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afinal, as pessoas não estão primeiro?

12 Março, 2020
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Suportado na douta opinião do Conselho Nacional de Saúde Pública, onde se encontram génios candidatos ao Nobel da Medicina, como uma licenciada em turismo, um psicólogo, um catedrático de economia da Nova, dois membros da Comissão Permanente de Concertação Social, o presidente da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica, um outro senhor com um MBA em gestão de informação, um administrador do Grupo Vila Galé, representantes da Associação Nacional de Municípios, da Associação Nacional de Freguesias, entre outras sumidades, o nosso inquebrantável «optimista irritante», também conhecido por António Costa, como tão bem o alcunhou o exilado de Cascais, ou Babush ou Babuló para os íntimos, persiste em manter as escolas públicas abertas. A tese, ou as teses, são de que mandá-las fechar provocaria um alarme social e pouco resolveria, a avaliar pela enchente das praias da Linha, ainda ontem ocorrida. Por outro lado, Babush, como um bom keynesiano que é, teme que o alarme social provoque uma crise económica igual, ou pior, à de 2011, não precisando aí de consultar ninguém, já que sabe muito bem o estado em que se encontra o país. A posição do BCE, comunicada por Christine Lagarde (bolas, não há meio de ser contaminada!), de que, desta vez, terão de ser principalmente os estados a lamber as suas feridas, também deve ter ajudado a compor a decisão. Esperemos que não se venha a arrepender dela, e que, tarde e a más horas, acabe por perceber que o capital humano deve sempre prevalecer sobre qualquer outro.

Inimputáveis

12 Março, 2020

Vamos ficar a ver navios – literalmente, eles continuam a chegar sem qualquer controlo – enquanto os outros países europeus implementam medidas de contenção da propagação do vírus. Há dois meses, dizia Graça Freitas, a directora-geral da saúde, que não havia motivo para alarme. Hoje, continua a não haver qualquer motivo para alarme, com a maioria das escolas abertas.

Francisco George foi ao programa da Cristina explicar que não faz sentido fechar escolas sob risco das crianças de 6, 8 ou 11 anos irem sozinhas para a praia e à noite para os bares e discotecas, isto para de manhã irem para os avós contaminar idosos.

Há pessoas, realmente, a quem nunca acontece nada de mal.

A ler

12 Março, 2020

Fernando Leal da Costa : Faz sentido que os médicos tivessem de ligar para um linha telefónica e, se fossem atendidos, validar, com quem seguramente saberia menos do assunto, a indicação para fazer um teste imprescindível?

 

A Internacional atroa pelos ares

12 Março, 2020

O Conselho Nacional de Saúde Pública arranjou um porta-voz que não comunica.

A Directora Geral de Saúde tem o ar menos convincente que alguma vez se viu

A ministra parece tonta.

Sem prejuízo das competências tècnicas de cada um estas três almas juntas só conseguem acrescentar insegurança.

Em resumo,a ministra Temido como lhe acontece quando esta nervosa deve andar  a ouvir a Internacional, a  Directora Geral de Saúde e o porta-voz do Conselho Nacional de Saúde Pública devem estar a recompor-se do transtorno que tudo isto representa nas suas santas vidas e a nós  como invariavelmente acontece aos povos governados por socialistas resta-nos ter fé na capacidade e bom senso dos profissionais de saúde.

Quarentena na praia

11 Março, 2020

Antigamente explicavam-se fenómenos deste género pelo analfabetismo. Agora será por causa do excesso de preparação?

Vamos mas é para a praia

11 Março, 2020

Quem autorizou a realização do teste de despiste a Marcelo Rebelo de Sousa? “É só um teste”, poderão dizer, mas, tal como ele, eu não tenho critério para o realizar, mas gostaria imenso de o fazer, como imagino que desejariam todos os portugueses. É um privilégio dos presidentes? É que, com a escassez de meios que existem, num país normal já teria rolado a cabeça de alguém a acompanhar a do presidente. Como é aqui, enfim, nem é assunto. Vamos mas é para a praia.

Coninhas

11 Março, 2020

Ao adiar decisões como o fecho das escolas (e outras), António Costa confirma que prefere falhar acompanhado do que ter sucesso (relativo) sozinho no controlo do Covid-19.

É sempre assim com fracos e gasosos.

Costa_Leque

Casas para o programa Renda Segura da CML: comece-se pelo Portugal Novo

11 Março, 2020

Amanhã a Câmara de Lisboa vai votar o aluguer de casas a privados entre 450 e mil euros para depois as subarrendar. Proponho à CML que comece pela casas vazias do Bairro Portugal Novo, ali mesmo nas Olaias.

O regulamento da Renda Acessível estabelece que cada pessoa ou família deverá gastar no máximo 30% do seu salário líquido na renda. Ora quem não quer pagar 300 euros por um T 2 no Portugal Novo? Local central, bem servido de transportes, arejado. Nunca viu as casas do Portugal Novo? Não sabe onde fica esta utopia socialista? Em plena Lisboa.  Vá lá saber-se porquê à frente deste Portugal Novo foi construído o belo edifício dos Serviços Sociais da CML que também promovem uma cidade nova, um cidadão novo… tudo à custa do velho contribuinte.

Quanto aos proprietários dos actuais andares certamente que os subarrendarão por bom preço

duas crises

11 Março, 2020
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Na véspera do dia em que o governo decidirá pela suspensão ou manutenção das aulas na escola pública, a Escola Secundária Clara de Resende, no Porto, não tinha nenhuma casa de banho com qualquer espécie de sabão que permitisse aos seus alunos cumprir a primeira determinação das autoridades sanitárias no combate ao coronavírus, que é lavar bem as mãos. Inquirida uma responsável sobre tão grave falha, a resposta foi clara: “não temos dinheiro para o comprar”.

Isto acontece num país de que o governo se gaba ser um exemplo de “milagre económico”, que pôs fim à austeridade do anterior governo de Pedro Passos Coelho e que demonstrou que havia “outro caminho” para enfrentar a crise económica. Infelizmente, a mentira, que, como todos sabemos, tem perna curta, torna-se quase sempre evidente quando as contrariedades se agravam, e esta grave crise de saúde pública revelará, a olho nu, que o país nunca saiu da crise, muito menos da austeridade. Infelizmente, com a retórica demagógica de Costa e de Centeno, protelaram-se medidas e reformas que poderiam ajudar a recuperar o país. Reverteram-se privatizações, impedindo a entrada de capitais privados em empresas públicas falidas, cujos défices continuarão a ser pagos pelos contribuintes. Atacaram-se investidores com medidas que apenas fazem com que eles deixem de investir, como as que incidem sobre o Alojamento Local, à conta do que se recuperou boa parte do património das nossas principais cidades. Aumentaram-se impostos sobre os imóveis, sector que estava a dinamizar a nossa economia.

Portugal está, de facto, a braços com duas graves crises: uma, de saúde pública, causada pelo coronavírus; outra, económica e social, provocada pelo socialismo. Sairemos muito mais depressa da primeira do que da segunda.

A quem interessa a degradação da PSP e GNR?

10 Março, 2020

Foi chocante assistir à reportagem da SIC que nos dava conta do estado degradante a que chegaram as condições de trabalho das nossas forças de segurança: instalações nojentas escurecidas com as infiltrações de água, em ruínas e com ratos; equipamentos obsoletos, outros fora de prazo ou inexistentes, a terem de ser adquiridos pelos próprios policiais; carros patrulha sem seguro, sem manutenção, sem combustível.  Assim de repente pareciam imagens da polícia cubana.

Mas há mais: como se pode ver pelas notícias que nos chegam todos os dias, hoje aplaude-se os criminosos mais depressa do que se enaltece um agente que arrisca a vida todos os dias pela nossa segurança. Foi o que se viu com a visita vergonhosa de Marcelo ao Bairro da Jamaica antes de visitar as nossas forças de segurança agredidas; o processo disciplinar pela foto de criminosos em fuga, capturados; a prisão de Hugo Ernano por matar involuntariamente, em serviço, numa perseguição a criminosos.  Como se explica que, depois de tanta luta por uma polícia que fosse respeitada e impusesse a ordem necessária ao bom desenvolvimento de uma sociedade, se chegasse a este retrocesso, com os políticos e a comunicação social sempre mais do lado dos agressores e esquecendo o total apoio aos policiais?

Um pouco de História ajuda-nos a compreender. O primeiro corpo de agentes policiais foi criado por D. Fernando I em 1383 e designavam-se por  quadrilheiros. Estes eram recrutados à força e escolhidos pela sua robustez física, mas não recebiam qualquer remuneração sendo compensados apenas  com a dispensa de trabalho nas obras públicas e pagamento de impostos. Não resolveu nada.

Foi com o pós-terramoto de 1755 que nasceram muitas resoluções e leis para manter a ordem pública como  freio dissuasor à anarquia galopante.  Marquês de Pombal, pela lei de 25 de Junho de 1760, criou um organismo que centralizava todas as leis já publicadas: a Intendência da Polícia da Corte e do Reino.  Ao Intendente  deu mais poderes que ao próprio Governo. É aqui que nasce o termo polícia. Porém, numa primeira fase pouco resolveu, dado que se focou mais na perseguição aos que falavam mal do Rei, do Governo e de Pombal (onde foi que eu já vi isto?). Ou seja, uma espécie de polícia “política”. Devido ao estado caótico da criminalidade que se mantinha, a Rainha D. Maria I, através do  Decreto de 18 de Janeiro de 1780 nomeou novo Intendente, Pina Manique, um  antigo juiz do crime do bairro do Castelo de S. Jorge. Com este procedeu-se a uma purga nos serviços policiais: grande número de criminosos são presos e bairros suspeitos de Lisboa são limpos de marginais; reorganizou os serviços; impôs o respeito da população ao Departamento; fundou a Guarda Real de Polícia em 25 de Dezembro de 1801, um corpo militarizado a cavalo;  iluminou a cidade de Lisboa; criou casas de correcção e a Polícia Sanitária para as prostitutas; criou a Guarda das Barreiras, sendo mais tarde substituída pela Guarda das Alfândegas. Depois, em 1808, o General Loison, a mando do Intendente-Geral da Guarda Real de Polícia institui a Polícia Secreta.

Em 1823 é criada, pelos liberais, a Guarda Nacional, e a 23 de Junho de 1824 é instituída uma nova polícia secreta, a Polícia Preventiva.

Em 21 de Agosto de 1826 foi extinta a Guarda Real de Polícia. Uma vez  extinto o cargo de Intendente-Geral da Polícia, todos os serviços de polícia passaram a cargos de Prefeitos (mais tarde designados de Governadores Civis). A 18 de Abril de 1835 foi o Reino dividido em 17 Distritos Administrativos, tendo cada distrito um Governador Civil, sendo dividido em Concelhos e os Concelhos em Freguesias ou Paróquias. Assim,  os Governadores Civis eram os chefes supremos da segurança pública.

Em período de grande confusão política e social resultante das lutas entre liberais e absolutistas é suprimida a Guarda Real de Polícia e substituída pela Guarda Municipal, e em 1846 extinta a Guarda Nacional. Apesar desta amálgama de instituições e legislação durante 7 décadas do séc. XIX nenhuma lei deu resultados positivos e a desordem continuava. Os guardas e juízes sentiam-se traídos porque não havia condenações e ainda eram ameaçados. Chegou-se ao cúmulo de, na cidade do Porto, em 1865, o jornal “O Demócrato” ter ridicularizado os agentes da autoridade nortenha, chamando-os de “coitados” e “desgraçados” como eram apelidadas as meretrizes à época (onde é que eu já vi isto?).

Foi com este estado verdadeiramente doentio que o Rei D. Luis fez publicar, em 2 de Julho de 1867, a lei que criou em Portugal o Corpo de Polícia Civil. Com o nascimento desta nova instituição, estavam lançadas as bases, longínquas, para a criação da actual Polícia de Segurança Pública.

A Polícia, que tinha sido dissolvida a 6 de Outubro de 1910,  “renasce” a 9 de Outubro de 1910, sendo nomeado seu Comandante o Major Alberto Carlos da Silveira. Em 29 de Abril de 1918 cria-se a Direcção-Geral de Segurança Pública, que superintendia os Corpos de Polícia Civil de Lisboa e Porto, a Polícia de Investigação Criminal, (que originará a actual Polícia Judiciária) e a Guarda Nacional Republicana, sendo todas estas corporações dependentes do Ministério do Interior.

Por aqui se conclui que as forças de segurança resultaram dum esforço de organização contra a anarquia, o caos e  a insegurança, que perdurou durante séculos.

A quem interessa o regresso ao país do caos e anarquia social? Aos que dele tiram proveito próprio  para  surgirem como “salvadores nacionais”,  aumentando os seus poderes para impor uma nova ordem e assim eternizarem-se nos cargos públicos: os ideólogos de esquerda. Porque o caos favorece a implementação de ditaduras. E o socialismo é só o meio para lá chegar.  

Temos de guardar isto porque mais tarde não vão acreditar

10 Março, 2020

Ainda vai acabar a entrar em directo a pendurar a roupinha

10 Março, 2020

Escreve o Pedro Correia: «o teste ao coronavírus e esta original aparição presidencial via FaceTime à hora do jantar dos portugueses constituíram o pontapé de saída da campanha eleitoral que culminará no escrutínio de 2021.  Ao declarar-se em quarentena preventiva, levando o País a acompanhar com alívio as novidades do seu boletim clínico e com elevado apreço o exemplo de desapego às honrarias palacianas de que dá provas, Marcelo exibe um florentino instinto político – muito acima de qualquer rival, declarado ou não.»

Digam lá que a descarbonização não é uma maravilha?!

9 Março, 2020

Portanto o turismo está em queda logo o flagelo da gentrificação e dos alojamentos locais está a acabar. E é tão bom não é? Agora os bairros antigos vão voltar a ser o Pátio das Cantigas.

As viagens de avião estão em queda e portanto estamos bem perto de voltarmos a andar de burro. Assim o vírus espalha-se devagarinho.

E as máscaras tb serão para reciclar?

Badalhoquice

9 Março, 2020

É de uma badalhoquice sem memória que um teste que escasseia em hospitais e que requer um critério apertadíssimo de parte dos profissionais para que impere algum senso num sistema sem qualquer capacidade de resposta seja desperdiçado numa figura apalhaçada da aristocracia falida sem qualquer razão que não a de anunciar aos súbditos para que regozijem pela saúde férrea do soberano.

Já agora, esperamos também a publicação do resultado do teste de gravidez ao senhor presidente. Ao menos, esse não é um recurso escasso que pode salvar a vida a alguém.

Temores desta semana

9 Março, 2020
  1. Que Marcelo transforme o seu auto-isolamento na nova versão televisisa do Big Brother
  2. Que as redacções portuguesas descubram que andam agora a exaltar um estudo chinês que indica que “O calor geralmente mata este tipo de vírus” quando há bem pouco tempo achavam uma patetice Trump apontar o fim do coronavírus para Abril porque “O calor geralmente mata este tipo de vírus”.
  3. Que caso não adiram aos programas governamentais ditos de iguladade de género as mulheres acabem a ter de frequentar obrigatoriamente cursos de engenharia . Ou que volte o serviço militar obrigatório exclusivamente para as refractárias.

O fachadismo

8 Março, 2020

Os painéis são tão fotogénicos e geram notícias tão positivas! Há sempre um artista empenhado numa causa que vai para ali transmitir a sua mensagem, um residente que declara que agora até dá gosto viver no bairro, um jornalista sem perguntas sobre como vai ser a manutenção da pintura, ou sobre a humidade que se vislumbra nos outros pontos da fachada ou sobre a falta de isolamento térmico daqueles prédios…
Portugal é hoje uma destas empenas coloridas, invariavelmente apresentada como inovadora e progressista, obviamente para ver ao longe. Muito ao longe. Mas fica tão bem nas fotografias, não fica?

. Em 2011 foi preciso que o país falisse para que ruíssem as fachadas do universo de José Sócrates. Em 2020 o cenário é outro: António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa andaram anos a saltitar de fachada em fachada. Agora jogam às escondidas. Eles são nativos do fachadismo

A propósito das indignações contemporâneas

7 Março, 2020

Assumpta Serna: «Cuando mi amigo, el director Phillip Noyce, me invitó a una fiesta en Los Ángeles y vi a Harvey sentado en un trono con todas aquellas chicas a su alrededor ya supe de qué iba todo. Me tomé una copa y me fui. »

Tempos sinistros de gente sinistra

7 Março, 2020

Editora cancela autobiografia de Woody Allen após protesto dos funcionários. Colaboradores do grupo editorial Hachette fizeram greve em Nova Iorque e Boston para protestar contra a publicação da autobiografia de Woody Allen, acusado de abuso sexual.

Duante anos homens como Woody Allen, Epstein e Harvey Weinstein foram adulados. Só foi possível fazer o que fizeram durante tanto tempo porque gozaram de enorme complacência. Estas atitudes revelam sobretudo a má consciência de quem os adulou e não uma condenação real dos seus actos que, repito, só foram possíveis porque estes homens gozaram de enorme complacência.

Especulação de preços & Corona

6 Março, 2020

Muitos bradam contra a “especulação” de preços que se verifica em certos produtos tidos como de protecção contra o vírus Corona.

É uma das coisas estúpidas que se dizem por estes dias. Se há maior procura e menor oferta, os preços não deveriam subir?

Se os preços não subirem, não são dados os sinais e incentivos a que os fabricantes façam a alocação de mais recursos para suprir as necessidades urgentes da população.

A “especulação” pode não ser politicamente correcta, mas é a única forma de assegurar o fornecimento dos bens aos que deles precisam ou querem usufruir.

Corona_Mask

Bispos vermelhos, jornalistas-activistas, sociólogos faz de conta que não são do BE, sindicalistas indignados que estão desaparecidos desde Novembro de 2015… importam-se de explicar isto

6 Março, 2020

Não há limite para o activismo. Mas tem de haver.

6 Março, 2020

Estas criaturas são contra a indústria dos lacticínios. Podia pensar-se que se privavam elas mesmas de beber leite, comer morangos com chantilly, iogurtes, queijos… Mas não. Arrogam-se o direito de o impor aos outros. Aqui estão em pleno exercício do sue activismo num comício do candidato Democrata Joe Biden. Não há paciência para estas figuras!

O estilo adoptado na entrevista do Observador a André Ventura

5 Março, 2020

era mostrar aos indecisos em dar o seu voto ao líder do Chega que o podem fazer sem receio algum pois o homem é um modelo de auto-contenção? Na verdade não vejo outra explicação que não seja esta para o tom de “debate-vamos apanhar-te” adoptado na referida entrevista.

Portugal, 2020

4 Março, 2020

Sessões dedicadas pelo Parlamento a debater a nossa relação com os animais? Duas

Sessões dedicadas pelo Parlamento a debater a eutanásia para humanos? Uma

Para lá da propaganda

4 Março, 2020

Alexandra Borges”: máfia controla negócio imobiliário nos bairros sociais

O problema existe e vai aumentar: anunciam-se milhões para programas estatais de arrendamento que depois da sessão de propaganda ninguém acompanha. Em tudo aquilo que está anunciado para a habitação dita de arrendamento acessível é fácil vislumbrar que situações como as descritas neste programa vão acontecer.

Se os serviços autárquicos fossem capazes de cobrar as rendas, enfrentassem de facto a impunidade de quem põe e dispõe nestes bairros outro seria o caso mas é mais facil pintar empenas com murais em vez de as isolar termicamente, arranjar mediadores disto e daquilo para o que são simples casos de polícia….

E que tal o ministro da Defesa dedicar-se à Defesa propriamente dita?

4 Março, 2020

Depois de um ministro da Defesa que avaliava a legalidade do acontecido às armas em Tancos a partir da sua experiência como espectador de ‘filmes policiais’ temos agora um ministro da Defesa que sobre Defesa e Forças Armadas nada diz mas avaliando as suas intervenções temos de admitir que o ministro deve ter sido escolhido por se interessar pelos filmes cujo enredo decorre em quartéis.

Ontem, 3 de Fevereiro, o ministro João Gomes Cravinho anunciou que quer desconstruir a “imagem tradicionalmente masculina” associada à Defesa Nacional. Note-se que em Janeiro o ministro da Defesa queria desconstruir a imagem das Forças Armadas através do seguinte plano: Dormir em quartéis para atrair jovens às fileiras. Sendo que em Março do ano passado já tínhamos tido o “ambicioso plano” (PUBLICO dixit) das creches nos quartéis.

Outra constante destas intervenções do ministro da Defesa é que não só nunca é interrogado sobre as questões da Defesa propriamente dita como estes seus anúncios são invariavelmente apresentados como uma ideia brilhante que ofusca a ideia brilhante anterior e leva a que não se lhe pergunte sobre o saldo de todas essas ideias – Por exemplo, como está a correr o plano das creches nos quartéis? – ou sobre o seu sentido: que sentido faz falar da desconstrução da “imagem tradicionalmente masculina” do Exército quando houve mais mulheres do que homens a candidatarem-se no último concurso para oficiais? Acontece é que não houve candidatos suficientes para preencher as vagas.

Não há estrelas no céu

4 Março, 2020

Sempre que a campainha toca após as dezanove, como qualquer residente de um prédio num taciturno subúrbio, sei que se trata de um vendedor de serviços de cabo. A abordagem habitual é a de se identificarem como técnicos de cabo a necessitarem de inspeccionar as ligações das casas. Invariavelmente, após uma atrapalhada e rápida descrição do que dizem ser, antes que possamos descobrir o logro, estão a solicitar para que a porta do prédio seja aberta. Incautos fazem-no; habituados à prudência necessária com evangelistas sub-pagos e incapazes de encontrar um emprego decente (como caixa de supermercado) respondem que não estão interessados.

Testemunhas de Jeová, tal como vendedores de serviços de cabo da NOS, Meo e Vodafone, também não se anunciam como os vendedores agressivos que são. Identificam-se como tendo algo para nos dizer, algumas vezes a discutir, porque todos desejamos atingir a plenitude da felicidade terrena, não é?

Tal como vendedores de serviço de cabo ou Testemunhas de Jeová, que tentam entrar pelo prédio dentro para tocarem depois a cada campainha individual na porta dos apartamentos numa atitude de “já te apanhei”, também o primeiro-ministro – e admito o estupor de não ver o presidente (ainda) a fazer o mesmo – decide incomodar o funcionamento normal de um hospital para, perante câmaras de televisão, vender os seus serviços de psicopatia a custo mais baixo que o dos seus oponentes. Que o vendedor de serviços por cabo não arranje melhor ocupação, cingindo-se a enganar velhos e cansados a comprarem serviços que não precisam, até se pode compreender. Que o primeiro-ministro demonstre que a sua função é em todo igual à do vendedor de serviços de cabo não é apenas desolador: é indicador de que nem os altos cargos da nação escapam à tristeza mundana do desfile de pobreza franciscana da compra e venda de minutos anestesiantes de percepção de bem-estar.

No pasa nada

3 Março, 2020

Militares da GNR atacados com sanitas e machados em Vila Nova de Gaia. Dois militares da GNR foram atacados com sanitas e machados no bairro do Olival, em Vila Nova de Gaia, quando efetuavam a detenção de um homem que conduziu sem carta de condução.

Tudo sob controle

3 Março, 2020

Em tom pedagógico e explicativo, António Costa repetiu os conselhos dados tanto pela ministra como pela directora-geral da saúde, de que “a forma mais segura” que há de “evitar a generalização das situações de contaminação é mesmo ficar em casa e contactar a Linha Saúde24 e cumprir as instruções dos profissionais de saúde”.*) 2 de Março.

 

O Governo desincentivou esta terça-feira os portugueses a usarem a linha Saúde 24 para pedir informações gerais sobre o novo coronavírus (Covid-19). (*) 3 de Março

 

La maladie de fazer de conta que o que não se vê não existe

3 Março, 2020

Que horror o que se vê no videoclip Malades de Sofiane! Uma coisa mesmo insólita e nunca vista naqueles bairros. O problema de Malades não é incitar a isto ou aquilo mas sim mostrar o que não se quer ver e que é o quotidiano que os poderes públicos deixaram instalar nos bairros camarários.

Cenas dos próximos anos

3 Março, 2020

Dezenas protestaram em frente à Câmara em solidariedade com mulher despejada na Ribeira

Joana Pacheco, com dois filhos menores, ficou sem casa na semana passada e permaneceu temporariamente instalada num hotel à custa da União de Freguesias do Centro Histórico, ajuda que terminou esta segunda-feira

A crescente presente do Esrado no mercado da habitação vai exponenciar casos como este: cada cessação de contrato de arrendamento vai ser pretexto para uma discussão na assembleia municipal da câmara resectiva: cada despejo um problema político; cada renda em atraso um enredo burocrático… E o contribuinte a pagar!

Os ayatollahs da Saúde

3 Março, 2020

Quando vejo a Autoridade Nacional de Saúde se associar à Autoridade Nacional da Verdade duvido que estejamos em situação muito diferente da do Irão na gestão da crise do vírus Corona.

A DGS faz parceria com uma empresa cuja informação sobre a sua própria estrutura accionista é inconsistente com as informações que se podem recolher sobre a firma no website do Ministério da Justiça e em que um dos donos é advogado muito próximo de José Eduardo dos Santos.

Por outro lado o Polígrafo é bem conhecido por ser ele próprio um excelente exemplo de manipulação de notícias, criação de narrativas capciosas e desvio de atenção de factos relevantes.

Acresce ainda que numa altura em que a DGS está sem directores, tem de lidar com uma situação epidemiológica potencialmente grave e os hospitais de São João e Santo António no Porto esgotaram a sua capacidade de resposta com apenas dois casos positivos de covid-19, a Dra. Graça Freitas acha por bem desviar recursos para brincar às redacções de jornal e policiamento das redes sociais.

Acaba assim de reconhecer que a DGS não goza de credibilidade suficiente nem tem capacidade para comunicar eficazmente com a população. Em vez da gestão de uma situação de saúde pública, estamos em gestão política da imagem do Governo.

ATCHIM!

DGS

 

A minha singela proposta

2 Março, 2020

Custeiam-se as depesas de instalação na ilha de Lesbos de todos aqueles que defendem a passagem dos emigrantes para o território grego.

O que está a acontecer nas ilhas gregas é de uma desumanidade e de uma irresponsabilidade profundas. Quando se passou a tratar emigrantes como refugiados era óbvio que o efeito chamda ia crescer. E quem aguenta as consequências não está em Bruxelas nem em Berlim mas sim nas franjas da Europa.

O acolhimento de refugiados tornou-se uma mistificação, uma forma de entrada de dinheiro em organizações, um pretexto para activismos varios.

Portanto experimentem viver um ano em Lesbos – nos campos ditos de refugiados tb pode ser – e depois falamos.

Acho que está na altura de começarmos a estudar o reinado de Teodósio II

1 Março, 2020

Menino de 9 anos acusado de abuso sexual

1 Março, 2020

Aconteceu nos EUA. Um menino de 9 anos foi conduzido ao gabinete do Director da escola básica de Hillsborough,  e posteriormente foi-lhe instaurado um processo  de “assédio sexual” – sem ainda sequer ter idade para saber o que isso significa.  “Gosto de ti. Gosto do teu cabelo porque não é desajeitado. Gosto dos teus olhos porque brilham como diamantes”, terá escrito o menino num dos muitos bilhetes de amor dirigidos à sua paixão. Isto é demencial e muito perigoso para os homens de amanhã.

Como mãe de um menino há muito que ando assustada com esta sociedade doente, completamente doida, de mulheres  que se dizem “feministas” e exigem que se veja  crime de assédio sexual e violação em toda a atitude que parte dos homens. Dou por mim a questionar-me como posso  ensinar o meu filho a defender-se disto. Jamais me passou pela cabeça que um dia teria de lhe dizer: “meu filho, tem cuidado com as mulheres porque podes ser preso inocentemente”. Jamais.

Guardo ainda todos os bilhetes de amor  que recebia na escola e depois mais tarde, já adulta que me deixavam entalados na porta do carro à saída da discoteca ou me eram entregues à mesa do café pelo empregado. Devo depreender que, à luz daquilo que se defende hoje e com estes bilhetes como “meios de prova”, posso queixar-me de “assédio sexual” por não ter desejado aquela situação e interpor processo judicial, mesmo passados estes anos todos? É isso, não é? Que mundo doido.

Tenho olhado para os desenvolvimentos sobre Harvey Weinstein, Plácido Domingos, Bill Crosby, Cristiano Ronaldo e outras figuras públicas masculinas milionárias, com reservas e muita preocupação. Não, não vou negar o assédio sexual que alguns terão feito junto das mulheres que quiseram seduzir para ter sexo com elas.  Também não vou negar que a posição privilegiada de alguns também fez com que tivessem acesso a mais mulheres e pudessem assim exercer mais poder sobre elas. Mas questiono-me até que ponto tudo o que é dito por estas senhoras é 100% verdade. Até que ponto não foi mesmo consentido por algumas delas e agora, já bem lançadas na vida, trouxeram estes casos a público. E até que ponto os nossos filhos um dia bem-sucedidos – sim porque só vejo estas coisas  acontecerem a homens milionários –  não se cruzam com mulheres capazes de tudo para atingir os seus  fins, arruinando-lhes a vida com narrativas construídas. Como se prova depois  que o envolvimento foi consentido, desejado por ambos e que não houve abuso nem violação durante a relação? Como pode um homem totalmente inocente livrar-se disto?

Tenho medo, muito medo  pelo meu filho, que não sei como proteger desta nova geração de mulheres radicalizadas. Porque se hoje tudo pode ser considerado “assédio sexual criminoso”, mesmo sem o ser de facto,  desde que a vítima seja uma mulher e diga “MeToo”, um dia o  meu filho só poderá ter um envolvimento desde que antes tenha assinado um  contrato de consentimento, desde que ligue o gravador do telemóvel  nos encontros sexuais, não dirija piropos nem elogios, não escreva bilhetes de amor  e marque encontros só em locais públicos, para um dia não ver a vida terminar num inferno, mesmo passados alguns anos.

Chocados? A continuar assim  será esta a educação que as mães darão aos meninos no futuro.  Não duvidem.

 

Parabéns a nós

29 Fevereiro, 2020

4 anos  (bisextos)!

Fechada no WC

28 Fevereiro, 2020

Foram mais de seis horas que uma mulher de 47 anos, empresária, esteve ontem fechada numa casa de banho do Centro de Saúde de Cantanhede por suspeita de coronavírus.

Deram-lhe um iogurte e bolachas para comer e muito poucas explicações. A meio da tarde foi informada que poderia ir para casa, sem ser submetida a análises, porque não havia autorização da Direção Geral de Saúde (DGS) para as fazer.

Notícia do Diário As Beiras.

 

Os jornalistas em vez de andarem a telefonar a Santos Silva por causa do tratamento médico do português que está no Japão podem pedir-lhe que explique isto

28 Fevereiro, 2020
  1. Segundo Ancara, 33 soldados turcos foram mortos quinta-feira na província de Idlib pela aviação do regime de Bashar al-Assad

2. Turquia abre as portas da Europa aos refugiados e lança ofensiva na Síria. Governo de Ankara toma posições drásticas ao anunciar que não irá travar o fluxo migratório para a Europa e ao declarar guerra ao regime de Assad após 29 soldados turcos terem morrido em Idlib.

…. E há agora o PR pode tb dar uma palavrinha

A megalomania de quem falhou tudo

28 Fevereiro, 2020

2003. Congresso da Internacional Socialista. Guterres apresenta caminho para uma nova ordem mundial

2016. Guterres promete revolução na ONU

2019. Guterres. salvar o planeta “é a batalha das nossas vidas”

2019. Guterres anuncia “maior diálogo global de sempre” sobre o futuro

2020. Guterres ataca desigualdade de género e indica desafios para “mudar o mundo”

… Amanhã há mais. Mas sempre em grande

O Processo de Grunhificação em Curso

26 Fevereiro, 2020

«Motards perseguem polícia e enconstam-no contra carro patrulha durante funeral das vítimas da Segunda Circular. O agente, em sua defesa, puxou de uma arma quando estava a ser cercado.»

Algures entre chamar rei a Eusébio e sr. a Máŕio Coluna e guinchar diante de Marega, Portugal ajavardou. O PREC tornou-se no PGEC: Processo de Grunhificação em Curso. O amanhã que ia cantar é o hoje que grunhe. No fim acabamos tolerando o que acreditávamos intolerável. Calando o que nos indignava. Pactuando com o que sabemos ser um crime. O Processo de Grunhificação acontece muito rapidamente. Recuperar dele é que demora tempo.

Aí não?

26 Fevereiro, 2020

Aí o Marega não foi insultado por ser preto? Se calhar foi por ter nascido em Les Ulis Ou por ser um jogador alto. Ou por pesar mais de 70 kilos. Porquê tanto esforço para torcer a realidade? Racismo é usar a cor, etnia ou cultura de alguém, denegrindo-o e rebaixando-o. Foi o que aconteceu. Sim, outros jogadores já foram insultados com comentários racistas. E não duvido que a Cristina também o tenha sido. E….? Por causa disso o Marega não foi insultado por causa da sua cor?  Quem o insultou teria imitado um macaco se o jogador fosse branco? E não, não é verdade que «quem vai para o futebol tem de saber que isso (insultos) faz parte do ofício». Isso é absurdo, seria doentio e levaria a ter de aceitar-se que tal espectáculo é antro exclusivo de grunhos na assistência. O que felizmente não é caso. Há sim pessoas e grupos que gostam de andar a exorcizar as suas frustações e complexos gritando cânticos racistas e insultando jogadores com base na cor da pele, na origem, na etnia, no nome. Sim, racismo. Há. Bastante.

Marega esteve bem, e teve o mérito de ter sido o primeiro a recusar-se a jogar enquanto o insultavam com cânticos racistas. Se todos os jogadores daqui para a frente fizerem o mesmo, certamente o país será melhor e mais civilizado.