A Direita “Biden”
A Direita “Biden” não quer saber se o candidato que defende é criminoso, se o FBI tem na sua posse mails que provam que se vendeu à Ucrânia, à China e à Rússia; se tem milhares de fotos no portátil que o ligam à pedofilia e ao tráfico humano.
A Direita “Biden” está-se pouco lixando se o candidato democrata dá sinais de problemas graves de saúde mental que comprometem a sua eventual continuidade na presidência obrigando a colocar no seu lugar, a vice Kamala, ainda mais radical nas agendas progressistas que quer conduzir e com um passado polémico como procuradora-geral da Califónia com condenações de inocentes a pena de morte e prisão perpétua.
A Direita “Biden” pouco se importa se o candidato democrata defende a agenda globalista progressista marxista que ela (a “Turma Bidon”) “diz” combater em Portugal.
A Direita “Biden” está confortável e até bate palmas aos resultados das eleições que revelam práticas de crimes federais ao mais alto nível com defuntos a votarem por correspondência.
A Direita “Biden” não quer escrutínio das eleições americanas porque tem a certeza que os média dos EUA são isentos, que os software são invioláveis, os cidadãos lesados são mentirosos e os “fact-checkers” são fiáveis, ao contrário daquilo que eles próprios denunciavam por cá, com os “Ivos Rosas”, Polígrafos da SIC, António Costa e por aí fora.
A Direita “Biden” combate quem exige transparência no processo eleitoral da América conotando-os de “negacionistas” e “teóricos da conspiração” porque, dizem eles, é uma “democracia madura” (tão madura que está a cair de podre). Mas juram a pés juntos que os “irmãos” de cá na ideologia e defesa de agendas, são corruptos, mentirosos e vendidos aos grupos de interesses económicos.
A Direita “Biden” não sente desconforto por ver os mass media em peso a fazerem propaganda eleitoral pelo Biden nem por censurar todas as notícias menos abonatórias de factos que o incriminam.
A Direita “Biden” não se choca com o facto de pela 1ª vez na América ter sido os media a dar “posse” ao novo presidente e não o Colégio Eleitoral como é de lei, quando é factual que em 2000, Al Gore só reconheceu a derrota na véspera da reunião do Colégio Eleitoral, 37 dias depois das eleições, sem que ninguém chamasse a G.W. Bush de presidente eleito.
A Direita “Biden” chama idiota ao candidato republicano mas anda ao colo com o democrata que prometeu aumentar impostos, promete voltar a encher a OMS (que se ajoelha perante a China) e o Irão (que não cumpre acordos nucleares) com milhões de dólares dos contribuintes, afirma que a China é fofinha e não é uma ameaça global.
A Direita “Biden” não desconfia sequer que Hillary se tivesse tido a razão do lado dela em 2016, e com iguais indícios fortes de fraude, teria arrasado Trump e ainda mostrado ad nauseam as provas.
A direita “Biden” manipula publicamente as narrativas quando oculta das suas intervenções, tudo o que a administração Trump fez de positivo para aos EUA e o Mundo, para destacar APENAS características pessoais que nada influenciam o seu desempenho. Ninguém procura num presidente um companheiro de vida ou uma figura paterna mas sim um bom líder com capacidade negocial, visão estratégica e pulso firme para não se deixar dominar pelos lobbies.
Sem espinhas podia ter dito aos seus leitores/ouvintes que Trump:
- Não pertence ao clube Bildeberg nem é maçon;
- É multimilionário logo não precisou nem precisa da política para enriquecer na vida;
- Combateu expôs a corrupção política no FBI, CIA, NSA e partidos Republicano e Democrata, enfrentando o “Deep State”;
- Obrigou a OTAN a pagar suas dívidas;
- Abomina a doutrinação nas escolas e comunicação social;
- Defende os valores ocidentais;
- Defende o cristianismo;
- Defende imigração controlada;
- Combateu como ninguém o DAESH;
- Celebrou acordos de paz no Médio Oriente (algo nunca conseguido em 71 anos), reuniu as Coreias e pôs o “Rocketman” da Coreia do Norte no lugar;
- Não fomentou nenhuma guerra nem iniciou a tal 3ª guerra mundial e ainda retirou tropas americanas de vários teatros de conflitos criados pelas presidências anteriores, enfrentando corajosamente a indústria do armamento americana;
- Combateu o globalismo (trata-se de um arranjo que só existe por causa de políticos e burocratas) que foi a responsável pelo empobrecimento e a desindustrialização do Ocidente;
- Combateu o domínio da China sobre o ocidente que avança silenciosamente pela mão dos governos corruptos comprando todas as empresas estratégicas;
- Fez crescer significativamente a economia nos EUA, baixou o desemprego para uns históricos 3,6%, a mais baixa de sempre antes do novo corona e melhorou a qualidade de vida de todas as minorias reduzindo o desemprego para a população negra e latina como nunca se observou até aqui;
- Baixou os impostos directos sobre a classe média e as empresas;
- Combateu ferozmente os lobbies dos grandes multimilionários, das organizações mundiais de pseudo saúde como a OMS e a ONU entre outras;
- Denunciou e PROVOU que os média não passam de influenciadores de opinião PAGOS para manipular, inventar, censurar factos em pleno atropelo pela liberdade de expressão tendo levado CEO da Big Tech a sentarem-se no banco do Senado;
- Foi o primeiro presidente no Ocidente a tomar uma atitude restritiva de contenção ao vírus fechando imediatamente as fronteiras à China em Fevereiro, à Europa em Março, Brasil em Maio, e a disponibilizar navios hospital que não foram usados;
- Não se deixa manipular por nenhum dos grupos de grandes interesses económicos que pretendem aproveitar a Pandemia para fazer o great reset e criar uma nova ordem mundial;
- Combateu o tráfico sexual mundial de menores e tráfico humano;
- Que quer acabar com indústria do aborto da Planned Parenthood;
- Que as gaiolas dos migrantes já vinham da administração de Obama com número record de detenções e o muro fora construído por Bill Clinton;
- Que acelerou o desenvolvimento da vacina contra a C0v1d anunciada esta semana.
Mas… não conseguem porque teriam de dizer que a dupla Biden e Harris são nos EUA o que Costa e Catarina Martins, são por cá. E isso exige ser honesto para com o público.
A direita Biden é mais perigosa que a esquerda que é fiel à sua ideologia. Camuflados num discurso que agrada ora a gregos ora a troianos, trai sem quaisquer escrúpulos os seus princípios e valores (para os que os tem) para defender o indefensável só porque, é “bonito”, é “correcto”, nos corredores do politicamente correcto onde eles se movimentam e a troco de duas moedas. Mostram uma imagem pública que julgam ser a que “vende melhor” com meias verdades que não são verdades para não desiludir os seus patronos. Enquanto isso a esquerda rejubila-se como este apoio e ainda goza com a cara deles.
Quem quer agradar a todos não agrada a ninguém e por isso, estão condenados ao descrédito pela opinião pública por serem os “idiotas úteis” da esquerda. Certinho, direitinho.
a parteira da história
Embora o possa sugerir, o artigo não é sobre ginecologia política. No Observador.
Multas há muitas
Gostaria de esclarecer os entusiastas pátrios com as multas de 6 mil euros aplicadas por Espanha a quem entra no seu território sem teste negativo ao COVID que na verdade essa legislação consagra excepções, uma delas são os milhares de pessoas que estão a chegar às Canárias em embarcações provenientes de Marrocos. Primeiro as mafias aproveitaram a identificação entre refugiados e migrantes e agora aproveitam os alçapões da legislação da pandemia para encherem barcos e barcos com migrantes , pois não há expulsões, não há controlo de identidades… O paradoxo é que quem vem clandestinamente de Marrocos ao chegar às Canárias não só não tem multa alguma como é alojado gratuitamente num equipamento hoteleiro. Até quando? Não se sabe. Aos outros espera-os uma legislação dura e ameaças de multa. E assim vamos.
Mais uma comunicação do PM e os donos dos restaurantes ainda acabam a ter de indemnizar o Governo por lucros milionários
PÚBLICO: Os donos de restaurantes, cafetarias e afins terão de comunicar, a partir do dia 25 no Balcão 2020 e “sob o seu compromisso de honra”, qual foi a receita que arrecadaram nos próximos dois fins-de-semana em que há regras de circulação mais apertadas associadas ao recolher obrigatório a partir das 13h. Depois, irão receber um apoio monetário equivalente a 20% da perda da receita em comparação com a média da receita obtida nos 44 fins-de-semana que decorreram entre Janeiro e o final de Outubro.
Portanto os cálculos vão ser feitos em função de um período no qual os restaurantes estiveram praticamente encerrados e depois a trabalhar parcialmente. Destes 44 fins-de-semana apenas uns dez – Janeiro, Fevereiro e início de Março – correspondem a um funcionamento normal. Mais uma comunicação do PM e os donos dos restaurantes ainda acabam a ter de indemnizar o Governo por lucros milionários
Um país de que não se fala
PSP preocupada. Concurso com mil vagas teve 793 candidatos
Realmente deve ser difícil convencer alguém a candidatar-se a saco de pancada:
10 de Outubro de 2020: Polícias agredidos por quatro jovens na Amadora
2 de Julho de 2020: Conduzem sem carta, chocam com autocarro e agridem PSP na Amadora.
26 de Fevereiro de 2020: Motards perseguem polícia e encostam-no contra carro patrulha durante funeral das vítimas da Segunda Circular
Gonçalo Ribeiro Telles
Muito há para recordar de Gonçalo Ribeiro Telles mas no meio desse muito fiquei com a memória da paciência infinita (ou saber de quem já tinha visto muito) que mostrava perante as perguntas dos jornalistas e daqueles que vindos das associações de ambiente o procuravam: “a hera cobre tudo” – respondia, creio hoje que com alguma ironia, às minhas exasperações com algumas construções humanas que eu achava desfearem a paisagem. E assim que podia levava a conversa dos esgotos, etares, poluições… que preenchiam o nosso discurso, para aquilo que o interessava – os jardins.
Tinha razão mesmo quando não a tinha: a hera cobre tudo.
Portas giratórias e subsídios europeus
Na crónica de hoje falo acerca de os socialistas e os grandes negócios parasitários do Estado se habituarem a viver bem com o dinheiro dos outros.
Dou o exemplo do ministro salta-pocinhas Nelson de Souza que tem alternado entre posições de decisor sobre quanto e a quem atribuir subsídios e de dirigente das entidades beneficiárias desses fundos.
O video está disponível aqui:
Mortes que não interessam
“Martírio” em Cabo Delgado sem fim à vista: 50 decapitados em campo de futebol
As mortes em Moçambique só interessaram e comoveram até que 25 de Junho de 1975, data da independência. Na verdade, ainda as bandeiras não tinham sido hasteadas e já os sofredores dos males praticados pelo homem branco tinham virado as suas atenções para outras paragens, o que lhes trouxe a acrescida vantagem de não serem obrigados a confrontar-se com a barbárie demencial em que as nações que eles diziam libertadas se estavam a transformar. Obviamente muitos dos activistas da libertação tb optaram por viver na Europa colonial, capitalista e imperialista de que continuaram sempre a denunciar os crimes. Agora os activistas repetem aqui a receita que usaram em África nos anos 60, e como sempre eles serão os primeiros a demandar outras paragens quando a “libertação” for consumada. Entretanto África paga o preço dos maniqueísmos dessa fraude chamada anti-colonialismo.
Vírus: a geografia também conta

Map of the COVID-19 verified number of infected per capita as of 10 November 2020.
A boa opinião
Este livro, publicado em Maio/2019, parece que seria hoje cancelado pela boa opinião.

Por enquanto, ainda está à venda.
O cisco no olho dos americanos e a trave no nosso
(…)
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A Louis Vuitton pode desentaipar… por uns tempos

Durante dias fomos informados que os comerciantes norte-americanos estavam a entaipar as suas lojas com medo dos distúrbios pós-eleitorais. A expressão “distúrbios pós-eleitorais” era o eufemismos para os protestos dos grupos como os Black Lives Mater e outros ainda mais radicais a quem se reconhece o direito de descarregar na propriedade alheia a sua fúria e que se esperava expressassem desse modo o seu mal estar caso Trump vencesse. Mas Trump perdeu e o único distúrbio pós-eleitoral registado é o atraso de Trump em reconhecer a vitória de Biden. O comércio pode retirar os tapumes . Por enquanto.
Liberte-se da opressão
Zona livre de Covid: Aeroporto de Lisboa

(Foto CM) O aeroporto de Lisboa ontem estava assim. Felizmente que os transportes públicos e zonas que os servem são em Portugal zonas livres de Covid. Perante isto proponho que Lisboa se torne num imenso cais da CP para que o milagre se estenda a todos nós, mais a mais ecologicamente bendito porque as carruagens são eléctricas,
PIDE a gosto do difamador
A infame conivência da “autoridade” de saúde
É importante entender que o teste PCR apenas detecta sequências do genoma viral, mas não é capaz de detectar partículas virais inteiras, portanto, não é capaz de dizer se o que se encontra é vírus vivo ou apenas fragmentos não infecciosos do genoma viral. Se se obtiver um teste de PCR positivo e quiser ter certeza de que o que encontra é um verdadeiro positivo, é necessário realizar uma cultura viral.
Portanto, olhar para os resultados do PCR e considerar que isso é um reflexo preciso de quão prevalente a doença é na população é um engano porque a doença parecerá ser muito mais prevalente do que é. Quanto mais rara a doença se tornar na realidade, menor será a probabilidade de se notar qualquer diferença no número de testes com resultados positivos.
Ainda que o teste tenha uma especificidade muito alta de 99%, quando o vírus deixa estar presente em níveis pandêmicos na população e começa a diminuir para níveis mais endémicos, rapidamente se chega a um ponto onde a maioria dos resultados positivos são falsos positivos, e onde a doença parece ser muito mais prevalente do que realmente é.
Quanto menos prevalente for a doença na realidade, mais provável é que o teste gere um resultado falso positivo e menos útil será como método para descobrir quem realmente tem Covid. E quanto menos prevalente for a doença, mais prevalente parecerá ser em relação à realidade. Se as decisões sobre covid continuarem a ser tomadas com base no que os testes de PCR mostram, talvez nunca possamos “controlar” a pandemia!
Os casos positivos de PCR são um indicador muito pobre de quão prevalente é a Covid na população. Por isso, devemos basear as decisões nas taxas de hospitalização, admissão na UCI e mortalidade.
Se olharmos apenas para os testes de PCR, continuaremos a acreditar que a doença se está a espalhar na população indefinidamente, mesmo que se torne cada vez menos comum na realidade. Isto presumindo o numero de testes realizados não aumenta. Se combinarmos este problema de precisão do teste com um grande aumento no número de testes realizado (como aconteceu na maioria dos países durante o curso da pandemia), então criaremos a impressão de que a doença se continua a espalhar descontroladamente pela população, mesmo não sendo verdade.
Acima excertos traduzidos de um artigo claro e bem escrito para não-especialistas por Sebastian Rushworth médico em exercício em Estocolmo e formado pelo Karolinska Institutet.
O texto completo está disponível no original em Inglês aqui, sustentando os argumentos de forma robusta e fazendo referências às fontes utilizadas.
Por cá, a percepção pública generalizada continua a ser a de que os “casos” positivos são uma boa medida para justificar acções políticas de suposta defesa de saúde pública. O medo continua a instalar-se sobretudo junto dos mais vulneráveis com a conivência abjecta da Direcção Geral de Saúde e, sobretudo, da actuação leviana e infame do governo de António Costa.
Ratos
Na Coluna semanal da Oficina da Liberdade no Observador o Carlos M. Fernandes escreve:
A sociedade viu-se privada de todos atributos que a distinguem de um formigueiro e ficou reduzida ao trabalho: as fábricas laboram, as livrarias fecham. O campo de concentração de Auschwitz tem, à entrada, um título adequado para este quadro.
Os negacionistas do processo de repressão em curso contrapõem com a diminuta dimensão de cada medida – um pequeno transtorno que salva vidas, dizem –, desprezando o volume acumulado e o efeito bola de neve. Esquecem também que, dando de barato que a suspensão da liberdade pode ser justificada pela necessidade de uma defesa do direito à saúde (seja lá o que isso for), nada justifica a censura, a intimidação e a manipulação: a liberdade de expressão não é um meio de contágio de doenças respiratórias, nem sequer no estranho mundo inventado pela “ciência” pandémica. Finalmente, o derradeiro argumento – é a lei – também não é convincente. Como nos ensinou Antígona quando, indiferente à sentença do rei Creonte, sepultou o seu irmão, a desobediência a leis injustas é um dever cívico.
A não perder o texto completo aqui.
O que é uma requisição civil senão obrigarem-nos a prestar um serviço para mais por um valor que não negociámos?
3 de Novembro: Francisco Rodrigues dos Santos, líder do CDS-PP, afirmou esta terça-feira que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lhe garantiu na audiência de segunda-feira que “não está equacionada uma requisição civil” na saúde no âmbito do estado de emergência. De acordo com o líder do CDS, “pelo contrário, está em causa uma utilização destes meios de saúde através de contratualização, que é precisamente a estratégia que o CDS propôs hoje”
5 de Novembro: Estado de emergência – Marcelo já entregou decreto ao Parlamento. Aberta a porta para a requisição civil aos privados e setor social. Segundo o decreto “podem ser utilizados pelas autoridades públicas competentes, preferencialmente por acordo, os recursos, meios e estabelecimentos de prestação de cuidados de saúde integrados nos setores privado, social e cooperativo, mediante justa compensação, em função do necessário para assegurar o tratamento de doentes com COVID-19 ou a manutenção da atividade assistencial relativamente a outras patologias”.
Enquanto o país discute quem será o presidente dos EUA, Marcelo anuncia candidatura e ninguém dá por nada?
José Mendonça da Cruz chamou a atenção para o insólito facto de Marcelo ter anunciado a sua recandidatura perante o silêncio e a indiferença gerais:
Deixemo-nos de zeros
Como a natureza não vai lá com as declarações xaroposas de amor ao verde da publicidade e muito menos com as patetices dos zeros isto e aquilo está na altura de contribuir para esta campanha da Montis: Reconverter os eucaliptais que a MONTIS comprou em Pampilhosa da Serra
A pobreza mata mais do que o vírus
As medidas do governo para suposto combate à epidemia protegem quem é rico ou desafogado, mas prejudicam os pobres e desfavorecidos.
Poupam os funcionários públicos, mas condenam à ruina os pequenos negócios e quem luta no sector privado por ganhar a vida.
Ficaremos todos mais pobres e mais endividados.
As filas de fome crescem a cada dia em Portugal.
O video do meu comentário de hoje aqui:
Se bem percebo
Esta é a manhã em que os jornalistas e boa parte dos comentadores portugueses consideram estúpidos e ignorantes os eleitores americanos por não terem seguido com prontidão as ordens deles jornalistas e comentadores.
Antecipando títulos
Vitória de Biden: O sistema eleitoral norte-americano deu uma prova da sua vitalidade.
Vitória de Trump: O sistema eleitoral norte-americano deu uma prova do seu anquilosamento.
A sondagem Goya Beans
Mas vamos ao Goya Beans. Para quem não saiba – e dificilmente sabe quem só acompanhar a informação portuguesa – em Julho deste ano, Robert Unanue, o proprietário da Goya, uma empresa norte-americana de vegetais enlatados, participou na Casa Branca num acto destinado à comunidade hispânica. Durante a cerimónia Robert Unanue declarou o seu apoio a Trump. De imediato várias pessoas manifestaram a sua viva indignação e surgiu o apelo ao boicote aos produtos da marca Goya. Nomes do Partido Democrata, como Alexandria Ocasio-Cortez, e estrelas ascendentes e descendentes do mainstream declararam que nos seus pratinhos jamais voltaria a estar um feijãozinho da Goya. Pior que tudo, para os lançadores de fatwas das redes sociais, o CEO da Goya recusou pedir desculpa. Foi nesse momento que resolvi adoptar o parâmetro Goya Beans: se as vendas da Goya, e particularmente dos Goya Beans, baixassem isso seria um claro sinal da perda de apoio por parte de Trump.
Assim, graças ao meu parâmetro Goya Beans, chegados a esta quase véspera das eleições norte-americanas, posso afiançar:
1) O eleitorado de Trump está mobilizado pois o boycott à Goya transformou-se num “buycott”, com as vendas a subirem espectacularmente. É óbvio que a pandemia deu uma ajuda pois muitos restaurantes fecharam e as pessoas optaram por comprar enlatados. Mas também é óbvio que ninguém obrigava os compradores a optar pelos da marca Goya;
2) Os nomes sonantes de Hollywood e os políticos que eles apoiam continuam a acreditar que o mundo gira em torno dos seus umbigos;
3) Trump não terá menos votos que na anterior eleição o que não quer dizer que seja reeleito porque para ser reeleito é necessário que consiga vencer nos estados que garantem mais votos no colégio eleitoral. Ora as minhas informações sobre as vendas dos Goya Beans não são tão detalhadas que me permitam dizer como correram as vendas dos feijões enlatados da Goya na Florida ou na Pensilvânia.
Trespasse de culpas
Diogo Prates , médico: «Defendi o primeiro confinamento porque, talvez ingenuamente, acreditei que o governo merecia o benefício da dúvida, que aproveitaria aquele tempo para organizar uma resposta capaz à pandemia, uma resposta que passaria por equilibrar o apoio prestado a doentes covid e não covid, e que um plano desta envergadura precisaria de tempo para ser organizado, de forma a dar resposta a uma possível segunda vaga. Sejamos honestos, qualquer governo precisaria de tempo para estar preparado para o inverno que vamos viver. (…) O governo perdeu tempo, não a fazer aquilo que lhe competia, organizar os serviços de saúde, mas a atirar culpas para os outros, jovens, serviços privados de saúde e oposição. Por tudo isto, não há desculpa, não há desculpa que não se tenha aproveitado o anterior confinamento, que tanto sofrimento causou, nomeadamente em destruição de pequenos negócios, desemprego, aumento de pobreza e mesmo suicídio.»
Perguntas não respondidas
1) Qual o número de internados registados c/covid19 com menos de 55 anos?
2) Dos anteriores quantos têm comorbidades?
3) Qual o número de internamentos de <55 anos que têm causa directa covid19?
4) Qual o número internamentos <55 anos em épocas gripais anteriores?
5) Quantos dos internados <55 anos registados c/covid19 passaram para UCI?
6) Quantos dos internados <55 anos com gripe em épocas anteriores passaram para UCI?
7) Qual a taxa de ocupação de camas de internamento e UCI em época gripal de anos anteriores?
8) Qual o excesso de ocupação de internamentos e UCI em 2020 face à média em época gripal de anos anteriores?
9) Qual a percentagem de internamentos e UCI de causa directa covid19 (e não “com” covid 19)?
10) Qual a percentagem de internamentos e UCI de positivos covid19 em relação aos internamentos totais?
11) Qual o número de positivos covid19 com fonte em ambiente hospitalar e/ou lares?
12) Qual a percentagem estimada de falsos positivos nos internamentos e UCI?
13) Qual o número acrescido de camas de internamento e UCI providenciadas pelo SNS desde Fevereiro/Março deste ano?
Quem vai ajoelhar diante das vítimas do terrorismo islâmico?
Adeus mr. Bond
uma questão de tempo
A entrevista dada por Marine Le Pen ao Expresso, hoje publicada, evidencia o erro enorme, e provavelmente irreversível, que foi o Chega colocar-se de baixo da sua asa e identificar-se com o seu pensamento político. A forma mentis de Le Pen é profundamente velha e enviesada, e, chegasse ela alguma vez ao poder, não atenuaria sequer qualquer um dos problemas que detecta na sociedade francesa, que são, muitos deles, reais. Para a economia, por exemplo, a líder do RN usa a velha fórmula do mercantilismo protecionista, a que pateticamente dá a designação de “protecionismo inteligente”, de fechar seletivamente as fronteiras às importações, presumindo que queira manter as exportações para os destinos a que vira costas. Não se concebe, por exemplo, que a França deixe de exportar para um gigante como o Brasil, exemplo que Le Pen dá de um país em relação ao qual há que controlar (fechar?) as importações. Seria, certamente, um bálsamo para a economia francesa e para os empresários e trabalhadores desse país, se o fizesse… Ainda no campo da economia, é absolutamente delirante a afirmação de que o euro é péssimo para a economia francesa, mas porque “os franceses o querem manter” (são masoquistas, certamente), Le Pen, que diz tê-los «ouvido», dispõe-se a recuperar a economia e a “limitar os efeitos nocivos desta moeda, conservando-a”. Delirante. Sobre o ensino do português nas escolas públicas francesas, Le Pen aplica-nos o mesmo chauvinismo que dedica a todos os imigrantes (a “imigração”, o “principal problema” com que a França de debate), entendendo que a “Educação Nacional é para fazer franceses, que falem francês”, essa língua mais morta de que o latim, que ainda por cá se vai ensinando nas nossas escolas… Por último, a inegável posição contra a existência da União Europeia, reclamando o gaulismo da “Europa das Nações”, como se a UE não fosse, desde os primórdios da CEE, uma organização supranacional de integração voluntária de soberanias, que se auto-limitam em favor de um ambiente de paz e desenvolvimento que perdura, com avanços e retrocessos, como é próprio de tudo o que é humano, desde, pelo menos, 1957. É que, na verdade, União Europeia e Europa das Nações, como as vê Le Pen, são uma insanável contradictio in terminis. Escolham uma, portanto, mas não pensem ficar com as duas, menos ainda com a moeda europeia. No meio de tanto amor declarado à pátria e animosidade à “globalização”, Le Pen dá uma resposta intrigantemente evasiva, à posição de Donald Trump sobre a responsabilidade (e responsabilização) da China na actual pandemia. Diz ela: “Donald Trump está numa guerra total com a China e tudo para ele é bom para tentar alimentar esse conflito com a China. Tenho vontade de perguntar: O que é que muda? Que tenha vindo da China, da Dinamarca ou de Moçambique, não muda nada. É uma pandemia mundial”. Eu diria que, para quem tanto se preocupa com o “mal” que vem de fora das fronteiras do seu país, esta posição é estranhamente evasiva e leva água no bico… Mas será, certamente, uma percepção errada, a minha.
De modo, que não se vê o que possa o Chega ganhar com esta colagem a Marine Le Pen e aos seus partidos francês e europeu. Em contrapartida, fica muito claro o que poderá perder: a confiança e o voto de uma direita que nunca se reverão nisto. Ao contrário do que André Ventura poderá pensar, por este caminho, o CDS (ou a IL, se quiser e for capaz de ocupar esse espaço) estará tudo menos morto. É apenas uma questão de tempo.


É isto
Henrique Raposo: “Quando o pó pandémico assentar, temos de rever a nossa relação com os velhos. Por exemplo, as casas do futuro não podem ser apenas “verdes” e preocupadas com os ursos da tundra, têm de ser casas preocupadas com os nossos pais. As casas da cidade não podem ser pensadas apenas para a família nuclear, têm de ser pensadas para uma família mais alargada. A par desta mudança arquitetónica, precisamos de uma revolução moral: não podemos continuar a viver no pressuposto de que a velhice dos nossos pais não pode ocupar o nosso espaço, o nosso tempo e o nosso dinheiro.”
( Eu não li no EXPRESSO que deixei de assinar mas sim aqui)
Os “criminosos” da Praia do Norte
Eduardo Cintra Torres: «Multiplicam-se PIDEzinhos nas TV, moralistas que à conta da COVID condenam os cidadãos comuns nas notícias, como se as notícias tivessem de opinar (e os políticos eles não criticam).
Aconteceu na Praia do Norte, Nazaré: num dos locais mais arejados do país, grátis para cidadãos sem dinheiro (não é o Avante ou a F1), acumularam-se pessoas para ver surfistas naquelas extraordinárias ondas. Não eram milhares, como li nos rodapés. Contei centenas. Não estavam a monte, como as lentes das câmaras simularam (e nem as ondas mostraram!, só os “maus” cidadãos!) Não estavam todas sem máscaras, pelo contrário. A polícia esteve lá e pôde agir. Que se viu nos noticiários? Ralhetes pidescos contra cidadãos que foram ver as ondas, ralhetes dados por jornalistas fechados em redacções sem janelas e sem máscaras, armados em agentes de polícia politicamente correcta. E sobre isto ainda veio o director da PSP armado em “eu vou-me a eles!”, aos cidadãos.»
Será isto a dança das sondagens?
Dois países


Duas Igrejas
O Cardeal Clemente não tem vergonha?
quem sabe?…
Da ausência de Estado de Direito
Luís Menezes Leitão, Professor Catedrático, advogado, jurisconsulto e Bastonário da Ordem dos Advogados:
Estão a ser suspensos os direitos fundamentais dos cidadãos por uma forma que a Constituição não admite.
É mais do que tempo de o Presidente da República, que jurou fazer cumprir a Constituição, solicitar ao Tribunal Constitucional que aprecie a constitucionalidade destas restrições aos direitos fundamentais dos cidadãos portugueses.
O texto completo aqui.
Contei a história que faz título deste post na minha intervenção de hoje no programa “Ao Final do Dia” no canal que tanto irrita o secretário de estado choninhas.
O video aqui:







