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Direito de resposta: Na Iniciativa Liberal não levamos a mal

19 Março, 2018
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A pedido do João Luís Serrenho, Vogal da Comissão Executiva da Iniciativa Liberal, publica-se o seguinte direito de resposta ao texto do Rui Albuquerque publicado ontem.

No bom espírito liberal, este artigo vem como contraditório, mas sempre visando a complementaridade, a um post neste blog por rui a., de 18 de Março de 2018.
Clarifico que não pretendo com esta resposta comentar ponto a ponto o artigo do rui a. sobre o Manifesto Portugal Mais Liberal, que se tornou a Declaração de Princípios da Iniciativa Liberal (IL) enquanto Partido – pretendo antes usar o artigo como veículo para clarificar um pouco a IL, as suas intenções, os seus objectivos para Portugal. Aliás, gostaria de começar por agradecer a rui a. a crítica que apresenta. Estamos comprometidos a incorporar todas as críticas construtivas, e aceitamos contributos de todos os que se queiram juntar a nós neste caminho para um Portugal Mais Liberal.
Queria no entanto começar com um par de desmistificações, se me permitem –
A IL não é, nem pretende ser, o espelho perfeito das ideologias liberais clássicas, ou libertárias, ou liberais sociais, ou anarco-capitalistas, ou *fill in the blank*. A IL é um partido liberal. Ponto. Dentro do partido temos liberais mais à direita, mais à esquerda, mais radicais, mais moderados. Mas com algo em comum – somos todos liberais. Significa isto que quem venha olhar à lupa com o objectivo de fazer um teste de pureza, sairá com certeza desapontado.
Adicionalmente, temos o desejo de combater o sistema vigente, mas com o objectivo de trabalhar para um Portugal Mais Liberal (note-se o “Mais”) – não desmontar a sociedade portuguesa e voltar a construir de acordo com os princípios deste ou aquele pensador. Neste sentido, é natural que haja pontos de acordo com partidos existentes no panorama político português, e também com a Constituição. Por exemplo, cremos que em termos de costumes a sociedade portuguesa é progressista, e fez muitas coisas bem. Podíamos decidir ignorar o ponto de partida, ou fingir que não concordamos com o que está bem feito, mas tal não seria honesto. Há muito para fazer, muito para melhorar, muito para desconstruir. Mas não estamos a começar um País do zero.
Neste sentido, o exercício de comparar o nosso Manifesto ponto a ponto com a Constituição e percepcionados programas de outros partidos parece-nos interessante de um certo ponto de vista, mas ultimamente pouco esclarecedor. O Manifesto não pretende elencar pontos de discórdia com o status quo, pretende ser uma declaração de princípios base para construção de propostas, essas sim, disruptivas. Se realmente não existissem diferenças, então o PS, PSD e CDS seriam já partidos liberais – creio que não haverá muitos a defender que o são. De resto, o Manifesto da IL foi largamente baseado no Manifesto de Oxford de 1947, que serviu como carta de princípios da Internacional Liberal. Se um liberal não se revê nestes pontos, então talvez a discussão seja outra.
No entanto, a crítica mais alargada entende-se e foi bem encaixada. A IL, de facto, ainda não avançou com propostas arrojadas que tenham permitido transmitir claramente a sua forma diferente de ver a sociedade portuguesa, e também a sua forma diferente de fazer e estar na política. Estamos convictos que somos diferentes dos actuais partidos tanto em forma como conteúdo, mas aceitamos que ainda não demos suficientes provas disso publicamente. Somos partido apenas desde Dezembro de 2017, e estivemos os últimos meses dedicados a construir a estrutura interna necessária para operar como tal. Não apresento isto como uma desculpa, mas antes como um momento charneira no percurso da IL e, esperamos, do liberalismo em Portugal – a construção interna acabou (por agora), e chegou a altura de agir. Assim, atrevo-me a desafiar os leitores que se considerem liberais (de qualquer estirpe) a participarem no nosso processo em curso de recolha de contributos para o programa político da IL. Basta clicar em agenda.liberal.pt.
É também aqui que a IL se diferencia de todos os partidos existentes na história da democracia portuguesa. Em vez de decidir manifestos e programas em grupos reduzidos à porta fechada, queremos construir com os contributos de todos os cidadãos interessados e motivados. Foi assim com o Manifesto, tem sido e está a ser com a Agenda que visa criar o Programa Político e será para programas eleitorais. Maior disponibilidade para o escrutínio não existe.
Seria mais fácil de outra forma? Talvez. Mas a iniciativa não é apenas nossa, a iniciativa é tua.

Não querem dar abracinhos ao prediozinho verde da Mouraria que dá lugar a uma mesquita?

19 Março, 2018

O”Movimento Quadrado Verde” protesta contra a construção de uma igreja no jardim entre duas escolas, em Telheiras. Como tal organizam este cordão humano pelo seu quadradinho verde. Dado este acendrado amor pelo verde creio que será de alargar o dito cordão ao prédio verde da Mouraria expropriado para dar lugar a uma mesquita
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Já que andam por aí dúvidas acerca dos meus estudos

19 Março, 2018

Os estudos são muito importantes. Para que não haja dúvidas acerca da minha licenciatura em antropologia barra mestrado em sociologia afro-LGBT, deixo aqui a secção da conclusão (intitulada “Conclusão”) da minha tese/dissertação/teorema integrada/o e avaliada/o em 19,5 valores/es.

Em jeito, de conclusão pode argumentar-se a elevada compreensibilidade normativa do proponente num âmbito discorrente de inegável mérito adquirido, como que demonstrado em inúmeras publicações como, os 32 capítulos em livros, 73 trabalhos científicos em websites indexados de grande renome, 3 discursos panfletários subordinados ao tema “Primeira sodomização, Alfredo: e agora? – Dúvidas, questões e situações a esclarecer num âmbito geocêntrico da indivisibilidade humana”, 9 post-its amarelos e 14 de tom azul bebé e 18 posters alusivos ao 1º e único Festival de Cinema LGBT do Bairro da Pasteleira. Sem querer salientar especificamente a contribuição incalculável no domínio da matrização hiposexual em indivíduo de raça negra que teve número ímpar de parceiros pansexuais de outras etnias desde que não mais de 50% tenham sido em simultâneo, é de salientar a contribuição incalculável mas devidamente valorizável quantitativamente no âmbito desta tese no domínio da matrização hiposexual em indivíduo de raça negra que teve número ímpar de parceiros pansexuais de outras etnias desde que não mais de 50% tenham sido em simultâneo. Quer-nos parecer-nos que o candidato possui vastíssima experiência teórico-prática nas disciplinas humanizantes de conhecimento social a que se propõe obter grau de mestre, até por ter tido oportunidade de desempenhar funções de grande responsabilidade homonormativa nas províncias de Nheeeeck e Zxzzzh, no sudonordeste asiático ao abrigo do plano de estudos da prestigiada Faculty of the Social Sciences of the Umanity of the Peoples of the World, UCLLA (Universty of the County of Los Lobos, Authonomus). — Cunha, © 2001-2017.

 

Naturalmente, deixei todos os críticos sem resposta. Para mim é assim: transparência.

Ninguém Fala dos Feridos dos Incêndios, Porquê?

19 Março, 2018

Foi preciso assistir ao programa de Hernâni Carvalho, o “Linha Aberta” para saber do total e absoluto abandono em que estão os feridos graves e muito graves dos incêndios mortíferos do verão passado, que ocorreram no “saboroso ano de 2017” segundo o nosso querido líder, camarada António Costa. Isto é inadmissível num país dito democrático onde o jornalismo deveria servir as populações mostrando o país real e assim pressionar o poder central e local para agir de acordo com a sua obrigação de proteger e servir as pessoas.

Como é possível quase um ano depois, termos vítimas graves que quase carbonizaram no meios do inferno das chamas e não terem sido acompanhadas, visitadas, apoiadas psicologicamente e financeiramente??? Veja aqui esses testemunhos e revolte-se. Alguém explica isto?? Pior: onde se meteu entretanto toda a comunicação social que nos deixou completamente em branco sobre estes nossos cidadãos??? Foram para Ibiza tal como o nosso orgulhoso primeiro ministro no meio da tragédia. Só pode.

Pois é graças  a gente como Hernâni Carvalho, entre outros (poucos), que este assunto e tantos igualmente medonhos, são escrutinados. Pena não ser emitido em horário nobre. Porque será? O país tem de saber. O país, que somos nós todos e que amanhã pode estar no lugar destas vítimas, tem de acordar. Este Governo anda a esconder-nos a realidade. Propositadamente e com a ajuda “comprada” dos média. Por falar nisso, saiba ainda que grande parte das vítimas dos fogos não vão ter acesso a apoios por causa de manobras tácticas do Governo.(veja o vídeo) Sim, ouviu bem. Um esquema de envio de SMS pouco claras e confusas para os que declararam prejuízos até 5000€ , a que se juntou os que tiveram prejuízos elevados mas que foram obrigados a ANTECIPAR o investimento para poder concorrer!! É para isso que eles pagam fortunas a assessores: para tramar o cidadão sempre que ele precisa do Estado e assim poupar nas DOAÇÕES dadas pelos portugueses para estas vítimas! Escandaloso!

Eram já mais de 250 feridos nos fogos de Pedrógão ao que se juntou mais de 70 no remake de fogos logo a seguir. E nem uma palavra na comunicação social. Nem um acompanhamento televisivo daqueles que ridiculamente fizeram quando o Presidente da República fez uma cirurgia de emergência sem qualquer interesse nacional, lembram-se? Não se calavam com a porcaria da hérnia! Bolas! Que país é este? Mais de 300 pessoas queimadas, algumas com muita gravidade e só uma  referência a uma dessas vítimas transportadas para Espanha. Além do drama da esposa que ficou com o filho entretanto nascido sem poder dar o nome. Um drama que passou despercebido não fosse, claro, a bendita rede social! Nojo!

Eu sei. No final do mês é preciso pagar as contas e o “patrão” é quem tem a última palavra. Sim, também sei, porque não sou parva, que a imprensa em Portugal não é livre como o querem fazer crer. Que o lápis azul de hoje, mascarado de democracia manieta os jornalistas. Mas vender a alma ao diabo compensa mesmo? Trair o país e seu povo não deixa peso na consciência? Sei de gente com carácter que virou costas a quem o quis algemar como foi o caso de Alberto Gonçalves. Mas pronto, não temos todos os mesmos valores, certo?

Não há nada mais criminoso do que ser cúmplice da  morte de um povo enquanto sociedade que deveria ser livre e está a ser amordaçada pelo sistema com a complacência daqueles que deveriam estar do lado do cidadão, defendendo-o, em vez de o deixar ao abandono.

Porque jornalista comprado é um  soldado da ditadura.

 

começa mal, a iniciativa liberal

18 Março, 2018
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Quem se dispõe a fundar um partido para ir a eleições e chegar ao governo tem a pretensão de obter os votos do número suficiente de pessoas que lhe confiram um poder público que será exercido sobre elas. Por isso, o escrutínio público e rigoroso de quem se apresenta publicamente com tão nobres intenções é, não só, uma obrigação de liberdade individual, como, sobretudo, é uma exigência da democracia representativa. Será, pois, a partir das intenções, anunciadas pelos seus fundadores, e documentos por eles publicados, que analisarei o partido, recentemente formado, chamado Iniciativa Liberal.

Para esse efeito, passei os olhos pela carta de princípios da nova organização partidária, a que foi dado o nome de «Manifesto Portugal Mais Liberal». O texto, que se esperaria de uma certa ruptura com o que já existe, porque só isso justificaria a criação de um novo partido, é um conjunto de lugares-comuns confrangedores, onde não se encontra uma única, repito, uma única, afirmação que não possa ser subscrita pelo PS, PSD ou CDS, e que, muito provavelmente, sem ter lido os programas de cada um deles (não me desejem tanto mal…), aposto que se encontram em todos eles. Por outro lado, todos os «direitos» que o Manifesto pretende assegurar estão todos, sem excepção, já «garantidos» pela Constituição da República Portuguesa, ou seja, pela Lei Fundamental do actual regime.

Para que não digam que estou de má vontade, ilustrarei o que acabei de afirmar com alguns exemplos, divididos em duas partes: a) Propostas extraídas do Manifesto que encontraremos nos programas do PS, PSD e CDS; b) Direitos já garantidos na CRP. É um exercício um tanto ou quanto fastidioso, mas tem que ser.

Ler mais…

1.993.921 razões para Passos não poder ser professor no ISCSP

18 Março, 2018

A contestação à contratação de Passos Coelho pelo ISCSP é um ajuste de contas com o anterior PM. Mas não só. Há que mostrar quem manda aos 1.993.921 portugueses que em 2015 votaram Passos.

Reaprender a ler

17 Março, 2018

Durante anos os portugueses como todos os povos sujeitos a censura desenvolveram a técnica de ler nas entrelinhas. Agora que a censura enquanto exame prévio foi substituída pela auto-censura as entrelinhas voltaram. E assim temos uma notícia sobre a decisão do Vaticano de divulgar a totalidade da carta do papa emérito Bento XVI sobre o papa Francisco. Ora como apesar da polémica  não se tinha noticiado que o Vaticano não divulgara a totalidade da carta não se percebe nada de nada. Para maior sossego das nossas almas ainda temos a informação que as críticas à não divulgação total da carta vieram  “em particular do meio mais conservador” que como se sabe está em comunicação directa com o demo. Ainda se as críticas viessem dos sectores mais progressistas!…

 

Rio: “Estou habituado a ambientes de tensão, é assim que funciono bem”

17 Março, 2018

Rui Rio

Estamos portanto a assitir a Rui Rio em pico de performance.

Agora imaginem…

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Portanto as facadas, os ataques com ácido, as bombas, os autocarros contra as pessoas… tudo isso tem sido por causa da falta de investimento e naturalmente não têm nada a ver com o fundamentalismo islâmico

17 Março, 2018

António Guterres falou nos “Encontros de reflexão comemorativos dos 50 anos da fundação da Comunidade Islâmica de Lisboa”, que decorreram na Mesquita Central de Lisboa. E o que disse Guterres?

Em primeiro lugar que tem de existir“um grande investimento”. O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou esta sexta-feira que o investimento de Portugal na diversidade tem de continuar com “grande persistência”, lembrando que subsistem no país manifestações xenófobas e racistas.  António Guterres disse que “em muitas sociedades europeias não houve este investimento“, nomeadamente por parte de governos. “A diversidade é uma fonte de riqueza, não é uma ameaça (…). [Mas] só por si não garante a harmonia de uma sociedade”, referiu, acrescentando que, “para que haja efetivo pluralismo e uma coesão”, tem de haver “um grande investimento”, envolvendo governos, autarquias, líderes religiosos e sociedade civil.

Em segundo diz Guterres  que apesar “do investimento feito em Portugal em prol da diversidade ainda há no país manifestações de xenofobia, racismo e ódio contra muçulmanos.“

Em terceiro o antigo primeiro-ministro sublinhou que o investimento realizado “tem de ser continuado, e com grande persistência”.

Por fim na sua intervenção  assinalou que o radicalismo “é uma perversão do pensamento religioso, que não é monopólio do Islão”, dando como exemplos os fundamentalismos budista e cristão.

EM CONCLUSÃO: as facadas, os ataques com ácido, as bombas, os autocarros contra as pessoas… tudo isso tem sido por causa da falta de investimento. Em Portugal existem  manifestações de xenofobia, racismo e ódio contra muçulmanos. E podem ir estes últimos descansados para casa porque fundamentalismos há muitos. Fundamentalismo budista na Europa então tem sido um nunca mais acabar!

um novo partido

16 Março, 2018
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É também evidente que, por pior que corram as coisas a Rio, este não sairá da liderança do PSD. Rio esteve mais de quinze anos para chegar a esse lugar, adiou sucessivas entronizações que estavam mais do que asseguradas, pelo que, agora que se decidiu a arrepiar caminho, não será com duas tretas, isto é, com maus resultados eleitorais, que ele cederá voluntariamente o seu cargo a outro. Acresce que o homem é teimoso, faz gala em cumprir mandatos e tem os seus planos. Consequentemente, se a derrota para o PS já está devidamente preparada, um mau resultado face ao CDS só o abalará se for excessivamente mau – com resultados muito próximos ou, no limite do dificilmente concebível, com o partido de Cristas a ultrapassar o PSD. Menos do que isso não o fasrá sair do lugar. Mas se o resultado for péssimo, também Passos é capaz de sair chamuscado, porque foram os seus dois péssimos anos na oposição que, de facto, abriram alas a Assunção Cristas, e os «rioistas» não deixarão de lho lembrar. Deste modo, de os resultados de Rio forem insatisfatórios mas derem para aguentar, a Passos e aos seus só restará um caminho: criar um novo partido. Em França foi o que Macron fez.

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o regresso de passos

16 Março, 2018
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É curioso constatar que, pela primeira vez na história do partido, o líder do PSD está menos dependente de uma derrota nas legislativas para o PS, do que dos resultados que o CDS possa vir a obter nessas mesmas eleições. Na verdade, Rui Rio promoveu, mesmo antes de ganhar a liderança laranja, o «damage control» de uma previsível derrota, nessas eleições, em relação ao partido de António Costa, mas esqueceu-se, ou desvalorizou, o CDS e Assunção Cristas. Deste modo, se o avanço eleitoral deste último partido for considerável, se o PSD baixar substancialmente e não ficar muito distante do CDS, estará aberta a porta para a saída de Rio e para o regresso de Passos Coelho à liderança do PSD e da direita. Na cabeça dos militantes laranja, ele será o único capaz de pôr a sua ex-ministra na ordem e de criar uma alternativa real ao PS, que Rui Rio, pelo menos por enquanto, não parece querer protagonizar.

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Um negro de cabeleira loira e um branco de carapinha não parece bem nem é normal

16 Março, 2018

Sendo difícil capturar a imaginação do português para as grandes questões europeias e mundiais, fruto da espalhafatosa insignificância do país na Europa e consequentemente no mundo, é, contudo, bastante fácil capturar a atenção do pobre lusitano para as insignificâncias espumosas do quotidiano de mesquinha intriga.

O caso do abaixo-assinado dos académicos do Bloco (pode haver um ou outro que seja do POUS, mas eu gosto de generalizações) contra a contratação por meia-dúzia de aulas de Passos Coelho é paradigmático. Encabeçado por Miguel Vale de Almeida, o ex-deputado limiano do PS (OK, não era queijo que defendia, era só a consagração pelo estado celebrada pelo padre funcionário-burocrata de um determinado tipo de actividade sexual entre humanos), pessoa que a nação conhece unicamente pelas prestações no programa Prós e Contras no desempenho do papel “o que é homossexual”, seria de supor que o pedigree bloquista (logo, nenhum) dos signatários não originasse tanta tinta vertida nos jornais “de verdade”. Todavia, originou. Tudo e mais um pentelho tem opinião sobre se uma faculdade deve contratar um tipo para umas aulas que mais serão palestras.

E vós, sim, vós, continuais a comer dessa mistela que vos metem no prato. É o que é: tendes os pastores que mereceis. Este país, do que precisa mesmo, é do regresso de um Restaurador Olex.

 

A campanha das Quatro Pestes

16 Março, 2018

O primeiro-ministro apelou hoje a uma mobilização nacional para a causa da floresta, convidando todos os deputados a juntaram-se aos presidentes da República, do parlamento e Governo nas ações de limpeza dos próximos dias 24 e 25.

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O primeiro-ministro que “o senhor Presidente da República [Marcelo Rebelo de Sousa] e o senhor presidente da Assembleia [da República, Eduardo Ferro Rodrigues] já aceitaram o convite da Associação Nacional de Municípios Portugueses, juntamente com os membros do Governo, na grande ação de limpeza da floresta que é promovida nos próximos dias 24 e 25 de março”. “Deixo aqui o desafio a todas as bancadas a juntarem-se a nós para fazer de março o grande mês da limpeza da floresta”, frisou o líder do executivo na parte final do seu discurso.

O nosso Grande Líder nesta sua campanha de salvação do seu cargo político avisou: “Revela-se, pois, prioritário dar cumprimento à legislação que obriga à limpeza das propriedades privadas, uma obrigação que impende em primeiro lugar sobre os proprietários.” donde se poderá concluir que a legislação não obriga à limpeza das propriedades públicas.

Mais avisou o Grande Líder com aquelas aritméticas características  de quem não faz a mínima ideia sobre aquilo que está a falar; «enquanto os proprietários não cumprirem as suas obrigações, os municípios podem tomar posse administrativa dos terrenos e recolher os proveitos dos seus rendimentos» Assim postas  as coisas, ou  o Grande Líder e o senhor Presidente da República e o senhor presidente da Assembleia da República andam a limpar mato pro bono ao fim de semana por esse Portugal fora ou os munícipios acabam a arcar com os custos.

Da ignomínia

15 Março, 2018

Forest fire in Pedrogao Grande, Portugal

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Assim Não Saímos da Cepa Torta

15 Março, 2018

Não sou nem serei nunca apologista de impostos. Porque tal como a palavra indica, imposto é impor.  É sacar parte do nosso suor diário a trabalhar ou a empreender sem pedir licença. Mas compreendo que para ter um Estado Social seja necessário contribuir para o sustento dele. O problema é que há décadas que legalmente os políticos deste país metem a mão nos dinheiros arrecadados das famílias portuguesas e empresas, para o distribuir por eles próprios, suas famílias, amigos e clientelas criando um Estado mamão insaciável que além de crescer desmesuradamente, sacrifica cada vez mais quem trabalha. E isso é extorquir.

Com a desculpa de que faz falta mais dinheiro para acudir ao Estado Social e mais outras tantas tretas para burro comer, não se limitam a cobrar impostos já existentes. Aumentam e inventam mais uns quantos. É a máquina fiscal do Estado ladrão a triturar a economia para sobreviver. Ele e quem manda nele. Como não há na Constituição nenhum limite à cobrança de impostos, é só ter imaginação e vítimas para taxar. Isto não é governar. É roubar! Para que este roubo fiscal tivesse uma justificação válida teria no mínimo, na mesma proporção, de ter retorno na sociedade. Ou seja, pagar impostos , mesmo que altos, mas em contrapartida ter serviços de saúde, educação, segurança e protecção social  de excelência para todos, bons salários e reformas. Como acontece nalguns países. Mas por cá, zero! O que temos é uma carga fiscal das mais pesadas da Europa para ter gente a morrer em listas de espera para tratamentos e cirurgias, ou cirurgias suspensas por falta de assistentes operacionais, ou Centeno a suspender pagamentos a fornecedores de Hospitais a provocar falência técnica do SNS ou congelar entrada de especialistas ou deixar escolas sem auxiliares, enquanto contratam mais 10 000 pessoas no Estado sem sabermos muito bem para quê se onde fazem falta não existem.

O nosso Primeiro Ministro está tão orgulhoso com seu desempenho nesta arte de (des)governar onde criou um conceito único  de “fim de austeridade e reposição de rendimentos”, com aumento brutal de impostos em três OE (mas que génio!) desde Gaspar no período da Troika, que até já foi propor a fórmula à UE com a criação de mais impostos que, segundo ele, não vão recair sobre os cidadãos europeus (só sobre os marcianos). Palavra – que não vale nada – dada. Ou seja, mais roubo.

Ora temos de reverter rapidamente este caminho de empobrecimento. Se temos salários baixíssimos não podemos ter impostos altos.  Mas também não é possível ter salários  mais altos com impostos pesados sobre quem cria postos de trabalho.  Nenhuma economia sobrevive  assim sem se endividar e consequentemente, empobrecer. É preciso importar bons exemplos de governação e aplicá-los. Por muito que alguns tentem negar, há uma relação evidente entre qualidade de vida  e o pagamento de impostos. Países que cobram menos e simultâneamente melhor aplicam os impostos cobrados,  proporcionam melhores condições de vida aos cidadãos. Porque não é o valor do salário que conta (há países com salário elevadíssimo e não chega para nada) é sim o valor que fica depois do que se desconta em impostos e despesas básicas de sobrevivência. No caso de Portugal: nadinha. Estamos na 29ª posição em qualidade de vida (dados OCDE) em 38 países avaliados. Quase no fundo da tabela. Uma vergonha.  

Analisando dados disponíveis da OCDE constatamos que o Top 10 dos países com mais qualidade de vida é constituído por países como Noruega, Austrália, Dinamarca, Suiça, Canadá, Suécia, Nova Zelândia, Finlândia, EUA e Islândia, países que, com excepção da Suécia, Finlândia e Dinamarca estão também no Top dos países que menos cobram impostos. Ou seja, são países onde menos se sacrifica as famílias e empresas com o retorno dos seus impostos bem aplicados na sociedade em prol do seu bem estar.

E é este um dos  caminhos para tirar este país do lodo.

 

 

 

 

 

Os operários já não dão votos

15 Março, 2018

White working class girls traded for sex, says Telford MP

O espelho da sua alma.

14 Março, 2018

Domingos Lopes escreve hoje no PÚBLICO um texto intitulado “A cátedra de Massamá que é um verdadeiro espelho da sua alma. Sobre Pedro Passos Coelho escreve Domingos Lopes:  “Morando em Massamá, chegou àquele cargo onde quase ninguém chega. Durante o mandato defendeu as oligarquias do sistema financeiro e, em relação aos estudantes, mandou-os sair da zona de conforto e deixarem de ser piegas.”

Para lá de uma misteriosa fixação com Massamá e sabendo-se como as questões locais são importantes para Domingues Lopes (este é o homem que só percebeu a ignomínia da invasão da Checoslováquia em 1968 quando, em 2009, foi afastado pelo PCP das listas de candidatos à Assembleia Municipal do Alandroal) estamos perante o retrato do progressismo que nos pastoreia, enxameado de comissários políticos capazes até de cavalgar a onda dos arrependimentos.

 

Será que 40 anos bastariam a Domingos Lopes para concluir que a contestação à ida de Passos Coelho para o ISCSP é uma manifestação de intolerância? Não sei. Quiçá se alguém o convidadasse para a União das Freguesias de Massamá e Monte Abraão acabasse a pensar mais rapidamente. É que 40 anos para perceber o que aconteceu na Checoslováquia é pensar muito devagarinho.

 

Podem esclarecer-me: a senhora Gina Haspel tb destruiu as gravações deste acontecimento ou por essa época estava em casa a fazer tartes de maçã?

13 Março, 2018
Obama_and_Biden_await_updates_on_bin_Laden

Ataque à casa de Bin Laden cujo endereço foi obviamente fornecido pelo próprio

Não, não é maluqueira: é tão só o amanhã caso continemos tolhidos perante estas criaturas

13 Março, 2018

Vale a pena ler este decálogo de 19 pontos (antigamente os decálogos tinham dez pontos agora as contas devem ser outras) publicado na revista de um sindicato espanhol que entre outras coisas propõe “Prohibir el fútbol en los patios de recreo.”  e ” Eliminar libros escritos por autores machistas y misóginos entre las posibles lecturas obligatorias para el alumnado. Ejemplos de libros y/o autores machistas a eliminar de los temarios: Pablo Neruda (Veinte poemas de amor y una canción desesperada), Arturo Pérez Reverte y Javier Marías (cualquiera de sus libros).” …

Não, as criaturas que escrevem isto não são malucas nem excêntricas. O que está por trás da presente onda dita femenista é tão só o ódio do costume ao ocidente, ao capitalismo e ao pluralismo político
Agora são feministas, amanhã podem ser animalistas, depois de amanhã nativistas…
Tudo leva ao mesmo: o ódio à nossa forma de vida.
Como de costume as criaturas investem chamando nomes a torto e a direito. Mal apodam alguém esse alguém torna-se um pestífero. À cautela os demas dizem que sim, realmente, pois também… As criaturas rejubilam e continuam. Exigem que os professores e juízes tenham  formação em feminismo. Que as empresas criem planos de iguladade. Que se patrocinem programas ditos feministas… Com elas, as criaturas, a avaliar. A julgar. A condenar. Continuem a achar que isto não vos toca e um dia vão descobrir que elas já vos descobriram.

 

Manifesto Anti-Passos Coelho – Parte II

13 Março, 2018

 

Valley News - Shawn Braley

 

Há duas semanas escrevi aqui sobre a ida de Passos Coelho para a Universidade. Entretanto, por causa desse texto, fui abordado por amigos e conhecidos, curiosos por saber se tenho alguma coisa contra doutorados e académicos puristas. Sinto, por isso, que há aqui um mal-entendido que importa esclarecer: em relação aos primeiros só posso experimentar uma certa inveja pela perseverança e capacidade de concentração; em relação aos segundos, que defendem que os lugares de professor do ensino superior devem ser todos ocupados por pessoas que entraram na escola aos 6 anos de idade e nunca mais de lá saíram, não só não tenho nada contra, como até julgo, depois de ter pensado melhor no assunto, que eles têm razão. Imaginem que esta moda de recrutar docentes com experiências de vida fora dos campus universitários se espalha na nossa Academia? O que iria acontecer aos restantes, despojados do seu posto e lançados à crueldade do “mundo exterior”? Muitos deles acabariam, certamente, por se aleijar. Outros, ao tentarem introduzir as suas teorias no quotidiano, acabariam, certamente, por aleijar alguém. Se há coisa que a história já provou é que o local onde os intelectuais provocam menos danos é no recato das faculdades e das bibliotecas. Logo, tudo o que possa contribuir para os tirar de lá deve ser evitado. Se Passos Coelho quer continuar a ser útil ao país, o melhor que tem a fazer é deixar a torre de marfim em paz.

 

Estão a ver o que está a acontecer ao Passos?

12 Março, 2018

Grupo de professores universitários faz abaixo-assinado contra Passos catedrático
Um calvário em muito pior espera todos aqueles que não prestem vassalagem ao PS.

Governar “com a razão e o coração”,

12 Março, 2018

Joaquim Sarmento:  O bloqueio da ponte “25 de abril” em 1994 levou a que o governo seguinte, que saiu das eleições de 1995, liderado pelo Eng. Guterres, não aumentasse mais as portagens e mantivesse a “borla” tradicional de portagens em agosto. Houve o receio político de novos conflitos. Como a economia crescia e era preciso governar “com a razão e o coração”, ninguém se preocupou muito com o fato de esta decisão ter custado centenas de milhões de euros aos contribuintes.

Entre 1996 e 2000, tivemos assim cinco acordos de renegociação. Em cada acordo, o privado pediu uma indemnização pela perda de receita decorrente do não aumento das portagens e da isenção de agosto. No total, o privado recebeu nesses cinco anos cerca de 180 M€ (sendo que o Tribunal de Contas estima que a perda de receita para o privado foi inferior a este valor). Adicionalmente aos acordos de reequilíbrio financeiro, a Lusoponte usufruiu de dois benefícios fiscais que não estavam previstos no caso-base

Pede-se a intervenção com urgência da Comissão da Liberdade Religiosa

12 Março, 2018

Pelo direito a não fazer parte da Igreja da Igualdade de Género

Congresso do CDS

12 Março, 2018

Um congresso partidário a meses-luz de eleições legislativas só é notícia em países patuscos, daqueles em que, além da bola, não se passa nada, nem um concerto da banda de tributo a Phil Collins. Ter reparado que a comunicação social e, muito particularmente, amigos que não são do CDS deram alguma importância ao ocorrido este fim-de-semana em Lamego só é justificável por fastio com intrigas da bola e do festival da canção.

Assunção Cristas, ao que se diz, vestiu roupa para a ocasião. Fluíram alguns discursos entre as pausas da degustação de cabrito e, inevitavelmente, chegou-se ao fim da coisa com mais um partido a afirmar-se o futuro da nação e o bastião do centro (tão pouco concorrido – deve ser nicho de mercado eleitoral). Além da conciliação da ala bruta com a homossexualidade do vice-presidente Adolfo Mesquita Nunes, momento que permitiu aos toscos uma sensação de profundo bem-estar com a sua magnífica superioridade ultramontana de perdão pós-modernista do pecado alheio, restou do evento o habitual rol de larachas dos comentadores indígenas que trocam um ou outro vaticino por momentos de proximidade com o pentelho do quinto poder.

Que espero eu do CDS? Espero tanto do CDS como do PSD de Rio ou do POUS de Carmelinda: nada. E assim é que está bem.

Lero-lero de Lamego

11 Março, 2018

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No discurso de encerramento do congresso do CDS Assunção Cristas disse-nos que Portugal tem pelo menos dois “desígnios nacionais”:
1) ser líder mundial no combate às alterações climáticas.
2) ser líder mundial na economia azul (e verde, suponho).
 
O partido vai cavalgar esta onda?
Eu vou fazer como Adolfo Mesquita Nunes e ver mais o Festival da Canção…
*

 

Chegou a hora de o governo resolver os problemas do futebol!

10 Março, 2018
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Ana Catarina Mendes disse ontem à TVI que chegou a altura de o governo colocar cobro à situação grave a que chegou o futebol. Tem razão Ana Catarina Mendes: o futebol está coberto de problemas:

– Começa na linguagem agressiva dos seus dirigentes…

– … incluindo entre elementos do mesmo clube nas disputas internas…

– ….adicionam-se escândalos de corrupção …

– …suspeitas de corrupção a árbitros…

– … e ligações pouco claras à imprensa…

– … com comentadores cartilhados…

– … e, claro, o clima de confronto começa a afectar os adeptos e os episódios de violência vão-se repetindo

Chegou a altura de os políticos intervirem. Se há alguém com legitimidade e autoridade para resolver os problemas no futebol são eles.

Paridade no cu dos outros

9 Março, 2018
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O governo aprovou ontem o aumento das quotas de mulheres na administração pública e empresas privadas cotadas na bolsa. Segundo esta notícia, passará a ser obrigatório ter pelo menos 40% de mulheres em conselhos de administração e orgãos de fiscalização. Para quem não conhece os membros do conselho de ministros que aprovaram estas medidas, ficam as fotos abaixo.

Façam de conta que isto aconteceu nos EUA e assim já podem indignar-se muito (e até mete armas)

9 Março, 2018

A comunidade de Agnettes está em guerra com a comunidade de 3 F e portanto organizam batalhas. Por agora com agora com armas convencionais.

Roué de coups et visé par des tirs de pistolet à grenaille, un adolescent de 16 ans pourrait souffrir de lourdes séquelles à vie. Ce garçon a été agressé ce mardi matin à Gennevilliers (Hauts-de-Seine), avenue Chandon, non loin de la cité des Agnettes. Il était environ 7h30 quand trois jeunes hommes ont fondu sur lui. Ils l’ont d’abord pris à partie, bousculé, avant un déchaînement de violence. L’adolescent a essuyé une pluie de coups de pied et poing. Et ses agresseurs, munis d’un pistolet à grenaille, lui ont également tiré dessus en visant le visage.

Ils ont fait feu à trois reprises, à bout portant. L’adolescent a été brûlé à la joue, et a reçu du plomb dans un œil. Opéré ce mardi, il devrait subir une nouvelle intervention chirurgicale ce mercredi. Mais les médecins se seraient montrés peu optimistes, redoutant que leur patient ne perde définitivement son œil.

Selon les premiers éléments de l’enquête, l’agression serait le deuxième épisode d’un conflit opposant la cité des Agnettes à celle des 3 F. Conflit dont, pour l’heure, on ignore l’origine. Mais une première bagarre aurait déjà opposé des groupes rivaux de ces quartiers, dimanche, avenue Gabriel-Péri, près des 3 F.

Ps.  Dos combates entre a comunidade do Sry Lanka – que meteram escalpes e decepações – não se soube mais nada a não ser que por saber mais se inclua a informação de que em 2011 já tinha havido um caso semelhante, que em Fevereiro deste ano tinha acontecido um ajuste de contas dentro da comunidade felizmente só com feridos dizem os jornais mas que no outro ajuste de contas de Janeiro tinha morrido uma pessoa e assim sucessivamente. Mas enfim é mais uma questão etnográfica que criminal.

Há vidas que são uma quadratura do círculo

9 Março, 2018

henrique pereira dos santos: «Jorge Coelho, de forma sistemática, transferiu riscos dos concessionários para o Estado, renegociando concessões em posição de fragilidade: uma coisa é negociar uma concessão através de um concurso em que todos os concorrentes querem ganhar a concessão, outra coisa é negociar alterações a concessões quando já existe um contrato e só há um concessionário, que tem evidentemente a faca e o queijo na mão.

Jorge Coelho perseguia objectivos políticos de curto prazo, querendo obras mais rápidas para estarem prontas ou lançadas a tempo de eleições ou querendo motivar interessados em obras injustificáveis do ponto de vista da racionalidade económica, como algumas das auto-estradas que foram feitas (não deixa de ser uma deliciosa ironia que pelo menos um dos subscritores do processo judicial posto à troica seja um dos principais economistas envolvidos nas marteladas dadas aos números para justificar obras injustificáveis, sustentadas em empréstimos que só não deram pior resultado porque a troica nos pôs a mão por baixo, não sei se por sermos meninos, se por sermos borrachos).

Pois bem, sendo isto assim e estando perfeitamente documentado, o que mais se vê são referências à putativa promiscuidade entre Ferreira do Amaral e a Lusoponte, como justificação para o facto da manutenção da ponte ir agora sair do bolso dos contribuintes, mesmo na imprensa de referência e nos comentadores mais influentes, conseguindo Jorge Coelho (e Guterres) nunca ser responsabilizado pela captação do Estado a favor dos seus interesses políticos (dos outros não falo, a polícia que tome conta do assunto, se houver matéria para isso, do que aliás duvido, neste caso)»

Autoridade

8 Março, 2018

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A Autoridade o que é e de onde emana?
Poder versus autoridade.
Disciplina ou caos?
Coerção ou ordem espontânea?
A moral, o direito e a lei.
Instituições, partidos e o estado.
O exercício e as transferências de autoridade.
A liberdade do indivíduo.

Tudo isto e muito mais vai ser o tema de conversa para mais uma tertúlia que se realiza no Porto esta sexta-feira, 09 de Março, às 21h30. Entrada livre.

Mais pormenores, aqui.

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todos os dias são dias da mulher

8 Março, 2018
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Mas, hoje, é ainda mais especial! Contudo,…

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Também vai ser criada legislação para acabar com estas desigualdades?

8 Março, 2018

Os homens podem esperar viver até aos 77,62 anos e as mulheres até aos 83,33 anos.

Homens têm uma maior probabilidade de morrer por pneumonia que as mulheres

Rapazes apresentam maior taxa de mortalidade do que raparigas

…

Dada a enorme onda feminista do dia

8 Março, 2018

já se pode dizer que o miltuculturalismo se traduziu na tolerância perante o machismo e  a violência sobre as mulheres? Ou o machismo só existe quando o agressor é branco e cristão?

Dia mundial das inimigas – Estórias a propósito do Dia Mundial da Mulher

8 Março, 2018
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Em 2005, uma empresa indiana que já prestava serviços a empresas americanas decidiu atrair clientes europeus. Na falta de recursos humanos locais com conhecimento de línguas europeias que não o inglês, decidiu contratar uma série de estagiários de vários países europeus, incluindo o humilde autor deste texto. Aterrando num ambiente corporate ocidentalizado, alguns dos/as estagiários/as levaram o seu tempo a integrar-se na cultura indiana. Ao fim de algumas semanas, as estagiárias europeias são chamadas a uma sala de reuniões. Foram aconselhadas a vestir-se de forma mais modesta (leia-se, mangas compridas com 35 graus e um ar condicionado dado a falhas). Quem se tinha queixado? As chefias? Os homens conservadores que sentiam tentados ao ver cotovelos nus? Não. As estagiárias indianas, também elas na casa dos vinte e poucos anos.

Uns anos mais tarde, passei uma longa temporada num dos países árabes mais conservadores. Na empresa onde estava trabalhava um casal oriundo de um país ainda mais conservador que ocupavam ambos cargos de relevo. A certa altura convidam-me para a sua casa (um palácio quase no centro da cidade). Na sala de estar conversávamos como o fazíamos na empresa, mas ela, mais à vontade, retirou o lenço que lhe tapava o cabelo. Passado alguns minutos passa um homem mais velho que lhe diz qualquer coisa em árabe meio a sorrir. Continuamos a conversar como antes. Passado uns minutos ouve-se alguém a entrar. O mesmo homem mais velho entra na sala e diz qualquer coisa. A mulher coloca o lenço. Tinha chegado a mãe.

Numa reportagem sobre mutilação genital feminina num país africano a repórter quase só consegue encontrar mulheres disponíveis para falar. Entre as mais velhas, a opinião é unânime de que as mulheres que não são excisadas são menos higiénicas, menos fertéis e menos fieis. Uma dessas mulheres diz mesmo que sabe quando uma mulher não é excisada pelo cheiro: “cheira a bode”, segundo a tradução da repórter. Uma especialista diz à repórter que a excisão feminina é também uma forma de defesa das mulheres mais velhas: ao tornarem o sexo uma actividade dolorosa para as mulheres mais novas, torna-se menos provável que elas se predisponham a fazer sexo com os seus maridos.

Recentemente, algumas feministas mais radicais protestaram pela existência das chamadas “grid girls”, mulheres jovens e bonitas empregadas na Formula 1 para dar um colorido a um desporto maioriatariamente seguido por homens, que na sua maioria gostam de mulheres jovens e bonitas. Apesar de as próprias grid girls defenderem o seu papel e afirmarem que não se sentiam objectificadas, o protesto de outras mulheres que não grid girls levou a que perdessem o seu emprego. As feministas não entram todas na mesma categoria e há lutas bastante justas, mas não será por acaso que entre as mais radicais estejam quase sempre mulheres mais velhas. A ala feminista “all sex is rape” (como hiperbolicamente descrita num episódio de Family Guy) tem um fundo evolucionista (que não consciente!!) semelhante ao da excisão feminina: o de baixar as oportunidades de encontros sexuais das mulheres mais jovens e bonitas de forma a diminuir as oportunidades de infidelidade dos homens.

Finalmente, dois estudos já referidos neste artigo do Luis Aguiar-Conraria. Num deles, feito em Espanha, conclui-se que quando há mais mulheres num juri de selecção é menos provável que a pessoa escolhida para o emprego seja… mulher. Dito de outra forma, quantos mais homens estiverem na posição de escolher, mais provável é ser escolhida uma mulher para a posição. Num outro estudo, em que os investigadores enviavam CVs semelhantes com e sem fotografia, conclui-se que os homens bonitos beneficiavam em enviar CV com foto, mas as mulheres bonitas não. Motivo? A selecção dos CVs é maioriatariamente feita por mulheres e estas discriminam outras mulheres quando elas são bonitas.

Dia da mulher é dia de igualdade na arte de WC

8 Março, 2018

Sendo o “dia da mulher”, debruçar-me-ei sobre o problema da igualdade no mundo artístico.

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Os homens são, desde que importa recordar, representados em todo o esplendor viril, com detalhes de músculos, veias, pêlos púbicos e pénis. As mulheres são representadas como tendo osso pélvico e mais nada – não há vulvas, não há pêlos púbicos, não há qualquer tentativa de representar a existência de um sexo. Não admira que se pense que bebés vêm de França por cegonha ou a sua variante pós-moderna, de um supermercado de óvulos e espermatozóides devidamente misturados por indivíduos de bata pagos pelo contribuinte.

 

c-2005 (10)

Nada. Nem um pequeno vale.

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Quando uma pessoa envia uma chamada dicpic para pantomineira exibicionista que não se coíbe de dizer ao mundo o quão boa é ao ponto de receber dick pictures por ridicularização do perpetrador, fica, naturalmente, à espera da equivalente cuntpic. Porém, uma busca no urbandictionary.com revela a entrada de dicpic sem que se encontre o equivalente cuntpic, pussypic ou outro qualquer equivalente. Isto seria suficiente para originar a adição de nova acepção à definição de vagicide. Efectivamente, estão a matar a vagina na cultura pop.

6314674184_6c7182863a_mA única forma que me ocorre de combater o heteropatriarcado é através da representação da vulva em graffiti. Não faltam pilas em paredes no estilo naïf-mas-ei-todos-podemos-ser-artistas, mas o défice de vulvas é particularmente alarmante.

Assim, no dia da mulher, pela igualdade e pela representatividade, é meu desejo que o vandalismo de paredes se torne inclusivo. Para o efeito, defendo quotas para arte de rua: por cada pila numa parede deverá haver uma vulva da mesma cor.

 

Depois da fase em que acampavam indignadamente

7 Março, 2018

e escreviam prosas com títulos inesquecíveis como:Na Ágora de Bruxelas, a descascar batatas e a regar o jardim   a par da exaltação mística com a primavera árabe em que só viam democratas e democracias, deu-lhes para o feminismo. Amanhã é dia de convocatória geral às celebrações. Para o ano que vem com alguma sorte andam dedicados a outro assunto.

a dra. cristas tem os dias contados

7 Março, 2018
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A avaliar pelo que se lê neste artigo do Observador, parece que há uns quantos cidadãos filiados no CDS sumamente preocupados com o «esvaziamento ideológico» do partido, que se propõem redefini-lo nos «grandes princípios» que o devem nortear.

Lido o texto do jornal, e presumindo que este não falta à verdade, conclui-se que o esforço intelectual desses cidadãos não excede o de uma toupeira à procura de um buraco por onde possa ver a claridade do luar. Porque, se for verdade o que ali está escrito, o esforço da toupeira será infinitamente superior aos resultados aqui apresentados.

Enumerando os méritos de tão suados trabalhos, ficamos a saber que o CDS deverá «abrir-se» aos militantes e ao povo trabalhador, proibir o aborto e o casamento homossexual, conferir o direito de voto nas autárquicas aos jovens com dezasseis anos, afirmar-se perante o PSD (de que não poderá ser «muleta») e – não podia faltar – retomar as suas preciosas origens «democratas-cristãs».

Admitindo que todos os subscritores das peças «ideológicas» a submeter ao Congresso do partido tenham mais do que dezasseis anos – o que o teor das propostas não permite assegurar – e que aqueles que tenham já atingido a maioridade tenham todos casamentos heterossexuais e nunca tenham levado as namoradas à parteira, é de lhes perguntar o que pensam (?) sobre o destino do país e da sua economia, sobre o papel do estado na regulação social, a carga fiscal que incide sobre os portugueses e as suas empresas, a educação e a justiça, ou até, fugindo às funções tradicionais da soberania, coisas um pouco mais prosaicas como, por exemplo, o alojamento local, o Serviço Nacional de Saúde, a RTP ou a Caixa Geral de Depósitos. Tudo coisas certamente muito comezinhas para preocupar tamanhas inteligências, preocupadas que estão com a especulação sobre o cosmos e a vida, de que as propostas que veiculam trazem uma nova e invejável mundovisão.

A Dra. Cristas que se acautele, ou não aquecerá o lugar que ocupa.

Das comunidades

7 Março, 2018

Agora que estamos todos arrumadinhos em comunidades os crimes tornam-se problemas das respectivas comunidades. Em Paris, um homem estava a jantar num restaurante. Entraram outros dois homens no restaurante armados com um machado e um sabre. Deceparam-lhe um braço, cortaram-lhe uma mão e arrancaram-lhe parte do escalpe. Em França a imprensa arruma o assunto como um ajuste de contas dentro da comunidade do Sry Lanka e por cá mantém-se o silêncio do costume pq notícias siobre violência só saem as que a cartilha autoriza.

Uma camisa para Vénus

6 Março, 2018

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Não sei ao certo há quanto tempo conheço a senhora desta fotografia. É possível que tenha contactado com ela pela primeira vez em 1989, no livro de História do 7º ano, mas também me pode ter sido anteriormente apresentada pelo meu pai, quando folheava comigo aquelas Histórias da Arte em fascículos que gostava de coleccionar e que, por essa altura, ocupavam as estantes de muitos lares portugueses. Numa época em que os pais já não tinham o hábito de levar os filhos varões a casas onde se desenvolve o comércio amoroso, foi com certeza uma maneira familiarmente interessante de ir, quase literalmente, aos primórdios da questão.

Aparentemente, e de acordo com uma notícia que li num jornal estrangeiro, o Facebook não gostou que um retrato desta escultura, exposta num museu de Viena, tivesse sido publicado na rede social. E vai daí, sem meias medidas, censurou-o com a classificação de “conteúdo impróprio”. Faço notar, antes de mais, que, ao contrário do que se passa em Portugal, os estrangeiros limitam-se a dizer Viena, sem acrescentar o país a que pertence, pelo que fiquei sem saber se o dito museu se encontra na Áustria ou no estado norte-americano do Missouri, que tem uma pequena povoação com o mesmo nome. Mas o que verdadeiramente me surpreendeu foi a atitude da empresa de Mark Zuckerberg, retirando dos seus domínios esta vénus pré-histórica. Como não quero acreditar que um empreendedor nova-iorquino do séc. XXI seja mais conservador do que o Ministério da Educação e as famílias portuguesas dos anos 80, tenho de concluir que foi o aspecto da matriarca que lhe desagradou. É certo que a sua forma física não é a melhor, com alguma gordura localizada na área abdominal e com as glândulas mamárias ligeiramente descaídas. No entanto, se levarmos em consideração que a senhora tem quase 30 mil anos, temos de concluir que até está muito bem conservada. Tomara a muitas bem mais novas! Pode não servir para as páginas da Victoria’s Secret e da Playboy que o Facebook desinteressadamente alberga, mas talvez ainda conseguisse sacar três ou quatro matches no Tinder às 4 da manhã de uma noite de sábado. Fica a dica para a minha velha amiga.

 

Tudo passa…

6 Março, 2018

CristinaCostaPedrogao

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