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Louçã, amigo mais amigo do PS não há

7 Janeiro, 2020

Luís Rosa: «O que anda a preocupar o conselheiro Anacleto? A Justiça, mais concretamente esse perigoso juiz chamado Carlos Alexandre e o facto de querer ouvir o primeiro-ministro António Costa no âmbito da instrução criminal do caso de Tancos.

Confrontado pela jornalista Ana Patrícia Carvalho com o óbvio — se o depoimento for por escrito, o juiz não poderá contestar as respostas de António Costa —, o fundador do Bloco de Esquerda responde: “O juiz não pode contestar as respostas. Isso não compete a um juiz. O juiz faz as perguntas e regista as respostas”.

É certo que Anacleto é economista de formação mas não saber a diferença entre um juiz e um oficial de justiça é de uma ignorância atroz. Como pela boca morre o peixe, talvez seja realmente assim que o conselheiro gostaria de ver expresso na lei o papel do juiz: como alguém que “regista as respostas”. Pelo menos, a do primeiro-ministro António Costa.»

Imaginemos que Mamadou Ba ganhava bom senso

6 Janeiro, 2020

“Imaginemos que tinha sido um jovem branco a ser espancado por 15 jovens negros”, Mamadou Ba queixa-se de indiferença dada ao caso de jovem morto em Bragança.
Imaginemos que o jovem branco assassinado no Campo Grande tinha sido assassinado por negros, era muito estúpido estar a colocar a questão da cor da pele ou o país de origem , não era?
Se Mamadou Ba ganhasse bom senso era um sossego, não era?

Primeira consequência da morte de Soleimani: os terroristas na Europa já não sofrem de perturbações psiquiátricas. São sim motivados pelos noticiários

6 Janeiro, 2020

BBC: German police have shot dead a man who tried to attack officers with a knife in the city of Gelsenkirchen. The man, who was Turkish, was warned by officers to stop his attack before he was shot, but refused. Germany revised its terror threat level on Friday, citing possible attacks after the US killed an Iranian general., Deutsche Welle reports.

A consternação variável da deputada Joacine

6 Janeiro, 2020

Joacine Katar Moreira publicou, este domingo, um comunicado onde manifesta a sua “consternação” e “repúdio” pela “violência e assassinato” de Luís Giovani dos Santos Rodrigues, o estudante cabo-verdiano que morreu no último dia do ano passado

Sobre o estudante Pedro Fonseca assassinado dois dias antes  a deputada Joacine cala-se. A consternação da deputada Joacine varia segundo a origem nacional das vitimas?

Ricky Gervais

6 Janeiro, 2020

Vale a pena ver o video completo e lá para o final isto:

So if you do win an award tonight, don’t use it as a platform to make a political speech. You’re in no position to lecture the public about anything. You know nothing about the real world. Most of you spent less time in school than Greta Thunberg.

So if you win, come up, accept your little award, thank your agent, and your God and fuck off, OK?

 

Como foi possível Portugal ter estado nas mãos de tal criatura?

5 Janeiro, 2020

Sim, já sei que os EUA matarem Bin Laden durante a presidência Obama era fazer justiça. E que os mesmos EUA matarem Soleimani durante a presidência Trump é uma catástrofe. Também não me esqueço que Portugal venezueliza: os hospitais não funcionam; os funcionários dos serviços públicos são sovados regularmente pelos protegidos do Estado Social enquanto o Presidente brinca, umas vezes aos banhistas outras às candidaturas. Mas neste momento, e após ter ouvido a reconstituição das respostas dadas por José Sócrates ao juiz Ivo Rosa, não vejo maior mistério na política mundial (e note-se que estou a incluir nessa lista a recente e espectacular fuga do ex-líder da Renault-Nissan do Japão para o Líbano!) que o manto de silêncio que caiu sobre as declarações do antigo primeiro-ministro português.Com sorte ninguém se lembra deles, dos socráticos. Nem o próprio.

É por isto que precisamos da regionalização

5 Janeiro, 2020

É preciso o papel. Sem o papel não é possível dar seguimento ao requerimento que visa a obtenção do documento. O documento é impreterivelmente necessário para a obtenção da certidão que permitirá apresentar o pedido de autorização de utilização da minha propriedade como sendo minha propriedade.

Depois do funcionário verificar que a minha propriedade está em condições regulamentares de funcionamento para que possa ser usada como me aprouver por ser minha propriedade, resta ao chefe de departamento emitir a guia que será encaminhada para o representante do povo assinar, validando assim, perante toda a sociedade, que a minha propriedade pode mesmo ser considerada como sendo minha propriedade.

Há um problema: a entrada do quarto-de-banho feito exclusivamente para cumprir com a regulamentação autárquica tem menos dois centímetros que o mínimo necessário. Perante a argumentação de que, mal seja obtida a autorização para usar a minha propriedade como minha propriedade, o dito quarto-de-banho tornar-se-á nos aposentos da jovem nigeriana que importei para obter comissões sobre os rendimentos na prostituição legalizada, o funcionário respondeu-me que a entrada tem menos dois centímetros que o mínimo necessário.

Perante tantas dificuldade, não me restaram grandes opções: teria que propor ao senhor autarca a realização de um aborto às trinta e duas semanas à senhora que espera que ele deixe a mulher e dois filhos para construir nova família nas proximidades do bingo. Só precisava arranjar forma de chegar ao senhor presidente.

Sabendo, pelo jardineiro da câmara a quem paguei sem IVA para me mandar um moço limpar o jardim de graça, que o director do serviço de direcção dos departamentos autónomos sem direcção própria estava a faltar há dois meses por ter a mãe com Alzheimer, ofereci a Dona Ondina – que está na recepção – um frigorífico comprado por erro demasiado grande para a casa em construção para que me providenciasse o número de telefone do topógrafo que trabalha no mesmo piso que o tal director. Contactei o topógrafo e, por apenas pouco mais que uma centena de euros, deu-me o telefone do director dos serviços sem director próprio.

Falei com o director e propus-lhe que, à troca de uma reunião com o senhor presidente, lhe trataria da eutanásia da mãe. Prontamente aceite, após o bafo final da velha sob a almofada, dirigi-me à câmara onde me encontrei com o senhor presidente, que prontamente acedeu a dar-me o papel preenchido em troca do aborto à doida solitária.

Agora, que tenho o papel, só me falta a certidão. Aí, a minha propriedade vai poder passar a ser, finalmente, a minha propriedade, pelo menos até à expropriação com a alteração ao PDM. Em qualquer dos casos, o que lamento no processo é não haver ainda regionalização: nem pude dar azo às minhas outras capacidades de persuasão, a começar pelo meu fulminante sex appeal homoerótico.

Descubra as diferenças

4 Janeiro, 2020

Realmente o Nobel da Paz tratava do assunto doutra forma

3 Janeiro, 2020

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«Uma questão identitária do espaço, que os moradores do bairro consideram ‘seu’»

3 Janeiro, 2020

SIC «Um grupo de 15 a 20 pessoas entrou na quinta-feira no pavilhão onde habitualmente treina a equipa de futsal do Leixões, numa ação que culminou com a agressão a jogadores, tendo alguns sido transportados ao hospital para observação.
A equipa de futsal do Leixões treina no Pavilhão da Biquinha desde a época passada e, de acordo com o presidente do Leixões, “o ambiente nunca foi muito favorável, apesar de o clube ter alguns jogadores oriundos do bairro”.
Segundo o presidente, o motivo do incidente verificado na quinta-feira no Pavilhão da Biquinha, em Matosinhos, poderá estar relacionado não com a instituição Leixões, em si, mas sim por uma questão identitária do espaço, que os moradores do bairro consideram ‘seu’.»

Regras de vida num país governado à esquerda: quando a autoridade desaparece a pancadaria instala-se

3 Janeiro, 2020

Casal de médicos sequestrado por doente no Hospital de Setúbal

Depois de ter agredido médico em Moscavide, doente insultou outro clínico no Prior Velho

Médica agredida com violência na urgência do hospital de Setúbal

 
Funcionário de escola agredido por dois adolescentes

Professora agredida por pais de aluno em escola do Entroncamento

A geração mais ridícula de sempre

3 Janeiro, 2020

Na coluna semanal da Oficina da Liberdade, Carlos M. Fernandes:

Os filhos chegam a ser usados como cavalos de Tróia do progressismo que tomou conta do ensino oficial: bem providos de raiva e prédicas moralistas, são enviados para casa com a missão de vigiar e evangelizar os pais que não reciclam, que não comem quinoa, que não dizem «presidenta», ou que, em geral, desconfiam das virtudes do novo marxismo ecocultural.

O artigo completo disponível aqui.

*

 

O Estado e o mundo rural

2 Janeiro, 2020

Henrique Pereira dos Santos: «São os produtores de pinhão que se queixam das quebras por causa das doenças, mas também dos roubos de pinha, são os produtores de cortiça que vêem as pilhas diminuir, são os empreiteiros florestais que não podem deixar as máquinas no monte sem ficarem sem gasóleo, são os produtores de regadio que vêem ser roubados os metais dos sistemas de rega, são os produtores de cereja a começar a vedar e fiscalizar as áreas de produção, são os produtores de azeitona a queixar-se de um dia acordarem sem a azeitona no olival, são as castanhas que se evaporam, a juntar aos já citados roubos de gado e muitos outros.

No outro dia, à procura de uma estrada, passo pelo posto da GNR de uma grande aldeia, e resolvo pedir indicações. O posto estava fechado, bati à porta, apareceu um agente a quem pedi indicações debalde: “não sou de cá, amigo, não faço ideia de onde será essa estrada, com a falta de pessoal, aos fins-de-semana mandam para aqui pessoal de fora só para o posto não estar fechado, de maneira que eu não conheço esta zona”.

(…) E, no entanto, este é o Estado que passa a vida a falar na valorização do interior – Portugal deve ser o único país do mundo em que o interior começa a uns vinte quilómetros da costa – tem até umas secretarias de Estado catitas espalhadas por aqui e ali, fala dos milhões que os contribuintes europeus despejam nessas tais regiões da convergência territorial.

O problema é grande parte do dinheiro chegar através de autarquias que pagam festas de Verão, piscinas, auditórios vazios, empresas inviáveis, pensando que estão a resolver os problemas do interior.

É o mesmo Estado que tinha uma missão para a valorização do interior – depois passou a secretaria de estado, vai agora num ministério da coesão territorial – que apresentou umas dezenas largas de medidas para valorizar o interior e de que cito apenas uma: “Projeto de difusão de espetáculos produzidos e coproduzidos pelo Teatro D. Maria II visando alcançar territórios onde a oferta teatral é ocasional ou irregular”

Tabu jornalístico: o que acontece em França na noite da passagem de ano?

2 Janeiro, 2020

Este ano as imagens chegam de Vénissieux. Podiam ser de Estrasburgo, Paris..

 

Um título para esquecer

2 Janeiro, 2020

OBSERVADOR: Agressões entre médico e utente por causa de baixa médica

Luísa, educadora da plebe

2 Janeiro, 2020

Há dias comentei a inaudita ideia da presidente da Câmara de Matosinhos de providenciar acesso à “classe baixa” ao que ela considerará ser arte.

O Paulo Tunhas escreve hoje bem melhor do que eu sobre o tema no Observador, do qual retiro como aperitivo para leitura completa do seu texto:

Luísa Salgueiro (…) acredita que a sua missão neste mundo consiste em fomentar, com a ajuda do Estado, o acesso à cultura por parte da “classe média e baixa” e que a solução para tão nobre imperativo se materializa na encomenda de “A Linha do Mar” a Pedro Cabrita Reis. Passo por cima da estranheza da ideia segundo a qual a “classe média e baixa” (“classe média e baixa”?) se vai extasiar culturalmente a passear na Avenida da Liberdade de Leça da Palmeira, uma ideia de um absurdo à prova de bala. O que é mais verosímil é que nem ela própria experimente nada de parecido com qualquer êxtase cultural.

Nada disto pretende – ou sequer podia – ser uma censura a Pedro Cabrita Reis: fez o que tinha a fazer e como o sabia fazer, e provavelmente o preço é perfeitamente razoável para o “mundo da arte”. É sim uma crítica à Câmara de Matosinhos.

Hayek explicado aos simples

31 Dezembro, 2019

Passo 1: A comissão 1 decide que o povo quer ter acesso à arte. Sem, naturalmente, perguntar ao povo o que pensa do assunto.

Passo 2: A comissão 2 decide que o senhor Cabrita Reis é um artista. Sem, naturalmente, perguntar ao povo o que pensa do senhor Cabrita Reis e da sua arte.

Passo 3: A comissão 1, informada pela comissão 2, decide que o senhor Cabrita Reis vai produzir uma obra de arte para o município de Matosinhos. Sem, naturalmente, perguntar ao povo de Matosinhos qual o seu interesse em ter e, desgraça das desgraças, ver uma obra do senhor Cabrita Reis.

Passo 4: A comissão 1 decide pagar ao artista Cabrita Reis, o qual é sócio de uma empresa com, entre outros, o senhor António Lobo Xavier e o Senhor Francisco Mendes da Silva, a realização de uma obra de arte. O povo, entretanto, não tinha percebido bem as quantias em causa, que empresas estavam envolvidas, nem quem eram os sócios das empresas.

Passo 5: O povo, que não tem representação nas comissoões 1 e 2, descobre que tem uma factura para pagar. Agora que o povo finalmente fala, ficamos a saber que o povo não considera o senhor Cabrita Reis um artista. O povo também fez saber que não tem especial interesse em arte de rua. A comissão 1 classifica a atitude do povo de vandalismo e chama a polícia; a comissão 2 considera o povo ignorante e vê naquilo que a comissão 1 classifica de vandalismo mais uma razão para a necessidade de popularizar a arte por forma a educar o povo. Os senhores Lobo Xavier e Mendes da Silva, entretanto, demonstram ser artistas na arte do silêncio…

#Hayek adaptado ao século XXI #

Passo 6: Nas redes sociais, indivíduos sem formação em arte, aparentemente membros do povo, insistem em defender as comissoões 1 e 2. O povo descobre que, afinal, tais indivíduos são avençados, literalmente, da comissão 1.

Passo 7: Proibir o povo de ler Hayek, criar uma comissão para controlar fake news nas redes sociais e catalogar indivíduos como eu de ‘neo-liberais de extrema direita adeptos de teorias da conspiração’.

 

 

Vaga de assaltos? Qual vaga de assaltos?

31 Dezembro, 2019

Polícia admite ligação entre o homicídio de jovem e vaga de assaltos com faca no Campo Grande
Aqui chegámos: de repente os jornais falam de uma vaga de assaltos que não noticiaram mas que agora dão como um facto consumado . As notícias sobre assaltos, vandalismo e violência são objecto de uma edição ideológica: neste momento a agenda do progressismo manda destacar agressões ditas de violência doméstica ou de agressões a não brancos, não heterossexuais. Tudo o mais ou não é noticiado ou é noticiado em breves muito breves. Até que uma tragédia como a que agora aconteceu no Campo Grande impõe que se noticie de facto o que se andou a atirar para o fim das páginas. Então nesse momento fala-se de vaga, onda…. Um dia teremos de falar sobre a vaga de auto-censura que vai por essas redacçẽos fora.

Arte para a classe baixa

29 Dezembro, 2019

Calhou ver um post indignado da Presidente da Câmara de Matosinhos, Luisa Salgueiro, a propósito de um acto de vandalismo sobre umas vigas de metal pintadas de branco espetadas na marginal de Leça da Palmeira.

Repudio, obviamente, actos de vandalismo e não é isso que está em causa neste meu comentário.

Deixarei também de lado considerações estéticas nomeadamente a minha apreciação negativa da chamada “instalação artística”.

Apesar de não ser munícipe do Concelho da autarca socialista, quero, no entanto, dizer que também eu me sinto vandalizado pelo facto de a CMM gastar nestes fins o dinheiro dos contribuintes.

Conforme se sabe, a “obra” de Pedro Cabrita Reis custou cerca de 310.000€. Já que a presidente da Câmara o referiu na sua publicação, lembro que a “medida incerta” de José Pedro Croft também custou mais de 300 mil euros em final de 2017.

Luísa Salgueiro justificará como quiser as suas prioridades e como gasta o dinheiro dos contribuintes. Os eleitores farão com certeza a avaliação política do seu mandato.

Mas a presidente da Câmara não se poderá furtar ao escrutínio público da situação.

A edil diz que este tipo de gastos serve para não privar a “classe média e baixa” do acesso à cultura. Ora, o que eu vejo aqui é que com esta despesa camarária são os artistas (elite) quem não se privam de encaixar uma bela maquia de dinheiro.

Importa também a bem da transparência pública referir que as aquisições do município não foram feitas a título pessoal aos artistas, mas a uma sociedade por quotas e a uma sociedade anónima. Numa dessas empresas figura até como sócio um político e no outro caso um conhecido empresário fabricante de equipamentos, sistemas e peças metálicas.

Nada contra os negócios destas empresas e não serei eu a criticar que façam contratos com o Estado. Convém também deixar claro que não há nenhuma suspeita de irregularidade no processo de contratação pública respectivo.

Mas, o que a meu ver não é politicamente aceitável é Luísa Salgueiro justificar o gasto de mais de 600.000 euros com a compra de duas obras para usufruto das “classes média e baixa”.

Além do mais, o Natal já passou e estou por isso menos disponível para acreditar em políticos caridosos.

Leca-arte

Foi mesmo isso que quis dizer?

29 Dezembro, 2019

Francisco Louçã comparou o juiz Carlos Alexandre  com Sérgio Moro. Portanto está a comparar Costa com Lula? Louçã tem a certeza do que está a dizer?

A propósito doutro protegido de Louçã e dos indignados com o juiz Carlos Alexandre recomenda-se que se ouça isto.

 

 

O Quarto de Século Socialista

27 Dezembro, 2019
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(Artigo completo aqui)

“Neste Quarto de Século Socialista, comparando Rendimentos per Capita em Paridades de Poder de Compra, Portugal foi ultrapassado por Malta, República Checa, Eslovénia, Estónia, Eslováquia e até pela Lituânia. A Lituânia que em 1995 tinha um PIBpc que era apenas 40% do português, só necessitou de pouco mais de duas décadas para nos suplantar. Quando terminar esta legislatura, é muito provável que tenhamos sido ultrapassados também pela Letónia e pela Polónia.

Em 1995, dos actuais 28 países da EU, 12 estavam atrás de Portugal. Neste Quarto de Século Socialista, todos esses 12 países convergiram com a média europeia. Portugal divergiu. Neste Quarto de Século Socialista apenas a Grécia fez pior que nós.

Neste Quarto de Século Socialista, expulsámos as nossas melhores holdings para a Holanda, deixámos que os nossos fundos sejam investidos a partir do Luxemburgo e assistimos passivamente às grandes multinacionais a ignorarem sistematicamente Portugal como possibilidade para instalarem as suas sedes europeias. Neste Quarto de Século Socialista permitimos que muitos dos nossos melhores e mais promissores quadros emigrassem para qualquer lugar onde o mérito seja mais reconhecido.

Neste Quarto de Século Socialista nasceram, cresceram e multiplicaram-se impostos, taxas e taxinhas, escoltados por uma máquina fiscal implacável, que avançou como um tsunami sobre a economia, sem grande consideração pelos contribuintes e plantando obstáculos a quem tenta criar riqueza.”

 

 

Oficina da Liberdade

27 Dezembro, 2019

A Oficina da Liberdade comemora hoje um ano desde a sua formalização em associação cívica.

No entanto, desde o início de 2016 que a Oficina da Liberdade existe enquanto organização emergente e informal. Um pequeno grupo de pessoas com um quadro mental semelhante e visões do mundo razoavelmente conflitantes que se encontrava virtual e esporadicamente nas redes sociais, passou a ter um contacto mais regular e pessoal a partir dessa altura.

Primeiro estiveram juntos no lançamento do grupo “Liberalismo em Portugal” no Facebook, por onde passou muita da discussão inicial acerca da re-organização da Direita política no nosso país no quadro da chegada ao poder da geringonça.

Em Abril de 2017 decide-se organizar uma primeira tertúlia temática tendo como mote a liberdade de expressão e a ameaça do politicamente correcto. De tal modo o espírito desse encontro seminal foi simpático e agregador de todas as tendências e idiossincrasias da Direita que outros eventos semelhantes se seguiram, incluindo sessões organizadas em Lisboa. Aconteceram seis edições destes encontros até entrarmos em 2019, ano de vários actos eleitorais no país.

Após tudo isto, o grupo que hoje são amigos, fundadores e membros da Oficina da Liberdade decidiu dar corpo mais estruturado à ordem espontânea entretanto gerada e constitui-se em 27 Dezembro de 2018 enquanto associação sem fins-lucrativos, pondo em marcha os projectos que tinham em mente e dando espaço para outros de que ainda não têm sequer noção do que possam vir a ser.

Um outro resultado deste trabalho, foi a publicação em Maio de 2019 do livro “Juntos somos um 31. Liberais à solta”, para o qual contribuíram com registos de prosa diversos vinte e nove autores, e cujos conteúdos sistematizam de algum modo uma visão e estética liberais acerca da nossa realidade.

No próximo ano será editado, ainda no primeiro trimestre, um outro livro. Em 2020, voltarão as tertúlias, encontros de reflexão e outros eventos. A coluna semanal no Observador, às sextas-feiras, continuará a ser preenchida com textos de convidados.

Passo a passo a Oficina da Liberdade continuará a contribuir para que as ideias e princípios da liberdade floresçam.

Mais sobre a Oficina da Liberdade e o seu posicionamento cultural pode ser lido aqui.

 

Os beto-bimbos urbanos continuam a deixar rasto

22 Dezembro, 2019

Os meninos candidatos ao Prémio Gandhi de Educação para a Cidadania agora instituído nas nossas escolas-madrassas pelo Governo e que versará na primeira edição sobre “os princípios éticos para o bem-estar animal” podem muito bem tratar deste assunto: Javalis e outros animais selvagens forçam abandono da agricultura familiar na região Centro: Javalis, veados e corços regressaram aos antigos habitat da região Centro, onde agora se multiplicam e arrasam culturas, levando as famílias a desistir das explorações.

Rendas pouco acessíveis a custos garantidamente milionários

22 Dezembro, 2019

Caro contribuinte, já ouviu falar da Rua Eduardo Bairrada, em Lisboa, onde agora foram disponibilizados 20 apartamentos para arrendamento dito acessível? Na Rua Eduardo Bairrada construiram-se em 2001 dois prédios para habitação social. A taxa de inquilinos que não pagava a respectiva e baixissima renda era de 100%. Em 2015 o arrendamento social acabou (arranjaram-se outras casas para os inquilinos) e anunciou-se que os prédios iam para arrendamento acessível. Gastou-se 1.300.000,00 euros a recuperar os prédios que note-se tinham 14 anos!!! Em Novembro de 2019,  as ex-casas sociais da Eduardo Bairrada surgem miraculadas em fogos recém-construídos para o programa Renda Acessível.

O pedreiro e a porteira foram enormes casos de sucesso

21 Dezembro, 2019

O DN titula Sete portugueses de sucesso em França: o fim do mito do pedreiro e da porteira?
Sem desprimor do curriculum dos Sete portugueses de sucesso em França apontados pelo DN, os milhares portugueses que partiram de um Portugal rural  e que uma vez chegados a França se tornaram em pedreiros e porteiras protagonizaram enormes casos de sucesso. Não tendo mais que a instrução primária e às vezes nem isso, sem apoios nem associações para os defender, enfrentando as autoridades e o desprezo dos libertadores da classe operária que não lhes perdoavam não ficarem aqui a combater o regime eles conseguiram não só uma vida melhor para si e para os seus, como deram lições de integração nos países para que emigraram e a cada regresso nas férias a Portugal – onde as élites lhes ridicularizavam os gostos – ajudavam a mudar o país.

O PSD terá o que merece

20 Dezembro, 2019

Rio-Montenegro

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socialistas não gostam de preços

20 Dezembro, 2019
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Socialistas não gostam de preços, no Observador.

A outra face do “fenómeno Greta Thunberg”

18 Dezembro, 2019

Começou com a  imagem de uma jovem com ar de menina, de  trancinhas, sentada no chão da rua em frente ao Parlamento sueco com um cartaz a dizer: ” greve das escolas pelo clima”.  Esta foto depressa se tornou viral ao ser publicada na página da plataforma “We Don’t Have Time”, do magnata Igmar Rentzhog, dono desta “start up” fundada em 2016 –  com a missão de “criar uma rede social com mais de 100 milhões de membros que irão influenciar políticos e líderes empresariais a fazerem mais para mitigar as alterações climáticas” – como se pode ler no site. O Mundo parou emocionado para observar a “ousadia” daquela jovem a lutar por um planeta “sozinha”. O problema é que depois de uma investigação do Sunday Times ficou-se a saber que nada foi espontâneo nesta iniciativa. Tudo orquestrado. Vamos aos factos?

A estória, segundo a investigação,  começa na escola em maio de 2018 quando Greta  ganhou o segundo prémio de um concurso sobre ambiente organizado pelo jornal Svenska Dagbladet. Bo Thoren – ativista que luta contra a utilização de combustíveis fósseis e líder da Associação Fossil Free Dalsland –  que tomara conhecimento do concurso, entrou em contacto com os vencedores e outros jovens activistas com vista a obter ajuda dos  jovens, no seu movimento, para acelerar o ritmo da transição para uma sociedade sustentável. Thoren propunha uma greve escolar inspirada nas manifestações dos estudantes sobreviventes do massacre do Parkland Institute na Flórida em 2018. Citando o próprio: “Havia eleições agendadas para Setembro, três semanas após o início das aulas. Imagine o que aconteceria se as crianças chegassem no primeiro dia e dissessem ‘não voltaremos até as eleições”. Apenas Greta Thunberg aceitou o convite.

Nesta narrativa mal contada,  Thoren afirma que, só “depois de saber” que Greta tinha intenção de fazer greve à escola, quis se juntar a ela no dia 20 de  Agosto em Estocolmo. Porém, Igmar Rentzhog apesar de ter afirmado que encontrou a activista “casualmente” na frente do Parlamento, acabou por admitir  ao Sunday Times que uma semana antes havia recebido um e-mail de Thoren informando sobre o protesto, o que revela que os dois estavam concertados. Também ficamos a saber que Rentzhog conheceu a família de Greta meses antes da greve escolar, quando numa conferência sobre clima em Estocolmo  esteve com Malena Ernman, a mãe da jovem, como se pode ler no e-mail trocado com o jornalista do Dagens ’Nyheter. Acrescente-se ainda a isto o facto da greve de Greta coincidir com o lançamento do livro da sua mãe “Scenes from the Heart” que descreve como “trabalhar para salvar o planeta salvou a vida de sua família”. Ou seja, este livro também não é obra do acaso..

Foi assim que nasceu o relacionamento entre os Thunberg e Rentzhog e a ideia para uma greve que, como se vê, não foi espontânea,  embora agora o tentem desmentir. Mais: a foto em frente ao Parlamento tirada em Agosto, foi publicada no twitter da jovem criado em Junho desse ano. Como diria Camilo Lourenço, “faites la liaison”.

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O curioso disto tudo é também o facto de por entre os accionistas da “start up” de Rentzhog  encontrarmos duas famílias poderosas: os Perssons, filhos do bilionário Sven Olof Persson que fez sua fortuna na indústria automóvel e finança ( Cerberus Capital Mgmt LP), e os Rentzhog–  duas famílias de investidores que se encontraram na região Jämtland, especialistas em finança sem qualquer ligação no passado ao ambientalismo.

Mas há mais: Rentzhog é também presidente da “Global Challenge”, um grupo de reflexão no qual estão envolvidos líderes de lobbies, executivos de empresas de energia e até políticos:  a fundadora do “Global Challenge” é Kristina Persson, ex-membro do Partido Social Democrata e ministra do governo sueco entre 2014 e 2016; David Olsson, membro do Svenska Bostadsfonden, um dos maiores fundos imobiliários da Suécia de cujo Conselho fazem parte Rentzhog e Gustav Stenbeck, cuja família deste último, controla a empresa de investimentos sueca “Kinnevik“; também inclui Petter Skogar, presidente da “KFO“, a maior associação patronal da Suécia; Anders Wijkman, ex-presidente do Clube de Roma e membro do Parlamento Europeu entre 1999 e 2009; Nystedt Ringborg, consultor da Agência Internacional de Energia e ex-vice-presidente da multinacional suíça-sueca “ABB”, que actua em áreas de robótica e energia, entre outras. Ringborg é  ainda membro da “Sustainable Energy Angels”,  empresa de capital de risco de energia verde.

Acresce que Igmar  Rentzhog é também membro do The Climate Reality Project de Al Gore.

Embora a família de Thunberg tenha tentado esconder qualquer ligação a  lobbies, também seu novo assessor de imprensa, Daniel Donner, trabalha no lobby de Bruxelas: European Climate Foundation.

www wrongkindofgreen org 2019 09 14 the-manufacturing-of-greta-thunberg-for-consent-controlling-the-narrative-volume-ii-act-ii

Contudo,  isto não se fica por aqui. Num artigo recente, Greta assina em conjunto com mais duas activistas um texto  que diz o seguinte: “A crise climática não é apenas sobre o ambiente. É uma crise de direitos humanos, de justiça e de vontade política. Sistemas de opressão coloniais, racistas e patriarcais criaram-na e alimentaram-na. Nós precisamos de os desmantelar a todos.” Ou seja, a “luta” pelo clima é na verdade apenas um meio para atingir outros fins. Dúvidas?

Coincidência ou não,   na COP25 de Madrid estalou-se a polémica ao colocarem na ordem do dia a agenda da Igualdade de Género o que levou vários países a levantarem-se da mesa.

E para finalizar, a  cereja no topo do bolo: a Times elege como figura do Ano Greta Thunberg com apenas 2% dos votos.

Pior cego é aquele que não quer ver o que os factos denunciam. Mas como diz a sabedoria popular que “a verdade pode ser combatida, mas não vencida”.     Aguardemos  com serenidade pelos  próximos capítulos. 

Resposta aberta ao debate sobre alterações climáticas na TVI24

16 Dezembro, 2019

Cara jornalista Raquel Matos Cruz,

Depois de assistir ao debate sobre emergência climática pelo CO2 na TVI24, cujo seu convite para estar presente declinei, venho aqui dizer-lhe o seguinte:

Previ que esse debate não seria uma abordagem séria e isenta sobre um tema tão importante da actualidade mundial e que a minha presença seria apenas para personificar sozinha aqueles a quem os média (nos quais se inclui a TVI) gostam de chamar nomes falsos tais como “negacionistas com teorias da conspiração a propagar mitos”, só para desacreditar, ridicularizar os autores perante a opinião pública (tal como se verificou várias vezes neste debate).

Infelizmente, não me enganei.

Mas vamos aos factos:

1- Levou um painel de 5 comentadores todos alinhados com a EMERGÊNCIA climática – Raquel Moreiras, uma jovem do Movimento Greve Climática Estudantil; Prof. Filipe Duarte Santos especialista em geofísica; Presidente da Endesa, Nuno Ribeiro da Silva; Luis Ribeiro jornalista da Visão; Carla Franco Movimento Parents for Future. Por isso o debate não passou de uma amena conversa de café entediante sem qualquer aprofundamento dos factos que dividem os cientistas e que levou alguns deles a escrever a Guterres afirmando não haver emergência climática (veja aqui);

2- Tomou uma posição clara e inequívoca sobre a existência de uma “emergência” climática quando a um jornalista cabe arbitrar com neutralidade e isenção o debate e não dar opiniões;

3- Afirmaram insistentemente que há “emergência” climática antropogénica por emissões de CO2, quando não há, por enquanto, nada que o confirme a não ser relatórios falsificados do IPCC em que o autor desses estudos – Michael Mann – se recusou a mostrar esses dados matemáticos, o que originou uma condenação em 2019 num Tribunal Canadiano. Sem prova, é mera hipótese não confirmada para a qual não existe sequer consenso científico (sim, até o tal consenso foi falseado);

4- Sabe-se já que a jovem Greta, ao contrário do que se afirmou no debate, não iniciou a greve climática por iniciativa própria e sozinha. Foi denunciado numa investigação do Sunday Times;

5- No final do debate, utilizou as minhas frases de forma descontextualizada do meu artigo no Observador para questionar o único “especialista” presente e assim quis provar que eram “mitos”. Mas OCULTOU do mesmo, outras frases nele contidas. Devo então depreender que as frases ocultadas ao especialista não são mitos e por isso não lhe convinha fazer esse contraditório? Ou será que foi por medo das respostas? Vamos aos factos.

A primeira frase do painel:

sdr

A frase original com base no link existente no texto de um artigo sobre declarações feitas pela ONU:

Quando ele me pergunta se é verdade que o planeta vai acabar em 12 anos respondo que há décadas que os alarmistas do clima da ONU tentam convencer as massas que era suposto já termos sido engolidos pelo mar e os humanos, extintos;

Aqui excerto do link:

“UNITED NATIONS (AP) _ A senior U.N. environmental official says entire nations could be wiped off the face of the Earth by rising sea levels if the global warming trend is not reversed by the year 2000.”

A segunda frase do painel:

sdr

A frase original do meu texto sustentada com link de um artigo da NASA:

“Quando me pergunta se há degelo nos pólos respondo que sim mas à medida que perde de um lado, ganha do outro segundo a NASA; que o buraco de ozono está a fechar; o planeta mais verde; as emissões de CO2 a reduzir apesar do CO2 não ser o problema mas sim o NOX”

Aqui o excerto do link do artigo da NASA sobre gelo nos pólos:

One study paradoxically suggests that ocean warming and enhanced melting of the Antarctic ice sheet is causing the small but statistically significant sea ice expansion in the region. Another study suggests that rain caused by a warmer climate has been causing an influx of fresh water into the Southern Ocean, making it less dense and inhibiting oceanic heat from reaching sea ice in the Antarctic. To date, there is no consensus on the reason for the expansion.

“Partial explanations have been offered, but we don’t have the complete picture,” said Ted Scambos, a scientist at NSIDC DAAC. “This may just be a case of ‘we don’t know yet.”

A terceira frase do painel:

sdr

O contexto original no meu artigo com link do Jornal Público:

“(…) que o buraco de ozono está a fechar; o planeta mais verde; as emissões de CO2 a reduzir apesar do CO2 não ser o problema mas sim o NOX”

Excerto do link:

O buraco na camada de ozono está a começar a fechar, segundo uma nova avaliação científica de um dos mais mediáticos problemas ambientais globais. E, pasmem, se lançarmos mais gases com efeito de estufa para a atmosfera – ou seja, aqueles que estão a aquecer o planeta –, a cicatrização pode eventualmente ser mais rápida.

No futuro, segundo o estudo, o que também terá grande influência na camada de ozono serão os principais gases com efeito de estufa – o dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4) e o óxido nitroso (N2O). Os dois primeiros são benéficos, ou seja, tendem a aumentar a concentração de ozono. O terceiro tem o efeito contrário.” e diz “No futuro, segundo o estudo, o que também terá grande influência na camada de ozono serão os principais gases com efeito de estufa – o dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4) e o óxido nitroso (N2O). Os dois primeiros são benéficos, ou seja, tendem a aumentar a concentração de ozono. O terceiro tem o efeito contrário.”

A quarta frase do painel:

sdr

A frase original do meu texto sustentada no link do artigo do DN :

“Quando me questiona sobre foto de cães caminhando sobre a água de um rio em degelo na Gronelândia explico que essa terra no passado já foi verde e muito mais quente e é perfeitamente normal que volte a sê-lo mas que essa foto também foi usada para manipular opinião.”

Excerto do link:

“Axford provou esta teoria estudando os sedimentos formados no fundo do lago situado em Narsaq, situado numa região que terá feito parte da “Terra Verde” durante pelo menos três mil anos. No lago foram-se acumulando pólen, insetos mortos, fragmentos de vegetação e outros restos orgânicos, que agora ajudam a compreender como era o clima e a ecologia do Ártico num passado distante. (…)Em média, naquela época, as temperaturas eram um grau e meio mais altas do que no início da Idade Média, e semelhantes às temperaturas da Gronelândia atualmente. A era quente terminou no fim do século XIV, quando o clima se tornou instável e a ilha começou a ser coberta por gelo.”

Mas OCULTOU do painel esta frase do meu artigo:

Quando me pergunta se o clima está a mudar respondo que provavelmente sim mas sempre foi assim há biliões de anos e sempre assim será porque a terra tem vida própria e nós homens apenas podemos atenuar essas mudanças como no passado e nunca as poderemos impedir. Assim o explica 500 cientistas de todo o mundo numa carta dirigida a Guterres “.

ESCONDEU também esta frase do meu artigo:

“o planeta mais verde; as emissões de CO2 a reduzir apesar do CO2 não ser o problema mas sim o NOX.”

IGNOROU esta frase do meu artigo:

Quando me pergunta se o planeta está mesmo a aquecer respondo que segundo os dados existentes a tal curvatura do aquecimento que provocou alarmismo, não existe, foi forjada; os registos desde 1880 demonstram estabilidade nas temperaturas o que obrigou à falsificação de dados pelo IPCC para servir as agendas políticas.

SONEGOU também do painel esta frase do meu artigo:

Quando me pergunta se não está mais calor por causa de picos registados em Julho respondo que sempre os houve e segundo a imprensa: “Em 1884 já se falava num calor “tão intenso em Portugal que tinha danificado a vegetação”, bem como da “falta de água” em 1919. Já em 1930, “em Lisboa a temperatura subiu como nunca”, falando-se até num “calor tropical” que fez “numerosas pessoas desmaiarem nas ruas”.

CAMUFLOU esta frase mas usou a imagem do urso faminto na reportagem:

“Quando me questiona sobre o urso polar faminto e moribundo respondo que a jornalista confessou que a foto foi descontextualizada para dar voz a uma narrativa que interessava aos alarmistas mas que o google já eliminou esse artigo na Natgeo.

Em resumo, manipulou o meu texto para que não pudesse haver nenhuma evidência contra a narrativa em agenda das alterações climáticas por acção do CO2.

A manipulação jornalística e o debate pobre sem cientistas/especialistas que afirmam claramente não haver “emergência climática”, demonstra o medo que os média têm da verdade dos factos que desesperadamente tentam ocultar. Ficou aqui mais que provado.

Ao contrário do que quis fazer passar, aqueles que negam as alterações climáticas antropogénicas pelas emissões do CO2 – e não as alterações climáticas como gostam de distorcer – ganharam mais credibilidade porque em nenhum momento deste monótono debate explicaram com factos a tal “emergência”, fundamentando apenas com a “evidência” – como se isso fosse suficiente – e não como o fazem estes g que recomendo que ouça com atenção e a quem apenas me limito a dar voz.

Para terminar, eu só tenho a agradecer porque quanto mais se esforçam em desacreditar, mais se enterram. As pessoas inteligentes sabem ver por si.

Realmente é uma vergonha!

16 Dezembro, 2019

Enquanto sentirmos vergonha a coisa nem vai mal. Isto gera mais raiva

16 Dezembro, 2019

Todas as multas aos partidos e políticos entre 2009 e 2014 podem prescrever. Antiga responsável pelo controlo das contas dos partidos fala em “desastre” e “perda total da credibilidade”. “A fiscalização foi feita, mas não há sanções.”

O que não se diz

15 Dezembro, 2019

Somos convidados a acreditar que o desembarque de jovens e menores marroquinos na ilha da Culatra é algo banal e sem consequências. Infelizmente não é verdade.
 O gesto simpático e aparentemente muito humanitário de acolher jovens nomeadamente menores conduz a um dos aspectos mais graves da actual imigração na Europa: a questão dos menores não acompanhados. São de toda a ordem os problemas vividos em França e em Espanha com os menores não acompanhados provenientes do norte de África.

Ferro Rodrigues na defesa das instituições da República

14 Dezembro, 2019

Ferro Rodrigues: “Tancos teve momentos altamente cómicos”

Eco-Socialismo

13 Dezembro, 2019

A luta contra as alterações climáticas é uma causa fantoche capturada por gente bem identificada:

Eco_Socialismo

Não resisto a citar mais algumas ideias alegremente partilhadas pelo nosso já conhecido dirigente do Bloco Climáximo de Esquerda, co-organizador da passgem da figura do ano da Time por Portugal:

Um futuro reconciliado com a natureza e com a própria
humanidade exige uma MUDANÇA RADICAL DE PERSPECTIVA, uma
mudança radical nos modos de produção e consumo, que ponha no
centro da vida as necessidades básicas de todas as pessoas,
democraticamente determinadas e ajustadas aos limites biofísicos do
planeta (ECOSSOCIALISMO).

Perante a ofensiva generalizada do sistema capitalista sobre a
vida, é imprescindível a construção de uma alternativa da qual façam
parte, em igualdade, todas as agendas libertadoras ( feminismo,
sindicalismo, movimento indígena e camponês, ecologistas, etc.).

Para que se produzam essas transições justas e sustentáveis, é
imprescindível embeber as nossas sociedades de uma visão feminista
capaz de estender a todos os âmbitos o direito das mulheres à
igualdade, acabando com as chagas da opressão patriarcal.

O jornalismo místico

13 Dezembro, 2019

O meu comentário ao Brexit: o jornalismo entrou numa fase mística: os factos são relatados como os jornalistas gostavam que eles acontecessem pois estes partilham da firme crença de que se noticiarem um facto como gostavam que ele acontecesse ele vai acontecer desse modo. Como se sabe Deus também é jornalista só que escreve por linhas tortas.

Da vergonha

12 Dezembro, 2019

A cena de hoje no Parlamento só passa sem ter como consequência a imediata saída de funções do grotesco Ferro Rodrigues porque as duas principais figuras na hierarquia do Estado estão bem uma para a outra.

MRSEFR

 

Eu é que sou o presidente da retrete

12 Dezembro, 2019

Depois de “estar-se [sic] cagando para o segredo de justiça” aquando de caso envolvendo a tropa fandanga que torna este país na aberração aristocrática de saloio feudo, eis que Ferro Rodrigues consegue relaxar mais uma vez o delicado esfíncter ao exigir a André Ventura que não use a palavra “vergonha”, um óbvio monopólio da esquerda.

No fundo, o sonho socialista a concretizar-se.

Não são necessárias revoluções – tudo muda, tudo muda

12 Dezembro, 2019

Enquanto que no Ruanda os pensos higiénicos ficam isentos de IVA para que raparigas passem a ir à escola, no mundo ocidental isenta-se raparigas de irem à escola para que sejam os pensos higiénicos do sentimento de “culpa do homem branco”, o cancro da minha geração.

Sãozinha de Alenquer, a “Florzinha da Abrigada”, era uma jovem muito devota a Jesus, a Nossa Senhora e a Santa Terezinha que, tragicamente, faleceu aos 17 anos. Diz-se que oferecera no seu último Natal a vida em sacrifício para que o pai, médico descrente, se convertesse à Graça de Deus. Com a morte da filha, que ocorreu nos finados da Primavera de 1940, o desejo de Sãozinha concretizou-se: o pai, Alfredo da Silva Pimentel, descendente de D. Nuno Álvares Pereira e D. Favila, Rei das Astúrias, de coração retalhado pela saudade da filha, confessou-se em preparação e recebeu, pela primeira vez, a Sagrada Comunhão.

Em 1992 participei nas manifestações contra a Prova Geral de Acesso – a PGA. Era uma prova obrigatória de acesso à universidade que, publicitando-se como uma prova geral de compreensão da língua portuguesa, além de uma parte de redacção, continha uma série de perguntas percursoras de quizzes da internet como – e recordo-me de algumas – “qual destes é sinónimo de misantropia” ou “escolha o antónimo de lacónico” (esta última, decerto, uma ironia mal disfarçada de quem criou a prova desse ano). Na primeira chamada da PGA obtive 74%, o que foi confortável o suficiente para tentar a segunda chamada com visão crítica. Não me recordo de quem era o texto que tinha que comentar na prova da segunda chamada, nem me recordo o que dizia, mas recordo-me do motivo pelo qual discordei: discordei porque me era pedido para explicar se o autor tinha razão e, como decerto se tratava de alguém de uma geração anterior à minha, era evidente que não tinha. É que, aos dezassete anos, se um adulto diz que está a chover é porque, incontestavelmente, está um sol abrasador. A minha audácia foi recompensada com um quase respeitável 37%, algo que me deixou perplexo pela expectativa lograda de obter até ao máximo de 25%. O governo cedeu e realizou, naquele que seria o último ano da PGA, uma terceira chamada excepcional. Lá fui, sem grandes preocupações – é a prova de que tenho menos lembrança – e obtive um mais civilizado, bem-comportado e sistémico 75%, no fundo o mesmo que na primeira prova.

“NÃO PAGO”

Quando, dois anos mais tarde, a geração a que eu e os pais da Greta pertencemos anunciou que vinha para educar filhos na arrogância da leviandade, mostrando o cu à ministra Manuela Ferreira Leite em protesto pela existência de propinas e granjeando o epíteto “geração rasca” por Vicente Jorge Silva num editorial do Público, tornou-se claro que os nossos filhos seriam uns merdas. Não o escrevo por insulto, apenas como mera descrição. Fizemos amor a ver o Zé Maria e o pontapé do Marco no Big Brother original da TVI; engravidamos ao som de “Last Kiss” versão teenage angst dos Pearl Jam recauchutando o já fora de época quasi-pastiche de 1961 de Wayne Cochran, o homem do rockabilly pompadour falecido há dois anos sem grande menção mediática; deixamos de fumar em cafés e substituímos o odor de café acabado de moer por cápsulas de alumínio; voltamos a meter a parte de cima do biquini quando na praia e passamos a removê-la nas redes sociais; passámos a estéreis.

Wayne Cochran (1939-2017)

“My Generation” was inspired by the fact that I felt that as artists we had to draw a line between all those people that have been involved in the Second World War and all those people who were born right at the end of the war. Those people that sacrificed so much for us, but they didn’t… they weren’t able to give us anything, no guidance, no inspiration… nothing, really. We used to describe ourselves as disenfranchised. We weren’t allowed to join the army, we weren’t allowed to speak, we were expected to shut up and enjoy the peace. And we decided not to do that.

Pete Townshend about “My Generation”

Greta Thunberg como personalidade do ano para a revista Time não é chocante: de facto, se não foi a pessoa mais falada do ano, esteve muito perto de o ser. Também não é chocante que precisemos de uma Sãozinha de Alenquer na forma de uma pirralha sueca para preencher o vazio. Chocante é a geração dos nossos filhos estar a chegar ao poder sem que nós, os da minha geração, lhes tenhamos dado algo como orientação ou inspiração. Esperamos que se calassem e aproveitassem a paz que a nossa existência abstémica através de “direitos conquistados” lhes proporciona. Eles decidiram não o fazer.

Não admira que a Greta possa deixar de ir à escola: nós também não queríamos necessariamente aprender as velhas maneiras.

Alguém sabe donde vem esta mania com o pai do SNS?

11 Dezembro, 2019

Começou a guerra da influência no OE. Quem é o pai do plano para o SNS?

Por acaso a Segurança Social tem mãe? Paizinho? A escolaridade gratuita é orfã?… Donde vem esta mania com os pais do SNS?

Os emergentistas do clima e a praga do mau tempo

11 Dezembro, 2019

RR Mau tempo regressa com chuva e até neve

Mas qual mau tempo? Desde quando é que nevar na Guarda e em Castelo Branco  e chover em todo o país durante o mês de Dezembro é mau tempo?