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O segundo país mais pobre da União Europeia

25 Novembro, 2017
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Na imagem temos as regiões Norte e Centro. Estas regiões têm cerca de 60% da população, mas as duas taxas de fertilidade mais baixas do país a seguir à Madeira. O saldo migratório é tão negativo que, sem estas duas regiões, o país como um todo teria um saldo migratório positivo. São responsáveis por 56% dos alunos diplomados anualmente, mas apenas 34% dos trabalhadores a ganhar mais de 2 mil euros e 27% dos trabalhadores a ganhar mais de 5 mil euros. Por outro lado, têm 64% dos trabalhadores do país com salários abaixo de 600 euros. Têm 56% de todos os trabalhadores por conta de outrém, mas apenas 47% do PIB.

Se estas regiões se transformassem num país, esse país seria o segundo mais pobre da União Europeia, entalado entre a Bulgária (que continuaria a ser o mais pobre) e a Roménia  (que passaria a terceiro). No entanto, seria um dos poucos países com uma balança comercial de bens positiva. Em % do PIB, apenas a Irlanda e a Alemanha teriam um saldo positivo maior.

Apesar do forte sector exportador, este país formado pelo Norte e Centro teria muito poucos organismos públicos nacionais e empresas dedicadas ao consumo interno. Nem sempre foi assim. Ao longo dos últimos 30 anos dois fenómenos contribuiram para esta evolução. Por um lado o estado assumiu um papel cada vez mais importante na economia. As empresas (pequenas, médias e grandes) tornaram-se cada vez mais dependentes do estado, com o seu sucesso a depender de forma crescente da proximidade aos centros de poder. Por outro lado, os serviços do estado foram-se centralizando  cada vez mais em Lisboa, arrastando as empresas consigo.

Como este impulso centralizador incluiu os orgãos de comunicação social, ele foi acontecendo sem que houvesse um debate sério sobre as suas consequências. Coincidência ou não, este período de centralização culminou na década de mais fraco crescimento económico no país desde os anos 40. As teias de poder e o nepotismo que a centralização excessiva alimentam são negativas para a economia como um todo, como os recentes casos da PT, do BES, da CGD, do BCP ou a relação próxima entre reguladores e regulados tão bem demonstram.

Há, no entanto, uma luz de esperança. Enquanto tudo se centralizava, houve algo que se descentralizou violentamente: a criação e distribuição de informação e opinião. Os orgãos de comunicação social podem estar centrados em Lisboa, mas já não controlam toda a informação e opinião que chega ao eleitorado. É esta pequena grande mudança que pode vir a gerar as próximas, haja pessoas em número e qualidade suficientes dispostas a fazer a sua parte. Vamos a isso.

Para memória futura

25 Novembro, 2017

PS, BE e PCP chumbam isenção do IMI para os imóveis que arderam nos incêndios

200€ é bom, mas por 300€ até faço uma sopa

25 Novembro, 2017

A notícia de que o governo pagou a figurantes para irem ao conselho de ministros fazer perguntas combinadas que façam o governo parecer bem não deveria surpreender ninguém. Em primeiro lugar porque, de graça, não se arranja ninguém para fazer o governo parecer bem; em segundo lugar porque nesta fase precoce da evolução social do Homem (e da Mulher, e do Coisa, não esganicem) ainda é preciso convencer a ralé a enaltecer o querido líder; um dia, noutra fase mais evoluída, bastará um fuzil apontado à testa do inquestionável devoto de forma a obter milhares de apoiantes.

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A imagem não está esbatida, é só um filtro moderno do Instagram®

Os membros do focus group recebem 200 euros por dizerem ao querido líder que ele está no bom caminho, nomeadamente no bom caminho para que cada um receba mais 200 eurinhos. Por 300 euros até lhe levaria uma sopinha caseira e, em dias de festa, como no dia de ocultação de cadáveres, uma sandocha de mortadela. Porém, a precariedade do focus group perturba-me: não têm progressões na carreira, não recebem nem duodécimos nem subsídio de Natal e de Férias, não têm acesso a faltas justificadas e podem inclusivamente perder o emprego tão necessário ao país se faltarem para casar com pessoa do mesmo sexo ou por maternidade de substituição. Isto parece-se imenso com a exploração do Homem pelo Homem (e da Mulher pela Mulher, e do Coisa pelo Coisa, não esganicem). Assim, agradeço à Ana Avoila que trate imediatamente da exigência de integração destes funcionários no rol dos beneficiários directos do orçamento de estado.

Admito que estou ansioso por ver as perguntas que os precários vão fazer ao querido líder. Eu perguntaria se a história da Bela Adormecida é uma alegoria do Partido Comunista Português.

Mais uma vez o Blasfémias antecipou uma decisão do Governo

25 Novembro, 2017

A 23 de Novembro o BLASFÉMIAS vaticinava
Algo me diz que vamos ficar com Infarmed em Lisboa e no Porto

A 25 de Novembro o EXPRESSO tem na capa
INFARMED no Porto mas coração fica em Lisboa

Valha a verdade que a coisa é fácil. Basta escolher sempre a opção que implique:
a) mais emprego público
b) mais despesa
c) menos dano político

O Lugar das Drogas é nas Farmácias

24 Novembro, 2017

Droga é sempre droga. Podem designa-la por leve, pesada ou até “light” como agora é moda. Mas droga é sempre droga. E drogas sem controlo, matam (veja aqui este médico). É preciso acabar urgentemente com esta irresponsabilidade dos Estados que ajudam a difundir informação FALSA (seguindo a cartilha do multimilionário Soros) de que consumir canábis para fins recreativos não tem mal algum (porque é droga “leve”) e que a liberalização é imperiosa para acabar com o tráfico e as máfias. Mas se assim  é como explicam que a Holanda esteja agora a braços com os  turistas da droga que fez aumentar o narcotráfico nas ruas dos coffee-shops e o Colorado que passou a ser destino dos toxicodependentes de todo o país?

Outra falácia para vender a teoria é que a proibição aumenta o problema. Então porque não é problema na Arábia Saudita? Também se vende a ideia falsa que na Holanda a droga foi despenalizada e é livre quando na verdade continua ILEGAL nesse país sendo apenas tolerada em espaços autorizados mas com leis rígidas. Por exemplo, cafés não podem vender mais de 5 gramas por pessoa/dia. Fora disso, produzir, possuir, vender, importar ou exportar é PROIBIDO.

O lugar das drogas é nas farmácias e com prescrição médica. Porquê? Porque não existem drogas inócuas. A famosa canábis,  que todos querem ver circular livremente em nome da liberdade individual tem implicações sérias a vários níveis (não só individuais) que não podem ser descuradas.

A nível pessoal o seu consumo regular provoca inibição de espermatzóides no homem e ovulação na mulher; os filhos das mulheres consumidoras podem apresentar problemas comportamentais; produz alterações na resposta imunológica; bronquite e asma; alterações da personalidade; favorece o aparecimento de doenças psiquiátricas; aumenta risco de psicoses; interfere negativamente na memória e concentração; ideação suicida; dificuldades no relacionamento interpessoal; esquizofrenia; perigo de AVC; alteração do centro de prazer que passa a satisfazer-se só com haxixe; propensão a consumir drogas pesadas . Que tal?

A isto tudo vem outra afectação: a familiar. Sim, as pessoas não vivem sozinhas. São filhos, pais, marido… São pessoas integradas numa família que vai sofrer com as mudanças. Mudanças que o próprio consumidor nunca assume nem vê. Porque de facto, acredito mesmo que não se aperceba das transformações que sofre. Ah! mas muda e de que maneira. Não de forma brusca mas sim progressiva. De um indivíduo calmo passará a ansioso, irritadiço, intolerante, agressivo e pior, permanentemente insatisfeito (se já for agressivo torna-se ainda mais agressivo). Porque a satisfação só se sacia quando “enche a cabeça”. A frustração ou ansiedade só acaba quando “enche a cabeça”. E passa a ser um indivíduo que só normaliza sob o efeito da dita. Mas os problemas não acabam aqui: o orçamento doméstico leva um rombo todos os meses. Porque é preciso ter a “cabeça sempre cheia” para poder viver com normalidade. E isso fica extremamente caro. Porque a maldita, que ao início fazia efeito só com uma dose, com uso regular precisa de muitas mais para produzir os efeitos desejados. E os problemas  financeiros começam a aparecer. Com alguma sorte não manda seu casamento às urtigas.

Se pensa que os problemas acabam aqui, desengane-se. O consumo regular da canábis afecta também socialmente o indivíduo provocando nele instabilidade. As alterações de humor súbitos vão notar-se no trabalho, entre amigos ou qualquer lugar público onde actos mais irracionais serão atribuídos a carácter forte ou se quiserem, feitio difícil. Mas na realidade é o processo degenerativo em marcha da personalidade.  Quem viveu ou vive com alguém que consome sabe muito bem do que falo. Com alguma sorte não fica sem emprego.

É com o exemplo que se educa. Se liberalizarmos a canábis estaremos a dizer aos nossos jovens erradamente que não tem mal nenhum consumir pois até o governo a autoriza. Os pais perderão a autoridade quando confrontarem seus filhos com os malefícios da droga  porque responderão: “Qual é a cena pai? se fizesse mal não era autorizada. Tu é que és preconceituoso”.  E depois só serão mais uns como Isabel Moreira (veja-a aqui drogada no Parlamento) a irem para o trabalho ou escola ganzados, “na boa” porque é legal. Só mais tarde quando a saúde e dinheiro  faltar, porque vai faltar, verão o erro mas tarde de mais (veja aqui a opinião de um psicólogo).

Tirar o poder aos traficantes e dá-lo aos governantes para  que possam estimular o comércio do consumo e retirar dividendos com impostos, é o mesmo que traficar. Só muda os agentes. Não sendo o Estado pessoa de bem (já o comprovamos com corrupção, compadrios, tráfico de influências etc.,) que garantias teremos que para alimentar o monstro do sector público não faça crescer o negócio para ver aumentados os impostos e assim viver à conta da desgraça do viciado em canábis?

A canábis é uma substância psico-activa extremamente nociva como o álcool. Por isso o caminho é antes de tudo a prevenção na informação sobre a VERDADE desta droga como se fazia no meu tempo de docente em que a REMAR dava sessões de esclarecimento aos jovens, nas escolas, com testemunhos REAIS de ex-toxicodependentes. É colocar todos os organismos estatais a formar para a saúde e vida sem drogas. É autorizar o cultivo apenas medicinal da planta para uso interno e exportação e o resto estritamente confinado às farmácias que só disponibilizam mediante receita médica acabando com a especulação de mercado. É ter controlo, qualidade e fiscalização apertadas. Com o produto a preço acessível o crime organizado definha até desaparecer por falta de procura. Alguém duvida?

Porque defender drogas sem prescrição é defender a dependência aniquilando por completo a liberdade do indivíduo que passa a ser prisioneiro da sua própria liberdade.

É preciso pensar seriamente nisto antes de cometer os mesmos erros que os outros países pseudo-liberais.

 

 

 

 

 

Carta Aberta ao BE

24 Novembro, 2017

Cara Catarina, Mariana e Joana,


Depois de tomar conhecimento que vão levar ao Parlamento a legalização da canábis para aprovar antes do fim desta legislatura, permita-me como mãe que lhe GRITE aqui minha revolta. Não compreendo como pode uma sociedade evoluir com esta obsessão em tornar a canábis num produto acessível aos jovens. Como insistem em dizer que é uma droga inócua, como? Em pleno século XXI onde se faz campanhas para uma vida saudável, a comer saudável, a viver saudável, insiste-se em aprovar a livre circulação de canábis, porquê? Tornar futuros adultos em seres adictos é evolução?

Entendo que gaiatas que podiam ser minhas filhas, que saem directamente das universidades e se “profissionalizam” em política, sem  qualquer noção do que é a vida nem da luta diária para se  pôr pão na mesa, proteger e criar filhos saudáveis,  vivam obstinadas por liberalizar esta maldita droga que “faz rir” por nunca ter visto as consequências dela nas pessoas que amam, nem tão pouco ter de se preocupar com isso por não ter filhos. Mas em pessoas que são pais, não! Não entendo nem aceito!

A maldita  droga apesar de proibida circula nas escolas entre os miúdos, que aos 13 anos já têm suas primeiras “experiências zen” em iniciação de drogas ditas “leves”.  E com a porcaria da propaganda falsa constante de que esta droga não vicia, nem sequer se sentem culpados e quem os tenta travar é rotulado de retrógrada. Mas a verdade nua e crua é que depois de experimentar, estes jovens, com cérebros em formação, tornam-se escravos dela. E o que começou por curiosidade e diversão passa a ser necessário sempre que se sentem ansiosos ou deprimidos. Altera-lhes a personalidade, quebra o rendimento escolar, ficam mais agressivos e intolerantes, numa fase já por si complicada. Porque ELA comanda, ELA decide, ELA exige assim que entra uma ÚNICA vez no organismo e estimula o centro do prazer. Ficam  a viver como um “doente” que não passa sem a “medicação” para se sentirem relaxados, seguros, enfim, normais. Isto é evolução?

Claro que a vós não vos preocupa porque vossos filhos quando os têm vão para as melhores escolas privadas  do país longe desta realidade. Não serão os ratos de laboratório das vossas brilhantes experiências.

Porque a legalização que querem da canábis não passa  dum acto egoísta dos adultos que acham que as drogas recreativas são um direito e por isso esquecem (porque assim lhes convém), o mal que espalham nas sociedades vindouras.

Um jovem consumidor será  no futuro um adulto comandado por uma substância que lhe vai roubar o orçamento doméstico  e ainda  o tornará  menos saudável.

Querem acabar com o problema dos traficantes? Transformem a canábis em medicamento acessível nas farmácias  mediante prescrição médica e o problema deixa de estar nas ruas.

Mas liberalização, não!

Mais cedo ou mais tarde

24 Novembro, 2017

as vítimas das catástrofes terão de fazer um aviso: eu,…. vítima de …., declaro por minha honra que não pretendo ser abraçado pelo senhor Presidente da República ou passar com ele a noite de Natal, Ano Novo, Dias de Páscoa, de Portugal ou qualquer outra data assinalada ou a assinalar no calendário.
Marcelo vai passar o Natal e o Ano Novo com vítimas dos incêndios

Para a manif do Infarmed podem reciclar os cartazes que usaram na Maternidade Alfredo da Costa

24 Novembro, 2017

Abracem-se ao Infarmed! Façam cordões humanos à volta do Infarmed. Tricotem corações para pendurar na porta do Infarmed

23 Novembro, 2017

Juristas dizem que o Governo pode obrigar trabalhadores do Infarmed a irem para o Porto

Se disserem ao Constitucional que o Passos está no poder eles ainda hoje fazem um comunicado a explicar que o Infarmed não pode sair de Lisboa,

 

Ps. Algo me diz que vamos ficar com Infarmed em Lisboa e no Porto

O Infarmed ou a propaganda fátua

22 Novembro, 2017
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Vejo muita gente exuberante à conta da transferência de 300 funcionários públicos de Lisboa para o Porto, a acontecer (?) algures em 2019. Não percebo tamanho entusiasmo pela “importação” forçada de umas centenas de burocratas, cujo espírito não é dinamizador de coisa nenhuma, mas essencialmente e pela sua própria natureza, bloqueador de quase tudo.

Pessoalmente, eu ficaria bem mais exultante se empresas com o dinamismo da Microsoft, da Apple, da Amazon, da Google, da Oracle, decidissem por motu próprio transferir a sua sede e serviços para o Porto. Seria um sinal inequívoco que a cidade era capaz de atrair talentos e portanto, de lhes propiciar condições para o exercício e crescimento do seu negócio, com tudo o que isso implica em termos de geração de actividades conexas a montante e a jusante, num ciclo virtuoso que cria empregos e rendimentos, em suma, riqueza.

O Porto deve ambicionar uma crescente internacionalização que não dependa apenas do turismo, mas que o potencie como um centro de serviços da faixa mais exportadora do País, que vai de Viana a Leiria. Tem praticamente tudo para isso: porto, aeroporto, boa rede viária, o Douro navegável, o centro intermodal do Freixieiro à espera de ser rentabilizado e uma região circundante com a população mais jovem (ou menos envelhecida…) do País. Só falta uma estação ferroviária no aeroporto com ligação directa às linhas do Minho, do Norte e do Douro. Os seus líderes políticos e as suas “forças vivas” da sociedade civil deviam mobilizar-se mais em tornarem a cidade e a região atractivas para o mundo em vez de exultarem de forma tão papalva com o simples acenar de um prato de lentilhas como é a transferência do Infarmed para o Porto. Que, a concretizar-se, não será total nem definitiva e só redundará em mais despesa pública.

Nada contra porém a que haja uma descentralização de serviços públicos por todo o País, de preferência pelo interior. Mas preferia que tal se fizesse com base num plano coerente, nunca descurando a maximização da relação benefício / custo, e não em termos avulsos e repentinos, que indiciam intuitos meramente propagandísticos. E um governo que visasse uma verdadeira reforma do Estado, previamente à desconcentração de serviços, deveria decidir a extinção de institutos públicos, fundações, observatórios e direcções gerais, onde quer que eles se situassem. Não tenho dúvidas que haverá centenas de organismos daquele tipo totalmente redundantes e cuja falta ninguém sentiria.

E se queremos desconcentrar órgãos do Estado, comecemos pelos principais órgãos de soberania: deslocalize-se o Parlamento para Guimarães (que poderia ficar condignamente instalado no Paço dos Duques de Bragança), o Tribunal Constitucional para Coimbra, o Supremo Tribunal para Évora, o Estado Maior das Forças Armadas para Abrantes, a Protecção Civil para Viseu. Se o exemplo vier de cima, facilitará a criação de uma dinâmica verdadeiramente descentralizadora.

Lenços a acenar, mães a chorar e grandoladas pá, muitas grandoladas pá…

22 Novembro, 2017

Trabalhadores vão ser arrancados à sua casa, à sua família, é o desequilíbrio, o desacerto, a precaridade das vidas, o capital que tudos esmaga…

Governo muda sede do Infarmed para o Porto em 2019

um santo

22 Novembro, 2017
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cicomulheressocrateAntes do «Processo Marquês» nunca tinha ouvido falar no Eng.º Carlos Santos Silva. Sem querer ser deselegante ou presunçoso, o facto é que ignorava quem fosse este homem, que agora fiquei a saber que será uma das pessoas mais ricas de Portugal e um dos nossos mais bem sucedidos empresários. A verdade é que, depois do muito que sobre ele tenho lido e ouvido, da quantidade de gente que sei agora que ele ajudou, abnegadamente, com muito dinheiro, nada exigindo em troca, sem sequer fazer contratos ou registos escritos das enormes importâncias que emprestou, sem ter feito alarde disso, procurando até esconder os seus gestos nobres, como é próprio das almas elevadas, só posso retirar uma conclusão: este homem não é um homem: é um santo!

É muita água

22 Novembro, 2017

O senhor ministro explicou às criancinhas e aos jornalistas (passe a redundância) que para se fazer um smartphone são gastos 900 litros de água. Não tendo havido criança (ou jornalista) a cometer hara-kiri com tão chocante revelação, acrescentou que para fazer umas calças de ganga são usados 7000 litros de água (sublinho a palavra “umas”), perante um ou outro “uuuh” da audiência (provavelmente de jornalistas).

O senhor ministro tem 49 anos. Supondo que segue as recomendações do SNS, já bebeu 26.800 litros de água desde que nasceu. Supondo que toma um banho de 20 litros uma vez por semana (ei, a recomendação é espaçar banhos), são mais 51.000 litros de água gastos. Supondo que os seus pais o geraram com a idade de 20 anos e que também tomam um banho por semana, foram necessários 102.000 litros para se lavarem e 21.900 litros para beberem, perfazendo um total de aproximadamente 124.000 litros para gerarem um futuro ministro. Feitas as contas, podemos dizer, grosso modo, que para fazer um ministro do ambiente são necessários mais de 200.000 litros de água.

Daqui se conclui que um ministro do ambiente é composto por 222 smartphones ou 28 pares de calças de ganga (isto sem contar as calças de ganga que o senhor ministro usou durante 49 anos).

Uuuuh.

 

as pessoas estão primeiro: mas umas mais do que outras

22 Novembro, 2017
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«As pessoas estão primeiro», foi o slogan da última campanha autárquica do PS, que enxameou as vilas e cidades deste reino com outdoors coloridos, cheios de ternurentas personagens. A mensagem política era simples: à direita estão políticos sem coração, paladinos da austeridade para quem as pessoas são seres sem rosto, simples números de estatística em folhas de excel, enquanto que à esquerda reina o amor ao próximo, as políticas sociais e o humanismo não «financista».

Imbuído de tão nobres sentimentos, o governo da geringonça, depois de enfiar o barrete, mais do que anunciado, da Agência Europeia do Medicamento, resolveu «dar a volta por cima» e presentear o edíl da Invicta com um produto sucedâneo, a sede do Infarmed, deslocalizada de Lisboa para o Porto. Até aqui, para além da parolice dos festejos com que o referido edíl e os governantes envolvidos anunciaram o solene acontecimento, nada de mais. Há, contudo, um pormenor significativo a registar. É que esta entidade pública já existe há muitos anos e está, desde sempre, sediada em Lisboa. Dispõe de um quadro de funcionários que nela trabalham e que souberam, pela comunicação social, que os seus postos de trabalho tinham acabado de ser «deslocalizados» para 340 km de distância do local habitual. Perante esta «pequena» dificuldade, ministro, autarcas e outros responsáveis protestaram contra a falta de sentimentos patrióticos dos trabalhadores que – veja-se lá! – se recusam a ir trabalhar a 340 km das suas casas, pondo em causa, desse modo, a descentralização de que Portugal tanto carece. No meio disto, o Bloco e o PC continuam calados como ratos. De facto, para o PS e para as esquerdas que apoiam o seu governo as pessoas estão primeiro. Mas umas parecem estar mais primeiro do que outras.

E portanto

22 Novembro, 2017

qual é o grupo a que hoje o Governo promete reposições e descongelamentos de manhã, reposições sem descongelamento ao almoço e reposições e descongelamento a começar em 2019 à hora dos telejornais da noite?

É o generation gap, estúpido

21 Novembro, 2017

Quando Catarina Martins escreveu, em tempos, que o que é preciso é médicos que gargalhem, alguns de nós, médicos ou não, chegamos mesmo a gargalhar. Contudo, em retrospectiva, apercebo-me que a expressão tem um significado muito mais angular, abstracto, que permite, na sua irregularidade, encontrar as razões de ser da filosofia da imbecilidade contemporânea.

A sociedade do século XXI foi e continua a ser dominada pela influência que baby boomers tiveram no mundo. Estes tiveram todas as condições para exercer influência: a guerra aniquilou uma quantidade considerável de pessoas da geração anterior, abrindo caminho a que os seus filhos marcassem a diferença até pela ausência de competição geracional. Os filhos dos baby boomers, por todos os motivos óbvios, limitaram-se a aceitar o conforto na adolescência como um dado adquirido. Não é de surpreender que em campos como o da música popular, tudo tenha ficado, salvo pequenas excepções completamente tópicas, completamente definido (e estagnado) até meio da década de 1980.

O que faz um filho de baby boomer com tempo livre e dinheiro suficiente para não andar a fazer uns biscates a passar droga? Vai para a universidade “aprender” marxismo, vira actor e, mais cedo ou mais tarde, inscreve-se no proto-Bloco (não, não é uma caricatura). Em luta geracional com o que os seus pais representam, adquire noções de ruptura com o passado, assimila a moral pública dos avós e total dislexia entre sentimentos de inquestionável e elevadíssima auto-estima e patética pele fina que torna a existência em agressões. É a geração que usa as redes sociais para mostrar o corpo enquanto se ofende por este ser julgado.

Os alvos a abater serão sempre os mesmos: todos aqueles que se limitam às dificuldades, dúvidas recorrentes, virtudes, erros e burrices que são consequências directas de se estar vivo. O que Catarina Martins disse foi que quem ri no fim ri melhor; e não há melhor maneira de assegurar que se ri no fim do que esperar que o outro morra.

 

Guião do Presidente para os tempos futuros

21 Novembro, 2017

” as hipóteses, sempre achei que eram muito limitadas” Foi agora a explicação de Marcelo para o caso da  Agência do Medicamento que d eciência certa vinha para Portugal e agora não veio.  Mas vai ser assim com tudo: a dívida, a reforma da floresta, a função pública…  Ele esteve com o Governo mas não esteve. Ele apoiou mas não apoiou. Ele aprovou mas não aprovou. Ele achou sempre outra coisa antagónica daquilo que disse e fez.  E estamos nós entregues a isto!

Sai mais uma meia hora. O contribuinte paga. É sempre a facturar!

21 Novembro, 2017

A CP irá antecipar a última ligação entre Lisboa e Porto em 30 minutos a partir de 10 dezembro deste ano, sendo que o comboio Intercidades que saía da estação de Santa Apolónia, em Lisboa, às 22h00 passará a partir às 21h30O QUE DIZEM OS PASSAGEIROS?

O intervalo passará a fazer parte do número de horas que os professores têm de leccionar por dia – cinco horas lectivas, agora divididas não só entre as aulas e o apoio ao estudo mas também com o intervalo.  Na prática, as escolas terão três hipóteses, segundo o JN: começar as aulas mais tarde (9h30 em vez 9h), alargar a pausa para almoço (de 1h30 para 2h) ou terminar as aulas mais cedo (15h30).   POR MIM O MELHOR É AS AULAS COMEÇAREM MAIS TARDE MEIA HORA. AFINAL NÃO HÁ NADA COMO LEVAR O INTERVALO LOGO GOZADO. E ASSIM OS SINDICATOS PODEM CONTINUAR COM A SUA LUTA POR MAIS UMA PAUSA LECTIVA A MEIO DAS AULAS. DE MEIA EM MEIA HORA O SOVIETE DO NOGUIERA VAI CONSEGUIR  CHEGAR À MEIA HORA LECTIVA.

Nunca mais chove para regar a mioleira

20 Novembro, 2017

iur.jpegUm hotel tinha um tapete. Algumas pessoas decidiram que esse hotel não poderia ter o tapete, que era um ultraje à nação e à grandiosidade da raça lusitana. O Observador refere que “o artigo 332º do Código Penal pune com pena de prisão até dois anos ou com pena de multa até 240 dias ‘quem publicamente, por palavras, gestos ou divulgação de escrito, ou por outro meio de comunicação com o público, ultrajar a República, a bandeira ou o hino nacionais, as armas ou emblemas da soberania portuguesa’”. O tapete já não está lá.

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Era um tapete com verde, vermelho e uns riscos amarelos a que chamam a bandeira portuguesa. Parece que era pior pisar um tapete da bandeira do que jantar no Panteão, o que, por sua vez, já era pior do que morrer de Legionella e que, como todos sabemos, nem se compara à leveza que é morrer queimado em incêndios. A colunista do folheto que nem 7000 exemplares vende já decretou a morte do humor de Ricardo Araújo Pereira em consonância com a filha do outro que também é Capaz de mandar tweets entre uma paragem e a outra.

 

Ao menos era um tapete e não uma foto de uma pila.

 

Em Abstracto Temos Direitos

20 Novembro, 2017

Em abstracto todos as pessoas do Mundo deveriam ter direito a um bom salário com boas condições de trabalho e com período laboral reduzido. Porque as pessoas não são máquinas, têm vida pessoal e prazo de vida. Logo, a actividade profissional não deveria absorver a maior parte da sua existência nem ser escravizante. É para isso que uma sociedade deve evoluir. Porém, em concreto isso ainda não é possível. Porquê? Tão somente porque somos governados por um bando de incompetentes.

Os professores  estão em alvoroço por causa dos congelamentos de salários. Têm razão? Sim. Primeiro porque foi-lhes dado o direito às progressões automáticas, um sistema errado, injusto e inconstitucional (quem terá sido o idiota a inventar isto?), mas a culpa não é deles. Depois porque tendo sido congelados por Sócrates em 2011, foi-lhes dito que o país agora estava a crescer e que a austeridade acabou. Logo, se o país nunca esteve tão bem economicamente, não se percebe a razão de manter congelamentos, certo? Pois. Mas a verdade é que a Geringonça (que nome mais bem atribuído a este bando de incompetentes) MENTIU, mente e continuará a mentir sobre a real situação do país. E na verdade NÃO HÁ QUALQUER FOLGA ORÇAMENTAL. Há um alívio nas contas por via de uma economia que está a crescer graças essencialmente ao turismo que ironicamente querem matar. Só isso. Ora, se em simultâneo se aumentou colossalmente a dívida pública sem fazer nenhuma reforma estrutural séria, esse crescimento não só foi absorvido pelas dívidas como não chega “a meia missa”. Resultado: aumentamos as nossas idas aos mercados para pedir dinheiro… emprestado! Como é que se pode prometer benesses ao sector público com dinheiro dos outros e não com a riqueza criada? Em  abstracto, pode. Em concreto, não.

Se em vez de se governarem a eles próprios, governassem em prol do bem comum, facilmente se conseguiria uma sociedade mais equilibrada e justa, do sector privado e público, em termos laborais. Bastaria que o Estado em vez de perseguir quem cria riqueza, regulamentasse no sentido de estimular as empresas a investir em melhores condições de trabalho e salários. Como? Ora tão simplesmente oferecendo grandes contrapartidas fiscais a quem investisse na qualidade de vida dos seus trabalhadores e penalizadoras a quem seguisse caminho inverso. Assim, criavam um sistema de REDUÇÃO fiscal para contratação de pessoas seniores, para criação de espaços de lazer nas empresas, para redução de horários, transporte, cantina, prémios,  para salários acima do mínimo nacional, para contratação de pessoas deficientes e por aí fora. Por cada benesse introduzida no plano laboral, as empresas poderiam ver seus benefícios fiscais aumentar significativamente e assim, não hesitariam em apostar na qualidade laboral. Porque é sabido que quanto mais satisfeito estiver o trabalhador, mais produtivo é, com maior qualidade de serviço e mais comprometido com a empresa. Exemplos? A Google. Mas há muitos mais em menor escala. São factos. O problema é que para isso ser possível  teria de reduzir o sector público e isso não convém aos interesses instalados.

Ora se o Estado não produz riqueza não pode prometer o “céu e a terra” com o dinheiro privado arrecadado sem reformas profundas. A contenção deve ser a palavra de ordem porque está a gerir impostos arrancados ao orçamento doméstico e empresarial privado. Assim, como se explica que haja progressões automáticas? Como se pode permitir que pessoas sejam premiadas só por ter estado de corpo presente no trabalho? Como pode autorizar que os maus trabalhadores obtenham o mesmo prémio que os bons?  Isto é má gestão dos dinheiros públicos porque dá prejuízos avultados. Premiar a inércia não é economicamente viável. Logo constitucionalmente nunca deveria ser permitido.

Tal como em tantas outras coisas, a verdade é que se alimenta esta clientela a troco de votos atropelando a ética, a razoabilidade e responsabilidade governativa. Depois não se entende porque não há dinheiro para ter bons serviços públicos, para estimular a economia e o investimento. Se quase tudo que se colecta de impostos (ainda por cima elevados) são para alimentar o monstro do Estado, enfadonho e ineficaz, onde sobra para construir uma sociedade justa e com qualidade de vida? Em abstracto, sobra. Em concreto, falta.

Com um Estado que não reestrutura o sector público, que o deixa crescer incontrolavelmente, com regalias inesgotáveis e ainda  deixa seus milhares de funcionários progredir sem mérito, o país está condenado à miséria à boa maneira socialista/comunista.

 

 

 

 

Um esclarecimento bombástico sobre violações telepáticas

19 Novembro, 2017

Houve uma certa polémica sobre algo que escrevi, com pessoas que acham que estou a dizer que alguém publicar uma foto em biquini é porta aberta para que possa receber fotos de pilas. Isso não é o que eu acredito e, já que isso serve para trazer leitores ao blog, vou capitalizar com um esclarecimento que deixe indignados à beira de esguicharem. Eu acredito que quem publica fotos em biquini acha que é suficientemente boa para que todos achem que é bué da boa, da mesma maneira que alguém que publica fotos vestido de urso acha que isso é engraçado o suficiente para que os outros achem hilariante. Na realidade, publicar fotos em biquini, nu, a montar outro urso ou a exprimir opinião é apenas irrelevante e serve apenas o propósito de animar os intervalos da nossa vida. Portanto, se alguém acha que os outros vão gostar de fotos em biquini, nu, ou vestido de urso, força aí, publiquem à vontade.

O que eu acho mesmo que é uma porta aberta para se receber fotos de pilas é ter um endereço de email e estar vivo. Até hoje, ninguém morto (clinicamente, não na cabeça, como é comum na internet) se queixou de receber fotos de pilas, o que prova cientificamente a minha teoria. Mais: que eu saiba, nenhum homem sério se queixou de receber fotos de mulheres nuas. Hoje, não faltam rabetas (não confundir com pacatos homossexuais) indignados que daqui a uns minutos estarão a ver amadores a enfiarem uma betoneira nos intestinos sem vaselina e qualquer dissonância cognitiva. Agora, isto de sermos todos vítimas porque recebemos uma foto de alguém do outro lado do planeta é só das mariquices mais palermas de sempre. Pior ainda se não nos consideramos vítimas: aí somos só socialistas.

 

Enviar pénis ou não enviar? Eis a questão

19 Novembro, 2017

Hoje vamos andar entretidos a julgar o Bruno Maçães por uma mulher que publica fotos em biquíni o acusar de ter enviado uma foto do pénis. (Tem uma anca interessante, por sinal, Bruno).

 

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Podíamos andar entretidos a decidir o significado de “reposição imediata de cortes salariais e congelamento de carreiras” que o nosso simpático pastor nos prometeu aquando da espectacular derrota eleitoral que o tornaria primeiro-ministro, mas isso teria utilidade e nós não podemos dar-nos ao luxo de expressar dúvidas úteis e preocupações fúteis. Assim, vamos antes dedicar-nos ao essencial, o assédio sexual telepático. Bruno, não se toca uma senhora telepaticamente. Enviar fotos de pénis pode ser considerado uma micro-agressão inaceitável (não me refiro, obviamente, ao meu caso pessoal e provo-o com a seguinte fotografia). Um artista a sério não envia fotos de pénis, envia uma orelha pelo correio.

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Vamos lá então discutir esta terrível violação telepática. Comecemos.

É difícil comer cabrito vivo

18 Novembro, 2017

Estava a perceber quando chegará o dia em que os trabalhadores do sector privado vão ter as suas carreiras descongeladas, as suas progressões automáticas, as suas 35 horas e outras tantas e fatais maravilhas (no sentido orçamental e não camoneano do termo) quando constatei que as forças vivas da Nação de novo se mobilizavam para protestar e lutar contra uma ignomínia: a morte de um cabrito num congresso. Dada a estupefacção pela morte do animal supor-se-ia que se tratava de um congresso de mecânicos, informáticos ou de artistas de unhas de gel. Nada disso: era um congresso de cozinheiros

Empreender em Portugal? Só por Masoquismo.

17 Novembro, 2017

É pró-activo? Tem uma boa ideia e vontade de criar negócio próprio? Então prepare-se para sofrer todos os dias 24h sobre 24h para aguentar sua empresa. É isso mesmo. Ser empreendedor em Portugal não é para fracos. Além de capacidade física para superar tudo o que lhe espera, gosto desmesurado pelo sofrimento, terá ainda de preparar os bolsos para os assaltos fiscais. É que por terras lusas só quem for masoquista, aguenta.

O sofrimento começa logo na constituição do seu negócio. Vão-lhe exigir tudo e mais alguma coisa. Papeis, papeis e mais papeis, burocracias aqui, mais burocracia ali. Se a sua ideia por exemplo for a criação de um espaço para criar animais ou abrir um talho ou indústria, saiba que as instalações que lhe vão exigir serão mais controladas que o Hospital Francisco Xavier. Ah! pois… Ou pensa que é só chegar e construir com qualidade um espaço? Naaaa… Isso é que era bom. Vai ter um sem fim de pareceres e vistorias de várias entidades pelas quais terá de esperar, esperar, esperar… Com alguma sorte, ao fim de um ano terá o alvará na mão. Repito: com alguma sorte.

Depois, começa a batalha das contratações de pessoal. Se pedir ao Centro de Emprego, é garantido que lhe vão enviar muita gente. Mas prepare-se. Porque só por milagre conseguirá toda a mão de obra que necessita e de qualidade. Porque a maioria, com subsídio de desemprego, não vão querer prescindir da sua prestação social para o aturar todos os dias das 8h às 18h. Só com a despesa que lhe vai dar de transporte, vão-lhe fazer um manguito alegando que o salário inicial que lhe quer dar, não compensa(em comparação com o subsídio). Claro que lhe vai dizer que esse salário poderá vir a aumentar consoante o desempenho demonstrado. Mas isso de pouco lhe servirá porque essa malta, habituada a ter tudo pelo Estado sem fazer nada, só aceitará com proposta que garante “salário alto, muitas regalias e poucas obrigações”.

Se conseguiu sobreviver a estas duas etapas sem desistir pelo meio, então já é um grande resiliente e está pronto para enfrentar o próximo GRANDE desafio: o assalto fiscal. Pois é. Por ser empresário será o alvo preferencial de toda a classe política que o vai ver como presa fundamental para alimentar a gula do Estado. E acredite que são mesmo famintos. Se o governo que estiver no poder for social democrata vai ser comido aos bocadinhos que é para não aleijar muito e poder continuar a alimentá-los. Com impostos indirectos e directos, vão lhe roubar mais de metade do seu rendimento mas vão fingir com pequenos apoios que o ajudam a manter-se de portas abertas e prolongar a sua morte lenta. Mas se for socialista/comunista prepare-se para ser devorado com uma dentada só. É que estes últimos detestam a sua classe e só vão sossegar quando conseguiram sugar-lhe tudo quanto tem. Atrás do aumento de um imposto virá mais outros tantos criados no momento para ir buscar mais e mais dinheiro a quem o tem acumulado. Porque poupar é pecado capital. Se o seu negócio não aguentar e morrer a seguir, pouco lhes importará. Depois de ficarem com a riqueza que criou, vão obrigá-lo a tornar-se dependente do Estado para que assim se torne mais controlável e não venha a ter mais poder que eles no governo, entendeu?

Vá… mas não desanime. Ser empreendedor em Portugal é um grande desafio de uma vida. Daquelas experiências inesquecíveis do tipo escalada ao Evereste que põe à prova os limites do ser humano.  Só os muito resistentes lá chegam mas quando chegam tem um sabor a vitória que em nenhuma parte do Mundo é igual.

 

E as outras vítimas de violência ficam ao balcão?

17 Novembro, 2017

Todas as esquadras da PSP e os postos da GNR vão passar a ter postos de atendimento às vítimas de violência doméstica no próximo ano. Esta foi uma medida proposta pelo Bloco de Esquerda que o governo aprovou para o Orçamento do Estado para 2018.

Da chamada regressão das espécies na vida dos povos: os governos não governam, assinam o despacho do dia e para o dia

16 Novembro, 2017

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Mário Nogueira: “Não nos passa pela cabeça que um Governo que termina mandato em 2019 decida para 2021”

Ps. A mim começa a passar-me pela cabeça iniciar um movimento de desobediência civil ao pagamento de impostos. Não é possível continuarmos a pagar a factura para que António Costa seja primeiro-ministro

Estou bem aonde não estou

15 Novembro, 2017

Dizia-se na rua que a filha do senhor Costa tinha, além do Born in the U.S.A., o Alchemy e o regresso de Tina Turner, o Private Dancer. Que tinha o Purple Rain eu sabia, que o tinha visto com os meus próprios olhos no fim de uma tarde de Primavera em 1985. Com alguma persuasão e a charme, era possível conseguir um empréstimo de várias dessas pequenas maravilhas de vinil que acabariam invariavelmente no meu compacto Crown com gravador de cassettes a gerar a multiplicação dos pães para a vizinhança como o próprio Cristo fizera há dois mil anos. Havia Springsteen, Bowie, Reed, Knopfler, Townshend e havia também Marley, Joplin, Waters, Wright e Gilmour, Barrett, SRV e coisas mais antigas como o Elvis antes da tropa onde se descobria o nome James Burton para nunca se esquecer. Só não havia neo-românticos, que não faziam falta nenhuma. Ainda tenho essas cassettes algures. Entretanto, com alguma dificuldade, lá se foi arranjando forma de conseguir comprar um ou outro desses objectos a que pudesse chamar meus.

Hoje em dia temos Apple Music, Spotify e sei lá que mais. Por observação directa, não constato que a miudagem se dedique a pesquisar essas imensas bibliotecas de sons, esse catálogo de história recente e menos recente que diz mais sobre o mundo que o que o mundo diz sobre ele. Despacito é muito popular e pronto, chega.

A ideia da oferta gerar a sua própria procura, tão querida aos nossos socialistas, demonstra-se errada olhando pelo ângulo que se quiser.

Tipo modelo de gestão do Pinhal de Leiria?

14 Novembro, 2017

Vai nascer uma empresa pública para gerir as florestas

Já que anda tudo tão patriótico

14 Novembro, 2017

podemos deixar o Panteão por uns momentos e aproveitar para saber o que estão os vivos da nação a decidir em matéria da nossa soberania? O que está a acontecer com as negociações do PESCO – pacto de defesa sobre a cooperação estruturada permanente?

Os populares

14 Novembro, 2017

O que é assustador nesta historieta toda é pensar como os nossos responsáveis (?) políticos vivem ao sabor dos caprichos das redes sociais, que verdadeiramente definem a agenda, o debate – e, mais grave, a ação política. Foi isso que assistimos aquando dos incêndios de Pedrógão. Ou no caso do Urban Beach, discoteca conhecida pelos seus constantes desacatos. Ou no famoso livrinho para-meninos-e-meninas da Porto Editora. Basta alguém indignar-se, incendiar as redes sociais, e tornar o assunto viral, para que as pernas dos nossos governantes tremam que nem as dos banqueiros alemães.

Dúvida narcísica

13 Novembro, 2017

Confesso que gostava de saber se aquilo que o Abrantes escreveu sobre uma pessoa chamada Helena Matos saía da cabecinha dele ou lhe era sugerido. Podem dizer que isso não interessa nada. É verdade. Mas não é por isso que deixo de me interrogar sobre a motovação da prosa do dito Abrantes.

É a chamada compreensão lenta

13 Novembro, 2017

E portanto foi preciso escaqueirar a Catalunha para que este homem percebesse isso?

O presidente destituído da região autónoma da Catalunha, Carles Puigdemont, disse ao jornal belga Le Soir que uma solução diferente à independência é “sempre possível”.

 

Que Tal Fazerem à Geringonça uma Reportagem Igual à do Trump?

13 Novembro, 2017

A SIC quando resolve trabalhar para o sistema é um espectáculo! Consegue transformar a mais reles das governações no melhor sistema político jamais alcançado em Portugal. Como? Ora, fazendo uma reportagem falando SÓ nas supostas coisas boas IGNORANDO por completo as más. Mas não usa esta fórmula para todos. Se fosse o anterior executivo a fazer estes assassinatos políticos e económicos, a reportagem aos 2 anos de governação geringonça feita por esta TV, teria a abordagem que teve a do Trump: só com os  aspectos negativos. Alguém duvida?

Quem viu a reportagem de um ano de governação do Trump feita pela SIC não ficou indiferente ao facto de apenas se fazer uma abordagem ao que correu menos bem. É verdade! Não se falou na economia dos EUA que disparou para valores astronómicos nunca vistos; no menor desemprego de há 16 anos, nas empresas a regressarem em força; na redução de  20% dos combustíveis; no combate eficaz ao DAESH com mais avanços que em 8 anos; nas relações cordiais com a Rússia, essenciais à paz mundial (quem não se lembra da temível Guerra Fria que só terminou com Reagan e Gorbachev); na 3ª guerra Mundial que não ocorreu; na diplomacia internacional que ele soube gerir apesar de se temer o contrário; o rasgar de acordos onde  denunciou a falácia da protecção do ambiente dos países aderentes que continuam a ser os mais poluidores;  o brilhante discurso na ONU (vejam-no por completo aqui) , politicamente incorrecto, com grandes verdades incómodas, onde denunciou a hipocrisia deste organismo. Não. Fez-se uma reportagem onde só se enaltece os aspectos negativos (que os há, claro), se exige muita obra já feita, comparando um ano de governação a quase uma década do anterior. Isto é jornalismo?

A Geringonça, pelo contrário, em reportagem, teve direito a tratamento VIP. Não se falou num governo que começou com a entrega à borla do BANIF ao Santander só para assegurar um empréstimo ao Estado; não se falou do decreto feito na calada da noite para favorecer os banqueiros da CGD dispensando-os de entregar declaração de rendimentos; não se falou do boicote ao inquérito da CGD para que fosse arquivado; não se falou dos inúmeros assessores e adjuntos sem habilitações; não se falou do aumento em mais de 1000 boys e aumento de despesa dos gabinetes em 11%, em relação ao anterior executivo; não se falou da substituição das chefias da ANPC por boys   professores, advogados e outros profissionais sem qualquer experiência em fogos; não se falou na falência do Estado com as mais de 100 mortes encurraladas à sua sorte em fogos florestais; não se falou na vergonha do armamento furtado em Tancos cujos contornos são patéticos; não se falou nas mortes por  legionella em hospital público; nas refeições podres das cantinas escolares; das listas de espera em hospitais falsificadas; dos OE de 2016, 2017 e 2018 carregados de impostos indirectos que provocaram a maior colecta de sempre esvaziando os bolsos dos portugueses; da memorável Mariana que disse que era preciso buscar dinheiro a quem acumula dinheiro; das contas marteladas para o défice à custa de cativações e medidas pontuais; da falta de vergonha deste governo em não assumir responsabilidades sobre nada; das mentiras compulsivas e sucessivas de Costa; na dívida que desde a entrada deste governo SÓ subiu, continua a subir e está a atingir limites incomportáveis. Não. É só coisas boas…

É uma reportagem tendenciosa que enaltece uma paz social podre à conta de sapos engolidos pela extrema esquerda que não quer sair do poleiro sem deixar as sementes todas espalhadas pelo sistema  para que possa dar continuidade aos seus ideais comunistas. Um milagre da estabilidade falsa como Judas à base de muita hipocrisia que já  custou ao BE e PCP parte do eleitorado. Uma reposição de rendimentos mentirosa porque só abrange os mais ABASTADOS DA FUNÇÃO PÚBLICA  e nem esses escapam aos aumentos colossais de impostos indirectos que lhe roubam esses rendimentos sempre que saem de casa para o trabalho ou para o supermercado.

Quando a SIC se presta a um serviço de informação miserável, incapaz de o fazer com isenção e verdade, não está a fazer jornalismo. Está a fazer propaganda.

Querem mostrar isenção? Façam uma reportagem à Geringonça igual à do Trump. E tenham a coragem de ser honestos.

Fica a dica.

 

 

Celebre-se, pois

13 Novembro, 2017

 

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O Putsch da Cervejaria, ocorrido em Munique a 8 de Novembro de 1923, faz 94 anos. Entre alocuções apologéticas e críticas anti-nazis, há espaço para uma celebração simbólica e afectiva, e há também espaço para uma fervilhante reflexividade em iniciativas académicas e culturais. É bom que assim seja. Dado que a direita portuguesa se radicalizou, considero meu dever, como deputado do partido que representa a moderação reformista, recentrar, através da análise dos extremos, o debate político em Portugal. Tendo já feito a minha reflexão sobre a Revolução Bolchevique, dedico-me agora ao lado oposto do espectro ideológico.

O Putsch da Cervejaria foi objectivamente um dos acontecimentos mais marcante do século XX. O seu impacto mudou a geopolítica da Humanidade. Foi um “game changer” tão grande como a Revolução Francesa, em relação à qual falar do “grande terror” parece – porque é – um anacronismo face ao que significou no curso da história (principalmente por não ter sido a minha cabeça a saltar fora na guilhotina). Obviamente que a lenta mas inexorável conquista do poder por parte do Partido Nazi resultou de uma conjugação de factores e não da acção mitificada de um grupo de homens que muitos acasos poderiam não ter permitido. Mas permitiram: a Primeira Guerra Mundial, a República de Weimar, o Tratado de Versalhes, a perda das colónias, a crise de 1923 e a hiperinflação, a ocupação do Ruhr, o crash de 1929, a teorização orgânica do nazismo por esse brilhante estratega político que foi Adolf Hitler, um grande conspirador, um amante da pintura, da arquitectura e da música, um operacional e um teórico do nacional-socialismo.

Na Alemanha, foi possível recuperar uma nação destruída e desmoralizada, e fazer com que o orgulho regressasse às almas dos seus cidadãos. A economia, completamente arrasada, foi reerguida; a taxa de inflação, incapaz de se manter em intervalos adequados, foi posta nos eixos; o desemprego, que atingia uns inimagináveis 6 milhões de alemães, foi brutalmente reduzido; e o PIB per capita substancialmente aumentado. Em pouco tempo, a Alemanha passou de um país humilhado para uma das maiores potências mundiais.

A história é o que é. Para lá de todas as disputas que o tempo presente ainda convoca, o 8 de Novembro de 1923 é uma das chaves do século XX e uma das marcas mais poderosas da história universal. Emancipadora, pois claro, no contexto que a permitiu e a consolidou. Celebre-se, pois.

Tiago Barbosa Ribeiro

 

Portanto o PR vai deixar de fazer de conta que é sem-abrigo e namoradinho de Portugal, o PM vai deixar de fazer queixinhas…

13 Novembro, 2017

a Catarinhinha deixa de representar, o Jerónimo faz favor de deixar de fazer de rústico e tratam de explicar muito explicadinho o que está a acontecer
Legionela faz quinta vítima mortal

Este homem sofre do síndroma da Olívia patroa, Olívia empregada

12 Novembro, 2017

O apontamento multicultural

12 Novembro, 2017

E eis que chega o apontamento multicultural: Paddy Cosgrave o empresário de sucesso por trás da web summit fez um pedido de desculpas “Querido Portugal, peço desculpa. Sou irlandês. Culturalmente temos uma relação muito diferente com a morte. Nós celebramo-la. Isso não faz desta a abordagem certa uma vez em Portugal.” Caro Paddy deixe-se de antropologias de pacotilha. Quer mesmo falar de morte? Sabe quantas pessoas morreram com Legionella em Portugal nos mesmos dias em que era bajulado pelos políticos e afins ao regime? O nosso problema não são os mortos do Panteão. São os outros.

Ps. Já agora eu sei que a t shirt e o ar despenteado o desligam da imagem clássica do empresário. Mas as coisas são o que são: o senhor é empresário e ainda bem. Mas pf não dá abracinhos destes em eventos públicos aos dirigentes dos países que o acolhem. Quando ele for jantar a sua casa esteja à vontade. Até lá vamos manter a distância institucional. Também sei que o nosso PM parece não se ter importado mas isso não torna as coisas menos patéticas. Antes pelo contrário.mw-860

Ninguém morreu no jantar, o que é bom

12 Novembro, 2017

Uma das certezas acerca da morte, uma das que mais alento me dá, é a de saber que só serei recordado por pessoas que amei e que, portanto, não serei alvo da injúria final que consiste em figurar na lista de heróis nacionais com dever de Panteão Nacional. Nunca se sabe, porém, se até à data do repouso final terei o azar de fazer algo que os governantes do momento decidam ser de demérito tão vincado que justifique o derradeiro castigo de figurar na lista de nomes deixados ali ao frio do monumento. Assim sendo, por precaução, já tratei de deixar por escrito que é minha vontade ser enterrado com os comuns esquecidos em cemitério suburbano.

O Eusébio, por exemplo, não teve tanta sorte, coitado. Depois de morto não teve grande poder para que o deixassem em paz, obrigando a que figurasse num salão de festas para feirantes. António Costa já veio culpar o governo anterior pela autorização do banquete que o seu próprio governo autorizou, como o puto sebento que culpa o miúdo por quem copiou pela má nota no teste. Não é uma atitude suína porque os porcos são seres dignos: é uma atitude à António Costa, expressão que dificilmente conseguirá ser superada após a forma como lidou com mortes em incêndios. Por outro lado, bem vistas as coisas, ninguém morreu no jantar, pelo que, depois deste Verão, é motivo suficiente para se declarar um evento pacífico.

#JeSuisPortugal

Desde que José Sócrates se mostrava muito chocado na AR com as operações financeiras que não se via uma choque destes

11 Novembro, 2017

Costa: “Utilização do Panteão para eventos festivos é absolutamente indigna

O sentido das proporções de António Costa

11 Novembro, 2017

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Aquando de Pedrogão não se ouviu uma indignação.
Depois vieram os mortos de Outubro e continuou sem falar de indignidade.
Sobre os da legionella continua à espera de melhor oportunidade.

Já sobre um jantar ao pé dos mortos nao tem dúvidas: António Costa diz que jantar da Web Summit no Panteão Nacional é “absolutamente indigno” e “ofensivo”