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Estamos todos salvos!

20 Agosto, 2020

Vem aí a vacina! Melhor: vêm aí 7 milhões de vacinas testadas em ratos, cobaias e talvez na filha do Putin, se considerarmos que 1) odeia a filha ou 2) uma pequena injecção de soro fisiológico pode fazer maravilhas.

Nunca na história fora de maus filmes houve tantos idiotas ansiosos por experimentar uma inoculação de agentes desconhecidos para tentar evitar uma doença que pode atingir 0,2% da população mundial. Ainda dizem mal da heroína, não sei bem porquê.

O meu receio com os voluntários que vão enfrascar com sabe-se lá o quê para combater sabem lá eles o quê é que com isso as cidades percam a beleza fascinante da burqa facial e acabem com as limitações higiénicas que tanto jeito têm dado para exterminar velhos por abandono e falta da assistência. Quer então dizer que as escolas vão abrir? Que as pessoas vão voltar a uma vida normal em que já nem fingem preocupar-se com o outro? Já podemos ir ao restaurante e ter a certeza que os talheres não foram usados pelas gentes de Mora?

Se há uma vacina, precisamos de confiança. Queremos ver o senhor presidente, a senhora Freitas da DGS, os membros do governo e todos os líderes parlamentares a tomarem a injecção, numa bela cerimónia como aquela da libertação do Paulo Pedroso ou ainda mais espectacular (é difícil), com direito a transmissão televisiva. Se transmitiram a primeira alunagem há mais de 50 anos não vejo motivo para que um momento tão digno não fique nos anais da história mediática.

Familygate na DGS

20 Agosto, 2020

Sob proposta da DGS foi criada no início de Abril a “Comissão de Acompanhamento da Resposta Nacional em Medicina Intensiva para a COVID-19”. Segundo a revista Sábado de hoje o Presidente desta nova Comissão é marido da sub-directora geral da DGS.

DGS-sabado

A peça jornalística é curta, mas aparentemente não estará em causa a legalidade e cumprimento dos regulamentos existentes. De todo o modo uma dúvida me suscita: atendendo à transparência e escrutínio que certamente todos nós desejamos que exista sobre entidades com responsabilidades como as da DGS, a Ministra da Saúde não entende que para uma resposta eficaz e credível ao surto epidémico seria politicamente mais prudente nomear para o cargo um especialista sem relações familiares directas com dirigentes de topo da DGS?

Por outro lado, o Decreto-Lei 14/2014 obriga os consultores da DGS a entrega de declaração de registo de interesses para aferir da ausência de eventuais incompatibilidades. A DGS está por este decreto obrigada à sua publicação no respectivo website e deverá actualizar anualmente estas declarações sob pena de o seu incumprimento determinar expressamente a imediata cessação de funções, conforme diz o DL. Todavia, aqui há imensas declarações com mais de 6 anos. O Ministério da Saúde está em condições de garantir que todos os consultores da DGS têm submetidas declarações actualizadas de registo de interesses? A DGS poderá actualizar a listagem online em benefício da transparência e escrutínio que certamente é do interesse público?

Entretanto, julgo também que não haverá nenhuma incompatibilidade quanto ao exercício da sua actividade profissional nem quebra de qualquer regulamento ou regra deontológica, mas teria interesse em que a Ordem dos Médicos comentasse se o facto de no seu “Gabinete de Crise para a Covid-19” dois dos respectivos elementos mais destacados, além de colegas, terem sido sócios desde 2011 até Julho/2019 numa empresa cujo objecto social incluía a “formação e investigação na área científica, designadamente médica” contribui para o sentimento de independência e liberdade individual nos conselhos e opiniões dos membros deste Gabinete (algo que a população com certeza valorizará), assim como se concorre para a confiança que o público em geral e os doentes em particular devem ter nesta classe profissional e para o reconhecimento que os médicos tanto merecem pelos inestimáveis e diferenciados serviços que prestam à comunidade.

Jornalismo: a lavandaria dos atentados islâmicos

19 Agosto, 2020

SIC: Acidente em cadeia na Alemanha com alegadas motivações religiosas faz 3 feridos graves e 3 ligeiros SERÁ BUDISTA?

TVI24 Pelo menos seis feridos, três graves, após acidentes em autoestrada na Alemanha. Suspeito já foi detido Suspeito ameaçou fazer-se explodir. Polícia já abriu uma investigação ao caso SERÁ PIROTECNICO?

RTP Homem provoca vários acidentes em autoestrada de Berlim SERÁ ALCOÓLICO?

Da Praça do Comércio a Reguengos de Monsaraz…

19 Agosto, 2020

… nunca há responsabilidade política.

Esclarecendo o esclarecimento com novo esclarecimento

19 Agosto, 2020

O meu post anterior gerou alguma controvérsia entre comentadores. Nele defendo um movimento organizado anti-máscara e anti-restrições civis que coloque no banco de um tribunal todos os políticos que, ao abrigo de regimes de excepção injustificado, trataram a situação do vírus como se de uma guerra se tratasse. Uma guerra aos idosos, uma guerra aos mais frágeis da sociedade, uma guerra aos empregos precários, uma guerra aos trabalhadores de baixos salários, uma guerra aos doentes crónicos, uma guerra aos alunos e estudantes, uma guerra entre serviços públicos a receberem a 100% para coçarem os tomates enquanto trabalhadores do privado recebem a 2/3 se bafejados pela sorte de não terem perdido o emprego.

Isto nem sequer é sobre a crise económica daqui decorrente. Isto é sobre a destruição do precário equilíbrio social do qual não há salvação possível por muitos anos. Isto não é sobre a máscara como símbolo de controlo, isto é sobre a máscara como protocolo de cientismo tecnocrático que torna qualquer ser humano em formiga com predestinação de ameaça ao seu semelhante. Muito menos é sobre o André Dias – que não conheço, ouvi uma vez e não mais repeti por me parecer cheio de certezas também cientóides, um contra-peso da mesma trauliteirada da dicotomia esquerda/direita, progressismo/conservadorismo, socialismo/liberalismo.

A única divisão real é entre uma sociedade livre e uma sociedade tecnocrática controlada por sinistros agentes do auto-proclamado Bem, como a DGS, o governo, a OMS, a Google ou a Microsoft. Escolham a vossa trincheira. Como sempre, estarei na menos concorrida.

«Uma série de portas fechadas, algumas à chave, pessoas a bater, suplicando que as deixassem sair. Um horror».

18 Agosto, 2020

«Preferían muchas veces que los mayores, mientras no hubiese resultados fiables de laspruebas, quedasen encerrados en sus habitaciones, en lugar de reagruparlos en zonas, por miedo a perder el control y que todo el edificio se viese así contaminado. El resultado era espantoso: una sucesión de puertas cerradas, en ocasiones con llave, y personas golpeando y suplicando por salir. Un horror» – chefe de Bombeiros que dirigiu trabalhos de desinfecção em lares em Espanha. 

Tendo em conta as sondagens Marcelo nadador-salvador dará lugar a Marcelo bombeiro, Marcelo cuidador informal… até chegarmos a Marcelo Pai Natal.

18 Agosto, 2020

Presidenciais: Marcelo perde três pontos e André Ventura volta aos 10%, aponta sondagem

Se as sondagens persistirem em não tranquilizar o actual PR, ainda chegaremos a Marcelo protagonista de presépio vivo, quiçá como Menino Jesus

lições da direita

18 Agosto, 2020
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Da nova que é antiga e da antiga que era nova. No Observador.

Deus será socialista?

17 Agosto, 2020

2020. «O presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade Social, padre Lino Maia, manifestou “preocupação” para comentar a pressão que a Ordem dos Médicos tem colocado na ministra do Trabalho, da Solidariedade e Segurança Social sobre o surto de Covid-19 no lar de Reguengos de Monsaraz. »

 

2013: «O presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), padre Lino Maia, considerou esta quinta-feira urgente acabar «com a peste» da austeridade, advertindo que há muitas instituições sociais a «colapsar» face ao aumento de casos de pobreza. Lino Maia foi um dos oradores das Jornadas Parlamentares do PS em Oeiras, que terminam na sexta-feira em Sintra. Num discurso forte e muito aplaudido pelos deputados socialistas, o padre Lino Maia apresentou um panorama sombrio sobre a atual situação social portuguesa.»

Guerra

17 Agosto, 2020

Quando isto acabar, o que acontecerá inicialmente com a perda de confiança em médicos e cientistas e posteriormente com a total obliteração da credibilidade de políticos (da rua da amargura de onde está para o sentimento geral de que são o nível mais baixo da carreira dos palhaços), serão precisos muitos anos até que instituições recuperem alguma credibilidade que lhes permita alguma recuperação dos escombros.

Precisamos de um movimento internacional, sério e respeitável, declaradamente anti-confinamento que esteja disposto a perseguir criminalmente todos os decisores políticos pelos crimes cometidos pelo uso de força coerciva sobre os cidadãos, ao retirarem-lhes os direitos civis de livre circulação, de ajuntamento, de livre associação e de livre uso de aparatos faciais, em cada um dos respectivos países.

Queriam guerra ao vírus? Vão ter guerra. Não será é ao vírus.

Pede-se encarecidamente

17 Agosto, 2020

Ao PÚBLICO que complete esta reportagem exclusiva: Centro comunitário atacado horas depois do primeiro email da Nova Ordem de Avis Elementos do Disgraça, conotado pela extrema-direita com movimento antifascista, contam que foram alvo de um ataque relâmpago por três homens de cabeça rapada, tatuados, de roupas escuras e com máscaras. Ao PÚBLICO, disseram que parece ter sido um ataque “calculado”.  Por exemplo, ficou por perceber como três extremistas de direita empunhado garrafas de cerveja levaram dez activistas antifascistas a enfiar-se num pátio interior. Ou mais bizarro ainda porque não foi feita queixa na polícia?

Ao EXPRESSO que emoldure a reportagem “Não foram 10 pessoas que foram ameaçadas, foram 10 milhões.” Manifestação antifascista juntou jovens que não querem “perder Abril” .  Em seguida colocam-na em local visível. Tenho fé que após serem confrontados diariamente com aquele peça de propaganda alguns comecem a pensar que talvez tenha chegado a hora de  fazer jornalismo.

Obrigada.

 

 

Os sobreviventes

16 Agosto, 2020

Estima-se que a população residente em Portugal fosse, a 31/12/2019, de 10.295.909 pessoas. Destes, 10.294.145 sobreviveram ao Covid. Os que sobreviveram ao abandono, desidratação, enfartes ou outras patologias mais ou menos graves enquanto a Graça Freitas ressuscita ao vivo a memória de marionetas do Contra-Informação, não sabemos. Destes também não sabemos quantos vão ter emprego, quantos terão aulas, quantos entraram ou entrarão em desespero. Uma coisa é certa: duas residentes foram salvas do afogamento garantido pelo Senhor Presidente da República.

Vamos mas é falar do racismo.

Os mansos esquerdistas

16 Agosto, 2020

A FUA – Frente Unitária Anti-fascista é uma spin-off do MAS – Movimento Alternativa Socialista que por sua vez resulta da autonomização de trotskistas da Frente de Esquerda Revolucionária do Bloco de Esquerda.

VascoSantos-MASEstes pândegos têm vindo a organizar diversas manifestações contra o que acham ser a ameaça do fascismo em Portugal e mesmo do nazismo. Os castiços dizem-se anti-sistema, mas lutam por arranjar um lugar no Parlamento, tendo concorrido a diversas eleições. Para entretenimento preferia assistir às estoicas campanhas de Carmelinda Pereira, mas a FUA é aparentemente coisa de homens e enquanto espectador não reclamo que apresentem líderes e candidatos como Gil Garcia, Vasco Santos ou Jonathan Costa…

Todavia, para que fique claro ao que vêm, transcrevo da página oficial da FUA a seguinte passagem:

A FUA rejeita a defesa acrítica da “liberdade de expressão” dado que, no quadro atual, esta viabiliza e legitima qualquer tipo de discurso de ódio ou fascista. Uma efetiva liberdade de expressão não é possível numa sociedade de classes e num sistema económico e político que tenha por base a exploração e opressão.

Mas voltando às manifestações, as palavras de ordem são velhas e gastas de há muito, mas os marketeiros de serviço tentam dar um ar de modernidade ao discurso, conforme exemplos abaixo:

FUA-cartaz

De todo o modo, nada melhor do que um video para se perceber o que consideram ser uma das responsabilidades da esquerda:

 

Um outro video para que a idiossincrasia dos seus seus apoiantes e parceiros seja clara:

 

E ainda um outro video para conhecermos o modus vivendi dos protagonistas da FUA/MAS/FER/BE:

 

Feitas as apresentações, siga a luta!

 

 

Portugal não é racista: brancos ou pretos, os velhos podem todos morrer de abandono por igual

16 Agosto, 2020

Os velhos exigem tempo e responsabilização a sociedades cujos adultos adolescentizaram e que por isso ao mesmo tempo que se mobilizam emotivamente em torno do sofrimento causado a desconhecidos — George Floyd, por exemplo — são incapazes de assumir um encargo real e continuado com um pai ou com uma avó. Temos de ser capazes de enfrentar o óbvio: é preciso que as famílias se tenham demitido muitíssimo para os lares conseguirem funcionar tão mal por tanto tempo, em países tão diferentes e sem que isso cause um estado de indignação geral. Ou uma reflexão mais alargada. Na Bélgica morreram até agora 9924 pessoas por Covid. Cinco mil destas pessoas  viviam em lares. Por outras palavras metade dos mortos por Covid na Bélgica eram velhos institucionalizados. Em França esta percentagem será de um terço. m Espanha terão sido 16 mil os residentes em lares que não resistiram ao Covid ou mais exactamente ao mau funcionamento dos lares que o Covid veio acentuar. Alguém sabe o nome sequer do lar de Madrid onde se estima terem morrido 100 pacientes em circunstâncias agónicas? 

Desculpem lá riquezas, já cá andamos todos há algum tempo

14 Agosto, 2020

O PÚBLICO  a fazer a agenda do activismo:  “Discurso racista do Chega criou condições políticas” para ataques de extrema-direita. Analistas ouvidos pelo PÚBLICO referem que se passou uma linha vermelha com ataques desta última semana. Mas situam-nos no contexto do aparecimento e “legitimação” do discurso “racista e xenófobo” de André Ventura na Assembleia da República. Silêncio institucional é criticado.

A técnica é conhecida: responsabiliza-se um sector político por algo feito ou alegadamente feito por um pequeno grupo desse sector.  A saber: os ataques da extrema-direita acontecem por causa do CHEGA. Daí a pedir-se a penalização do CHEGA é um segundo.

Mas para lá dessa velha técnica há aqui uma outra questão que interessa a todos independentemente do partido a que pertencem:  até quando posso escrever sem ser acusada de racismo que considero nefastas, demagógicas e populistas as intervenções do SOS Racismo?

O executivo está a referir-se ao acontecido no lar de Reguengos, não é?

13 Agosto, 2020

Executivo nota “nível elevadíssimo de ameaça” racista e de ódio em Portugal Como dizem os subscritores desta carta “O silêncio é cúmplice.” Vamos falar de cumplicidades?

A candidatura do Blasfémias à vice-presidência dos EUA

13 Agosto, 2020

Lamentamos interromper o estado de exaltação mística da imprensa portuguesa com a senhora Kamala Harris. Se o curriculum é ser afro-americana nós aqu no BLasfémias mandamos já fotos para as candidaturas do Biden e do Trump a oferecer os nossos préstimos. Há um outro mais branquelas mas nada que não se resolva para fazer de nós as pessoas certas na hora certa, como afiança o PÚBLICO. Quanto ao nosso ADN, anos e anos a sermos enxovalhados e insultados neste blogue certificam-nos um ADN pronto para ser analisado pelo JN.

 

Eugenia artística

12 Agosto, 2020

O Olavo Bilac é hoje um de nós. Não faço ideia do que pensa politicamente, pouco me importa se se identifica com as coisas que Ventura diz ou se acredita que uma sociedade ideal seria aquela em que andaríamos todos com arado a lavrar a reforma agrária necessária para expropriar os latifundiários. É um cantor, vive de cantar, e respeito qualquer trabalho honesto que não consiste em amigar um balofo “presidente da junta” das novas regiões a serem criadas sob a barba de todos.

Lamento que tenha pedido desculpa por aparecer no evento do Chega. Compreendo porque o fez: neste regime, os pecados são expiados em público e a absolvição só pode ser concedida pelo além depois da turba de bestas se ofender em nome do grande deus do Politicamente Correcto.

Que companheiros de banda decidam usar esta oportunidade para se aliarem ao inimigo, só mostra o quão idiotas são. O inimigo é a liberdade. A liberdade de pensar, agir, trabalhar e ignorar o vasto contentor de energúmenos que decidem a admissibilidade de qualquer acto laboral.

Caro André Ventura: não tenho satisfações a dar a ninguém se gosto do dizes ou se me desagrada o que podes representar; se me contratares para carregar baldes de areia, é o que farei, não um acto político de obscuro significado maçónico de construção de um mundo melhor.

Caro Olavo Bilac: quando tudo é política, nada é política. De ti só tenho a julgar se gosto ou não do que cantas e, no caso em que conclua que não gosto, deixar-te em paz para que possas entreter os que gostam. Contudo, porque os meus gostos são indiferentes para o caso, deixa lá dar-te um abraço e pedir desculpa pelo que os idiotas dos meus concidadãos te estão a fazer.

Rescaldo da fase mundo cheio de razão e a combater maravilhosamente o Covid versus os estúpidos Trump, Bolsonaro e os suecos cujos governantes não têm nome

12 Agosto, 2020

Bélgica: 852 Mortos por milhão de residentes

Reino Unido: 686 Mortos por milhão de residentes

Perú: 651 Mortos por milhão de residentes

Espanha: 611 Mortos por milhão de residentes

Itália: 583 Mortos por milhão de residentes

Suécia: 571 Mortos por milhão de residentes

Chile: 532 Mortos por milhão de residentes

USA: 506 Mortos por milhão de residentes

Brasil: 485 Mortos por milhão de residentes

França: 465 Mortos por milhão de residentes

DADOS

A Revolução Cultural dá mais um passo. Abjecto.

12 Agosto, 2020

   Santos & Pecadores demarcam-se de Olavo Bilac. Banda já não atua com músico

Do pecado original ao pecado permanente

11 Agosto, 2020

O que mantém o verniz da civilização com umas rachas mas ainda suportável é a ideia de que ainda voltaremos a uma “normalidade”, uma reminiscência de um tempo em que passeávamos pela praia sem que alguém com máscara P2 se cruzasse connosco. Não querendo acelerar o processo de degradação de todos os laços sociais, o que parece certo é não haver qualquer hipótese de regressarmos a Fevereiro de 2020, quanto mais a uma época em que Guterres não se fotografava de pés na água ou que Greta ainda brincava com o que quer que crianças criadas por pais imbecis brincam.

A televisão que nos estupidificaria era a mesma que nos fazia sentir o calor do Verão com os biquínis, o Ambre Solaire, o Fá Fresh e a beleza feminina pré-burqa. Era o tempo em que belas moças brindavam vencedores de corridas com vestidos que reflectiam o poder feminino. Era o tempo em que se reconhecia que a stripper a receber gorjetas enfiadas na tanga reflectia o poder que esta exercia sobre homens completamente babados e não a opressão do heteropatriarcado. Pelo contrário, era o tempo em que as mulheres dominavam o mundo, deixando o palermita do homem para o cargo de fingir liderar fosse o que fosse. Era o tempo em que a dona de casa geria aquilo tudo enquanto o caçador ia buscar o dinheiro ao emprego para que ela aprumasse filhos, os alimentasse e os criasse na completa admiração pelo “mãe é mãe”.

Esse tempo não volta. Este é o tempo de “sermos felizes”, como se uma condição efémera de felicidade não fosse apenas possível através da superação de sofrimento. Ninguém é permanentemente feliz, mas não é nada disso que se vende: vende-se a ideia de que a felicidade é um estado que se atinge – e divulga – e do qual nunca mais se sai excepto por culpa do próprio.

Ninguém voltará à “normalidade”. A normalidade era a condição humana. Agora, em que esta é substituída pela fé no pantomineiro das “ciências sociais” e dos “organismos do estado”, as pessoas estão em via de extinção, sendo progressivamente substituídas pelos drones do pensamento único, anódinos, sem alma.

Se alguém viajasse no tempo de 1946 para 2020 não creio que desejasse ficar. Melhor seria voltar aos escombros, onde, por muitas falhas que tivesse, os humanos ainda o eram. Mas, como sempre, a culpa deve ser do Trump.

Já há algum tempo que não vivemos na era do pecado original. Agora vivemos na era do pecado permanente.

Autocrítica

11 Agosto, 2020

Acho que devo uma explicação a toda a gente, além de a mim próprio. Sim, é verdade que fui atuar profissionalmente a um jantar privado do partido Chega, com o qual não tenho nenhum tipo de relação política ou afetiva. Sim, sou eu na selfie tirada pelo André Ventura, num momento final da minha atuação. Confesso que na altura encarei isto só mesmo como mais uma atuação e mais uma selfie, especialmente numa altura em que eu, os músicos que me acompanham e os técnicos têm quase a totalidade do seu ganha pão cancelado desde Março…Mas percebo que errei. Nunca pretendi apoiar o Chega, assim como nunca apoiei qualquer força política para as quais já toquei ao longo de toda a minha carreira. Mas devia ter tido o discernimento para perceber que não era só mais um concerto para mais um partido e das implicações que esta atuação profissional iria desencadear…– Olavo Bilac”

“Todos deram o seu melhor – todos.” – diz a senhora do costume

11 Agosto, 2020

Segundo Graça Freitas no Lar de Reguengos de Monsaraz  “Todos deram o seu melhor – todos. Quem sabe gerir este surto é quem cá está, são as forças locais que se organizaram para dar uma resposta. Com os dados que havia foram bem utilizados os recursos.” 

O melhor no Lar de Reguengos de Monsaraz era isto:

*não se faziam registos clínicos dos idosos, nem das doenças de que padeciam, nem dos medicamentos que tomavam

*não existia plano de contingência

*não tinha médicos

*tinha um terço dos enfermeiros previstos por lei

Como denuncia o João Miguel Tavares: O surto infectou mais de 100 pessoas só naquele lar. A Administração Regional de Saúde enviou uma enfermeira ao local cinco dias após o início do surto, a 23 de Junho. A reunião para definir o que fazer foi apenas a 26. E só a 2 de Julho é que os infectados foram transferidos – 15 dias depois!

No lar de Reguengos de Monsaraz foram contaminados 80 utentes e 26 profissionais, mas a doença propagou-se à comunidade e infectou outras 56 pessoas. Morreram  18 pessoas: 16 utentes, uma funcionária do lar e um homem da comunidade. A médica responsável pela auditoria ao lar de Reguengos de Monsaraz  diz que a maioria dos doentes não morreu de Covid-19. Os idosos acabaram por chegar ao hospital com as doenças crónicas agravadas e desidratados.  Os idosos chegaram a esse ponto porque, segundo o que a Comissão Regional do Sul da Ordem dos Médicos apurou, faltava tudo no lar: gente para cuidar e alguém que soubesse informar os médicos chamados a socorrer os doentes sobre o que andavam a tomar.

Repito segundo Graça Freitas, directora-geral da irresponsabilidade “Todos deram o seu melhor – todos. Quem sabe gerir este surto é quem cá está, são as forças locais que se organizaram para dar uma resposta. Com os dados que havia foram bem utilizados os recursos.” 

Por fim não omitamos as famĺias neste ciclo de irresponsabilidade que vai dos responsáveis pelo lar, à autarquia local e à DGS.  Quando o bastonário dos Advogados, Luís Menezes Leitão declara a propósito das falhas nos lares:Actuámos de forma muito correta em relação às prisões, porque se tivéssemos deixado a covid-19 chegar às prisões tinha sido uma catástrofe enorme, face ao elevado potencial de contaminação de uma população que está encerrada, mas não se pensou que os lares estão exactamente na mesma situação” esquece-se que no caso das prisões foi somples: os presos vieram para a rua. Mas para cada utente de lar há que convencer uma família a cuidar dele. Muitas não podem é o consenso geral. Mas, acrescento eu, muitas não querem.

“legitimidade acrescida” ou vergonha diminuída

10 Agosto, 2020

A eleição indirecta dos presidentes das CCDR foi apresentada pelo Governo como uma forma de “conferir uma legitimação democrática aos titulares das CCDR, para garantir uma legitimidade acrescida”
Portanto António Costa e Rui Rio reúnem-se e escolhem quem vão ser os presidentes das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR). Em seguida temos eleições à moda da República Popular da China: os candidatos oficiais são votadaos sem contestação. A isto chama-se aqui “legitimidade acrescida”. Só podem estar a gozar!

A regionalização nos bastidores, sem referendo nem discussão

10 Agosto, 2020

Fomos informados que António Costa e Rui Rio estão a tratar da regionalização. Para já escolhem os candidatos a presidentes das cinco comissões de coordenação e desenvolvimento regional (CCDR). António Costa e Rui Rio não querem discussões em público sobre os candidatos para depois passarem tranquilamente para o passo seguinte. Ou seja a regionalização. Ao contrário do que nos tem sido dito estão a ser dados passos irreversíveis nesse caminho. Esta eleição é um passo que agora nos dizem sem consequências e que dentro de anos será apresentado como obrigando à regionalização.

Passos Coelho é o líder da direita. Mas a direita quer ter um líder?

9 Agosto, 2020

Na crescente excepcionalização da figura de Passos Coelho – e não tenho dúvidas que Passos Coelho foi o melhor primeiro-ministro português do século XXI – o que vejo para lá da expressão do reconhecimento que lhe é devido, é precisamente o sinal dessa ausência de projecto político no centro direita: atira-se para a frente com o nome do último homem que liderou no verdadeiro sentido do termo a direita e espera-se que a magia aconteça.

O futuro da direita

9 Agosto, 2020

Este é o meu último post sobre o futuro da direita. O futuro da direita é o mesmo que o presente: discutir o futuro da direita entre um grupo restrito de pessoas que insiste em assim denominar-se, como se fossem Quixote em busca de uma época romantizada de chevalerie que nunca realmente existiu.

O CDS acabou, não conta. IL é para jovens vítimas de Erasmus confrontada com uma era de desagregação europeia e aviões em terra. Chega é útil e inequivocamente agregará tudo e mais alguma coisa que insista na dicotomia esquerda/direita para fazer algum barulho perante a grande unanimidade do pensamento único. A ICAR está quietinha a lamber as feridas que, à falta de melhor expressão, servia para barómetro moral antes de hubris de rede social gerar a ditadura do politicamente correcto originário da maioria.

O futuro é o lamaçal que a Europa permitir ou impedir para que PS sozinho ou, querendo diminuir expressão da prática de bestialidade fomentada pela imprensa, em conjunto com um PSD descaracterizado de profissionais, a pequena burguesia que define um país. Bloco e PCP passam aos maluquinhos do sistema, a única oposição possível à grande unanimidade nacional na esmola.

Sobre o futuro da direita, só posso aconselhar pessoas cujos filhos pensam em filiar-se num partido para que os tornem antes membros de um rancho folclórico ou clientes de casa de alterne. Não resta mais nada e quem pensa que sim só pode acreditar em unicórnios.

Sobre o “marxismo cultural” – 2.ª parte

7 Agosto, 2020

Falemos então, com todas as aspas devidas, de “marxismo cultural” (2), no Observador.

 

Indignações e memórias selectivas

7 Agosto, 2020

Os queixosos, magistrados, especialistas, activistas, membros de comissões de protecção de crianças… que arrancam as vestes com a criança na manifestação do CHEGA nunca viram crianças noutras manifestações? Por exemplo, nas marchas do ORgulho Gay. O ano passado era visível uma criança num dos carros que desfilou. É uma criança-cartaz ou não? Ou como era branca não havia problema?

Video aqui

O choro do secretário de estado da Covid

5 Agosto, 2020

Com a voz embargada, o secretário de estado da saúde (perdão, o secretário de estado da COVID), anunciava zero mortes diárias devido ao vírus. Um marco histórico, sem dúvida.

https://sicnoticias.pt/especiais/coronavirus/2020-08-03-Covid-19.-Secretario-de-Estado-da-Saude-emociona-se-ao-anunciar-zero-mortes

Entretanto, os números ANORMAIS da mortalidade de Julho começam a ser a notícia (mesmo na TV) e deveriam merecer a atenção do secretário de estado da SAÚDE. Os porquês desta anormalidade estão, por um lado, associados a um período de excesso de calor (versão da DGS) e, por outro lado, à possibilidade de termos tido um desvio de meios do SNS, conforme explica bem aqui o Pedro Almeida Vieira no seu blog:

https://noscornosdacovid.blogspot.com/2020/08/da-falta-de-emocao-para-o-excesso-de.html

Como dificilmente se confirmará a causa efeito, estas serão as vítimas silenciosas. Não morreram da COVID mas sim da resposta que a sociedade deu à COVID. E claro que na sociedade incluo não só o governo mas também a carneirada acrítica que lhe respalda as decisões totalitárias.

 

O senhores bispos que se cuidem…

5 Agosto, 2020

o Jaime Neves já morreu e já não pode ir dar um jeito quando mostrarem as suas intenções os piadéticos da redacção da Renascença que arranjam sempre um ângulo porreiro para lixar o Trump e outro também porreiro para dar uma imagem dinâmica e moderna do herdeiro a título de sucessor de António Costa

O plano é um fim, não um meio

5 Agosto, 2020

Paulo Ferreira: neste momento em que é apresentado o contributo de António Costa Silva para a próxima década estamos a meio da década de que falava a “Agenda para a Década” apresentada pelo actual primeiro-ministro em 2015. Qual é que vale a partir de agora? E que avaliação intermédia se fez da “agenda” inicial para se perceber o que foi cumprido ou não, o que deve ser continuado e o que deve ser revisto, o que merece ser levado até ao fim e o que deve ser abandonado? Alguém viu por aí alguma avaliação que permita tirar conclusões? Ou é tudo a olhómetro, como habitualmente?

E isto leva-nos a uma nova questão: se nos últimos 35 anos também houve dinheiro e os resultados não foram famosos e se vamos continuar a fazer tudo na mesma o que nos leva a pensar que desta vez será diferente?

As vidas negras importam? Sim, mas apenas se se puderem culpar as vidas brancas, ocidentais e de cultura cristã

5 Agosto, 2020

Em França instalou-se a barbárie. Para lá do bling bling Louis Vuitton do casal presidencial mais dos “maires ecolos” existe um país brutalizado. A propósito dos pedidos para uso de máscara sucedem-se episódios violentíssimos que já causaram mortos. Agora foi numa lavandaria do Val-d’Oise. Um homem negro foi brutalmente agredido por homens envergando trajes árabes depois de ter pedido a um deles para usar máscara.

Três gerações, um mesmo dilema

4 Agosto, 2020

Para perceber o que está acontecer hoje em Espanha é preciso recuar a esta cerimónia: a renúncia do Conde de Barcelona a favor de Juan Carlos.

Anos depois foi a vez de Juan Carlos abdicar para salvar a monarquia.

A abdicação de Juan Carlos salvou a monarquia. Mas a crise do regime está lá. Felipe VI está cada vez mais só. O próximo alvo é ele.

 

 

São areias movediças

4 Agosto, 2020

Em tempos, disseram-me que se não se tem nada de bom para dizer é melhor estar calado. Quando o ouvi achei que isso também se enquadrava em não ter nada de bom a dizer, pelo que pensei que o melhor conselho seria a própria pessoa segui-lo. No entanto, hoje penso mesmo que é necessário ter algo a dizer para que se diga alguma coisa.

À medida em que o Verão se aproximava da metade, não senti qualquer necessidade de dizer fosse o que fosse. Hoje, rodeado de areia e corpos mais ou menos destapados, sinto necessidade de dizer que muitos de nós continuam a não mudar, por muito que os outros mudem. Mais ruga, mais gravidade sobre apêndices outrora estritamente paralelos ao terreno, nós ainda estamos aqui, como diz a canção do Miguel Araújo. Perdemos alguns pelo caminho: ou por que não sabem o que vão fazer da sua vida, ou por que morreram de algo inglório como não terem COVID–19, ou por que simplesmente desistiram de tentar compreender o mundo e insistem na jogatina da escolha presidencial, da renovação da direita, da alienação perante o desastre bíblico que paira sobre nós e que, como gafanhotos caindo dos céus, nos atingirá no Outono.

Tirando o riso das crianças, a arte que baby boomers e anteriores nos deixaram, os simples prazeres da vida como mergulhar nu num dos recantos inatingíveis pelo reboliço lisboeta da aristocracia decrépita em gritos por atenção e dos encontros nocturnos com os felizardos que têm com quem compartilhar o resto da vida, tudo o resto são migalhas de bosta esmigalhada para moscas esfomeadas.

Por isso, o que tenho de bom a dizer, porque se não tivesse seria para estar calado, é que aproveitem a vida que podem ter hoje, por que esperar por amanhã para aproveita-la poderá ser bem mais difícil.

A PIDE anda por aí.

4 Agosto, 2020

A propósito do uso de máscaras ao ar livre (sim, ao ar livre!), cresce um movimento pidesco, uma espécie de segunda vaga do mesmo movimento que vigiava quem ousava por o pé fora por alturas do confinamento. Eles contam quem anda ou não de máscara; especulam sobre os direitos de uns e outros quanto ao uso dos recursos dos hospitais; eles sugerem porrada e até, não tardará muito, prisão. A Madeira dá o mau exemplo, pois, mesmo sem qualquer óbito registado devido a Covid-19, obriga ao uso de máscara na via pública. A Madeira, meus senhores! Que génios se lembraram disto? Não foi o Alberto João Jardim, honra lhe seja feita, pois ele já denunciou a palhaçada.

Entretanto, o secretário de estado da saúde emocionou-se com o facto de termos tido o primeiro dia sem óbitos devido a Covid-19. Lamentavelmente, esqueceu-se que o mês de Julho foi o mais mortal dos últimos 12 anos, conforme noticiou hoje o Público e conforme tem divulgado o Pedro Almeida Vieira no seu https://noscornosdacovid.blogspot.com/.

A esse propósito, no meu último post https://blasfemias.net/2020/07/31/esta-tudo-a-correr-muito-bem/  usei o trabalho do Pedro Almeida Vieira para divulgar uma verdade evidente: há excesso de mortalidade que não se deve ao vírus. Levantei a hipótese dos adiamentos de consultas e cirurgias terem causado parte desse excesso. É exatamente o que alguns especialistas citados hoje pelo Público referem e é o que responsáveis de saúde vão dizendo em surdina.

Nota final: Nos comentários ao meu último post, alguns observaram, com alguma razão, que o gráfico mostrava médias e que isso poderia dar uma ideia errónea do excesso de mortalidade. Ao visitarem o blog do Pedro Almeida Vieira poderão encontrar outras métricas, sendo que os números de Julho rebentam com qualquer intervalo de confiança. Portanto, a mortalidade de Julho é muitíssimo excessiva, sem margem para dúvidas, pelo que o gráfico apresentado no último post é bem ilustrativo do problema.

 

Uma nova forma de jornalismo: a entrevista urrada

4 Agosto, 2020

A trituradora

2 Agosto, 2020

Os parceiros do PS no Governo têm mostrado um interesse voraz pelo controlo dos serviços que nos habituámos a considerar técnicos: em 2017, a directora do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Luísa Maia Gonçalves, foi afastada porque deu parecer negativo à nova Lei de Estrangeiros nascida de um projecto do BE (quem se mete com o BE leva!). Já a Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (CRESAP) é enxovalhada pelo Governo como aconteceu aquando da escolha do Director-Geral da Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público em que o Governo recusou todos os nomes indicados pela CRESAP com o argumento expresso em despacho da secretária de Estado da Administração Pública de que entre os não indicados pela CRESAP fora identificado “um candidato com um perfil mais compatível com as orientações estratégicas definidas”. Agora é a vez do assalto  à Direcção-Geral de Veterinária (DGAV) : uma direcção-geral à medida dos interesses do PAN é o próximo passo.

Está tudo a correr MUITO bem

31 Julho, 2020
Carneirada,
Tenho aqui uma coisa para pensarem enquanto intervalam as refeições de palha que vos dão diariamente na comunicação social.
O Pedro Almeida Vieira tem feito um trabalho notável de rastreio de números e sua análise. O gráfico abaixo é dele e é claro. Tão claro que o pulhígrafo vai descobrir que a fonte da letra está imprecisa, ou algo do género, o que retirará credibilidade às análises do Pedro Almeida Vieira. Portanto, vai porventura ser uma notícia falsa.
Pois…mas ou o homem compilou mal os números ou isto merece ser muito bem analisado.
Aqui vai, para pessoas com QI acima de macaco. Portanto, é fácil, podem crer.
A linha que limita superiormente o VERDE representa quantas pessoas, em média de 2009 a 2019, morreram naqueles dias (o dia está no eixo horizontal que vai desde 1 de Março de cada ano até 29 de Julho). É notório que a mortalidade média diária tende a descer à medida que o ano avança para a primavera e depois para o verão. De cerca de 350/dia para cerca de 260/dia, assim a olho nu. Entendidos? Ok. Muito bem. Sabem ler um gráfico.
Agora atenção, meus mémés, a linha que limita superiormente o VERMELHO representa as mortes naqueles dias durante este ano, sendo observável que, por estranho que pareça, está a morrer sensivelmente tanta gente agora como em Março. A isto chama-se “excesso de mortalidade”. Entenderam? Não vejo como não.
Pensarão vocês, foi o vírus!!! O malandro. E faz sentido pensarem assim, mémézinhos, faz sentido mesmo. Mas não…não foi.
Muita atenção… agora ponham os óculos, por favor.
A linha que limita superiormente o AMARELO representa as mortes por COVID naqueles dias durante este ano. Conseguem ver, carneirada? Não? Ponham os óculos. Agora sim? Sim? Que pequeniiiiiiina, não é?
Agora perguntem à Dra. Desgraça por quais razões está a morrer tanta gente. Talvez, digo eu que sou básico, porque foram adiadas 3 milhões de consultas e 93.000 cirurgias? Ou seja, porque se matou formigas com bazucas que queimaram tudo à volta?
Isto é, se a área a vermelho é o excesso de mortos e a área a amarelo são os mortes por covid, sendo esta relativamente pequena, temos que começar a dizer (pelo menos a colocar a hipótese) que as medidas associadas ao ataque ao covid mataram muito mais gente do que as mortes devido a covid. E depois há ainda a economia que está um brinquinho.
Está a correr tudo bem, não está?covid

Observatório da extrema-direita

31 Julho, 2020

Um conjunto de 12 indivíduos decidiu criar uma coisa chamada “Observatório da extrema-direita”. Diz essa gente que se trata de “um projeto plural que junta pessoas com percursos vários”. Fui ver: tem um fundador do Bloco de Esquerda (BE), vários dirigentes do BE, eleitos e candidatos autárquicos do BE, tudo BE declarado e até às entranhas. Fiquei convencido sobre a pluralidade…

A agremiação parece marxista, cheira a trotskismo, lembra estalinismo, portanto, é bloquista.

Um dos dois artigos de opinião já produzidos por este colectivo é assinado pela filha de um Conselheiro de Estado de quem junto três imagens para mais fácil identificação:

JoanaLouca_Mutante-ok

A forma eufemística, ou melhor, retrincada com que se apresenta como estrutura independente um colectivo que não passa de um veículo de transmissão do partido é um expediente recorrente do Bloco de Esquerda.

Outro exemplo paradigmático é a Climáximo, uma suposta organização ambientalista enxameada também de dirigentes e militantes bloquistas que é uma mera spin-off do BE. O artifício vai ao ponto de um dos seus principais e mais activos responsáveis ser apresentado como “especialista em alterações climáticas” quando se omite a verdade de ser antes de mais um membro do BE, por sinal companheiro conjugal da rapariga acima anteriormente retratada. Deste junto igualmente três imagens para mais fácil identificação:

Camargo_Mutante-ok

O estaminé de activistas do personagem acima diz em manifesto que “está tudo lixado” e que se “fartaram”, pelo que se comprometem a “lutar contra o vírus da maximização do lucro”, a “construir uma nova civilização” e anunciam sair às ruas este Outono “em acções de desobediência civil em massa”. É o desígnio da protecção do Ambiente…

Mas talvez valha a pena ouvir, pela voz do próprio, considerações sobre a “emergência climática” aludindo a “fascistas a surgirem em cada região” e afirmando-se pronto a “produzir a acção para um processo revolucionário que substitua o capitalismo”.

 

Foi também a Climáximo que intercedeu para que Greta Thunberg fizesse há tempos uma escala em Portugal. E, note-se, é com este tipo de plataformas que a Fundação Calouste Gulbenkian vive hoje em concubinato.

Além da multiplicação em diversas estruturas satélites do Bloco de Esquerda uma outra característica desta rede é a de que um conjunto limitado dos seus protagonistas é omnipresente a todas elas.

Por exemplo, na Rede Anticapitalista lá encontramos novamente João Camargo e na revista desta metástase do Bloco escreve com frequência o seu sogro, Francisco Anacleto.
A família junta-se também numa publicação regular do partido ou na produção de um filme sobre “Portugal nos anos 201x quando a Troika aterra em Portugal para mais uma avaliação e começa um surto de morte e violência.”

Esq-Cru

 

A polivalência familiar deriva quiçá do seu aburguesamento e múltiplos interesses: Francisco Louçã além de Conselheiro de Estado foi (ainda é?) consultor do Banco de Portugal, a sua mulher (Ana Campos) é nomeada consultora da DGS, a sua filha (Joana Louçã) tornou-se assessora parlamentar com salário pago pela AR, o seu cunhado (Correia de Campos) além de ex-ministro da Saúde foi até há pouco Presidente do Conselho Económico e Social.

Dos irmãos de Anacleto Louçã não me consta que tenham cargos de nomeação governamental nem especial visibilidade pública. Mas registo que estes se tenham zangado com o Bloco, deixando claro e por escrito que “o Bloco se tornou numa organização hierárquica e cristalizada onde imperam os acordos de cúpula”.

Sabendo que os extremos se tocam, partilham muitas práticas e até alguns mesmos princípios, nada mais apropriado que o expertise da extrema-esquerda para monitorizar a extrema-direita.

Boa sorte para o novo Observatório!