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Rescaldo da fase mundo cheio de razão e a combater maravilhosamente o Covid versus os estúpidos Trump, Bolsonaro e os suecos cujos governantes não têm nome

12 Agosto, 2020

Bélgica: 852 Mortos por milhão de residentes

Reino Unido: 686 Mortos por milhão de residentes

Perú: 651 Mortos por milhão de residentes

Espanha: 611 Mortos por milhão de residentes

Itália: 583 Mortos por milhão de residentes

Suécia: 571 Mortos por milhão de residentes

Chile: 532 Mortos por milhão de residentes

USA: 506 Mortos por milhão de residentes

Brasil: 485 Mortos por milhão de residentes

França: 465 Mortos por milhão de residentes

DADOS

A Revolução Cultural dá mais um passo. Abjecto.

12 Agosto, 2020

   Santos & Pecadores demarcam-se de Olavo Bilac. Banda já não atua com músico

Do pecado original ao pecado permanente

11 Agosto, 2020

O que mantém o verniz da civilização com umas rachas mas ainda suportável é a ideia de que ainda voltaremos a uma “normalidade”, uma reminiscência de um tempo em que passeávamos pela praia sem que alguém com máscara P2 se cruzasse connosco. Não querendo acelerar o processo de degradação de todos os laços sociais, o que parece certo é não haver qualquer hipótese de regressarmos a Fevereiro de 2020, quanto mais a uma época em que Guterres não se fotografava de pés na água ou que Greta ainda brincava com o que quer que crianças criadas por pais imbecis brincam.

A televisão que nos estupidificaria era a mesma que nos fazia sentir o calor do Verão com os biquínis, o Ambre Solaire, o Fá Fresh e a beleza feminina pré-burqa. Era o tempo em que belas moças brindavam vencedores de corridas com vestidos que reflectiam o poder feminino. Era o tempo em que se reconhecia que a stripper a receber gorjetas enfiadas na tanga reflectia o poder que esta exercia sobre homens completamente babados e não a opressão do heteropatriarcado. Pelo contrário, era o tempo em que as mulheres dominavam o mundo, deixando o palermita do homem para o cargo de fingir liderar fosse o que fosse. Era o tempo em que a dona de casa geria aquilo tudo enquanto o caçador ia buscar o dinheiro ao emprego para que ela aprumasse filhos, os alimentasse e os criasse na completa admiração pelo “mãe é mãe”.

Esse tempo não volta. Este é o tempo de “sermos felizes”, como se uma condição efémera de felicidade não fosse apenas possível através da superação de sofrimento. Ninguém é permanentemente feliz, mas não é nada disso que se vende: vende-se a ideia de que a felicidade é um estado que se atinge – e divulga – e do qual nunca mais se sai excepto por culpa do próprio.

Ninguém voltará à “normalidade”. A normalidade era a condição humana. Agora, em que esta é substituída pela fé no pantomineiro das “ciências sociais” e dos “organismos do estado”, as pessoas estão em via de extinção, sendo progressivamente substituídas pelos drones do pensamento único, anódinos, sem alma.

Se alguém viajasse no tempo de 1946 para 2020 não creio que desejasse ficar. Melhor seria voltar aos escombros, onde, por muitas falhas que tivesse, os humanos ainda o eram. Mas, como sempre, a culpa deve ser do Trump.

Já há algum tempo que não vivemos na era do pecado original. Agora vivemos na era do pecado permanente.

Autocrítica

11 Agosto, 2020

Acho que devo uma explicação a toda a gente, além de a mim próprio. Sim, é verdade que fui atuar profissionalmente a um jantar privado do partido Chega, com o qual não tenho nenhum tipo de relação política ou afetiva. Sim, sou eu na selfie tirada pelo André Ventura, num momento final da minha atuação. Confesso que na altura encarei isto só mesmo como mais uma atuação e mais uma selfie, especialmente numa altura em que eu, os músicos que me acompanham e os técnicos têm quase a totalidade do seu ganha pão cancelado desde Março…Mas percebo que errei. Nunca pretendi apoiar o Chega, assim como nunca apoiei qualquer força política para as quais já toquei ao longo de toda a minha carreira. Mas devia ter tido o discernimento para perceber que não era só mais um concerto para mais um partido e das implicações que esta atuação profissional iria desencadear…– Olavo Bilac”

“Todos deram o seu melhor – todos.” – diz a senhora do costume

11 Agosto, 2020

Segundo Graça Freitas no Lar de Reguengos de Monsaraz  “Todos deram o seu melhor – todos. Quem sabe gerir este surto é quem cá está, são as forças locais que se organizaram para dar uma resposta. Com os dados que havia foram bem utilizados os recursos.” 

O melhor no Lar de Reguengos de Monsaraz era isto:

*não se faziam registos clínicos dos idosos, nem das doenças de que padeciam, nem dos medicamentos que tomavam

*não existia plano de contingência

*não tinha médicos

*tinha um terço dos enfermeiros previstos por lei

Como denuncia o João Miguel Tavares: O surto infectou mais de 100 pessoas só naquele lar. A Administração Regional de Saúde enviou uma enfermeira ao local cinco dias após o início do surto, a 23 de Junho. A reunião para definir o que fazer foi apenas a 26. E só a 2 de Julho é que os infectados foram transferidos – 15 dias depois!

No lar de Reguengos de Monsaraz foram contaminados 80 utentes e 26 profissionais, mas a doença propagou-se à comunidade e infectou outras 56 pessoas. Morreram  18 pessoas: 16 utentes, uma funcionária do lar e um homem da comunidade. A médica responsável pela auditoria ao lar de Reguengos de Monsaraz  diz que a maioria dos doentes não morreu de Covid-19. Os idosos acabaram por chegar ao hospital com as doenças crónicas agravadas e desidratados.  Os idosos chegaram a esse ponto porque, segundo o que a Comissão Regional do Sul da Ordem dos Médicos apurou, faltava tudo no lar: gente para cuidar e alguém que soubesse informar os médicos chamados a socorrer os doentes sobre o que andavam a tomar.

Repito segundo Graça Freitas, directora-geral da irresponsabilidade “Todos deram o seu melhor – todos. Quem sabe gerir este surto é quem cá está, são as forças locais que se organizaram para dar uma resposta. Com os dados que havia foram bem utilizados os recursos.” 

Por fim não omitamos as famĺias neste ciclo de irresponsabilidade que vai dos responsáveis pelo lar, à autarquia local e à DGS.  Quando o bastonário dos Advogados, Luís Menezes Leitão declara a propósito das falhas nos lares:Actuámos de forma muito correta em relação às prisões, porque se tivéssemos deixado a covid-19 chegar às prisões tinha sido uma catástrofe enorme, face ao elevado potencial de contaminação de uma população que está encerrada, mas não se pensou que os lares estão exactamente na mesma situação” esquece-se que no caso das prisões foi somples: os presos vieram para a rua. Mas para cada utente de lar há que convencer uma família a cuidar dele. Muitas não podem é o consenso geral. Mas, acrescento eu, muitas não querem.

“legitimidade acrescida” ou vergonha diminuída

10 Agosto, 2020

A eleição indirecta dos presidentes das CCDR foi apresentada pelo Governo como uma forma de “conferir uma legitimação democrática aos titulares das CCDR, para garantir uma legitimidade acrescida”
Portanto António Costa e Rui Rio reúnem-se e escolhem quem vão ser os presidentes das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR). Em seguida temos eleições à moda da República Popular da China: os candidatos oficiais são votadaos sem contestação. A isto chama-se aqui “legitimidade acrescida”. Só podem estar a gozar!

A regionalização nos bastidores, sem referendo nem discussão

10 Agosto, 2020

Fomos informados que António Costa e Rui Rio estão a tratar da regionalização. Para já escolhem os candidatos a presidentes das cinco comissões de coordenação e desenvolvimento regional (CCDR). António Costa e Rui Rio não querem discussões em público sobre os candidatos para depois passarem tranquilamente para o passo seguinte. Ou seja a regionalização. Ao contrário do que nos tem sido dito estão a ser dados passos irreversíveis nesse caminho. Esta eleição é um passo que agora nos dizem sem consequências e que dentro de anos será apresentado como obrigando à regionalização.

Passos Coelho é o líder da direita. Mas a direita quer ter um líder?

9 Agosto, 2020

Na crescente excepcionalização da figura de Passos Coelho – e não tenho dúvidas que Passos Coelho foi o melhor primeiro-ministro português do século XXI – o que vejo para lá da expressão do reconhecimento que lhe é devido, é precisamente o sinal dessa ausência de projecto político no centro direita: atira-se para a frente com o nome do último homem que liderou no verdadeiro sentido do termo a direita e espera-se que a magia aconteça.

O futuro da direita

9 Agosto, 2020

Este é o meu último post sobre o futuro da direita. O futuro da direita é o mesmo que o presente: discutir o futuro da direita entre um grupo restrito de pessoas que insiste em assim denominar-se, como se fossem Quixote em busca de uma época romantizada de chevalerie que nunca realmente existiu.

O CDS acabou, não conta. IL é para jovens vítimas de Erasmus confrontada com uma era de desagregação europeia e aviões em terra. Chega é útil e inequivocamente agregará tudo e mais alguma coisa que insista na dicotomia esquerda/direita para fazer algum barulho perante a grande unanimidade do pensamento único. A ICAR está quietinha a lamber as feridas que, à falta de melhor expressão, servia para barómetro moral antes de hubris de rede social gerar a ditadura do politicamente correcto originário da maioria.

O futuro é o lamaçal que a Europa permitir ou impedir para que PS sozinho ou, querendo diminuir expressão da prática de bestialidade fomentada pela imprensa, em conjunto com um PSD descaracterizado de profissionais, a pequena burguesia que define um país. Bloco e PCP passam aos maluquinhos do sistema, a única oposição possível à grande unanimidade nacional na esmola.

Sobre o futuro da direita, só posso aconselhar pessoas cujos filhos pensam em filiar-se num partido para que os tornem antes membros de um rancho folclórico ou clientes de casa de alterne. Não resta mais nada e quem pensa que sim só pode acreditar em unicórnios.

Sobre o “marxismo cultural” – 2.ª parte

7 Agosto, 2020

Falemos então, com todas as aspas devidas, de “marxismo cultural” (2), no Observador.

 

Indignações e memórias selectivas

7 Agosto, 2020

Os queixosos, magistrados, especialistas, activistas, membros de comissões de protecção de crianças… que arrancam as vestes com a criança na manifestação do CHEGA nunca viram crianças noutras manifestações? Por exemplo, nas marchas do ORgulho Gay. O ano passado era visível uma criança num dos carros que desfilou. É uma criança-cartaz ou não? Ou como era branca não havia problema?

Video aqui

O choro do secretário de estado da Covid

5 Agosto, 2020

Com a voz embargada, o secretário de estado da saúde (perdão, o secretário de estado da COVID), anunciava zero mortes diárias devido ao vírus. Um marco histórico, sem dúvida.

https://sicnoticias.pt/especiais/coronavirus/2020-08-03-Covid-19.-Secretario-de-Estado-da-Saude-emociona-se-ao-anunciar-zero-mortes

Entretanto, os números ANORMAIS da mortalidade de Julho começam a ser a notícia (mesmo na TV) e deveriam merecer a atenção do secretário de estado da SAÚDE. Os porquês desta anormalidade estão, por um lado, associados a um período de excesso de calor (versão da DGS) e, por outro lado, à possibilidade de termos tido um desvio de meios do SNS, conforme explica bem aqui o Pedro Almeida Vieira no seu blog:

https://noscornosdacovid.blogspot.com/2020/08/da-falta-de-emocao-para-o-excesso-de.html

Como dificilmente se confirmará a causa efeito, estas serão as vítimas silenciosas. Não morreram da COVID mas sim da resposta que a sociedade deu à COVID. E claro que na sociedade incluo não só o governo mas também a carneirada acrítica que lhe respalda as decisões totalitárias.

 

O senhores bispos que se cuidem…

5 Agosto, 2020

o Jaime Neves já morreu e já não pode ir dar um jeito quando mostrarem as suas intenções os piadéticos da redacção da Renascença que arranjam sempre um ângulo porreiro para lixar o Trump e outro também porreiro para dar uma imagem dinâmica e moderna do herdeiro a título de sucessor de António Costa

O plano é um fim, não um meio

5 Agosto, 2020

Paulo Ferreira: neste momento em que é apresentado o contributo de António Costa Silva para a próxima década estamos a meio da década de que falava a “Agenda para a Década” apresentada pelo actual primeiro-ministro em 2015. Qual é que vale a partir de agora? E que avaliação intermédia se fez da “agenda” inicial para se perceber o que foi cumprido ou não, o que deve ser continuado e o que deve ser revisto, o que merece ser levado até ao fim e o que deve ser abandonado? Alguém viu por aí alguma avaliação que permita tirar conclusões? Ou é tudo a olhómetro, como habitualmente?

E isto leva-nos a uma nova questão: se nos últimos 35 anos também houve dinheiro e os resultados não foram famosos e se vamos continuar a fazer tudo na mesma o que nos leva a pensar que desta vez será diferente?

As vidas negras importam? Sim, mas apenas se se puderem culpar as vidas brancas, ocidentais e de cultura cristã

5 Agosto, 2020

Em França instalou-se a barbárie. Para lá do bling bling Louis Vuitton do casal presidencial mais dos “maires ecolos” existe um país brutalizado. A propósito dos pedidos para uso de máscara sucedem-se episódios violentíssimos que já causaram mortos. Agora foi numa lavandaria do Val-d’Oise. Um homem negro foi brutalmente agredido por homens envergando trajes árabes depois de ter pedido a um deles para usar máscara.

Três gerações, um mesmo dilema

4 Agosto, 2020

Para perceber o que está acontecer hoje em Espanha é preciso recuar a esta cerimónia: a renúncia do Conde de Barcelona a favor de Juan Carlos.

Anos depois foi a vez de Juan Carlos abdicar para salvar a monarquia.

A abdicação de Juan Carlos salvou a monarquia. Mas a crise do regime está lá. Felipe VI está cada vez mais só. O próximo alvo é ele.

 

 

São areias movediças

4 Agosto, 2020

Em tempos, disseram-me que se não se tem nada de bom para dizer é melhor estar calado. Quando o ouvi achei que isso também se enquadrava em não ter nada de bom a dizer, pelo que pensei que o melhor conselho seria a própria pessoa segui-lo. No entanto, hoje penso mesmo que é necessário ter algo a dizer para que se diga alguma coisa.

À medida em que o Verão se aproximava da metade, não senti qualquer necessidade de dizer fosse o que fosse. Hoje, rodeado de areia e corpos mais ou menos destapados, sinto necessidade de dizer que muitos de nós continuam a não mudar, por muito que os outros mudem. Mais ruga, mais gravidade sobre apêndices outrora estritamente paralelos ao terreno, nós ainda estamos aqui, como diz a canção do Miguel Araújo. Perdemos alguns pelo caminho: ou por que não sabem o que vão fazer da sua vida, ou por que morreram de algo inglório como não terem COVID–19, ou por que simplesmente desistiram de tentar compreender o mundo e insistem na jogatina da escolha presidencial, da renovação da direita, da alienação perante o desastre bíblico que paira sobre nós e que, como gafanhotos caindo dos céus, nos atingirá no Outono.

Tirando o riso das crianças, a arte que baby boomers e anteriores nos deixaram, os simples prazeres da vida como mergulhar nu num dos recantos inatingíveis pelo reboliço lisboeta da aristocracia decrépita em gritos por atenção e dos encontros nocturnos com os felizardos que têm com quem compartilhar o resto da vida, tudo o resto são migalhas de bosta esmigalhada para moscas esfomeadas.

Por isso, o que tenho de bom a dizer, porque se não tivesse seria para estar calado, é que aproveitem a vida que podem ter hoje, por que esperar por amanhã para aproveita-la poderá ser bem mais difícil.

A PIDE anda por aí.

4 Agosto, 2020

A propósito do uso de máscaras ao ar livre (sim, ao ar livre!), cresce um movimento pidesco, uma espécie de segunda vaga do mesmo movimento que vigiava quem ousava por o pé fora por alturas do confinamento. Eles contam quem anda ou não de máscara; especulam sobre os direitos de uns e outros quanto ao uso dos recursos dos hospitais; eles sugerem porrada e até, não tardará muito, prisão. A Madeira dá o mau exemplo, pois, mesmo sem qualquer óbito registado devido a Covid-19, obriga ao uso de máscara na via pública. A Madeira, meus senhores! Que génios se lembraram disto? Não foi o Alberto João Jardim, honra lhe seja feita, pois ele já denunciou a palhaçada.

Entretanto, o secretário de estado da saúde emocionou-se com o facto de termos tido o primeiro dia sem óbitos devido a Covid-19. Lamentavelmente, esqueceu-se que o mês de Julho foi o mais mortal dos últimos 12 anos, conforme noticiou hoje o Público e conforme tem divulgado o Pedro Almeida Vieira no seu https://noscornosdacovid.blogspot.com/.

A esse propósito, no meu último post https://blasfemias.net/2020/07/31/esta-tudo-a-correr-muito-bem/  usei o trabalho do Pedro Almeida Vieira para divulgar uma verdade evidente: há excesso de mortalidade que não se deve ao vírus. Levantei a hipótese dos adiamentos de consultas e cirurgias terem causado parte desse excesso. É exatamente o que alguns especialistas citados hoje pelo Público referem e é o que responsáveis de saúde vão dizendo em surdina.

Nota final: Nos comentários ao meu último post, alguns observaram, com alguma razão, que o gráfico mostrava médias e que isso poderia dar uma ideia errónea do excesso de mortalidade. Ao visitarem o blog do Pedro Almeida Vieira poderão encontrar outras métricas, sendo que os números de Julho rebentam com qualquer intervalo de confiança. Portanto, a mortalidade de Julho é muitíssimo excessiva, sem margem para dúvidas, pelo que o gráfico apresentado no último post é bem ilustrativo do problema.

 

Uma nova forma de jornalismo: a entrevista urrada

4 Agosto, 2020

A trituradora

2 Agosto, 2020

Os parceiros do PS no Governo têm mostrado um interesse voraz pelo controlo dos serviços que nos habituámos a considerar técnicos: em 2017, a directora do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Luísa Maia Gonçalves, foi afastada porque deu parecer negativo à nova Lei de Estrangeiros nascida de um projecto do BE (quem se mete com o BE leva!). Já a Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (CRESAP) é enxovalhada pelo Governo como aconteceu aquando da escolha do Director-Geral da Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público em que o Governo recusou todos os nomes indicados pela CRESAP com o argumento expresso em despacho da secretária de Estado da Administração Pública de que entre os não indicados pela CRESAP fora identificado “um candidato com um perfil mais compatível com as orientações estratégicas definidas”. Agora é a vez do assalto  à Direcção-Geral de Veterinária (DGAV) : uma direcção-geral à medida dos interesses do PAN é o próximo passo.

Está tudo a correr MUITO bem

31 Julho, 2020
Carneirada,
Tenho aqui uma coisa para pensarem enquanto intervalam as refeições de palha que vos dão diariamente na comunicação social.
O Pedro Almeida Vieira tem feito um trabalho notável de rastreio de números e sua análise. O gráfico abaixo é dele e é claro. Tão claro que o pulhígrafo vai descobrir que a fonte da letra está imprecisa, ou algo do género, o que retirará credibilidade às análises do Pedro Almeida Vieira. Portanto, vai porventura ser uma notícia falsa.
Pois…mas ou o homem compilou mal os números ou isto merece ser muito bem analisado.
Aqui vai, para pessoas com QI acima de macaco. Portanto, é fácil, podem crer.
A linha que limita superiormente o VERDE representa quantas pessoas, em média de 2009 a 2019, morreram naqueles dias (o dia está no eixo horizontal que vai desde 1 de Março de cada ano até 29 de Julho). É notório que a mortalidade média diária tende a descer à medida que o ano avança para a primavera e depois para o verão. De cerca de 350/dia para cerca de 260/dia, assim a olho nu. Entendidos? Ok. Muito bem. Sabem ler um gráfico.
Agora atenção, meus mémés, a linha que limita superiormente o VERMELHO representa as mortes naqueles dias durante este ano, sendo observável que, por estranho que pareça, está a morrer sensivelmente tanta gente agora como em Março. A isto chama-se “excesso de mortalidade”. Entenderam? Não vejo como não.
Pensarão vocês, foi o vírus!!! O malandro. E faz sentido pensarem assim, mémézinhos, faz sentido mesmo. Mas não…não foi.
Muita atenção… agora ponham os óculos, por favor.
A linha que limita superiormente o AMARELO representa as mortes por COVID naqueles dias durante este ano. Conseguem ver, carneirada? Não? Ponham os óculos. Agora sim? Sim? Que pequeniiiiiiina, não é?
Agora perguntem à Dra. Desgraça por quais razões está a morrer tanta gente. Talvez, digo eu que sou básico, porque foram adiadas 3 milhões de consultas e 93.000 cirurgias? Ou seja, porque se matou formigas com bazucas que queimaram tudo à volta?
Isto é, se a área a vermelho é o excesso de mortos e a área a amarelo são os mortes por covid, sendo esta relativamente pequena, temos que começar a dizer (pelo menos a colocar a hipótese) que as medidas associadas ao ataque ao covid mataram muito mais gente do que as mortes devido a covid. E depois há ainda a economia que está um brinquinho.
Está a correr tudo bem, não está?covid

Observatório da extrema-direita

31 Julho, 2020

Um conjunto de 12 indivíduos decidiu criar uma coisa chamada “Observatório da extrema-direita”. Diz essa gente que se trata de “um projeto plural que junta pessoas com percursos vários”. Fui ver: tem um fundador do Bloco de Esquerda (BE), vários dirigentes do BE, eleitos e candidatos autárquicos do BE, tudo BE declarado e até às entranhas. Fiquei convencido sobre a pluralidade…

A agremiação parece marxista, cheira a trotskismo, lembra estalinismo, portanto, é bloquista.

Um dos dois artigos de opinião já produzidos por este colectivo é assinado pela filha de um Conselheiro de Estado de quem junto três imagens para mais fácil identificação:

JoanaLouca_Mutante-ok

A forma eufemística, ou melhor, retrincada com que se apresenta como estrutura independente um colectivo que não passa de um veículo de transmissão do partido é um expediente recorrente do Bloco de Esquerda.

Outro exemplo paradigmático é a Climáximo, uma suposta organização ambientalista enxameada também de dirigentes e militantes bloquistas que é uma mera spin-off do BE. O artifício vai ao ponto de um dos seus principais e mais activos responsáveis ser apresentado como “especialista em alterações climáticas” quando se omite a verdade de ser antes de mais um membro do BE, por sinal companheiro conjugal da rapariga acima anteriormente retratada. Deste junto igualmente três imagens para mais fácil identificação:

Camargo_Mutante-ok

O estaminé de activistas do personagem acima diz em manifesto que “está tudo lixado” e que se “fartaram”, pelo que se comprometem a “lutar contra o vírus da maximização do lucro”, a “construir uma nova civilização” e anunciam sair às ruas este Outono “em acções de desobediência civil em massa”. É o desígnio da protecção do Ambiente…

Mas talvez valha a pena ouvir, pela voz do próprio, considerações sobre a “emergência climática” aludindo a “fascistas a surgirem em cada região” e afirmando-se pronto a “produzir a acção para um processo revolucionário que substitua o capitalismo”.

 

Foi também a Climáximo que intercedeu para que Greta Thunberg fizesse há tempos uma escala em Portugal. E, note-se, é com este tipo de plataformas que a Fundação Calouste Gulbenkian vive hoje em concubinato.

Além da multiplicação em diversas estruturas satélites do Bloco de Esquerda uma outra característica desta rede é a de que um conjunto limitado dos seus protagonistas é omnipresente a todas elas.

Por exemplo, na Rede Anticapitalista lá encontramos novamente João Camargo e na revista desta metástase do Bloco escreve com frequência o seu sogro, Francisco Anacleto.
A família junta-se também numa publicação regular do partido ou na produção de um filme sobre “Portugal nos anos 201x quando a Troika aterra em Portugal para mais uma avaliação e começa um surto de morte e violência.”

Esq-Cru

 

A polivalência familiar deriva quiçá do seu aburguesamento e múltiplos interesses: Francisco Louçã além de Conselheiro de Estado foi (ainda é?) consultor do Banco de Portugal, a sua mulher (Ana Campos) é nomeada consultora da DGS, a sua filha (Joana Louçã) tornou-se assessora parlamentar com salário pago pela AR, o seu cunhado (Correia de Campos) além de ex-ministro da Saúde foi até há pouco Presidente do Conselho Económico e Social.

Dos irmãos de Anacleto Louçã não me consta que tenham cargos de nomeação governamental nem especial visibilidade pública. Mas registo que estes se tenham zangado com o Bloco, deixando claro e por escrito que “o Bloco se tornou numa organização hierárquica e cristalizada onde imperam os acordos de cúpula”.

Sabendo que os extremos se tocam, partilham muitas práticas e até alguns mesmos princípios, nada mais apropriado que o expertise da extrema-esquerda para monitorizar a extrema-direita.

Boa sorte para o novo Observatório!

 

 

O ataque aos quadros técnicos

29 Julho, 2020

A demissão do director da Direção Geral de Alimentação e Veterinária, Fernando Bernardo tem de merecer a maior condenação e atenção. Aquando da aprovação da legislação urbano-fofinha sobre a proibição do abate de animais nos canis  foram vários os veterinários e associações do sector que https://observador.pt/2018/09/09/ordem-dos-veterinarios-proibicao-de-abate-nos-canis-poe-em-causa-a-saude-publica/explicaram a inviabilidade da aplicação desta leiO Governo passou por cima de todos estes avisos e os parlamentares de todos os partidos votaram a favor para ficarem bem na fotografia e não perderem votos para o PAN.

Em 2020 as consequências dessa legislação ficaram à vista em Santo Tirso. António Costa como sempre que se vê confrontado com os erros do seu governo culpou preciamente aqueles qur o avisaram  do erro que estava a cometer ao defender tal legislação. No caso a vítima foi a Direção Geral da Alimentação e Veterinária que durante o debate parlamentar do estado da nação António Csta afirmou ser necessário reformular já que esta entidade “não revela capacidade para se adaptar à nova legislação que impede o abate de animais” e que não revelado competência para a proteção de animais de companhia. “Quanto à orgânica do Estado: temos de repensar, porque a Direção-Geral de Veterinária não está feita para cuidar de animais de estimação e manifestamente não tem revelado capacidade ou competência de se ajustar à nova realidade legislativa”. Aquilo que António Costa designa como nova realidade legislativa é a submissão da competẽncia técnica às tacticas dos políticos.

 

Preparados para a preparação do Governo?

28 Julho, 2020

A propósito das declarações da ministra Mariana Vieira da Silva sobre a preparação do país para enfrentar a pandemia – “estamos preparados – o Governo e o país – para responder a esta crise de forma diferente” –  Fernando Leal da Costa  fez um levantamento das declarações da Ministra da Saúde

Em janeiro – “Temos dispositivos que nos permitem responder a todas as necessidades”.

Em fevereiro – “Estamos preparados para que um cenário semelhante àquele que está a acontecer em Itália possa acontecer também no nosso país.

Em março – “Não estivemos parados e, contudo, como todos os outros, tememos não estar preparados porque não depende só de nós”.

Em julho – “Não estávamos preparados”.

E, ainda em julho, na conferência de imprensa do dia 6, o Dr Lacerda Salles confirma a evidência de que nunca o Governo mentiu –  “Nunca negámos que Portugal, como a generalidade dos países, não estava preparado para uma epidemia desta escala e com estas características.”

Jornalismo por omissão

27 Julho, 2020

Agora que Seattle está assim

aguarda-se a continuação da novela de activismo romantico do EXPRESSO intitulada: Na “Zona Autónoma” de Seattle a polícia não manda, a comida é grátis e as ideias fluem.  Agora que fluem mais balas, fogo, pedras… certamente que páginas exaltantes poderiam ser escritas. Por fim e na senda dos milhares de caracteres dedicados ao slogan black lives matter venho lembrar ao EXPRESSO e demais meios de comunicação nacional que coloquem no google este nome Bernell Trammell. 

A ler

26 Julho, 2020

A entrevista de Maria João Avillez a Francisco Assis:

um dos grandes sucessos da esquerda portuguesa nos últimos anos foi precisamente o de construir esse discurso estigmatizante face ao Governo anterior que suscitou adesão de grande parte do país e ao qual a direita, repito, nunca soube responder. (…) Não tenho dúvidas de que um dos piores problemas do país é a degenerescência da direita.

Não se pode dizer pior.
Provavelmente. Estou a tentar uma explicação racional. Uma parte da direita pensará que será melhor esse corte; e a outra, que por comodismo se alheou do debate político, permitiu que se impusesse, quase hegemonicamente, um discurso estigmatizante do período anterior.

Crónica anunciada dos próximos meses

26 Julho, 2020

A direita que se tornou oposição de si mesma vai andar entretida a fazer contas de somar e diminuir em torno dos votos que o Chega pode conseguir. A direita que se tornou oposição de si mesma é a herdeira daquela que em 2015 defendia a tese da vacina: não valia a pena a luta ideológica – garantiam – bastava que a esquerda governasse, mais a mais governando com a extrema-esquerda como era o caso, e as pessoas logo perceberiam a superioridade das outras opções. Ficavam vacinados! Foi quase com exasperação que esta boa gente viveu a tomada de posse do governo de Passos Coelho, a 30 de Outubro de 2015. E não apenas porque muitos deles não gostavam de Passos Coelho mas sobretudo porque os incomodava aquele exercício de poder, aquela afirmação de legitimidade

Manda quem pode

25 Julho, 2020

Comunicado do MNE turco: «As crianças mimadas da Europa, que não podem aceitar que nos prostremos novamente em Hagia Sophia, estão a delira

São tontos, ideologicamente cegos ou apenas medíocres?

24 Julho, 2020

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O PÚBLICO fez capa com uma sondagem. Se olharmos bem o facto mais destacado – a subida do CHEGA – não consta dos títulos. O CHEGA está à beira de se tornar a terceira força política  e estes exemplares da cancel culture acham que se o ignorarem ele deixa de existir.

A propósito das falácias do vamos ter tanta habitação social quanto os holandeses

24 Julho, 2020

Víctor Reis «Tive o privilégio de ler o documento sobre o “Estado da Nação e as Políticas Públicas 2020”, do IPPS-ISCTE, onde imperam as teses de uma certa esquerda que omite factos relevantes, distorce o contexto e, obviamente, coloca o governo e a coligação de esquerda que o apoia em “estado de necessidade desculpante” no que respeita à habitação.

Em primeiro lugar, a questão de só haver 2% de habitações sociais em Portugal, ou seja, 120 mil casas. É verdade que são poucas. Mas cabe perguntar o que sucederia se fossem 20% ou seja 1,2 milhões. A resposta é simples: o problema persistiria, porque reina a mais completa bandalheira, imposta por via legislativa (Lei nº 32/2016), na gestão deste parque de habitação social. Sucedem-se as ocupações ilegais sem que as entidades gestoras do parque (câmara municipais, IPSS, e IHRU) tenham autoridade para controlar a situação, não se atualizam rendas e quando se lhes toca começam as manifestações e a gritaria. Acumula-se uma dívida colossal de rendas que já ultrapassa os 100 milhões de euros (…) O exemplo mais curioso, é quando referem a Holanda que tem um parque público com finalidade social que corresponde a 30% do existente. Esqueceram-se de referir que em Portugal todas as experiências que pretenderam criar sistemas de empresarialização social da habitação como os que existem naquele país, como foi o caso da Promocasa (Vila Franca de Xira), da NHC em S. João da Talha (Loures) ou até a Cooperativa do Bairro dos Trabalhadores de Azeitão (Setúbal) acabaram falidas, porque por aqui impera o calote, onde, em nome do direito à habitação e à mistura com uns quantos discursos feitos no Parlamento, inventam-se pretextos para não pagarem o que devem.»

Pensei nos números todos

23 Julho, 2020

Best of Prof. Lero-Lero:

Hoje é o dia em que declaram sempre ter ouvido Amália aqueles que

23 Julho, 2020

Levaram anos a declarar o seu desprezo pelo fado

Levaram anos a declarar que Amália era fascista, reaccionária, popularucha

Levaram anos a declarar que o fado era uma coisa do passado

Levaram anos a declarar que não conseguiam ouvir fado

Hoje eles lá estão como sempre os mais activos entre os activos s declarar a excepcionalidade de Amália. Amanhã esquecerão tudo o que agora disseram se tal lhes for conveniente.

Não, não é um deslize ou uma observação infeliz e pessoal. É mesmo o que se pretende

23 Julho, 2020

Eu só acrescentaria: arranjar uma bravatas internacionais para escamotear que vivemos de mão estendida.

22 Julho, 2020

Tantas saudades

22 Julho, 2020

Do que mais falta sinto é de parar o carro no meio da rua para devolver ao interior a bola que saiu da vedação da escola para o meio da rua.

Coisas simples. Sinto muita falta de coisas muito simples.

15.300.000.000€

21 Julho, 2020

Os desafios que Portugal tem pela frente afiguram-se de grande complexidade e exigência reclamando soluções que deverão ser procuradas num quadro de análise inovador e que responda às necessidades de empowerment e inclusividade futuras.

A vasta gama de factores que concorrem para o adensar das crises de ordem diversa que teremos de enfrentar impõe que o nosso foco deva abordar primeiramente e como necessidade urgente a resposta ao repto que as novas gerações nos colocam para a acção climática.

Na verdade, a sustentabilidade dos ecossistemas e, em particular, dos territórios de baixa densidade tem de ser compaginável com a adopção das novas formas da economia circular. Por outro lado, a tão crucial reindustrialização de uma economia aberta como a nossa conduz-nos a diferentes abordagens e a uma exploração diferenciada das sinergias com o mundo digital numa dinâmica virtuosa que nos encaminhe no sentido de uma maior reconversão estratégica.

Porém, a encruzilhada geopolítica a que não somos alheios e as tensões provocadas pelas assimetrias globais torna compulsório atalhar veementemente a ameaça dos extremismos e contrapor a estes perigos plataformas colaborativas internacionalistas.

O refundar do paradigma civilizacional e a operacionalização de externalidades positivas só será catalisado por uma diplomacia económica proactiva, maximizando o potencial transformador do tecido empresarial, e em particular das micro e pequenas empresas, que permita ultrapassar de forma polifacetada os constrangimentos a que seremos sujeitos. A obrigação imprescindível de uma hermenêutica progressista é de singular relevância neste contexto.

Assim, atendendo aos valores comuns de uma Europa que queremos una, solidária e de futuro, passem para cá 15,3 mil milhões de euros, seus frugais de merda!

Professor Lero-Lero

 

Lesboa, capital da oligarquia mendigante
21 de Julho de 2020
Com o Alto-Patrocínio de Sexa, o Caudilho.

CostaSilva-Apresentacao

Ruidoso e preocupante silêncio

21 Julho, 2020

Continua sem ser notícia a decisão do Ministério da Educação de obrigar dois alunos a repetir dois anos escolares por estes não terem frequentado a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento. Ou seja o Notícias Viriato relata o caso mas os demais meios mantêm-se em silêncio.

 

Ainda vamos na terça-feira

21 Julho, 2020

*A morte de 52 cães e dois gatos carbonizados motivou reações dos partidos políticos, com PAN, BE e PCP a exigirem explicações do Governo. Quantos tempo demoraram o PAN, BE e PCP a exigir explicações do Governo sobre os mortos de Pedrogão?

*Fernando Medina: “A Holanda e os seus amigos forretas não conseguiram uma vitória em toda a linha” Assim Fernando Medina fica com mais dinheiro para pintar ruas; lançar programas de arrendamento-propaganda; inventar murais…

*Greta Thunberg vence Prémio Gulbenkian para a Humanidade. Traduzindo: Gulbenkian escolheu dar prémio a Greta Thunberg não porque isso contribua para melhorar o ambiente mas sim para conseguir dar notoriedade a este prémio. (A propósito da eficácia para lá do marketing escreve Henrique Pereira dos Santos: cinco milhões em cinco anos, aplicados em pequenos e médios projectos enraizados na sociedade e com trabalho concreto e real no terreno, eram bem mais úteis à humanidade que entregar um milhão a uma pessoa ou organização, sem programa de aplicação definido.)

*Foi posto em liberdade o suspeito de ter ateado o incêndio na catedral de Nantes.

os grandes valores da europa

20 Julho, 2020
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Quando António Costa fala na necessidade de preservar “os grandes valores da Europa”, nem sempre é muito conciso na determinação desses “valores”. Hoje, finalmente, já percebemos quais, ou melhor, quanto são esses valores europeus: 15,3 mil milhões de euros. É, de facto, um grande valor

O Soviete da 5 de Outubro

20 Julho, 2020

No dia 15 de Junho de 2020, o Ministério da Educação emitiu um despacho assinado pelo Sec. de Estado da Educação, João Costa,que obriga dois alunos a repetir dois anos escolares. De acordo com o despacho, Tiago que deveria começar o 7º ano em Setembro, volta para o 5º, e Rafael que deveria passar para o 9º ano, passa para o 7º. Porquê? Porque a família destes alunos argumentado que os tópicos da disciplina (Sexualidade, Género, Interculturalidade, Média, Ambiente…etc) são da responsabilidade educativa das famílias e não do Estado, comunicou há dois anos à escola  que os filhos não iriam frequentar a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento (CD), baseando-se no Artigo 36º da Constituição da República Portuguesa que refere que “Os pais têm o direito e o dever de educação e manutenção dos filhos.”

O argumento foi aceite pelo Conselho de Turma. Tiago de 12 anos, e Rafael de 15, naturais de Famalicão, ambos alunos do Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco, durante dois anos lectivos fizeram a sua escolaridade com notas excelentes: são alunos de média de 5 valores e vencedores de múltiplas Olimpíadas educativas.

O Sec. de Estado da Educação, João Costa numa decisão de perseguição ideológica quer obrigar agora estes dois alunos a repetir dois anos lectivos. Aceitar esta decisão do Sec. de Estado da Educação, João Costa, é dar mais poder ao Soviete da 5 de Outubro