2025

Joana entrou no quarto dos pais, cabisbaixa e a arrastar os pés, e agarrou-se à mãe, que estava a arrumar umas roupas.
– Mãe, não gosto de estudar e não me vou safar nos exames. Estou desesperada, a minha vida vai ser horrível.
– Calma, filha – respondeu-lhe a progenitora, acariciando-lhe o cabelo, – há muita gente sem estudos que vive vidas felizes, nem todos os empregos exigem grandes qualificações académicas. É verdade que os salários são mais baixos, mas o dinheiro não é tudo.
– Isso era antigamente, mamã, agora os sindicatos e os políticos com sensibilidade social dizem ser melhor para todos que as empresas que não conseguem pagar salários médios ou altos fechem as portas. Segundo eles, não fazem cá falta nenhuma, que isto não é a China. Estou tão tramada!
– Joana, como bem sabes eu nunca trabalhei fora – disse-lhe a mãe, agarrando-a pelos ombros. – Tu adoras cozinhar e tratar de crianças, há sempre a hipótese, no futuro, de ficares em casa a cuidar do lar e dos filhos enquanto o teu marido sustenta financeiramente a família. Eu nunca me senti menorizada por causa disso.
– Estás maluca?! Nem pensar, os meus gostos não são para aqui chamados! Ser dona de casa é muito malvisto pelos progressistas. E como hoje em dia quase toda a gente é progressista, seria criticada e desprezada sem dó nem piedade.
– Pronto, tudo bem, mas não desesperes – gritou-lhe a mãe, quase desesperada, – tu és uma miúda linda e elegante. Sei lá, podes sempre utilizar esses atributos em campanhas publicitárias ou em concursos de beleza. Olha a Sophia Loren, começou por concorrer a Miss Itália e acabou por se tornar uma das actrizes mais respeitadas em todo o mundo.
– ISSO É OBJECTIFICAÇÃO! O movimento feminista luta contra isso há anos, desde a queima de sutiãs no Miss América 1969, e está quase a conseguir criminalizar essas actividades. Queres que eu vá presa, mamã? – vociferou, gesticulando. – Reforçar estereótipos de género é uma coisa grave, posso arranjar problemas para toda a vida. Não te esqueças que agora vivemos num mundo pós-patriarcal.
– BOLAS, JOANA, BOLAS! Não sei que mais posso dizer! Vai para missionária, ajudar os africanos em dificuldade.
– Caridadezinha?! Não posso fazer isso, estava feita. Ainda para mais podia ser acusada de ter tendências cristãs e neocoloniais, delitos muito sérios.
– E trabalhitos em part-time, a promover produtos em supermercados ou a dar beijinhos aos vencedores da Volta a Portugal? Hum, esquece, melhor não. Sabes, filha, às vezes sinto-me muito feliz por ter nascido numa época em que as mulheres não tinham liberdade nenhuma.
Ouvido no elevador para a praia da Catalunha
“Então?!” — pergunta o racista xenófobo islamo-homo-hiperfóbico ao progressista da fundação da moda — “Ainda queres que as tuas filhas casem com um muçulmano?”
Perante o silêncio de mais uma citação académica da grande referência da academia europeia, o racista xenófobo e multi-fóbico insiste: “até porque, caso morresses, elas poderiam ter sido co-adoptadas pela namorada com burca que a tua mulher arranjava”.
“Ad Hitlerum”, lembra o proeminente pensador. “Santinho”, responde o outro.
Assim começa uma discussão sobre o uso nefasto de referências heteropatriarcais, ultramontanas e religiosas para o simples espirro. A falta que faz mais uma foto do Passos Coelho de férias com a família.
Quem fala? Tiene Twitter?
como se gera uma bolha imobiliária
- Por razões extrínsecas (terrorismo e ameaças à segurança em destinos turísticos tradicionais) e intrínsecas (as qualidades próprias do país e das nossas cidades), gerou-se, nos últimos cinco anos, uma procura de turistas, em Portugal, fora do que é comum;
- Como em qualquer mercado, a procura gerou a oferta necessária à sua satisfação;
- Essa oferta incluiu os serviços tradicionais de hotelaria, mas também outro tipo de oferta para bolsos mais comedidos, entre a qual sobressaiu o Alojamento Local;
- O Alojamento Local especializou-se na recuperação dos velhos prédios das baixas citadinas, degradados e desocupados há anos, abandonados por senhorios sem recursos, escravizados por décadas de rendas insignificantes, e que, face à nova oportunidade de negócio, os foram conseguindo recuperar ou vender a investidores;
- Os investimentos foram feitos com capitais próprios ou financeiros, que têm de ser pagos aos financiadores;
- Durante este tempo, o estado criou um quadro legal com o qual os investidores fizessem os seus planos de negócios, a fim de, com os recursos conseguidos, puderem honrar os seus compromissos. No fim de contas, assegurava o ministro Centeno, o quadro fiscal português é absolutamente estável, pelo que nada levava a crer que este regime se alterasse;
- De um ano para o outro, o governo aumentou quase 5 vezes mais a base de incidência tributária dos resultados da actividade, provocando, com isso, um significativo aumento do imposto a pagar. Os empresários e investidores tiverem que rever os seus planos de negócios, para poderem continuar a honrar os seus compromissos, sobretudo com os bancos financiadores e o estado;
- Mais ou menos ao mesmo tempo, o estado criou um novo tributo sobre imóveis que, no caso daqueles que são detidos por sociedades, se aplica sem quaisquer limites mínimos de valor predial. Quem está nestas circunstâncias teve, mais uma vez, que rever o seu plano de negócios, diminuindo proveitos, se ainda os tiver, e aumentando custos;
- No ano seguinte, o estado anuncia que alterará, de novo, o quadro legal tributário aplicável ao sector, no sentido de aproximar esse negócio do que se paga no arrendamento a prazo, como se fossem coisas semelhantes. A acontecer, mais uma vez, os investidores terão de rever os seus planos de negócios, aumentando, inevitavelmente, o preço de venda dos seus quartos;
- Mas o governo não ficará por aqui: acaba de anunciar que irá criar mais entraves burocráticos e novos ónus financeiros sobre o negócio, desta vez impondo que os proprietários paguem mais aos condomínios dos prédios que ocupam. Necessariamente, para acorrer a estes novos custos, o investidor/empresário terá de rever, outra vez, o seu plano de negócios;
- Por cada alteração legal que aumenta os custos incidentes sobre esta actividade, alguém terá que os pagar. Não havendo mais ninguém disponível, será certamente o cliente final do serviço, isto é, o turista. Os preços dos quartos subirão pelo menos na medida da subida dos custos previsíveis, muito, em suma;
- Chegando-se ao ponto em que o preço, ao cliente, de um quarto destes não justifique não ir para um hotel, as escolhas passarão a incidir preferencialmente sobre este último tipo de serviços, começando os imóveis afectos ao Alojamento Local a ficarem cada vez mais vazios;
- Sem clientes ou com um número deles muito abaixo do que seria legítimo esperar, os pequenos empresários e investidores – a esmagadora maioria dos que andam por este negócio – deixará de ter dinheiro para honrar os seus compromissos, preferindo, obviamente, pagar primeiro ao estado – para não ir preso – do que aos bancos. A dívida aos bancos crescerá e os financiamentos feitos neste sector revelar-se-ão um desastre;
- Quando os pequenos investidores já não conseguirem aguentar os seus negócios serão obrigados a vender os seus imóveis por preços inferiores aos da compra e do total do investimento feito (móveis, decoração, electrodomésticos, etc.) ou entregá-los aos bancos financiadores para pagamento dos empréstimos. Nessa altura, os bancos ficarão cheios de pequenos apartamentos sem clientes e com uma gigantesca bolha de crédito imobiliário incobrável.
Assim se transformará um negócio próspero, que estava a gerar riqueza ao país, num negócio ruinoso, que, mais uma vez, porá em causa o nosso sector financeiro. Nessa altura, claro está, a culpa será do «mercado» e do maldito «capitalismo». É sempre, aliás.

Comandante Costa, Vamos Colidir!
A espessa cortina de fumo que resultou dos 178 000 hectares de floresta já ardida (sim! ouviu bem! e não ficamos por aqui porque o país ainda arde) o equivalente a 178 000 estádios de futebol não deixam ver outro perigo que se agiganta. Com as atenções desviadas para a maior calamidade de sempre com incêndios onde nunca morreu tanta gente incinerada, juntam-se outras tragédias como os recentes ataques terroristas em Espanha que a dupla Costa e Marcelo prontamente aproveitaram para assim tentar aumentar os níveis de populismo em terras de nuestros hermanos, numa tentativa desesperada para que esqueçamos suas responsabilidades pelo que cá dentro se passa. Costa que nem gosta de missas nem funerais por cá, não perde uma lá fora. Mas não adianta. O povo vê e sente que foi e continua a ser abandonado à sua sorte. Desta vez não há malabarismo populista que lhes valha. São 2 meses completos de inacção em Pedrógão que conduziu ao estado de calamidade actual que se estendeu a TODO o país, para depois tirar selfies junto de parcas casas recuperadas pelas seguradores. É a política da hipocrisia para salvar a pele. Mas não cola.
Enquanto assistimos a este filme dantesco que parece não ter fim com a dupla do Senhor Feliz e Senhor Contente a distribuir pipocas, o navio segue sozinho num curso à deriva que, com comandante distraído em passeios lá fora, aproxima-se da colisão. A neblina colocada a jeito pela Comunicação Social fez desaparecer das notícias os preocupantes avisos à navegação da UTAO, INE e Tribunal de Contas. Centeno até parece ter emigrado e levado com ele o ministro da economia que ainda nem sequer fez prova de vida. Se já a criminosa negligência com fogos fez um arrombo no casco, com imensas perdas para a economia, o que nos espera a seguir, vai adornar-nos.
É que afinal a economia não acelerou e a taxa de crescimento manteve-se nos 2,8%. A dívida pública galopa assustadoramente, já ultrapassou os 130% do PIB e não pára de subir. Nos seis primeiros meses do ano, o défice comercial ascendeu a 6,3 mil milhões. O desemprego REAL é quase o dobro do apresentado. As dívidas das instituições públicas estão em alerta vermelho e para piorar ainda mais este cenário, as contas do Estado não batem certo. Quando comparada a contabilidade orçamental, reportada pela Direção-geral do Orçamento (DGO), com a conta de fluxos registada pelo Tesouro, encontramos só isto:
- Fundo de Garantia de Depósitos (faltam 283 milhões de euros na conta do tesouro)
- Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (diferença de 70 milhões)
- Fundo de Contragarantia Mútuo (diferença de 63 milhões de euros)
- Caixa Geral de Aposentações (diferença de 622 milhões)
- Agência para o Desenvolvimento e Coesão (diferença de 586 milhões)
- Fundo de Resolução (diferença de 231 milhões)
- Infraestruturas de Portugal (diferença de 201 milhões)
Ou seja, gato escondido com rabo de fora. Nitidamente!
A minha larga experiência em gestão ensinou-me que nunca devemos ignorar os sinais por muito iniciais que sejam. Que quanto mais cedo intervirmos num problema financeiro, maior será a taxa de sucesso na sua resolução. É a regra de ouro para evitar falências. Mas, porque temos um comandante populista que gosta de surfar nas ondas da propaganda, mais preocupado com o imediato que traz retorno eleitoral do que com a Nação, para a qual se marimba literalmente, andou-se quase 2 anos a dar, a prometer, aldrabar e a reverter sem qualquer peso na consciência sobre o que daí iria advir. É o método recorrente socialista em aproveitar um pequeno e escasso período de bonança resultante de medidas impopulares que outros tiveram de seguir para corrigir rotas erráticas que levaram a bancarrotas, para iludir eleitorado, em vez de consolidar as metas já traçadas de crescimento e recuperação económica.
Por isso pouco lhes importa se afundamos. O que eles almejam é popularidade. Que se lixe o resto. Porque eles jamais serão náufragos. Haverá sempre povo que pague as contas da irresponsabilidade. Haverá sempre 6 milhões dependentes do Estado para lhes garantir votos para continuarem a arrastar-se pelo Parlamento e debitarem discursos da treta. Haverá sempre outros tantos ignorantes que acreditarão que a culpa da colisão é sempre da UE. Haverá enquanto durar, uma aliança comunista para assegurar que não lhes tiram o poder e prontinha para distribuir mais geringonças de derrotados pelo país nas autárquicas! Pelo menos é o que eles pensam. E convenhamos. Com esta Constituição obsoleta é de facto difícil, enquanto a mesma não for revista, retirar estas ratazanas do meio político.
A mim resta-me a esperança de que meu povo acorde e no momento decisivo perceba que tudo não passa de um canto das sereias cujo feitiço só quebrará quando massivamente tomarmos conta do leme.
Porque o Costa já sabe que vamos colidir. Só não o assume como nunca assumirá qualquer responsabilidade que seja.
portugal não tem emenda

Em Portugal, sempre que alguma actividade económica dá lucro e renda a quem a desenvolve, logo os socialistas dos vários partidos se precipitam em encontrar medidas que a destruam. Não é por acaso que um país com as qualidades e o potencial de Portugal, que tem tudo para estar ao nível da Suíça e dos mais desenvolvidos do mundo, é, em vez disso, um país atrasado, onde as pessoas vivem com dificuldades, muito abaixo do nível médio europeu. É, exactamente, porque quem nos governa (muitas vezes, acompanhada pelo entusiasmo inconsciente de quem é governado…) impede a criação de riqueza, única maneira de a poder distribuir, porque, obviamente, só se pode distribuir aquilo que existe.
O Alojamento Local foi uma dessas actividades – uma das muito poucas, nos últimos anos – cujos benefícios se demonstram por si mesmos, sem refutação possível. Fez recuperar os centros das cidades, desenvolveu o turismo e – e esse foi o seu grande pecado – deu dinheiro a ganhar a quem investiu no negócio. Qual foi o segredo deste sucesso? A reduzida intervenção do estado e do governo no sector, que demonstrou a verdade daquela resposta dada por um industrial a Colbert, quando o ministro lhe pedia que lhe dissessem como é que o governo poderia ajudar o sector: «laissez-faire, laissez-passer». Dito doutro modo: não chateiem!
Pois o governo socialista e comunista da geringonça há muito que decidiu chatear o sector. Já aumentou a sua tributação, tentou criar-lhe peias burocráticas para o dificultar e vai, agora, aumentar, de novo, os tributos e obrigar a actividade a pagar mais condomínio nos prédios onde funciona, mesmo que os condóminos e a assembleia onde se reúnem o não deseje. O objectivo é, apenas e só, que quem ganhe dinheiro com isto deixe de ganhar ou ganhe apenas aquele que o governo determine. Não é difícil de imaginar, a meio de uma reunião dos parceiros da coligação, a senhora Catarina Martins a desenvolver uma diatribe contra «os lucros fabulosos do Alojamento Local»…
O que daqui resultará vai ser grave. Não apenas por causa da destruição deste novo sector rentável da economia e da de muitas das empresas que foram criadas por sua causa, mas também pelas consequências que isso terá sobre o emprego, o turismo e a recuperação imobiliária urbana, mas, principalmente, porque irá introduzir uma nova crise no sector imobiliário, que começava, graças ao Alojamento Local, a sair da estagnação de anos. De facto, se não existirem condições vantajosas, deixará de ser atractivo investir nos imóveis recuperados para este tipo de actividade, que vão ficar,por aí, aos milhares, sem serem vendidos. Por sua vez, os bancos que ajudaram a financiar esses empreendimentos verão aumentar exponencialmente os seus créditos incobráveis… Quando a coisa rebentar e, por arrasto, tiver consequências nefastas muito para além do que estas limitadas personagens imaginam, os socialistas poderão dizer que, mais uma vez, o capitalismo gerou uma bolha destrutiva. E o Dr. Costa, a Dra. Martins e o camarada Jerónimo, aparecerão, com uma lágrima ao canto do olho, a dizer que fizeram os possíveis para evitar mais uma tragédia causada pela ganância de empresários exploradores.
Portugal não tem emenda.
Quiçá passageiro no Paquete Niassa
No sítio do costume faz-se campanha pelo racismo do costume: Fotógrafos portugueses comprometem-se com boicote a Israel Por ocasião do Dia Mundial da Fotografia, assinalado a 19 de agosto, mais de 40 fotógrafos portugueses, professores de fotografia e estudantes de fotografia aderem ao boicote cultural a Israel e declaram apoiar “a luta palestiniana pela liberdade, justiça e igualdade”.
Maior mistério que os desmandos que caracterizam a luta palestiniana pela liberdade (para quem?), justiça (aplicada como?) e igualdade (estão a gozar, não estão?) é o perfil dos apoiantes. Entre estes “o fotógrafo-viajante Nuno Lobito, personalidade de TV e um dos portugueses mais viajados de todos os tempos”
O fotógrafo-viajante, personalidade de TV é a reincarnação do pretérito Passageiro do Paquete Niassa.
Voltámos à fantochada da educação de adultos?
Costa perdeu as legislativas. Governa com o apoio do PCP e do BE. Quando quer pactos de regime com o PSD certamente que está a pensar demitir-se e na qualidade de líder da oposição fazer essa proposta ao vencedor das últimas eleições? Ou está a pensar repetir a fantochada da edução de adultos?
Até que a gorda cante
Há 10 anos que não vou a Barcelona. Desde que começou a loucura contra turistas pelos chanfradinhos dos Blocos de Esquerda lá do sítio que não sinto grande vontade, apesar de ser uma das cidades que a cria mais velha gostaria de visitar.
Ontem, um grupo de paspalhos decidiu contribuir para a decisão de continuar a não incluir Barcelona nas cidades a visitar. É bom de ver que a extrema-esquerda catalã não conseguiria arranjar melhores aliados na repulsa de turistas que uns suicidas islâmicos. Parabéns ao Bloco lá do sítio por mais uma acção de protesto rumo ao objectivo de ausência total de turistas.
A vida como ela é
António Costa anuncia “um novo ciclo político” e considera “fundamental” acordo com o PSD para os fundos europeus pós-2020. Maioria absoluta? “Estou muito satisfeito com a solução atual”

A isto chama-se decadência
Primeiro indignámo-nos. Depois gritámos que éramos isto e aquilo. Depois que não tínhamos medo. Agora faz-se de conta que não aconteceu e chama-se-lhe recuperar a normalidade. Deixemo-nos de tretas: limitamo-nos a sobreviver esperando que a nós ainda não nos afecte.
Enquanto a terra arde os comissários acautelam o seu futuro
PÚBLICO: Se o PS ganhar as eleições legislativas de 2019 e vier a constituir de novo Governo, a tutela ministerial sobre a área da administração pública deverá sair das Finanças e passar para a Presidência do Conselho de Ministros, soube o PÚBLICO junto de um responsável do Governo. A dependência da Secretaria de Estado da Administração Pública do Ministério das Finanças é a razão pela qual hoje em dia todas as negociações salariais do Estado dependem do Ministério das Finanças, explicou o mesmo responsável ao PÚBLICO.
Proponho para fase xaroposa do ano este excerto do texto desta notícia, aquele detalhes das pessoas que não são números quer dizer invariavelmente que os números dos impostos que temos de pagar estão a crescer: O objectivo é valorizar a dimensão humana e profissional da administração pública e fazer com que os trabalhadores públicos deixem de ser olhados apenas como números e como uma área do Estado em que é possível cortar despesa.
Na cidadela urbana tudo vai bem
São milhares, imensos, os quilómetros que separam o eixo Bairro Alto-Lux do país
Pela felicidade de todos
Cala essa boca, não digas isso, isso é pecado Olha que o Pai e o Jesus fica zangado.
Estes versos de “Ou ’tás quietinho ou lebas no fucinho” são tão actuais em 2017 como eram nos anos 80. Quando, no fim dos anos 70, começou a movida cultural portuguesa, imediatamente foi absorvida pela metrópole de forma a apaziguar a crítica social para a preponderância de cançonetas sobre os amanhãs que cantam que Lisboa é pródiga a gerar.
Hoje em dia, na fase avançada de estupidificação dos estúpidos, uma espécie de promoção de Bolonha dos licenciados a mestres, não há qualquer movida cultural para abalar as coisas. Todos repetem mantras de fobias e racismos como quem come um croissant e meia-de-leite que os situem numa Paris que só existe na psique da parolada. À direita a imagem é de uma Londres de chá e scones, tão real como um muçulmano que condena ataques terroristas. Tirando diferenças geográficas da Velha Europa, o delírio é idêntico.
Eu sei que é giro acusar outros de cenas, tal como já o foi a acusar realizadores de cinema de serem comunistas. Porém, exige-se alguma coerência na felicidade das pessoas. Eu, pessoalmente, como desejo a felicidade de todos, tenho grandes esperanças que as filhas do Luís Aguiar-Conraria tenham a sorte de casar com um muçulmano. Ou muçulmana.
Je suis o que te apetecer, bitch
Apetece-me dizer algo sobre “o racismo de Passos Coelho”. Há um sítio, de onde brota um néctar tão suculento que até causa despesa a ex-governantes, cuja função é, além de decorar salas com pujantes exemplares da prova de que somos todos mamíferos, atrair moscas desesperadas por um poleiro de prestígio, o que em Portugal significa algo como ser nomeado para sentar o rabo numa cadeira para executar absolutamente nada. Não é fácil fazer nada. Um gajo que sabe que tem que fazer nada acaba, quase sempre, a fazer alguma coisa, o que é sempre um perigo.
Bem, desse sítio, que todos conhecem como a maior caverna da nação, saem acusações pouco variadas: racista, xenófobo, islamofóbico e beato. Bem, saem outras, mas são variações da mesma. As moscas propagam e a doença espalha-se, está feito. Não está, não: gente de bem, que não quer nada com este tipo de estrume radioativo, acaba a reagir e as moscas sentem que provocaram mais um. E enquanto assim for, a coisa só piora.
Repito o repto do meu último post: e que tal aceitar toda e qualquer acusação oriunda da caverna? É que, além do impacto inicial da coisa, o vazio da acusação esgota-se mal cai o poio.
Há semanas que isto dura: ardeu? O fogo está onde? O vento levou-o. O pior é se passa a ribeira. Já está perto… Há semanas que a vida é isto. Espera-se pelas próximas horas com uma sensação de cerco. De quem espera um inimigo que sabe inflexível e infalível…
Esse país cercado pelo fogo é o reverso do país-propaganda: no país-propaganda basta manipular os números, atrasar pagamentos, lançar mais uma campanha contra um inimigo imaginário. No país real o fogo mostra tudo o que a propaganda esconde.
São os automóveis que fazem as diferenças
Supremacista branco: racista atira carro para cima de manifestantes.
Supremacista islâmico: carro descontrolado atropela multidão.
em portugal, o terrorismo não é necessário: o estado trata disso
Portugal é um país seguro, um dos mais seguros do mundo, afirma a propaganda governamental. A alusão indirecta é, nesta afirmação, ao terrorismo e à violência urbana dos assaltos, sequestros, etc.. Essas não são, todavia, as únicas formas violentas de se morrer.
Em Portugal, nos últimos quatro meses, morreram mais de 65 pessoas em incêndios, pelo menos 13 na derrocada de uma árvore centenária, algumas dezenas em acidentes de viação e não sabemos quantas morrerão, em Portugal ou noutras paragens, com as armas furtadas em Tancos, que certamente não terão destino humanitário.
Em todos estes episódios existem alguns traços comuns.
O primeiro, que todos estes mortos têm um responsável directo e objectivo: o estado português, que deveria cuidar da segurança civil – nas aldeias, nas estradas, nos espaços públicos e nos quartéis – e não o faz ou fá-lo deficientemente. Tão deficientemente que os elevados números de vítimas e as circunstâncias aberrantes em que morreram são absolutamente horríveis.
O segundo, que em nenhum deles o estado e os titulares de órgãos de soberania assumem responsabilidades pelos acontecimentos. O máximo que fazem é pedir inquéritos e mais inquéritos, à espera que o tempo passe e a memória cumpra a função de os salvar politicamente. No caso dos incêndios e de Tancos todo o governo cerrou fileiras em defesa dos seus ministros, demonstrando estar mais preocupado com as possíveis vítimas políticas do que com as que já tinham falecido. E, hoje mesmo, Miguel Albuquerque anunciou que estaria a ponderar abrir um inquérito sobre as causa da tragédia que já matou treze pessoas, como se não fosse uma obrigação sua fazê-lo.
O terceiro, que, mais uma vez, a culpa morrerá solteira em todos estes casos. Com uma nuance nunca antes vista. É que, nestes casos, nem sequer responsáveis políticos haverá. Não se pode descer moralmente mais baixo.
Não Sejam Coninhas
Nos últimos dias o debate nas redes tem andado aquecido porque há quem queira distinguir entre violência praticada pelos maus de violência praticada pelos bons. Segundo a teoria da moda, para que alguém não seja considerado um filho-da-mãe, tem que caracterizar a violência com dedo apontado. Se por má sorte atribui a violência a um branding errado arrisca-se a uma cascata de insultos. Não chega dizer que se é contra a violência. A proclamação tem que ser feita contra a violência dos supremacistas brancos neo nazis KKK alt rights trumps. São estes. Nada de lembrar outros arautos da pancadaria.
Ora, cansado de discutir estas questões, deixo aqui um ponto da situação sobre o que é e o que não é legítimo de um ponto de vista de um gajo quem quer viver numa sociedade livre: neste caso, eu. Sim, já sei que a lei não reflecte as minhas opiniões. Não fui eu o legislador.
Violência
A violência sobre pessoas e bens é sempre inaceitável – excepto violência para conter violência ou em legítima defesa. Ou guerra, que tem outros contornos. Não interessa quem pratica a atrocidade – ela é sempre inadmissível, seja ela aplicada pelo regime de Maduro contra manifestantes pacíficos ou por manifestantes violentos contra Maduristas pacíficos que, embora com QI baixo, também têm direito a viver em paz e admito que existam. Ler mais…
Parem de perseguir a cauda
Da vigésima quinta acusação a Passos Coelho de ser racista à última tentativa de graçola com um cancro incurável a pessoa que por mero acaso nem é branca, a Direita continua a perseguir a cauda. É natural que assim seja, tal a virulência mortal com que a elite mediática provoca reacções. Já nem é um caso de eles contra nós, que não faltam pessoas associadas à pobre Direita que se enrolam com as mais estapafúrdias causas que assegurem uma aura de modernidade tão labrega como triste, tornando-os em imitações frágeis do indivíduo que constrói a piscina com o prémio do Euromilhões para nela se afogar meses mais tarde por não saber nadar.
A Direita tem que deixar de perseguir a sua própria cauda. Chegamos à altura de abraçarmos todos as acusações que quiserem. Sou racista? Pode ser. Sou qualquercoisafóbico? Tu é que sabes, moço. Quero usar crianças da Casa Pia para me satisfazer na luta contra o heteropatriarcado e a adultosexualidade? A gente encontra-se lá em Elvas, então.
Este discurso da acusação só funciona porque a Direita permite, na sua forma dandy de existência, a cedência à indignação. É ir ver se a Câncio arrenda as suas propriedades a muçulmanos ou a ciganos. Uma pessoa pode ser louco no activismo de gatinhos das redes sociais, mas na vida real não há espaço para maluqueiras.
A propósito de juventude
Foi nesta alarvidade que resultou tanta educação sexual, para a cidadania e sei lá mais o quê? E não, não me venham dizer que antigamente não se sabia que o professor A gostava de homens. Claro que se sabia. Mas também todos, professores e alunos, sabiam que uma cena que uma cena destas tinha repercussões. Sinceramente espero que os meninos tenham levado uns chapadões valentes. Quanto ao professor faltam-me as palavras
Da mania da juventude
Vergonhoso, Inadmissível e Criminoso!
Desde o fatídico incêndio de Pedrógão que Portugal arde incessantemente. A ministra da Administração Interna já pediu 15 pareceres (sim, quinze!!!!!) mas vai pedir mais um porque ainda não chegou às conclusões que queria sobre as responsabilidades dessa tragédia. É que, isto de dizer que a culpa foi do Estado quando o Estado não pode ter culpa porque nem sequer esteve no incêndio e ausentou-se de TODAS as suas obrigações, alto lá que isso não pode ser. Há-de haver alguma entidade que diga que a culpa nasceu SÓ da natureza, das árvores, das estradas para não abalar as autárquicas nem as sondagens. Entretanto, como em equipa perdedora, rasca e ineficiente não se mexe, Costa mantém em funções todos os incompetentes que ele meses antes nomeara para as chefias do ANPC (foram só uns 30 boys que nunca apagaram um fogo na vida) e mantém confiança na ministra cujo o único desempenho eficaz que teve durante todas as operações de combate foi chorar à fartazana como um garoto perdido e cuja estratégia de combate consiste em deixar arder. Medidas drásticas de intervenção imediata de ajuda internacional com ajuda das nossas tropas? Naaaaa… para quê? Ainda temos tanto para arder… Temos tempo. Querem maior eficácia do que extinguir fogos por falta de combustível? E depois, os concursos de 18 milhões adjudicados pelo Costa para reflorestação onde iriam ser aplicados?
Não há vergonha nesta gente. Muito menos respeito pelas populações. Há precisamente um ano, com este mesmo governo Constança Urbano afirmava depois dos grandes incêndios de 2016 que iria haver maior solidariedade de parceiros europeus, agravamento das penas para incendiários, que os mesmos iriam pagar os custos dos incêndios, força aérea a combater e mais uns bla bla bla. Que foi feito? Nadinha. SIRESP que já era do conhecimento dela que tinha falhado gravemente no passado, manteve-se inalterável. Já as chefias do ANPC não! Conscientemente, absolutamente nada foi feito para evitar tragédias como as de 2016. E querem estes nos convencer que não estão do lado dos criminosos?
Nunca em 20 anos se viu nada assim. Podem vir para a televisão desculparem-se com os governos anteriores que não vale a pena. Quem governa há 2 anos são estes senhores. E de nada lhes vale dizer o que seja porque todos temos capacidade para ver que a repetição dos cenários dantescos do ano passado mas ainda mais mortíferos, são o resultado da INÉRCIA propositada a que todos não ficam indiferentes. Ninguém pode deixar arder e depois dizer que a culpa é dos outros. Porque não se pede imediatamente ajuda de Espanha que já deu mostras de conseguir extinguir num dia fogos florestais de semanas?? E porque não se junta a eles as nossas tropas especiais imediatamente assim que a situação se torna perigosa?? Só isto já diz tudo sobre esta governação. Algo de muito mal contado está a queimar deliberadamente o país. São Factos!
A leveza e descontracção com que se trata este problema demonstra que estamos em mãos de gente perigosa que não mobiliza todos os meios ao alcance da Nação para responder prontamente às situações que envolvem a segurança nacional. Por esta amostra fica claro que se são assim a combater incêndios serão piores se for um ataque terrorista ou um sismo. Não sabem nem querem saber. É simplesmente assustador.
Quem nomeia “marias papoilas” amigas de longa data e companheiras de negócio ruinoso do SIRESP, sem qualquer capacidade de liderança nem “know-how” à frente de um dos ministérios mais importantes, e que depois de falhar grotescamente, se mantém no poder só por birra autoritária do Costa, diz imenso sobre o carácter do nosso primeiro ministro de Portugal. Porque é preciso não ter qualquer sensibilidade humana para ver o desespero das populações que agora, depois de Pedrógão já não perdem a vida mas continuam a perder toda uma vida de trabalho num sopro e NADA fazer a não ser “fazer de conta que se está a fazer”. É inadmissível!
Entretanto e porque a dívida está a engolir assustadoramente a nossa economia, a caminho de nova bancarrota, há-de alguém do governo vir dizer que a culpa foi desta devastação dos incêndios “incontroláveis da natureza” que provocaram esta situação “inesperada” de dificuldade financeira. Que conveniente este cenário dantesco…
Vale a aposta?
O pior anúncio de que há memória

O populismo ataca e nem sabemos a letra do Kumbaya
Daniel Oliveira e Rui Tavares escreveram, esta semana, textos sobre o populismo. Eu sei que o leitor não sabia, mas estou a escrevê-lo precisamente por isso, para o informar da ocorrência, caso sinta necessidade de ir ler algo que o faça sentir burro. Se se dá bem com a morrinha de aparente felicidade que julga sentir, sugiro mesmo que o faça, tal como sugiro a qualquer criança um pequeno choque eléctrico para que perca a vontade de enfiar os dedos nas tomadas.
O populismo é um problema do caraças. Anda um gajo tão bem a doutrinar as pessoas para o que é justo, o que é correcto, o que é cultural, eis que aparecem, vindos de uma caverna, os malvados populistas que fazem as pessoas sentirem-se bem. Isto não se faz aos intelectuais com colunas de jornal! Longe vão os tempos em que nos preocupávamos imenso com as nuances filosóficas da experiência objectiva versus percepção nas nossas bonitas cidades desprovidas de turistas e saneamento. Antigamente, quando os residentes circulavam nas típicas ruas ocupados a ler Sartre, apenas perturbados nos pensamentos pelos vizinhos que recitavam poesia no eléctrico, sem o burburinho de turistas fedorentos, não nos deixávamos enganar por populistas. Foi pena, no caso do Rui Tavares, não ter concorrido a eleições nessa altura em que éramos genuínos, inteligentes e cosmopolitas no bom sentido. Certamente que venceria por K.O. não populista.
Enfim, poderia dissertar imenso sobre os malefícios do populismo, mas não o vou fazer para que o leitor esteja completamente vazio de pensamentos nefastos aquando da leitura dos artigos destes vultos imensos da contemporaneidade lusitana. Só assim poderei assegurar não ter qualquer responsabilidade pela sua compulsão para cortar os pulsos.
A Nazaré antes da massificação turística
o povo tinha a sua vida genuína e os fotógrafos faziam fotografias maravilhosas que inspiravam os teóricos da revolução marxista

As massas devem fazer a revolução
mas não turismo – eis a lição do dirigente do BE Pedro Filipe Soares
oito anos de concórdia universal
Durante os últimos anos, ficou estabelecido que tudo o que de mal sucedeu no mundo teve um só responsável: George W. Bush. A desagregação do Iraque, após a retirada das tropas americanas, foi culpa do Bush. O Ísis foi culpa do Bush. O terrorismo islâmico é culpa do Bush. A Síria foi, é e será culpa do Bush. A «Primavera Árabe» não resultou por causa do Bush. A Líbia foi o Bush. O Egipto foi provocado pelo Bush. E a Tunísia tem a cara do Bush.
Entretanto, apareceu este maluquinho da Coreia do Norte, com ogivas nucleares prontas a disparar a torto e a direito, e de quem será a culpa? Do Bush, por mais que nos custe, é difícil, porque a Península Coreana não fica exactamente no Médio Oriente, nem os seus nativos são muito propensos ao Islão. Ora, sendo quase impossível atribuir, aqui, culpas directas ao Bush (remotamente, ele será sempre responsável), como terá o Kim Jong tido oportunidade de montar semelhante arsenal nuclear virado ao Ocidente? E como permitiram os EUA que se desenvolvesse uma tão grande ameaça? Bom, neste caso só há um culpado, óbvio, por sinal: o Trump!

Na linha editorial do “carro atropela”
aqui ficam as minhas propostas:
Faca mata homem (versão vigente até agora Homem morto à facada )
Almofada asfixia mulher (versão vigente até agora Asfixia mulher com almofada)
Corda enforca cidadão (versão vigente até agora Suicida-se)
Os carros estão cada vez mais agressivos
Acho bem
Governo quer médicos com mais de 55 anos a fazer urgências
Deixando de lado a questão das remunerações acho bem. E não apenas nas urgências médicas. Por exemplo, nas patrulhas policiais e tb nas escolas. Passam a vida aos urros com a diversidade e depois acha-se que ser moderno é sermos atendidos por jovens. Lamento mas uma equipa só de jovens não me convence.
Eu quero que a Torre de Pisa caia
Um dos monumentos que mais gosto é o que é vulgarmente chamado de Torre de Pisa. Ao contrário da maioria dos monumentos, não é uma obra que enaltece o espírito humano: é um monumento à incompetência e à falta de noção. Famosa pelo severo erro de engenharia que permitiu que entortasse da hirta posição projectada, a coisa ainda está de pé porque, enfim, alimenta toda uma indústria de turismo que torna Pisa em algo mais que um local barato para aterrar rumo a Florença. Além disso, graças à inclinação, é mais parecida com uma pila do que a maioria dos monumentos construídos por quem sabia o que estava a fazer, demasiado verticais para semelhanças com a heterorrealidade. Pequeno parêntesis: caso o leitor duvide da semelhança entre a Torre de Pisa e um pénis, recorde que o pénis é, tal como a torre, uma construção social. Isso deverá ajudar.
Ao que consta, o Marquês de Pombal também tinha pila. Vai daí, tratou de a usar para oprimir heteopatriarcalmente a cidade de Lisboa através da construção de grandes avenidas, canais que facilitam a chegada dos másculos veículos de testosterona ao centro ou vagina metafórica da urbe. Hoje em dia, tal como a Torre de Pisa, também Lisboa é procurada por turistas, alguns dos quais que até se prestam à indignidade de copularem com as nossas mulheres. É por causa disto que sou contra o turismo (excepto turismo cujo eventual engate é não-normativo, do tipo homo- ou até pan-sexual). Mesmo que hordas de estrangeiros procurem a nossa capital apenas para observar a porcaria que o Marquês deixou – nomeadamente, mais portugueses –, o turismo mata a tradição. Ai que saudades de levarmos com um penico de mijo numa rua de Alfama! Agora, com saneamento, as rendas estão pela rua da amargura.
Devíamos regular as rendas e não permitir alojamento turístico em condomínios privados. Devíamos proibir a Uber e favorecer o esquecimento da cidade através de restaurantes de faisão com espuma do Tejo a 400€. A sério, fazer com que turistas nem quisessem recordar aos amigos, num momento de franqueza ébria, a desgraça que foram as férias em Lisboa.
E devíamos deixar cair a Torre de Pisa. Chega de Viagra para a coisa. A coisa ficaria em escombros, mas ao menos seria os escombros dos pisian… pisiense… italianos.
As Manuelas

No dia 25 de Setembro de 1828, em Bogotá, Simón José Antonio de la Santísima Trinidad Bolívar Palacios Ponte y Blanco, vulgarmente conhecido por Simón Bolívar, foi alvo de uma tentativa de homicídio da qual conseguiu escapar. Ninguém me tira da cabeça que El Libertador de Venezuela só se safou da morte certa por causa do seu nome: os assassinos demoraram tanto tempo a dizer “Simón José Antonio de la Santísima Trinidad Bolívar Palacios Ponte y Blanco, estamos aqui para te matar”, que, quando terminaram a declaração, já ele tinha fugido pela janela. No entanto, contra a minha opinião, a história valorizou apenas o papel da sua corajosa amante, Manuela Sáenz, que, ao interpor-se entre Simón Bolívar e os conspiradores, permitiu a fuga do seu amado, conquistando com esse heroico feito o apelido de Libertadora del Libertador.
Quase duzentos anos depois, Hugo Chávez, que gostava de se ver a si próprio como um Libertador do século XXI, tem também direito – embora a título póstumo -, a uma muito prestimosa Manuela, não obstante esta agora usar bigode, calças (de fato de treino, na maior parte do tempo) e se chamar Nicolás. Interpondo-se entre Chávez e o pandemónio em curso, Nicolás Maduro cumpre na perfeição o papel de Libertador del Libertador, levando a que muitas pessoas o culpem pessoalmente pela derrocada económica da Venezuela, deixando em paz o antigo Presidente e as suas maravilhosas políticas. Gostava por isso de assumir, perante todos, o ingrato e dificílimo cargo de Libertador del Libertador del Libertador. Não para livrar Maduro do rótulo de ditadorzeco tonto, tão meritoriamente conquistado, mas para defender que, sem os muitos anos de nacionalizações, expropriações, controlo de preços e ataques sistemáticos à iniciativa privada liderados por Chávez, nem um ditadorzeco tonto conseguiria espatifar aquele país em tão pouco tempo.
Os defensores do “Socialismo do século XXI”, tão parecido com o do séc. XX que partilha até o mesmo epílogo, dizem que a Revolução Bolivariana e respectivos programas sociais fizeram com que muitos pobres subissem imediatamente na vida. E é verdade! Foi como atirar um gato ao ar da janela do último piso das Amoreiras e comentar com orgulho a sua maravilhosa ascensão.
A Brigada Anti-Racismo das Esquerdas Radicais
Sempre que alguém tem uma ideia divergente no que concerne a minorias sejam elas quais forem, vem logo uma “Brigada Anti-Racismo” para atacar ferozmente as vozes dissonantes. O ataque que mais parece de cães raivosos enlouquecidos é sempre carregado de mimos insultuosos onde se repete até à exaustão palavras como racista, xenófobo, homofóbico e outras tretas. O objectivo é transmitir ao interlocutor sentimentos de culpa por ousar questionar as pobres minorias que simplesmente por serem minorias são uns pobres coitados postos à margem por uma sociedade capitalista. Chegamos ao ponto de não poder comentar factos. Falar mal de criminosos é socialmente aceite se o criminoso for branco, heterossexual , cristão, ateu ou judeu. Mas se tiver outra cor de pele, tendência sexual ou religião a “Brigada Anti-Racismo” vai conotar-nos de racistas, xenófobos e homofóbicos. Quem ousar dizer que o Islão é uma religião dominadora/invasora como o comprova a destruição de igrejas católicas na Europa para construir mesquitas ou a imposição da lei da Sharia em vários países, vai ser silenciado com ataques acusatórios de racismo mesmo sabendo-se que há uma perseguição aberta aos católicos, judeus e homossexuais por essa religião. Afinal em que ficamos? Quem são os racistas, xenófobos e homofóbicos?
Para sermos poupados a este enxovalho temos de aceitar tudo. Mesmo tudo. Assim, se umas senhoras resolvem querer utilizar uma piscina privada tapadas só com rosto visível, os proprietários terão de aceitar a indumentária sem restrições. Só porque são muçulmanas. Mesmo que essa vestimenta seja um símbolo religioso que representa a opressão sobre as mulheres no oriente. Nós cultura ocidental temos de ser abertos a isso e apoiar. Temos de respeitar, dizem eles. Regredir se falta fizer, à idade média. Porém, estas Brigadas são as mesmas que berram a toda a hora que o nosso país é laico, que não pode haver uma imposição de uma religião sobre os cidadãos, que todos somos livres de ter ou não religião logo os símbolos como os crucifixos nas escolas são proibidos ao abrigo da nossa Constituição. Ah! mas se for o islão a impor que não se sirva carne de porco nas escolas, que se use véu dos pés à cabeça ou seja lá o que for? Temos de respeitar em prol da minoria, pois claro! Aí já não somos laicos e até usamos dinheiros públicos para financiar mesquitas expropriando particulares. Pois, coitados. Tudo pelo bem das minorias. E se forem ocidentais a serem bloqueados numa discoteca pela indumentária, ou quererem praticar nudismo fora de uma praia autorizada, ou quererem entrar em piscina de hotel com fato de surf ou de mergulho? Há problema? Sim?! Não?! Decidam-se. Antes que eu vos chame de “racistas”.
Entretanto vai-se passando ás populações a ideia errada que quem entra num país pode impor sua cultura anulando a existente. Ou seja, eu posso no Japão impor a não obrigatoriedade de tirar os sapatos quando entro em casa particular ou recusar-me a comer sentado no chão por achar pouco higiénico ou mesmo numa mesquita entrar de sapatos porque sou ocidental. Ah! Espera… não posso. Sou ocidental logo, nos países dos outros tenho de respeitar seus costumes, sua cultura, sua história. Só quem vem ao Ocidente é que não. A estupidez é tanta que breve seremos uma Europa descaracterizada onde chegar a França, Bélgica, Suécia ou Alemanha será como visitar um país árabe. Deixarão de haver vestígios ocidentais. Será, do género, “visite o Mundo árabe sem sair da Europa”. Não duvidem.
A verdade é que estas “Brigadas Anti-Racismo” não defendem coisa nenhuma. Instrumentalizam essas minorias para atacar indirectamente a sociedade capitalista onde elas se inserem, e quem a defende, culpabilizando essa sociedade por estas desigualdades. Não passa de imposição de ideologia marxista camuflada. Francisco Louçã por exemplo está-se pouco lixando para os ciganos e os pobres. Não faz efectivamente nada por eles. Assim como Catarina Martins ou Jerónimo. A prova é que eles mesmos se segregam ao colocarem os filhos em colégios privados, não frequentando lugares acessíveis a ciganos ou beneficiários do RSI, nem vivendo sequer perto deles. São finos burgueses de casta alta que conduzem Porches, fazem compras e vivem nas melhores zonas da cidade como capitalistas. Não se misturam. Integrar é para os outros enquanto eles fingem preocupar-se com estas questões só para passar uma única mensagem (falsa): o capitalismo destrói sociedades. Ponto.
Não é racismo nenhum dizer que todas a comunidades são bem vindas desde que se integrem no país receptor, desde que não sejam invasoras. Porque impor limites não é coagir liberdades. É exigir respeito pelas culturas dominantes que caracterizam um país, um povo. Aceitar que se apague toda a história de uma nação é o mesmo que aceitar a sua extinção deixando que uma minoria de hoje seja a maioria amanhã fomentando o desaparecimento de toda uma cultura.
Constança paga a factura
de o BE e o PCP não exigirem a sua demissão: A “promessa de um contrato de trabalho” passou a ser admitido como requisito para um estrangeiro poder obter uma autorização de residência no nosso país, de acordo com a alteração à lei de estrangeiros publicada em Diário da República. A nova legislação impede também que imigrantes que tenham cometido crimes como homicídios, roubos violentos ou tráfico de droga sejam expulsos do país. A nova medida faz parte da alteração à lei de estrangeiros publicada em Diário da República, seguindo propostas do PCP e do BE, e aprovada pela esquerda contra o parecer do próprio Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF),
O melhor negócio do país
Confesso que não entendo
O que leva um banco semi falido a construir uma nova sede: O edifício que acolhe o emblemático restaurante Gondola desde 1943 vai ser demolido para aí ser construída a nova sede do Montepio.
Sem palavras
Se a vítima fosse cigana e o agressor não cigano era racismo
Se os agressores fossem heterossexuais não ciganos era homofobia ou violência de género
Assim temos um título informativo e pronto:
Linchan a un conocido travesti de Marbella por un presunto abuso a un menor de edad
O RSI da “Pobreza Severa”
O mesmo Governo que ainda não reverteu por completo o SIRESP por falhas criminosas, resolveu reverter mais uma medida do anterior executivo. Qual é ela? Aquela que limitava o acesso ao RSI de pessoas com carros, avionetas, barcos e contas bancárias com mais de 25000€. O que alegou então Vieira da Silva para reverter esta medida? Que estas condições não invalidavam a existência de “pobreza severa”. Muito bem. Dito isto ficamos a saber que pobreza severa também atinge quem tem bens e contas com milhares de euros. A sério? Não estou aqui a dizer que ficar sem trabalho não é dramático. É. Mas se eu ficar sem trabalho e tiver 25000€ no banco ou um bem nesse valor, eu não sou pobre. Estou, sim, em dificuldades e isso é outra coisa. Ficar desempregado mas ter bens que me permitem dar a volta por algum tempo à minha situação, não é pobreza severa. Porque essa folga vai me permitir aguentar por algum tempo este azar. Pobreza é não ter absolutamente nada a que recorrer assim que falha o salário.
O perigo desta medida, mesmo que possa abranger poucas pessoas, é a mensagem que passa aos que labutam diariamente, alguns de forma árdua, 8 horas por dia quando não é mais, muitas vezes por apenas um salário mínimo. É a revolta dos que se veem a sustentar medidas que convidam ao laxismo autorizado por um Estado frouxo e incompetente que mais não quer do que engrossar a plateia de apoiantes à custa dos que trabalham. É a desmotivação que se interioriza nos que sempre se fizeram à vida mesmo quando a vida não se fez a eles. E isso compromete o futuro de um país.
Quando a vida resolveu ser madrasta comigo a primeira medida foi colar avisos nos supermercados com “faz-se limpezas e passa-se a ferro”. Não demorou sequer um mês para ter o meu primeiro cliente. Como o desemprego atingiu dois membros da família em simultâneo, a venda de alguns bens e desactivação de serviços que pesavam no final do mês, como a MEO, entre outros, foi a medida seguinte. Entretanto reestruturou-se toda uma vida que até ali era muito confortável. A alívio financeiro foi quase imediato. Recorrer ao RSI nunca foi posto na mesa antes de experimentar outras vias. Porquê? Porque desde menina que me ensinaram a pescar e não a viver da pesca dos outros. Só recorreria ao Estado se todo o resto falhasse.
Como empregadora constatei o desastre que estas e outras medidas idênticas provocaram na sociedade. Recordo aqui uma senhora que respondia ao meu anúncio de emprego e estava desesperada por trabalho. Dizia que já lhe iam cortar a luz e água. Que tinha 3 filhos. Que recebia refeições da AMI. Depois da entrevista em sua casa, contratei-a. Chorou, agradeceu agarrada a mim. Confronta-me com o problema de não ter dinheiro para transportes sequer. Resolvi adiantar uma soma pequena que lhe descontaria depois. Por iniciativa minha, paguei a conta da luz e água desse mês. Comovida por inesperada iniciativa, chorou de emoção. Quando chegou o dia, não apareceu ao trabalho. Também perdi a conta aos que vinham com folha do Centro Emprego “só para carimbar” diziam eles. Ou daqueles que vinham a mando do IEFP mas que diziam que só ficavam se pudesse acumular o subsídio desemprego com ordenado. Ou aqueles que chegavam pelo IEFP e tudo faziam para desagradar e fossem recambiados para o desemprego. Por isso, recorria a estrangeiros para trabalhar. Por isso há falhas graves de mão de obra com milhões de portugueses a viver de ajudas sociais. Isto é um facto.
A sociedade que estamos a construir com estas medidas será uma sociedade medíocre incapaz de fazer frente a qualquer adversidade sem ser amparada, ou pelos pais ou pelo Estado. Serão futuros cidadãos que mesmo com canas de pesca ao seu lado, morrerão de fome. E chegamos a isto porque desde o berço, a partir de certa altura, instituiu-se que as pessoas não se podem frustrar e educamos à socialista os nossos próprios filhos. Depois, ficamos surpreendidos porque não se fazem à vida ou porque temos uma sociedade de delinquentes.
Mas o mais curioso e anedótico disto é que os beneficiados do RSI não são os que mais precisam porque esses têm SEMPRE dificuldade em provarem que são pobres. Exemplos? Os idosos a quem lhes é negado essa ajuda de forma escandalosa só porque os filhos, dentro dos seus parcos rendimentos, os ajudam a pagar algumas contas. Já os que vivem em comunidades nómadas, a venderem em feiras e com a MEO nas barracas, os acumulam.
Critérios de “pobreza extrema” que jamais entenderei nem aceitarei.
