A indignação com a violação depende do perfil do agressor e não da solidariedade com a vítima
Assim se explica que destes casos não só não se fale como até se tem medo de falar
O azar de Cristiano Ronaldo
Não, não vou fazer como a maioria que se antecipa sobre o processo judicial contra Cristiano Ronaldo. Acompanharei a evolução do caso com expectativa, esperando que a verdade, acima de tudo, se revele. Doa a quem doer.
Sem saber ainda da culpabilidade de cada interveniente, não deixo porém de me preocupar com um fenómeno, cada vez mais evidente, do perigo que é hoje ser homem, principalmente se for bem sucedido, multimilionário, jovem e bonito. Como pode um homem, muito mais nestas circunstâncias, proteger-se das armadilhas sexuais? Sim, porque não podemos negar que elas existem. Será no futuro, com contrato assinado e reconhecido no notário, antes de qualquer demonstração de interesse por uma desconhecida? É que, digam o que disserem, a maldade e ganância humana não tem limites e uma vez lançada a rede sobre a vítima, este crime é tão hediondo que destrói primeiro, sem qualquer hipótese de ser travado, muito antes de se apurar o que realmente aconteceu. Para depois, muitas vezes, se verificar que era falso. E é exactamente o que estamos a assistir: a vida de Ronaldo já está toda a desmoronar, com cancelamento de patrocínios, queda abrupta das acções do Juventus e jamais voltará a ser igual, mesmo que seja absolvido. Isto é assustador.
Os danos são irreversíveis numa sociedade que hoje, rapidamente vitimiza a mulher partindo logo do princípio que ela nunca mente, porque ninguém mente sobre um caso monstruoso destes. Uma sociedade que agora, abomina e bem, a violência sobre as mulheres. Mas pergunto: serão as mulheres sempre vítimas sexuais? Serão os homens sempre os predadores? A resposta é tão simples: não. E esse é o problema.
No entanto, a devastação ciclónica, cai agora, em cima da vida dos homens. Porque a dúvida, quando se instala, é corrosiva e se antes pesava sobre a mulher, hoje pesa só sobre o homem. Não era suposto a sociedade evoluir e acabar com estas injustiças? Estamos a fazer aos homens o que os homens fizeram connosco, porquê? É isto a luta pela igualdade de género? Tirem-me deste filme porque sou mãe de um menino, caramba!
Depois vem os conceitos de “violação”. O que ontem não passava de uma mera persistência/desejo entre casal em que um, sugere de forma mais entusiasmada vontade, hoje é tido como uma “violação” no pior sentido da palavra. Agora pergunto novamente: quantos casais, não se “violaram” ao abrigo deste novo conceito? Saberiam eles que estavam perante uma forma “cruel de violação” e por isso não exigiram seus direitos ou simplesmente não viram de todo nisso uma violação? É claro que um não é sempre um não. Mas há nãos que, durante o acto, são apenas “nims” porque simplesmente acabamos por deixar acontecer, sem nos levantar e sair dali imediatamente. Logo, mesmo não gostando muito do menu, anuímos ao continuar ali. Todas sabemos isto.
Mais: porque razão são sempre homens com muito dinheiro os maiores alvos deste tipo de processos? Não há carteiros, motoristas, pedreiros ou empregados de mesa abusadores? Que relação tem o poder e o dinheiro nesta equação elevada de denúncias de abuso sexual? É que, sendo os homens remediados em maioria, não se entende porque não há ocorrências destas todos os dias. E as mentiras que já conhecemos de mulheres desmascaradas anos mais tarde de supostas violações, não deviam obrigar a prudência na hora de acusar? E se fosse proibido revelar a identidade dos acusados até concluir o processo, haveria tantas denúncias sobre famosos?
Não, não estou a desculpar ninguém. Muito pelo contrário. Estou a levantar questões para reflexão porque urge parar para pensar. Serão os nossos filhos amanhã a passar por isto. Serão eles as próximas vítimas. Banalizar a violência sexual é regredir na luta contra estes crimes. Se a forma como se trata estes crimes não for alterada, protegendo a identidade do arguido até provar sua culpabilidade, terei como mãe de ensinar meu filho a proteger-se de um modo que jamais equacionaria num mundo civilizado. Mas infelizmente, esse será o caminho.
Porque quer queiramos admitir ou não, as dúvidas são imensas neste processo de acusação a Ronaldo. E algumas saltam à vista. Não se entende por exemplo: o que faz uma mulher, casada nesse mesmo mês e ano da violação, completamente descontraída sem complexos, claramente a seduzir um homem, à vista de todos, numa discoteca em Las Vegas; o que a faz subir depois à suite, repito, sem qualquer problema de ser vista, podendo comprometer seu casamento; como foi possível consumar o dito acto durante 7 minutos consecutivos, se basta que a mulher se recuse veemente e se erga de imediato, para interromper ou para afastar a possibilidade de penetração que por si, já não é fácil. Violência física? Mas essa não deixa marcas visíveis? E nessa luta não há objectos partidos ou gritos? Houve? E as três pessoas presentes não deram por essa agressividade? E o tal documento? Foi por via do que foi referido ou depois de consumado o acto consentido, uma chantagem para conseguir dinheiro que resultou num acordo de confidencialidade?
O azar de Ronaldo foi e é, ser o homem mais cobiçado e invejado do Planeta, por homens e mulheres. O suficiente para haver quem lhe queira ver a vida arruinada.
Perante isto, aguardemos que a justiça responda de forma célere a todas estas dúvidas e que sejam punidos os que aqui faltam à verdade pelo bem da credibilidade da luta contra a violência sexual.
A teia
Lembram-se dos manuais escolares portugueses que terão de ser adaptados para transmitirem a versão politicamente corrcta dos Descobrimentos que também não podem ser designados como Descobrimentos? Pois o relatório foi elaborado sem que os seus autores tivessem aberto um único manual. Um sequer. Umas ONG disseram o que lhes parecia e o relatório nasceu. O MALOMIL conta a história: a revista SÁBADO questionou a ECRI, que confessou não ter lido um único manual de História vigente em Portugal. Um único. Nada. «A ECRI não avaliou directamente o conteúdo dos livros». Como? Então o que fez a ECRI? O «ensino da História nos manuais foi apontado por algumas ONG como um motivo de preocupação». Quais ONG’s?, perguntou a SÁBADO. A ECRI declinou responder, devido a «regras de confidencialidade». Como??? Então onde está a transparência de procedimentos, o direito dos cidadãos a serem informados? Como podemos indagar da credibilidade das organizações ouvidas, da sua representatividade?
Há dias que mais vale não ler o email…
Caiu-me isto na inbox: http://www.ver.pt/e-agora-ou-nunca-estamos-a-ficar-sem-tempo/
já esta semana tive o azar de me cruzar com um grupo de tolinh@s que propõe uma solução para este disparate das alterações climáticas: querem os ditos que deixemos de comer carne…
Já não há paciência…
A esquerda caviar já fez todos os negócios que tinha projectado?
Bairro Alto, Madragoa, Castelo, Alfama, Mouraria. Câmara suspende novos alojamentos locais Com base em falácias como A pressão turística no centro histórico de Lisboa traduzida por números: 34% das casas já são ocupadas por turistas. (quantas destas casas estavam devolutas antes de terem sido transformadas em alojamento local?…) o Estado está a intervir no mercado de arrendamento. O que vai acontecer é mais ou menos o que acontece com os táxis: mercado negro para as autorizações já dada; desvalorização do património imobiliário nos bairros agora vedados ao alojamento local…
A ficha não estava errada: a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento é activismo puro
A ficha distribuída aos alunos da escola Francisco Torrinha, no Porto, durante uma aula de Cidadania e Desenvolvimento, no âmbito do tema Igualdade de Género, não estava errada. Esta disciplina é que é um erro do princípio ao fim e quem a lecciona ou faz proselitismo da religião do activismo jacobino ou não cumpre o programa.
Coisas que a história silenciou…
A ler: http://historiasdelahistoria.com/2018/10/10/esclavas-sexuales-en-alemania-italia-y-japon-durante-la-segunda-guerra-mundial
depois não se queixem
Ninguém certamente acredita que um director da Polícia Judiciária Militar e um oficial de alta patente seu adjunto tenham inventado, sozinhos, uma aldrabice, para supostamente ilibarem ladrões seus amigos, e, depois, tenham feito disso um memorando e dado conhecimento ao chefe de gabinete do ministro da tutela. Como também ninguém imagina que este último ficasse com essa batata quente na mão e não a fizesse imediatamente chegar ao seu superior hierárquico, o ministro, a quem reporta. E quanto ao ministro, pobre homem!, saído do doce e macio remanso da burocracia camarária, antecedido por uma sinecura no lápis azul do regime, quem se atreverá a fazer dele um frio e solitário conspirador, qual personagem saída de um romance de Le Carré, para salvar a sua pele e a do governo a que pertence?
A verdade é que o caso das armas de Tancos estava a embaraçar – e a ameaçar – o governo, como apenas o caso dos incêndios – e mortos – de Pedrogão o fez. António Costa, que governa para os «sound-bites» da comunicação social e para a maioria absoluta no próximo ano, não podia deixar a situação apodrecer eternamente. E, em estado de desespero, acontecem os actos desesperados. E estúpidos, com a esperança de que ninguém perceba, que ninguém dê conta. Aldrabar o próximo e não assumir as consequências de actos e factos impopulares é o caminho certo para a ruptura da confiança mínima entre eleitor e eleito, em que se baseia qualquer regime democrático.
O que nos separa do Brasil é, apesar de tudo e ainda bem, a violência. Quanto a corrupção, à nossa pequenina escala, não pedimos meças a ninguém. Não se admirem, por isso, que um dia destes não apareça por aí um Bolsonaro. Bem o começamos a merecer. Depois venham dizer – como por lá dizem também – que não percebem o que se passa, e que os problemas se podem resolver por quem os tem vindo a criar.
Se pesquisar por “enviesamento” dará alguma coisa?

Zero é a resposta no site da Amnistia para Fernando Albán o político venezuelano “suicidado”. Por contraste pesquise-se Marielle Franco
Ps. Será possível que nenhum partido tenha apresentado no parlamento português um voto de pesar pela morte de Fernando Albán? Recordo que este morreu dentro das instalações policiais. Tendo em conta a comoção que tomou a AR aquando da morte de Marielle Franco é extraordinário este silêncio.
Em busca do Mapplethorpe português

Estou curioso sobre os critérios e fundamentos que se irão apresentar para as escolhas das obras que o estado irá adquirir.
Não se compra arte. O PS compra o silêncio de uma pacóvia minoria com influência mediática lambuzando os “artistas” mendigos com uma esmola.
O contribuinte paga.
Pode ser que se descubra o Mapplethorpe português. Todos ficarão radiantes. Pelo menos todos os que frequentam o Bairro Alto, circulam em festas privadas da capital, experimentam dos gostos certos, possuem a dose de urbanidade necessária para parecer bem e têm mundo. Eis a nossa cultura.
*
Jovem, já andaste a brincar com os genitais dos teus amigos?
Não há um único contexto em que se possa perguntar a uma criança de 9 anos se se sente mais atraída por rapazes, por raparigas ou por ambos. Tentei encontrar algumas possibilidades legítimas para a questão, mas acabei sempre com a imagem de um indivíduo de gabardina ou de uma mulher gorda tatuada a analisar os resultados com um esgar mefítico, e bloqueei o resto do filme mental antes que o cérebro acabasse apreendido pela polícia por obscenidade.
Numa era em que um mamilo pode despertar a ira do Instagram ou uma sobrevivente de cancro da mama pode ser acusada de obscenidade no Facebook por sugerir mamografias regulares, estou condicionado para esperar o pior quando alguém acredita que não gerará qualquer sururu ao perguntar a pré-púberes se se conseguem imaginar na cama com alguém.
Eu sou pai de pré-púberes e nunca me ocorreu fazer uma pergunta tão estúpida, apesar da quantidade de perguntas estúpidas que faço, como “o que estás a fazer?”. Agora que falo nisto, estou a ter um desejo incontrolável de me ir lavar. Vou ignorar porque, decerto, amanhã já o assunto estará esquecido. Tenho mesmo que me habituar a não me deixar afectar pela modernidade da escola pública. Graças a Deus não foi uma pergunta grave, como “acreditas no Pai Natal?” ou “um crucifixo ali na parede ofende-te?”
Até porque se tu, jovem, já andaste a brincar com os genitais dos teus amigos, nós aqui, na escolinha, queremos que saibas que não estás a fazer nada de errado e deves até experimentar com meninos do(s) sexo(s) contrário(s) ao que já experimentaste. Isto da escola servir para o método científico, por via do incentivo à experimentação, é outra fruta.
mas como poderia s.ª ex.ª saber?

– Estou sim, fala do Ministério da Defesa?
– Não, aqui fala do Ministério do Ataque, eheh!
– Como?
– Não ligue, que era brincadeira, dizem que «a melhor defesa é o ataque», por isso…
– Ah, já percebi. Adiante. O Senhor Ministro está?
– Não, não. Saiu. Está em manobras?
– De Exército?
– Do Exército? Qual quê, está a manobrar o novo BM 750 do ministério. É que ele gosta de conduzir carros potentes, mas ainda não se habituou ao novo.
– Muito bem. É que eu queria mandar entregar uns documentos ao Senhor Ministro, mas tem de ser pessoal. Coisa muito importante.
– Muito importante? Um convite para uma festa na Quinta da Marinha?
– Não, não. Coisa séria. Como é que faço?
– Passe por aqui e deixe na recepção. Entregamos ao ministro, quando voltar, ou ao chefe de gabinete se ele demorar muito.
– Ok. Mas não se esquecem, pois não?
– Não se preocupe, que isto aqui é tudo gente competente. Nunca falhamos. E se o ministro não aparecer, leio eu, que estou na portaria há mais de quarenta anos, quando ainda havia Ultramar.
Da Arquitectura

Acreditando na opinião de consagrados politólogos portugueses, o momento decisivo para a vitória de Mário Soares nas eleições presidenciais de 1986 foi a paulada que levou na Marinha Grande durante a campanha eleitoral. O candidato tinha entrado na corrida com péssimas sondagens, desgastado pela forte austeridade que aplicou enquanto primeiro-ministro, mas o incidente marinhense, aproveitado com inteligência pelo socialista, virou tudo do avesso. Claro que há quem desvalorize este episódio e que, enveredando pela complexificação, defenda a vitória de Soares como fruto de múltiplos e intrincados factores. A esses, que gostam de puxar pela cabeça, sugiro que vão ler Joyce ou Proust, pois aqui, por motivos filosófico-preguiçosos, nunca se percorrem caminhos difíceis quando existem atalhos à disposição.
É por isso que Fernando Haddad, em vez de complicar a sua própria vida visitando presidiários de quem os brasileiros estão manifestamente fartos, devia era tratar de apanhar uns calduços com a maior brevidade possível. A minha sugestão é que organize esse evento no Recife, a cidade pernambucana que abrigou no séc. XVII a primeira fábrica de vidros do país. Essa inovação artesanal, trazida pelos colonizadores holandeses da época do príncipe Maurício de Nassau, faz do Recife o local do Brasil com mais pontos em comum com a Marinha Grande, ou seja, o sítio indicado para aplicar a estratégia política do “quanto mais me bates, mais votam em mim”. Acredito que Haddad, um professor universitário de ciência política, considere a táctica da cacetada demasiado primitiva para os seus pergaminhos académicos. No entanto, julgo que qualquer acção, incluindo apanhar na cara, demonstra mais sofisticação intelectual do que fazer de porta-voz de Lula da Silva numa altura em que tenta obter os votos dos que se sentem vítimas de Lula da Silva.
Em 1986, após a primeira volta das eleições presidenciais portuguesas, Álvaro Cunhal pediu aos comunistas para taparem a cara de Mário Soares no boletim de voto com uma mão e votarem nele com a outra. E os comunistas acataram a solicitação, engolindo um sapo bem bochechudo, porque o candidato socialista abandonou as provocações ao PCP e foi ao encontro dos seus militantes. Se os assessores de Haddad tivessem feito parte do MASP I, teriam certamente aconselhado Soares a fazer um comício na Fonte Luminosa e a viajar até Moscovo para fazer xixi no Mausoléu de Lenine. Infelizmente para Freitas do Amaral, não fizeram.
Por vezes, quando é bem conseguida, a arquitectura ensina-nos coisas. Na época em que se iniciou a construção da cidade de Brasília, Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, os responsáveis máximos pela Nova Capital, fizeram da Praça dos Três Poderes o espaço mais nobre do país. Inspirados por Montesquieu, nela incluíram três edifícios monumentais, destinando cada um deles a cada um dos poderes da República. Assim, o poder legislativo, o poder executivo e o poder judicial poderiam ser harmoniosos vizinhos no mesmo bairro, mas não correriam o risco de viver em promiscuidade na mesma casa. Fernando Haddad, olhando para o que o rodeia, devia perceber uma evidência: se as ideias do PT tivessem alguma lógica, Lúcio Costa e Niemeyer teriam metido o Supremo Tribunal Federal na cave do Palácio do Planalto.
O Orçamento em que estado nos deixa?

Esta sexta-feira, no Porto, realiza-se mais uma tertúlia promovida pela Oficina da Liberdade. O blasfemo Alexandre Mota estimulará a conversa entre os convidados Daniel Bessa, Camilo Lourenço e todos os presentes no evento.
Eventualmente será abordado o caso Ronaldo… das Finanças.
A entrada é gratuita e decorre no que é considerada uma das mais bonitas casas da cidade.
Então, até sexta-feira!
*
O parlamento português vai pronunciar-se?
Vamos!
Há aquele momento em que nos sentimos na obrigação de dizer que Beltrano e Sicrano são nossos amigos e, dessa forma, desculpamo-nos de afirmarmos, logo de seguida, que concordamos com algo que disseram. É uma forma de protecção do cinismo, aquele que está pronto para nos acusar de concordarmos porque foi o nosso amigo que o disse. Eu não vou fazer isso. A entrevista do Miguel Morgado ao Expresso desta semana é notável, mas não é notável por ele ser meu amigo, é notável apesar disso. E é notável porque elabora impecavelmente a frase que o jornal, e bem, decidiu escolher para título: “é preciso romper o consenso entre PS e PSD em questões europeias”.
Enquanto o país se diverte no saudosismo de um africanismo ultrapassado, numa realidade alternativa que nunca foi a do país, quer pela importação de modas ideológicas de outras andanças, quer na pequenez de quem se sente embaraçado com a pertença física ao Velho Continente numa azeiteirada cosmopolita de comicidade hollywoodesca que só serve para empregar filhos do regime como antes um sapateiro poderia assegurar ofício a imberbe aprendiz, alguém tem, finalmente, a audácia de trazer para a discussão a necessidade de Portugal querer mais da Europa que o subsídio à carreira de jogral. Não admira que exemplares da classe, como Daniel Oliveira e Pedro Marques Lopes, mostrem preocupação: todo o seu rendimento advém de massajar estúpidos e/ou incautos.
Vamos lá, então? Vamos abanar a árvore onde a macacada se instalou? Eu estou pronto. Vamos fazer o que ainda não foi feito.
Nobel da economia
Vale a pena ler este post noutro sítio: https://economicsociology.org/2018/10/08/nobel-winner-paul-romer-economists-use-math-to-mislead/
Isto não bate certo
“Hoje, domingo, 07 de outubro, o secretariado geral da Interpol em Lyon, em França, recebeu a demissão de Meng Hongwei, na qualidade de presidente da Interpol, com efeito imediato”, refere um comunicado divulgado no Twitter, algumas horas após a mulher do dirigente chinês ter afirmado perante os media em Lyon que o seu marido estava “em perigo” na China.” SE eng Hongwei ESTÁ PRESO COMO APRESENTA A DEMISSÃO? COMO SE PODE SABER QUE a demissão É VOLUNTÁRIA? E É VERDADEIRA? QUEM FEZ CHEGAR A DEMISSÃO À INTERPOL?
Um homem um voto mas o homem tem de votar como deve ser
Tendo em conta a irritação que por aí vai com o sentido de voto dos emigrantes brasileiros deve estar a ser criado um movimento para que o voto seja restrito aos seguintes brasileiros:
a) amigos e conhecidos dos jornalistas portugueses que como se sabe e viu apenas conhecem brasileiros que não votam em Bolsonaro;
b) professores universitários, artistas, escritores
Todos os outros brasileiros devem trocar o direito de voto por sessões de esclarecimento organizadas por pessoas esclarecidas e progressistas.
brasil
Questão prévia: tenho a maior desconsideração por aquela parte da esquerda lusitana que chama «fascista» a Bolsonaro e, depois, convive bem com Maduro, e procura justificar o miserável governo ditatorial venezuelano com as «ingerências» dos EUA, a «corrupção» da oposição e, argumento ainda mais desprezível, com a «democraticidade» do sistema que mantém o gordo e bestunto tiranete no poder. Não faço, por conseguinte, qualquer avaliação do candidato do PSL em função do que dizem estes sujeitos.
Posto isto, a minha opinião sobre o eventual futuro presidente brasileiro é de que se trata de um tipo absolutamente medíocre, impróprio para chefiar um país como o Brasil, com ideias perigosas sobre os regimes militares e a autoridade do estado, portanto, um tipo inconveniente para a sociedade cosmopolita que a brasileira merece ser.
Infelizmente, parece que foi o que sobrou. Não para mim, que não voto por lá, mas para uma população que se sente enganada, traída, roubada e, pior do que tudo, em perigo de vida permanente. Uma sociedade que se está nas tintas para a ameaça de «ditadura» de Bolsonaro, porque vive, desde há muito, numa verdadeira ditadura não declarada: a ditadura de quem tem medo de sair à rua e ser assassinado, assaltado ou violentado; a ditadura de quem vai parar a prisões desumanas; a ditadura de quem vive onde não há direitos fundamentais minimamente garantidos; a ditadura de coronéis, como esse grotesco Ciro Gomes, agora arvorado em «anti-fascista» militante; a ditadura de quem vota por «currais eleitorais», nome eufemisticamente dado a grupos de eleitores cujo voto é vendido por caciques, a 20 km da Avenida Paulista.
A eleição presidencial brasileira será decidida, não pela ameaça da «ditadura» de Bolsonaro, mas por dois flagelos muito reais: a insegurança e a corrupção. O crescimento e a ascensão do candidato de extrema-direita fez-se, aliás, com o mesmo voto que levou ao poder Lula da Silva: o «homem providencial» que vai tirar o Brasil do caos em que se encontra. Os homens providenciais quase sempre partilham o mesmo eleitorado.
Como não acredito em «homens providenciais», e tenho como atrasadas, ou fanatizadas, as sociedades e pessoas que se lhes rendem, desagrada-me a eventual vitória de Bolsonaro. Tem um bom candidato a ministro das finanças? Talvez, mas nada garante que o siga ou que o mantenha por muito tempo, se lhe começar a ser inconveniente. O sistema é presidencialista, o presidente é insusceptível de controlo político, logo, faz o que quiser do seu governo. Mas olhando para os demais candidatos com hipóteses de passarem à 2ª volta, todos estão, de uma forma ou doutra, comprometidos com aquilo que parece que os brasileiros mais condenarão nesta eleição: a corrupção. A começar por Haddad, um estarola sem vida política própria, sempre pendurado em Lula da Silva, e cuja insensibilidade política não lhe permitiu entender a desilusão de boa parte do eleitorado brasileiro com a venalidade do seu chefe. E, como lacaio que é, lá foi indo todas as segundas-feiras ao beija-mão do «seviciado», convencido que daí tiraria os votos necessários à eleição. Mas também Geraldo Alckmin, um bom gestor público, infelizmente conhecido, nas escutas da Lava-Jato, como o «Santo»; ou Ciro Gomes, um coronel nordestino à antiga, com tiques de violência autocrática ainda mais acentuados do que os de Bolsonaro.
Conheço profundamente o Brasil há mais de trinta anos, sendo que, desses, vivi lá seis. Sei bem que as pessoas que eventualmente levarão Bolsonaro à presidência do país querem somente duas coisas básicas: viver num país dirigido por gente que não os roube (muito) e onde possam sair à rua sem serem mortos ou sequestrados. Sendo certo que a cultura de corrupção que por lá grassa horizontalmente e a inaudita violência que se vive em boa parte do país não mudam por decreto, esperemos que o Brasil e os brasileiros possam melhorar, um pouco que seja, a sua condição de vida. Como? Não sei.
Quantas lojas fechadas existem nos bairros municipais?
O fascistómetro da Fascislândia
A Day in the Life
Dir-me-ão se não é uma situação tão caricata. É o fim, e a mim, estar assim, mal do rim, enfim, quase mata.
A propósito de mais umas eleições – desta vez no Brasil – que colocam em oposição uma série de humanos dotados de coração empático contra mais uma das encarnações terrenas do diabo, lá anda toda a gente zangada entre as duas e únicas trincheiras desta guerra mediática. Repetindo o já tradicional cântico do risco de eleger um novo Hitler, como eleitos na Hungria, na Turquia, nos EUA e, quem sabe, em Santa Helena, os portugueses vivem preocupadíssimos, a julgar pelas redes psicopatas, com os resultados eleitorais de todos os países que não sejam o seu.
Não vai servir resistir vais ouvir repetir um zunir incessante. Meu pedido sentido repetido ao ouvido como altifalante.
Quando todos são fascistas, parece evidente que ninguém é fascista, incluindo os que até o seriam. O impacto de gritar “fascismo” sempre que um candidato nos desagrada é o mesmo que se obtém ao gritar “puta” num bordel. Por isso, não me parece que os gritos de “fascista” tenham qualquer dose de advertência. Quase em directa oposição, os gritos de fascismo são demonstrações erécteis, gritos de tesão pela atenção de leitores nas carcaças apodrecidas que são os média. Tal como o feminismo do sushi, o que não passa de um pedido para que se olhe para o decote que leva à indignação, quer se olhe (“não sou um pedaço de carne”), quer não se olhe (“mulheres fortes intimidam os homens fracos, hein?”).
Zão zão zão quero ver-te. Zão zão zão quero ter-te. Zão zão zão quero dar-te. Zão zão zão obter-te, zão.
É provável que Bolsonaro ganhe. Parece-me um parolo, mas isso é o mais normal em países de língua portuguesa, não é? Fora a parolice, a dificuldade de articulação de algo que transcenda o grunhido, o incentivo a que as franjas violentas possam dar azo à alegre diversão que é partir cabeças, até me parece um bom candidato. Pelo menos, parece-me um bocadinho mais adequado para o cargo que o presidente Marcelo, o que deveria ser mais que motivo para que vocês fechassem a matraca, mas pronto.
Não me dão razão mas eles não saberão vê-lo. Criticam instigam e picam e ficam com dor de cotovelo.
Muito obrigado ao Miguel Araújo por ter escrito esta canção sobre tesão e que ouvi antes de escrever este artigo.
À oligarquia
Pulp
She studied sculpture at Saint Martin’s College,
That’s where I,
Caught her eye.
She told me that her Dad was loaded,
I said “In that case I’ll have a rum and coca-cola.”
She said “Fine.”
And in thirty seconds time she said,I want to live like common people,
I want to do whatever common people do,
I want to sleep with common people,
I want to sleep with common people,
Like you.Well what else could I do
I said “I’ll see what I can do.”
I took her to a supermarket,
I don’t know why,
But I had to start it somewhere,
So it started there.
I said pretend you’ve got no money,
She just laughed and said,
“Oh you’re so funny.”
I said “Yeah?
Well I can’t see anyone else smiling in here.
Are you sure you want to live like common people,
You want to see whatever common people see,
You want to sleep with common people,
You want to sleep with common people,
Like me.But she didn’t understand,
She just smiled and held my hand.
Rent a flat above a shop,
Cut your hair and get a job.
Smoke some fags and play some pool,
Pretend you never went to school.
But still you’ll never get it right,
‘Cause when you’re laid in bed at night,
Watching roaches climb the wall,
If you called your Dad he could stop it all.You’ll never live like common people,
You’ll never do whatever common people do,
You’ll never fail like common people,
You’ll never watch your life slide out of view,
And dance and drink and screw,
Because there’s nothing else to do.
Sing along with the common people,
Sing along and it might just get you through.
Laugh along with the common people,
Laugh along even though they’re laughing at you,
And the stupid things that you do.
Because you think that poor is cool.
Like a dog lying in a corner,
They will bite you and never warn you,
Look out, they’ll tear your insides out.
‘Cause everybody hates a tourist,
Especially one who thinks it’s all such a laugh,
Yeah and the chip stain’s grease,
Will come out in the bath.
You will never understand
How it feels to live your life
With no meaning or control
And with nowhere left to go.
You are amazed that they exist
And they burn so bright,
Whilst you can only wonder why.
Rent a flat above a shop
Cut your hair and get a job
Smoke some fags and play some pool
Pretend you never went to school,
But still you’ll never get it right
‘Cause when you’re laid in bed at night
And watching roaches climb the wall,
If you called your dad he could stop it all
Yeah
You’ll never live like common people
You’ll never do what common people do
You’ll never fail like common people
You’ll never watch your life slide out of view
And then dance and drink and screw
Because there’s nothing else to do
I want to live with common people like you…..
Compositores: Candida Doyle / Jarvis Branson Cocker / Nick Banks / Russell Senior / Stephen Patrick Mackey
Letras de Common People © Universal Music Publishing Group, BMG Rights Management
Passando para coisas importantes
Acham que isto se vai estudar nas escolas de cinema?
Na SIC Notícias passa uma reportagem sobre a manifestação de professores: planos abertos, filmagens aéreas, foco sobre as clareiras… enfim mostra-se o óbvio: a manifestação tinha pouca gente. Esta mudança da perspectiva da câmara não é um pormenor. Durante o governo Passos Coelho passávamos a vida a ter aquelas sequências tipo expressionismo alemão-realismo soviético de pernas e pernas a caminharem; nunca se via o plano completo da manif e muito menos se mostravam as suas clareiras. Agora o jogo de equilíbrios derntro da geringonça esquerdista leva a que as forças vivas das redacções mostrem quem manda a Mário Nogueira.
Não, não apoio
Há um ano mulheres adultas e ricas que livremente protagonizavam fotos como esta vieram dizer que o senhor da questão tinha anteriormente abusado sexualmente delas. A partir daí desencadeou-se uma caça às bruxas que um dia terminará como todas as caças às bruxas: com aqueles que mais se destacam na caça a sacudir a água do capote e a acusar os outros de não terem feito nada para travar esta doideira.
Os cavalinhos à chuva e os safanões na incubadora
Em Dezembro de 2004, Jorge Sampaio faz cair o governo de Santana Lopes. Alegou que
“o país assistiu a uma série de episódios que ensombrou decisivamente a credibilidade do Governo e a sua capacidade para enfrentar a crise que o país vive. Refiro-me a sucessivos incidentes e declarações, contradições e descoordenações que contribuíram para o desprestígio do Governo, dos seus membros e das instituições em geral …”
A demissão do ministro do Desporto, Henrique Chaves, foi apresentada como uma crise insanável. A total descredibilização do executivo.
A cereja no topo do bolo foi segundo boa parte dos analistas nacionais o recurso de Santana Lopes à imagem da incubadora: «o primeiro-ministro Pedro Santana Lopes comparou, no domingo, o seu Governo a um bebé que está numa incubadora e a quem os irmãos mais velhos dão “uns estalos e uns pontapés”. A reacção foi considerada pela Presidência da República como “muito infeliz” ». Era um consenso nacional: jamais um primeiro-ministro usava imagens daquelas.
Catorze anos depois, o país vive como normalidade o caso de Tancos, os mortos de Pedrogão, as trapalhadas na CGD… Deve ser porque o actual primeiro-ministro em vez de usar incubadoras nas siuas imagens prefere expressões como “podem tirar o cavalinho da chuva“
já chega

Há três regras fundamentais do Estado de Direito, sem o qual este é uma pura ficção: 1º quem acusa, prova; 2º quem é acusado tem de ter direito ao contraditório em, pelo menos, iguais circunstâncias de quem o acusa; 3º não pode haver crimes sem prescrição, isto é, em condições normais, o direito a agir criminalmente contra uma pessoa não pode ser eterno, sob pena de quem tem essa faculdade poder transformar a vida de qualquer um num inferno.
O inverso disto foi o que caracterizou o Ancien Régime, isto é, um estado sem garantias mínimas de direitos individuais, em que quem detinha o poder o usava sem restrições. A Inquisição acusava, usava meios de tortura para facilitar o encontro do acusado com a «verdade», e era este quem tinha que provar a sua inocência. As «lettres de cachet» podiam encarcerar qualquer indivíduo por todo o resto da sua vida, sem que lhe fosse dado, sequer, conhecimento das acusações que sobre si impendiam. E as leis de 22 Prairial, redigidas pelo sinistro Couthon, retiravam o direito de defesa, no Tribunal Revolucionário, a qualquer cidadão francês que fosse visado pelo acusador público, o também sinistro Fouquier-Tinville. A lei presumia sempre justa e rigorosa a acusação revolucionária, pelo que ao acusado cumpria apenas ouvir o que seria o seu destino: a guilhotina, obviamente. O histerismo fundamentalista leva a injustiças irreparáveis e a perseguições inqualificáveis. O mérito do Estado de Direito foi pôr cobro a isto e garantir os direitos fundamentais dos cidadãos face ao poder público que facilmente os poderá destruir na falta dessas garantias.
Por conseguinte, as acusações de crimes sexuais feitas a figuras mediáticas, a que temos vindo a assistir nos últimos meses, com a sua imediata condenação pela opinião pública, inscreve-se na mesma lógica dos massacres das Bruxas de Salém ou do período do Grande Terror jacobino. Não há, por enquanto, condenações à morte física, mas à morte social e moral quase todos os grandes visados foram já condenados. Em situações onde, por vezes, pela natureza das próprias acusações, a defesa se torna impossível: como pode alguém defender-se de algo de que é acusado de ter feito há 40 anos? A que provas recorrerá? Que testemunhas estarão disponíveis? Com que memória? Como se torna também extraordinariamente difícil a defesa de actos por natureza íntimos, praticados sem testemunhas e registos documentais. Se alguém lhe disser: «vc. violou-me, há dez anos, num quarto de hotel!» como é que, e já subvertendo o princípio do Estado de direito de quem acusa prova, o acusado se poderá invalidar a acusação? É a palavra de um contra a do outro, dez anos passados. Sendo que, no ambiente de histerismo instalado, próprio das Bruxas de Salém, a comunicação social imediatamente assume a defesa das «vítimas», pobres moças estupradas por figuras públicas selvagens e sem moral.
Por mim, assumi a seguinte regra: sempre que uma figura pública – seja qual for – se vir confrontada com acusações de actos sexuais impróprios supostamente perpetrados contra mulheres «inocentes», rodeadas de equipas de advogados que juram pela sua infelicidade causada pelo acusado, estarei sempre ao lado deste último. Se, ainda por cima, anos tiverem passado sobre os supostos actos em questão, defenderei a condenação criminal da acusadora, em sede de «denúncia caluniosa».
O Estado de direito tem regras e a vida social também. Defendê-las é o que nos permite manter a fina fronteira entre a civilização e a barbárie. E boa parte dos grandes crimes contra a Humanidade foram feitos em nome da «justiça».
Pf
Pedem-se notícias sobre as eleições no Brasil. Notícias mesmo. Manifestos e ilustração das opiniões dos jornalistas já tivemos que chegue.
Lembram-se daquela fugitivo de uma prisão francesa?
Sim, o tal que fugiu de helicóptero da prisão de Réau. Pois imaginem como desde que disse adeus a 1 de Julho aos polícias até agora andava o senhor Faïd vestido para não ser importunado? DE burka, claro.
Roubar os estrangeiros

Manuel Caldeira Cabral, um dos mais ridículos ministros deste governo, veio a público feliz e contente lembrar que a Web Summit gerou na edição anterior cerca de 30 milhões de euros em receita fiscal, significando que só por essa via os apoios do governo agora anunciados ao evento serão mais do que pagos. Costa e Medina usaram também este argumento como um dos principais para justificar as suas decisões.
Ora, o que aqui se passa mais não é do que o festejo, a comemoração e a glorificação do roubo.
O que os nossos “responsáveis” políticos vêm legitimar é o saque da propriedade privada dos indivíduos. Roubar os contribuintes portugueses é práctica habitual que a manha política já quase não precisa de explicar. Agora, parece que extorquir dinheiro a estrangeiros é de génio e quem o faz não só está absolvido como é tratado como herói da defesa do “interesse nacional”.
O estado tira dinheiro do bolso dos portugueses e dos estrangeiros sem sequer lhes pedir licença. O crime é praticado com a benevolência da imprensa amiga.
Ninguém pensa por exemplo se esse dinheiro que é subtraído aos indivíduos não seria melhor gasto e não geraria mais valor se a decisão da sua utilização fosse deixada aos próprios.
Também não se acha estranho que o estado entregue 110 milhões de euros dos contribuintes a uma entidade privada de organização de eventos como a empresa de “Pédi”. Parece também normal que o estado pague com o dinheiro dos contribuintes a reabilitação e a construção de um parque de feiras de uma associação supostamente empresarial e supostamente privada.
Querem também fazer-nos crer que a Farfetch, a Outsystems, a Talkdesk (a Yupido já não conta) não teriam hipótese de atrair investidores sem a Web Summit. Vou dar de barato que tal seja verdade. Mas se o certame não fosse realizado em Portugal estas empresas não teriam o mesmo sucesso na angariação de capital? Se assim fosse, seria sinal de muito pouca fé na capacidade de gestão e no modelo de negócio das mesmas…
Como quase sempre fazem, os políticos acenam com benefícios gerais mal justificados para o país para usar o dinheiro que não é deles em benefício de um muito pequeno número de interesses privados e na tentativa de impactar positivamente uma região específica, em detrimento de todas as outras, na expectativa de ganhos políticos futuros.
Quem se ri é o “Pédi”. E não é ele o mais criticável.
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a) convidá-los a entrar e a servirem-se à vontade sendo que pode ser acusado de maus tratos psicológicos pelas galinhas sobreviventes;
b) fazer-lhes uma palestra sobre as vantagens do vegetarianismo:
c) ligar aos deputados Catarina Martins, André Silva e Heloísa Apolónia pedindo instruções

Parece que foi ontem mas já passaram trinta anos desde que Zita Maria de Seabra Roseiro, funcionária de uma conhecida empresa corticeira sediada na Rua Soeiro Pereira Gomes, tendo saído do habitual local de trabalho em serviço externo, se viu impedida, por ordens da administração, de a ele voltar a aceder.
De acordo com os relatos, a funcionária, que nunca tinha trabalhado em qualquer outra empresa e que contava já com mais de vinte anos de casa, foi vista a discordar do responsável máximo da corticeira no 6º andar do edifício principal da companhia, onde ambos exerciam as suas funções, tendo posteriormente abandonado o local para cumprir uma tarefa que lhe fora atribuída. Quando regressou, algum tempo depois, foi-lhe vedada a entrada no piso em causa e foi avisada pelo segurança de que as suas coisas tinham sido levadas em sacos de plástico para outro lugar.
Zita Maria de Seabra Roseiro, antes da ocorrência deste episódio, passou quase um ano de baixa médica devido a uma doença grave e, de acordo com testemunhas, a relação com a administração deteriorou-se logo após o retorno à vida activa. Não há certezas quanto à relação entre os dois acontecimentos, mas a verdade é que, no longo processo de despedimento que se seguiu, foram-lhe imputadas faltas laborais e foi acusada de ter mentido sobre o seu estado de saúde. Um dos intervenientes na acção, e também funcionário da corticeira, referiu mesmo que a tinha visto num ginásio durante o período da baixa.
A proibição de entrada no local de trabalho que lhe estava destinado foi apenas o início do longo calvário da trabalhadora. Os seus colegas foram informados pela direcção do conflito em curso e o isolamento total foi posto em marcha. Uns por vontade própria, outros por temerem represálias do patronato, todos se afastaram de Zita Maria de Seabra Roseiro, que passou a estar permanentemente sozinha quer durante o período laboral quer durante as pausas. Até no refeitório, um local privilegiado de convívio para a classe trabalhadora, foi deixada abandonada numa mesa, longe de tudo e de todos. Diz quem assistiu que nunca terá sido aplicada com tanta eficácia a célebre “lei da rolha”, o que, dado o sector em que ocorreu o diferendo, não é de estranhar.
Entretanto, vários documentos acusatórios foram postos a circular pela administração, e assistiu-se, inclusive, a uma acção organizada e permanente de perseguição e de vigilância. Naturalmente, como é costume neste tipo de pressão psicológica, foram retiradas à funcionária todas as tarefas e ferramentas de trabalho, tendo ficado o silêncio absoluto como seu único companheiro.
Este caso, que se arrastou durante vários meses, terminou com a saída definitiva de Zita Maria de Seabra Roseiro do sector da cortiça, e com o início de um duro caminho de regresso à actividade. Com o nome manchado nos meios em que se havia movimentado desde sempre e sem qualquer experiência noutra área profissional, não foram fáceis os tempos que se seguiram. É de relembrar que a sua ligação à importante companhia da Rua Soeiro Pereira Gomes se tinha iniciado em 1965, quando Zita Maria de Seabra Roseiro era ainda menor de idade, uma situação de trabalho infantil muito usual durante o negro período da exploração fascista. É assim fácil de perceber o desespero da trabalhadora ao ver-se afastada do único mundo que conhecia. Felizmente para ela, pôde sempre contar com a ajuda dos sindicatos, principalmente os que se moviam na órbita da CGTP. Não se tivesse proporcionado este decisivo suporte e todo este drama ter-se-ia mostrado absolutamente insuportável.
as «notícias» sobre trump
Todos os dias, mas todos os Santos Dias, temos «notícias» que nos demonstram a «perfídia», a «maldade congénita», a «desonestidade», a «idiotice» e a «perversidade» de Donald Trump. Experimentem fazer um zaping pelos jornais online (comprá-los é um gasto cada vez mais desnecessário) e nunca encontrarão, na mesma edição, menos do que duas, três «notícias» simultâneas que revelam a monstruosidade do presidente dos EUA. Só hoje ficámos a saber que «fugiu aos impostos» (quem não que atire a primeira pedra…), debochou de uma mulher, enquanto ontem éramos «informados» de que o «mundo» se tinha rido dele, na sua cara, na mesma sessão da ONU em que respeitosamente escutara esses dois ícones da sobriedade intelectual que são António Guterres e Marcelo Rebelo de Sousa. Entretanto, por lá, pela terra onde o homem tem responsabilidades políticas, as sondagens dão-lhe uma popularidade em crescendo. Como é possível?! Mistério! Como pode um sujeito destes, que o brilhante opinador lusitano médio já há muito topou, enganar os seus concidadãos? Será que os norte-americanos dos EUA, analfabetos como são, desconhecedores de onde Portugal se situa no mapa da Europa e, mais grave ainda, ignorantes do que sejam o Vinho Verde e o Alvarinho, não conseguem perceber as evidências sobre Donald Trump, que a CNN e outros órgãos de comunicação também lhes servem em doses cavalares? Provavelmente é isso que se passa, e que nunca por cá ocorreria, entre nós, os lusitanos, que sabemos quase tudo sobre o universo em geral e o mundo em particular. O facto é que, salvo opinião mais escorreita, enquanto os mandarins do Partido Democrático não perceberem que a única hipótese de vencerem Donald Trump é arranjarem alguém melhor do que ele, vão continuar a perder terreno. E nós, para mal dos nossos muitos pecados, continuar a ler «notícias» sobre as maldades do presidente.
Gloria Alvarez…
Post no facebook de Gloria Alvarez, uma liberal como deve ser… (referência ao uso do seu nome em vão por parte de uns tolinhos Brazileiros) / (forma clara de mostrar como socialismo e conservadorismo não são assim tão diferentes, pese embora muitos tentem dizer que não… entre o totalitarismo da classe ou o da tradição, venha o diabo e escolha…). Aqui:
‘Miren socialistas!! Para que vean que los derechistas conservadores están igual de enfermos mentales que ustedes que ahora dicen que tienen el derecho de expropiarle a una hasta el nombre y el trabajo con tal de poner a sus derechistas en el poder como Bolsonaro
😂
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😂no cabe duda que socialistas y conservadores son la misma mierda totalitaria repudiando la libertad individual:
Gracias por tanto material para mi libro Como Hablar Con Un Conservador. Cada vez hacen más necesario desligar a los libertarios de enfermos como ustedes!’

