Saltar para o conteúdo

Curto e grosso

15 Maio, 2021

A “Carta de Direitos Humanos na Era Digital” é um documento que de direitos humanos tem zero. É, sim, o documento que institui a censura como meio de veicular as posições oficiais dos déspotas aos brutos. Os deputados que aprovaram a aberração devem ser tratados como ralé desprezível que demonstraram ser; os deputados que lavaram as mãos através da abstenção, como Pilatos, devem ser condenados ao mais puro desprezo por qualquer pessoa de bem. Resta pouco? Resta a dignidade dos que ainda conseguem viver à margem deste lodo.

Ouçam e depois não digam que não foram avisados

14 Maio, 2021

Hoje na Rádio Observador o Contra-Corrente foi dedicado à censura implícita à Carta de Direitos na Era Digital

A censura está de regresso e ninguém protesta? A Carta de Direitos na Era Digital abre a porta ao regresso da censura em nome do combate à desinformação. Esta lei de 2021 tem mesmo passagens quase iguais à Lei da Censura de 1933, feita por Salazar

Distância de segurança quando nasce é para todos

13 Maio, 2021

Hoje andam a ameaçar que vão multar pessoas sem máscara na praia. Não sei como estamos a conseguir viver nesta indecência. Não vejo qualquer impedimento ético para que se desobedeça a qualquer ordem ilegítima de “agentes da autoridade” dispostos a darem asas às suas fantasias de fascismo.

É um 1,5 metros? Pois bem, teremos que andar com uma vara desse comprimento assegurando que nenhum imbecil com uniforme se aproxime de nós sem qualquer causa provável de delito real.

Atrasou-se um bocadinho a terceira guerra mundial que ia começar com o Trump

13 Maio, 2021

e assim o que está a acontecer na faixa de Gaza agora acontece por culpa dos israelitas e dos palestinianos.

O jornalismo passou da histeria nos anos de Trump para uma espécie de adormecimento encantado face à governação de Biden. Quando o jornalismo passa a activismo todos perdemos.

O conto do vigário

13 Maio, 2021

A sustentabilidade das contas públicas é uma “fake news” socialista e a segurança social um esquema de pirâmide.

Estamos a condenar as gerações futuras à cêpa torta e António Costa conta-nos a patranha das subvenções da bazuca europeia que, na verdade, significará aumento de impostos e inflacção.

No meu video de hoje, explico porquê. Aqui:

Não é a polícia que intervém em excesso, são os responsáveis políticos quem não antecipa NADA.

12 Maio, 2021

Em Odemira sabe-se há anos e anos que são necessários alojamentos para trabalhadores sazonais.

Em Lisboa sabia-se que um clube da capital se ia muito provavelmente sagrar campeão.

Em Odemira sabia-se que os trabalhadores sazonais representam um risco acrescido para o contágio por Covid.

Em Lisboa sabia-se que os adeptos do Sporting iam celebrar a vitória do seu club,

O que fizeram os presidentes das respectivas autarquias? NADA.

O que fizeram os responsáveis das respectivas tutela? NADA

O que disseram os presidentes das comissões, os técnicos dos departamentos, os especialistas da área pagos para dizerem do seu saber? NADA

… em Odemira e em Lisboa, mandou-se a PSP e a GNR resolver o assunto.

Isto mantém-se válido?

12 Maio, 2021

4 de Março 2020: RÚBEN AMORIM SÓ PODE SER TREINADOR PRINCIPAL EM 2022 Ex-timoneiro do Sp. Braga tem apenas o curso nível II. Segundo as regras da UEFA, para ser o treinador principal dos leões necessita do nível IV, o que só conseguirá concretizar dentro de dois anos

Desinformação

11 Maio, 2021

Para combater a desinformação, deixo aqui em vídeo a evidência de sentido de voto de cada partido sobre a nova Censura, eufemisticamente chamada de “Carta de Direitos Humanos na Era Digital”:

E retirado dos registos do Parlamento, os resultados em forma escrita:

Como desde 08/Abril até hoje não houve nenhuma correcção ou admissão de erro na votação, parto do princípio que foi vontade consciente de todos os deputados não se manifestarem contra este atentado à liberdade de expressão.

Vamos lá escolher: mentiram em 2020 ou estão a mentir em 2021?

11 Maio, 2021

11 de Maio de 2021: Proximidade à cerca sanitária e número de alojamentos disponíveis levaram à escolha do Zmar. O Governo explica que “determinou desde logo e em primeira linha a utilização das instalações da Pousada da Juventude de Almograve, empreendimento público”. E acrescenta: “Contudo, esta infraestrutura pública [era] insuficiente para acolher o número de trabalhadores que careciam de alojamento”

17 de Março de 2020: Coronavírus: Odemira tem 500 lugares para quarentena de imigrantes

Para começar o “Avante” e as declarações sobre a sustentabilidade da Segurança Social vão ser proibidos ou não?

11 Maio, 2021

“Considera-se desinformação toda a narrativa comprovadamente falsa ou enganadora criada, apresentada e divulgada para obter vantagens económicas ou para enganar deliberadamente o público, e que seja suscetível de causar um prejuízo público, nomeadamente ameaça aos processos políticos democráticos, aos processos de elaboração de políticas públicas e a bens públicos.”, ponto do 2 do Artigo 6º da“Carta de Direitos Humanos na Era Digital”.

A fantochada criminosa da chamada a “Carta de Direitos Humanos na Era Digital” vem instituir uma espécie de censura à medida. Como é hábito espera-se que a medida caia sobre aquilo que põe em causa a narrativa da esquerda. Dada a bovina distracção da sociedade portuguesa proponho que se use em força esta legislação. Querem melhor exemplo de uma “narrativa comprovadamente falsa ou enganadora criada, apresentada e divulgada para obter vantagens económicas ou para enganar deliberadamente o público, ” do que as as declarações sobre a sustentabilidade da Segurança Social? E o Avante a cantar os amanhãs na URSS e na Venezuela é ou não uma narrativa “suscetível de causar um prejuízo público, nomeadamente ameaça aos processos políticos democráticos, aos processos de elaboração de políticas públicas e a bens públicos”?

A censura impõe-se pela calada

10 Maio, 2021

Nenhum partido português votou contra um decreto-lei, aprovado no passado Sábado (08/Maio), que re-instaura na práctica a Censura, pela mão do Estado portanto.

Através de agências “apoiadas” pelo Estado pretendem os senhores legisladores “proteger a sociedade”, “verificando factos” e validando narrativas que não sejam “desinformativas” ou “enganadoras”.

A história conta-se no Notícias Viriato, aqui.

Vale a pena ouvir

10 Maio, 2021

Susana Prado, proprietária de uma empresa agrícola na região de Odemira, no Contra Corrente.

Porque não existem alojamentos para os trabalhadores em Odemira?

Os eco-fofuchos de Lisboa

10 Maio, 2021

Entregaram bicicletas aos imigrantes que levaram a meio da noite para o Zmar para eles irem trabalhar. Esqueceram os eco fofuchos que eles trabalham a dezenas de quilómetros do Zmar.

Marcelo já foi a Odemira ou está à espera que chegue a época balnear para aproveitar e ir nadar?

10 Maio, 2021

4 Fevereiro 2019: Marcelo visitou o Bairro da Jamaica e deu um beijo à mãe de Hortêncio

14 Dezembro 2018: Marcelo no local do acidente com elétrico em Lisboa

2017-01-19: A noite de Marcelo com os sem-abrigo de Lisboa

O socialismo é isto: todos iguais, todos pobres, todos a mendigar uma tarifa

9 Maio, 2021

No Observador: «O sonho de ganhar mais deu lugar à aspiração de conseguir uma tarifa social. Já temos tarifa social de acesso à internet, mais tarifa social de gás, tarifa social de água e tarifa social de energia (pronuncie-se “social” com aquela inflexão-esgar de Ferro Rodrigues e percebe-se melhor o aviltante de tudo isto!) Renda social, segura e assistida. Isenções de pagamento de taxas moderadoras no SNS, das custas na justiça… Vamos ter também uma tarifa para os patrões conseguirem pagar o salário mínimo aos seus trabalhadores.

Todo este socialismo assistencialista,  vem sempre embrulhado num palavreado de momentos históricos, combates mundiais, avanços civilizacionais, enfim um festival de luz e propaganda que ofusca uma realidade cada vez mais bruta. Durante o “momento histórico” da Cimeira Social do Porto ficava a saber-se que em Portugal «só com aumentos de impostos na ordem dos 22 por cento se consegue manter o atual modelo de pensões. A alternativa a esta subida de impostos  é uma perda de 19% nos benefícios de reforma.»

Esta semana uma mulher de 30 anos foi queimada viva em França. Onde estão as notícias? Onde está a indignação?

9 Maio, 2021

Esta semana no Observador voltei a dar conta do que está a acontecer em França: 4 de Maio de 2021. 18h10. Mérignac, arredores de Bordéus. Uma mulher foge do homem que a persegue. Ele dispara-lhe para as pernas. Ferida, ela cai. Ele despeja-lhe gasolina em cima, depois pega-lhe fogo. Sim, esta semana uma mulher de 30 anos foi queimada viva em França. Mas sobre este crime não encontramos quase o rasto nas notícias portuguesas.

no observador

9 Maio, 2021
by

Por conseguinte, enquanto a direita não tiver um líder que a aglutine em torno de um projeto político alternativo ao do Partido Socialista e da frente de esquerda que nos governa, sustentado em ideias e valores claros e sólidos, não terá muito para dizer aos portugueses. Encontrar esse líder e desenhar esse projeto político é a responsabilidade histórica e moral que sobre ela impende. Menos do que isso significará mais anos de socialismo.

Fugir da Roménia para cair noutra Roménia?

8 Maio, 2021

Isabel Milu: «Quando caiu o muro de Berlim, eu era uma adolescente num país dominado pela figura paternalista de um Estado comunista. Um Estado que detinha e controlava todos os recursos e os distribuía de acordo com a sua (falta de) visão ideológica e económica. No mundo em que cresci, todos tinham casa e emprego garantidos, acesso a educação e saúde. Mas as casas eram todas iguais (igualmente más), os salários nada tinham a ver com o valor profissional, e a saúde era gratuita apenas em teoria porque, na prática, os serviços eram prestados a troco de “ofertas” em dinheiro ou bens e primava pela falta de medicamentos básicos e equipamentos. Iniciativa individual? Desencorajada. “Eles fingem que nos pagam, nós fingimos que trabalhamos”, era o ditado daqueles tempos. Consequência: baixa produtividade, bens de má qualidade, oferta inadequada à procura existente e colapso económico. Mas o dinheiro nem era assim tão importante, porque o Estado nos DAVA tudo o que nós precisávamos para (sobre)viver. E foi essa palavra que passei a detestar: DAR poucas vezes tem a ver com a pessoa que recebe. Nada era conquistado através de esforço individual, excelência ou profissionalismo. O Estado simplesmente dava. O que quer dizer que também podia deixar de DAR.»

Simples e directo ao assunto

7 Maio, 2021

Haverá um médico, daqueles que não recebe para fazer figura de palhaço na imprensa e televisões, que ainda ache que se deve usar máscara na rua?

Se há, os portugueses agradecem um pedido de desculpa por terem desperdiçado tanto dinheiro a dar um diploma a alguém sem que servisse para o instruir.

O assédio possível

7 Maio, 2021

Aos que andam numa ânsia de reproduzir em Portugal algo semelhante ao Me Too recordo que em Portugal a indignação só é possível quando não belisca quem está do lado certo. Caso contrário o único incontestavelmente culpado é o motorista. João Perna, o motorista que além de conduzir o carro de José Sócrates também conduzia o dinheiro que Carlos Santos Silva lhe enviava, e Bibi, o motorista da Casa Pia que levava as crianças até aos locais onde os esperavam os seus abusadores, estão aí para o provar. Em Portugal se não há motorista não há culpado. Só alegados. Assim no que ao assédio diz respeito ou se arranjam dois ou três nomes que correspondem ao estereótipo da pessoa de quem se pode e deve dizer mal (católico, conservador…) ou então não há indignação possível. Ou, mais provável ainda, acabamos no motorista do costume. Quanto à questão: o assédio existe? Claro que sim. E não é apenas praticado por homens heterossexuais.

Anormalidade

6 Maio, 2021

Uns iluminados decidiram organizar três ou quatro eventos culturais como teste-piloto para avaliar da exequibilidade de espetáculos culturais com público na sequência do processo de desconfinamento.

Nestes ensaios o número de espectadores foi limitado, turistas estrangeiros foram impedidos de entrar, o concerto estava vedado a menores de 18 anos e maiores de 65, cada pessoa teve de ser previamente testada à covid19, à entrada houve que higienizar as mãos, passar por uma barreira de medição da temperatura corporal, ficar sentado durante o evento, permanecer afastado pelo menos dois metros da pessoa do lado e usar máscara durante todo o tempo.

Estes talibãs sanitários querem avaliar a exequibilidade do quê?!
Querem testar se a proibição de espetáculos culturais é uma medida restritiva proporcional ao risco ou querem apenas saber se o povo é manso e está suficientemente apático para aceitar sem contestação as regras ditadas pela dona Graça Freitas por mais idiotas, inúteis e contraproducentes que sejam?

Se o objectivo fosse repor a ordem natural das coisas e deixar as pessoas viver em liberdade, a experiência que ainda poderia ter um resquício de razoabilidade ser feita seria organizar um espectáculo sem qualquer medida restritiva ou limitação, monitorizando depois se os respectivos participantes teriam alguma consequência gravosa relevante para o seu estado de saúde.

O exercício que se fez apenas serve para sustentar a narrativa enganadora e manipuladora de que medidas como aquelas referidas têm não só sentido hoje, como devem ser aquelas que passarão a ser o padrão e norma no futuro.

Ainda mais aberrante é a circunstância de muitos considerarem que, com a abertura das escolas, o ensino escolar estar finalmente normalizado. É malévolo continuar a sujeitar crianças ao uso permanente de máscaras, na práctica obrigatório por causa da pressão social e receio de retaliação, ou submetê-los regularmente a enfiar uma zaragatoa no nariz ou na boca sem qualquer sintoma de doença apenas para sossego de mentes retorcidas egoístas de professores e, pior, dos respectivos paizinhos.

Uma escola em que jovens de tenra idade não vêem a cara uns dos outros, em que a comunicação entre eles é afectada, e onde a expressão e linguagem facial são suprimidas não é uma escola normal, são campos de formatação mental e desumanização em série.

Isto não é um regresso responsável à normalidade antes da Covid19. É a inversão do ónus da prova de um modo de vida livre e saudável. É uma volúpia para instalar gradualmente a tirania, institucionalizar a eugenia e tornar a segregação de pessoas uma política central do Estado.

O que está acima foi o que disse no meu video de ontem e que pode ser visto aqui:

Direita Portuguesa vs Direita Espanhola

6 Maio, 2021

Como dizem que a situação política em Espanha não é comparável com a de Portugal, cá vai:

  • Ayuso é uma Senhora, Moedas uma menina.
  • Abascal tem categoria, Ventura é trampolineiro.
  • O Chega é um partido ressabiado, o Vox um partido de coragem.
  • O PP ganhou futuro, o CDS caminha para a irrelevância.
  • O Ciudadanos é assintomático, a Iniciativa Liberal é tofu.

A actual Esquerda em Espanha, não se diferencia muito da Esquerda em Portugal.

É um “Portugal mais liberal” que floresce

6 Maio, 2021

Já está. Durante a noite, pela calada, como o comum ladrão, o estado pela mão dos palermas “estou só a cumprir ordens”, expropriaram a custo zero os proprietários do ZMar. No ZMar hoje, amanhã na vossa casa.

O que importa é pensar positivo. Quando vos enfiarem os tentáculos pelo vosso próprio rabo podeis sempre usar a fralda apensa à vossa face para vos limpar.

Ao menos usai-a pelo motivo válido: a vergonha que torna necessário esconder a fronha dos complacentes.

Escusam de se enervar: a senhora conhece a Amadora. Se não gostam da senhora arranjem melhor mas igualmente informado

5 Maio, 2021

Suzana Garcia, Advogada, candidata do PSD à Câmara Municipal da Amadora: «Na Estação Ferroviária de Santa Cruz-Damaia a entrada superior, que dá acesso ao bairro da Cova da Moura, está encerrada por questões de segurança há dez anos. Permanece abandonada e vandalizada. Uma população de cerca de 5 000 pessoas sem acesso próximo ao comboio. Muitos trabalhadores e residentes do bairro ignorados há dez anos. Pessoas trabalhadoras, que se levantam de madrugada cedo, e estudantes que chegam de Lisboa já tarde, pessoas com mobilidade condicionada, obrigadas a percorrer, por uma encosta íngreme, uma distância física de cerca de 2 kms. Tudo isto enquanto têm uma entrada cancelada junto ao seu bairro.

De facto, a Cova da Moura é muito saudada por alguma elite urbana da capital como um exemplo (exótico) de multiculturalidade vibrante. Mas a verdade é que nenhum desses influentes alguma vez lá tentou ir de comboio. Ou de autocarro. Sequer, a pé.»

E lá desapareceram as todas, todos e todes

5 Maio, 2021

Na hora da verdade não há tempo para as fantochadas: a esquerda espanhola que levou a campanha naquele falejar que quer tornar obrigatório do neutro esqueceu-se dos “todes” e foram confrontados com a derrota. Assim mesmo, sem derroto ni derrote, simplesmente e absolutamente derrota.

PS. Quanto ao anúncio de Iglesias de que vai deixar a política vamos com calma. Iglesias por agora vai ali fazer uma pausa. Mas vai voltar.

“comunismo ou liberdade”

5 Maio, 2021
by

Em Madrid parece que a Liberdade venceu!

E o Sr. Iglesias, alter ego do Sr. Louça, retirou-se para as catacumbas… de onde nunca deveria ter saído!

Sempre há esperança num futuro melhor!

O mundo rural não é um somatório de hortas pedagógicas

4 Maio, 2021

Henrique Pereira dos Santos é uma das raras vozes a chamar a atenção para o enorme desconhecimento que existe hoje em torno do mundo rural: «as elites estão cada vez mais longe do campo. No fundo, partilham a ideia romântica de que os donos de empresas são pessoas que tomam decisões livres sobre a condução da sua empresa, pensando que onde plantam eucaliptos poderiam fazer cânhamo, se quisessem, que onde investem em olivais superintensivos poderiam manter olivais tradicionais por causa da Linaria ricardoii, se quisessem, e onde têm estufas e outras produções hortícolas intensivas deveriam antes manter charcos temporários mediterrânicos, para recreio e instrução do povo, se quisessem. (…)

Aqui, como em Almeria, como no Reino Unido, há problemas sociais graves associados ao trabalho agrícola sazonal, mas é completamente absurdo pretender que isso decorre da vontade de empresários gananciosos (sim, os casos mais graves, incluindo os raros em que há de facto escravatura, têm essa origem) e não da vontade dos consumidores terem alimentos e fibras baratas, de modelos de regulamentação do trabalho excessivos que não têm em atenção a especificidade do trabalho agrícola sazonal – os sindicatos estão-se literalmente nas tintas para estes trabalhadores e há muito que se preocupam mais com o que chamam direitos dos trabalhadores que com os trabalhadores propriamente ditos, de tal forma que a secretária-geral da CGTP nunca trabalhou noutra coisa na vida que não em sindicatos – e de regimes fiscais absurdos, como o regime português em que entre impostos e TSU o Estado se apropria de mais de um terço do valor do trabalho, note-se que não se apropria só da mais valia, como diriam os marxistas, apropria-se mesmo do valor do trabalho.»

Vinheta

4 Maio, 2021

Ninguém acorda de repente para dar consigo em ditadura. Poderá ter acontecido, em casos raros, mas o normal é uma pessoa acordar num dia que é muito parecido com o anterior sem se aperceber que beneficiará de mais um direito retirado, de mais uma imposição sobre a sua conduta, de mais uma linha no código da moral colectiva. Este é um dia como ontem, tal como ontem foi um dia como anteontem. Na realidade, é o dia em que acordamos a saber que um ministro acha normal impedir um advogado de se deslocar ao local onde habita o cliente. Nada de mais: liga-se ao presidente da república e este diz para se abrir a cancela. Afinal. sempre valeram de alguma coisas as selfies todas tiradas na pré-histeria: é que nunca se sabe quando é preciso ligar ao presidente.

— Professor, quero ir comprar pão.
— Vá, vá! Diga que vai da minha parte.
— Quer que lhe leve um briochezinho?
— Não, obrigado, o seu vizinho já me trouxe umas arrufadas.

Não se pode dizer que os portugueses vivem em desordem. Ainda é possível andar na rua sem máscara sem ser importunado – benditos auscultadores. Não se vive numa ditadura: vai-se andando. E enquanto se for andando, já se sabe: “nunca pior”.

Um tipo sente-se um herege. Bem… é como é.

Onde estão os 500 lugares para quarentena  Covid anunciados em 2020?

3 Maio, 2021

Em 2020 foram anunciados pela autarquia de Odemira 500 lugares para quarentena  Covid em “equipamentos públicos com dimensão e condições para alojamento e banhos, como pavilhões desportivos e multiusos”?

Porque não foram agora utilizados esses 500 lugares? Nunca existiram?

A ler

3 Maio, 2021

Rodrigo Saraiva: «Sendo certo que são conhecidas várias situações em que empresários contribuíram para situações degradantes e em que se exigia mais fiscalização e actuação eficaz na proteção de trabalhadores, houve varios proprietários e empresários agrícolas que decidiram construir habitações nas suas propriedades para acomodar condignamente os trabalhadores. Alguns, poucos, conseguiram fazê-lo. Outros, muitos, não tiveram autorizações, visto ser proibida construção para habitação em terrenos rurais. E outros, também vários, têm os seus processos perdidos no emaranhado burocrático de precisarem de autorizações de diversas entidades.

Há dois anos o Conselho de Ministros, o mesmo que decretou a requisição civil, criou um Grupo de Trabalho (fosse criado este ano e seria uma task force) para analisar a situação em Odemira e Aljezur e apresentar soluções que permitissem desbloquear as situações. Um Grupo constituído por 12 entidades e com um prazo de 6 meses. O que aconteceu? Pois, boa pergunta.»

A requisição da salada de frutos vermelhos

2 Maio, 2021

Neste 1º de Maio, enquanto em Lisboa desfilava o cortejo de recriação histórica a que se chama Dia do Trabalhador (cortejo esse que tem a particularidade de ser integrado por pessoas que na sua maioria pouco ou nada trabalharam), no Alentejo, onde os imigrantes substituíram as ceifeiras, tornava-se evidente que os frutos vermelhos não caem do céu. Ou que os vegetais não são cultivados por famílias com trajes regionais mas sim por nepaleses, paquistaneses e vietnamitas. As condições de alojamento ou mais exactamente a falta delas há muito que fazem desses alojamentos um local de risco. Logo que começou a pandemia foi visível que Odemira representava um risco agravado para a propagação do vírus. Não só não se trabalhou de forma a prevenir como, logo em 2020, nos garantiram existirem em Odemira 500 lugares para quarentena. Nenhum dele era no Zmar. Porquê requisitar agora em 2021 o Zmar? Porque o ministro Cabrita aposta no estardalhaço quando falha.

No fim a factura segue para o grupo do costume: os contribuintes. Os tais que vão ter de pagar o alojamento dos imigrantes no Zmar, as indemnizações aos proprietários do dito Zmar e, cúmulo dos cúmulos, o ordenado ao ministro Cabrita.

1 Maio, 2021
by

Os bons vs os maus!

Recentemente fui alertado sobre uma “profunda investigação” levada a cabo pelo Público, em que este conclui que a “Câmara do Porto gastou 15 vezes menos do que Lisboa” (5,6 ME / 1,78% vs 77,7 ME / 6,7% do orçamento total em medidas de combate à covid-19).

Aos jornalistas que realizaram tão relevante investigação não passou pela cabeça avaliar a qualidade da despesa, se a mesma se justificou ou não, a quem foi contratada, etc. i.é. pormenores! Relevante para estes Sherlocks é o facto da autarquia do Porto – deduz-se que “a má!” – ter gastado muitíssimo menos que a – “boa” – autarquia de Lisboa.

Parece que confrontada para as diferenças entre as verbas alocadas para o combate da pandemia, em comparação com outros municípios, a autarquia do Porto referiu que “gastou o dinheiro necessário para colmatar as consequências da covid-19” – malandros, o que será que lhes deu para gerir bem a coisa pública!

Não faço juízos de valor pois não sei se foi dinheiro mal gasto ou bem investido, mas não deixa de ser significativa a forma como os media  avaliam o poder público e a sua despesa/investimento… bom é quem gasta muito, independentemente de se saber em quê e como!

Por algum motivo estamos onde estamos, e não parece que venhamos a ficar melhor!

Dizem que é o futuro

30 Abril, 2021

Extracto do Despacho nº 1/2021 da República Portuguesa dos Bananas.

…
A crise demográfica que vivemos apresenta-se como um problema sério, quer para a sobrevivência da cultura de vítima que cultivamos desde pelo menos o Marquês de Pombal, quer para a sustentabilidade da segurança social num ambiente de pandemias sucessivas em que importa reforçar o sistema hospitalar com algumas cenas importantes, como ventiladores encaixotados.
…
3 — É decretada a requisição temporária, por motivos de urgência e interesse público e nacional, a totalidade dos contribuintes dependentes do sexo feminino, género indiferente, com peso entre 45 e 65 kg.

4 — Todas (e todos) serão sujeitos a teste de verificação de virgindade, sendo aptas (e aptos) para o serviço de repovoação de contribuintes todas (e todos) aquelas (e aqueles) que não apresentarem mácula indicadora de violação do dever geral de confinamento.

5 — A requisição é válida enquanto a declaração de situação de calamidade demográfica for aplicável ao território nacional.

6 — Compete aos contribuintes que mantêm estas (e estes) virgens assegurar a sua alimentação durante o período de salvação nacional. Roupa não é necessária, que até está quentinho.

7 — A cada virgem será cobrada uma taxa pelo privilégio de contribuir para a causa nacional.

Explicações urgentes

30 Abril, 2021

A sociedade gestora do ZMAR não só viu requisitado o mesmo ZMAR como é obrigada a assegurar os serviços necessários ao funcionamento do empreendimento em condições de higiene e segurança. Para percebermos o que levou o Governo a lesgislar desta forma brutal é urgente saber porque recusou a sociedade gestora do ZMAR o acordo que lhe foi proposto pelo Governo.

Experimente-se ler o Despacho n.º 4391-B/2021 colocando no lugar de ZMAR uma propriedade nossa e percebe-se que temos mesmo de perceber pq falharam as negociações.

O «ZMar Eco Experience», sito na Herdade A-de-Mateus, em Longueira-Almograve, Odemira, é um estabelecimento que apresenta as condições aptas e adequadas para a realização de confinamento em isolamento por pessoa a quem o mesmo tenha sido determinado pelas autoridades de saúde.

A situação epidemiológica, particularmente grave no município de Odemira, bem como a falta de acordo com a sociedade comercial supra indicada, fundamenta que, por razões de interesse público e nacional, com caráter de urgência se reconheça a necessidade de requisitar temporariamente o «ZMar Eco Experience» e os respetivos serviços,

(…)

3 – É decretada a requisição temporária, por motivos de urgência e de interesse público e nacional, da totalidade dos imóveis e dos direitos a eles inerentes que compõem o empreendimento «ZMar Eco Experience», sito na Herdade A-de-Mateus, em Longueira-Almograve, Odemira.

4 – A declaração de requisição abrange a prestação de serviços necessários ao funcionamento do empreendimento em condições de higiene e segurança.

5 – A requisição é válida enquanto a declaração da situação de calamidade for aplicável ao concelho de Odemira.

6 – A operação do empreendimento objeto de requisição compete ao município de Odemira, com o apoio da autoridade de saúde e do responsável da segurança social territorialmente competentes.

7 – O pagamento de indemnização pelos eventuais prejuízos resultantes da requisição, calculada nos termos do Código das Expropriações, com as necessárias adaptações, é responsabilidade do Ministério das Finanças.

A casa da mãe Joana

30 Abril, 2021

A “requisição civil” do ZMar mostra o quão eficiente é o estado quando são necessários equipamentos sociais fundamentais. Mostrando que se aprendeu com o passado, e ao contrario de campos como os de Auschwitz, não há qualquer necessidade de gastar dinheiro com construção quando há equipamentos disponíveis para que o estado ponha e disponha deles. Além disso, já vêm com piscina incluída. Nós fornecemos a cal.

OK, alguns puristas dirão que não deve ser assim, que as casas têm dono, que nada disto se justifica numa doença que já matou tudo que havia a matar, menos de 0,2% dos “infectados”, mas essas pessoas não têm coração. Se tivessem saberiam como foi eficiente aprisionar velhos nos lares, para o bem de todos, evitando que se gastasse dinheiro quer a tratá-los, quer a alimenta-los, quer a fingir que ainda mereciam o estatuto de humanos quando nada contribuem e só dão despesa.

Não. A pandemia exige a criação de mais zoológicos e o decoro exige que se use o que há disponível, até porque precisamos urgentemente do aeroporto para colmatar a queda de 90% dos voos existentes em 2019. A enxada é da comprativa, e as vossas casas no ZMar são nossas. Nossas como em “nós todos”. De cada um segundo a sua capacidade; a cada um segundo a sua necessidade. Urge garantir que os porcos capitalistas não se apressem a retirar televisões e outros bens das casas que serão usadas pelos perigosos assintomáticos. Muito menos as jóias. É preciso ir buscar àqueles que andam a acumular. Só assim poderemos vencer esta pandemia que mata quase tanto como camiões que se desgovernam sozinhos em países europeus.

Assintomáticos de todo o mundo, uni-vos. Os resorts são nossos.

Custaria muito escrever: Suzana Garcia espera que BE e Chega sejam “exterminados”?

29 Abril, 2021

Este título do Observador ilustra bem como é tentador ir na onda da indignação do dia. Segundo o título Suzana Garcia espera que BE seja “exterminado”. Ora lendo o que está escrito nas linhas abaixo percebe-se que a senhora não disse só isso: “Questionada sobre o Chega” a candidata disse esperar “que todos so extremismos sejam exterminados”. Porquê então destacar em título: Suzana Garcia espera que BE seja “exterminado”? Custaria muito fazer o plural e escrever Suzana Garcia espera que BE e Chega sejam “exterminados”?

Pelos vistos não há problema em desejar que o Chega seja exterminado. Isso é desejado todos os dias pelo lado fofinho da pátria. Outra coisa bem diferente e maléfica é desejar o extermínio do BE. Assim dizer que a senhora deseja o extermínio do Chega era fazer dela uma pessoa do lado bom das notícias. Logo destaca-se que Suzana Garcia quer exterminar o BE. Parafraseando o diácono Remédios, não havia necessidade…

Vidas que não interessam. Gente invisível e sem direitos num mundo submerso na gritaria dos direitos

29 Abril, 2021

Há lares que continuam a não deixar sair os idosos para o exterior. «A proibição de saídas dos utentes é comum a vários lares de diferentes zonas do país, mesmo àqueles em que utentes e funcionários já têm o esquema vacinal completo, segundo o PÚBLICO apurou. E isto acontece porque, como admite João Ferreira Almeida, da ALI – Associação de Apoio Domiciliário de Lares e Casas de Repouso de Idosos, muitos responsáveis pelas instituições “receiam deitar por terra todo o esforço que fizeram ao longo de mais de um ano para conter os contágios e que foi muito violento”.»

Vidas que não interessam. Mortes que não emocionam

29 Abril, 2021

Cuatro discapacitados cruelmente asesinados en una clínica alemana. Según la policía, las víctimas murieron a causa de «un uso extremo y severo de violencia». Ayer fue detenida una trabajadora de 51 años

Ditadura da maioria vs Liberdade

28 Abril, 2021

Há gente feliz e agradecida a Marcelo porque em Portugal ficamos contentes com a liberdade que não temos e achamos normal que algumas das liberdades que tínhamos se percam de vez.

Há quem se satisfaça com ditaduras da maioria, mas outros preferem a Liberdade.

No meu video de hoje lembro que importa reclamar por todas as liberdades suspensas e denunciar tentativas de novos abusos de poder no futuro.

Som e imagem aqui:

Açaimai-me

28 Abril, 2021

Pelo que tenho ouvido dos artistas que passam na TV, todos eles líderes ou comentadores partidários, não há partido nacional que não esteja preocupado em alertar o governo para formas mais ou menos aberrantes de obrigar qualquer português a meter a máscara mesmo quando sozinho no topo da montanha.

Sozinhos, no topo da montanha, parecem estar estes artistas. Claro que podemos fechar os olhos a isto, a aquilo, ao sim e ao não, a mais meia-dúzia de coisas, mas o risco é de andarmos por aí iludidos com o que achamos que deviam defender em vez de resignados com o que defendem.

Devolvam o meu voto, porque no lixo é que ele deveria estar.