«Mais de 20 mil alunos contam este ano letivo com tutores para melhorarem as notas. Estão em causa crianças do segundo e terceiro ciclo, que chumbaram na escola pelo menos duas vezes. No total, o programa Apoio Tutorial Específico tem um custo direto de 15 milhões de euros. Três mil professores estão integrados no programa, que arrancou em 2016 com 2728 docentes.
Realmente é uma vergonha!
Enquanto sentirmos vergonha a coisa nem vai mal. Isto gera mais raiva
O que não se diz
Somos convidados a acreditar que o desembarque de jovens e menores marroquinos na ilha da Culatra é algo banal e sem consequências. Infelizmente não é verdade.
O gesto simpático e aparentemente muito humanitário de acolher jovens nomeadamente menores conduz a um dos aspectos mais graves da actual imigração na Europa: a questão dos menores não acompanhados. São de toda a ordem os problemas vividos em França e em Espanha com os menores não acompanhados provenientes do norte de África.
Ferro Rodrigues na defesa das instituições da República
Eco-Socialismo
A luta contra as alterações climáticas é uma causa fantoche capturada por gente bem identificada:

Não resisto a citar mais algumas ideias alegremente partilhadas pelo nosso já conhecido dirigente do Bloco Climáximo de Esquerda, co-organizador da passgem da figura do ano da Time por Portugal:
Um futuro reconciliado com a natureza e com a própria
humanidade exige uma MUDANÇA RADICAL DE PERSPECTIVA, uma
mudança radical nos modos de produção e consumo, que ponha no
centro da vida as necessidades básicas de todas as pessoas,
democraticamente determinadas e ajustadas aos limites biofísicos do
planeta (ECOSSOCIALISMO).
Perante a ofensiva generalizada do sistema capitalista sobre a
vida, é imprescindível a construção de uma alternativa da qual façam
parte, em igualdade, todas as agendas libertadoras ( feminismo,
sindicalismo, movimento indígena e camponês, ecologistas, etc.).
Para que se produzam essas transições justas e sustentáveis, é
imprescindível embeber as nossas sociedades de uma visão feminista
capaz de estender a todos os âmbitos o direito das mulheres à
igualdade, acabando com as chagas da opressão patriarcal.
O jornalismo místico
O meu comentário ao Brexit: o jornalismo entrou numa fase mística: os factos são relatados como os jornalistas gostavam que eles acontecessem pois estes partilham da firme crença de que se noticiarem um facto como gostavam que ele acontecesse ele vai acontecer desse modo. Como se sabe Deus também é jornalista só que escreve por linhas tortas.
Da vergonha
A cena de hoje no Parlamento só passa sem ter como consequência a imediata saída de funções do grotesco Ferro Rodrigues porque as duas principais figuras na hierarquia do Estado estão bem uma para a outra.

Eu é que sou o presidente da retrete
Depois de “estar-se [sic] cagando para o segredo de justiça” aquando de caso envolvendo a tropa fandanga que torna este país na aberração aristocrática de saloio feudo, eis que Ferro Rodrigues consegue relaxar mais uma vez o delicado esfíncter ao exigir a André Ventura que não use a palavra “vergonha”, um óbvio monopólio da esquerda.
No fundo, o sonho socialista a concretizar-se.
Não são necessárias revoluções – tudo muda, tudo muda
Enquanto que no Ruanda os pensos higiénicos ficam isentos de IVA para que raparigas passem a ir à escola, no mundo ocidental isenta-se raparigas de irem à escola para que sejam os pensos higiénicos do sentimento de “culpa do homem branco”, o cancro da minha geração.
Sãozinha de Alenquer, a “Florzinha da Abrigada”, era uma jovem muito devota a Jesus, a Nossa Senhora e a Santa Terezinha que, tragicamente, faleceu aos 17 anos. Diz-se que oferecera no seu último Natal a vida em sacrifício para que o pai, médico descrente, se convertesse à Graça de Deus. Com a morte da filha, que ocorreu nos finados da Primavera de 1940, o desejo de Sãozinha concretizou-se: o pai, Alfredo da Silva Pimentel, descendente de D. Nuno Álvares Pereira e D. Favila, Rei das Astúrias, de coração retalhado pela saudade da filha, confessou-se em preparação e recebeu, pela primeira vez, a Sagrada Comunhão.
Em 1992 participei nas manifestações contra a Prova Geral de Acesso – a PGA. Era uma prova obrigatória de acesso à universidade que, publicitando-se como uma prova geral de compreensão da língua portuguesa, além de uma parte de redacção, continha uma série de perguntas percursoras de quizzes da internet como – e recordo-me de algumas – “qual destes é sinónimo de misantropia” ou “escolha o antónimo de lacónico” (esta última, decerto, uma ironia mal disfarçada de quem criou a prova desse ano). Na primeira chamada da PGA obtive 74%, o que foi confortável o suficiente para tentar a segunda chamada com visão crítica. Não me recordo de quem era o texto que tinha que comentar na prova da segunda chamada, nem me recordo o que dizia, mas recordo-me do motivo pelo qual discordei: discordei porque me era pedido para explicar se o autor tinha razão e, como decerto se tratava de alguém de uma geração anterior à minha, era evidente que não tinha. É que, aos dezassete anos, se um adulto diz que está a chover é porque, incontestavelmente, está um sol abrasador. A minha audácia foi recompensada com um quase respeitável 37%, algo que me deixou perplexo pela expectativa lograda de obter até ao máximo de 25%. O governo cedeu e realizou, naquele que seria o último ano da PGA, uma terceira chamada excepcional. Lá fui, sem grandes preocupações – é a prova de que tenho menos lembrança – e obtive um mais civilizado, bem-comportado e sistémico 75%, no fundo o mesmo que na primeira prova.

Quando, dois anos mais tarde, a geração a que eu e os pais da Greta pertencemos anunciou que vinha para educar filhos na arrogância da leviandade, mostrando o cu à ministra Manuela Ferreira Leite em protesto pela existência de propinas e granjeando o epíteto “geração rasca” por Vicente Jorge Silva num editorial do Público, tornou-se claro que os nossos filhos seriam uns merdas. Não o escrevo por insulto, apenas como mera descrição. Fizemos amor a ver o Zé Maria e o pontapé do Marco no Big Brother original da TVI; engravidamos ao som de “Last Kiss” versão teenage angst dos Pearl Jam recauchutando o já fora de época quasi-pastiche de 1961 de Wayne Cochran, o homem do rockabilly pompadour falecido há dois anos sem grande menção mediática; deixamos de fumar em cafés e substituímos o odor de café acabado de moer por cápsulas de alumínio; voltamos a meter a parte de cima do biquini quando na praia e passamos a removê-la nas redes sociais; passámos a estéreis.

“My Generation” was inspired by the fact that I felt that as artists we had to draw a line between all those people that have been involved in the Second World War and all those people who were born right at the end of the war. Those people that sacrificed so much for us, but they didn’t… they weren’t able to give us anything, no guidance, no inspiration… nothing, really. We used to describe ourselves as disenfranchised. We weren’t allowed to join the army, we weren’t allowed to speak, we were expected to shut up and enjoy the peace. And we decided not to do that.
— Pete Townshend about “My Generation”

Greta Thunberg como personalidade do ano para a revista Time não é chocante: de facto, se não foi a pessoa mais falada do ano, esteve muito perto de o ser. Também não é chocante que precisemos de uma Sãozinha de Alenquer na forma de uma pirralha sueca para preencher o vazio. Chocante é a geração dos nossos filhos estar a chegar ao poder sem que nós, os da minha geração, lhes tenhamos dado algo como orientação ou inspiração. Esperamos que se calassem e aproveitassem a paz que a nossa existência abstémica através de “direitos conquistados” lhes proporciona. Eles decidiram não o fazer.
Não admira que a Greta possa deixar de ir à escola: nós também não queríamos necessariamente aprender as velhas maneiras.
Alguém sabe donde vem esta mania com o pai do SNS?
Começou a guerra da influência no OE. Quem é o pai do plano para o SNS?
Por acaso a Segurança Social tem mãe? Paizinho? A escolaridade gratuita é orfã?… Donde vem esta mania com os pais do SNS?
Os emergentistas do clima e a praga do mau tempo
RR Mau tempo regressa com chuva e até neve
Mas qual mau tempo? Desde quando é que nevar na Guarda e em Castelo Branco e chover em todo o país durante o mês de Dezembro é mau tempo?
Quem tem Farelo?
Além da spin-off bloquista Climáximo, a passagem de Greta Thunberg por Lisboa e as “greves” climáticas estudantis em Portugal têm sido organizadas por outros grupos, nomeadamente o FridaysForFuture e o MED-Movimento Estudantil Democrático.
Como sabemos há uma amálgama infindável de “causas” que se interligam e misturam entre si de forma fluída, mas cujos promotores são basicamente sempre os mesmos. No caso destes dois últimos referidos uma das protagonistas é Beatriz, jovem de 20 anos.

Todavia, quer-me parecer que o Ambiente é só uma causa pretexto e veículo para difusão de mensagens políticas, partidárias e ideológicas claras.
Não se trata apenas do branqueamento da era Sócrates.

Há também a omnipresente mensagem anti-capitalista e eventos com companhias conhecidas:

Gil Vicente, o nosso dramaturgo medieval, perguntava numa das suas peças: “Quem tem farelos?”.
Eu respondo: é o Bloco de Esquerda!

A escola, fábrica socialista de desigualdades
Bloco Climáximo de Esquerda
Ou derrubamos o capitalismo, ou as alterações climáticas acabarão com a civilização humana.
É necessário derrubar o sistema capitalista, criar uma nova forma de estado alternativa ao capitalismo, com planeamento democrático.
O decrescimento económico não é uma miragem, mas uma necessidade, uma mudança planeada para responder às necessidades reais.
Atualmente, apenas existem dois partidos: o partido do capitalismo e o partido da sobrevivência.
Uma revolução ecossocialista é necessária para derrubar o capitalismo, não por causa do romantismo ou de uma visão mecanicista da história, mas sim por uma necessidade de garantir a sobrevivência e manutenção de condições materiais minimamente razoáveis para a continuação das civilizações humanas.
(João Camargo, a quem os orgãos de comunicação social chamam de “especialista em alterações climáticas”)

Quer excedentes orçamentais? Deixe de pagar contas
Mas como é que eu não me lembrei disto? Andei este tempo todo sempre a fazer contas e planificações do meu orçamento doméstico para poder fazer face às despesas, sempre com muito controlo para não falhar com nada em casa; a trabalhar que nem uma “moura” para governar minha vida e eis que Centeno revela a sua fantástica estratégia que fez gerar “excedentes” milionários: cativar toda a despesa e pagamentos enquanto carrega forte nos impostos dos contribuintes que trabalham arduamente para sustentar a máquina do Estado. Não é genial?
Com esta “brilhante” lição de economia aprendi que, se não pagar luz, água, gás, renda, compras de supermercado, gasóleo, créditos e outras responsabilidades; nem fizer manutenções de nenhuma espécie em casa com electricidade quando há curto-circuitos ou nas canalizações quando rompem ou no telhado quando voam telhas; nem arranjos mecânicos no carro quando há avarias, mudanças de óleos ou pneus quando estão “carecas”; nem comprar sapatos mesmo que rotos ou roupas mesmo que velhas e gastas, posso abrir conta na Suíça e com os juros pagar uma férias milionárias à família no Mónaco ou comprar um Lamborghini ou uma mansão à beira mar como o visionário Al Gore!! Sou mesmo idiota.
Eu sempre desconfiei das capacidades de gestão do nosso “Ronaldo das Finanças” e denunciei-o no meu artigo de Março de 2017, “O défice de 2016 é um embuste” onde afirmei: “O défice que nos apresentaram é uma perigosa bomba relógio. Não há mérito nenhum nos 2,1%. Muito menos prova que usando outras políticas se consegue os mesmos objectivos como disse Marcelo. O que há são malabarismos grotescos, diria quase criminosos, de “chico-espertice tuga” que escondem o maior embuste, depois de Sócrates, fundamentado em mentiras, patranhas e ilusões para o iletrado cidadão. Uma falta de respeito por toda uma Nação a quem se pede constantemente sacrifícios fingindo ser pelo bem de todos. Uma mentira abençoada pelo PR que nos deveria fazer corar de vergonha. Infelizmente.”
Repeti-o no meu artigo de 16 Outubro 2017, “O monstro da dívida” quando escrevi:” O OE2018 volta ao ASSALTO habitual ao contribuinte. Faz falta dinheirinho para alimentar os esquemas habituais da governança e suas respectivas clientelas FAMINTAS a quem se promete mundos e fundos sem um chavo no bolso! O monstro da dívida, esse, cada vez mais gigantesco não se mata. Não se diminui. Controla-se, isso sim, o défice, como se o défice não tivesse nenhuma ligação à dívida pública e chama-se a isso “controlo” (sim, é o controlo contabilístico do empurra para debaixo do tapete). É para rir? Isto claro, até ao próximo colapso. Mas alguém acredita que com o tetra em bancarrotas os credores não nos tentem pôr os patins rapidamente? Não brinquem com coisas sérias. Porque só temos tido dinheiro para pagar as despesas do Estado graças à UE. Esqueceram-se?”
Voltei a lembrá-lo no meu texto “Não felicito Centeno“, em Dezembro de 2017, quando afirmei: “Não, não o felicito porque por causa dele temos 3 Orçamentos de Estado às costas carregados de aumentos de impostos como consequência do seu eterno “amem” às clientelas da geringonça; temos cativações grotescas que colocaram em risco a saúde, a educação, a segurança e o bem estar dos portugueses, e perspectivas de futuro com mais agravamentos de impostos para impedir um novo colapso das contas.”
Mas dou agora a mão à palmatória. O homem é mesmo um “grande génio”. Conseguiu o que ninguém consegue sem qualquer peso na consciência: défice zero e excedentes orçamentais só com uma brutal asfixia financeira de todas as instituições do Estado e aumento do roubo fiscal às famílias trabalhadoras deste país.
Isto não é para qualquer um. É só para gente muito corajosa ou estúpida. Quem arrisca colocar os serviços públicos de um país inteiro em falência técnica e empobrecer os portugueses que vivem dos seus parcos rendimentos só para agradar à Geringonça em 4 anos de legislatura, com o risco que daí advém para os mais vulneráveis? Só mesmo um pequeno génio fantoche à espera de uma recompensa como o “Bobby” que faz tudo o que o dono manda por um croquete ou um osso.
Só tenho pena de nós, cidadãos, não podermos seguir a mesma dica – sem irmos presos – e suspendermos todos os nossos pagamentos ao Estado, já! Quem sabe assim, provando do seu próprio veneno, a “pulhítica” acabasse de uma vez no Parlamento por falta das verbas que alimentam esta casta nojenta que nos escraviza e ainda se regozija dos “grandes feitos” contabilísticos como se fôssemos todos parvos.
Com isto podemos então tirar a conclusão que o estado lastimável em que deixaram as escolas, os hospitais, os transportes públicos, as esquadras, a segurança nacional e muito mais, que matou e ainda mata muita gente, é mesmo de propósito por um “excedente” fictício. “Bravo” Centeno! Ninguém faria pior.
Alguém consegue investigar e fazer uma notícia sobre o que estes números querem dizer?
(…) a avaliação ao programa, feita pela Inspeção-Geral de Educação e Ciência, mostra que 32% dos alunos abrangidos faltaram a mais de metade das sessões com os tutores; e 9% dos alunos não foram autorizados pelos pais a frequentarem essas aulas.»
As pessoas estúpidas
As pessoas estúpidas querem recuperar a naturalidade dos gestos. Querem comprar uma camisola este Natal sem ter de pensar em todos os dramas do mundo. Querem que comer seja simplesmente comer e não um manifesto em prol da saúde, do ambiente e do comércio um pouco justo ou muito injusto.
As pessoas estúpidas querem levar os filhos e os netos ao Jardim Zoológico sem antes terem de fazer mea culpa.
A importância das pessoas estúpidas tornou-se-me óbvia não sei se a culpa foi do marido de Penélope Cruz gritando “estúpido” na Marcha do Clima, em Madrid, se do marido da filha do dr. Louçã transformado em profeta do apocalipse ambiental. Mas de algum deles foi certamente pois ambos com o seu particular e bem sucedido modo de vida fizeram-me perceber a importância das pessoas estúpidas. Ou seja aquelas pessoas que, com os seus impostos em ordem e desejo de viver em paz e sossego, mantêm a funcionar um sistema que o senhor Bardem e o marido da filha do dr. Louçã declaram abominar.
Camargo sai do armário
Citações de um suposto ambientalista:
“Negociar o fim do capitalismo com capitalistas é impossível”.
“Pode negociar-se com empresas como a Exxon ou a Mobil, mas elas têm de ser fechadas. Pode falar-se com a EDP, mas ela tem de ser nacionalizada.”
“A única luta que pode conter o colapso climático é a luta anticapitalista e a única estratégia para ganhar a luta é revolucionária”.



Os antecessores da Greta: Pavlik Morozov, o menino de Estaline
Pavlik Morozov. Aos 13 anos Pavlik Morozov tornou-se um herói e um maŕtir. As razões para tal são complexas de explicarmas digamos que da família directa de Morozov não sobrou quase ninguém. Como a Europa em 2019 não é a Rússia soviética Greta e a sua família não terão o destino dos Morozov mas não duvido que daqui a algum tempo nos virão perguntar: como foi possível termos colaborado com a exploração e exposição de uma criança doente?
Para quando um movimento contra esta discriminação?
Ao menos as gaiatas símbolos doutros tempos cantavam: Marisol, a menina do franquismo
Um governo liberalizante
Tiago Brandão Rodrigues e Marta Temido são, para todos os efeitos práticos, os ministros mais liberais deste governo. Com efeito, nunca na era moderna os ocupantes das pastas da educação e da saude fizeram trabalho tão meritório na promoção dos serviços privados de educação e saúde. Da “greve climática” à sexta-feira – influências CGTP: sempre à sexta, nunca à quarta-feira – à culpa dos resultados do PISA a todos desde D. Afonso III até Nuno Crato (e nem mais um dia após este); das listas de espera e urgências de especialidade fechadas à rejeição do curso de medicina da Universidade Católica pelo indivíduo comunista que lidera impunemente a badalhoquice que é a Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior a pedido da anacrónica corporação fascizóide a que se chama Ordem dos Médicos, a promoção do serviço público por estes ministros tem originado o magnífico êxodo dos portugueses para serviços privados quando os conseguem pagar.
Aquando da transição do infantário para o primeiro ciclo de ensino do meu filho mais velho, zero crianças da sua turma foram matriculadas em colégios; agora, com a minha filha mais nova, serão pelo menos três da turma, para não mencionar os que o queriam fazer sem terem ainda concluído poderem encaixar mais uma mensalidade no orçamento familiar. Decerto que este relato pessoal pode ser repetido por vários leitores em circustâncias idênticas, pelo que não é puramente anedótico.

Parabéns então ao ministro da educação e à ministra da saúde dos pobres pelo enorme esforço na promoção das desigualdades. Já diziam os antigos: “Deus escreve direito por linhas tortas”.
Spin-off do Bloco de Esquerda
Relacionado com o meu anterior post, cito duas interessantes e eloquentes passagens de doutrina climática por parte da Climáximo, que é uma spin-of do Bloco de Esquerda para assuntos “ambientais”:
“As alterações climáticas não acontecem no vazio. O Norte Global é significativamente mais responsável pelas emissões de gases de efeito de estufa ao longo da história, enquanto o Sul Global é dramaticamente mais afetado pelos seus impactos. As nações mais pobres, praticamente sem nenhuma responsabilidade pelas alterações climáticas, têm muito menos capacidade de adaptação. Num só país, os mais pobres são muito mais vulneráveis do que os ricos. Em geral, a cor da pele está associada a vulnerabilidades diferenciadas aos impactos ambientais do que os brancos, assim como o género.”
“Ou derrubamos o capitalismo e mais uma vez nos lançamos na luta das revoluções internacionalistas, ou o terror capitalista autoritário será combinado com um clima implacável para afundar numa escassez desconhecida e numa decomposição social sem precedentes.”
A mesma organização ensina-me num seu tutorial que existem conceitos como o “eco-feminismo” e o “eco-socialismo” e diz-me que devemos “construir uma ciência feminista e anti-capitalista”.
São estas pessoas, por assim dizer, que organizam e promovem a gazeta climática e a passagem da Greta sueca por Portugal.

Foto 1: Genro de Francisco Louçã, dirigente do movimento, acompanhado por alguns dos seus correlegionários.

Foto 2: sem título.
Metástases bloquistas
O Observador tem hoje uma peça onde são referidos vários dos movimentos extremistas em Portugal que estão no backoffice da causa do Ambiente, nomeadamente durante a recepção à Greta sueca em Lisboa.
Eu já por várias vezes tenho escrito, dando exemplos e nomes, que estes grupelhos são meras extensões e metástases do Bloco de Esquerda, assim como aliás acontece com os movimentos feministas, anti-racistas e a maior parte dos colectivos de intervenção cultural.
No entanto, a evidência destes fenómenos não deveria retirar responsabilidade aos orgãos de comunicação social num escrutínio muito mais claro e directo, informando os leitores e o público em geral desta teia de interesses e conexões políticas, dos nomes e perfis dos seus dirigentes e de todos aqueles que procuram aceder a posições de exercício ou influência do poder (nomeadamente legislativo) para controlar e orientar as vidas das pessoas.
Apocalipse now!
As “causas” podem ser estas ou outras quaisquer.
O que importa é a estética e a encenação, quanto mais imbecis melhor.

Sem fronteiras: a verdade da mentira
Mais dois ataques com facas, um em Londres outro em Haia, vieram-nos lembrar que o terrorismo vive silenciosamente no meio de nós e somos alvos muito fáceis ao contrário do que nos querem fazer crer. Estes assassinos não precisam de armas compradas em lojas. Com facas e explosivos de fabrico artesanal matam e fazem-se explodir apenas por motivações ideológicas. E nós, nem com medidas de segurança sofisticadas estamos a salvo. Essa é a triste realidade.
Sou do tempo em que na Europa, quando se falava de terrorismo, ou era a ETA ou o IRA cujo o alvo eram membros dos governos ou juízes. Ataques com facas e homens suicidas no meio de multidões de civis só mesmo no médio oriente. Como é que importamos isto?
A resposta podemos encontrá-la num magnífico documentário – Borderless – da jornalista canadiana Lauren Southern. Infiltrada durante 4 meses, entrevistou traficantes, migrantes e responsáveis por estas passagens para a Europa. Um trabalho jornalístico de alto risco mas muito revelador do tráfico humano, um negócio milionário.
A crise das migrações deu-se em 2010 com a Primavera árabe e o fim dos ditadores que trouxe uma onda de deslocados para a Turquia, Líbano, e Jordânia com muitas incompatibilidades culturais pelo meio. Em Ayvalik na Turquia a jornalista falou com locais que revelaram que “esta rota abriu em 2013 para a Grécia e que desde então as mulheres da região já não podiam ir para os campos sozinhas; que por ali passam milhares de seres humanos por dia; que os traficantes agem como uma máfia e estão armados com AK47; a população vive com medo. O preço da passagem para Lesbos e outros destinos são 1000, 2000, 3000, 4000 dólares. Não são refugiados porque esses não têm meios económicos, nem são pobres nem crianças. E também não é trabalho humanitário”. Outra travessia deste “negócio” dá-se por Marrocos para Espanha. Os passaportes e documentação são propositadamente destruídos para que não sejam deportados.
Em Lesbos são colocados num campo para 3000 pessoas mas que já excedeu os 11000 “refugiados”. Nele há assassínios, violações, estupros. É um lugar perigoso onde matam enquanto dormem porque está cheio de grupos étnicos diferentes que não se toleram. Os migrantes não se sentem seguros e muitos dizem-se arrependidos.
Alguns denunciam à jornalista subornos pedidos por médicos gregos do Governo para conseguirem a legalização – “os Papeis” – que é um pedido médico atestando que aquela pessoa tem um problema grave de saúde e tem de ser transferida urgentemente para Atenas ficando assim automaticamente “legal”. Denunciam ainda que o ISIS está no meio deles disfarçados de refugiados. Dizem que há no campo 2000 ou mais de ISIS que fugiram do Iraque e Síria porque foram derrubados nos seus países e atacam com facas ateus, cristãos, judeus, jazidis e curdos no acampamento. Chegam a pedir câmaras de vigilância às autoridades para os protegerem mas ninguém se importa com isso.
Estes “refugiados” têm o suporte do Departamento Europeu do Conselho dos Direitos Humanos da ONU que vão aos campos fazer entrevistas para rastreios. De 2015 a 2016, dos 80% dos pedidos de asilo de sírios e 20% de outras nacionalidades, só 3% foram rejeitados.
A jornalista fez uma gravação de uma entrevista a uma CEO da ONG “Advocates Abroad” que faz assessoria aos migrantes – Ariel Riker – onde ela explica que os ensina a mentir aos guardas costeiros, como ajuda a criar um falso perfil fazendo-os passar por cristãos, encenando uma narrativa credível junto dos representantes da ACNUR. A gravação saiu nos média. Você ouviu alguma coisa? Houve consequências? Pois.
Os repórteres também se infiltraram nos barcos das ONG e entrevistaram um comandante que afirmou que apenas “salva vidas” e que não lavou a quantia de dinheiro de que era acusado. “No máximo 500 mil, muito menos que outras ONG´s” – disse seu advogado. Provou-se que o que alimenta este “humanitarismo” são os milhões que o sustentam. Milhões! Nada mais. Consequências? Zero. A “missão” prossegue.
Esta imigração ilegal financiada custa cerca de 200 biliões de euros por ano aos 27 países da UE. Não é sustentável. Toda a imigração que vai além das necessidades de cada país, provoca sérias dificuldades económicas e muita pobreza não só aos nativos como aos que chegam. Mas isso não parece preocupar ninguém. Muito menos UE e ONU. Esquisito.
A jornalista quis saber o que era feito daqueles que se aventuraram a sair dos seus países e se tinha valido a pena. Em Paris um migrante do Mali, a viver debaixo de uma ponte, conta que foi um erro. Que esperava ser legalizado, trabalhar e mandar dinheiro para a família. Sente-se traído.
Foi saber de outros que entretanto conseguiram asilo na Irlanda. Uma refugiada política do Zimbabué por oposição a Mugabe, outra da África do Sul por perseguição à sua integridade física por suspeita de ser lésbica, explicam que são gratas ao povo que as recebeu e compreendem a animosidade dos irlandeses que não os vêem com agrado porque têm receios, compreensíveis, pelo seu futuro.
Na verdade a Irlanda nem nos piores momentos económicos do país teve sem abrigos a viver na rua mas agora o cenário é devastador. Os escassos recursos estão a sair para estrangeiros. Deixar entrar o 3º mundo, sem quotas, para colocar os nativos em dificuldades, por dinheiro, é desumano e dão uma visão negativa da imigração. Não se pode ter fronteiras escancaradas quando não se tem condições para cuidar do próprio povo que trabalhou e descontou para ter uma vida digna. Mostrar insatisfação pela situação é considerado “racismo e fascismo”, a arma de silenciamento preferida dos que vivem à custa desta exploração da miséria sem nenhuma preocupação com o destino que estes têm depois de entrarem na Europa.
Não são todos invasores, assassinos, nem tão pouco são todos fugitivos de guerra. São pessoas, a maioria migrantes económicos que venderam tudo o que tinham para pagar uma travessia onde lhes prometeram acesso fácil ao “paraíso social”. Estas pessoas compraram uma mentira por muitos milhares de dólares. Um crime ironicamente “abençoado” pela UE e ONU. Porquê?
Veja aqui o documentário completo:
A praga dos Domingos Farinhos
De acordo com a ITV, vários académicos recorreram à ferramenta de piar para expressar o apoio às colegas Dr Amy Ludlow e Dr Ruth Armstrong, as duas cientistas sociais responsáveis pelo programa “Learning Together: being, belonging, becoming”, talvez traduzível por “aprendendo juntos: ser, pertencer, tornar-se (terrorista?)”.
https://twitter.com/MendoncaPen/status/1200396637845295104
Incrivelmente, nenhum jornal nacional pegou na notícia que consiste em enaltecer o meritório trabalho de umas senhoras que foram à selva buscar o King Kong e o levaram para o circo da auto-ajuda que faz académicos sentirem-se profetas da virtude de reabilitação de bichos para a civilização — trabalho este devidamente recompensado com uma das criaturas a matar desgraçados numa ponte no mesmo dia em que se exibe como reabilitado à turba de idiotas universitários (quem sabe se os mesmos que se ajoelham perante a Santa Gretinha, como certos e determinados políticos oportunisticamente azeiteiros).
Tal como sucede com mais que conhecidas fraudes académicas — por exemplo, o senhor professor doutor Domingos Farinho, que admitindo a fraude de escrita de tese para outrem foi, no ano passado, devidamente recompensado com a integração no quadro com o título de professor auxiliar da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa), a doutora Amy Ludlow e a doutora Ruth Armstrong não têm culpa de nada. Decerto continuarão no lugar, contribuindo com mais experiências de grande valor social (sugiro agora um estudo comportamental de alguns crocodilos espalhados numa creche) e continuarão a progredir na promissora carreira de beatificar gente boa que nos livre de ímpios aleatórios. Como na historieta do sapo e do escorpião, é uma questão de natureza do ser.
Viver no mundo moderno ocidental é muito mais excitante do que antes. A malta sai à rua e nem sabe se regressa a casa após a experiência científica-social dos cientistas. Nem sabe ele, nem sabem os outros, porque, naturalmente, não foi para noticiar as coisas que se fizeram os jornais.
O meu cão
Apesar de toda a gente me ter dito que o husky siberiano já tinha morto dois bebés, achei que era um fofo, pelo que tinha mesmo que o ter. Os cães, já se sabe, precisam de treino para não cometerem algumas excentricidades desagradáveis. Agora, ainda por cima que estaria mais por casa com o nascimento da minha filha, seria particularmente agradável contar com a companhia de um animal simpático a quem também pudesse chamar de filho. “Deodora, tens aqui um maninho” — exclamei quando mo trouxeram.
A chegada do Genghis Khan foi uma alegria. A forma como primeiro desfez as cortinas evidenciava uma alma doce aprisionada num turbilhão emocional de hormonas rebeldes na ânsia de, através do amor e empatia que lhe daríamos, preencher os nossos corações com júbilo. Quando comecei a educar o Genghis, e fora aquele incidente em que esventrou a gatinha Chuchu e a sua ninhada de doze, revelou ser um aluno capaz, empenhado e, sobretudo, plenamente integrado com a família. A forma como nos lambia era mais eloquente que qualquer latido emitido entre o tempo passado a rosnar de dentes cerrados como um vulgar fascista da direita a olhar para a ordem de pagamento do IMI.
Após pouco mais de duas semanas, Genghis Khan estava plenamente integrado na pastoral vida que levo a observar a natureza e a recitar Emily Dickinson aos pássaros que se alimentam da velha figueira.
Nisto, eis que um dia vem a minha irmã visitar-nos sem grande aviso, só um telefonema uma semana antes. Nesse dia, feito burra, entrou pelo portão sem tocar só porque estava aberto. O idiota do seu filho (não me lembro o nome), já com quase três anos de idade (acho), bem que escusava de ter entrado a correr por ali fora como se fosse uma bailarina travesti, mas aquilo é gente sem grande educação. Grande palerma. Bem, o Genghis Kahn, que estava ali tranquilo, a roer a carcaça de um bisonte em plena paz, assustou-se com o meu sobrinho rabeta e — como, aliás, qualquer animal normal faria — saltou sobressaltado arrancando-lhe metade da cara com uma só dentada.
A minha irmã desatou a gritar, a estúpida, enquanto me dirigi a ela com um passo ligeiramente mais acelerado que o normal para a reprimir. Entretanto, Genghis lá arranca a primeira perna ao moço. Ainda lhe disse: “calma, Genghis, olha que estragas o teu apetite assim a comer gorduras antes do jantar”, mas o animal já tinha começado o processo de terminar com o suplício ao pequeno Rui (ou é Jorge?).
Bem, para tornar uma história longa em curta, o Estado agora quer executar o Genghis Kahn por o considerar — e passo a citar — “perigoso”. Ando eu a reabilitar um cão, dando-lhe amor e felicidade, algo que nunca teve lá no canil, e vem agora o Estado opressor através de agentes criminosos anunciar a extinção desta vida tão promissora. Ainda por cima, foi por queixa da minha irmã, essa vaca. Vamos ver como é que o caso vai correr em tribunal, mas tenho a plena convicção que o Genghis se safará. É que, no fundo, se pensarmos bem, aquilo que o Genghis fez ao seboso do meu sobrinho foi um favor à minha irmã. A grande estúpida.
Para quem quiser seguir o resto do caso, aqui e aqui há mais.
Roubar sai bem mais barato
A 20 de Novembro, a GNR de Gouveia, dia 20 de Novembro, apreendeu 2,7 toneladas de pinhas de pinheiro manso. De acordo com o estabelecido na lei, é proibida a colheita só podia começar a 1 de Dezembro de 2019 a 31 de Março de 2020. O proprietário das pinhas e repito o proprietário das pinhas incorre numa coima que pode atingir os 3.500 euros
Ora em Fevereiro deste ano a mesma Guarda Nacional Republicana, deteve três homens, em Montemor-o-Novo que foram apanhados em flagrante, a furtar pinhas numa propriedade florestal privada.
Aos detidos após terem sido presentes ao Tribunal Judicial de Montemor-o-Novo foi aplicada a pena de cumprimento de 80 horas de trabalho comunitário ou o pagamento de uma multa a favor dos Bombeiros Voluntários daquela localidade.
Anualmente são furtadas cerca de cinco mil toneladas de pinhas em todo o País.
Louvor liberal à greve climática de Greta
Espantoso como a nova IL de Cotrim Figueiredo se associa ao louvor pela greve climática de Stª Greta, numa iniciativa do Partido Socialista.
Entre outras coisas os liberais pós-Carlos Guimarães Pinto parecem ser entusiastas de “greve às aulas a cada sexta-feira”, pretendem “travar as alterações climáticas”, são favoráveis a “descarbonizar a sociedade”, acham bem a “declaração do estado de emergência climática” e assumem “o compromisso de tomar as medidas necessárias para travar essa emergência”.
Muito me contam…

A auto-defesa que nos é permitida
Saudades dos carros que explodem
Quando a ETA fazia explodir um carro tinha como objectivo um alvo específico. O sucesso da operação consistia em eliminar o indivíduo a quem tinha sido decretada a pena de morte pelos revolucionários, tornando a morte deste em simbólica de alguma coisa, ordenando o absurdo da carnificina no absurdo de um fim último. Havia mortes colaterais de civis, sendo que civis eram todos aqueles que não constavam na lista dos civis a abater. Era vil, horrível e macabro, mas tinha uma lógica, por muito distorcida que fosse, baseada no errado princípio revolucionário de que os fins justificam os meios.
Agora não temos nada disso. Agora, os alvos são os primeiros que aparecem à frente. Não são os desgraçados que, por destino ou azar, passaram à porta do ministério onde se encontrava o alvo; são, sim, os primeiros que, numa espécie de jogo de computador, se cruzam com o assassino quando este inicia o nível do jogo.
Não consigo defender a pena de morte em nenhuma circunstância, mas estaria disposto a abrir uma excepção a indivíduos que me fazem sentir que entre eles e a ETA escolheria o regresso dos terroristas bascos. O que é verdadeiramente injusto para mim e para outros como eu é permitirmos que se chegue ao ponto em que é possível afirmar isto sem parecermos um desses bandidos.
A proibição das facas é para quando?
Efeméride liberal
George Harrison morreu faz hoje 18 anos. Foi também hoje que paguei o IMI, pelo que não consegui tirar esta canção da cabeça o dia todo.
Let me tell you how it will be
There’s one for you, nineteen for me
’Cause I’m the taxman, yeah, I’m the taxman
