a orfandade da direita
Em qualquer país europeu, os blocos políticos com aspirações ao governo organizam-se em dois, um que representa a esquerda, outro que representa a direita, partindo ambos do centro, onde invariavelmente se encontram os votos que desempatam e ganham eleições. Em Portugal, nas eleições que teremos este ano, sobretudo nas legislativas de Outubro, o cenário é o seguinte:
- O PSD enjeitou a direita, diz-se um partido de centro e centro-esquerda, afirmando que prefere reduzir-se à insignificância do que ser identificado com semelhante coisa;
- O CDS ultrapassou uma linha intransponível, que foi aliar-se ao fisco contra os cidadãos, abrindo as contas bancárias das pessoas com depósitos superiores a 50 mil euros à devassa dos agentes da nova PIDE. É uma linha intransponível e, sobretudo, indiciadora de uma predisposição inaceitável;
- A Iniciativa Liberal costuma considerar a direita como uma manifestação de conservadorismo que o liberalismo não aceita;
- A Aliança é um projecto meramente pessoal de Pedro Santana Lopes, onde não se viu, ainda, o vestígio de uma ideia que o seja;
- O Chega, bom, o Chega é aquela coisa liderada por um comentador televisivo de futebol, cujo ponto programático fundamental parece ser a castração química dos pedófilos. Estamos conversados.
Isto significa que, pela primeira vez em democracia, nas próximas eleições legislativas, a direita não terá em quem votar. Que o PS as ganhará e se manterá no poder com a geringonça, ainda que, desta vez, provavelmente não se aguente uma legislatura. E que os partidos que tradicionalmente representavam a direita (PSD e CDS) ou que a poderiam passar a representar (IL e Aliança) levarão um banho que os condenará à insignificância e obrigará a que a direita se refunde.
Para isso, só vejo um nome possível: Pedro Passos Coelho. Ponham os olhos em Espanha e no que tem feito o Aznar.
A propósito da amnésia de Vasco Lourenço
Vasco Lourenço responde hoje no PÚBLICO a João Miguel Tavares a propósito de um texto que JMT escreveu sobre Marcelino da Mata. Para lá do extraordinário esquecimento de Vasco Lourenço de si mesmo – Marcelino da Mata, segundo Vasco Lourenço, combateu na “guerra colonial” não esclarecendo em que guerra combateu ele mesmo, Vasco Lourenço, e já aqora que actos tem para recordar. – Mas voltemos a Marcelino da Mata e à tortura de que este foi vítima em 1975.
Como Vasco Lourenço não pode deixar de saber entre as pessoas que torturaram Marcelino da Mata encontravam-se civis e também militares. Aliás os militares estiveram presentes logo na captura das pessoas que nesses dias foram torturadas no RALIS e o RALIS como Vasco Lourenço ainda não deve ter esquecido era um quartel, logo os militantes civis do MRPP não entravam lá dentro transportando outros civis em viaturas militares só porque achavam que aquele local era melhor para interrogatórios do que a vivenda do Restelo onde tinham começado a torturá-los.
Aliás Marcelino da Mata tem repetido que enquanto foi torturado estiveram presentes o tenente-coronel Leal de Almeida, comandante no RALIS, e o capitão Quinhones.
E a não ser que a amnésia seja mesmo galopante Vasco Lourenço também não deve ter esquecido o que queriam saber os civis e militares que de 15 a 17 de Maio de 1975 torturaram Marcelino da Mata e outros sequestrados como o ex-fuzileiro José Jaime Coelho da Silva e sua mulher Natércia Coelho da Silva, o juiz Francisco José de Abreu Fonseca Veloso e o seu filho, o aspirante José António Veloso.
Aquilo que os torturadores pretendiam obter eram as provas da ligação de militares como Jaime Neves e Salgueiro Maia à chamada rede reaccionária. Obviamente também procuravam a confirmação da proximidade de Arnaldo de Matos com os reaccionários (A luta entre a linha negra chefiada por Saldanha Sanches e a linha vermelha liderada por Arnaldo Matos estava a ocorrer: dentro de meses Saldanha Sanches sairá do MRPP e escreve um livro demolidor intitulado O MRPP instrumento da contra-revolução.)
Em resumo, os esquecimentos de Vasco Lourenço são a forma mais rápida de não se confrontar com a degradação a que em 1975 tinham chegado as Forças Armadas.
Não deixa ainda de ser comovedor que Vasco Lourenço ao descrever o papel de Dinis de Almeida no retirar os presos do RALIS diga que estes os levou “para lugar seguro”. Certamente também esqueceu que o “lugar seguro” era a prisão de Caxias. Ironia, não é? Um ano depois do 25 de Abril a prisão de Caxias tornava-se o “lugar seguro” onde se colocavam algumas pessoas a salvo da violência revolucionária.
Os presos, à excepção de Natércia Coelho da Silva, que entretanto fora colocada em liberdade e deixada pelos militares do RALIS na gare de Santa Apolónia, acabariam por ser levados de facto para “o lugar seguro” de Caxias, sendo que no caso de José Jaime Coelho da Silva o seu estado de saúde degradara-se a tal ponto que ainda foi levado ao Hospital de Santa Maria, onde entra com um nome falso e com a indicação de que sofrera um acidente de viação. Como o médico que o observa o quisesse internar, os militares levam-no para o Hospital Militar Principal e daí para Caxias. Entra ali a 19 de Maio. Tal como acontece com os outros transferidos do RALIS é colocado em rigoroso regime de incomunicabilidade durante meses.
Obs. Estes e outros factos foram por mim tratados no artigo “Morte aos traidores!”
Venezuela – Portugal

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Deve ser pela cor da minha pele
Ser jornalista hoje, salvo algumas excepções, não é relatar factos com isenção e seriedade. É aldrabar, manipular, distorcer, contornar, fabricar “verdades” alternativas. Só não vê quem “usa palas”. Qualquer cidadão atento tropeça diariamente neste lixo jornalístico que promove agendas políticas ligadas ao sistema mas diz-se independente. Tropecei esta semana em vários textos execráveis de tão falaciosos que são. Sobre o quê? Racismo, pois está claro, o tema favorito dos partidos que promovem o vitimismo como meio de subsistência.
O primeiro tropeção foi com Fernanda Câncio essa pérola jornalística que se contorce mais que as minhocas sempre que quer fazer valer um ponto de vista mesmo que sem pontas por onde se pegue. No seu texto “45 Anos de negação” conta a história do “pobre e indefeso” Helder Amaral deputado do CDS que em entrevista lhe revelou ter sido alvo de “racismo” e das implicações que isso teve na sua vida. Sem colocar em causa o depoimento de Helder Amaral, esse mesmo testemunho, poderia ser de qualquer outro cidadão de outra cor qualquer, de outra religião qualquer, com deficiência física, com óculos graduados, pobre, com obesidade ou magreza. Qualquer um. Mas, claro está, o que importava à jornalista era fazer passar a mensagem de que em Portugal temos “muito racismo”. Porém, e para quem não sabe, esta mesma jornalista tinha entrevistado Camilo Lourenço sobre o mesmo tema. Mas este, ao contrário de Helder Amaral, não se vitimizou pela cor. Referiu apenas que os ataques que sofreu não foram por racismo mas por estupidez humana e que essa estupidez existe em todo o lugar. Deve ter sido por isso que Câncio não o quis mencionar neste seu texto. Pois claro, estragava a narrativa vitimista que se pretende e assim não dá para crucificar os portugueses. Pois é, mas o facto é que: Helder Amaral é deputado; António Costa é primeiro ministro; Van Dunem é ministra da Justiça; Quaresma joga na primeira liga; PS tem uma deputada cigana; Patrícia Mamona é atleta medalhada no atletismo; Anselmo Ralph vende milhões de discos; Mamadou Ba é assessor no Parlamento!!!! E tantos tantos outros!!! Se houvesse racismo em Portugal, jamais teriam chegado tão longe.
O segundo tropeção foi no texto do Daniel Oliveira no Expresso, outro obcecado em mostrar racismo em Portugal à força toda. Diz ele no seu texto ” A Bosta do racismo” : (…)Mamadou Ba permitiu que este país, que o Estado Novo ensinou que era excepcionalmente tolerante, exibisse finalmente o seu racismo sem filtro. Ou seja, entende esta criatura que as reacções ao comentário de Mamadou onde incita ao ódio e rotula os policiais de “bosta da bófia” mostram “racismo” e são despropositadas porque coitadinho até nem quis insultar, “nós” é que empolamos as coisas. Esqueceu-se claro, de dizer que enquanto alguns reagiam às declarações deste assessor do Parlamento de forma efusiva (em resposta às palavras execráveis do Mamadou), do outro lado da barricada, jurava-se morte aos portugueses e dizia-se textualmente” Tugas, vocês são uns merdas, não valem nada. Vocês são um lixo de pessoas. Estamos aqui para vos tirar tudo, o vosso trabalho, o vosso dinheiro, as vossas mulher” e multiplicavam-se comentários nas redes deste género contra os portugueses. Também se ignora que Mamadou em suas palestras fez exactamente o mesmo com nosso legado histórico e cultural e exigiu o fim da GNR e PSP. Daniel só mostra o que lhe convém porque também ele trabalha para o sistema.
Depois veio o terceiro tropeção. No texto de quem? Só podia ser do tio Anacleto Louçã que no Expresso (este jornal colecciona-os a todos!) entrou a correr salvar Mamadou no texto “A política suja contra Mamadou” onde passa uma esfregona nos factos para tornar este senhor numa vítima. De quê? Ora de racismo, claro. Está na moda e traz votos às extremas esquerdas marxistas mentirosas.
Porém, na África do Sul, os brancos não têm sequer acesso a cuidados hospitalares, nem podem possuir bens, são desprovidos de quaisquer direitos humanos. Isto sim, É RACISMO e praticado por NEGROS. Mas Câncio não vê interesse em falar sobre isto. Nem Daniel Oliveira, nem Louçã, nem o Expresso porque é racismo sobre brancos.
Fica assim claro que, sobre este tema, só falam meias verdades. E meia verdade não é uma verdade. E o jornal Expresso promove este “jornalismo independente” de forma consciente. Ainda esta semana publicou um artigo intitulado “Mulher negra alvo de violência no metro na Suécia” onde não teve qualquer problema em fazer destaque da cor e da violência. Mas esqueceu-se de destacar que se tratava de alguém que se recusava a pagar e a sair da carruagem obrigando ao uso da força. Mas já noutro artigo “Trinta suspeitos furtam artigos desportivos em centro comercial do Carregado” omitiu a cor e teve o cuidado de referir que no furto à loja não houve agressões nem ameaças aos funcionários. Portanto, fizeram passar a mensagem de uma actuação agressiva das autoridades sobre uma negra, no primeiro artigo e um assalto de 30 pessoas, sem cor, “muito pacíficas”, no segundo. Este jornal deve pensar que comemos gelados com a testa.
Enquanto isso, eu que sou branca e portuguesa desde que nasci, trabalhei ao volante de um empilhador numa fábrica de blocos, nas limpezas, no apoio domiciliar a idosos, passei a ferro para fora, guardei crianças e que para ter o que tenho tive de fazer muito calo desde os 17 anos ( que ainda se vê nas minhas mãos), até hoje, nunca tive a “sorte” de ter um lugar altamente destacável, altamente remunerável sem mexer muitos músculos, como essas “vítimas de racismo” – Mamadou Ba e Helder Amaral – em Portugal. Deve ter sido pela cor da minha pele.
Regionalização: boa para os políticos, péssima para Portugal
Uma pergunta: e se considerarmos a ministra como uma interrupção da gravidez mal sucedida?

“História” concisa, aproximada e descontraída de Portugal (4)

Durante o longo reinado de Augusto, figura maior da implantação e alargamento do Império Romano, a Península Ibérica é dividida em três províncias: a Bética, que reunia uma grande parte da actual Andaluzia e uma parcela da actual província de Badajoz; a Lusitânia, que compreendia todo o actual território português a sul do rio Douro e uma boa parte da actual zona de fronteira ocidental de Espanha; e a Tarraconense, a gigante província limitada pelos Pirenéus, pelo Mediterrâneo e pelo Oceano Atlântico, que era aquela onde se encontrava o actual território português a norte do Douro. Todas as cidades que lhes serviram de capital falam, nos nossos dias, espanhol (Tarragona, que liderava a Tarraconense, gosta mais de falar catalão, mas isso é um outro assunto, tão complicado que acho melhor não me meter). Só com a reforma administrativa do Imperador Diocleciano, que dividiu, três séculos depois, a Tarraconense em três províncias – Tarraconense, Cartaginense e Galécia –, é que Bracara Augusta (Braga) assumiu esse estatuto. Com essa nova configuração, todo o futuro Portugal a norte do Douro passa a pertencer à Galécia, e Braga é a capital de todo o noroeste peninsular.
Temos assim que a Lusitânia, terra que tantos tentaram fazer coincidir com Portugal, tinha a sua capital, Mérida, no actual território espanhol. Além disso, e ainda mais sintomático, a pátria de Viriato nunca encerrou em si as áreas localizadas a norte do Douro, onde se encontram alguns dos lugares mais importantes no processo de fundação da nacionalidade. Guimarães, por exemplo, fez parte da província Tarraconense, primeiro, e da Galécia, depois; o Porto, de onde “houve nome Portugal”, também nunca pertenceu à Lusitânia; e Braga, cuja importância eclesiástica se revelou fundamental nas manobras independentistas, muito menos.
Festa com ácidos

Por mero acaso, fui parar a uma página na internet sobre o evento promovido em Outubro passado pela Câmara Municipal do Porto chamado “Politics of Survival”. Percebi que tal iniciativa se insere no PLÁKA que é algo que “reúne projetos que consubstanciam a política municipal de apoio à prática artística contemporânea no Porto, dando forma às iniciativas“.
Confesso que só dediquei mais de 15 segundos a isto porque verifiquei que o “Politics of Survival” foi produzido pela Visões Úteis que, como sabemos, tem Catarina Martins como Presidente da Mesa da Assembleia Geral, foi fundada pelo marido da líder do Bloco de Esquerda, o respectivo director artístico e director financeiro é sócio de Catarina Martins na Cassiopeia cuja sócia maioritária é a coordenadora distrital do BE no Porto.
Ora bem, mas afinal o que é (ou foi) o “Politics of Survival”? Eles explicam:
“Politics of Survival tem o intuito de ativar e transmitir conhecimento, procurando nessa transmissão formas de emular os trajetos e fluxos das próprias ruas, baldios, praças e vistas. A cidade performa-se, o conhecimento também. A cidade alberga, o planeta também. Pensar a dimensão política da transmissão do conhecimento não podia deixar de implicar pensar o modo como nos posicionamos no mundo hoje. Enquanto seres humanos, procuramos sobreviver em múltiplos sentidos, conscientes de uma humanidade que se dissipa pelos cantos do mundo, transformando-os; conscientes de um clima cuja imprevisibilidade nos inquieta; de um conhecimento cuja própria sobrevivência queremos analisar. Enquanto produtores de arte e de pensamento, interrogar-nos-emos sobre os modos como as nossas práticas artísticas, individuais ou coletivas, ou como as pesquisas que fazemos e os textos que escrevemos podem transformar algo tão vasto como um planeta inteiro. Para se interrogarem connosco, chamámos filósofos, artistas, realizadores, arquitetos, geógrafos, urbanistas, ativistas, flanêurs e flaneuses. Recusamos o formato de aula ou palestra, interessa-nos antes a ideia do contacto direto, sem rede, sem teatralidade hierarquizante. Por isso o projeto abrange registos oficinais, conversas em círculo, derivas e videoscreenings, em busca de fios condutores que apontem soluções sem desenhar fechamentos.”
Ao contrário de mim, os leitores do Blasfémias terão certamente percebido do que se trata.
Envergonhado com a minha parolice, consultei um amigo entendido nestas coisas das artes que me disse que provavelmente se tratava de uma festa com ácidos.
Eu só sei que a Câmara Municipal do Porto entregou 20.000€ à Visões Úteis em ajuste directo de 12-09-2018 (fonte: base.gov) a coprodução e realização deste projeto.
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A errada privatização do que é público
Em Maio de 2018 a empresa Ernst&Young terminou uma Auditoria à CGD, empresa pública, relativa ao período 2000/2015 entregando o respectivo Relatório, ao que sabe, à CGD, ao Governo e ao Banco de Portugal.
Tal auditoria foi paga com dinheiros públicos, tendo custado acima de 700 mil euros. O seu objectivo seria averiguar de eventuais irregularidades de funcionamento em concessão de crédito, isto é de dinheiros públicos que se transformaram em dívidas públicas. Estava igualmente em causa perceber-se porque havia sido alegada a necessidade injectar 5 mil milhões de dinheiro público.
O Banco de Portugal, o Ministério das Finanças, a Caixa Geral de Depósitos, as Comissões de Inquérito, são todas instituições públicas, funcionando com dinheiro dos contribuintes, todos os documentos por si produzidos são por natureza públicos, salvo segredo de estado, o que não é o caso.
E apesar disso, de tudo ser público, de toda a informação relativa ao gasto de dinheiro públicos ser por natureza pública para o devido escrutínio e prestação de contas, a única coisa que se desconhece e que se tornou privada é o Relatório de Auditoria produzido pela E&Y.
Mamadou Ba, dirigente do SOS Racismo: “Não vou alimentar mais esta novela mexicana.”
De igual modo aguarda-se o vivo protesto por parte da embaixada do México e sob o lema “Não ao muro no mundo das novelas” “Não à discriminação da novela mexicana” espera-se pelas manifestações destas associações* que habitualmente acompanham o SOS Racismo nas suas denúncias. Note-se que em causa está a discriminação de Mamadou Ba face às novelas e dentro destas às novelas mexicanas. Uma dupla discriminação portanto. Gritemos todos “A novela também é Literatura e a novela mexicana Literatura é. ”
A saber: Afrolis – Associação Cultural; GTO Lx – Grupo de Teatro do Oprimido; MUXIMA; FEMAFRO – Ass. de Mulheres Negras, Africanas e Afrodescendentes; DJASS – Ass. de Afrodescendentes; Observatório do Controlo e Repressão; Casa do Brasil; CAIPE – Coletivo de Ação Imigrante e Periférica; Consciência Negra; Socialismo Revolucionário; SOS Racismo; Plataforma Gueto; Nêga Filmes; Ass. Cultural Moinho da Juventude; Associação Muticultural do Carregado; Khapaz – Associação Cultural de Jovens Afodescententes; Solidariedade Imigrante – Associação para a defesa dos direitos dos imigrantes (SOLIM); Associação Passa Sabi; Associação dos Filhos e Amigos de Farim (AFAFC); APEB – Ass. de Pesquisadores e Estudantes Brasileiros de Coimbra; Organização dos Estudantes da Guiné-Bissau de Coimbra; Letras Nómadas – Ass. de Investigação e Dinamização das Comunidades Ciganas; Em Luta; Teatro Griot; INMUNE – Instituto da Mulher Negra em Portugal; Associação Nasce e Renasce; Associação Krizo; A Gazua; Coletivo Chá das Pretas; Festival Feminista do Porto; A Coletiva; Núcleo Antifascista de Braga; UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta (Braga); STCC – Sindicato dos Trabalhadores de Call Center; AIM – Alternative Internacional Movement; Banda Exkurraçados; Hevgeniks; Kalina – Associação dos Imigrantes de Leste; Comunidade Bangladesh do Porto; União Romani Portuguesa; AMEC – Associação de Mediadores Ciganos; CIAP – Centro Incentivar a Partilha; Associação Mais Brasil; Coordenadora Antifascista Portugal; Associação Saber Compreender; GAP – Grupo Acção Palestina; GERA – Grupo Erva Rebelde Anarquista; Existimos e Resistimos; Rede Ex aequo; Porto Inclusive; Disgraça; Nu Sta Djunto; Outros Ângulos; Assembleia Feminista de Coimbra; UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta (Coimbra); Txiribit; Projeto Aparte; Instituto das Comunidades Educativas (ICE); Ass. Desenvolvimento do Minho Rural (ADMIR); Coletivo Tuía de Artifícios; Associação Cultural e Recreativa Estrela da Lusofonia; Sindicato dos Estudantes; Associação Actividade Motora Adaptada; ILGA – Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual, Trans e Intersexo.
Há uma tasca, pequena até para o enquadramento semântico da palavra “tasca”, que costumo frequentar. Possuo inúmeros motivos para a actividade, mas, para efeitos de síntese, posso resumir a apetência pelo mencionado estabelecimento como uma cuidada e aturada investigação da imbecilidade humana, a começar, obviamente, pela minha própria. Há coisa de um dia, outro dos regulares, que designarei por Albertino para proteger a privacidade do Zé João, estava com uma conversa daquelas conversas que só se conseguem ter em pequenas tascas:
– A sério, juro, pá! Carros a gazóil num bão baler nada! Bai ser tudo a pilhas, pá!
Perante a risota da plateia, entre mais uma pinga e um arroto, vou constatando que a democracia é um perigo: e se o Albertino, por obra e graça de meros chupanços de ego – ou do que quer que o Poder goste – acabasse num cargo governamental?
Um funcionário público, um voto (no PS)
Como?
CDSocialista
A propósito do tecido empresarial privado exportador e enquadrado em tema relacionado com os possíveis efeitos negativos do Brexit para Portugal, Assunção Cristas lamentou hoje em Guimarães que “o Governo não tenha nenhuma política dirigida para garantir e estimular o crescimento económico“.
Para um não-socialista o crescimento económico passa por o Estado sair do caminho e, precisamente, não ter “políticas de estímulo”.
Além do mais, um não-socialista não quer o Estado a beneficiar sectores específicos da sociedade em detrimento de todos os outros.
A este título convém lembrar que existem 800 mil empresas individuais e 400 mil sociedades em Portugal, mas apenas 25.000 são exportadoras. Equivale a dizer que só 2,1% de todas as empresas portuguesas (ou 6,2% das sociedades) têm relações comerciais com o exterior. Destas últimas, apenas uma minoria tem trocas com o Reino Unido.
Sabe-se também que 8 em cada 10 funcionários ao serviço das sociedades trabalham em empresas que operam apenas no mercado nacional.
Que razões apresenta o CDS para que o dinheiro dos contribuintes seja canalizado para apoiar uma ínfima parte das empresas portuguesas?

Bloqueada no Facebook por mensagem de ódio que não é minha!
Acabo de ser bloqueada pelo Facebook sob a alegação de que proferi mensagem de ódio e que essa viola os princípios desta comunidade. Ora isto faria sentido se de facto o tal discurso de ódio tivesse sido proferido por mim. Mas não foi. A publicação que deu origem a este bloqueio é um vídeo (veja aqui) de um personagem que vomitava ódio contra os portugueses e disse textualmente isto: ” Tugas, vocês são uns merdas. Tugas vocês são uns merdas, não valem nada. Vocês são um lixo de pessoas. Estamos aqui para vos tirar tudo, o vosso trabalho, o vosso dinheiro, as vossas mulheres.” Exactamente isto que acabam de ler. Este vídeo foi integrado num artigo de um jornal online e eu… limitei-me a partilha-lo sem acrescentar mais nada. Resultado? A PIDE do Facebook, ao invés de meter o infractor autor deste vídeos na “solitária”, mete quem o denunciou. Faz sentido? Sim. Porque a censura voltou e com mais força que no Estado Novo.


Enquanto eu sou bloqueada por denunciar e mostrar discursos de ódio produzidos contra a comunidade portuguesa, os meninos racistas e instigadores ao ódio do BE, Mamadou Ba e Joana Mortágua, andam aí livres e soltos, sem qualquer censura, pela rede social, a fomentar ideais radicais que fizeram tumultos e destruição por 5 dias consecutivos e sem fim à vista. Mais: os ataques são contra as autoridades de segurança e até bombeiros o que é gravíssimo. Mas tudo tranquilo neste país de bananas.
Mamadou Ba foi explícito quando chamou de “bosta da bófia” na rede social; Joana Mortágua foi explícita quando instigou contra as autoridades policiais sem inquérito prévio para apuramento dos factos. Ambos foram contra os princípios da comunidade facebookiana mas não têm acesso bloqueado à rede nem ao Parlamento. Digam lá se isto já não é uma anarquia, esse sonho molhado do BE?
A palavra de ordem é inverter valores. Na sociedade inteira. O que é correcto passou a ser condenado. O que é errado passou a ser louvado. Quem prevarica já não é quem instiga ao ódio, é quem o denuncia. E porquê? Porque querem provocar uma anarquia para que no meio do caos social surja um salvador que irá impor uma nova ordem social. Quem? Eles próprios, claro. É o plano já em marcha por décadas, iniciado por Gramsci e retomado pelas extremas esquerdas representadas aqui em Portugal pelo BE. São estes e só estes, que deixaram a luta revolucionária do proletariado e agora seguem a luta pelo marxismo cultural, essa peste que se infiltrou na sociedade através da escolas, jornais, revistas, as televisões, as rádios, para criar a sociedade ideal de “carneiros amestrados” incapazes de pensar por si e completamente dopados pela ideologia do pensamento único.
Mas não nos vão calar. Não vão conseguir essa sociedade podre sem valores nem ordem. Não vão! Cada vez que tentarem silenciar, ressurgiremos como uma fênix com mais força, mais vontade, mais determinação para acabar com esta podridão que vegeta já por demasiado tempo no Parlamento. É hora de limpeza. E vamos limpar Portugal deste lixo!
Aguardem. #NaoNosCalamos
O que vos parece?
Acham que se fizermos um levantamento de tudo aquilo que algumas pessoas escreveram na caixa de comentários do Blasfémias podemos dizer-nos vítimas de discriminação e ódio?
JMJ 2022 não tem contabilização financeira possível
Fernando Medina garantiu que a capital portuguesa fará os “investimentos necessários” para a concretização das JMJ em 2022. “Faremos os investimentos necessários a esta organização e que subsista, também, uma marca na cidade deste evento que perdure ao longo do tempo, é isso que vamos fazer”, afirmou.
Questionado sobre os custos que uma iniciativa como esta, considerada a maior da Igreja Católica, podem ter no município, Fernando Medina frisou que as JMJ têm, “acima de tudo, um impacto simbólico e um impacto social, de cidadania e político que não tem contabilização financeira possível”. (fonte)
Considerem-se avisados.
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Quem são e o que querem?
Sobre a opacidade destas associações veja-se ainda o alerta de Henrique Santos Pereira sobre o site da SOS Racismo: O máximo que consegui ver foi este separador, sobre nós, que não diz nada de essencial mas diz o que eu já calculava: uma associação de interesse público, que se está nas tintas para a informação do público.
O racismo do SOS Racismo
Vamos ser claros: Portugal não é racista. Num estudo recente, o nosso país lidera as listas com as menores taxas de violência e vitimização motivadas pelo racismo: 2%. Mais ainda, lidera também nos índices sobre a inclusão no mercado de trabalho (Fonte Renascença). Mas temos uma “Associação” que se diz do lado das vítimas de racismo a “lutar activamente” (já sinto o suor daqui) contra o “racismo” que identifica em tudo o que mexe. Ah! ainda identifica “racismo” nos outros países mostrando “preocupação” com a violação dos direitos humanos. O problema está, claro, neste paradoxo de ver racismos onde não os há, e ter cegueira profunda onde ele existe e mata indiscriminadamente. Vamos à prova dos nove?
Comecemos pelas preocupações desta malta com os “racismos” fora de Portugal. Houve ingerência nas eleições de Bolsonaro e de Trump por os considerarem racistas, xenófobos, misóginos, homofóbicos e tudo mais. Ora, como se viu e vê, nem Bolsonaro nem Trump, puseram ainda em marcha seus planos de “genocídio racista” que eles tanto propagandearam.
Porém, não se pronunciam quando se trata da África do Sul, onde neste preciso momento, fazendeiros brancos estão a ser chacinados (sim! chacinados!) com um teor de malvadez indescritível. Onde não se limitam a matar: arrancam as unhas; colocam crianças em água a ferver; espancam até à morte; estrangulam com cinto; arrancam olhos. Onde aos que sobrevivem, cospem, estupram, batem, impedem acesso a cuidados hospitalares, negam ajudas sejam de que tipo for. Onde o governo promete persegui-los com violência até tirar tudo o que têm adoptando o slogan racista “Black Fisrt, Land Fisrst”. Quando se trata também da perseguição aos judeus pelos islâmicos , dos cristãos pelo Boko Haram em África, da violação dos direitos humanos na Venezuela, nem uma palavrinha sequer!
Por cá, a mesma atitude. Onde estava esta “associação” quando dois indivíduos de etnia cigana quase mataram um rapaz em Coimbra que apenas quis apaziguar uma disputa? Onde estavam quando uma família de ciganos atacou um casal homossexual também em Coimbra? Onde estavam quando um polícia foi agredido gratuitamente por africanos? Porque não reclamam da força policial sobre claques de futebol? Porque não se sensibilizam com o uso de violência sobre “coletes amarelos”? E por falar em ciganos, viram-nos a acompanhar o processo dos 200 candidatos ciganos a militantes do PS que continuam bloqueados? Claro que não. Eles querem lá saber.
Mas bastou um vídeo amador (incompleto) no Bairro da Jamaica, que alegadamente incriminava a actuação policial, mas que já foi desmentido por uma testemunha local (veja aqui), para imediatamente e sem inquérito prévio concluir que houve abusos de violência policial motivados por racismo. Logo a seguir, a ofensa directa e explícita aos agentes de autoridade a quem Mamadou Ba apelidou de “bosta da bófia” instigando ao ódio e divisão social contra as autoridades. A resposta a este apelo não se fez esperar: manifestações violentas, carros, autocarros e caixotes do lixo incendiados, cocktail molotov contra esquadras, ameaças explícitas em vídeo racistas dirigidas à polícia a aos portugueses.
Na verdade, o SOS Racismo não passa de um departamento do bloco de esquerda para servir de marketing de imagem e colher junto dos desfavorecidos, que eles alimentam ideologicamente, votos. Não lhes interessa resolver nenhum problema destas pessoas. Tanto que é outra associação de moradores a “Associação para a Defesa e Integração das Minorias Étnicas” que nos últimos anos conseguiu levar a questão do realojamento do Bairro da Jamaica à Assembleia da República com apoio da bancada parlamentar do PCP. Isto porque aos extremistas do Bloco (muito mais perigosos que o PCP) interessa-lhes eternizar estas condições que são a incubadora perfeita para a promoção do caos e divisão social, feita à conta da falsa retórica do racismo. Não lhes interessa resolver a situação destas famílias porque onde há integração das comunidades, lei e ordem, não existe anarquia essencial à sobrevivência do BE. Conscientes do desastre que é o comunismo com a revolução do proletariado de Marx, disfarçam-se agora de protectores de minorias para depois aparecer como salvadores da pátria impondo sua nova ordem.
Mamadou Ba é militante do BE que recebe remuneração por “prestação de serviços de assessoria técnica” no Parlamento. A associação que preside não apresenta seus membros nem balanços sobre a pouca actividade que promove (como se pode constatar no site) mas recebe generosos fundos públicos sendo o último para promoção de uma… festa (uau!!). Valor? Mais de 26 000 euros saídos dos bolsos dos portugueses!
O mais curioso disto tudo é o facto desta comunidade que apoia Mamadou Ba nos seus discursos de ódio e racismo contra quem não é negro, depois de terem expulsado de seus países os portugueses a quem apelidaram de “colonizadores racistas” e que lhes deixaram toda a riqueza e desenvolvimento que produziram, estar agora toda a vir para Portugal exactamente a pátria dos “racistas colonizadores”! Quem é que no seu perfeito juízo, acreditando que os portugueses são mesmo racistas, vem para cá meter-se na “boca do lobo”? A razão é óbvia: porque sabem que a questão do racismo é falsa e aqui vive-se melhor que nas suas terras onde reina a ditadura socialista e corrupção.
Os bairros como o da Jamaica são barris de pólvora não por racismos mas por rivalidades entre gangues ligados ao tráfico de droga e roubo. E independentemente de ter muita gente boa, honesta, trabalhadora e lutadora, existe outros “profissionais” que são hostis com as autoridades e tudo fazem para os afastar do local porque lhes estraga os negócios. Tão simples quanto isto.
Agora a pergunta para um milhão: O que está verdadeiramente por trás desta “associação” afinal? Bem, numa pequena pesquisa, encontrei um manifesto de 2017, subscrito João Delgado, Kitty Furtado, Mamadou Ba e Sadiq S. Habbib onde preto no branco (ups! será esta expressão racista?) é pedido no ponto 2: “A desmilitarização imediata da polícia, e o fim imediato das operações do CIR (Corpo de Intervenção Rápida) nos nossos bairros, como primeiro passo rumo à abolição total da PSP e GNR, e sua substituição por mecanismos de garantia da segurança colectiva, baseados nas comunidades”. Querem mais clareza que isto quanto ao real objectivo de desacreditação dos nossos policiais?
Perante isto, não restam dúvidas que no Parlamento existem infiltrados extremistas da esquerda radical, assessores e deputadas, com uma agenda clara de instigação ao ódio e divisão social que não respeitam o Estado de direito nem as autoridades policiais. Para quando a saída imediata desta gente ao abrigo da nossa Constituição? Ontem já era tarde.
Alguém sabe
se o Papa Francisco já se referiu à Venezuela? Pelo menos aos refugiados venezuelanos, aos esfomeados venezuelanos, aos vezuelanos torturados… uma palavra só? É que o faz de conta do director da Sala de Imprensa da Santa Sé, Alessandro Gisotti, a dizer que o Papa “segue a situação na Venezuela e reza por todos os venezuelanos” é mesmo um faz de conta.
Javardice no Parlamento

Costa para Cristas sobre caso Jamaica:
“Deve ser pela cor da minha pele que me pergunta se condeno ou não condeno”.
De facto a situação mudou. Para pior. A começar pela Presidência da República que se transformou num reality show
Quanto à questão da legitimidade ela discutiu-se e vai voltar a ser discutida. Quando? Por exemplo, quando à direita alguém, fizer as contas e perceber que pode governar se levar para o governo a extrema-direita e fizer de Mário Machado deputado ou ministro. Isto apesar de o mesmo líder da direita (imitando António Costa) ter negado sempre tal possibilidade durante a campanha eleitoral. Se esse governo contar com um PR que assine de cruz a legislação de compra de votos – como as 35 horas – e que em cima disso ande pelo país a querer provar qe existe um populismo bom que afasta o populismo mau, então pode ter-se a certeza que esse governo será tão legítimo quanto o actual.
A qualidade da nossa vida democrática

uma questão psiquiátrica
Enquanto existiu a URSS, também conhecida pelo “sol da Terra” ou “a pátria do socialismo”, compreende-se, apesar da monstruosidade evidente da coisa, que o pessoal do PCP se lambesse todo e desse à cauda sempre que de lá viesse uma rosnadela contra o «imperialismo americano». Agora que o dito “sol” foi colonizado por uma plutocracia milionária que gravita em torno do ex-agente do KGB Vladimir Putin, não deixa de ser hilariante que os nossos PC’s mantenham o seguidismo russo em questões de política internacional, como sucede com a actual crise venezuelana, em que a Rússia procura manter Maduro no poder por evidentes razões de geopolítica. Distraíram-se, os camaradas, nas catacumbas do Comité Central e não deram conta que a URSS acabou? Nada disso: apenas os move um profundo ódio patológico ao mundo ocidental onde vivem e que os sustenta.
E o primeiro convidado é o Artur Baptista da Silva
Lusa lança site sobre o tema ‘fake news’ para debater o fenómeno
Esta conversa da treta em torno das fake news já começa a ser cansativa. Não há nem mais nem menos fake news que no passado (a propósito lembram-se do “Acudam ao Mestre?”) A incapacidade da esquerda em aceitar as suas derrotas leva-a a arranjar constantemente bodes expiatórios. Como é óbvio lá vamos pagar esta tralha. Mas pelo menos teremos de exigir que se aborde o caso Artur Baptista da Silva
“História” concisa, aproximada e descontraída de Portugal (3)

Diz-se que o nosso rectângulo continental é habitado há cerca de 500 000 anos. Apesar de ser, nas palavras de Luís de Camões, o lugar “onde a terra se acaba e o mar começa” (uma maneira bonita e simpática de dizer que estamos no fim do mundo), Neandertais e homo sapiens andaram por aqui, muito antes de, já no I milénio a.C., se instalarem no território celtas, gregos ou fenícios. A hipótese de a própria cidade de Lisboa, a antiga Olisipo, ter sido fundada por fenícios foi algumas vezes levantada. No entanto, isso parece pouco provável, embora seja, ainda assim, mais provável do que ter sido fundada por Ulisses na sua viagem de regresso a Ítaca após a Guerra de Tróia, um mito bastante divulgado e muito apelativo para quem sofra de uma certa mania das grandezas (para esses podemos também aventar que o confronto entre Aquiles e Heitor se deu na península do estuário do Sado, depois de Aquiles lá ter chegado num ferryboat proveniente de Setúbal).
Em 218 a.C. Roma desembarca na Península. Durante séculos tinha andado entretida com etruscos, samnitas e tarentinos, mas, naquela altura, eram os cartagineses que lhe tiravam o sono. Após a I Guerra Púnica (264 a 241 a.C.), Cartago instalou um poderoso exército na Ibéria e de lá partiu, com os célebres elefantes, na direcção dos Alpes e do topo da bota italiana. Esse movimento acaba por originar uma investida romana na Hispânia, em forma de contra-ataque, liderada por um membro da famosa família Cipião.
Derrotados os cartagineses, romanos e povos peninsulares vão passar cerca de dois séculos em zaragatas mais ou menos graves, até ao tempo de Augusto, em que o território se torna uma província pacata. O homem que fica para a história como símbolo máximo dessa resistência ao invasor é o lusitano Viriato, uma espécie de Astérix sem poção mágica e, por isso, com um final menos feliz. Essa etnia, predominante na região compreendida entre o Douro e o Tejo, conseguiu chatear Roma durante muitas décadas, sendo justo afirmar que Viriato foi apenas o chato maior que dela fazia parte.
Num daqueles passeios da escola primária que alegravam a pacata existência de um miúdo nos anos 80, visitei a Cava de Viriato na cidade de Viseu. Nessa altura ainda estava bem viva a teoria que o fazia natural das Beiras, e a estátua guerreira do herói, datada de 1940, impressionou-me. É caso para dizer que cumpriu o seu papel, bem patente na inscrição presente no local, que exalta as “raízes desta raça, viva e forte – imortal na sua essência”. Uma criança espanhola que visite a estátua de Viriato em Zamora (outra província candidata a berço do guerrilheiro), colocada num pedestal em que se pode ler “terror dos romanos”, terá certamente um assomo patriótico semelhante.
Alexandre Herculano, na sua História de Portugal, analisa as relações entre portugueses e lusitanos, para concluir que só com muita imaginação os poderíamos considerar nossos familiares directos. Felizmente, e para não ficarmos tristes, um historiador espanhol honesto terá de dizer algo semelhante aos seus compatriotas.
A normalização da extrema-direita operada pelo Bloco de Esquerda
Dentro do esforço pré-eleitoral que o Bloco de Esquerda tem feito para se posicionar como «partido credível» para um eleitorado mais moderado, surgiu nos últimos dias a campanha que o pretende afastar da imagem de ser um partido de extrema-esquerda. Conceito identificador rejeitado por Catarina Martins como «ofensivo», preferindo o adjectivo de «esquerda radical».
No âmbito dessa campanha, o Público foi ouvir «especialistas», os quais apontam para a localização do BE como sendo de «esquerda à esquerda», rejeitando eles também o epíteto de extrema-esquerda. E porquê? Explica um dos «especialistas» que «a extrema-esquerda(…) considerava que a transformação social só podia ser feita por via revolucionária, envolvendo luta armada e violência e não respeitando as constituições e a democracia, tal como a extrema-direita». Quem o diz é o «sociólogo» Boaventura Sousa Santos. O outro «especialista» ouvido para o efeito, António Costa Pinto, concorda e afirma que a extrema-esquerda «correspondia à tripla dimensão revolucionária do marxismo, de uma prática política de esquerda revolucionária».
Em consequência, para estes «especialistas», de igual forma não existirão na Europa quaisquer movimentos políticos relevantes de extrema-direita, pois que nenhum é revolucionário ou defende a via armada e a violência como estratégia política, todos respeitando as constituições e as instituições democráticas. Aqueles partidos que a imprensa classifica como «extrema-direita» afinal para o Bloco e para Catarina Martins serão apenas movimentos ou grupos políticos de direita radical ou na versão de Boaventura Sousa Santos, partidos políticos de direita à direita.
Ainda as universidades
Bem sei que o assunto já estava a cair no esquecimento (agora anda tudo a debater a opinião daquele senhor estrangeiro que veio para Portugal porque o seu país é um sonho), mas resolvi escrever um texto longo (porque a dimensão da asneira o justifica) sobre o ensino universitário. A grande questão, sobre a qual o leitor deveria reflectir, é: porque é que um dos mais antigos negócios do mundo (o ensino), onde operam organizações com uma longevidade extraordinária (universidades, muitas delas centenárias), com uma capacidade de atrair clientes como poucos negócios (não há um único papá nem uma única mamã que não sonhem em colocar o zorro a ‘tirar um curso’, como diz o povo) não é capaz de ser sustentável financeiramente (isto é: porque é que continua com a muleta do Estado)? Aqui: ‘As propinas: uma história muito mal contada’
preparem-se
Por que é que não existiu em Portugal, até agora, um partido de extrema-direita forte? Porque nunca tinha existido um partido forte de extrema-esquerda. A extrema-direita é, hoje, na Europa e no Mundo, somente uma reacção. Preparem-se, pois.

O interesse jornalístico, segundo Mamadou Ba
MAMADOU BA«o DN decidiu “informar” que sou assessor do Bloco de Esquerda. O que é, como se sabe, um enorme furo jornalístico, uma vez que ninguém no país sabia que era militante e assessor do Bloco de Esquerda.» PRIMEIRO, NÃO VALIA A PENA INFORMAR QUE MAMADOU BA É ASSESSOR DO BE PORQUE JÁ TODA O PAÍS SABE
MAMADOU BA «O DN “informa” que sou presidente do SOS Racismo. O que é falso, pois o SOS não têm presidente.» AINDA BEM QUE INFORMA PORQUE O SITE DA SOS RACISMO É MUITO FALHO DE INFORMAÇÕES SOBRE O ORGANOGRAMA DA ASSOCIAÇÃO. JÁ AGORA QUAL É EXACTAMENTE O CARGO QUE OCUPA?
MAMADOU BA «Mas o verdadeiro furo do DN nesta notícia foi “informar” que o « assessor do Bloco e presidente do SOS ataca a PSP. », tal como há anos, andam a vituperar os ideólogos da extrema-direita.» PORTANTO FORAM OS IDEÓLOGOS DE EXTREMA-DIREITA QUE COM A MANIA DOS VITUPÉRIOS SE FIZERAM PASSAR POR MAMADOU BA E ESCREVERAM “a bosta da bofia”? É QUE ISTO DE VITUPERAR TEM QUE SE LHE DIGA. LOGO O assessor do Bloco e DIRIGENTE do SOS ESCREVEU OU NÃO “a bosta da bofia”? TEMOS DE ADMITIR QUE ESCREVER “a bosta da bofia” OU A “BOSTA DE… QUEM QUER QUE SEJA É UMA OFENSA.
MAMADOU BA «A “notícia” parece objectiva e neutra. Mas não é nada inocente, nem inócua. Ela tem um só objectivo: descreditar a luta anti-racista, colando-a a uma agenda de um só partido para lhe retirar abrangência e legitimidade social. Nesta tarefa, infelizmente não está apenas envolvida, a extrema-direita. Acho inacreditável que um jornal de referência reproduza um ataque como se fosse uma notícia!» NÃO INTERESSA QUE MAMADOU BA SEJA ASSESSOR DO BE, ISSO NÃO SE DEVE RECORDAR PORQUE PODE TER UMA LEITURA QUE NÃO FAVORECE AS ORGANIZAÇES EM QUE TRABALHA O SENHOR MADADOU BA, PORTANTO AS NOTÍCIAS NÃO SÃO VERDADEIRAS NEM FALSAS. ESSES CONCEITOS DEVEM PASSAR A SER ANALISADOS EM FUNÇÃO DOS BENEFÍCIOS OU PREJUÍZOS QUE AS NOTÍCIAS TRAZEM A MAMADOU BA E ÀS LUTAS QUE DIZ PROTAGONIZAR.
MAMADOU BA «Que a extrema-direita tenha infiltrado as forças de segurança não é novidade.
Que ela tenha um palco nalguma imprensa ostensivamente neo-conservadora, também não surpreende.
Que ela tenha predominância na esfera das fake news e da manipulação é também sabido.
Mas que ela consiga penetrar um dos mais respeitados e antigos jornais convencionais do país, é motivo de indignação e preocupação.
Desde ontem, a extrema-direita dentro das forças de segurança decidiu intensificar os ataques contra mim e conseguiu arrastar o DN para a arena.
Só quero deixar claro que nenhuma tentativa de manipulação e de bullying me impedirão de denunciar e combater o racismo.» MAS AFINAL QUAL É A FAKE NEWS DESTE CASO? O ASSESSOR DO BE NÃO É ASSESSOR DO BE? OU MAMADOU BA ASSESSOR DO BE NÃO É O MESMO QUE FALA EM NOME DA SOS RACISMO? AO CERTO MAMADOU BAQUEIXA-SE DE QUÊ? SÓ SE FOR DE ESTAR TÃO HABITUADO A NÃO SER CONFRONTADO QUE DA PRIMEIRA VEZ QUE TEM DE SE EXPLICAR ARMA UMA CONFUSÃO TAMANHA.
Tudo se resolverá
Eu ia comentar os acontecimentos no Seixal, mas depois vi que se tratava de um local chamado “bairro da Jamaica” e pensei melhor, passando a preferir esperar que o senhor presidente da república se pronuncie através da condução de um camião, um mergulho de ética na Ericeira, a promessa a velhos da reconstrução da casa ou outra iniciativa de elevado valor político para o Instagram.
TSF: Direitos dos trabalhadores podem regredir mais de cem anos com plataformas electrónicas
Ps. Aconselho vivamente a TSF a investigar os direitos dos trabalhadores há cem anos. Nem queira a saber o que a querida República fez aos sindicalistas!
Para memória futura
Mamadou Ba, assessor do Bloco de Esquerda (BE) na Assembleia e presidente da associação SOS Racismo: Sobre a violência policial, que um gajo tenha de aguentar a bosta da bofia e da facho esfera é uma coisa é natural, agora levar com sermões idiotas de pseudo radicais iluminados é já um tanto cansativo, carago! Há malta que não percebe que a sua crença ideológica num outro modelo de sociedade, muitas vezes assente no privilégio doutrinário e não só, não salva quem todos os dias é violentado com o racismo. Portanto, fica o aviso que por estas bandas, não pastarão.
Joana Mortágua, deputada do Bloco de Esquerda: São 4 minutos de violência policial no bairro da Jamaica. Podem ir começando a pensar em desculpas mas não há explicação para isto. E o Bloco vai exigir responsabilidades.
a lista do ronaldinho das finanças e do seu preparador físico sobre as causas do estoiro que aí vem

– A austeridade de Passos Coelho;
– A conjuntura internacional;
– A austeridade de Passos Coelho;
– Os bancos portugueses falidos pela ganância dos accionistas;
– A austeridade de Passos Coelho;
– O Brexit;
– A austeridade de Passos Coelho;
– A fuga criminosa aos impostos (já agora, é preciso aumentá-los…);
– A austeridade de Passos Coelho;
– A crise na China;
– A austeridade de Passos Coelho;
– O problema da Venezuela;
– A austeridade de Passos Coelho;
– Donald Trump e Bolsonaro;
– A austeridade de Passos Coelho;
– Os portugueses que não votam no PS, em geral, mas Pedro Passos Coelho, em particular.
