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1ª república

10 Janeiro, 2018
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Golpe de Estado republicano em Angola: família real integralmente destituída do poder.

Quero o divórcio, mas não vamos falar disso agora que ainda não é altura

10 Janeiro, 2018

Querida Maria,

Como sabes, fui muito feliz contigo durante estes anos. Fizemos coisas engraçadas e tudo, mas ambos sabíamos que isto não poderia ser para sempre, de acordo com a Constituição. Não deve ser surpresa para ti que eu esteja a pensar agora no divórcio, apesar de – admito – não ser algo sobre o qual queira falar agora. Escrevo-te esta carta porque, como sabes, a Constituição não permite que continuemos casados, não porque ando a namorar a Júlia. Quando for altura para falarmos sobre isso, falaremos. Por agora só quero que penses que somos muito felizes e temos coisas melhores em que pensar, como na desgraça que é terem ido tantas pessoas ao meu local de trabalho ocupar o meu tempo, que, de outra forma, chegaria perfeitamente para atender todos se não ficassem tantos doentes ao mesmo tempo.

Um beijinho.

Teu Tóninho

P.S.: levo vinho logo para o jantar que nos vais fazer.

Para lá dos afastamentos anunciados outros casos vão acontecendo

10 Janeiro, 2018

Et voilá

10 Janeiro, 2018

Nous défendons une liberté d’importuner, indispensable à la liberté sexuelle

Le viol est un crime. Mais la drague insistante ou maladroite n’est pas un délit, ni la galanterie une agression machiste.

A la suite de l’affaire Weinstein a eu lieu une légitime prise de conscience des violences sexuelles exercées sur les femmes, notamment dans le cadre professionnel, où certains hommes abusent de leur pouvoir. Elle était nécessaire. Mais cette libération de la parole se retourne aujourd’hui en son contraire : on nous intime de parler comme il faut, de taire ce qui fâche, et celles qui refusent de se plier à de telles injonctions sont regardées comme des traîtresses, des complices !

Or c’est là le propre du puritanisme que d’emprunter, au nom d’un prétendu bien général, les arguments de la protection des femmes et de leur émancipation pour mieux les enchaîner à un statut d’éternelles victimes, de pauvres petites choses sous l’emprise de phallocrates démons, comme au bon vieux temps de la sorcellerie.
Délations et mises en accusation

De fait, #metoo a entraîné dans la presse et sur les réseaux sociaux une campagne de délations et de mises en accusation publiques d’individus qui, sans qu’on leur laisse la possibilité ni de répondre ni de se défendre, ont été mis exactement sur le même plan que des agresseurs sexuels. Cette justice expéditive a déjà ses victimes, des hommes sanctionnés dans l’exercice de leur métier, contraints à la démission, etc., alors qu’ils n’ont eu pour seul tort que d’avoir touché un genou, tenté de voler un baiser, parlé de choses « intimes » lors d’un dîner professionnel ou d’avoir envoyé des messages à connotation sexuelle à une femme chez qui l’attirance n’était pas réciproque.

Cette fièvre à envoyer les « porcs » à l’abattoir, loin d’aider les femmes à s’autonomiser, sert en réalité les intérêts des ennemis de la liberté sexuelle, des extrémistes religieux, des pires réactionnaires et de ceux qui estiment, au nom d’une conception substantielle du bien et de la morale

 

A estrela caída

10 Janeiro, 2018

Nos arrebatamentos histéricos em que vive o lado bom e fofo das notícias as estrelas e as causas sucedem-se a um ritmo frenético. No Verão de 2012 o senhor Assange era uma vítima. Propunham para ele o Nobel. Enfim, o costume. No Verão de 2012 o senhor Assange enfiou-se na embaixada do Equador em Londres e as manifestações a seu favor multiplicavam-se pelo mundo fora.
Seis anos depois ninguém quer saber do senhor Assange para nada e os espanhóis pressionam o Equador para que se desembarace do Assange que é um activo defensor da independência da Catalunha. Como é óbvio quem tinham razão era o Blasfémias onde a 22 de Agosto de 2012 se lia: Que Nossa Senhora de Quinche, Padroeira do Equador, se apiede do pessoal da embaixada daquele país em Londres porque ter de aturar o senhor Assange fechadinho entre quatro paredes não deve ser fácil.

Isto é um falar porque nunca tal aconteceu mas o dr Rui Rio já perguntou ao dr António Costa se este apoiaria um governo minoritário do PSD?

8 Janeiro, 2018

Rio admite apoiar Governo minoritário de António Costa


 

Um país frio e limpinho, como uma câmara mortuária hospitalar

8 Janeiro, 2018

energia-eólica1

 

O preço da electricidade vai subir e, de acordo com a imprensa, Marcelo Rebelo de Sousa quer estudar esse aumento. Aconselho desde já o Presidente da República a fazer esse estudo durante o dia, aproveitando a luminosidade e o calor proporcionados pelo sol. É que se o fizer de acordo com os seus conhecidos hábitos nocturnos vai precisar de acender as luzes e ligar os aquecedores, e isso fica bastante dispendioso.

Nada tenho contra os estudos em geral e contra os estudos eléctricos em particular. No entanto, quer-me parecer que chegam um bocado atrasados. É como se os alunos do Prof. Marcelo pegassem pela primeira vez no Manual de Direito Constitucional à tarde, depois de terem feito o exame durante a manhã: aprendiam na mesma a matéria mas já não iam a tempo de fazer a cadeira.

Se o estudo tivesse sido feito nos seus tempos de comentador televisivo, quando o país se atirava de cabeça às renováveis, talvez tivesse sido mais útil. Dessa forma, usando a sua grande influência, Marcelo podia ter lançado ao povo português a pergunta decisiva: os meus caros compatriotas querem uma energia limpinha a um preço muito alto ou acham preferível pagar substancialmente menos por uma energia ligeiramente mais badalhoca? E logo veríamos as preferências higiénicas da nação.

Note-se que eu nem sequer me dei ao trabalho de verificar se o Prof. Rebelo de Sousa alguma vez levantou a voz contra aqueles que colocaram Portugal no pelotão da frente da electricidade asseada. Isso faria de mim uma espécie de jornalista de investigação com preocupações deontológicas, quando, na realidade, sou apenas um chato. De qualquer forma, o risco que corro de estar a praticar uma injustiça é quase nulo: durante os anos em que enchemos as nossas serras com ventoinhas, só duas ou três personalidades conhecidas alertaram que aquele investimento era precoce e muito pesado para a carteira dos consumidores; todos os outros bateram palmas e acharam a ideia fantástica. A probabilidade de Marcelo Rebelo de Sousa ter feito parte desse minúsculo e corajoso grupo que, remando contra a corrente, defendeu que era melhor aquecer a casa com electricidade suja do que morrer de frio num ambiente imaculado, é tão grande como a probabilidade de vermos a nossa factura da luz diminuir por causa dos estudos eléctricos da Presidência da República.

 

um projecto de futuro

8 Janeiro, 2018
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Rui Rio fará, este ano, 61 primaveras.

Nas eleições legislativas de 2019, sendo líder do PSD, apresentar-se-à a votos com 62 anos.

Perdendo essas eleições e viabilizando um governo do PS, como parece ter admitido ontem, voltará a ter oportunidade de ser primeiro-ministro com 66 anos.

Ao fim de uma legislatura como primeiro-ministro, Rio teria 70 anos.

Mas, como numa legislatura não se conseguem fazer reformas estruturais, Rio iria certamente a um segundo mandato, que concluiria com 74 anos.

Um empolgante projecto político de futuro, sem dúvida.

Um Estado Ladrão

8 Janeiro, 2018

O Estado não governa. Rouba. Eles não gostam do termo. Até o acham ofensivo. Indignam-se quando alguém ousa chamá-los de ladrões. Mas gostem ou não são larápios do erário público descarados e sem pudor. E não preciso de esforçar muito a memória para afogá-los em provas factuais que o demonstra ao minuto. A cada hora que passa, é mais uma portariazita ladra, um decretozito assaltante, uma licenciaturazita falsa, umas trocas de favores debaixo da porta, uns bilhetes de futebol à borla com contrapartidas, uns perdões fiscais aos amigos, umas contas falsificadas, uns familiares favorecidos a viver à custa de todos nós, uns contratos ruinosos com luvas… É a ladroagem profissional especializada que dura desde que há partidos em Portugal em nome da democracia. Ponto!

Não vivemos em democracia coisa nenhuma mas sim em ditadura disfarçada de democracia. O poder concentrado na figura de um único indivíduo (ditadura) passou a ser dividido por  vários partidos (democracia) que entre eles decidem quem fica com o bolo maior e com que contrapartidas. É isso, curto e grosso. Desde 1974, com uma Constituição Portuguesa que assegura que o poder nunca saia das mãos de quem o conquistou na Revolução de Abril, que se finge através do voto que elegemos quem nos governa. Falso. A prova é esta: há algum deputado no  Parlamento eleito por sufrágio do povo português? Mais: há neste momento um governo LEGITIMAMENTE eleito por vontade do povo? Não me venham com a treta das coligações pós-eleitorais com a junção de todos os derrotados, se faz favor, previstas na Constituição feita por esses ladrões de poder. Poupem-me.  A resposta obviamente é NÃO! Nós cidadãos, infelizmente, enquanto isto não for revertido,  estamos reféns destes ladrões de poder que passam pelos governos, pelo parlamento e pelos sindicatos. A teia foi montada há décadas para que uma vez apanhados nela, jamais consigamos sair.

Por isso se explica que em pleno século XXI, apesar da roubalheira escancarada e monstruosa através de todo o tipo de impostos existentes ou INVENTADOS,   tenhamos urgências de hospitais públicos a parecerem um cenário de guerra onde doentes são amontoados sem um mínimo de condições. Ou noutro onde não há roupa de cama ou fardas. Ou ainda largas centenas de vítimas de incêndios por negligência criminosa do Estado a terem de ser elas próprias a desenvencilharem-se para sobreviver à tragédia e depois pedir as parcas indemnizações dentro dos prazos, que vêm seguramente da Sibéria a pé porque volvidos 6 meses (aqui o Estado já tem todo o tempo do Mundo para dar o que lhe compete por lei sem prazos) não chegaram ainda a todos. Por favor não me venham com os surtos de gripe para justificar o caos dos hospitais ou os fenómenos climáticos para os fogos. Não tenho pachorra!  Eles andam a governar-se. Não governam. Essa é a realidade. Acordem!

Por isso não há surpresa nenhuma quando os vemos a irem à bola ora com a Galp ora com Vieira da Silva. Quando os vemos a dormir e viajar com as Raríssimas. Quando os vemos unidos em consensos nesta lei secreta do financiamento dos partidos. Quando aumentam as subvenções vitalícias só porque sim. Quando atribuem perdões fiscais aos amigos como quem dá prendinhas no Natal. Quando aumentam regalias aos ordenados altos e alguns sectores da função pública. Quando espalham todos os amigos e familiares nas chefias do Estado.  Quando temos energúmenos a discursar no Parlamento sem serem depois colocados no olho da rua. Isto só acontece porque vivemos numa ditadura camuflada que além de nos condicionar o VOTO, nos amarra de impostos, sequestra a iniciativa privada (veja o caso recente que andam a fazer com o Alojamento Local), as liberdades individuais impedido um verdadeiro e franco crescimento social que promova prosperidade individual. Porque importa sim, promover antes a dependência do indivíduo ao Estado porque assim asseguram que nunca ninguém possa deter poder suficiente para os derrubar.

Porque se 99% (estou a ser simpática) do que é legislado favorece os governos e suas clientelas em detrimento da Nação, isto não é uma democracia.

É “ditadura”.

 

 

Do jeito que as coisas vão esta foto ainda passa de contestatária a símbolo do poder machista

8 Janeiro, 2018

e não, o machista da questão não é o Roger Moore mas sim o senhor que mandou a índia por ele receber o Oscar.
2-10

um erro de casting

8 Janeiro, 2018
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img_797x448$2014_11_296095Lembro-me de Rui Rio, ao longo de décadas, ser uma espécie de eterno candidato a candidato perdedor da Distrital do PSD do Porto contra Menezes – o seu ódio de estimação (devidamente retribuído, saliente-se) – em parceria com o também desenraizado Aguiar Branco. Durante esse tempo, Rio pertencia a uma espécie de ala esquerda-aristocrática da Foz do Douro do PSD, que tinha como referência moral e política Miguel Veiga, e como facto histórico fundador a ancestral zanga deste advogado com Francisco Sá Carneiro, logo nos primórdios da existência do partido laranja, que provocou uma «cisão» de que só o advogado da Foz se apercebeu. Para todos os efeitos, este «grupo» representava, dentro do PSD, uma tendência mais à esquerda do que o «populismo» de Sá Carneiro, e assim se manteve pelos anos seguintes contra os «populismos» de Menezes, Santana e Passos Coelho. Teve proximidades a Balsemão e ao grupo dos «Inadiáveis», mais tarde a Ramalho Eanes, flertou com a ASDI e com o «Soares a Presidente» e, muito recentemente, no Porto, mais por princípios geográficos e bairristas do que políticos, com a primeira candidatura de Rui Moreira, que para Miguel Veiga significava a conquista da Câmara pela «intelligentsia» política da Foz, que ele sempre cultivara, e, para Rio, um acerto de contas com o seu eterno rival.

Quando Fernando Gomes regressou de Lisboa para «retomar» a Câmara do Porto, era presidente da distrital do PSD Luís Filipe Menezes ou alguém, cujo nome não me recordo agora, em sua substituição. Como, para os estrategas locais do PSD, a Câmara estava perdida, o candidato do partido laranja seria sempre uma vítima sacrificial, como outras que, de resto, tinham já existido no passado recente. Menezes ofereceu em forma de «missão» da maior importância, esse presente envenenado a Rio e este não teve outra saída que não aceitá-lo: se o recusasse, seria visto como alguém que virava as costas ao partido nos momentos de dificuldade e o laranjal não aprecia esse tipo de atitude. Só lhe faltava ir a jogo e Rui Rio foi, mas sempre convencido que não tinha qualquer hipótese de vitória e que o que ali se discutia era a maioria absoluta do candidato socialista. Só que a cidade do Porto não paga a «traidores» e não perdoou a ida de Gomes para Lisboa. De um momento para o outro, Rui Rio viu-se presidente da Câmara da sua cidade.

Nas funções de autarca portuense, há que o dizer, apesar de erros, a acção de Rio foi muito mais positiva do que negativa. Pôs as contas em ordem e preparou a cidade para o desenvolvimento que ela hoje conhece. Mas, politicamente, Rui Rio foi sempre um zero à esquerda, e foi durante os seus três mandatos autárquicos que, pela ausência da liderança que necessariamente tem de caber ao edil portuense, o Porto e a Região Norte ficaram condenados à irrelevância política onde ainda hoje se encontram.

Não são, por isso, de estranhar as sucessivas argoladas do Rio candidato a líder do PSD, como esta de dizer, a menos de uma semana as eleições, que está disponível para suportar, no Parlamento, um governo minoritário de António Costa. É que, na verdade, Rui Rio não sabe o que é ganhar uma eleição por mérito próprio e, muito provavelmente, teimoso como é, irá perder esta. Não duvido que seria um primeiro-ministro mais competente que António Costa ou Santana Lopes. O que não acredito é que alguma vez lá chegue.

No país do «korror»

8 Janeiro, 2018

Presumo que há um país no mundo onde o livro de Steve Bannon não só não será lido mas vivamente condenado. Falo de Portugal, obviamente. Ou já se esqueceram da viva indignação que tomou conta da pátria quando o arquitecto Saraiva publicou “Eu e os Políticos”? Era um «korror» total. O Tribunal da Relação de Lisboa ordenou à editora Gradiva que recolhesse o livro. Felizmente para os americanos que o «korror» é um produto português aplicado diversamente segundo a pertença política dos visados mas de qualquer modo português.

Boa!

7 Janeiro, 2018

Não tem par o enlevo mediático com as criaturas que resolveram andar no metro sem cuecas. Estas mesmas falam de si como se estivessem a dar um forte contributo não só para a história das ideias como tb dos transportes. Seja como for podiam os senhores repórteres alargar o âmbito das suas peças à degradação do serviço prestado pelo Metro de Lisboa? E se não for muito pedir tb podiam indagar sobre os acordos de trabalho na dita empresa. Por exemplo, quantas horas por dia conduzem os motoristas? Quem recebe subsídio para abrir e fechar a porta das carruagens?… Se eles só responderem em cuecas ou mesmo sem elas não faz qualquer diferença. A vergonha já desapareceu dali há muito tempo.

A certificação da ideologia

7 Janeiro, 2018

“Governo estuda certificado de igualdade de género para empresas”. Notícias pressurosas informam-nos que o nosso Governo estuda este documento com o governo da Islândia que temos sido abundantemente informados ser um país governado por uma senhora que é pacifista, ecologista, feminista… enfim uma política que está no lado bom das notícias.
A primeira reacção seria a de sorrir com condescendência como se este “certificado de igualdade de género” fosse mais uma na longa série de decisões grotescas de um governo que não consegue garantir a segurança dos cidadãos mas não os deixa comer arroz doce nos bares dos hospitais. Mas nada disto é uma excentricidade: aquilo que estamos a viver é a transformação da ideologia numa grande burocracia, em que as empresas são um palco para experiências sociais e a discordância individual é tratada como uma anomalia. Quando não como um crime. Veja-se, por exemplo, a queixa apresentada pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) contra o jornalista José António Saraiva.

Momentinho

7 Janeiro, 2018

Costa_Constanca

Segundo julgo saber, os 110 mortos nos incêndios também não fizeram nada a pensar no soundbyte ou para o momentinho televisivo. Mas posso estar enganado…

Já a dupla retratada na imagem acima continua alegremente a dirigir grunhidos a palavra aos portugueses. Sobre isto não há engano possível.

*

 

desapareça, minha senhora!

7 Janeiro, 2018
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538724.pngA senhora da fotografia, que dá hoje uma entrevista auto-laudatória ao Diário de Notícias (e quem mais se sujeitaria a isto?…), foi ministra da Administração Interna do governo que assistiu impotentemente à maior tragédia humana do Portugal democrático. Uma tragédia que aconteceu uma vez, e nela morreram 65 pessoas, e, poucas semanas depois, outra vez, tendo então falecido mais 45. Pelo menos, 110 vítimas, em consequência de acontecimentos que lhe competia – a si, ao seu ministério e aos serviços sob a sua dependência – evitar. Mas estes mortos, que pesam sobre todo o país, parecem importar-lhe pouco. Do que ela mais cuida, poucos meses passados sobre a tragédia, é da sua imagem pública, fazendo-se entrevistar para se colocar no lugar de vítima, disparando para todos os lados, até mesmo usando a tão em voga «discriminação» de género («Senti que se tivesse sido um homem a passar pelas mesmas circunstâncias talvez tivesse merecido mais respeito»). Pois bem, minha senhora, caso não tenha ainda entendido, as pessoas comuns não querem saber de si para nada. Não lhes interessa saber se é uma jóia de moça, se é ou não é «calculista», se agiu ou não «a pensar no sound byte». O que as pessoas comuns querem saber é o que, de facto, ocorreu nesses dois dias trágicos de Junho e de Outubro, e por que é que morreram tantas dezenas de pessoas que os serviços do estado, ao seu cuidado, deviam proteger. Vir para a comunicação social que não seja para exigir o cabal esclarecimento de tudo o que ocorreu sob a sua responsabilidade, quando ainda pairam muitas nuvens a respeito, é de um profundo mau gosto, de um egocentrismo exacerbado e de uma falta quase autista da proporção das coisas, que só podem revelar um carácter. Por isso, minha senhora, pense mais nos outros e menos em si. E se não for capaz disso, desapareça da ribalta por uns tempos.

porquê, para quê?

7 Janeiro, 2018
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81h4dB0jjjLQuem me conhece sabe quanto sou avesso às teorias da conspiração. Contudo, tenho de reconhecer que há coisas verdadeiramente estranhas. Entre elas, aconteceu-me receber, há quatro dias, via email de remetente anónimo, o livro de Michael Wolff, Fire and Fury, sobre Donald Trump. Julgo que o recebi, neste cantinho nortenho da Península Ibérica, mesmo antes de ter sido publicado nos EUA, eu que nunca antes recebera nada vindo de Trump e que tenho sobre o presidente dos EUA ideias divididas. Porquê, para quê? E, sobretudo, donde?

Uma quinta-feira como outra qualquer

7 Janeiro, 2018

Ela ia todas as quintas-feiras para a sessão de zumba com aquelas calças de yoga que, caso tivesse adquirido identidade de género masculino, lhe apertariam os testículos imaginários ao ponto da castração virtual. Ele vinha, naquela quinta específica, do hospital onde visitou o amigo vítima de maleita decorrente das alterações climáticas. Ela estava grávida de feto em pensão completa em útero alheio e emanava aquele ar de quem solicitaria amamentação de substituição para não estragar as mamas de debate semanal sobre a desigualdade de género da siderurgia. Ele tinha comido um croquete no bar do hospital enquanto leu Zizek sobre a temática do momento, o papel das redes sociais na educação pura-raça de crianças clinicamente sobredotadas. Ela tirou uma selfie do autocarro, entre uma paragem e outra, de pernas escachadas com o indicador a apontar para a costura entre-pernas com hashtag #myVaginaMyChoice; ele olhou, com os joelhos bem juntos, como as senhoras eram ensinadas a sentar no velho mundo, naquele preciso momento, para o activismo de Instagram dela, violando-a com o olho direito.

Não fosse o oprimido muçulmano suicida ter rebentado com o autocarro, ambos chegariam a casa com risco de assistir inadvertidamente ao debate entre Rui Rio e Pedro Santana Lopes. Ainda há quem critique o terrorismo de rosto humano.

Medina & Costa: a lotaria saiu ao PCP

6 Janeiro, 2018

Pouco noticiada pq o o assunto é embaraçoso qb para o PS esteve marcada uma greve nos serviços de limpeza da CML para 26 a 29 de Dezembro.
Como não podia deixar de ser a greve foi SUSPENSA pois como anuncia a CGTP “a maior parte das suas reivindicações vão ser cumpridas após compromisso escrito da Câmara Municipal.

Assim:

*Fica assumido que a Câmara não irá externalizar mais serviços de lavagem de contentores de 1100 Lt. Deste modo, assim que tenha termo o contrato em vigor (acaba em Maio), estes serviços serão novamente assegurados pelos trabalhadores da CML. Fica também para discussão posterior a lavagem dos ecopontos subterrâneos.

* Durante as férias os trabalhadores vão receber subsídio nocturno. E não só, vão também receber 5 anos de retroactivos do nocturno (de 2013 a 2017). Já agora na CML para se considerar que se faz serviço nocturno basta trabalhar pelo menos uma hora de trabalho diário no período nocturno.

Para o ano há mais pq ainda ficou por negociar o pagamento do suplemento de insalubridade, penosidade e risco durante as férias. Mas estejam descansados que na oproxima ameaça de greve o Medina assina, o Costa continua PM e o contribuinte paga.

Ano Novo, Vida Velha

5 Janeiro, 2018

Depois das bebedeiras da passagem de ano, o choque com a realidade logo no dia seguinte: o ano iniciou-se envolto em polémicas e aumentos no seguimento do ano anterior mas para pior. Pela calada, enquanto os tontos dos cidadãos festejavam, nos últimos dias do ano, os políticos aumentaram o ISP, aumentaram financiamento aos partidos e, imaginem só ainda tiveram o desplante de  criarem uma  taxa de aquários para fins lúdicos, didácticos, de pesquisa científica ou consumo próprio!! Ou seja, ir buscar mais dinheiro a quem acumula dinheiro desta vez em… aquários!  Mas o que vem a ser isto?

Os senhores políticos incomodados com a revolta nas redes sociais e ao estilo já velho do “engana tolos” a que nos habituaram, vieram depois desmentir o que está clarinho como a água na Portaria dos peixinhos que eles mesmo redigiram e que não deixa margens para dúvidas. Veja aqui a Portaria. Mais: como não têm um pingo de vergonha na cara, desfilaram ainda no parlamento a vomitar pós-verdades para justificarem a lei do financiamento a partidos vetado e bem pelo Presidente. Vejam só que até já apareceram as actas. Ficamos então a saber que o vídeo que TODOS vimos sobre a votação do dito decreto secreto vergonhoso é mera construção da nossa imaginação colectiva. Os partidos (excepto o CDS e PAN) não estiveram unidos na aprovação dessa vergonha nem andaram a elogiar-se uns aos outros por esse magnífico feito, nem o fizeram às escondidas. Ora vão mas é dar banho ao canito se faz favor!!

Como se não bastasse esta falta de respeito grosseira  pelos contribuintes, vimos todos os bens essenciais  aumentar significativamente: rendas, luz, água, transportes, pão, gás, alimentação, depois de andarem o ano todo de 2017 a propagandear aos quatro ventos um aumento de rendimentos com a reposição de cortes de alguns, e uns míseros euros no salários mínimo e pensões de outros!!! Ora, para começar o dito aumento de rendimentos só abrangeu salários mais altos da função pública que a partir de 1500€  sofreram cortes já no PEC de Sócrates e foram mantidos no Memorando de Entendimento com a Troika assinado também pelo ilustríssimo José das Fotocópias! E o resto da população viu uns míseros euritos na conta bancária que desaparecem só com uma ida às bombas de gasolina ou supermercado. Ou seja, tudo igual para pior em 2018. Ah! espera! Tudo igual não! Há mais 708 dirigentes neste governo “Costrático” a viver às nossas custas.

É ainda mais revoltoso se juntarmos a isto um ano “novo” que começa com escolas sem dinheiro para aquecimento, avarias de comboios de 2 horas por falta de manutenção, ambulâncias do INEM paradas no Algarve por falta de pessoal, o SEF sem energia eléctrica há 2 dias colocando em risco a segurança dos cidadãos, hospitais a abarrotar de doentes EM MACAS por falta de pessoal e camas (Hospital de Santa Maria tem mais de 700 especialistas à espera que governo abra concurso), livros escolares gratuitos ainda por pagar e muito mais que ainda há-de colapsar por via das Cativações do EXTRAORDINÁRIO mago das finanças. Para governar assim não precisamos de doutores de Harvard. Qualquer burro faz brilharete a gerir deixando literalmente de pagar.

A triste realidade por muito que custe  ouvir é que não estamos a ser governados. Estamos a ser ROUBADOS. Por todas as vias. Roubados no salário. Roubados na segurança. Roubados na saúde. Roubados na educação. Roubados na dignidade humana. Roubados no respeito como cidadãos contribuintes. É o saque descarado justificado com benesses que NÃO EXISTEM só para garantir o lugar a quem está no Parlamento. Entramos num ano “novo” com sabor a velho. É só mais um ano de endividamento de famílias iludidas a viver à conta de créditos ao consumo, mais um ano de dificuldades em pagar contas, mais um ano de falsas expectativas, falsas promessas e muitas muitas mentiras.

“Bom ano” possível a todos.

 

alguém que deite mão a isto

5 Janeiro, 2018
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Enquanto os partidos ditos não-socialistas e as pessoas sensatas do PS andaram a assobiar para o ar e a fazer de conta que nenhuma ameaça pairava sobre o Alojamento Local, alguns tresloucados do PS e os habituais delinquentes do Bloco e do PCP foram urdindo uma trama contra o sector de actividade económica que mais emprego e riqueza criou nas últimas décadas, em Portugal. O resultado disso está à vista e é tão mau que fez com que o próprio António Costa tentasse impor uma solução contrária à apresentada por parte do seu grupo parlamentar. Só que Costa, ao contrário do que a propaganda oficial tenta fazer crer, é um líder tíbio e frouxo, que joga diariamente a sua sobrevivência política em alianças precárias, que fazem dele uma vítima perfeita de coacção e chantagem. Esse foi o preço que ele aceitou pagar de ser primeiro-ministro a todo o custo, e se, até agora, a coisa se ia compondo com mais ou menos benesses concedidas aos “parceiros”, o ataque ao Alojamento Local poderá ditar o fim dos sucessos económicos ditos deste governo e a saída de Costa e do governo pela porta pequena, quando este esperava uma reeleição triunfal, em forma de maioria absoluta. O problema mais sério da coisa está, porém, na incomensurável estupidez ou/e maldade de condenar investidores e investimentos às invejas de vizinhos, princípio abstruso a que nem o CDS foi capaz de resistir.  Vão ser muitos e muitos milhões de euros deitados ao lixo, vai ser muito crédito mal parado ou definitivamente incobrável, vai ser muito banco a tremer das pernas, vai ser muita pequena e média empresa de construção a falir e, claro, vai ser muito, mas muito desemprego a crescer. No fim de tudo, obviamente, a culpa do governo e dos políticos terem espatifado um negócio que corria muito bem por eles quase não intervirem nele será do “mercado”. Tal como o mordomo dos clássicos policiais, que é sempre o culpado dos crimes, também o “mercado” é sempre o responsável pelos actos criminosos da péssima classe política que restou ao fim de mais de quarenta anos de democracia. Alguém que deite mão a isto!

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a indignação do deputado pinotes

4 Janeiro, 2018
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O deputado Pinotes está transido de indignação pelo facto da administração dos CTT se estar a preparar para encerrar uma quantidade de lojas (22, salvo erro), processo a que chamou de «abjecto». Não querendo retirar ao deputado Pinotes o seu constitucionalíssimo direito à indignação, sempre gostaria de apurar se ele manifestou sentimentos semelhantes quando, pelo ano passado, se soube do plano da administração da Caixa Geral de Depósitos para fechar um número ainda maior de balcões e, já agora, para aumentar exponencialmente os custos de manutenção das suas contas, incluindo as dos pensionistas e reformados. Não tendo qualquer certeza a este respeito, algo me leva a crer que o assunto lhe terá passado despercebido e que as suas «indignações» serão selectivas. Mas, se ele nos quiser elucidar, ficaríamos muito agradecidos.

Fantástico, não é?

3 Janeiro, 2018

A Escola Básica Delfim Santos, na freguesia de São Domingos de Benfica, em Lisboa decidiu encerrar às 15h45 por “questões de segurança dos alunos” devido ao jogo de futebol Benfica-Sporting, que se realiza às 21h30 no Estádio da Luz.
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Numa informação colocada na escola, a direcção daquele estabelecimento de ensino refere que decidiu, por “questões de segurança dos alunos”, terminar as aulas às 15h45 na sequência de um comunicado da Polícia de Segurança Pública (PSP) que alerta para “o risco elevado” do jogo, “que motiva deslocações em massa de adeptos e fortes condicionamentos de trânsito”.

Óbvio

3 Janeiro, 2018

Os deputados do PCP votaram favoravelmente uma lei «absurda, antidemocrática e inconstitucional». É portanto a cara chapada de uma lei comunista.

a licença aquícola

3 Janeiro, 2018
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aquárioDurante muitos anos o regime democrático português sorriu, com ironia mais do que justificada, da velha licença de utilização de isqueiro que o Estado Novo pusera em vigor em Novembro de 1937, pelo Decreto-lei nº 28219. A coisa tinha o seu ridículo, sobretudo quando vista com mais de quarenta anos sobre a data daquele diploma, ainda que se pudesse arguir, em defesa do mesmo, que a generalização do hábito de fumar era, nessa época, muito recente e que a proliferação de meios incendiários, que usavam produtos petrolíferos para a combustão, nas mãos de milhares de fumadores, poderia envolver riscos ainda desconhecidos. Quem usasse isqueiro para fumar ficava, assim, sob a tutela do estado, não fosse dedicar-se a actividades subversivas, e isso teria necessariamente um custo…

Ora, por mais que puxemos pela cabeça não conseguimos atingir as razões substantivas que levaram o governo português em funções a aprovar a recente taxa anual de 50,00 € para «autorização da detenção de espécies aquícolas em cativeiro para fins ornamentais», que foi publicada no último dia 28 de Dezembro, no Diário da República, Iª Série – nº 248. Serve esta taxa, entretanto já popularizada pela «taxa aquário» para quê? Que custo social tem um dono de um aquário de pagar ao estado? O facto das águas donde essas espécies vêm – na maioria tropicais – ficarem sem os bichanos? Mas o que tem o estado português a ver com isso? A necessidade de pagar um custo pelo benefício de se contemplarem as maravilhas da natureza aquicola «detidas» em cativeiro privado? Ninguém sabe, ao certo. Todavia, se quisermos taxar usos menos apropriados por parte dos seus responsáveis e beneficiários, poderemos considerar as seguintes possibilidades, que deixamos ao superior critério governamental:

1ª Taxa do preservativo marginal, a incidir sobre cada unidade desse produto consumida a mais na mesma relação sexual. É sabido que o látex e o petróleo poluem o ambiente, e que um cidadão consciente das suas obrigações sociais não deverá usar mais do que o necessário para satisfazer os seus instintos primitivos, isto é, uma única unidade por relação. As demais serão desnecessárias e devem ser taxadas.

2ª Taxa da flatulência agressiva, a aplicar sobre os gases emitidos pelos organismos não sociais, mas humanos, desde que o mesmo ocorra fora dos recintos apropriados, isto é, dos wc. É escusado explicar a necessidade ambiental imperiosa para esta importante contribuição social.

3ª Taxa do odor corporal intenso, que será cobrada a quem, por não tomar banho diário ou por usar produtos de higiene corporal comprados no LIDL, produza odores corporais inapropriados e, com isso, perturbe colegas de trabalho, passageiros de transportes públicos ou de elevador.

4ª Taxa do comentário idiota, para castigar e, de preferência, evitar comentários cretinos ditos em público, tais como «afinal havia outra via» ou «acabou-se a austeridade».

 

Ora, ora se os CTT deixarem de ser privados teremos a respectiva comissão de trabalhadores tão afónica quanto a do METRO

3 Janeiro, 2018

CTT vão fechar 22 lojas. Comissão de trabalhadores teme novos encerramentos

Tareka, 1977. As danças não tinham de vir unicamente da Ucrânia

2 Janeiro, 2018

2. Tareka e Tó Zé Martinho. Mãe e filho fizeram de Ginger e Fred. As danças já não tinham de vir da Ucrânia.

Num momento em que tanto se fala sobre a violência contra as mulheres noto uma bizarra indiferença perante estas duas mortes

2 Janeiro, 2018

Maria Laura da Silva Pereira, de 77 anos, foi assassinada à pancada durante um assalto à sua casa, no centro da localidade de Chimoio, na província de Manica, Moçambique. A emigrante, que geria uma agropecuária, terá sido morta pelo caseiro da sua quinta, que já foi detido com um cúmplice

Inês Bota foi raptada por volta das 22 horas da última quinta-feira, na cidade da Beira, por três indivíduos todos jovens, com idades entre os 21 e os 24 anos. Depois de algumas horas em cativeiro, a vítima foi levada de madrugada da Beira para o rio Púnguè para onde, de membros inferiores e superiores atados, foi atirada para o referido rio, um mergulho fatal.

Ladroagem piolhosa

31 Dezembro, 2017

PS_Falencia

Ok, Marcelo veta as alterações à lei de financiamento dos partidos.
Sendo imoral, ignominioso e imperdoável, ficaria pelo menos claro para todos o alívio que daria ao PS sobre a iminente insolvência do partido.

Os donativos dos dirigentes e os recentes empréstimos do Novo Banco não foram suficientes. Resta pois saber que outros meios subreptícios e dissimulados usará o PS em alternativa, pois o instinto de sobrevivência dos piolhosos não olha a meios nem a princípios éticos.

Toda esta história das isenções fiscais para os partidos políticos, justificações e comentários subsequentes evidencia que imposto é roubo.

Se me parece manifesto o especial e particular interesse do PS na nova versão do diploma, nenhum dos outros partidos e deputados que promoveram e aprovaram a proposta de alteração têm menor culpa.

Por mim, apontei os nomes de todos.
Espero que haja forma de os responsabilizar pessoalmente. Um a um.

Não pode haver condescendência com a ladroagem, ainda por cima praticada de forma consciente.

*

 

 

2018

31 Dezembro, 2017
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Já me tinha esquecido dos «estalinhos de Carnaval». Em garoto usava-os nas épocas adequadas e divertia-me com eles. Mas tinham-se varrido da minha memória, desde que foram proibidos, assim como as «bombinhas» das mesmas festas, os foguetes, os balões de S. João, tudo coisas «perigosíssimas» que encantaram gerações e animaram festas populares, durante décadas. Os «estalinhos» podem cegar os petizes, as «bombinhas» arrancar-lhes os dedos, os foguetes e balões causam incêndios que desapareceram das nossas matas assim eles foram proibidos. Em Portugal, o estado zela pela nossa felicidade e bem-estar, e legisla proibindo tudo que o possa impedir. De passagem breve por Madrid, onde os nativos mantêm esses costumes tribais, relembrei os «estalinhos» por ver crianças a brincar com eles. Todas tinham os dez dedos das mãos e a nenhuma me pareceu ter sido vazado qualquer olho. Julgo que eram apenas miúdos felizes a «assustar» e a brincar com os pais e adultos.

Um bom ano de 2018 para todos!

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As taxas dos amanhãs que cantam baixinho

31 Dezembro, 2017

Taxa de desprotecção civil. Taxa pernil. Taxa pirolito. Taxa Arménio Carlos… Que taxas são estas? Aquelas que se pagam antes sequer de existirem.

Será por abusarem do sal?

30 Dezembro, 2017

«O Estado realizou esta semana um novo aumento do capital da CP – Comboios de Portugal. São 11 milhões de euros, elevando o capital para 3,85 mil milhões..
Um comunicado enviado pela empresa à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), dá conta da operação. É o segundo aumento de capital este mês e o quarto em 2017.
Em 11 de dezembro, a CP dera conta de um reforço de 418,3 milhões, A 25 de outubro, a injeção fora de 16,8 milhões.
No final de junho, aquando da nomeação do novo presidente do Conselho de Administração, Carlos Nogueira, o Estado colocara na CP mais 12,4 milhões de euros. Em três anos, o valor acumulado atinge a cifra de 900 milhões.
Esta séria de operações destina-se a suprir as necessidades de capital da empresa.
No primeiro semestre de 2017, a CP registou um prejuízo para 57,9 milhões (74 milhões em 2016), tendo transportado 60 milhões de passageiros. No fim do semestre, a dívida remunerada da CP era de 3 mil milhões de euros. »

Quanto recebe o assessor que fez esta lista?

30 Dezembro, 2017

«Sumos de fruta, mesmo da docíssima manga, estão livres para serem comprados. Refeições rápidas, como hambúrgueres, mesmo que de carne magra ou de aves, não podem ser dispensadas. Uma feijoada ou mãozinha de vaca com grão, já pode ser. A tolice tomou conta da saúde.» – escreve Fernando Leal da Costa sobre aquela anedota legislativa oficialmente designada como Despacho 11391/2017 de 19 de dezembro que versa o que se pode ou não vender nas cafetarias existentes em instalações do SNS.
O disparate é total: não se podem vender sandes de presunto mas o salpicão está permitido. E já agora o salame de chocolate tb escapou à censura.

a lei «saudável» que o ps devia aprovar

29 Dezembro, 2017
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Porque há certo tipo de salgados que se devem evitar,,,

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Ide pastar, como a vaca voadora

29 Dezembro, 2017

A partir de agora, em nenhum bar dentro de estabelecimento de saúde poderá ser encontrado qualquer dos seguintes produtos:

  • Salgados (rissois, croquetes, empadas, chamuças, pasteis de massa tenra, frigideiras, pasteis de bacalhau, folhados salgados e produtos afins1)
  • Pastelaria (bolos ou pasteis com massa folhada e/ou creme e/ou cobertura)
  • Pão ou outro com recheio doce
  • Charcutaria (chouriço, salsicha, presunto, etc)
  • Ketchup, maionese e mostarda
  • Bolachas e biscoitos comestíveis
  • Refrigerantes (inclui ice tea).

O diploma, apesar de parecer bastante limitativo, é, porém, bastante permissivo: continua a ser possível comer merda desde que não lhe seja adicionada sal. Os meus parabéns ao gordo do António Costa: os porcos já andam de pé, só falta andarem de bicicleta para o circo estar completo.

Diploma disponível aqui.


1 “produtos afins” pode ser traduzido, neste contexto, por “comida”.

O Nosso Mal é a “Pulhítica”

29 Dezembro, 2017

E pronto! Caiu a máscara aos partidos! Ninguém daqui em diante terá mais dúvidas sobre o funcionamento real do Parlamento. Quem andava iludido pensando tratar-se de um local sério onde pessoas sérias (eu não!), eleitas para governar (eu não!), legislavam pelo interesse da Nação (ui… muito menos!) ficou a saber que afinal não passa de um antro de “pulhíticos” (salvo umas excepções) que no escurinho da noite, sem actas nem propostas assinadas,  planeiam o saque ao contribuinte, desta vez para beneficiar os seus partidos. Aqui nem sequer houve divergências. Aqui nenhuma ideologia “pulhítica” entrou em choque. Aqui até houve entendimento pois claro (excepto CDS e PAN). Quando se trata dos próprios bolsos, todos se apoiam.  Que coisa mais linda! Até já estou emocionada! Veja aqui os discursos fofos de rasgados elogios uns aos outros. Tão giro…

Tenho dito  que o mal deste país está na política e políticos que temos muito mais do que nos défices e dívidas. Ter contas desequilibradas é assustador e merece toda a  atenção com uma gestão responsável e eficaz. Mas a ameaça maior deste país está nas pessoas que têm assento no Parlamento. Esse é o perigo. Esse é o GRANDE mal. Essa é nossa desgraça. A qualidade das pessoas que representaram o país foi o que nos trouxe a pobreza e mendicidade da Nação. Ano após ano, geriram-se a eles, familiares e amigos. Uns de forma mais discreta, outros totalmente à descarada mas sempre a pensar neles. E por pensarem só neles, hoje somos um povo que vive com salários miseráveis, em condições miseráveis, com promessas miseráveis e futuro ainda mais miserável assente numa  “pulhítica” de propaganda que cria a ilusão de que este é o melhor país para se viver (ah! ah!ah!). Mesmo que morram centenas de pessoas por falta de assistência. Mesmo que o Estado não passe de uma figura de corpo presente apenas eficaz na hora de cobrar impostos (além de os aumentar e inventar uns quantos mais) falhando redondamente em todo o resto. A lavagem cerebral entra com a força toda da Comunicação Social que, comprada e manipulada pelo regime, vende esse bem estar a toda a hora convencendo os incautos, que depois só na hora de solver seus compromissos percebem que afinal, não vivem dos rendimentos que cresceram mas dos créditos que contraíram. Mas mesmo assim acreditam que vivem melhor (até falirem) porque a doutrinação é eficaz nos mais fracos. Coisas da “pulhítica”.

Não acredito que Portugal mude de rumo sem uma limpeza parlamentar. E quando digo limpeza é mais do tipo  desinfestação total. “Matar” a velha política dos interesses e dos compadrios  com o surgimento de novos projectos com gente competente da sociedade civil completamente independente mas com profundo sentido de missão. Gente que já tenha um percurso profissional de pelo menos 10 anos a “partir pedra” todos os dias e construído  fora da política. Gente que adquiriu a pulso tudo o que possui sem ser por ocupar cargos políticos. Gente limpa de interesses, favores e vícios. Gente capaz de rasgar um caminho defendendo apenas a Nação acima de qualquer coisa de forma altruísta e desinteressada. Precisamos de um “Ciudadanos Português”, feito pelo povo, liderado pelo povo com um único compromisso: defender os cidadãos acima de TUDO.

Porque estes mentirosos que agora desmascarados se desculpam como ciancinhas apanhadas a roubar no supermercado, não vão mudar. Nasceram e cresceram na “pulhítica”. Não sabem fazer mais nada nem sequer tiverem de partir uma unha para terem o que têm. Nunca sofreram um desemprego, uma dificuldade económica, o desespero de ter um salário magro que mal dá para as despesas. Por isso jamais mudarão seu modus operandi nem largarão o pote de mel a menos que o povo unido e bem organizado, lho retire. Mais depressa legislarão em segredo sobre LIMITES às redes sociais que os desmascararam do que corrigirão seus caminhos erráticos. Está-lhes no ADN “pulhítico”.

E nós, sem gente nova e projectos novos, estamos condenados.

 

 

 

 

 

Se os pernis vão para a Venezuela

29 Dezembro, 2017

para onde despacham o resto dos porcos?

o pernil do «jamé»

29 Dezembro, 2017
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8000Graças ao grande líder Maduro ficámos a saber que Mário Lino, depois de exercer funções governativas, se dedicou a uma empresa de produtos porcinos, ao contrário de muitos outros ex-governantes que se vendem ao grande capital financeiro e às empresas de rating. Poderia Mário Lino ter sido contratado por uma multinacional de construções aeroportuárias? Poderia, com certeza. Poderia Mário Lino ter sido arregimentado por uma escola internacional de língua francesa? Indubitavelmente que sim! Poderia Mário Lino ter continuado na política e ser hoje ministro do maior governo português de sempre? Mas como não, se, apesar do gigante que lhe sucedeu, todos lhe sentimos a ausência! A tudo isso poderia o ex-ministro aceder, mas Lino, sóbrio e modesto, preferiu regressar ao seu ambiente de origem, ao seu modus vivendi natural, a indústria porcina. Reconhecida a excelência dos produtos que fabrica e exporta, outro grande especialista na matéria, o camarada Maduro, logo lhe encomendou os serviços. Infelizmente, na boa tradição socialista, esqueceu-se de lhe pagar. Lino não gostou e cancelou o pernil. Maduro não gostou e proclamou guerra ao infiel amigo. Agora, só a diplomacia do Eng. Sócrates poderá salvar Portugal de uma tragédia.

Acotinhem-se, filhos, acotinhem-se

28 Dezembro, 2017

 

paraiso-fiscal

 

De acordo com a comunicação social os partidos políticos portugueses acotinharam-se numa sala fechada e à prova de som para distribuírem entre si um grande bónus natalício. Aparentemente conseguiram fazer aquilo com que sempre sonhei em miúdo mas nunca consegui levar a cabo: sacar o cartão de crédito aos meus pais e ir eu próprio comprar os meus presentes. Só o CDS e o PAN mostraram alguma relutância ao processo, o que já me valeu alguns olhares irónicos do periquito que tenho lá em casa. Desconfio que ele se sente melhor representado na Assembleia da República do que eu.

Pelo que se vai ouvindo a dádiva em causa é tão grande que é possível que os tesoureiros, quando olharem outra vez para as contas, passem a acreditar novamente no Pai Natal. Mas se analisarmos com atenção vemos que essa hipótese é descabida: a não ser que as respectivas sedes partidárias se situem em castelos medievais ou em cantinas, não é possível fazer passar tanto dinheiro pelas chaminés.

Muitos dos subscritores desta nova lei do financiamento dos partidos (podemos chamar-lhe lei FDP, para simplificar) já se mostraram por diversas vezes contra a existência de paraísos fiscais por esse mundo fora. Compreende-se, a exclusividade é muito saborosa e há sempre um prazer especial em ser o único bronzeado na festa da passagem de ano. Se todos os nossos conhecidos começarem a passar as férias de Natal nas Seicheles, rapidamente vamos deixar de achar piada àquilo. Ademais, essas transferências para o estrangeiro cheiram sempre a antipatriotismo. É muito mais sensato criar uma lei holandesa à nossa medida do que levar a nossa sede para a Holanda. Aprende, Jerónimo Martins.

 

Também quero dinheiro grátis

28 Dezembro, 2017

Eu estive a pensar um bocado no assunto e cheguei à conclusão de que, ao abrigo do princípio constitucional da igualdade e do princípio constitucional da proporcionalidade (se o Tribunal Constitucional o reconhece, quem sou eu para o negar?), em conjunção com o princípio constitucional dos limites do sacrifício suportável (era um princípio constitucional em 2012, ainda deve ser hoje), também quero isenção total de IVA, fim do tecto de receitas de angariação de fundos e direito a constituir-me como partido político.

Na eventualidade de uma nega claramente inconstitucional à minha pretensão, pretendo deixar claro que sou vítima de perseguição política pelos cabrões que passaram esta vergonha.