o que vai fazer o ps em outubro?
Estamos a pouco mais de três meses das eleições legislativas. Portanto, é indispensável perceber o que nos propõem os partidos em termos de soluções governativas, nomeadamente o PS, que tudo leva a crer as ganhará. Isto porque, da última vez, o eleitorado votou sem qualquer indicação, ou suspeita, do governo que lhe saiu na rifa. A solução tem óbvio cabimento constitucional, mas não foi verdadeiramente sufragada pelos eleitores, porque nunca lhes foi proposta. Agora, cumprida uma legislatura com a geringonça, o PS tem a obrigação política e moral de dizer aos portugueses aquilo que poderão esperar da sua eventual vitória: voltará a governar com o Bloco e o PCP?; rejeita essa possibilidade, como notícias avulsas parecem indicar, ou estas são mera táctica eleitoral para que cada um dos partidos maximize as suas votações?; governará sozinho, mesmo sem maioria absoluta, ou levará o Bloco para o governo? Aguardemos os esclarecimentos de quem tem que os dar: António Costa.
Ensino básico
Escolas em Abrantes deixam de dar notas em novo modelo de avaliação
O Agrupamento de Escolas Solano de Abreu, em Abrantes, apresentou hoje um novo modelo de avaliação que não vai dar nota nos testes, mas antes avaliar de forma contínua as competências dos alunos.
Atrasos no Cartão de Cidadão. Governo culpa quem vai “sistematicamente” para a porta dos serviços antes de abrirem.
É isto
O Estado perdoa mais depressa (15 anos) a um senhorio que mate o inquilino do que rompa o contrato de arrendamento de longa duração
Crónicas do Portugalistão
São João da corte?
Desculpem lá, mas que tradição é esta de cortejos de rusgas de S. João no Porto a passar em frente à Câmara para exibição perante um júri? Tradição no Porto?
Dos martelos, alhos porros, balões, sardinhas e cascatas lembro-me há muito tempo. Fogo de artifício, com certeza. Carrinhos de choque e feira popular também. Ver o nascer do sol na Foz, idem. Bailaricos e rusgas a percorrer a cidade também. Concertos na Av. dos Aliados, mais recentemente.
Cortejos em frente à Câmara é que não me constava ser uma tradição. Estou certo que algum leitor vai fazer a fineza de me recordar registos históricos e documentos bastantes para justificar a “tradição”
Mas o S. João sempre foi para mim uma festa popular, descentralizada e espontânea. Liberal, portanto.
Estão a transforma-la num evento planeado centralmente e de reverência à corte?

O que afasta jovens da política?
Marcelo quer saber o que afasta jovens da política.
Bastava ao homem estar atento ao cartaz da conferência, pois a resposta está bem visível na foto abaixo e escrita em Inglês e Português: “ministros responsáveis pela juventude”.

A expressão é rica em contradições. Não só é muito raro haver “ministros responsáveis” como é incongruente a juventude ser tutelada por políticos.
*
ADSE
A indústria do aborto

Começo por contar a minha história. Eu faço parte do grupo de meninas que ainda adolescentes recebem a notícia que estão grávidas. Apesar de já casada, engravidar aos 18 anos não estava nos meus planos. A notícia caiu como uma bomba: e agora? estou a estudar, sou ainda “criança”, não tenho vida organizada, o dinheiro é escasso e tenho planos que este bebé vai “destruir”. O pânico instalou-se. A raiva também. E sentada na casa de banho a olhar aterrada para o resultado do teste só queria que alguém me confirmasse que estava a ver mal. Mas a realidade não era essa.
Naquele tempo não havia recurso ao aborto e sobre contracepção a informação era pouca e os apoios também além de nem sequer existir a pílula do dia seguinte. A pergunta que se impõe é: se o aborto fosse legal, teria recorrido a essa prática? A resposta não é simples pois depende de inúmeros factores mas recordando os sentimentos que tomaram conta de mim, talvez.
Sem outra alternativa, segui em frente. Enquanto não o sentia, tentei abstrair-me daquela realidade e escondê-la na escola o mais que podia. Mas assim que os movimentos fetais começaram, mudei. De repente era como se tivesse pela primeira vez consciência que tinha um ser dentro de mim por quem era responsável. E se até àquele momento só queria que aquela gravidez não existisse, nesse instante passei a ter medo de o perder de tal forma que me tornei obsessivamente preocupada. O medo agora era que nascesse mal formado ou morresse. Tal e qual. Comprava todo tipo de literatura sobre bebés, sobre alimentação na gestação, sobre cuidados a ter na gravidez! Quando nasceu tive a certeza que era a coisa mais importante que tivera até ali.
Se fosse consumado o aborto teria perdido uma mulher extraordinária que preenche a minha vida de amor, entreajuda, amizade, cumplicidade e o Mundo teria ficado mais pobre sem uma grande profissional que contribui brilhantemente para a sociedade numa empresa estrangeira com o seu “know-how” em computação de imagem digital. Ou seja, uma perda imensa para todos.
O aborto foi-nos vendido como um direito em nome da liberdade de escolha mas na realidade não passa de um negócio de biliões à conta da mulher. Isto porque não lhes é dado de facto escolha quando chegam desesperadas e fragilizadas às clínicas de abortos. Na verdade, assim que o profissional as recebe, o único objectivo é levar aquela mulher, cheia de dúvidas, cheia de medos, a decidir pelo aborto. Sempre. Ora, quantas dessas mulheres, se fossem mesmo elucidadas sem fugir uma vírgula à verdade sobre o que é realmente o aborto, quais as suas consequências e alternativas, desistiriam do o fazer? Arrisco dizer: quase todas. Por isso não interessa à indústria que vive deste chorudo negócio.
Num documentário que se tornou filme, “Blood Money”, é revelado o lado obscuro deste negócio nojento com depoimentos, entre outros, de Carol Everett, uma ex-proprietária de um clínica de abortos onde se fala na venda de fetos, na manipulação psicológica da mulher para abortar como sendo a única alternativa ao seu problema. A NAF (Nacional Abortion Federation) é o maior grupo comercial de fornecedores de “produtos” de abortos nos EUA onde 50% dos seus membros e lideranças pertencem ao Planned Parenthood – A Federação de Paternidade Planeada da América que inicialmente era um centro de informações e consulta sobre sexualidade e contracepção para mulheres, criada pela feminista Margaret Sanger em 1916 e hoje é responsável por metade dos abortos legais feitos nos Estados Unidos. Com uma câmara OCULTA foi possível ouvir de viva voz esses médicos infanticidas falar das suas práticas como se de um produto qualquer se tratasse com risos pelo meio. Isto não se inventa.
Uma sociedade que promove a morte, seja de bebés seja de pessoas adultas, não é progressista é regressista, é voltar ao estado selvagem isto apesar de nem na vida animal se registar tamanha barbaridade.
Temos uma crise profunda de valores humanos que urge resolver porque não se pode ser humanista e depois matar por egoísmo outros seres indefesos, sem qualquer necessidade que o justifique, como por exemplo pelo trauma de uma violação ou de um incesto (apesar destes poderem ser evitados com a pílula do dia seguinte), de uma má formação congénita ou perigo da mulher. Quando decidimos matar uma criança no ventre materno, não estamos a tomar uma decisão só nossa, decidimos pela vida que vive dentro de nós. E chamem-lhe o que quiserem com termos “bonitos” como “interrupção voluntária de gravidez” para aliviar consciências, mas isso será sempre matar um ser vivo.
Ter a capacidade de gerar vida é uma bênção que a muitas mães é negado pela natureza, mas por deturpação passou a ser um “problema” quando devia ser o contrário. É aqui que o trabalho da sociedade tem de começar: ensinar em casa e nas escolas a respeitar, valorizar e amar a vida e ajudar a aceitar uma gravidez não planeada como algo nobre e louvável e não o contrário; criar apoios às famílias e jovens mães; tornar as pílulas (inclusive do dia seguinte) acessíveis a todas as mulheres.
Acontece que na escola pública, hoje ensina-se o aborto como alternativa contraceptiva como se pode ler nos Guiões de Educação Género e Cidadania para o Secundário.Não se ensina realmente a prevenir muito menos a ultrapassar uma gravidez não planeada. E o resultado depois é ter jovens frustradas com vários abortos no currículo. Isto não é progresso.
Por outro lado temos políticos que se estão borrifando para a natalidade e que ao invés de a estimular e apoiar fortemente as famílias com pacotes legislativos como na Hungria, incentivam o aborto para depois ir “importar ” imigração ilegal a troco de dinheiro à UE alegando forte declínio demográfico. Isto são factos.
O filme “Unplanned” que estreou recentemente e tornou-se um êxito de bilheteira, demonstra tudo o que acabo de escrever e por isso aconselho que o vejam para depois reflectirem seriamente sobre este tema.
Veja mais aqui:
Reportagem “Blood Money”
Filmagem com câmara oculta na NAF
Trailer do filme “Unplanned”
Então agora não vão dar abracinhos à MAC?
Então agora não vão dar abracinhos à MAC? Ninguem apresenta uma queixa em tribunal como em 2012 fez Daniel Samapio e mais trinta notáveis contra a transferência dos serviços obstetrícos da MAC para o Dona Estefânia? E a senhora juíza que proíbiu a transferência para o Hospital Dona Estefânia e deu 15 dias à tutela para repor o funcionamento de todos os serviços na MAC, sob pena de sanção, onde anda agora?
Deixo aqui o video da campanha Abraço à MAC. Foi em 2012 mas ainda devem ter uns cartazes lá em casa.
Ps. A então diretora do Serviço de Obstetrícia, Ana Campos, não tem, nada a dizer?
E o esquerda.net que publicou estes artigos lindos Domingo: Uma flor pela MAC ;
“Vou hoje ter o meu filho aqui. Não deviam fechar a MAC!”… vai agora fazer-se transparente?
Era o que mais faltava, a culpa agora ser de todos!
Não. não falhámos todos. Os contribuintes não falharam. Nem falharam aqueles que por essa mesma época pediram créditos de poucos milhares à CGD e tiveram de apresentar garantias e mais garantias. Nem falharam todos aqueles a quem simplesmente por que faziam umas transferência de algumas centenas de euros em mesadas para os filhos se viram compelidos a ter de explicar a que se destinava esse dinheiro. Nem falharam aqueles com contas absolutamente modestas e transparentes mas a quem incessantemente os bancos pediam (e pedem) para actualizar os dados de conta: que profissão tem? Onde vive?… Muito menos falharam aqueles a quem as Finanças tuteladas pelo então ministro Teixeira dos Santos aplicavam coimas e legislação errada e a quem o ministro dizia que primeiro se paga e depois se contesta.
Não, dr Teixeira dos Santos não falhámos todos. E não só não falhámos todos como alguns cumpriram as suas obrigações com enormes sacrifícios. Tentar diluir as culpas num magma indiferenciado como fez na comissão parlamentar de inquérito não só é uma atitude moralmente aviltante como um insulto para todos aqueles portugueses que procuram cumprir com as suas obrigações fiscais.
Hoje é dia da ursinha polar
PENSO QUE É PRECISAMENTE O CONTRÁRIO: O DEGELO ESTÁ A PERMITIR AOS URSOS POLARES PROCURAR COMIDA NOUTROS TERRITÓRIOS E ISSO NÃO É UMA BOA NOTÍCIA POIS NESSES TERRITÓRIOS VIVEM PESSOAS CUJA SEGURANÇA FICA AMEAÇADA E POR OUTRO LADO OS URSOS PASSAM A ALIMENTAR-SE NOS DEPÓSITOS DE LIXO.
FICAR EXAUSTO E FAMINTO ACONTECE NA VIDA DOS ANIMAIS SELVAGENS. ESTES AO CONTRÁRIO DOS QUE ESTÃO NOS ZOOS E NOS CIRCOS NÃO SÃO ALIMENTADOS COM REGULARIDADE. E SIM TÊM DE CAÇAR E DESLOCAR-SE PARA SE ALIMENTAR. E SIM, ADOECEM E MORREM. E CLARO OS URSOS POLARES QUANDO SE DESLOCAM EM TERRITÓRIOS COM LAMA FICAM COM AS PATAS ENLAMEADAS.
O QUE ACONTECEU HÁ QUARENTA ANOS PARA QUE OS URSOS FOSSEM À CIDADE?
Ou ainda, a esfregar couratos na testa
Continuar a questionar Vítor Constâncio sobre a Caixa Geral de Depósitos é contraproducente. A partir do momento em que “não sabia” passa a resposta aceitável, uma pessoa percebe que dá por melhor empregue o seu tempo a esfregar couratos na testa do que a reiterar que a ignorância pode mesmo ser desculpa, diga o que disser o livro do Levítico ou o Cícero, até porque quem quer que escreveu o primeiro, assim como o romano, já há muito que só serve para fazer cimento.
Quando eu passei por uma fase má, impossibilitado de arranjar emprego durante quatro anos (por culpa do sistema), fui obrigado a obter o básico para a minha subsistência, como o meu Porsche, através de uma vazio legal, nomeadamente o de não ter sido apanhado pela moina quando roubava martelos pneumáticos nas obras da Estradas de Portugal. Não era bem roubar, pelo que não sinto os remorsos que sentiria se tivesse cometido o que algumas pessoas da direita mesquinha poderiam considerar tratar-se de uma irregularidade: era mais uma espécie de aluguer de longa duração, que consistia em entregar o martelo pneumático transferido da obra para a mala da carrinha do meu cliente (digamos assim) e subsequente furto deste para revenda ao empreiteiro da obra onde originalmente o… vá… palmei. No fundo, uma aplicação da regra “ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão”, ou, no meu caso específico, aí uns cinco mil e quinhentos. Todavia, nunca se trataria de um crime, até porque eu já tinha tudo pensado: se a moina aparecesse, eu explicaria aos senhores agentes que não sabia que os martelos pneumáticos não eram meus. Não só a dupla negação confunde qualquer um, como não haveria forma de provar que tal afirmação é mentira ou até uma não inverdade. Seria o alibi perfeito, ou, dito de outra forma, não seria um alibi não não imperfeito.
Felizmente, a vida começou a correr mais de feição para os meus lados e nunca precisei usar tal alibi perante comissões de inquérito ou bófias. Desde que estou aqui no Banco de Portugal a esfregar couratos na testa que nunca mais necessitei de… levar emprestado… – sim, isso serve – qualquer martelo pneumático. Ainda há quem diga que este país não tem emenda. Só se for para eles.
O que se aprende a ouvir as comissões parlamentares
Tendo em conta tudo aquilo por que segundo Vítor Constâncio o Governador do Banco de Portugal não é responsável tenho a declarar que me sinto capacitada para exercer tal cargo. Aliás eu ou qualquer outro português . Creio que nem é necessário saber somar e subtrair.
Já fizeram as contas?
Somem os custos de manutenção com o corte dos matos mais o IMI e depois digam-me como se consegue retirar rendimento dos terrenos florestais tendo em conta que:
a) não se devem plantar eucaliptos
b) o pinheiro não vale nada e sofre de várias doenças
c) de dez em dez anos um grande incêndio volta a queimar tudo
E que tal os partidos terem sedes nos bairros sociais?
O CDS efectuou um levantamento exaustivo de todos os espaços não habitacionais desocupados/devolutos nos bairros municipais da cidade de Lisboa, tendo contabilizado um total de 283 espaços vazios (ou pelo menos sem ocupação permanente conhecida).
Vai daí o CDS propôs entre outras coisas a isenção do pagamento de renda por um período de 10 anos, mediante a prestação de caução, para quem ali abrir uma empresa.
Lamento informar o CDS mas a proposta vai acabar como as anteriores: com as lojas vazias. Para resolver o problema a contento de todos seria bem melhor que se transformassem as lojas em habitações. Certamente que esses espaços seriam ocupados. Entretanto proponho que a cada partido seja atribuída uma sede nesses bairros. Assim ficava tudo mais esclarecido.
Não era possível fazer mais

*
A reserva de índios
Portugal, país slime
Aceitam-se propostas para a foto de 2020

2018 Julho “Esperar para ver”. Marcelo não fala sobre o impacto das 35 horas na saúde

2019. Junho. Administração pública. Faltam 45 mil trabalhadores para compensar redução para as 35 horas
A falsa “emergência” climática
Em 2009 rebentou um escândalo que viria a abalar a agenda do “Apocalispe Climático”: uma fuga de e-mails da Climatic Research Unit da Universidade de East Anglia no Reino Unido, chefiada por Phil Jones, revelava que um grupo de cientistas americanos e britânicos, concertados entre si, mentiram sobre o suposto aquecimento global antropogénico. O Climategate, – como passou a ser chamado – e denunciado cá pelo Expresso, feriu de morte a Conferência de Copenhaga, que se seguiu nesse ano, tendo sido por isso um fiasco. Esta revelação acabou com a farsa da “emergência” climática? Não. Ela segue e aqui explico porquê.

Com efeito, a descoberta não podia ter sido mais chocante. As milhares de mensagens e documentos anexos não deixavam dúvidas: para justificar um aquecimento global inexistente, foram manipulados dados climáticos; houve obstrução ao acesso por outros cientistas aos dados e pesquisas que serviam de base para a “teoria” do aquecimento; houve redefinição do processo de revisão científica a fim de manter diferentes pontos de vista fora da literatura científica; houve discussão para afastar um investigador céptico, da sua posição de editor num importante jornal científico; houve preocupação em esconder as divergências entre temperaturas observadas com as fictícias; houve abordagem sobre uma completa falta de aquecimento na última década. Ainda, num dos mails de Phil Jones pode ler-se: “o mundo vai cair sobre mim se eu disser que o mundo esfriou a partir de 98”. E noutro: “você sabe que não sou político no máximo gostaria de ver a mudança climática acontecer de modo a que a ciência pudesse ser provada”. Dúvidas? Continuemos…
Mas quem era afinal este Dr. Phil Jones? Nada mais nada menos do que o homem mais influente no IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change) por seu registo da temperatura global ser o mais importante dos 4 conjuntos de dados de temperatura que servem de base no IPCC e governos para sustentar a “teoria” do aquecimento. Também é a peça chave do grupo restrito de cientistas responsáveis por promover o quadro das temperaturas mundiais transmitido pelo gráfico a que chamaram de “hockey stick” de Michael Mann (um amigo dos tempos de universidade de Jones), responsável pela inversão da história do clima ao declarar que após 1000 anos de temperaturas em declínio, as temperaturas globais tinham disparado para níveis nunca antes registados. Apesar deste gráfico eliminar o Período Quente Medieval que é um facto científico, foi o ícone do movimento do aquecimento global de origem antropogénica.
Porém, em 2003, não tardou a contestação aos dados estatísticos utilizados para criar o “hockey stick” quando um perito canadiano, Steve McIntyre, denunciou que os dados estavam enviesados. Descobrira que Dr. Hansen, através da manipulação dos programas de computador, no seu registo de temperatura no GISS (Goddard Institute for Space Studies), alterou dados ao reduzir temperaturas passadas e ajustar em alta as recentes. Resultado? Ameaças e acusações de que estava ao serviço dos interesses petrolíferos. Pois…
Faziam parte da lista desta “elite” científica do IPCC , não só a equipa do “hockey stick” Dr. Mann, Dr. Jones e o seu colega da CRU, Keith Briffa, como também Ben Santer, responsável pela controversa revisão de passagens chave do relatório do IPCC de 1995; Kevin Trenberth responsável pelo alarmismo sobre a actividade dos furacões junto do IPCC; Gavin Schmidt o braço direito de Al Gore; o Dr. James Hansen cujo registo de dados de temperatura no Goddard Institute for Space Studies é o segundo mais importante a seguir ao da CRU. Este pequeno grupo de cientistas foi durante anos o mais influente na promoção do alarme do aquecimento global em todo o mundo através do papel que desempenharam no cerne do IPCC da ONU.
Depois deste escândalo ficou claro que a “teoria” do aquecimento global não passava de uma farsa levado a cabo por um grupo minúsculo mas coeso de cientistas em promiscuidade com os governos e ONU. Assim sendo porque se continuou a alimentar a farsa? A resposta é tão simples: dinheiro. Biliões, triliões dele.
“You may fool all the people some of the time, you can even fool some of the people all of the time, but you cannot fool all of the people all the time.” (Abraham Lincoln)
O início desta saga deu-se com Margaret Thatcher quando em 1974 previsões apocalípticas (sim, outras!) apontavam para um arrefecimento global. Defendia-se que se se aumentasse o CO2 ( ironicamente nesta altura este gás era amigo do ambiente) aqueceria a terra dando como solução o aumento de consumo de petróleo e carvão. A crise no sector e falta de confiança no Médio Oriente, levaria Thatcher a virar-se para a energia nuclear e para justificar a necessidade de aumento de centrais, pôs dinheiro à disposição dos cientistas para desenvolver estudos fiáveis para comprovar se havia relação do CO2 no aquecimento e assim poder justificar a viabilidade do projecto. Nasce o IPCC e o 1º relatório, dando um volte-face aos dados científicos de então: a Royal Society que até à data sustentava estudos de que o sol era a causa das alterações climáticas, passa meses depois para o CO2 anulando dados de décadas. Os cientistas descobrem assim que tem de haver um problema para que o dinheiro (muito dinheiro) flua e o clima passou a ser um negócio, uma indústria que gere biliões e emprega igualmente milhões de pessoas. Sem saber Thatcher abrira a caixa de Pandora. Foi o inicio da politização do clima.
Não há emergência climática provocada pelo CO2 sustentada pela ciência. Nenhuma mudança nos últimos 1000 anos pode ser explicada pelo CO2. A história do clima estima que no passado mais distante, a atmosfera terá chegado a conter uma concentração de CO2 dez vezes (0,4%) superior à actual (0,04 %). A contribuição humana nos últimos 200 anos para esta concentração de CO2, foi de 0,012%, para um total de 0,041% da atmosfera, ou seja, 1,2 moléculas de CO2 por cada 10 000 dos outros gases que constituem a atmosfera. Uma insignificância.
O clima independentemente da quantidade de CO2 na atmosfera, já foi mais quente e já foi mais frio. Há 200 anos tivemos uma Pequena Idade do Gelo onde pinturas mostram o Tamisa gelado. Ainda antes deste, o Período Quente Medieval que foi um período muito próspero de muitos vinhais na Inglaterra. Muito antes, na Idade do Bronze, outro período muito quente, “O Máximo de Holocero”, mais quente que o registado hoje. O Polo Norte que aumenta e diminui há anos, tem a sua dinâmica própria. A Gronelândia, 1000 anos antes, era mais quente e a prova é que, a estação lá construída, hoje está submersa de neve e gelo. As temperaturas iniciaram subida em 1940 sem revolução industrial e no boom da industrialização, baixaram por 4 décadas! O CO2 é produto do aquecimento e não ao contrário ou seja, quando há uma subida de temperatura, 800 anos depois há maior concentração; quando arrefece, 800 anos depois, desce a concentração.
Sabemos hoje que é o sol que dirige o clima onde o CO2 é irrelevante. Que as manchas solares têm uma relação com as mudanças climáticas: mais manchas, mais frio; menos manchas, mais calor. Que o clima é controlado pelas nuvens; que as nuvens são controladas pelos raios cósmicos e que os raios cósmicos são controlados pelo sol. Que os fenómenos naturais são causados pela diferença de temperatura entre os trópicos e os pólos. Que o aumento do mar não tem a ver com degelo mas sim com expansão térmica dos oceanos – um processo longo e lento.
Sabe-se já isto tudo cientificamente provado mas não basta para abalar uma simples “teoria” que não passa de mera hipótese de uns míseros burocratas que nada mais querem senão triplicar os fundos para esta causa por uma questão de sobrevivência própria; que querem continuar a manter o 3 mundo pobre por não poder explorar seus recursos naturais em carvão e petróleo e impedir de desenvolver-se como se pode constatar nos documentos vazados na Cimeira de Copenhaga.
Por isso Guterres é a marioneta ideal para estar à frente da ONU; Greta a menina inocente ideal para ser instrumentalizada e dar novo alento a esta farsa; e Trump é tão odiado por ter tido a ousadia de se opor a esta agenda. E os marxistas? Porque o CO2 representa a industrialização pelo capitalismo, o marxismo anti-capitalista viu uma oportunidade de propagar ideologia anti-carros, anti-crescimento, anti-EUA e dedicar-se ao activismo ambientalista pago pelos governos para parasitar nele.
Aprenda que existe Ambiente, Poluição e Clima. Os dois primeiros dependem totalmente do Homem e a ele e só ele cabe o dever de cuidar e promover a sustentabilidade dos recursos; o último nunca foi da sua responsabilidade e a sua influência real nessa mudança não está ainda comprovada, é uma mera hipótese.
Haverá sempre mudanças climáticas com ou sem humanos na Terra e o Homem nada pode fazer para o impedir, apenas mitigar as consequências como no passado.
Saiba mais aqui:
E aqui:
E também aqui:
O meninos do ISCTE vão cavar as courelas dos avós?
Isto é um saque fiscal puro e simples. Não existe um cadastro rústico em Portugal. Existe o mundo das Finanças mas quando se tentam cruzar as cadernetas das Finanças com as do Território constata-se que boa parte do país não tem sequer cadastro. O memso Estado que para efeitos fiscais diz que sabe avaliar o uso efectivo dos terrenos rústicos é o mesmo que quando o país arde confessa não ter cadastro dos terrenos.
Peça-se Pesquisa de prédios do Cadastro Geométrico da Propriedade Rústica e chega-se a este mapa

O único problema para o planeta que vejo nesta foto é que as calças estão a debotar a olhos vistos

Ps. A propósito de terras que vão ficar submersas, o camarada Guterres já se pronunciou sobre o projecto da Cidade da Água que tanto anima este governo e a câmara de Almada? É que se Guterres mantiver em Portugal o que diz pelo mundo temos de admitir que não passa de uma fraude a dita Cidade da Água que a empresa pública Baía do Tejo e a Câmara de Almada andam a vender pelo mundo ao capitalismo sem rosto e aos nefandos fundos imobiliários. Ou quando passa o Tejo Guterres veste um fato novo e isso da subida do nível das águas do mar não se aplica às câmaras socialistas?
A comunicação social portuguesa está no seu melhor: ora faz destaques com a culpabilidade de Trump ora com a possibilidade da libertação de Lula. Ambas as coisas lhe parecem justas e verdadeiras.
A maçonaria pode muito
A fotografia assim a apontar para o céu escamoteia o estado de degradação envolvente: esta dita biblioteca está integrada nuns edifícios de habitação social cujo nível de degradação é bem visível ao nível do chão.

Não sei que tipo de biblioteca será mais adequado para aquele local – infantil, de bairro – mas há duas coisas a ter em conta: a proliferação em Lisboa de espaços municipais destinados a fazer da maçonaria um sinónimo de liberdade levou a disparates como o desta Biblioteca-Museu República e Resistência (BMRR) que em nada a não ser na despesa acrescenta ao Museu do Aljube – Resistência e Liberdade.
Entretanto um dos espólios mais importantes CML – o de jornais e revistas – saiu do Largo da Misericórdia e foi despejado numas instalações manifestamente desadequadas ali para a Estrada da Luz. Foi despejado é um modo de dizer pq boa parte do espólio está depositado noutro local, A sala de leitura parece um cubículo. O que levou a a CML a instalar ali a Hemeteca é um caso digno de estudo.
(Aliás a escolha da CML dos edifícios para instalar bibliotecas e arquivos a sério parece ser norteada pelo critério do pior possível: o arquivo municipal instalado no Bairro da Liberdade é uma espécie de monumento à má construção e insalubridade)
Antes batiam à porta
Tinha decidido que precisava de uns calções e de sandálias, fui ao Instagram ver o que se usa. Baralhado com as combinações possíveis – não tenho tatuagens, mas posso ter fungos; não tenho barba pelos mamilos, mas posso adquirir piolhos; não depilo as pernas, mas não tenciono andar de bicicleta na estrada nacional – decidi pedir ajuda a um amigo influencer. Liguei para casa dele e atendeu-me a mãe, que, tentando explicar que influencer não é o termo certo para um homem solteiro de quarenta e oito anos que ainda vive na casa dos pais idosos sem contribuir com um tostão, me deu o número de WhatsApp do jovem.
Após falar com ele, dei comigo inscrito nas Testemunhas de Jeová, vou receber durante oitenta e nove meses os restantes volumes da Enciclopédia Britânica (edição de 1973) e, apesar de ter um aspirador novo em folha que canta canções da Broadway com som de besouro enquanto pisca várias luzes coloridas, já não tenho dinheiro para os calções e sandálias.
A maluqueira da apropriação cultural é uma das maiores barbaridades que por aí circulam e como todas as maluqueiras presta-se a distrair os povos da realidade. O governo mexicano liderado por Andrés Manuel López Obrador recuou em toda a linha perante a administração norte-americana no caso do controlo fronteiriço. Recordo que o México não controlava a sua fronteira sul e estava transformado numa espécie de corredor de imigrantes em direcção aos EUA. Jornalistas e activistas acompanhavam a marcha dessas caravanas de milhares de pessoas em direcção ao país que os mesmos jornalistas e activistas garantem ser a fonte do mal do mundo para mais agora governado pela encarnação desse mesmo mal.
Como é óbvio Trump tal como Obama, Bush e Clinton têm de garantir a segurança das suas fronteiras e Trump tal como os anteriores tratou de pressionar o México. E o México cedeu. Ora quando se esperava que essa nova esperança da esquerda que é Andrés Manuel López Obrador desatasse a mandar vir com o capitalismo, mais o Trump, mais não sei quê eis que lhe deu para pedir explicações à modista. Mais propriamente resolveu acusar Carolina Herrera de apropriação cultural. Isto porque esta marca de roupa lançou uns vestidos com uns estampados e bordados que o governo do senhor Obrador entende que fazem parte do patromónio dos povos indígenas. Realmente é bem mais fácil tratar dos bordados do que das fronteiras.
Texto extremamente claro
Foi o dia de Camões. Não só dia de Camões: como em tudo que é nacional e bom, a lógica de sinédoque tomou conta e, para além do dia do poeta, também foi dia de Portugal, das comunidades(?) e do raio que vos parta. Dizem-me que o discurso de João Miguel Tavares foi muito bom. Eu acredito, nem que mais não seja para matar o assunto sem ter que o ir ouvir. Não é pessoal: não é o João Miguel Tavares que eu não quero ouvir, é mesmo a ideia de ouvir um discurso que me faz apoiar imediatamente a eutanásia, em particular a minha. Felizmente, foi Mateus quem esteve na montanha e não eu. Tivesse sido eu e a única recordação que teria para o evangelho seria a de que senti a falta de um corta-unhas para passar o tempo. Que querem? Só há blasfémias em retrospectiva, não é?
Parece que são precisos líderes. Talvez: vocês lá saberão do que precisam, mas eu não preciso de líder, tal como não preciso de verrugas e até já dispenso quem me aconchegue a roupa da cama à noite. Podeis arranjar líderes à vontade, mas eu vou para a praia. Quer dizer, vou para uma praia metafórica, daquelas que tanto pode ser uma praia com areia e caranguejos como pode ser qualquer outro sítio onde não estejam pessoas que precisam de líderes. Já me custa besuntar as crianças com sabão para protecção solar e odor a anos oitenta, mal de mim se andasse para aí à procura de mais gente para besuntar. Porque os líderes são isso, não é? Gente que besuntamos, para que não se queimem com ultravioletas, ou com dióxido de carbono (o inimigo é volátil, quero que este texto seja genérico). Mas, mais que eu não precisar de líderes, a questão que me assola é do porquê de um líder precisar que eu precise de um líder.
É como a questão do liberalismo. Sou eu que preciso do liberalismo ou é o liberalismo que precisa de mim? É que se o liberalismo precisa de mim, parece um bocado socialista esse tal de liberalismo. E se o liberalismo não precisa de mim, porque haveria eu de precisar do liberalismo? Eu e o liberalismo somos amigos, admito. Contudo, como com todos os amigos, nem sempre estou com disposição de ver as trinta mil fotografias das férias no México. De vez em quando, sai-me um “já vi isso na internet”. E, se o amigo gostou tanto das férias no México, porque me maça com fotografias das férias que agora deixei de querer fazer para que não pense que só lá fui para não ficar atrás? Já há muito que percebi que manter amizades é sobretudo dar-lhes espaço sem a minha presença. É isso que faço com o liberalismo, que é meu amigo, mas que não me apetece ver durante uns tempos.
Se me perguntarem sobre o que é este texto, direi que é sobre amigos. Em particular, é sobre amigos que discursam para amigos. Ide, mas é, fazer novos amigos. Vou então para a praia.
a reforma do estado
Do nosso amigo e leitor Luiz de Cabral Moncada, recebemos este texto que aqui se publica:
«Muito se fala na reforma do Estado. Toda a gente concorda que o Estado actual é excessivo, que incrementa por si próprio despesas cada vez mais irracionais e incontroláveis, que alimenta uma burocracia improdutiva que, por sua vez, dele vive e que está povoada pelo nepotismo e pela corrupção. O nosso país é um palco privilegiado para constatarmos os desmandos do Estado. Tudo isto é verdade e está ao alcance de reformas pontuais certamente que bem intencionadas mas que passam muito ao lado da questão de fundo.
A questão de fundo é simplesmente esta: a crise do Estado moderno que saiu da Revolução francesa e do constitucionalismo monárquico é consequência do próprio funcionamento da democracia tal como a conhecemos e vivemos. É um prolongamento dela. Logo desde o princípio que nela estava inscrita a reforma social e, assim sendo, o Estado moderno dos dois últimos séculos prestou grandes serviços: possibilitou o exercício da democracia representativa num quadro nacional estável e pacificado, elevou muito o nível cultural das populações, laicizou o espírito, generalizou o ensino, a saúde e a assistência aos mais carenciados, etc… Em suma; a democracia não ficou pela esfera do político em sentido estrito ou seja, não ficou reduzida a um método formal de contagem de votos e chegou ao concreto nível económico, social e cultural. Ainda bem porque a democracia representativa foi a primeira a lucrar com isso. Na verdade, quanto mais livres e instruídos os cidadãos forem mais valiosa é a democracia representativa e a minha própria liberdade. Isto é inegável. É um imperativo ético.
Só que a chegada da democracia ao nível económico, social e cultural não tem fim: é um caminho sem regresso nem abrandamento. O avanço na democratização da sociedade a todos os níveis gera obviamente votos fáceis e, para os conquistar, os partidos estão dispostos a tudo. Os partidos do establishment avançam sem parar no intervencionismo social porque não cometem suicídio. Os programas de realizações de que se alimentam favorecem o crescimento de uma burocracia governamental não eleita e desconhecida dos cidadãos que concentra quase todo o poder pelo que o parlamento (quase) deixa de ser um órgão legislador. E os tecnocratas arregimentados não se limitam a administrar: legislam. O resultado está à vista. A democracia económica, social e cultural quebra o nexo de representatividade de que se alimenta a democracia política. Favorece o despesismo e o nepotismo. Esmaga a classe média maioritária com impostos e desincentiva o crescimento. Em vez de Estado de bem-estar temos a breve trecho Estado de mal-estar. Os cidadãos, por seu lado, estão atordoados com tanto facilitismo. Estato-dependentes e infantilizados perderam o espírito crítico e individualista que gerou a modernidade. A linguagem política, por sua vez, foi transformada em estúpido economês e sociologuês. Se a linguagem exprime o ser, o do homem actual, parafraseando Ary dos Santos, é cada vez mais anónimo, responsável e limitado. Alexis, visconde de Tocqueville é que tinha razão.
O ponto de equilíbrio entre a democracia representativa e a económica e social é muito difícil. O Estado Social tem grandes vantagens sociais mas tem enormes custos democráticos. Em toda a parte se percebeu isto menos em Portugal, como é habitual.
Reformar o Estado moderno neste contexto a que chegou? Impossível. Já Eça de Queiroz há cento e quarenta anos o dizia. A próxima geração viverá naquele dilema. O que vai acontecer é a substituição do paradigma do Estado moderno que se agigantou durante mais de duzentos anos por um novo paradigma o do Estado pós-moderno. Este não será a destruição do primeiro. As coisas não são assim. Qual o caminho? Ficará para uma próxima ocasião. Mas nem tudo será como dantes.»
PAN all over

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Já chegou o aerograma!
Os amigos uns dos outros. Berardo era amigo de Jośe Sócrates que por sua vez era amigo de Vítor Constâncio. Amigos de alguns dos atrás referidos também eram Zeinal Bava e Henrique Granadeiro. Obviamente Ricardo Salgado era amigo de todos…
Os amigos de Peniche. Em Peniche, onde estão devidamente musealizados, são contra a tortura. Em Lisboa votam contra o pesar pelo massacre de Tiananmen.
Os amigos dos animais. Qualquer um pode ver-se transformado num criminoso simplesmente porque não custeou a hemodiálise do gato ou o tratamento oncológico do cão.
Constâncio
(…) Se o responsável máximo pela regulação do sector financeiro consegue esquecer uma reunião cujo único ponto da agenda era um empréstimo de tal magnitude, feito por um banco público sem garantias reais, é porque é incompetente. Mesmo que nessa época o país tenha vivido momentos de esplendorosa irresponsabilidade e tenha sido sujeito a uma operação criminosa que visava o controlo do poder financeiro, 350 milhões sem garantias reais são 350 milhões sem garantias reais.
É por isso que Vítor Constâncio não pode passar por este processo livrando-se das suas decisões com a desculpa da falta de memória. Ter esquecido tão grande e grave momento faz dele candidato ao cargo do mais incompetente servidor público das últimas gerações. E se não o foi, se guardou a decisão na memória e a omitiu com uma mentira, torna-se um dos principais cúmplices da trapaça financeira que tanto nos custa a pagar.
Manuel Carvalho, Público, 08/06/2019

