incentivos para o seu empobrecimento. É o que nos tem acontecido desde há muito, provavelmente desde o Doutor Salazar e da sua célebre lei de condicionamento industrial.
Na estória dos colégios privados o problema criado não foi económico, nem constitucional, muito menos moral. Foi ideológico e de luta de classes.
Não foi económico, porque está por provar que o estado gaste mais dinheiro com estas turmas do que com as suas e com os custos sociais para fechar aquelas. Uma gestão racional e prudente de recursos públicos teria, necessariamente, tudo isso em conta.
Não foi constitucional, porque em lado algum da Constituição se proíbe o ensino privado ou que o estado estabeleça contratos com essas escolas.
Menos ainda foi moral, porque a obrigação constitucional do estado não é a de assegurar que todos tenham acesso à educação pública, mas acesso à educação. No caso, o que seria lógico era os dois sistemas de ensino cooperarem, como fizeram durante anos, para garantir essa finalidade constitucional, a custos comportáveis.
O problema foi, portanto, ideológico, nos temos acima referidos.
Infelizmente, enquanto Portugal não perceber que é graças à cooperação e não à luta de classes que as sociedades progridem, continuaremos a não ir longe.
Adubar, regar, esperar
Ontem, no Prós e Contras, fugindo ao tema do momento – a embrulhada em que Costa se meteu com cooperativas de ensino com contratos de associação, irando milhares de famílias para gáudio das Catarinas e Jerónimos distribuídos pelos Twitters das repartições públicas que mandam no governo – Fátima Campos Ferreira tentava que o povo tonto que se dedica a votar na resposta de “sim” e “não” que o programa lança, votasse correctamente, para que não se encontrasse petróleo em Portugal sob risco de adiar a próxima bancarrota.
Achei belo e, inclusivamente, poético. Quando, há muitos anos, tínhamos a denominada silly season, as tontices a céu aberto estavam, mais ou menos, limitadas aos meses de Verão. Agora, os meses de Verão são um inesperado alívio da permanente intoxicação do grupo de agarrados, que nem com os anos de metadona da Troika deixaram de enaltecer a alegria da vida em permanente estado de ébria cognição.
Muitas pessoas estão preocupadas, mas eu não vejo motivos para preocupação: não há nada como sabermos antecipadamente e com toda a certeza tudo o que o futuro nos reserva.
Paulo Pedroso congratula-se porque a extrema-direita perdeu as eleições na Áustria. Em seguida faz uma interessante análise sobre o que aconteceu na Áustria esse país que “a barreira entre a direita tradicional e a extrema-direita se quebrou, levando a primeira a segunda para o governo.”
Acontece até que o texto de Paulo Pedroso sobre a Áustria é também uma análise bem realista do que está a acontecer em Portugal. E sim nós também tivemso em risco de ver um radical na PR. É só adaptar
Em 2000, a Áustria/2015, Portugal foi o primeiro país europeu em que a barreira entre a direita tradicional e a extrema-direita/esquerda tradicional e a extrema esquerda se quebrou, levando a primeira a segunda para o governo. Hoje, foi também o primeiro país da Europa Ocidental em que essa extrema-direita/extrema-esquerda disputou umas eleições para ganhar a um candidato igualmente saído de fora dos partidos tradicionais.
Os sociais-democratas e os democratas-cristãos austríacos/socialistas portugueses têm razões para reflectir e os dos outros países da Europa também. Onde não virem que o mundo está a mudar ou não conseguirem acompanhar essa mudança, arriscam-se à irrelevância, mesmo que estejam no Governo
Modelos de sistema de ensino
Modelo estatal centralizado: Todas as escolas são do Estado e todos os professores são funcionários públicos. Existe uma lista nacional de professores ordenada por graduação. Os professores mais graduados escolhem a escola onde querem dar aulas. Os directores são escolhidos pelos professores, mas de qualquer forma todas as decisões importantes são tomadas pela burocracia do ministério da educação. Tudo está especificado em leis, decretos e portarias, que mudam todos os anos. Acesso dos alunos a uma escola é por alocação geográfica, podendo haver alguma concorrência entre escolas, se as direções regionais autorizarem. Como a concorrência entre escolas é mínima o poder dos sindicatos é máximo.
Modelo estatal misto: Igual ao estatal centralizado mas em que a burocracia faz contratos com escolas privadas em algumas localidades. Estas escolas privadas com contrato de associação têm ampla autonomia de gestão dado que recebem o dinheiro que podem usar pelos seus próprios critérios para contratar professores. Em algumas localidades há concorrência entre escolas de gestão privada e escolas de gestão pública. E o vencedor é quase sempre o modelo de gestão privada.
Modelo estatal municipalizado: Igual ao modelo estatal centralizado, mas ao nível municipal. Permite concorrência entre municípios. Pessoas podem escolher o município onde querem que os filhos.
Modelo de contratualização: as escolas pertencem a empresas, fundações ou associações, públicas ou privadas. Os professores são contratados pela escola. O Estado contrata a escola e monitoriza a qualidade de ensino e o nível de procura de cada escola. O Estado não contrata professores nem é dono dos edifícios. Escolas têm que se sustentar a si próprias podendo falir e fechar. Modelo pode incluir só escolas públicas, só escolas privadas ou pode ser misto. Concorrência entre escolas é total.
Modelo Cheque Ensino: O Estado atribui um cheque a cada aluno. A família do aluno escolhe a escola que entender, pública ou privada. Para participar uma escola tem apenas que respeitar determinados critérios mínimos. Escolas têm que ser ultraflexíveis, com capacidade para escolher os professores e tomar decisões de investimento em instalações. Para se chegar a este modelo é necessário primeiro autonomizar as escolas públicas pelo que este modelo só é possível de desenvolver a partir de um modelo de contratualização.
São estes os modelos, por ordem crescente de liberdade e descentralização e ordem decrescente de poder sindical e burocrático. Portugal tem actualmente o 2º mais centralizado e o governo está a esforçar-se para que se evolua na direcção do 1º mais centralizado.
Um país onde se fala ao contrário
Falar ao contrário implica treino diário. Esta semana treinámos os seguintes conceitos: opositor à guerra a que se chamava colonial, escola privada, barrigas de aluguer nas tribos urbano-chic (avanço civilizacional) e nas tribos antigas (crime) e a diferença entre contestação e golpes. Para a semana há mais.
não vai acabar bem
Não há ninguém que possa gabar-se, em Portugal, de ter entrado em conflito com a Igreja Católica e ter ganho a guerra. O melhor exemplo talvez seja o da 1ª República, que todos sabemos como acabou. Mário Soares, um socialista muito avisado e prudente, conta, em fonte de que me não lembro de momento, e que não me apetece procurar, que uma das maiores preocupações que teve, após o 25 de Abril, foi não repetir os erros da República em relação à Igreja. E não repetiu, de facto. Pelo contrário, defendeu-a sempre que foi necessário, como no caso Renascença, dava-se bem com a padralhada (ele mesmo é um cura laico) e, que me lembre, não chocou com ela uma única vez. De António Guterres, católico fundamentalista, é escusado dizer seja o que for. Sócrates, para além do pitoresco caso dos crucifixos, que ele entendia mais como uma das suas muitas «causas fracturantes», do que uma quezília laica com a Igreja, também nada há a apontar. Por isso é que é estranha esta descontrolada zaragata do jovem Tiago Rodrigues tão enfaticamente apoiada por António Costa. É que não se vê o propósito da coisa, para além de, eventualmente, fazer um agrado ao Bloco, ao PC e àquele sujeito da FENPROF, cujo nome se não me ocorre. Um conflito, ainda por cima, que mexe seriamente no bolso da Igreja, coisa com que a instituição costuma embirrar. Não vai acabar bem. Para o jovem Tiago e o governo a que pertence, obviamente.
Pedir ajuda a quem sabe
Diz-nos Porfírio Silva, Secretário Nacional do PS e… é só, no seu pimpolho blogue:

Percebe-se. Isto de se ter um governo com um programa que não recebeu mandato popular é caso de preocupação em qualquer sítio do planeta.
E é simples: “A participação do Estado na companhia vai dar um conforto diferente à banca”, disse ele, acrescentando, em seguida, que, com o estado como sócio maioritário, será “muito mais fácil” reestruturar o passivo da companhia. Para quem não entendeu, segue uma explicação mais clara: enquanto a maioria do capital da TAP pertencia a Pedrosa e ao consórcio que criou com Neeleman, a responsabilidade pela empresa e pelo seu financiamento era deles. Dos seus capitais, das suas empresas e deles próprios, que certamente avalizariam pessoalmente todas as operações da companhia que tinham comprado, respondendo, com os seus capitais e interesses, pelo sucesso ou insucesso da sua gestão. Agora, com o estado como sócio maioritário de uma empresa em cuja gestão operacional continuará a ser deles, a responsabilidade do que fizerem (e que será certamente bem feito, enquanto por lá estiverem…) será do estado, isto é, dos contribuintes. Que fique para memória futura sobre a falência do estado português.
a caixa geral de depósitos
A Caixa Geral de Depósitos é o bordel do regime. Durante anos, por lá se passaram e se satisfizeram, em alternância «democrática», todas as eminências pardas do PS e do PSD, que me poupo a citar por motivos de ordem de higiene ambiental. Enquanto por lá estavam, como administradores e gestores, utilizavam o dinheiro dos depositantes para fazerem favores aos amigos e aos partidos a que pertenciam, para comprarem bancos, grupos de comunicação social e realizarem toda a espécie de luxos privados a que a elite do regime considera ter direito. Quem não se lembra ainda de Armando Vara, o moço de fretes de José Sócrates para a banca, dos «empréstimos» a Joe Berardo para assaltar o BCP, das negociatas com Ricardo Salgado para manter os balanços do BES e controlar a PT, dos financiamentos ao comendador Oliveira para que ele comprasse a Lusomundo e a pusesse ao serviço do governo? Quando acabavam a sua patriótica missão de gastar o que não lhes pertencia, os «gestores» da Caixa saiam com indemnizações milionárias ou pensões de reforma faraónicas, como sucedeu com o célebre «reformado Amaral», Mira Amaral, do PSD, mais precisamente, que, tendo lá estado uns meses e sacado uma belíssima reforma, ainda teve tempo para ir presidir a outro banco, falido pela «elite» financeira do PSD, o BPN. Veja-se, agora, donde veio todo esse dinheiro e rapidamente perceberemos por que é que nunca os governos do PS e do PSD quiseram privatizar a Caixa Geral de Depósitos. Porque, enquanto ela for pública, haverá sempre o dinheiro dos contribuintes para que os governos possam continuar a brincar aos bancos e aos banqueiros, e a gastar o dinheiro que não lhes pertence. Quem também ainda não percebeu por que motivo Portugal faliu e está como está, tem também aqui uma boa razão para deixar de desconfiar da troika e de Angela Merkel.
Paris, Maio 2016
Paris, Saint-Denis
«novidades» ressequidas?
«Governo cria figura de professor-tutor para ajudar alunos com dois chumbos
O projecto, orçado em 15 milhões de euros, começa a ser aplicado no próximo ano lectivo.»*
A sério que «cria»? Eu diria que está em vigor ainda uma série de decretos-lei e portarias que regulam precisamente a tarefa e papel do professor-tutor. Mas pode ter sucedido que o novo ministro, no seu afã de tudo mudar, tenha extinto tal figura e agora a torne a criar., anunciando-a como uma «novidade». E assim se entretem na arte da propaganda.
chamo a atenção para este video protagonizado por um distinto candidato a Presidente da Repúblic. Se vamos por aí “imputar a uma figura pública, candidato a Presidente da República, o crime de traição à pátria é ofensivo da honra e consideração” resta saber se ainda se mantém aquela regra que permitia chamar tudo e mais alguma coisa ao candidato que for eleito. Ou se essa regra apenas se aplicava a Cavaco Silva.
Vendo bem as coisas
na Rádio Argel passavam isto
Portanto, doravante e para o futuro
As casas de banho para as pessoas trans, o casamento gay e as barrigas de aluguer já eram
Agora é a vez do poliamor: El poliamor sale del armario Avisem já o Bloco, mais a ILGA e a SIC Noticias para fazer um programa “Se fosse consigo”. Contratam quatro actores que fazem de poliamorosos, mais outro muito feio que faz de bronco contra o poliamor e no fim aparecem os líderes da geringonça a falar da importância do amor a quatro (sim, porque a Heloísa apesar do glifosato manté-se na relação por causa do Jerónimo!) Só a vaca coitadinha terá de esperar para entrar no assunto mas também lá chegaremos.
Depois de ter passado a tarde ontem a ler cortes de censura da Vida Mundial esta conversa entre José Manuel Fernandes, Jaime Gama e Jaime Nogueira Pinto ganhou um pitoresco único: a censura em Portugal ocupou boa parte do seu tempo e dos seus lápis a cortar as maravilhas que os jornalistas protugueses entreviam em Mao e em Ho Chi Min. Entre as parvoíces da censura conta-se o facto de ter privado a posteridade desses monumentos à imbecilidade.
Olá camaradas: depois do soviete da Educação chegou a hora do comissariado da Segurança Social
Tema do meu artigo no Observador: A Bolsa de Grandes Contribuintes deverá avançar “nas próximas semanas” e será composta por uma equipa central e por 18 equipas distritais. A “equipa nacional de gestores vai acompanhar 500 grandes empresas para detetar endividamentos. “Quero crer que não está nas grandes empresas, com algumas exceções, o maior risco de incumprimento. Aquilo que queremos assegurar é estabilidade do comportamento dessas empresas”, frisou Vieira da Silva. “O objetivo mais importante é a estabilidade no cumprimento das obrigações” e que, através do tratamento personalizado, as empresas possam estabilizar comportamentos.”
Desculpem mas isto não bate certo. Então se não é nestas empresas que está o incumprimento porque vai fazer esse esforço junto delas? E o que entende o ministro por estabilidade? Que não atrasam os pagamentos? Que não se recorre a contratos a prazo? Não vamos acreditar que tudo isto se resume a lembrar a essas 500 grandes empresas que vem aí a data de pagamentos à Segurança Social!?
Esta equipa central e as 18 equipas distritais são constituídas por quem? Donde vêm estes denominados gestores? Já são funcionários da Segurança Social? Vão ser contratados? Quem são?… Pois é. Depois do soviete da 5 de Outubro vai instalar-se um comissariado na Praça de Londres. É sempre a crescer, camaradas.
O prejuízo em ser português
João Pires da Cruz: Se um extraterrestre visse o espaço económico dentro do perímetro de Portugal, julgaria que os mais pobres dos pobres são funcionários públicos, maquinistas de metro, motoristas da Carris, professores em geral, taxistas e todo o tipo de sujeito que consegue falar mais alto que os outros. E não há como negá-lo! Dos 400 milhões de euros de custos do estado adicionais que foram decididos logo no início desta legislatura, 9 milhões foram para pensionistas com pensões inferiores ao salário mínimo, sendo os restantes 391 milhões para devolver rendimento aos funcionários públicos. (…)
Vamos buscar os deficientes a casa para irem votar. Mandamos os bombeiros em ambulâncias buscar as pessoas a casa para que possam chegar às mesas de voto e votarem, em igualdade de circunstâncias com todos os outros cidadãos maiores de idade. Estas pessoas são completamente enganadas, porque se em vez de irem votar, fossem de cadeira de rodas atravancar o trânsito para o Marquês de Pombal, já tinham tido os seus interesses satisfeitos, como os taxistas ou os maquinistas do Metro. Se calhar a fração dos 400 milhões de euros era diferente e tinham levado um pouco mais que metade daquilo que foi dado aos taxistas. O custo do seu respeito pela ilusória legalidade democrática é sofrerem o prejuízo em ser português.
Ser português acarta um prejuízo logo à cabeça se não pertencermos a um dos grupos que tem sido conciliado numa “política de diálogo” ou de “concertação”. Infelizmente para nós, os prejudicados, vivemos numa era em que liderança não é impor um caminho definido pelos eleitores, mas sim a “concertação” de interesses acima do voto.
grandes reformas do estado
Vai, vaca, voa até Leitão
A vaca, na sua acepção pura de animal ruminante, é considerada por hindus como um ser maternal, fonte de vida, quer através do leite produzido, quer pelo estrume com que se aduba a terra e de onde brota novo sustento. Gandhi referiu-se à vaca como símbolo de todo o mundo subumano, representando toda a vida frágil que deve ser preservada.

António Costa, na sua eterna bondade, que já demonstrou atirando uma flor, tirando uma das suas próprias costelas, fez um par de asas para a vaca e terá dito: “vai, e toma este Leitão, para que Marques toda a simplificação administrativa, a do cartão de cidadona e cidadono”. Até porque, na infinita sabedoria e bondade do nosso criador Costa, não haverá nada mais simplex que uma vaca alada.
E Se Fosses Tu, Idiota?
Tenho um amigo que, por receio de represálias no emprego – é motorista da Carris -, requisitou o total anonimato para que pudesse partilhar esta história com os leitores deste espaço. Há coisa de uma semana, foi apanhado por aquela telenovela muito boa da SIC, “E se fosse consigo?”, tendo, pelo mesmo motivo, sentido ser sua obrigação a solicitação da não-transmissão do segmento em questão. A situação montada pelos argumentistas da série juvenil era a seguinte: procuravam motoristas que, após longos períodos sentados ao volante do veículo, ao parar o autocarro na última paragem, se deslocassem a passo desajeitadamente apressado para uma árvore onde pudessem aliviar a urina acumulada num emprego dado a vibrações no períneo, movimentos regulares que, como é cientificamente comprovado através de múltiplos estudos, intensificam a sensação crescentemente desconfortável de bexiga cheia. Conceição Lino, saltando do interior de um inverosímil pequeno arbusto para a sua enorme estatura jornalística, lança, perante a ameaça de microfone excessivamente volumoso para um simples dinâmico com padrão cardioide, a inevitável questão: “e se o senhor fosse a árvore?” Apanhado ali, entre a articulação necessária para evitar a transformação de energia cinética em dor potencial pelas oscilações pendulares de fivela do cinto barato e o combate do tédio pela manutenção de uma pontaria tal que mantivesse a simetria da parábola – ora ascendente a partir do vértice aliviante, ora descendente até à escorrência do momento do embate contra o tronco -, não conseguiu evitar um desvio de alguns graus com bica em catenária, terminando de jorrar o subproduto do seu labor para o relvado descuidado do jardim.
“Minha senhora, isso não se faz”, terá conseguido dizer perante a repetição da pergunta – “e se o senhor fosse a árvore, gostaria de ser urinado por um homem?” – demonstrando, pela insistência, que o assunto é demasiado sério para ficar sem resposta.
Poucas pessoas duvidarão do direito inalienável do indivíduo a urinar. Compete ao Estado – tem o dever de – assegurar que qualquer cidadão e cidadona o possa fazer sem perturbar o direito inalienável da árvore à vida, mesmo sendo vida não humana. O que é um facto é que o Estado demite-se desse dever, preocupando-se mais com a inexistência de útero da Joana que com a bexiga de todos nós, principalmente daqueles que, com dedicação e zelo, permitem o transporte urbano de qualidade aos contribuintes e não-contribuintes.
“Sabe que uma mulher não pode simplesmente sacar de um apêndice e colocar-se em pé de igualdade consigo, apesar de também ser uma pessoa com sentimentos, sentimentos tão mais dignos que até nem optaria por denegrir a árvore, optando por se agachar para as ervas daninhas, muito mais nefastas para o bem comum?” – inquiriu, confirmando que, no que concerne a esvaziamentos de bexigas, o género é uma mera construção social com componente prática herdada de tradições enraizadas pela sociedade patriarcal para que a mulher se sinta obrigada, sob pretexto de conveniência, a rebaixar-se ao nível do solo, degradando-se, abdicando de estatura perante o homem, que costuma permanecer hirto durante a operação de trasfega. O meu amigo – de quem não tenho razões para duvidar, que isto de escrever artigos recorrendo a “contaram-me” serve para tanta coisa perniciosa que só deve ser feito se der mesmo jeito que seja verdade – lá conseguiu ocultar o apêndice, símbolo universal de cobiça freudiana e elemento opressor de toda uma sociedade chauvinista e, consequentemente, retrógrada, dirigindo-se para a carrinha vistosa com vidros pretos e “SIC” pintado na lateral, pedindo que não o filmem.
Apesar de compreender o drama humano do meu amigo, acho que as imagens devem passar. É importante consciencializar as pessoas para os três factos importantes levantados pelo programa de entretenimento ligeiro que compete com o Big Brother da TVI, a saber: uma árvore é um amigo que devemos bem tratar; é uma injustiça que construções sociais como o género ainda apresentem comportamentos e posturas físicas diferenciadas no momento de exercício do direito universal e inalienável de micção; e a demissão do Estado em providenciar o dever de dotar cada esquina com quartos-de-banho públicos unissexo para que cada um possa, sem discriminação, exercer o seu direito sem prejuízo do meio ambiente.
A CML, a construtora de mesquitas
PÚBLICO: Com 63 anos, António Barroso e a mulher vêem-se pela segunda vez obrigados a mudar de casa. Depois de o prédio onde habitavam na rua Heróis do Quionga ter sido classificado como estando em risco por falta de condições de segurança, os edifícios que adquiriram há sete anos, recuperaram e onde agora moravam irão passar para as mãos da Câmara Municipal de Lisboa (CML), no próximo dia 23 de Maio, e serão demolidos para dar lugar a uma nova mesquita em Lisboa. Consternado, António não se conforma e avança para os tribunais.
O plano da Praça da Mouraria que prevê a construção de uma nova mesquita em Lisboa implica a demolição de dois edifícios. O projecto justifica a necessidade de uma nova mesquita argumentando que única existente na zona da Mouraria está instalada num prédio destinado à habitação, no Beco de São Marçal, “com condições muito reduzidas face às necessidades”. Mas o proprietário contraria esta informação. “Existem duas mesquitas: uma no Beco de São Marçal, que não é num prédio de habitação como a câmara afirma. Trata-se de um edifício único, próprio para a mesquita. Além disso existe outra na rua do Terreirinho, no número 86, essa sim, num prédio onde moram pessoas”.
“Nunca poderei concordar com esta decisão”, sublinha o proprietário dos imóveis, que assegura não ser contra a construção de uma nova mesquita. “O que eu não compreendo é porque não avançam com as obras num dos tantos prédios abandonados e vazios que a Câmara de Lisboa tem”, lamenta. Ler mais…
Dia Nacional Contra a Liberalofobia
Durante muitos anos senti-me diferente, como se não pertencesse, não preenchendo as expectativas que a sociedade criava para mim, defraudando o que de mim esperavam. Tentei esconder, fingir, disfarçar – às vezes com sucesso, outras nem por isso -, tudo aquilo que sentia no meu íntimo, no interior, na minha mente e coração. O querer brotar do desejo que tanto crescia, a necessidade de extravasar aquilo que nunca foi, para mim, uma escolha e sim uma urgência que me define – o eu, o mim, a plenitude do meu ser -, tornou-se insuportável, como se todos os olhos estivessem sobre mim, acusando-me, e eu, sabendo estarem certos, enterrando-me na vergonha da ocultação.
Na escola, olhava para as meninas do PCP, com a lista rosa pintada numa madeixa de cabelo, o andar despreocupado e a certeza de ocultarem o segredo do universo entre os esbeltos membros que transportam, ora a “A Estrela de Seis Pontas”, ora a cinza edição do primeiro volume de “O Capital”, mas não sentia o que sentiam os outros meninos adolescentes. A volúpia, o doce platonismo juvenil, o embeiçamento e a fantasia pela luta do proletariado simplesmente não existia em mim. Eu era liberal. Eu sabia-o, por muito que fingisse não saber, por muito que me enganasse dizendo que era só uma fase, que era normal explorar, que um dia talvez fosse normal e exultaria a virtude da revolução sobre a degradação do mercado. Estava a tentar enganar-me. Escondi dos meus pais tudo. Via-os a assistirem à noite de eleições na RTP e fingia interessar-me, mas não conseguia, todos os candidatos eram socialistas, com conversa fútil sobre regulação e desejo legislativo em prol de um bem comum que não era o meu.
Aos 18 anos, ainda virgem de cruz em boletins, fui votar. Olhei, desolado para o papel, e, colapsando mentalmente, desenhei-lhe uma obscenidade, um indivíduo fictício – coincidentemente, muito parecido com este senhor que escreve no Económico, um tal de Capitão Ferreira – de joelhos perante a abundante barriga de um Mário Soares nu, que bafejava o fumo do charuto formativo de um balão de diálogo onde rezava “abre, Evaristo, cá vai disto”. Foi ali, naquele momento, que sai do armário. Sim, sou liberal! Liberal! E soube bem dizer, deixar de me esconder, revelar ao mundo que eu sou eu, não sou como os outros.
https://twitter.com/MCF977/status/732571994730975232
Não tem sido fácil. Somos discriminados. Não nos hasteiam bandeiras na Câmara Municipal, gozam connosco, não podemos, sequer, aceder a profissões no Estado sem que nos acusem de andarmos sempre a liberalizar, como se fosse contagioso, como se fosse uma doença que nos diminui como pessoas, como se a nossa vida não fosse da nossa conta, como se não tivéssemos direito à felicidade, como os socialistas e as suas alegres famílias com farfalhudas barbas e gravidezes masculinas necessitassem esfregar na nossa cara aquilo que somos, que não escolhemos ser, que nasceu connosco.
O Estado tem tido um papel altamente discriminatório em pessoas que são gozadas por serem liberais. Só porque não partilhamos da estupidez necessária para sermos socialistas, da vontade de nos ajoelharmos perante a perspectiva do tachinho, das longas horas a fingirmos que o Krugman não é parvo, dos incessantes toques das mensagens do João Galamba a dizer-nos o que pensar num dado momento, somos ostracizados, refugiados na nossa própria pátria, párias para o sistema, personae non gratae para a elite de estúpidos que se consideram donos desta trampa toda.
Para mim, hoje é o Dia Nacional Contra a Liberalofobia. Se tens coração, se achas que todos têm que ser felizes, junta-te a nós no combate à liberalofobia e anarcocapitalismofobia. Uma sociedade que despreza os seus é uma sociedade sem futuro.
A Câmara Municipal de Lisboa hasteou uma bandeira LGBT. Li isto de passagem e, inicialmente, temi que fosse uma bandeira do ISIS ou aquela axadrezada que indica que o salva-vidas foi almoçar; mas não, é uma bandeira LGBT, que é a bandeira contrária à bandeira que não é LGBT, digamos, a bandeira de pessoas dentro do percentil 95 da população.
De acordo com a notícia d’O Observador, comemora-se o “dia Nacional contra a Homofobia e a Transfobia”. Estou elucidado: hoje, nós, os portugueses, estamos contra a homofobia e a transfobia, mas preferimos não ter que pronunciar apoio à luta contra a bifobia, trifobia, multibifobia, octotransfobia e outras fobias. Parece-me discriminatório. É que, se até hoje tinha assimilado que o género é uma construção social (li no esquerda.net), agora tenho dúvidas: se o género é uma construção social, as fobias associadas a género, existindo e sem terem sido criadas socialmente por quem criou os géneros, é porque, afinal, são fobias naturais. Pum! Explosão de cabeça! Estou a brincar; não, não foi com isto que a vossa cabeça explodiu – povo que tolera o Costa como PM já perdeu a cabeça há muito.
Porque estamos, então, contra a homofobia e a transfobia? Sinceramente, não sei, mas presumo que seja fobia a homo- e transfóbicos, as denominadas homofobiafobia e transfobiafobia. O próprio manuscrito de Voynich não seria mais claro na caracterização em série geométrica de fobias: é perfeitamente compreensível que um homofobicofóbico tenha fobia a homofóbicos, tal como o homofobicofobicofóbico tem fobia a homofobicofóbicos, que têm fobia a homofóbicos, que têm fobia a homossexuais. Isto não tem que parar por aqui, porém: uma sociedade inclusiva respeita o direito de todos, principalmente das minorias, como os transfobicofobicofobicofobicofobicofobicofóbicos, em muito menos número que os transfobicofobicofobicofobicofobicofóbicos, e que, diga-se de passagem, também estão a ser discriminados no “dia Nacional contra a Homofobia e a Transfobia”, dia que se quereria inclusivo de todos os géneros que são construção social.
Eu, octotransbitransfobicofobicofobicofóbico confesso, sinto que a sociedade não combate a octotransbitransfobicofobicofobia como devia. Porém, acho que… Esperem, deixem-me tentar isto com símbolos químicos…
Desde que possamos pagar com afectos tudo bem
Marcelo pede que não haja “alarmismo” se houver novas previsões económicas
Esteja o senhor Presidente descansado que não vai haver alarmismo algum. O senhor Presidente vai é explicar afectuosamente aos nossos credores que eles vão ser muito amiguinhos, vamos dar todos muitos beijinhos e nada de aumentar os impostosinhos, nem inventar mais taxinhas, nem mais contribuiçõezinhas para pagar tudo isto.
A ler e quem estiver de acordo também assinar
acabou o trabalho precário
Quando pensávamos que tinham acabado os contratos a prazo e a precariedade laboral, tomamos conhecimento de que, afinal, eles continuam em grande e logo no sector público. Segundo esta notícia do Expresso, no último ano, já com António Costa no poder, dos 5400 novos contratos que o estado celebrou com trabalhadores, 4500 são a prazo. Ora, eu quase poderia jurar que um dos pontos programáticos mais incisivos do PS de Costa foi, exactamente, o de pôr cobro a este tipo de contratos. Mas estarei provavelmente enganado, como me enganei quando também pensei tê-lo ouvido prometer que não subiria os impostos.
ADENDA: Espera-se que estes novos 1.000 enfermeiros sejam já todos contratados com contrato de trabalho efectivo. Nem outra coisa se poderia esperar de um governo cujo primeiro-ministro tanto e tão mal disse do «flagelo dos contratos a prazo» quando liderava a oposição. Que honre, agora, a sua palavra, é o mínimo que se lhe pode exigir.
Geringonçando: a cada protesto mais Estado
António Costa oferece três contrapartidas aos colégios.
Governo quer alargar descontos no gasóleo para transportes de mercadorias a todo o país em 2017
Função pública admitiu mais 3.731 trabalhadores em três meses
Em 2005, havia 1327 professores destacados que custavam mais de 20 milhões de euros. A ministra da Educação da altura, Maria de Lurdes Rodrigues, diminuiu esse número para 450. Em 2006, Governo e sindicatos acordaram nova redução, para 300.




