Um horror isto de um deputado vir discursar aos manifestantes
Teorema da impossibilidade do comunismo
O Miguel Granja diz-nos hoje na coluna semanal da Oficina da Liberdade no Observador que “não são os homens que esperam o Fim da História, como pensam, dialécticos, os comunistas. É a História que não tem fim porque tem de esperar pelos homens“.
É um texto muito bem escrito e muito bem pensado que recomendo a leitura.
Quando o governo é de esquerda toda a contestação é de extrema-direita
O Serviço Nacional Socialista
Os corruptos-mistério do Expresso ou a arte de branquear socialistas
O EXPRESSO faz este título «Conhecidas as sentenças do maior caso de corrupção já julgado em Espanha. Vox já respondeu – e continua a capitalizar» Convenhamos que é esquisito, refere-se o maior caso de corrupção já julgado em Espanha mas não se diz quem são os condenados e em seguida conclui-se que o partido Vox « já respondeu – e continua a capitalizar»
Leia-se então a notícia para resolver o enigma: Não foi na Andaluzia que o Vox nasceu mas foi lá que começou a fazer história – muito ajudado pela desconfiança crónica que muitos habitantes sentem em relação aos partidos do sistema. O maior escandâlo de corrupção em Espanha, o caso dos ERE, ainda não chegou ao fim, porque ainda há recursos, mas a um fim: os juizes atribuíram sentenças de prisão efetiva e de impossibilidade de acesso a cargos publicos a 21 pessoas»
NADA. Vox para aqui, Vox para ali mas não sendo este ur atigo sobre a história do Vox mas sim sobre um julgamento por corrupção porque não começar simplesmente por dizer quem foi condenado e já agora em que consistia essa corrupção? Até que linhas abaixo surge a indicação assim caída do céu: «Foi um longo e danoso processo judicial para o Partido Socialista dos Trabalhadores Espanhóis (PSOE) mas também para toda a Espanha, um país que, nas sondagens, coloca quase sempre a corrupção no pódio das suas prioridades. Esta terça-feira, o Tribunal de Sevilha condenou o ex-presidente da Andaluzia José Antonio Griñán a seis anos de prisão por peculato e prevaricação no caso ERE, enquanto ao seu antecessor, Manuel Chaves, impôs uma sentença de impedimento de acesso a cargos públicos durante nove anos. Ao todo são 21 nomes condenados neste processo FINALMENTE mas não directamente: «Foi um longo e danoso processo judicial para o Partido Socialista dos Trabalhadores Espanhóis (PSOE) Ficamos felizes por saber que o PSOE sofreu com este processo mas a não ser que se esteja por dentro do caso é um pouco difícil perceber o que se quer dizer com isso tanto mais que não se explica que eram dirigentes socialistas os condenados. A notícia lá prossegue nesta estranheza. No total escreve-se VOX cinco vezes e PSOE duas. Depois vêm queixar-se que os jornais perdem leitores.
Ai a liberdade, a liberdade
A liberdade é uma coisa tramada: tanto permite que se louve, em bucólicas odes — que, de tão pastorais, conseguem replicar até o cheiro da bosta —, como permite que se defenda tudo e mais alguma coisa que a limite. Vem isto a propósito da morte de José Mário Branco, visto por uns como “lutador pela liberdade” e por outros como um bandido defensor de ideologias sanguinárias.
Chamava-se arte degenerada — entartete Kunst — a tudo o que não correspondesse à concepção artística dos nacionais-socialistas. Gaugin, Klee, Kandinsky, Picasso, toda a escola Bauhaus, dadaístas, enfim, tudo que não fosse o misticismo do Homem Novo nazi (eles chamavam-lhe outra coisa, mas o cheiro é o mesmo).
Para lá da Cortina de Ferro, o princípio era o mesmo: arte serve para a causa, para “servir o povo” (ó triste ironia) ou seria para eliminar.
Assim, só em liberdade se pode publicar apologias à tirania. Portanto, sempre que se perde um autor, seja comunista, seja liberal, seja conservador ou seja revolucionário, também morre um bocadinho da liberdade. Qualquer outra visão, a começar pelo mantra “este senhor diz coisas de que não gosto”, é uma participação directa no neo-fascismo dos justiceiros sociais. O que este país mais precisa é de artistas. Artistas para todos os gostos, para todas as ideias, para todas as ideologias. Não gosta deste ou daquele? Óptimo: ponha na borda do prato.
E se tudo o mundo é composto de mudança,
Troquemo-lhes as voltas que ainda o dia é uma criança.
Os meus sentimentos à família e amigos do José Mário Branco.
E ao minuto 25.55 a pergunta a que Evo Morales não responde: Por que não foi para Venezuela em vez de vir para o México?
BBC News – Por que não foi à Venezuela em vez de vir ao México?
Evo Morales – Por que Venezuela, me diga, por que insinua isso?
BBC News – Porque é seu aliado mais próximo na região.
Evo Morales – Tenho muitos aliados: Rússia e China, países na Europa, que nos admiram bastante, França, Espanha…
BBC News – Mas a Venezuela foi um aliado mais próximo.
“Los hijos del taxista”
Arturo Pérez-Reverte: Uno de los pulsos más difíciles, sigue contando el taxista, se lo echan sus hijos cuando les pide que bajen a comprar algo al súper de la esquina: «Si se lo digo a ella, inevitablemente escucharé una de estas tres preguntas: ¿Cómo voy a ir si he quedado con una amiga? ¿Qué me pongo para bajar? o ¿Cómo voy a ir si no tengo ropa?… Pero si se lo digo al chico, el diálogo será el siguiente:
-Baja al súper, hijo.
-Vale.
-¿Así vas a ir a la calle?
-Sí, ¿qué pasa?
-Arréglate un poco, ¿no?
-Paso, papá.
Y cuando ya creo –continúa el taxista– que se ha ido al súper, vuelve y me dice que su hermana le ha quitado la camiseta».
Otro de los momentos estelares, sigue contando, es cuando se atreve a entrar en sus cuartos: «Si ella se dispone a salir estará encerrada con pestillo, tendrá veinte prendas de ropa distintas sobre la cama y se las estará probando todas. En cuanto al chico, lo normal es que se le haya olvidado cerrar bien la puerta, tenga el ordenador encendido y se esté haciendo una paja… Le juro a usted que si no los mato es porque no tengo tiempo».
«La vida del taxista es dura», intento consolarlo mientras le pago la carrera, pues hemos llegado al fin del trayecto. Y entonces él me dirige por el retrovisor una mirada de resignación, suelta una risita sardónica y responde: «¿Dura, dice usted?… Para duro lo que tengo yo en casa”
Filhos deitados ao lixo
Não há desculpas para matar a menos que seja em legítima defesa. A sociedade nunca pode desculpar actos desumanos seja contra recém-nascidos, crianças, mulheres, homens, idosos, homossexuais, deficientes, independentemente da religião, raça ou etnia. Nunca. Porque atenuantes há sempre. Sempre. Ninguém é mau sem uma razão. Todos são o resultado de algo que não funcionou por isso, todos são “vítimas”. Sem excepção.
Ficamos em choque com a notícia da mãe de um recém-nascido que foi propositadamente colocado no eco-ponto para morrer como se pôde ler no acórdão do Supremo Tribunal onde se refere que houve intenção premeditada de matar ao colocar o bebé num saco plástico e ter voltado ao local horas mais tarde para assegurar que já estava sem vida e não para o salvar.
Dizer-se que um caso é mais “aceitável” que outro atendendo às “atenuantes”, sim, até podemos. Mas nunca ao ponto de servir para eliminar o castigo. Porque isto abre precedentes muito graves na mensagem que se se deve dar num Estado de direito.
Sara era uma jovem que vivia na rua, é certo, mas não estava completamente desamparada. Tinha companheiro a quem podia pedir conselho e teve várias abordagens de organizações humanitárias a oferecer ajuda quando perceberam que algo se passava. Apesar de viver na rua, tinha a quem recorrer. Não estava sozinha mesmo “afastada” da família que tinha cá a residir. Bastava ter dito assim que foi questionada por ONG’s que estava grávida, desesperada, com medo e sem saber o que fazer e a partir daí teria tido todo o acompanhamento necessário. Mas não. Desde o primeiro momento em que soube que tinha um ser vivo no ventre, planeou o único cenário que lhe convinha: desembaraçar-se da criança de forma definitiva. Porque a verdade, por muito que doa, era que Sara não queria aquele ser na vida dela.
Foi curioso ver a onda de solidariedade que se levantou em apoio da jovem mãe e quase nenhuma em relação ao bebé rejeitado, felizmente resgatado por sem abrigos – que ninguém visitou e que seguramente vai ter de lidar com este fardo a vida toda – deixado à morte lenta e dolorosa no ecoponto sujeito a ser triturado vivo. Compreendo que por ser uma “menina” de 22 anos, estrangeira e sem abrigo, emocione. Mas daí a ter direito a visita da Ministra da Justiça, e até intromissão do Presidente da República alegando “razões fortes da mãe”, como se não houvesse em Portugal tantos outros casos semelhantes, é demais. O bom senso manda que se deixe a Justiça funcionar como efeito dissuasor e não ao contrário. Que mensagem queremos nós passar às gerações mais jovens? Que podem matar desde que tenham atenuantes suficientes que o justifique? Ou pelo contrário, que percebam que independentemente dos seus motivos serem “válidos”, o castigo, maior ou menor, estará lá sempre como forma de lembrança do que não pode ser feito por razão nenhuma.
Vou lembrar aqui que esta desvalorização da vida humana de bebés no útero ou recém-nascidos que leva a estas mortes, não acontece por acaso. Não tem nada a ver com pobreza. Não tem a ver com solidão ou desamparo. No tempo dos meus pais – e ainda no meu – as famílias eram pobres e numerosas e só morriam os que por infelicidade eram apanhados por doenças prematuras. Era impensável a uma família de bem, com valores morais, matar seus próprios filhos. No pior dos cenários eram abandonados em instituições religiosas – na roda dos enjeitados – ou dados à adopção. Nunca mortos como animais.
Esta sociedade doente, que expliquei na minha crónica anterior, “O que revelam as agressões nas escolas”, para além de destruir as bases sociais, inverteu também os valores: hoje toda a gente se choca com os maus tratos e morte de cachorrinhos, gatinhos etc. condenando severamente quem o faz, exigindo até justiça popular sobre os infractores, mas desculpou toda a mulher que mata seus filhos, seja ainda no ventre seja recém nascido, ao legalizar o aborto como um direito inalienável da mulher emancipada. Tratar a vida uterina como se fosse uma coisa e não um ser vivo, deu nisto. Quando até as escolas nos seus guiões do 3º ciclo do ensino básico e secundário da Ideologia de Género apontam o aborto como alternativa, está tudo dito. Como querem que as jovens sintam a maternidade como uma responsabilidade por uma vida gerada, uma bênção, se até a escola ensina a desfazer-se do “erro”?
Veja aqui a partir do 3º ciclo já há ensino sobre a interrupção da gravidez:

E depois no secundário:

Não estou aqui para julgar ninguém como é óbvio. Esse papel compete aos Tribunais. O que pretendo é uma reflexão profunda sobre uma sociedade dita civilizada que em nome do progressismo está a transformar a Humanidade em seres frios, vazios, sem valores, sem objectivos, sem esperança.
A família é o pilar de uma sociedade equilibrada e justa. E é no seio dela que se formam os cidadãos de amanhã. O futuro das gerações vindouras depende deles e eles dependem do núcleo familiar para serem Homens de bem, seguros e felizes, capazes de enfrentar todas as adversidades por muito duras que sejam.
Não perceber isto é condenar toda a Humanidade ao fracasso.
A regressão
Três mortos na A42. GNR e condutor de reboque que respondiam a outro acidente entre as vítimas
A degradação do estado não está apenas nos hospitais que não funcionam, nos transportes que não andam ou nas escolas transformadas em fantochada.
Depois de anos e de diferentes governos terem encarado a sinistralidade rodoviária
como um problema, António Costa olha para o lado e os compagnons calam e consentem: estamos a regredir – em 2017 o número de mortos na estrada deixou de baixar como acontecia há anos e anos e em 2018 voltou a subir. 2019 ainda não acabou mas o número de acidentes está a aumentar. Longe vão os tempos em que a ACA-M – Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados abria noticiários e o seu presidente, Manuel João Ramos, era ouvido dia sim dia sim. No pasa nada é a palavra de ordem. Mas fora de Portugal a degradação das condições de segurança nas estradas portuguesas dá que falar e o retrato é este:
Las muertes en accidentes de tráfico aumentaron un 12 % en Portugal en 2018
e este
E andamos nós a pagar isto!
Lisboa vs Porto
Ontem saiu no Observador um artigo que, admito, não percebi.
Para além do estilo de carta aberta que não aprecio, a meu ver trata-se de um texto proclamatório em que não se descortina o argumento subjacente, nem sequer a quem se dirige a prosa.
A falha pode ser minha, mas tirando declarações de amor à cidade, considerações retóricas diversas e memórias de um glorioso passado, mais próximo ou longínquo, apenas encontrei uma ideia concreta que é a de reivindicar “que Lisboa nos tem de dar o que é nosso”.
O articulista começa o seu escrito na primeira pessoa do singular, mas acaba fazendo revindicações e manifestando desejos na primeira pessoa do plural, quase transformando-se repentinamente em porta-voz de algum colectivo.
É verdade que o autor atribui a culpa do que descreve ser a falta de vigor e ambição da cidade às suas próprias gentes, mas correndo o risco de ser minha má interpretação, parece-me que Luís Reis cai nos mesmos erros do que supostamente critica.
Ou seja:
1) entende que cabe à Câmara Municipal o papel principal de fomentar o dinamismo da cidade;
2) sente que a Cidade tem sido injustiçada por Lisboa;
3) defende que o Porto tem direito a ter a sua própria Corte.
Ora, esta não é para mim a ideia de uma cidade Liberal.
Não é Lisboa que esvazia o Porto, é o Estado (central ou local) que impede a livre iniciativa e atrofia a criatividade dos indivíduos.
No Porto ou em qualquer lugar.

Quando estarão reunidas as circunstâncias para que isto seja tratado como um problema?
Mais Moralesta do que o Morales
A CGTP, num daqueles seus típicos comunicados onde gosta de mostrar o desprezo pela liberdade e democracia e mostrar orgulhosamente a sua defesa dos trapaceiros e de quem pretende perpetuar-se no poder contra a vontade do povo, escreve esta frase que nem sequer Evo Morales seria capaz de assinar : «Exige-se do governo Português que se posicione no sentido de defender a liberdade e a democracia expressa pelo voto popular nas eleições de 20 de Outubro (…)`*».
Sendo reconhecido que as eleições foram uma grosseira trapaça, que o próprio eterno candidato Evo Morales aceitou a conclusão da Auditoria que tinha encomendado, de que as eleições foram uma falsificação, a CGTP vem exigir o «respeito» pelo resultado trapaceiro e exige «respeito» pela fraude!.
o assalto final
António Costa prepara o assalto final aos portugueses que ainda trabalham e produzem alguma coisa nesta chafarica: o orçamento de estado de 2020 englobará as rendas de imóveis e de capital (juros, acções, etc.) no IRS, de modo a aumentar os escalões de quem paga impostos e a agravar os que incidem já sobre esses rendimentos. Alguns bonzos que por aí andam dizem, em defesa desta verdadeira (nova) vigarice, que as rendas dos imóveis são rendimentos como os outros, logo, não devem ter tratamento autónomo. Só que os outros, que já pagam muito, não pagam IMI, não pagam IMT, não pagam o infame “imposto Mortágua”. A atitude revela um evidente desespero de tesouraria, e só pode ser causada pela urgente necessidade de obter receita para segurar a falência do estado, disfarçada, nos últimos anos, pelo “Ronaldo das finanças”, cuja única coisa que soube fazer foi aumentar impostos e cativar despesa. Porque, a não ser assim, seria uma medida de uma idiotia profunda, e Costa, por defeitos que tenha, o de idiota não terá. É que, de uma assentada só, o governo rebentará com o sector da construção e do imobiliário, ao qual se deve a modesta recuperação económica recente do país, e com a banca. Na verdade, que pateta investirá num sector onde os seus rendimentos serão taxados em dobro de um ano para o outro, por uma simples decisão governamental? E quem estará disposto a pôr o dinheiro em produtos de bancos portugueses para aumentar o seu escalão de IRS e pagar, com isso, mais impostos ao estado? Não se julgue, contudo, que António Costa enlouqueceu: ele tem é o estado falido e precisa de sacar mais e mais dinheiro aos contribuintes para tentar tapar um buraco sem fundo, que ele agravou nos seus anos de governo. Já agora, no meio disto, onde andam o PSD e o CDS? Quem defende os contribuintes portugueses?

Reconciliação para crimes violentos
Ministra da Justiça visita mãe que abandonou bebé no lixo.
Isto está ligado à polémica medida nr.1081 do PAN que propunha uma sessão semanal obrigatória com vítimas para criminosos com o objetivo de promover reconciliação?
O que revelam as agressões nas escolas
Deixei a docência em 1994 altura em que, devido à precariedade laboral dos professores, tive de optar pelo privado. Nesse tempo já havia turmas e alunos difíceis. Recordo inclusivamente de colegas brincarem comigo dizendo: “oh ! coitada! calharam-te as piores turmas da escola!” Lembro do susto que foi entrar na sala do 8º F da escola de Ponte de Lima (a pior que tive) e ter ficado quase 15 minutos a olhar para aquele cenário de miúdos barulhentos a ignorarem a presença do professor sem saber por que pontas lhe pegar. Mas de tudo o que vivi e vi naquela época nada mas mesmo nada se compara ao que encontrei passado 25 anos do meu regresso ao ensino. Estou em estado de choque!
Já sabia que o ensino público se tinha degradado mas estava longe, muito longe de imaginar que tivesse batido no fundo. Logo no primeiro dia percebi o trabalho hercúleo que iria ter pela frente para conseguir dar uma aula: crianças que não param de gritar por tudo e nada, que não obedecem, que não respeitam nem o professor nem os colegas, que não param de correr, que agridem. Estão a ver a ala de um manicómio? Senti que estava num. Lembrei-me do que fizera nos anos 90 em que consegui um “acordo” com as turmas “mais excitadas” de conceder uns minutos para “descomprimir” antes de começar a lição entre outras estratégias para os disciplinar. E resultou brilhantemente. Mas há uma diferença muito grande: naquela época os miúdos ainda traziam valores de casa e os professores ainda tinham autoridade. Hoje não.
Esta semana fui surpreendida com outras duas situações inéditas: um menino do nada baixou a as calças e andou a mostrar o sexo pela sala; outro menino – que soube entretanto que os pais estavam em processo litigioso de divórcio – reage violentamente contra uma colega provocando o pânico na sala enquanto o tentava imobilizar para o acalmar e retirar dali.
Nas minhas aulas – que agora mais parecem terapia de grupo – ando a analisá-los e ouvi-los. Vejo meninos com carências afectivas e défice de atenção profundas, revoltados, com raiva oprimida, sentimento de abandono. Outros ultra mimados sem qualquer noção de limites, pequenos ditadores habituados a reinar. O que provocou tudo isto?
Em primeiro lugar está a desestruturação da família, o principal pilar da sociedade. Dos anos 90 para cá houve uma aceleração da degradação do meio familiar. De 12,9% de divórcios por cada 100 casamentos passamos para 64,2% até 2017 (fonte PORDATA) em que os agregados monoparentais femininos passaram de 174.036 para 400.782 até 2018 (fonte PORDATA). Num estudo de Edyleine Bellini Peroni Benczik (Doutora em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo), é dito que: “(…) a partir de um estudo de caso clínico e de uma rigorosa revisão da literatura, relacionada à importância da figura paterna na vida dos filhos, Eizirik e Bergamann afirmam que a ausência paterna tem potencial para gerar conflitos no desenvolvimento psicológico e cognitivo da criança, bem como influenciar o desenvolvimento de distúrbios de comportamento. (…) Segundo Muza, crianças que não convivem com o pai acabam tendo problemas de identificação sexual, dificuldades de reconhecer limites e de aprender regras de convivência social. Diz ainda: “(…) desde o útero, a criança já escuta e discrimina a voz dos pais devido à diferença de tonalidade. Portanto, o vínculo do bebê com a figura paterna se inicia ainda no útero”. Uma família feliz faz seres felizes, seguros e capazes de enfrentar adversidades. A falta de um modelo na educação, masculino ou feminino, implica quase sempre um desequilíbrio nos filhos.
Por muitas teorias que inventemos para nos sentirmos melhor com as nossas consciências de adultos egoístas, a verdade é que a falta de um pai no dia a dia da criança tem consequências no seu crescimento. Se juntarmos a isto a implementação do feminismo radical que elimina, ridiculariza, oprime e castra o pai dos seus direitos, temos o caldo ideal para uma sociedade disfuncional. Não menos importante é o aumento dos casamentos de pessoas do mesmo sexo, que não substituem a família tradicional, mas que a ideologia de género quer normalizar com direito a procriação in-vitro alegando ser igual em todos os aspectos e por isso deve ser incentivada nas escolas. Porém, os filhos dessas uniões nunca foram ouvidos nem tidos em conta sobre essa experiência como se pode ver neste testemunho de uma mulher que foi criada com duas mães. Ser criado por dois adultos do mesmo sexo é uma alternativa ao abandono infantil mas nunca será igual a um lar tradicional. São factos.
Depois vem a falta de transmissão de valores judaico-cristãos. A nossa civilização ocidental resultou desses valores que foram sendo destruídos um a um: liberdade, família e fé. Neste estudo é dito: “(…) no modelo judaico-cristão a dignidade humana se encontra no núcleo central do estado democrático de direito. (…) Para o direito e para a tradição religiosa judaico-cristã o ser humano não está valorado por etnias, classe económica ou orientação sexual, antes seu conceito é estabelecido no próprio valor da vida humana. (…) A influência da moral judaico-cristã no direito se reflecte na busca por uma sociedade mais humana, justa, fraterna e, portanto, mais digna.” A verdade, por muito que doa é que continua a ser a Igreja quem mais se preocupa com os desfavorecidos e o Estado laico quem mais os a despreza e abandona.
Segue-se as pedagogias “modernas” que impedem os pais de exercer a sua autoridade de forma clara impondo métodos de desculpabilização e vitimização onde a criança acaba por tomar o controlo da situação por falta de liderança firme dos pais. Já não se pode frustrar as crianças porque tudo traumatiza permitindo o abuso de poder dos petizes sobre os pais.
As novas tecnologias vieram depois substituir os pais e as brincadeiras na infância tornando-os seres fechados, anti-sociais e solitários. As lacunas afectivas cresceram exponencialmente. Nunca os miúdos tiveram acesso a tanta coisa e ao mesmo tempo com falta de tudo o que o dinheiro não compra: atenção e afecto.
Por fim as políticas de Esquerda do BE, PCP e PS que promovem implicitamente a desconstrução social – pela imposição da doutrinação nas escolas do ensino da ideologia de género com guiões escritos por feministas radicais que defendem o fim do patriarcado – e o laxismo no ensino com a eliminação de exames e chumbos até ao 9º ano.
Descompensados, com falhas graves de afectos, atenção, transmissão de valores, desmotivados, solitários e frustrados, os miúdos chegam às escolas em estado selvagem onde se exige que seja o professor a “domesticá-los” e ainda a ensinar-lhes as matérias para a sua vida profissional futura. O mesmo professor a quem a sociedade das pedagogias “modernas” retirou todo o poder, toda a autoridade e ainda o culpabiliza pela falta aprendizagem e de educação dos jovens em vez de responsabilizar um Estado que quer tomar o lugar das famílias com demagogias e populismo, só para criar cidadãos imbecis que votarão neles.
Esta sociedade doente está a criar pequenos monstrinhos sem se dar conta. Vimos isso a toda a hora com agressões a professores por alunos e pais de alunos; agressões a pais pelos filhos e a filhos pelos pais; agressões entre casais; agressões entre alunos. Agressões que por vezes acabam em mortes. Porquê tanta surpresa com a desumanização da sociedade se fomos nós que deixamos que ela se deteriorasse com a nossa apatia e falta de intervenção parental e cívica?
A mudança far-se-á no dia em que todos tomarmos consciência da IMPORTÂNCIA do nosso papel como pais nessa mudança, do nosso poder de alterar o rumo desta civilização através dos nossos ensinamentos aos filhos (que são nossos e não do Estado) e começarmos a exigir atitude aos governos pela reposição no ensino público de todos os valores sociais perdidos e que faziam desta sociedade um lugar apetecível.
Reveja aqui aluna que agride professora por causa de telemóvel:
Como a criança vê o pai:
Saiba mais sobre filhos pequenos ditadores:
Tapada das Necessidades
A CML que nos mói a cabeça se pretendemos fazer obras, os activistas disto e daquilo, os defensores da treta agora calam-se?
A filha da segunda figura do estado…
Não vão pensar que são fake news, aqui vai a fonte da foto da filha da segunda figura do estado Português: https://www.instagram.com/p/B41pgRlFEmo/

O JN pode explicar o que é o “traje muçulmano”? Obrigada.
E política com amor ao dinheiro dos outros é o quê?…
Lido no Observador: ‘Joacine Katar Moreira fala agora para defender que “não se pode falar de salário mínimo nacional sem se falar de amor” porque “política sem amor é comércio”…
E política com amor ao dinheiro dos outros é o quê? Roubo, talvez?…
Começou

Basquetebol Muçulmana de 13 anos impedida de jogar por recusar mostrar braços
Pronto aí temos o que já se esperava: a muçulmana que é impedida de fazer algo pro causa de ser muçulmana, neste caso jogar basquetebol e a questão colocada de forma armadilhada desde o início.
Fatima Habib não foi impedida de jogar por ser muçulmana. Ela foi impedidade de jogar por não respeitar o equipamento. E ponto. Não interessa se é muçulmana ou ateia; hindu ou evangélica. O que interessa é que existe um equipamento que as pessoas aceitam vestir quando integram o clube.
Um pequeno conto que seria bonito se não fosse um adeus
Na lareira crepita o carvalho insuficientemente seco para a combustão silenciosa. Na cama estralejam as falanges pelas gretas que enfeitam as artroses apensas ao velho. Padece de uma enfermidade incurável: vai morrer. Foi poupado ao conhecimento da maleita mortal pela inocência da infância, mas desde os nove que sabe que morrer é o seu destino. É duro viver uma vida completa sabendo que o destino é a morte; todavia, muitos têm sobrevivido inteiras décadas com a degeneração constante do corpo e da mente. Deve ser a alma que os manteve, dia após dia, ano após ano, década após década, até ao fim, até à conclusão do milagre que, durante um desprezável instante cósmico, do pó da Terra gerou vida.
Entra o filho: diz que é liberal. Com ele, entra um doutor que traz consigo a injecção letal. Com um afago na testa enquanto elabora a estratégia para tirar as velhas alianças de ouro dos dedos grossos pela artrite, suspira: “vou ter tantas saudades suas, paizinho”. O velho, que assinou o papel que o filho lhe trouxera sem perceber que do pedido de extermínio-digno-e-em-máxima-condição-de-higiene se tratava, pergunta: “vais matar-me?”
— O paizinho disse que chegou a altura de morrer.
— Pois chegou.
— Então?
— Então, não tenho pressa.
— Para quê adiar?
— Tens razão, meu filho.
Nisto, o velho saca da pistola que escondia na mão debaixo do cobertor. Pum, pum, pum. Três tiros. O doutor precisou do segundo para a simetria de miolos na porta da sala. Suspira e admite em voz alta para si próprio: “realmente, para quê adiar?”
.., Ou será que médico de família não há, a urgência está fechada, os exames são para o ano que vem, as maternidades não têm anestesistas mas o “médico da eutanásia” está sempre de serviço?
Num dia todos nós comprendemos que uma mulher mate o marido que a agredia e que é despropositado mantê-la presa. No outro somos capazes de alinhar trẽs arugumentos para explicar que outra mulher certamente muito transtornada tenha um filho na rua e o deixe num caixote e que há que apelar ao coração da justiça que a deve libertar imediatamente. No outro explode-se em fúrias porque um marido agrediu a mulher e não ficou logo preso ou porque uma mulher que deitou um cão recém-nascido ao lixo não foi constituía arguida.
É isto a justiça dos afectos: não há razoabilidade nem distãncia. No fim acaba-se na justiça popular. Aviso apenas que as primeiras pedras caem em cima dos seus mais particulares entusiastas.
Assassinos
Este país prepara-se para legalizar, sancionar e enaltecer que pessoas que perderam o instinto, a determinação e a esperança para mais dias de vida sejam legalmente assassinadas por funcionário do estado. Para efeitos legais, é o reconhecimento oficial da ocupação de carrasco. Para os outros efeitos, é o reconhecimento do fim da linha para a ética como pilar do estado de direito. Para os doentes é uma declaração de falta de interesse, empatia e o reconhecimento que são dispensáveis. Dizem que é liberal. Assim sendo, ainda bem que não sofro desse distúrbio.
Do lado errado da história (como sempre) e ao lado da fraude
Cronologia de um «golpe»

2006 – Evo Morales é eleito presidente da Bolívia
2008 – Evo Morales consegue uma revisão da Constituição pela qual s presidente passa a ter mandato de 5 anos e pode ser reeleito. É expressamente indicado que o seu mandato seria considerado o primeiro para efeitos de reeleição.
2009 – Evo Morales alega que como a Constituição cria um novo país, uma refundação, os mandatos presidenciais começam do zero.
2010 e 2014 – Evo Morales é reeleito
2016 – Referendo para que deixasse de haver limitação no número de mandatos consecutivos do Presidente. Proposta é chumbada pelo povo.
2017 – Evo Morales recorre para o Tribunal Constitucional alegando que a limitação de mandatos é uma violação dos seus direitos humanos. Tribunal Constitucional aprova.
2019 – Evo Morales é novamente candidato. Quando estão contados 83% dos votos, EM encontra-se um primeiro lugar, mas com uma margem inferior aos 10% necessários para ser declarado vencedor na primeira volta. Contagem é interrompida sem ser apontada qualquer razão. No dia seguinte a contagem é retomada com 95% dos escrutínios apurados e Evo Morales tem uma vantagem superior aos 10%. Declarou-se vencedor.
Início da contestação por parte da oposição e por parte de grande parte da população com milhões nas ruas. Crescente contestação levou forças policiais a abandonarem seguir o governo com receio de terem ordens para atacar população e recusam-se a obedecer. Manifestações populares diárias de centenas de milhar de cidadãos.
Evo Morales aceita intermediação da Organização de Estados Americano – OEA para a realização de uma Auditoria ao processo eleitoral. Relatório de Auditoria revela que houve fraude eleitoral generalizada e recomenda anulação das eleições marcação de novas quando for assegurada independência do Tribunal Eleitoral. Evo Morales aceita as conclusões e anuncia repetição das eleições e nomeação de novos membros para tribunal eleitoral. Contestação prossegue. Procurador Geral da República anuncia inquérito ás fraude eleitorais e manda deter presidente e vice-presidente do tribunal eleitoral. Chefe das Forças Armadas afirma ser melhor o presidente afastar-se para ultrapassar crise política.
De forma concertada, Evo Morales, o seu vice.-presidente, o presidente do Senado (3º na linha sucessória) e o presidente do Congresso ((4ª), todos do partido de Evo Morales, demitem-se. Em principio a presidência interina será assegurada pela 2ª vice-presidente do Senado, Jeanine Ãnez.
Saudade, Silêncio e Sombra
Vamos mesmo falar de populismo
Marcelo Rebelo de Sousa apoia a defesa da mãe sem-abrigo que abandonou recém-nascido A embaixada de Cabo Verde em Portugal vai recolher mais informações sobre a cidadã que abandonou recém-nascido. Marcelo entende que a ação da mãe foi motivada pelo “desespero total”.
Populismo é o PR interferir nos outros poderes e condicioná-los a partir de umas declarações aparentemente bondosas. Muitas, provavelmente a maioria das pessoas que são julgadas e condenadas praticam crimes em “desespero total” e não é por isso que deixam de ser julgadas. Qualquer um de nós sobretudo se for mulher e tiver tido um filho consegue perceber o dramatismo inerente à situação vivida por aquela mulher e espera-se que isso seja ponderado na decisão das autoridades. Mas ver o PR a tratar o assunto como se ainda estivesse sentado nos estúdios de televisão não dá sossego a ninguém. Se isto não é populismo digam-me o que é populismo?
Um último momento Avante! antes de seguirmos com as nossas vidas
To see and to act in advance, to follow new ways, is always the concern only of the few, the leaders.
— in “Socialism: an Economic and Sociological Analysis”, Ludwig von Mises, 1951 [trad. J. Kahane B.Sc. (Econ.)]
Ontem, com a publicação do texto “Da Direita e das direitas” de Jaime Nogueira Pinto, os pequenos circuitos de opinião de onde tenho assistido a tudo oscilaram entre a admiração sem reservas e a crítica à forma como os liberais foram caracterizados, em particular pela utilização de termos como “ultraliberais”, considerando-o uma assimilação do cânone lexical esquerdista com todos os perigos daí decorrentes para subsequentes conclusões.
Ler mais…Eu se fosse aos independentistas catalães não ia por aí
“democracia representativa”
Ontem decorreram as eleições para a Comissão Politica Distrital de Lisboa do PSD
Trata-se de um importantíssimo órgão partidário, porque por ele passa, entre outras coisas importantes, a designação dos candidatos a 11 câmaras municipais do distrito de Lisboa, a composição da lista dos deputados eleitos por esse círculo eleitoral (48), onde o partido elegeu, nas últimas eleições legislativas, em baixo de forma, 12 deputados. Ou seja, boa parte do poder e da influência política do nosso país passa por Lisboa, contribuindo para os definir a importante Comissão Política Distrital do Partido Social-Democrata.
Numa eleição onde se discute e decide tanto poder, seria natural encontrarmos alguns milhares de pessoas a participarem nela. Lida, contudo, esta notícia, ficamos a saber que o número total de votantes foi de 1.888, menos de duas mil pessoas, sendo que a lista vencedora arrecadou a “expressiva” votação de 1.448 eleitores, nem 1.500 dos 10 milhões de portugueses residentes no país.
É este, portanto, o número de pessoas que elege o pequeno grupo que decidirá quem vai candidatar-se àqueles cargos, sendo que muitos dos escolhidos os virão a ocupar. E é a isto que se chama, em Portugal, “democracia representativa”.
Deixem Passos Coelho em sossego
Web Summit de baunilha
O sucesso da Web Summit, uma evolução natural das tradicionais feiras de gado, começa a ser questionado fora dos grupos de reaccionários criados por esta horda de revolucionários fofinhos. Aparentemente, depois das SCUT que gerariam retorno de quintiquilhões de euros só em eixos de ligação de turistas entre Castelo do Neiva e Salreu, ficou mais difícil convencer os ímpios da necessidade em desbaratar largos milhares de euros (sou um optimista) para que os maluquinhos do empreendedorismo “da net” possam, por dois dias, engatar uma tontinha influencer. Vai dai, entra a artilharia.
O professor Marcelo, que nos intervalos disponíveis entre aparições como imitador de Triboulet também é presidente disto a que chamam república, apareceu para o encerramento do certame prometendo que este se repetirá pelo menos durante mais nove longas humilhações. A cereja em cima da tarte da animada sessão de encerramento foi a declaração “não temos medo do futuro”. É que não se imagina nada mais acagaçante do que a ideia de não ter medo do futuro.
Esta é aquela noite












