O plano é um fim, não um meio
As vidas negras importam? Sim, mas apenas se se puderem culpar as vidas brancas, ocidentais e de cultura cristã
Em França instalou-se a barbárie. Para lá do bling bling Louis Vuitton do casal presidencial mais dos “maires ecolos” existe um país brutalizado. A propósito dos pedidos para uso de máscara sucedem-se episódios violentíssimos que já causaram mortos. Agora foi numa lavandaria do Val-d’Oise. Um homem negro foi brutalmente agredido por homens envergando trajes árabes depois de ter pedido a um deles para usar máscara.
Três gerações, um mesmo dilema
Para perceber o que está acontecer hoje em Espanha é preciso recuar a esta cerimónia: a renúncia do Conde de Barcelona a favor de Juan Carlos.
Anos depois foi a vez de Juan Carlos abdicar para salvar a monarquia.
A abdicação de Juan Carlos salvou a monarquia. Mas a crise do regime está lá. Felipe VI está cada vez mais só. O próximo alvo é ele.
São areias movediças
Em tempos, disseram-me que se não se tem nada de bom para dizer é melhor estar calado. Quando o ouvi achei que isso também se enquadrava em não ter nada de bom a dizer, pelo que pensei que o melhor conselho seria a própria pessoa segui-lo. No entanto, hoje penso mesmo que é necessário ter algo a dizer para que se diga alguma coisa.
À medida em que o Verão se aproximava da metade, não senti qualquer necessidade de dizer fosse o que fosse. Hoje, rodeado de areia e corpos mais ou menos destapados, sinto necessidade de dizer que muitos de nós continuam a não mudar, por muito que os outros mudem. Mais ruga, mais gravidade sobre apêndices outrora estritamente paralelos ao terreno, nós ainda estamos aqui, como diz a canção do Miguel Araújo. Perdemos alguns pelo caminho: ou por que não sabem o que vão fazer da sua vida, ou por que morreram de algo inglório como não terem COVID–19, ou por que simplesmente desistiram de tentar compreender o mundo e insistem na jogatina da escolha presidencial, da renovação da direita, da alienação perante o desastre bíblico que paira sobre nós e que, como gafanhotos caindo dos céus, nos atingirá no Outono.
Tirando o riso das crianças, a arte que baby boomers e anteriores nos deixaram, os simples prazeres da vida como mergulhar nu num dos recantos inatingíveis pelo reboliço lisboeta da aristocracia decrépita em gritos por atenção e dos encontros nocturnos com os felizardos que têm com quem compartilhar o resto da vida, tudo o resto são migalhas de bosta esmigalhada para moscas esfomeadas.
Por isso, o que tenho de bom a dizer, porque se não tivesse seria para estar calado, é que aproveitem a vida que podem ter hoje, por que esperar por amanhã para aproveita-la poderá ser bem mais difícil.
A PIDE anda por aí.
A propósito do uso de máscaras ao ar livre (sim, ao ar livre!), cresce um movimento pidesco, uma espécie de segunda vaga do mesmo movimento que vigiava quem ousava por o pé fora por alturas do confinamento. Eles contam quem anda ou não de máscara; especulam sobre os direitos de uns e outros quanto ao uso dos recursos dos hospitais; eles sugerem porrada e até, não tardará muito, prisão. A Madeira dá o mau exemplo, pois, mesmo sem qualquer óbito registado devido a Covid-19, obriga ao uso de máscara na via pública. A Madeira, meus senhores! Que génios se lembraram disto? Não foi o Alberto João Jardim, honra lhe seja feita, pois ele já denunciou a palhaçada.
Entretanto, o secretário de estado da saúde emocionou-se com o facto de termos tido o primeiro dia sem óbitos devido a Covid-19. Lamentavelmente, esqueceu-se que o mês de Julho foi o mais mortal dos últimos 12 anos, conforme noticiou hoje o Público e conforme tem divulgado o Pedro Almeida Vieira no seu https://noscornosdacovid.blogspot.com/.
A esse propósito, no meu último post https://blasfemias.net/2020/07/31/esta-tudo-a-correr-muito-bem/ usei o trabalho do Pedro Almeida Vieira para divulgar uma verdade evidente: há excesso de mortalidade que não se deve ao vírus. Levantei a hipótese dos adiamentos de consultas e cirurgias terem causado parte desse excesso. É exatamente o que alguns especialistas citados hoje pelo Público referem e é o que responsáveis de saúde vão dizendo em surdina.
Nota final: Nos comentários ao meu último post, alguns observaram, com alguma razão, que o gráfico mostrava médias e que isso poderia dar uma ideia errónea do excesso de mortalidade. Ao visitarem o blog do Pedro Almeida Vieira poderão encontrar outras métricas, sendo que os números de Julho rebentam com qualquer intervalo de confiança. Portanto, a mortalidade de Julho é muitíssimo excessiva, sem margem para dúvidas, pelo que o gráfico apresentado no último post é bem ilustrativo do problema.
Uma nova forma de jornalismo: a entrevista urrada
A trituradora
Está tudo a correr MUITO bem

Observatório da extrema-direita
Um conjunto de 12 indivíduos decidiu criar uma coisa chamada “Observatório da extrema-direita”. Diz essa gente que se trata de “um projeto plural que junta pessoas com percursos vários”. Fui ver: tem um fundador do Bloco de Esquerda (BE), vários dirigentes do BE, eleitos e candidatos autárquicos do BE, tudo BE declarado e até às entranhas. Fiquei convencido sobre a pluralidade…
A agremiação parece marxista, cheira a trotskismo, lembra estalinismo, portanto, é bloquista.
Um dos dois artigos de opinião já produzidos por este colectivo é assinado pela filha de um Conselheiro de Estado de quem junto três imagens para mais fácil identificação:

A forma eufemística, ou melhor, retrincada com que se apresenta como estrutura independente um colectivo que não passa de um veículo de transmissão do partido é um expediente recorrente do Bloco de Esquerda.
Outro exemplo paradigmático é a Climáximo, uma suposta organização ambientalista enxameada também de dirigentes e militantes bloquistas que é uma mera spin-off do BE. O artifício vai ao ponto de um dos seus principais e mais activos responsáveis ser apresentado como “especialista em alterações climáticas” quando se omite a verdade de ser antes de mais um membro do BE, por sinal companheiro conjugal da rapariga acima anteriormente retratada. Deste junto igualmente três imagens para mais fácil identificação:

O estaminé de activistas do personagem acima diz em manifesto que “está tudo lixado” e que se “fartaram”, pelo que se comprometem a “lutar contra o vírus da maximização do lucro”, a “construir uma nova civilização” e anunciam sair às ruas este Outono “em acções de desobediência civil em massa”. É o desígnio da protecção do Ambiente…
Mas talvez valha a pena ouvir, pela voz do próprio, considerações sobre a “emergência climática” aludindo a “fascistas a surgirem em cada região” e afirmando-se pronto a “produzir a acção para um processo revolucionário que substitua o capitalismo”.
Foi também a Climáximo que intercedeu para que Greta Thunberg fizesse há tempos uma escala em Portugal. E, note-se, é com este tipo de plataformas que a Fundação Calouste Gulbenkian vive hoje em concubinato.
Além da multiplicação em diversas estruturas satélites do Bloco de Esquerda uma outra característica desta rede é a de que um conjunto limitado dos seus protagonistas é omnipresente a todas elas.
Por exemplo, na Rede Anticapitalista lá encontramos novamente João Camargo e na revista desta metástase do Bloco escreve com frequência o seu sogro, Francisco Anacleto.
A família junta-se também numa publicação regular do partido ou na produção de um filme sobre “Portugal nos anos 201x quando a Troika aterra em Portugal para mais uma avaliação e começa um surto de morte e violência.”

A polivalência familiar deriva quiçá do seu aburguesamento e múltiplos interesses: Francisco Louçã além de Conselheiro de Estado foi (ainda é?) consultor do Banco de Portugal, a sua mulher (Ana Campos) é nomeada consultora da DGS, a sua filha (Joana Louçã) tornou-se assessora parlamentar com salário pago pela AR, o seu cunhado (Correia de Campos) além de ex-ministro da Saúde foi até há pouco Presidente do Conselho Económico e Social.
Dos irmãos de Anacleto Louçã não me consta que tenham cargos de nomeação governamental nem especial visibilidade pública. Mas registo que estes se tenham zangado com o Bloco, deixando claro e por escrito que “o Bloco se tornou numa organização hierárquica e cristalizada onde imperam os acordos de cúpula”.
Sabendo que os extremos se tocam, partilham muitas práticas e até alguns mesmos princípios, nada mais apropriado que o expertise da extrema-esquerda para monitorizar a extrema-direita.
Boa sorte para o novo Observatório!
O ataque aos quadros técnicos
A demissão do director da Direção Geral de Alimentação e Veterinária, Fernando Bernardo tem de merecer a maior condenação e atenção. Aquando da aprovação da legislação urbano-fofinha sobre a proibição do abate de animais nos canis foram vários os veterinários e associações do sector que https://observador.pt/2018/09/09/ordem-dos-veterinarios-proibicao-de-abate-nos-canis-poe-em-causa-a-saude-publica/explicaram a inviabilidade da aplicação desta leiO Governo passou por cima de todos estes avisos e os parlamentares de todos os partidos votaram a favor para ficarem bem na fotografia e não perderem votos para o PAN.
Em 2020 as consequências dessa legislação ficaram à vista em Santo Tirso. António Costa como sempre que se vê confrontado com os erros do seu governo culpou preciamente aqueles qur o avisaram do erro que estava a cometer ao defender tal legislação. No caso a vítima foi a Direção Geral da Alimentação e Veterinária que durante o debate parlamentar do estado da nação António Csta afirmou ser necessário reformular já que esta entidade “não revela capacidade para se adaptar à nova legislação que impede o abate de animais” e que não revelado competência para a proteção de animais de companhia. “Quanto à orgânica do Estado: temos de repensar, porque a Direção-Geral de Veterinária não está feita para cuidar de animais de estimação e manifestamente não tem revelado capacidade ou competência de se ajustar à nova realidade legislativa”. Aquilo que António Costa designa como nova realidade legislativa é a submissão da competẽncia técnica às tacticas dos políticos.
Preparados para a preparação do Governo?
A propósito das declarações da ministra Mariana Vieira da Silva sobre a preparação do país para enfrentar a pandemia – “estamos preparados – o Governo e o país – para responder a esta crise de forma diferente” – Fernando Leal da Costa fez um levantamento das declarações da Ministra da Saúde
Em janeiro – “Temos dispositivos que nos permitem responder a todas as necessidades”.
Em fevereiro – “Estamos preparados para que um cenário semelhante àquele que está a acontecer em Itália possa acontecer também no nosso país.
Em março – “Não estivemos parados e, contudo, como todos os outros, tememos não estar preparados porque não depende só de nós”.
Em julho – “Não estávamos preparados”.
Jornalismo por omissão
aguarda-se a continuação da novela de activismo romantico do EXPRESSO intitulada: Na “Zona Autónoma” de Seattle a polícia não manda, a comida é grátis e as ideias fluem. Agora que fluem mais balas, fogo, pedras… certamente que páginas exaltantes poderiam ser escritas. Por fim e na senda dos milhares de caracteres dedicados ao slogan black lives matter venho lembrar ao EXPRESSO e demais meios de comunicação nacional que coloquem no google este nome Bernell Trammell.
A ler
A entrevista de Maria João Avillez a Francisco Assis:
“um dos grandes sucessos da esquerda portuguesa nos últimos anos foi precisamente o de construir esse discurso estigmatizante face ao Governo anterior que suscitou adesão de grande parte do país e ao qual a direita, repito, nunca soube responder. (…) Não tenho dúvidas de que um dos piores problemas do país é a degenerescência da direita.
Não se pode dizer pior.
Provavelmente. Estou a tentar uma explicação racional. Uma parte da direita pensará que será melhor esse corte; e a outra, que por comodismo se alheou do debate político, permitiu que se impusesse, quase hegemonicamente, um discurso estigmatizante do período anterior.
Crónica anunciada dos próximos meses
A direita que se tornou oposição de si mesma vai andar entretida a fazer contas de somar e diminuir em torno dos votos que o Chega pode conseguir. A direita que se tornou oposição de si mesma é a herdeira daquela que em 2015 defendia a tese da vacina: não valia a pena a luta ideológica – garantiam – bastava que a esquerda governasse, mais a mais governando com a extrema-esquerda como era o caso, e as pessoas logo perceberiam a superioridade das outras opções. Ficavam vacinados! Foi quase com exasperação que esta boa gente viveu a tomada de posse do governo de Passos Coelho, a 30 de Outubro de 2015. E não apenas porque muitos deles não gostavam de Passos Coelho mas sobretudo porque os incomodava aquele exercício de poder, aquela afirmação de legitimidade
Manda quem pode
São tontos, ideologicamente cegos ou apenas medíocres?

O PÚBLICO fez capa com uma sondagem. Se olharmos bem o facto mais destacado – a subida do CHEGA – não consta dos títulos. O CHEGA está à beira de se tornar a terceira força política e estes exemplares da cancel culture acham que se o ignorarem ele deixa de existir.
Víctor Reis «Tive o privilégio de ler o documento sobre o “Estado da Nação e as Políticas Públicas 2020”, do IPPS-ISCTE, onde imperam as teses de uma certa esquerda que omite factos relevantes, distorce o contexto e, obviamente, coloca o governo e a coligação de esquerda que o apoia em “estado de necessidade desculpante” no que respeita à habitação.
Em primeiro lugar, a questão de só haver 2% de habitações sociais em Portugal, ou seja, 120 mil casas. É verdade que são poucas. Mas cabe perguntar o que sucederia se fossem 20% ou seja 1,2 milhões. A resposta é simples: o problema persistiria, porque reina a mais completa bandalheira, imposta por via legislativa (Lei nº 32/2016), na gestão deste parque de habitação social. Sucedem-se as ocupações ilegais sem que as entidades gestoras do parque (câmara municipais, IPSS, e IHRU) tenham autoridade para controlar a situação, não se atualizam rendas e quando se lhes toca começam as manifestações e a gritaria. Acumula-se uma dívida colossal de rendas que já ultrapassa os 100 milhões de euros (…) O exemplo mais curioso, é quando referem a Holanda que tem um parque público com finalidade social que corresponde a 30% do existente. Esqueceram-se de referir que em Portugal todas as experiências que pretenderam criar sistemas de empresarialização social da habitação como os que existem naquele país, como foi o caso da Promocasa (Vila Franca de Xira), da NHC em S. João da Talha (Loures) ou até a Cooperativa do Bairro dos Trabalhadores de Azeitão (Setúbal) acabaram falidas, porque por aqui impera o calote, onde, em nome do direito à habitação e à mistura com uns quantos discursos feitos no Parlamento, inventam-se pretextos para não pagarem o que devem.»
Pensei nos números todos
Best of Prof. Lero-Lero:
Levaram anos a declarar o seu desprezo pelo fado
Levaram anos a declarar que Amália era fascista, reaccionária, popularucha
Levaram anos a declarar que o fado era uma coisa do passado
Levaram anos a declarar que não conseguiam ouvir fado
…
Hoje eles lá estão como sempre os mais activos entre os activos s declarar a excepcionalidade de Amália. Amanhã esquecerão tudo o que agora disseram se tal lhes for conveniente.
Eu só acrescentaria: arranjar uma bravatas internacionais para escamotear que vivemos de mão estendida.
Tantas saudades
Do que mais falta sinto é de parar o carro no meio da rua para devolver ao interior a bola que saiu da vedação da escola para o meio da rua.
Coisas simples. Sinto muita falta de coisas muito simples.
15.300.000.000€
Os desafios que Portugal tem pela frente afiguram-se de grande complexidade e exigência reclamando soluções que deverão ser procuradas num quadro de análise inovador e que responda às necessidades de empowerment e inclusividade futuras.
A vasta gama de factores que concorrem para o adensar das crises de ordem diversa que teremos de enfrentar impõe que o nosso foco deva abordar primeiramente e como necessidade urgente a resposta ao repto que as novas gerações nos colocam para a acção climática.
Na verdade, a sustentabilidade dos ecossistemas e, em particular, dos territórios de baixa densidade tem de ser compaginável com a adopção das novas formas da economia circular. Por outro lado, a tão crucial reindustrialização de uma economia aberta como a nossa conduz-nos a diferentes abordagens e a uma exploração diferenciada das sinergias com o mundo digital numa dinâmica virtuosa que nos encaminhe no sentido de uma maior reconversão estratégica.
Porém, a encruzilhada geopolítica a que não somos alheios e as tensões provocadas pelas assimetrias globais torna compulsório atalhar veementemente a ameaça dos extremismos e contrapor a estes perigos plataformas colaborativas internacionalistas.
O refundar do paradigma civilizacional e a operacionalização de externalidades positivas só será catalisado por uma diplomacia económica proactiva, maximizando o potencial transformador do tecido empresarial, e em particular das micro e pequenas empresas, que permita ultrapassar de forma polifacetada os constrangimentos a que seremos sujeitos. A obrigação imprescindível de uma hermenêutica progressista é de singular relevância neste contexto.
Assim, atendendo aos valores comuns de uma Europa que queremos una, solidária e de futuro, passem para cá 15,3 mil milhões de euros, seus frugais de merda!
Professor Lero-Lero
Lesboa, capital da oligarquia mendigante
21 de Julho de 2020
Com o Alto-Patrocínio de Sexa, o Caudilho.

Ruidoso e preocupante silêncio
Continua sem ser notícia a decisão do Ministério da Educação de obrigar dois alunos a repetir dois anos escolares por estes não terem frequentado a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento. Ou seja o Notícias Viriato relata o caso mas os demais meios mantêm-se em silêncio.
Ainda vamos na terça-feira
*A morte de 52 cães e dois gatos carbonizados motivou reações dos partidos políticos, com PAN, BE e PCP a exigirem explicações do Governo. Quantos tempo demoraram o PAN, BE e PCP a exigir explicações do Governo sobre os mortos de Pedrogão?
*Fernando Medina: “A Holanda e os seus amigos forretas não conseguiram uma vitória em toda a linha” Assim Fernando Medina fica com mais dinheiro para pintar ruas; lançar programas de arrendamento-propaganda; inventar murais…
*Greta Thunberg vence Prémio Gulbenkian para a Humanidade. Traduzindo: Gulbenkian escolheu dar prémio a Greta Thunberg não porque isso contribua para melhorar o ambiente mas sim para conseguir dar notoriedade a este prémio. (A propósito da eficácia para lá do marketing escreve Henrique Pereira dos Santos: cinco milhões em cinco anos, aplicados em pequenos e médios projectos enraizados na sociedade e com trabalho concreto e real no terreno, eram bem mais úteis à humanidade que entregar um milhão a uma pessoa ou organização, sem programa de aplicação definido.)
*Foi posto em liberdade o suspeito de ter ateado o incêndio na catedral de Nantes.
os grandes valores da europa
Quando António Costa fala na necessidade de preservar “os grandes valores da Europa”, nem sempre é muito conciso na determinação desses “valores”. Hoje, finalmente, já percebemos quais, ou melhor, quanto são esses valores europeus: 15,3 mil milhões de euros. É, de facto, um grande valor
O Soviete da 5 de Outubro
No dia 15 de Junho de 2020, o Ministério da Educação emitiu um despacho assinado pelo Sec. de Estado da Educação, João Costa,que obriga dois alunos a repetir dois anos escolares. De acordo com o despacho, Tiago que deveria começar o 7º ano em Setembro, volta para o 5º, e Rafael que deveria passar para o 9º ano, passa para o 7º. Porquê? Porque a família destes alunos argumentado que os tópicos da disciplina (Sexualidade, Género, Interculturalidade, Média, Ambiente…etc) são da responsabilidade educativa das famílias e não do Estado, comunicou há dois anos à escola que os filhos não iriam frequentar a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento (CD), baseando-se no Artigo 36º da Constituição da República Portuguesa que refere que “Os pais têm o direito e o dever de educação e manutenção dos filhos.”
O argumento foi aceite pelo Conselho de Turma. Tiago de 12 anos, e Rafael de 15, naturais de Famalicão, ambos alunos do Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco, durante dois anos lectivos fizeram a sua escolaridade com notas excelentes: são alunos de média de 5 valores e vencedores de múltiplas Olimpíadas educativas.
O Sec. de Estado da Educação, João Costa numa decisão de perseguição ideológica quer obrigar agora estes dois alunos a repetir dois anos lectivos. Aceitar esta decisão do Sec. de Estado da Educação, João Costa, é dar mais poder ao Soviete da 5 de Outubro
Sinal dos tempos
Edição por omissão
Um sopro de destruição corre pelos símbolos da Europa. Mas é apenas coincidência, não é? Agora ardeu a catedral de Nantes. Suspeita-se de fogo de origem criminosa. Também já se suspeitou da mesma origem no incêndio da igreja de Saint-Sulpice, em Março de 2019. E em Fevereiro desse mesmo ano foram vandalizadas as igrejas de Maisons-Lafitte, Houille, Dijon, Lavaur, Nîmes. Em Abril, foi a vez da basílica de Saint-Denis… A Europa que as catedrais simbolizavam está a viver os dias do fim… Entretanto saem notícias sobre a prisão de um suspeito de atear o fogo. Ainda é cedo para determinar as responsabilidades deste homem no sinistro. Curiosamente as redacções portuguesas apressaram-se a esclarecer via Lusa que já se encontrou um suspeito e que O supeito é um homem, de 30 anos, voluntário na diocese, que estava encarregue de fechar a catedral na sexta-feira à noite, véspera do incêndio. Como ninguém lê francês temos de esperar que o Guardian ou o El Pais acrescentem mais uns detalhes sobre a identidade do “voluntário na diocese” que, repito, ainda é cedo para apresentar como culpado.
Do milagre à pedincha numa semana
Que cataclismo, além do mau governo, explica este estado de social-pedincha? Em Bruxelas, António Costa distribui máscaras. (Sócrates vendia computadores na Venezuela!) Já não temos milagres. Estamos em luta contra os frugais. Ciclicamente inventamos uns vilões que nos impedem de receber as verbas, os fundos, os apoios, as bazukas… Agora são os frugais. Em 2011, eram os austeritários. Como é possível que Portugal esteja em risco de se integrar o grupo dos cinco países mais pobres da UE?
PS. Ainda se podem contar anedotas sobre alentejanos?
O Plano Bi-Quinquenal
Artigo publicado hoje na ECO.
“Circula, numa versão possivelmente não terminada, um documento chamado “Visão Estratégica para o Plano de Recuperação Económica e Social (VEPRES) de Portugal 2020-2030”, da autoria do Engº António Costa Silva.
Embora o documento contenha vários segmentos interessantes, como o da análise das alterações estruturais na sociedade na sequência da pandemia, a certos momentos o VEPRES parece ser também um forte candidato a erguer a Taça no Grande Campeonato Nacional de Lero-Lero. É um “plano que parte de dois quadros conceptuais que se interligam, e da sua análise estratégica resultam os pilares estruturantes do programa de recuperação”. Apresenta-nos um modelo que deve funcionar como uma espécie de “dupla hélice”, que “agrega e integra todos os componentes e que promove a sua fertilização cruzada, com o objetivo de promover o softpower de Portugal no mundo”. Vamos ser a “Jangada Atlântica”.
…
“Tudo indica que produzimos mais um documento para o arquivo da história das coisas inúteis, onde ficará a envelhecer na mesma estante onde ganham poeira a Agenda para a Década ou o Guião da Reforma do Estado. E é bem melhor que assim seja. Fazer de Portugal cobaia de um experimentalismo suicida, repetindo e amplificando os erros que nos conduziram a décadas de estagnação, seria mais uma grande machadada nas expectativas das futuras gerações.”
À atenção dos derrubadores de estátuas: a linguagem da estátua não convenceu o júri, diz o PÚBLICO
Passo seguinte: uma comissão, três jesuítas e não sei quantos artistas propõem uma outra estátua. A Santa Casa, a CML vão pensar…
À atenção da directora do Museu do Aljube
Nunca teve tempo para se informar sobre o Gulag? Leia aqui este resumo: Gulag, mais um dia de vida. Depois se conseguir olhar-se ao espelho pense duas vezes nas figura que tem feito.
À atenção dos monitores do braço direito estendido

Ursula von der Leyen no Conselho Europeu onde na narrativa ofical os bons lutam contra a perfídia dos frugais.
Sobre o “marxismo cultural”
Olha a monitorização da ministra Vieira da Silva
Entre as várias razões que levaram a UE a considerar que Orbán atenta contra o Estado de Direito conta-se a “criação de uma espécie de entidade reguladora da comunicação social responsável por aplicar multas a órgãos de comunicação social que fizessem publicações “contrárias à moralidade comum”, à “ordem nacional” ou “politicamente desequilibradas”” Enfim, só posso concluir que o Orbán é parvo: chamasse ele à coisa monitorização do discurso de ódio e até era patrocinado pela dita UE..
A monitorização do senhor Orbán é tão perigosa quanto aquela que o governo de António Costa pretende colocar em marcha. Presumo que nem aqui nem na Hungria faltem candidatos a monitores.
A SABER:
a) passar a criticar o Trump e o Bolsonaro por não fazerem intervenções tão contundentes quanto a do nosso primeiro-ministro sobre a necessidade de manter a economia a funcionar;
b) aguardar por novas ordens para saber se o país esteve ou não confinado: a 25 de Junho o PM garantiu furibundo que o país não estivera em confinamento. A 15 de Julho o PM garante que o país não pode voltar a repetor o confinamento. Aguardam-se desenvolvimentos.
c) por fim, quem tem coragem para perguntar se nesta lista não falta nada «sociedade, as famílias e as pessoas não suportarão passar de novo pelo mesmo»? Será que por exemplo a Segurança Social aguenta?
donald trump está de parabéns
A Declaração Conjunta Sino-Britânica, assinada por Deng Xiaoping e Margaret Thatcher, a 19 de Dezembro de 1984, sobre o regresso de Hong Kong, que se encontrava sob administração britânica, à soberania da República Popular da China, previa um longo período de transição, com regras próprias para esse território, que só terminaria em 2047. Durante esse tempo, a China viveria sob o princípio dos «um país, dois sistemas», que permitiria às chamadas Regiões Administrativas Especiais (Hong Kong e também Macau) permanecerem num regime democrático, com governo e leis próprias. Este facto, permitiu que Hong Kong tivesse um tratamento mais favorável nas relações com terceiros países, como os EUA, nomeadamente ao nível das transações comerciais.
Ora, sem qualquer motivo que não seja a repressão da liberdade de expressão, que a Declaração Conjunta expressamente protegia, a China de Xi Jinping alterou unilateralmente esse acordo, e estendeu o seu sistema jurídico-criminal, onde a opinião política livre é crime, ao território de Hong Kong, pondo, por isso, termo antecipado ao regime estabelecido na Declaração Conjunta. Constatando isso mesmo, a Administração de Donald Trump anunciou que passará a tratar as suas relações comerciais com esse território da mesma forma das que tem com a China.
É este o ponto da questão e foi a isto que a China reagiu com ameaças aos Estados Unidos, como se tivessem sido estes, e não ela, a violar o Direito Internacional. A máquina de propaganda chinesa pôs-se em marcha para fazer de conta que os EUA estavam a agredir a sua soberania, e a comunicação social ocidental reproduz a conversa, colaborando com mais uma agressão aos direitos humanos cometida pelo regime comunista de Pequim.
Parabéns, por isso, a Donald Trump e à Administração americana, por não se deixarem comer por lorpas.
Portugal e a sua relação marítima
Como diz o Prof. Lero-Lero “quando Portugal se virou para o mar prosperou, quando voltou as costas ao mar, muitas vezes estagnou e definhou“. E como, segundo o mesmo sábio, o país tem “de ensaiar um novo ciclo geopolítico na sua história, podendo explorar simultaneamente a sua relação continental com a Europa e a sua relação marítima com o mundo“, o ministro do Mar inaugurou hoje um ecoponto, de costas viradas para a água.



