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Quem tem Farelo?

10 Dezembro, 2019

Além da spin-off bloquista Climáximo, a passagem de Greta Thunberg por Lisboa e as “greves” climáticas estudantis em Portugal têm sido organizadas por outros grupos, nomeadamente o FridaysForFuture e o MED-Movimento Estudantil Democrático.

Como sabemos há uma amálgama infindável de “causas” que se interligam e misturam entre si de forma fluída, mas cujos promotores são basicamente sempre os mesmos. No caso destes dois últimos referidos uma das protagonistas é Beatriz, jovem de 20 anos.

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Todavia, quer-me parecer que o Ambiente é só uma causa pretexto e veículo para difusão de mensagens políticas, partidárias e ideológicas claras.

Não se trata apenas do branqueamento da era Sócrates.

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Há também a omnipresente mensagem anti-capitalista e eventos com companhias conhecidas:

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Gil Vicente, o nosso dramaturgo medieval, perguntava numa das suas peças: “Quem tem farelos?”.

Eu respondo: é o Bloco de Esquerda!

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A escola, fábrica socialista de desigualdades

10 Dezembro, 2019

Nuno Crato: É curioso que a flexibilidade, o menosprezo pela avaliação externa e o desinteresse pela exigência dos manuais escolares seja apresentado como forma de reduzir as desigualdades educativas. Não: é exatamente o contrário. Portugal foi citado no relatório oficial do PISA 2015 como sendo um dos raros (2) países/regiões que conseguiram simultaneamente melhorar os resultados globais e reduzir o número de alunos considerados “low performers” (vol. 1, p. 266).

Infelizmente, as percentagens de alunos com extremas dificuldades, que de 2012 para 2015 tinham melhorado em todos os três domínios do PISA, agravaram-se de 2015 para 2018. Os alunos com extremas insuficiências passaram de 17,4% para 20,2% em Ciências, de 23,8% para 23,3%, em Matemática, o que é uma ligeira melhoria, e de 17,2% para 19,6% em Literacia.

Bloco Climáximo de Esquerda

9 Dezembro, 2019

Ou derrubamos o capitalismo, ou as alterações climáticas acabarão com a civilização humana.

É necessário derrubar o sistema capitalista, criar uma nova forma de estado alternativa ao capitalismo, com planeamento democrático.

O decrescimento económico não é uma miragem, mas uma necessidade, uma mudança planeada para responder às necessidades reais.

Atualmente, apenas existem dois partidos: o partido do capitalismo e o partido da sobrevivência.

Uma revolução ecossocialista é necessária para derrubar o capitalismo, não por causa do romantismo ou de uma visão mecanicista da história, mas sim por uma necessidade de garantir a sobrevivência e manutenção de condições materiais minimamente razoáveis para a continuação das civilizações humanas.

(João Camargo, a quem os orgãos de comunicação social chamam de “especialista em alterações climáticas”)

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Quer excedentes orçamentais? Deixe de pagar contas

9 Dezembro, 2019

Mas como é que eu não me lembrei disto? Andei este tempo todo sempre a fazer contas e planificações do meu orçamento doméstico para poder fazer face às despesas, sempre com muito controlo para não falhar com nada em casa; a trabalhar que nem uma “moura” para governar minha vida e eis que Centeno revela a sua fantástica estratégia que fez gerar “excedentes” milionários: cativar toda a despesa e pagamentos enquanto carrega forte nos impostos dos contribuintes que trabalham arduamente para  sustentar a máquina do Estado. Não é genial?

Com esta “brilhante” lição de economia aprendi que, se não pagar luz, água, gás, renda, compras de supermercado, gasóleo, créditos e outras responsabilidades; nem fizer manutenções de nenhuma espécie em casa com electricidade quando há curto-circuitos ou nas canalizações quando rompem  ou no telhado quando voam telhas;  nem  arranjos mecânicos no carro quando há avarias, mudanças de óleos ou pneus quando estão “carecas”;  nem comprar sapatos mesmo que rotos ou roupas mesmo que velhas e gastas, posso abrir conta na Suíça e com os juros pagar uma férias milionárias à família no Mónaco ou comprar um Lamborghini  ou uma mansão à beira mar como o visionário Al Gore!! Sou mesmo idiota.

Eu sempre desconfiei das capacidades de gestão do nosso “Ronaldo das Finanças” e denunciei-o no meu artigo de Março de 2017, “O défice de 2016 é um embuste” onde afirmei: “O défice que nos apresentaram é uma perigosa bomba relógio. Não há mérito nenhum nos 2,1%. Muito menos prova que usando outras políticas se consegue os mesmos objectivos como disse Marcelo. O que há são malabarismos grotescos, diria quase criminosos, de “chico-espertice tuga” que escondem o maior embuste, depois de Sócrates, fundamentado em mentiras, patranhas e ilusões para o iletrado cidadão. Uma falta de respeito por toda uma Nação a quem se pede constantemente sacrifícios fingindo ser pelo bem de todos. Uma mentira abençoada pelo PR que nos deveria fazer corar de vergonha. Infelizmente.”

Repeti-o no meu artigo de 16 Outubro 2017, “O monstro da dívida” quando escrevi:” O OE2018 volta ao ASSALTO habitual ao contribuinte. Faz falta dinheirinho para alimentar os esquemas habituais da governança e suas respectivas clientelas FAMINTAS a quem se promete mundos e fundos sem um chavo no bolso! O monstro da dívida, esse, cada vez mais gigantesco não se mata. Não se diminui. Controla-se, isso sim, o défice, como se o défice não tivesse nenhuma ligação à dívida pública e chama-se a isso “controlo” (sim, é o controlo contabilístico do empurra para debaixo do tapete). É para rir? Isto claro, até ao próximo colapso. Mas alguém acredita que com o tetra em bancarrotas os credores não nos tentem pôr os patins rapidamente? Não brinquem com coisas sérias. Porque só temos tido dinheiro para pagar as despesas do Estado graças à UE. Esqueceram-se?”

Voltei a lembrá-lo no meu texto “Não felicito Centeno“, em Dezembro de 2017,  quando afirmei: “Não, não o felicito porque por causa dele temos 3 Orçamentos de Estado às costas carregados de aumentos de impostos como consequência do seu eterno “amem” às clientelas da geringonça;  temos cativações grotescas que colocaram em risco a saúde, a educação, a segurança e o bem estar dos portugueses, e perspectivas de futuro com mais agravamentos de impostos para impedir um novo colapso das contas.”

Mas dou agora a mão à palmatória. O homem é mesmo um “grande génio”. Conseguiu o que ninguém consegue sem qualquer peso na consciência: défice zero e excedentes orçamentais só com uma brutal asfixia financeira de todas as instituições do Estado e aumento do roubo fiscal às famílias trabalhadoras deste país.

Isto não é para qualquer um. É só para gente muito corajosa ou estúpida. Quem arrisca colocar os serviços públicos de um país inteiro em falência técnica e empobrecer os portugueses que vivem dos seus parcos rendimentos só para agradar à Geringonça em 4 anos de legislatura, com o risco que daí advém para os  mais vulneráveis? Só mesmo um pequeno génio fantoche à espera de uma recompensa como o “Bobby” que faz tudo o que o dono manda por um croquete ou um osso.

Só tenho pena de nós, cidadãos, não podermos seguir a mesma dica – sem irmos presos – e suspendermos todos os nossos pagamentos ao Estado, já! Quem sabe assim, provando do seu próprio veneno, a “pulhítica” acabasse de uma vez no Parlamento por falta das verbas que alimentam esta casta nojenta que nos escraviza e ainda se regozija dos “grandes feitos” contabilísticos como se fôssemos todos parvos.

Com isto podemos então tirar a conclusão que o estado lastimável em que deixaram as escolas, os hospitais, os transportes públicos, as esquadras, a segurança nacional e muito mais,  que matou e ainda mata muita gente, é mesmo de propósito por um “excedente” fictício. “Bravo” Centeno! Ninguém faria pior.

Assim percebe-se melhor porque a regionalização se tornou o grande problema do país

9 Dezembro, 2019

Miguel Coelho: «As pessoas deviam saber que, com o actual sistema, em 2060 a pensão média será cerca de 30% a 40% do salário médio. As pessoas vão ter uma quebra abrupta do valor dos seus rendimentos mas não sabem disso. E deveriam saber.»

O país que não se vê das docas de Lisboa onde os altos representantes da nação vão falar sobre a “emergência climática”

9 Dezembro, 2019

Carlos Neves: «enquanto se discute uma pista de gelo em Lisboa, o Estado português envia para as serras técnicos superiores ao volante de carros velhos, para assegurar coisas fundamentais como vigiar a sanidade animal, as novas doenças que ameaçam as culturas»

Alguém consegue investigar e fazer uma notícia sobre o que estes números querem dizer?

8 Dezembro, 2019

«Mais de 20 mil alunos contam este ano letivo com tutores para melhorarem as notas. Estão em causa crianças do segundo e terceiro ciclo, que chumbaram na escola pelo menos duas vezes. No total, o programa Apoio Tutorial Específico tem um custo direto de 15 milhões de euros. Três mil professores estão integrados no programa, que arrancou em 2016 com 2728 docentes.

(…) a avaliação ao programa, feita pela Inspeção-Geral de Educação e Ciência, mostra que 32% dos alunos abrangidos faltaram a mais de metade das sessões com os tutores; e 9% dos alunos não foram autorizados pelos pais a frequentarem essas aulas

As pessoas estúpidas

8 Dezembro, 2019

As pessoas estúpidas querem recuperar a naturalidade dos gestos.  Querem comprar uma camisola este Natal sem ter de pensar em todos os dramas do mundo. Querem que comer seja simplesmente comer e não um manifesto em prol da saúde, do ambiente e do comércio um pouco justo ou muito injusto.
As pessoas estúpidas querem levar os filhos e os netos ao Jardim Zoológico sem antes terem de fazer mea culpa.

A importância das pessoas estúpidas tornou-se-me óbvia não sei se a culpa foi do marido de Penélope Cruz gritando “estúpido” na Marcha do Clima, em Madrid, se do marido da filha do dr. Louçã transformado em profeta do apocalipse ambiental. Mas de algum deles foi certamente pois ambos com o seu particular e bem sucedido modo de vida fizeram-me perceber a importância das pessoas estúpidas. Ou seja aquelas pessoas que, com os seus impostos em ordem e desejo de viver em paz e sossego, mantêm a funcionar um sistema que o senhor Bardem e o marido da filha do dr. Louçã declaram abominar.

Camargo sai do armário

7 Dezembro, 2019

Citações de um suposto ambientalista:

“Negociar o fim do capitalismo com capitalistas é impossível”.

“Pode negociar-se com empresas como a Exxon ou a Mobil, mas elas têm de ser fechadas. Pode falar-se com a EDP, mas ela tem de ser nacionalizada.”

“A única luta que pode conter o colapso climático é a luta anticapitalista e a única estratégia para ganhar a luta é revolucionária”.

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Antes de embarcarem na ladainha do capitalismo que mata, da sociedade que tem de mudar quer queiramos quer não, do cataclismo que temos de evitar, das vozes que se levantam para nos salvar…. aconselho que recordemos isto

6 Dezembro, 2019

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O Templo do Povo

Os antecessores da Greta: Pavlik Morozov, o menino de Estaline

6 Dezembro, 2019

220px-Pavel_MorozovPavlik Morozov. Aos 13 anos  Pavlik Morozov tornou-se um herói e um maŕtir.  As razões para tal são complexas de explicarmas digamos que da família directa de Morozov não sobrou quase ninguém. Como a Europa em 2019 não é a Rússia soviética Greta e a sua família não terão o destino dos Morozov mas não duvido que daqui a algum tempo nos virão perguntar: como foi possível termos colaborado com a exploração e exposição de uma criança doente?

 

Portanto acabaram os projectos do aeroporto no Montijo e da urbanização dos estaleiros da Lisnave em Almada?

6 Dezembro, 2019

Clima: habitantes dos estuários do Tejo e Sado em risco de perder tudo

Para quando um movimento contra esta discriminação?

5 Dezembro, 2019

O Women4Climate Tech Challenge é um concurso internacional que procura soluções inovadoras, lideradas por mulheres, que comprovadamente reduzam o impacto ambiental da cidade.
E Lisboa faz parte deste movimento. Precisamos das melhores ideias e projetos!
As candidaturas estão abertas até 31 de janeir
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Ao menos as gaiatas símbolos doutros tempos cantavam: Marisol, a menina do franquismo

5 Dezembro, 2019

Um governo liberalizante

5 Dezembro, 2019

Tiago Brandão Rodrigues e Marta Temido são, para todos os efeitos práticos, os ministros mais liberais deste governo. Com efeito, nunca na era moderna os ocupantes das pastas da educação e da saude fizeram trabalho tão meritório na promoção dos serviços privados de educação e saúde. Da “greve climática” à sexta-feira – influências CGTP: sempre à sexta, nunca à quarta-feira – à culpa dos resultados do PISA a todos desde D. Afonso III até Nuno Crato (e nem mais um dia após este); das listas de espera e urgências de especialidade fechadas à rejeição do curso de medicina da Universidade Católica pelo indivíduo comunista que lidera impunemente a badalhoquice que é a Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior a pedido da anacrónica corporação fascizóide a que se chama Ordem dos Médicos, a promoção do serviço público por estes ministros tem originado o magnífico êxodo dos portugueses para serviços privados quando os conseguem pagar.

Aquando da transição do infantário para o primeiro ciclo de ensino do meu filho mais velho, zero crianças da sua turma foram matriculadas em colégios; agora, com a minha filha mais nova, serão pelo menos três da turma, para não mencionar os que o queriam fazer sem terem ainda concluído poderem encaixar mais uma mensalidade no orçamento familiar. Decerto que este relato pessoal pode ser repetido por vários leitores em circustâncias idênticas, pelo que não é puramente anedótico.

Dados Pordata

Parabéns então ao ministro da educação e à ministra da saúde dos pobres pelo enorme esforço na promoção das desigualdades. Já diziam os antigos: “Deus escreve direito por linhas tortas”.

Spin-off do Bloco de Esquerda

4 Dezembro, 2019

Relacionado com o meu anterior post, cito duas interessantes e eloquentes passagens de doutrina climática por parte da Climáximo, que é uma spin-of do Bloco de Esquerda para assuntos “ambientais”:

“As alterações climáticas não acontecem no vazio. O Norte Global é significativamente mais responsável pelas emissões de gases de efeito de estufa ao longo da história, enquanto o Sul Global é dramaticamente mais afetado pelos seus impactos. As nações mais pobres, praticamente sem nenhuma responsabilidade pelas alterações climáticas, têm muito menos capacidade de adaptação. Num só país, os mais pobres são muito mais vulneráveis do que os ricos. Em geral, a cor da pele está associada a vulnerabilidades diferenciadas aos impactos ambientais do que os brancos, assim como o género.”

“Ou derrubamos o capitalismo e mais uma vez nos lançamos na luta das revoluções internacionalistas, ou o terror capitalista autoritário será combinado com um clima implacável para afundar numa escassez desconhecida e numa decomposição social sem precedentes.”

A mesma organização ensina-me num seu tutorial que existem conceitos como o “eco-feminismo” e o “eco-socialismo” e diz-me que devemos “construir uma ciência feminista e anti-capitalista”.

São estas pessoas, por assim dizer, que organizam e promovem a gazeta climática e a passagem da Greta sueca por Portugal.

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Foto 1: Genro de Francisco Louçã, dirigente do movimento, acompanhado por alguns dos seus correlegionários.

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Foto 2: sem título.

Metástases bloquistas

4 Dezembro, 2019

O Observador tem hoje uma peça onde são referidos vários dos movimentos extremistas em Portugal que estão no backoffice da causa do Ambiente, nomeadamente durante a recepção à Greta sueca em Lisboa.

Eu já por várias vezes tenho escrito, dando exemplos e nomes, que estes grupelhos são meras extensões e metástases do Bloco de Esquerda, assim como aliás acontece com os movimentos feministas, anti-racistas e a maior parte dos colectivos de intervenção cultural.

No entanto, a evidência destes fenómenos não deveria retirar responsabilidade aos orgãos de comunicação social num escrutínio muito mais claro e directo, informando os leitores e o público em geral desta teia de interesses e conexões políticas, dos nomes e perfis dos seus dirigentes e de todos aqueles que procuram aceder a posições de exercício ou influência do poder (nomeadamente legislativo) para controlar e orientar as vidas das pessoas.

Apocalipse now!

3 Dezembro, 2019

As “causas” podem ser estas ou outras quaisquer.

O que importa é a estética e a encenação, quanto mais imbecis melhor.

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Sem fronteiras: a verdade da mentira

2 Dezembro, 2019

Mais dois ataques com facas, um em Londres outro em Haia, vieram-nos lembrar que o terrorismo vive silenciosamente no meio de nós e somos alvos muito fáceis ao contrário do que nos querem fazer crer.  Estes assassinos não precisam de armas compradas em lojas. Com facas e explosivos de fabrico artesanal matam e fazem-se explodir  apenas por motivações ideológicas. E nós, nem com medidas de segurança sofisticadas estamos a salvo. Essa é a triste realidade.

Sou do tempo em que na Europa, quando se falava de terrorismo, ou era a ETA ou o IRA cujo o alvo eram membros dos governos ou juízes. Ataques com facas e homens suicidas no meio de multidões de civis só mesmo no médio oriente. Como é que importamos isto?

A resposta podemos encontrá-la num magnífico documentário – Borderless –  da jornalista canadiana Lauren Southern. Infiltrada durante 4 meses, entrevistou traficantes, migrantes e responsáveis por estas passagens para a Europa. Um trabalho jornalístico de alto risco mas muito revelador do tráfico humano, um negócio milionário.

A crise das migrações deu-se em 2010  com a Primavera árabe e o fim dos ditadores que trouxe uma onda de deslocados para a Turquia, Líbano, e Jordânia com muitas incompatibilidades culturais pelo meio. Em Ayvalik na Turquia a jornalista falou com locais que revelaram que “esta rota abriu em 2013 para a Grécia e que desde então as mulheres da região já não podiam ir para os campos sozinhas; que por ali passam  milhares de seres humanos por dia; que os traficantes agem como uma máfia e estão armados com AK47; a população vive com medo. O preço da passagem para Lesbos e outros destinos  são 1000, 2000, 3000, 4000 dólares. Não são refugiados porque esses não têm meios económicos, nem são pobres nem crianças. E também não é trabalho humanitário”. Outra travessia deste “negócio” dá-se por Marrocos para Espanha. Os passaportes e documentação são propositadamente destruídos para que não sejam deportados.

Em  Lesbos são colocados num campo para 3000 pessoas mas que já excedeu os 11000 “refugiados”.  Nele há assassínios, violações, estupros. É um lugar perigoso onde matam enquanto dormem porque está cheio de grupos étnicos diferentes que não se toleram. Os migrantes não se sentem seguros e muitos dizem-se arrependidos.

Alguns denunciam à jornalista subornos pedidos por médicos gregos do Governo para conseguirem a legalização – “os Papeis” – que é um pedido médico atestando que aquela pessoa tem um problema grave de saúde e tem de ser transferida urgentemente para Atenas ficando assim automaticamente “legal”. Denunciam ainda que o ISIS está no meio deles disfarçados de refugiados. Dizem que há no campo  2000 ou mais de ISIS que fugiram do Iraque e Síria porque foram derrubados nos seus países e atacam com facas ateus, cristãos, judeus, jazidis e curdos no acampamento. Chegam a pedir câmaras de vigilância às autoridades para os protegerem mas ninguém se importa com isso.

Estes “refugiados” têm o suporte do Departamento Europeu do Conselho dos Direitos Humanos da ONU que vão aos campos fazer entrevistas para rastreios. De 2015 a 2016,  dos 80% dos pedidos de asilo de sírios e 20% de outras nacionalidades,  só 3%  foram rejeitados.

A jornalista fez uma gravação de uma entrevista a  uma CEO da ONG “Advocates Abroad” que faz assessoria aos migrantes – Ariel Riker – onde ela explica que os ensina  a mentir aos guardas costeiros, como ajuda a criar um falso perfil fazendo-os  passar por cristãos, encenando uma narrativa credível junto dos representantes da ACNUR. A gravação saiu nos média. Você ouviu alguma coisa? Houve consequências? Pois.

Os repórteres também se infiltraram nos barcos das ONG e entrevistaram um comandante que afirmou que apenas “salva vidas” e que não lavou a quantia de dinheiro de que era acusado. “No máximo 500 mil, muito menos que outras ONG´s” – disse seu advogado. Provou-se que o que alimenta este “humanitarismo” são os milhões que o sustentam. Milhões! Nada mais. Consequências? Zero. A “missão” prossegue.

Esta imigração ilegal financiada custa cerca de 200 biliões de euros por ano aos 27 países da UE. Não é sustentável. Toda a imigração que vai além das necessidades de cada país, provoca sérias dificuldades económicas e muita pobreza não só aos nativos como aos que chegam. Mas isso não parece preocupar ninguém. Muito menos UE e ONU. Esquisito.

A jornalista quis saber o que era feito daqueles que se aventuraram a sair dos seus países e se tinha valido a pena. Em Paris um migrante do Mali, a viver debaixo de uma ponte, conta que foi um erro. Que esperava ser legalizado, trabalhar e mandar dinheiro para a família. Sente-se traído.

Foi saber de outros que entretanto conseguiram asilo na Irlanda. Uma refugiada política do Zimbabué por oposição a Mugabe, outra da África do Sul por perseguição à sua integridade física por suspeita de ser lésbica, explicam que são gratas ao povo que as recebeu e compreendem a animosidade dos irlandeses que não os vêem com agrado porque têm receios, compreensíveis,  pelo seu futuro.

Na verdade a Irlanda nem nos piores momentos económicos do país teve sem abrigos a viver na rua mas agora o cenário é devastador. Os escassos  recursos estão a sair para estrangeiros. Deixar entrar o 3º mundo, sem quotas,  para colocar os nativos em dificuldades, por dinheiro, é desumano e dão uma visão negativa da imigração. Não se pode ter fronteiras escancaradas  quando não se tem condições para cuidar do próprio povo que trabalhou e descontou para ter uma vida digna.   Mostrar insatisfação pela situação é considerado  “racismo e fascismo”, a arma de silenciamento preferida dos que  vivem à custa desta exploração da miséria   sem nenhuma preocupação com o destino que estes  têm depois de entrarem na Europa.

Não são todos invasores, assassinos,  nem tão pouco são todos fugitivos de guerra. São pessoas, a maioria migrantes económicos que venderam tudo o que tinham para pagar uma travessia onde lhes prometeram acesso fácil ao “paraíso social”.   Estas pessoas compraram uma mentira por muitos milhares de dólares. Um crime ironicamente “abençoado” pela UE e ONU. Porquê?

Veja aqui o documentário completo:

 

 

 

 

A praga dos Domingos Farinhos

2 Dezembro, 2019

De acordo com a ITV, vários académicos recorreram à ferramenta de piar para expressar o apoio às colegas Dr Amy Ludlow e Dr Ruth Armstrong, as duas cientistas sociais responsáveis pelo programa “Learning Together: being, belonging, becoming”, talvez traduzível por “aprendendo juntos: ser, pertencer, tornar-se (terrorista?)”.

https://twitter.com/MendoncaPen/status/1200396637845295104

Incrivelmente, nenhum jornal nacional pegou na notícia que consiste em enaltecer o meritório trabalho de umas senhoras que foram à selva buscar o King Kong e o levaram para o circo da auto-ajuda que faz académicos sentirem-se profetas da virtude de reabilitação de bichos para a civilização — trabalho este devidamente recompensado com uma das criaturas a matar desgraçados numa ponte no mesmo dia em que se exibe como reabilitado à turba de idiotas universitários (quem sabe se os mesmos que se ajoelham perante a Santa Gretinha, como certos e determinados políticos oportunisticamente azeiteiros).

Tal como sucede com mais que conhecidas fraudes académicas — por exemplo, o senhor professor doutor Domingos Farinho, que admitindo a fraude de escrita de tese para outrem foi, no ano passado, devidamente recompensado com a integração no quadro com o título de professor auxiliar da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa), a doutora Amy Ludlow e a doutora Ruth Armstrong não têm culpa de nada. Decerto continuarão no lugar, contribuindo com mais experiências de grande valor social (sugiro agora um estudo comportamental de alguns crocodilos espalhados numa creche) e continuarão a progredir na promissora carreira de beatificar gente boa que nos livre de ímpios aleatórios. Como na historieta do sapo e do escorpião, é uma questão de natureza do ser.

Viver no mundo moderno ocidental é muito mais excitante do que antes. A malta sai à rua e nem sabe se regressa a casa após a experiência científica-social dos cientistas. Nem sabe ele, nem sabem os outros, porque, naturalmente, não foi para noticiar as coisas que se fizeram os jornais.

«Regionalização. Como Costa quer ajudar Rio e os dinossauros autárquicos»

2 Dezembro, 2019

Luís Rosa: Esta regio­nalização encapotada que beneficiará os ‘manuéis machados’ do poder autárquico não pode, obviamente, merecer qualquer apoio ou cumplicidade de Marcelo Rebelo de Sousa. É verdade que a coerência para António Costa é descartável — como Marques Mendes recordou este domingo na SIC, Costa revogou a eleição dos presidentes da CCDR quando era ministro da Administração Interna de José Sócrates — mas não pode ser para o Presidente. (…) Marcelo Rebelo de Sousa já cometeu um erro de capital ao aceitar a substituição da dinâmica procuradora-geral Joana Marques Vidal pela silenciosa Lucília Gago com o argumento falacioso do mandato único que não está explícito em lado algum da lei. Os resultados estão à vista: o enfraquecimento do Ministério Público que agora nem sequer convoca Marcelo e António Costa para testemunhas de um processo relevante como o de Tancos para não serem incomodados nas suas “altas funções”. Aparentemente, Marcelo não quis entrar em conflito com Costa no caso do dossiê da renovação do mandato da procuradora-geral da República. Fez mal, muito mal.

Convém que agora não cometa um segundo erro capital. É que um ainda se pode aceitar, mas dois já são demais.

O meu cão

1 Dezembro, 2019

Apesar de toda a gente me ter dito que o husky siberiano já tinha morto dois bebés, achei que era um fofo, pelo que tinha mesmo que o ter. Os cães, já se sabe, precisam de treino para não cometerem algumas excentricidades desagradáveis. Agora, ainda por cima que estaria mais por casa com o nascimento da minha filha, seria particularmente agradável contar com a companhia de um animal simpático a quem também pudesse chamar de filho. “Deodora, tens aqui um maninho” — exclamei quando mo trouxeram.

A chegada do Genghis Khan foi uma alegria. A forma como primeiro desfez as cortinas evidenciava uma alma doce aprisionada num turbilhão emocional de hormonas rebeldes na ânsia de, através do amor e empatia que lhe daríamos, preencher os nossos corações com júbilo. Quando comecei a educar o Genghis, e fora aquele incidente em que esventrou a gatinha Chuchu e a sua ninhada de doze, revelou ser um aluno capaz, empenhado e, sobretudo, plenamente integrado com a família. A forma como nos lambia era mais eloquente que qualquer latido emitido entre o tempo passado a rosnar de dentes cerrados como um vulgar fascista da direita a olhar para a ordem de pagamento do IMI.

Após pouco mais de duas semanas, Genghis Khan estava plenamente integrado na pastoral vida que levo a observar a natureza e a recitar Emily Dickinson aos pássaros que se alimentam da velha figueira.

Nisto, eis que um dia vem a minha irmã visitar-nos sem grande aviso, só um telefonema uma semana antes. Nesse dia, feito burra, entrou pelo portão sem tocar só porque estava aberto. O idiota do seu filho (não me lembro o nome), já com quase três anos de idade (acho), bem que escusava de ter entrado a correr por ali fora como se fosse uma bailarina travesti, mas aquilo é gente sem grande educação. Grande palerma. Bem, o Genghis Kahn, que estava ali tranquilo, a roer a carcaça de um bisonte em plena paz, assustou-se com o meu sobrinho rabeta e — como, aliás, qualquer animal normal faria — saltou sobressaltado arrancando-lhe metade da cara com uma só dentada.

A minha irmã desatou a gritar, a estúpida, enquanto me dirigi a ela com um passo ligeiramente mais acelerado que o normal para a reprimir. Entretanto, Genghis lá arranca a primeira perna ao moço. Ainda lhe disse: “calma, Genghis, olha que estragas o teu apetite assim a comer gorduras antes do jantar”, mas o animal já tinha começado o processo de terminar com o suplício ao pequeno Rui (ou é Jorge?).

Bem, para tornar uma história longa em curta, o Estado agora quer executar o Genghis Kahn por o considerar — e passo a citar — “perigoso”. Ando eu a reabilitar um cão, dando-lhe amor e felicidade, algo que nunca teve lá no canil, e vem agora o Estado opressor através de agentes criminosos anunciar a extinção desta vida tão promissora. Ainda por cima, foi por queixa da minha irmã, essa vaca. Vamos ver como é que o caso vai correr em tribunal, mas tenho a plena convicção que o Genghis se safará. É que, no fundo, se pensarmos bem, aquilo que o Genghis fez ao seboso do meu sobrinho foi um favor à minha irmã. A grande estúpida.

Para quem quiser seguir o resto do caso, aqui e aqui há mais.

1º de Dezembro: os descendentes de Miguel de Vasconcelos andam por aí

1 Dezembro, 2019

O processo de aprovação na secretaria da mesma regionalização que o povo chumbou em referendo em 1998 está em marcha desde Julho deste ano: nesse mês, João Cravinho, na condição de presidente da Comissão Independente para a Descentralização (uma comissão tão independente mas tão independente que todos os os seus membros são favoráveis à regionalização) apresentou um relatório cujo eixo de trabalho se pode resumir na seguinte máxima: truques para evitar que a regionalização seja de novo chumbada e para que à oligarquia dos partidos e seus descendentes não faltem cargos nas próximas décadas. Já de si é escandaloso que a João Cravinho, que assinou por baixo alguns dos maiores descalabros da nossa democracia, seja dada credibilidade para apresentar o que quer seja além de festas de Natal. O pior é que a regionalização, ao contrário das anteriores propostas de João Cravinho, não contribui apenas para falir o país, a regionalização compromete o futuro do país. Portugal, cuja área é semelhante à de algumas das comunidades de Espanha (Andaluzia e Castela-Leão), tem as fronteiras mais antigas da Europa e desconhece as tensões regionais e linguísticas. A História de Portugal é também a desta unidade. O que ganham Portugal e os portugueses com a atomização do país em regiões além de uma nova camada na máquina politico-administrativa? Nada.

Roubar sai bem mais barato

30 Novembro, 2019

A 20 de Novembro, a GNR de Gouveia, dia 20 de Novembro, apreendeu 2,7 toneladas de pinhas de pinheiro manso. De acordo com o estabelecido na lei, é proibida a colheita só podia começar a  1 de Dezembro de 2019 a 31 de Março de 2020. O proprietário das pinhas e repito o proprietário das pinhas  incorre numa coima que pode atingir os 3.500 euros

Ora em Fevereiro deste ano a mesma Guarda Nacional Republicana, deteve três homens, em Montemor-o-Novo que foram apanhados  em flagrante, a furtar pinhas numa propriedade florestal privada.

Aos detidos após terem sido presentes ao Tribunal Judicial de Montemor-o-Novo foi aplicada a pena de  cumprimento de 80 horas de trabalho comunitário ou o pagamento de uma multa a favor dos Bombeiros Voluntários daquela localidade.

Anualmente são furtadas cerca de cinco mil toneladas de pinhas em todo o País.

 

Louvor liberal à greve climática de Greta

30 Novembro, 2019

Espantoso como a nova IL de Cotrim Figueiredo se associa ao louvor pela greve climática de Stª Greta, numa iniciativa do Partido Socialista.

Entre outras coisas os liberais pós-Carlos Guimarães Pinto parecem ser entusiastas de “greve às aulas a cada sexta-feira”, pretendem “travar as alterações climáticas”, são favoráveis a “descarbonizar a sociedade”, acham bem a “declaração do estado de emergência climática” e assumem “o compromisso de tomar as medidas necessárias para travar essa emergência”.

Muito me contam…

 

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A auto-defesa que nos é permitida

30 Novembro, 2019

https://twitter.com/i/status/1200674217878007808

 

 

 

 

Saudades dos carros que explodem

30 Novembro, 2019

Quando a ETA fazia explodir um carro tinha como objectivo um alvo específico. O sucesso da operação consistia em eliminar o indivíduo a quem tinha sido decretada a pena de morte pelos revolucionários, tornando a morte deste em simbólica de alguma coisa, ordenando o absurdo da carnificina no absurdo de um fim último. Havia mortes colaterais de civis, sendo que civis eram todos aqueles que não constavam na lista dos civis a abater. Era vil, horrível e macabro, mas tinha uma lógica, por muito distorcida que fosse, baseada no errado princípio revolucionário de que os fins justificam os meios.

Agora não temos nada disso. Agora, os alvos são os primeiros que aparecem à frente. Não são os desgraçados que, por destino ou azar, passaram à porta do ministério onde se encontrava o alvo; são, sim, os primeiros que, numa espécie de jogo de computador, se cruzam com o assassino quando este inicia o nível do jogo.

Não consigo defender a pena de morte em nenhuma circunstância, mas estaria disposto a abrir uma excepção a indivíduos que me fazem sentir que entre eles e a ETA escolheria o regresso dos terroristas bascos. O que é verdadeiramente injusto para mim e para outros como eu é permitirmos que se chegue ao ponto em que é possível afirmar isto sem parecermos um desses bandidos.

A proibição das facas é para quando?

29 Novembro, 2019

Em Londres, um homem foi abatido a tiro depois de tentar esfaquear várias pessoas num “incidente terrorista”. Horas depois, um homem na Holanda esfaqueou três pessoas numa rua comercial em Haia.

Efeméride liberal

29 Novembro, 2019

George Harrison morreu faz hoje 18 anos. Foi também hoje que paguei o IMI, pelo que não consegui tirar esta canção da cabeça o dia todo.

Let me tell you how it will be
There’s one for you, nineteen for me
’Cause I’m the taxman, yeah, I’m the taxman

O Homem está a mais na natureza?

29 Novembro, 2019

Apontei há tempos algumas contradições dos jovens que dizem que o capitalismo não é verde e procurei explicar por que razão o socialismo polui fazendo referência a alguns dados normalmente esquecidos.

Hoje, no Observador, à pergunta “o Homem está a mais na natureza?” respondo:

Ressurgem agora teorias acerca da necessidade de controlar ou mesmo reduzir a população mundial, mas ou bem que nos preocupamos com as gerações futuras, ou bem que promovemos a extinção do homem.

O meu texto completo pode ser lido aqui.

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A “greve climática” é o black friday dos activistas

29 Novembro, 2019

Há uma semana teve lugar no Terreiro do Paço uma manifestação pelo mundo rural. Segundo a Rádio Renascença terão estado  «centenas de pessoas. Talvez  um milhar. Mas certamente eram suficientes homens e mulheres ligadas à terra, para encher um quarto da Praça do Comércio, como fizeram esta sexta-feira numa mobilização pelo “mundo rural”. »manifestacao_mundo_rural_no_terreiro_do_paco_em_lisboa_22_11_2019_foto_jose_carlos_silva_rr198237b2

AS notícias sobre a convocatória da manifestação foram quase nulas e sobre a própria manifestação foram escassas. As tentativas de explicação das suas razões ainda menos. Compare-se esSe desinteresse com o activismo noticioso em torno da manifestação que terá lugar hoje designada como greve climática

DN: Greve Climática. Estudantes voltam à rua na véspera da Cimeira do Clima

EXPRESSO: Greve climática: “A Greta, sozinha, não consegue mudar nada. Temos mesmo de sair à rua”

SIC: Quarta greve climática em 157 países, incluindo Portugal

PUBLICO: A 29 de Novembro há nova Greve Climática Estudantil — para inaugurar a “época de ouro do activismo”

OBSERVADOR: Greve climática volta esta sexta-feira às ruas em Portugal e envolve 157 países

E enquanto andamos entretidos com as abstenções da deputada Joacine eis que na Assembleia Municipal de Lisboa se vota assim

28 Novembro, 2019

Los socialistas de Lisboa condenan a España por su “deriva autoritaria” en Cataluña. El grupo municipal apoya una moción presentada por los comunistas denunciando “la represión del pueblo catalán”

Portanto, a primeira coisa a fazer é acabar com o impacto ambiental de um parlamento que se divide entre Bruxelas e Estrasburgo

28 Novembro, 2019

Parlamento Europeu declara emergência climática

O Parlamento Europeu tem a sede em Estrasburgo. Os períodos de sessão adicionais têm lugar em Bruxelas. O Secretariado do Parlamento e os seus serviços de apoio continuam no Luxemburgo. As comissões parlamentares reúnem-se em Bruxelas e também em Estrasburgo: por exemplo, a Comissão do Controlo Orçamental reuniu hoje, 28 de Novembro, em Estrasburgo mas a 4  de Dezembro já está em Bruxelas.

Toda esta dispersão isto custa entre 110 a 190 milhões de euros por ano e tem um óbvio impacto ambiental. Portanto os eurodeputados vão deixar-se de tolices e começar por dar o exemplo na sua casa. Até lá podem ir pregar no deserto.

Os amantes da guilhotina

28 Novembro, 2019

Há gente que nunca muda. Note-se contudo como nesta espécie de decálogo ambientalista que por aí circula a guilhotina vem depois da sexta-feira sem carne e antes da reciclagem. Está bem, depois de um dia a alfaces e sumos a besta que há dentro de cada um de nós está pronta para soltar a lâmina da guilhotina. Depois, claro, há que dar destino aos despojos da matança.  Há algo de serial killer nesta gente.
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Traz um amigo também

28 Novembro, 2019

Enquanto decorre a novela “Joacine Katar-Moreira destrói o Livre, graças a Deus”, as pessoas encontram-se sem energia para noticiar o lançamento do livro “Linhas Direitas. Cultura e Política à Direita” coordenado por Miguel Morgado e Rui Ramos e publicado pela D. Quixote/Leya. Por “as pessoas” refiro-me ao jornal Observador. Reunindo mais de 80 autores, entre os quais cinco ilustres desta casa (melhor: quatro ilustres e eu), vários colunistas dos mais lidos da praça e pessoas famosas por conseguirem usar as duas partes do cérebro ao mesmo tempo, parece-me uma omissão tão mais estranha quão a referência de Outubro ao thriller de João Tordo, “A Noite em que o Verão Acabou”, em particular porque toda a gente sabe que a noite em que o Verão acabou foi a noite de Domingo, dia 22 de Setembro. (Correndo o risco de spoiler para o próximo livro de João Tordo, adianto já que a noite em que o Inverno vai acabar será a de quinta-feira, dia 19 de Março de 2020).

Hoje há lançamento no Porto, pelo que não há qualquer motivo para que quem estiver algures do raio Santiago de Compostela-Salamanca-Mafra deixe de comparecer.

Galizamos

27 Novembro, 2019

É certo que faz parte da normalidade económica restaurantes mal geridos fecharem, não tem nada de mais. O que é que distingue este caso de outros? Nada de verdadeiramente muito especial. A gerência do restaurante, manifestamente incompetente, acumulou dívidas de 1,8 milhões de euros e pretendia de forma desonesta fechar o restaurante à sucapa dos trabalhadores, pela calada da noite e roubando o seu recheio. Felizmente os trabalhadores descobriram a coisa e forçaram manter o restaurante aberto com uma comissão de 3 trabalhadores a gerir apenas a caixa do dia de forma a pagar os seus  salários em atraso, a eletricidade para manter a coisa em funcionamento e aos fornecedores de matérias-primas. A luta de quem foi roubado por tentar recuperar o que é seu parece-me muito justa e digna de ser apoiada. E creio que é isso mesmo que muita gente na cidade, incluindo os seus vereadores tem feito: ir lá almoçar/jantar para que os trabalhadores sejam pagos do lhes devem. O resto, a viabilidade futura do restaurante obviamente já cai fora desse âmbito pois a incompetência ou fraude foi de tal forma elevada que dificilmente aquilo será recuperável. Mas que ao menos que quem dá corpo  ao manifesto todos os dias, que veja receber o que é seu.

A mim parece-me que o homem das saias é quem realmente manda

27 Novembro, 2019

À medida que a novela Joacine prossegue há uma personagem que me parece ser crucial. Trata-se do assessor de Joacine, Rafael Esteves Martins, o próprio que se apresentou de saias no parlamento. Para lá de falar torrencialmente o que contrasta vivamente com a incapacidade de se expressar da deputada, Rafael Esteves Martins  não só diz coisas espantosas como  a “cultura de trabalho” de Joacine Katar Moreira é uma “cultura de descanso, no sentido intelectual do termo”, como no meio do destrambelho configura-se cada vez  mais como uma personagem central nesta história. Como foi ele escolhido? É uma escolha directa de Joacine? Foi lá colocado pelo Livre?…

A nacionalização das vítimas de violência doméstica

27 Novembro, 2019

O Governo sugere que o tribunal possa determinar:
a) a suspensão do regime de visitas
b) a suspensão do exercício das responsabilidades parentais
c) regular provisoriamente a utilização da casa de morada de família
d) regular provisoriamente a guarda de animais,

O PEV, por exemplo, propõe que seja atribuído um subsídio mensal para as vítimas de violência doméstica para garantir a sua autonomia face ao agressor.

Para lá das crianças e animais colocados ao mesmo nível e da transformação em subsídio daquilo que deve ser um apoio quando e se necessário  tenho muitas dúvidas sobre  a suspensão do regime de visitas e do do exercício das responsabilidades parentais

Furos na parede…

26 Novembro, 2019

A capacidade de reflexão deste ministro é estonteante…

A fraude dos salvadores do planeta

26 Novembro, 2019

Henrique Pereira Dos Santos «A viagem de Greta Thundberg dos EUA para a Europa, se descrita como ela tem sido pela imprensa, de forma generalizada, seria a maior defesa do transporte aéreo que poderia ter sido imaginada pelas companhias de aviação, mesmo que felizmente, e por puro acaso, a tempestade Sebastian se tenha deslocado para Leste, poupando os tripulantes do barco aos seus efeitos directos.
Não sei o suficiente de navegação para saber quanto da viagem tem sido feita sem apoio de energias fósseis e completamente à vela, mas pelo que percebi, o motor terá sido usado para gerir os efeitos da ondulação e dos ventos fortes, acabando por minimizar a diferença que teria havido entre usar um avião ou meter-se nesta maluquice.
Aliás, em rigor, o avião viajar com dois lugares vazios ou cheios não altera as emissões (bastava-lhe escolher um horário em que o avião viajasse mais vazio), já o facto de um barco, que não ia atravessar o atlântico, passar três semanas no mar, com cinco pessoas e um bebé a bordo, a jogar ao gato e ao rato com a ondulação, isso sim, aumenta as emissões.
Eu detesto esta mania pop de tentar justificar decisões erradas pelo seu valor simbólico: problemas complexos precisam de estudo, dinheiro, persistência e bom senso para serem geridos, não precisam de gestos dramáticos e simbólicos que supostamente educam terceiros ou, pior, que marcam a fronteira entre os puros e os vendidos aos interesses que deveriam arder nas chamas do inferno.»

Ver também: Greta Thunberg y los empresarios eco-pijos están ‘helados’ y desesperados por llegar a España