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O que vos parece?

28 Janeiro, 2019

Acham que se fizermos um levantamento de tudo aquilo que algumas pessoas escreveram na caixa de comentários do Blasfémias podemos dizer-nos vítimas de discriminação e ódio?

JMJ 2022 não tem contabilização financeira possível

28 Janeiro, 2019

Fernando Medina garantiu que a capital portuguesa fará os “investimentos necessários” para a concretização das JMJ em 2022. “Faremos os investimentos necessários a esta organização e que subsista, também, uma marca na cidade deste evento que perdure ao longo do tempo, é isso que vamos fazer”, afirmou.

dx7_r7uvsaa3tkrQuestionado sobre os custos que uma iniciativa como esta, considerada a maior da Igreja Católica, podem ter no município, Fernando Medina frisou que as JMJ têm, “acima de tudo, um impacto simbólico e um impacto social, de cidadania e político que não tem contabilização financeira possível”. (fonte)

Considerem-se avisados.

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Quem são e o que querem?

27 Janeiro, 2019

Quais foram os programas de inclusão criados para a comunidade chinesa? Eram ricos os imigrantes ucranianos quando chegaram a Portugal? Não. E os resultados escolares dos seus filhos quais foram?… Felizmente para eles ficaram livres do paternalismo libertador dos activistas. Os seus filhos empenharam-se mais na Matemática que nas dramatizações sobre os abusos de que os seus avós foram vítimas. Mais cedo ou mais tarde teremos de nos interrogar sobre os resultados da actividade dessas associações que ninguém escrutina, dos colectivos de um elemento e dos activistas-empresários da indignação. As políticas do ressentimento engrossam-lhes os curricula, garantem-lhes um modo de vida (em geral confortável) mas pouco ou nada de positivo parecem ter para apresentar como saldo da sua actividade

Sobre a opacidade destas associações veja-se ainda o alerta de Henrique Santos Pereira sobre o site da SOS Racismo: O máximo que consegui ver foi este separador, sobre nós, que não diz nada de essencial mas diz o que eu já calculava: uma associação de interesse público, que se está nas tintas para a informação do público.

E esta denúncia de Cristina MIranda: o  que está verdadeiramente por trás desta “associação” afinal? Bem, numa pequena pesquisa, encontrei um manifesto de 2017, subscrito João Delgado, Kitty Furtado, Mamadou Ba e Sadiq S. Habbib  onde preto no branco (ups! será esta expressão racista?) é pedido no ponto 2: “A desmilitarização imediata da polícia, e o fim imediato das operações do CIR (Corpo de Intervenção Rápida) nos nossos bairros, como primeiro passo rumo à abolição total da PSP e GNR, e sua substituição por mecanismos de garantia da segurança colectiva, baseados nas comunidades”

O racismo do SOS Racismo

26 Janeiro, 2019

Vamos ser claros: Portugal não é racista. Num estudo recente, o nosso país lidera as listas com as menores taxas de violência e vitimização motivadas pelo racismo: 2%. Mais ainda,  lidera também nos índices sobre a inclusão no mercado de trabalho (Fonte Renascença). Mas temos uma “Associação” que se diz do lado das vítimas de racismo a “lutar activamente” (já sinto o suor daqui) contra o “racismo” que identifica em tudo o que mexe. Ah! ainda identifica “racismo” nos outros países mostrando “preocupação” com a violação dos direitos humanos. O problema está, claro, neste paradoxo de ver racismos onde não os há, e ter  cegueira profunda onde ele existe e mata indiscriminadamente. Vamos à prova dos nove?

Comecemos pelas preocupações desta malta com os “racismos” fora de Portugal. Houve ingerência nas eleições de Bolsonaro e  de Trump por os considerarem racistas, xenófobos, misóginos, homofóbicos e tudo mais. Ora, como se viu e vê, nem Bolsonaro nem Trump,  puseram ainda em marcha seus planos de “genocídio racista” que eles tanto propagandearam.

Porém, não se pronunciam quando se trata da África do Sul, onde neste preciso momento, fazendeiros brancos estão a ser chacinados (sim! chacinados!)  com um teor de malvadez indescritível.  Onde não se limitam a matar: arrancam as unhas; colocam crianças em água a ferver; espancam até à morte; estrangulam  com cinto; arrancam olhos.  Onde  aos que sobrevivem, cospem, estupram, batem, impedem acesso a cuidados hospitalares, negam ajudas sejam de que tipo for.    Onde o governo  promete persegui-los com violência até tirar tudo o que têm adoptando o slogan racista “Black Fisrt, Land Fisrst”.  Quando se trata também da perseguição aos judeus pelos islâmicos , dos cristãos pelo Boko Haram em África, da   violação dos direitos humanos na Venezuela, nem uma palavrinha sequer!

Por cá, a mesma atitude. Onde estava esta “associação” quando dois indivíduos de etnia cigana quase mataram um rapaz em Coimbra que apenas quis apaziguar uma disputa? Onde estavam quando uma família de ciganos atacou um casal homossexual também em Coimbra? Onde estavam quando um polícia foi agredido gratuitamente por africanos?  Porque não reclamam da força policial sobre claques de futebol? Porque não se sensibilizam com o uso de violência sobre “coletes amarelos”? E por falar em ciganos, viram-nos a acompanhar o processo dos 200 candidatos ciganos a militantes do PS que continuam bloqueados? Claro que não. Eles querem lá saber.

Mas bastou um vídeo amador (incompleto) no Bairro da Jamaica, que alegadamente incriminava a actuação policial, mas que já foi desmentido por uma testemunha local (veja aqui), para imediatamente e sem inquérito prévio concluir que houve abusos de violência policial motivados por racismo. Logo a seguir,  a ofensa directa e explícita aos agentes de autoridade a quem Mamadou Ba apelidou de “bosta da bófia” instigando ao ódio e divisão social contra as autoridades. A resposta a este apelo não se fez esperar: manifestações violentas, carros, autocarros e caixotes do lixo incendiados, cocktail molotov contra esquadras, ameaças explícitas em vídeo racistas  dirigidas à polícia a aos portugueses.

Na verdade, o SOS Racismo não passa de um departamento do bloco de esquerda para servir de marketing de imagem e colher junto dos desfavorecidos, que eles alimentam ideologicamente, votos. Não lhes interessa resolver nenhum problema destas pessoas. Tanto que é outra associação de moradores a “Associação para a Defesa e Integração das Minorias Étnicas” que nos últimos anos conseguiu levar a questão do realojamento  do Bairro da Jamaica à Assembleia da República com apoio da bancada parlamentar  do PCP. Isto porque aos extremistas do Bloco (muito mais perigosos que o PCP) interessa-lhes eternizar estas condições que são a incubadora perfeita para a promoção do caos e divisão social, feita à conta da falsa retórica do racismo. Não lhes interessa resolver a situação  destas famílias porque onde há integração das comunidades,  lei e ordem,  não existe anarquia essencial à sobrevivência do BE.  Conscientes do desastre que é o comunismo com a revolução do proletariado de Marx,  disfarçam-se agora de protectores de minorias para depois aparecer como salvadores da pátria impondo sua nova ordem. 

Mamadou Ba é militante do BE que recebe remuneração por “prestação de serviços de assessoria técnica” no Parlamento. A associação que preside não apresenta seus membros nem balanços sobre a pouca actividade que promove (como se pode constatar no site) mas recebe generosos fundos públicos sendo o último para promoção de uma… festa (uau!!). Valor? Mais de 26 000 euros saídos dos bolsos dos portugueses!   

O mais curioso disto tudo é o facto desta comunidade que apoia Mamadou Ba nos seus discursos de ódio e racismo contra quem não é negro, depois de terem expulsado de seus países  os portugueses a quem apelidaram de “colonizadores racistas” e que lhes deixaram toda a riqueza e desenvolvimento que produziram,  estar agora toda a vir para Portugal exactamente a pátria dos “racistas colonizadores”! Quem é que no seu perfeito juízo, acreditando que os portugueses são mesmo racistas, vem para cá meter-se na “boca do lobo”? A razão é óbvia: porque sabem que a questão do racismo é falsa e aqui vive-se melhor que nas suas terras onde reina a ditadura socialista e corrupção.

Os bairros como o da Jamaica são barris de pólvora não por racismos mas por rivalidades entre gangues ligados ao tráfico de droga e roubo. E independentemente de ter muita gente boa, honesta, trabalhadora e lutadora, existe outros “profissionais” que  são hostis com as autoridades e tudo fazem para os afastar do local porque lhes estraga os negócios. Tão simples quanto isto.

Agora a pergunta para um milhão: O que está verdadeiramente por trás desta “associação” afinal? Bem, numa pequena pesquisa, encontrei um manifesto de 2017, subscrito João Delgado, Kitty Furtado, Mamadou Ba e Sadiq S. Habbib  onde preto no branco (ups! será esta expressão racista?) é pedido no ponto 2: “A desmilitarização imediata da polícia, e o fim imediato das operações do CIR (Corpo de Intervenção Rápida) nos nossos bairros, como primeiro passo rumo à abolição total da PSP e GNR, e sua substituição por mecanismos de garantia da segurança colectiva, baseados nas comunidades”. Querem mais clareza que isto quanto ao real objectivo de desacreditação dos nossos policiais?

Perante isto, não restam dúvidas que no Parlamento existem infiltrados extremistas da esquerda radical, assessores e deputadas, com uma agenda clara de instigação ao ódio e  divisão social que não respeitam o Estado de direito nem as  autoridades policiais. Para quando a saída imediata desta gente ao abrigo da nossa Constituição? Ontem já era tarde.

Alguém sabe

26 Janeiro, 2019

se o Papa Francisco já se referiu à Venezuela? Pelo menos aos refugiados venezuelanos, aos esfomeados venezuelanos, aos vezuelanos torturados… uma palavra só? É que o faz de conta do director da Sala de Imprensa da Santa Sé, Alessandro Gisotti, a dizer que o Papa “segue a situação na Venezuela e reza por todos os venezuelanos” é mesmo um faz de conta.

Portanto, pretende António Costa que se olhe para quem quando se fala com ele?

25 Janeiro, 2019

“Está a olhar para mim… Deve ser pela cor da minha pele que me pergunta se condeno ou não condeno”

 

Javardice no Parlamento

25 Janeiro, 2019

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Costa para Cristas sobre caso Jamaica:

“Deve ser pela cor da minha pele que me pergunta se condeno ou não condeno”.

 

 

De facto a situação mudou. Para pior. A começar pela Presidência da República que se transformou num reality show

25 Janeiro, 2019

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou esta quinta-feira, no dia em que se assinalam três anos desde a sua eleição, que o ambiente político nacional “é muito diferente” agora do que era quando assumiu funções: “Num momento inicial o que se discutia era a legitimidade. Não se discutia se o Governo ia fazer bem ou fazia mal, se a oposição era boa ou má, discutia-se a própria legitimidade democrática da situação vivida”, salientou

Quanto à questão da legitimidade ela discutiu-se e vai voltar a ser discutida. Quando? Por exemplo, quando à direita alguém, fizer as contas e perceber que pode governar se levar para o governo a  extrema-direita e fizer de Mário Machado deputado ou ministro.  Isto apesar de o mesmo líder da direita (imitando António Costa)  ter negado sempre tal possibilidade durante a campanha eleitoral. Se esse governo contar com um PR que assine de cruz a legislação de compra de votos – como as 35 horas – e que em cima disso ande pelo país a querer provar qe existe um populismo bom que afasta o populismo mau, então pode ter-se  a certeza que esse governo será tão legítimo quanto o actual.

A qualidade da nossa vida democrática

25 Janeiro, 2019

Forest fire in Pedrogao Grande, Portugal

uma questão psiquiátrica

25 Janeiro, 2019
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https://blasfemias.net/wp-content/uploads/2019/01/c1c82-jeronimodesousa.bmp_.jpgEnquanto existiu a URSS, também conhecida pelo “sol da Terra” ou “a pátria do socialismo”, compreende-se, apesar da monstruosidade evidente da coisa, que o pessoal do PCP se lambesse todo e desse à cauda sempre que de lá viesse uma rosnadela contra o «imperialismo americano». Agora que o dito “sol” foi colonizado por uma plutocracia milionária que gravita em torno do ex-agente do KGB Vladimir Putin, não deixa de ser hilariante que os nossos PC’s mantenham o seguidismo russo em questões de política internacional, como sucede com a actual crise venezuelana, em que a Rússia procura manter Maduro no poder por evidentes razões de geopolítica. Distraíram-se, os camaradas, nas catacumbas do Comité Central e não deram conta que a URSS acabou? Nada disso: apenas os move um profundo ódio patológico ao mundo ocidental onde vivem e que os sustenta.

E o primeiro convidado é o Artur Baptista da Silva

24 Janeiro, 2019

Lusa lança site sobre o tema ‘fake news’ para debater o fenómeno
Esta conversa da treta em torno das fake news já começa a ser cansativa. Não há nem mais nem menos fake news que no passado (a propósito lembram-se do “Acudam ao Mestre?”) A incapacidade da esquerda em aceitar as suas derrotas leva-a a arranjar constantemente bodes expiatórios. Como é óbvio lá vamos pagar esta tralha. Mas pelo menos teremos de exigir que se aborde o caso Artur Baptista da Silva

“História” concisa, aproximada e descontraída de Portugal (3)

24 Janeiro, 2019

sem título

 

Diz-se que o nosso rectângulo continental é habitado há cerca de 500 000 anos. Apesar de ser, nas palavras de Luís de Camões, o lugar “onde a terra se acaba e o mar começa” (uma maneira bonita e simpática de dizer que estamos no fim do mundo), Neandertais e homo sapiens andaram por aqui, muito antes de, já no I milénio a.C., se instalarem no território celtas, gregos ou fenícios. A hipótese de a própria cidade de Lisboa, a antiga Olisipo, ter sido fundada por fenícios foi algumas vezes levantada. No entanto, isso parece pouco provável, embora seja, ainda assim, mais provável do que ter sido fundada por Ulisses na sua viagem de regresso a Ítaca após a Guerra de Tróia, um mito bastante divulgado e muito apelativo para quem sofra de uma certa mania das grandezas (para esses podemos também aventar que o confronto entre Aquiles e Heitor se deu na península do estuário do Sado, depois de Aquiles lá ter chegado num ferryboat proveniente de Setúbal).

Em 218 a.C. Roma desembarca na Península. Durante séculos tinha andado entretida com etruscos, samnitas e tarentinos, mas, naquela altura, eram os cartagineses que lhe tiravam o sono. Após a I Guerra Púnica (264 a 241 a.C.), Cartago instalou um poderoso exército na Ibéria e de lá partiu, com os célebres elefantes, na direcção dos Alpes e do topo da bota italiana. Esse movimento acaba por originar uma investida romana na Hispânia, em forma de contra-ataque, liderada por um membro da famosa família Cipião.

Derrotados os cartagineses, romanos e povos peninsulares vão passar cerca de dois séculos em zaragatas mais ou menos graves, até ao tempo de Augusto, em que o território se torna uma província pacata. O homem que fica para a história como símbolo máximo dessa resistência ao invasor é o lusitano Viriato, uma espécie de Astérix sem poção mágica e, por isso, com um final menos feliz. Essa etnia, predominante na região compreendida entre o Douro e o Tejo, conseguiu chatear Roma durante muitas décadas, sendo justo afirmar que Viriato foi apenas o chato maior que dela fazia parte.

Num daqueles passeios da escola primária que alegravam a pacata existência de um miúdo nos anos 80, visitei a Cava de Viriato na cidade de Viseu. Nessa altura ainda estava bem viva a teoria que o fazia natural das Beiras, e a estátua guerreira do herói, datada de 1940, impressionou-me. É caso para dizer que cumpriu o seu papel, bem patente na inscrição presente no local, que exalta as “raízes desta raça, viva e forte – imortal na sua essência”. Uma criança espanhola que visite a estátua de Viriato em Zamora (outra província candidata a berço do guerrilheiro), colocada num pedestal em que se pode ler “terror dos romanos”, terá certamente um assomo patriótico semelhante.

Alexandre Herculano, na sua História de Portugal, analisa as relações entre portugueses e lusitanos, para concluir que só com muita imaginação os poderíamos considerar nossos familiares directos. Felizmente, e para não ficarmos tristes, um historiador espanhol honesto terá de dizer algo semelhante aos seus compatriotas.

 

 

23 Janeiro, 2019
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A normalização da extrema-direita operada pelo Bloco de Esquerda

23 Janeiro, 2019

Dentro do esforço pré-eleitoral que o Bloco de Esquerda tem feito para se posicionar como «partido credível» para um eleitorado mais moderado, surgiu nos últimos dias a campanha que o pretende afastar da imagem de ser um partido de extrema-esquerda. Conceito identificador rejeitado por Catarina Martins como «ofensivo», preferindo o adjectivo de «esquerda radical».

No âmbito dessa campanha,  o Público foi ouvir «especialistas», os quais apontam para a localização do BE como sendo de «esquerda à esquerda», rejeitando eles também o epíteto de extrema-esquerda. E porquê? Explica um dos «especialistas» que «a extrema-esquerda(…) considerava que a transformação social só podia ser feita por via revolucionária, envolvendo luta armada e violência e não respeitando as constituições e a democracia, tal como a extrema-direita». Quem o diz é o «sociólogo» Boaventura Sousa Santos. O outro «especialista» ouvido para o efeito, António Costa Pinto, concorda e afirma que a extrema-esquerda «correspondia à tripla dimensão revolucionária do marxismo, de uma prática política de esquerda revolucionária».

Em consequência, para estes «especialistas», de igual forma não existirão na Europa quaisquer movimentos políticos relevantes de extrema-direita, pois que nenhum é revolucionário ou defende a via armada e a violência como estratégia política, todos respeitando as constituições e as instituições democráticas. Aqueles partidos que a imprensa classifica como «extrema-direita» afinal para o Bloco e para Catarina Martins serão apenas movimentos ou grupos políticos de direita radical ou na versão de Boaventura Sousa Santos, partidos políticos de direita à direita.

 

Ainda as universidades

23 Janeiro, 2019

Bem sei que o assunto já estava a cair no esquecimento (agora anda tudo a debater a opinião daquele senhor estrangeiro que veio para Portugal porque o seu país é um sonho), mas resolvi escrever um texto longo (porque a dimensão da asneira o justifica) sobre o ensino universitário. A grande questão, sobre a qual o leitor deveria reflectir, é: porque é que um dos mais antigos negócios do mundo (o ensino), onde operam organizações com uma longevidade extraordinária (universidades, muitas delas centenárias), com uma capacidade de atrair clientes como poucos negócios (não há um único papá nem uma única mamã que não sonhem em colocar o zorro a ‘tirar um curso’, como diz o povo) não é capaz de ser sustentável financeiramente (isto é: porque é que continua com a muleta do Estado)? Aqui: ‘As propinas: uma história muito mal contada’

preparem-se

22 Janeiro, 2019
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Por que é que não existiu em Portugal, até agora, um partido de extrema-direita forte? Porque nunca tinha existido um partido forte de extrema-esquerda. A extrema-direita é, hoje, na Europa e no Mundo, somente uma reacção. Preparem-se, pois.

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O interesse jornalístico, segundo Mamadou Ba

22 Janeiro, 2019

MAMADOU BA«o DN decidiu “informar” que sou assessor do Bloco de Esquerda. O que é, como se sabe, um enorme furo jornalístico, uma vez que ninguém no país sabia que era militante e assessor do Bloco de Esquerda.» PRIMEIRO, NÃO VALIA A PENA INFORMAR QUE MAMADOU BA É ASSESSOR DO BE PORQUE JÁ TODA O PAÍS SABE

MAMADOU BA «O DN “informa” que sou presidente do SOS Racismo. O que é falso, pois o SOS não têm presidente.» AINDA BEM QUE INFORMA PORQUE O SITE DA SOS RACISMO É MUITO FALHO DE INFORMAÇÕES SOBRE O ORGANOGRAMA DA ASSOCIAÇÃO. JÁ AGORA QUAL É EXACTAMENTE O CARGO QUE OCUPA?
MAMADOU BA «Mas o verdadeiro furo do DN nesta notícia foi “informar” que o « assessor do Bloco e presidente do SOS ataca a PSP. », tal como há anos, andam a vituperar os ideólogos da extrema-direita.» PORTANTO FORAM OS IDEÓLOGOS DE EXTREMA-DIREITA QUE COM A MANIA DOS VITUPÉRIOS  SE FIZERAM PASSAR POR MAMADOU BA E ESCREVERAM “a bosta da bofia”? É QUE ISTO DE VITUPERAR TEM QUE SE LHE DIGA. LOGO O  assessor do Bloco e DIRIGENTE do SOS ESCREVEU OU NÃO “a bosta da bofia”? TEMOS DE ADMITIR QUE ESCREVER “a bosta da bofia” OU A “BOSTA DE… QUEM QUER QUE SEJA É UMA OFENSA.

MAMADOU BA «A “notícia” parece objectiva e neutra. Mas não é nada inocente, nem inócua. Ela tem um só objectivo: descreditar a luta anti-racista, colando-a a uma agenda de um só partido para lhe retirar abrangência e legitimidade social. Nesta tarefa, infelizmente não está apenas envolvida, a extrema-direita. Acho inacreditável que um jornal de referência reproduza um ataque como se fosse uma notícia NÃO INTERESSA QUE MAMADOU BA SEJA ASSESSOR DO BE, ISSO NÃO SE DEVE RECORDAR PORQUE PODE TER UMA LEITURA QUE NÃO FAVORECE  AS ORGANIZAÇES EM QUE TRABALHA O SENHOR MADADOU BA, PORTANTO AS NOTÍCIAS NÃO SÃO VERDADEIRAS NEM FALSAS. ESSES CONCEITOS DEVEM PASSAR A SER ANALISADOS EM FUNÇÃO DOS BENEFÍCIOS OU PREJUÍZOS QUE AS NOTÍCIAS TRAZEM A MAMADOU BA E ÀS LUTAS QUE DIZ PROTAGONIZAR.

MAMADOU BA «Que a extrema-direita tenha infiltrado as forças de segurança não é novidade.
Que ela tenha um palco nalguma imprensa ostensivamente neo-conservadora, também não surpreende.
Que ela tenha predominância na esfera das fake news e da manipulação é também sabido.
Mas que ela consiga penetrar um dos mais respeitados e antigos jornais convencionais do país, é motivo de indignação e preocupação.
Desde ontem, a extrema-direita dentro das forças de segurança decidiu intensificar os ataques contra mim e conseguiu arrastar o DN para a arena.
Só quero deixar claro que nenhuma tentativa de manipulação e de bullying me impedirão de denunciar e combater o racismo.» MAS AFINAL QUAL É A FAKE NEWS DESTE CASO? O ASSESSOR DO BE NÃO É ASSESSOR DO BE? OU MAMADOU BA ASSESSOR DO BE NÃO É O MESMO QUE FALA EM NOME DA SOS RACISMO? AO CERTO MAMADOU BAQUEIXA-SE DE QUÊ? SÓ SE FOR DE ESTAR TÃO HABITUADO A NÃO SER CONFRONTADO QUE DA PRIMEIRA VEZ QUE TEM DE SE  EXPLICAR ARMA UMA CONFUSÃO TAMANHA.

Tudo se resolverá

22 Janeiro, 2019

Eu ia comentar os acontecimentos no Seixal, mas depois vi que se tratava de um local chamado “bairro da Jamaica” e pensei melhor, passando a preferir esperar que o senhor presidente da república se pronuncie através da condução de um camião, um mergulho de ética na Ericeira, a promessa a velhos da reconstrução da casa ou outra iniciativa de elevado valor político para o Instagram.

E se os trabalhadores dos jornais tivessem impedido a criação da rádio?

22 Janeiro, 2019

TSF: Direitos dos trabalhadores podem regredir mais de cem anos com plataformas electrónicas

Ps. Aconselho vivamente a TSF a investigar os direitos dos trabalhadores há cem anos. Nem queira a saber o que a querida República fez aos sindicalistas!

Para memória futura

22 Janeiro, 2019

Mamadou Ba, assessor do Bloco de Esquerda (BE) na Assembleia e presidente da associação SOS Racismo: Sobre a violência policial, que um gajo tenha de aguentar a bosta da bofia e da facho esfera é uma coisa é natural, agora levar com sermões idiotas de pseudo radicais iluminados é já um tanto cansativo, carago! Há malta que não percebe que a sua crença ideológica num outro modelo de sociedade, muitas vezes assente no privilégio doutrinário e não só, não salva quem todos os dias é violentado com o racismo. Portanto, fica o aviso que por estas bandas, não pastarão.

 

Joana Mortágua, deputada do Bloco de Esquerda: São 4 minutos de violência policial no bairro da Jamaica. Podem ir começando a pensar em desculpas mas não há explicação para isto. E o Bloco vai exigir responsabilidades.

ele tinha-nos avisado (nós é que fizemos de conta que não entendemos)

21 Janeiro, 2019
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a lista do ronaldinho das finanças e do seu preparador físico sobre as causas do estoiro que aí vem

21 Janeiro, 2019
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– A austeridade de Passos Coelho;

– A conjuntura internacional;

– A austeridade de Passos Coelho;

– Os bancos portugueses falidos pela ganância dos accionistas;

– A austeridade de Passos Coelho;

– O Brexit;

– A austeridade de Passos Coelho;

– A fuga criminosa aos impostos (já agora, é preciso aumentá-los…);

– A austeridade de Passos Coelho;

– A crise na China;

– A austeridade de Passos Coelho;

– O problema da Venezuela;

– A austeridade de Passos Coelho;

– Donald Trump e Bolsonaro;

– A austeridade de Passos Coelho;

– Os portugueses que não votam no PS, em geral, mas Pedro Passos Coelho, em particular.

Se os títulos mais demagógicos pagassem imposto todas as crianças do mundo tinham uma infância maravilhosa

21 Janeiro, 2019

Se os mais ricos doassem 1% da sua riqueza todas as crianças do mundo podiam ir à escola

Não é anticomunismo é sim uma discussão muito capitalista entre os sócios dessa rentabílissima empresa chamada Geringonça

21 Janeiro, 2019

Se bem percebo o genro do Jerónimo fazer contratos com a câmara de Loures é um horror, já o marido da ministra da Justiça ser contratado pela ministra do mar para liderar a renegociação da concessão do terminal de Sines é uma coisa que não indigna ninguém.

Não tenho qualquer dúvida que o nepotismo rima com comunismo mas aquilo a que estamos a assistir nas indignações indignadinhas do PS e do BE em torno da contratação do genro de Jerónimo de Sousa é tão só as manobras do BE a tentar correr com o PCP e o PS a ver se os amaina.

 

Vamos então criar a estrutura intermédia, depois a inter-intermédia. depois a infra-intermédia… e sempre mais uma agora em nome das regiões

21 Janeiro, 2019

Fernando Freire de Sousa presidente da Comissão de Coordenação da região Norte: o maior problema está no facto de esta região não ter um comando estruturado e organizado. Ela vive em permanência entre um poder central e um poder municipal e local, que tem ganho algum peso em importância e capacitação, mas há qualquer coisa que falta. Já era regionalista antes de vir para a Comissão. Hoje sou mais ferozmente regionalista do que era antes. Ferozmente, porque cada vez mais convicto.

Para que é importante ter essa estrutura intermédia?
Para termos alguém com poder legítimo e responsabilidade, para conseguir fazer aquilo que tem feito falta no Norte: fixar na região os rendimentos que nela são gerados. Ao mesmo tempo permitir que esses rendimentos sejam distribuídos de uma forma equilibrada (o que não quer dizer igualitária) pelos vários territórios da região

EM RESUMO OU NOS TORNAMOS FEROZMENTE ANTII-IMPOSTOS E CRESCIMENTO DA MÁQUINA ADMINISTRATIVA OU NÃO ISTO NÃO PÁRA

Preparemo-nos para o desastre sob o diáfano manto da propaganda

21 Janeiro, 2019

Mortalidade infantil subiu 26% em 2018

Mesmo que os hospitais portugueses acabem como os da Venezuela, o partido-Estado a quem a fraqueza eleitoral de António Costa, em 2015, deu as rédeas do poder não deixará outro primeiro-ministro repetir o erro de Sócrates, de fazer um pedido de ajuda externa que ponha uma qualquer troika a vistoriar-lhe as contas e os privilégios.

Salazar

20 Janeiro, 2019

Catarina Martins considera um insulto afirmar-se que o BE é de extrema-esquerda. Bernardino Soares invoca o mercado para justificar os valores pagos ao genro de Jerónimo de Sousa para este mudar lâmpadas. Manuela Ferreira Leite não quer que o PSD seja de direita. … Não é tolice nem distracção. É tão só necessidade. Mal surge uma personagem que se teme possa colocar em risco este equilíbrio entre vacúolos pragmáticos somos avisados do risco de estarmos perante um novo Salazar. Por detrás do agitar do espantalho de Salazar está o receio de que alguém, à semelhança do que fez Salazar, transforme num discurso politicamente eficaz o mal estar da população e capitalize com sucesso o seu aparente desinteresse pela política.

PCP e BE são extrema-esquerda

20 Janeiro, 2019

Lembram-se da ida de Mário Machado à TVI? Recordam-se da hipocrisia monumental que aqui neste meu texto  denunciei acerca deste tema? Pois bem. Não levou dias a que, tanto o BE como o PCP, fizessem jus às minhas acusações. Obrigada desde já aos dois por me ajudarem fabulosamente nesta “árdua” tarefa de os desmascarar. A eles e aos comentadores e jornalistas que os bajulam.

Então não é que logo após as eleições da Venezuela, Jerónimo de Sousa em nome do PCP e de “todos os portugueses” (que grande lata), em carta felicitou o ditador Maduro, que está literalmente a matar à fome o povo venezuelano – entre o quais mais de 500 mil portugueses – e gere o país debaixo de uma forte ditadura onde nem sequer as eleições foram democráticas, tendo usurpado, isso sim, a “vitória”? Sim. Isto foi mesmo verdade. Diz ele: “… em nome do Partido Comunista Português envio-lhe as calorosas saudações  (tão amigos que eles são!) por ocasião da sua tomada de posse como Presidente da República Bolivariana da Venezuela para o mandato 2019-2025, em conformidade com a vontade do povo venezuelano (que vontade se as eleições foram manipuladas por Maduro?) expressa  nos resultados da eleição presidencial de 20 maio último e a ordem constitucional venezuelana…”. E prossegue:” … face à agressividade das campanhas de desinformação (os vídeos de pessoas a morrer de fome é campanha da oposição?), guerra de desestabilização e perigosas ameaças das escalada intervencionista do imperialismo e seus servidores, é de crucial importância expressar a solidariedade para com a defesa da soberania e independência (defender este ditador assassino é defender soberania?) nacional da República Boliveriana da Venezuela e o direito inalienável do povo venezuelano a determinar o seu caminho de desenvolvimento (o caminho escolhido pelo ditador é de desenvolvimento?) livre de ingerências e ameaças externas. Convicto de expressar os sentimentos de amizade do povo português para com o povo venezuelano reafirmo a firme solidariedade dos comunistas portugueses  (solidariedade para com um ditador assassino?) para com a resistência e luta do povo venezuelano (a resistência e luta é contra Maduro que os mata à fome, brincamos?) para vencer as dificuldades e desafios actuais (para vencer as dificuldades actuais que foram criadas por Maduro?)  e prosseguir o caminho libertador (este caminho só é libertador para quem foge ou morre) aberto pela Revolução Bolivariana.” Alguém se indigna com este líder extremista do PCP por estas declarações e exige sua saída do Parlamento? Claro que não.

Estes indivíduos da extrema-esquerda portuguesa não têm vergonha na cara. Num país  como a Venezuela onde se morre literalmente à fome, onde a inflação é galopante, onde se tortura e persegue pessoas por se oporem a esta miséria, donde se  foge da  morte certa, onde 85% dos medicamentos estão em falta, relembrando tudo o que foi vivido com Lenine e Estaline na ex-URSS, que matou milhões de seres humanos por imposição de uma ideologia, é de facto chocante. Mas está tudo caladinho. Não é?

Maduro é o novo Estaline do século XXI. Foi a doutrina política de Chávez  acelerada depois por Maduro que levou a Venezuela à ruína. Exactamente como na ex-URSS. Começou  com as estatizações de toda a economia empobrecendo-a. Em 1998 operavam 12000 fábricas,  hoje há menos de 7000. No ano 2000 começaram as expropriações de grandes propriedades rurais. Resultado: hoje falta tudo nos supermercados. Depois em 2006 o descontrolo nos gastos. Um crescimento exponencial da despesa pública onde se gastava mais do que se tinha usando os recursos que entravam da exportação de petróleo, para conceder subsídios generosos só para manter artificialmente o baixo preço dos alimentos e combustíveis.  Depois a promiscuidade entre empresas estatais e política tendo colocado a petrolífera PDVSA a distribuir alimentos (tinha uma rede de 159 supermercados), construir casas sociais e executar obras de restauração urbana para as elites. Com tanta despesa não inerente à actividade, o negócio do petróleo foi afectado. Depois, preços tabelados pelo governo que ao não serem suficientes para cobrir as despesas de quem produz ou presta serviços, levou ao abandono dessas actividades e à  deterioração dos serviços de quem resiste. Depois, o câmbio controlado  que dificulta a troca de bolívares por dólares levando a que se encerre empresas por falta de matéria prima porque não conseguem comprar fora do país. Para piorar isto, Venezuela tem o pior regime no que respeito aos direitos de propriedade levando ao afastamento total dos investidores.   Como se isto já não fosse suficiente, em 1999 Chávez mudou a Constituição por forma a aumentar os seus poderes.

Esta doutrina aplicada por Chávez e continuada por Maduro, é marxista. A mesma doutrina do PCP e BE. É uma ideologia que comprovadamente NÃO FUNCIONA e só provoca miséria, fome e morte. Mas, temos “meninos” extremistas   no nosso Parlamento a defender isto.

Catarina Martins veio a público toda ofendida (coitadita) porque considera insulto que lhe chamemos de extrema esquerda porque “Extrema-esquerda está associado a totalitarismos, a perseguição, a ódio – não encontram absolutamente nada disso no BE com certeza” – diz ela (ah! ah! ah!). Mas  esta senhora lidera um partido que é apoiante de Chávez e aprovou 4 votos de pesar pela morte deste no Parlamento, o ditador responsável pela situação da Venezuela actual. Venera Che Guevara, um assassino sanguinário que matava por ideologia indiscriminadamente. Saúda a memória de Fidel Castro, outro assassino ditador que “encarcerou” e condenou seu povo à miséria. Solidariza-se com o terrorista Cesare Battisti condenado a prisão perpétua. Cuspiu todo o seu ódio sobre a canção israelita apelando ao seu boicote no Festival da Canção confirmando que o Bloco de Esquerda é o partido mais xenófobo e racista do sistema político português. 

Não, de facto o PCP e o BE ” não são” extremistas de esquerda. Só apoiam ditadores e doutrinas extremistas. Faz “sentido” sim senhor!

Ventura não assusta nada em relação a isto

20 Janeiro, 2019

Anos e anos de circo com selfies, mergulhos e cenas degradantes de uma aristocracia que não o é a descer ao plano terreno de uma plebe que não o quer ser, eis que um presidente consegue, perante a impávida complacência do corno, interferir na vida partidária do seu antigo partido. Silêncio total, com a nobre excepção de São José Almeida, no Público – sim, essa senhora, a que ninguém conseguiria colar o rótulo de vil adida da “direita”, por muito que se tentasse –, revelando uma paralisia total de conformismo hediondo à mais nefasta boçalidade. É curioso observar o foco na insanidade de Trump e na subtileza de elefante na loja de porcelana de Bolsonaro perante o olímpico livre-conduto para pantomina do presidente português. Nem sempre sabemos o que desejamos, mas pior ainda é não conseguirmos perceber quando desejamos o que já possuímos.

Qual escravatura? Onde?

18 Janeiro, 2019

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Esta ideia de que os imigrantes são escravizados contém uma contradição insanável. Os escravos  são forçados  a trabalhar em destinos que não escolhem. Portanto ou os imigrantes vêm a fugir da escravatura e por isso agora na sua qualidade de imigrantes lutam contra a escravatura de que se libertaram ou o slogan não faz sentido algum pois tal pressuporia que os imigrantes imigraram para ser escravos, lutam para ficar nos países que os escravizam e querem ter a nacionalidae do país que os escraviza.

teimosia rima com ideologia?

18 Janeiro, 2019
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A pouco expressiva vitória que Rui Rio alcançou ontem no Conselho Nacional do PSD, considerando que se trata de um líder apenas com um ano de exercício de funções, representou um claríssimo cartão amarelo àquilo que ele fez até agora à frente do partido. Mesmo os seus mais próximos (veja-se, apenas a título de exemplo, a última entrevista de Nuno Morais Sarmento ou as intervenções de Pacheco Pereira na comunicação social) são-lhe muito críticos, considerando que precisa de mudar muito do que até agora tem feito. No fim de contas, o que parece ser o sentimento comum a todos os que pairam pelo partido laranja, é que Rui Rio, fruto de uma enviesada estratégia que só ele compreende, não foi capaz de apresentar ao país uma estratégia de governo alternativa à do Partido Socialista, o que será fatal em eleições, como já indiciam as sondagens. Portanto, o que Rio conseguiu ontem foi uma segunda oportunidade para mostrar o que vale. Com prazo muito curto, que poderá terminar abruptamente em Maio, nas eleições europeias, se o resultado do PSD for humilhante, embora o mais provável é que se estenda até “à vitória nas legislativas”, como Meneses melifluamente lhe atirou. Como, porém, para Rui Rio teimosia rima com ideologia, é óbvio que ele continuará a fazer o mesmo que até aqui, como, aliás, já anunciou, mal estavam os votos contados. Não será, pois, com este PSD que nos veremos livres de Costa, e, muito provavelmente, só depois de Outubro poderemos começar a perceber como, e com quem, ficará a direita. Até lá, Rio continuará igual a si próprio e, com a sua teimosia, o PSD a definhar.

O erro dos críticos de Rui Rio

18 Janeiro, 2019

Conhecido o resultado do Conselho Nacional do PSD da madrugada de hoje e correndo o risco de passar por um Zandinga da análise política, diria que esta foi a pior votação possível para a Direita.

A meu ver o PSD terá um mau resultado nas Europeias, mas independentemente de quão mau seja, ninguém exigirá de novo a demissão do presidente do partido e muito menos Rio estará disponível para sair pelo seu pé. A má performance será justificada pela clima de guerrilha interno criado e cavalgar-se-á a onda do “deixem-me trabalhar!”.

A 26 de Maio a Direita atomizar-se-à. O CDS subirá. A Aliança e Iniciativa Liberal aproveitarão o melhor momento que têm disponível para maximizar o peso dos seus votos. O PSD definhará.

Uma vez feito o desafio por Montenegro à liderança e, em consequência, convocado o “parlamento” do partido, a melhor atitude que os críticos de Rio poderiam ter desenvolvido, fosse a votação em braço no ar ou secreta, teria sido a de apostar numa vitória folgada e, se possível, unânime do actual presidente. Paradoxalmente esse seria o único resultado que não daria desculpas a Rui Rio para não sair após as Europeias. Estou até em crer que, fosse esse o resultado no Conselho Nacional, Rio sairia já esta noite de líder uma vez que não suportaria o cinismo dos adversários internos e ficaria de tal forma surpreendido com o resultado que o deixaria ainda mais desorientado.

O problema e o maior erro dos críticos de Rio foi (ou é) não acreditarem que o PSD poderia ser o partido mais votado nas próximas Legislativas. Não tiveram incentivo a exporem-se e dar desde já o corpo às balas ao desafio que teriam pela frente. Rui Rio chegará às Legislativas como presidente e será ele o candidato do PSD a primeiro-ministro.

Pena. Porque assim penso que a Geringonça vai vencer tranquilamente as eleições Legislativas, empurrando o PS com a barriga, o mais possível, as más notícias que a economia do país inevitavelmente trará, apresentando a factura apenas após Outubro.

Por outro lado estou convencido que o candidato presidencial de facto do PS será Marcelo, ainda que os socialistas apresentem um nome próprio, para inglês ver. No fundo, interessa a Costa continuar a ter Marcelo na mão.

Portanto, após as Legislativas, quando os sinais de crise forem já inevitáveis, fôr clara a  continuação do concubinato Costa-Marcelo e se perspectivar uma nova intervenção da Troika, aí a Direita olhará de novo para Passos Coelho como o seu último reduto e este poderá sentir que é sua obrigação (apesar de contra-vontade) avançar já para a Presidência. Por exemplo, dependendo do grau em que a crise económica estiver em Janeiro de 2021 só PPC (e não MRS) poderá ter força suficiente para vetar novos  impostos sobre o património e as poupanças.

Se esta minha especulação relativa ao cenário político que se avizinha estiver certa, mesmo assim não é nada certo que Passos vença Marcelo, pelo que nem com um Presidente os portugueses que trabalham e criam riqueza poderão contar.

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“uma abjeta peça de anticomunismo”…

18 Janeiro, 2019

Fantástica a argumentação do PCP face à revelação pela TVI dos contratos entre a autarquia de Loures e o genro de  Jerónimo de Sousa. Note-se que  atónica não é colocada na falsidade das revelações ma sim no facto de elas serem  “uma abjeta peça de anticomunismo”.

Nesta soviética concepção do mundo a realidae não conta o que conta – e é em função disso que as notícias são avaliadas – é se são ou não favoráveis aos comunistas. Daí que ser anticomunista seja apresentado como um aleijão moral.

Para se perceber o grotesco da situação repita-se: abjeta peça de anticomunismo; abjecta peça de antinazismo; abjeta peça de anticomunismo; abjecta peça de antinazismo… Depois retire-se o abjecto.

Basta chegarem à janela para constatarem como o lixo cresce numa zona onde não há um turista.

18 Janeiro, 2019

O vice-presidente da Câmara de Lisboa foi à Renascença não ser questionado pela proliferação do lixo na cidade mas sim apresentar “as 10 propostas para melhorar a higiene urbana”. Pedir responsabilidades nada. Vamos é dar microfone para a apresentação de mais um programa de acção.

O que é espantoso é o sentimento d eimpunidade desta gente. Duarte Cordeiro como se não estivesse paredes meias com Benfica, zona onde o lixo cresce, cresce e não se vê um turista declara:  “É a economia, o emprego. Tudo o que significa o reforço da atividade económica resulta naturalmente num aumento da produção de resíduos. E isso, só no último ano, aumento 5%. Outro aspeto central diz respeito ao impacto desproporcional que o turismo tem em algumas zonas da cidade, nomeadamente as zonas históricas, as mais centrais, as zonas onde no fundo existe mais atividade económica.”

E a Renascença, pressurosa, titula: Com mais turismo, mais lixo. Saiba o que Lisboa vai fazer para se tornar mais verde

Bastava aos jornalistas e ao vice-presidente da Câmara de Lisboa chegarem à janela e constatariam a lixarada existente na zona.

Esta associação do lixo ao turismo é uma mistificação

 

A alegação da Associação do Património e População de Alfama

17 Janeiro, 2019

Em Alfama a comunidade judaica não consegue construir um museu. Alega a Associação do Património e População de Alfama (APPA) que a arquitectura do museu “corta com a tradição do bairro” e “descaracteriza o Largo de São Miguel”. O Tribunal Central Administrativo do Sul e o Supremo Tribunal Administrativo entenderam que a câmara, ao autorizar as demolições necessárias à construção do museu, tinha violado as regras urbanísticas criadas pela própria câmara.

Na Mouraria, a construção de uma mesquita leva à expropriação e despejos. Mas associação alguma apresenta queixa. Imagine-se o tumulto caso em vez de uma mesquita já não digo uma sinagoga mas o museu judaico

que ganhe e por muitos

17 Janeiro, 2019
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1288659Rui Rio vai vencer o Conselho Nacional de hoje? Certamente que sim, não só porque foi sempre assim em anteriores situações equivalentes (líderes contestados ainda com algum poder e lugares para distribuir), mas, sobretudo, porque, por enquanto, ninguém quer verdadeiramente o lugar dele, e ele terá de ir a votos com o PSD que projectou, à sua inteira vontade. De resto, uma vez passada esta reunião é bom que o deixem em paz, para que faça o que muito bem entender e se estatele sozinho, sem as desculpas que já estão a ser ensaiadas para culpabilizar os críticos por uma derrota eleitoral. É bom não esquecer, porém, que, antes do desafio de Montenegro, num espaço breve de um ano, já o actual líder do PSD se encostara ao PS, enjeitara qualquer entendimento com o CDS e a direita, que desconsidera ostensivamente, mandara farpas a Pedro Passos Coelho e ao governo que este liderou (o que, em abono da verdade, já o tinha feito muito antes de ganhar as eleições no PSD), admitia aliar-se ao Bloco para tributar, mais ainda, os imóveis, causara a demissão de Santana e a fundação da Aliança, sugeria a demissão dos seus críticos, como se estivesse acima de qualquer censura política, e, é bom frisá-lo, apresentava intenções de voto miseráveis em todas as sondagens publicadas. Por conseguinte, espera-se que ganhe hoje a moção de confiança e por muitos votos. Para que não se escude atrás de outros para justificar responsabilidades que são inteiramente suas.

“História” concisa, aproximada e descontraída de Portugal (2)

17 Janeiro, 2019

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Quem olhar para uma fotografia de satélite da Península Ibérica ou para um daqueles mapas físicos incluídos nos livros escolares, percebe facilmente que as maiores diferenças visíveis não são entre Portugal e Espanha, mas entre grandes áreas que atravessam fronteiras: a mancha verde que se encontra a noroeste engloba o Minho e a Galiza; a Cordilheira Central que passa perto de Madrid prolonga-se até à Serra da Estrela; a cor dourada de que se veste a paisagem alentejana também é moda na Extremadura espanhola. É verdade que, tal como muitas vezes ouvimos da boca de governantes orgulhosos, Portugal é o país com as fronteiras mais antigas da Europa, mas devemos ter em atenção que essa linha, com algumas excepções (umas dezenas de quilómetros do rio Minho e aproximadamente uma centena de quilómetros do rio Guadiana, por exemplo), foi desenhada por políticos e não pela natureza.

Quase ninguém resiste, quando aborda esta temática, a referir os trabalhos de dois autores fundamentais da historiografia nacional: Orlando Ribeiro e José Mattoso. Também não serei eu a resistir. No seu Portugal, o Mediterrâneo e o Atlântico, Orlando Ribeiro mostrou-nos os grandes contrastes existentes no nosso “rectângulo” continental, dividindo-o em três grandes zonas – Norte Atlântico, Norte Transmontano e Sul – que se distinguem pelo clima, relevo ou culturas agrícolas. É por causa desta diversidade que um turista que pretenda percorrer todo o território português durante as férias da Páscoa poderá tomar, no mesmo dia, um agradável banho matinal de mar no Algarve e um não tão agradável banho nocturno de chuva gelada no Gerês. Uns anos depois, José Mattoso completou o raciocínio do influente geógrafo. Com o ensaio Identificação de um País a dualidade norte-sul foi estudada historicamente, dos aspectos religiosos aos familiares, passando até pelos contrastes ideológicos mais recentes. O texto é de 1985, o nome “cavaquistão” ainda não estava colado à pele de algumas das zonas localizadas a norte da Serra da Estrela, mas já se notava bem, nos resultados eleitorais pós-74, o contraste que estas faziam com um Alentejo pintado a vermelho pelo PCP.

Se é certo que actualmente, décadas volvidas sobre os dois estudos, o contraste mais dramático deixou de ser entre as montanhas do norte e as planícies do sul e passou a ser entre o litoral urbano (para onde os políticos normalmente direccionam os dinheiros públicos) e o interior rural (para onde os políticos normalmente direccionam os discursos bonitos), também é verdade que se mantém totalmente em vigor o carácter plural do país.

 

É isto o Brexit

16 Janeiro, 2019

O grande José Meireles Graça disse o que importa dizer (eu só acrescentaria: lamento que os nossos articulistas claramente não tenham lido o texto do acordo… caso tivessem, provavelmente não escreveriam os disparates que escrevem… o acordo não era mau – o acordo que foi a votos era um verdadeiro nojo, daí a derrota histórica do governo):

‘O Brexit é um pesadelo, mas é um pesadelo porque a União Europeia é um pesadelo. Não só a saída da CEE nunca levantaria o mesmo tipo de problemas como é improvável que dela algum país quisesse sair. E o que se vislumbra por trás do projecto de acordo derrotado hoje, um ilegível mastodonte com quase 600 páginas, é que é mais difícil sair da UE do que foi, por exemplo, a separação da Eslováquia da República Checa. Não é por acaso, é que a UE quer dar uma lição não apenas ao Reino Unido mas a todos os outros países onde exista, larvar ou já pujante, a pulsão da resistência à força integradora, burocrática e anti-democrática, da UE. Connosco, ou com alguns outros países que recebem da UE mais do que pagam, não precisam de se preocupar: trocamos alegremente soberania por subsídios. Mas o Reino Unido, previsivelmente, foi o primeiro a acordar, e é impossível sufocar, mesmo que agora se invente uma maneira de dar o dito por não dito, a crescente resistência à interferência supra-nacional de burocracias inimputáveis. Que fazem o que sempre fizeram e é inerente à sua natureza: centralizar, normalizar, regulamentar, aumentar o seu poder e, de caminho, beneficiar os seus membros. Se eu fosse inglês, insistiria no Brexit, mesmo que sem acordo, mesmo que correndo o risco de estilhaçar o Reino Unido, e mesmo vivendo pior durante algum tempo. E ingleses como eu não sou não faltam. São os melhores. Quanto a vós, amigos, adversários, inimigos, conhecidos, desconhecidos, se sois europeístas, tenho um conselho: ide-vos catar.’ (por José Meireles Graça)

UK: What happens now?

16 Janeiro, 2019

A convite do Blasfémias, o Director Executivo do Adam Smith Institute, Eamonn Butler escreve um novo texto original sobre o futuro do Brexit, já conhecido o resultado da votação de hoje na Câmara dos Comuns .

eamonbutler_asi_okSo what happens now? Theresa May’s government suffered a record defeat by a majority of 230 votes in the main chamber of Britain’s Parliament, the House of Commons. So then the Opposition tabled a motion of ‘This House has no confidence in Her Majesty’s government’. But losing a confidence motion means you have to step down—either to re-jig the government with a new leader such that the House of Commons decides it has confidence once more, or to hold a fresh election.

Of course, that was a non-starter. A group of MPs in Mrs May’s Conservative Party already had a go at unseating her a few weeks ago, and it came to nothing. Under the Party’s rules, they can’t try it again for another year. If Mrs May does not want to go, there is no way that her Party can push her. Also, any one of those MPs who voted against the government would ‘lose the whip’—in other words, they would be expelled from the parliamentary Party, and would become an ‘independent’. Not only would they lose several hundred friends, they would also have to face the next election as an independent, fighting a much better resourced, new Conservative opponent. Not a happy prospect for a politician.

In any case, Conservative MPs do not want a new general election because of the chance of the Opposition winning it—accidents do happen—and the awful prospect of Jeremy Corbyn becoming Prime Minister and his deputy John McDonnell becoming Chancellor of the Exchequer, Britain’s finance minister. Both of them are ardent socialists. Corbyn would like to get out of the EU so that he could start nationalising the railways, utilities, banks, the Royal Mail and much else without the EU’s ‘state aid’ regulations preventing him. McDonnell, meanwhile, thinks that Marxism is one of the biggest influences on his and Corbyn’s Labour Party, and cited Marx, Lenin and Trotsky as the most significant influences on his own thoughts. When asked by an interviewer if he saw his job as to overthrow capitalism, he cheerfully did not deny it. Both have defended socialism in Venezuela, complaining only that the current regime have not been “following the socialist policies that Chavez was developing”.

If Conservatives look on the prospect of a Corbyn government with horror, their coalition partners, Northern Ireland’s Democratic Unionist Party, look on it with terror. Corbyn was a notorious friend of many of the extremist politicians who backed the Irish Republican Army that caused so much bloodshed in the province during the 1970s and 1980s in particular. And he has an equally open attitude to other revolutionary movements associated with acts of terrorism.

So what next? Well, Theresa May remains as Prime Minister. But the House of Commons has decided it does not like the UK-EU deal that she has negotiated. In particular, many (including about 80 Conservatives and all the DUP) really hate the ‘backstop’ provisions, designed to kick in if there is no agreement about goods passing over the Irish-UK border. Others say the deal will sign the UK up to years of having to accept EU regulations, and will prevent the UK from negotiating trade deals with other countries.

But then again, the majority of MPs do not like the idea of leaving without any deal at all—and have already passed a finance measure that would make such an outcome difficult for the government. Add to that, there are MPs advocating a Norway-style arrangement; or a Swiss arrangement; or a ‘Canada +++’ arrangement. No plan at all can command a majority. It’s deadlock.

That is why another strong minority of MPs say the issue should go back to the people in a second referendum, a ‘People’s Vote’. To which others say we already had a ‘people’s vote two and a half years ago, and the majority want to leave the EU: Parliament had already pledged to accept the result (on the blinkered Establishment assumption that it would be an overwhelming victory for Remain), so now they should deliver on it. And if a second referendum voted Remain, what then? There would be turmoil. Best of three?

But that’s not going to happen, either. It took seven months to organise the last referendum. It would take another seven just to decide the question this time, there being so many options on the table. And the clock is ticking down to 29 March…

So now the front runner is that the EU graciously decides to stop the clock and give the UK more time to come round to its way of thinking. I am sure it will be offered, but will Mrs May accept…and prolong the agony even further. There’s a growing ‘Leave. Then negotiate’ mood around.

I voted Brexit to get the UK out of the EU’s political and regulatory spaghetti. And because I thought it would be interesting. I didn’t realise it would be this interesting…


Eamonn Butler
Director, Adam Smith Institute

Também era assim na URSS

16 Janeiro, 2019

A votação por braço no ar a uma moção de confiança é estalinista. Não me interessa se é o CDS, o PSD, o PS ou o Rancho Folclórico de Moimenta da Beira. Se há motivos de desconfiança da liderança, a única forma de a expressar livremente é através do voto secreto. Eu votaria a favor de uma moção de confiança do Maduro ou do Kim Jong-un porque os meus princípios não se sobrepõem à minha necessidade de ter uma cabeça para pensar princípios.

Se tatuar os dissidentes é liberdade, vou ali e venho já. Que Rio precise de mostrar força desta maneira é algo bastante esclarecedor. Fosse eu alguém com direito de voto no Conselho Nacional do PSD e amanhã votaria contra a moção de confiança mesmo que concordasse com a liderança de Rio.