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E era assim

16 Janeiro, 2018

Vender a alma ao Diabo?

15 Janeiro, 2018

Podia começar isto com um daqueles elogios que os blogues de esquerda fazem quando o PS tem novo líder, sendo que “novo” tem o mesmo significado que “os mesmos do escândalo Casa Pia”, porém, tendo a limitar comportamentos ridículos à presença de pessoas com quem tenho sexo, o que, bem vistas as coisas, são eventos que frequentemente coincidem. Não pretendendo iniciar, então, como uma ridícula declaração de amor que mascare a efectiva lasciva típica da esquerdalhada sem eira nem beira, resta-me iniciar esta coisa desejando, mas não esperando, que Rui Rio perceba os portugueses que não vivem pendurados no orçamento de estado, o que, convenhamos, não é coisa pouca.

A doutora Manuela Ferreira Leite diz que “é preciso vender a alma ao Diabo”, mas, infelizmente, não especifica o valor que cobra. Porque é que alguém quereria tirar o PCP e o Bloco do chamado “arco de governação”? Quer greves, sindicatos na rua, o retorno da histeria esganiçada do istonãoseaguentismo? Não responda, caro leitor: são questões retóricas para a doutora Ferreira Leite após quatro anos a clamar por isso mesmo nos seus comentários televisivos.

Catarina Martins (não é doutora) diz que Portugal está muito abaixo da média europeia de enfermeiros por 100.000 habitantes. Segundo a actriz, são 6 em Portugal contra 8 no resto da Europa. Ora, qualquer aluno da primária calcularia que, então, Portugal precisaria de mais 200 enfermeiros, mas Catarina Martins (não é doutora), reagindo ao anúncio de contratação de 200 enfermeiros, diz que “não chegam” (não é doutora), que “só aqui, no Algarve, faltam 350 enfermeiros” (repito: não é doutora). Quer a doutora Manuela Ferreira Leite ouvir isto diariamente, de forma esganiçada, destruindo a audição dos portugueses e estupidificando qualquer aluno da primária? Acho que sim.

Em jeito de conclusão, porque os meus textos só têm introduções e conclusões (que de alegados miolos húmidos já temos que chegue e não quero mal ao DN), Rui Rio tem duas hipóteses: (1) ou percebe que já foi derrotado pelo número dos que dependem do orçamento de estado; ou (2) finge que não percebe para manter as Salomés sedentas de cabeças suficientemente tranquilas no dia das eleições legislativas. Pessoalmente, para mim é totalmente indiferente desde que se mantenha o istonãoseaguentismo sob controlo, algo que só é possível limitando as oportunidades da Catarina Martins fazer contas, ou seja, permitindo que continue “no governo”. Qualquer outra hipótese é suicídio (o que também não me parece mal).

 

Mais um dia como os outros

15 Janeiro, 2018

Ao que consigo perceber, portas que abrem para o lado errado em Tondela não são um problema; problema seria se se consumissem croquetes no estabelecimento, sobretudo se forem caseiros. Caseiros só os vasos dos medicamentos de fumar.

Por outro lado, acabamos o período das eleições internas do PSD onde discutirmos as trapalhadas de Santana Lopes sem mencionarmos qualquer das trapalhadas de Santana Lopes. Adiante, que hoje é dia do “perfil do aluno”, algo que, suspeito, quem inventou a coisa sabe tanto dizer o que é como eu.

Poderia elaborar mais sobre qualquer dos assuntos, mas não quero tirar lugar ao Presidente da República.

Eles Andam a Gozar Connosco

15 Janeiro, 2018

Se há coisa que me revolta imenso como cidadã é assistir a esta descarada falta de vergonha destes assaltantes de poder. Então como se explica que a lei SECRETA de financiamento aos partidos, vetada e bem pelo Presidente da República, depois do escândalo ter vindo a público, o PS diga descontraidamente que não vê nenhum problema na lei e por isso mantém as posições em relação à substância do diploma afirmando que volta a defender as mesmas posições? É simples: PS está falido e precisa urgentemente de cobrir a sua gestão partidária danosa e quer fazê-lo à conta dos otários de sempre: os contribuintes.

É preciso relembrar que o dito diploma vem introduzir o fim do tecto de receita de angariação de fundos  privados e ISENÇÃO TOTAL de IVA. Pior: tem efeitos retroactivos e aplica-se aos processos novos ou pendentes em julgamento. Assim, posiciona-se o PS que neste momento tem 7 acções em curso no Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa onde reclama PRECISAMENTE (olha-me só a coincidência) para si a devolução do Fisco de IVA cobrado durante campanhas eleitorais! São cerca de 2 milhões de euros! Esta malta só pode estar a gozar connosco! E desde quando os partidos são entidades superiores aos cidadãos para terem este benefício?

O mais grave disto tudo é que os partidos todos recebem uma BOA subvenção pública por parte do Estado ou seja por parte de todos nós, pobres contribuintes. São cerca de 3€ por cada voto. Dirão que é a factura a pagar pela democracia. Que sem partidos não há democracia. Certo. Mas pergunto: E desde quando é que para ter democracia é preciso sustentar TANTA gente? Orgânicas tão complexas como se fossem autênticas fábricas de políticos? Quem foi que disse que com menos “pessoal”, menos encargos, menos despesas supérfluas em jantares, almoços, propagandas e passeios, a democracia sairia beliscada?

Na verdade TODOS os partidos querem que acreditemos que a gigantesca estrutura que eles criaram em volta deles faz falta ao país. Tretas! Só faz mesmo falta a eles próprios que se alimentam dela e a construíram de forma impenetrável para o comum cidadão. Onde as escolhas para o Parlamento são decididas pelo partido e não por sufrágio universal. Porque a nós cidadãos, não serve de todo. Se servisse, claramente, com tanto político intelectual nesses partidos, teríamos um país EXTRAORDINÁRIO com tudo do bom e do melhor a funcionar exemplarmente. Mas pelo contrário, vivemos numa espécie de Venezuela a caminho de uma Coreia do Norte? Podem explicar isto?

Não fosse a nossa integração na UE, e estarmos desde os anos 80 a viver à conta dos ricos da Europa e já nem uma Coreia do Norte seríamos! Seriámos uma miséria monumental europeia. Somos uns pobres mendigos  e rotos a fingir-nos ricos à conta de dívida. Muita muita dívida. Não brinquem com a nossa inteligência se faz favor.

Ao invés de leis de financiamento que aumentam regalias a partidos políticos, deviam ter a sensatez de REDUZIR e CORTAR como o fizeram aos cidadãos com o colapso recente do país. E nunca ao contrário. Mais: exigir maior controlo na gestão das contas dos partidos com mais penalizações a quem prevarica. Gerir dinheiros públicos exige responsabilidade e penas pesadas para quem não cumpre. Tal e qual como acontece com o cidadão.

Porque austeridade quando vem não pode ser sempre sobre os contribuintes para que os políticos continuem nas suas vidinhas fartas e sem sacrifícios. A isso chama-se gozar com a nossa cara e é de uma gravidade estonteante.

Já suportamos todos os anos a fio aumentos descarados de impostos a título de tudo e mais alguma coisa. Agora aumentam subvenções vitalícias a políticos e financiamento a partidos!

Mas estão a gozar ou quê?

 

 

o efeito ap-ucd

14 Janeiro, 2018
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Há algum tempo que estava para escrever umas linhas sobre isto: o que se passa com o actual PP e o C’s espanhóis pode bem ser uma repetição do que aconteceu, há mais de trinta anos, com a UCD – o então partido maioritário da direita espanhola, responsável por sucessivos governos e a que presidiu, por muitos anos, o mítico Adolfo Suarez – e a AP – o partido donde saiu o actual PP, liderado, nessa altura, por Manuel Fraga Iribarne, que não conseguia ganhar eleições. Percebendo isso mesmo, Fraga afastou-se da liderança, remeteu-se para a Galiza, onde ficou até morrer, e «deu» o seu lugar a um jovem que todos consideravam pouco carismático, que era presidente da Junta de Castela e Leão, chamado José Maria Aznar. Ao fim de sete anos, em 1996, o PP ganha as eleições, embora sem maioria absoluta, o que conseguiria nas legislativas do ano 2000. Por sua vez, a  UCD já se tinha extinguido em 1983, ao fim de um longo calvário. Agora, com muitos anos de governo, escândalos diversos de corrupção e um líder cansado, apesar dos sucessos económicos do seu governo, parece que o eleitorado espanhol de direita quer coisas novas. Rajoy que se acautele. E António Costa que ponha os olhos nisto e perceba que, mesmo com a economia a andar bem, em democracia não há governos eternos.

Mas ninguém consegue que ele pense antes de falar?

14 Janeiro, 2018

Como é seu hábito Marcelo pôs-se a caminho do local da tragédia mal esta se tornou conhecida. Como é seu hábito falou mais do que devia e sobre o que não sabe. A cada tragédia Marcelo discorre qual perito de sinistros: “havia ao lado uma porta precisamente que abria para fora. Mas como a que ficava em frente das escadas era a mais óbvia, evidente e mais utilizada porque a outra normalmente estava fechada… Aquela que podia ter dado a saída para o piso que ficou incólume [não foi usada].” Como de costume tira conclusões: «Marcelo diz que “tudo funcionou” no socorro»… Se Marcelo conseguisse contar até dez antes de falar até que talvez se aproveitasse alguma coisa do que diz.

Salvador Malheiro, o Marco António Costa de Rio

14 Janeiro, 2018
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Sendo ainda desconhecido da maioria do público, Salvador Malheiro é um nome a prestar atenção nos próximos tempos. Mais do que Morais Sarmento, foi ele o grande obreiro desta vitória de Rui Rio.

Salvador Malheiro não é um político qualquer. Teve uma carreira profissional e académica de sucesso antes de entrar na política. Com um doutoramento, daqueles a sério, na Universidade de Poitiers e um percurso de trabalho superior à esmagadora maioria dos políticos, claramente não é alguém que precisa da política para viver. Mas ao contrário de outras pessoas com o mesmo perfil, Salvador Malheiro tem outras características que lhe permitem sobreviver ao que de melhor e pior tem a política. Prova disso é a forma como conquistou a Câmara Municipal de Ovar e, alavancar esse poder para controlar a distrital do PSD contra uma lista forte apoiada por Luis Montenegro. A sua capacidade de domínio é tão grande que Rui Rio teve perto de 80% dos votos na concelhia de Malheiro e também ganhou o distrito confortavelmente. Mas a sua influência vai muito para além do seu concelho e distrito. Tem ainda melhor imagem e capacidade de estar em frente às câmeras que Rui Rio.

Rui Rio terá 62 anos nas próximas legislativas e dificilmente sobreviverá a uma derrota eleitoral ou a um resultado que não lhe permita ser primeiro-ministro, mas Salvador Malheiro ainda não terá completado 50 anos nessa altura e poderá ser um forte candidato da ala de Rui Rio às directas de 2020. Seja como for, é um nome a prestar atenção nos próximos tempos.

O pudim

14 Janeiro, 2018

A imagem que melhor define o que vivemos não vem da política nem da História mas sim da culinária: nós somos um pudim. Pouco consistente mas um pudim em que as diversas fatias se amparam umas às outras na expectativa do momento em que caia a primeira. Entretanto Marcelo Rebelo de Sousa, Rui Rio e António Costa estão à espera de acertar com a sua hora Macron. Esse momento em que um homem pode cavalgar a onda de um regime que se procura regenerar. Sabem que esse homem virá provavelmente de dentro do regime e acreditam ser eles neste momento os melhores posicionados para o conseguir. Não ignoram também que há um quarto nome nesta espera: Passos Coelho

E que tal ver menos televisão?

14 Janeiro, 2018

Uma senhora apresentada como Grace diz ter sido forçada pelo actor Aziz Ansari a atos sexuais. O relato é um pouco confuso porque a fazer fé neste relato terá havido três tentativas mais ou menos falhadas. Causa espanto que estando ela tão contrariada perante as propostas do Azis não se tenha vindo embora logo à primeira situação. Mas não veio. Ficou. Aconteceu uma segunda tentativa. Aconteceu uma terceira. No fim acabaram a ver Seinfeld. Conclui-se daqui que a pobre não devia ter televisão em casa porque ninguém de seu juízo ficava a aturar contrariada um dislate daqueles só porque sim.
Mas entretanto a alegada Grace deve ter comprado televisão porque decidiu falar depois de ver Ansari a usar, nos Globos de Ouro, o pin de apoio ao movimento #MeToo, de luta contra o assédio sexual. Não tivesse ela visto o Ansari com o pin e ficava muda. Como aliás parece ter ficado durante o encontro com o dito Aziz Ansari porque ela acusa-o de ter ignorado as suas “indicações não-verbais”.
Tudo isto é uma palhaçada mas a mim os palhaços sempre me pareceram cruéis.

na vitória de rui rio

14 Janeiro, 2018
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Nunca acreditei na vitória de Rui Rio nas eleições internas do PSD. Parecia-me que a máquina do partido se movia maioritariamente contra ele, sendo que as suas prestações na campanha, sobretudo no primeiro debate televisivo, foram muito más, julgando eu que não mobilizariam ninguém. Rio – e não fui o único a escrevê-lo – parecia estar fora da política, ao contrário de Santana, cujas mil e uma vidas lhe voltaram a dar uma capacidade de combate que me impressionou. Todavia, pode ter sido essa a vantagem do agora presidente eleito: as pessoas comuns estão fartas de políticos e podem ter preferido quem mais aparenta estar-lhes próximo e distante dos conventículos partidários. Rio ganhou. Parabéns a Rui Rio.

Ao invés da opinião dominante, não acredito que Rio esteja disposto a facilitar a vida a António Costa e ao governo do PS. Como, aliás, também escrevi, parece-me que ele será um líder mais assertivo contra o PS, do que Santana poderia ter sido. Acredito nisso, por diferentes razões, mas, sobretudo, porque Rio tem um killer instinct, que o longo tempo de espera para a liderança do PSD terá certamente refinado, que Santana, habituado, de há muito, a convier com a política lisboeta, já não tem, se é que alguma vez teve. Por isso, acho que Rio vai surpreender na oposição que vai fazer a António Costa, bem como nas relações internas do seu partido, onde certamente não será um pau mandado dos baronetes que ajudaram a elegê-lo. Cavaco também foi eleito por alguns, e virou as costas a quase todos. Pense-se em Eurico de Melo, Carlos Macedo (que expulsou do partido) ou o pessoal da «Nova Esperança».

Posto isto, reafirmo o que sempre disse: Rui Rio está excessivamente velho para ser um líder de longo prazo, e a direita portuguesa precisa de muito tempo para se estabilizar e encontrar um projecto alternativo ao socialismo. O futuro do PSD e de um projecto de direita para o país dificilmente passarão por aqui. Mas, tal como me enganei no vaticínio sobre as eleições do partido laranja, talvez me possa enganar sobre isto. Mas duvido muito: a vida é o que é e o tempo não pára.

statlerwaldorf

Regabofe descarado

13 Janeiro, 2018

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Ana Catarina Mendes diz que PS “mantém todas as suas posições em relação à substância do diploma” sobre o financiamento dos partidos.

Quem ainda se surpreende com a amoralidade e total falta de vergonha do PS?

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Gozando com o pagode

12 Janeiro, 2018

Segundo o próprio ministro, no dia 09 de Outubro de 2017 numa cerimónia de assinatura de um protocolo da Raríssimas, Vieira da Silva estava apenas a “dar um autógrafo como acto de boa sorte”.

Siga o circo!

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A história desconhecida do almoço em que Santana Lopes convidou Pacheco Pereira para formar um novo partido

12 Janeiro, 2018
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Foi numa bela tarde de Janeiro de 2011 que resolvemos ir todos almoçar ao Gambrinus em Leiria. O Pacheco Pereira atrasou-se um pouco. Cansados de esperar cá fora com o calor que se fazia sentir, entramos sem ele. Passado 5 minutos ele chegou. “Já entraram? Estive a fazer jogging e entusiasmei-me, não vi passar o tempo”, justificou-se. “Não faz mal, as entradas aqui são baratas e fomos aproveitando”, retorquiu o Papa. Era um grupo variado. Nesse dia, a Sara Sampaio parecia muito insistente em sentar-se ao meu lado, ao ponto de empurrar a Rita Pereira quando ela estava prestes a tomar esse lugar.

Veio a sopa: uma Vichyssoise de peixe deliciosa. Enquanto a Sara Sampaio me passava a mão pela perna, vira-se o Luis Filipe Vieira e diz-me: “O Mantorras deve ir para o Barcelona no mês que vem. Ó Carlos, pá, nós estamos mesmo a precisar de um ponta de lança novo. Não queres vir aos treinos segunda-feira?”. Gentilmente, recusei, afinal ainda tinha pendente o convite para ir a Wimbledon no mês seguinte. Nisto, a Rita Pereira levanta-se e do outro lado da mesa pede-me para lhe ir mostrar onde ficava a casa de banho. Como cavalheiro que sou, levantei-me e encaminhei-a para a zona das casas de banho. Lá chegados, qual não foi a nossa surpresa, quando reparamos que a Sara Sampaio nos tinha seguido. “Deixemo-nos de coisas”, disse a Sara Sampaio, “ele dá para as duas” e arrastaram-me para dentro. Umas boas duas horas depois, regressámos à mesa, já estavam todos a terminar as sobremesas. “Perdeste um delicioso bife”, disse-me o Obama, “muito bem passado como tu gostas”. Nisto, Santana Lopes, que tinha passado o jantar todo calado, pergunta-me: “A minha filha Pimpinha anda à procura de marido. Ó Carlos, tu ainda estás solteiro não estás?”. Abano a cabeça. “Que desilusão”, diz o Santana,”mas já que estou numa de pedidos: ó Pacheco Pereira não queres formar um partido comigo? Formaríamos uma dupla imbatível.”. Já um pouco alcoolizados, o Batman e o Super-Homem disseram em uníssono: “Dupla imbatível somos nós!”. Gargalhada geral.

E é este o meu testemunho da história, absolutamente verossímil, do almoço em que Santana Lopes convidou Pacheco Pereira para formar um novo partido.

E do Assédio aos Homens, Ninguém Fala?

12 Janeiro, 2018

 

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Há por detrás desta onda de indignação de certas mulheres uma hipocrisia monumental. Se por um lado se queixam do assédio sexual por parte dos homens, do outro exibem-se praticamente nuas apelando aos  instintos  reprodutores dos machos. Não me venham dizer que o fazem de forma ingénua só por “gostarem” da indumentária ou para se “sentirem bonitas”. Balelas! Mulher que é mulher com “M” grande sente-se bonita e atraente até com umas simples calças de ganga. Sou mulher e sei muito bem do que falo.

Cresci num tempo em que incomodar uma miúda na paragem de autocarro com graçolas era MÁ EDUCAÇÃO com direito a dois tabefes bem dados nas trombas desses garotos após queixa ao pai. Não era assédio sexual. Um tempo em que mandar um piropo por passar uma rapariga bonita, não era assédio, era fazer a corte. Atacar violentamente uma mulher abusando dela sexualmente era crime de violação sexual. Tudo era muito bem definido. Agora tudo é assédio. Hoje até um simples “olá estás boa!” pode ser perigoso. É a doideira total.

Como mulher também eu fui largamente “assediada” dentro deste contexto “moderno” da palavra. E isso nunca me incomodou. Porque os galanteios sabiam-me bem ao ego pois demonstravam  o meu grau de sedução sobre o sexo oposto. Mas sempre com cuidado com as indumentárias para não transmitir uma imagem errada daquilo que pretendia: atrair  pessoas, não predadores sexuais. Quantas vezes me perguntaram: “Posso me sentar? Está acompanhada?” dando uma resposta imediata conforme minha conveniência. Que mal tem atrair os homens e receber uma abordagem por isso quando até os  passarinhos (esses animais tão fofos) provocam as passarinhas com rituais para as atrair sexualmente?  Porque não nos indignamos igualmente com a natureza? Bem, deixa-me estar calada, não vá alguém ter ideias…

Mas a hipocrisia cresce ainda mais quando ninguém refere os homens como vítimas desse mesmo assédio de que tanto  se queixam! Não oiço nada, mesmo nada sobre isso e é muito estranho. Ao longo da minha vida vi coisas incríveis protagonizadas por mulheres predadoras sexuais. Não estou a brincar. Autênticos filmes alguns quase de terror psicológico com elas a rodear vítimas masculinas desesperadamente. Quando dava aulas em Ponte de Lima havia um colega que era muito popular do mulherio. Sempre rodeado por elas, alunas e professoras. Tinha o dom de saber ouvi-las e elas encantavam-se com ele! E eu, achava aquilo muito engraçado, porque meu colega, fosse num café ou na escola, nunca se via com homens. Parecia ter mel que só atraia o sexo feminino. E muitas! Até que um dia nos tornamos amigos e ele começa a contar-me o seu drama. Fiquei a saber que ele era perseguido, molestado, “armadilhado” com esquemas onde apareciam  nuas na sua cama, lhe ligavam para casa a toda a hora, enfim, não o deixavam em paz. Vivia num inferno! Mas, como vivíamos num tempo diferente deste, nunca viu nisso um crime. Apenas azar de atrair tanto o sexo feminino. Como este, conheci muitos mais exactamente com o mesmo problema: assédio feminino. Alguém fala nisto? Claro que não. Não convém.

Esta raiva aos homens é patológica. Não faz sentido em mulheres saudáveis e bem resolvidas com a vida. Porque estas sabem sempre avaliar as situações separando o que é efectivamente crime do que não passa de galanteios, mais ou menos felizes (sim, porque nem todos nascem com o mesmo dom para a sedução).  Saberá estar à altura de dizer “não” e se esse “não” for desrespeitado, resolvê-lo.

Porque a hipocrisia não deixa ver que no dia em que estas senhoras todas com mais ou menos  nudez à mostra, não obtiverem qualquer reacção masculina (por receio destes) serão elas a questionar a virilidade dos homens e acaba-se o glamour dos vestidos às tiras sem cuecas.

 

 

 

 

 

Em que ficamos?

12 Janeiro, 2018

«Vereadora da cultura chocada com “atriz nua em palco a dizer asneiras“»- titula o DN. Ora em que ficamo:
A) a senhora vereadora é uma reaccionária que não percebe a libertação subacente a uma performance libertadora das pulsões atávicas reprimidas por um quotidiano marcado pelo heteropatriacado?
B) a senhora vereadora é uma feminista que enfrenta a hipocrisia subacente a uma performance que levou um actriz a expor-se às pulsões atávicas reprimidas por um quotidiano marcado pelo heteropatriacado?

Como é que as autoridades não descartaram de imediato que fosse terrorismo?

12 Janeiro, 2018

Cláudia, fotógrafa de casamentos, alegada neonazi, portuguesa e detida há dias por suspeitas de terrorismo
Então a Claudia não é maluca? Não há vez que rebente uma bomba, se atire ácido ou esfaqueie que as autoridades de imediato nos tranquilizem esclarecendo que está descartada a ligação terrorista sendo que o autor é invariavelmente alguém com transtornos mentais. Ora quando o terrorismo e o ódio ao outro por razões religiosas estava transformado num capítulo da psiquiatria eis que se constata que essa nova categoria não se aplica a todos.

Querida, temos que falar sobre os miúdos

11 Janeiro, 2018

A única diferença relevante entre Rui Rio e Pedro Santana Lopes está no posicionamento de cada um em relação a futuros governos minoritários do PS. Rui Rio pensa que consegue convencer António Costa a repartir o poder; Santana Lopes sabe que isso não é possível. Como ninguém se deu ao trabalho de explicar a Rui Rio que António Costa, líder do partido que possui o regime, não precisa de ninguém para governar, bastando-lhe fingir que até governa com os maluquinhos quando se limita ao chinfrim necessário para aparentar ser mais que o mero bruto de circunstância, as probabilidades de Rio sair vencedor para a liderança do PSD são enormes.

O partido, incapaz de se resignar à sua insignificância de varredora-a-dias do chiqueiro em momentos que a sujidade é insuportável até para os recos, poderá bem optar pela solução natural de qualquer português: acreditar que desta é que será diferente.

É pena.

1ª república

10 Janeiro, 2018
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Golpe de Estado republicano em Angola: família real integralmente destituída do poder.

Quero o divórcio, mas não vamos falar disso agora que ainda não é altura

10 Janeiro, 2018

Querida Maria,

Como sabes, fui muito feliz contigo durante estes anos. Fizemos coisas engraçadas e tudo, mas ambos sabíamos que isto não poderia ser para sempre, de acordo com a Constituição. Não deve ser surpresa para ti que eu esteja a pensar agora no divórcio, apesar de – admito – não ser algo sobre o qual queira falar agora. Escrevo-te esta carta porque, como sabes, a Constituição não permite que continuemos casados, não porque ando a namorar a Júlia. Quando for altura para falarmos sobre isso, falaremos. Por agora só quero que penses que somos muito felizes e temos coisas melhores em que pensar, como na desgraça que é terem ido tantas pessoas ao meu local de trabalho ocupar o meu tempo, que, de outra forma, chegaria perfeitamente para atender todos se não ficassem tantos doentes ao mesmo tempo.

Um beijinho.

Teu Tóninho

P.S.: levo vinho logo para o jantar que nos vais fazer.

Para lá dos afastamentos anunciados outros casos vão acontecendo

10 Janeiro, 2018

Et voilá

10 Janeiro, 2018

Nous défendons une liberté d’importuner, indispensable à la liberté sexuelle

Le viol est un crime. Mais la drague insistante ou maladroite n’est pas un délit, ni la galanterie une agression machiste.

A la suite de l’affaire Weinstein a eu lieu une légitime prise de conscience des violences sexuelles exercées sur les femmes, notamment dans le cadre professionnel, où certains hommes abusent de leur pouvoir. Elle était nécessaire. Mais cette libération de la parole se retourne aujourd’hui en son contraire : on nous intime de parler comme il faut, de taire ce qui fâche, et celles qui refusent de se plier à de telles injonctions sont regardées comme des traîtresses, des complices !

Or c’est là le propre du puritanisme que d’emprunter, au nom d’un prétendu bien général, les arguments de la protection des femmes et de leur émancipation pour mieux les enchaîner à un statut d’éternelles victimes, de pauvres petites choses sous l’emprise de phallocrates démons, comme au bon vieux temps de la sorcellerie.
Délations et mises en accusation

De fait, #metoo a entraîné dans la presse et sur les réseaux sociaux une campagne de délations et de mises en accusation publiques d’individus qui, sans qu’on leur laisse la possibilité ni de répondre ni de se défendre, ont été mis exactement sur le même plan que des agresseurs sexuels. Cette justice expéditive a déjà ses victimes, des hommes sanctionnés dans l’exercice de leur métier, contraints à la démission, etc., alors qu’ils n’ont eu pour seul tort que d’avoir touché un genou, tenté de voler un baiser, parlé de choses « intimes » lors d’un dîner professionnel ou d’avoir envoyé des messages à connotation sexuelle à une femme chez qui l’attirance n’était pas réciproque.

Cette fièvre à envoyer les « porcs » à l’abattoir, loin d’aider les femmes à s’autonomiser, sert en réalité les intérêts des ennemis de la liberté sexuelle, des extrémistes religieux, des pires réactionnaires et de ceux qui estiment, au nom d’une conception substantielle du bien et de la morale

 

A estrela caída

10 Janeiro, 2018

Nos arrebatamentos histéricos em que vive o lado bom e fofo das notícias as estrelas e as causas sucedem-se a um ritmo frenético. No Verão de 2012 o senhor Assange era uma vítima. Propunham para ele o Nobel. Enfim, o costume. No Verão de 2012 o senhor Assange enfiou-se na embaixada do Equador em Londres e as manifestações a seu favor multiplicavam-se pelo mundo fora.
Seis anos depois ninguém quer saber do senhor Assange para nada e os espanhóis pressionam o Equador para que se desembarace do Assange que é um activo defensor da independência da Catalunha. Como é óbvio quem tinham razão era o Blasfémias onde a 22 de Agosto de 2012 se lia: Que Nossa Senhora de Quinche, Padroeira do Equador, se apiede do pessoal da embaixada daquele país em Londres porque ter de aturar o senhor Assange fechadinho entre quatro paredes não deve ser fácil.

Isto é um falar porque nunca tal aconteceu mas o dr Rui Rio já perguntou ao dr António Costa se este apoiaria um governo minoritário do PSD?

8 Janeiro, 2018

Rio admite apoiar Governo minoritário de António Costa


 

Um país frio e limpinho, como uma câmara mortuária hospitalar

8 Janeiro, 2018

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O preço da electricidade vai subir e, de acordo com a imprensa, Marcelo Rebelo de Sousa quer estudar esse aumento. Aconselho desde já o Presidente da República a fazer esse estudo durante o dia, aproveitando a luminosidade e o calor proporcionados pelo sol. É que se o fizer de acordo com os seus conhecidos hábitos nocturnos vai precisar de acender as luzes e ligar os aquecedores, e isso fica bastante dispendioso.

Nada tenho contra os estudos em geral e contra os estudos eléctricos em particular. No entanto, quer-me parecer que chegam um bocado atrasados. É como se os alunos do Prof. Marcelo pegassem pela primeira vez no Manual de Direito Constitucional à tarde, depois de terem feito o exame durante a manhã: aprendiam na mesma a matéria mas já não iam a tempo de fazer a cadeira.

Se o estudo tivesse sido feito nos seus tempos de comentador televisivo, quando o país se atirava de cabeça às renováveis, talvez tivesse sido mais útil. Dessa forma, usando a sua grande influência, Marcelo podia ter lançado ao povo português a pergunta decisiva: os meus caros compatriotas querem uma energia limpinha a um preço muito alto ou acham preferível pagar substancialmente menos por uma energia ligeiramente mais badalhoca? E logo veríamos as preferências higiénicas da nação.

Note-se que eu nem sequer me dei ao trabalho de verificar se o Prof. Rebelo de Sousa alguma vez levantou a voz contra aqueles que colocaram Portugal no pelotão da frente da electricidade asseada. Isso faria de mim uma espécie de jornalista de investigação com preocupações deontológicas, quando, na realidade, sou apenas um chato. De qualquer forma, o risco que corro de estar a praticar uma injustiça é quase nulo: durante os anos em que enchemos as nossas serras com ventoinhas, só duas ou três personalidades conhecidas alertaram que aquele investimento era precoce e muito pesado para a carteira dos consumidores; todos os outros bateram palmas e acharam a ideia fantástica. A probabilidade de Marcelo Rebelo de Sousa ter feito parte desse minúsculo e corajoso grupo que, remando contra a corrente, defendeu que era melhor aquecer a casa com electricidade suja do que morrer de frio num ambiente imaculado, é tão grande como a probabilidade de vermos a nossa factura da luz diminuir por causa dos estudos eléctricos da Presidência da República.

 

um projecto de futuro

8 Janeiro, 2018
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Rui Rio fará, este ano, 61 primaveras.

Nas eleições legislativas de 2019, sendo líder do PSD, apresentar-se-à a votos com 62 anos.

Perdendo essas eleições e viabilizando um governo do PS, como parece ter admitido ontem, voltará a ter oportunidade de ser primeiro-ministro com 66 anos.

Ao fim de uma legislatura como primeiro-ministro, Rio teria 70 anos.

Mas, como numa legislatura não se conseguem fazer reformas estruturais, Rio iria certamente a um segundo mandato, que concluiria com 74 anos.

Um empolgante projecto político de futuro, sem dúvida.

Um Estado Ladrão

8 Janeiro, 2018

O Estado não governa. Rouba. Eles não gostam do termo. Até o acham ofensivo. Indignam-se quando alguém ousa chamá-los de ladrões. Mas gostem ou não são larápios do erário público descarados e sem pudor. E não preciso de esforçar muito a memória para afogá-los em provas factuais que o demonstra ao minuto. A cada hora que passa, é mais uma portariazita ladra, um decretozito assaltante, uma licenciaturazita falsa, umas trocas de favores debaixo da porta, uns bilhetes de futebol à borla com contrapartidas, uns perdões fiscais aos amigos, umas contas falsificadas, uns familiares favorecidos a viver à custa de todos nós, uns contratos ruinosos com luvas… É a ladroagem profissional especializada que dura desde que há partidos em Portugal em nome da democracia. Ponto!

Não vivemos em democracia coisa nenhuma mas sim em ditadura disfarçada de democracia. O poder concentrado na figura de um único indivíduo (ditadura) passou a ser dividido por  vários partidos (democracia) que entre eles decidem quem fica com o bolo maior e com que contrapartidas. É isso, curto e grosso. Desde 1974, com uma Constituição Portuguesa que assegura que o poder nunca saia das mãos de quem o conquistou na Revolução de Abril, que se finge através do voto que elegemos quem nos governa. Falso. A prova é esta: há algum deputado no  Parlamento eleito por sufrágio do povo português? Mais: há neste momento um governo LEGITIMAMENTE eleito por vontade do povo? Não me venham com a treta das coligações pós-eleitorais com a junção de todos os derrotados, se faz favor, previstas na Constituição feita por esses ladrões de poder. Poupem-me.  A resposta obviamente é NÃO! Nós cidadãos, infelizmente, enquanto isto não for revertido,  estamos reféns destes ladrões de poder que passam pelos governos, pelo parlamento e pelos sindicatos. A teia foi montada há décadas para que uma vez apanhados nela, jamais consigamos sair.

Por isso se explica que em pleno século XXI, apesar da roubalheira escancarada e monstruosa através de todo o tipo de impostos existentes ou INVENTADOS,   tenhamos urgências de hospitais públicos a parecerem um cenário de guerra onde doentes são amontoados sem um mínimo de condições. Ou noutro onde não há roupa de cama ou fardas. Ou ainda largas centenas de vítimas de incêndios por negligência criminosa do Estado a terem de ser elas próprias a desenvencilharem-se para sobreviver à tragédia e depois pedir as parcas indemnizações dentro dos prazos, que vêm seguramente da Sibéria a pé porque volvidos 6 meses (aqui o Estado já tem todo o tempo do Mundo para dar o que lhe compete por lei sem prazos) não chegaram ainda a todos. Por favor não me venham com os surtos de gripe para justificar o caos dos hospitais ou os fenómenos climáticos para os fogos. Não tenho pachorra!  Eles andam a governar-se. Não governam. Essa é a realidade. Acordem!

Por isso não há surpresa nenhuma quando os vemos a irem à bola ora com a Galp ora com Vieira da Silva. Quando os vemos a dormir e viajar com as Raríssimas. Quando os vemos unidos em consensos nesta lei secreta do financiamento dos partidos. Quando aumentam as subvenções vitalícias só porque sim. Quando atribuem perdões fiscais aos amigos como quem dá prendinhas no Natal. Quando aumentam regalias aos ordenados altos e alguns sectores da função pública. Quando espalham todos os amigos e familiares nas chefias do Estado.  Quando temos energúmenos a discursar no Parlamento sem serem depois colocados no olho da rua. Isto só acontece porque vivemos numa ditadura camuflada que além de nos condicionar o VOTO, nos amarra de impostos, sequestra a iniciativa privada (veja o caso recente que andam a fazer com o Alojamento Local), as liberdades individuais impedido um verdadeiro e franco crescimento social que promova prosperidade individual. Porque importa sim, promover antes a dependência do indivíduo ao Estado porque assim asseguram que nunca ninguém possa deter poder suficiente para os derrubar.

Porque se 99% (estou a ser simpática) do que é legislado favorece os governos e suas clientelas em detrimento da Nação, isto não é uma democracia.

É “ditadura”.

 

 

Do jeito que as coisas vão esta foto ainda passa de contestatária a símbolo do poder machista

8 Janeiro, 2018

e não, o machista da questão não é o Roger Moore mas sim o senhor que mandou a índia por ele receber o Oscar.
2-10

um erro de casting

8 Janeiro, 2018
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img_797x448$2014_11_296095Lembro-me de Rui Rio, ao longo de décadas, ser uma espécie de eterno candidato a candidato perdedor da Distrital do PSD do Porto contra Menezes – o seu ódio de estimação (devidamente retribuído, saliente-se) – em parceria com o também desenraizado Aguiar Branco. Durante esse tempo, Rio pertencia a uma espécie de ala esquerda-aristocrática da Foz do Douro do PSD, que tinha como referência moral e política Miguel Veiga, e como facto histórico fundador a ancestral zanga deste advogado com Francisco Sá Carneiro, logo nos primórdios da existência do partido laranja, que provocou uma «cisão» de que só o advogado da Foz se apercebeu. Para todos os efeitos, este «grupo» representava, dentro do PSD, uma tendência mais à esquerda do que o «populismo» de Sá Carneiro, e assim se manteve pelos anos seguintes contra os «populismos» de Menezes, Santana e Passos Coelho. Teve proximidades a Balsemão e ao grupo dos «Inadiáveis», mais tarde a Ramalho Eanes, flertou com a ASDI e com o «Soares a Presidente» e, muito recentemente, no Porto, mais por princípios geográficos e bairristas do que políticos, com a primeira candidatura de Rui Moreira, que para Miguel Veiga significava a conquista da Câmara pela «intelligentsia» política da Foz, que ele sempre cultivara, e, para Rio, um acerto de contas com o seu eterno rival.

Quando Fernando Gomes regressou de Lisboa para «retomar» a Câmara do Porto, era presidente da distrital do PSD Luís Filipe Menezes ou alguém, cujo nome não me recordo agora, em sua substituição. Como, para os estrategas locais do PSD, a Câmara estava perdida, o candidato do partido laranja seria sempre uma vítima sacrificial, como outras que, de resto, tinham já existido no passado recente. Menezes ofereceu em forma de «missão» da maior importância, esse presente envenenado a Rio e este não teve outra saída que não aceitá-lo: se o recusasse, seria visto como alguém que virava as costas ao partido nos momentos de dificuldade e o laranjal não aprecia esse tipo de atitude. Só lhe faltava ir a jogo e Rui Rio foi, mas sempre convencido que não tinha qualquer hipótese de vitória e que o que ali se discutia era a maioria absoluta do candidato socialista. Só que a cidade do Porto não paga a «traidores» e não perdoou a ida de Gomes para Lisboa. De um momento para o outro, Rui Rio viu-se presidente da Câmara da sua cidade.

Nas funções de autarca portuense, há que o dizer, apesar de erros, a acção de Rio foi muito mais positiva do que negativa. Pôs as contas em ordem e preparou a cidade para o desenvolvimento que ela hoje conhece. Mas, politicamente, Rui Rio foi sempre um zero à esquerda, e foi durante os seus três mandatos autárquicos que, pela ausência da liderança que necessariamente tem de caber ao edil portuense, o Porto e a Região Norte ficaram condenados à irrelevância política onde ainda hoje se encontram.

Não são, por isso, de estranhar as sucessivas argoladas do Rio candidato a líder do PSD, como esta de dizer, a menos de uma semana as eleições, que está disponível para suportar, no Parlamento, um governo minoritário de António Costa. É que, na verdade, Rui Rio não sabe o que é ganhar uma eleição por mérito próprio e, muito provavelmente, teimoso como é, irá perder esta. Não duvido que seria um primeiro-ministro mais competente que António Costa ou Santana Lopes. O que não acredito é que alguma vez lá chegue.

No país do «korror»

8 Janeiro, 2018

Presumo que há um país no mundo onde o livro de Steve Bannon não só não será lido mas vivamente condenado. Falo de Portugal, obviamente. Ou já se esqueceram da viva indignação que tomou conta da pátria quando o arquitecto Saraiva publicou “Eu e os Políticos”? Era um «korror» total. O Tribunal da Relação de Lisboa ordenou à editora Gradiva que recolhesse o livro. Felizmente para os americanos que o «korror» é um produto português aplicado diversamente segundo a pertença política dos visados mas de qualquer modo português.

Boa!

7 Janeiro, 2018

Não tem par o enlevo mediático com as criaturas que resolveram andar no metro sem cuecas. Estas mesmas falam de si como se estivessem a dar um forte contributo não só para a história das ideias como tb dos transportes. Seja como for podiam os senhores repórteres alargar o âmbito das suas peças à degradação do serviço prestado pelo Metro de Lisboa? E se não for muito pedir tb podiam indagar sobre os acordos de trabalho na dita empresa. Por exemplo, quantas horas por dia conduzem os motoristas? Quem recebe subsídio para abrir e fechar a porta das carruagens?… Se eles só responderem em cuecas ou mesmo sem elas não faz qualquer diferença. A vergonha já desapareceu dali há muito tempo.

A certificação da ideologia

7 Janeiro, 2018

“Governo estuda certificado de igualdade de género para empresas”. Notícias pressurosas informam-nos que o nosso Governo estuda este documento com o governo da Islândia que temos sido abundantemente informados ser um país governado por uma senhora que é pacifista, ecologista, feminista… enfim uma política que está no lado bom das notícias.
A primeira reacção seria a de sorrir com condescendência como se este “certificado de igualdade de género” fosse mais uma na longa série de decisões grotescas de um governo que não consegue garantir a segurança dos cidadãos mas não os deixa comer arroz doce nos bares dos hospitais. Mas nada disto é uma excentricidade: aquilo que estamos a viver é a transformação da ideologia numa grande burocracia, em que as empresas são um palco para experiências sociais e a discordância individual é tratada como uma anomalia. Quando não como um crime. Veja-se, por exemplo, a queixa apresentada pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) contra o jornalista José António Saraiva.

Momentinho

7 Janeiro, 2018

Costa_Constanca

Segundo julgo saber, os 110 mortos nos incêndios também não fizeram nada a pensar no soundbyte ou para o momentinho televisivo. Mas posso estar enganado…

Já a dupla retratada na imagem acima continua alegremente a dirigir grunhidos a palavra aos portugueses. Sobre isto não há engano possível.

*

 

desapareça, minha senhora!

7 Janeiro, 2018
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538724.pngA senhora da fotografia, que dá hoje uma entrevista auto-laudatória ao Diário de Notícias (e quem mais se sujeitaria a isto?…), foi ministra da Administração Interna do governo que assistiu impotentemente à maior tragédia humana do Portugal democrático. Uma tragédia que aconteceu uma vez, e nela morreram 65 pessoas, e, poucas semanas depois, outra vez, tendo então falecido mais 45. Pelo menos, 110 vítimas, em consequência de acontecimentos que lhe competia – a si, ao seu ministério e aos serviços sob a sua dependência – evitar. Mas estes mortos, que pesam sobre todo o país, parecem importar-lhe pouco. Do que ela mais cuida, poucos meses passados sobre a tragédia, é da sua imagem pública, fazendo-se entrevistar para se colocar no lugar de vítima, disparando para todos os lados, até mesmo usando a tão em voga «discriminação» de género («Senti que se tivesse sido um homem a passar pelas mesmas circunstâncias talvez tivesse merecido mais respeito»). Pois bem, minha senhora, caso não tenha ainda entendido, as pessoas comuns não querem saber de si para nada. Não lhes interessa saber se é uma jóia de moça, se é ou não é «calculista», se agiu ou não «a pensar no sound byte». O que as pessoas comuns querem saber é o que, de facto, ocorreu nesses dois dias trágicos de Junho e de Outubro, e por que é que morreram tantas dezenas de pessoas que os serviços do estado, ao seu cuidado, deviam proteger. Vir para a comunicação social que não seja para exigir o cabal esclarecimento de tudo o que ocorreu sob a sua responsabilidade, quando ainda pairam muitas nuvens a respeito, é de um profundo mau gosto, de um egocentrismo exacerbado e de uma falta quase autista da proporção das coisas, que só podem revelar um carácter. Por isso, minha senhora, pense mais nos outros e menos em si. E se não for capaz disso, desapareça da ribalta por uns tempos.

porquê, para quê?

7 Janeiro, 2018
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81h4dB0jjjLQuem me conhece sabe quanto sou avesso às teorias da conspiração. Contudo, tenho de reconhecer que há coisas verdadeiramente estranhas. Entre elas, aconteceu-me receber, há quatro dias, via email de remetente anónimo, o livro de Michael Wolff, Fire and Fury, sobre Donald Trump. Julgo que o recebi, neste cantinho nortenho da Península Ibérica, mesmo antes de ter sido publicado nos EUA, eu que nunca antes recebera nada vindo de Trump e que tenho sobre o presidente dos EUA ideias divididas. Porquê, para quê? E, sobretudo, donde?

Uma quinta-feira como outra qualquer

7 Janeiro, 2018

Ela ia todas as quintas-feiras para a sessão de zumba com aquelas calças de yoga que, caso tivesse adquirido identidade de género masculino, lhe apertariam os testículos imaginários ao ponto da castração virtual. Ele vinha, naquela quinta específica, do hospital onde visitou o amigo vítima de maleita decorrente das alterações climáticas. Ela estava grávida de feto em pensão completa em útero alheio e emanava aquele ar de quem solicitaria amamentação de substituição para não estragar as mamas de debate semanal sobre a desigualdade de género da siderurgia. Ele tinha comido um croquete no bar do hospital enquanto leu Zizek sobre a temática do momento, o papel das redes sociais na educação pura-raça de crianças clinicamente sobredotadas. Ela tirou uma selfie do autocarro, entre uma paragem e outra, de pernas escachadas com o indicador a apontar para a costura entre-pernas com hashtag #myVaginaMyChoice; ele olhou, com os joelhos bem juntos, como as senhoras eram ensinadas a sentar no velho mundo, naquele preciso momento, para o activismo de Instagram dela, violando-a com o olho direito.

Não fosse o oprimido muçulmano suicida ter rebentado com o autocarro, ambos chegariam a casa com risco de assistir inadvertidamente ao debate entre Rui Rio e Pedro Santana Lopes. Ainda há quem critique o terrorismo de rosto humano.

Medina & Costa: a lotaria saiu ao PCP

6 Janeiro, 2018

Pouco noticiada pq o o assunto é embaraçoso qb para o PS esteve marcada uma greve nos serviços de limpeza da CML para 26 a 29 de Dezembro.
Como não podia deixar de ser a greve foi SUSPENSA pois como anuncia a CGTP “a maior parte das suas reivindicações vão ser cumpridas após compromisso escrito da Câmara Municipal.
”

Assim:

*Fica assumido que a Câmara não irá externalizar mais serviços de lavagem de contentores de 1100 Lt. Deste modo, assim que tenha termo o contrato em vigor (acaba em Maio), estes serviços serão novamente assegurados pelos trabalhadores da CML. Fica também para discussão posterior a lavagem dos ecopontos subterrâneos.

* Durante as férias os trabalhadores vão receber subsídio nocturno. E não só, vão também receber 5 anos de retroactivos do nocturno (de 2013 a 2017). Já agora na CML para se considerar que se faz serviço nocturno basta trabalhar pelo menos uma hora de trabalho diário no período nocturno.

Para o ano há mais pq ainda ficou por negociar o pagamento do suplemento de insalubridade, penosidade e risco durante as férias. Mas estejam descansados que na oproxima ameaça de greve o Medina assina, o Costa continua PM e o contribuinte paga.

Ano Novo, Vida Velha

5 Janeiro, 2018

Depois das bebedeiras da passagem de ano, o choque com a realidade logo no dia seguinte: o ano iniciou-se envolto em polémicas e aumentos no seguimento do ano anterior mas para pior. Pela calada, enquanto os tontos dos cidadãos festejavam, nos últimos dias do ano, os políticos aumentaram o ISP, aumentaram financiamento aos partidos e, imaginem só ainda tiveram o desplante de  criarem uma  taxa de aquários para fins lúdicos, didácticos, de pesquisa científica ou consumo próprio!! Ou seja, ir buscar mais dinheiro a quem acumula dinheiro desta vez em… aquários!  Mas o que vem a ser isto?

Os senhores políticos incomodados com a revolta nas redes sociais e ao estilo já velho do “engana tolos” a que nos habituaram, vieram depois desmentir o que está clarinho como a água na Portaria dos peixinhos que eles mesmo redigiram e que não deixa margens para dúvidas. Veja aqui a Portaria. Mais: como não têm um pingo de vergonha na cara, desfilaram ainda no parlamento a vomitar pós-verdades para justificarem a lei do financiamento a partidos vetado e bem pelo Presidente. Vejam só que até já apareceram as actas. Ficamos então a saber que o vídeo que TODOS vimos sobre a votação do dito decreto secreto vergonhoso é mera construção da nossa imaginação colectiva. Os partidos (excepto o CDS e PAN) não estiveram unidos na aprovação dessa vergonha nem andaram a elogiar-se uns aos outros por esse magnífico feito, nem o fizeram às escondidas. Ora vão mas é dar banho ao canito se faz favor!!

Como se não bastasse esta falta de respeito grosseira  pelos contribuintes, vimos todos os bens essenciais  aumentar significativamente: rendas, luz, água, transportes, pão, gás, alimentação, depois de andarem o ano todo de 2017 a propagandear aos quatro ventos um aumento de rendimentos com a reposição de cortes de alguns, e uns míseros euros no salários mínimo e pensões de outros!!! Ora, para começar o dito aumento de rendimentos só abrangeu salários mais altos da função pública que a partir de 1500€  sofreram cortes já no PEC de Sócrates e foram mantidos no Memorando de Entendimento com a Troika assinado também pelo ilustríssimo José das Fotocópias! E o resto da população viu uns míseros euritos na conta bancária que desaparecem só com uma ida às bombas de gasolina ou supermercado. Ou seja, tudo igual para pior em 2018. Ah! espera! Tudo igual não! Há mais 708 dirigentes neste governo “Costrático” a viver às nossas custas.

É ainda mais revoltoso se juntarmos a isto um ano “novo” que começa com escolas sem dinheiro para aquecimento, avarias de comboios de 2 horas por falta de manutenção, ambulâncias do INEM paradas no Algarve por falta de pessoal, o SEF sem energia eléctrica há 2 dias colocando em risco a segurança dos cidadãos, hospitais a abarrotar de doentes EM MACAS por falta de pessoal e camas (Hospital de Santa Maria tem mais de 700 especialistas à espera que governo abra concurso), livros escolares gratuitos ainda por pagar e muito mais que ainda há-de colapsar por via das Cativações do EXTRAORDINÁRIO mago das finanças. Para governar assim não precisamos de doutores de Harvard. Qualquer burro faz brilharete a gerir deixando literalmente de pagar.

A triste realidade por muito que custe  ouvir é que não estamos a ser governados. Estamos a ser ROUBADOS. Por todas as vias. Roubados no salário. Roubados na segurança. Roubados na saúde. Roubados na educação. Roubados na dignidade humana. Roubados no respeito como cidadãos contribuintes. É o saque descarado justificado com benesses que NÃO EXISTEM só para garantir o lugar a quem está no Parlamento. Entramos num ano “novo” com sabor a velho. É só mais um ano de endividamento de famílias iludidas a viver à conta de créditos ao consumo, mais um ano de dificuldades em pagar contas, mais um ano de falsas expectativas, falsas promessas e muitas muitas mentiras.

“Bom ano” possível a todos.

 

alguém que deite mão a isto

5 Janeiro, 2018
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Enquanto os partidos ditos não-socialistas e as pessoas sensatas do PS andaram a assobiar para o ar e a fazer de conta que nenhuma ameaça pairava sobre o Alojamento Local, alguns tresloucados do PS e os habituais delinquentes do Bloco e do PCP foram urdindo uma trama contra o sector de actividade económica que mais emprego e riqueza criou nas últimas décadas, em Portugal. O resultado disso está à vista e é tão mau que fez com que o próprio António Costa tentasse impor uma solução contrária à apresentada por parte do seu grupo parlamentar. Só que Costa, ao contrário do que a propaganda oficial tenta fazer crer, é um líder tíbio e frouxo, que joga diariamente a sua sobrevivência política em alianças precárias, que fazem dele uma vítima perfeita de coacção e chantagem. Esse foi o preço que ele aceitou pagar de ser primeiro-ministro a todo o custo, e se, até agora, a coisa se ia compondo com mais ou menos benesses concedidas aos “parceiros”, o ataque ao Alojamento Local poderá ditar o fim dos sucessos económicos ditos deste governo e a saída de Costa e do governo pela porta pequena, quando este esperava uma reeleição triunfal, em forma de maioria absoluta. O problema mais sério da coisa está, porém, na incomensurável estupidez ou/e maldade de condenar investidores e investimentos às invejas de vizinhos, princípio abstruso a que nem o CDS foi capaz de resistir.  Vão ser muitos e muitos milhões de euros deitados ao lixo, vai ser muito crédito mal parado ou definitivamente incobrável, vai ser muito banco a tremer das pernas, vai ser muita pequena e média empresa de construção a falir e, claro, vai ser muito, mas muito desemprego a crescer. No fim de tudo, obviamente, a culpa do governo e dos políticos terem espatifado um negócio que corria muito bem por eles quase não intervirem nele será do “mercado”. Tal como o mordomo dos clássicos policiais, que é sempre o culpado dos crimes, também o “mercado” é sempre o responsável pelos actos criminosos da péssima classe política que restou ao fim de mais de quarenta anos de democracia. Alguém que deite mão a isto!

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a indignação do deputado pinotes

4 Janeiro, 2018
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O deputado Pinotes está transido de indignação pelo facto da administração dos CTT se estar a preparar para encerrar uma quantidade de lojas (22, salvo erro), processo a que chamou de «abjecto». Não querendo retirar ao deputado Pinotes o seu constitucionalíssimo direito à indignação, sempre gostaria de apurar se ele manifestou sentimentos semelhantes quando, pelo ano passado, se soube do plano da administração da Caixa Geral de Depósitos para fechar um número ainda maior de balcões e, já agora, para aumentar exponencialmente os custos de manutenção das suas contas, incluindo as dos pensionistas e reformados. Não tendo qualquer certeza a este respeito, algo me leva a crer que o assunto lhe terá passado despercebido e que as suas «indignações» serão selectivas. Mas, se ele nos quiser elucidar, ficaríamos muito agradecidos.

Fantástico, não é?

3 Janeiro, 2018

A Escola Básica Delfim Santos, na freguesia de São Domingos de Benfica, em Lisboa decidiu encerrar às 15h45 por “questões de segurança dos alunos” devido ao jogo de futebol Benfica-Sporting, que se realiza às 21h30 no Estádio da Luz.
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Numa informação colocada na escola, a direcção daquele estabelecimento de ensino refere que decidiu, por “questões de segurança dos alunos”, terminar as aulas às 15h45 na sequência de um comunicado da Polícia de Segurança Pública (PSP) que alerta para “o risco elevado” do jogo, “que motiva deslocações em massa de adeptos e fortes condicionamentos de trânsito”.