E vendemos a quem?
A casa que também foi “presa”…
Nascidos a 5 de Julho
Perante o anúncio do Movimento Nascidos a 5 de Julho (Mov 5.7), um cínico exclamará, de forma interrogativa meramente retórica pela certeza das suas convicções no extremo-centro — aquele que, como buraco negro, alberga todos os que se recusam a comprometer com qualquer posição que irrite o Pacheco Pereira — um lacónico “mais um?”
Ontem, fui bombardeado — também é retórica: foram três ou quatro pessoas e das simpáticas — pela presença do meu nome na lista de signatários. A resposta que dei foi, na essência, a mesma que aqui deixo.
Estou cansado de “gente que é branca”. Estou cansado de “gente que é preta”. Estou cansado de “gente que é homossexual”. Estou cansado de “gente que é heterossexual”. Estou cansado de “gente que é mulher”. Estou cansado de “gente que é homem”. Estou cansado de “gente que”, gente que procura a diferença na irrelevância. Estou cansado de ver uns contra os outros no que não serve nada útil, só a inútil esquerda para fingir-se virtuosa na vil religião de estado. Estou cansado do estigma do pénis, do da vagina e do da esquerda. Portanto, “somos direita” para acabar com o “somos de esquerda”; “somos pessoas” para acabar com o “somos mulheres”, “somos pretos”, “somos gays”. Não há qualquer relevância na vida privada das pessoas: todas as vidas são diferentes, não uniformizáveis perante a moralzinha espúria da beata esquerda azeiteira. Chega de “gente que”, é altura de gente, só gente. Queremos tirar as palermices identitárias dos partidos, levando-os a focar na realidade social, económica e cultural do país, não nas linhas imaginárias que a esquerda inventa para afirmar “conquistas” teóricas em masturbações mediáticas de tropicalismo terceiro-mundista com zero valor para a vida dos humanos do país: a gente. Queremos trazer a direita para a direita, a direita da liberdade individual das pessoas e famílias perante a demolição da nação pelo monstro moralista do estado embriagado em oportunismo marxista de moralidade artificialmente criada por decreto de oligarquias de pendurados.
Já ganhamos: juntar pessoas que se afirmam de direita, sem complexos, sem contabilidades de pénis, de cor de pele, origem, religião ou actividade sexual são o pesadelo dos instalados. Que durmam mal com isso, que não lhes devemos nada.
Uiii… cuidado que Marcelo ameaça!
O Marcelo que dois anos depois dos incêndios diz que ameaçou dissolver a Assembleia da República no ano seguinte aos acontecimentos é o mesmo que um ano antes de Pedrogão disse que ia estar atento às medidas contra os fogos e que em 2017 disse que tinha sido feito o máximo possível?

Deslarguem!
Chateia e satura a constante preocupação social.
Irrita e farta a contínua ladainha de defesa do bem comum.
É impossível de aturar os amigos da igualdade, do ambiente, das empresas, das mulheres e do que quer que seja a causa da moda.
Parece haver uma omnipresente paixão pela construção de uma sociedade melhor. Todos sentem ser sua missão salvar a humanidade.
Os bons sabem melhor do que os outros o que deve ser feito, pensado, dito e sentido. Os humanitaristas têm superior sapiência para identificar os objectivos que a sociedade deve prosseguir. Claro está que, se necessário fôr, ajusta-se a sociedade aos objectivos do filantropo. Ninguém tem dúvidas do que é melhor para todos.
O voto deveria servir para controlar a influência do estado na vida de cada indivíduo, mas serve propósito inverso. Legislação e fiscalidade funcionam como ferramentas coercivas para instalar a visão do mundo de quem se arroga incumbências salvíficas.
Pois, ide exibir virtude para o vosso quintal!
Ide planear as vossas próprias vidas!
Ide massajar o ego para o raio que vos parta!
Acaso passará pela cabeça desta gente que a sociedade não precisa de tutores?
Equacionarão que o conceito de felicidade de uma pessoa possa não ser o mesmo que o deles?
A marcha do Estado parece imparável, mas não é. Se fôr, mais ainda importa resistir à diminuição das liberdades individuais, nem que seja para perder a guerra de forma digna.
As pessoas devem ser livres de viver e gerir as suas vidas conforme entenderem, cooperando na divisão de trabalho, estabelecendo trocas sempre que assim desejarem e com quem entenderem e tendo a liberdade de escolha e autonomia para praticar a solidariedade e fazer o bem. A ética e a escala de valores variam de pessoa para pessoa. Impôr um código de conduta moral aos outros é totalitário.
Apenas sem controlo central e de forma espontânea poderemos tender para uma melhor harmonia de interesses entre todos.

A falta que Clint Eastwood nos faz para filmar isto
Observador «Manuel Garcia esperou duas horas, sentado num banco à porta da sua casa. Em punho, uma caçadeira carregada com dois cartuchos. Escondido pelo muro da residência, controlou dali, das 19h00 às 21h00, o portão do quintal por onde entraria o genro, António Veríssimo, de 68 anos, quando regressasse do café. Lá dentro tinha deixado a mulher, acamada devido uma doença oncológica.
Assim que António Veríssimo atravessou o portão, Manuel Garcia “levantou-se” e “empunhou a caçadeira”. Não disse uma única palavra ao genro. “Apontou a arma ao seu peito e disparou dois tiros”, lê-se na acusação do Ministério Público. Um atingiu Manuel no punho direito. O outro foi fatal: acertou no lado direito do peito.
A filha de Manuel Garcia tinha morrido há quatro anos. Testemunhas dizem que sofria de violência doméstica e que acabou, por isso, por cometer o suicídio, mas também há quem garanta, como avançaram alguns jornais na altura, que a mulher tinha morrido na sequência de um ataque cardíaco.
Certo é que Manuel culpava o genro, António Veríssimo, por aquela morte e terá querido vingança. Na altura do crime, ele e a mulher, que estava acamada na sequência de uma doença oncológica, viviam naquela casa, na aldeia de Furadouro, com António Veríssimo — que se mudou para lá com o filho de 30 anos, após a morte da companheira. Ali sofreriam, também eles, de violência doméstica por parte do genro.
Manuel Garcia, 89 anos, foi condenado esta segunda-feira a quatro anos e nove meses de prisão efectiva.»
A ler
Esta violência doméstica não interessa? Aqui não há nada que permita o assalto à Justiça.
Um homem com 83 anos foi agredido pelo filho e depois obrigado pelo mesmo filho a despir-se, até ficar completamente nu. Em seguida o filho obriga o pai a ir para a rua e força-o a entrar num caixote do lixo. Ali ficou, abandonado, durante duas horas.
Portanto:
a) um homem de 83 anos é agredido por um filho com quem vive e que sofrerá de problemas mentais. QUEM ASSUME A RESPONSABILIDADE PELO TRATAMENTO DO FILHO COM PROBLEMAS MENTAIS?
b) o homem já apresentou várias queixas contra este filho, por agressões. O QUE ACONTECEU A ESSAS QUEIXAS?
c) o homem tem mais dois filhos. ONDE ESTÃO ESSES OUTROS FILHOS DO AGREDIDO E IRMÃOS DO AGRESSOR? O QUE DIZEM? NÃO TÊM RESPONSABILIDADES PELO PAI? NEM PELO IRMÃO?
As fake news do Costa
É de andar aos tombos a rir quando se assiste a esta preocupação por parte do PS e seus “muchachos radicais”, os maiores fabricantes actuais de notícias falsas, de levar ao Parlamento a regulação das fake news. Estava visto que isto iria acontecer mais cedo ou mais tarde. Esta gente não gosta de concorrência (quer censura e controlo de liberdade). Ao estilo estalinista gosta de sentir tudo sob seu domínio e as redes socais vieram estragar esses planos que já duram desde o aparecimento da imprensa.
Sob a falsa narrativa de que estão muito preocupados com a “intoxicação” da opinião pública, juntaram-se todos no Parlamento para discutir a problemática das fake news. Ora, isto é o mesmo que pôr raposas a guardar galinheiros. Não faz qualquer sentido.
A haver regulação nunca poderia vir desta gente. Porque esta gente usa o poder que tem para pressionar todos os meios de comunicação social na divulgação de mentiras que eles nem sequer se dão ao trabalho de disfarçar muito. Mentem hoje, desmentem amanhã, depois “cozinham” mais umas tantas em “lume brando” para depois as soltar como cortina de fogo para cegar ou iludir a opinião pública.
Foi assim quando Costa promoveu a primeira grande mentira de que tinha ganho as eleições de 2015 quando na verdade sofreu uma estrondosa derrota eleitoral com Passos Coelho a vencer por uma quase maioria absoluta (foi mesmo à tangente).
Foi assim com Pedrógão Grande onde Costa jurava que todos os mortos já estavam contabilizados ao terceiro dia, truncando em 64 vítimas quando sabemos que entre directas e indirectas (estas últimas não foram contabilizadas), nos hospitais morreram posteriormente muitas mais; onde foi inaugurar casas novas reconstruídas com dinheiro dos seguros como se fossem por obra do Revita; onde insistiu que não houve responsabilidade do governo pelos abusos e erros nos apoios às vítimas onde se construiu casas sem terem ardido; onde afirma que não houve desvio de donativos quando sabemos que não só houve, como são milhares os donativos comprovados que simplesmente eclipsaram.
Foi assim quando Costa disse que não havia aumento da despesa ao reduzirem o horário da função pública para 35h no SNS e hoje temos um caos nos hospitais por falta de pessoal e dívidas hospitalares a disparar.
Foi assim quando Costa garantira em 2015 que não iria mais dinheiro para a banca e logo a seguir à tomada de poder, vendeu o Banif à pressa ao Santander (depois de um e-mail a denunciar telefonemas de Centeno e Vítor Constâncio pressionando para que fosse considerada oferta de Santander) pelo preço de uva mijona, 3 meses antes que fosse abrangido pela normativa de 2016 da UE que prevê que detentores de dívida sénior e depósitos acima de 100 mil euros sejam chamados a contribuir para compensar as perdas das instituições antes que qualquer dinheiro público seja usado; injectou 5 mil milhões de impostos na a CGD e agora prepara-se para fazer o mesmo com Novo (velho) Banco.
É assim quando Costa repete incessantemente que repuseram os rendimentos aos portugueses mas o poder de compra não cessa de diminuir colocando Portugal no Top 6 dos países com pior poder de compra da zona euro e entre os países europeus com combustíveis mais caros que afecta substancialmente o preço dos bens essenciais
Foi assim quando Costa disse que não aumentaria impostos e na verdade além de aumentar brutalmente os existentes, criou mais uma série deles com a ajuda preciosa da frente de esquerdas radicais que amam sacar dinheiro a quem acumula porque se faz à vida e trabalha. Por isso em 2017 a carga fiscal já registava um aumento de 34% do PIB (o valor mais alto desde 1995) e em valores globais, desde 2015, só os impostos indirectos aumentaram 3 mil milhões de euros.
Foi assim com as promessas de Costa aos enfermeiros e professores a quem tudo prometeu e nada cumpriu.
É assim quando Costa repete até à exaustão que a austeridade acabou mas deixa o Ronaldo das Finanças congelar mais despesa em três anos do que PSD e CDS na legislatura toda provocando o colapso de todas as instituições do Estado.
É assim quando Costa repete vezes sem conta que os cortes, aumentos de impostos e privatizações, foram marcas do Passos quando na verdade são apenas da responsabilidade o PS quando Sócrates era primeiro ministro ao assinar com a Troika todas as medidas que o executivo seguinte teve de cumprir na sua legislatura.
É assim quando Costa diz que a economia melhorou e ela é tão anémica que coloca portugal no quinto país da Europa que menos cresce.
É assim quando Costa diz que se vive melhor mas o desemprego real aumentou, a pobreza aumentou, os pedidos de subsídios de RSI aumentaram. Que os portugueses estão a voltar quando a emigração também ela… aumentou.
É assim quando Costa diz que fomos o país com melhor execução de fundos europeus quando a taxa de execução dos Sistemas de Incentivos do Portugal 2020 no final de 2017 “era apenas 28,5%”
É assim quando Costa repete que temos o melhor défice quando este é o maior embuste da História de Portugal, totalmente martelado para fingir junto da Europa uma saúde fiscal inexistente tal como fizeram para aderirmos ao Euro.
Ter mentirosos compulsivos que hoje são ministros mas andaram nos blogues com o “Abrantes” a criar verdades alternativas, políticos das frentes de esquerda que passam o dia todo a inventar factos para limpar a cara suja do partido que aprova tudo de cruz, um Costa que é um génio a mentir, a quererem regular as fake news no Parlamento, é de chorar a rir.
O arraial da luta
Fiasco. São as chamas lutas para televisão ver: hoje luta-se. Amanhã já ninguém se lembra.
Exemplo? Zero candidaturas. Nem uma, nem duas, nem três: zero! Foi este o número de adesões à imensamente apregoada linha de crédito para a limpeza de florestas.
Mistificação. O legislador sonha-se libertador mas no caso das mulheres em Portugal a sua vida mudou e muda apesar das leis. Por muito chocante que tal seja para os ouvidos sensíveis de quem imagina que tudo se deve ao intervencionismo estatal, em matéria de vida das mulheres as máquinas de lavar roupa e os frigoríficos foram mais importantes que os manifestos feministas.
A luta do “vai ali ver se chove”. Esta luta varia de objecto ao longo do ano. Nesta época refere-se invariavelmente ao “mau tempo que impediu os tradicionais desfiles de Carnaval”. O único que há de tradicional neste caso é mesmo o “mau tempo” que não é mau tempo algum mas sim o tempo próprio da estação, a saber o Inverno.
Patético. As lutas que entram em luta com as outras lutas para apurar qual luta é a verdadeira luta. Desta vez a questão da verdadeira luta calhou à escoal deMatosinhos que queria celebarra adiversidade cultural e acabou acusada de racismo.
Crime.As lutas que trazem água no bico ou mais precisamente o Marx do costume. O que agora se está a aprovar e a defender em matéria de agravamento de penas e de ausência de prova nos casos de violência doméstica a par das campanhas fulanizadas contra os juízes vai um dia ser-nos atirado à cara. Basta esperar que um ministro ou filho de líder político… de preferência de esquerda sejam investigados e condenados segundo os procedimentos que agora se defendem.
‘Tadinha da greve feminista
As mulheres fizeram greve à greve feminista.
Tudo a postos para o julgamento de Sócrates
Beleza por Uma Causa mas sem causas…
A organização MMRP Beleza por Uma Causa organizou o concurso de escolha das misses.
Vai daí a MMRP Beleza por Uma Causa retirou o título a Carla Rodrigues porque ao que parece as misses não podem ter causas. Afinal qual é a causa da MMRP Beleza por Uma Causa?
nunca esquecer o fundamental

um exemplo para portugal
João Vale e Azevedo é um exemplo para todos nós: falido, agrilhoado e foragido, nunca deixou de fazer a vida de lorde milionário a que todos aspiramos e a que, em última análise, temos direito. Diz-nos, esta notícia do Correio da Manhã, que o homem, vivendo de parcos rendimentos que extrai de uma horta doméstica (€ 441,00/mês), continua a usufruir de férias principescas, bons carros e boas casas, almoços e jantares pantagruélicos, vivendo, enfim, como um verdadeiro nababo lusitano. Ora, é mesmo disto que precisamos em Portugal, onde andamos, há muitos anos, deprimidos e a viver mal e de expedientes manhosos! Apliquemos, então, os seus sábios ensinamentos e o seu eloquente exemplo à nossa comezinha realidade: ao BES e a Ricardo Salgado; à Caixa Geral de Depósitos e à sucessão dos seus iluminados gestores; ao BPN e a Oliveira e Costa; a José Sócrates, a Santos Silva e a Armando Vara; ao Finibanco, ao BPP e ao João Rendeiro; ao Montepio e ao Correia; ao Ministério das Finanças e a Centeno. Todos falidos, todos iguais, todos a viver à grande e à francesa. Portugal pode ter descoberto, via Vale e Azevedo, o caminho da felicidade e o paraíso na terra. Sigamo-lo!
O dia das mulheres é para paneleiros
O dia das mulheres é para paneleiros. Não é para mais ninguém: é para paneleiros.
Já em tempos expliquei, mas explico outra vez, para não restarem dúvidas, que um paneleiro é um tipo muito específico de pessoa, sem qualquer associação à sexualidade, ao sexo que possui ou ao seu comportamento em privado. Um paneleiro é aquele que quer que o mundo seja o unicórnio com que sonha. Há paneleiros brancos, pretos, homens, mulheres, bichas, homossexuais, heterossexuais e bissexuais. Há de tudo que usualmente se usa para diferenciar a igualdade, ou lá o que é. Por isso se chamam paneleiros, porque andam aí a perturbar a paz batendo em panelas para que olhemos para eles.
Conheço uma ou duas pessoas que vão à manifestação das mulheres, aquela que é só para paneleiros. São paneleiros. Quer dizer, são paneleiras e, às vezes, até paineleiras.
Eu não quero um dia da mulher. Também não quero o dia do homem. Não quero o dia do branco, o dia do preto, o dia do amarelo, o dia do pigmeu, o dia do empregado de mesa, o dia do taxista, o dia do cobrador. Assim sendo, é perfeitamente natural que não queira o dia de meia população mundial. Mas, há uma excepção: o dia do paneleiro.
O dia do paneleiro faz falta para que o primeiro-ministro possa ir mostrar a sua empatia pela causa do paneleiro. Pouco mais pode fazer o homem, coitado.
Por isso, como o dia está bonito, festejemos o dia do paneleiro. Só não prestemos grande atenção, que amanhã volta tudo ao habitual costume, sem paneleirices.
A violência das palavras
Quando se ouve falar em violência doméstica associa-se logo às agressões físicas, àquelas que deixam marcas profundas no corpo visíveis a qualquer um. Mas há outra forma de violentar quase tão “mortífera” como a primeira: a violência psicológica. Nesta o agressor não precisa de se munir de facas ou espingardas. Precisa apenas de abrir a boca e usar a força das palavras cruéis e vis que destroem até à alma. E por não ser entendida, na maior partes da vezes, esta forma bárbara de relacionamento é confundida com mau feitio. É desculpada pela vítima que pensa apenas tratar-se de um carácter “forte” ou difícil como tão banalmente é apelidado. Mas não é. A violência psicológica é praticada por gente com patologias e tem de ser denunciada. Também.
O agressor psicológico é por natureza, um indivíduo que não valoriza a mulher nem a respeita. Olha-a como ser inferior, seu subalterno que lhe deve toda a obediência sem pestanejar. Para reforçar este estatuto, humilha-a e despreza-a a cada minuto elevando o seu ego até à altura do chão onde assim o pode pisar sempre que quer, fazendo nascer na sua vítima o sentimento de pessoa sem valor.
Frequentemente culpabiliza-a por tudo o que lhe acontece: se perdeu o emprego, a culpa é dela; se está aborrecido, a culpa é dela; se os filhos andam mal na escola, a culpa é dela; se não é bem sucedido na vida, a culpa é sempre dela. Pelo meio, expressa-se com violência, de forma gratuita e vã enquanto ainda exige sorrisos e boa disposição todos os dias quando chega a casa… Vê-lhe apenas obrigações sem direitos e não perde uma oportunidade de apontar falhas ignorando por completo o elogio quando ela o merece. Não se interessa pelos seus sentimentos nem deixa que fale neles. Não entende a tristeza da vítima nem lhe admite lágrimas. Afinal de que se queixa ela se ele só está a reagir assim por aquilo que supostamente ela não lhe dá?
Para o agressor, tudo nela é irritante e motivo de discussão: ou porque conversa demais, ou porque conversa de menos; ou porque se exprime demais, ou porque se exprime de menos; ou tem iniciativas a mais, ou iniciativas a menos… Sempre assim. Irrita-se facilmente quando ela fala ou faz algo por muito inocente que seja. Corta a palavra ao meio, levanta-se da mesa abruptamente, atira objectos contra as paredes, bate as portas com violência pontapeando tudo o que se atravessa na frente. Responde com atitudes violentas à irritabilidade que ela lhe provoca.
A agressividade é quase diária sem motivo aparente. E a vida passa a ser como um jogo de póquer: nunca sabemos qual a cartada seguinte que vai ser jogada… Não se importa que ela vá mal vestida ou mal cuidada para o trabalho mas ai dela se ousar um dia colocar um pouco de batom antes de sair. Logo lhe inventará amantes escondidos à espera dela ao sair do trabalho. E basta uns minutos de atraso para que lhe massacre violentamente a mente com comentários sinuosos de sexo fora de casa. Por isso frequentemente lhe exigirá bom sexo como prova de amor e de fidelidade. E se nada corresponder ao esperado rebentará de raiva como se estivesse a ser traído. Pouco se importa se as razões da vítima são a falta de mimo, atenção e apreço e que com esse défice não se consiga entregar como gostaria.
Em contrapartida, ele terá muitos “affairs” fora do casamento que ele justificará como inevitáveis pela falta de atenção que ela lhe dá. Do ponto de vista do agressor, ele não é culpado de nada. E se a vítima não corresponde é porque não o ama. Na verdade, são abundantes as vezes que lhe repete essa tão desejada palavra. Quase com a mesma frequência com que a violenta, repete-lhe que é a mulher da vida dele e que não vive sem ela. É o paradoxo em pessoa confundindo a sua vítima e prolongando assim uma relação que sem isso já teria morrido há muito tempo.
Pelo caminho fica uma mulher totalmente destruída, castrada de vida e sentimentos, manipulada e controlada até ao limite, aprisionada a uma relação mortífera sem o saber. Ama o homem que conheceu, acredita que ele continua ali, mas desculpa-o constantemente por acreditar ou querer acreditar que tudo não passa de uma má fase, de um feitio difícil originado por qualquer trauma de vida.
Fui vítima de violência psicológica e apesar de já terem decorrido 30 anos desde que fugi do meu agressor, as marcas que me deixou continuam abertas. Jamais me vou esquecer do quanto ele me aprisionou impedindo-me de voar, de ser “eu”. Confinada a viver dentro de uma “caixa” cuja chave só ele tinha, tudo me era imposto: a forma de falar, de agir, de vestir, de viver… Não me esqueço das humilhações na frente de todos, em qualquer lugar, em qualquer momento. Dos choros constantes. Dos sorrisos ausentes. Da dureza de viver. Era manipulada para não ser nada, e “morri” em vida. Quando o deixei no meio de uma coragem sem igual, renasci. Ao ponto de me tornar irreconhecível aos olhos de quem me viu.
Pôr um basta numa relação destas não é fácil. Mas também não é impossível. Exige muita coragem, determinação e resiliência. Há que ter presente que o agressor não vai desistir facilmente e que não aceitará um “não quero mais” com leveza. Usará da maior violência para exercer o seu sentimento de posse de “coisa” que ele pensa ser sua.
Mas no fim, por muito machucada que saia, ficará feliz por ter sobrevivido e verá que a vida, mesmo sozinha, é bela. Aprenderá que o amor maior é o seu por si e que por nada deste mundo deverá permitir que o destruam.
Sejam demagogos à vontade mas não me peçam para assistir
Quanto tempo demorou António Costa a reagir à morte destas mulheres? Quando é que o Bloco se manifestou indignado com o seu destino? Quantos é que alegando o segredo de justiça acharam que os seus nomes e os seus rostos nem sequer devia ser divulgados?
MULHERES MORTAS EM PEDROGÃO
Alzira Carvalho da Costa, 71 anos
Susana Maria Guerreiro Marques Pinhal, 41 anos
Sara Peralta Antunes, 33 anos
Sara Elisa Dinis Costa, 35 anos
Maria Odete Rosa Rodrigues, 62 anos
Maria Odete dos Santos Anacleto Bernardo
Maria Luísa Araújo Courela Antunes Rosa, 50 anos
Maria Leonor Arnauth Neves, 56 anos
Maria Helena Simões Henriques da Silva, 76 anos
Maria da Conceição Ribeiro Nunes Graça, 66 anos
Maria Cristina da Silva Gonçalves, 56 anos
Maria Cipriana Farinha Branco Almeida, 59 anos
Maria Augusta Henriques Ferreira, 87 anos
Maria Arminda Antunes de Bastos Godinho e Abreu
Margarida Marques Pinhal, 12 anos
Lucília da Conceição Simões, 70 anos
Lígia Isabel Libório Sousa, 35 anos
Joana Marques Pinhal, 15 anos
Felismina Rosa Nunes Ramalho
Fátima Maria Carvalho, 57 anos
Eliana Cristina Fernandes Francisco Damásio, 38 anos
Didia Maria dos Santos Lopes Augusto, 58 anos
Bianca Sousa Machado, 4 anos
Bianca Antunes Henriques Nunes, 4 anos
Aurora Conceição Abreu, 87 anos
Anabela Pereira Araújo, 38 anos
Anabela Maria da Silva Lopes Carvalho, 60 anos
Anabela Lourenço Quevedo Esteves, 47 anos
Ana Maria Correia Fernandes Boleo Tomé
Ana Mafalda Pereira da Silva Correia Lacerda
Ana Isabel Nunes Henriques, 30 anos
A propósito das fake news
É ou não fake news dizer que o juiz Neto Moura defendeu o apedrejamento das mulheres adúlteras?
Já podemos voltar à eutanásia?
É só uma pergunta.
Não querem fazer um jogo para estes casos?
Se usarmos para esta agressão a grelha actualmente em voga para a violência dita doméstica temos de perguntar também se a agressora já foi interrogada e sujeita a alguma medida cautelar. E claro indagar a que resultados chegaram, por exemplo, os 87 inquéritos de agressões contra professores que o Ministério Público de Lisboa abriu em 2017. Houve condenações? E se houve estas resumiram-se às penas suspensas e multas do costume ou foram aplicadas medidas de prisão? E os juízes o que escreveram nos acordãos? Citaram a Bíblia, Piaget ou Freinet? Há juízes reincidentes na absolvição dos agressores de professores? Como se chamam esses juízes?… Vamos usar esta táctica de pressão e fulanização dos juízes nos casos das agressões aos professores ou este tipo de argumentário só é válido quando está em causa o tema em agenda?
No momento em que o radar está ativo e indica a quantidade (sim, a quantidade!) de pessoas que circulam nas imediações com o mesmo propósito, as pessoas escolhem-se mutuamente e marcam-se através de uma palavra-chave. Depois basta irem ter ao ponto de encontro e dizerem essa mesma palavra. Se um diz e o outro responde, isso quer dizer que o código está certo e a pessoa também não está errada. Entre esse momento e aquele em que se envolvem fisicamente passam pouquíssimos minutos. Depois é com eles a decisão de passarem horas seguidas juntos ou despachar o ‘assunto’ rapidamente.
No fim do dia é habitual entre estes rapazes e raparigas circular uma pergunta única:
– Safaste-te hoje?
Sou anti-feminista, branca, heterossexual, anti-marxista, anti-drogas, pró-vida e do povo. Um perigo social.
Descobri que sou um “perigo social”. Uma ameaça a esta sociedade que se diz “progressista” mas que nada fez senão regredir à sua forma mais primitiva. Ser anti-feminista, branca, heterossexual, anti-marxista, anti-drogas, pró-vida e do povo, transforma-me num alvo a “abater”. Porquê? Ora, porque faço parte da maioria e hoje as maiorias são para aniquilar.
Não se pode ser anti-feminista mesmo sendo mulher. Não pode. Porque as mulheres têm de ser feministas custe o que custar, porque se não o forem são contra as mulheres (ah! ah! ah!). Acontece que não sou feminista precisamente porque defendo a liberdade e igualdade para todos os indivíduos e por isso não posso estar do lado de quem reivindica liberdade para as mulheres sonegando as liberdades aos homens, de quem hoje transformou uma luta por direitos numa espécie de “luta de classes” pela supremacia feminina. E não, não devo a minha liberdade às feministas. Devo-o às Mulheres corajosas que um dia resolveram lutar pelos seus direitos humanos como se luta pelos direitos das crianças, negros, cristãos e tantos outros e a quem alguém chamou de “feminismo” como se lutar por direitos fosse um exclusivo feminino. Devo-o a mim que com a minha determinação nunca baixei os braços na conquista dos meus ideais e por mérito cheguei onde quis.
Também sou branca o que é grave. Porque os brancos são a razão de todos os males no planeta. São os que discriminaram, os que escravizaram, os que dominaram. As minorias são puras, castas e “coitadinhos”. Nunca fizeram mal a alguém. Deve ser por isso, quando em maioria, como na África do Sul, andam a chacinar brancos; na Nigéria o Boko Haram persegue cristãos e escraviza meninas e por cá, quando são negros a arrancar um punhado de cabelos a uma rapariga branca numa luta violenta por razões fúteis, nenhum SOS Racismo se importa com isso. Ah! E a palavra “slave” vem de eslavo, da etnia eslava da Europa de Leste que foi escravizada por muçulmanos. Pois.
Ser heterossexual também é pecado porque é “anti natura”. Dizem eles. Se nascemos “sem género” o “normal” é nos amarmos todos uns aos outros sem tabus, mulher com mulher, homem com homem, crianças com adultos, irmãos com irmãs, pais com filhos. Amor tem de ser vivido sem restrições impostas pela sociedade (???). Em liberdade absoluta. Que o digam os defensores da Ideologia de Género que já se ensina nas escolas aos meninos da primária.
Ser anti-marxista, também não pode. Esta ideologia que matou milhões de inocentes para impor-se e mesmo assim não conseguiu vingar, infiltrou-se na sociedade com o revisionismo de Gramsci, promovendo a inversão dos valores sociais: os professores são agredidos pelos pais a soco e pontapés quando chamam a atenção a miúdos indisciplinados; os polícias são recebidos à pedrada e conotados de racistas quando são chamados a intervir em rixas de moradores; os professores são estimulados a passar alunos com 7 negativas e o superior a deixar entrar com média negativa para dar a hipótese de todos serem “dótores”; às crianças de 5 anos é-lhes ensinado que não há sexos e podem ser o que quiserem (homem, mulher, trans, e por aí fora); ao homem é-lhe dito que por ser homem é opressor e tem de lhe ser retirado direitos. E tantas outras parvoíces marxistas. Não defender isto é ser “fascista de extrema-direita”.
Ser anti-drogas? Ui! Essa então é fatal. Então onde já se viu proibir a liberdade individual de cada um se drogar à vontadinha, em espaços públicos e com apoio do Estado? Isso é “ditadura”, dizem eles. Promover uma sociedade limpa de estupefacientes que aliena as pessoas é coisa de “conservadores extremistas”.
Ser pró-vida é ainda pior mesmo numa sociedade que tem pílulas para tudo até para o dia seguinte e camisinhas, de borla. Os abortos são um “direito anticoncepcional” onde cada indivíduo tem o poder de decidir se mata ou não uma criança porque ela cresce no seu corpo. É propriedade sua. Dizem. Por isso considera-se normal que haja adolescentes já com 12 abortos no currículo e leis que permitem matar bebés à nascença. Tudo “normal” em nome do progressismo para depois se defender que é preciso bebés estrangeiros para aumentar a natalidade (Ah! Grande George Soros!).
E ser do povo? Oh que tragédia! Escrever nos mais conceituados jornais e blogues existentes e ter milhares de seguidores por conseguir através da minha escrita chegar a toda a gente, sem excepção, horroriza a classe intelectual que não me perdoa por tamanho “atrevimento” e que se acha dona e senhora destes espaços ridicularizando ou menosprezando todos aqueles que escrevem e pensam de forma mais popular. Uma blasfémia, portanto.
Sou mesmo um “perigo social”.
O juiz, o humor e o activismo a que se chama jornalismo
Não sei se o juiz Neto de Moura gosta de mulheres, de homens ou de pombos. Não sei se as considerações que faz se enquadram na sua obrigação legal ou se saem para um universo de considerações pessoais. Também não sei se as decisões tomadas pelo colectivo de que faz parte são as condizentes com a lei e com a restante jurisprudência. O que sei é que toda a gente parece saber o que eu não sei, e não gosto disso.
Não li acórdãos, não os vou ler e, caso caísse no erro de o fazer, sei que ficaria a perceber tanto como um eleitor do Bloco percebe de liberdade. Eu recebo as minhas notícias de jornais, informação noticiosa na rádio e na televisão e, em alguns casos, através de recomendações de amigos nas redes sociais. As notícias que recebi dizem que o juiz está errado; os comentários que li na imprensa dizem que é misógino e assassino. Presumo que os humoristas também não leiam acórdãos, pelo que devem receber as notícias da mesma maneira que eu, através dos jornais. Gostos à parte, não vejo problema com o humor nem possibilidade deste ser difamatório se baseado no que é lido nos jornais.
Assim, e se o visado sente que está a ser alvo de difamação, acho bem que processe judicialmente a fonte da difamação. Não serão os humoristas e muito menos os taxistas ou as pessoas que discutem no café antes de entrarem no emprego quem coloca em causa as decisões do juiz. Qualquer um destes só o faz baseado em notícias. Portanto, se há uma fonte de difamação, são jornalistas e colunistas. Processem-se estes, não as vítimas do que se pretende ser informação isenta (informação isenta significa isso, que se tenta divulgar factos, não as opiniões subjectivas de cada um sobre um assunto).
Ao processar humoristas, pessoas que recebem a informação dos jornais, o juiz comete um erro, parece-me, por entrar directamente na liberdade de expressão. Ao processar jornalistas e colunistas faz verdadeiro serviço público, ao focar o caso no dever de informação com rigor.
A crónica de Joana Bento Rodrigues e os feminazis
Ainda estou em estado de choque com as reacções a uma crónica de opinião de uma médica sobre as Mulheres. Gente que escreve em publicações e que se julga com superioridade moral e intelectual dispararam violentamente não poupando sequer insultos por ela ter dito o que pensava sobre o tema. Seria cómico se não fosse trágico, o facto de terem simplesmente distorcido o sentido às palavras tão cristalinas da autora. É que não encontrei nada no texto de que acusam Joana Bento Rodrigues: fascismo, inimiga das mulheres, machista de saias.
O problema do texto em causa é que contém verdades inegáveis e por isso provocam a ira dos feminazis (feministas nazistas/fascistas masculinos e femininos) que não suportam quem os contrarie nas suas “verdades alternativas” contrárias à natureza humana. Mas peca por generalizar uma vez que a natureza das mulheres, numa escala minoritária, foge a esta regra geral. Só isso.
Quando a autora diz que a mulher é “naturalmente feminina, gosta de se arranjar e sentir-se bonita, ter a casa cheirosa e bem arrumada e decorada, gosta de cuidar e receber, e chama a si muitas tarefas domésticas”, onde está a mentira nisto? Quem tem a coragem de contrariar que a maioria das mulheres gostam de ser femininas, e em casa são quem tomam os comandos daquele espaço (o lar) onde são elas que predominantemente decidem sobre tudo e onde o companheiro apenas complementa essa ajuda? Só eu é que tropeço aos pontapés em mulheres assim?
Quando a autora refere que a mulher “procura no matrimónio amparo e necessidade de segurança, que gosta de se sentir útil dentro da relação, de ser a retaguarda para a estabilidade familiar, para que marido possa ser bem sucedido porque esse sucesso também é seu e que não se incomoda se tem rendimentos inferiores (não se refere a salários diferentes para mesma função) ao marido pois orgulha-se que ele seja bem sucedido porque lhe transmite segurança” e status, isto é mentira? Quem tem coragem de contrariar quando é sabido que toda a mulher que opta por ter uma relação séria e duradoura procura que seja com alguém bem sucedido e estabilizado na vida? Só eu é que esbarro nelas?
Quando ela diz que as mulheres “que têm a carreira condicionada por terem optado por assumir o papel de esposa e mãe contam com o suporte e apoio do marido, para que nada falte e que o casal, enquanto um só e actuando em uníssono, pode optar pela inversão destes papéis, que em nada diminuiu qualquer dos elementos, desde que movidos por objectivos comuns e focados no Amor”, que a maternidade é um apelo biológico e que a vida é feita de opções, está a mentir? Não não está.
A natureza é perfeita e criou nos mamíferos instintos que de forma inconsciente levam-nos a ter comportamentos que privilegiam a família na protecção da espécie. Nós como animais que somos, embora racionais, não fugimos a isto: por instinto o homem é protector e defende sua família; a mulher cuida dela (podem arrancar cabelos com esta afirmação que nada altera a verdade).
Por isso e na sua maioria, as Mulheres, numa relação de amor com um homem (de forma inconsciente) chamam a si o papel de cuidadoras. Optam sem pestanejar para serem elas a gerir as necessidades do lar. E sem qualquer hesitação também, sacrificam ou adiam projectos pessoais para ter tempo de usufruir em plenitude sua maternidade. Isto é inegável.
Claro que este texto não é para qualquer um. Só as pessoas bem resolvidas com a vida o entendem sem o distorcer. A autora esqueceu-se que hoje há mulheres que já não sabem o que é ser mulher porque cresceram numa sociedade estúpida que insiste que não há sexos (somos todos neutros) e que não há diferenças entre homens e mulheres, negando as evidências biológicas que nos distinguem quer fisicamente quer psicologicamente. São mulheres que tão pouco sabem que estas uniões de entreajuda existem e nada sabem sobre o verdadeiro amor. Umas agem apenas por desconhecimento, outras por ressabiamento.
Os feminazis não suportam a diferença. Querem nivelar tudo sem respeito pelas opções de cada uma. Querem IMPOR uma igualdade à revelia da natureza feminina que sente outros apelos, desrespeitando as livres opções de cada uma. Há muitas mulheres que têm medo de o dizer pela ditadura feminazi que impõe que uma mulher que não ambiciona uma carreira é porque a está a ser oprimida. Quando na verdade elas se realizam optando pela família de forma voluntária.
Quando conheci meu marido, era eu a que estava profissionalmente bem posicionada e ganhava muito mais do que ele. Durante anos senti-me frustrada por vê-lo batalhar sem resultados de emprego precário em emprego precário. Por ter mais tempo, era ele o doméstico que cuidava da casa e filhos. Do outro lado, estava eu a ganhar para sustentar a família e sem horários de chegada a casa. Essa situação nunca me agradou. Até que um dia, depois de muitos anos de luta juntos, ele conseguiu finalmente vencer. Hoje tem um bom emprego com excelentes condições de trabalho, já foi promovido e ganha muito mas muito acima de mim. Ainda não me cansei de lhe dizer o quanto me sinto orgulhosa dele, o quanto o admiro. E ele, pelo seu lado, não se cansa de repetir: “no passado ajudaste-me, hoje sou eu que faço questão em te apoiar nos teus novos projectos”. Isto é união. Isto é amor. Isto é o que as feminazis não entendem.
O que as Mulheres precisam é de liberdade de escolha que as feminazis lhes negam. E se dúvidas houvesse sobre de que lado está a maioria das Mulheres, basta olhar para as mais de 25000 partilhas do texto. Aí está a resposta.
A falta de Fé da Igreja
Ontem à noite fui para a cama mais tarde do que é meu costume.
A quebra da rotina foi plenamente justificada e com gosto assisti a uma conversa pública no Porto, organizada por um grupo de leigos católicos, sobre a relação do Liberalismo com a Doutrina Social da Igreja.
A iniciativa e a abertura para discutir estes temas por quem promoveu e acolheu a sessão é desde logo notável e de louvar, além de terem sido simpáticos anfitriões e de hospitalidade irrepreensível.
Todavia, saí de lá irritado.
Neste encontro falou-se com qualidade e conhecimento de causa de muitíssimo mais do que aquilo que aqui vos darei nota a seguir e, portanto, devo desde já referir que não pretendo fazer uma súmula ou um relato completo do evento. Tão só partilharei convosco aquilo a que fui particularmente sensível e que para mim marcou toda esta reunião de gente genuinamente boa.
Lá se afirmou (e bem) que para a Igreja o que mais importa é acudir e resgatar da pobreza todas e cada uma das pessoas que a sofre na pele. Porém toda a narrativa em que foi, é e continuará a ser enquadrado este desiderato, é fortemente carregada – se não mesmo centrada – na condenação moral das desigualdades. Haverá com certeza dentro da Igreja diferentes formas de ver e interpretar a realidade e segundo julgo saber a hierarquia não terá definido uma posição concreta e dogmática a este propósito. Contudo, em geral, os estudiosos dos Evangelhos, os especialistas que se dedicam à análise das encíclicas papais, teólogos e académicos de diferentes áreas não divergem muito ao interpretar as referências bíblicas aos ricos como uma condenação das desigualdades em si mesmas. E no encontro em que participei um dos oradores convidados disse de forma clara e inequívoca que o catolicismo entende que as desigualdades geram pobreza.
Em Janeiro de 2014 já procurei desmontar estas falácias e expôr o meu entendimento de que a luta contra a desigualdade prejudica os pobres, tendo precisamente o efeito contrário aquilo que é pretendido.
Mais recentemente expliquei também por que razão acho que o estado-social é imoral.
Do que ouvi ontem, confirmei infelizmente a minha percepção de que a Igreja, através da sua Doutrina Social, pugna para que o Estado assuma um papel de redistribuidor de riqueza, atribui ao Estado deveres de educação das pessoas para a solidariedade e é complacente com o Estado ser agente de actividade caritativa.
Mas o que verdadeiramente me irritou foi ter percebido também que os crentes, em geral, e os “doutores da Igreja”, em particular, não acreditam que, de forma espontânea, na sociedade se possa gerar actos de caridade, originar laços de solidariedade, estabelecer cooperação voluntária e criar formas de apoio ao próximo com suficiente eficácia e na escala necessária.
Quando Adam Smith parece atribuir à sua “mão-invisível” um valor transcendental, contrista-me concluir do que acima expus que a Igreja sofre de falta de Fé em Deus e nos Homens.
Tal como o socialismo.

Em que país se terão inspirado?
Grande investigação Blasfémias
Depois do extraordinário trabalho d’O Observador para encontrar camponesas, fiandeiras e operárias têxteis convencidas por padres a experimentarem a movimentação da pomba sagrada, como retratado no canção Hallelujah de Leonard Cohen, chegou a vez do Blasfémias fazer serviço público, como o que faz o grupo da coca lisboeta (boa tarde, comentador Ermita!) de onde saem programas da TSF e ministros.
A partir de hoje, o Blasfémias pretende noticiar o escândalo escondido pelas mais altas patentes da mais vil rede de aproveitamento sexual de jovens inconscientes. Se sabe de algum caso, quer como violador, quer como vítima, de abusos sexuais em ranchos folclóricos, não hesite em contactar. Garantimos total privacidade para vítimas (não para predadores), substituindo o seu nome para Mariana e referindo apenas os detalhes sórdidos, assim como a sua localização geográfica, idade e insistência para que não publiquemos nada sobre si.
É hora de acabar com o silêncio. De entre os milhares de bailarinos de folclore, quantos não terão sofrido às mãos de um tocador de concertina? É mais que evidente que a inerente homossexualidade do traje de pescador tem algo a ver com isso, assim como o celibato obrigatório de quem só sabe tocar ferrinhos. Não tenha medo! Acabe com o silêncio! Vamos todos falar da sua vidinha triste, e garantimos que vamos sentir muita, muita pena.
Da abjecção
Não há falta de pessoal que explique isto. Só a falta de juízo.
Alguém sabe explicar como é que a Segurança Social paga pensões a beneficiários a que já custeou o funeral?
Igualdade de género em números
Fica aqui só o registo de que entre 2016 e 2018 a CIG recebeu subsídios públicos no montante de 7.089.504€ para as suas actividades de “formação de públicos estratégicos” e “acções de promoção da igualdade de género”, conforme página oficial da instituição na internet.
direito fundamental da vagina?
Algures pela nossa comunicação social opinativa, a saber, n’ O Observador de ontem, uma senhora que milita numa tendência conservadora do CDS, a Dra. Joana Bento Rodrigues, fez publicar uma prosa sobre um tema, por estes dias tabu, que é «A MULHER».
O texto reflecte uma visão romântica setecentista e oitocentista da coisa, fazendo da dita «MULHER», enquanto conceito francamente abstracto, uma ideia que poderia ter saído das páginas líricas da Nouvelle Heloise de Rousseau, dos arquétipos balzaquianos do La femme de Trente Ans (certamente por acaso, os dois romances com duas «Júlias» como heroínas), ou até do nosso mais honesto Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco, e da sua Teresinha de Albuquerque. Não sendo um modelo que me inspire, até por considerar que não existe um «modelo» de mulher ou de homem, compreendi a posição da senhora, que não me ofendeu, nem incomodou, como não devem incomodar nem ofender as opiniões e convicções alheias, quando expressas com livre convicção. Parece-me até, mais do que o respeito por um «direito», uma questão de educação.
Daí o meu espanto (relativo, confesso) com a algazarra que o texto, ou melhor, as opiniões da referida senhora provocaram na opinião publicada e auto-proclamada «moderna e feminista», que se desmultiplicou, ao longo do dia de hoje, em artigos e artiguinhos a crucificar a autora de tão herética e nefasta prosa. Houvesse Inquisição e fogueiras acesas, a dita Dra. Joana não escaparia a aquecer os pés nos seus carvões incandescentes, neste fim de inverno já de si bastante quente. As nossas «feministas» curriculares não convivem bem com opiniões de que não gostam. Mas deviam ter presente que, mais do que qualquer «direito de género» presumido como fundamental, é o direito universal à liberdade de opinião e de expressão que sempre deve prevalecer. E, já agora, que o facto de se nascer com uma vagina ou com um pénis não pode conceder ou retirar direitos seja a quem for. Prosseguindo por estes tortuosos caminhos, os «direitos de género» transformar-se-ão, se é que não se transformaram já, em novas e intoleráveis homofobias. Cuja primeira consequência será, ao que parece, calar todos quantos se lhes oponham. E isso, sim, é que é o verdadeiro «fascismo» com que as suas defensoras persistentemente adjectivam as opiniões de que não gostam.
É uma espécie de férias
Dada a tendência actual para a corrida pela razão na cor certa para cortinas enquanto o governo, com a preciosa ajuda dos média e dos peões que querem ser promovidos a bispos, deita fogo a isto tudo (é literal: não é à economia, é a isto tudo), decidi fazer uma pausa. Eu nem gosto assim tanto de cenouras para correr atrás delas.

Ver gente adulta a discutir o papel da mulher perturba-me. Ter como opção apoiar gente que apoia quotas, seja para mulheres, seja para homens, seja para carecas é demais para velhos como eu.

Durante uns tempos, dedicar-me-ei, em exclusivo, a comentar coisas belas ou a que isso ambicionam, como filmes, discos e arte erótica.
Sugiro às pessoas que desejam manter a sanidade mental que façam o mesmo. Está a arder e está, não vai apagar, ao menos fica quentinho.
Um esclarecimento necessário
José Manuel Fernandes sentiu necessidade de fazer um esclarecimento que ele próprio diz desnecessário sobre a novela mais bullshit (para não dizer “merda”) do momento.
O resultado desta anestesia colectiva patética é o que a foto abaixo retrata:

Moral da polémica do momento
As mulheres só são livres para escrever, dizer e pensar aquilo que está estabelecido como certo. Fora isso é um escândalo. Era assim no passado e é assim no presente. A única coisa que muda é aquilo que se considera certo ou errado.
As gajas e o fugaz calor de Inverno
A indignação, ou mais propriamente, a coisa do momento, é a luta de senhoras do CDS para determinarem o papel determinado para “a mulher” (mas, na realidade, todas — sublinho o todas) na sociedade em geral, mais ou menos como eu, quando procuro a batata de volume adequado para acompanhar o mui masculino bife grelhado.
Quer um artigo inicial, da Joana Bento Rodrigues, publicado no Observador, quer os artigos de opinião que opiniam sobre a opinião original, culminando (hoje, porque amanhã há mais) no artigo-resposta da Mariana França Gouveia (também no Observador) à opinião original e aos artigos-opinão dos que opinaram sobre a opinião do artigo original, seriam, para a população masculina em geral, mais proveitosos se as palavras tacitamente sacadas a livros de auto-ajuda tivessem sido substituidos por uma luta na lama em biquini. Estou a falar a sério, pelo que, naturalmente, terei que tirar da noção de população masculina aqueles tipos que, sendo homens, procuram estar em contacto íntimo — mental e físico — com o seu lado feminino, como os que escrevem no Expresso, à espera que isso os faça sacar mais gajas (talvez faça: algumas gostam de ver homens a fazer figuras tristes).
Eu é que sou uma mulher a sério.
Bem sei que ambas as senhoras disseram ser bem casadas, com homens muito bons. Não sei onde os arranjaram, mas suspeito que simplesmente não os conhecem assim tão bem, o que me parece positivo, quer para ela, quer para ele. Todos os casamentos têm uma aura de magia, e quem sou eu para a estragar? Mesmo assim, não deixo de pensar que ambas estão a competir pela atenção do leitor da mesma forma que, em tempos passados ou presentes se na casa de jornalistas namoradas de governantes, se exibiam dotes de trato e ancas parideiras em bailes de debutantes.
Não, isso diminui as mulheres. Mulher que é mulher é como eu.
Enquanto uma acha que a maternidade é bué da fixe com electrodomésticos inovadores da General Electric, como uma batedeira mágica azul turquesa que permite fazer apple pie, outra acha que limpar a casa retira tempo ao seu cargo de CEO-CFO-C-qualquer-coisa-O de empreendedora-inovadora-em cluster-estratégico-Quesado em plena integração com a felicidade da maternidade Dodot descartável. Para mim, tanto me faz, desde que possa ver o jogo de futebol em paz.
Essa cerveja não vai sair do frigorífico sozinha.
Isto já sou eu a imaginar ambos os maridos, muito bons, a assistirem a episódios antigos do L Word enquantos elas escreviam os artigos. E, se todos podemos viver na fantasia de que falar “das mulheres” serve para alguma coisa, também eu posso ter as fantasias que quiser.
E então, em que ficamos?
Ficamos como está. Falar sobre o que deve ser a mulher é como falar do tempo. É conversa de circunstância, para se dizer no elevador de forma a ninguém estar calado. Que o medo do silêncio (e sim, vejo a auto-crítica aqui contida) não se amplifique para outras descrições do que devem ser as coisas, como a descrição do caminhar como sendo um pé para a frente seguido do outro um pouquinhio mais à frente ainda.
E então, essa cerveja vem ou não?
Como?
Porquê?
O artigo de Joana Bento Rodrigues, no Observador, continua a dar que falar. As primeiras críticas vieram das feministas com pilinha, figuras a que é dada (e não há coincidências) tempo televisivo até à náusea. Essas pessoas (note-se o meu cuidado em não mencionar o género para não ostracizar seres não binários) surgiram espumando raiva e exalando hálito a gin, num misto de bafo tóxico, embora moderno e progressista, conforme convém. Seguiram-se as feministas com pipi, na sua versão feminazi, que, em geral, não passam de um bando de ressentidas mal-amadas (para não aplicar uma palavra mais brejeira) pouca dadas a opções de vida que não passem de gin ou/e cocaína à discrição, uma espécie de salvo conduto para “orgias in” com porta giratória para a política cortesã de que, aliás, fazem ou querem fazer parte nem que seja à conta de uma lei de quotas. Por último, há críticas justas e equilibradas sobre um artigo globalmente bom, mas que põe o pé em ramo verde aqui e acolá, especialmente quando menciona sem explicar, e assim dando azo a interpretações díspares, o que significa “rectaguarda” ou “casar bem”. De resto, o artigo não é um ensaio, pelo que não se esperariam grandes detalhes. Dada a profusão de cortes truncados e posteriormente espalhados pelas redes sociais, visando a humilhação pública, não resisto a fazer o meu próprio corte a que se segue uma pergunta. Ora, escreve a Joana BR:
“…Pois, embora fazendo parte da natureza da mulher ser esposa e mãe, a “mulher moderna” revela também a necessidade de se completar com um papel social e de cidadania, que vê concretizado no trabalho e, se bem-sucedido, tanto melhor! Gosta de ver reconhecido o seu esforço e mérito profissionais, mas sabe também que poderá ter de fazer escolhas para cumprir com os restantes papéis.
Quantas mulheres estarão dispostas a abdicar da maternidade e de um casamento feliz, em nome de uma carreira de sucesso? Dificilmente poderão estar em pé de igualdade com o homem, que mais facilmente dedica horas extra ao trabalho, abdicando do tempo em Família, em nome da progressão laboral e, está claro, daquilo que é um apelo mais masculino, o do sucesso laboral. É isto discriminação? Não, são escolhas!”
A minha pergunta é: se as mulheres são iguais aos homens perante a lei (e muito bem), se têm acesso a educação em plano de igualdade (aplauso de pé), se são cerca de 50% do mercado de consumidores, então por que motivo criam muito menos empresas do que os homens, preferindo profissões mais seguras? Com tantas condições iguais de partida, seria de esperar que arriscassem mais, no fundo que fossem iguais aos homens, certo? Então por que razão não é assim? Não é por serem burrinhas (de facto, elas são, em média, melhores alunas que eles). Então porquê, meu Deus? Talvez a Joana tenha dado uma pista no corte por mim citado acima. Aliás, deu várias. O problema é descobri-las por debaixo dos vestígios de vómito, droga e ressentimento que os seus detratores plantaram por cima.
À atenção do sindicato dos jornalistas
O que aconteceu a um jornalista durante uma entrevista a Maduro: “El equipo de Univisión ya se encuentra en el hotel. Estuvimos detenidos por más de dos horas dentro del Palacio de Miraflores. Lo que ocurrió fue que teníamos una entrevista con el líder Nicolás Maduro y después de aproximadamente 17 minutos de entrevista, a él no le gustó las cosas que le estábamos preguntando sobre la falta de democracia en Venezuela, sobre la tortura, los presos políticos, sobre la crisis humanitaria que estaba viviendo. Y se levantó de la entrevista después de que le mostrara los videos de unos jóvenes comiendo de un camión de basura e inmediatamente después uno de sus ministros, Jorge Rodríguez, vino a decirnos que la entrevista no estaba autorizada y nos confiscaron todo el equipo. Se quedaron con las cámaras, se quedaron con todo nuestro equipo. Nos quitaron las tarjetas. La entrevista la tienen ellos. Nos quitaron todos los celulares. Te estoy hablando de otro celular que no es el mío. No tenemos nuestro equipo, no tenemos la entrevista y después de eso nos mantuvieron separados durante dos horas y media en el palacio de las Flores interrogándonos, en mi caso y el de la productora María Guzmán, nos metieron en un cuarto de seguridad, apagaron las luces, nos arrancaron los celulares, nos quitaron el backpack con muchas de nuestras cosas personales y acabamos de regresar al hotel”
