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A farsa do ano

31 Dezembro, 2020

O Euromomo é um sistema de monitorização da mortalidade em diferentes países europeus com o objetivo de detectar e medir, em tempo real, o número em excesso de mortes relacionadas com a gripe, pandemias e quaisquer outras possíveis ameaças à saúde pública.

A monitorização da mortalidade (e suas variações) é uma ferramenta básica fundamental para gestão de saúde pública e tida como a forma mais robusta de avaliar a progressão da pandemia e o seu impacto na saúde das populações, dotando os decisores e autoridades de cada país dos dados necessários para formular estimativas e estabelecer prioridades de resposta dos serviços de saúde.

Na imagem abaixo apresentam-se os Z-Scores que são parâmetros de desvio-padrão que permitem a comparação da mortalidade entre diferentes populações e períodos de tempo. Ou seja, na ilustração, algum registo que esteja acima da linha tracejada a vermelho é considerado um evento com significado estatístico, sendo tudo o resto “normal”.

Assim, com base no que está acima, identifica-se algum padrão ou correlação relevante entre as medidas e/ou recomendações das diferentes autoridades locais, nomeadamente no que respeita a confinamento/não-confinamento; máscaras/não-máscaras; restrições adoptadas cedo/restrições adoptadas tarde; viagens/não-viagens; ajuntamentos/não-ajuntamentos?

Chegados a 31 de Dezembro concluo que as “acções” dos governos são largamente ineficazes no suposto controlo da covid19. Negar esta evidência, é não reconhecer que esta ineficácia foi a maior farsa de 2020!

Brexit: a falácia do comércio entre países

30 Dezembro, 2020


Só um obtuso socialista ou um lírico colectivista poderá achar moralmente defensável a intervenção do Estado no sentido de alterar ou corrigir padrões de comércio internacional.

De como burocratas usam registos contabilísticos para formular juízos de valor negativos sobre relações comerciais voluntárias entre indivíduos e, portanto, mutuamente benéficas.

O meu video de hoje:

SOS: Mulheres e crianças primeiro!

30 Dezembro, 2020

As imagens que vão chegando às televisões, aos vários instagrams e restantes redes de vaidade de médicos e enfermeiros mostram claramente como funciona este país: em caso de naufrágio de um navio, o comandante é o primeiro a abandonar o barco.

A trágica esperança do Zé

28 Dezembro, 2020

O Zé presenteou os familiares no Natal com compotas caseiras no quintal de cada um. Agora, lá vai o Zé tomar a vacina. Quando de lá sair, completamente revigorado, virá rapidamente para casa com a sua máscara colocada para respeitar o recolher obrigatório plenamente convencido de que está imune à doença desde que continue a rejeitar qualquer convívio com amigos e familiares e continue a lavar as mãos com after shave para não coçar o olho.

A vida do Zé não mudou absolutamente em nada. Continua “em teletrabalho” na Playstation. A mulher do Zé continua em teletrabalho no site onde mulheres se despem para outros teletrabalhadores. Continuam sem sair de casa e as cidades continuam livres de turistas – graças a Deus, que há mileniais influencers do partido que precisam de casa acessível no centro. Os filhos do Zé continuam sem saber se vão ter escola no dia seguinte ou se o professor vai meter a terceira “quarentena preventiva” do ano. Ninguém sabe quando volta a entrar no país depois de passar uma fronteira, pelo que ninguém sai do país (e ainda bem: iam lá para fora contaminar inocentes?). Começa a construção do TGV para não ficarmos fora da linha transeuropeia de ferrovia. No entanto, o Zé está satisfeito. O Zé salvou o planeta do vírus porque tomou a vacina.

Lá para o fim do Inverno, o Zé dará um tiro nos cornos. Mais um que morrerá de covid sem tempo para ver o novo aeroporto de Lisboa.

Carta a um Pároco do Porto

27 Dezembro, 2020

Estimado Padre J. S.,

Escrevo-lhe esta mensagem porque no seguimento da missa a que assisti esta manhã na igreja da Paróquia por que é responsável fiquei com a sensação de que na casa de Deus passou a mandar a ministra da Saúde e que o Missal foi substituído pelo manual da Direcção-geral de Saúde.

Afigura-se para mim incompreensível a razão de o celebrante que preside à missa esteja em permanência com a máscara cirúrgica colocada. A menos que o senhor padre esteja infectado com alguma doença respiratória, o afastamento a que se encontra o altar das primeiras pessoas sentadas na assembleia assegura por um factor superior a 10 a distância recomendada pela DGS.

Numa missa em que a maioria dos presentes são idosos, ao contrário da virtude que este excesso de zelo procura demonstrar, tal procedimento é altamente contraproducente, pois ao invés de transmitir racionalidade e segurança nas normas sanitárias a adoptar, instala o medo e receios infundados nos mais frágeis que aliás são mais vulneráveis à desinformação e menos aptos a obter informação de qualidade sobre o tema.

Por outro lado trata-se de um desrespeito que deveria ser evitado para com os mais idosos, porque à já sua natural dificuldade de audição por via da idade avançada, a máscara perturba de forma acrescida a percepção daquilo que é dito. Adicionalmente tal situação revela uma infantilização de pessoas adultas que durante a sua já longa vida passaram por experiências e contactos com doenças e vírus tão ou mais perigosos do que a covid19 e sabem melhor do que ninguém ponderar os riscos da doença e a sua responsabilidade enquanto membros da comunidade.

Gostaria ainda de referir que o exagero das normas sanitárias adoptadas pela paróquia é a meu ver também um desrespeito pelas gerações futuras, porque no egoísmo de querer transmitir a ideia de que deveremos evitar a todo o custo o contacto e exposição com patogénicos de uma doença com 99,9% de taxa de sobrevivência, fará com que as defesas biológicas dos nossos filhos e netos venham a ser mais débeis e vulneráveis.

Ainda uma nota lateral sobre o uso de álcool-gel. Podendo ser discutível a utilidade de distribuição deste produto à entrada da igreja, é no entanto além de ridícula, mais uma vez, contraproducente, a utilização do álcool por cada Leitor sempre que se dirige ao púlpito. A única situação em que se entenderia como razoável a utilização de gel desinfectante seria após a distribuição da Comunhão. Curiosamente, a menos que tenha sido falha de atenção minha, foi a única altura em que tal cuidado não se verificou…

Entenda pf o Padre J. S. estes comentários como críticas construtivas de alguém que tem expectativa que uma Paróquia e uma Diocese sejam exemplos de manifestação de Fé e obediência a Deus e não de servidão a políticos e a burocratas.

Votos de Santas Festas!

T.

Porto, 27 de Dezembro de 2020

Primeiro as tendas, agora os faquires

27 Dezembro, 2020

O circo chegou ontem à cidade. Acompanhado de uma escolta policial daquelas que só servem para estragar ajuntamentos de minorias brancas, católicas e subservientes aos caprichos do governo, o dia de hoje prometia um fandango permanente de faquires prontos a serem espetados perante câmaras de televisão.

O dia de hoje não está a desapontar. Já vi 87 injecções em indivíduos daqueles que usualmente criticariam mulheres que posam para revistas masculinas, mesmo que recebam para isso. Ao que consta, ninguém lhes pagou para o papel de urso que estão a fazer, pelo que o Entroncamento se tornou no epítome de normalidade.

Chegou o Graal, palavra do senhor Costa. Mas nada temam: continuará a haver recolher obrigatório, açaime não-facultativo e palhaçada televisiva enquanto decorre 2021, o ano da tão desejada igualdade entre os inúmeros desempregados pela psicose colectiva.

O presépio da Torre Bela ou o triunfo dos javalis

27 Dezembro, 2020

No Portugal, presépio pagão de renas, luzes e bolas, a carrinha das vacinas foge dos buracos na estrada mas viaja com escolta de aparato e a morte dos javalis choca mais que a dos velhos.

Em 1975 a enxada era da cooperativa. Em 2020, ninguém quer saber de enxadas. Aliás em 2020 antes de se usar a enxada há que analisar se a enxada tem as dimensões homologadas, se a enxada veio acompanhada dos respectivos selos e se o vendedor e o utilizador da enxada têm a sua situação fiscal regularizada.

Na Torre Bela de 1975 a caça era do povo e a GNR reaccionária. No presépio da Torre Bela 2020 em que Portugal se tornou  a GNR anda de dia com colete à prova de bala por temor das represálias (de quem?).

Eu sou desse tempo

26 Dezembro, 2020

Eduardo Cintra Torres: «Eu sou do tempo em que dizia Graça Freitas que o vírus da China não havia de cá chegar. Eu sou do tempo em que ela dizia que as máscaras davam uma falsa sensação de segurança.

Eu sou do tempo em que ainda se podia dizer que o vírus é chinês de origem.

Eu sou do tempo em que Costa não queria confinamento e os portugueses fizeram-no.

Eu sou do tempo em que Marcelo e Costa diziam que Portugal foi um milagre Covid e que íamos todos ficar bem


Natividade: uma viagem pela Liberdade

25 Dezembro, 2020

Reproduzo aqui algumas passagens do meu artigo de hoje no Observador:

A gestão da resposta à Covid19 tem sido uma demonstração clara de tudo aquilo que não deveria acontecer em saúde pública.

Convém também referir que este hedonismo é típico de abastados, afluentes ou de quem tem rendimento directa ou indirectamente garantido pelo Estado. Estes têm um custo de oportunidade significativamente mais baixo em defender restrições acrescidas no âmbito da covid19 e daí que permitam a destruição massiva que os Governos impõem à economia e, paradoxalmente, reclamem ajuda do Estado para sairmos da calamidade em que vamos mergualhando. A obsessão com o imediato e o efémero, a vertigem egocêntrica e o menosprezo pelo tempo futuro são, infelizmente, atributos de um delírio dominante…

Por isso, a escolha é sua: renda-se à suposta segurança da tirania covidesca ou liberte-se por uma vida com risco, mas moral.

O artigo completo pode ser lido aqui.

Uma versão em video com algumas adaptações de oralidade pode ser visto no Youtube, aqui.

O homem da bicicleta, eis o novo rei da cidade

23 Dezembro, 2020

Os peões ou estão devidamente sentados ou circulam lá longe. A cidade é das bicicletas!!! O Código da Estrada não se aplica aos ciclistas. Os peões, entricheirados entre os automóveis e as ciclovias, já nem aos passeios têm direito.

Eric Clapton e Van Morrison

20 Dezembro, 2020

Pedro Passos Coelho sobre casos SEF e TAP

18 Dezembro, 2020

Excertos da intervenção na conferência de hoje de celebração dos 150 anos do nascimento de Alfredo da Silva, fundador do Grupo CUF:

Jag bor i Reguengos de Monsaraz

18 Dezembro, 2020

Nos meios de comunicação social Portugueses, a ideia que passa é esta:

Entretanto consta que António Costa e Marta Temido mandaram de imediato instaurar um rigoroso inquérito sobre a situação dos lares de idosos na Suécia.

A confinada Graça Freitas mandou entretanto publicar todos os dados referentes ao número de casos covid19, internamentos e mortes com origem em estabelecimentos para idosos entre Kiruna e Trelleborg.

As autoridades portuguesas alertam ainda para a necessidade de se apurar as causas do excesso de mortalidade dos grupos etários mais idosos neste país escandinavo.

Por esclarecer fica também a razão de a Suécia ter uma esperança de vida superior à portuguesa e uma população em crescimento, pelo que o chefe do governo português não deixará de abordar o tema junto do seu homólogo sueco na próxima reunião da Internacional Socialista de que ambos fazem parte.

Da absoluta falta de vergonha

17 Dezembro, 2020

Francisco Ramos acusa Associação de Farmácias de ter sido “obstáculo” na vacina da gripe A exclusão das farmácias da primeira fase de vacinação contra a covid-19 foi justificada pelo coordenador da ‘task-force’ com o “erro” na vacina da gripe, acusando a Associação Nacional de Farmácias (ANF) de ter sido “obstáculo” ao sucesso

Há décadas que os portugueses se vacinam nas farmácias contra a gripe sem problemas . Este ano o ministério da Saúde quis chamar a si e aos centros de saúde essa tarefa. O resultado foi um falhanço estrondoso. O que diz o coordenador do plano de vacinação Covid e gestor do Hospital da Cruz Vermelha? que a culpa é das farmácias. Temos futuro ministro do governo0 socialista

O dilema das compras de Natal

16 Dezembro, 2020

Na sequência da patética conferência de imprensa de ontem do subdirector-geral de Saúde, apresentei no vídeo de hoje o dilema económico dos presentes de Natal.

As prendas são também sinais e, por isso, em tempos de paranoia covidesca incentivo a que se celebre a Ceia de Natal em família.

O video está aqui:

Tem a mona toda em geleia

16 Dezembro, 2020

Pelo que consegui perceber das declarações do senhor de bigode, aquele com uma dicção afectada de gays da velha guarda – não que tenha mal algum, atenção, que eu até tenho amigos que são -, é suposto entregarmos compotas e geleias em jardins e vãos de escada à hora de almoço em vez de ao jantar porque o vírus só ataca depois do chá das cinco.

Uma coisa já se conseguiu provar: coronavírus afecta mesmo a pinha de algumas aves raras das que temos a fortuna de nos regularem, lá de cima, enquanto pairam sobre as nossas cabeças.

Vamos deixar-nos da obscenidade de “A mãe é uma mulher, o pai é um homem”

16 Dezembro, 2020

Os bebés como toda a gente sabe são trazidos pelas cegonhas e distribuídos equitativamente pelas autoridades competentes mediante inscrição prévia e prova de situação fiscal regularizada

E as cegonhas, já pensaram nas cegonhas?

15 Dezembro, 2020

Observador: “A mãe é uma mulher, o pai é um homem”, decreta a emenda à Lei fundamental aprovada esta terça-feira pela assembleia húngara. Parlamento da Hungria adota pacote legislativo anti-comunidade LGBTI

Desculpem mas não percebo: sob o manto do estigma do ser anti-comunidade LGBTI a realidade passou a ser proibida. De repente afirmar “A mãe é uma mulher, o pai é um homem” tornou-se interdito.

Francisco vs Cecília

14 Dezembro, 2020

Li que no CDS há quem pressione Cecília Meireles (CM) para abandonar o Parlamento para dar lugar a Francisco Rodrigues dos Santos (FRS), sendo que estas manobras palacianas têm a aquiescência ou são mesmo instigadas pelo presidente do partido.
Apesar de nunca ter sido votante do CDS, tenho sentimentos contraditórios sobre o tema.

É uma fanfarronice de FRS, um desrespeito pelos eleitores que quiseram CM como deputada e uma desconsideração pela autonomia dos eleitos. FRS deveria pelo menos disfarçar que entende a Assembleia da República apenas como uma agência de comunicação que lhe possa ser útil para não perder o poleiro no seu partido nem estar destinado a resultados eleitorais trágicos, mas apenas péssimos para o CDS nas próximas eleições. Acresce que freudianamente revela uma atitude muito similar à de António Costa, ao querer ganhar na secretaria aquilo que para o qual não teve talento de conquistar em votos, ou seja, para Francisco ser hoje parlamentar.

Por outro lado seria uma excelente oportunidade de ficar ainda mais claro aos olhos de todos a inanidade, falta de maturidade e impreparação de FRS para político de mediana craveira. Apesar de passar a estar no Parlamento não lhe seria ainda assim reconhecida qualquer autoridade relevante nem na sua própria agremiação nem muito menos no país. O efeito seria ainda mais humilhante pelo facto de estas características de Francisco ficarem expostas num hemiciclo cuja composição é, na grande generalidade, de medíocre qualidade.

Ao contrário de Cecília Meireles que não é a melhor deputada à Assembleia da República por comparação com os actuais ocupantes das bancadas, mas sim das melhores em termos absolutos e tendo por referência as últimas décadas de parlamentares que passaram por São Bento.

Num mês de Dezembro, há 16 anos

14 Dezembro, 2020

Jorge Sampaio corria com Pedro Santana Lopes que contava com maioria absoluta no parlamento. Alguém sabe exactamente explicar porquê? Ah já sei era o regular funcionamento das instituições posto em causa porque se demitira o Ministro da Juventude, Desporto e Reabilitação.

O péssimo não nos ilude

14 Dezembro, 2020

Nos últimos tempos tenho andado bastante alheado de crónicas. O factor mais relevante para esse afastamento é o desinteresse pela vida política nacional do último ano. Normalmente, criticar o governo é algo que faz sentido quando sentimos que conseguimos arranjar melhor, mas, nos últimos tempos, e apesar da catástrofe de dimensões bíblicas que é manter o PS do governo, não há qualquer outro que desejasse ver a desempenhar cargos de governação. Sinto-me como se a um paralítico em cadeira de rodas fosse dada como única alternativa de conforto a amputação das pernas: continuará em cadeira de rodas, só diminuirá inutilmente em volume.

Dir-me-ão que, decerto, nos novos partidos ou nos mais pequenos haverá gente que vale a pena apoiar, o que certamente será verdade. Porém, não sou dado a grandes batalhas épicas de David contra Golias, pois estas só são história nos raros casos em que o anão derrota o gigante, nunca nos incontáveis casos em que a natureza segue o seu curso e as coisas acontecem como têm que acontecer. Assim sendo, os culpados pelo meu desinteresse não são indivíduos como Cotrim Figueiredo ou André Ventura e sim os bonacheirões que tornaram o governo PS numa coisa semi-respeitável, ou, pelo menos, no mal menor. Refiro-me em específico à hibernação do PSD como partido de poder e à grande purga no CDS rumo à obsolescência. Enquanto estes dois não concluirem que têm nas mãos a criação da única base de alternativa ao governo PS – e refiro-me à base, não ao facto de virem a incluir as novas forças num bloco de apoio – não vejo alternativa a não ser participar na hibernação deste longo Inverno nacional. Enquanto assim for, que fique lá o Costa. É péssimo, mas, pelo menos, é um péssimo com o qual não nos iludimos.

direito de propriedade

13 Dezembro, 2020
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Às asneiras que este governo tem feito na TAP: O seu a seu dono, no Observador.

Acabar com o SEF para salvar o ministro? Ou será o PS?

13 Dezembro, 2020

O SEF é uma daquelas estruturas em que o poder é naturalmente socialista. Apenas circunstâncias inesperadas levavam um governo não PS a nomear um responsável pelo SEF mas rapidamente a normalidade era reposta. Com os governos de António Costa o SEF tornou-se uma espécie de porta giratória; os directores do SEF não fazem sequer dois anos no cargo. Sem contarmos com o agora nomeado José Luís do Rosário Barão, entre 2016 e 2020, o SEF teve quatro directores: António Beça Pereira, Luísa Maia Gonçalves, Carlos Moreira e Cristina Gatões. Que isso não tenha causada sobressalto é bem revelador da anomia que impera em Portugal. O anúncio de que o Governo pondera acabar com o SEF não pode passar entre o silêncio de uns e a cumplicidade de outros, tal como passou a mudança dos seus directores

Choradinho e Zappa

12 Dezembro, 2020

Leituras recomendadas.

De Henrique Pereira dos Santos:

E esse discurso do coitadinho aplicado à epidemia é, frequentemente, usado para me responsabilizar a mim pelas condições de trabalho de terceiros, como se fossem as minhas decisões sobre o Natal da minha família as responsáveis pelas doze ou mais horas seguidas de trabalho em condições extenuantes dos profissionais de saúde, e não as opções de Pedro Nuno Santos andar a brincar aos aviões com o dinheiro dos contribuintes, ou Marta Temido andar a ouvir o hino da Intersindical em vez de trazer os sectores privados para a resposta aos problemas de gestão do sistema de saúde.

É razoável e sensato que me digam para pensar bem de que maneira posso contribuir para gerir uma situação excepcional com o mínimo de custos, sobretudo custos injustos, para terceiros, e tenho toda a disponibilidade para adaptar o meu dia a dia a essa necessidade, mas choradinhos e chantagem emocional não, por favor, isso não é maneira de tratar as pessoas que, de maneira geral, até são bastante razoáveis e sensatas no seu dia a dia.

o texto completo aqui.

De Patrícia Fernandes:

(…) assenta na ideia perversa de que se alguém discorda da nossa opinião é porque está objetivamente errado. Se alguém apresenta argumentos que não colhem a nossa visão do mundo é porque tem um projeto oculto para nos enganar. Se alguém questiona a nossa noção de justiça é moralmente culpado.

Uma coisa é procurarmos desmontar informação falsa; coisa diferente é considerar como falsos argumentos com os quais não concordamos. Mas as fronteiras estão cada vez mais diluídas: para muitos bem-intencionados, os argumentos, os objetivos e o vocabulário usados ou são os seus ou o outro torna-se um alvo a abater. Para esses, o que realmente importa é não nos submetermos a uma opinião que nos desagrada ou não deixarmos que outros nos interpelem num sentido diferente do nosso.

O texto completo aqui.

O linchamento público da Dra. Margarida Oliveira – Médicos Pela Verdade

11 Dezembro, 2020

O que certos jornalistas (perdão, jornalixos) fizeram recentemente à Dra. Margarida Oliveira que lidera o Movimento “Médicos pela Verdade”, denuncia uma prática criminosa de deturpação de factos de forma intencional para linchar publicamente a imagem desta profissional e consequentemente arruinar-lhe a vida.

Num artigo do Público foi dito preto no branco o seguinte: “Co-fundadora dos Médicos pela Verdade receitou estratégias para enganar os testes à covid-19”. Supostamente o artigo terá tido por base umas mensagens a que o jornal Observador teve acesso, tendo a Dra. Margarida prontamente reagido remetendo o assunto para os Tribunais (leia aqui o direito de resposta).

A partir daqui, todos os jornalistas de outras plataformas seguiram o mesmo modus oprerandi amplificando o boato sem sequer investigar a veracidade da notícia avançada, fazendo proliferar a mentira abrindo até telejornais em horário nobre.

Porém, o que não é dito é que o jornalista infiltrado TRUNCOU as mensagens publicando só partes para assim poder espalhar a narrativa que lhe interessava: que a Dra. Margarida estava a ensinar a ludibriar o teste à C0V1D. Bem vindos ao “novo normal” da desinformação culposa da comunicação social.

Acontece que os factos revelam outra versão: a Dra. Margarida nunca em momento algum esteve a dar uma receita para contornar o teste. É FALSO.

Ao analisar TODO o conteúdo da conversa a que tive acesso (tenho na minha posse o ficheiro inteiro), podemos verificar que é dito que o teste é sensível a matéria morta do vírus e por isso dá falsos positivos. Que se for feita uma lavagem às fossas nasais antes de se fazer um teste, os resíduos de vírus morto são expelidos e que, portanto, se estiver mesmo infectado vai dar positivo, caso contrário, não. Veja aqui: Ler mais…

O porquê deste silêncio

11 Dezembro, 2020

Em torno do assassínio de Ihor Homenyuk no aeroporto há sempre a sensação de que nos escondem qualquer coisa. Não, não é a morte, a tortura, a brutalidade… Há mais. Há um algo que se amalgama no silêncio. Uma espécie de muro em que chocam perguntas como as formuladas a

4 de Junho por Zita Seabra: Muitas questões se levantam quando um cidadão que entra em Portugal com um visto de turista é torturado até à morte numa sala do aeroporto de Lisboa. Mas onde estiveram então as ONG’s e os activistas? Assassinar barbaramente, por tortura, no aeroporto de Lisboa, um cidadão ucraniano, refugiado ou emigrante ilegal, é um sobressalto em qualquer Estado de direito. No entanto, não tenho notícia de nenhum sobressalto cívico em Portugal. Nada. Nenhuma manifestação no aeroporto, nenhuma homenagem, nenhum memorial, nenhum voto (que eu saiba) no Parlamento, nenhuma palavra do Presidente da República, nenhuma palavra do primeiro-ministro. Que tristeza.

Ou logo a 1 de Abril por Maria João Avillez: Como cidadã do Estado português continuo à espera que o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) me dê explicações para a abjecta brutalidade cometida, em horário de serviço e no aeroporto de Lisboa (!) por três membros do SEF sobre um ucraniano. A brutalidade – tão demencialmente canalha que levou ao seu assassínio – foi praticada por indivíduos ao serviço do Estado a que pertenço. Mereço, merecemos, o país merece explicações. A trágica pandemia não pode nem disfarçá-las, nem atrasá-las, nem omiti-las. Exigimo-las. Até onde se pode descer no horror indizível para ser possível assassinar um estrangeiro no aeroporto da capital? Pior: só dias depois se soube – e se não fosse a TVI não se saberia. E mesmo assim só depois disso, houve demissões. Não chegam. E o resto?

Asco

10 Dezembro, 2020

O último milagre de Maradona

10 Dezembro, 2020

Diego Maradona morreu no passado dia 25 de Novembro.

O desaparecimento de um ídolo popular levou multidões às ruas em Buenos Aires. Formaram-se gigantes ajuntamentos de pessoas e a menor das preocupações dos argentinos nessa altura foi a da etiqueta sanitária. Para recordação desses dias deixo abaixo uma breve galeria de imagens.

Apesar da comoção ser também grande em Portugal, muitos foram os que criticaram a irresponsabilidade e inconsciência dos manifestantes em tempos de pandemia, e alertaram para o facto de o seu comportamento vir a gerar com toda a certeza um pico acentuado de novas infecções por sars-cov-2 que, sem dúvidas, se traduziria ainda em muitas mais mortes.

Pois bem, as estatísticas da covid desde a data de falecimento do genial futebolista estão disponíveis mais adiante.

A seita covidista pode começar a retratar-se e procurar explicações para o sucedido, talvez começando por olhar para a sazonalidade da doença e a sua correlação com a estação do ano.

Suspeito que Maradona sabia bem que a mão do Homem nada ou pouco consegue fazer para gerir uma epidemia. Por paradoxal que pareça, quiçá seja mais racional acreditar que estes factos resultam mais da Natureza ou, se quiserem, da mão de Deus.

Os mais devotos do futebol poderão alegar que se tratou do último milagre de Diego Armando.

Pois

10 Dezembro, 2020

Como se devem identificar as duas pessoas de aspecto contrastante nesta foto?

10 Dezembro, 2020

Corrijo, agora eu escrevo que há duas pessoas de aspecto contrastante nesta foto mas provavelmente dentro de algum tempo até isso será objecto de crítica. Portanto para evitar chatices quando se olha para esta foto o que se vê é Coca Cola.

Bolhas de Natal

9 Dezembro, 2020

António Costa prometeu uma prenda para o Natal, mas se a gestão do “dossier covid” correr mal, os culpados serão os portugueses.

Obedientes ao novo “Salvador”, as famílias excluem do convívio da Ceia de Natal todos aqueles que não são sujeitos a um escrutínio rigoroso prévio sobre o seu comportamento e etiqueta sanitária.

O espírito Natalício transfigura-se em ambiente de estigma social.

O meu video de hoje:

Somos todos TAP?

9 Dezembro, 2020

Pode explicar o Conselho de Ministros ou na falta dele as personalidades do mundo aeronautica António Pedro Vasconcelos e Jorge Palma, qual destas opções é verdadeira:

“Grandes empresas apoiadas impedidas de despedir até ao final de 2021”

“O plano de reestruturação da TAP prevê o despedimento de 500 pilotos e a redução em 25% dos seus salários. O Grupo TAP vai perder mais 1.600 trabalhadores até ao final do ano. Apoio público adicional à TAP pode ultrapassar mil milhões de euros em 2021. E será mais até 2024.”

Gatões de rosto humano

8 Dezembro, 2020

A Directora do SEF, à responsabilidade da qual foi torturado Ihor Homenyuk e na sequência de tamanha ignomínia viria este ucraniano a falecer, é descrita pelo bispo auxiliar de Lisboa, Américo Aguiar, como “um rosto humano num mundo de papéis” e acrescenta o clérigo que por ela teve “amor à primeira vista” (fonte).

Bem sei que a Drª Gatões Batista está habituada a mordomias desde os tempos em que foi nomeada sub-directora por Constança Urbano de Sousa e era conduzida diariamente por um motorista entre a sua residência em Coimbra e a sede do SEF em Oeiras, pernoitando frequentemente em hoteis, conforme conta o CM.

Mas talvez seja altura de o Bispo muito seu amigo fazer ver à Drª Gatões Batista que a perda do conforto a que está acostumada é apenas um dano colateral insignificante da única atitude moral respeitável que deveria cumprir através do imediato abandono do cargo que ocupa.

As vacas da Almirante Reis

8 Dezembro, 2020

Aviso na entrada da sede da Almirante Reis, em Lisboa, do PAN.

Venezuelando

8 Dezembro, 2020

Avaliação internacional. Alunos do 4.º ano estão piores a Matemática do que em 2015 – Governo culpa reformas do tempo de Passos Coelho

As coisas nem sempre são o que parecem

7 Dezembro, 2020

Como por cá não se quer ou não é conveniente comparar o caso da Suécia com o de Portugal, a narrativa tem sido o de lateralizar a conversa para comparações entre países Nórdicos, sendo que a falta de restrições da Suécia, por comparação com os restantes países vizinhos, é tida comummente como a única variável explicativa do diferencial de óbitos registados como covid.

No entanto, eis um gráfico contra-intuitivo:

E já agora, como a saúde pública não é só covid19, outro gráfico para reflexão:

Vistos de fora

7 Dezembro, 2020
Esquelas de fallecidos por Covid-19, en una tienda de Felgueiras.

O El Mundo traz hoje uma reportagem sobre Felgueiras.

O plano de vacinação baseado no horóscopo ideológico de Marta Temido

7 Dezembro, 2020

O plano de vacinação contra a Covid-19 que parece o power point de um trabalho de grupo do 10º ano estabelece que a vacina será administrada nos centros de saúde após indicação do médico de família. Portanto os mesmos centros de saúde que não conseguiram este ano administrar a vacina da gripe comum vão ter a responsabilidade pela administração da vacina contra a Covid 19. E garantem-nos que vai correr tudo bem! A segunda parte desta previsão astrológica determina que aqueles que não têm médico de família “terão de contactar o Serviço Nacional de Saúde” para serem vacinados. Há páginas dedicadas aos signos do Zodíaco mais fiáveis que estas previsões.

Aritmética comunista

7 Dezembro, 2020

Os deputados argentinos aprovaram uma taxa única, apelidada de “imposto milionário”, por 42 votos contra 26 na passada sexta-feira. Com este novo imposto quem tiver mais de 2,5 milhões de dólares, no caso 12 mil pessoas, terão de o pagar. O dinheiro arrecadado com este novo imposto será 20% para tratamentos médicos, 20% para ajuda a pequenas e médias empresas, 20% para bolsas de estudo, 15% para desenvolvimento social e os 25% restantes para o apoio ao gás natural.

A Argentina é um caso a seguir no combate à pandemia: o Governo adoptou o que chamou de “quarentena eterna” cavalgando o confinamento para estatizar ainda mais o país. O resultado foi mau no controlo da pandemia – a Argentina de que piedosamente mal se fala é um dos países que apresenta piores resultados na América Latina – e um desastre para a economia. Agora o governo da Argentina faz aquilo que a esquerda faz sempre que falha: lança mais um imposto que vai ser sempre pagao só pelos ricos. Apresenta umas contas de dividir e distribuir em que se vê o dinheiro a ir para o bolso dos pobres.

No fim, o dinheiro cobrado aos ricos será muito menos que o anunciado até porque os ricos vão ser ricos para outro lado; os não ricos terão de pagar eles o imposto, das verbas cobradas a maior parte será gasta com o aparelho de estado e obviamente ficarão todos mais pobres.

Mamadou/Ljubomir: descubra as diferenças. As nossas, claro

6 Dezembro, 2020

Hoje no Observador analiso as diferenças Mamadou Ba e Ljubomir Stanisic. Ou mais propriamente as diferenças na forma como reagimos a cada um deles. A primeira diferença é óbvia: se o nascido em terra alheia disser mal do PS ou questionar algo que possa beliscar o extraordinário acerto do nosso actual governo não merece viver entre nós.