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Senhor bastonário, pense antes de falar

13 Dezembro, 2013

A ideia da criação de uma taxa para queixas efectuadas sobre médicos é mirabolante. O reeleito bastonário, ao fazer semelhante proposta, equipara a ordem a um sindicato, agindo como se o papel desta fosse o de mediação entre contratante e prestador. A minha sugestão é que pense bem antes de fazer propostas sob risco de alguém começar a questionar a utilidade das ordens profissionais.

A Stasi chega a França

12 Dezembro, 2013

As práticas, métodos e finalidades da polícia politica comunista Stasi, da velhinha DDR, não morreram com ela.

O lema de espiar/vigiar tudo e todos mantêm-se bem vivo. A ideia de que qualquer cidadão pode ser um inimigo do Estado e que a sua vigilância é uma necessidade de «segurança» é um triste facto nos dias de hoje. Bem mais comum do que se poderia esperar após tantas experiências de sistemas politicos sanguinários. Por vezes parece que não se aprende. Volta-se sempre ao mesmo.

 Que as tiranias, sejam elas comunas (que ainda há) ou fundamentalistas religiosas, militares ou meramente unipessoais, utilizem nos dias de hoje tais métodos não é de estranhar.

Grave, obviamente, é que em sistemas ditos livres e democráticos se adopte tal doutrina e práticas. Soube-se recentemente que nos EUA a vigilancia indiscriminada em larga escala é um facto e que a actual presidência lhe dá todo o apoio e cobertura, perguindo mesmo os jornalistas e outros envolvidos que corajosamente as denunciam ou investigam.

Mas no dia de hoje é de destacar um outro patamar:  a França do socialista Hollande avança para métodos similares. Descaradamente e sem qualquer pudor. Tudo isto vai-se pagar muito caro.

Eu no governo, claro que sim

12 Dezembro, 2013

Anda por aí uma vaga de fundo, uma espécie de “olha que eu sei que tu sabes que eu sei que tu queres” muito divertida na tentativa de identificar o próximo governante oriundo da blogosfera.

Esta espécie de totobola parece indicar que pertencer a um governo é uma espécie de lepra que se apanha em blogues se estes forem “da direita rançosa”, nunca na impoluta e latejante veia desoxigenada dos blogues de esquerda. Por outro lado, esta doença estranha não parece afectar quem escreve em jornais: estes apenas tem uma opinião tão interessante mas politicamente desinteressada que merece ser impressa em papel.

Assim sendo, facilitando as apostas, apresento já a minha disponibilidade para participar num governo composto por Carlos Abreu Amorim, Carlos Loureiro, Gabriel Silva, Helena Matos, João Caetano Dias, José Manuel Fernandes, José Pedro Lopes Nunes, Luís Rocha, Paulo Morais, Pedro Froufe, Rui Albuquerque e Rodrigo Constantino. Para além destas pessoas, é também necessário que o João Miranda seja Presidente do Tribunal Constitucional e Paulo Portas tenha lugar de destaque na oposição.

Boas apostas.

os homens “doutros tempos”

12 Dezembro, 2013
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Depois de ontem ter malhado, firme e forte, no comércio e no poder económico em geral, Daniel Oliveira crucifica hoje, no seu posto habitual, a atividade bancária. Não a “banca” que concentra e “esconde” a riqueza “mal distribuída”, nem os “banqueiros”, de quem sabemos já que a esquerda desconfia a priori, mas a própria atividade bancária em si mesma, a que consiste em receber depósitos e cobrar taxas por esse serviço prestado ao cliente. No seu artigo de hoje, Daniel Oliveira confidencia-nos que não confia em bancos, nem lhes entrega o seu dinheiro para aplicações mais arrojadas, estando mesmo disposto a dispensar “o banco e os seus cartões”, considerando-se, por isso, “nestas matérias”, um homem “doutros tempos”.

As confissões de Daniel Oliveira, que ontem se assumia como “snob”, para hoje se definir como um reacionário, não me interessam por aí além, a não ser no que elas permitem compreender sobre a arqueologia mental de uma certa esquerda, aquela esquerda que execra o mundo de liberdade que a Revolução Industrial e o capitalismo burguês nos trouxeram. O mundo ocidental em que vivemos, em suma.

Nada disto é particularmente novo ou surpreendente. O pensamento marxista, onde se filia a esquerda de Daniel Oliveira, origina-se uma reacção visceral ao progresso trazido pela Revolução Industrial, que, como todas as revoluções, comportou consequências indesejáveis nos seus momentos iniciais, até atingir o seu momento thermodoriano.

Não deixando, contudo, de ser estranho que sejam os próprios “revolucionários” a não compreenderem a dinâmica dos processos que eles mesmos defendem, já se torna mais inteligível a aversão a que muitos deles votaram as conquistas civilizacionais da “revolução burguesa” que nos trouxe a modernidade. Na verdade, ao libertar, pela via da produção e do consumo massificado, milhões de seres humanos da escravidão pré-industrial, onde a esmagadora maioria das pessoas dependia de vínculos de subserviência pessoal para sobreviver, o capitalismo transferiu a soberania das elites para o consumidor, e fez de cada indivíduo um agente do mercado igual a todos os outros. Por sua vez, ao libertar o indivíduo pela igualdade de oportunidades que o mercado oferece, deixaram de ter préstimo, nas sociedades de livre mercado, as aristocracias feudais e as vanguardas do proletariado supostamente protectoras dos desfavorecidos.

Bem vistas as coisas, o ódio que alguma esquerda vota ao capitalismo é um profundo sintoma de reacionarismo passadista. Por detrás da aura de modernidade com que se tentam travestir, os seus protagonistas abominam o comércio, a economia livre, a banca, o mercado, o consumo e a sociedade onde vivem e vivem quase sempre muito bem. Não são muito diferentes de Salazar, também ele um homem “doutros tempos”, para quem os portugueses não deveriam nunca sair da mediania que a boa e humilde vida provinciana lhes garantia. Para o que fosse mais importante, lá estava ele, e a sua lei do condicionamento industrial, para cuidar.

Rui Rio ou a tendência nacional para o umbiguismo

12 Dezembro, 2013

O Dr. Rui Rio teve uma ascensão meteórica para o panteão dos potenciais Sebastiões através de uma quase acidental vitória autárquica; esta permitiu-lhe a amplificação do potencial de credibilidade através de exercícios de boa gestão, saneando contas e reduzindo substancialmente o regabofe despesista pelo qual as autarquias orgulhosamente se pautam. Mais: tal foi feito mantendo um clima de animosidade com o Futebol Clube do Porto, a maior instituição da cidade, conseguindo o apoio dos munícipes para a gestão camarária mesmo sem capitalizar a popularidade que celebrações de títulos desportivos na varanda da câmara permitem.

E depois começa o desbaratamento de capital.

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o «snob» e o «merceeiro»

12 Dezembro, 2013
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Logo após um equilibrado e sensato artigo, que há dois dias publicou sobre Nelson Mandela, o expoente máximo da nossa esquerda caviar, Daniel Oliveira, prontamente reparou o equívoco e cuidou de repor o equilíbrio natural das coisas, com um texto dedicado a Alexandre Soares dos Santos e a uma sua entrevista concedida ao Jornal de Negócios.

Depois de longamente se referir, desdenhosamente, ao empresário como “merceeiro”, vendedor de “iogurtes de pedaços, bacalhau demolhado da Noruega e champôs anticaspa”, “de Oreos e rolos Renova”, Oliveira conclui que ele não passa de um “analfabeto político” (ainda que possa ser um “génio do retalho”, escreve o brincalhão), e que, consequentemente, se deverá ficar pelos assuntos do seu interesse (o bacalhau demolhado e o papel higiénico) e deixar a política às sumidades e às grandes inteligências, como, provavelmente, ele mesmo, Daniel Oliveira.

Esta posição, que Daniel Oliveira, num assombro de superior humildade, assume como possivelmente «snob», mais não é do que um velho preconceito, que une uma certa esquerda com uma certa direita contra o comércio e a burguesia endinheirada mas supostamente iletrada, que já o jovem Marx abominava, tal e qual as velhas famílias aristocráticas do seu tempo, que se sentiam ultrapassadas pela classe que emergia graças ao esforço e ao trabalho, coisas que nem Marx nem os grandes titulares nobiliárquicos apreciavam por aí além. É esse mesmo nojo aristocrático e revolucionário contra o «vil metal», sem o qual o mundo era e seria perfeito, que motivou a uns e a outros. Ao tempo, porque uns o estavam a perder, perdendo também, por isso, poder e influência, enquanto os outros ainda os não tinham, nem ao dinheiro, nem àquilo que ele faculta. No fim de contas, trata-se da aversão profunda ao mérito, por parte de quem julga que a ascensão social ou a conservação de um status superior lhes pertence por direito próprio ou divino, a mesma coisa, para este efeito.

É por estas águas de presunção e aristocratismo patético, de quem julga que tudo lhe é devido, que navega Daniel Oliveira na crítica a Soares dos Santos. E, bem vistas as coisas, na sua ruptura com o Bloco de Esquerda, onde Francisco Louçã tomou o mesmo papel do empresário.

11/12/13 14:15:16,17

11 Dezembro, 2013
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Portugal não é a Irlanda

11 Dezembro, 2013

A saída da Irlanda do resgate sem programa cautelar pode ter sido uma boa decisão política, mas foi um erro financeiro, afirmou um dirigente do Fianna Fáil, o partido que pediu assistência financeira internacional e está agora na oposição.

“Do ponto de vista político, compreendo a decisão porque podem celebrar a partida da troika e, nas palavras deles, reconquistar a independência. Mas se olharmos agora a troika como nós olhamos, como amigos, e a linha de crédito como algo amistoso, nesse aspeto considero que cometeram um erro”, afirmou o senador Thomas Byrne à agência Lusa, a propósito do fim do programa de assistência financeira, a 15 de dezembro.

(…)

Nas eleições de 2011, o partido foi castigado pelos eleitores após 13 anos no poder e passou a ser a terceira força política no parlamento ao perder 54 lugares. Thomas Byrne aceitou que foram cometidos vários erros: os impostos foram reduzidos e a despesa aumentada para níveis insustentáveis, foi dada liberdade ao setor financeiro para se autorregular e não foi antecipado o estouro da bolha imobiliária.

Ler artigo completo.

A insustentável leviandade dos portugueses*

11 Dezembro, 2013

A insustentável leviandade dos portugueses

 

Artigo do Camilo Lourenço no JN: «Quantas vezes já ouvimos queixas sobre o dinheiro que o Estado” deu” aos bancos (cerca de seis mil milhões de euros)? A teoria é “Para os bancos há dinheiro, para a Saúde, para a Educação e para as pensões há cortes”. A argumentação mostra a leviandade com que analisamos estas matérias. Primeiro: o dinheiro não foi dado aos bancos; foi “emprestado”. E eles pagam juros muito elevados por esses “empréstimos” (capital contingente). Não admira que instituições como o BPI andem muito preocupadas em devolver rapidamente o dinheiro que receberam.

Segundo: a discussão esconde uma grande desonestidade intelectual. Se fôssemos sérios teríamos de nos indignar com as centenas de milhões de euros que o Estado desperdiça (sim desperdiça) noutros sectores da economia. Os Estaleiros Navais de Viana do Castelo são um exemplo, a Saúde é outro, a Educação também e os Transportes (com uma dívida de 17 mil milhões de euros) idem; e a lista poderia seguir por aí fora…

Moral da história: este debate do “há dinheiro para bancos mas não há para outras coisas” é espoletado por gente que tem muito a perder se o Estado parar de desperdiçar dinheiro. Até porque enquanto o assunto vai sendo agitado nas redes sociais e na comunicação social (parte da qual dá cobertura a esta fraude) não se fala do verdadeiro problema: o verdadeiro desperdício de dinheiros do contribuinte. Milhares de milhões de euros que são atirados à água, a coberto de ideais muito nobres (emprego, pobreza, Estado Social – que ninguém põe em causa, nem a Direita) e que não resolvem problema nenhum. Mas que vão sendo atirados para a fogueira, para confundir a opinião pública.»

Coreografias de um funeral

10 Dezembro, 2013

Mantém-se um país sob uma ditadura há mais de meio século numa ilha onde desde as torradeiras às viagens tudo tem sido alvo da intervenção estatal. O ditador por decrepitude trespassa o poder a um irmão. E o irmão é convidado para discursar no funeral de Mandela. No mínimo espera-se que as delegações dos países democráticos ali presentes manifestem a sua indignação pelo que sucede na tal ilha nos termos veementes que agora dizem ter utilizado outrora junto das autoridades sul-africanas para condenar o apartheid. Raúl Castro é o símbolo das ditaduras toleradas quando não incensadas do passado.

O outro aspecto interessante dos escolhidos para discursar neste funeral é que nenhum deles é europeu ou representa sequer a UE : são eles Barack Obama (EUA), Dilma Rousseff (Brasil), Raúl Castro (Cuba), Hifikepunye Pohamba (Namíbia) e Pranab Mukherjee (Índia), enquanto o vice-presidente chinês Li Yuanchao também evocará algumas palavras de tributo a Mandela, segundo o guião do evento divulgado pelo governo sul-africano.   A escolha reflecte claramente a nova ordem política do mundo. Essa ordem que impede o Dalai Lama de ir à África do Sul  Essa ordem em que a UE é tratada sobraceiramete como irrelevante.

Foi assim que aqui chegámos e é assim que aqui voltaremos

10 Dezembro, 2013

A solução de Mário Soares para a crise: “Era tão fácil acabar com a crise que Portugal e sobretudo a zona euro atravessam, com cada vez mais dificuldades dos Estados membros. Era necessário somente que o Banco Central Europeu fosse capaz de fazer o que a América de Barack Obama faz: emitir dólares. Ora o Banco Central Europeu não fabrica euros, como devia. Porquê? Porque aparentemente a Alemanha não deixa. Parece querer mandar na Europa. O que só lhe vai trazer complicações, como começa a acontecer à própria Alemanha.”

Como se pode ser contra o apartheid no país que inventou os retornados?

10 Dezembro, 2013

Tema do meu artigo de hoje no DEMandela, uma vez libertado, pôs em prática aquilo que no hemisfério norte os ditos defensores dos povos africanos mais contestavam: acreditou e lutou por um país onde brancos e negros pudessem viver em paz. Ou seja um país antítese dos desvarios defendidos por muitos líderes negros norte-americanos impropriamente chamados combatentes pelos direitos civis, que entre outras coisas propunham a constituição de um estado exclusivamente para negros nos EUA. Um país donde os brancos que ali vivem e nasceram não tivessem de equacionar uma fuga em massa, para cúmulo sendo designados como retornados, como se a pigmentação da sua pele os impedisse de ser africanos e lhe determinasse um destino biológico de retorno a uma Europa que muitos deles nunca tinham pisado.

Selectividade católica

10 Dezembro, 2013

No Prós e Contras de ontem, o professor Freitas do Amaral disse que “a culpa é da Alemanha”. Num programa que pretendia analisar o papel do papa numa sociedade habituada à abundância dos outros, é incrível como o ênfase é dado ao “livrai-nos do mal” por desvalorização ao “não nos deixeis cair em tentação”.

Tea Party português

9 Dezembro, 2013

Daniel Oliveira, na sua senda revolucionária do bem, escreve hoje sobre a legitimidade da luta armada pela causa democrática. Segundo o autor, “a legitimidade do uso das armas para impor a democracia e erradicar um regime ilegítimo não é matéria de discussão e é improvável que Portugal a pusesse em causa”. Esta cedência de Daniel Oliveira ao Tea Party e a sua defesa da Segunda Emenda, como forma de defesa da Constituição – que Daniel Oliveira também defende – é louvável:

A well regulated Militia, being necessary to the security of a free State, the right of the people to keep and bear Arms, shall not be infringed.

Portugueses: a união é necessária. Só com o vosso patriotismo poderemos assegurar o triunfo da bondade. O consenso já esteve mais longe.

Traumatismo ucraniano(*)

9 Dezembro, 2013

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(*) Piada lida no Facebook.

Revisionismo

9 Dezembro, 2013

Na campanha em curso para colocar Cavaco ao lado dos defensores do apartheid muito melhor que a história das moções que Portugal votou e não votou (como é óbvio votaram-se as moções que pediam a liberdade para Mandela e condenavam o apartheid e não se votaram as que sancionavam a violência) é o telefonema que no final de Setembro de 1989 o então primeiro-ministro Cavaco Silva terá feito segundo alguma imprensa de então para De Klerk por causa de três políticos portugueses que viajavam num avião que caiu na Jamba e foram levados para um hospital militar em Pretória, na África do Sul, país que à época era objecto de um bloqueio diplomático por causa do apartheid. Ou agora vamos fazer de conta que João Soares, Rui Gomes da Silva e Nogueira de Brito foram levados para a prisão onde se encontrava Mandela e não para um hospital militar onde foram tratados?

Surpresa!

8 Dezembro, 2013

Não haverá certamente detetive mais improvável do que Rico, um rapaz de oito anos que sofre de um ligeiro autismo. Rico tem algumas dificuldades de aprendizagem e não consegue distinguir a esquerda e a direita, mas é um génio no que toca a reparar em pormenores que mais ninguém vê. Um dia, Rico conhece Oskar e rapidamente os dois se tornam amigos. Oskar é superinteligente, mas precisa da ajuda de Rico para ultrapassar os seus maiores medos. E, quando desaparece subitamente e se descobre que foi vítima do raptor que anda a levar as crianças da cidade, ambos vão ter de se tornar dois aventureiros destemidos e desvendar este mistério com muito humor e astúcia.

Número de páginas: 176; Preço: 9,90 euros; Público-alvo: 10 aos 14 anos

O Malomil leu e eis o que encontrou:

(pp. 18-19): “Quando entrei estava a mãe no corredor, em frente do espelho dourado com muitos anjinhos bochechudos. Trazia vestida uma T-shirt azul-celeste, que tinha puxado para cima até ao queixo, e olhava preocupada para o peito, sabe-se lá há quanto tempo. Vi reflectida no espelho a sua preocupação”. “Muitas pessoas, principalmente os homens, olham muito para a mãe. É claro que na rua ela não anda com a T-shirt subida, mas mesmo assim tem um look muito fixe. Usa sempre saias muitíssimo curtas e justas e um top muito pequenino com um grande decote. Leva sandálias a condizer, prateadas ou douradas, com tirinhas e saltos altos. Os cabelos louros soltos e compridos e lisos, e além disso uma quantidade de pulseiras e fios e brinco que cintilam e tilintam. Do que eu mais gosto é das unhas dela, muito compridas. A mãe todas as semanas cola uma coisa diferente nas unhas, por exemplo peixinhos fluorescentes ou uma joaninha em cada unha. Ela diz sempre que há imensos homens que apreciam isso e é por essa razão que tem tanto sucesso no seu trabalho.”
 “– Mais cedo ou mais tarde vão acabar por ficar descaídas – disse a mãe dirigindo-se à própria imagem e a mim. – Dou-lhes mais dois, três anos, e depois vão ser vítimas da força da gravidade. A vida é um maldito calendário com folhas de arrancar. (…)
 – E então? – perguntei.
 – E então é esse o problema – respondeu a mãe com firmeza. – Afinal, é isto a minha fonte de rendimentos. – suspirou, voltou a puxar a T-shirt para baixo e virou-se para mim. – Como correu a escola?” Mas há mais

O que aprendemos este fim-de-semana

8 Dezembro, 2013
  1. Sanções económicas a países com problemas sociais, políticos e raciais é uma boa ideia;
  2. Invadir países ou fornecer armas a rebeldes é boa ideia desde que com isso se libertem presos políticos que se venham a revelar fofinhos;
  3. Cavaco Silva só faz asneiras;
  4. Soares, como presidente, nada fazia para contrariar as asneiras do primeiro-ministro, mas;
  5. agora já faz sentido que o presidente faça algo para contrariar o governo;
  6. Tudo o que corre bem é da responsabilidade “da esquerda”; tudo o que corre mal é da responsabilidade “da direita”.

Não se aguenta!

8 Dezembro, 2013

A exaltação com o melhor sol do mundo,  a melhor dieta do mundo (ó senhores ainda há poucos anos o caldo de feijão era um sinal da pobreza e do atavismo salazaristas!), mais o fado a que para nossa desgraça se há-de juntar o “cante alentejano” como património imaterial! Mas que mal fizemos a Deus para termos esta vida de festival de cinema em que hoje se homenageia o que no passado se anatemizava?

Um dia vamos lembrar-nos disto

8 Dezembro, 2013

Enquanto a Europa vive em êxtase místico com o Papa Francisco na América latina cresce o fanatismo anti-católico. Via Corta-fitas ficou a conhecer-se esta performance com queima da efígie do Papa que parece uma festa tribal  levava a cabo por uns seguidores do Robespierre

Este video passou praticamente ignorado – supõe-se o alarido se o alvo tivesse sido uma mesquita? Mas admitamos que o desatenção se deve ao facto de tudo isto acontecer na distante Argentina. Contudo a América Latina começa a exportar estes fanáticos para bem próximo de nós. Aqui ao lado, em Espanha,  o Comando Insurreccional Mateo Morral que levou a cabo atentados em duas igrejas conta com a presença de cidadãos chilenos.  A desatenção nestas matérias costuma sair cara.

Juntar os pontinhos

8 Dezembro, 2013
Venezuela em pontinhos

Um país em forma de coração tem muito amor para dar

A Imaculada Conceição é um dogma católico e celebra-se a 8 de Dezembro.
A Lealdade e Amor ao Comandante Supremo Hugo Chavez e à Pátria é um dogma venezuelano e celebra-se a 8 de Dezembro.

Cerca de 90% dos venezuelanos consideram-se católicos: é juntar os pontinhos.

Precisa-se: professor para sindicato de professores

7 Dezembro, 2013

A prova de acesso à função pública para professores é desnecessária e pode ser substituída por um dia como treinador de futebol.

spzn

Manual de Apoio ao Professor Desempregado – SPZN
(texto recomendado e muito actual, também aplicável a astronautas desempregados).

As causas próprias dos activistas de causas

6 Dezembro, 2013

A culpa não é dos média: os activistas das várias “opressões” é que têm acesso privilegiado aos meios de comunicação pelo motivo principal de serem, eles próprios, parte integrante do ecossistema das redacções.

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Vazio

6 Dezembro, 2013

Na reacção mediática à morte de Mandela nota-se além da admiração por um grande líder muita da expiação da culpa do homem branco. Mas não só.  Existe subjacente uma enorme inquietação em torno de África pois o que a figura de Mandela na sua excepcionalidade torna evidente é a falta de lideranças democráticas em África. As opções de Mandela são excepcionais num continente em que à excepção de Mandela e pouco mais atrás de cada libertador sugiu um déspota corrupto. Em que estados que iam ser um exemplo para humanidade (a Guiné Bissau, por exemplo) se tornaram em não estados, tiranias e cleptocracias. Em que alguns dos velhor líderes que este ocidente incensou como libertadores acabam mortos, com as suas famílias humilhadas sem que nenhum dos antigos admiradores os lamente  e em que  a nova geração de líderes não augura nada de muito promissor. A começar pela própria África do Sul. Simbólico deste mau momento que se vive em África: no mesmo dia em que Mandela morreu o Conselho de Segurança da ONU autorizou uma operação militar francesa na República Centro-Africana.

 

Cambada de malandros

6 Dezembro, 2013

MARIO NOGUEIRA

“Vamos continuar a combatê-los até eles irem para a rua, que isto é uma cambada de malandros e não estão para aqui a fazer nada.”

(via Delito de Opinião)

Nota: vou seguir o conselho de Nogueira começando por comentários em blogues.

Só faltava este

5 Dezembro, 2013

Era previsível. Por algum motivo tinha omitido este gráfico no post anterior. Só tenho a agradecer aos professores da escola pública que são contra o cheque-ensino o zelo para que as nossas escolas privadas não sejam estragadas com ideias tontas de igualdade de oportunidades. Tenho também a agradecer todos os posts de detractores do cheque-ensino o zelo demonstrado na superioridade da escola pública. Como se vê, as pessoas não podem ter liberdade de escolha que isso estraga tudo. Estes neoliberais são uns líricos.

pt-swe-publico-privado

Musicalmente falando o socialismo já viveu melhores dias

5 Dezembro, 2013

PISA congelada em gráficos (PT-SUE)

5 Dezembro, 2013

Podem continuar a escavar. Podem questionar escalas. Podem progressivar rodopiando. A discussão resume-se a 4 gráficos (têm todos a mesma escala). Vamos devagarinho: xenofobia em sueco diz-se främlingsfientlig. Ler mais…

O pontapé do Marco

5 Dezembro, 2013

Na doideira que se apossou das redacções em que cada manifestação é uma espécie de reality show e em que a cada desfile anunciado  os jornalistas entram no síndroma do pontapé do Marco no Big Brother, o cerco ao parlamento é o novo momento mais ansiado: um dia alguém vai invadir o parlamento, um dia alguém vai cercá-lo (outra vez), um dia alguém… Assim hoje estamos no “cerco”. A FENPROF convocou uma manifestação para esta tarde e os tambores já se ouvem:

Rádio Renascença: A Assembleia da República vai ser “cercada” esta quinta-feira. O protesto é dos professores, que querem ver anulada a prova de avaliação exigida a todos os contratados que queiram dar aulas e tenham menos de cinco anos de serviço.

TVI24: Professores fazem «cerco ao Parlamento»

TSF:Professores fazem hoje «cerco ao parlamento»

Na ligeireza que vai nas cabecinhas de quem em cada ameaça de violência só vê  mais não sei quantas horas de directo baratinho, baratinho, engraçadinho, engraçadinho… o cerco ao parlamento é o ansiado pontapé do Marco.

O Quinto Império deve explicar isto

5 Dezembro, 2013

Grande indignação vai na pátria com o facto do Correio da Manhã ter noticiado a vida fiscal da mãe de José Sócrates. Realmente ser mãe de político não é cargo político embora o mesmo segundo as suas declarações viva de  empréstimos bancários e dos rendimentos dessa mesma mãe  o que dá a este caso contornos muito particulares. Curiosamente entre os indignados  com a divulgação da vida fiscal da mãe de Sócrates não me lembro de ter visto alguém chocado com a divulgação dos investimentos da filha de Cavaco Silva.

Post fofinho

5 Dezembro, 2013

makeshift-housing-in-phillipines-1Portugal era um país de pessoas rudes, broncas, incultas, até desagradáveis. Não se lavavam e as longas unhas, usadas para descascar limões, permitiam antever a degradação do fétido esgoto a que chamavam lar. A educação era uma desgraça, ninguém sabia ler e, consequentemente, não havia qualquer médico ou endireita que resolvesse maleitas. A única cura para o pé-de-atleta consistia na esfrega de meia bravo de esmolfe na área atingida e duas dúzias de ovos entregues ao senhor cura. As pessoas duravam 20 (talvez 22) anos antes de serem consumidas pelo escorbuto, nos raros casos em que sobreviviam à sífilis da infância. Não havia nada, era a degradação total do jugo opressor e inópia atrípede da falta de sapatos. Os professores davam aulas em galinheiros e as duas crianças que completavam a escolaridade obrigatória só sabiam nomes de rios e duas vogais. A mulher, oprimida, mal paria cavava o árido solo de onde desabrochavam meras arbúteas, maná para o aquecimento das famílias de dúzias após a tripla destilação. Todos eram alcóolicos e nem um restaurante havia no Bairro Alto. Era assim em 2004.

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Mais xenófobos aqui?

4 Dezembro, 2013

Alunos oriundos da imigração que se situam abaixo do “Nível 2” em matemática no PISA 2012 não excedem os 16% na Austrália ou no Canadá mas atingem 43% na França e, globalmente, mais de 40% apenas na Áustria, Finlândia, Itália, México, Portugal, Espanha e Suécia — Le Figaro

Maiores problemas têm as crianças da Turquia, países árabes e da ex-Jugoslávia. Assim, áreas metropolitanas com maior proporção de imigrantes como Berlim, Renânia do Norte-Vestfália ou as cidades estado de Hamburgo e Bremen têm piores resultados que a Bavária ou a Turíngia. — Josef Kraus – Presidente da Associação de Professores Alemães

Originais:

La proportion d’élèves issus de l’immigration se situant sous le «niveau 2» en mathématiques lors du cycle Pisa 2012 ne dépasse pas 16% en Australie et au Canada mais atteint 43% en France et globalement plus de 40% uniquement en Autriche, en Finlande, en Italie, au Mexique, au Portugal, en Espagne et en Suède. — Le Figaro

“Die größten Probleme haben jedoch Kinder aus der Türkei, aus den arabischen Ländern und aus dem ehemaligen Jugoslawien.” Deshalb schneiden insbesondere Ballungsgebiete mit hohem Ausländeranteil wie Berlin, Nordrhein-Westfalen oder auch die Stadtstaaten Hamburg und Bremen deutlich schlechter ab als Bayern oder Thüringen.  — Josef Kraus – Präsident des deutschen Lehrerverbands

Blasfémias Wednesday Quiz.

4 Dezembro, 2013
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Guess who:

  1. Isto vai dar violência.
  2. Deus queira que isto não dê em violência.
  3. Paulada neles.
  4. Vamos debater: porque é que não lhes batem?
  5. Il y a une nouvelle narrative.
  6. A questão não é essa.
  7. Candidato, eu?
  8. Bebam uma Superbock que a euforia passa.
  9. O governo não tem condições para continuar.
  10. O governo não tem condições para continuar.
  11. 120 milhões de portugueses estão contra este governo.
  12. Vamos unir. Unam-se a mim.
  13. Vou-me embora. Não sei se vou. Fico.
  14. Salva-me a reforma, Joaquim.
  15. Ignorantes. Não percebem nada do stream dinâmico do multiplicador.
  16. Nós é que dizemos o que é que a troika nos pode exigir para nos emprestar dinheiro.
  17. Sou o verdadeiro socialista. Pum, pum!
  18. Já não há crianças, venha a nós.
  19. Vão todos fazer uma prova. Metade. Uns quantos.
  20. Schiuuu…. Não os incomodem. Ainda é cedo.
  21. …vírgula, governo mau
  22. Podem fazer, mas tem que ser de outra maneira.
  23. Estou aqui. Posso ser candidato? Aqui! Aqui! Na explanada do John Bull. Aceito. AQUIIIII!
  24. Corrupção. PPP. Corrupção. Desgraça. Drama. Corrupção. PPP.

liberdade académica

4 Dezembro, 2013
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Em comentário ao meu post sobre a Universidade Católica, o Embaixador Francisco Seixas da Costa chamou-me a atenção para o facto de me ter esquecido de referir que ele dissera também, no mesmo post que comentei, que “a UCP é indiscutivelmente uma das melhores universidades portuguesas”. Fica aqui, então, o reparo pedido, embora o artigo do Embaixador estivesse devidamente linkado no meu post anterior, para que qualquer interessado o pudesse ler integralmente.

Não se tratou, todavia, exactamente de um esquecimento, mas apenas de realçar aquilo que, a meu ver, merecia destaque no texto de Seixas da Costa: a sua manifestação de estranheza, causada pelo facto de uma Universidade Católica (qualificação que lhe mereceu mesmo reservas, sob a forma de interrogação no próprio título do seu post) permitir que “muita da “produção” saída da sua linha de montagem académica, nas últimas décadas” promova “obsessivamente” um dito “liberalismo económico radical”, em detrimento do que o Embaixador parece entender que deveria ser a matriz ideológica da Universidade, a doutrina social da Igreja.

Ora, porque numa Universidade não se limita, por definição, nenhum tipo de conhecimento científico, menos ainda a sua “produção”, é que estranhei o teor do texto do Embaixador Seixas da Costa. O que seria verdadeiramente bizarro era que a UCP impedisse, limitasse, ou por qualquer forma controlasse, a produção intelectual e científica do seu Instituto de Estudos Políticos, que julgo ser o principal visado nesta polémica, ou de outra unidade orgânica qualquer, em nome de uma doutrina que, possa embora caracterizar parte do pensamento contemporâneo da organização sua instituidora, jamais deverá determinar a pesquisa e “produção” científica da Universidade instituída. A ideia de liberdade académica não se compatibiliza com filtros censórios de espécie alguma, e quando uma Universidade os põe em prática, ainda que em nome de princípios e valores, deixa de o ser.

Por fim, não pretendendo entrar no mérito científico dessa tal “produção” académica eivada de “liberalismo económico radical”, que o Embaixador Seixas da Costa critica e parece considerar fora da tradição cultural da Igreja Católica, aproveitaria apenas para acrescentar que, se calhar, as suas raízes não estão assim tão distantes dessa herança. Refiro, a propósito, as obras dos principais autores da Segunda Escolástica, Molina, Suarez, Vitoria e Mariana, entre outros, que foram professores em Salamanca, Coimbra e até em Évora, Universidades onde ensinaram algumas coisas que não andariam muito longe desse tal “liberalismo económico radical” dos nossos dias. O mais “radical” de todos, sem dúvida Juan de Mariana, chegou até a estar preso, aos 73 anos, por ordem de Filipe III, graças às fortes críticas que fez à quebra da moeda determinada pelo seu rei e às consequências inflacionistas dessa política.

Não é, contudo, é neste ambiente intelectualmente persecutório de “liberais economicamente radicais”, ainda que sem pôr ninguém a ferros, que deve viver uma Universidade nos nossos dias. Pois não, caro Embaixador Seixas da Costa?

Calma, a hipertensão mata

4 Dezembro, 2013
Não é preciso perdermos a compostura, Paulo Guinote.

Não é preciso perdermos a compostura, Paulo Guinote.

O Paulo Guinote pode chamar xenófobo a quem quiser. Até simpatizo com o jeito marialva com que funcionários públicos “mandam catar” os contribuintes que os suportam, uma espécie de direito adquirido pela verdadeira especialidade em escalas lineares de gráficos adquirida a ensinar História a miúdos de 10 anos. A perspectiva dos professores é sempre interessante e deve ser tida em linha de conta; no entanto, o meu artigo tão incompreendido não passa de uma pequena reflexão sobre os efeitos da emigração nos resultados do PISA, algo que esses xenófobos da OCDE parecem também permitir.

O polvo decidiu, está decidido

4 Dezembro, 2013

Faça-se a vossa vontade, povo; e por “povo” quero dizer “gente que perdeu as eleições”.

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a católica em queda livre

3 Dezembro, 2013
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Na mesma semana em que Francisco Seixas da Costa vitupera o “liberalismo económico radical” da Universidade Católica Portuguesa, preocupadíssimo que está com a perda da identidade profunda da doutrina social da Igreja naquela instituição, e que Daniel Oliveira arrasa os “imberbes liberais de João Carlos Espada”, Director do Instituto de Estudos Políticos dessa mesma Universidade, a sua Escola de Gestão, certamente um viveiro de muitas dessas perniciosas ideias, foi distinguida, pelo Financial Times, como uma das 25 melhores da Europa. Provavelmente, se entregue à escola económica do Professor Louçã ou ao franciscanismo do Padre Melícias, a Escola de Gestão da Universidade Católica Portuguesa teria ficado colocada entre os primeiros cinco lugares do ranking. Uma pena e um prejuízo irreparáveis.

afinidades capilares

3 Dezembro, 2013
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Daniel Oliveira escreveu hoje, no Expresso, um interessante artigo sobre um tema que ele conhece bem: o fanatismo ideológico. No caso, Oliveira atira-se à “imberbe pandilha” orientada por “João Carlos Espada, olheiro da jovem fauna liberal”, gente “sem qualquer experiência política relevante” a quem ele atribui todas as desgraças da pátria. É compreensível que Oliveira pense assim. Em matéria de fanatismo, ele sempre preferiu a fauna de barba rija da extrema-esquerda, controlada por olheiros como Francisco Louçã, a cuja vasta experiência política a pátria tanto ficou a dever. A dever sobretudo ao estrangeiro, não só graças à genialidade da extrema-esquerda de abundante capilosidade, que escavacou a economia portuguesa nos idos da segunda metade da década de 70, como também ao brilhantismo de uma certa esquerda mais escanhoada e de barba aparada nos melhores coiffeurs parisienses, que recentemente, no governo, soube honrar os pergaminhos desenvolvimentistas dos seus heróis do passado. Esquerda essa à qual, de resto, Daniel Oliveira parece desejoso de se encostar. As afinidades capilares são implacáveis.

Esclarecimento: Fonte da Telha de Malmö

3 Dezembro, 2013

Parece que há dúvidas em relação ao meu último post. É natural. Eu reformulo:

  • Se os rankings das escolas públicas portugueses podem ser explicados por questões sócio-económicas, não faz sentido que um progressista de Malmö utilize o mesmo argumento para o PISA?

Reformulo outra vez:

  • A Suécia tem Fonte da Telha?

É continuar a PISAr o elefante na sala

3 Dezembro, 2013

Hoje ou amanhã vão dizer que o PISA da Suécia cai por causa do cheque-escola.

Ontem diziam que os rankings das escolas portuguesas estão errados porque não permitem aferir as “condições sócio-económicas” das famílias.

Ninguém vai referir isto:

suecia-imigrantes