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Não acham que está na altura de se criarem quotas para boas notícias sobre políticos de direita?

8 Julho, 2019

Vitória de Kyriakos Mitsotakis em 2019

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Vitória de Tsipras em 2015

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E discriminação com base na orientação política?

8 Julho, 2019

Escrevia este fim de semana o director do PÚBLICO:  O PÚBLICO orgulha-se da sua tradição de estar na linha da frente do combate ao racismo ou a qualquer tipo de discriminação baseada na cor da pele, na sexualidade ou no género.

Perante o destaque do resultado das eleições gregas podemos concluir que o PÚBLICO orgulha-se da sua tradição de estar na linha da frente da defesa da discriminação  baseada na orientação política?

Sócrates ainda (des)governa este País

7 Julho, 2019

 

Post de convidado: Atacante Moura

Quando falamos de Sócrates e das suas ideias, há muito quem diga “isso teve o seu tempo”. Pois bem, a verdade é que isso não teve o seu tempo. Estamos em 2019, a discutir o tema da demolição do Prédio Coutinho, e a VianaPolis continua a ser financiada com o dinheiro dos contribuintes para fazer… nada.

A actividade da VianaPolis designa-se no “desenvolvimento da acção estruturante relativa à expropriação do Edifício Jardim, subsequente demolição e posterior construção do novo Mercado Municipal e espaços públicos envolventes, bem como o arrendamento, gestão e administração de bens imobiliários.” Estamos, pois, perante um caso de incompetência.

Durante quase duas décadas, os contribuintes sustentaram uma empresa – cujos custos de constituição nunca foram comunicados – e que tarde apresentou o projecto do Mercado Municipal que está na origem da eventual demolição do Prédio Coutinho (ficámos a conhecer as imagens da maquete do Mercado Municipal a 5 de Julho de 2019, numa tentativa desajeitada de comunicar positivamente num caso mediático que já manchou o nome da cidade em todos os órgãos de comunicação social deste País).

A mesma empresa não empreendeu acções de sensibilização junto da comunidade (os próprios vianenses não sabiam, até 5 de Julho de 2019, que não era uma réplica do mercado original o que estava previsto para aquele local, mas antes um mercado igual a qualquer outro), não agendou visitas dos proprietários aos apartamentos alternativos, não dialogou, não procurou minimizar o impacto nos moradores, não existiu, a não ser para atacar os resistentes com actos indignos de uma sociedade do século XXI.

Em 2012, o Jornal de Negócios noticiava uma dívida da VianaPolis de 17 milhões de euros à Banca, sendo que o actual presidente da autarquia remetia uma fatia de 5 milhões de euros desse endividamento para a operação do Edifício Jardim. Quanto deve a VianaPolis hoje? Juntem-se os cerca de 23 milhões de euros gastos em indemnizações por expropriação e cerca de um milhão em custos judiciais e mais dois milhões em juros. Some-se um milhão e duzentos mil euros para a já adjudicada demolição do Prédio Coutinho à DST. Como dizia o outro, “é fazer as contas” e andamos a pagar mais de 30 milhões de euros para tratar da estética de uma cidade no Alto-Minho. Ou chega agora a hora da cosmética das contas?

O actual Ministro do Ambiente fala agora – sim, só agora, já que está na mira do escrutínio público – de um processo contra os moradores do Prédio Coutinho por lesarem o Estado e os contribuintes, razão pela qual espero receber a minha parte se houver demolição e ressarcirem os lesados – que também somos nós.

Não deixa de ser interessante que, pela primeira vez em todo o processo, pareça que o Ministério do Ambiente e a VianaPolis se organizaram para comunicar em conjunto num momento de crise e, de repente, pareça que já estava tudo pensado e pronto a executar. Não estava.

Sócrates teve o seu tempo… mas os meus impostos continuam, ainda hoje, a pagar as suas ideias.

Até breve,
Atacante Moura

Socrates (2)

A ostraca

7 Julho, 2019

 

Tudo está bem quando acaba bem

7 Julho, 2019

Há funções primordiais para o estado. Alguns, talvez induzidos em erro por romances esquisitos, acham que essas funções são óbvias idiotices sem qualquer interesse como não ser desviado para uma estrada onde se acaba a morrer intoxicado ou queimado, estragando assim estatísticas de progresso; outros, ainda, acham que é a providência de entretenimento aristocrático em cuecas para as televisões, como que mostrando que há um santo pénis real encolhido na volumetria oprimida das trusses passível de repovoar os cofres da segurança social do futuro. Todas estas pessoas estão erradas.

Como se viu na semana que passou, a função primordial do estado, aquilo que o monstro faz bem, é a construção de mercados para veganismo biológico – mas que caraças é uma cenoura não biológica, horda de imbecis? – e comercialização de djembes para tribalização rasta-etnográfica pelos palhaços de serviço que mostrem recusa de crises provocadas por cabrões que passam a vida a construir e a demolir as populanças dos contribuintes. Como se não bastasse o querido governo decidir que pessoas têm obrigação de abandonar casas que compraram por indemnização determinada por convenção em pestilento fraldário, decidiu também o querido governo sentir a dor lesa-pátria por pessoas do prédio Coutinho se tornarem surdas à flauta do palhaço de Hamelin destacado para o serviço. Uma sopeira organizou um cordão humano, a que vários camelos compareceram para, perante as televisões, passarem pelo buraco da agulha. Foi um sucesso para a sopeira, tendo imensos Facebook-likes já garantidos, assim como uma foto na Caras de Agosto ou da valente desgraçada que a pariu. Não tendo ainda o estado executado completamente com doloso zelo a sua magnânima função de besta, vem um tipo que se diz ser “ministro do ambiente” (cargo que tutela coisas espectaculares como o aterro da Cova da Beira) dizer que vai processar os moradores que subsistem no prédio Coutinho.

Tudo isto sem que ninguém tenha sido devidamente atado ao pelourinho. Tudo está bem quando acaba bem.

parabéns ao pedro arroja

5 Julho, 2019
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Ouvi, num noticiário da rádio, a notícia de que as crianças da secção oncológica do Hospital de São João abandonaram, hoje, os infames contentores onde estavam internadas, para serem colocadas numa ala desse hospital. É uma boa notícia, que certamente aliviará um pouco o sofrimento destas crianças e dos seus familiares, mas choca que quem gere o Hospital não se tenha lembrado disto mais cedo.

Neste momento, há que agradecer ao Pedro Arroja, que foi o grande responsável por esta decisão. A verdade, é que foi ele quem, há anos, alertou o país para este drama e, de então para cá, mexeu mundos e fundos para tentar mudar as coisas. Com sacrifício pessoal, como sei de conhecimento directo. O seu projecto de construção de um edifício exclusivo para estas crianças não foi avante, mas esta medida certamente que compensa, pelo menos por enquanto, esse adiamento. Parabéns, meu caro Pedro. Assim se demonstra que, por vezes, basta um homem de vontade indómita para mudar o que está mal no mundo.

incompreensível!

5 Julho, 2019
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AADRYl9.imgSua Excelência o Ex-Ministro da Defesa Azeredo Lopes está em estado de choque! Levou uma paulada do Ministério Público e – horror dos horrores! – foi constituído arguido! Tudo por causa de suspeitas de envolvimento no caso mais delirante e pythonesco da história, quantas vezes absurdamente caricata, do nosso regime, que são as «armas de Tancos». Sua Excelência considera «incompreensível» tal facto, que é, para ele, avassalador, tirânico e medonho, numa palavra que são duas, “socialmente destruidor”.

Ora, mesmo tendo em conta a habitual dificuldade de Sua Excelência em compreender as coisas, como, aliás, se viu muito bem pelo caso que agora o vitima e pelas grotescas declarações que então foi a propósito  prestando, não é motivo para tanto. Por mim, que lhe devo algumas boas gargalhadas pelas figuras que o vi fazer quando era ministro e tinha de tratar destas coisas transcendentes, acho que ele devia ser agraciado pela pátria pelos muitos favores que lhe fez, com uma dessas comendas que se dão aos Berardos e aos Varas, até se calhar as mesmas, já que estão de retorno a Belém. Mas vendo-o assim tão chateado, quero deixar-lhe uma palavra de ânimo: Senhor Ex-Ministro da Defesa, não leve estas coisas da justiça portuguesa tão a sério. Saberá V. Ex.ª quantos e quantos arguidos pululam pelas secretarias judiciais dos tribunais criminais do país? Quantos denunciados anonimamente o são? Quantos e quantos empresários o são também, por terem atrasado o pagamento dos seus impostos ao estado para salvar empresas e postos de trabalho? Preocupou-se, alguma vez, Vossa Excelência, com esta gente, de extração política e social certamente muito inferior à sua, é certo, mas, ainda assim, filhos do mesmo Deus e cidadãos do mesmo país? Duvido. Portanto, já que não cuidou do que devia, quando devia e podia, agora vai ter de aguentar. Verá, quando isto chegar ao fim, que o seu nome terá exactamente o mesmo valor público que tinha antes. Se isso é bom ou mau para si é que já não sei.

Coitadinho do ministro!

4 Julho, 2019

O ministro Adjunto e da Economia visita o Salão internacional do Setor Alimentar e BebidasVerti uma lágrima de comoção ao ler a parte da entrevista do ministro Siza Vieira ao Observador em que o dito cujo revela que foram para ele “situações pessoalmente, muito penosas” as polémicas em que se viu envolvido em torno das suas incompatibilidades. Diz ele que “isso desencoraja muita gente de poder corresponder a um impulso de serviço público“. Eis um verdadeiro altruísta!

Conhecendo-se tudo o que se conhece sobre António Costa, a sua falta de vergonha na cara, a relação muito difícil que tem com a verdade e uma ética não exactamente de padrão comum a gente digna, bastava ao ministro Pedro aceitar integrar este governo para ficarmos apreensivos, atentos à sua conduta e sujeita-lo a escrutínio.

Mas Siza afirma que a culpa disto tudo é da sua mulher. Com um convite para o executivo em cima da mesa, foi ela que o pressionou a “arrumar 30 anos de vida profissional” em dois dias. Não sei se isto é atitude de um machista ou de uma vítima de violência doméstica. Fica à melhor interpretação dos leitores.

Algo que o ministro não explica é absoluta e inadiável necessidade de, para esse efeito de arrumação, ser obrigado a formar uma empresa com a mulher na véspera de tomar posse. Não poderia fazê-lo dois dias depois, por exemplo? E em que medida “preservar estas coisas” (o património familiar) numa empresa fica mais salvaguardado do que a título pessoal?

Mas, independentemente da bondade das intenções do Dr. Vieira, o que é facto é que ele está condicionado como qualquer cidadão a cumprir a lei e os regulamentos, pelo que conforme foi à época aqui assinalado resulta obtuso que se considere para o momento de renúncia à gerência da sociedade com a esposa a data que consta de uma carta e não a definida por Lei para cumprimento efectivo da obrigação.

O Observador não confrontou Pedro Siza Vieira com outras situações polémicas e este aproveitou para passar por cima do caso inédito de um ministro da Economia pedir escusa de decisões que envolvam matérias relacionadas com a indústria hoteleira nacional, cujo respectivo lobby corporativo é dirigido pela sua esposa.

Já antes PSV tinha pedido escusa de matérias respeitantes ao sector eléctrico, entre outros tema em que a firma Linklaters à qual pertencia teve um papel negocial e de representação de interesses, antes de Siza Vieira transitar para o Governo liderado pelo seu amigo pessoal António Costa.

Enfim, com tanta escusa era escusado ser ministro e escusado tomar-nos por lorpas.

*

 

 

desprezo

4 Julho, 2019
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mw-19201De Pedro Silva Pereira, o ensimesmado delfim de José Sócrates, não me apetece dizer muito. Não revisitarei as revelações do «processo marquês» sobre ele e a sua mulher, como não me apetece dissertar sobre a sua recente eleição para uma alcavala europeia com que foi presenteado pelos seus colegas socialistas europeus. Sobre Silva Pereira basta-me uma estória, e essa vi-a eu na televisão: a da sua ida a um jantar com o antigo patrão e mais uns compinchas, num restaurante de luxo da zona do Guincho. À saída estavam uns tantos repórteres e jornalistas à espera de Suas Excelências, e, a uma mais afoita que não os largava, o delfim, em tom imperial, com a sobranceria e o desprezo que os grandes deste mundo têm pela ralé, disse-lhe uma frase mais ou menos assim: «tenho pena da forma como você ganha dinheiro». Depois, virou-lhe as costas como se não estivesse ali ninguém. Por mim, a única coisa que lhe gostaria de dizer é que também ele me provoca exactamente a mesma sensação.

Este não se demite. É socialista.

4 Julho, 2019

Indiferente a isto.

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Fazer de conta que isto não está a acontecer não resolve o assunto

4 Julho, 2019

4 de Julho: Uma pessoa foi baleada por tiro de caçadeira na Ajuda, agressor foi detido O disparo, de caçadeira, ocorreu cerca das 1h00, à porta de casa da vítima, na Rua Roy Campbell, na Ajuda. A vítima foi transportada para o hospital S. Francisco Xavier.

2 de Julho: Polícia recebida com pedras no bairro da Cova da Moura na Amadora
Agentes iam rebocar duas motas por suspeitas de terem sido roubadas. Pedras foram atiradas por “populares”. Nenhum polícia ficou ferido mas uma viatura ficou com danos
.

Entretanto prossegue a “greve” das forças de segurança a tudo o que não coloque verdadeiramente em causa a segurança dos cidadãos Movimento Zero. “>”Estamos a viver um clima de alta tensão”

Mensagem de um morador do Prédio Coutinho

2 Julho, 2019

Tenho estado em contacto permanente com um morador do Prédio Coutinho. Eis uma mensagem que me enviou:

Exa. Sra. Cristina Miranda,

Este país é mesmo caricato!

Gostaria se fosse possível que focasse os pontos abaixo mencionados nos diversos espaços de intervenção pública que dispõe.

Os moradores estão reféns na sua própria habitação e impedidos de entrar e sair do edifício. Não foram notificados por um juiz para abandonar as habitações. Porque é que uma empresa se substitui aos tribunais?

Além disso, a polícia em vez de garantir a ordem, está no local para impedir que alguns cidadãos possam exercer os seus direitos fundamentais consagrados na Constituição Portuguesa.

Uma empresa de segurança privada foi contratada para escudar a PSP de eventuais responsabilidades e também essa empresa impede um grupo de cidadão de exercer os seus direitos fundamentais consagrados na Constituição Portuguesa.

Agentes policiais estão a impedir que cidadãos de pleno direito possam satisfazer as suas necessidades mais básicas como alimentação e higiene.

Qualquer pessoa que solidariamente pretenda ajudar-nos com bens de primeira necessidade é impedida pela PSP de o fazer. Que crime está a cometer segundo a legislação vigente ?

Uma pessoa que do edifício faça o arremesso de um objecto para um local próximo sem colocar em perigo terceiros contendo por exemplo chaves, a PSP impede o destinatário de receber essas mesmas chaves. Que crime o destinatário está a cometer ?

Os nossos advogados estiveram na sexta-feira impedidos de contactar pessoalmente connosco e aceder às fracções por ordem de quem ?

Um contrato de fornecimento de água, luz e gás celebrado por duas partes pode ser unilateralmente suspenso a pedido de um terceiro sem que estivessem reunidas as condições para suspensão do serviço?

As sucessivas violações dos direitos, liberdades e garantias consagrados na Constituição Portuguesa já deveriam ter suscitado uma imediata intervenção do Provedor de Justiça porque não o fez quando os acontecimentos foram amplamente divulgados nos diversos meios de comunicação?

O Sr. Presidente da República foi alertado logo de início para o que se estava a passar em Viana do Castelo. Por que motivo não veio dar afecto, tirar umas selfies e condenar veementemente abuso de poder por parte de várias entidades envolvidas. Poderá o Estado criar leis feitas à medida das suas conveniências? Será que a resolução do Conselho de Ministros 26/2000 é abstracta e geral ou dirige-se ao caso concreto do Edifício Jardim/Prédio do Coutinho?

Cumprimentos
Agostinho Correia

Viana do Castelo, 30.06.2019

 

PS: Exa. Sra. Cristina Miranda, uma coisa posso garantir-lhe: saindo do edifício, a primeira coisa é tomar um banho, a outra é apresentar queixa crime no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

Este será o passo seguinte.

A questão da agressividade em relação à paisagem como critério para a “desconstrução” é para aplicar a todos os edifícios?

2 Julho, 2019

torre-burgo-1Torre Burgo, Porto.

Era só para lembrar que a próxima “desconstrução” que temos pagar pode muito bem ser esta

2 Julho, 2019

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*Há quem ache que o edifício é um mamarracho.

*O seu licenciamento é uma sucessão de coisas por explicar: «O terreno é do Armando Martins, dono do Atrium Saldanha. Ainda no tempo do Abecassis ele ligou ao Armando a dizer que lhe comprasse o terreno. Ele comprou, fez vários projetos, e durante 20 e tal anos nunca lhe aprovaram nenhum projeto, por uma razão extremamente simples: os vários PDM só admitiam à volta de 10, 12 ou 14 mil metros quadrados de construção e naquela altura, para viabilizar o que lá estava, era preciso um pouco mais – 16 ou 17 mil. E um dos Espírito Santo com que ele trabalhava aconselhou-o a fazer uma hipoteca sobre o terreno, e ele fez, uns 15 milhões. Entretanto há o estoiro da economia, tem uma proposta da KPMG que estava no Monumental e precisava de expandir. Isto já se passa com o Salgado, ele diz não ao projeto por causa do PDM. E há uma carta em que os homens da KPMG escrevem ao Armando Martins a dizer que não vão falar mais com a CML porque não são pessoas de confiança. O Armando Martins faz um pedido de informação prévia para ficar com um documento escrito, que é assinado pelo Salgado e diz que se pode chegar a 12 mil metros quadrados para escritórios ou a cerca de 14 mil e tal para habitação. E o Armando entregou o terreno por um euro ao Banco Espírito Santo. No ano seguinte, o mesmo Manuel Salgado aprova 24 mil metros quadrados de construção ao Banco Espírito Santo

Síndroma da vergonha alheia

2 Julho, 2019

o significado político do penteado

1 Julho, 2019
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Acreditando que a idade não deva ser – nem para cima, nem para baixo -, atributo para se exercer um cargo político, estranhei esta inflexão de Rui Rio em encher as suas listas de deputados de jovens imberbes, depois de os ter expulsado dos órgãos do partido que dirige, os quais preencheu com honoráveis anciãos e pré-históricos dinossauros. Reflecti sobre o assunto, e a primeira ideia que me veio à cabeça é que Rio temia que a maioria dos seus mais próximos não pudesse garantir, em razão das idades avançadas, o cumprimento integral da legislatura. Mas parece que me enganei. Na verdade, analisado o exemplo de Hugo Carvalho, cujo curriculum o recomendaria para um lugar de meio ou fim de lista, mas nunca para encimar a importante candidatura do Porto, ainda por cima tendo o líder em segundo lugar, cheguei à conclusão que a proverbial minúcia de Rio terá descoberto algum pormenor significativo em cada um desses jovens, que o terá convencido na escolha. Neste caso será certamente o belo penteado à «fosga-se», de que Rui Rio também tanto gosta, e que o jovem parece querer imitar. Nos outros, ainda não descobri.

Um jovem marinheiro…

30 Junho, 2019

Isto…

Bloco também parte e esboroa

30 Junho, 2019

A suposta superioridade moral e ética dos dirigentes do Bloco de Esquerda foi desmistificada de forma evidente no episódio da venda do prédio de Ricardo Robles ou das contratações do ex-vereador de Lisboa. O mesmo se passou com as notícias sobre a actividade empresarial de Catarina Martins e as contradições entre discurso e práctica que o caso encerra. Ou ainda por via das notícias de deputados bloquistas que deram moradas de residência diferentes da efectiva obtendo por essa via benefício financeiro.

A sua proximidade ao poder e o facto de ao longo dos últimos anos o BE ter vindo a servir de suporte ao governo tornou notório o carácter burgês do partido e a sua lógica de procura de conquista de posições de privilégio, comando e distribuição de sinecuras.

Internamente, os episódios de contestação à liderança da agremiação têm colocado também a nu o carácter distópico e neo-fascista da sua própria orgânica.

Lembro o ruidoso abandono do BE de um grupo de 26 militantes, entre os quais dois irmãos de Francisco Louçã e fundadores do partido. Referiram na altura que pouco restava do projeto original do Bloco de Esquerda. Mais curiosas foram as notas que estes dissidentes quiseram publicitar sobre os processos internos de “taticismo de decisões”, “progressiva ausência de pensamento crítico”, “hostilização da divergência” e “profundo sectarismo”. Ainda mais grave se revelaram as críticas deixadas à “perseguição e expulsão de militantes” e “manipulação de eleições internas”. Sintetizaram afirmando que “o Bloco se tornou numa organização hierárquica e cristalizada onde imperam os acordos de cúpula”.

Muito recentemente vêem-se novos exemplos do modo de actuar descrito acima através da guerra aberta que se instalou no BE. Voltaram as denúncias de “pressão inaceitável” da Direcção de Catarina Martins sobre as estruturas locais e a postura pidesca e  intimidatória de Pedro Filipe Soares em Santarém, onde as bases rejeitaram de forma clara os nomes indicados por Lisboa para as listas de candidatos a deputados.

Até no círculo do Porto por onde a própria Catarina Martins será cabeça de lista a contestação interna é bem audível e já não disfarçável.

Serve o acima exposto de alerta sobre a metodologia e carácter do código de conduta que seria transposto para a sociedade caso assim fosse concedidada oportunidade ao Bloco de nos governar de forma mais abrangente do que aquilo que já nos consegue impôr através da sua influência na geringonça.

Os militantes do BE já o estão a sentir na pele. É que o feitiço vira-se contra o feiticeiro sempre que fôr útil e logo que seja necessário à oligarquia de esquerda.

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Do bom gosto e da má fé

30 Junho, 2019

O que está em causa no edifício Coutinho não é se gostamos ou não do edifício. Note-se contudo que se o critério para o “bom gosto” for o  “enquadrar na paisagem” ou o  gigantismo  derrubaremos este moderno edifício 65306193_10213929651825809_1885165466675052544_n

Ou este bem mais antigo

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O que está em causa é cada um de nós poder ser corrido da sua casa, casa essa legalmente construída, pela qual pagou todas as contribuições, taxas e licenças devidas e cumpriu os vários regulamenros, unicamente porque um primeiro-ministro, um ministro ou um presidente de câmara não gostam dela. O edifício Coutinho não tem de ser demolido para ali passar  uma estrada ou fazer algo que especificamente só pode ser construído naquele local. Trata-se sim de ordenar aos residentes que desamparem  a loja  porque quem manda não gosta do que vê.

 

Depois dirão: as vítimas tinham razão. É o síndroma azar dos Távoras.

30 Junho, 2019

Da forma como decorre a expulsão dos proprietários do edifício Coutinho há duas lições a tirar e nenhuma delas é tranquilizadora: a primeira é que o autoritarismo que tem caracterizado o poder socialista em Viana só é possível porque a indignação, as causas e a denúncia das injustiças foram deixadas por conta da esquerda.

A segunda lição é também um aviso: ninguém que pense vir a ser verdadeiramente escrutinado pelos seus actos exerce o poder deste modo.

Para contrariar este estado de coisas, que é verdadeiramente o Estado de Portugal e lutar contra o síndroma azar dos Távoras que se abate sobre quem enfrenta o jacobinismo  venho muito pragmaticamente propor que o terreno do prédio Coutinho deixe de ser português e passe a integrar o Rio Grande, mais especificamente na zona em que este rio serve de fronteira entre o EUA e o México.

A propósito do Edifício Coutinho o que acham deste postal da Covilhã?

29 Junho, 2019

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Torre de Santo António,Covilhã. Arquitecto Fernando Pinto de Sousa

O maior incentivo ao consumo de alcool alguma vez visto nesta terra

29 Junho, 2019

Magistrada arquivou caso em que dois homens alcoolizados insultaram e agrediram a murro um agente da PSP.

Portanto desde que se esteja devidamente alcoolizado  podemos esmurrar e insultar funcionários da repartição de Finanças? Juízes e funcionaŕios dos tribunais? E já agora os vizinhos? E por fim mas não por último, aqueles casos de violência doméstica em que muitas mulheres são espancadas (para não dizer pior) por homens que depois de desculpam por terem bebido em excesso também vão ser aquivados?

 

 

 

Os produtos comercializados por alguns daqueles camionistas estão a ser consumidos alarvemente no Largo do Rato, não estão?

28 Junho, 2019

A maioria de esquerda no parlamento aprovou esta sexta-feira um voto de condenação pela atuação do executivo liderado por Cavaco Silva no denominado “buzinão” da ponte 25 de Abril, há 25 anos, enquanto PSD e CDS-PP votaram contra.

Os deputados socialistas Ascenso Simões e Fernando Rocha Andrade votaram igualmente contra o texto apresentado pelo PCP, ao passo que todas as restantes bancadas, o deputado único do PAN, André Silva, e o deputado não inscrito, Paulo Trigo Pereira, votaram favoravelmente.

I came in like a wrecking ball

28 Junho, 2019

Durante os últimos anos, lutei na busca do artifício linguístico que melhor descrevesse o governo socialista. A imagem perfeita que ilustrasse a vida em Portugal nestes tempos de trevas por apatia. Hoje, a realidade tratou de me providenciar a imagem perfeita do socialismo em Portugal: a demolição do prédio Coutinho com moradores ainda no interior. É que é isto mesmo o nosso Portugal: uma demolição planeada e irreversível com os portugueses ainda cá dentro.

Marcelo já lá foi?

28 Junho, 2019

O costume

26 Junho, 2019

A fotografia de um homem e da sua filha afogados no Rio Grande é hoje publicada em alguma imprensa, nomeadamente na francesa país onde se criminaliza por exemplo a difusão de images das execuções públicas praticadas pelo estado islâmico.

Para lá desta duplicidade de critérios temos neste caso o habitual esquema de raciocínio: o homem e a sua filha morreram ao tentar chegar aos EUA, logo  a culpa é dos EUA que não abrem as suas fronteiras. Para o governo do Salvador donde o homem é natural e para o do México onde o homem se encontrava nem uma palavra.

Vilarinho de Negrões

25 Junho, 2019

Nas Terras do Barroso, por altura de meados dos anos 60, a albufeira criada pela barragem do Alto Rabagão poupou à subida das águas na sua margem sul uma pequena península chamada Vilarinho de Negrões.

Visitei a zona recentemente, onde a vida rural continua a concentrar as suas principais actividades na criação de gado e na produção de cereais.

Há dois anos, Vilarinho de Negrões, aldeia do concelho de Montalegre, foi uma das semi-finalistas candidatas às “7 Maravilhas de Portugal” na categoria Aldeias Ribeirinhas, numa iniciativa promovida pela RTP. Na altura o presidente da junta dizia que “esta distinção vai atrair ainda mais visitantes”.

Logo depois do concurso da televisão pública o PS teve nas eleições autárquicas 60,6% dos votos no concelho, mais de 85% na freguesia e elegeu a totalidade dos deputados da assembleia de freguesia de Negrões, com 95,5% dos votos.

Eu tendo a ligar pouco a este tipo de concursos, sou descrente em relação a políticos empolgados e desconfio ainda mais de autarcas de freguesias onde o PS tem votações desta magnitude governando sem oposição.

Infelizmente o meu cepticismo não se revelou infundado. Segundo pude eu próprio testemunhar e também mo contaram dois ou três locais com quem me cruzei (da vintena de pessoas que lá moram), Vilarinho de Negrões é hoje uma aldeia completamente ao abandono, com casas destruídas, sem saneamento básico, ruas sujas e uma população desencantada com o seu destino.

A região é de facto de uma beleza superlativa e tem paisagens magníficas.
Mas é preferível tirar fotos à distância e não viver lá.

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Os proprietários de andares no Prédio Coutinho não são gente? Ou isso do assédio só se aplica aos senhorios e não ao Estado?

25 Junho, 2019

Portanto o mesmo Estado que aprovou legislação para impedir o despejo de arrendatários que vivem “há mais de 20 anos” nas casa e que ameaça com penas várias os senhorios que recorram a um ambiente intimidativo, hostil, degradante, de perigo, humilhante, desestabilizador ou ofensivo, ou impeça ou prejudique gravemente o acesso e a fruição do locado pelos inquilinos</a recorre está a recorrer a corte  está a recorrer a cortes de gás e água, a notificações ” se sai já não entra” para tomar conta do prédio Coutinho. Os residentes do predio Coutinho vivem lá desde os anos 70, se fossem inquilinos de um desses abominados senhoriso privados ou okupas certamente que não eram tratados deste modo. E os activistas já lá lá estavam aos saltinhos!

Ou se aprova rapidamente a regra “um funcionário público que vote PS vale por dois eleitores” ou o sector privado acaba

25 Junho, 2019

Número de funcionários públicos aumentou 26 mil desde 2016 apesar do “2 por 1”
São mais 25.911 trabalhadores do que o registado no final de 2016, ano em que o Governo anunciou que iria manter a regra do “dois por um” na administração pública.

o que vai fazer o ps em outubro?

25 Junho, 2019
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Estamos a pouco mais de três meses das eleições legislativas. Portanto, é indispensável perceber o que nos propõem os partidos em termos de soluções governativas, nomeadamente o PS, que tudo leva a crer as ganhará. Isto porque, da última vez, o eleitorado votou sem qualquer indicação, ou suspeita, do governo que lhe saiu na rifa. A solução tem óbvio cabimento constitucional, mas não foi verdadeiramente sufragada pelos eleitores, porque nunca lhes foi proposta. Agora, cumprida uma legislatura com a geringonça, o PS tem a obrigação política e moral de dizer aos portugueses aquilo que poderão esperar da sua eventual vitória: voltará a governar com o Bloco e o PCP?; rejeita essa possibilidade, como notícias avulsas parecem indicar, ou estas são mera táctica eleitoral para que cada um dos partidos maximize as suas votações?; governará sozinho, mesmo sem maioria absoluta, ou levará o Bloco para o governo? Aguardemos os esclarecimentos de quem tem que os dar: António Costa.

Querem mesmo saber o que se pretende esconder com esta decisão?

24 Junho, 2019

Ensino básico
Escolas em Abrantes deixam de dar notas em novo modelo de avaliação

O Agrupamento de Escolas Solano de Abreu, em Abrantes, apresentou hoje um novo modelo de avaliação que não vai dar nota nos testes, mas antes avaliar de forma contínua as competências dos alunos.

Na Venezuela, o papel higiénico também não falta, os venezuelanos é que comem muito

24 Junho, 2019

Atrasos no Cartão de Cidadão. Governo culpa quem vai “sistematicamente” para a porta dos serviços antes de abrirem.

É isto

24 Junho, 2019

O Estado perdoa mais depressa  (15 anos)  a um senhorio que mate o inquilino do que rompa o contrato de arrendamento de longa duração

Os senhorios que assinem contratos de longa duração, mas que decidam não levá-los até ao fim sem justa causa terão de devolver ao Fisco o valor do IRS que pouparam nos anos em que beneficiaram da redução do imposto, acrescidos de juros compensatórios, mesmo daqui a 20 anos.

 

 

A propósito do alojamento local que expulsa os habitantes do centro da cidade

23 Junho, 2019

Vera Gouveia Barros: “Eu sei que uma pessoa vai ao Ikea, vê aqueles simulacros de apartamentos com 25 m2, com ideias geniais de arrumação e de aproveitamento de espaço, e até lhe apetece trocar o seu T2 por um cafofo. Mas vamos ser realistas: a maioria de nós não consegue que a suas coisas caibam em tão pouco espaço, pois não? Nem com a ajuda da Marie Kondo. No entanto, para servir de alojamento temporário a quem vem com uma mala que a companhia low-cost garantiu não ser mandada para o porão, aquelas casas, em ruas estreitas onde os prédios distam dois metros do da frente, estão perfeitas.”

Ps. Como a autora lembra ainda que a Baixa, a Graça ou a colina de Santana hajam perdido habitantes durante a última década – afirmação para a qual não há dados estatísticos a confirmar (ou a desmentir) –, não se encontra aqui nenhuma inversão da tendência dos últimos 50 anos, em que a cidade se foi esvaziando de gente a morar nela, sendo as casas convertidas em escritórios, em consultórios, em sedes de organizações várias (onde se incluem partidos e sindicatos). De modo que responsabilizar o alojamento local pela expulsão dos habitantes do centro de Lisboa é teoria a carecer de factos. Nem opinião informada chega a ser. É mais uma questão de fé. Ou fezada, vá.

Crónicas do Portugalistão

23 Junho, 2019

A propósito “do Miguel” disse Marcelo Rebelo de Sousa não perceber “como se pode criminalizar a ajuda ao próximo.” Mesmo que o próximo mais directamente ajudado pelo Miguel e por essas ONG’s que ninguém sabe como são custeadas sejam os traficantes de seres humanos?

São João da corte?

22 Junho, 2019

Desculpem lá, mas que tradição é esta de cortejos de rusgas de S. João no Porto a passar em frente à Câmara para exibição perante um júri? Tradição no Porto?

Dos martelos, alhos porros, balões, sardinhas e cascatas lembro-me há muito tempo. Fogo de artifício, com certeza. Carrinhos de choque e feira popular também. Ver o nascer do sol na Foz, idem. Bailaricos e rusgas a percorrer a cidade também. Concertos na Av. dos Aliados, mais recentemente.

Cortejos em frente à Câmara é que não me constava ser uma tradição. Estou certo que algum leitor vai fazer a fineza de me recordar registos históricos e documentos bastantes para justificar a “tradição”

Mas o S. João sempre foi para mim uma festa popular, descentralizada e espontânea. Liberal, portanto.

Estão a transforma-la num evento planeado centralmente e de reverência à corte?

#mno_balao_sao_Joao

O que afasta jovens da política?

22 Junho, 2019

Marcelo quer saber o que afasta jovens da política.

Bastava ao homem estar atento ao cartaz da conferência, pois a resposta está bem visível na foto abaixo e escrita em Inglês e Português: “ministros responsáveis pela juventude”.

World Conference of Ministers Responsible for Youth 2019 and Youth Forum Lisboa+21

A expressão é rica em contradições. Não só é muito raro haver “ministros responsáveis” como é incongruente a juventude ser tutelada por políticos.

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ADSE

22 Junho, 2019

Sim, e o fim do SNS seriam excelentes notícias…

A indústria do aborto

21 Junho, 2019

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Começo por contar a minha história. Eu faço parte do grupo de meninas que ainda adolescentes recebem a notícia que estão grávidas. Apesar de já casada, engravidar aos 18 anos não estava nos meus planos. A notícia caiu como uma bomba: e agora? estou a estudar, sou ainda “criança”, não tenho vida organizada, o dinheiro é escasso e tenho planos que este bebé vai “destruir”. O pânico instalou-se. A raiva também. E sentada na casa de banho a olhar aterrada para o resultado do teste só queria que alguém me confirmasse que estava a ver mal. Mas a realidade não era essa.

Naquele tempo não havia recurso ao aborto e sobre contracepção a informação era pouca e os apoios também além de nem sequer existir a pílula do dia seguinte. A pergunta que se impõe é: se o aborto fosse legal, teria recorrido a essa prática? A resposta não é simples pois depende de inúmeros factores mas recordando os sentimentos que tomaram conta de mim, talvez.

Sem outra alternativa, segui em frente. Enquanto não o sentia, tentei abstrair-me daquela realidade e escondê-la na escola o mais que podia. Mas assim que os movimentos fetais começaram, mudei. De repente era como se tivesse pela primeira vez consciência que tinha um ser dentro de mim por quem era responsável. E se até àquele momento só queria que aquela gravidez não existisse, nesse instante passei a ter medo de o perder de tal forma que me tornei obsessivamente preocupada. O medo agora era que nascesse mal formado ou morresse. Tal e qual. Comprava todo tipo de literatura sobre bebés, sobre alimentação na gestação, sobre cuidados a ter na gravidez! Quando nasceu tive a certeza que era a coisa mais importante que tivera até ali.

Se fosse consumado o aborto teria perdido uma mulher extraordinária que preenche a minha vida de amor, entreajuda, amizade, cumplicidade e o Mundo teria ficado mais pobre sem uma grande profissional que contribui brilhantemente para a sociedade numa empresa estrangeira com o seu “know-how” em computação de imagem digital. Ou seja, uma perda imensa para todos.

O aborto foi-nos vendido como um direito em nome da liberdade de escolha mas na realidade não passa de um negócio de biliões à conta da mulher. Isto porque não lhes é dado de facto escolha quando chegam desesperadas e fragilizadas às clínicas de abortos. Na verdade, assim que o profissional as recebe, o único objectivo é levar aquela mulher, cheia de dúvidas, cheia de medos, a decidir pelo aborto. Sempre. Ora, quantas dessas mulheres, se fossem mesmo elucidadas sem fugir uma vírgula à verdade sobre o que é realmente o aborto, quais as suas consequências e alternativas, desistiriam do o fazer? Arrisco dizer: quase todas. Por isso não interessa à indústria que vive deste chorudo negócio.

Num documentário que se tornou filme, “Blood Money”, é revelado o lado obscuro deste negócio nojento com depoimentos, entre outros, de Carol Everett, uma ex-proprietária de um clínica de abortos onde se fala na venda de fetos, na manipulação psicológica da mulher para abortar como sendo a única alternativa ao seu problema. A NAF (Nacional Abortion Federation) é o maior grupo comercial de fornecedores de “produtos” de abortos nos EUA onde 50% dos seus membros e lideranças pertencem ao Planned Parenthood – A Federação de Paternidade Planeada da América que inicialmente era um centro de informações e consulta sobre sexualidade e contracepção para mulheres, criada pela feminista Margaret Sanger em 1916 e hoje é responsável por metade dos abortos legais feitos nos Estados Unidos. Com uma câmara OCULTA foi possível ouvir de viva voz esses médicos infanticidas falar das suas práticas como se de um produto qualquer se tratasse com risos pelo meio. Isto não se inventa.

Uma sociedade que promove a morte, seja de bebés seja de pessoas adultas, não é progressista é regressista, é voltar ao estado selvagem isto apesar de nem na vida animal se registar tamanha barbaridade.

Temos uma crise profunda de valores humanos que urge resolver porque não se pode ser humanista e depois matar por egoísmo outros seres indefesos, sem qualquer necessidade que o justifique, como por exemplo  pelo trauma de uma violação ou de um incesto (apesar destes poderem ser evitados com a pílula do dia seguinte), de uma má formação congénita ou perigo da mulher. Quando decidimos matar uma criança no ventre materno, não estamos a tomar uma decisão só nossa, decidimos pela vida que vive dentro de nós. E chamem-lhe o que quiserem com termos “bonitos” como “interrupção voluntária de gravidez” para aliviar consciências, mas isso será sempre matar um ser vivo.

Ter a capacidade de gerar vida é uma bênção que a muitas mães é negado pela natureza, mas por deturpação passou a ser um “problema” quando devia ser o contrário. É aqui que o trabalho da sociedade tem de começar: ensinar em casa e nas escolas a respeitar, valorizar e amar a vida e ajudar a aceitar uma gravidez não planeada como algo nobre e louvável e não o contrário; criar apoios às famílias e jovens mães; tornar as pílulas (inclusive do dia seguinte) acessíveis a todas as mulheres.

Acontece que na escola pública, hoje ensina-se o aborto como alternativa contraceptiva como se pode ler nos Guiões de Educação Género e Cidadania para o Secundário.Não se ensina realmente a prevenir muito menos a ultrapassar uma gravidez não planeada. E o resultado depois é ter jovens frustradas com vários abortos no currículo. Isto não é progresso.

Por outro lado temos políticos que se estão borrifando para a natalidade e que ao invés de a estimular e apoiar fortemente as famílias com pacotes legislativos como na Hungria, incentivam o aborto para depois ir “importar ” imigração ilegal a troco de dinheiro à UE alegando forte declínio demográfico. Isto são factos.

O filme “Unplanned” que estreou recentemente e tornou-se um êxito de bilheteira, demonstra tudo o que acabo de escrever e por isso aconselho que o vejam para depois reflectirem seriamente sobre este tema.

Veja mais aqui:

Reportagem “Blood Money”

Filmagem com câmara oculta na NAF

Trailer do filme “Unplanned”

O Governo está a pensar incluir os clubes de futebol no seu combate às disparidades salariais nos privados?

21 Junho, 2019

João Félix vai ganhar 800 euros por hora no Atlético de Madrid