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Uma “família” sem vergonha

25 Fevereiro, 2019

Não há mais nenhum caso como o nosso na Europa. Nenhum. Somos manifestamente uma “República familiar” onde quase todos os parentes do PS têm lugar no governo. Uma vergonha que nos coloca ao nível dos países mais corruptos e ditatoriais mas que não envergonha nadinha o PS que usa e abusa do nepotismo para se instalar e perpetuar-se no poder. Isto não é uma democracia. Isto é um “polvo”. Uma “família siciliana”. Um negócio.

Não lembra nem ao diabo ter no mesmo governo a família inteira Vieira da Silva:   pai,  mãe e  filha. Como não lembra ter inúmeros cônjuges, filhos, noras, irmãos e amigos (estes nunca podem faltar). Preparados para a lista extensa? Aqui vai:

  • João Gomes Cravinho, ministro da Defesa, é filho do ex-ministro João Cravinho;
  • António Mendonça Mendes, secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, é irmão de Ana Catarina Mendes, secretária-geral adjunta do PS;
  • Eduardo Cabrita, ministro da Administração Interna, é marido de Ana Paula Vitorino, ministra do Mar;
  • Ana Paula Vitorino, ministra do Mar, escolheu recentemente o advogado Eduardo Paz Ferreira para presidir à comissão que vai renegociar a concessão do terminal de Sines (em cima da mesa: 100 milhões de euros para expansão do terminal);
  • O advogado Eduardo Paz Ferreira é marido da ministra da Justiça, Francisca Van Dunem;
  • Maria Manuel Leitão Marques, que agora deixou o governo, irá ocupar em Junho o cargo de deputada do PS no Parlamento Europeu;
  • Esse cargo já antes foi ocupado pelo seu marido, Vital Moreira;
  • A mulher do eurodeputado Carlos Zorrinho, Rosa Matos Zorrinho, deixou de ser secretária de Estado da Saúde, mas foi, entretanto, nomeada para presidir ao conselho de administração do Centro Hospitalar Lisboa Central;
  • Guilherme Waldemar d’Oliveira Martins, filho do ex-ministro Guilherme d’Oliveira Martins, também deixou agora de ser secretário de Estado das Infraestruturas, após António Costa ter nomeado para ministro do Planeamento o seu amigo Nelson de Souza;
  • Nelson de Souza vai juntar-se no governo ao grande amigo Pedro Siza Vieira, ministro-adjunto;
  • Há ainda outro grande amigo, Diogo Lacerda Machado, que nunca quis ir para o governo, mas foi ajudando bastante, até acabar administrador da TAP. (Fonte Crónica Miguel João Tavares).

Calma que ainda não acabou:

  •  Pedro Nuno Santos é casado com Ana Catarina Gamboa, também ela com um passado de dirigente da JS e mais recentemente assessora do amigo e ex-vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Duarte Cordeiro;
  •  A mulher de Duarte Cordeiro, Susana Ramos, foi directora do departamento social da autarquia da capital, mas em Março de 2017 foi escolhida para coordenar um organismo criado pelo governo nessa mesma data;
  • O ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, trabalhou com a mulher no próprio Ministério. Isabel Marrana foi chefe de Gabinete de uma das secretarias de estado, até ter pedido a demissão há 6 meses;
  • No gabinete do primeiro-ministro, está Patrícia Melo e Castro como assessora, cunhada de Ana Catarina Mendes, a número dois de António Costa no partido, que por sua vez, é irmã do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes;
  • No Ministério dos Negócios Estrangeiros encontramos Francisco, como Técnico Especialista desde 2015. E numa empresa da Defesa Nacional, vemos o irmão mais novo, João Maria, como assessor. (Fonte RTP Notícias)

Espere não se vá já embora. Agora vem a família de César:

  • São cinco: além do líder parlamentar socialista, Carlos César, há outros quatro “césares” na administração pública e em cargos públicos;
  • a mulher foi nomeada pelo Governo regional;
  • o filho foi eleito pelo PS regional;
  • a nora nomeada por uma secretária do governo regional;
  • o irmão escolhido pelo ex-ministro da Cultura do actual Governo. (Fonte Sábado)

Está já cansado? Resista mais um bocado. Em Elvas, um concelho liderado pelo PS, a RTP denunciou recentemente o autarca Nuno Mocinha que abriu um mega-concurso público  onde colocou 27  familiares seus. (Fonte RTP Notícias)

O que é que isto nos diz sobre nosso país? Exactamente aquilo que não queremos ouvir nem admitir: que somos culturalmente uma desgraça, sem princípios, sem valores, sem ética e que a “cunha” e “amiguismo” está no nosso ADN. Uns mais, outros menos. Mas é um facto. Se auditássemos o país  todo tenho a certeza que ficaríamos anos de boca aberta sem a conseguir fechar de tantos “negócios familiares” que encontraríamos no poder público. Esta é a nossa triste realidade que faz de nós um país pobre e mal governado.

Perante tamanha evidência esperava-se que o Presidente da República puxasse as orelhas aos meninos mal comportados ao invés de afirmar vergonhosamente que este governo “tem laços familiares por mérito próprio”. Se já a situação em si nos deixa manchados junto da opinião internacional, o Presidente legitimou a nossa tradição de “chico-espertice”  ao apoia-la. Que tristeza.

É preciso urgentemente pôr um ponto final nisto e tal como na França (e muito bem), proibir estas práticas. O Governo não é o Centro de Emprego para gente inútil  que nunca trabalhou na vida e que mais não tem no currículo que cursos superiores, mestrados  e doutoramentos (alguns feitos aos domingos) com experiência zero fora da vida política, que nunca se submeteu sequer  a uma entrevista de trabalho ou concurso.  Exige-se que quem exerça cargos públicos seja efectivamente competente e com um percurso profissional de pelo menos de 11 anos fora da bolha política. Porque é no terreno que se formam bons profissionais. E só bons profissionais formam bons governantes.

 

 

E da Venezuela falaram?

25 Fevereiro, 2019

Alguém sabe quantas declarações de solidariedade com o povo venezuelano foram feitas na noite dos Oscares?

Futura Primeira-ministra

24 Fevereiro, 2019

Assunção Cristas diz que está preparada para ser Primeira-ministra.

Assunção-Cristas

Neste caso não me interessam as questões político-partidárias que esta afirmação encerra. Vou por um instante dar de barato que assim possa acontecer.

Havendo com certeza diversas tendências dentro desta agremiação, para o exterior diria que o CDS é visto em geral como um partido conservador nos costumes e liberal nas questões económicas.

É curioso porém notar dois exemplos recentes que parecem evidenciar precisamente o contrário: a sua presidente cede à agenda progressista da esquerda votando a favor da chamada lei da paridade de género; e o partido abstém-se na neo-fascita regulamentação que concede ao fisco acesso automático a saldos de contas bancárias acima de 50 mil euros.

A falta de uma visão liberal da economia fica também patente no facto de na curta entrevista que deu ao jornal espanhol, Assunção Cristas exemplificar uma política prioritária para si de intervenção estatal no mercado, a de “impulsionar as exportações”.

Já a isso tinha eu aludido aqui, adjectivando tal coisa como socialismo do CDS. Sei que é tema recorrente meu e que não tenho tido qualquer eficácia visível na propagação da bondade dos meus argumentos, mas preferiria um futuro primeiro-ministro com o objectivo central de  criar as condições para os indivíduos terem maior capacidade para importar.

*

 

Regime de castas

24 Fevereiro, 2019

Estado deverá escapar a multas por violação de dados pessoais. Excepção deverá ser válida por três anos.

O cartão de cidadão sem género

24 Fevereiro, 2019

A 21 de Fevereiro, de manhã, a secretária de Estado da Justiça Anabela Pedroso declara à TSF: “Nós retiramos na nova versão de cartão de cidadão o género, há países que vão manter o género, Portugal não vai manter. É facultativo.” Horas depois a mesma secretária de Estado da Justiça Anabela Pedroso declarava à mesma TSF: “É um lapso meu.”

As coisas de plástico, como o governo

24 Fevereiro, 2019

A perseguição a cotonetes, palhinhas, talheres e garrafas de plástico que esta seita esotérica de brochellas propaga, feita Igreja Universal do Reino de Deus da pantomina azeites para quem precisa de acreditar que não passa de irrelevante bolor no grande esquema das coisas, tem seguidores dedicados em Portugal, zás, toma lá que até andas de lado. O governo, sempre pronto a apontar ao olho do contribuinte a sua gigantesca piroca fiscal, já anunciou o orgasmo de banir garrafas de plástico antes de sabe-se lá quando (o tempo não funciona da mesma maneira para javardos), isto porque não são biodegradáveis e podem até poluir o próximo incêndio de Pedrógão ou da rata ministeriável da mãe de ministra filha de ministro. Vibradores só de madeira à antiga. Silicone só nas mamas.

Uma garrafa de água do Pingo Doce, a rede de supermercados que organiza conferências para bimbas exigirem que alguém baixe as cuecas em entrevistas para assegurar que o número de pixotas e de conitas dos funcionários é igual – que é para poderem todos pinar ao mesmo tempo na empresa – custa dez ou doze cêntimos. Estou ansioso para ver as embalagens sem plástico e o seu preço: sugiro garrafas de papel ou de madeira (as árvores são sobrevalorizadas, o pior em Pedrógão, além de uns eventuais eleitores, foram as garrafas de plástico que poluíam o incêndio). Se optarem pelo vidro, que é altamente biodegradável, podeis deixar a garrafa vazia na praia, de preferência na praia onde ministros vão gerar em ministeriável útero uma ministeriável cria. Ou atirar com elas à mona destes ministros, que de gente só têm mesmo a oportunidade perdida de terem sido abortados pelas heróicas mães.

Se é para banir o plástico, não podemos começar pelo governo?

Sem jeito para vendedor

23 Fevereiro, 2019

Buy this album if you’ve gotta lotta money or don’t care much what you blow your wad on, but don’t pass up any of the really cosmic stuff like the Stooges for it or the shadow of Blind Lemon Jefferson will come and blow his nose on your brow every night.

—Lester Bangs in Rolling Stone, Março de 1973 (sobre o álbum The New Age dos Canned Heat).

Às vezes, dou comigo a pensar naquele momento em que a revista Rolling Stone prescindiu da colaboração do crítico gonzo Lester Bangs em 1973 pela crítica negativa do album The New Age, o nono da carreira dos Canned Heat. Na mesma edição, uma crítica positiva ao Hot August Nights de Neil Diamond rezava assim:

Attending the release of this sluice of ultimorgasmic sounds from Meister D. is some of the grooviest garnish this side of a Melanie presskit. Here on the very front cover is Neil in full flight, working it on out and what is he doing? Pretending to jerk off, that’s what. He’s pantomiming whanging his clanger, and from the look on his face I’d say he’s about to shoot off, and the only bogus part is that he’d like everybody out there to think it’s 13 inches long. It’s truly a pic to post in your den or rec room for years to come, no matter what some o’ them psychedelic schmucks with their Hawkwind nightshade garlands might think; you don’t even need a black light, and it’s great to spill beer on or throw your girlfriend up against in the party’s latter leagues

—Lester Bangs in Rolling Stone, Março de 1973 (sobre o álbum Hot August Nights de Neil Diamond).

Sobre o assunto, na última entrevista antes de morrer, à pergunta se a rejeição o fez mudar de opinião sobre a revista Rolling Stone, Bangs respondeu:

No. I knew it was a piece of shit. The reviews I did for them really stuck out like sore thumbs. And I never did get along with Jann, because he really likes the suck-up type of writing. He doesn’t like people that are stylists unless it’s somebody he wants to suck up to himself, like Norman Mailer or Truman Capote or someone like that. (…)

—A Final Chat With Lester Bangs

Às vezes dou comigo a pensar nisto. O que é um blog? Qual é o nosso papel? Somos políticos? Somos cronistas? Estamos aqui para vender o disco de alguém ou estamos aqui para dizermos, com o nosso próprio estilo, o que nos apetece sobre um assunto? Eu sou deste último tipo. Dizemos o que queremos, mesmo que seja mal de um disco que o nosso editor quer que venda, e, quando deixarmos de fazer sentido, levamos o nosso estilo gonzo para outro lado qualquer.

Gostei da escolha do Ricardo Arroja para cabeça de lista às eleições europeias pela Iniciativa Liberal. Só não tenciono votar em nenhum dos partidos para essas eleições.

Um país só de doutores

22 Fevereiro, 2019

Queremos ser um país de crescimento,  estar na vanguarda europeia mas somos pobres de espírito. Cultivamos uma sociedade de doutores onde ter um “canudo” é das coisas  mais primordiais na vida. Dos pais às escolas, passando depois pelos empresários e terminando na sociedade em geral, ser bem sucedido é vestir fato “à pinguim”  atrás de uma secretária com um cadeirão a condizer, de preferência num cargo de chefia  qualquer seja do Estado ou privado,  mesmo que não tenha qualquer competência para a função. Mesmo que para completar o curso universitário tenha andando anos a fio a arrastar-se pela universidade. Em Portugal  é preciso parecer, mais  do que ser, para que todos aplaudam seu “sucesso”.

É por isso que por cá  tropeçamos em doutores. Não importa se esses “canudos” foram obtidos com médias negativas, se são de cursos inúteis ou para áreas saturadas de profissionais. Importa sim é que todos os jovens cheguem às universidades mesmo os que não têm qualquer aptidão para tal. Baixam-se as médias, baixa-se o nível de exigência curricular  para que seja garantido o acesso a qualquer custo.

Porém, uma sociedade eficiente e altamente produtiva quer-se diversificada profissionalmente com elevado grau de formação em todas as áreas. As apostas não podem ser só num segmento. Não podem ser só  para os cursos de nível superior. Mas num país com uma cultura pobre que acha que ser doutor é que é sucesso e onde se promove o maior número de doutores por m2, só podia dar o resultado que deu: doutores aos pontapés,  ignorantes e no desemprego.

Estive um mês na Alemanha e percebi o fosso que nos separa daquela civilização. Constatei porque são uma economia forte e nós uns pelintras. É que culturalmente estamos a léguas de perceber que a escola tem de oferecer diversas alternativas e que dar igualdade de oportunidades não é forçar todos os jovens a seguir numa mesma direcção. A escola tem de formar todo o tipo de indivíduos consoante as suas aptidões e sobretudo motivações. Não é verdade que todos sonham com um curso superior. Não é verdade que todos querem ser CEO de multinacionais. Não é verdade de todo.

Na Alemanha e Canadá, duas realidades que conheço, aposta-se fortemente nas vias profissionalizantes que consideram tão importantes como a via universitária. Por isso mais de metade dos alemães, por exemplo,  recebe formação para serrem electricistas, chefes de cozinha, carpinteiros, soldadores e tantas outras profissões que são muito bem remuneradas. Resultado? A Alemanha possui umas das menores taxas de desemprego e é um país de referência nas vias profissionalizantes possuindo um dos sistemas mais bem estruturados do mundo. Estes empregos são altamente respeitados e valorizados por toda a sociedade. Sabia?

Mas há mais: na Alemanha mais do que o grau académico, importa a experiência e “know-how”. Por isso, é vulgar ver gente sem curso superior a obter lugares técnicos nas empresas, altamente remunerados acima da média, bem como pessoas com mais de 50 anos a serem admitidas pela sua experiência. Aqui valoriza-se as pessoas e não os “canudos”.  Ah! E os empresários? Esses vestem  ténis e calça de ganga e deslocam-se para o trabalho  em bicicletas ou transportes públicos e não usam “títulos”. Não se distinguem dos trabalhadores porque se consideram parte da equipa e não “patrões”. Percebem a diferença cultural?

E nós? Bem, a cada governo que passa destruímos cada vez mais o futuro profissional dos nossos jovens ao criar apenas uma única via –  a universitária –  removendo todos os obstáculos para lá chegar, goste-se ou não de estudar. Contrata-se depois só jovens até aos 39 anos (estes últimos já com alguma sorte)  para depois nos queixarmos que há pouca gente para profissões intermédias. Na verdade somos aquela triste sociedade que desvaloriza por completo o canalizador, o electricista, a senhora da limpeza até ao momento em que  precisa de um destes profissionais e não consegue.

Para alcançarmos uma economia pujante não basta políticas de incentivo ao investimento é preciso também mudar toda uma mentalidade centrada exclusivamente  na produção  de doutores que não investe na formação profissional, não valoriza a experiência das pessoas e por isso não descola de crescimentos económicos anémicos e desemprego elevado.

A bem da Nação (europeia)

22 Fevereiro, 2019

De acordo com a sua Representação em Portugal, a Comissão Europeia defende o policiamento da internet para garantir a sua integridade.

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A ideia não é nova. O artigo 20.º da Constituição Política da República Portuguesa de 1933 (mais tarde artigo 22.º, n.º 1) já previa algo muito semelhante, com os resultados que se conhecem.
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E aquelas armas que se disparam sozinhas têm licença ou não?

22 Fevereiro, 2019

Zero novas licenças de armas para defesa pessoal em 2018 Não houve novas autorizações nem para revólveres nem pistolas. Entre as licenças já existentes, 190 foram renovadas, o menor número de sempre.

NESTES CASOS AS ARMAS ESTAVAM LICENCIADAS?

Duas famílias desentenderam-se e entraram em tiroteio ao final da noite de segunda-feira no bairro Alfredo Bensaúde, em Lisboa. Da troca de dezenas de tiros, demonstrada pelo vídeo a que a CMTV teve acesso, não resultaram feridos

Três feridos em troca de tiros na zona das Olaias em Lisboa

agressões físicas e verbais, assaltos, esfaqueamentos e tiroteios à noite, junto à estação da CP de Queluz-Belas, marcaram uma semana insegura

A ministra da Cultura sabe mesmo o que diz?

21 Fevereiro, 2019

«A ministra da Cultura citou estudos de agências noticiosas segundo os quais cerca de dois terços das pessoas acedem a notícias através de plataformas agregadoras de conteúdos e apenas 32% sabe a origem da informação que leu. Hoje em dia, a maioria das notícias, frisou, não é determinada pelo leitor, mas por um algoritmo que seleciona o que o leitor potencialmente gostaria de ler. Isto muda radicalmente a forma como a comunicação social se organiza e como consumimos conteúdos e temos acesso a notícias”»

A senhora ministra já ouviu falar de editores? Digamos que um editor é a pessoa que “seleciona o que o leitor potencialmente gostaria de ler.”  

O que quer dizer a ministra com os leitores determinarem as notícias? E como faziam isso? Escreviam-nas eles? A ministra da Cultura sabe mesmo o que diz?

Mas custa a quem?

21 Fevereiro, 2019

Título reportagem TVI: “Porquê pagar 600 euros a um privado para um exame que custa 8 euros no público”

Igualdade de género

21 Fevereiro, 2019

 

Navratilova

Curiosa a recente notícia de que uma organização de activistas LGBT baniu Martina Navratilova dos seus orgãos consultivos pelo facto de a ex-tenista ter referido que a permissão de atletas transgénero em competições desportivas é “batota” e “injusto”, uma vez que têm vantagens físicas e biológicas sobre concorrentes.

Martina, ela própria lésbica, afirmou que jamais aceitaria jogar contra um transgénero.

A checa de nascença e naturalizada norte-america foi imediatamente apelidada de “transfóbica” e acusada de se basear num falso entendimento da ciência e de ajudar a perpectuar perigosos mitos que usam leis discriminatórias contra pessoas transgénero. Atribuiram ainda a Navratilova um discurso de ódio e de violência desproporcionada.

É nisto que estamos.

 

Um buraco como outro qualquer

20 Fevereiro, 2019

O que me fez aborrecer com o liberalismo português foi a necessidade dos protagonistas optarem pela confortável visão de que o Homem encerra em si mesmo a génese da Justiça, crendo que, através de ferramentas como a democracia, é conferida ao mortal a autoridade sobre os princípios éticos da sociedade. Não é mais que um problema filosófico e, ao mesmo tempo, é o único problema filosófico que explica a dissonância entre um país cristão e a sua apetência pelo socialismo.

A César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.

Se a autoridade advém da equiparação a legitimidade para a exercer, então tanto faz que alguém creia no liberalismo como no socialismo, ambas as ideologias tornadas em fracas religiões. A liberdade só ascende a valor absoluto — e com ela a inviolabilidade da propriedade — se o Livre Arbítrio se conjugar com a propriedade do próprio Homem não lhe pertencer. No momento em que o Homem não é propriedade de nada ou ninguém, como pode o Homem possuir algo se não por atribuição do próprio Homem? Locke resolveu o problema atribuindo a propriedade do Homem a Deus; Rousseau optou por atribuir a propriedade do Homem à serpente do Éden num gesto que meramente substitui uma dentada numa maçã por hubris.

Se a propriedade são coisas, porque legislamos sobre pessoas?

Deviam os liberais portugueses ser crentes? Não necessariamente. Contudo, sem a dúvida que angustia crentes e sem a indiferença à dúvida que apazigua agnósticos, serão só vítimas da certeza jacobina plena de hubris por serem tão socialistas como os outros.

As pernas dos banqueiros mantêm-se em repouso

20 Fevereiro, 2019

Pedidos de ajuda de famílias muito endividadas agravaram-se em 2018

Percentagem de rendimento disponível para pagar custos dos empréstimos subiu para 80% em 2018, quando deveria limitar-se a 35%. Primeiros dados de 2019 são “muito preocupantes”, envolvendo créditos recentes.

Bel’Miró apresenta: “A vida dá muitas voltas”

19 Fevereiro, 2019

Vamos ao que interessa

19 Fevereiro, 2019

Quanto tempo é necessário para que Marcelo desate a cantar

Eu parti o telemóvel
A tentar ligar para o céu
Pra saber se eu mato a saudade
Ou quem morre sou eu

(…)

à rasca

18 Fevereiro, 2019
by

1085975Já se percebeu que o governo de Costa está à rasca com as contas públicas e que o «milagre» português das cativações está a atingir patamares perigosos para anos eleitorais. Assim, nada como acenar com um relatório internacional, no caso da OCDE, que recomenda o aumento do IVA da restauração e do imposto sobre o gasóleo, que são «baixíssimos», como todos sabemos. Tudo isto em nome da «justiça social», claro, e das preocupações «ambientais», para as quais o preclaro ministro da tutela já nos tinha, há dias, alertado. Cortar custos estruturais do estado, que, aliás, têm vindo a aumentar perigosamente, e baixar impostos é que nem lhes passa pela cabeça. Isso são coisas de que a próxima troika poderá cuidar.

“História” concisa, aproximada e descontraída de Portugal

18 Fevereiro, 2019

Por razões que não poderia prever quando iniciei esta série (boas e agradáveis razões, contudo), terei de a suspender por uns meses. O tempo não estica, mas prometo regressar.

 

Não, não pode ser fake

18 Fevereiro, 2019

O Polígrafo veio provar a falsidade de vá rias notícias sobre Guterres: António Guterres alvo de notícias falsas em série Creio contudo que o Polígrafo não analisou bem. A notícia que dizem falsa sobre a morte de Guterres não pode ser falsa. Ou então é apenas um bocadinho falsa: Guterres pode não ter morrido mas está pelo menos criogenizado à espera que a crise da Venezuela passe.

Uma sugestão para a página de agit-prop da Lusa

18 Fevereiro, 2019

Tendo em conta a fraca produtividade da página da Lusa dedicada às fake news venho sugerir que se dediquem ao caso Claas Relotius. Vem tudo contadinho no querido El País E já foi contado em Portugal pelo PÚBLICO. Não sei  é se esta fake news interessa à Lusa.  Mas esse já é outro assunto.

A mulher de César

17 Fevereiro, 2019

Ao longo da sua vida profissional Nelson de Souza tem alternado entre a posição de decisor sobre quais os montantes e a que entidades atribuir subsídios comunitários e a de dirigente das entidades beneficiárias desses fundos, conforme se poderá verificar pela consulta do curriculum abaixo transcrito.

É o equivalente a um ministro das obras públicas sair do Governo e ir trabalhar directamente para uma das maiores empresas de construção de empreitadas adjudicadas pelo Estado.

Curioso será assistir à forma como o futuro ministro se envolverá no processo da já prometida expansão da FIL para acolher a Websummit, situação que fará a síntese completa de todos os potenciais conflitos de interesses entre as entidades pelas quais passou: Governo-Fundos Comunitários-Câmara Municipal de Lisboa-Associação Industrial Portuguesa.

À mulher de César faltava qualquer coisa.

A Nélson também…

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  • (Nov 2015 – Fev 2019) – Secretário de Estado do Desenvolvimento e Coesão;
  • (Fev 2014- Nov 2015) – Diretor Municipal de Finanças na CML – Câmara Municipal de Lisboa;
  • (Nov 2013-Fev 2014) – Assessor do Vice Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
  • (Fev 2012- Nov 2013) – Diretor Geral na Associação Industrial Portuguesa;
  • (Julho 2007- Fev 2012) – Gestor do programa COMPETE/QREN
  • (2005-2007) – Gestor do PRIME – Programa de Incentivos à Modernização da Economia;
  • (2002-2005) – Membro da Comissão Executiva da Associação Industrial Portuguesa;
  • (2001-2002) – Presidente da Comissão Executiva do Movimento Têxtil e do Vestuário;
  • (2000-2001) – Secretário de Estado das Pequenas e Médias Empresas, do Comércio e dos Serviços do XIV Governo Constitucional;
  • (1996-2000) – Administrador do IAPMEI, com responsabilidades nos programas POE, PEDIP II e IMIT;
  • (1995-1996) – Chefe de Gabinete do Ministro da Economia do XIII Governo Constitucional;
  • (1977 – 1995) – Subdirector-geral na Direcção-Geral da Indústria, onde foi responsável dos primeiros programas de apoio à indústria – “Missões de
    Produtividade” do PEDIP I, PRISMA e RETEX

 

 

Enquanto andamos tão inteligentemente a discutir o liberalismo mais o conservadorismo e sei lá mais o quê…

17 Fevereiro, 2019

o governo do país torna-se um assunto de família e em família. Muito significativamente a relação de parentesco  da nova ministra é omitida. Vão dizer que não é relevante? Por sinal acho que sim, que é. Por outro lado recordo muito bem as críticas a outras remodelações: os nomes escolhidos mostravam que o líder já não conseguia renovar, eram sempre os mesmos, não se ia buscar gente de fora, os assessores passarem para o governo era sinal de decadência…

liberalismo, desconcentração e descentralização

17 Fevereiro, 2019
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Embora compreenda as intenções – certamente as melhores! – não me parece que um programa político que se centre em exigências da desconcentração e descentralização da soberania deva ser o cerne de um programa liberal. Quer a primeira quer a segunda são simples técnicas de repartição de competências e funções soberanas, obedecendo, a primeira, a pressupostos de eficácia do aparelho de estado, ao passo que a segunda acredita que o poder exercido na proximidade dos seus destinatários é mais compreensivo e humanizado (subsidiaridade). Todavia, no essencial, permanece o problema que deve apoquentar os liberais: o poder do estado, as funções que exerce e as competências que detém, não só se mantém incólume, como é até ampliado, por ser melhor administrado.

Um programa liberal não deve, por isso, assentar em tornar o estado mais eficaz, mas em reduzir os seus poderes e competências. Precisamente o inverso daquilo a que conduzem a desconcentração e a descentralização.

A coisa

17 Fevereiro, 2019

A coisa descreve-se com facilidade: 23 andares, cada um com 14 apartamentos. Este é um dos edifícios que a CML se propõe construir em Benfica ao abrigo do Programa Renda Acessível. Com o arrendamento transformado na terra da intervenção socialista programas não faltam: ele é o o recente Direito Real de Habitação Duradoura e o fantástico Programa Chave na Mão, Este último vale a pena ser detalhado:  destina-se aos proprietários de casas em Lisboa ou Porto que queiram ir viver para o interior. De caminho, entregam a sua casa ao Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) para que este proceda ao seu arrendamento a custos acessíveis. Alguém sabe quantos foram até agora os portugueses, dignos sucessores dos Gamas e dos Cabrais de antanho, no que ao espírito aventureiro respeita, que arriscaram tal empreendimento?

para que serve o liberalismo?

17 Fevereiro, 2019
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imagesO que é o liberalismo, uma teoria do estado e do governo ou uma teoria sobre o governo e o estado? Um programa de acção política para conquistar o poder e, uma vez lá, transformar a sociedade e o estado com «políticas liberais», ou um conjunto articulado de pressupostos e ideias que, sendo bem assimiladas pelas pessoas no tecido social, impedem que o estado e os governos façam delas o que lhes apetecer? Por mim, não hesito pela segunda hipótese: o liberalismo não é uma ideologia política que sirva para conquistar o poder soberano e criar um estado virtuoso e um governo de sábios imunes ao fascínio da política e do poder, mas uma filosofia que explica às pessoas que elas terão mais vantagem em fazerem-se à vida, em vez de ficarem à espera de um governo que, com mais ou menos «liberalismo», cuide da vida delas.

É por isso que nunca acreditei em partidos liberais, embora sempre me tenha parecido importante que existam liberais em todos, ou quase todos, os partidos e até mesmo que grupos de pessoas que se consideram liberais se estruturem partidariamente. As ideias podem influenciar, a montante e a jusante, quem esteja disposto a fazer um esforço de compreensão, e é obviamente melhor que muitos liberais possam chegar ao governo e influenciá-lo, ainda que dificilmente se mantenham liberais, por muito tempo, a determinar o sentido da vida dos outros. Por isso, há que não perder de vista que um partido será sempre um meio de conquista e de conservação do poder público, repito e sublinho, do poder público, para com ele tomar decisões soberanas, isto é, dotadas de ius imperii, enquanto que o liberalismo serve exactamente para que as pessoas ditas comuns se possam precaver desse tipo de poderes.

Dizendo isto, e distinguindo o que, na Iniciativa Liberal, há de genuíno e autêntico das naturais pequenas e grandes ambições que sempre existem por estes meios, reconheço como meritório o trabalho que o Carlos Guimarães Pinto por lá tem feito, não excluindo, até mesmo, o voto nessa simpática agremiação, convencido, como estou, de que o que a poderá salvar é que nunca chegará às proximidades da verdadeira soberania. Se se ficar à porta e for capaz de manter um discurso inteligente, poderá ser influente sem ser mal influenciada, cumprindo, desse modo, a sua missão. Se se levar demasiadamente a sério, como partido um partido detentor de um projecto salvífico de Portugal, estará o caldo entornado.

Já se reformavam as ideias permanentes de reforma

16 Fevereiro, 2019

Foi com supresa que li a notícia n’O Observador de que “a Iniciativa Liberal quer ex-Primeiro-Ministro da Estónia a pensar a reforma do estado português”. Em primeiro lugar, porque não falta gente a pensar a reforma do estado português: estou até em crer que, se há uma característica única que define “o português”, é essa maravilhosa capacidade de pensar o país, o estado e o regime entre uns copos de vinho e uma dentada na carne apensa a uma costelinha assada; em segundo, porque com tanta gente a pensar o estado português em Portugal sem qualquer faísca, não há-de ser um individuo nascido na ex-URSS que vai conseguir pensar porque passam os portugueses tanto tempo a pensar “na reforma do estado português”. Pista: é porque sim.

A expressão “reforma do estado português” tem um de dois significados: ou somos ingénuos ao ponto de acharmos que estamos mesmo a acreditar que podemos reformar o estado português — e aí significa “somos ingénuos”; ou, a mais comum, “vamos fingir que estamos aqui a fazer alguma coisa sabendo que não estamos”, porque, naturalmente, nem o regime é reformável, pelo que muito menos será o bicho monstruoso que é a administração pública. Quando procuramos um desígnio para o país, convém termos consciência que o país já tem um desígnio primordial: continuar a existir para manter a administração pública. A nação é essa mesmo: o que quer que tenha que existir para manter a máquina pública a funcionar. Esquerda, direita, centro, em cima ou em baixo é tudo a mesma coisa: maestros que conduzam a administração pública até à paragem seguinte.

A Iniciativa Liberal só tem uma mensagem possível sem se arriscar a nadar em águas profundas onde não tem pé: vocês, os portugueses, vós pagais impostos demasiado altos para manter um número crescente de pançudos. Tudo o que sejam ideias além desta é admitir que os pançudos seguintes podemos ser nós.

E esta violência é de quê?

14 Fevereiro, 2019

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Mulher estrangulada em roubo a pastelaria Assaltantes com pistola e martelo aplicaram golpe de ‘mata leão’ que deixou funcionária inanimada. Caso ocorreu em Santa Maria da Feira.

Simbolismo da opressão

14 Fevereiro, 2019

14 de Fevereiro, dia da sopeira

14 Fevereiro, 2019

Hoje é quinta-feira. Para muita gente, também é o “dia dos namorados”. Não me incomoda que seja dia dos namorados: se fosse uma daquelas patas chocas feministas poderia estar indignado, mas como isto não é sobre mim, não tendes nada a ver com o meu gosto ou repúdio por dias convencionados para celebrar seja o que for. Contudo, também é dia para pessoas, que na ausência do vil heteropatriarcado nasceriam sopeiras — o que, admito, seria de elementar justiça social — e assim nasceram urbanas com coração sangrento por ideias românticas da pastoral vida no bairro social, se indignarem com o crescimento da violência doméstica.

De verdade, existem pessoas que acham mesmo que a violência doméstica está a aumentar, que é mais difícil ser mulher em Portugal hoje do que uma negra sentar-se nos lugares para brancos nos autocarros do Alabama nos anos cinquenta. Vai daí, organizam simpósios, escrevem artigos, deambulam entre saladas de gin e procuram um lugar ao sol no nicho do protagonismo grotesco da reivindicação ao direito de serem reconhecidas como elementos incasaláveis da sociedade (um direito que lhes reconheço sem artifícios de culpa).

É verdade que há violência doméstica. Também é verdade que é bastante nojenta. Contudo, e dando de barato que é esmagadoramente mais prevalente a violência de homens sobre as mulheres, convém recordar que os homens, mesmo os abusadores, antes de serem maridos de mulheres, foram filhos de uma mãe (a não ser que o argumento do “machista” seja uma crítica encapotada à adopção gay). E, antes que me venham com o argumento de que também são filhos de um pai, eventualmente também abusador, lembro que se é para atribuir herditariedade a comportamentos violentos, não se poderá descartar que argumentos de feminismo azeiteiro também o sejam.

Eu não disse que sem o vil heteropatriarcado uma feminista seria só uma sopeira? Se é para combater a violência doméstica, combata-se o sopeirismo.

E para ser assim é melhor que vão lá fora tratar do lixo

14 Fevereiro, 2019

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Portugal precisa de pelo menos cinco gerações para os homens partilharem as tarefas domésticas em igualdade com as mulheres, que, na maioria, assumem, num estudo revelado esta terça-feira, estar sempre ou quase sempre “cansadas”. – escreve-se no Observador ilustrando o caso com esta foto de dois homens pendurando roupa de homem.
Felizmente que daqui a cinco gerações já não estou cá!

Qual seria o resultado destes estudos nos anos 60 ou 70?

13 Fevereiro, 2019

Mais de metade dos jovens já sofreram violência no namoro em Portugal
Mais de um terço dos 2683 universitários inquiridos num estudo sobre violência no namoro em contexto universitário assumiram ter exercido pelo menos uma vez violência sobre o outro.

Um dia na vida de Marcelo, o grande entretedor

13 Fevereiro, 2019

Na sexta-feira passa pelas escolas em greve e faz selfies com os pais que não têm onde deixar os filhos. Depois vai jogar ao “Apanhar a cápsula da bala” no Bairro Bensaúde. Em seguida dá um saltinho ao Hospital da Luz para distribuir afectos entre os beneficiários da ADSE. Pára para almoçar e avisa : “Quem pagar com cartão de crédito tem direito a beijinho”
Da parte da tarde senta-se numa paragem de autocarro e faz selfies com quem espera por autocarros que foram cortados para ir saber se a tal cirurgia foi ou não adiada… No fim do dia faz declarações sobre a importância para a democracia da continuação da Quadratura do Círculo.

O título correcto será “Beneficiários da ADSE e doutros sistemas de acesso restrito querem ser os únicos a usufruir via SNS da gestão privada dos serviços de saúde”

13 Fevereiro, 2019

Mais de cem personalidades apelam ao fim das PPP na Saúde
O apelo que deixam é claro: que não seja possível a gestão de hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) por privados e propõem uma formulação para a lei que vier a ser aprovada, a de que “a gestão dos estabelecimentos públicos de prestação de cuidados de saúde seja exclusivamente pública”.

Epifanismos

12 Fevereiro, 2019

Depois de uma cruzada contra esses elementos que por aí andam com a mania que são liberais mas que na realidade já foram vistos numa missa e não querem converter toda a padralhada ao cientismo do eu instagrámico, eis que o pináculo do liberalismo vanguardista decide coligar-se com um monopartido baseado em mandar esses gajos de turbante todos daqui para fora.

Algumas hão-de cair ao chão. É pena.

E isto que tipo de violência será? Doméstica? De género? Supremacista?

12 Fevereiro, 2019

Duas famílias desentenderam-se e entraram em tiroteio ao final da noite de segunda-feira no bairro Alfredo Bensaúde, em Lisboa.
PORTANTO AMBAS AS FAMÍLIAS ARMAS? É UMA ESPÉCIE DE TRADIÇÃO?

Da troca de dezenas de tiros, demonstrada pelo vídeo a que a CMTV teve acesso, não resultaram feridos. A PSP foi alertada às 23h59 e mobilizou para o local um carro patrulha e duas Equipas de Intervenção Rápida. O bairro foi cercado mas ninguém foi detido uma vez que não houve flagrante. Os agentes localizaram no chão e recolheram para análise vários invólucros de munições.
PORTANTO A POLÍCIA FAZ UMA ESPÉCIE DE SERVIÇO DE LIMPEZA?

Segundo apurou o CM junto de fonte policial, os moradores que assistiram ao tiroteio não quiseram explicar as circunstâncias nem apontar os intervenientes, pelo que ninguém foi identificado.
DEVEM SER PESSOAS QUE NÃO GOSTAM DE FALAR DA VIDA ALHEIA

E portanto o seu querer é qb?

12 Fevereiro, 2019

Autarcas querem avançar com a regionalização

As geringonças só podem ser à esquerda?

12 Fevereiro, 2019

A juntar às fake news a esquerda portuguesa tem agora um novo factor de indignação: o facto de a direita espanhola ter comparecido unida numa manifestação contra o governo espanhol do socialista Sanchez. De caminho fazem do VOX um partido radical coisa que está longe de ser mas mesmo que fosse é preciso ter em conta que o senhor Sanchez só governa com o apoio da extrema-esquerda.
Por outro lado é extraordinário que esqueçam que por cá António Costa é incensado pq não recusou apoios à esquerda. Foi o derrubar do muro não foi? A sério que acreditavam que as geringonças só iam acontecer à esquerda?

do falso descentralismo como roubo centralista

11 Fevereiro, 2019

Através do tweetter, o Pedro Bragança @pfbraganca desenvolveu uma thread (série de tweets) sobre a chamada «descentralização», analisando dois casos emblemáticos: o Iapmei e a AICEP.

Série de 31 tweets muito esclarecedores.

Aqui se publica, com a devida autorização do autor a quem agradecemos.

Título do post da minha responsabilidade.

 


1. O menu teórico da descentralização consiste na transferência dos centros de decisão e do capital, de modo a distribuir os benefícios gerados pela presença do Estado no território e a mitigar os efeitos adversos da concentração em Lisboa.

2. É uma espécie de regionalização domesticada, já que consiste numa concessão de poderes e distribuição geográfica das organizações, mas não admite a criação de um nível administrativo intermédio, autónomo e legitimado pelo voto popular.

3. De um ponto de vista estritamente teórico, é difícil contestar um programa político tão aparentemente bem intencionado. Mas proponho avançarmos um pouco mais, de modo a conhecermos em proximidade o modelo de “descentralização” concebido por Lisboa.

4. Apresento o caso da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) e do Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação (IAPMEI), duas organizações (EPE e IP) “descentralizadas”. Ler mais…

A ler

10 Fevereiro, 2019

Paulo Ferreira: «não deixa de ser hipócrita que os partidos que se permitem fazer acções de angariação de fundos sem identificação de cada um dos contributos – festivais, festas, eventos, almoços e jantares – e que mantêm em conveniente asfixia de meios a Entidade das Contas que tem como função verificar a proveniência dos financiamentos para campanhas eleitorais e para o seu funcionamento, estejam muito preocupados com uma angariação de fundos para uma greve.»