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E quando se pensava que já se tinha visto tudo…

7 Setembro, 2020

chega de França a notícia de um protesto de guardas-prisionais reivindicando que os presos não possam ter fritadeiras. Exactamente, em várias prisões francesas os presos têm fritadeiras ao seu dispor. Escusado será dizer que o óleo a ferver se tornou uma arma.

Agression à l’huile bouillante dans la prison de Valence : deux surveillants et un détenu brûlés

Violente agression d’un surveillant de prison, victime d’un jet d’huile dans les Bouches-du-Rhône

Nas próximas eleições os candidatos devem ser confrontados com isto

7 Setembro, 2020

Outra pergunta a colocar nas próximas eleições: é a favor da divulgação da lista de devedores ao novo banco? Recordo que o estado português divulga a identidade de quem deve ao fiscoe à segurança social. Portanto os candidadtos devem ser confrontados com a questão: têm os portugueses o direito de saber quem lhes deve?  Recordo que falamos de devedores como o cliente 58 que gerou perdas ao BES-Novo Banco de 904 milhões de euros.

A outra pergunta é: concorda que as expressões pai e mãe sejam substituídas na documentação oficial por Progenitor 1 e Progenitor 2?

Com um bocadinho de esforço talvez consigam escrever sobre o assunto

7 Setembro, 2020

A banalização dos esfaqueamentos em Inglaterra é um sinal da nossa alienação: os esfaqueamentos não poupam sequer as crianças. A maior parte das suas vítimas e dos seus perpetradores não são brancos. A cada novo esfaqueamento as autoridades declaram-se chocadas e anunciam ir fazer uma investigação profunda. Pouco depois acontece novo esfaqueamento e lá vêm novas declarações. Agora tivemos um esfaqueamento em Birmingham. Logo se declarou não ser de motivação terrorista mas provavelmente tratar-se de um ajuste de contas entre gangs. Também temos a indicação da escolha das vítimas ser aleatória. Como podem os gangs ajustar contas entre si através da selecção aleatória das vítimas ninguém explica.

Invariavelmente e ao contrário do que acontece noutros casos as vítimas destes crimes são mediaticamente mudas: ninguém as entrevista. Já os seus agressores são pessoas destituídas de rosto. Paulatinamente também são desprovidas de nome.

É enorme o grau de violência quotidiana a que os residentes estão sujeitos em algumas zonas de Inglaterra ou França. Em França surgem agora movimentos locais dessas populações como é o caso de “Lyon en colère” onde já se fazem “ajuste de contas” à machadada

 

 

 

Sobre o “marxismo cultural” – 3.ª e última parte

6 Setembro, 2020

Falemos então, com todas as aspas devidas, de “marxismo cultural” (3), no Observador.

Quando e porquê as crianças portuguesas passaram a ser filhas do progenitor 1 e do progenitor 2?

6 Setembro, 2020

Screenshot from 2020-09-06 12-29-29

Nas próximas eleições os candidatos devem ser confrontados com isto.

(imagem tirada daqui)

A propósito desta linguagem dita inclusiva convém ler os avisos do Tiago Picao Abreu:  o movimento da linguagem “inclusiva” alterou subtilmente palavras como “pais” por “progenitores”, “sexo” por “género”, ou “paternidade” por “parentalidade” sem que tais conceitos sejam, como se pensaria, sinónimos, pois as palavras substitutas têm significados bem diferentes das substituídas. Optar por uma identificação através do género em vez do sexo não é uma decisão inocente do Estado, é a materialização de uma agenda ideológica que contraria os mais elementares princípios científicos. E, esclareça-se já, as questões de género não se confundem de forma alguma com a orientação sexual, pois a expressão da sexualidade, seja de que âmbito for, não colide nem nega a evidência biológica de que o ser humano é criado com sexo masculino ou feminino.

Era só para lembrar que os solidários, fofinhos, idealistas, pacifistas, amigos dos animais e outras coisas que tais

6 Setembro, 2020

impediram a publicação de vários jornais em Inglaterra porque não gostam das notícias

 

Mas se o polícia for negro o poema deixa de ser poema, passa a insulto racista e aí a prisão já se justifica?

5 Setembro, 2020

Homem detido por colar cartazes com poema “ofensivo” para a PSP. Trabalho fazia parte de iniciativa cultural

Meus caros ou se admitem insultos ou não se admitem insultos. Por mim acho que se devem admitir. O que não podemos é viver neste frenesi entre os insultos que são crimes e os insultos que são arte.

Do sexo ao género: a monumental armadilha

5 Setembro, 2020

Pedro Bacelar de Vasconcelos repete várias vezes nesta declaração à Rádio Observador a expressão identidade de género. Repete-a como quem decorou uma lista de compras. Nunca explica o que tem a dita identidade de género a ver com  a defesa da Constituição, em que aliás o  único género que se pode escolher é o do trabalho. Muito menos se  percebe o que pretende o deputado com a invocação da “visão patriarcal milenar das sociedades humanas” para explicar o que entende ser a rejeição “das questões de género e de sexo”.

É o clássico misturar e baralhar de expressões como deve ser.

O primeiro passo para nos libertarmos desta patranhologia é perguntar exactamente o que se entende por género e por identidade de género. Talves depois percebamos que caímos numa monumental armadilha ao deixarmos que os direitos humanos deixassem de ser direitos dos humanos para se tornarem np glossário do activismo.

 

 

 

 

 

A nova normalidade

4 Setembro, 2020

A expressão “nova normalidade” mete-me nojo. Se é normalidade é porque é velha, refinada ao longo de muitos anos, com origem em pontos perdidos no longo tecido do tempo; se é nova não é normalidade, é uma anormalidade até que comece a parecer tão normal que de anormal já nada tem.

Parece-me que a expressão é usada pelas pessoas que desejam assegurar que esta aberração histórica se perpetue no tempo. É bem possível que o consigam. A uma dada altura da minha vida apercebi-me que só vale lutar se soubermos de antemão estarmos destinados a perder. Por outro lado, as únicas coisas pelas quais lutar valem a pena são as que menos beneficiam com um perdedor.

Se no futuro estaremos todos mortos, no passado estamos todos de máscara, o hijab laico desse culto pelo Homem Novo, o que considera tudo uma mera construção social. A sorte disto é que a normalidade, a tal “nova normalidade”, é ela própria uma construção social. Portanto, de construção social em construção social lá avançaremos para o fim da construção.

Não é então de surpreender que a “nova normalidade” seja abraçada quer pela esquerda, quer pela direita, quer por socialistas, quer por liberais, quer por conservadores, quer por revolucionários. A nova normalidade é tão normal que não restam mais que uns velhos anormais.

Olho para as pedras do muro que estão cá há mais de 100 anos. Parece-me de granito normal. Não são. São de granito da nova normalidade. Se fossem de granito normal já teriam desistido de suportar o peso que têm sobre as costas.

Foi a Inês que a pariu!

4 Setembro, 2020

Duas activistas feministas do colectivo “Capazes” (liderado pela filha do presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues) estão na origem de uma acção legal interposta no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem contra 33 Estados europeus que consideram irresponsáveis por não combaterem as alterações climáticas.

Aquando do início deste processo os supostos requerentes eram crianças portuguesas entre os 5 e os 18 anos que atribuíam a culpa pelo incêndio e tragédia de Pedrógão às alterações climáticas.

Ouvi amigos meus duvidarem que pessoas de tão tenra idade tenham tido elas próprias a iniciativa, os contactos e uma atitude suficientemente estruturada para tal acção. Admito que a história possa suscitar dúvidas aos meus amigos (eventualmente com mentes perversas) sobre se as crianças estariam a ser usadas em interesses e benefícios difusos, nomeadamente de agendas ideológicas progressistas. Ou se os Pais das crianças estariam ausentes do processo e/ou teriam autorizado contactos com juristas. Esses meus amigos chegaram a questionar-me sobre se seria admissível tornar crianças requerentes formais num processo judicial a nível internacional, mas eu não soube responder. Colocaram-me um sem fim de outras questões, mas, ao contrário dos meus amigos, eu acredito que haja crianças entre os 5 e os 18 anos especialmente capazes.

Por falar em capazes, as duas raparigas da “Capazes” entram em cena em momento certeiro e a atenção e apoio que dispensam a estas crianças (minha intuição) não serão alheios aos valores de magnanimidade e voluntarismo que pelo menos uma delas terá ganho pela sua experiência de ex-dirigente da juventude socialista e formação católica no colégio S. João de Brito.

Este par de mulheres adultas são juristas e afirmam ser “voluntárias” na GLAN – Global Legal Action Network, tendo agregado esta instituição ao “sonho” e à “ideia ousada” original das crianças portuguesas entre os 5 e os 18 anos. Trabalhar junto da Comissão Europeia terá também ajudado a alavancar a dinâmica da litigância.

Mas, entretanto, adensa-se em mim algum receio de que as dúvidas dos meus amigos tenham alguma razão de ser quando fico a perceber que os promotores da iniciativa declararam em 2017 pretender angariar um financiamento de 385.000€ para pagar a peritos e juristas que ficarão responsáveis pela tramitação do caso. Ainda assim, depois de ter refletido sobre isto, concluo com alívio que a novilíngua dá maior latitude ao significado de “trabalho pro-bono” e por isso não encontro nenhuma irregularidade, ilegalidade nem sequer má-intenção. Aliás, louvo a transparência dos procedimentos e objectivos que são de consulta aberta a todos os que tiverem acesso à internet e quiserem ter o cuidado de se informar.

Com este desiderato de juntar dinheiro, esta equipa lança uma campanha de crowdfunding com uso de imagens vídeo das crianças entre os 5 e os 18 anos fazendo declarações pungentes e dramáticas sobre o cataclismo das alterações climáticas.

Curiosamente, em 2017, era um grupo de sete crianças, mas em 2020 a acção foi submetida apenas em nome de seis delas. Não sei o que terá acontecido para esta desistência do Simão.

De todo o modo, três anos volvidos, a verdade é que o processo teve pernas para andar e a acção judicial deu mesmo entrada no TEDH. Foi notícia na imprensa internacional e difundida também em Portugal por diversos órgãos de comunicação social que, aparentemente, terão reproduzido sem edição o press-release redigido para o efeito e utilizado sem questionamento o dossier de imprensa disponibilizado que incluiu nova produção fotográfica com as crianças agora entre os 8 e os 21 anos.

A entrada do processo no TEDH foi também saudada por várias pessoas em Portugal, nomeadamente um deputado socialista e, claro, a activista feminista-climática.

Uma bela história que tive o gosto de partilhar com os leitores do Blasfémias a quem aproveito para dar a boa-nova de que o mundo será salvo e de que esta acção foi a Inês que a pariu!

De cada vez que alguém falar de identidade de género experimentem perguntar-lhe: o que é o género?

4 Setembro, 2020

A Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG) que se apresenta como  “o organismo nacional responsável pela promoção e defesa desse princípio, procurando responder às profundas alterações sociais e políticas da sociedade em matéria de cidadania e igualdade de género” revela uma norme dificuldade em definir o que é o Género.

A definição apresentada no Glossário publicado pela CIG é tão prolixa quanto enredada. O Género tornou-se naquela palavra que se repete para parecer bem mas ao certo não se sabe exactamente o que é: Género: atributos e expectativas socialmente associadas a ser-se do sexo feminino ou do sexo masculino, bem como às relações entre mulheres e homens. Estes atributos, expectativas e relações são socialmente construídos, variando consoante a sociedade e o período histórico. Assim, o género abrange um conjunto amplo de representações relativas a comportamentos que condicionam o que é esperado, permitido e valorizado numa mulher ou num homem. Na maioria das sociedades, existem diferenças e desigualdades entre mulheres e homens no que diz respeito às responsabilidades atribuídas, às atividades empreendidas, ao acesso aos recursos e ao controlo sobre os mesmos, bem como às oportunidades no acesso à tomada de decisão. O género inclui-se num contexto sociocultural mais abrangente, no qual se integram outros fatores importantes para a sua análise como a origem racial e étnica, a idade, o nível de pobreza, etc.
O conceito de género é também importante para compreender o contexto da identidade de género.

Prova de aferição

4 Setembro, 2020

Uma mulher grávida foi detida na Austrália em frente aos filhos por dizer coisas no Facebook. Talvez não fossem coisas aceitáveis, como “o capitalismo mata” ou “é preciso ir buscar o dinheiro a quem o tem”. Talvez até tenha sido algo positivo e usável na exuberância dos jovens como “polícia bom é polícia morto”. Em qualquer dos casos, parece-me uma boa oportunidade para aferir as aulas de cidadania: exponham o caso aos alunos e registem as respostas. Se a maioria dos alunos achar que foi bem presa então é porque as aulas de cidadania estão a funcionar na perfeição.

A ouvir para perceber como a ditadura dos beto-urbanos representa um triunfo da ignorância

4 Setembro, 2020

O interior, o ambiente, a agricultura, as infra-estruturas. Aqui discutidos por Henrique Pereira dos Santos e João Faria.

Uma notícia de 2040

3 Setembro, 2020

Três dias. Faltam exactamente três dias para que os vencedores do Prémio Máscara do Ano – Vanessa, de 13 anos, Simão, de 8 – possam usufruir da piscina municipal de Vila Chã por 15 minutos. A excitação é palpável, como confirma o deputado regional de saúde, doutor João Mãozinhas, que efectivamente apalpou os vencedores de tão desejado prémio.

O técnico responsável pela piscina, doutor Carmim Vermelhão, em lay-off desde 2020, assegura que a qualidade da água continua inalterada: “não é por uma piscina estar fechada vinte anos que a água se deteriora”. O autarca, também presente na cerimónia de entrega do prémio pelo Zoom, envergando a máscara vencedora do ano passado, salienta que “é muito bom podermos optar por um prémio desportivo em vez do habitual contrato de trabalho como chibo do concelho”, acrescentando que “infelizmente, pela situação de crise actual, não podemos empregar mais chibos para início de carreira enquanto os chibos de topo de carreira não se reformarem”.

O Jornal de Notícias recusou-se a cobrir a notícia porque já estavam 8 pessoas no Zoom e uma delas tinha uma cerveja na mão e – passamos a citar – “já eram quase oito menos um quarto”.

Educação para a denúncia: transformar cada criança num vigilante da família

3 Setembro, 2020

Entre os diversos exercícios propostas para as aulas de cidadania contam-se vários em que as crianças detalham o que acontece em casa, como se organiza a família, os seus tempos livres e de trabalho. Em seguida é suposto debater-se o modelo familiar…

O que está em causa não é apenas uma questão de proselitismo e da Educação para a Cidadania ser uma Religião e Moral Maçonico-Progressista. As aulas  de Educação para a Cidadania podem fazer da cada criança um vigilante da doutrina estatal nas suas casas.

As pessoas que tanto defendem a frequência obrigatória da Educação para a Cidadania

3 Setembro, 2020

são as mesmas que colocam os seus filhos a salvo destas maluqueiras nuns colégios privados de preferência estrangeiros como acontece com vários membros do governo, jornalistas, comentadores, artistas-activistas…?

 

Portugal não tem, nem terá Orçamento

2 Setembro, 2020

Na rúbrica “Ao final do dia” da plataforma do Camilo Lourenço, faltou-me talvez dizer que quando o Estado se endivida os politicos apenas têm de gerir o montante dos juros acrescidos que têm de ser pagos pelos actuais contribuintes, controlando assim os danos eleitorais mais imediatos, pois as amortizações de capital são em princípio pagas mais à frente no tempo, noutra legislatura.

O resto está aqui:

 

 

A máquina de ficcionar problemas

2 Setembro, 2020

Ricardo Lobo: O Ministro do Ambiente e da Acção Climática (MAAC) «visita a Casa dos Animais de Lisboa e marcha, qual general, para uma parada de cães enjaulados e de ladrar estridente. Em simultâneo, o presidente da Câmara de Lisboa anuncia, sem pudor, um investimento de 1,2 milhões de euros para uma ampliação destinada a alojar 60 cães. Em simultâneo, o presidente da Câmara de Lisboa anuncia, sem pudor, um investimento de 1,2 milhões de euros para uma ampliação destinada a alojar 60 cães.O MAAC aproveita a ocasião para indicar o nome da provedora, que no ICNF irá ser a responsável omnipotente pela elaboração e execução de toda a política relacionada com os animais de companhia, incluindo “naturalmente”, como refere o MAAC, as questões de saúde pública.Estava dado o mote para todas as autarquias de todo o país que agora ficarão sob a tutela do provedor: alojamentos pomposos para cães de ninguém – 20 mil euros/cão, canis cheios de animais não adotáveis e animais na rua a atacar pessoas ou outros animais, ou a encher pardieiros em espaço florestal.(…) A ficção e o absurdo, esses não terminariam sem uma visita a uma colónia de gatos errantes que usam máquinas de lavar em fim de vida como casotas. Do ponto de vista da reciclagem de eletrodomésticos, seria uma apenas uma medida fofinha acarinhada por um ministro do Ambiente, não fossem os gatos errantes responsáveis, em todo o mundo, pela extinção de uma série de espécies de fauna selvagem. Assim, é só ficção da terceira divisão regional.»

O “casal português” e “homem negro”

2 Setembro, 2020

A má fé da racialiazação da sociedade está estampada nestes títulos. Ambos constam na edição on line de hoje do CM. Porque escrevem “casal português” e não casal de brancos? E porque escrevem “home negro” e não cidadaão norte-americano? Porque a cartilha manda que se raciliaze tudo aquilo que se prende com os negros: estes deixaram de ser cidadão portugueses, norte-americanos, franceses para se tornarem afrodescendentes. E nos territórios afros mandam os activistas.
Note-se contudo que o CM ainda deu a notícia do “casal português” assassinado na África do Sul. Mas foi dos raros a fazê-lo. A imprensa de referência nem uma linha dedicou a Dinis Fernando e Maria Gorete Silva
Segundo o Forum Português da África do Sul 460 portugueses foram assassinados na África do Sul desde o fim do apartheid em 1994. As suas mortes nunca geram qualquer onda de solidariedade mesmo quando acompanhadas de acções macabras como aconteceu com a tortura e morte da família Viana em 2011.

No Country For Middle-Age Men

1 Setembro, 2020

Recentemente tive uma epifania. Só é possível sobreviver nesta era deixando tudo para viver como vagabundo de praia. Metaforicamente, e não só.

Encontro-vos de volta quando cá chegarem.

Somos todos Avante

1 Setembro, 2020

300 pessoas num casamento? Eles são Avante

Dezenas numa festa? Eles são Avante

Ajuntamente na praia? Eles são Avante

Avante somos todos.

É só querer!

Diante de cada multa é só fazer da cantiga uma arma e gritar: Eu sou Avante.

Somos todos Avante.

Viva a Festa do Avante

Todas as festas são Avante.

Façamos de Portugal uma imensa Atalaia e gritemos: aqui é Avante. Logo fazemos o que nos dá na real gana. As leis não se nos aplicam. IVA também não há. Facturas nem pensar. Nós somos Avante e se não somos queremos ser.

14 de Setembro de 2020

1 Setembro, 2020

Da fútil irresponsabilidade

31 Agosto, 2020

O senhor Bansksy achou por bem gastar algum do seu dinheiro num navio logo apresentado como humanitário. O navio em causa como tantos outros transporta migrantes do norte de África para o continente europeu. Ou mais propriamente recolhe-os dos botes de borracha onde os traficantes os largam. Em seguida os “humanitários” recolhem os migrantes desses botes e clamam pelo humanitarismo da Europa. Seguem-se uns dias de apelos e avisos até que os migrantes são desembarcados. Os migrantes do senhor Bansksy ficaram em Lampedusa. O  barco do senhor Bansksy lá seguia para o norte de África para fazer mais humanitarismo. Os murais do senhor Bansky valorizam mais um pouco. Os traficantes de pessoas enriquecem um pouco mais. O resto que se lixe:  faz-se um mural todo catita aos que morrem na travessia. Dos habitantes de Lampedusa basta dizer que votaram na extrema-direita.

Avante, camaradas!

30 Agosto, 2020

Chegou a hora da mudança! É preciso iniciar a revolução! É tempo de cortar amarras com o passado e debandar em horda para o glorioso triunfo universal de uma humanidade justa, digna, solidária e empenhada na transição do mundo para a sua plenitude.

É preciso desafiar a autoridade, resistir, agir de forma deliberada para mudar o mundo.

É preciso arriscar prisão por abraçar um idoso; é preciso brincar com crianças sem que tenham viseiras, capacete e trinta camadas de roupa antibacteriana; é preciso destruir as instituições burguesas de comodidade e arriscar sentar na areia de uma praia onde alguém se sentou antes. É preciso cometer loucuras como ir passear sem escafandro para um jardim público, para a rua, para lojas enfeitadas deliciando-nos com compras desnecessárias à subsistência asséptica e rejeitando a factura. É preciso que crianças quebrem todas as regras abraçando a tia e a avó. É preciso ir acampar e arriscar a carga policial por ingerir cerveja depois das 20h00 sem que isso leve à multiplicação, como os Gremlins. É preciso a violência de nos sentarmos num café cuja mesa é limpa com o mesmo pano que acabou de ser passado no vómito do cliente anterior. É preciso partir tudo através de saltos sincronizados em concertos rock, suar como um porco e sorrir quando o indivíduo do lado nos toca inadvertidamente pela falta de espaço. É preciso quebrar todas as tradições estabelecidas e enfiar umas farturas gordurosas pela goela abaixo aos gritos de “São João”.

A revolução está nas tuas mãos, camarada. Junta a tua à nossa voz. Avante!

Costa é má pessoa

29 Agosto, 2020

O Alberto Gonçalves, hoje no Observador:

O dr. Costa não tem nada que se aproveite, incluindo a capacidade de ver nos semelhantes (salvo seja) qualquer coisa diferente de instrumentos ou empecilhos dos propósitos dele. O dr. Costa não é só um mau governante: é obviamente má pessoa. E uma pessoa má que manda sem escrutínio num país é obviamente um governante terrível. E perigoso.

O texto completo aqui.

É raro discordar do Alberto e hoje não é excepção.

 

 

Ofereço-me para traduzir gratuitamemte

29 Agosto, 2020

a imprensa francesa. Afinal acredito que só por absoluta falta de meios estes factos não são noticiados em Portugal

Lyon : un jeune garçon tabassé pour avoir défendu des filles

Besançon : une musulmane de 17 ans tondue et frappée par sa famille pour être sortie avec un chrétien

Les minorités chinoises en France, cible d’une politique de surveillance ordonnée par Pékin

As palavras que se perdem

28 Agosto, 2020

Há uns anitos, a palavra “inconstitucional” fazia parte do léxico comum. Bastava o governo de Passos Coelho anunciar o corte de um cêntimo à função pública que os média, as suas tias e sobrinhos e a prole dos avençados – com infortúnio dos seus filhos os poderem tratar por putas sem incorrecção semântica – para o grito de “inconstitucionalidade” ecoar mais forte que Pompéia a ser coberta de lava acabadinha de brotar.

Agora, uma tonta pode anunciar que “está a ponderar” o uso de açaime em qualquer espaço público e não se passa nada. As modas vão e vêm, é o que é.

Chamem-lhe padre, chamem-lhe senhorio, chamem-lhe governo, chamem-lhe o que quiserem

27 Agosto, 2020

Isto de dividir o mundo entre boas pessoas, as que querem proteger o planeta e salvar o mundo do coronavírus, das pessoas más, as que querem que as deixem em paz, é muito conveniente. Transcendendo esquerda, direita, mais liberalismo ou mais autoritarismo, visa unificar o complexo alinhamento das pequenas gaiolas – o gay, o negro, a mulher, o unicórnio – numa única fonte de opressão: o lastro da civilização heteropatriarcal, colonialista e qualquer-outra-coisista que o sistema achar por bem usar.

As coisas vão andando cordatas, independentemente da bufaria e dos zelosos agentes que conseguem encontrar cinco miúdos a menos de 3 km uns dos outros numa praia. Pois não continuarão assim. Tudo se intensificará e o mundo ficará dividido ordeiramente entre negacionistas-colaboracionistas (escolher o que mais lhe agradar), onde encaixam os Trump, Ventura, Bolsonaro, Orbán e um monte de – e cito a inteligência nacional – parolos, e o verdadeiros humanos, os que jogam pelas regras impostas pelas sinistras organizações onde se passeiam figuras tão interessantes como a doutora doutora doutora Graça Freitas e o doutor doutor doutor doutor professor doutor Francisco George. Cobarde é o Costa, que usa figuras destas para testas-de-ferro daquela que é a sua função: decidir.

O Bill Gates, que nunca conseguiu livrar máquinas Windows de vírus, empenhado que está em inocular pessoas com a versão alfa 0.0.1 de uma hipotética vacina que, na melhor das hipóteses é um placebo, na pior é a concretização do sonho de equilíbrio das contas de um estado social falido através da morte de velhos por esquecimento, agrada à tralha milienial de doutores e doutores doutorados em pós-doutoramentos doutoráveis em doutorismo variado, que adoram ficar em casa a coçar os tomates enquanto sentem a auto-importância a crescer.

É. O panorama português não é muito animador – graças a Deus, até porque isso seria estragar a campanha vitoriosa para a desgraça dos últimos 200 anos – mas é precisamente por isso que o candidato do Chega, André Ventura, irá bombardear a direita várias vezes conotada como a mais estúpida de sempre (em algumas dessas vezes deve ter sido erradamente, a não ser que tenha conseguido o mérito de piorar sempre de forma sustentada) com o voto envergonhado que não aparece em sondagens.

Infelizmente, tal só serve o querido e magnânimo Partido Socialista, com o inimigo perfeito, solitário, contido, facilmente adquirível. O PS, o nosso salvador contra colaboracionistas-negacionistas, esse triunfará sempre nesta ilusão a que se chama democracia. Mas, como benesse colateral, servindo para reduzir a pó as múmias que por aí ainda vão circulando na tentativa de combater institucionalmente o impossível pela ausência de instituições, já valerá a pena.

E você? Já pediu autorização ao governo para jogar à bola hoje?

O Elefante Branco ainda não percebeu que deve é dedicar-se à política?

26 Agosto, 2020

O Elefante Branco, conhecido bar de Lisboa, interpôs hoje uma providência cautelar contra a decisão do Conselho de Ministros que determina que estes estabelecimentos só podem abrir como cafés ou pastelarias, disse o seu advogado.

Muito francamente os proprietários do Elefante Branco e já agora do Gallery Club,   Passerelle… estão mal aconselhados pelos seus advogados. Qual providência cautelar qual quê! O que eles têm de fazer é dedicar-se à política. Declaram as suas casas espaço de discussão política, colocam uns cartazes sobre a paz no mundo, o combate às alterações climáticas e o combate às injustiças e já têm a actividade devidamente autorizada e a DGS a dizer que não pode proibir.

Não duvido que vai ser um sucesso. Por exemplo, e isto é só uma sugestão no Elefante Branco podem fazer um seminário dedicado à influência do trotskismo nas esquedas pós-queda do Muro. Já no Gallery Club podem fazer sessões de canto livre e abordar a temática “Olavo Bilac- Xutos & Pontapés, do Chega ao Avante os palcos nos caminhos da resistência” e assim sucessivamente.  O país inteiro deve ser uma imensa Festa do Avante!

 

 

Não é uma excepção. É um padrão

25 Agosto, 2020

Rodrigo Saraiva : As irritações do novo “animal feroz”

Não via António Costa assim irritado desde as perguntas que lhe fez uma jornalista da SIC junto ao pavilhão Atlântico, em 2015.

Não. Desde que recusou a decisão da Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos para tornar público um relatório sobre obras públicas municipais, em 2013 quando era presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

Não. Desde 2011 quando o jornal Público, amparado pela lei, pediu para ter acesso a esse mesmo relatório.

Não. Desde que não gostou de algumas perguntas do jornalista Vítor Gonçalves numa entrevista na RTP, também em 2015.

Não. Desde que à entrada de uma reunião da Comissão Nacional do PS, em Novembro 2016, se irritou ao ser questionado por jornalistas sobre a potencial saída de Centeno do governo.

Não. Desde esse mesmo dia, quando questionado sobre se a não entrega de declarações de rendimentos de António Domingues terá sido uma condição deste para aceitar o lugar de presidente da Caixa Geral de Depósitos.

Não. Desde os incêndios de Pedrógão, em 2017, quando várias vozes lhe perguntaram porque não pedia desculpa aos portugueses.

Não. Desde que mandou terminar uma entrevista à Rádio Renascença no seu carro porque não gostou de uma pergunta, em Setembro de 2017.

Não. Desde aquele embate com Assunção Cristas no Parlamento. Qual deles? Perdi a conta. Foram vários.

Não. Desde a patética cena de Tancos, ao ser questionado se tinha conhecimento dos gravíssimos factos ali ocorridos.

(…)

Do jornalismo ao servilismo socialista

25 Agosto, 2020

Depois de ter praticamente ignorado as declarações do primeiro-ministro português sobre os médicos o Diário de Notícias deu finalmente destaque de capa às declrações ofensivas e inapropriadas da dignidade do cargo proferidas por um governante. Do Brasil, obviamente.Quanto ao sucedido em Portugal lá está tudo embrulhadinho para não se perceber nada. Porque não faz o DN uma capazinha em que Costa aparece no lugar de Bolsonaro e colocam lá as declarações do PM português sobre os médicos? Não ficava bem, pois não? Era populismo não era?

 

Do Expresso ao Amnésico

24 Agosto, 2020

Imagens tiradas daqui

Isabel dos Santos vai adorar este comunicado do Expresso

24 Agosto, 2020
  • uma gravação amadora de um ecrã de computador, que reproduz uma recolha de imagens de uma conversa off the record, privada, do primeiro-ministro com jornalistas do Expresso, foi divulgada nas redes sociais sem autorização e conhecimento deste jornal.
  • O Expresso repudia absolutamente esta divulgação, pela qual não tem responsabilidade.
  • Os sete segundos do vídeo ilegal descontextualizam quer a entrevista, quer a conversa que o primeiro-ministro teve com o Expresso.
  • O Expresso desencadeará, de imediato, os procedimentos internos e externos para apurar o que aconteceu e os responsáveis pelo sucedido
  • Sendo esta gravação amadora ilegal, o Expresso reserva-se o direito de desencadear também os imprescindíveis mecanismos jurídicos para processar os responsáveis pela sua difusão.
  • Tratando-se de uma conversa já fora do âmbito da entrevista, e apesar de a sua divulgação ter fugido ao controlo do jornal, a direção do Expresso lamenta profundamente o ocorrido e pede, consequentemente, as devidas desculpas ao primeiro-ministro pela quebra de confiança, ainda que involuntária.
  • Aos seus leitores o Expresso salienta que a divulgação de conversas reservadas não é nem nunca será a nossa forma de atuação

Há anos que o Expresso vive dependente de roubo de informação. Goste-se ou não é isso que que a wikileaks é. Pessoalmente acho muito perigoso para a credibilidade de um jornal colocar tanto esforço nesse tipo de investigação menosprezando outros tipos de trabalho em que na verdade está reduzido a uma correia de transmissão dos centros do poder. Igualmente grave o Expresso tem subestimado os riscos de manipulação por parte de quem lhe dá a informação. Mas a verdade é o que o Expresso apostou nessa forma de jornalismo. Eu pessoalmente não gosto e por isso cada vez o compro menos. Mas o que não entendo é como pode o Expresso ter legitimidade para vir condenar a “recolha de imagens de uma conversa off the record, privada” quando o  off the record  tem sido a sua aposta editorial.Por isso não duvido Isabel dos Santos vai adorar este comunicado do Expresso. Ou o que vale para o PS em Portugal não se aplica os resto do mundo?

A propósito do em off

24 Agosto, 2020
«DO TIRO PELA CULATRA / Sei bem, porque fui jornalista em importantes órgãos de comunicação social (como o Expresso), que as conversas em “off” dos políticos, ainda por cima a dizer mal de alguém, e que não abordaram na entrevista ou conversa, nunca eram desabafos de conversa de café. Eram sobretudo uma tentativa de condicionar, amestrar e/ou influenciar a opinião do jornalista. Aqueles segundos nunca eram um acaso, um despropósito…
Portanto, independentemente de se saber como vazou a conversa em “off” da gravação do Expresso, desta vez saiu a António Costa o tiro pela culatra.»
Basta  ver o video para perceber o que o Pedro Almeida Vieira quer dizer quando escreve “as conversas em “off” dos políticos, ainda por cima a dizer mal de alguém, e que não abordaram na entrevista ou conversa, nunca eram desabafos de conversa de café. Eram sobretudo uma tentativa de condicionar, amestrar e/ou influenciar a opinião do jornalista.”

Sempre há oposição

23 Agosto, 2020

A resposta de António Costa foi clara: não é competência da Ordem dos Médicos avaliar como se exterminam os velhos da nação. Idosos em lares pertencem ao estado. Aquilo já nem é bem gente, são só focos infecciosos quer de doenças, quer de despesa.

Público

A resposta de Rui Rio foi clara: compete ao governo decidir, como na União Soviética, onde, quando e como se realiza qualquer concerto. Antes era para não incutir ideias de rebelião e liberdade nas mentes frágeis dos jovens, hoje é por causa de uma doença que não está a matar velhos suficientes para ser a solução final para o problema de António Costa.

Twitter pessoal

Quem disse que o PSD não faz oposição?

Gentes de antanho

21 Agosto, 2020

Quem não recorda a dra Rosário Gama ali nos anos de 2012 a 2015? A senhora escrevia, a senhora falava, a senhora anunciava todos os dias que o o governo pretendia “exterminar” os idosos “pertencentes à classe média, aquela que V. Exªs querem exterminar”.

Agora a dra Rosário Gama vive na paz dos anjos com o governo, esqueceu-se dos extermínios e avisa Cabe aos cidadãos portugueses e às instituições criar condições para que todos, mais velhos ou mais jovens, tenham os mesmos direitos e uma vida decente. Sei que os mais velhos são parte da solução e não o problema.

São as pessoas como o padre Lino Maia e a dra Rosário gama que nos fazem acreditar no poder do socialismo enquanto fé

Esta época não científica

21 Agosto, 2020

Na Coluna semanal da Oficina da Liberdade no Observador, Carlos M. Fernandes a não perder:

A ciência é o artefacto sistematizado da curiosidade humana. Como tal, está em permanente dialéctica com a ignorância, alimentando-se da dúvida, da incerteza, do risco, e, sobretudo, da liberdade de pensamento. Conceitos como consenso, autoridade e verdade, são-lhe estranhos. O conhecimento científico, «qual pluma al vento», é volúvel e entre as suas funções não se encontra a formulação de juízos metafísicos.

E quando a ciência, a razão e o conhecimento se ausentam, o obscurantismo e o poder discricionário sentir-se-ão tentados a ocupar o lugar vago.

O texto completo aqui.

 

 

“Um feito que eu poderei considerar heroico!” – diz o delegado de Saúde em Reguengos. Qual feito heroico?

21 Agosto, 2020

O Delegado de Saúde em Reguengos, Augusto Santana de Brito, o mesmissimo que não visitou o lar de Reguengos porque diz que orientações da DGS não o obrigavam a ir ao lar de idosos porque está em “grupo de risco” para covid-19 não só por causa da idade, mas também porque é fumador e não tem experiência no uso dos equipamentos de protecção individual, exactamente esse mesmo define como “Um feito que eu poderei considerar heroico!” o terem-se feitos testes aos utentes e trabalhadores do lar de Reguengos.  Não sei se o senhor considera heroico alguém ter tido coragem de ir ao lar fazer os testes ou qualquer outra coisa. Para já o único heroismo que aqui se avista é o dos portugueses que sobrevivem a uma administração destas.

Caso não tivesse acontecido a investigação da Ordem dos Médicos ainda toda esta plêiade de delegados acabavam medalhados pelo heroismo e pela abnegação no cumprimento dos procedimentos

Um país de autoridades, delegados e administradores que nunca têm de fazer nada a não ser receberem o ordenado

20 Agosto, 2020

A fotografia de um filme de terror

Filomena Araújo delegada regional de Saúde do Alentejo: “Não correu mal. Monsaraz seguiu todos os procedimentos”.Filomena Araújo diz que todas as normas foram seguidas no caso de Reguengos de Monsaraz. e que não conhece o  relatório da Ordem dos Médicos porque não o recebeu.

Augusto Santana de Brito, Delegado de saúde em Reguengos Não visitou o lar porque diz que orientações da DGS não o obrigavam a ir a lar de idosos. Médico, com 70 anos, diz que está em “grupo de risco” para covid-19 não só por causa da idade, mas também porque é fumador e não tem experiência no uso dos equipamentos de protecção individual.

José Robalo, Presidente da Administração Regional de Saúde, intimidou médicos com um processo disciplinar depois de estes terem avisado várias vezes para o facto de não haver condições para prestar cuidados aos 84 utentes do lar de Reguengos de Monsaraz onde morreram 18 pessoas. José Robalo confirma ao Expresso que levantou “a possibilidade de um processo disciplinar”, dizendo que os médicos se recusaram a trabalhar.

A delegada de Saúde do Alentejo ainda se mantém em funções?

20 Agosto, 2020

“Não correu mal. Monsaraz seguiu todos os procedimentos”. – Filomena Araújo, delegada de Saúde do Alentejo. Por favor ouçam a entrevista. Não é possível que esta senhora continue em funções.   Ouvindo-a fica-se aterrorizado. Um discurso mais ou menos entaramelado, uma absoluta incapcidade de explicar em concreto o que se está a fazer além do cumprimento da burocracia, uma repetição de banalidades…  Esta mulher é um exemplo daquilo a que chegou a administração pública em Portugal: eles nunca têm responsabilidades de nada desde que se cumpra a burocracia.

Ouvindo a delegada de Saúde do Alentejo percebe-se que de facto Monsaraz podia ter corrido muito mas mesmo muito pior.