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Sinal dos tempos

20 Julho, 2020

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Homem de 90 anos foi chicoteado pelo filho, em Alcobaça. Quem viu, filmou. Ningueḿ foi lá.

Edição por omissão

19 Julho, 2020

Um sopro de destruição corre pelos símbolos da Europa. Mas é apenas coincidência, não é? Agora ardeu a catedral de Nantes. Suspeita-se de fogo de origem criminosa. Também já se suspeitou da mesma origem no incêndio da igreja de Saint-Sulpice, em Março de 2019. E em Fevereiro desse mesmo ano foram vandalizadas as igrejas de Maisons-Lafitte, Houille, Dijon, Lavaur, Nîmes. Em Abril, foi a vez da basílica de Saint-Denis… A Europa que as catedrais simbolizavam está a viver os dias do fim… Entretanto saem notícias sobre a prisão de um suspeito de atear o fogo. Ainda é cedo para determinar as responsabilidades deste homem no sinistro. Curiosamente as redacções portuguesas apressaram-se  a esclarecer via Lusa que já se encontrou um suspeito e que O supeito é um homem, de 30 anos, voluntário na diocese, que estava encarregue de fechar a catedral na sexta-feira à noite, véspera do incêndio. Como ninguém lê francês temos de esperar que o Guardian ou o El Pais acrescentem mais uns detalhes sobre a identidade do “voluntário na diocese” que, repito, ainda é cedo para apresentar como culpado.

Do milagre à pedincha numa semana

19 Julho, 2020

Que cataclismo, além do mau governo, explica este estado de social-pedincha? Em Bruxelas, António Costa distribui máscaras. (Sócrates vendia computadores na Venezuela!) Já não temos milagres. Estamos em luta contra os frugais. Ciclicamente inventamos uns vilões que nos impedem de receber as verbas, os fundos, os apoios, as bazukas… Agora são os frugais. Em 2011, eram os austeritários. Como é possível que Portugal esteja em risco de se integrar o grupo dos cinco países mais pobres da UE? 

PS. Ainda se podem contar anedotas sobre alentejanos?

 

O Plano Bi-Quinquenal

18 Julho, 2020

Artigo publicado hoje na ECO.

“Circula, numa versão possivelmente não terminada, um documento chamado “Visão Estratégica para o Plano de Recuperação Económica e Social (VEPRES) de Portugal 2020-2030”, da autoria do Engº António Costa Silva.

Embora o documento contenha vários segmentos interessantes, como o da análise das alterações estruturais na sociedade na sequência da pandemia, a certos momentos o VEPRES parece ser também um forte candidato a erguer a Taça no Grande Campeonato Nacional de Lero-Lero. É um “plano que parte de dois quadros conceptuais que se interligam, e da sua análise estratégica resultam os pilares estruturantes do programa de recuperação”. Apresenta-nos um modelo que deve funcionar como uma espécie de “dupla hélice”, que “agrega e integra todos os componentes e que promove a sua fertilização cruzada, com o objetivo de promover o softpower de Portugal no mundo”. Vamos ser a “Jangada Atlântica”.

“Tudo indica que produzimos mais um documento para o arquivo da história das coisas inúteis, onde ficará a envelhecer na mesma estante onde ganham poeira a Agenda para a Década ou o Guião da Reforma do Estado. E é bem melhor que assim seja. Fazer de Portugal cobaia de um experimentalismo suicida, repetindo e amplificando os erros que nos conduziram a décadas de estagnação, seria mais uma grande machadada nas expectativas das futuras gerações.”

À atenção dos derrubadores de estátuas: a linguagem da estátua não convenceu o júri, diz o PÚBLICO

18 Julho, 2020

Actas mostram que júri que escolheu a estátua de Vieira não ficou convencido. O PÚBLICO consultou dossiers sobre o concurso público da Santa Casa da Misericórdia que levou à escolha da obra. Júri criticou linguagem da estátua.

Passo seguinte:  uma comissão, três jesuítas e não sei quantos artistas propõem uma outra estátua. A Santa Casa, a CML vão pensar…

À atenção da directora do Museu do Aljube

18 Julho, 2020

Nunca teve tempo para se informar sobre o Gulag? Leia aqui este resumo: Gulag, mais um dia de vida. Depois se conseguir olhar-se ao espelho pense duas vezes nas figura que tem feito.

À atenção dos monitores do braço direito estendido

18 Julho, 2020

Ursula von der Leyen, présidente de la Commission européenne, et Charles Michel, président du Conseil européen, à Bruxelles, le 17 juillet.

Ursula von der Leyen no Conselho  Europeu onde na narrativa ofical os bons lutam contra a perfídia dos frugais.

Sobre o “marxismo cultural”

17 Julho, 2020

Falemos então, com todas as aspas devidas, de “marxismo cultural” (1), no Observador

 

Alguém consegue explicar isto? Fazem-se exames na Presidência da República?

17 Julho, 2020

Olha a monitorização da ministra Vieira da Silva

16 Julho, 2020

Entre as várias razões que levaram a UE a considerar que Orbán atenta contra o Estado de Direito conta-se a “criação de uma espécie de entidade reguladora da comunicação social responsável por aplicar multas a órgãos de comunicação social que fizessem publicações “contrárias à moralidade comum”, à “ordem nacional” ou “politicamente desequilibradas”” Enfim, só posso concluir que o Orbán é parvo: chamasse ele à coisa monitorização do discurso de ódio e até era patrocinado pela dita UE..

A monitorização do senhor Orbán é tão perigosa quanto aquela que o governo de António Costa pretende colocar em marcha. Presumo que nem aqui nem na Hungria faltem candidatos a monitores.

Redacções socialistas friendly: está na hora de se actualizar a verdade

15 Julho, 2020

“Há uma coisa que sabemos: Não podemos voltar a repetir o confinamento que tivemos de impor durante o período do estado de emergência e nas semanas seguintes, porque a sociedade, as famílias e as pessoas não suportarão passar de novo pelo mesmo”, declarou António Costa

A SABER:

a) passar a criticar o Trump e o Bolsonaro por não fazerem intervenções tão contundentes quanto a do nosso primeiro-ministro sobre a necessidade de manter a economia a funcionar;

b) aguardar por novas ordens para saber se o país esteve ou não confinado: a 25 de Junho o PM garantiu furibundo que o país não estivera em confinamento. A 15 de Julho o PM garante que o país não pode voltar a repetor o confinamento. Aguardam-se desenvolvimentos.

c) por fim, quem tem coragem para perguntar se nesta lista não falta nada «sociedade, as famílias e as pessoas não suportarão passar de novo pelo mesmo»?  Será que por exemplo a Segurança Social aguenta?

donald trump está de parabéns

15 Julho, 2020
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Donald Trump,G7A Declaração Conjunta Sino-Britânica, assinada por Deng Xiaoping e Margaret Thatcher, a 19 de Dezembro de 1984, sobre o regresso de Hong Kong, que se encontrava sob administração britânica, à soberania da República Popular da China, previa um longo período de transição, com regras próprias para esse território, que só terminaria em 2047. Durante esse tempo, a China viveria sob o princípio dos «um país, dois sistemas», que permitiria às chamadas Regiões Administrativas Especiais  (Hong Kong e também Macau) permanecerem num regime democrático, com governo e leis próprias. Este facto, permitiu que Hong Kong tivesse um tratamento mais favorável nas relações com terceiros países, como os EUA, nomeadamente ao nível das transações comerciais.

Ora, sem qualquer motivo que não seja a repressão da liberdade de expressão, que a Declaração Conjunta expressamente protegia, a China de Xi Jinping alterou unilateralmente esse acordo, e estendeu o seu sistema jurídico-criminal, onde a opinião política livre é crime, ao território de Hong Kong, pondo, por isso, termo antecipado ao regime estabelecido na Declaração Conjunta. Constatando isso mesmo, a Administração de Donald Trump anunciou que passará a tratar as suas relações comerciais com esse território da mesma forma das que tem com a China.

É este o ponto da questão e foi a isto que a China reagiu com ameaças aos Estados Unidos, como se tivessem sido estes, e não ela, a violar o Direito Internacional. A máquina de propaganda chinesa pôs-se em marcha para fazer de conta que os EUA estavam a agredir a sua soberania, e a comunicação social ocidental reproduz a conversa, colaborando com mais uma agressão aos direitos humanos cometida pelo regime comunista de Pequim.

Parabéns, por isso, a Donald Trump e à Administração americana, por não se deixarem comer por lorpas.

Portugal e a sua relação marítima

14 Julho, 2020

Como diz o Prof. Lero-Leroquando Portugal se virou para o mar prosperou, quando voltou as costas ao mar, muitas vezes estagnou e definhou“. E como, segundo o mesmo sábio, o país tem “de ensaiar um novo ciclo geopolítico na sua história, podendo explorar simultaneamente a sua relação continental com a Europa e a sua relação marítima com o mundo“, o ministro do Mar inaugurou hoje um ecoponto, de costas viradas para a água.

MinMar

Torcendo as notícias

13 Julho, 2020

PÚBLICO: «Núñez Feijóo mostra a Casado como se derrota o Vox com moderação. Presidente da Xunta da Galiza alcança a quarta maioria absoluta para o PP. BNG inverte tendência de queda e aglutina o voto da esquerda nacionalista. »

O VOX NÃO FOI DERROTADO: TEVE UM CRESCIMENTO DE VOTOS NAS ELEIÇÕES DE GALEGAS NA ORDEM DOS +2,03% (–%). PODE CONCLUIR-SE SIM QUE UM  PP FORTE CONTÉM O CRESCIMENTO DO VOX MAS NOTE-SE QUE TAMBÉM DOS CIUDADANOS QUE NESTAS ELEIÇÕES PERDERAM 2,63% DO SEU ELEITORADO GALEGO. MAS O MAIS IMPORTANTE NESTAS ELEIÇÕES É AQUILO QUE O PUBLICO NÃO DESTACA E MASTIGA SOB A FRASE CRÍPTICA «BNG inverte tendência de queda e aglutina o voto da esquerda nacionalista»: O PODEMOS PERDEU 18,85% DOS SEUS VOTOS. OU SEJA PASSOU DE 14 DEPUTADOS PARA ZERO. 

 

DN: O Bloco Nacionalista Galego (BNG) fez mais uma prova de vida, subindo de seis para 19 mandatos, o que permitiu ultrapassar os socialistas do PSOE, que elegeram apenas 14, abaixo das expectativas criadas pelas sondagens. A coligação Galicia en Común-Anova Mareas (que integra a Unidas Podemos), os extremistas do Vox e o Ciudadanos ficaram de fora do parlamento galego. No País Basco, a noite foi de vitória para o PNV, que reforçou a vantagem, elegendo 31 deputados, mas não atingiu a maioria absoluta. ‘Lendakari’ (presidente do Governo regional basco) desde 2012, Iñigo Urkullu vai precisar de fazer nova aliança de governo com os socialistas bascos, que conseguiram 10 mandatos. Os nacionalistas EH Bildu foram a surpresa da noite, com 22 mandatos.

QUAIS OS CRITÉRIOS PARA DEFINIR O VOX COMO EXTREMISTA? SOBRETUDO QUANDO O EH Bildu VAI SOB O NEUTRAL “OS NACIONALISTAS”. O EH Bildu CONTA ENTRE OS SEUS DEPUTADOS COM VÁRIOS QUE SEMPRE FUNCIONARAM COMO FACHADA DA ETA E TRÊS DOS ACTUAIS DEPUTADOS DO EH BilduArkaitz Rodríguez Torres, Iker Casanova Alonso E Ikoitz Arrese Otegi CUMPRIRAM PENAS DE PRISÃO PELA SUA LIGAÇÃO AO MOVIMENTO TERRORISTA ETA. MAS O VOX É QUE É EXTREMISTA! A EXTREMA-DIREITA TORNOU-SE NUMA MULETA DO ACTUAL JORNALISMO.

Enquanto o infantário universitário do BE monitoriza o que chamam discurso de ódio, o ódio propriamente dito instala-se

12 Julho, 2020

Jovens esfaqueados em rixa que envolveu dezenas de pessoas em praia do Estoril
Miúdos esfaqueiam-se repetidamente numa zona do país e aceita-se isso. As tretas do politicamente correcto tornaram-nos cúmplices com uma violência ignóbil. Estes miúdos são gente. E isto é o ódio. Não é tolerável.

sobre a direita

12 Julho, 2020
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O futuro pregresso da Direita, no Observador.

À cautela, o PÚBLICO que tem cada vez menos público

12 Julho, 2020

Pode muito bem candidatar-se ao papel de vigilante-censor. Entusiasmo com o projecto não lhe falta.publico-2020-07-12-4e0740

O Museu do Aljube somos nós

12 Julho, 2020

Rita Rato na versão Fernando Medina. Rita Rato na versão intérprete da linha justa. Rita Rato na versão Pedro Nuno Santos… Rita Rato é o símbolo da República Socialista Portuguesa: um país entregue a um grupo que vive do poder. Obviamente socialista. Porque só o socialismo consegue garantir tanto poder e por tanto tempo.

PS. A mais activa das versões de Rita Rato é Rita Rato na versão editora de notícias. Rita Rato nunca teve tempo para ler algo sobre o Gulag. Nem um livro, nem um folheto, nem uma brochura. Nada. É de facto estranho mas mais estranho é constatarmos que muitos jornalistas nunca têm tempo para ler algo que saia fora do que está no top das redes sociais. Por exemplo, fomos detalhadamente informados que Thierry Henry permaneceu ajoelhado 8 minutos e 46 segundos, aquando do jogo entre o Montreal Impact, equipa treinada por Thierry Henry, e o New England Revolution. Pretendeu dessa forma o ex-futebolista francês homenagear George Floyd morto às mãos de Derek Chauvin. Curiosamente ou melhor dizendo cumprindo uma rotina que já cansa, nem jornalistas, nem artistas, nem desportistas se detiveram para lembrar Philippe Monguillot, motorista francês de autocarro espancado barbaramente (acabaria por morrer) no fim de semana passado, simplesmente porque pediu a Mohamed C., Moussa B. et Sélim Z que usassem máscara e validassem os bilhetes.

Portugal é hoje um extenso  Museu do Aljube enquanto espaço da mémória selectiva.

 

Aljube: Museu da Memória Selectiva

11 Julho, 2020

CM 11 7 2020

(imagem tirada daqui)

Black Lives Matter

11 Julho, 2020

Ou como explicava este cartaz de 1968 o presidente Mao é o grande libertador dos povos revolucionários do mundo: 52 anos depois os povos revolucionários do mundo devidamente libertados matam-se para conseguir entrar nas suas antigas potências coloniais. As vidas são complicadas.

Rita Rato é a directora ideal do Museu do Aljube

10 Julho, 2020

Vários destes espaços a que chamamos museus e centros de interpretação  não são mais que espaços de exaltação do PCP e seus compagnons. Assim com Rita Rato tudo se torna mais claro e transparente.

 

PS. A nova directora do Museu do Aljube defende uma programação relacionada com “temáticas de liberdades contemporâneas, como as questões de género”. Assim sendo venho propor a Rita Rato uma abordagem de género à situação das “companheiras” nas casas clandestinas do PCP. Ou à vida dos seus dirigentes durante a ditadura.

 

A húbris do ungido

9 Julho, 2020

O facto de o novo ungido pelo primeiro-ministro ter conseguido escrever 119 páginas de lero-lero sem apresentar contas não me incomoda por aí além pois esses números seriam sempre uma mentira com o intuito de enganar papalvos.

CostaSilva-ok

Só alguém possuído por uma húbris desmedida e uma falta de humildade inaudita pode supor-se capaz de definir centralmente uma estratégia de recuperação económica para 10 milhões de diferentes projectos de vida com base na omnisciência do seu perfeito e total conhecimento qualitativo e quantitativo das infinitas interacções sociais passadas, presentes e futuras dos indivíduos.

Quem se iludir com forma beata e cândida de falar do novo Escolhido, do novo sábio, acabará por colaborar na instauração de maior coerção sobre as pessoas, de ainda mais sinistra agressão às liberdades e num acrescido assalto a quem produz riqueza.

 

Ennio

6 Julho, 2020

Isto não tem qualquer Blasfémia. Se todos foram tocados por Deus, alguns conseguiram fazer-nos sentir esse toque, como que se Deus nos tocasse mais uma vez através da sua criatividade. O maestro Morricone passou a vida toda a misturar 12 notas, só 12, e a mostrar-nos, quase invariavelmente, que o mundo muda sempre que nos esforçamos para simplesmente usarmos do dom da humanidade para deixar obra. Para estas pessoas é impossível haver morte. Há um afastamento físico que enoitece os familiares e amigos, mas para os outros há um perpétuo amanhecer com uma riqueza incalculável.

O negócio das ONG

5 Julho, 2020

«Médicos italianos testam 180 refugiados em embarcação no Mediterrâneo» SÃO REFUGIADOS DE QUE CONFLITO OU CALAMIDADE?

«O barco encontra-se, atualmente, em águas internacionais perto da Sicília (sul de Itália) e a ‘SOS Mediterranée’ reportou, nos últimos dias, que a situação a bordo era tensa. Uma equipa de médicos italianos realizou este domingo testes à Covid-19 aos 180 migrantes que aguardam autorização de desembarque na União Europeia, a bordo de uma embarcação no Mediterrâneo, revelou a organização não-governamental (ONG) ‘SOS Mediterranée’. A ONG responsável pela ‘Ocean Viking’ disse, através das redes sociais, que não tem notícias oficiais sobre a possibilidade de transferir os refugiados para outra embarcação, onde passariam duas semanas em quarentena, ou sobre uma eventual autorização para desembarcar nas próximas horas. » PORTANTO AS 180 PESSOAS ORA SÃO REFUGIADOS ORA MIGRANTES E A ONG ‘SOS Mediterranée’ TEM UM BARCO, O Ocean Viking’, QUE SE DEDICA A TRAZER PESSOAS DO NORTE DE ÁFRICA PARA A EUROPA. É ISTO?

«“As autoridades italianas estão a levar a cabo testes de zaragatoa ao coronavírus aos 180 migrantes a bordo da Ocean Viking. Não recebemos nenhumas instruções. Sem confirmação, não podemos dar soluções aos resgatados. A incerteza continua e isso significa que as tensões a bordo também”, escreveu a ONG. O barco encontra-se, atualmente, em águas internacionais perto da Sicília (sul de Itália) e a ‘SOS Mediterranée’ reportou, nos últimos dias, que a situação a bordo era tensa, com tentativas de suicídio por parte dos migrantes, lutas e ameaças de violência física à tripulação» SE BEM SE PERCEBE OS RESGATADOS/MIGRANTES/REFUGIADOS SENTEM-SE ENGANADOS. MAS  A RESPONSABILIDADE É OBVIAMENTE  DE QUEM OS FOI BUSCAR.

«A ‘Ocean Viking’, que resgatou os migrantes em quatro missões levadas a cabo em águas internacionais situadas entre Itália e Malta e em águas territoriais maltesas, a primeira das quais em 24 de junho, solicitou autorização de desembarque a Itália e Malta em pelo menos seis ocasiões. Foi também pedida a evacuação de 44 pessoas por motivos de saúde, mas nenhum dos países deu qualquer resposta aos pedidos. Entre os 180 migrantes a bordo encontram-se 25 menores de idade e uma mulher grávida. A ONG ‘SOS Mediterranée’ apelou à União Europeia para encontrar uma solução para os migrantes e que algum país, especialmente Itália ou Malta, pela proximidade da embarcação às suas costas, autorize o desembarque das 180 pessoas
A ONG ‘SOS Mediterranée’  DESENVOLVE UMA ACTIVIDADE À CONTA DOS OUTROS: VAI BUSCAR AS PESSOAS, CRIA-LHES EXPECTATIVAS E DEPOIS ESPERA QUE OS CIDADÃOS DA UE ASSUMAM AS RESPONSABILIDADES ECONÓMICAS, SANITÁRIAS, JURÍDICAS E SOCIAIS DO SEU NEGÓCIO.

 

deixem as pessoas em paz!

5 Julho, 2020
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Eis a nova esquizofrenia do governo socialista de António Costa: chumbar, na inspecção automóvel, os veículos que não se apresentem «em perfeito estado de limpeza». Parece uma medida saída do higienismo de Adolf Hitler. Um destes dias, todos teremos de obedecer a um código de comportamento físico e moral imposto pelo estado. Nesse caminho já vai, aliás, esta ideia censória de perseguir o «discurso de ódio» (seja lá o que for isso) nas redes sociais. O governo de Costa ignora aquela velha frase atribuída (pela sua biógrafa) a Voltaire, de que «poderei discordar de tudo quanto dizes, mas bater-me-ei até à morte para que o possas dizer». Estes sujeitos são um perigo para a liberdade.

Seja lamechas, mande flores e corações

5 Julho, 2020

Eu tenho pensado muito, normalmente mais do que o que seria saudável, acerca do papel das redes sociais nas propagandas dos partidos e dos inúmeros opinadores mais afectos a partidos e outros mais independentes. Durante algum tempo andei convencido que havia discussões, como em troca de argumentos, mas não existe nada disso, só a ilusão de que existe.

Hoje, tenho a visão mais benigna das redes de sempre. Implica disciplina e nem sempre consigo tê-la: se nos afastarmos daquilo para que são demasiado usadas, como a propagação de notícias, comentários ao governo, comentários derrogatórios sobre a oposição ou sobre partidos pequenos. As redes são boas para contactarmos familiares e amigos, para enviarmos ramos de flores virtuais, para nos congratularmos por este ou por aquele fazerem parte da nossa vida. Para enviarmos uma citação de alguém melhor que nós, para colocarmos uma canção que nos enche as medidas, para mostrarmos coisas de que gostamos e para sermos lamechas quando tem que ser.

Mudar o mundo é demasiado ambicioso. Já é bom quando conseguimos educar os filhos para os nossos valores, e isso só se faz rindo e chorando em iguais quantidades, confessando o que nos dói e partilhando as gargalhadas.

Não sei se estou no meio de uma crise existencial. Sei é que carpir sobre o que não podemos mudar só nos traz infelicidade. Se há um rumo para a felicidade, não sei, mas parece-me que a haver é o de celebrar as pequenas coisas e ter capacidade para ignorar as grandes que não conseguimos alterar.

Da crise monumental em curso já ninguém nos tira.

o respeito pelo dinheiro

5 Julho, 2020
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maserati-gran-turismo-2018-01

Em condições normais, com pessoas normais e não com bandidos, que também os há mas que, felizmente, são ainda uma minoria, o dinheiro de cada um representa o seu esforço e o seu trabalho: para o ganhar, como rendimento do que cada um faz com o seu tempo e a sua capacidade para trabalhar e produzir; para o conservar, não o gastando com futilidades ou vícios.

Por isso, respeitar o dinheiro não é uma submissão ao “capital explorador”, mas, pelo contrário, um princípio de ética existencial de respeito pelo outro. É, também, um valor eminentemente cristão, porque o trabalho é sagrado, no sentido de que ele é tempo de vida que retiramos a nós mesmos para investirmos em nós e nos outros.

Evidentemente que, quando nascemos em berço de ouro e andamos de Maserati aos vinte anos, teremos uma certa dificuldade para entender estas coisas.

A ministra que monitoriza e o Governo que não governa

5 Julho, 2020

Desde já aviso a senhora ministra e os demais monitores que escusam de gastar o dinheiro dos contribuintes a tentar detectar o discurso de ódio nos meus textos pois a mim o que me interessa é o amor. Portugal é hoje um país dominado pelo amor: o Tribunal Constitucional passou a amar de tal modo o silêncio no relacionamento com o Governo que entrou para um retiro. E como explicar, senão pelo extraordinário amor aos cargos que ocupam, que Graça Freitas e Marta Temido aceitem prolongar aquele número entre o grotesco e o cómico que têm em cena já lá vão mais de quatro meses?A perspectiva do amor não só muda a nossa visão sobre o mundo como esclarece o que antes não se entendia, como é o caso da estratégia do dr. Rui Rio. Tornou-se-me claro que o dr. Rui Rio é o exemplo perfeito do amor na oposição e de uma oposição que é um amor.

Visão de Anjos

2 Julho, 2020

Visao-capaA capa desta semana da revista Visão entra directamente para os lugares cimeiros das manchetes mais imbecis dos últimos tempos. A primeira página é acompanhada ainda por um editorial pateta da sua directora, Mafalda Anjos.

Não é Mafalda que é pateta, é o seu texto, como se comprova pelas coisas angélicas que escreve, como esta:

A pandemia, os números mostram-no, teve um efeito notável no clima do planeta: as emissões de carbono reduziram-se com o abrandamento económico e os aviões estacionados em terra, a poluição atmosférica recuou e, em muitas zonas do planeta, a Natureza ganhou terreno face ao Homem.

Não duvido da pureza de intenções da responsável pela publicação, mas com este binómio “capa-editorial” legitima a interpretação de que, no fundo, entende que o Homem é secundário na Natureza ou, dito de outro modo, Homem e Natureza são incompatíveis.

A delirante ideia de que o homem está a mais na natureza é antiga e sobre ela já tratei no Observador há tempos. A facilidade com que se dizem asneiras e se constroem narrativas fantasiosas mesmo com a realidade à frente do nariz é não só algo duradouro, como merecedor de registo pelo grau de alienação que consegue atingir.

Mas, Visão e Anjos inquietam-se com as gerações futuras e por isso o corolário dos disparatados argumentos que dão à estampa, alicerçados na nova seita religiosa do cientismo e dos especialistas em Clima, talvez seja o da defesa da extinção do homem através da paragem das actividades económicas. Nesta linha de raciocínio está por exemplo a spin-off do Bloco de Esquerda comandada pelo “genro” de Francisco Louçã (especialista em alterações climáticas e não dirigente neo-marxista partidário, obviamente) que “exige a intervenção pública na TAP” para “planear um redução drástica faseada e justa do sistema de transporte aéreo“.

Deve ser isto: quando estivermos todos mortos, o planeta será magnificamente verde!

 

 

Vão-se lixar com a treta do “discurso de ódio”

2 Julho, 2020

Chama-se censura. É só isso. E é muito.

Assinalar um falhanço

1 Julho, 2020

Os dois primeiros ministros ibéricos e respectivos chefes de Estado assinalaram hoje a abertura de fronteiras entre os dois países.  15 dias depois de todas as outras fronteiras estarem abertas e mais de uma semana depois de Espanha ter aberto as fronteiras com França e as rotas aéreas com outros países europeus.

Não podem ser acusados de tentarem esconder o falhanço, de disfarçar que Portugal não estava preparado para a abertura de fronteiras. Não. Tudo foi feito diante das câmaras.

Não vejo é motivo para festejarem.

André Ventura (2)

1 Julho, 2020

“Nacionalizar a TAP será um desastre! Será regressar aos tempos sombrios do PREC com o Estado tornado em gestor público e a gastar milhões em impostos dos contribuintes. Ainda vamos a tempo de inverter isto e fazer da TAP uma grande empresa estratégica!”

Resumo:

Nacionalizar => DESASTRE

mas VAMOS a tempo => fazer empresa ESTRATÉGICA

VAMOS.

Um parlapatão é assim.

É estratégico acabar com isto

30 Junho, 2020

A RTP é estratégica por causa do serviço público, seja lá o que isso signifique.

Os CTT, felizmente empandeirados a um preço fantástico, eram estratégicos por causa da integridade do território.

A TAP é estratégica por causa do turismo (como se não houvesse mais companhias aéreas dispostas a prestar um serviço rentável).

Não esqueçamos os célebres centros de decisão nacional, por inerência estratégicos.

Não há economista português com palco na comunicação social que não defenda estas barbaridades.

A meu ver, é estratégico ignorar estes aprendizes de feitiçaria económica.

 

O termo correcto é chantagem e não negociação

30 Junho, 2020

TAP será nacionalizada se privados não aceitarem proposta do Estado.As negociações têm sido muito difíceis, marcadas por uma enorme divergência entre o Governo e os accionistas privados

Verdade inconveniente sobre o racismo e sexismo dos Democratas nos EUA

29 Junho, 2020

Uma mentira repetida incessantemente torna-se numa verdade se não for desmentida. Assim tem sido ao longo dos tempos quando a História não é ensinada como ela de facto aconteceu, mas sim, como é mais conveniente a quem se quer servir dela. Um exemplo disso mesmo vem dos EUA, e a propósito desta onda generalizada de indignação e luta contra o racismo que teve origem nos Estados Unidos, venho aqui repor a verdade ocultada pelos média.

Corre a convicção de que o Partido Democrata é aquele que defende as minorias e direitos humanos. Corre a ideia de que são eles quem mais defendem os oprimidos. Mas a História é implacável no momento da verdade: é completamente falso.

Dizem os Democratas (a esquerda) que os Republicanos (direita) são racistas e sexistas no entanto, eis o que diz a História:

O Partido Democrata defendia a escravatura e iniciou por isso uma guerra civil  opondo-se radicalmente à Reconstrução.  Fundaram o Ku Klux Klan (seu braço armado), impuseram a segregação, protagonizaram linchamentos, lutaram contra as leis dos direitos civis (Civil Rights Act).

Por outro lado, desde a sua fundação em 1829 o Partido Republicano nasce como partido anti-escravatura. Em 1857 o Supremo Tribunal declarava no caso Dred Scott versus Stanford, que escravos não eram cidadãos mas sim, propriedade. Os sete juízes que votaram a favor da escravatura neste processo eram democratas, e os restantes dois que votaram contra, eram republicanos.

A questão da escravatura viria a ser resolvida com uma guerra civil no período de 1861 -1865. Os democratas opunham-se tanto à abolição da escravatura que em 1860, 6 semanas depois da eleição do presidente republicano Abraham Lincoln, a Carolina do Sul dominada pelos democratas, votou para se separar do norte. Dá-se a maior e mais sangrenta guerra civil de toda a história dos EUA.  Quem chefiou essa guerra foi Abraham Lincoln, o primeiro Presidente Republicano, o homem que libertou os escravos. Seis dias depois da rendição da Confederação armada, um democrata – John Wilkes Booth – assassinou o Presidente. O vice presidente democrata Andrew Johnson tomou o seu lugar. Mas este era opositor a Lincoln no seu plano de integrar os escravos na sociedade. Johnson e o Partido Democrata estavam unidos na sua oposição à 13ª Emenda (que abolia a escravatura),  à 14ª  Emenda (que dava direitos de cidadania à comunidade negra) e à 15ª Emenda (que dava direito ao voto dessa comunidade). Estas Emendas acabaram por passar apenas graças aos Republicanos.

Durante a Reconstrução  após a guerra civil, tropas federais estacionaram no Sul para assegurar a  segurança dos recentes escravos libertos. Centenas de homens negros foram eleitos no estados do  sul pelo Partido Republicano e assim,  22 negros republicanos  serviram no Congresso em 1900. Os democratas até 1935 não elegeram um único negro.

Depois da Reconstrução terminada e com a retirada das tropas federais, os democratas voltaram ao poder no Sul. Depressa restabeleceram o “privilégio branco” na região com medidas  “black codes” (leis que restringiam a aquisição de propriedade e de negócios por parte dos negros),  e impuseram as “poll taxes e literacy tests” (impostos e testes de literacia) usados para subverter o direito dos cidadãos negros ao voto. E como foi isto imposto? Usando a força, o terror,  recorrendo ao Ku Klux Klan fundado pelo democrata – Nathan Bedford Forrest. 

O Presidente Democrata Woodrow Wilson partilhava muitos pontos de vista com o Klan – voltou a segregar  muitas agências federais e até estreou na Casa Branca um filme racista –  “The birth of a Nation” – originalmente intitulado “The Clansman”. A única séria oposição ao “Civil Rights Act de 1964”  veio dos democratas.  Com efeito, os senadores democratas obstruíram o processo por 75 dias até os republicanos reunirem uns votos extras para quebrar o impasse.

Quando os democratas viram todos os seus esforços para continuar a escravizar  e impedir o voto aos negros tinha falhado, voltaram-se para outra estratégia: se os negros iriam  continuar a votar, então teriam de fazer com que  votassem nos democratas. Lyndon Johnson volta atrás no que tinha afirmado sobre o “Civil Rights Act” e declarou: “I’ll have them N*****S  voting democrat for 200 years”.

Mudam assim a estratégia depois de anos de opressão e oposição aos direitos dos negros. Perpetuaram depois  a ideia que foi o partido Republicano que foi o vilão da História quando na realidade foram as políticas anti-negros do partido democrata que imperaram durante todo esse período.

Na sua primeira convenção o Partido Republicano  prometeu acabar com a escravatura e a poligamia porque essas duas premissas estavam a expandir-se nos territórios a ocidente.  Isto levou à passagem pelos republicanos da 13ª Emenda que aboliu a escravatura, a 14ª Emenda que deu direito  à cidadania dos negros e o 15ª Emenda direito ao voto dessa mesma comunidade.

Em 1870 os primeiros senadores  e congressistas negros foram republicanos. Também a primeira mulher membro do congresso era republicana, bem como o primeiro governador e senador hispânico e o primeiro senador asiático.

Os republicanos foram os defensores dos direitos das mulheres que em 1862 fizeram passar o decreto federal “Morrill Anty Bigamy Act” que pôs termo à poligamia . Depois em 1920, após 52 anos de oposição dos democratas, foi rectificada a 19ª Emenda: o direito ao voto das mulheres graças aos congressistas republicanos que pressionaram  o Presidente Democrata Woodrow Wilson para deixar cair a sua oposição aos direitos das mulheres.  Enquanto os republicanos ganhavam a batalha dos direitos das mulheres e a dos negros, havia ainda um longo e árduo caminho a percorrer.

Em 1920 o Presidente Republicano Calvin Coolidge, declarou que os direitos dos negros eram tão sagrados como de outro qualquer cidadão. No entanto, quando anos mais tarde,   um atleta medalhado republicano –  Jesse Owens –  venceu 4 medalhas de ouro nas olimpíadas de Berlim em 1936, o Presidente Democrata Franklin Roosevelt ignorou-o, tendo convidado apenas atletas brancos na Casa Branca.

Duas décadas depois, terá sido o Presidente Republicano Eisenhower que enviou a “101st Airborn Division” – uma Divisão Especializada do Exército –  para escoltar estudantes negros na escola “Little Rocks Central High” quando o governador democrata do Arkansas – Orval Faubus –  ignorou uma ordem judicial para integrar a comunidade negra nas escolas.

Os republicanos tratam todos por igual. Os democratas não: tratam mulheres e negros como vítimas incapazes de serem bem sucedidas por elas próprias.

Por isso a estratégia de hoje dos Democratas passa por iludi-los (com subsídios massivos sem qualquer  contrapartida tornando-os dependentes estatais), instigá-los ao ódio racial e misógino, provocar revoltas e o caos social  para no meio da anarquia aparecerem como os “salvadores” de minorias que eles próprios alimentam e segregam. Isto é só uma nova agenda da esquerda que nunca se importou verdadeiramente com as minorias, como o demonstra não só o passado como o presente. A título de exemplo basta olharem para os Estados americanos governados pela Esquerda (democratas) em comparação com a Direita (republicanos).

Há de facto um longo passado de racismo e sexismo mas não é no Partido Republicano.

Porém, com a propaganda e doutrinação ideológica dos média, quando pensa em defesa de direitos iguais e igualdade racial, que partido lhe vem à cabeça? Ah! pois…

Saiba mais:

 

Com isto tudo os bronzeadores estão proibidos ou vão ser obrigatórios?

29 Junho, 2020

A realidade emboscou Costa e Marcelo na reunião no Infarmed

28 Junho, 2020

António Costa quis “deixar claro” que, se algo falhar, a culpa não será sua. Em seguida abandonou a reunião. O Presidente mostrava-se incrédulo. O show ilusionista de Marcelo & Costa demoronou-se. E os protagonistas ficaram subitamente expostos: o encontro com a realidade que contornaram nos incêndios de 2017, no assalto ao paiol de Tancos, na degradação do SNS que aconteceu muito antes da chegada do Covid, no processo tortuoso que usaram para afastar Joana Marques Vidal da PGR, esse encontro estava agora ali à sua frente, naquela reunião no Infarmed

Vem aí o fascismo pela quinta ou décima vez este ano

28 Junho, 2020

A massa amorfa de conformistas a que se convencionou denominar “direita”, habituada que está a encontrar-se em tertúlias e outros eventos garantidamente fechados em si mesmo sem qualquer impacto mediático, ao ver o ainda pequeno grupo que André Ventura reuniu na rua, desatou a procurar sinais que pudesse interpretar como armas da sua sobranceria intelectual e que evidenciassem, mais uma vez, o quão se assemelham a uma banda de garagem das que se recusam a actuar em público sob risco de conquistarem público. “Cuidado! Não saias à rua! Podem ver-te!”

Concluíram que Ventura tem uma mão com cinco dedos e que está disposto a usá-la. Daí até se demonstrar que é o Anti-Cristo vai um tirinho. Enfim, o costume.

Quão patética pode ser a subserviência da direita iluminista à esquerda da geringonça? Pelos vistos pode ser infinita e mais além. Não perdoando a capacidade que Ventura demonstrou para colocar anónimos da direita na rua e relegados que estão para eventos maçudos para chatos ainda maiores na busca pelo título de Miss Erudição 2020, inundam as redes sociais (esse bastião da erudição) com teorias mirabolantes que não servem para mais que fingirem não estarem em avançado estado de obsolescência ajoelhados perante o enorme falo em saudação romana do poder vigente.

A dita direita moderada inventou o confinamento antes sequer do coronavírus: há anos que não saem à rua com medo de serem infectados pela plebe. Na realidade, não se perde grande coisa, tirando uma ou outra possibilidade de engate arco-íris. Mas deixem-me ser justo: para o que querem, serve perfeitamente. Decididamente, não será Ventura a desafiar o título de Miss Erudição 2020, pelo que a fita do vencedor continuará segura como o Graal nas catacumbas do confinamento intelectual da direita convencional. E assim é que tem que ser. De outra forma arriscar-se-ia a nem poder ser guardada pelo vencedor pelo cheiro a farturas fritas que os não-confinados exibem, uma característica da raça dos simples.

Dizem que é uma espécie de jornalismo

27 Junho, 2020

«Agentes da PSP receiam que haja colegas mais brandos com apoiantes do Chega se houver confrontos com antifascistas.» Vejamos um partido convoca uma manifestação e o risco é a polícia ser branda com os manifestantes desse partido? Mas porque não há-de a polícia ser branda? É só uma manifestação.

Será que vai acontecer nessa manifestação algo que obrigue a uma intervenção policial que não seja a corrente? E note-se que na passa semana o Expresso até fazia a apologia do zero intervenções policiais: Na “Zona Autónoma” de Seattle a polícia não manda, a comida é grátis e as ideias fluem escrevia-se por ali. Mas enfim Lisboa não é Seattle e aqui o Expresso não só admite a presença policial como teme que ela seja branda. Mas então voltemos ao que pode despoletar a intervenção mais ou menos branda da policia:  “se houver confrontos com antifascistas“. Mas quem são os antifascistas? Vão à manifestação do Chega?  Fazer o quê?

Se calhar o EXpresso devia ter começado por aí, pelo facto de saber que alguns grupos podem ir contestar a manifestação do Chega. Mas para  o Expresso a notícia não é esse facto mas sim a possibilidade de a polícia ser mais branda com os manifestantes do Chega do que com os grupos auto-designados antifascistas mesmo que estejam a fazer aquilo que os fascistas faziam: marcar presença intimidatória e muitas vezes violenta nas manifestações convocadas por outros.

Por fim temos  aquele  «na “manif” de André Ventura». A manif que por sinal é manifestação não é de uma pessoa mas sim de um partido cujo líder deve estar gratíssimo ao PCP, à CGTP e aos alegados anti-racistas que já fizeram as suas manifestações. Logo com Covid ou sem Covid criticar o Chega por estar a fazer uma manifestação tornou-se difícil. Pressuponho que  vamos passar a ter as manifes do Costa, do Jerónimo, da Catarina…?

Em resumo, não admira que as venda do Expresso estejam a abrandar. Para ler parvoíces destas vai-se ao Esquerda.net que é de borla e mais honesto.

 

O velório de São João no Porto

26 Junho, 2020

Hoje no Observador, assinalo mais um comportamento de rebanho, ansioso e voluntariamente aderente a um suspender das mais básicas liberdades individuais e desejoso de proibições e orientações coercivas de comportamentos sociais por parte de quem tem poder.

Defendo que uma cidade intrínseca e historicamente desconfiada do poder estatal e das prepotências centralizadoras e em que gente de todas as classes sociais convive e desfruta do espaço público, não deve ser descaracterizada por festas hoje confinadas aos jardins das moradias da burguesia e aos condomínios fechados dos “afluentes”.

O texto completo está aqui.

Costa_RuiMoreira