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Ministro raríssimo

7 Julho, 2018

VieiraDaSilva

Quando eu pensava que a volúpia de proxenetismo tinha abrandado, eis que Vieira da Silva volta à carga afirmando que o caso Sócrates foi um momento de enorme dificuldade e dor.

A lavagem da história recente e o cavalgar do vitimismo continuam.

Desculpas ou arrependimento, nem vê-los!

*

equidade justiceira

6 Julho, 2018
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782e2106bb4f38ca87b5cfb3414e37c0Gostava de ver os tipos que se estão sempre a queixar do Soares dos Santos, porque parte dos lucros da Jerónimo Martins são tributados na Holanda, reclamarem, agora, a tributação lusitana dos 500 mil que o Obama cá veio sacar. É verdade que o pobre homem voltaria para os EUA quase sem nada no bolso, mas sempre era uma questão de equidade fiscal e justiceira

Obama no Porto: clap! clap! e o público aplaudiu.

6 Julho, 2018
Post de convidado: José Silva

obama_glasses

Comecemos pelo mais simples: a vinda a Portugal de um ex-Presidente dos EUA para uma conferência é uma optima oportunidade. Seja a pessoa em concreto quem for, é um político com uma experiência ímpar. Ouvi-lo só pode ser enriquecedor. Ou não…

Ninguém percebeu ao certo ao que é que ele vinha cá e menos ainda quem pagou. Vem para uma conferência sobre o clima chamada summit. Hoje tudo o que seja summit é bom e portanto anda bem. E veio pago pelo vinho do Porto e pela Câmara do Porto. Ok, vamos assumir que foi assim…

Oito e meia e era o caos na porta do Coliseu do Porto. A rua estava fechada ao trânsito e parte desta ocupada por protecções metálicas. Ninguém pagou directamente para estar no Climate Change Leadership Summit (é este o nome oficial). Os 3.000 participantes foram todos convidados. Péssima notícia, metade deles decidiu ser pontual. Na barraquinha de entrada, encafuada numa garagem de recolhas do outro lado da rua, era-lhes colocada uma etiqueta no pulso e uma badana ao pescoço com a sua própria foto. Lentíssimo, este processo fez formar filas (bichas, como se diz a Norte) de mais de uma hora.

Era demorada a credenciação (nome local check-in) mas felizmente fácil a entrada: ninguém confirmava se quem entrava correspondia à foto. Já no edifício, um controlo final, tipo aeroporto, “ponha a carteira na máquina” e lá passavam as roupas e carteiras pelo raio x, aqui e ali obrigando a revista a quem se atrevia a passar com algumas moedas no bolso.

A sessão abriu atrasada, está visto. Rui Moreira, o edil Portuense fez uma mini intervenção, sem alusão ao facto de a sala estar a meio pano e mandaram entrar os oradores. As primeiras intervenções marcaram o tom futebolístico do dia: eram tão redondas que podiam estar ali ou num relvado da Rússia. A sala entretanto foi-se compondo e a fila de entrada escoando.

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o iluminado

6 Julho, 2018
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6d9397573867d0d4dea5fae08cd50bcfDepois de Madona, foi a vez de Barack Obama, outra estrela planetária, prestar alguma atenção ao nosso país. Veio ao Coliseu do Porto, falou durante uma hora, não se deixou filmar nem gravar, e limpou-nos 500 mil euros, que não serão certamente tributados em Portugal mas nos EUA, provavelmente através de uma Fundação ou ONG da sua coutada, para que ele possa gozar melhor o imenso trabalho que aqui teve. E o que veio dizer-nos este extraordinário guru dos tempos modernos? Pelo que ouvimos na TSF, meia-dúzia de banalidades sobre as transformações do clima, outras tantas sobre o poder democrático, enfatizando sempre que este deve ser exercido «de baixo para cima», a partir do «cidadão comum», expressão que, de acordo com a emissora televisiva, repetiu ad nauseam. Ora, havendo «cidadãos comuns» logo se depreende que, na iluminada mente de Obama, existirão «cidadãos excepcionais», ou, para não quebrar inteiramente o tom democrático e humanista, «cidadãos incomuns«. Nestes últimos certamente que se colocará o ex-presidente Obama, já que um «cidadão comum» dificilmente conseguirá extorquir 500 mil euros por uma hora de paleio a alguns papalvos dispostos a pagarem-lhe essa obscena importância. Apenas falhou, no raciocínio de Obama, um pequeno pormaior: é que foram esses mesmos «cidadãos comuns» que mandaram Hillary Clinton, e ele mesmo, pastar caracóis, e elegeram um sujeito de quem sempre diz mal quando abre a boca, o que fez no Coliseu, provocando espasmos nalgumas das senhoras presentes. Nem depois da derrota humilhante que teve, Obama é capaz de um exercício de alguma humildade. O que não deixa de ser compreensível para quem tem quem lhe pague uma hora de trabalho tão cara.

Extraordinário texto de Fernanda Câncio

6 Julho, 2018
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Não; os papéis de género, os estereótipos de género não são um produto do delírio vitimista das e dos feministas. São muito reais e têm efeitos muito reais. É por assim ser, e por estarem tão enraizados e naturalizados, que é fundamental desconstruí-los, chamar a atenção para eles. Esta luta, ao contrário do que tantas vezes se diz, não é “simbólica” nem “fútil”. Porque foram os estereótipos de género que até 2015 (2015, leu bem) determinaram que o contrato coletivo de trabalho da indústria corticeira estabelecesse salários mais elevados, na mesma função, para os homens. E são os estereótipos de género que, ao manter a famigerada “divisão de tarefas”, mais contribuem para o declínio da natalidade. Longe de serem uma “luta ridícula”, e “fora da realidade”, são a essência do problema, e de vários problemas. Ridículo é negá-lo. (link)

Citações para não-conservadores

6 Julho, 2018

A liberdade sexual de hoje é, para a maioria das pessoas, apenas uma convenção, uma obrigação, um dever social, uma ansiedade, um componente fundamental do modo de vida consumista.

— Pier Paolo Pasolini, gay, católico, comunista

A ler: Fernanda Câncio no DN

5 Julho, 2018
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Casos como o de Nicol são a minha raison d”être como jornalista, malgrado tratar-se de uma profissão extenuante, muitas vezes frustrante, cada vez mais mal paga e maltratada. Casos como o de Nicol são a certificação da necessidade do jornalismo, o seu estandarte. Nenhuma alteração tecnológica ou de suporte muda isso – com o on line, podemos publicar logo que está pronto, o que é bom; gosto dessa fluidez. Mas não somos o FB, não somos o Twitter, não somos nem podemos ser “sites” propagadores e agregadores de “conteúdos”, angariadores de cliques e likes. Somos profissionais com exigências técnicas e éticas muito claras e a obrigação de as defender. Ou somos nada.

(link)

Isto agora é só o que vocês querem? Metam Marco Paulo

5 Julho, 2018

O viés de confirmação é a tendência que temos para interpretar factos de forma a que se confirmem as nossas convicções iniciais. “O Hitler até gostava de animais” só tem particular interesse para o veterinário a quem calhe a tarefa de diagnosticar o cão do falecido führer; para os restantes, eventualmente excluindo psiquiatras, não acrescenta qualquer informação. A uma discussão sobre a IIª Guerra Mundial acrescenta absolutamente nada.

Aliado ao viés de confirmação há um outro fenómeno interessante a que, por défice de conhecimentos sobre o assunto, chamarei simplesmente de quanto-mais-me-disserem-que-estou-errado-mais-eu-tenho-a-certeza-que-estou-certo.

Vem isto a propósito de uma discussão ocorrida nos idos de 1994 entre o Zé e o Nuno. Não vem ao caso o tópico da discussão, até porque, do que me lembro, terá sido igual às anteriores: a insaciável sede pela busca das insanáveis diferenças entre o Zé e o Nuno. O problema, naturalmente, não residia nas diferenças de opinião entre o Zé e o Nuno; residia, sim, como um espigão cravado no polegar, na necessidade de cada um mostrar ao outro quem estava errado.

Os Dire Straits têm uma canção de um álbum de 1982, “Industrial Disease”, que tem uma linha particularmente engraçada sobre dois homens no Speaker’s Corner de Hyde Park: two men say they’re Jesus, one of them must be wrong.

A dada altura, o Zé virou-se para o Nuno e disse: “quanto mais penso que estou certo, mais me dou razão”. Foi aí que percebi quem estava errado.

Entretanto, a canção segue com there’s a protest singer singing a protest song. Isto toca-me no coração, admito, porque se há coisa que eu gosto é de tipos que cantam canções de protesto: têm a virtude de, independentemente de provados errados pela História, não se conformarem e continuarem a cantar. Continuam é a ser más canções na mesma.

Adenda: o título é uma alusão a este artigo.

Taxas de natalidade e as “políticas de destruição da família”

5 Julho, 2018
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Porque é que os conservadores falham o alvo e dão demasiado crédito a quem não o tem.

Fonte: Pordata

Ratos de sacristia e contrabandistas

5 Julho, 2018
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Ratos de sacristia e contrabandistas (minha tradução livre do original inglês “Baptists and Bootleggers”) é um conceito usado em economia para exprimir a forma como grupos com posições tão opostas podem, por vezes, beneficiar de trabalhar para o mesmo fim (ainda que de forma implícita). A expressão surgiu por referência à forma como as forças conservadoras (baptists) e os contrabandistas de álcool (bootleggers) colaboravam para manter a proibição do álcool. Os conservadores religiosos poderiam manter a face da virtude e os contrabandistas ganhar dinheiro a vender às pessoas o que elas queriam. Quem defendesse o fim da proibição era imediatamente acusado de querer atentar contra a moral e bons costumes em campanhas lançadas por forças religiosas e financiadas por contrabandistas. Não é muito difícil de ver situações semelhantes hoje em dia. Os argumentos extremados de uns servem na perfeição os argumentos extremados de outros. Quanto mais visível e extremo for o inimigo de um lado, maior a reacção do outro. Até um dia.

Partido conservador

5 Julho, 2018
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Um leitor cauteloso:)

4 Julho, 2018

 

Capturar

Porque não vão buscar os venezuelanos?

3 Julho, 2018

E não é que nós, um país em pré-falência do Estado Social, que não tem condições mínimas para cuidar dos que estão cá dentro, solidariza-se e prontifica-se a receber milhares de migrantes da Turquia, Egipto e costa Africana onde não há guerra e sob o estatuto de refugiados? Esta semana a nossa bondade foi tanta que aceitamos receber a carga humana do Lifeline, um navio sob suspeita de tráfico humano e retido pelas autoridades, rejeitado e bem por Itália. Mas se é por mera questão humanitária porque não vão buscar os 500 000 luso-descendentes que estão em perigo na Venezuela?

A verdade que ninguém conta é que tudo se resume a dinheiro e poder. A crise humanitária na Venezuela só interessa aos EUA que, enquanto o nosso Primeiro Ministro e Presidente da República foram ver a bola à Rússia, os americanos foram pressionar Nicolás Maduro que está literalmente a matar seu povo. Aos olhos da UE e da ONU os venezuelanos bem que podem morrer de fome e violência que não lhes interessa nada. Interessa sim dar seguimento à agenda de Soros que não é mais do que aplicação do Plano Kalergi, que é paga a peso de ouro para colonizar a Europa com gente dependente e submissa a uma nova ordem mundial. Confuso? Acha que isto é uma teoria da conspiração?

Se nunca ouviu falar do Plano Kalergi, a culpa não é sua. É das escolas que não lhe ensinam toda a História. Com efeito, é com Richard Coudenhove Kalergi que nasce os princípios orientadores da União Europeia: o “projecto para a integração Europeia”. Este Plano Kalergi, que surgiu com a fundação em 1922 do Movimento Pan-Europeu em Viena, pretendia a criação de uma Nova Ordem Mundial tendo como base uma federação de Nações Europeias liderada pelos Estados Unidos. No seu livro “Praktischer Idealismus”, Kalergi indica que os residentes futuros não seriam pessoas do Antigo Continente mas sim um tipo de euro-asiáticos negroides fruto do cruzamento multi-cultural sem qualidade e facilmente controlável pela elite governante. Pelo caminho da concretização deste objectivo, a abolição do direito à autodeterminação e eliminação de nações recorrendo a grupos separatistas étnicos e imigração massiva, ou seja, os idiotas dos marxistas. Se ainda tem dúvidas pergunte-se porque existe o Prémio Europeu “Coudenhove-Kalergi” concedido a europeus, de 2 em 2 anos, que se destacaram na promoção deste plano. Entre os premiados podemos encontrar Angela Merkel e Herman Van Rompuy.

É com George Soros, um financeiro multimilionário ambicioso e fanático pelo poder que este plano foi entretanto retomado. Com uma agenda bem definida para a criação de um governo global, colocou sua Fundação a “Open Society” fundada em 1990 a financiar nas grandes sociedades capitalistas ocidentais, grupos que contrariam as posturas e valores tradicionais(partidos de esquerda, extrema-esquerda), apostando ainda nas organizações que julga capazes de empurrar a sociedade no caminho dessas mudanças(a ONU, ONG’s), sem pôr em causa o sistema capitalista que lhe permite poder e fortuna. Embora sua influência seja mundial na promoção do marxismo cultural que desestrutura as sociedades fragilizando e transformando-as num caos, é nos EUA que exerce maior influência onde possui laços estreitos com o partido Democrata. Esteve por trás das nomeações do governo de Clinton, deu um “empurrão” nas doações à campanha de Obama e foi o grande financiador de campanha de Hillary Clinton. Como reacção a esta agenda de globalismo, grupos nacionalistas começaram a nascer para travar este plano criminoso de substituição populacional. Na Macedónia o grupo SOS (Stop Operation Soros) quer travar as ONG’s financiadas pelo multimilionário de intervir na política do país. Na Hungria, o primeiro ministro atento a estas manobras está a impor legislação a fim de encerrar as actividades da Universidade Centro-Europeia fundada por Soros em Budapeste em 1991. Na Itália o Ministro do Interior denunciou e faz frente às manhosas ONG’s ao serviço desta agenda de massificação da migração de substituição na Europa. A propósito, sabia que Sanchez o idiota que assaltou o poder em Espanha acaba de reunir com Soros? Ah! pois é…

António Costa ávido de dinheiro da UE para tapar os buracos financeiros da sua má gestão, e a marimbar-se para a segurança do país, aderiu a esta agenda oferecendo-se para receber milhares de migrantes sem medir riscos, sem questionar o que vamos fazer com tantos rapazes jovens (sim, rapazes! não são famílias) que não fogem de guerra nenhuma mas vão ter regalias como se fossem refugiados, com casa, mesa e roupa lavada e que buscam na sua maioria um Estado Social que os sustente e não um trabalho. Um dos motivos apontados para esta entrada, dizem eles, é a baixa natalidade. Ora se assim é, não era mais seguro e barato criar aqui medidas de apoio familiar, melhorar as condições de vida e trabalho dos residentes ou até ajudar luso-descendentes criando condições atractivas em Portugal para que regressem e ao contrário destes migrantes, trazer mais valias económicas em vez de apenas despesa?

Era mais barato, sim senhor mas não enche os bolsos nem dá poder à classe política. Os venezuelanos, a braços com uma crise humanitária sem precedentes, não dão dinheiro por isso finge-se que não existem.

É exactamente este plano globalista de Soros que a actual presidência dos EUA quer combater e é também exactamente por isso que os democratas, financiados por este multimilionário criminoso, promovem o ódio contra esta administração que tentam a todo custo derrubar.

Se fosse mesmo uma questão humanitária os luso-venezuelanos não seriam esquecidos. Pense nisso.

Aproveitem a oportunidade para uma educação de qualidade

3 Julho, 2018

Momento Coltural

3 Julho, 2018

Oh, sim! – rude amador de antigos sonhos,
Irei pedir aos túmulos dos velhos
Religioso entusiasmo; e canto novo
Hei-de tecer, que os homens do futuro
Entenderão; um canto escarnecido
Pelos filhos dest’ época mesquinha.
Em que vim peregrino a ver o mundo,
E chegar a meu termo, e reclinar-me
À branda sombra de cipreste amigo.

in “A Semana Santa” (1829) de Alexandre Herculano

Melhor que um lugar a preço módico para estacionar nas Janelas Verdes só uma declaração de IRS que não possa ser tratada informaticamente

3 Julho, 2018

«Os políticos recusam que as suas declarações sejam tratadas informaticamente Para o povo fez-se o e-factura. Para os representantes do povo “é vedada a transcrição em suporte informático do conteúdo das declarações”.

O mesmo Estado que ainda não descobriu as maravilhas da tecnologia para tratar 14 mil declarações de rendimentos dos políticos é o mesmo que trata mais de 5 milhões de declarações de IRS e 465 mil declarações fiscais de empresas regularmente.»

ViaCTT: crónica de uma fraude

3 Julho, 2018
 

 

Contestação da obrigatoriedade do ViaCTT

2 Julho, 2018

Se há seis anos tivessem lido o Blasfémias estariam mais ao corrente dessa fraude que dá pelo nome de ViaCTT. Aqui fica um post de 2012 sobre o ViaCTT uma caixa postal que não serve para nada a não ser para caçar  multas.

helenafmatos's avatarBLASFÉMIAS

Uma das consequências desta crise é o reforço dos poderes do fisco. Por outras palavras o despesismo e a desmesura estatais que aqui nos trouxeram levaram paulatinamente a que sejamos cada vez menos cidadãos e cada vez mais contribuintes. E o fisco é o mais autoritário dos poderes do estado: uma criatura pode atirar petardos – sobretudo se for numa manifestação de esquerda que não lhe acontece nada – mas se rejeitar pagar os impostos tem a vida feita num inferno. A máquina fiscal tornou-se de tal modo autoritária que já nem sente necessidade de se justificar. Veja-se por exemplo o sucedido com o VIaCTT que se tornou obrigatório para os contribuintes de IVA sob risco de se incorrer numa multa que vai  dos150 aos 3.750 euros.

Contestei junto da Autoridade Tributária esta obrigatoriedade pois há muito que utilizo a minha caixa postal pessoal para comunicar com o…

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Altas figurinhas

2 Julho, 2018

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As mais importantes figuras da nação – Marcelo Rebelo de Sousa, Eduardo Ferro Rodrigues e António Costa – quiseram homenagear Zé Pedro, fundador dos Xutos & Pontapés, durante o último Rock in Rio. Como Zé Pedro se tornou famoso e admirado por nos presentear com canções, as três mais altas figuras do Estado português prestaram o seu tributo imitando, em cima de um palco, a sua arte em vida.

É por isso que, apesar de ter apreciado o espectáculo, peço a Deus nosso Senhor que dê, durante longos anos, muita saúde à Érica Fontes.

 

Ainda bem que deixei o liberalismo a tempo

2 Julho, 2018

5d8a188244b004b1baa24bc89795b3d9--hippie-boho-hippie-chickDesde que deixei o liberalismo que me sinto mais fresco, mais leve, mais livre, como num anúncio da Tampax®. Sinto que posso andar a cavalo, saltar à corda, beber Compal®, até Santal®, sair com as amigas… Até posso jogar ténis com aquelas saias curtinhas e heteronormativas, que ninguém tem nada a ver com isso. Sair do liberalismo deu-me mais liberdade do que sair das Testemunhas de Jeová. Todos os dias, era a segunda epístola de Mises aos Hayeks, era o evangelho de Rothbard aos objectivistas, era o quinto livro de Kinsella aos fariseus (podia ser dele ou podia não ser: nesta religião os autores não têm direitos, ao contrário dos que elaboram contratos de matrimónio poliamoroso interespécies)… uma pessoa nem podia simplesmente ser sodomizada por “migrantes” (sem prefixo, para ajudar à confusão) sem que aparecesse um antropólogo-advogado-activista para oficializar a relação…

Agora, que não sou liberal, até posso ir à missa, tal como posso não ir, que ninguém quer saber. Nem sequer sou obrigado a pagar o dízimo à Santa ALDE, nem tenho que usar roupa em arco-íris, posso subir e descer avenidas sem escolta de comunistas e até posso assistir a touradas enquanto acuso o forcado que puxa pelo rabo como sendo o mariquinhas de serviço. Posso até defender o Miss América em biquíni, tal como posso defender o Nudes-A-Poppin’ (IP norte-americano necessário), posso comer fritos, posso fumar na praia e posso chamar o eutanasiador pelo correcto nome de carrasco. Posso rir do folclore LGBT, aquelas marchas identitárias em circuito fechado que, num país como Portugal, onde ninguém quer saber quem enfia o pincel em qual balde, só podem servir para engate (atenção: eu aprovo engate). Bolas, até posso usar drogas tax free, se quiser! Posso piropar! Piropar, meu Deus!

Agora, que me livrei das políticas identitárias do liberalismo, até consigo ver a necessidade de um Bloco Liberal para bloquistas que não tocam djembê.

 

E de caminho o processo não pode condenar a DECO por usar os nossos dados (arranjados onde?) para nos prometer objectos vários em troca da subscrição dos seus serviços?

2 Julho, 2018

A DECO vai avançar com uma ação em tribunal contra o Facebook para que os portugueses registados naquela rede social sejam indemnizados pelo uso massivo e indevido dos seus dados.

 

rio não anda a dormir

1 Julho, 2018
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derrapagem[1]Fui muito pessimista sobre a candidatura de Rui Rio a líder do PSD e nunca acreditei que conseguisse tirar o poder ao PS. Hoje, vendo o homem em «acção», palavra que só na aparência será excessiva a seu respeito, ao contrário do que quase toda a gente opina sobre o cinzento chefe laranja, mudei de opinião. Tentarei explicar porquê.

Rui Rio não é, nunca foi e nunca será, um líder carismático, galvanizador, capaz de atrair e fazer mover multidões. É um tecnocrata, um homem de gabinete que fala pouco e não gosta de exposição. Isso é um impedimento para que possa triunfar politicamente? Certamente que não ajuda, mas poderá até funcionar ao contrário do que julgam os seus inimigos, porque a direita portuguesa sempre cultivou o perfil do chefe autoritário, com pose distante e gravitas na expressão: Salazar nunca foi um populista e Cavaco teve de trabalhar muito para se conseguir misturar com as pessoas.

E quanto à famosa «ausência de estratégia» do novo líder do PSD? Rui Rio não tem estratégia? Era o que me parecia e o que pode ainda parecer a muita gente. Mas não é verdade.

Rio parte de três pressupostos basilares. Primeiro, que o poder não se conquista se quem o está a exercer não estiver em perda. Ou seja: se um governo está com índices elevados de popularidade será contraproducente atacá-lo ostensivamente, porque o eleitorado não o compreenderá e não o aceitará: no fim de contas, está-se a dizer mal daquilo de que se gosta. Segundo, que o PSD só terá chances de voltar ao poder se a geringonça se desentender e se puser a ela mesma em causa; de outro modo, será quase impossível tirar-lhes a maioria parlamentar e um governo de direita não durará dois meses. Terceiro, que ele precisa de se credibilizar aos olhos dos eleitores para que, quando chegar o momento em que os 10% de eleitores que fazem mudar os governos o queiram fazer, lhe confiem o poder como confiaram a quem se preparam para afastar.

Nesta medida, o que tem feito Rui Rio?

Tem dado a aparência de um homem responsável, que não critica o governo por criticar. Mais: adiantou que, sempre que o governo fizer alguma coisa boa para o país, isto é, que os eleitores apreciem, ele estará lá para ajudar. Com isto transmitirá conforto e segurança aos eleitores mais conservadores, que só mudam o seu sentido de voto se tiverem a convicção de que não ficarão a perder com a troca.

Viabilizou algumas medidas do governo que a extrema-esquerda não poderia nunca apoiar, com o que lançou a discórdia entre os parceiros da coligação parlamentar. Neste momento, parece impossível que o PCP se mantenha mais quatro anos a perder votos para o PS, sufragando medidas que o seu eleitorado não pode aceitar. Se o PS não formar maioria absoluta com o Bloco, ficará sozinho e ao dispor do líder do PSD.

E tem, ainda, contribuído para acalmar dossiers importantes, credibilizando-se aos olhos do país e diminuindo António Costa. A recepção, nesta última semana, pelo presidente de Angola, donde saiu a dizer que «agora havia uma estrada aberta» para esse país, foi uma jogada de mestre, que demonstra que não anda a dormir. Todos sabemos a quantidade imensa de portugueses cujas vidas dependem das boas relações entre os dois estados, e todos sabemos também que os sucessivos governos do PS não têm conseguido manter boas relações com o MPLA, para ansiedade de muita gente. Quando Costa for agora a Luanda, por melhores que sejam os resultados que de lá trouxer, boa parte deles serão imputados, pelo eleitorado, ao líder do PSD.

Entretanto, com ronha de quem sabe o que quer, tem deixado o tempo gerir os problemas internos que tem no partido e cuja importância desvaloriza publicamente. Ele sabe que as próximas listas de deputados e candidatos municipais já serão feitas ou controladas por ele. Pelo que ou a oposição interna a Rui Rio lhe desfecha um golpe fatal no próximo ano, ou desaparecerá do mapa. A segunda hipótese é mais provável.

Três conservadores entram num bar

1 Julho, 2018
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O José António lembra-se como se fosse ontem. O pai chegou a casa naquela sexta-feira e disse-lhe “Hoje vais-te tornar num homem”. O Zézinho, 12 anos, ainda atarantado desde que a mãe o tinha apanhado uns dias antes a fazer coisas marotas (“foi a primeira vez”, garantiu) não percebeu o que o pai queria dizer com aquilo. Mas lá foi. Lá chegado, o pai entrega-o à Gracinda. A Gracinda com 40 anos ainda apresentava um corpinho mais ou menos. “Anda lá miúdo, tira a roupa que ainda tenho mais três para aviar hoje”. Só aí o Zezinho percebeu ao que ia. Já a salivar com a visão da Gracinda ali deitada, sem roupa, despe-se rapidamente. “É aqui miúdo, põe-na aqui”. Mas o Zezito mal tinha acabado de pensar que não a esperava tão felpuda e já as coxas da Gracinda tinham sido abençoadas pela sua semente. “Porra, 5 segundos, é um recorde miúdo. É da forma que avio mais um esta noite”. “Então, Gracinda, o miúdo é bom nisto?” “Nem 5 segundos durou, querido. Gosto mais do pai”. Apesar da comichão que o atormentou umas semanas, o José António não mais esqueceu a Gracinda. Passou os próximos anos na ânsia de um dia lhe mostrar que podia fazer melhor. Quando tinha juntado uns trocos do seu emprego lá na fábrica voltou ao local onde se tornou um homem e pediu a Gracinda em casamento. Os anos não tinham amansado a Gracinda que lá lhe explicou que fazia mais numa semana que ele num mês lá na fábrica e que, se fosse para sair dali, não era com um desgraçado que, ainda para mais, nem 5 segundos aguentava.

O Armando, pele escura e cabelo forte, cresceu em Cabinda. “Pele queimada pelo sol de Angola”, insistia o tio materno quando lhe falavam no contraste em a pele clara dos pais e a pele morena do miúdo. “O teu pai?”, “Foi à metrópole”, “A tua mãe está bem? Não se sente sozinha?”, “Está muito triste. Ainda ontem veio lá o caseiro à noite e ela não parou de chorar a noite toda. Mas o caseiro, tão bom rapaz, só se foi embora quando ela parou de gemer”, “Há pretos de bom coração”, replicava o vizinho a tentar esconder o riso.

O Luis, também conhecido por Rei das Alcatifas do Algarve, é um empresário de sucesso. O maior exportador português para a Tailândia, garantia o próprio. Filho de um general na reforma, o Luis fez a escola toda no colégio militar. Havia poucos alunos mais felizes naquele colégio. “E não tens pena de não estudares com meninas?”, “Não, nenhuma”, respondia convicto. Mas a entrada na adolescência foi complicada para o Luis. A mãe levou-o ao psicólogo, que no fim da primeira sessão percebeu o problema. “Você conhece um amigo dele lá do colégio, o Joãozinho?”, “Sim, é um dos melhores amigos dele. Ele está sempre a falar dele”, “Convide-o lá para casa. Vai ver que o Luisinho se vai sentir melhor”, “Obrigado, doutor”, acenou a mãe. O João passou a ser visita recorrente lá de casa, e o Luisinho andava mais feliz. E mais feliz ficou quando a mãe disse que o Joãozinho podia passar lá a noite. O Luis passou 1 hora no banho nesse dia e, para surpresa da mãe, deixou o quarto num brinco. Mas a noite não correu muito bem. Antes das 10 já o Joãozinho estava a telefonar aos pais para o irem buscar. Nenhum dos dois alguma vez explicou porque se tinham zangado nessa noite. O Luisinho cresceu e ficou conhecido por ser um casanova. “Uma namorada por semana”, dizia, “As gajas são para usar e deitar fora”. As relações eram tão fugazes que ele nunca apresentou nenhuma namorada à família. A empregada já se limitava a arrumar as perucas espalhadas pelo quarto ao Domingo de manhã sem fazer perguntas.

O José António, o Armando e o Luis, três conservadores da velha guarda, juntavam-se ao almoço depois da missa.

– O problema do país são os pretos. Estamos cheios de pretos. Já não chega tê-los aturado lá em África, agora tenho que os aturar aqui também na minha terra – dizia o Armando.
– E o putedo que para aí anda? Já não se pode ir a lado nenhum ou abrir o jornal sem ver uma puta. Perdeu-se a vergonha toda. – replicava o José António
– Eu já não posso é com as fufas e os paneleiros. Cambada de degenerados, agora querem casar-se e o caralho. Eu sabia bem como resolvia isto.

Os três concordam que a sociedade já não tem valores como antigamente, e que apenas eles se mantêm como guardiões da moral e dos bons costumes.

O futuro do liberalismo em discussão

1 Julho, 2018

Num restaurante baratinho já nos arrabaldes do que seria o limite da corte para colonialistas entusiasmados, um grupo de desconhecidos conspira formas de convencer o inculto povo a abraçar o liberalismo através da concessão aos vícios comunitaristas co-adoptados (sim, a co-adoptação é uma realidade jurídica) dos hábitos de sodomia, suicídio assistido e consumo de ópio da burguesia mais esclarecida.

“O indivíduo é o mais importante, não é a família”, diz o Bernardo Bernardo de Bernardo y Silla enquanto o iPhone liga com uma notificação do JN permitindo ver o papel de parede do dispositivo com a mulher a amamentar o filho de ambos, Sampedro Santiago Sebastião Von Mises-Silva (doação de esperma e barriga de aluguer), de seis anos. “Malditos conservadores ultramontanistas tradicionalistas beato-islamofóbicos”, exclama Rimbaud Verlaine de Matos Sottomayor, filho de Marx-Lenine Pitta Sottomayor e da criada filha da senhora com quem Manuel Alegre perdeu a virgindade. “É necessário redefinir conceitos”, diz, em contramão, Valentina de Mamadou Tá Tá Tá, a feminista preta que acumula com outras condições não especificadas de vítima.

“Como é que querem pagar a conta?” – pergunta o empregado de mesa. “É para dividir por todos!” – exclamam em surdina.

Construindo o homem novo

1 Julho, 2018

“Ministério da Educação quer que os refeitórios de todas as escolas estejam ao serviço nas férias.” Mas para quê? Com que fim? E de todas as escolas?… O monstro soviético da 5 de Outubro é incapaz de assegurar o essencial daquilo para que foi criado – ensinar – mas a voz engrossa-lhe na hora de cumprir a missão que cada vez mais privilegia: estatizar a vida das crianças e jovens. Substituir-se cada vez mais às famílias. Diminuir-lhes as competências. Desresponsabilizá-las.

 

A gargalhada de Salazar

1 Julho, 2018

Os outrora tão criticados espectáculos da política e a política-espectáculo deram lugar a algo completamente diferente e muito mais perigoso: o espectáculo enquanto forma de preencher o vazio da política. Morre um cantor? Eles cantam e o seu canto é a notícia. Joga a selecção? Eles pulam e o seu pulo torna-se espectáculo. Eles celebram-se a si mesmos através dos outros. Todas as semanas “as personalidades” ou “as mais altas figuras da nação” como escrevem uns desconcertados jornalistas apresentam constantemente novas performances. No cemitério de Santa Comba a esta hora ressoa uma gargalhada escarninha.

Por um Portugal asseado!

30 Junho, 2018

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Uma geração que consente deixar-se representar por um _____ é uma geração que nunca o foi. É um coio d’indigentes, d’indignos e de cegos! É uma resma de charlatães e de vendidos, e só pode parir abaixo de zero!

Portugal que com todos estes senhores conseguiu a classificação do país mas atrasado da Europa e de todo o Mundo! O país mais selvagem de todas as Áfricas! O exílio dos degredados e dos indiferentes! A África reclusa dos europeus! O entulho das desvantagens e dos sobejos! Portugal inteiro há-de abrir os olhos um dia – se é que a sua cegueira não é incurável e então gritará comigo, a meu lado, a necessidade que Portugal tem de ser qualquer coisa de asseado!

 

(Adaptado de Manifesto Anti-Dantas de José de Almada Negreiros)

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a casinha

30 Junho, 2018
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Que saudades eu já tinha
Da minha alegre casinha
Tão modesta como eu
Como é bom meu Deus morar
Assim num primeiro andar
A contar vindo do céu

O meu quarto lembra um ninho
E o seu tecto é tão baixinho
Que eu ao ir p’ra me deitar
Abro a porta em tom discreto
Digo sempre senhor tecto
Por favor deixe-me entrar

Tudo podem ter os nobres
Ou os ricos de algum dia
Mas quase sempre o lar dos pobres …
Tem mais alegria

De manhã salto da cama
E ao som dos pregões de Alfama
Trato de me levantar
Porque o Sol meu namorado
Rompe as frestas do telhado
E a sorrir vem me acordar

Corro então toda ladina
Minha casa pequenina
Bem dizendo o solo cristão
Deitar cedo e cedo erguer
Dá saúde e faz crescer
Diz o povo e tem razão

Tudo podem ter os nobres
Ou os ricos de algum dia
Mas quase sempre o lar dos pobres
Tem mais alegria

orgulho: isto não é os eua

30 Junho, 2018
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Rock In Rio

29 Junho, 2018

Basta lembrar isto para demonstrar em 1m52s o colossal abismo da Senhora abaixo retratada no video para Marcelo, Costa e outras amebas políticas.

Oxalá que para além da luz não exista nada

29 Junho, 2018

Concedamos, para o efeito deste artigo, que existe vida depois da morte. Aceitemos que existe um lugar numa dimensão alheia aos vivos que permite acompanharmos os acontecimentos mundanos que preenchem os dias da nação. Consideremos que há um local onde reencontraremos os que há muito partiram e uma eternidade para acolher os que ainda se encontram sujeitos às privações do tempo terreno. Contemplemos a hipótese de um dia, nesse outro mundo, sermos confrontados por um coro da defunta Catarina Martins, do defunto Ferro Rodrigues e do finado Marcelo Rebelo de Sousa. Conseguirá alguém descrever melhor o conceito de Inferno?

justiça revolucionária «à la carte»

29 Junho, 2018
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naom_581cc54f52704Em 2015, Sandro Santos, dirigente do Bloco de Esquerda de Guimarães, foi detido pela PSP por ser o cabecilha de uma rede de plantação de cánabis, organizada em quatro apartamentos onde cultivava essa planta. A produção e venda de cánabis são um crime público em Portugal.

Em 2018, um empregado da empresa de segurança 2045 espancou selvaticamente uma mulher, enquanto estava ao serviço nos STCP. Bater em pessoas é um crime de ofensas corporais, que, no caso, pode ser agravado por ter sido cometido por motivos raciais, que o Código Penal qualifica como circunstância agravante.

Hoje, no seguimento deste último acontecimento, a dirigente do Bloco de Esquerda Catarina Martins exigiu que a empresa 2045 fosse responsabilizada pelo comportamento criminoso do seu funcionário, pretendendo que o governo lhe retirasse a licença e, na prática, a encerrasse.

Aplicando a mesma lógica ao que aconteceu em 2015, o que acham que deveria ter acontecido ao partido da azougada Catarina?

Refugiados que são imigrantes, imigrantes que são refugiados

29 Junho, 2018

O assunto da temporada parece ser a imigração. Já passamos a fase em que o assunto era o asilo político e o refúgio temporário por conflito bélico: agora diz-se simplesmente imigrante. Ao mesmo tempo que se discute a alegada selvajaria da colonização europeia de uma forma homogénea – como se Angola fosse o Congo – e formas de expurgar a culpa dos progressistas de outrora, lida-se bem com a imposição de burkinis nas piscinas escolares do velho continente, tudo com o mesmo à-vontade e certeza que a superioridade moral ateísta permite para cruzadas contra crucifixos nas salas de aula. É sempre bom quando a linguagem mediática se aproxima da realidade, revelando que o que está em questão é o velho ódio leninista ao cristianismo misturado em doses certas com a fajuta urbanidade do cosmopolitismo compartimentado entre os nossos restaurantes e as mesquitas dos pobrezinhos.

Isto não vai acabar bem, mas o problema não é esse, se acaba bem ou mal: o problema é sempre o de se crer que algo se limita a acabar. Os supostos radicais caem todos no erro de anunciar a chegada do fim do mundo: é que o fim do mundo, se chegasse, resolveria todas as questões. O que torna tudo perigoso não é “o mundo acabar”, é ficarem cá aqueles que testemunharão que o fim da História é tão ilusório como o seu início.

Um banco público cheio de sumo

29 Junho, 2018

Alexandre Soares dos Santos: Quando a Compal foi posta à venda, tínhamos uma parceria com a Heineken, concorremos e concorreram três ou quatro empresas, quase todas com os mesmos preços, embora não tivesse havido conversa nenhuma. Quem ganhou? A CGD. O que é que o banco tem a ver com a Compal, com refrigerantes? Mas isto é assim mesmo.

Os imigrantes ilegais

29 Junho, 2018

Certo dia a propósito do meu texto sobre o  caso do pequeno Alfie, deixaram-me um comentário que tomei em consideração. Dizia, em resumo, que a lei pode ser dura mas que era a lei e assim,  os ingleses, sendo cumpridores de leis (ao contrário de nós que só as temos para serem quebradas)  podia-se  contestar pela mudança da lei mas não pela sua execução. Aplicando este princípio que está certíssimo (pese embora o facto de no meu texto estar a criticar o poder exagerado concedido ao Estado e não a aplicação da lei) a  qualquer nação, não podemos entrar em histeria parva só porque os EUA fazem cumprir suas leis fronteiriças. Das duas uma: ou somos sérios naquilo que defendemos ou não o somos.

Todas as nações têm fronteiras e compete a cada um dos países decidir como as quer manter na defesa pela segurança dos seus cidadãos. Ninguém de fora tem o  direito de  impor seja o que for nesta matéria. Na nossa “casa” mandamos nós ou mandam os vizinhos? Não seja hipócrita e responda com verdade. Você, na sua propriedade, só autoriza  a permanência de quem lhe convier e sob regras impostas por si, certo? E também não tem a porta aberta 24 horas por dia  acessível a qualquer um, pois não? Está a fazer discriminação positiva, certo? A questão da imigração ilegal é complexa e é precisamente por isso que não pode ser tratada de forma leviana porque põe em risco a vida das pessoas violando um dos princípios básicos da função do Estado: proteger. Tal como na sua casa em que toma medidas como fechar a porta à chave, vedar a propriedade com muros, para proteger sua família de invasões indesejadas e impedir a exposição aos perigos, as leis das nações servem exactamente o mesmo propósito.

Esta semana atacaram violentamente a Presidência actual dos EUA por fazer cumprir a lei existente criada por Clinton, agravada depois por Obama e aplicada por todos. Para justificar a desumanidade da separação de crianças dos acompanhantes adultos, registada em 2018 socorreram-se de imagens tiradas em 2014 durante a administração de Obama (ups!) e fizeram correr uma estória de uma menina das Honduras que fez capa no Times como tendo sido falsamente arrancada da mãe quando na verdade apenas se tratava de uma mulher retida em 2013, fugida do pai das meninas (tinha três) e que usou a mais nova para conseguir entrar com mais facilidade na fronteira sem nunca terem sido separadas. Mesmo depois de devidamente desmentido pela Reuters a nossa SIC continuou a divulgar essas imagens como sendo de 2018. Porquê?

A verdade é que é preciso promover a todo o custo  as imigrações ilegais  e diabolizar quem se  opõe porque há uma agenda política para cumprir. Mas não se explica, porque claro não convém, que a luta dos EUA não é contra os imigrantes (a sociedade americana só é multi-étnica porque promovem a imigração)  é contra os ilegais (e quem os promove) que assaltam o país pelas suas fronteiras e invadem a sociedade americana de criminosos como o gangue MS-13 responsável por atrocidades indescritíveis espalhando terror e a quem Trump classificou, e muito bem,  de “animais” para “horror” dos democratas. Basta analisar as declarações de Clinton, Obama, Hillary e Trump para verificar que todos estão em sintonia sobre esta matéria. Todos querem que a imigração positiva siga seus trâmites legais. Algum problema nisso? Parece que sim.

Os EUA não querem ser uma Europa que já conta com muitos países a braços com problemas sérios de invasão  em curso onde só em França, por exemplo a população islâmica já representa 15% da população total e    conta com 1500 zonas interditas as “no-go zones”. Dá que pensar.

Devemos aceitar imigração? Claro que sim. Mas sem desrespeito pelos cidadãos que já vivem nesses países.  Dito e muito bem dito, por Obama em 2005: “Aqueles que entram ilegalmente no país e aqueles que os empregam desrespeitam o estado de direito. Eles estão mostrando desrespeito por aqueles que estão seguindo a lei. Nós simplesmente não podemos permitir que pessoas entrem nos Estados Unidos sem serem detectadas, não documentadas, sem controle e contornando a linha de pessoas que pacientemente e legalmente se tornem imigrantes.” Alguém arrisca contestar esta declaração? Claro que não. Porque foi dita por… Obama.

notícias sobre o novo psl

28 Junho, 2018
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Fiquei tão entusiasmado com o anúncio de que Pedro Santana Lopes vai criar um novo partido, que fui imediatamente comprar os jornais para ler as notícias.

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A mistificação

28 Junho, 2018

Uma importante mudança de estratégia perante a evidência de que as coisas não têm corrido bem no campo da higiene pública. A Câmara Municipal de Lisboa (CML) deverá, a médio prazo, começar a proceder à recolha de lixo doméstico ao domingo nas “zonas de maior pressão turística”.

Esta notícia é uma mistificação: m zonas de Lisboa, como Benfica, onde não existe turista algum, o lixo amontoa-se. Não é a pressão turística que faz crescer o lixo (aliás será interessante comparar a produção de lixo por parte dos turistas coma dos residentes) mas sim a incapacidade da CML para fazer com que os serviços de recolha do lixo recolham o lixo.

sobre santana lopes

28 Junho, 2018
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É o tipo que mais vezes anunciou que ia fazer um partido sem ter feito nenhum, e que mais vezes ia desfazendo um que ele não fez.

A sério que não pode?

28 Junho, 2018

Alguém consegue explicar porque não pode Cristiano Ronaldo ser candidato a PR? Então não somos todos iguais?

Como as notícias sobre estes ataques são transmitidas por pombos-correio só com uma asa coloco aqui o video do ataque esta noite em Amsterdão ao jornal Telegraaf

27 Junho, 2018