Do Expresso ao Amnésico
Isabel dos Santos vai adorar este comunicado do Expresso
- uma gravação amadora de um ecrã de computador, que reproduz uma recolha de imagens de uma conversa off the record, privada, do primeiro-ministro com jornalistas do Expresso, foi divulgada nas redes sociais sem autorização e conhecimento deste jornal.
- O Expresso repudia absolutamente esta divulgação, pela qual não tem responsabilidade.
- Os sete segundos do vídeo ilegal descontextualizam quer a entrevista, quer a conversa que o primeiro-ministro teve com o Expresso.
- O Expresso desencadeará, de imediato, os procedimentos internos e externos para apurar o que aconteceu e os responsáveis pelo sucedido
- Sendo esta gravação amadora ilegal, o Expresso reserva-se o direito de desencadear também os imprescindíveis mecanismos jurídicos para processar os responsáveis pela sua difusão.
- Tratando-se de uma conversa já fora do âmbito da entrevista, e apesar de a sua divulgação ter fugido ao controlo do jornal, a direção do Expresso lamenta profundamente o ocorrido e pede, consequentemente, as devidas desculpas ao primeiro-ministro pela quebra de confiança, ainda que involuntária.
- Aos seus leitores o Expresso salienta que a divulgação de conversas reservadas não é nem nunca será a nossa forma de atuação
Há anos que o Expresso vive dependente de roubo de informação. Goste-se ou não é isso que que a wikileaks é. Pessoalmente acho muito perigoso para a credibilidade de um jornal colocar tanto esforço nesse tipo de investigação menosprezando outros tipos de trabalho em que na verdade está reduzido a uma correia de transmissão dos centros do poder. Igualmente grave o Expresso tem subestimado os riscos de manipulação por parte de quem lhe dá a informação. Mas a verdade é o que o Expresso apostou nessa forma de jornalismo. Eu pessoalmente não gosto e por isso cada vez o compro menos. Mas o que não entendo é como pode o Expresso ter legitimidade para vir condenar a “recolha de imagens de uma conversa off the record, privada” quando o off the record tem sido a sua aposta editorial.Por isso não duvido Isabel dos Santos vai adorar este comunicado do Expresso. Ou o que vale para o PS em Portugal não se aplica os resto do mundo?
A propósito do em off
Sempre há oposição
A resposta de António Costa foi clara: não é competência da Ordem dos Médicos avaliar como se exterminam os velhos da nação. Idosos em lares pertencem ao estado. Aquilo já nem é bem gente, são só focos infecciosos quer de doenças, quer de despesa.

A resposta de Rui Rio foi clara: compete ao governo decidir, como na União Soviética, onde, quando e como se realiza qualquer concerto. Antes era para não incutir ideias de rebelião e liberdade nas mentes frágeis dos jovens, hoje é por causa de uma doença que não está a matar velhos suficientes para ser a solução final para o problema de António Costa.

Quem disse que o PSD não faz oposição?
Gentes de antanho
Quem não recorda a dra Rosário Gama ali nos anos de 2012 a 2015? A senhora escrevia, a senhora falava, a senhora anunciava todos os dias que o o governo pretendia “exterminar” os idosos “pertencentes à classe média, aquela que V. Exªs querem exterminar”.

Agora a dra Rosário Gama vive na paz dos anjos com o governo, esqueceu-se dos extermínios e avisa “Cabe aos cidadãos portugueses e às instituições criar condições para que todos, mais velhos ou mais jovens, tenham os mesmos direitos e uma vida decente. Sei que os mais velhos são parte da solução e não o problema.“
São as pessoas como o padre Lino Maia e a dra Rosário gama que nos fazem acreditar no poder do socialismo enquanto fé
Esta época não científica
Na Coluna semanal da Oficina da Liberdade no Observador, Carlos M. Fernandes a não perder:
A ciência é o artefacto sistematizado da curiosidade humana. Como tal, está em permanente dialéctica com a ignorância, alimentando-se da dúvida, da incerteza, do risco, e, sobretudo, da liberdade de pensamento. Conceitos como consenso, autoridade e verdade, são-lhe estranhos. O conhecimento científico, «qual pluma al vento», é volúvel e entre as suas funções não se encontra a formulação de juízos metafísicos.
E quando a ciência, a razão e o conhecimento se ausentam, o obscurantismo e o poder discricionário sentir-se-ão tentados a ocupar o lugar vago.
O texto completo aqui.
“Um feito que eu poderei considerar heroico!” – diz o delegado de Saúde em Reguengos. Qual feito heroico?
O Delegado de Saúde em Reguengos, Augusto Santana de Brito, o mesmissimo que não visitou o lar de Reguengos porque diz que orientações da DGS não o obrigavam a ir ao lar de idosos porque está em “grupo de risco” para covid-19 não só por causa da idade, mas também porque é fumador e não tem experiência no uso dos equipamentos de protecção individual, exactamente esse mesmo define como “Um feito que eu poderei considerar heroico!” o terem-se feitos testes aos utentes e trabalhadores do lar de Reguengos. Não sei se o senhor considera heroico alguém ter tido coragem de ir ao lar fazer os testes ou qualquer outra coisa. Para já o único heroismo que aqui se avista é o dos portugueses que sobrevivem a uma administração destas.
Caso não tivesse acontecido a investigação da Ordem dos Médicos ainda toda esta plêiade de delegados acabavam medalhados pelo heroismo e pela abnegação no cumprimento dos procedimentos
Um país de autoridades, delegados e administradores que nunca têm de fazer nada a não ser receberem o ordenado
A fotografia de um filme de terror

Filomena Araújo delegada regional de Saúde do Alentejo: “Não correu mal. Monsaraz seguiu todos os procedimentos”. –Filomena Araújo diz que todas as normas foram seguidas no caso de Reguengos de Monsaraz. e que não conhece o relatório da Ordem dos Médicos porque não o recebeu.
Augusto Santana de Brito, Delegado de saúde em Reguengos Não visitou o lar porque diz que orientações da DGS não o obrigavam a ir a lar de idosos. Médico, com 70 anos, diz que está em “grupo de risco” para covid-19 não só por causa da idade, mas também porque é fumador e não tem experiência no uso dos equipamentos de protecção individual.
José Robalo, Presidente da Administração Regional de Saúde, intimidou médicos com um processo disciplinar depois de estes terem avisado várias vezes para o facto de não haver condições para prestar cuidados aos 84 utentes do lar de Reguengos de Monsaraz onde morreram 18 pessoas. José Robalo confirma ao Expresso que levantou “a possibilidade de um processo disciplinar”, dizendo que os médicos se recusaram a trabalhar.
A delegada de Saúde do Alentejo ainda se mantém em funções?
“Não correu mal. Monsaraz seguiu todos os procedimentos”. – Filomena Araújo, delegada de Saúde do Alentejo. Por favor ouçam a entrevista. Não é possível que esta senhora continue em funções. Ouvindo-a fica-se aterrorizado. Um discurso mais ou menos entaramelado, uma absoluta incapcidade de explicar em concreto o que se está a fazer além do cumprimento da burocracia, uma repetição de banalidades… Esta mulher é um exemplo daquilo a que chegou a administração pública em Portugal: eles nunca têm responsabilidades de nada desde que se cumpra a burocracia.
Ouvindo a delegada de Saúde do Alentejo percebe-se que de facto Monsaraz podia ter corrido muito mas mesmo muito pior.
Estamos todos salvos!
Vem aí a vacina! Melhor: vêm aí 7 milhões de vacinas testadas em ratos, cobaias e talvez na filha do Putin, se considerarmos que 1) odeia a filha ou 2) uma pequena injecção de soro fisiológico pode fazer maravilhas.
Nunca na história fora de maus filmes houve tantos idiotas ansiosos por experimentar uma inoculação de agentes desconhecidos para tentar evitar uma doença que pode atingir 0,2% da população mundial. Ainda dizem mal da heroína, não sei bem porquê.
O meu receio com os voluntários que vão enfrascar com sabe-se lá o quê para combater sabem lá eles o quê é que com isso as cidades percam a beleza fascinante da burqa facial e acabem com as limitações higiénicas que tanto jeito têm dado para exterminar velhos por abandono e falta da assistência. Quer então dizer que as escolas vão abrir? Que as pessoas vão voltar a uma vida normal em que já nem fingem preocupar-se com o outro? Já podemos ir ao restaurante e ter a certeza que os talheres não foram usados pelas gentes de Mora?
Se há uma vacina, precisamos de confiança. Queremos ver o senhor presidente, a senhora Freitas da DGS, os membros do governo e todos os líderes parlamentares a tomarem a injecção, numa bela cerimónia como aquela da libertação do Paulo Pedroso ou ainda mais espectacular (é difícil), com direito a transmissão televisiva. Se transmitiram a primeira alunagem há mais de 50 anos não vejo motivo para que um momento tão digno não fique nos anais da história mediática.
Familygate na DGS
Sob proposta da DGS foi criada no início de Abril a “Comissão de Acompanhamento da Resposta Nacional em Medicina Intensiva para a COVID-19”. Segundo a revista Sábado de hoje o Presidente desta nova Comissão é marido da sub-directora geral da DGS.

A peça jornalística é curta, mas aparentemente não estará em causa a legalidade e cumprimento dos regulamentos existentes. De todo o modo uma dúvida me suscita: atendendo à transparência e escrutínio que certamente todos nós desejamos que exista sobre entidades com responsabilidades como as da DGS, a Ministra da Saúde não entende que para uma resposta eficaz e credível ao surto epidémico seria politicamente mais prudente nomear para o cargo um especialista sem relações familiares directas com dirigentes de topo da DGS?
Por outro lado, o Decreto-Lei 14/2014 obriga os consultores da DGS a entrega de declaração de registo de interesses para aferir da ausência de eventuais incompatibilidades. A DGS está por este decreto obrigada à sua publicação no respectivo website e deverá actualizar anualmente estas declarações sob pena de o seu incumprimento determinar expressamente a imediata cessação de funções, conforme diz o DL. Todavia, aqui há imensas declarações com mais de 6 anos. O Ministério da Saúde está em condições de garantir que todos os consultores da DGS têm submetidas declarações actualizadas de registo de interesses? A DGS poderá actualizar a listagem online em benefício da transparência e escrutínio que certamente é do interesse público?
Entretanto, julgo também que não haverá nenhuma incompatibilidade quanto ao exercício da sua actividade profissional nem quebra de qualquer regulamento ou regra deontológica, mas teria interesse em que a Ordem dos Médicos comentasse se o facto de no seu “Gabinete de Crise para a Covid-19” dois dos respectivos elementos mais destacados, além de colegas, terem sido sócios desde 2011 até Julho/2019 numa empresa cujo objecto social incluía a “formação e investigação na área científica, designadamente médica” contribui para o sentimento de independência e liberdade individual nos conselhos e opiniões dos membros deste Gabinete (algo que a população com certeza valorizará), assim como se concorre para a confiança que o público em geral e os doentes em particular devem ter nesta classe profissional e para o reconhecimento que os médicos tanto merecem pelos inestimáveis e diferenciados serviços que prestam à comunidade.
Jornalismo: a lavandaria dos atentados islâmicos
SIC: Acidente em cadeia na Alemanha com alegadas motivações religiosas faz 3 feridos graves e 3 ligeiros SERÁ BUDISTA?
TVI24 Pelo menos seis feridos, três graves, após acidentes em autoestrada na Alemanha. Suspeito já foi detido Suspeito ameaçou fazer-se explodir. Polícia já abriu uma investigação ao caso SERÁ PIROTECNICO?
RTP Homem provoca vários acidentes em autoestrada de Berlim SERÁ ALCOÓLICO?
Da Praça do Comércio a Reguengos de Monsaraz…
… nunca há responsabilidade política.
Esclarecendo o esclarecimento com novo esclarecimento
O meu post anterior gerou alguma controvérsia entre comentadores. Nele defendo um movimento organizado anti-máscara e anti-restrições civis que coloque no banco de um tribunal todos os políticos que, ao abrigo de regimes de excepção injustificado, trataram a situação do vírus como se de uma guerra se tratasse. Uma guerra aos idosos, uma guerra aos mais frágeis da sociedade, uma guerra aos empregos precários, uma guerra aos trabalhadores de baixos salários, uma guerra aos doentes crónicos, uma guerra aos alunos e estudantes, uma guerra entre serviços públicos a receberem a 100% para coçarem os tomates enquanto trabalhadores do privado recebem a 2/3 se bafejados pela sorte de não terem perdido o emprego.
Isto nem sequer é sobre a crise económica daqui decorrente. Isto é sobre a destruição do precário equilíbrio social do qual não há salvação possível por muitos anos. Isto não é sobre a máscara como símbolo de controlo, isto é sobre a máscara como protocolo de cientismo tecnocrático que torna qualquer ser humano em formiga com predestinação de ameaça ao seu semelhante. Muito menos é sobre o André Dias – que não conheço, ouvi uma vez e não mais repeti por me parecer cheio de certezas também cientóides, um contra-peso da mesma trauliteirada da dicotomia esquerda/direita, progressismo/conservadorismo, socialismo/liberalismo.
A única divisão real é entre uma sociedade livre e uma sociedade tecnocrática controlada por sinistros agentes do auto-proclamado Bem, como a DGS, o governo, a OMS, a Google ou a Microsoft. Escolham a vossa trincheira. Como sempre, estarei na menos concorrida.
«Uma série de portas fechadas, algumas à chave, pessoas a bater, suplicando que as deixassem sair. Um horror».
«Preferían muchas veces que los mayores, mientras no hubiese resultados fiables de laspruebas, quedasen encerrados en sus habitaciones, en lugar de reagruparlos en zonas, por miedo a perder el control y que todo el edificio se viese así contaminado. El resultado era espantoso: una sucesión de puertas cerradas, en ocasiones con llave, y personas golpeando y suplicando por salir. Un horror» – chefe de Bombeiros que dirigiu trabalhos de desinfecção em lares em Espanha.
Presidenciais: Marcelo perde três pontos e André Ventura volta aos 10%, aponta sondagem
Se as sondagens persistirem em não tranquilizar o actual PR, ainda chegaremos a Marcelo protagonista de presépio vivo, quiçá como Menino Jesus
lições da direita
Da nova que é antiga e da antiga que era nova. No Observador.
Deus será socialista?
2020. «O presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade Social, padre Lino Maia, manifestou “preocupação” para comentar a pressão que a Ordem dos Médicos tem colocado na ministra do Trabalho, da Solidariedade e Segurança Social sobre o surto de Covid-19 no lar de Reguengos de Monsaraz. »
2013: «O presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), padre Lino Maia, considerou esta quinta-feira urgente acabar «com a peste» da austeridade, advertindo que há muitas instituições sociais a «colapsar» face ao aumento de casos de pobreza. Lino Maia foi um dos oradores das Jornadas Parlamentares do PS em Oeiras, que terminam na sexta-feira em Sintra. Num discurso forte e muito aplaudido pelos deputados socialistas, o padre Lino Maia apresentou um panorama sombrio sobre a atual situação social portuguesa.»
Guerra
Quando isto acabar, o que acontecerá inicialmente com a perda de confiança em médicos e cientistas e posteriormente com a total obliteração da credibilidade de políticos (da rua da amargura de onde está para o sentimento geral de que são o nível mais baixo da carreira dos palhaços), serão precisos muitos anos até que instituições recuperem alguma credibilidade que lhes permita alguma recuperação dos escombros.
Precisamos de um movimento internacional, sério e respeitável, declaradamente anti-confinamento que esteja disposto a perseguir criminalmente todos os decisores políticos pelos crimes cometidos pelo uso de força coerciva sobre os cidadãos, ao retirarem-lhes os direitos civis de livre circulação, de ajuntamento, de livre associação e de livre uso de aparatos faciais, em cada um dos respectivos países.
Queriam guerra ao vírus? Vão ter guerra. Não será é ao vírus.
Pede-se encarecidamente
Ao PÚBLICO que complete esta reportagem exclusiva: Centro comunitário atacado horas depois do primeiro email da Nova Ordem de Avis Elementos do Disgraça, conotado pela extrema-direita com movimento antifascista, contam que foram alvo de um ataque relâmpago por três homens de cabeça rapada, tatuados, de roupas escuras e com máscaras. Ao PÚBLICO, disseram que parece ter sido um ataque “calculado”. Por exemplo, ficou por perceber como três extremistas de direita empunhado garrafas de cerveja levaram dez activistas antifascistas a enfiar-se num pátio interior. Ou mais bizarro ainda porque não foi feita queixa na polícia?
Ao EXPRESSO que emoldure a reportagem “Não foram 10 pessoas que foram ameaçadas, foram 10 milhões.” Manifestação antifascista juntou jovens que não querem “perder Abril” . Em seguida colocam-na em local visível. Tenho fé que após serem confrontados diariamente com aquele peça de propaganda alguns comecem a pensar que talvez tenha chegado a hora de fazer jornalismo.
Obrigada.
Os sobreviventes
Estima-se que a população residente em Portugal fosse, a 31/12/2019, de 10.295.909 pessoas. Destes, 10.294.145 sobreviveram ao Covid. Os que sobreviveram ao abandono, desidratação, enfartes ou outras patologias mais ou menos graves enquanto a Graça Freitas ressuscita ao vivo a memória de marionetas do Contra-Informação, não sabemos. Destes também não sabemos quantos vão ter emprego, quantos terão aulas, quantos entraram ou entrarão em desespero. Uma coisa é certa: duas residentes foram salvas do afogamento garantido pelo Senhor Presidente da República.
Vamos mas é falar do racismo.
Os mansos esquerdistas
A FUA – Frente Unitária Anti-fascista é uma spin-off do MAS – Movimento Alternativa Socialista que por sua vez resulta da autonomização de trotskistas da Frente de Esquerda Revolucionária do Bloco de Esquerda.
Estes pândegos têm vindo a organizar diversas manifestações contra o que acham ser a ameaça do fascismo em Portugal e mesmo do nazismo. Os castiços dizem-se anti-sistema, mas lutam por arranjar um lugar no Parlamento, tendo concorrido a diversas eleições. Para entretenimento preferia assistir às estoicas campanhas de Carmelinda Pereira, mas a FUA é aparentemente coisa de homens e enquanto espectador não reclamo que apresentem líderes e candidatos como Gil Garcia, Vasco Santos ou Jonathan Costa…
Todavia, para que fique claro ao que vêm, transcrevo da página oficial da FUA a seguinte passagem:
A FUA rejeita a defesa acrítica da “liberdade de expressão” dado que, no quadro atual, esta viabiliza e legitima qualquer tipo de discurso de ódio ou fascista. Uma efetiva liberdade de expressão não é possível numa sociedade de classes e num sistema económico e político que tenha por base a exploração e opressão.
Mas voltando às manifestações, as palavras de ordem são velhas e gastas de há muito, mas os marketeiros de serviço tentam dar um ar de modernidade ao discurso, conforme exemplos abaixo:

De todo o modo, nada melhor do que um video para se perceber o que consideram ser uma das responsabilidades da esquerda:
Um outro video para que a idiossincrasia dos seus seus apoiantes e parceiros seja clara:
E ainda um outro video para conhecermos o modus vivendi dos protagonistas da FUA/MAS/FER/BE:
Feitas as apresentações, siga a luta!
Desculpem lá riquezas, já cá andamos todos há algum tempo
O PÚBLICO a fazer a agenda do activismo: “Discurso racista do Chega criou condições políticas” para ataques de extrema-direita. Analistas ouvidos pelo PÚBLICO referem que se passou uma linha vermelha com ataques desta última semana. Mas situam-nos no contexto do aparecimento e “legitimação” do discurso “racista e xenófobo” de André Ventura na Assembleia da República. Silêncio institucional é criticado.“
A técnica é conhecida: responsabiliza-se um sector político por algo feito ou alegadamente feito por um pequeno grupo desse sector. A saber: os ataques da extrema-direita acontecem por causa do CHEGA. Daí a pedir-se a penalização do CHEGA é um segundo.
Mas para lá dessa velha técnica há aqui uma outra questão que interessa a todos independentemente do partido a que pertencem: até quando posso escrever sem ser acusada de racismo que considero nefastas, demagógicas e populistas as intervenções do SOS Racismo?
Executivo nota “nível elevadíssimo de ameaça” racista e de ódio em Portugal Como dizem os subscritores desta carta “O silêncio é cúmplice.” Vamos falar de cumplicidades?
A candidatura do Blasfémias à vice-presidência dos EUA
Lamentamos interromper o estado de exaltação mística da imprensa portuguesa com a senhora Kamala Harris. Se o curriculum é ser afro-americana nós aqu no BLasfémias mandamos já fotos para as candidaturas do Biden e do Trump a oferecer os nossos préstimos. Há um outro mais branquelas mas nada que não se resolva para fazer de nós as pessoas certas na hora certa, como afiança o PÚBLICO. Quanto ao nosso ADN, anos e anos a sermos enxovalhados e insultados neste blogue certificam-nos um ADN pronto para ser analisado pelo JN.
Eugenia artística
O Olavo Bilac é hoje um de nós. Não faço ideia do que pensa politicamente, pouco me importa se se identifica com as coisas que Ventura diz ou se acredita que uma sociedade ideal seria aquela em que andaríamos todos com arado a lavrar a reforma agrária necessária para expropriar os latifundiários. É um cantor, vive de cantar, e respeito qualquer trabalho honesto que não consiste em amigar um balofo “presidente da junta” das novas regiões a serem criadas sob a barba de todos.
Lamento que tenha pedido desculpa por aparecer no evento do Chega. Compreendo porque o fez: neste regime, os pecados são expiados em público e a absolvição só pode ser concedida pelo além depois da turba de bestas se ofender em nome do grande deus do Politicamente Correcto.
Que companheiros de banda decidam usar esta oportunidade para se aliarem ao inimigo, só mostra o quão idiotas são. O inimigo é a liberdade. A liberdade de pensar, agir, trabalhar e ignorar o vasto contentor de energúmenos que decidem a admissibilidade de qualquer acto laboral.
Caro André Ventura: não tenho satisfações a dar a ninguém se gosto do dizes ou se me desagrada o que podes representar; se me contratares para carregar baldes de areia, é o que farei, não um acto político de obscuro significado maçónico de construção de um mundo melhor.
Caro Olavo Bilac: quando tudo é política, nada é política. De ti só tenho a julgar se gosto ou não do que cantas e, no caso em que conclua que não gosto, deixar-te em paz para que possas entreter os que gostam. Contudo, porque os meus gostos são indiferentes para o caso, deixa lá dar-te um abraço e pedir desculpa pelo que os idiotas dos meus concidadãos te estão a fazer.
Bélgica: 852 Mortos por milhão de residentes
Reino Unido: 686 Mortos por milhão de residentes
Perú: 651 Mortos por milhão de residentes
Espanha: 611 Mortos por milhão de residentes
Itália: 583 Mortos por milhão de residentes
Suécia: 571 Mortos por milhão de residentes
Chile: 532 Mortos por milhão de residentes
USA: 506 Mortos por milhão de residentes
Brasil: 485 Mortos por milhão de residentes
França: 465 Mortos por milhão de residentes
A Revolução Cultural dá mais um passo. Abjecto.
Do pecado original ao pecado permanente
O que mantém o verniz da civilização com umas rachas mas ainda suportável é a ideia de que ainda voltaremos a uma “normalidade”, uma reminiscência de um tempo em que passeávamos pela praia sem que alguém com máscara P2 se cruzasse connosco. Não querendo acelerar o processo de degradação de todos os laços sociais, o que parece certo é não haver qualquer hipótese de regressarmos a Fevereiro de 2020, quanto mais a uma época em que Guterres não se fotografava de pés na água ou que Greta ainda brincava com o que quer que crianças criadas por pais imbecis brincam.
A televisão que nos estupidificaria era a mesma que nos fazia sentir o calor do Verão com os biquínis, o Ambre Solaire, o Fá Fresh e a beleza feminina pré-burqa. Era o tempo em que belas moças brindavam vencedores de corridas com vestidos que reflectiam o poder feminino. Era o tempo em que se reconhecia que a stripper a receber gorjetas enfiadas na tanga reflectia o poder que esta exercia sobre homens completamente babados e não a opressão do heteropatriarcado. Pelo contrário, era o tempo em que as mulheres dominavam o mundo, deixando o palermita do homem para o cargo de fingir liderar fosse o que fosse. Era o tempo em que a dona de casa geria aquilo tudo enquanto o caçador ia buscar o dinheiro ao emprego para que ela aprumasse filhos, os alimentasse e os criasse na completa admiração pelo “mãe é mãe”.
Esse tempo não volta. Este é o tempo de “sermos felizes”, como se uma condição efémera de felicidade não fosse apenas possível através da superação de sofrimento. Ninguém é permanentemente feliz, mas não é nada disso que se vende: vende-se a ideia de que a felicidade é um estado que se atinge – e divulga – e do qual nunca mais se sai excepto por culpa do próprio.
Ninguém voltará à “normalidade”. A normalidade era a condição humana. Agora, em que esta é substituída pela fé no pantomineiro das “ciências sociais” e dos “organismos do estado”, as pessoas estão em via de extinção, sendo progressivamente substituídas pelos drones do pensamento único, anódinos, sem alma.
Se alguém viajasse no tempo de 1946 para 2020 não creio que desejasse ficar. Melhor seria voltar aos escombros, onde, por muitas falhas que tivesse, os humanos ainda o eram. Mas, como sempre, a culpa deve ser do Trump.
Já há algum tempo que não vivemos na era do pecado original. Agora vivemos na era do pecado permanente.
Autocrítica
“Acho que devo uma explicação a toda a gente, além de a mim próprio. Sim, é verdade que fui atuar profissionalmente a um jantar privado do partido Chega, com o qual não tenho nenhum tipo de relação política ou afetiva. Sim, sou eu na selfie tirada pelo André Ventura, num momento final da minha atuação. Confesso que na altura encarei isto só mesmo como mais uma atuação e mais uma selfie, especialmente numa altura em que eu, os músicos que me acompanham e os técnicos têm quase a totalidade do seu ganha pão cancelado desde Março…Mas percebo que errei. Nunca pretendi apoiar o Chega, assim como nunca apoiei qualquer força política para as quais já toquei ao longo de toda a minha carreira. Mas devia ter tido o discernimento para perceber que não era só mais um concerto para mais um partido e das implicações que esta atuação profissional iria desencadear…– Olavo Bilac”
“Todos deram o seu melhor – todos.” – diz a senhora do costume
Segundo Graça Freitas no Lar de Reguengos de Monsaraz “Todos deram o seu melhor – todos. Quem sabe gerir este surto é quem cá está, são as forças locais que se organizaram para dar uma resposta. Com os dados que havia foram bem utilizados os recursos.”
O melhor no Lar de Reguengos de Monsaraz era isto:
*não se faziam registos clínicos dos idosos, nem das doenças de que padeciam, nem dos medicamentos que tomavam
*não existia plano de contingência
*não tinha médicos
*tinha um terço dos enfermeiros previstos por lei
Como denuncia o João Miguel Tavares: O surto infectou mais de 100 pessoas só naquele lar. A Administração Regional de Saúde enviou uma enfermeira ao local cinco dias após o início do surto, a 23 de Junho. A reunião para definir o que fazer foi apenas a 26. E só a 2 de Julho é que os infectados foram transferidos – 15 dias depois!
No lar de Reguengos de Monsaraz foram contaminados 80 utentes e 26 profissionais, mas a doença propagou-se à comunidade e infectou outras 56 pessoas. Morreram 18 pessoas: 16 utentes, uma funcionária do lar e um homem da comunidade. A médica responsável pela auditoria ao lar de Reguengos de Monsaraz diz que a maioria dos doentes não morreu de Covid-19. Os idosos acabaram por chegar ao hospital com as doenças crónicas agravadas e desidratados. Os idosos chegaram a esse ponto porque, segundo o que a Comissão Regional do Sul da Ordem dos Médicos apurou, faltava tudo no lar: gente para cuidar e alguém que soubesse informar os médicos chamados a socorrer os doentes sobre o que andavam a tomar.
Repito segundo Graça Freitas, directora-geral da irresponsabilidade “Todos deram o seu melhor – todos. Quem sabe gerir este surto é quem cá está, são as forças locais que se organizaram para dar uma resposta. Com os dados que havia foram bem utilizados os recursos.”
Por fim não omitamos as famĺias neste ciclo de irresponsabilidade que vai dos responsáveis pelo lar, à autarquia local e à DGS. Quando o bastonário dos Advogados, Luís Menezes Leitão declara a propósito das falhas nos lares: “Actuámos de forma muito correta em relação às prisões, porque se tivéssemos deixado a covid-19 chegar às prisões tinha sido uma catástrofe enorme, face ao elevado potencial de contaminação de uma população que está encerrada, mas não se pensou que os lares estão exactamente na mesma situação” esquece-se que no caso das prisões foi somples: os presos vieram para a rua. Mas para cada utente de lar há que convencer uma família a cuidar dele. Muitas não podem é o consenso geral. Mas, acrescento eu, muitas não querem.
“legitimidade acrescida” ou vergonha diminuída
A eleição indirecta dos presidentes das CCDR foi apresentada pelo Governo como uma forma de “conferir uma legitimação democrática aos titulares das CCDR, para garantir uma legitimidade acrescida”
Portanto António Costa e Rui Rio reúnem-se e escolhem quem vão ser os presidentes das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR). Em seguida temos eleições à moda da República Popular da China: os candidatos oficiais são votadaos sem contestação. A isto chama-se aqui “legitimidade acrescida”. Só podem estar a gozar!
A regionalização nos bastidores, sem referendo nem discussão
O futuro da direita
Este é o meu último post sobre o futuro da direita. O futuro da direita é o mesmo que o presente: discutir o futuro da direita entre um grupo restrito de pessoas que insiste em assim denominar-se, como se fossem Quixote em busca de uma época romantizada de chevalerie que nunca realmente existiu.
O CDS acabou, não conta. IL é para jovens vítimas de Erasmus confrontada com uma era de desagregação europeia e aviões em terra. Chega é útil e inequivocamente agregará tudo e mais alguma coisa que insista na dicotomia esquerda/direita para fazer algum barulho perante a grande unanimidade do pensamento único. A ICAR está quietinha a lamber as feridas que, à falta de melhor expressão, servia para barómetro moral antes de hubris de rede social gerar a ditadura do politicamente correcto originário da maioria.
O futuro é o lamaçal que a Europa permitir ou impedir para que PS sozinho ou, querendo diminuir expressão da prática de bestialidade fomentada pela imprensa, em conjunto com um PSD descaracterizado de profissionais, a pequena burguesia que define um país. Bloco e PCP passam aos maluquinhos do sistema, a única oposição possível à grande unanimidade nacional na esmola.
Sobre o futuro da direita, só posso aconselhar pessoas cujos filhos pensam em filiar-se num partido para que os tornem antes membros de um rancho folclórico ou clientes de casa de alterne. Não resta mais nada e quem pensa que sim só pode acreditar em unicórnios.
Sobre o “marxismo cultural” – 2.ª parte
Indignações e memórias selectivas
Os queixosos, magistrados, especialistas, activistas, membros de comissões de protecção de crianças… que arrancam as vestes com a criança na manifestação do CHEGA nunca viram crianças noutras manifestações? Por exemplo, nas marchas do ORgulho Gay. O ano passado era visível uma criança num dos carros que desfilou. É uma criança-cartaz ou não? Ou como era branca não havia problema?
O choro do secretário de estado da Covid
Com a voz embargada, o secretário de estado da saúde (perdão, o secretário de estado da COVID), anunciava zero mortes diárias devido ao vírus. Um marco histórico, sem dúvida.
Entretanto, os números ANORMAIS da mortalidade de Julho começam a ser a notícia (mesmo na TV) e deveriam merecer a atenção do secretário de estado da SAÚDE. Os porquês desta anormalidade estão, por um lado, associados a um período de excesso de calor (versão da DGS) e, por outro lado, à possibilidade de termos tido um desvio de meios do SNS, conforme explica bem aqui o Pedro Almeida Vieira no seu blog:
https://noscornosdacovid.blogspot.com/2020/08/da-falta-de-emocao-para-o-excesso-de.html
Como dificilmente se confirmará a causa efeito, estas serão as vítimas silenciosas. Não morreram da COVID mas sim da resposta que a sociedade deu à COVID. E claro que na sociedade incluo não só o governo mas também a carneirada acrítica que lhe respalda as decisões totalitárias.






