Os offshores, essa coisa hedionda e tenebrosa
O artigo do Público dos 10 bi constitui um caso típico de notícia encomendada, puro spin para posterior exploração política. Se o tema meter offshores, existe campo aberto para a demagogia mais rasteira e para fomentar a indignação fácil da populaça.
Mas isto é um não assunto e parece que o “crime” maior reside na falta de divulgação estatística das transferências e na eventual não cobrança de impostos (quais?). Certo é que a informação reside toda na Autoridade Tributária (AT) e no Banco de Portugal, estando os Bancos, sociedades financeiras ou qualquer outra entidade prestadora de serviços de pagamento, obrigados ao envio periódico da informação.
Para a AT, as referidas entidades remetem anualmente o Modelo 38 (Declaração de Operações Transfronteiras) que, entre outras especificações, identifica o ordenante, o destinatário e o motivo da operação. Este é detalhado através dos Purpose Code do ISO 20022. Refira-se que o Modelo 38, tal como a generalidade das declarações fiscais, é transmitido através do Portal das Finanças via upload de ficheiros, ficando desde logo disponível no sistema central da AT para todo e qualquer tratamento estatístico que se pretenda fazer.
Ou seja, o governo está cansado de saber quem transferiu os 10 bi, quais os beneficiários e os motivos das transferências. Tal como sabe que as mesmas não podem ser obstaculizadas, pois elas são objecto apenas de comunicação e não de autorização prévia. Agitar o espantalho das offshores é usual na extrema esquerda com o objectivo último de tornar aceitável pela opinião pública o controlo de capitais. Quando tal for atingido, os capitais continuarão a sair mas deixarão definitivamente de entrar.
Claro que isto não passa de cortina de fumo para ofuscar o tema dos créditos problemáticos da CGD e o folhetim Domingues/SMSs e a responsabilidade da troika Marcelo/Costa/Centeno. Ter uma imprensa amestrada, sempre disponível para divulgar estas patranhas e inventar a ridicularia dos Lisbon Papers, naturalmente que dá jeito. É tudo tão óbvio…
No PREC ainda nos deixavam levar 20 contos
Continuem assim continuem que aos milhões que voaram mais milhões se juntarão. Desde Abril de 1974 que as élites portuguesas passaram a ter dinheiro fora do país.
Novo colaborador: je suis aussi la tante de Piscoiso

O Blasfémias, vencido que foi pela abordagem universalista, expansionista, neo-colonialista e anti-tradicionalista do anti-fascismo primário que combate o nefasto anti-comunismo básico, decidiu que o seu novo colaborador, Sérgio Barreto Costa, dispensava apresentações. Como um progressista perante um trecho de Žižek dispensa análise crítica, comentário avalizado e funcionamento correcto do cérebro, também nós entendemos que o Sérgio dispensa formalidades para ser considerado por vós como imediatamente certo. Que fique claro que o risco de contrariarem o Sérgio pode dar direito a uma valente e muito merecida tareia da Zazie. Bem sabemos que o número de leitores do Sérgio será muito maior que o número de votantes no Livre do Rui Tavares, mas não é por isso que temos que ceder a burocracias conservadoras e maçadoras de apresentar mais um indivíduo que, por não pertencer a nenhuma minoria desfavorecida, só será mais um empecilho à revolução que permitirá alcançar o Homem Novo.
Porém, é meu dever informar que demos as boas vindas ao Sérgio numa sessão colectiva onde o presenteamos com a nossa T-shirt “eu é que sou a tia do Piscoiso”. Inclusivamente, arrisco-me a dizer que, doravante, todos nós seremos a tias do Piscoiso.
O estado das artes

Foi já há algum tempo que a história veio a lume, mas não queria deixar de comentar o inesperado encerramento de um dos mais importantes e frequentados espaços culturais de Lisboa. Também foi notícia, mais ou menos na mesma altura, a decisão de Luís Miguel Cintra em acabar com o Teatro da Cornucópia, mas o fecho do Elefante Branco parece-me um assunto de maior gravidade e, por isso, mais merecedor de pormenorizada análise socioeconómica.
Há nestes dois encerramentos um facto intrigante que devemos sublinhar: quer a Cornucópia quer o Elefante resistiram à austeridade e filistinismo cultural do governo de Passos Coelho mas não às mãos-largas e gosto pelas artes do governo das esquerdas. Como não quero acreditar que as tão anunciadas reposições, de rendimentos e do Ministério da Cultura, tenham sido meras operações de propaganda, só posso concluir que foram os homens do FMI destacados em Lisboa durante o período do resgate que asseguraram a sobrevivência dos dois estabelecimentos nos últimos anos. Os grandes marotos, traumatizados pelo estado calamitoso das nossas finanças públicas, andaram a afogar as mágoas em champagne e Gil Vicente.
Estranhamente, talvez por julgar não conseguir acrescentar afectos a um lugar que por eles se tornou famoso, Marcelo Rebelo de Sousa não foi visto na pista de dança do “Trombinhas” no estertor do estabelecimento. E fica assim a dúvida se não teria sido possível, com essa mediação presidencial, ultrapassar os constrangimentos que prejudicaram o normal desenrolar da actividade. Esta ausência torna-se ainda mais estranha quando fomos testemunhas de toda a atenção que o Palácio de Belém prestou à candidatura de António Guterres à liderança da ONU. É que, com a sua clientela de políticos, governantes e diplomatas, e com a forte presença de trabalhadoras de várias nacionalidades, da América Latina à Europa de Leste, o Elefante Branco era, sem dúvida, o local português mais parecido com a Assembleia Geral das Nações Unidas. E, tal como no edifício nova-iorquino, muitas guerras tiveram nas suas mesas o seu prólogo. Guerras conjugais, principalmente. Mas nem por isso menos atrozes e arrepiantes. E muito mais palavrosas, para horror do beligerante masculino.
É também curioso que num país repleto de “elefantes brancos” sem qualquer utilização, se tenha optado por fechar aquele que ainda registava alguma procura. E não me venham falar de custos de manutenção. Por muita cowboyada que se fizesse no paquiderme lisboeta – e não faço a menor ideia do que lá se passava, uma vez que, à semelhança de todos os restantes homens do planeta, nunca lá fui –, não acredito que desse tanto trabalho a limpar como as 23 mil cadeiras vazias do Estádio de Leiria ou os 6 quilómetros de pistas abandonadas do Aeroporto de Beja.
Como? Renda convencionada para estrangeiros em Lisboa só se NÃO tiverem título de residência válido?
Quotas para mulheres? Dispensem a má publicidade.
É verdade que não falta mérito às mulheres, como diz Maria de Lurdes Rodrigues no seu artigo no DN que, para além da minha pessoa, ninguém terá lido, graças a Deus. O problema de afirmações deste tipo é serem emitidas por pessoas que, sendo mulheres, não são dotadas de particular mérito que se lhes reconheça fora do clube de chá onde os vários chalados socialistas conspiram com a sua infinita sapiência para conformar o mundo ao cânone ideal (ideal este que vai mudando à medida que os modelos socialistas vão rebentando mundo fora).
A razão por que as mulheres não acedem aos lugares de topo nada tem que ver com as suas capacidades ou qualificações, mas sim com o facto de serem mulheres, com a inércia das redes de recrutamento para os lugares de topo, no passado completamente monopolizadas por homens e por isso ainda hoje muito menos participadas por mulheres do que o espaço social no seu conjunto.
Pois, é quase lacrimal a beleza pastoral da frase, mas não é disso que se fala. A proposta do governo é a de estabelecer obrigatoriedade de lugares para mulheres em conselhos de administração de empresas cotadas em bolsa, não a de vencer inércia de redes de recrutamento. É provável que Maria de Lurdes Rodrigues não saiba — se terminasse esta frase aqui seria uma verdade incontestável aplicável a quase todas as áreas —, mas os conselhos de administração de empresas (independentemente da sua cotação ou não em bolsa) não recorrem a “redes de recrutamento” no sentido em que a senhora doutora está habituada lá na universidade e no partido (como se a universidade e o partido fossem particularmente diferentes).
Vivemos, infelizmente, num tempo em que ainda está naturalizada a ideia de que uma parte do espaço público pode ser construído apenas com a participação dos homens.
No entanto, Maria de Lurdes Rodrigues é mulher, tem uma coluna no DN em substituição da de um homem, foi ministra e conseguiu o feito de considerar a Parque Escolar como “um exemplo de boa prática de gestão”. Para a colunista e co-autora de livros com Adão e Silva, 2500 milhões de euros não orçamentados é “boa prática de gestão”, o que leva directamente à questão: será que Maria de Lurdes Rodrigues é a pessoa indicada para promover quotas para mulheres nos conselhos de administração de empresas?
Perguntará o leitor: mas porque é tão importante a participação das mulheres nos espaços de decisão política e económica? Se outras razões não houvesse, havia a da equidade. A razão que resulta do facto de as mulheres serem metade da população. Tão qualificadas, tão inteligentes e tão capazes como a outra metade e com o direito e o dever de participar em todas as esferas da vida.
Mais uma vez, conselhos de administração de empresas cotadas em bolsa não são “espaços de decisão política”, dra. Rodrigues. Poderão ter sido no tempo em que esteve no governo, mas verificou com o seu primeiro-ministro se aprovava agora esta confissão marota num artigo de jornal?
Estão também a pensar na Catalunha, certo?
Socialistas europeus exigem mudanças contra espírito nacionalista e isolacionista
Centeno, o “David Copperfield” Português
Não há dúvida. Factos são factos. Vamos ter o melhor défice em 40 anos! Em 2016 ficamos ao que parece nos 2,1% abaixo de todas as previsões, até as mais optimistas. Fomos muito além da CE tal como no passado com a Troika. E tudo isto graças ao nosso extraordinário Ministro de Havard que milagrosamente conseguiu o que nenhum outro economista do Mundo conseguiu até hoje: baixar estrondosamente o défice aumentando simultaneamente e colossalmente, a dívida! Surpreendente!
Totalitarismo
sempre que se verifique um acto racista ou xenófobo, a vítima não tem necessidade de provar os critérios que os motivaram – ou seja, presume-se a intenção discriminatória, que pode ser rebatida nas entidades competentes.
Portanto alguém alega ser vítima de racismo, de imediato se presume a intenção discriminatória restando ao acusado dirigir-se às autoridades competentes. Que são?
Meninos e meninas, bem-vindos ao grande circo português!
Sérgio Figueiredo, director de informação da TVI, decidiu, todo pimpão, que era seu dever institucional intervir na fossa malcheirosa que é o caso CGD (ou, caso ocorresse na civilização, Government vs. The People). Peito cheio com convicção na veia espirituosa digna de um estudante de Eton – como porventura se imagina – exala dióxido de carbono, re-inspira ar de Berkshire que mandou vir engarrafado para Queluz de Baixo, solta a laracha, pontifica com punchline e exala mais dióxido de carbono, desinchando o balão (nada de gordura abdominal, é só músculo firme, senhores), em aparente ciclo perpétuo de serventia. Costa já o pressionou? “Já (pausa dramática… virgula demorada… já é ponto final… esgar… vem aí, vem aí… punchline!): Mas não mostro as SMS”.
Comparando um director de informação de uma estação de televisão “privada” (tosse) a um ministro — o que, pensando bem, faz um certo sentido —, Figueiredo tenta legitimar, com a subtileza de um relojoeiro suíço a compor relógios com martelo pneumático, a triste noção de existência de mensagens privadas entres detentores de cargos políticos e gestores da causa pública sobre assuntos de interesse público. É tratar destas como se fossem mensagens espirituosas sobre as mamas da do buraco, conversas de balneário que só devem ser públicas quando se trata de Trump, o mau. Mais, tenta predicar como normal que um director de informação receba pressões da Corte ou — má sorte ter nascido coiso — que seja função deste desempenhar para esta o papel de bobo.
Foi bonito, senhores, foi bonito. Venha agora o trapezista.
O contrário chama-se como?
Podia ter sido, mas não foi o Trump
Um grupo de banqueiros, convidados para gerirem um banco público, entenderam que os salários permitidos eram baixos e que a obrigação de demonstrar o património à entrada de funções comparando-o com o momento de saída era inoportuno e pessoalmente desagradável. Esta última questão resultava da normal exigência de garantir transparência na gestão de bens públicos, como era o caso. Exigiram os banqueiros mudanças que o governo Costa Concordia prontamente aceitou de cruz. E sub-arrendou a elaboração ds respectivas alterações legislativas aos advogados desses banqueiros. O Primeiro-ministro e seu ministros assinaram por baixo. O Presidente da República, lampeiro como é seu costume, prontamente promulgou o decreto em benefício de um grupo de banqueiros e por eles directamente elaborado.
Feito o burburinho público, PM e PR deixaram cair aqueles banqueiros por já terem feito o principal, que era assegurar um plano, (qualquer um) junto do BCE.
Agora querem autoritáriamente «dar o assunto por encerrado». Não me parece de todo possível.
De ora em diante, qualquer decreto deste governo, que o Presidente promulgue, convirá verificar bem quem efectivamente beneficia, quem elaborou o mesmo, se os orgãos do Estado se os seus beneficários. Em especial se estiver relacionado com a banca. Pensavamos que já estavamos livre disso, mas pelos vistos os banqueiros continuam a ter poder sobre o governo e até sobre o Presidente e portanto há que estar vigilante. Pois quem acaba por pagar somos sempre nós.
Há censura em Portugal? Há.
Há vários dias que tumultos tomaram conta de Paris e outras cidades francesas.
Alguém viu referência nos media nacionais? Nadinha.
É ir ao youtube e colocarem «riots france 2017» ou« violence france 2017» ou qualquer variação no género. Não falta material filmado.
França é um país há meses em Estado de emergência, vigorando fortes limitações nas liberdades individuais e uma hiper-vigilância sobre tudo e todos. Ainda assim, sucede tudo isto.
Porque será que em Portugal censuraram tais notícias?
Era uma vez ou a história de um homem inconformado
Se estivesse a fugir ao fisco os papelinhos iam logo todos
Espanha liberta um dos reclusos que fugiram de Caxias. Atraso no envio de um dos mandados de captura poderá explicar o sucedido.
Retrato genérico da activista social portuguesa
Nasceu entre 1960 e 1980, fez topless no fim dos anos 80 e início dos 90, agora já não faz (excepto nas Baleares ou no Meco, onde conserva a parte de baixo do biquini para resguardar a ferramenta de ascensão social), e considera o véu islâmico uma marca de identificação cultural. Regra geral não tem filhos porque se sentiu sempre jovem, tão possuidora do mundo e do futuro, que a menopausa a apanhou ou apanhará de surpresa. Pode alegar que o príncipe encantado nunca apareceu — porque não há muitos homens com disponibilidade prévia para o papel de corno — e, por isso, considera abrir uma conta no Tinder ou semelhante. Claro que vai tendo relações mais ou menos íntimas com pessoas que podem avançar a sua carreira ou que apresentem fluidez sexual suficiente para experimentalismo multidisciplinar que faça corar um padre. Aliás, tudo que a motiva é fazer corar o padre e a família tradicional, como adolescente cheia de acne que nunca cresceu. Renega a sua herança cultural e, ao abrigo de uma vaga noção de defesa dos desfavorecidos, enaltece tudo que seja selvajaria. Conhece alguns pedófilos, mas não os julga se pertencem ao clube certo (ou seja, todos os que não são padres). Considera a própria pedofilia como algo que tem conotação demasiado negativa e adora contar histórias chocantes ao seu círculo de amigos, amigos estes que só o são na expectativa de caírem nas boas graças desta trepadora. Caso encontre um imbecil a que possa chamar de Napoleão começa imediatamente a imaginar-se como uma Josefina dotada de dons profanos. Com 85% de probabilidade, vive em Lisboa e imiscui-se o mais possível na Corte. Tem gostos caros, adora fazer-se de vítima e consegue diagnosticar fobias ainda por catalogar a qualquer um que a contrarie. Tende a desvalorizar argumentações certeiras com risos de hiena. Actua em manada e sabe tornar pessoas inteligentes e ambiciosas em fieis aduladoras. Em alguns casos mais raros até é do sexo masculino e, em casos residuais, até é heterossexual.
Quer Conhecer o Carácter de Alguém?Dê-lhe poder!
Digam lá o que disserem, o caso CGD está a ser espantosamente revelador. É uma autêntica injecção contra anos de falsas teorias de que a esquerda é moralmente, eticamente e politicamente superior à direita. Num espaço de apenas um ano, com elas todas no governo graças a esta aliança inédita de Costa com comunistas e radicais de esquerda, podemos testemunhar que esta governação opaca, onde não faltaram mentiras, maroscas, ilegalidades, inconstitucionalidades e abusos de poder, já ultrapassou a média anterior. E não vai ficar por aqui… Ler mais…
O pós-polvo
Lembram-se quando o Trump não era presidente e a Mariana Mortágua era livre para interrogar banqueiros?!”
Libertem a Mariana Mortágua que tão bem sabia perguntar
Aquela Comissão de Inquérito à CGD que o Trump quer impedir
não vos parece que pode dar impeachment? A mim parece-me que sim. Para mais aquele aspecto de a todo o custo o Trump não querer que se saiba quem são os devedores da CGD é mais que suspeito. Por outro lado as manobras para travar as audições aos anteriores administradores da CGD – gesto que não há história que tenha acontecido na Europa ou com qualquer outra administração nore-americana – é de facto uma linha vermelha que o Trump passou.
Espero sinceramente que os artistas, escritores, jornalistas, activistas… denunciem aquilo que a administração Trump (chamar adminsitraão àquele grupo de interesse é uma ironia, obviamente) está a fazer contra a liberdade e as instituições. Nos EUA e à CGD.
Meter na misturadora, 1, 2, 3… fábula instantânea
Era uma vez uma mãe porca de três leitões sem recursos para os alimentar. Enviou-os para o mundo para que fizessem pela vida.
O primeiro, o das finanças, viu um homem com palha e pediu-lhe: “dá-me a tua palha para construir uma casa”. O homem deu e o pequeno leitão montou a sua tenda baseada em fomentar o consumo ou lá o que era que acabou por não fazer por motivos que agora não interessam. O lobo, criatura da “direita”, soprou e disse: “sai, leitãozinho, és o primeiro para o meu espeto”. Soprou, sem grande esforço, e imediatamente desfez o plano Centeno, nome da tenda do pequeno reco.
O segundo animal, ao ver um homem que transportava lenha, parou e pediu: “dá-me os teus galhos para que construa um abrigo”. O homem, grande impulsionador da expressão lenha para te queimares, entregou os pauzinhos ao porco. Este construiu uma geringonça de casa, que aquilo não tinha tecto, não tinha nada. O lobo, criatura da “direita”, soprou e disse: “sai, porquito, vou-te assar usando o ridículo abrigo como lenha”. Soprou, soprou, soprou e rapidamente desfez a geringonça.
O terceiro bicho, ao ver um trolha distraído com uma deliciosa vichyssoise, pegou em tijolos e cimento e construiu uma linda estação de televisão em Queluz de Baixo. O lobo, criatura da “direita”, soprou, soprou, soprou, mas nada. Gritava: “sai, porco, sai que te vou comer”, mas o suíno nada. Vai daí, o lobo, criatura da “direita”, mete o Figueiredo, amigo de longa data do primeiro mano a ser comido (e de outro que está-se cagando para segredos) a mandar na informação do canal. Isto permitiu ao porquito sair da casa onde a estação de televisão funciona para se instalar na fortaleza da capital.
Como se escrevia na outra história, todos os animais são iguais, uns mais que os outros. Qualquer interpretação diferente da aqui apresentada deve ser considerada como erro de interpretação mútuo.
É esse mesmo o problema
A exultação dos asnos
Diz-nos o Expresso que o governo vai mudar o currículo da escola. Começando com a afirmação “alterações profundas ao programa de Crato”, percebemos imediatamente de que se trata: ai foi um mauzão da “direita” quem deu primazia curricular à Língua Portuguesa e à Matemática? Então mude-se isso para a primazia do Adãoesilvismo.
A frase seguinte (“matemática e Português perderão horas para as ciências sociais”) é ainda mais engraçada: em primeiro lugar, pela omissão das aspas em “ciências” que antecedem o adjectivo “sociais” (ainda me hão-de explicar quais são as ciências que não podem levar com o adjectivo “sociais”); em segundo, porque, o que realmente falta aos alunos proto-asnos é mais marxismo cultural.
Depois, a coisa continua a crescer, com “educação cívica regressa”. Presumo que seja aqui que se ensinará o civismo do aborto, uma abordagem válida de meta-crítica a todo o sistema de ensino nacional. Por último, o resumo gratuito do Expresso refere que “consciência e domínio do corpo” está (estarão? — não sei se é uma ou duas entidades) “entre as dez novas competências pedidas ao aluno”. Pedidas? É para confirmar as suspeitas de muitos que a exigência está ausente do ensino?
Sem demora, deixo aos leitores espaço para especularem nos comentários sobre o significado de “consciência e domínio do corpo”. Estas são as minhas interpretações:

Domínio do corpo

Consciência do corpo
Mentira, Corrupção e Abuso de Poder Não tem Cor Política
Era uma vez um segredo que Centeno queria esconder. Não queria que se soubesse que acedeu negociar condições particulares com futuros administradores do banco público. Que essas condições visavam para além do termo dos tectos salariais, isenção de apresentação das declarações de rendimentos. Como não podia decidir sozinho, informou Costa. Como Costa precisava de contornar a questão da inconstitucionalidade, falou com Marcelo. Marcelo falou com Centeno e Centeno enviou SMS para Domingues. Tudo resolvido. Tudo acertado. Até ao momento em que tudo isto chega ao conhecimento público… Ler mais…
Erros de percepção mútuos
A transição progressiva do meio primordial de entretenimento, da televisão para as redes sociais, acarretou mudanças que, só agora, com a consolidação decorrente da massificação, começamos a observar com clareza. E que começamos então a perceber? Fake News.
Na era anterior, a do consumo unilateral de conteúdos, a premissa básica era a construção de ficções que pretendiam preencher as necessidades do consumidor. Tal como com o Evangelho — a linguagem que unifica o grupo de crentes —, um produto televisivo produz adendas à linguagem comum — isto quando não a altera — para os telespectadores (e, consequentemente, para a sua rede de relações humanas) através da solidificação da cultura pop, da sua terminologia e da sua moral inerente, no caso em que esta existe. A comunidade, englobando o lastro e não necessariamente obstante da sua tradição, foi sendo dotada de conceitos e léxicos comuns: desde a especulação sobre a morte e regresso de Bobby Ewing ao mundo dos vivos, ao colapso do romantismo associado ao programa espacial norte-americano após a explosão do vaivém Challenger, em 1986. “J.R.” tornou-se sinedoque de impiedoso magnata do petróleo1; “soup nazi” trouxe para o léxico comum a contração de nacional-socialismo em nova acepção designativa de excêntricos intransigentes2 . Da mesma forma, ao nível semântico, é perfeitamente legítimo especular que a americanização consistente em necessidade de explicação para factos não correlacionados decorre de programas como o The Oprah Winfrey Show3 — matou o filho porque foi violada pelo tio há mais de vinte e cinco anos; roubou o banco porque a mãe negou-lhe um gelado em 1982.
Independentemente do efeito que a televisão teve (e ainda tem) na comunidade, ver televisão — assistir — sempre foi um acto individual: não é de espantar que, ainda hoje, o maior número de horas em frente ao aparelho seja oriundo de pessoas envoltas numa mística (e, muitas vezes, na sua realidade) de solidão — reformados, pessoas em habitação arrendada há décadas, pais e avós com filhos e netos que dispensam a labuta diária da preparação para o dia escolar, donas de casa, desempregados, solteiros sem filhos e pessoas institucionalizadas ou em internamento. Não vemos televisão para estar com os outros, vemos, precisamente, para que possamos ver os outros sem sermos vistos4. Porém, tornou-se paradigmático que o solitário em frente à televisão assistisse à vida dos outros através da barreira adicional à realidade: não é a vida dos outros que passa num episódio televisivo, é uma iteração possível da vida de outro interpretada por um actor. Da vida ficcional — portanto, falsa — interpretada por um actor, chega-se às notícias fictícias — portanto, falsas — interpretadas pelo filtro crítico e intrinsecamente dotado de ideologia, preconceito e agenda do pivot e sua redacção.
Com o advento das redes sociais, o paradigma passou do sentido único, o de espectador de conteúdos alheios, para o de re-publicador com visão crítica — se bem que igualmente dotada de ideologia, preconceito e agenda — do conteúdo original. Esta multiplicação de interpretações condicionou não só a forma como as pessoas consomem notícias e entretenimento como a forma de apresentação desse conteúdo. Donald Trump percebeu o potencial ao seu dispor para usar o descontentamento contemporâneo pela difusão previamente digerida de factos, já interpretados ao bel-prazer da figura sinistra com poder para os transmitir televisivamente, como forma de alcançar a eleição presidencial. Num registo oposto, o da conquista de simpatia pela interpretação fofinha dos factos, indo de encontro à opinião mais favorável sem grande comprometimento com a verdade e o rigor, Marcelo Rebelo de Sousa usou exactamente a mesma ferramenta para alcançar a presidência em Portugal.
Que se tente abafar o caso Caixa Geral de Depósitos, fingindo que “já passou”, não é de surpreender. Que se ache, com o esmorecer pretendido, que António Costa sai sem mácula na percepção pública é me parece demasiado despropositado, em particular para quem “ganhou” as eleições recorrendo a um expediente com custos elevados, quer pela dependência governamental da sinistra extrema-esquerda, quer pela forma com que as notícias são interpretadas na era actual, pela desconstrução das suas intenções. É curioso que, após décadas de Derrida a reinventar géneros, identidades sexuais e multiplicações de aplicações para “é tudo uma construção social”, sejam, precisamente, os progressistas as vítimas do escrutínio decorrente do pós-estruturalismo aplicado à comunicação social.
1 Personagem da série Dallas (1978)
2 Termo cunhado na série Seinfeld (1989)
3 Talk show que esteve 25 anos no ar. The Oprah Winfrey Show (1986). O termo americanização surge, precisamente, porque a tradição europeia nas artes (e, consequentemente, no entretenimento) é a de dispensa de explicações. Como exemplo, o cinema de Michael Haneke ou a literatura de Franz Kafka.
4 Sobre o tema, recomendo a leitura do artigo “E unibus pluram: television and U.S. fiction” de David Foster Wallace, publicado em Junho de 1993 na revista The Review of Contemporary Fiction.
com um sorriso nos lábios
Com um sorriso nos lábios e cara de amigo para todas as ocasiões, Marcelo Rebelo de Sousa continua a presidencializar o regime que Aníbal Cavaco Silva tinha deixado parlamentarizar nos últimos dez anos. O caso de Mário Centeno e da Caixa é exemplar: não há nada, mas mesmo nada, na Constituição que autorize o controlo político do governo pelo presidente da República, menos ainda sobre actos dos ministros em exercício de funções. Essa é uma competência exclusiva da Assembleia da República. A verdade, porém, é que, apesar dos incómodos, Centeno foi a Belém explicar-se; Costa foi a Belém explicar-se; e Marcelo, como quem avisa que se não repita o caso outra vez, diz que, por ele, o assunto terminou, o que, a contrario sensu, quer dizer que a ele, ao presidente da República, compete pôr fim ou dar continuidade às questões de política governativa. Se é certo que, em Portugal, só a lei é fonte de direito, as praxes, usos e costumes constitucionais podem criar precedentes e tendências. E é nisso que Marcelo está apostado, aproveitando a enorme fragilidade da solução parlamentar que sustenta a geringonça. Quando chegar a hora, António Costa e o PS pagarão muito caro a aventura em que se meteram.
Mais um dia mais uma causa
Empresas cotadas na bolsa têm de nomear 121 administradoras
Esta causa já chega atrasada porque os actuais administradores já podem mudar de sexo a tempo da próxima assembleia geral – como somos tão avançados não se tem de mudar com cirurgia basta mudar no cartão de cidadão o que leva a que todos aqueles Josés Marias de não sei quê que são administradores passam a Marias Josés por uns tempos. Depois também temos de perceber que graças à legislação sobre multidiscriminação e discriminação por associação um transgender há-de ter primazia sobre uma mulher branca. Se a mulher for negra devem ficar empatados. Já se a mulher for cigana deve ganhar ao transgender caso ele não tenha feito operação porque isso de mudar de sexo só no papel causa as suas suspeitas. Caso mais complexo será o de uma mulher lésbica versus o tal administrador homem chemado José Maria que passou a Maria José e que para todosos efeitos continua casado com a sua Pureza de sempre.
Quem será mais lésbico nisto tudo? Enfim deve já nomear-se uma comissão para resolver créditos e imparidades nestas tabelas das quotas e das discriminações.
Por um serviço ambulatório de morte assistida
Mais um dia de polémica na CGD mais uma proposta fracturante do BE: O Bloco de Esquerda defende que a morte assistida possa ser praticada num qualquer estabelecimento de saúde ou em casa. Pedido do doente teria de ser avaliado por dois médicos, no mínimo. (E já agora pela porteira e pelo administrador do condomínio!)
Como amanhã os sms do Centeno ainda devem andar por aí proponho ao BE uma causa ainda mais fracturante: a criação de um serviço ambulatório de morte assistida. Sim, porque não há-de uma pessoa ser livre de morrer onde quiser? Em frente ao mar, por exemplo. Ou no cimo da serra da Estrela. Ou naquele café da Estrada Nacional 1… Não fiquem pela morte assistida em casa. Nós temos o direito a decidir sobre o local da nossa morte. Portugal deve estar na linha dos países mais avançados das causas civilizacionais e não vejo causa alguma mais avançada que as carrinhas de morte assistida
Um filme negro
Não me interessa o que diz ou não diz Mário Centeno. O homem é um técnico e foi atirado para a frente, está para ali numas prestações patéticas. Mas ele faz parte de um governo. Quem o convidou onde está? O que diz? É isso que é ter habilidade: atirar os centenos da vida para a frente e fazer-se desentendido?
Em fuga para o aeroporto!
Em Portugal, quando um governo socialista teme começar em apuros anuncia a construção de um novo aeroporto. Pelo sim pelo não preste-se a maior atenção às clausulas de rescisão
«jamais» o tanas, pá!

Há cerca de dez anos, no mês de Maio de 2007, o ministro das infraestruturas do governo socialista em funções, Mário Lino, garantia aos portugueses que o novo aeroporto da região de Lisboa «jamais», mas mesmo «jamais», seria construído na margem sul.
Menos de dez anos após, Pedro Marques, um outro ministro com as mesmas responsabilidades, por sinal de um governo também socialista, decidiu que, afinal, esse novo aeroporto será construído onde «jamais» o seria.
O que se tem de esclarecer aqui, antes mesmo da apreciação do mérito de qualquer uma destas duas soluções, é como é que é possível, num tão curto prazo de tempo, em matéria de tamanha importância, decidirem-se coisas absolutamente opostas? Que critérios seguiram as duas decisões políticas? Por que razão o ministro Mário Lino nos assegurou que o aeroporto «jamais» seria construído no preciso local onde, dez anos depois, o ministro Pedro Marques o quer colocar?
Como é evidente, pelo menos uma destas duas soluções está, ou estava, profundamente errada. Mas vai ser, ou teria sido, executada, se os decisores políticos conseguirem, ou tivessem conseguido, levar até ao fim as suas decisões. O que deixa aqui a seguinte questão: quais são os critérios de decisão dos decisores públicos? Decisões que têm impacto na vida de todos nós e que são pagas com o nosso dinheiro. Onde está, neste caso, o tão propalado «interesse público» e como pode ele ser defendido, num tão breve período temporal, com duas soluções antagónicas?
É por estas e muitas outras razões que os liberais preferem a decisão privada à decisão pública. A primeira orienta-se pelo interesse próprio, que é o de servir bem os clientes, sem os quais aquele não sobreviverá. E com recursos privados, que não saem dos bolsos dos contribuintes. No caso da «decisão pública», que interesses servem aqueles que a tomam?
Daqui fala o Presidente…
O BE coitadinho avança hoje com a eutanásia. Pode ser que assim os noticiários não falem do Centeno. Amanhã o melhor mesmo é o Pureza apresentar uma proposta para regulamentar o sexo com animais e assim sucessivamente.
O espantoso é que anda a esquerda a desgastar-se para que não sejam revelados os SMS trocados por Centeno e Domingues quando os mesmos SMS foram revelados a todos os jornais deste país por umas alegadas fontes. Creio até que “as fontes” estão a telefonar para as Berlengas para indagar ad existẽncia de uma folha volante naquelas ilhas e assim dar-lhes a sua versão dos factos.
A esquerda reage como se em Belém estivese Cavaco Silva mas não é o caso.
Descubra o nome da fonte
DN: O Presidente da República tomou conhecimento dos sms trocados entre o ministro das Finanças, Mário Centeno, e o ex-presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD) António Domingues, no fim de semana, soube o DN. – COMO SOUBE? UM PASSARINHO TELEFONOU?
O conteúdo das mensagens, segundo várias fontes, é bastante mais comprometedor do que a correspondência revelada na semana passada pelo jornal ECO e foi o detonador que levou Marcelo Rebelo de Sousa a exigir que Centeno se explicasse publicamente. PORTANTO TEMOS MAIS DO QUE UMA FONTE. ESTARÃO AS FONTES TODAS NO MESMO LOCAL? PASSAM O TELEFONE UMAS ÀS OUTRAS?
PÚBLICO: Marcelo ficou em sobresssalto quando, na útima quinta-feira, ouviu António Lobo Xavier dizer na SIC-Notícias que havia SMS e outras comunicações entre as Finanças e António Domingues, provando que houve não só um acordo, como uma negociação para isentar a anterior administração da Caixa de entregar no TC as respectivas declarações de rendimentos. Se, até aí, o Presidente estava tranquilo com a posição do ministro das Finanças, nesse momento resolveu falar com Lobo Xavier — que é conselheiro de Estado, mas também advogado e amigo de Domingues. QUEM DISSE AOS JORNALISTAS QUE MARCELO TELEFONOU A LOBO XAVIER?
DN: Quando, no fim de semana, o conselheiro de Estado António Lobo Xavier lhe deu a conhecer o conteúdo dos sms, Marcelo sentiu-se traído. “O que lhe tinha sido dito pelo ministro estava muito aquém do que revelam os sms”, disse uma das fontes ao DN.
Contratem o Abrantes pf
Dada a trapalhada instalada no reino com a CGD recomendo a contratação imediata, pelo Governo, do Miguel Abrantes, seja ele quem for. Em poucas horas o Abrantes resolvia a CGD mais o Centeno e o Domingues.
marcelo, o constrictor
Começou a estalar o verniz entre a Geringonça e a Presidência. Como não poderia deixar de ser, pelo PS há quem não goste da presidencialização do sistema de governo que a actuação trepidante de Marcelo está a produzir. Mas, como é óbvio também, Marcelo não fará a Costa e ao PS o favor de se zangar com eles: vai continuar a apertá-los com um sorriso na cara, cheio de amabilidades e elogios ao governo, enquanto os vai encostando à parede, até que fiquem inteiramente dependentes da sua augusta pessoa. No momento certo, que será o que mais convier às suas ambições, dará o golpe fatal. No seu desempenho presidencial, Marcelo faz lembrar aquelas gigantescas serpentes constrictoras da Amazónia que matam por asfixia. O veneno é coisa para amadores. Pelo PS não faltará quem já tenha saudades de Cavaco.
só cadáveres
Os socialistas que andam muito satisfeitos com o desempenho de Marcelo e se queixavam de Cavaco, ainda não entenderam que o actual presidente está, ao contrário do que fez o anterior, a presidencializar o regime a níveis só provavelmente comparáveis aos do tempo de Ramalho Eanes. De facto, o que MRS lhes tem vindo a dizer é o seguinte: o vosso governo só existe porque eu deixo e só subsistirá enquanto eu deixar. Como o tem feito no meio de sorrisos e de gestos amáveis, ainda por cima indo ao encontro do que os socialistas querem, a maior parte não se apercebeu de que é o presidente, e já não a Assembleia da República, o verdadeiro órgão legitimador do seu poder. Não se aperceberam, mas hão-de aperceber-se. Porque Marcelo tem um programa próprio, que não é o do PS; porque nada é eterno; e porque, quando for para cair, será numa altura em que já não dará para voltar a levantar. Ou seja,: Marcelo Rebelo de Sousa não fará inimigos: só cadáveres…
Erro de percepção mútuo
Diogo procurava mulher que lhe preenchesse a solidão de mais uma noite fora de casa. Na zona da cidade dedicada ao aluguer de amor, encontrou Nikita, uma linda mulher com ar de ter sido dispensada por excesso de beleza do KGB. Já no motel, ao som de Elton John, Diogo percebe que se trata de um homem, pelo menos a julgar pelo vistoso pénis. Diogo acabou com a solidão e outros vazios devidamente preenchidos. Foi um erro de percepção mútuo.
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Reinou na Suécia entre 1751 e 1771. Adolf Fredrik, num dia de Janeiro, decidiu comer lagosta, caviar, chucrute e arenque com champagne e 14 porções de fastlagsbulle com pasta de amêndoa e empapados em creme de leite. Morreu enfartado. O cozinheiro ficou muito triste, mas foi um erro de percepção mútuo.
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O programa Centeno, apresentado com pompa e circunstância, permitiria a Portugal acabar com a austeridade através de uma política que consistiria em fomentar o consumo. Este consumo geraria um crescimento natural que permitiria reduzir o défice, aumentar salários e retomar o investimento público para níveis pré-crise e que induziria (capacitaria?) ainda mais crescimento (foi um electricista quem inventou esta terminologia). Afinal, não foi implementado. Foi um erro de percepção mútuo.
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Fernanda Câncio chegou a almoçar com Miguel Abrantes, que não era nada um pseudónimo para indivíduos que faziam pela vidinha a enaltecer as qualidades do seu namorado. Miguel Abrantes era mesmo uma pessoa real, jurava a activista chic e directora não-oficial de recursos humanos do Diário de Notícias. Afinal… bem, foi um erro de percepção mútuo.
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O menino não chumbou no exame. É verdade que não fui explícito no teste, esquecendo-me de afirmar que todas as questões deveriam ser respondidas. Também é verdade que o menino não respondeu a nenhuma, mas estas coisas acontecem, foi um erro de percepção mútuo.
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Nunca houve casos de pedofilia na Casa Pia. O que se passou é que o miúdo meteu-se naquela posição a brincar e o Carlos Cruz tropeçou no embaixador Ritto ao sair do duche. Como ninguém protestou na altura, pensaram que não tinha mal continuar. O Ferro Rodrigues até se esteve cagando para o segredo de justiça em telefonemas para o nosso Primeiro. Na altura parecia uma escandaleira, mas foi só um erro de percepção mútuo.
É tudo uma questão bom gosto
João Gonçalves: Sousa Tavares por vezes “cabotiniza”. “Os gestores não queriam ver as declarações de património publicadas no Correio da Manhã”, disse. E se fosse no Expresso?
CGD: o pior de todos os mundo
Axioma 1. Temos de ter um banco público. Privatizar a CGD é vender Portugal anuncia um cartaz pespegado junto à sede da dita
Axioma 2. O banco público para ser competitivo deve reger-se por regras do privado à excepção do momento em que tem problemas
Axioma 3. Quando o banco público que é gerido como se fosse privado tem problemas não se podem investigar esses problemas porque isso é querer dar cabo do banco público.
Em conclusão, vigaristas de todo o país uni-vos que o banco público por ser público não deve ser discutido nem investigado. Sim, porque aquilo que conduziu a CGD ao estado em que está foram a enormes reportagens e investigações sobre aquela instituição. Não foi de modo algum a politização da sua gestão.
É realmente uma extraordinária benesse para os vigaristas termos um banco público. O tal que temos de capitalizar porque é público e não podemos investigar porque é público.