Bolhas de Natal
António Costa prometeu uma prenda para o Natal, mas se a gestão do “dossier covid” correr mal, os culpados serão os portugueses.
Obedientes ao novo “Salvador”, as famílias excluem do convívio da Ceia de Natal todos aqueles que não são sujeitos a um escrutínio rigoroso prévio sobre o seu comportamento e etiqueta sanitária.
O espírito Natalício transfigura-se em ambiente de estigma social.
O meu video de hoje:
Somos todos TAP?
Pode explicar o Conselho de Ministros ou na falta dele as personalidades do mundo aeronautica António Pedro Vasconcelos e Jorge Palma, qual destas opções é verdadeira:
“Grandes empresas apoiadas impedidas de despedir até ao final de 2021”
“O plano de reestruturação da TAP prevê o despedimento de 500 pilotos e a redução em 25% dos seus salários. O Grupo TAP vai perder mais 1.600 trabalhadores até ao final do ano. Apoio público adicional à TAP pode ultrapassar mil milhões de euros em 2021. E será mais até 2024.”
Gatões de rosto humano
A Directora do SEF, à responsabilidade da qual foi torturado Ihor Homenyuk e na sequência de tamanha ignomínia viria este ucraniano a falecer, é descrita pelo bispo auxiliar de Lisboa, Américo Aguiar, como “um rosto humano num mundo de papéis” e acrescenta o clérigo que por ela teve “amor à primeira vista” (fonte).
Bem sei que a Drª Gatões Batista está habituada a mordomias desde os tempos em que foi nomeada sub-directora por Constança Urbano de Sousa e era conduzida diariamente por um motorista entre a sua residência em Coimbra e a sede do SEF em Oeiras, pernoitando frequentemente em hoteis, conforme conta o CM.
Mas talvez seja altura de o Bispo muito seu amigo fazer ver à Drª Gatões Batista que a perda do conforto a que está acostumada é apenas um dano colateral insignificante da única atitude moral respeitável que deveria cumprir através do imediato abandono do cargo que ocupa.
As vacas da Almirante Reis
Aviso na entrada da sede da Almirante Reis, em Lisboa, do PAN.
Venezuelando
As coisas nem sempre são o que parecem
Como por cá não se quer ou não é conveniente comparar o caso da Suécia com o de Portugal, a narrativa tem sido o de lateralizar a conversa para comparações entre países Nórdicos, sendo que a falta de restrições da Suécia, por comparação com os restantes países vizinhos, é tida comummente como a única variável explicativa do diferencial de óbitos registados como covid.
No entanto, eis um gráfico contra-intuitivo:

E já agora, como a saúde pública não é só covid19, outro gráfico para reflexão:

Vistos de fora
O plano de vacinação baseado no horóscopo ideológico de Marta Temido
O plano de vacinação contra a Covid-19 que parece o power point de um trabalho de grupo do 10º ano estabelece que a vacina será administrada nos centros de saúde após indicação do médico de família. Portanto os mesmos centros de saúde que não conseguiram este ano administrar a vacina da gripe comum vão ter a responsabilidade pela administração da vacina contra a Covid 19. E garantem-nos que vai correr tudo bem! A segunda parte desta previsão astrológica determina que aqueles que não têm médico de família “terão de contactar o Serviço Nacional de Saúde” para serem vacinados. Há páginas dedicadas aos signos do Zodíaco mais fiáveis que estas previsões.
Aritmética comunista
A Argentina é um caso a seguir no combate à pandemia: o Governo adoptou o que chamou de “quarentena eterna” cavalgando o confinamento para estatizar ainda mais o país. O resultado foi mau no controlo da pandemia – a Argentina de que piedosamente mal se fala é um dos países que apresenta piores resultados na América Latina – e um desastre para a economia. Agora o governo da Argentina faz aquilo que a esquerda faz sempre que falha: lança mais um imposto que vai ser sempre pagao só pelos ricos. Apresenta umas contas de dividir e distribuir em que se vê o dinheiro a ir para o bolso dos pobres.
No fim, o dinheiro cobrado aos ricos será muito menos que o anunciado até porque os ricos vão ser ricos para outro lado; os não ricos terão de pagar eles o imposto, das verbas cobradas a maior parte será gasta com o aparelho de estado e obviamente ficarão todos mais pobres.
Mamadou/Ljubomir: descubra as diferenças. As nossas, claro
Hoje no Observador analiso as diferenças Mamadou Ba e Ljubomir Stanisic. Ou mais propriamente as diferenças na forma como reagimos a cada um deles. A primeira diferença é óbvia: se o nascido em terra alheia disser mal do PS ou questionar algo que possa beliscar o extraordinário acerto do nosso actual governo não merece viver entre nós.
A ler
Gabriel Mithá Ribeiro: «Com as independências, o único pai que as sociedades africanas mataram física e sobretudo simbolicamente foi o pai colonial branco, isto é, só conseguiram encontrar soluções para a violência que veio de fora do continente. O efeito paradoxal crescente acabou por ser o desse processo identitário ter feito regressar e avolumar-se continuadamente as fontes de violência endógena, a do pai tradicional ancestral (que vive das lógicas mágico-religiosas ancestrais) e a do pai nacionalista libertador (profundamente distinto do anterior porque muitíssimo dependente do universo marxista-leninista). E com uma forte carga de radicalismo.»
“A todos os títulos, este é um péssimo orçamento” do Estado
Teodora Cardoso afirma que o orçamento “ignora os impactos das decisões de despesa, para além da aprovação dos potenciais eleitores”, “aumenta receitas apenas com vista a cobrir despesas, sem olhar ao seu impacto económico” e, além disso, “acaba no reforço do endividamento, que pesa sobre os orçamentos futuros e conduz à dependência financeira que bem conhecemos”.
Guterres pela Verdade
António Guterres recrutou, através das Nações Unidas, 110.000 “influencers” para espalhar nas redes sociais aquilo que considera ser a sua verdade sobre a Covid19.
Há gente que não lida maravilhosamente com a Liberdade de expressão nem com os Direitos Humanos.
Com ou sem teorias da conspiração, os tiranetes vão surgindo e são reais.
Explico porquê no meu video de hoje:
A fonte da história está disponível no website do Fórum Económico Mundial, a agência de comunicação referida é esta e o respectivo dono é este.
Deixem-se de gritarias eco-betas contra os eucaliptos e…
ajudem a MONTIS a anagariar os 2650 euros que lhes faltam para reconverter numa mata biodiversa uns eucaliptais sem préstimo na Pampilhosa da Serra. É só clicar aqui A campanha só dura mais uma semana.
PS. Digamos que só faltam duas camisolas e uns trocos das da mulher do Paddy Cosgrave.
A demagogia em torno da violência policial
Realmente a vida está difícil
Que o diga o senhor Paddy Cosgrave com aquele ar de adulto podre de rico que quer parecer jovem universitário progressista a viver de uma bolsa enquanto nos explica que nos faz um favor em só nos cobrar 11 milhões de euros por uma conferência virtual.

Para rentabilizar o momento o senhor Paddy Cosgrave surge na foto com a nova versão da camisola da empresa da sua mulher. O tricozinho custa a módica quantia de 900 euros (a do ano apassado andava pelos 800 mas era um pouco mais feiosa).
De facto o melhor é senhor Cosgrave concretizar a sua ameaça e ir com a sua summit para a Ásia (quanto às camisolinhas da esposa talvez as acabe a trocar muito convenientemente por um casaco made in China )
Negociar com a “extrema direita fascista”
António Costa não tem negociações com o Chega. Mandou três secretários de estado implorar o “voto certo” de André Ventura, à vista de todos e em directo na tv:
Viram algum rasgar de vestes nas hostes socialistas?
Os jornalistas denunciaram o perigo da junção entre nacionalistas e socialistas?
Carta aberta à TVI sobre reportagem “Grupo polémico que contesta os perigos da C0v1D”
Não é a primeira vez que André Carvalho Ramos “jornalista” da TVI (está entre aspas porque de jornalista só tem a carteira) manipula, mente, trunca, enviesa com base em meias verdades temas que contrariam as narrativas oficializadas. Eu denunciei isso por 2 vezes aqui e aqui. Nesta reportagem a Dra. Margarida tem a entrevista truncada sistematicamente sem que pudéssemos ouvir um raciocínio completo dando a entender que ela não sabe o que diz. Vergonha.
O que é irónico é ver gente que não tem carteira de jornalista a ser mais honesto, isento e mais investigador que os que se autodenominam como tal como é o caso de Sérgio Tavares ex-correspondente da Rádio Renascença cujo o exemplo é inspirador na busca da verdade.
Analisando a porcaria (sim porcaria!) de reportagem que ousaram colocar no ar, irei um a um demonstrar COM FACTOS CIENTÍFICOS o que os mass media dizem não existir e assim, DESCONSTRUIR a vossa narrativa propagandista do medo: Ler mais…
Nostalgia
De manhã abre-se os jornais, ouvem-se as rádios e há aquela falta. Um vazio. Aquele obrigatório que se sumiu… Falo das duas notícias obrigatórias sobre o Trump: uma invariavelmente a dar conta da sua maldade, outra, em estilo anedota, a ilustrar a sua estupidez. Agora os autores desses tópicos obrigatórios à obtenção do cartão de bom cidadão andam perdidos. Buscam um novo Trump. Vá lá não desesperem… Novos dias virão.
26 de Novembro de 1975: o dia em que Jaime Neves salvou as Forças Armadas Portuguesas do ódio e da vergonha
8h da manhã – Jaime Neves à frente dos comandos começa a subir a Calçada da Ajuda onde ficavam os quartéis de Cavalaria 7 e da Polícia Militar.
Na rua já só está a extrema-esquerda. Ainda o dia 25 não chegara ao fim e já o PCP tinha mandado recuar os seus militantes. Horas depois Melo Antunes declarava que o Partido Comunista é indispensável à democracia.
Na manhã desse dia 26 de Novembro, em Lisboa, aos radicais só restam os quartéis de Cavalaria 7 e da Polícia Militar na Calçada de Ajuda. Durante a noite, com manifesta falta de prática, tentam cavar barricadas. Mas o amanhecer traz o inevitável: às 8h da manhã do dia 26 de Novembro Jaime Neves à frente dos comandos começa a subir a Calçada da Ajuda.
Jaime Neves tem garantias de que os militares dos quartéis de Cavalaria 7 e da Polícia Militar se vão render.
Mas quando os comandos esperavam que a Polícia Militar se rendesse foram atacados à traição. Dois comandos, o tenente Coimbra e o furriel Pires, caem mortos.
Dir-se-á mais tarde que foram disparos de civis, a quem tinham chegado as tais armas que Otelo dizia estarem em boas mãos. Mas no quartel da PM muitos militares vestiam à civil e os civis vestiam à militar! E é então que Jaime Neves mostra porque lhe deve ser prestada homenagem pois portou-se como militar e não como o chefe de uma milícia de tropa falperra: o portão da Polícia Militar foi forçado com um chaimite, os comandos treparam pelos muros do quartel e tomaram conta da situação. Há mais um morto, o aspirante da PM José Bagagem, morto por estilhaços de granada.
Não há tiroteios nem retaliações. Repito, não há tiroteios nem retaliações. Jaime Neves consegue controlar os seus homens que se consideram traídos naquele que define como um dos momentos mais difíceis da sua vida.

(26 de Novembro de 1975. Chaimite de Jaime Neves. A acção na Calçada da Ajuda chegara ao fim. Foto retirada do livro “Memórias da Revolução” de Manuel Amaro Bernardo)
Ainda não tinha chegado ao fim o dia 26 de Novembro e já os soldados da PM deixavam o quartel e vão para casa. De licença. Mais estranho foi o que se encontrou dentro do quartel da PM: civis detidos, alguns deles menores de 16 anos, ali mantidos sem qualquer mandato, espancados, humilhados…
O comando do Regimento de Polícia Militar foi detido: majores Campos Andrade, Tomé e Cuco Rosa. Logo associações várias portuguesas e estrangeiras se preocuparam com a sua situação. Vigílias e artigos compungidos vão dar conta do seu dia a dia em Custóias e Caxias. O costume.
Jaime Neves merece sem dúvida ser recordado pelo que fez a 25 de Novembro de 1975. Mas pelo que conseguiu fazer a 26 de Novembro merece muito mais.
A nova religião oficial
As explicações devidas por António Costa
António Costa deve explicações sobre por que razão Portugal terá no final deste ano um excesso de mortalidade geral bastante mais significativo do que a Suécia, país onde não houve encerramento compulsivo de actividades, sem obrigatoriedade do uso de máscaras e apenas com recomendações sanitárias básicas.
E, ao contrário da Suécia que tem uma dívida pública de 40% do PIB, Portugal com mais de 135% de dívida foi dos países europeus que mais aumentou o que se traduzirá em carga fiscal acrescida nos próximos anos.
Estas e outras considerações no meu video de hoje:
45 anos depois os imprestáveis das picaretas mandam em Portugal

Esta fotografia foi feita na noite de 25 para 26 de Novembro de 1975 quando militantes da extrema esquerda se concentram na Calçada de Ajuda e cavam barricadas para desse modo impedirem a passagem dos carros dos comandos em direcção aos quartéis de Cavalaria 7 e da Polícia Militar.
Esta fotografia é um símbolo da extrema esquerda, da sua incapacidade para fazer qualquer obra (não devem ter conseguido cavar mais que uns centímetros de profundidade!); da sua falta de realismo (a sério que acreditavam que os comandos não passariam por causa do alcatrão esburacado?), da sua irresponsabilidade (alguns destes militantes estavam armados e são eles com fundamento ou sem ele que os militares de esquerda revolucionária vão acusar de ter morto dois comandos na calçada da Ajuda). Mas há mais nesta foto: a luta pelo poder para lá dos votos. Em 1975 usavam as picaretas. Em 2015, a aritmética colocou-os no poder. Já antes disso, muito antes até, tinham-se deixado de picaretas e armas, e usavam as causas fracturantes para impor o modelo de sociedade que nunca conseguiram sufragar.
Não sabiam cavar barricadas, não sabiam sequer pegar numa enxada ou numa picareta mas sabiam muito bem que a sua vocação era mandar. Agora mandam.
O governo mais incompetente que já tivemos na democracia
Como é possível o falhanço e o caos que se instalaram este ano na campanha de vacinação contra a gripe?
Há anos e anos que têm lugar em Portugal campanhas de vacinação contra a gripe. Nunca aconteceu nada de semelhante.
Mordomias socialistas
Socialistas de todos os quadrantes políticos sofrem da vertigem de gastar o dinheiro dos contribuintes em mordomias para uns poucos.

Se não fosse triste, era ridículo.
No entretanto, distorce-se o mercado com concorrência desleal para todos aqueles que têm no serviço de estafeta uma fonte de rendimento que lhes permite sobreviver, enquanto se acarinha com o dinheiro de outros um sector protegido como o dos táxis.
“Se o SNS funcionasse como os nossos tribunais administrativos já estaríamos todos mortos”
José Manuel Oliveira Antunes: «É absolutamente normal, dentro da anormalidade em que tudo isto acontece, que uma decisão transitada em julgado na jurisdição administrativa, que condene por exemplo um determinado Municipio a indemnizar um particular que com ele contratou, seja produzida tão tarde, que só virá a ser cumprida dois ou três mandatos depois daquela presidência da câmara que esteve na origem dessa contingência e desse prejuízo para o orçamento da autarquia. Ou seja, o prevaricador, já há muito tempo que está imune a qualquer sanção eleitoral pelos erros que cometeu. É a irresponsabilidade total. Por seu turno, com decisões tomadas a esta distância dos factos, o particular lesado e agora com o seu direito reconhecido, já faliu, já emigrou, já fechou ou já morreu.»
A ler. O último parágrafo é indispensável

(imagem tirada daqui da Porta da Loja)
A normalização do PS
sobre o manifesto dos 54
Deveriam ter sido 55.
No Observador: O manifesto pré-eleitoral do Dr. Paulo Portas.
Há aqui um problema de aritmética ou de megalomania
Adolfo Mesquita Nunes «Ao Chega, a direita precisava apenas de perguntar: quer chumbar o governo da esquerda ou o da direita? A mesma pergunta lhe poderia ser feita pelo Representante da República. » E já agora, o Chega aceitava que apenas se lhe perguntasse isso? Com a pergunta nesses termos o Chega provavelmente responderia que chumbava os dois governos, o de esquerda e o de direita. Era mesmo isso que o Adolfo Mesquta Nunes queria?
Quanto tempo precisa o PS para reciclar um perigoso ultra de direita numa figura consensual?
Aconselho vivamente os possuídos pelo perigo representado por André Ventura a atentarem no percurso de Baśilio Horta, o Ventura dos anos 90. Ou de como de ogre da direita se acaba autarca apoiado pelo PS e não só.
Ai Chega, chega…
Ainda a propósito do manifesto que saiu no Público, faço abaixo um registo dos sete artigos escritos individualmente no próprio dia 10 de Novembro e que a Oficina da Liberdade fez publicar no Observador nos sete dias seguintes:
Direita Caviar, por José Meireles Graça
Tu ne cede malis sed contra audentior ito, por Hélder Ferreira
Um tiro no pé, por Alexandre Mota
Alto lá que eu sou muito sério!, por Manuel Pinheiro
A direita do bem e dos bovinos, por José Bento da Silva
Direita Frágil, por Telmo Azevedo Fernandes
O camelo, por Ricardo Dias de Sousa
Este conjunto de artigos não é propriamente sobre o acordo dos Açores, nem sobre o Chega, mas sim sobre a húbris de quem pretende seccionar e colocar em gavetas herméticas diversas sensibilidades da Direita e distrinçar, qual juiz da Verdade, quem é pecador de quem é santo.
Chega de virtudes públicas.
Sobre a opacidade
Maria João Avillez «Mais estranho ainda – as últimas estranhezas serão as primeiras – é a não indigitação de Vasco Cordeiro pelo Ministro da República: porquê? Não venceu ele a corrida? Não manda a Constituição que os que ganham sejam indigitados, formem governo e o levem ao parlamento? Então? Vasco Cordeiro não conseguiu formar governo? Não quis? Ou trocou o que acha ser um futuro político certo por um presente que seria obviamente incerto porque obrigado a uma coligação indesejada? Ou Lisboa… não deixou? E qual o papel de Marcelo nisto tudo? Que conversas tiveram e que combinações fizeram os que mandam no continente e nas ilhas? Em resumo: que se passou de tão subitamente diferente por aquele oceano e à revelia da Constituição? Desculpe o leitor tanta pergunta, mas mais opaco que isto não há. E no entanto… que eu saiba ou tenha visto alguém se ocupou da estranheza? E porquê? Ah, porque havia agenda mais premente e era aí que eu queria chegar hoje. A esse premente – deprimente: há quantas semanas nos bombardeiam, sarrazinam, atordoam e maçam com o Chega? Sem alcançar que ele agradece e talvez até se comova (ou mesmo contrate quem assim lhe dá votos de borla)»
Todos os negócios são essenciais para alguém
Negar a uma pessoa o seu modo de subsistência é um desrespeito de um direito humano básico.
Os confinamentos e os estados de emergência estão também a colocar em sério risco económico os jovens.
O meu video de hoje:
Direita Frágil
Ainda a propósito do pântano de ideias publicado no esquerda.net de papel, concluo acerca da falta de respeito pelos eleitores e da jactância em protegê-los das más opções políticas.
Faço uma alusão à chamada Lei Arroja que nos diz que a concorrência é boa e desejável excepto, neste contexto, no campo da Direita.
O meu texto no Observador de hoje está disponível aqui.
Não há é abaixo-assinados que cheguem
Algumas pessoas que seguem sobretudo as redomas das redes sociais poderão ter notado um certo desaguisado à direita a propósito de um abaixo-assinado subscrito por 52 personalidades e publicado no jornal Público com título “A Clareza que Defendemos”.
Parece-me um erro considerar que um simples abaixo-assinado possa ser a fonte de celeuma. No mundo em que ainda penso viver – ou talvez seja apenas uma ilusão -, umas pessoas abaixam-assinam coisas, outras abaixo-assinam coisas diferentes. Para mim está tudo bem desde que cada um ache que o que deve dizer é o que realmente abaixo-assina. Tenho a certeza que foi o caso, pelo menos sobre as que conheço da lista de 52 pessoas.
É perfeitamente indiferente se eu concordo com o abaixo-assinado, se discordo dele ou se não me aquece nem me arrefece. Conhecendo algumas pessoas, poderei dizer-lhes o que penso, mas não me sinto com vontade, ímpeto ou qualquer motivação para discordar de tal forma a abaixo-assinar algo em contrário. Não que a minha assinatura sirva particularmente para alguma coisa, mas deixem-me imaginar que há um único átomo no mundo que vai reagir ao que eu penso ou ao que eu não penso. Porém, se alguém sente que deve manifestar o seu desacordo, abaixo-assine-se o que for necessário.
O que me parece ser a origem do abaixo-assinado não é se este ou aquele partido representa valores que se rejeitam e sim ter sido criada, com a Geringonça, a necessidade para que algumas pessoas clarifiquem não estarem dispostas a cooperar com toda e qualquer força da convencionada direita. Isso não me parece nada mal: parece-me até uma consequência lógica do acordo contra-natura do PS com os bloquistas e comunistas. É sempre bom lembrar o evento aberrante que inicia estas coisas.
Que as pessoas se zanguem por coisas destas é que me ultrapassa. Perante um panorama de haver eleições nos próximos seis meses, o resultado para governo está mais do que traçado e não passa por qualquer força a que se tenha convencionado chamar direita, por muito que a própria direita se pegue com o termo. No máximo, um titulozinho de vice-PM para o doutor Rio e já se pode afirmar que uns 7 em cada 10 eleitores gostam é disto assim.
Publiquem abaixo-assinados. Publiquem contra-abaixo-assinados. Publiquem opinião e publiquem contra-opinião. Bolas, publique-se tudo e um par de botas. Se há algo que falta na opinião publicada é um valente bardamerda dirigida ao outro que anteriormente publicou. Pelo menos, é assim que as pessoas aqui dos subúrbios resolvem as suas questões. Está bem que não é através de publicações, mas que se ouvem bem as declarações, isso ouve-se. E graças a Deus que assim é.
Ajudas na crise? O Estado Social foi ali comprar uns votos

Helena Garrido: « é compreensível a irritação dos restaurantes quando o Governo promete compensar o encerramento nos fins-de-semana tendo como referência a facturação de 2020. Valia mais dar menos de 20% e usar como referência a facturação de 2019. (…) Enquanto continuarmos a premiar governantes que fazem uma gestão de curto prazo do dinheiro dos contribuintes, usando-o para comprar votos, garantir o seu mercado eleitoral, estaremos condenados a não ter o Estado quando precisamos dele ou a ter de pedir ajuda quando, repentinamente, ficamos sem quem nos empreste dinheiro. A era da troika foi uma óptima oportunidade perdida para percebermos a importância de poupar nos tempos de prosperidade. Mas o governo de António Costa preferiu não o fazer.»
Começou a Grande Fome nos Açores

Durante anos e anos, os Açores foram um oásis de paz e prosperidade, apenas perturbado por umas inoportunas e injustas notícias sobre a ocupação de cargos públicos por parte da família César. Mas eis que agora chega a Crisálida. A Crisálida informa o PÚBLICO «tem 21 anos, é casada e tem dois filhos: um rapaz com três anos e uma bebé de um ano. É o Rendimento Social de Inserção (RSI) que lhe ajuda a alimentar os filhos. “Se não fosse o rendimento, como é que era? Eu ia pedir esmola para a cidade. O abono não dá para um mês”. Recebe um apoio de 430 euros, um valor para quatro pessoas e que aumentou 80 euros no último ano, devido ao nascimento do segundo filho. Continua a ser insuficiente: “o fiado ajuda a viver”.
Realmente não se entende por onde terá andado a Crisálida nos anos mediaticamente benditos da governação socialista cesariana. Este sumiço da Criśalida é tão mais estranho quanto se fica a saber que «Crisálida foi uma das 15.109 pessoas que receberam o RSI nos Açores durante o mês de Agosto. O rendimento mínimo, com ainda é popularmente chamado, tem sido a arma de arremesso política mais mediática dos últimos tempos. Sobretudo nos Açores: a região do país com o maior número de beneficiários do RSI quanto à sua população residente. Em Agosto, 6,1% da população açoriana (243 mil residentes) recebeu o RSI, enquanto a média nacional foi de 2,0%.»
Podem as Crisálidas açorianas ficar descansadas: de agora em diante todos os dias a sua vida será objecto das mais variadas reportagens. Padres, jornalistas, ONG… rumarão aos Açores para dar conta dos dramas da vida da Crisálida.
















