Videos que nunca ninguém viu em Portugal
Narcos
A Venezuela é um narco-Estado cuja oligarquia são os generais que controlam o tráfico. Foi assim com Chaves. É assim com Maduro. Os narcos são impiedosos na hora de defender os seus territórios e materialmente generosos para com aqueles de cujo apoio precisam para se legitimar.
Mais importante que Maduro é Diosdado Cabello o homem que paira sobre o cartel Soles
A Venezuela não parece a série Narcos. A Venezuela são os narcos. E estes descobriram que se usarem foice e martelo têm sempre quem os defenda.
E nem uma leve dúvida os aflige?
Todos os anos é o mesmo: criaturas que levam o ano a mostrar a sua preocupação enquanto artistas com o sofrimento do mundo, no início de Setembro dão corda aos sapatinhos e vão animar a festa de um partido totalitário. Não sei achariam normal ir dar um ar da sua graça a um encontro com suásticas mas a verdade é que a foice o martelo lhes parecem bem. Este ano, quem sabe, talvez dediquem uns acordes ao camarada Maduro.
Aquilo do segredo de justiça
não se aplica às vítimas da Caparica?
Portanto a comunidade portuguesa está refém, certo?
«Como o PCP já teve ocasião de afirmar, a segurança da comunidade portuguesa residente na Venezuela implica a condenação das acções desestabilizadoras, terroristas e golpistas.»
Eu tenho o direito a que filho meu só coma soja
A partir de agora, qualquer maluca terá o direito a expelir de forma completamente gratuita e em estabelecimento autorizado o desgraçado do seu filho para um bonito tanque dotado de solução composta por água, urina, suor, fezes, sangue e gosma variada. O progresso é um bocado badalhoco.
Estão a ver o Maduro é o que é mas a oposição é horrível…
«Cria-se uma dicotomia inaceitável que implica, para diabolizar Nicolás Maduro e o seu governo, fazer de conta que do outro lado está uma oposição dirigida por figuras decentes e exemplares do ponto de vista da democracia.» – escreve no Expresso Valdemar Cruz.
Face aos extremos a que chegou o governo socialista da Venezuela a esquerda, à excepção do professor Boaventura, lá admite que realmente o Maduro tem que se lhe critique. Mas a oposição, explicam-nos, é igualmente má. Ou pior ainda. Como assinala Valdemar Cruz faltam à oposição figuras decentes e exemplares do ponto de vista da democracia; “Esta é a mesma oposição que em 2002, descontente com as sucessivas vitórias eleitorais de Chávez, pegou em armas e desencadeou uma tentativa de golpe (elucidativo este documentáruio) para derrubar o governo legítimo.”
Não sei até quando na linha do tempo Valdemar Cruz considera ter sido legítimo o governo da Venezuela mas há muito que as campanhas eleitorais e os respectivos resultados na Venezuela estão eivados de irregularidades que noutro local do mundo levariam à sua anulação. Por exemplo, em 2013 quem ganhou: Maduro ou Capriles?
Quanto à falta de exemplaridade democrática das figuras da oposição venezuelana não deixa de ser curiosa essa exigência que aliás está longe de ser exclusiva de Valdemar Cruz. Assim que me lembre o 25 de Abril celebra um golpe militar, a oposição portuguesa tinha como sua figura mais destacada um “democrata” de rija cepa como era o caso de Alvaro Cunhal e o pandemónio instalado em Portugal no ano de 1975 pelas figuras decentes e exemplares da nossa democracia levou a que ainda tivéssemos um outro golpe, este a 25 de Novembro de 1975. Dado este nascimento nada exemplar nem decente da nossa democracia teremos de regressar à ditadura para aí uma vez dotados de figuras decentes e exemplares chegarmos à democracia? E já agora como?
À atenção do PCP: Trump inventa que Maduro tem bens nos EUA
Ó santas criaturas
Dos limites à decência
Poderia refutar a teoria do “aproveitamento político” publicando o vídeo de Maria do Céu Guerra a ler o nome de vítimas de violência doméstica no congresso do PS. Poderia até citar os inúmeros textos de Fernanda Câncio sobre Gisberta, o travesti que foi assassinado por miúdos no Porto. Podia, inclusivamente, ilustrar tais documentos com centenas de memoriais espalhados pelo planeta, monumentos erguidos à memória de gente que morreu, como o memorial às vítimas do 11 de Setembro. Podia até ilustrar com fotos de Auschwitz-Birkenau, enfim, podia até usar fotografias de um comum cemitério preenchido com lápides onde constam nomes e datas. Só não o vou fazer por pudor, porque até eu tenho limites no que concerne a fazer figuras de urso em público.
Eles é que não têm.
Por que Portugal Arde Tanto?
Não faz sentido nenhum um país tão pequeno e com florestas pouco densas arder todos os anos. Portugal com uma área de cerca de 90.000 km2 representa 1% da área total da Europa. No entanto tem uma área ardida neste momento que corresponde a 33% da área ardida em toda a Europa!! Por muito que se desculpem com SIRESP, com plantações de eucaliptos, com reordenamento territorial, com comandos da ANPC ou MAI, com falta de limpezas das matas, com o diabo da natureza, há muito por explicar que vai além do mencionado e que ninguém aborda: como se dão as ignições e porquê. É por aqui que devemos começar e depois varrer os restantes problemas um a um. Porque são demasiados e alguns roçam a criminalidade.
Portugal não arde por acaso. Arde essencialmente por mão criminosa. Todos os anos. Dezenas de pirómanos são detidos mas nunca são condenados com penas exemplares. Logo, compensa ser pirómano, receber uns trocos para tabaco de gente com interesses que sabe que a maioria deles são inimputáveis ou ficam livres por falta de incidentes criminais. Sem penas verdadeiramente dissuasoras é um negócio lucrativo para ambas as partes. É o negócio dos incêndios que todos ignoram e ninguém trava.
Depois vem a falta de vigilância. Ora, é sabido que estes fogos só são bem sucedidos porque não há ninguém a bater o terreno amiúde. Logo, qualquer idiota pode ou com isqueiro ou com bombas incendiárias iniciar um incêndio sem problemas, algo que no passado era impossível com nossos guardas florestais. Aqui o alerta é fundamental para uma intervenção rápida. Onde estão eles? Também deixou de haver cantoneiros que limpavam matas. Porquê? Não é para isto que o Estado deve canalizar os impostos?
Resolvidas estas questões prioritárias, vem o resto: os bombeiros. Como é possível combater fogos com eficácia sem que todos os bombeiros sejam profissionalizados, altamente qualificados, preparados e bem remunerados? E as chefias? Como pode haver um combate eficaz com estas corporações sem autonomia, a responder perante um cem número de chefias que se descoordenam, atrapalham, enganam-se, atropelam-se umas às outras e nomeadas por filiação partidária em vez de competências na área?
No Canadá, um país com grande mancha florestal densa, não arde como nós. Como é possível? A resposta é simples: os serviços florestais são totalmente profissionalizados, com pessoal altamente treinado, formado e qualificado, e possuem TODOS os meios e equipamentos necessários para poderem fazer prevenção, vigilância e combate a incêndios. Possuem verbas suficientes para que possam adquirir e manter operacionais todos os equipamentos necessários e são muito bem remunerados. Os Rangers Florestais (assim são designados), possuem um estatuto e poderes iguais a uma força policial e um modelo de organização, responsabilização e de cadeia de comando altamente definida, hierarquizada e de inerência militar. Podem multar incumpridores dos regulamentos de segurança, regulamentos florestais, etc. Podem decretar prisão, podem decretar evacuações, podem impor perímetros de exclusão e segurança, podem direccionar, condicionar e proibir o trânsito automóvel, podem fazer notificações e levantar autos, têm um vasto poder e competências. São autónomos. Não dependem de uma interminável lista de chefias e comandos de vários organismos. Por isso na hora de agir, são eficazes. Espanha aqui mesmo ao lado tem o UME (Unidade Militar Emergência) que nos valeu já este ano por 3 vezes! Mas incompreensivelmente só são chamados quando tudo está mais do que descontrolado apesar dessa ajuda, accionada pelo Protocolo Bi-Lateral Luso-Espanhol ser gratuita.
Para finalizar temos o famoso SIRESP que NUNCA funciona em situações de emergência mas “carinhosamente” é mantido, sem o reverter de imediato, porque segundo a ilustre ministra “é preciso resolvê-lo com seriedade e sentido de Estado” (audição parlamentar de 27 Julho) Hã?!! Importa-se de repetir?!!
Por muito que doa ouvir, somos um desastre em matéria de prevenção e combate a incêndios. Não fosse a preciosa ajuda internacional que intencionalmente só vem depois da calamidade, e as coisas teriam contornos piores. E a razão é simples: tudo se faz neste país para que tudo falhe. Os interesses obscuros dos negócios do fogo dominam o sector. Porque é nas falhas que se refugiam para justificar mais aquisições ruinosas para o erário público mas extremamente lucrativas para quem as vende. Nada a fazer enquanto os políticos não pararem de se imiscuir nestes negócios.
Não serve de justificação os eucaliptos das celuloses porque esses não ardem nem a suposta negligência dos pequenos proprietários porque mesmo esses, têm as matas melhores que o maior deles, o Estado, com TUDO sempre ao abandono, nem inventar plantação de árvores de substituição que não ardem (que coisa mais ridícula). Por este caminhar, alguém irá sugerir a contratação de Joana Vasconcelos para a criação de uma floresta que não arde.
Não me admiraria mesmo nada… Idiotas suficientes para isso, já temos.
O magno problema do aproveitamento político
Pedido de ajuda (M/F)
Bom dia, meus amigos. Sou um beneficiário de RSI e preciso de um veículo que me permita cumprir com os meus afazeres diários de luta contra a opressão, a discriminação e a ciganofobia. Eventualmente até o usarei para procurar um… hmmmm… emprego. Poderiam as pessoas conhecedoras ajudar-me a encontrar o melhor veículo em termos de performance dinâmica, aceleração e binário em contínuo às 2000 rpm? Para já estou limitado a estes, que acima de 25.000€ retiram-me injustamente o RSI. Muito obrigado.

A Ditadura do Tempo Novo
No dia seguinte à tragédia de Pedógão já se sabia que tinha sido um raio numa árvore com uma trovoada seca que IPMA confirmou não ter existido. Dois dias depois já se sabia também que tinham falecido devido ao incêndio, 64 pessoas, tendo sido transportadas para hospitais, algumas em estado grave e muito grave, mais de uma centena. Desde aí, o número mágico encravou. Em 38 dias não foi encontrado nos milhares de hectares ardidos mais nenhum corpo nem restos mortais incinerados pelos mais de 1000 graus. Não faleceu nenhum queimado entre os hospitalizados. Nunca os jornalistas se plantaram às portas dos hospitais para uma única reportagem sobre esses sobreviventes. Nem foram à procura de familiares dos estrangeiros nómadas que viviam na região afectada e eclipsaram. Nada. Silêncio. O número 64 nunca mais foi actualizado. Estagnou. Até que uma cidadã que queria levantar um memorial em honra dessas vítimas, iniciativa igual às vítimas de Paris, põe o país e o governo do avesso. É que afinal havia mais gente além das 64…
Isto não é especulação, é um facto que a própria PGR veio confirmar. Ficamos então a saber que há critérios em Portugal para determinar quem fica na lista OFICIAL das vítimas e quem não fica. As vítimas directas e as indirectas. Ou seja, quando um prédio fica em chamas, são vítimas directas as que sucumbiram literalmente queimadas ou intoxicadas pelos fumos no momento. As que se atiram de uma janela por pânico ou terror, são indirectas porque morreram da queda. Assim, no caso de Pedrógão, gente internada urgentemente por ingestão de fumos que complicam num quadro de doença já existente ou uma senhora que ao fugir das chamas é atropelada, são vítimas indirectas. Curioso no entanto saber que um bombeiro atropelado nesse dia foi DIRECTAMENTE para a lista oficial. Mas estão a tentar dar a volta a quem? A verdade da mentira (mais uma) começa aqui, com a lista oficial. Começou a ficar claro que havia manobras de encobrimento para não apresentar MAIS de 64 mortes. E é isso que é grave.
O Governo e seus acólitos apressaram-se logo a descredibilizar a cidadã que exerceu seu direito de aceder a uma lista que ao ser negada por supostamente estar em segredo de justiça, fez uma por iniciativa própria, acusando-a de ser uma empresária falida. A sério? Um acto de cidadania nobre agora é posto em causa por causa dos currículos profissionais? Portanto se sou mau profissional numa área não posso ser bom pai? Se sou mau marido não posso ser bom governante? É isso? Este esforço de arruinar quem trouxe a lume a polémica da lista é apenas para abafar o fundamental: é que foi por causa dela que se soube que o número não é nem nunca será 64 por muito que se contorcem.
Isso ficou perfeitamente claro quando: invocaram um segredo de justiça parvo e sem nexo (como se os mortos da lista pudessem interferir na investigação); quando o autarca de Pedrógão acabou por referir que “… não quer dizer que não apareçam uns corpos aqui e ali” (deixando em aberto essa possibilidade); quando Costa diz alto e bom som “está tudo esclarecido” (sem estar coisa nenhuma para encerrar rapidamente o assunto); quando diz que ” é um aproveitamento politico lamentável” (para sacudir culpas para outros); quando ameaçou com um ríspido “espero que tenham aprendido a lição” (lição de quê? que ninguém deve atrever-se a questionar este governo seja no for?); quando diz que a “dimensão da tragédia não se mede pelo número de vítimas” (desvalorizando a tragédia); quando EXIGE desculpas (agora temos de pedir desculpas por exercer cidadania e exigir respostas?) mas nunca foi capaz de assumir e pedir as suas; quando fala em acusações “parvas”. Pois é, são tão parvas que as dúvidas existem mesmo porque foi o governo que as criou. Sobretudo quando depois em resposta à lista, juntou a “lei da rolha” aos bombeiros para controlar os acontecimentos futuros. A verdade a que não podem fugir é que se ocultaram a lista foi porque tinham algo a temer. E não é a primeira vez que escondem coisas. Lembram-se dos documentos que eles proibiram no inquérito da CGD? Ainda há dúvidas?
A propósito veio Marcelo dizer que “em ditadura nunca ninguém percebia bem quais eram os contornos das tragédias porque não havia um Ministério Público autónomo, juízes independentes e comunicação social livre e que em democracia há tudo isto”.
Acontece, que passados 43 anos continuamos a não saber os verdadeiros contornos das tragédias, dos assaltos e dos inquéritos parlamentares. Temos Ministério Público e Juízes “independentes” (onde candidatos condenados por pressão no processo José Socrates fazem parte de listas) que deixam livres como passarinhos “colarinhos brancos” condenados sem cumprir penas, outros que nunca condenam até à prescrição ou que misteriosamente absolvem. Temos uma comunicação social que se limita a repetir unicamente o que o governo quer que se saiba e que condena os que fazem um jornalismo sério. Temos um governo que recorre à lei da rolha e seus avençados pagos pelo erário público para silenciar e intimidar quem se opõe ao sistema. De facto vivemos numa democracia mas com tiques ditatoriais com uma nova PIDE e lápis azul, sem rosto, nem nomes, uma entidade que ninguém vê mas sente, por isso muito mais perigosa.
Porque em ditadura sabemos quem são, como actuam e como nos defender. Em democracia, não.
o mantra do coelho
É sabido que a palavra «mantra» tem origem indiana e vem do sânscrito «man» («mente») e «tra» («controle» ou «proteção»), e significa, popularmente, um instrumento utilizado para o controla da mente, seja para a defender, seja para a dominar.
Partindo desse pressuposto, fomos analisar alguns dos mantras mais em voga, nos últimos tempos, na comunicação social e nos intervenientes no espaço público, e retirámos os seguintes exemplos significativos:
Mantra do Coelho: «O Coelho está morto, o Coelho está moro, o Coelho está mooooorto».
Mantra do «no passa nada»: «Está tudo esclarecido, está tudo esclarecido, está tudo esclarecido».
Mantra do Presidente: «Como disse o Senhor Presidente, como disse o Senhor Presidente, como disse o Senhor Presidente, Presidente, Presidente, Presidente».
Mantra da austeridade: «Acabou a austeridade, acabou a austeridade, acabou a austeridade».
Mantra do caminho: «Havia outro caminho, havia outro caminho, havia outro caminho».
Mantra dos direitos: «Repusemos os direitos perdidos, repusemos os direitos perdidos, repusemos, repusemos, repusemos».
Mantra do Centeno: «Ronaldo, Ronaldo, Ronaldo, Ronaldo, Ronaldo».
Mantra das esganiçadas: «É preciso ir buscar dinheiro onde ele está, é preciso ir buscar dinheiro, é preciso ir buscar o seu dinheiro, dinheiro, dinheiro».
Mantra da Caixa: «Não haverá despedimentos, só rescisões, não haverá despedimentos, só rescisões, não haverá despedimentos, só rescisões, rescisões, rescisões, rescisões».
Mantra do Jerónimo: «Estamos fora, estamos fora, estamos fora e dentro, estamos fora».
Mantra de Tancos: «Não podíamos ter feito mais, não podíamos ter feito mais, não podíamos ter feito mais».
Bom spin para você, também.

Xanax flambê

“Saia de casa, conviva com os outros, viaje, corra, pratique desportos de combate”. Qualquer pessoa que já tenha lido um daqueles textos levezinhos com dicas para lutar contra a ansiedade, o stress ou a depressão, sabe que estes são alguns dos ingredientes sempre presentes nessas receitas. Embora não tenha nada a apontar a estas actividades, sinto por vezes alguma dificuldade em conciliá-las e encaixá-las na agenda semanal: se vou viajar, não posso levar o saco de boxe para descarregar uns murros; se aceito o convite para uma festa, no dia seguinte estou de ressaca e não consigo ir dar uma corrida; se passo umas horas a aliviar as frustrações no ringue, fico sem energias para sair à noite e conviver; e assim sucessivamente, como dizia o João César Monteiro.
Estava eu sentado no sofá a reflectir sobre estes dilemas (em casa, longe dos amigos, parado e sem estar a bater em ninguém – ou seja, a chocar uma coisinha ruim), quando me chegam pela televisão as imagens da batalha campal de Hamburgo, enquadradas no âmbito da Cimeira do G20 realizada naquela cidade alemã. Fez-se luz: ali estava uma carreira profissional, a de activista ambiental, anti-guerra, anti-sistema, anti-globalização e anti-capitalismo, que, exercida com seriedade, pode salvar a minha saúde mental. Viajar por todo o mundo, seguindo os vários encontros do G20, do G7, da OMC, do FMI, da NATO, em harmonioso convívio com milhares de outros activistas, correndo desalmadamente à frente das forças policiais e praticando todo o tipo de artes marciais contra pessoas, viaturas, montras comerciais e mobiliário urbano diverso, é uma forma coordenada e coerente de aplicar de uma só vez toda a terapêutica recomendada. A coerência é, aliás, um dos principais atributos deste tipo de movimentos. Atravessam fronteiras físicas e virtuais para combater a globalização, espalham o caos e o terror para afrontar a guerra e deixam as cidades por onde passam literalmente a arder para tentarem contrariar o aquecimento global.
Em Hamburgo, e considerando as inclinações proteccionistas de Donald Trump, senti apenas falta de uma marcha contra o comércio livre liderada pelo Presidente norte-americano e acolitada por Black Blocs e pelo Boaventura de Sousa Santos. E gostava que tivessem feito ainda mais fogueiras. Para mim, que sinto sempre alguma dificuldade em acender a lareira lá de casa, é um consolo assistir a tão rápidas e eficazes tácticas de ignição.
Pois…
Esconder a lista seria das situações mais parvas que eu já vi.
António Costa
E foi precisamente por isso que o fizeste.
Agora eu, agora eu
A lista de vítimas em segredo de justiça foi divulgada pelo PGR sem que o segredo de justiça tenha sido violado. Tal só pode ter acontecido por três motivos diferentes: o governo mente; o PGR não respeita o segredo de justiça; a lista em segredo de justiça não estava nada em segredo de justiça.
Perante estas hipóteses, qual será a menos grave? Estou em crer que para a maioria dos portugueses a situação menos grave é a da mentira do governo. Poucos acharão grave o governo mentir, porque esperam, precisamente, que o governo minta se o propósito for esconder uma situação inconveniente para a persecução do seu objectivo de governação. E qual é o objectivo de governação? É assegurar que um número suficiente de pessoas estejam gratas para que votem novamente em António Costa.
O que isto significa é que nada disto dos mortos importa, só importa que o país mantenha a sua máquina de alimentar clientelas a funcionar. Sim, a National Geographic lá mostra que, de vez em quando, um pastor acaba por se satisfazer com uma ovelha mais bem amanhada. Paciência. Importante é que todo o rebanho sinta que terá a mesma oportunidade para receber a benção pela escolha do pastor.
táxi vs. uber

Ladeado pelos dois pesarosos jarrões da foto, o senhor do centro, fardado a preceito para ir dirigir um táxi, garante-nos, por palavras oblíquas, que as armas em Tancos não podiam deixar de ter sido roubadas, porque, bem vistas as coisas, diz-nos ele, nunca houve nenhum indício de ameaça, logo, nada mais poderia ter sido feito. Também hoje, pela manhã, ficámos a saber que a lista das vítimas de Pedrogão não pode deixar de ser escondida, porque… a Procuradoria Geral da República não a deixa publicar! Por conseguinte, o nosso governo nada mais poderá fazer. Em qualquer dos casos, o PM Costa, os titulares ministros e a Geringonça, em geral, não podem, não podem de modo algum!, ser responsabilizados pelo que tem acontecido neste malfadado país, onde armas são roubadas e incêndios de verão acontecem e matam pessoas. Mas, pelo sim pelo não, caso isto evolua como a ponte para o Cavaco, os dois senhores de trás estão já rigorosamente trajados para dirigirem um UBER.
Há 50 anos
Sobre as cheias de 1967 restou sempre a dúvida sobre o número real de mortos. É óbvio que a censura da época desconhecia que podia aplicar o segredo de justiça à questão.

Indignados com André Ventura
Dezenas de pais lutam no Pedro Nunes e no Filipa de Lencastre para que os seus filhos sejam transferidos para escolas públicas na Damaia, Loures e Chelas.
Polícia foi chamada ao Liceu Pedro Nunes para acalmar pais revoltados com matrículas
Os Falsos Defensores de Minorias
Eles transpiram falsidade por tudo quanto é poro. Gritam seu apoio às “minorias” evocando racismo a quem se lhes opõe tentando criar sentimento de culpa. Mas só quem anda muito distraído é que não percebe a instrumentalização que é feita à volta dessas comunidades para impor uma ideologia opressiva de pensamento único já deveras conhecida nos países que infelizmente se viram a braços com o comunismo. Esta gente gosta do cinzento. Da cor única. Tudo nivelado no pensamento, nas oportunidades, nas igualdades. Tudo sob o atento olhar de uma única autoridade com poder: o Estado totalitário. Defender as minorias passou a ser o caminho para chegar ao domínio da sociedade depois do fracasso do socialismo de Marx. Agora há que fazer a “revolução cultural” impondo um marxismo social defendendo temas fracturantes (e só esses) que provoquem guerras e ódios contra grupos. Em defesa das minorias? Não. Em defesa deles próprios. Da sobrevivência da ideologia marxista.
Se fossem verdadeiros defensores dos direitos das minorias, não abandonariam os idosos a quem negaram a criminalização por abandono (mas dos cães não se esqueceram). Não ignorariam os pobres e sem abrigo que abundam nas ruas e de quem nem sequer falam. Não virariam costas ás pessoas de Pedrógão que num dia viram arder por completo suas vidas (alguém os viu por lá a ajudar estas pobres comunidades ou falar delas ou a irem aos funerais?). Não fariam vista grossa às mortes por fome, miséria e contestação provocadas pela ditadura de Maduro na Venezuela. Não silenciariam sobre os estupros colectivos às mulheres na Europa por migrantes ilegais. Não fechariam os olhos aos cristãos perseguidos na Europa; não fingiam não conhecer a imposição da Sharia pelas comunidades muçulmanas nos países receptores.
Sempre que há uma polémica à volta de um determinado grupo específico, saem da toca arrancando cabelos só para fazer ruído político. Recentemente, foi o caso dos ciganos (sim esses que vemos abundantemente na sala de espera da Segurança Social mas nunca nas filas das Finanças) de Ventura, a quem não perdoaram o “pseudo racismo” das suas palavras mas andaram hibernados quando Carlos Teixeira do PS disse que ” O único objectivo deles é inscreverem-se num Centro de Emprego, receber subsídios e não pagar dívidas”. Ou então Fabian Figueiredo do BE que disse que “Há jovens de famílias ricas em Cascais que organizam gangues”. Ou então um João Quadros que desrespeita qualquer pessoa com termos ordinários que afectam a dignidade humana, sobretudo das mulheres, em redes sociais. Bahhh… Que interessa isso, não é? Coisitas sem importância quando são ditas por suas gentes. Ora… estes podem dizer o que bem lhes apetecer e fazer tudo o que lhes dá na real gana. São de esquerda.
São estes os mesmos que foram vestidos para o Parlamento, em defesa de Luaty Beirão, com camisolas do Che Guevara, um carniceiro homofóbico que expressou seu amor por matar o próprio pai tendo dito coisas muito belas como por exemplo: ” (…) tenho de confessar pai, que naquele momento descobri que gosto de matar” ou ” (…) que os mexicanos são um bando de índios analfabetos” ou ainda ” (…)que a manifestação mais positiva e forte além de todas as ideologias era um tiro bem dado a quem merece na hora certa“. Isto além do seu profundo amor pelos fuzilamentos a frio perpetrados por ele, que matou 90% das pessoas por opinião. Tudo explicadinho no livro “Guevara Misionero de la Violencia“. São ainda as mesmas pessoas que foram a Paris berrar “Je Suis Charlie” por defender a liberdade de expressão que eles TODOS OS DIAS tentam condicionar com suas tropas de avençados nas redes sociais e na Comunicação Social.
Na verdade, eles não lutam por minorias. Lutam por uma doutrina que à semelhança de certas religiões tenta impor-se pela força, subjugação, violência verbal ou física e nunca de forma pacífica e democrática. Defendem uma liberdade que só existe para eles e para quem partilha a mesma ideologia.
Os opositores são para varrer do mapa.
Não deixes para amanhã o que podes discutir hoje
Gentil, Ventura e o Marxismo Cultural
A nossa Constituição é clara. No “Artigo 37.º” refere: “1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações. 2. O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.” Assim, não há qualquer dúvida que nenhum cidadão pode ser perseguido por emitir opinião. Mas se não pode, porque razão os marxistas que passam o tempo todo a aludir à Constituição para fazer valer seus ideais, perseguem ferozmente quem se lhes opõe, transgredindo-a?
Para entendermos o que se está a passar hoje temos de recuar a Karl Marx esse iluminado burguês inútil que viveu literalmente às custas da sua mulher aristocrata. Achava ele que tinha descoberto uma ciência que poria fim às classes sociais, o Marxismo. Que a sociedade naturalmente iria colidir entre proletariado e o capital. Só que deu um tiro gigantesco no pé. A dita teoria, com o passar do tempo não se confirmava e vai daí, ajusta-a dizendo que afinal, não despoletaria de forma natural mas sim provocada, ou seja, era preciso instigar à rebelião. E é aqui que está o cerne desta questão. É que nem provocada deu os resultados pretendidos. Com chacinas em massa, depois de experimentada a dita teoria ideológica no Mundo, TODOS os países que se viram prisioneiros do marxismo imposto, expulsaram o comunismo. Com tamanho fracasso mundial, as mentes perversas dessa ideologia logo encontraram outra forma de penetrar na sociedade revirando-a do avesso, provocando lutas de ódio entre grupos para voltar ao controlo ideológico – O Marxismo Cultural – que teve seu maior aliado no politicamente correcto de asnos que governam o Mundo. O que comprova que a ignorância é de facto a arma mais poderosa do marxismo.
Em resultado, a normalidade passou a ser considerada anormal. Pior, quem se opõe achando que a anormalidade não é normal, passa a ser rotulado, perseguido, ameaçado e amordaçado. Exemplos? Ora vamos começar por Gentil Martins, um conceituado médico que é linchado simplesmente porque disse a mais pura das verdades, sem ofensas, apenas com base em factos: “a homossexualidade é uma anomalia de desvio de personalidade”. Onde está a ofensa ou homofobia disto? Em lado nenhum. A natureza é perfeita. Concebeu dois géneros completamente distintos que se complementam com o objectivo da reprodução da espécie. No entanto, os desvios acontecem. Não há qualquer drama nisto desde que a maioria não fuja à norma para preservação da espécie. Porque se a norma passa a ser a homossexualidade, a raça humana extingue-se. Onde está a homofobia disto? O problema de Gentil é que esqueceu-se que a plateia é ignorante, outra propositadamente tendenciosa, que não sabe ou não quer saber, que a palavra anomalia quer dizer ” aquele que se desvia da norma, da generalidade” logo, não é um termo ofensivo. Só o é se eu lhe der essa conotação INTENCIONALMENTE. Não foi de todo o caso. Por outro lado, veja-se a beleza das anomalias existentes quando pretos nascem loiros ou quando crianças nascem sobredotadas. A anormalidade não é sinónimo de aberração. É sinónimo de diferença.
Outro exemplo, é o caso Ventura. Este senhor a quem tiro o chapéu por ter dito o que TODOS pensam mas não têm a coragem de o dizer, referiu e bem, nesta entrevista:“(…)Isto não é racismo nem xenofobia, é resolver um problema que existe porque há minorias no nosso país que acham que estão acima da lei (…) Há imensos bairros problemáticos, notícias de tiroteios… é impensável que não haja um sistema de videovigilância no concelho (…)Não compreendo que haja pessoas à espera de reabilitação nas suas habitações, quando algumas famílias, por serem de etnia cigana, têm sempre a casa arranjada(…) Tratando de igual forma estas etnias e os restantes cidadãos (…)achar que há determinados grupos que, por pertencerem a determinadas minorias, têm de ter um tratamento diferenciado.” Onde está o racismo aqui? Se eu disser que os meus vizinhos são uns malandros, que vivem de subsídios e venda de droga, sou racista? Claro que não. Até me vão dar razão. Mas se acrescentar que esses vizinhos meus são ciganos… alto lá e pára o baile! Estou a discriminar. Fiz-me entender?
Mas pior do que tudo isto é a hipocrisia dos que mandam silenciar as opiniões alheias acusando-os de xenofobismo, homofobismo e toda porcaria e mais alguma acabada em “ismo” que pela frente se desunham na defesa destas pobres minorias, mas usam o termo cigana de forma pejorativa no Parlamento, atacam o líder da oposição com termos injuriosos claramente racista, se recusam de enterrar alguém de etnia diferente, se referem à cor da pele para ridicularizar, a organização do Avante agredir e expulsar gays do evento ou quando um autarca socialista se queixava dos ciganos. Marxismo é isto: mostrar que se está pela defesa dos oprimidos e pelas traseiras, fazer exactamente o oposto para impor uma ideologia: a deles. Só a deles.
Para mim é um prazer ver que há por aí a despontar muita gente politicamente incorrecta, sem medo, capaz de fazer frente a este fundamentalismo ideológico que completamente derrotado, tenta impor-se culturalmente. Se forem cada mais, limparão a lixeira política que transpira há décadas na nossa democracia. Venham muitos “Venturas “e “Gentils”, porque a sociedade civil está farta da política e sociedades de faz de conta que destroem em vez de construir.
Porque quem opta por dizer a verdade independentemente das consequências, não morre politicamente nem socialmente aos olhos do povo. Ganha confiança. Algo extinto há 43 anos.
Proposta legislativa pelo amor
Em virtude do inalienável direito à felicidade de todos os seres humanos, a realização de desejos de carácter sexual não pode estar dependente de explícito consentimento nos casos em que tal consentimento não é possível. Milhares de pessoas são privadas de uma plena realização sexual e, consequentemente, privadas da plenitude que garante uma saudável vivência das necessidades humanas. Assim, pretendendo rectificar o papel repressor do Legislador que impõe injustos travões à saudável convivência entre cidadãos exigindo consentimento a quem está vedado de o conceder por circunstâncias alheias à sua vontade, deixa de ser necessário o explícito consentimento de comatosos para a participação em actos sexuais com pessoa consciente. Com esta proposta legislativa, o Estado retira-se da infeliz tarefa, que ainda mantém por resquícios de opressão heteropatriarcal, de regular o amor entre pessoas.
Adenda: Tomando em consideração a aparente fantasia molhada dos progressistas que os leva a imaginarem tratar-se de um problema fictício, deixo relato de um caso que poderá ajudar a compreender esta proposta legislativa, para evitar que tal aconteça após a morte – http://thestir.cafemom.com/parenting_news/146302/devastated_parents_with_son_in
O copo

A morte de Medina Carreira apanhou-me na preparação das férias, aquele momento em que o prenúncio da preguiça afasta qualquer réstia de vontade de escrever. Desconfio que o octogenário fiscalista gostava pouco de férias e menos ainda de preguiça; no entanto, uma vez que as passei em Portugal e não no estrangeiro, evitando assim degradar a Balança Comercial que tantos tormentos lhe causou, acredito que me perdoaria.
Acostumei-me a olhar para Medina Carreira com curiosidade anatómica: sempre com uma pálpebra fechada, era um dos poucos portugueses, a par com Camões, que via mais só com um olho do que as restantes pessoas com dois. Por vezes, de forma a exagerar propositadamente a antiguidade de determinado assunto ou acontecimento, diz-se coloquialmente que são coisas do século passado. No entanto, neste caso, os avisos certeiros do ex-Ministro das Finanças sobre a hecatombe que Portugal estava a fabricar começaram, literalmente, no século passado! E foram sendo apresentados com tanta clareza, com tantas e tão explícitas tabelas, que as muitas pessoas que gozavam e desvalorizavam o mensageiro faziam lembrar os negacionistas do Holocausto. Enquanto estes olham para as câmaras de gás e fornos crematórios de Auschwitz e de Treblinka e dizem que serviam para limpar os piolhos dos presos e para preparar churrascos-convívio, os críticos de Medina Carreira olhavam para os seus reveladores gráficos sobre as dinâmicas da despesa, do endividamento externo e do crescimento económico e apelidavam-no de catastrofista.
Medina Carreira era, na verdade, um homem que via sempre as coisas pelo lado positivo. Numa entrevista dada em Junho de 2005 alertou que, continuando o país com as tendências de consumo e de produtividade dos dez anos anteriores, o Estado entraria em falência por volta de 2015. Na realidade, as finanças portuguesas só aguentaram metade desse período temporal, dando entrada nos cuidados intensivos logo em 2010. Costuma dizer-se que um optimista vê o copo meio cheio enquanto um pessimista olha para o mesmo copo como estando meio vazio; Medina Carreira via o copo meio vazio numa época na qual, em bom rigor, este já não continha líquido algum. Não era apenas um optimista, era praticamente um lunático. Que descanse em paz.
Saque ao contribuinte
«A Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) estima que a revisão das condições do empréstimo do Estado ao Fundo de Resolução — que permite, por sua vez, que os bancos paguem ao Fundo o empréstimo para salvar a banca em mais tempo — seja o equivalente a um perdão na ordem dos 630 milhões de euros, quando comparado com as condições iniciais. »(*) .
Esperemos que o Ministério Público esteja atento a este esbanjamento, sabe-se lá a troco de que contrapartidas.
Uma pequena nota sobre o “ai meu Deus, que vem aí a censura”
Portugal está completamente maricas. Mais gayzola, rabeta ou panasca seria impossível. A esquerda anda indignada com cenas, como sempre andou, mudando o alvo das indignações mais amiúde do que muda de cuecas. A direita, sempre bem comportadinha, com os seus penteados neo-dandy e gostos importados do Buzzfeed e de gatinhos anda aí cheia de medo, anunciando que vem aí a censura, que já não se pode dizer nada. Coninhas.
Nada disto tem relação com a realidade. Na realidade, fora do marketing partidário da parasitagem que por aí anda e que involuntariamente suga muita boa gente, não só é possível como se usam expressões e palavras como paneleiro, papa-ovelhas, preto, cigano ou pessoa-que-vai-de-férias-com-o-Sócrates. Achar que nada se pode dizer só porque assim o parece no Facebook, essa artificialidade onde ninguém pina e todos amam, ainda mais que engolir o discurso apaneleirado das putas do regime, é ser palerma.
Que a esquerda torne tudo em touradas, enfim, é a definição de esquerda; que a direita alinhe no jogo é a rendição total ao degredo. Não há qualquer “ditadura do politicamente correcto”; há, sim, uma necessidade galopante de “querer parecer”, e isso, meus amigos, é paneleirice, de esquerda e de direita.
QED.
Onde Pára a Ajuda Solidária?
Passou-se um mês. UM MÊS!! Tirando a ajuda fabulosa de voluntários com donativos generosos da população residente e não residente em Portugal, não há vivalma do lado do Estado a fazer o que lhe compete numa situação de calamidade (sim, não é tragédia é calamidade pública!). Continua por entregar a lista de famílias a apoiar e respectivo levantamento das necessidades por parte da Protecção Civil e Câmara Municipal. Enquanto isso os mais de 13 milhões angariados estão a render juros nas contas bancárias de 7 entidades! Como não há pressa nenhuma, também ainda não foi accionado o mecanismo de ajuda da UE. Entretanto, as famílias vão desembolsando dinheiro que não têm (veja aqui uma carta de uma vítima) , endividando-se, para enterrar mortos, pedir ajuda psicológica, reconstruir casas, anexos e empresas. Sim, porque o ministro do planeamento e infraestruturas já avisou: até 5000 euros podem avançar com as obras TODAS que serão ressarcidos após comprovar a despesa! Ora, força aí a dar prioridade aos galinheiros! Sim galinheiros!!! Se na minha casa um anexo para guardar lenha com 6m2 custou 700€ que pensam eles que se faz numa casa de habitação ou empresa afectada por um incêndio com 5000? Mas estão a brincar com a vida de quem?
A falta de vergonha não tem limites. Em Moita, Castanheira de Pera, uma empresa, a Serração Progresso, que empregava cerca de 50 trabalhadores ficou completamente destruída. Sandra Carvalho, a gerente, já foi visitada 4 vezes por entidades do Estado. Foi para lhe pedirem o levantamento detalhado e urgente do prejuízos que rondam os 5 milhões de euros? Foi para lhe comunicar que a verba iria ser disponibilizada já no final do mês? Não! Foi para saberem o que pensava ela fazer com os empregados dando-lhe orientações sobre despedimento colectivo!!! Sim, ouviram bem, despedimento COLECTIVO! O problema é que Sandra não quer despedir. Quer reconstruir para continuar com os mesmos postos de trabalho. Alguém quer saber disso para alguma coisa? Não. Só a Sandra que enquanto espera usa o fundo de maneio da empresa para pagar compromissos laborais. Até acabar.
Revoltada com esta situação criei o “Movimento Cívico – Não Nos Calamos” no espaço de uma semana ao qual já se juntaram milhares de pessoas (o número não pára de crescer). Fomos ao terreno tentar perceber o que se passava para ajudar as vítimas Pedrógão Grande intervindo onde fosse necessário. Precisamente no fim de semana onde fizemos visita ao “ground zero” do fogo para investigar as causas do mesmo, visitamos a loja social onde fomos confrontados com uma situação inédita: um camião carregado de bens doados vindo de Espanha, não tinha ninguém à sua espera. Constatamos ainda, a anarquia verificada no teatro das operações onde os bens eram guardados em tendas fechadas com cordas, à mercê dos amigos do alheio. Sem vigilância. Amontoados sem condições algumas. Muito útil a quem por trás destes cenários cria sempre uma oportunidade para que alguns de má fé façam negócios. É sempre assim. Quem não se lembra do que aconteceu às ajudas destinadas às vítimas das terríveis cheias ocorridas em Portugal há uns anos atrás?
Como se isto tudo não bastasse, e sem que os incompetentes nos comandos da ANPC fossem destituídos, SIRESP substituído, MAI responsabilizado, eis que a tragédia se repete. Alijó tem neste momento um incêndio incontrolável que já consumiu bens e pôs populações em risco! Ou seja, ainda não se resolveu nem corrigiu ABSOLUTAMENTE NADA que levou à calamidade de Pedrógão e já estamos com outra tragédia em cima! Vai demorar muito até se varrer a escumalha incompetente e sistema de comunicações medíocre e assassino do comando das operações de socorro a incêndios?? Vai demorar muito a pôr equipas de vigilância preventiva nas matas? Vai demorar muito a pôr todos os meios disponíveis (e são muitos c’um catano) ao serviço das populações mas de forma séria? E os meninos pirómanos? Vai demorar muito para condená-los deixando-os apodrecer na cadeia?
Está na hora de agir, urgentemente, porque pela amostra já percebemos perfeitamente que se não for a SOCIEDADE CIVIL a arregaçar as mangas e limpar o lixo governativo que põe suas vidas sistematicamente em risco por inércia, estas e outras tragédias maiores irão repetir-se. #NaoNosCalamos
Não se esqueçam do que escreveram
A propósito de um concerto na Alemanha os habitantes locais tomaram várias iniciativas. Supondo que os protagonistas eram extremistas de esquerda ou fundamentalistas como seria escrito este texto: O concerto revoltou a população, que reagiu com manifestações pacíficas e com cartazes que foram sendo espalhados e que tinham mensagens como “Não deixem a cidade nas mãos de extremistas de direita!”. No dia anterior ao concerto os moradores fizeram um evento ecuménico, com membros de várias religiões, a protestar contra o evento e o ministro do Interior do estado da Turíngia disse que o concerto causava “dano” à imagem da região. Os proprietários de pensões decidiram fechar portas só para não alojar os neonazis.
Considerando que 5 a 10% da população é homossexual, em Pedrógão Grande morreram, que se saiba, 3 a 6 homossexuais. Entre os feridos estarão 15 a 30 homossexuais. Temos que falar sobre este genocídio dos homossexuais de Pedrógão Grande. Não é aceitável que o governo continue a sacudir a água do capote enquanto homossexuais estão a ser exterminados em incêndios e a culpa a morrer solteira, o que até é revelador de uma cedência do governo ao heteropatriarcado.
Em nome dos nossos homossexuais mortos em Pedrógão Grande, contra a discriminação e combatendo a homofobia do governo que teima em culpar a meteorologia por este vil genocídio direccionado a uma classe oprimida, exigimos respostas para que nem mais um homossexual seja vítima da indiferença.
Je suis homossexual carbonizado em Pedrógão Grande.
Assim não
«Marcelo recebeu Altice, Prisa, Media Capital e grupo Impresa»
Só numa cultura política terceiro-mundista, a venda/aquisição de um canal de televisão é assunto a ser tratado pelo Presidente da República como se de assunto de Estado fosse.
Vasco Lourenço está convencido de que o caso Tancos pode “ter mãozinha” de organizações, inclusive internacionais, que querem destruir a solução governativa de Portugal.
Ps. Por mim seguia a pista espanhola. Está a ver a linha Gonzalez do PSOE que nem querem ouvir falar de aliança com o Podemos. Mas pelas almas homem investigue.
O que será feito da deputada cigana?
Marcelo guterrou
«O Presidente da República, nos termos da lei e depois de ouvido o Governo, exonerou hoje o Tenente-General José Carlos Filipe Antunes Calçada do cargo de Secretário do Conselho Superior de Defesa Nacional, cargo que exerceu com zelo, competência e dedicação.»(*)
Foi uma notícia muito discreta, apenas a vi referida no CM.
O único militar que o Presidente da República escolheu pessoal e livremente foi por ele demitido por pressão das chefias militares e do Governo. Diz o PR ter «ouvido o governo» e acrescenta que o dito militar nada de mal fizera pois exerceu cargo «com zelo, competência e dedicação», (o que apenas justificaria a sua manutenção). Politicamente tornou-se inconveniente. Na verdade o PR cedeu à pressão, e confessa publicamente que deixou de ser comandante das FA passando a ser comandado.
Inquérito que é anomalia
Mal seria se chegássemos a meio de Julho sem uma indignação de pessoas desconfortáveis com a vida. Felizmente, para mantermos a nossa aura de juizes de costumes, tal indignação chegou ontem e, graças a Aquiles e Pátroclo, tem a ver com pessoas desprovidas de pénis (vulgarmente conhecidas, antes da transformação da antropologia em cartomancia, por mulheres), indignadas com observações de terceiros sobre o período refractário nas suas relações sexuais a três, aquele que é ocupado com maridos e namorados a entreterem-se apaixonadamente com a mangueira do outro.
Pessoalmente, não tenho nada contra relações a três, a quatro ou até com três chimpanzés e um urso pardo, desde que consentidas entre adultos. O que me incomoda é que alguém abdique de tempo de uma valente pega do touro pela traseira para apresentar queixa à Ordem dos Médicos por alguém dizer que não aprecia este tipo de rodeos. Até me parece útil que alguém diga de antemão as suas preferências de diversão entre amigos e membros do partido para evitar confusões e embaraços futuros.
É normal que as moças que apresentaram queixa, prontamente adjuvadas pela deputada Isabel Moreira — conhecida pelo fetiche de defender pobrezinhos oprimidos na sua experimentação sexual desde que não sejam muçulmanos —, possam sentir que os 200€ que entregam à Ordem por ano devam ser usados em acções de promoção activa do engate homossexual igualitário. Estranho é que a Ordem, que recebe 200€ por ano de todos os qualificados para exercerem a profissão de médico apenas para que lhes certifique serem qualificados para exercerem a profissão de médico, se dedique a causas parvas, como abrir um inquérito por uma entrevista. Qual o resultado punitivo para Gentil Martins, caso seja considerado culpado de não ter tido sexo anal com moçambicanos durante os seus 87 anos de vida? “Ai, e tal, como o senhor nunca sentiu um falo no recto, terá obrigatoriamente que deixar a profissão médica”? É que, convenhamos, esse requisito não parece estar explicitado nas condições de admissão à Ordem. Porém, admito que tal requisito, a existir, parece ser um método eficaz de assegurar que nunca chegaremos à temida falência corporativa de existência de médicos em excesso.
Parece que é ofensivo para a Isabel Moreira (e para as outras senhoras indignadas) que se diga que a homossexualidade é uma anomalia, eventualmente por terem descoberto, em segredo, a passagem de genes para a seguinte geração através de divertidas tesourinhas. Tomando em consideração que estamos a discutir a acção de apenas duas senhoras doidas e uma deputada inimitável em orate, não será descabido afirmar que qualquer inquérito ao que Gentil Martins disse não passa de uma anomalia no habitual trabalho sério da Ordem levado a cabo com os 200€ anuais dos seus membros compulsiv… voluntários.
A minha dúvida é só uma: se estas pessoas se sentissem bem com o que fazem na cama precisariam da anuência de terceiros (ou quartos, ou quintos) para certificar que se trata de algo perfeitamente usual? É que este tipo de acções são um embaraço para homossexuais integrados que vivem a vida sem necessitar de aprovação reforçada de todos os compatriotas, aprovação esta que, convenhamos, ninguém tem, durma ao lado de quem dormir.
Sr. Primeiro Ministro, Não Somos Parvos!
Obviamente que não demite ninguém. Obviamente que não assume responsabilidades. Obviamente que não pede desculpas. Obviamente! Foi de férias tranquilamente e obviamente tranquilo, regressou com a narrativa óbvia de quem obviamente passa a vida a mentir. Não se pode esperar mais de alguém que por deformação de carácter não vê os erros nesta conduta. É intrínseco. Logo assumir seja lá o que for não é para o Costa que continua convicto que é mais inteligente que o povo e por isso faz dele parvo.
Enquanto degustava de férias o seu mojito lembrou-se: “… já sei… chego lá reúno com o CEMGFA, inventamos que aquilo era sucata, não valia um “chavo”, era material para abate e que por isso, não há crise… fazemos depois uma comunicação ao país com ar muito sério e saímos fininho da história… Com Pedrógão insistimos na catástrofe natural que só foi pior por causa da operadora Altice (essa malvada que é preciso abater antes que compre a TVI) porque a outra esteve bem”. E está feito! Obviamente que pensando que o povo é parvo, não hesitou em seguir por esta via. Nem sequer ponderou a hipótese de cair no ridículo. Claro que não! Os parvos comem tudo cegamente. Então não tem sido assim ao longo dos anos? E quem vai duvidar se a Comunicação Social dá cobertura à mentira?
O problema é que até os parvos um dia deixam de o ser. Não é garantido que uma sociedade se mantenha cega e ignorante por tempo indeterminado. E por ser uma variável, muitos “Costas” acabam por cair no seu próprio lodo. Não é por acaso. Os embustes têm prazo. O problema é o tempo que muitas vezes é maior do que deveria até revelar a dura verdade e nesse intervalo, ser profundamente destruidor. Sem precisar de exemplos vindos de fora, veja-se o que 3 bancarrotas socialistas fizeram ao país. Contrariar isto é demencial.
O modus operandi desta gente está-lhes no ADN. Agem conscientemente convictos que na plateia a maioria é asno e a restante asseguram como clientela. Logo, devidamente “controlados” não hesitam em usar e abusar deste estratagema que já lhes rendeu muitos biliões nos bolsos dos camaradas. A técnica é sempre a mesma: primeiro é preciso dar, dar, dar, dar, dar sem limites. Agradar a uma sociedade de incautos crentes que o dinheiro do Estado é inesgotável e não sai do bolso do contribuinte nem de credores a quem depois é preciso pagar (sim, ainda há gente que acha que o dinheiro do Estado é do Estado!!!). Aumentam depois os impostos dizendo que é para termos um Estado mais forte, mais social e mais justo mas… o dinheiro não chega nunca onde mais falta faz. E ficam bem na fotografia porque até ficarmos doentes ou morrermos incinerados numa estrada nacional, jamais saberemos que tudo não passa de fachada. Depois, acaba-se a festa, acusa-se a política externa, o Papa Francisco e os Marcianos, deixando um país completamente depenado para os seguintes resolverem. Com quê? Ora, com as medidas INEVITÁVEIS impopulares e injustas com que depois, ELES na oposição culpam o novo executivo por EMPOBRECER os portugueses!! E sabem que mais? Ainda há parvos que não vêem isto. E ELES sabem-no muito bem.
Porque além de serem políticos indecorosos sabem que temos um problema cultural muito sério. E é aqui o grande trunfo destes abutres.
Mudar isto leva tempo às vezes tempo de mais. Mas como todos os desafios que abracei na vida, não vou parar até conseguir retirar o maior número de pessoas possível desta letargia. Ajudar meu país passa em primeiro lugar por ajudar as pessoas a compreender como funciona a política e o que devemos mudar nela para depois melhorar Portugal. Dirão que sou louca, que ambiciono o impossível, que não vale o esforço. Eu respondo: na vida já vi o impossível acontecer e só aconteceu porque eu NUNCA desisti.
Tudo é possível até o impossível. Basta acreditar metendo mãos à obra e jamais desistir!
Porque não admito que me façam de parva! Muito menos um Primeiro Ministro!
Não estamos aqui para incomodar ninguém
Tenho estado caladinho, à espera que a fantochada de Verão em torno de um alegado – nunca esquecer o alegado – assalto de armas em Tancos deixasse de deslumbrar a camaradagem saloia dos jornais para que se dignassem a actualizar os números dos feridos e desaparecidos no incêndio de Pedrógão Grande. Isto para não falar do número de mortos, já que, até ao momento, e mantendo-se estático, denota uma grande aberração estatística: a probabilidade de sobrevivência de 100% de feridos graves em qualquer catástrofe é digna de notícia, para não falar de record do Guiness.
Mas não. Não há nada. Já nomearam secretários de estado e tudo, só não nomeiam as vítimas do incêndio. Tal só pode acontecer para poupar os portugueses da maçada que é andarem ali a morrer compatriotas depois do fim de toda a austeridade.
Peço desculpa aos leitores por mais um post sem piada. Desde que o desarranjado PM voltou de férias que não há motivos para mais do que chorar.