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O problema do sr Preguiça não é ser socialista

23 Abril, 2021

É não ter competência!!!!! Não ter formação na área.

O que sabe o sr Preguiça sobre a Segurança Social de que vai ser director-geral?

Regionalização e venerandos caciques autárquicos

22 Abril, 2021

A covid19 deu visibilidade aos tiranetes locais e demonstrou que a regionalização serviria para trazer mais Estado e abusos de poder para junto das populações.

Além de que os autarcas já gerem a agenda na perspectiva de se alambazar no pote da bazuca europeia.

O meu video de ontem aqui:

A EMEL importa-se de deixar de gozar connosco?

22 Abril, 2021

A EMEL resolveu fazer um inquérito dque relaciona os hábitos de mobilidade com o género dos inquiridos está a gerar alguma polémica. O inquérito é em si mesmo um absurdo folclórico. Se a EMEL quer saber dos problemas de mobilidade pode por exemplo fazer inquéritos em que relaciona a idade com a opção por determinados transportes, o ter ou não de carregar pesos, fazer-se acompanhar por crianças ou idosos… A doideira do inquérito com referẽncias a Mulher, Homem e Outros, para Homem Cisgénero, Mulher Cisgénero, Homem Transgénero, Mulher Transgénero e Outros não tem outro fim senão alimentar a malta do Bloco e afins que vegetam na CML e que, obviamente, vão concluir que é necessário mais um inquérito. De caminho pode a EMEL esclarecer como consegue alguém saber das identidades sexuais dos ciclistas de modo a discriminá-los.

O novo director-geral da Segurança Social é o mais recente premiado com os cargos-brinde incluídos nas embalagens marca PS

21 Abril, 2021

As duas faces do Bloco na CML

21 Abril, 2021

Víctor Reis a denunciar como o BE está a instituir a lei dos seus ocupas: Em novembro passado em Lisboa, uma casa da Câmara, vazia, foi ocupada ilegalmente Imediatamente, tivemos a associação Habita a clamar que “quem ocupa casa não é criminoso” e, no dia seguinte, o Bloco de Esquerda exigia que a queixa-crime fosse retirada. «A associação Habita é dirigida por uma ilustre figura do Bloco de Esquerda, Rita Silva, que era a número 2 de Ricardo Robles na candidatura do Bloco de Esquerda à Câmara de Lisboa em 2017. Quando Robles se demitiu da Câmara, em julho de 2018, surpreendentemente, não foi ela quem lhe sucedeu. A senhora ficou fora da câmara, reservada para estas “manobras”. Percebemos, assim, as duas faces do Bloco de Esquerda. Uma, institucional, que é hoje assegurada pelo número 3 da lista, o vereador Manuel Grilo, que se tornou o amparo de Fernando Medina e lhe dá a maioria na câmara, e outra, anarco-populista-onde-vale-tudo, protagonizada por esta associação, por esta senhora e por umas quantas associações-satélite, que ora berram e se manifestam contra o que lhes convém, ora se calam e encolhem quando a coisa corre mal.»

E viva a Super Liga Europeia!!!

20 Abril, 2021
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Quando veja tamanho unanimismo, principalmente da parte do establishment, contra ou a favor de algo, fico logo desconfiado. Seja por espírito de contradição ou por uma recusa sistemática em alinhar com a multidão ululante, a minha reação instintiva é solidarizar-me com o alvo de todos os ataques. E quando o argumentário dos ditos está prenhe de lugares comuns da novilíngua, com os pungentes apelos à solidariedade, ao futebol inclusivo, contra o suposto segregacionismo dos ricos e poderosos e outras balelas que até metem luta de classes e tresandam a hipocrisia, quaisquer dúvidas que tivesse esbatem-se por completo. E se vejo políticos metidos ao barulho (e eu até simpatizava com o Boris desgrenhado…), isso só reforça a minha eterna opção de defesa das minorias.

Mas afinal qual é o cerne da questão? Muito simplesmente, um negócio planetário que movimenta milhões e, portanto, com poder de arrasto de muitos e diversificados interesses. E quando falamos de futebol de alta competição, não estamos a falar de desporto, mas de um espectáculo que se transformou num negócio à escala global. Que ao longo do tempo soube gerar marcas com notoriedade mundial que os consumidores compram de bom grado.

Acontece que as entidades proprietárias das principais marcas, entendem serem capazes de, em conjunto, geri-las e rentabilizá-las melhor com um modelo alternativo de negócio. Nada de novo, a lógica de qualquer negócio passa por maximizar proveitos e lucros. Estão portanto dispostas a assumir o risco do investimento numa nova competição, incluindo o ostracismo a que as organizações incumbentes (UEFA, FIFA e Federações) ameaçam votá-las, a si e aos seus “artistas”. Mais uma vez, nada de novo no que concerne ao mundo dos negócios, trata-se apenas de uma pequena inovação quanto à venda do produto – o espectáculo do futebol de alta competição – e que, como qualquer inovação, pode tornar-se disruptiva e afectar os interesses instalados. Os quais reagem obviamente, com mais ou menos discrição, com mais ou menos violência, consoante os casos.

Se o projecto avançar, mesmo arriscando os seus promotores serem irradiados das competições nacionais, tiro-lhes o chapéu. Se terá sucesso ou não, o futuro o dirá, mas aplaudirei sempre aqueles que arriscam e inovam contando consigo próprios e sem qualquer apelo – que se saiba – à subsidiação pública. Ou seja, actuando no mercado e com o sucesso a depender em exclusivo da aprovação dos Clientes, no caso em apreço os espectadores de bancada e/ou de sofá. E qualquer concorrência à unicidade na organização das competições futebolísticas, assente na pirâmide de organizações para-públicas e minadas pela corrupção, será sempre uma pedrada no charco.

Por fim, a minha declaração de interesse: enquanto espectador – fundamentalmente de sofá – gostaria de assistir a jogos com um nível de competitividade semelhante aos da NBA. O futebol ainda não tem nenhuma competição que se lhe equipare, nem sequer a Champions.

Preguiça na Segurança Social

20 Abril, 2021

Tiago Preguiça, de 34 anos, exercia funções como assessor de António Costa. Entre junho de 2018 e outubro de 2019 exerceu funções de chefe de Gabinete do Ministro Vieira da Silva. Antes foi técnico do Gabinete do Secretário de Estado do Emprego e director e campanha autárquica de Idália Serrão, violinista, ex-Secretária de Estado de José Sócrates que depois viria a abandonar o cargo de deputada para ser nomeada para a Administração da Associação Mutualista Montepio e a quem a Autoridade de Supervisão retirou há dias os respectivos cargos por “a atual administradora não ter curriculum no domínio da gestão, estando a sua experiência centrada num percurso marcadamente político no Partido Socialista”

Preguiça foi ontem nomeado em regime de substituição para o cargo de Director-Geral da Segurança Social.

O novo director-geral da Segurança Social foi presidente da Juventude Socialista concelhia e distrital de Santarém e presidente da Comissão Nacional da Juventude Socialista. Nas últimas eleições legislativas, Tiago Preguiça foi escolhido pela concelhia socialista para ser candidato a deputado, mas a distrital do PS acabou por ignorar o sentido de voto da concelhia e substituiu Preguiça escolhendo outro candidato.

Já esqueceram Pedrogão?

20 Abril, 2021

Tenho dificuldade em acreditar que em Abril estejamos com uma crise no SIRESP:  o general que o liderava demitiu-se;  o Governo pré-anuncia um novo modelo para a rede de comunicações de emergência. O BE pede a nacionalização do SIRESP que por sinal já está nacionalizado.  O CEO da Altice, empresa que assegura o funcionamento do SIRESP, alertou que o funcionamento do SIRESP pode estar em causa a partir de Julho, notando que, a pouco mais de dois meses do fim do contrato, ainda não houve qualquer contacto por parte do Governo. Entretanto o Governo anuncia que vai negociar mais seis meses de contrato do SIRESP com a Altice e a Altice Portugal diz que não aceitará renovação do contrato do SIRESP por seis meses… As tragédias são um cúmulo de incidentes.

Moura e os talibãs

19 Abril, 2021

Hoje foi o dia em que os talibãs sanitários da nossa oligarquia resolveram dar um pequeno rebuçado à generalidade das regiões do Continente permitindo a reabertura de actividades, embora continuando a manter regras fascistas de condicionamento.

Em Moura, com cerca de 15.000 habitantes, temos zero pessoas internadas com covid19 e dez pessoas com teste pcr+ ao Sars-cov-2. Mas este concelho está preso, de fronteira com Espanha fechada e em confinamento geral, excepcionando-se a venda de comida ao postigo e a actividade escolar. O resto está fechado.

O presidente da câmara local, socialista e de apelido Alegria, mostra-se apenas azedo com a fórmula de cálculo usada como critério de avaliação da situação de saúde pública, mas não se lhe ouviram críticas ao governo nem ao seu chefe de partido. Muito menos se testemunhou acções de desobediência em relação ao centralismo cego de Lisboa em defesa da comunidade local.

É o que temos.

A culpa da minha avó não ter rodas e assim ser um camião é dos meus bisavós

19 Abril, 2021

Dizem que não há gripe este ano, pelo que só posso ter acordado com covid. Serve isto para dizer que perdi mais tempo que o costume a olhar para títulos de jornal, motivo pelo qual encontrei umas declarações de Marques Mendes. O comentador atribui a Sócrates alguma culpa pelo “crescimento da extrema-direita”. Como mais vale aceitar desde já que “extrema-direita” é a expressão usada para designar o Chega em vez de argumentar, vencido, sobre a inadequação do termo, siga a marinha e discuta-se a ideia.

Toda a gente e o seu gato tem uma teoria sobre o crescimento do Chega baseada em culpa. Cresce porque houve um mau qualquer que criou a necessidade de um partido de protesto; cresce porque a justiça é uma porcaria, logo decresceria se fizéssemos a 28ª reforma trimestral do sistema; cresce porque alguém falha em apresentar soluções para estes eleitores tresmalhados. Ninguém se lembra de que no catolicismo há perdão dos pecados e, como tal, estes não são causa para nada, pois a absolvição remove-os. Ninguém se lembra, então, que o Chega existe simplesmente porque deve existir, preenchendo uma vaga que sempre esteve lá presente. Ninguém se lembra que as coisas simplesmente acontecem, “that’s all they ever do”, como diz a canção.

A ideia de ilegalizar o Chega é de uma estupidez tão gritante que só poderia vir de gente que acha que varrendo algo para debaixo do tapete a coisa desaparece. Dizem que ontem houve uma manifestação com centenas de pessoas. A mim pareceram-me milhares, mas não as contei. Cada vez mais se torna evidente que o “medo da extrema-direita” tem duas origens: a da esquerda, que achava que teria para sempre a exclusividade da rua e a da direita, que achava que esta só servia para se juntar à esquerda nas causas mais estapafúrdias de sempre como o “direito a ser feliz”.

Eles estão aí. Não gosta, deixe na borda do prato.

3×30 – Tudo tranquilo na frente ocidental

18 Abril, 2021

Apesar da propaganda inflamada dos media da corte que isolam Ventura como o ditador sanguinário em potência, aquele que trará o fascismo, o nazismo e até talvez jihadismo para a pacata nação, será impossível que tal aconteça. Nenhum ditador sanguinário, daqueles desejados por populações que esgotaram os brioches para comer, pode atingir a corte se membro da própria corte.

Entre membros da corte há movimentações palacianas, várias facções e ainda mais traições. Porém, o homem providencial será sempre o tipo de fora. Assim foi com o Marquês de Pombal, assim foi com Salazar, assim foi com a generalidade dos forasteiros que, a bem ou mal, terminaram com o ciclo de umbiguismo perpétuo da frase: “Lisboa é o país, o resto é paisagem”.

Rui Rio tenta chegar à corte, mas nunca será aceite para algo mais que o papel de bobo, que desempenha com afinco. Portanto, tudo tranquilo na frente ocidental.

Eu lembro-me

18 Abril, 2021

Eu lembro-me de em 2007, algumas semanas após a publicação pela imprensa das notícias sobre as irregularidades da licenciatura de José Sócrates, o actual ministro dos Negócios Estrangeiros e então ministro dos Assuntos Parlamentares, Santos Silva, denunciar o que classificava como “jornalismo de sarjeta”. Foi José Sócrates quem o obrigou?

Eu lembro-me de António Costa, enquanto ministro da Administração Interna do governo de Sócrates, defender a criação de um Conselho Superior de Investigação Criminal a ser presidido pelo primeiro-ministro,José Sócrates. O modo de funcionamento desse conselho colocaria numa posição subalterna o Procurador-Geral da República. O PS esqueceu-se deste episódio?

Há coisas que não se esquecem. E uma delas é a forma como o PS toma conta do Estado. José Sócrates é um produto dessa forma de exercício do poder.

3×30 – O rumo é o socialismo e nunca deixou de o ser

18 Abril, 2021

Passos Coelho deixou o legado de que, contra todos – em particular da imprensa -, é possível ser sério e primeiro-ministro em simultâneo. Não é coisa pouca num país governado desde 1995 pelo PS, salvo a excepção meritória supra mencionada e o intervalo para recreio da época do Euro 2004, com Durão Barroso. Infelizmente, a seriedade de nada valeu.

De nada valeu porque foram anos de coração nas mãos tentando cumprir um compromisso que, à luz da história recente da política monetária da UE, se revelaria ridículo. Efectivamente, se há dinheiro enviado do norte para compensar os tolos do sul que expropriaram trabalhadores dos rendimentos do seu labor durante meses à conta de uma falsa pandemia, não resta qualquer moral justificativa do argumento “cumprir tratados, honrar compromissos”.

Na altura, dizia o BE, que a dívida era impagável. Afinal era verdade. Ou, se não o era então, agora será.

3×30 – A redes sociopatas

17 Abril, 2021

A era covid, com mais de um ano, serviu para testar a teoria de que redes sociais aproximam pessoas. Presumindo que cada caso é um caso por cada rede ser única a um indivíduo, não posso relatar mais que a minha experiência.

As pessoas estão más, zangadas, mesquinhas e sobretudo sem sentido de humor. Recordo com carinho quando o meu pai, homem nortenho, descrevia a casa futura como quinta das tabuletas pouco tempo antes de morrer. Nas redes já não encontro isto. Não há riso preparatório para o choro. Há, sim, uma certeza em certezas de cada um que torna diálogos em exposições de virtude.

A atracção anterior desvaneceu. Salvo as situações de divulgação de coisas da minha vida, como actividades escolares, não encontro utilidade em máquinas de criação de inimigos artificiais. Não se trata de uma epifania: trata-se sobretudo de constatar que o preço na etiqueta é demasiado para o meu bolso.

O AVANTE da SONAE

17 Abril, 2021

Número de vezes que a palavra ditadura é usada nos TRÊS ARTIGOS que o PÚBLICO dedica a Cuba a propósito do congresso do Partido Cominista daquele país: uma. Para referir a “ditadura de Batista”.

3×30 – O “nós” agora implica o “vós”

17 Abril, 2021

As comunicações governamentais mencionam um “nós” sempre que servem para enaltecer os estapafúrdios resultados positivos do confinamento, como em “nós conseguimos”, “nós atingimos o patamar de segurança”. Como o “nós” não se refere a indivíduos que escrevem certas regras num papel, só pode referir-se a “nós”, os portugueses.

Assim sendo, como “nós” fizemos um grande esforço que é reconhecido pelo governo, está na hora de “nós” acertarmos as contas. E as contas são simples: quem perdeu rendimentos pelas proibições governamentais deve ser ressarcido na totalidade. Afinal, o que fizemos foi pelo “bem comum”, não foi?

O primeiro grupo que passou pelos pingos da chuva mantendo rendimentos foi o dos funcionários públicos e pensionistas. Como tal, é fazer contas e reduzir estes salários e pensões no valor necessário para pagar o “nosso” esforço. E chega, basta que seja pelo tempo suficiente.

3×30 – O caminho para a servidão à forma

16 Abril, 2021

Ainda a propósito do novo jornal, dei por mim a reflectir sobre a arte perdida da coluna, o espaço limitado em caracteres que obriga autores a refrearem tendências para divagações. A publicação em formato digital invalida a necessidade de contenção, sendo sempre possível acrescentar a palavra a mais, que, por desnecessária, obscurece ao invés de clarear o texto.

Assim, com todos a trocarem blogues por imprensa, vagando espaço para os corsários solitários sem rumo nem direcção, iniciarei um ciclo que se chamará “3×30”. São três parágrafos, novecentos caracteres, nem mais, nem menos.

Num país de geringonças amaldiçoado com a falta de estrutura em qualquer dos recantos estatais, creio que este será um exercício de grande valor espiritual para mim e de alívio para os que ainda subsistem na leitura dos que, outrora, foram – para o bem e para o mal – derradeiros espaços de liberdade digital.

Mais tinta, mais chocos

16 Abril, 2021

Mais um jornal. Como não é desportivo, é agraciado com a bonomia pachorrenta com que agradecemos mais qualquer coisinha para ler sobre a nossa vida miserável, esgotados que estão as etiquetas de composição do gel de banho. Tenho uma relação amor-ódio com os jornais. Ódio porque superam em muito a exposição de factos e ocorrências, arrogando a si a virtude de explicar ao leitor aquilo que deve pensar. Amor porque o peixe tem que ser transportado em alguma coisa.

Portugal não precisa de mais jornais. Imagino que accionistas precisem, mas Portugal não precisa. Portugal precisa escolher o que quer: ou estar quietinho e caladinho à espera da alpista em euros dos senhores do norte, fingindo muita indignação para enganar o tédio; ou partir a loiça toda e emancipar-se no mundo cão. Como a escolha está feita, é tudo um desperdício de papel e de bytes.

Por outro lado, talvez não fosse mal documentar o motivo pelo qual daqui a cem anos estaremos na mesma vida de há duzentos antes. Por essa razão, sim, venham lá mais jornais. Que alguém os guarde e pronto. Eu é que não vou ser. Isto não é para ser lembrado, isto é para ser esquecido e o quanto antes.

Da Revolução Cultural ao Activismo Tofu: a bela e nobre tradição de matar fascistas

16 Abril, 2021
Sim, são mesmo cartazes com os rostos de Estaline e Lenine num desfile em Madrid esta semana. para assinalar o 90 aniversário da proclamação da II República .

Jaime Nogueira Pinto: «Enquanto os comunistas – e os anarquistas e os socialistas – espanhóis estavam muito bem a matar fascistas em Espanha, o mais importante dos comunistas, o Grande Pai dos Povos, Josef Vissariónovitch, Estaline, atarefava-se na União Soviética a matar comunistas e judeus comunistas – que, para ele, e em sentido lato, também eram “fascistas”. Os bolcheviques já tinham matado os fascistas todos – fascistas avant-la-lettre, já que a Marcha sobre Roma só se efectivaria em Outubro de 1922, no fim da guerra civil russa –, mas, em todo o caso, os “maus”: russos brancos, padres, aristocratas, camponeses e a família do Czar, incluindo crianças, criados e cães. E depois, conservadores, liberais, mencheviques, democratas. O Grande Lenine instituiu os campos de concentração, e Felix Dzerdjinsky, o aristocrata polaco comunista, chefe da Tcheka, tratou de lá internar dezenas de milhares de dissidentes, de “fascistas”, portanto. E assim foram os comunistas, os antifascistas, instituindo a nobre e bela tradição de matar fascistas em nome de um futuro radioso, de um mundo melhor, de um mundo perfeito. Porque para que o mundo possa ser perfeito é preciso matar os “maus” e, como toda a gente sabe, os únicos maus que há no mundo são os fascistas.

Macbeth, um modelo de tirano violento e assassino, tem remorsos e sonhos terríveis. Os grandes líderes comunistas do século passado, Lenine, Estaline, Mao, Pol Pot, Ceausescu, Mengistu, não eram sequer atormentados pelos espectros das suas vítimas. E como o poderiam ser, se lutavam por um mundo melhor e por uma humanidade perfeita e as suas vítimas eram todas fascistas ou qualquer coisa de equivalente? Para eles, como para a família de Catarinas antifascistas do Dona Maria, matar era uma beleza.*

Os ricos que paguem a crise

15 Abril, 2021

No meu video de ontem falei da deriva bloquista de Vítor Gaspar, ex-ministro das Finanças, e do seu lirismo infantil acerca de impostos temporários.

Comento o que parece ser a absorção da doutrina de extrema esquerda por osmose familiar e anoto a vertigem por se transformar num profeta do lero-lero ou numa miss-mundo tecnocrata.

A minha crónica está disponível aqui:

Toxicidade

15 Abril, 2021

A gente habitua-se ao que tem. Tanto se habitua a comer lagosta, como a viver debaixo da ponte. As coisas são o que são. Agora, habituámo-nos à presença de Sócrates nos noticiários. Não interessa se é culpado, se é confiável ou se gostaria de o ter como amigo: o que interessa é que o que já era irrespirável agora tornou-se tóxico.

José Sócrates tornou-se a personagem de uma tragédia pessoal mais que anunciada

15 Abril, 2021

E acho que o homem que vimos ontem vai acabar mal. Muito mal. Não sei a quantos anos de prisão vai ser condenado, nem por que vai ser condenado, não é a isso que me refiro: José Sócrates tornou-se a personagem de uma tragédia pessoal mais que anunciada.

O buraco falou

14 Abril, 2021

Já sei que me vão dizer “ai tu ainda o ouves?!”, “não tens nada mais interessante para fazer?” e uma série de expressões semelhantes…

Mas sim, assisti à comunicação ao país de hoje do presidente da república a propósito da 15ª renovação do estado de “indigência”.

E daquilo que também acompanhei da entrevista de Sócrates na TVI, considero que este último teve um discurso intelectualmente mais honesto do que Marcelo. É para verem ao que chegamos!…

Marcelo comparou propositadamente a covid19 com a gripe espanhola de 1918. E fê-lo de uma forma vil e nojenta, com o propósito de enganar os portugueses, mantê-los assustados e dispostos a acatar ordens imbecis dos políticos.

Não há outra forma de dizer: Marcelo mentiu materialmente.

Em 1918 Portugal tinha 6 milhões de habitantes. Estima-se que tenha morrido de Pneumónica cerca de 2% da população. Acresce que mortalidade por gripe espanhola atingiu sobretudo as idades entre os 15 e os 40 anos. Os óbitos presumidos por pneumónica entre 1917 e 1919 são de mais de 135.000 (em 6 milhões de pessoas).

Com a Covid19, até hoje, óbitos acumulados com PCR positivo são menos de 17.000, para uma população de 10 milhões. Acresce, como se sabe, que a esmagadora maioria das mortes foi de pessoas com mais de 70 anos, e grande parte destes em idade que ultrapassava já a esperança média de vida à nascença em Portugal.

A sorte de Marcelo é que já não está entre nós a gente que viveu durante a gripe espanhola e os sobreviventes da Guerra Colonial – também mencionada em termos comparativos pelo ocupante do palácio de Belém – já são demasiado velhotes. Caso contrário, as infâmias regurgitadas pelo homem da vichyssoise não ficariam sem uma resposta de uns e de outros, na primeira oportunidade que encontrassem Marcelo a mudar de cuecas nas praias da linha de Cascais.

O porteiro que se ponha a milhas ou ainda acaba ele a ser o acusado

14 Abril, 2021

Porteiro do prédio de Sócrates em Paris devia ter sido interrogado, critica Ivo Rosa

Informa o PÚBLICO que “O juiz Ivo Rosa não acredita que o apartamento de luxo em Paris onde José Sócrates morou entre 2012 e 2013 fosse propriedade do primeiro-ministro. Reconhecendo que o antigo governante tomou algumas decisões relacionadas com as obras de remodelação do imóvel, o magistrado defende, no despacho de pronúncia da Operação Marquês, que Sócrates nunca passou de um mero inquilino do seu amigo Carlos Santos Silva, e que para demonstrar o contrário o Ministério Público devia ter trabalhado mais, em vez de se limitar a fazer interpretações fantasiosas das escutas feitas aos arguidos do processo.

Como se consegue avisar o porteiro para se por a andar? É que está bem de ver que vai sobrar para ele. Por exemplo, quando Jośe Sócrates declara ao telefone a Santos Silva a propósito das obras no dito apartamento: ‘”Pá, mete pressão lá sobre o gajo… Mas pressão forte… Ouve, estamos no fim de Novembro… Eh pá, ainda nem o chão, nem, nem as janelas, nem nada, não é? Quer dizer aquilo… e eu duvido já, começo já a duvidar, o gajo tá-nos a aldrabar que já nem, nem este ano não é? Porra pá, isso não pode ser pá, não pode ser pá, eu tou farto daquela merda lá pá, farto daquilo pá…” vê-se claramente que não está a falar como proprietário. Está com medo do porteiro. O porteiro é a chave da questão. Quem sabe até foi ele quem deu os 2,6 milhões de euros pela casa. E foi ele e não Sócrates quem escolheu os materiais. E era a ex mulher dele e os filhos dele que ficavam no apartamento.

Realmente o porteiro ou se põe a andar ou acaba incriminado.

Mais uma extraordinária medida que só vai ter efeito sobre os contínuos e motoristas

13 Abril, 2021

Juízes querem maior punição para titulares de funções públicas que ocultem riqueza. Proposta de juízes defende “punição mais eficaz do ato de ocultação intencional de riqueza adquirida” no exercício dos cargos públicos independentemente da fonte de aquisição

Leituras: Quando os deputados se curvam perante a China

13 Abril, 2021

Jorge Menezes, no Público: «Quando os deputados se curvam perante a China»:

Quando cerca de 40 jornalistas da televisão e rádio de Macau (TDM) foram informados, sob a forma de nove medidas específicas, que a censura tinha sido oficializada, reagiram corajosamente. A Comissão dos Negócios Estrangeiros da Assembleia da República curvou-se despudoradamente perante o Governo da China, desmentindo que houvesse censura, como se dezenas de jornalistas tivessem tido uma alucinação colectiva. Com um par de excepções, é difícil dizer qual dos deputados desceu mais fundo.

Reforma da justiça? Vão trabalhar!

13 Abril, 2021

Era mesmo o que vinha a calhar: uma reforma da justiça. A reforma da justiça é um chavão para entreter papalvos e ingénuos. A justiça tem é de funcionar. Não é possível que os processos demorem o que demoram. Não é possível que tenhamos uma justiça para ricos que têm dinheiro para a pagar ou para indigentes que não pagam. Agora vir defender reformas da justiça casuisticamente é mais do mesmo. Há décadas que nos anunciam reformas da justiça. E de anunciada reforma da justiça em reforma de justiça anunciada temos uma justiça que pode ser justa mas anulada pelos seus procedimentso e morosidade.

A cada reforma da justiça o acesso dos cidadãos comuns à justiça complica-se ainda mais. Tudo aquilo que é anunciado para melhorar o sistema e perseguir os criminosos traduz-se apenas em mais complicações para o cidadão comum. Dizer que se vai reformar ajustiça é apenas um estratagema de sobrevivência dos mesmos que tanto têm beneficiado com a sua inoperância.

Vão trabalhar.

A falácia e a imoralidade do o“Arrendamento Acessível” da CML

12 Abril, 2021

João Graça da IL fez as contas sobre o programa “Arrendamento Acessível” da CML. Por exemplo, no nº 106 da Avenida da República adquirido à Segurança Social a preço de saldo e com obras a preço de luxo, os inquilinos dos quatro apartamentos T4 terão que ter, segundo o regulamento da CML, no mínimo uma remuneração anual líquida de 40.000 Euros; e até uma remuneração máxima anual bruta de 60.000 Euros.

Ou seja quatro famílias com rendimentos claramente acima da média nacional vão usufruir de apartamentos numa das zonas mais nobres da cidade de Lisboa a preços inferiores aos do mercado, em consequência de um investimento público que daria para construir, nos muitos terrenos próprios da CML, cerca de 25 habitações económicas para famílias com dificuldades financeiras ou uma residência de estudantes com cerca de 100 camas.

Em resumo, o contribuinte sustenta os filhos de algo.

Não, não é uma questão de 8 e 80, nem de duas faces do TIC…

12 Abril, 2021

Perante a decisão do juiz Ivo Rosa está na moda adoptar a tese do 8 e do 80: o juiz Ivo Rosa condenará pela bitola 8 e o juiz Carlos Alexandra pela bitola 80. De modo algum é isso que está em causa: transformar o juiz Carlos Alexandre num intérprete tão duro da lei quanto Ivo Rosa será light pode dar jeito mas não é real. O juiz Ivo Rosa tem um percurso completamente anómalo, não serve de medida de comparação com ninguém.

Nunca na vida profissional do juiz Carlos Alexandre aconteceu algo de semelhante aos recursos perdidos por Ivo Rosa. Muito menos uma desautorização total como lhe aconteceu no caso do “Gangue do Multibanco”: Ivo Rosa liderou o coletivo de juízes das Varas Criminais de Lisboa encarregue de decidir o destino de 12 arguidos acusados de associação criminosa, roubo agravado, furto qualificado, posse de arma proibida e tráfico de droga, que foram detidos na sequência de mais de uma centena de assaltos de norte a sul do País, entre 2008 e 2009. Na ausência de uma prova direta, apenas Jonny Portela, o cabecilha, foi condenado a uma pena de prisão de dois anos e seis meses por tráfico de droga.

O procurador José Góis – representante do Ministério Público – recorreu da decisão para o Tribunal da Relação de Lisboa, que anulou o julgamento e ordenou a repetição. A decisão dos desembargadores da 9ª secção do Tribunal da Relação é um texto pouco convencional em que figuram pontos de exclamação, ironias e comentários depreciativos como: “para que ninguém seja condenado e o País entre em pânico generalizado com este tipo de criminalidade violenta, bastam um gorro, um par de luvas e força bruta!” ou “Que incompreensível forma de julgar! Imagine-se, por isso, o estado de incredulidade e revolta das vítimas”. Em 2012, durante a repetição do julgamento, oito dos 12 arguidos foram condenados pela maioria dos crimes de que estavam acusados.

Milhões depois o ganho será de «14 minutos»

11 Abril, 2021

«25 de abril marcará a revolução da linha do Minho. É neste dia que vão começar a circular os comboios elétricos no serviço interregional e regional e que o Intercidades passará a chegar a Valença.»(*)

O comboio Intercidades chegará a Valença. Tudo elétrico. E dia 26 lá estão António Costa e Pedro Nunos Santos irão fazer grande festa e inauguração em bom estilo.

Mas ao certo, o que vão festejar? A viagem entre o Porto e Valença, 97 km, continuará a ser feita em quase duas horas. Agora está tudo eletrificado, carruagens renovadas, tudo pintadinho, nos trinques. Mas festejar o quê se gastaram milhões e aquilo continua a ser um atraso de vida?

«…a modernização não previu intervenções no traçado por forma a aumentar a velocidade dos comboios e também não contemplou ainda a instalação de sinalização electrónica. Isto significa que a exploração vai continuar a ser feita por cantonamento telefónico, em que o chefe de estação pede por telefone à estação seguinte a autorização para o comboio avançar, processando-se os cruzamentos de forma morosa porque totalmente dependentes de meios humanos.»(*)

Nota: Em 2 anos, será a segunda inauguração com os mesmos personagens.

Uma falsa sensação de democracia

11 Abril, 2021

O que sobrou para os portugueses nas entrelinhas da decisão de Ivo Rosa sobre o processo que tem José Sócrates como figura principal?

Um país convencido que o crime compensa. Sobretudo se for em grande: receber milhões sim, comer no carro é que não pode ser.

Um ex primeiro-ministro dado como mercadejador do cargo . Mercadejou sozinho?

Um José Sócrates convicto que vai voltar à política. Mas os socrátricos já mudaram de pele.

Um Ventura sempre à mão. Tal como no Casa Pia vamos acabar a não poder referir o caso sob risco de sermos acusado de ser aliados de forças nefandas

E, por fim mas não por último, ainda vamos a tempo de exigir para o IRS deste ano a Declaração Modelo Sócrates com anexo Ivo Rosa?

Cabras

11 Abril, 2021

Enquanto a oligarquia se dedica a instaurar paulatinamente o fascismo no país à conta de uma suposta narrativa sanitária e uma catrefa urbana se indigna com um sistema de justiça e ex-líderes que levaram eles próprios ao poder, Dario Gonçalves pensa como vai reconstruir a sua vida depois de ter perdido um quinto do seu rebanho bravio, de um momento para o outro, à conta de fenómeno natural pouco comum.

Não sei se me vão ajudar, mas eu vivo disto. Vou fazer 54 anos, criei os meus filhos com isto. É a minha profissão. Venho para os montes da freguesia de manhã cedo, pôr o rebanho a pastar, com a ajuda dos quatro cães de raça Castro Laboreiro e cão de guarda transmontano, e à noite recolho as cabras para um barracão“, explicou.

Era livre, acrescento eu.

Isto é muito muito muito cansativo

11 Abril, 2021

Para as pessoas que acham que o sistema está a funcionar mal, há duas acções planeadas que poderão servir para o entreter enquanto lhe afagam o ego com uma sensação de satisfação por contribuição barata em inconsequência formal.

Há uma petição para destituição do juiz Ivo Rosa, que é tão útil como a substituição do guarda-redes aos 85 minutos num jogo em que a equipa vence por 42 – 0. Sai Rosa, entra Cravo. Deve ser uma questão estética.

Há também manifestações a aguardarem o aval das autoridades (não interessa quais, basta dizer autoridades e já está) que deverão realizar-se no próximo Sábado, que esperamos ser o dia mais chuvoso da semana só para elevar o acto de subordinação regimental à ainda mais poética indiferença. Uma manifestação que só o é depois de obtidas as licenças é tudo menos uma manifestação: é a prova da subordinação ao regime, irónico o suficiente para permitir totós na rua a queixarem-se dele.

A culpa é do povo, já se sabe. Logo, é preciso mudá-lo.

Ninguém confia na democracia quando se trata da reunião de condomínio com 10 marmelos, mas acreditamos que com 5 ou 7 ou 10 milhões funciona muito melhor. É fascinante. Ou então indica que a maioria dos portugueses não vive em condomínios, o que também é prova de que o regime é maravilhoso.

Há quem diga que a justiça não funciona. Não sei em que mundo vivem: funciona e funciona muito bem, tal e qual como foi desenhada para funcionar.

Querem insubordinação? Tirem a máscara.

Que raio de injustiça!

10 Abril, 2021
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Não é que ontem julgo ter visto, numa rua deserta nas imediações do Campus de Justiça de Lisboa, um cidadão completamente sozinho e sem máscara! Sem máscara!!!

Não há neste pais quem se indigne com um escândalo destes e o investigue. E detenha, julgue e prenda (a ordem é arbitrária) o criminoso!?

Assim não vamos lá. Que raio de sina a nossa!

Buraco és tu

9 Abril, 2021

Podíamos ser iguais à Irlanda, podíamos ter um “Portugal Mais Liberal”, podíamos ter um país que não nos causasse vergonha. Podíamos, mas não seria Portugal. Portugal é isto e quanto mais cedo o percebermos mais rapidamente atingiremos a paz que a aceitação nos traz.

Vai ser assim

9 Abril, 2021

Vai em Paz e que o Senhor te acompanhe

9 Abril, 2021

Resumo do dia:

Consignação de IRS

9 Abril, 2021

NIF: 502023570 de Lar de Idosos das Irmãzinhas dos Pobres do Porto.

Fica a sugestão.

Alguém sabe o que pensa o Sócrates do recolhimento obrigatório? E do uso de maścara?

9 Abril, 2021

Pelo menos se fosse mastigar gomas para a rua era condenado de certeza.

Separação de poderes

9 Abril, 2021

Legislativo, Executivo e Judicial: eles legislam para executarem o que julgamos escolher.