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comunicado oficial mdn

31 Outubro, 2017
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Comunicado do Ministro da Defesa, ou não Defesa, Nacional

Ao fim de meses incessantes na busca da verdade, ou da mentira, sobre o que aconteceu, ou não aconteceu, em Tancos, o Ministério que dirijo, ou não dirijo, descobriu, ou não descobriu, não só tudo o que se passou, ou não passou, no fatídico dia em que desapareceram, ou não desapareceram, uns caixotes com armas do Exército Português, como ainda apanhámos, ou não apanhámos, as armas roubadas, ou não roubadas, emprestadas, ou não emprestadas. Para a total glória do Ministério que dirijo, ou não dirijo, ainda nos ofereceram, ou não ofereceram, mais um caixote cheio de armas que não eram nossas, ou eram nossas, a título de juros pelo financiamento por nós concedido, ou não concedido.

Depois desta vitória por mim alcançada, ou não alcançada, abandonarei o Ministério que dirijo, ou não dirijo, informando os portugueses que resolvi aceitar, ou não aceitar, um convite para liderar, ou não liderar, um partido político da Catalunha, que ficou, ou não ficou, recentemente sem chefia. Mais informo que, no presente momento, já não estou a despacho, porque me encontro a escolher um adereço capilar que me coloque à altura da importância do novo cargo que aceitei. Ou não aceitei.

Azarado Lopes – Ministro, ou não Ministro

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un idiot*

31 Outubro, 2017
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Quand pensab que Rajoy no tendria tubercols, mê equivokei. Ele tieno-los y yo no. A próposit, num estoy em Brusel para pidir exil pólitik, más somient para integrar el grandiós Cirque Democratique de la Belgique. Adibin quêl papiel tienen para mi…

Carlinhes Puigdemont

* En catalunhês

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Moral da História

31 Outubro, 2017

Para que um processo de independência seja bem sucedido nada é mais importante que a natureza dos líderes que o vão protagonizar. Obviamente com Puidgemont dotado daquele ar atolambado de quem está a fazer uma traquinice tudo aquilo só podia acabar numa anedota. Os belgas que o aturem (desde que não fale da Flandres, claro) mais aos conselheiros com que abandonou a Catalunha num processo não de independência mas sim de monumental irresponsabilidade: a próspera Catalunha é agora uma região donde as empresas fugiram, profundamente descredibilizada e que paga um preço caríssimo pela leviandade de umas criaturas que resolveram brincar às independências. Se o senhor Puidgemont e seus comparsas tivessem estudado mais História nomeadamente a de Portugal saberiam em primeiro lugar que POrtugal já era reino antes de 1580 e sobretudo perceberiam que não há independências grátis.

 

Os Filhos de Ninguém

30 Outubro, 2017

Compreendo a tristeza dos casais que querem ter filhos e não podem. Compreendo a dor das mulheres desprovidas de útero que jamais poderão conceber. Não compreendo que se meta no mesmo saco, casais homossexuais ou pessoas solteiras e se crie legislação que os permita procriar tolerando que a criança cresça sem DIREITO à figura materna ou paterna tão fundamental ao seu crescimento.

Estamos a criar a geração dos filhos de ninguém. Os fins justificam os meios numa sociedade cada vez mais egoísta. Chamam a isso evolução. Mas na verdade é a desumanização em curso. É a degradação acelerada de valores que gerações futuras terão de pagar a  um preço muito alto. Dizem que é para acabar com a discriminação. Dizem que é uma luta por igualdade de direitos. E os direitos da criança onde ficam nisto tudo? Que igualdade vem a ser esta?

Alguém já questionou as crianças que são objecto dessas experiências? Alguém já se preocupou em saber o que pensam elas destas decisões onde não são tidas nem achadas? Claro que não. Nada pode pôr em causa o desejo egoísta dos adultos LGBT e feministas.

Só mesmo quem não passou pela experiência de ser pai ou mãe NÃO SABE da importância que ambos têm no crescimento equilibrado e saudável dos seus filhos. NENHUM consegue substituir o outro porque ambos complementam a sua formação enquanto indivíduo. As meninas agarram-se à figura paterna na infância onde o pai é seu herói, seu porto de abrigo para depois na adolescência o “substituírem” pela mãe que passa a ser a figura com a qual se identificam e que procuram sempre que são assoladas por dúvidas ou se metem em problemas. Pelo contrário os meninos na primeira fase da vida são todos “da mamã” para depois já pré-adolescentes procurarem  identificar-se com o pai, seu modelo de homem, sua referência, seu conselheiro. A NATUREZA comanda. Não vale a pena inventar ideologias para aliviar as consciências gays. Não funciona assim.

Num testemunho emocionado (veja aqui), Millie Fontana com 23 anos, criada com duas lésbicas, explica a crueldade a que foi submetida por egoísmo dos adultos. O quão violento foi crescer ao ser-lhe negado a existência de um pai. O quanto a afectou ter pais AMBOS mulheres. O medo de dizer o que sentia por receio de lhe chamarem homofóbica. Apesar do amor com que foi criada, o facto de ter sido privada da figura paterna, deixou-lhe marcas. Alguém se rala com este tema? Alguém já investigou as consequências da Procriação Medicamente Assistida  junto destas crianças? Claro que não. Não é politicamente correcto.

A adopção deveria ser a ÚNICA possibilidade, por uma razão muito simples: a criança institucionalizada não tem absolutamente nada. Vive desprovida de afectos, de um lar. Ora, viver com pais do mesmo sexo não a vai perturbar mais do que viver sozinha num completo abandono. Sem no entanto lhe negar qualquer possibilidade de conhecer seus pais biológicos (deveria ser proibido não lhe facultar esse direito) e até poder conviver com os mesmos, esta adopção é positiva e é louvável. Pelo contrário aqueles que nascem da PMA , nascem da mentira. E isso é eticamente muito errado e profundamente perturbador no seu crescimento.

Porque há uma agenda LGBT e feminista para cumprir, rouba-se uma geração no seu direito a ter uma família tradicional porque agora defender o tradicional é discriminatório. Mutila-se a criança no seu direito à igualdade menosprezando por completo os sentimentos dela. Depois incute-se o sentimento de culpa que as impede de dizer o que sentem, que as castram do direito de dizer que não estão bem porque se o fizeram serão homofóbicas. Mais, também não poderão queixar-se dos pais gays porque ao fazê-lo alguém lhes lembrará que isso é… descriminação. E neste ciclo vicioso crescerão revoltadas entregues a um silencio doloroso que não sabemos ainda como terminará porque nem sequer queremos ver reconhecido que existe este problema. 

E todos que tiverem a coragem de abordar o  tema serão  classificados de homofóbicos por defenderem os direitos dos filhos de ninguém. Como é o meu caso.

Isto faz sentido?

 

 

 

 

 

Digam-me que isto “jamé” aconteceu!!!!

30 Outubro, 2017

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A sério que António Costa foi entrevistado num decor destes? Não, isto só pode ser uma montagem das redes sociais.

Graças a Deus os ministros de Sócrates só o viram no dia da tomada de posse e portanto nunca tiveram oportunidade de perceber a natureza do homem que serviam (e de que se serviam)

30 Outubro, 2017

Sócrates desconhecia regras fiscais básicas (nem sabia que recibos verdes pagam impostos)

O antigo primeiro-ministro José Sócrates não conhecia algumas regras básicas fiscais como a diferença entre o IRS e o IVA

Sócrates diz que aumento do IVA e IRS “é suficiente” para controlar o défice

Sobre o juiz que se limitou a cumprir a lei

30 Outubro, 2017

As pessoas têm uma noção muito errada das leis que nos regem e de como chegamos a elas. Mas a ideia é reabilitar o criminoso, não é puni-lo nem trazer justiça à vítima. Está tudo vertido no código penal. Chegamos aqui deliberadamente. São os que mais promoveram isto que agora querem penas efectivas para violência doméstica (porque é o crime da moda).

Artigo 50.º
1 – O tribunal suspende a execução da pena de prisão aplicada em medida não superior a cinco anos se, atendendo à personalidade do agente, às condições da sua vida, à sua conduta anterior e posterior ao crime e às circunstâncias deste, concluir que a simples censura do facto e a ameaça da prisão realizam de forma adequada e suficiente as finalidades da punição.
[…]

Artigo 71.º
Determinação da medida da pena
1 – A determinação da medida da pena, dentro dos limites definidos na lei, é feita em função da culpa do agente e das exigências de prevenção.
2 – Na determinação concreta da pena o tribunal atende a todas as circunstâncias que, não fazendo parte do tipo de crime, depuserem a favor do agente ou contra ele, considerando, nomeadamente:
a) O grau de ilicitude do facto, o modo de execução deste e a gravidade das suas consequências, bem como o grau de violação dos deveres impostos ao agente;
b) A intensidade do dolo ou da negligência;
c) Os sentimentos manifestados no cometimento do crime e os fins ou motivos que o determinaram;
d) As condições pessoais do agente e a sua situação económica;
e) A conduta anterior ao facto e a posterior a este, especialmente quando esta seja destinada a reparar as consequências do crime;
f) A falta de preparação para manter uma conduta lícita, manifestada no facto, quando essa falta deva ser censurada através da aplicação da pena.
3 – Na sentença são expressamente referidos os fundamentos da medida da pena.

Artigo 72.º
1 – O tribunal atenua especialmente a pena, para além dos casos expressamente previstos na lei, quando existirem circunstâncias anteriores ou posteriores ao crime, ou contemporâneas dele, que diminuam por forma acentuada a ilicitude do facto, a culpa do agente ou a necessidade da pena.
2 – Para efeito do disposto no número anterior, são consideradas, entre outras, as circunstâncias seguintes:
a) Ter o agente actuado sob influência de ameaça grave ou sob ascendente de pessoa de quem dependa ou a quem deva obediência;
b) Ter sido a conduta do agente determinada por motivo honroso, por forte solicitação ou tentação da própria vítima ou por provocação injusta ou ofensa imerecida;
c) Ter havido actos demonstrativos de arrependimento sincero do agente, nomeadamente a reparação, até onde lhe era possível, dos danos causados;
d) Ter decorrido muito tempo sobre a prática do crime, mantendo o agente boa conduta.
[…]

O heteropatriarcado opressor até é confortavelmente burguês

28 Outubro, 2017

50s-housewife-all-mod-consMencionar as escutas a Sócrates e Câncio é algo que os meus cinco leitores regulares (já inclui a Câncio via um dos Minions) esperam que faça. Contudo, tirando a novidade da linguagem fofa usada por pessoa habituada a tratar todos os outros por estúpidos e a destreza com que se fala de quantias de milhões a partir de um salário de primeiro-ministro, não há ali qualquer conteúdo relevante. Quem ler as escutas publicadas pela Sábado deverá sentir, tal como eu senti, uma enorme tristeza pela forma como as mulheres tratam José Sócrates. O homem foi constantemente esmifrado, sugado, espremido por mulheres — incluindo a mãe — sempre à coca de mais um pacotinho de dinheiro. É casacos, é prestações de hipotecas, é pedidos de compra de apartamentos, é propinas… enfim, li aquilo e fiquei genuinamente com pena do homem.

All You Need is Love, mas um casaco novo também dá jeito. Pessoalmente, considero que a publicação das escutas telefónicas de Sócrates com as mulheres só causa tristeza. Quanto às senhoras, só mostra que quem mais denuncia a opressão do heteropatriarcado é quem mais espera dele beneficiar. Se alguma coisa se pode tirar das escutas é que Câncio, para lá da fachada do moderno feminismo grotesco — o que recauchuta o pior do machismo para usar como sendo fresco —, estava mais que preparada para o papel de fada do lar na casinha que o “marido” pagasse.

 

tarde demais

27 Outubro, 2017
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Mariano-Rajoy-and-Charles-Puigdemont-807933Em política, quando certos factos ocorrem, é quase impossível reverte-los. É o que me parece estar a suceder com o processo de secessão da Catalunha, em que o estado e o governo de Espanha têm vindo a reboque dos acontecimentos ditados pelos independentistas. Ainda ontem, Rajoy terá ficado à espera que Puigdemont resolvesse marcar eleições para Dezembro (o que provavelmente lhe terá sido prometido) e foi mais uma vez toureado pelos independentistas catalães, que não só não marcaram eleições, como declararam hoje a independência. Rajoy perdeu, assim, mais uma vez, a iniciativa política, que entregou de mão beijada a Puigdemont. Qualquer coisa que faça, a partir do momento em que a «independência» foi declarada, será sempre avaliada em razão desse facto. As eleições de 21 de Dezembro, que marcou tarde e a más horas, serão um referendo à declaração de independência de hoje e não uma votação para eleger um governo autonómico que reponha a legalidade constitucional espanhola. Com um rei frágil e sem a autoridade que tinha o seu pai, com um primeiro-ministro desautorizado e um líder socialista radical, de quem se pode esperar sempre o pior, o processo de secessão caminha, a passos largos, para uma inevitabilidade.

O Juiz Que Fundamenta Com a Bíblia

27 Outubro, 2017

Parece que há no Tribunal da Relação do Porto um juiz que negou o provimento ao recurso do Ministério Público para agravamento de pena suspensa para efectiva a um estupor, que se juntou ao amante da mulher para a sequestrar e lhe desferir uma valente tareia com uma moca de pregos, citando a Bíblia e o código penal de 1886! Alegou ainda que estava em causa a honra desse idiota troglodita (como se os monstros das cavernas merecessem tamanho apreço) como atenuante. Bonito!

Não estou nada surpreendida com este acórdão. Nadinha. Se a comunicação social em vez de andar atrás do Marcelo e do Passos fizessem mais trabalho de investigação para denunciar o que de mal se faz neste país para assim o melhorar, teriam descoberto há muito que este caso é apenas um num milhão. E tenho a certeza que, assim como escrutinaram este, se fizessem um levantamento sério às sentenças da nossa justiça, o país entrava em choque.

Infelizmente o Tribunal logo muito cedo passou a ser minha segunda casa devido às imensas adversidades que tive de enfrentar, sozinha. Por isso tenho conhecimento de causa. Aliás, tenho dito com alguma ironia, que se Holywood descobre minha história de vida, fico rica com a trama dramática digna de um Óscar! Não estou a brincar. E foi nessa travessia árdua que dei conta de como funciona a nossa justiça a quem tive de recorrer tantas vezes (e o nosso país no geral) quando precisamos  e sobretudo se  formos mulher. Com apenas 22 anos senti-me humilhada por um juiz que simplesmente referiu que se insistisse com divórcio, faria com que perdesse a guarda da  minha filha alegando que  não tinha condições para a ter porque estava a contrato no ensino e vivia em casa arrendada. Tal e qual. Estávamos em 1990 e pelo que deixou transparecer naquele gabinete para Reconciliação das Partes, não era a favor de mulheres que pediam divórcio. Portanto, ou me  reconciliava ou tinha as consequências. Acreditando na justiça acima de tudo (como eu era ingénua nessa época!) que apontava que à mãe só lhe eram retirados os filhos por falhas graves, segui em frente. E para espanto de toda uma sociedade (que ficou a olhar de canto para mim achando que eu só poderia esconder grandes pecados por ter perdido a guarda para o pai), perdi a minha filha que passei a ver de 15 em 15 dias, ao fim de semana. Nada normal para a época.

Consegui reverter o processo se não passado quase uma década (8 anos) quando resolvo entregar o caso a uma advogada (uma mudança de estratégia minha que até ali só tinha tido advogados) e ela me diz: “Parece que vamos ter sorte. O processo vai ser julgado por uma juíza”, deixando transparecer que isso seria uma mais valia. E foi. Em 1997, e já com 11 anos, minha filha é-me entregue finalmente.

Dito isto, é claro que temos um problema cultural até naqueles que nos julgam. Quando um juiz minimiza uma agressão  à mocada numa mulher que diz ser adúltera, está a dizer que as agressões de violência doméstica, têm atenuantes. Está a defender abertamente as agressões para casos específicos. Vindo de um juiz é gravíssimo porque o recurso à violência é primitivo, bárbaro e cruel. Nada o justifica. NADA. Recorrer a esta argumentação mostra falhas graves de carácter e isso é perigoso.

Porque os juízes são meros seres humanos, tem de haver mecanismos que façam com que a selecção seja feita aos melhores que a sociedade tem. E para isso não basta ter boas notas na faculdade. Tem de haver avaliações aos valores, formação humana,  psicológicos. Além disto há que avaliar o trabalho deles de forma contínua. Verificar as sentenças. Retirar da carreira quem presta mau serviço. Não são umas  pessoas quaisquer. Nem estão num lugar qualquer.  Estes indivíduos julgam outros. Têm uma responsabilidade gigantesca nas mãos. Uma má decisão arruína vidas. Traz dor e sofrimento. Não é para qualquer um. Veja-se o caso do Hugo, o GNR  que  em exercício das suas funções mata acidentalmente o filho de um ladrão em fuga que  tinha levado a criança para um assalto. Quem teve de indemnizar? Quem ficou com a carreira e vida destruídas. O Hugo. Sem falar dos que ajudam políticos a fazer desaparecer provas ou nem sequer levá-los a julgamento ou condená-los… estão a ver?

Quando um juiz assistido por uma mulher juíza impedem o agravamento da sentença a um bárbaro com moca de pregos, amplamente condenado pelos bispos e Amnistia Internacional, ou vemos colarinhos brancos corruptos ou pedófilos sem nunca conhecerem uma cela, não ficam dúvidas que a  nossa justiça anda mesmo muito doente.

 

 

 

 

 

 

Nós não saímos do Governo nem ao pontapé

27 Outubro, 2017

Quando a Academia parece mais corrupta que os corruptos

27 Outubro, 2017

Manuel Pinho (MP): É evidente que os gajos vão gostar imenso de estar consigo e, quanto mais à-vontade e mais aberto, isso é melhor. E depois vai ser você nos anos subsequentes, quer vir cá um mês ou dois ou qualquer coisa, e arranja a coisa tranquilamente, não é?

José Sócrates (JS): ’Tá bem.

MP: E até, se quiser se eternizar num desses [imperceptível], eu até lhe digo qual é a técnica, pá, não é? E, e você pode fazer isso de caras […].

JS: Sim?

MP: Sabe […], arranja um tema qualquer sobre o Brasil, que o Brasil ache interessante que se estude, pá, relações com a China, sustentabilidade e pá, meta um coisa, relações como o Chile, uma merda qualquer, e depois diz ao Lula, “vocês que têm milhões de bolsas, patrocínios e essa coisa toda, façam, eh pá, suportem financeiramente um estudo sobre qualquer coisa”[…].

JS: Uh, uh…

MP: …que seja falsa, pá. Bem eles, então, aí ficam satisfeitíssimos, porquê? Porque, ’tá a ver, isto aqui não tem mistério, isso são coisinhas que precisam de conhecimentos, de verbas para investigação e essa coisa toda, e depois, o talento deles é que conseguem pôr muita gente a puxar para o mesmo lado da carroça, pá, pronto. Portanto, vão gostar imenso, você vai adorar isto.

JS: Uh, uh.

Telefonema de 17/2/2014, às 17h22. In revista Sábado nº 704

 

Antecipação do discurso de Puigdemont

26 Outubro, 2017

Somos independentes no sentido em que somos independentes e sendo independentes não declaramos a independência pois somos independentes e o governo de Espanha numa manobra fraquista oprime a nossa independência.

NOTA DO EDITOR: As declarações dos (ir)responsáveis da Catalunha passarão a constar das páginas das charadas, enigmas e cruzadismo.

Este senhor é presidente da Assembleia da República

26 Outubro, 2017

Ferro Rodrigues: “Tancos teve momentos altamente cómicos”

24 de Outubro de 2017

25 Outubro, 2017

Alexandre Quintanilha, Ana Catarina Mendonça Mendes, Ana Mesquita, Ana Virgínia Pereira, André Pinotes Batista, André Silva, António Eusébio, António Filipe, António Gameiro, António Sales, Ascenso Simões, Bacelar de Vasconcelos, Bruno Dias, Carla Cruz, Carla Sousa, Carla Tavares, Carlos César, Carlos Matias, Carlos Pereira, Catarina Marcelino, Catarina Martins, Constança Urbano de Sousa, Diana Ferreira, Diogo Leão, Edite Estrela, Eduardo Ferro Rodrigues, Elza Pais, Eurídice Pereira, Fernando Anastácio, Fernando Jesus, Fernando Rocha Andrade, Filipe Neto Brandão, Francisco Lopes, Francisco Rocha, Gabriela Canavilhas, Heitor de Sousa, Helena Roseta, Heloísa Apolónia, Hortense Martins, Hugo Carvalho, Hugo Costa, Hugo Pires, Idália Salvador Serrão, Isabel Alves Moreira, Isabel Pires, Isabel Santos, Ivan Gonçalves, Jamila Madeira, Jerónimo de Sousa, Joana Lima, Joana Mortágua, João Azevedo Castro, João Galamba, João Gouveia, João Marques, João Oliveira, João Paulo Correia, João Ramos, João Soares, João Torres, João Vasconcelos, Joaquim Barreto, Joaquim Raposo, Jorge Costa, Jorge Campos, Jorge Falcato Simões, Jorge Gomes, Jorge Lacão, Jorge Machado, José Luís Ferreira, José Manuel Carpinteira, José Manuel Pureza, José Miguel Medeiros, José Moura Soeiro, José Rui Cruz, Lara Martinho, Lúcia Araújo Silva, Luís Graça, Luís Monteiro, Luís Moreira Testa, Luís Soares, Luís Vilhena, Margarida Marques, Maria Antónia de Almeida Santos, Maria Augusta Santos, Maria da Luz Rosinha, Maria Manuel Rola, Mariana Mortágua, Marisabel Moutela, Miguel Coelho, Miguel Tiago, Miranda Calha, Moisés Ferreira, Norberto Patinho, Nuno Sá, Palmira Maciel, Paula Santos, Paulino Ascenção, Paulo Pisco, Paulo Sá, Paulo Trigo Pereira, Pedro Coimbra, Pedro Delgado Alves, Pedro do Carmo, Pedro Filipe Soares, Pedro Soares, Porfírio Silva, Renato Sampaio, Ricardo Bexiga, Ricardo Leão, Rita Rato, Rosa Maria Bastos Albernaz, Rui Riso, Sandra Cunha, Sandra Pontedeira, Santinho Pacheco, Sérgio Sousa Pinto, Sofia Araújo, Sónia Fertuzinhos, Susana Amador, Tiago Barbosa Ribeiro, Vitalino Canas, Wanda Guimarães.

Catarina Martins, não faça género

24 Outubro, 2017

O BE está a fazer uma dramatização com a  escolha do Governo para a liderança da unidade de missão dos incêndios. O problema é o escolhido trabalhar há vários anos com a Navigator (ex-Portucel).O BE talvez preferisse um cientista social. Um especialista ideológico. Quiçá o professor Boaventura…

Catarina deixe-se de palhaçadas. Claro que o Tiago Oliveira lhe dá jeito no lugar – ele é tecnicamente competente – e a Catarina sabe muito bem que mais um Verão como este e o povo de que tanto fala é capaz de fazer justiça popular. Para o caso de não saber informo-a que os casos de justiça popular, essa que o BE tanto aprecia, aconteceram em Portugal sobretudo por causa dos incêndios. Um dia o povo fartou-se e pronto.

Acabe lá com performance e amanhã garanta aos seus camaradas que o escolhido para a unidade de missão tem o perfil adequado para garantir que o Governo sobrevive ao Verão de 2018.

Noção de Censura

24 Outubro, 2017

 

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Quando Nicolau Maquiavel escreveu a sua mais conhecida obra, O Babush, digo, O Príncipe, não dedicou nenhum dos 26 capítulos desse tratado político à figura do “convertido”. E era importante que o tivesse feito, uma vez que se trata de um personagem importante na arte de conquistar e manter o poder a qualquer custo, o tema abordado pelo ilustre florentino.

Vem isto a propósito de uma entrevista que chamou a minha atenção no fim-de-semana. Estava a vaguear pela internet e eis que me aparece uma fotografia do Daniel Oliveira associada à citação “vivemos uma indignação permanente, vazia, histérica e inconsequente”. Cliquei imediatamente no link, entusiasmado com o que julgava ser o anúncio do lançamento de uma autobiografia por parte do cronista do Expresso; mas, infelizmente, enganei-me, e a frase era dirigida a essa entidade mítica chamada “os outros”. Nessa entrevista, entre outras considerações e análises, Daniel Oliveira detém-se na moção de censura apresentada pelo CDS ao governo de António Costa, classificando-a de macabra e oportunista. Anteriormente, já outras pessoas da mesma área política a tinham apelidado de “manobra parlamentar”, mas como se tratavam de apoiantes da Geringonça pensei que estivessem a fazer um elogio.

Pessoas mais maldosas poderiam recordar as 6 moções apresentadas pelos partidos de esquerda apenas entre 2011 e 2015, ou a carta aberta de 2012, assinada por Daniel Oliveira, pedindo a demissão de Passos Coelho, mas seria bastante injusta a comparação dada a diferença de contextos. Nessa altura estavam em causa assuntos bastante sérios, tais como as taxas da segurança social e os vencimentos dos funcionários públicos, e agora trata-se apenas da morte de umas dezenas de cidadãos e do colapso do Estado na sua função mais básica. É, na verdade, caso para perguntar: se excluirmos a desorganização, a falta de planeamento, as nomeações desadequadas, a desorientação, a descoordenação, a desvalorização da gravidade dos eventos e as declarações totalmente descabidas proferidas após a tragédia, quais são os motivos que justificam esta censura?

 

 

Quem sabe esclarecer?

24 Outubro, 2017

Estou perdida no gigantismo das revoluções na floresta levadas a cabo por este Governo. Pelas minhas contas já vamos em duas pois no sábado passado “a maior revolução que a floresta conheceu desde os tempos de D. Dinis” anunciada pelo ministro Capoulas Santos  deu lugar à nova maior revolução que a floresta conheceu  desde a anterior  maior revolução que a floresta conheceu desde os tempos de D. Dinis?

E portanto a senhora veio de Marte fazer essa redacção tipo candidata a miss após os incêndios?

24 Outubro, 2017

Há algum tempo desenvolvi um hábito: na leitura matinal dos jornais vou ao site do JN. E espero. Espero. Mas nada. Como bem se percebe espero para ler o director daquele periódico explicar, comentar, negar… enfim fazer qualquer coisa que explique a sua concepção de jornalismo-esfregona, porque valha a verdade quem quer ser general prussiano ou português vai para a tropa. Mas enfim ou o Afonso Camões não escreve ou eu não lhe encontro a prosa. O que não quer dizer que não encontre umas coisas equivalentes. Como este texto de Ana Catarina Mendes. Quem o ler acreditará que Ana Catarina Mendes tem estado em Marte nos últimos dois anos e lá de Marte viu os incêndios em Portugal. Tristinha resolveu mandar para a Terra donde não lhe chega qualquer notícia um texto. A bem dizer uma redacção comovida. Chama-se essa redacção “Futuro nascido das cinzas” porque de tudo há que tirar uma lição: ardeu-lhe a casa? Ardeu-lhe a terra? Pois olhe é todo um Futuro nascido das cinzas que tem à sua frente. Abstenho-me de comentar o futuro das vítimas e dos seus familiares pois Ana Catarina tb mal os evoca porque é o futuro que a espera.

Ana Catarina Mendes garante que o Governo vai fazer “aquilo que tem de ser feito. Com determinação e com condução política firme.” Mas cara Ana Catarina porque não o fez antes? Ana Catarina coitada está em Marte e não sabe o que aconteceu. Nunca ouviu falar das alterações na Protecção Civil, do SIRESP… Aliás Ana Catarina aponta um culpado, ou melhor culpadas: as alterações climáticas. Diz Ana Catarina que  “as alterações climáticas têm de ser consideradas no plano de ação para que não se repitam as tragédias deste ano.  Portanto Pedrogão foi o resultado das alterações climáticas? E qual a parte das alterações climáticas que levou o Governo a ignorar os avisos da metereologia em Outubro?

Além das alterações climáticas Ana Catarina tem outro culpado: o CDS e a Direita. Escreve Ana Catarina: “Com o país ainda incrédulo com a tragédia, a Assembleia da República discute e vota hoje uma moção de censura apresentada pelo CDS/PP. É curioso que seja protagonizada por um dos rostos mais responsáveis pelo estado a que chegaram as florestas portuguesas, por quem fez parte do Governo que mais cortou na prevenção e combate aos incêndios. Este é um momento de respeito por quem ainda chora e não para explorar a tragédia para proveito político próprio. É a Direita que temos. Contributo negativo para o momento que todos, coletivamente, vivemos.”

Nem sei que diga Ana Catarina. Realmente não se compreende. Eu até acho que se devia era apresentar uma moção de censura ao CDS por perturbar “o momento que todos, coletivamente, vivemos. e conspurcar o “Futuro nascido das cinzas”  que Ana Catarina anuncia num estilo arrebatador: “É tempo de reconstruir e de construir. O caminho está traçado e a estratégia definida pelo Governo. Este é o tempo de avançar.”

Cara Ana Catarina avance que vai por bom caminho. Pela parte que me toca vou experimentar olhar para umas courelas onde tudo ardeu e dizer que vai ser um “Futuro nascido das cinzas” O que a Ana Catarina não diz é que destas cinzas nascerão outras cinzas. Mas aí a culpa vai ser do clima que afinal não mudou e da Direita. Da Ana Catarina e daqueles que a acompanham no retiro em Marte é que nunca será.

Truque grotesco

23 Outubro, 2017

O PCP e o BE  qualificam a moção de censura do CDS a propósito dos incêndios de que resultou a morte de 113 pessoas como  “aproveitamento político” e  “truque grotesco”.

O Alexandre Homem Cristo fez o levantamento da fundamentação das moções de censura apresentadas pelo PCP e pelo BE nos últimos 10 anos (2008-2017).

O PCP apresentou 6 moções de censura, uma das quais através do PEV – 2008, 2010, 2012 (Junho), 2012 (Outubro), 2013, 2014. O que as justificou?

As ofensivas brutais “contra o valor dos salários” (2012)
o “ataque brutal aos direitos dos trabalhadores” (2008)
“a destruição da vida de tantos portugueses” (2012)
o “sentimento popular de rejeição da política de direita” (2014).

Nesse mesmo período, o BE apresentou 3 moções de censura – 2008, 2011, 2012.  O que as justificou?

A “defesa das gerações sacrificadas” (2011),
a recusa do “Tratado Orçamental” (2008) 
o “direito aos salários e às pensões” (2012).

Desta Vez, Quem Estraga Tem de Consertar! Ponto!

23 Outubro, 2017

Era o que mais faltava demitir o governo AGORA! Sei que pareço radical e insensível mas para grandes males grandes remédios! As pessoas jamais compreenderão a lição se não virem o diabo de frente como o foi anunciado e com razão, várias vezes. Jamais mudarão seu jeito de olhar para a política e os políticos se não faltar dinheiro nas contas no dia 21 de cada mês. Portugueses esquecidos que quem nos paga salários são os estrangeiros da UE. É triste dizê-lo mas só com a desgraça é que certos cidadãos acoplados ao Estado entenderão que gerir um país exige responsabilidade e responsabilidade não é distribuir a riqueza que não se tem para estender a mão a credores que nos vão pôr a todos a viver miseravelmente durante décadas. Isto tem de acabar, já!

Costa desde que tomou conta da governação a revelia dos resultados eleitorais para fabricar uma geringonça da treta, por causa dela, não parou de destruir o país. Não é só com fogos. É com TUDO. De forma completamente tonta desatou a reverter tudo e mais alguma coisa dando falsamente a entender que o país estava preparado para isso, pouco se importando com o que efectivamente a contabilidade revelava. Passou por cima de todas as instituições independentes que pediam cautela. E distribuiu novamente regalias às clientelas. Depois, sabendo desde sempre que isso iria dar cabo das contas, desatou a cativar dinheiro essencial ao bom funcionamento das instituições públicas. Resultado: um défice controlado à conta da mentira. Ora, sem dinheiro fundamental para o bom funcionamento do país, com cortes absurdos na protecção civil, estavam à espera de quê? Um mar de rosas? Pois bem, aguentem agora com um mar de chamas.

Isto sem falar dos amigos e familiares de amigos que desde o primeiro dia encheu o Estado parecendo a máfia siciliana, c’um catano!!! Já nem vergonha há para pôr marido, mulher, primos, sobrinhos, filhos, tios, tias, amigos e amigos de amigos!!! Nem sequer escondem. Não se privilegia a competência, não se evita sequer ministérios tão importantes quanto o MAI, nem organismos tão sérios como a ANPC. Nada. Venham os amigos porque a vidinha tem de ficar orientada assim que isto rebente e rodar de governo. Pagamos com a vida estas brincadeiras. Malditos!

Quando o país volta a bisar uma tragédia DANTESCA inexplicável, vem prontamente outra vez  a PJ afirmar que já sabe que não há indícios de crime!! Mas que brincadeira de mau gosto ver ser isto? Só um cego não vê. Espanha mesmo ali ao lado não hesitou em apontar o dedo à criminalidade que promete acabar. Não é por acaso que eles são uma grande nação e nós esta tristeza de terra ao Deus dará. Porca miséria.

Foi preciso um Presidente da República dar um valente murro na mesa para que os governantes parasitários em “eternas férias” reagissem e pusessem alguma ordem na casa.  Uma Constança que cai e finalmente deixa de ser o bode expiatório do Costa que se servia dela como  escudo à incompetência; uma maioria parlamentar que se viu obrigada a uma tomada de posição CLARA de apoio ao governo e os compromete finalmente nas consequências desta governação. Uma boa cartada, do Presidente sim senhor! RESPONSABILIZAR e CRIMINALIZAR é palavra de ordem.

É claro que num país civilizado, duas tragédias tão mortíferas com clara falência do Estado nas suas funções básicas teria estremecido o chão que estes políticos pisam e derrubado a corja toda! Mas ainda bem que cá continuam. Porque o chão ardeu todo mas agora há-de vir o terramoto dar conta do resto. O terramoto do descontrolo total da dívida que vai fazer disparar todos os alertas junto dos credores. Que vai pôr a UE de pé atrás e a torneira do dinheiro vai escassear.

Quero-os TODOS (PS-PCP-BE) em posição no governo nesse dia. Quero-os TODOS (PS-PCP-BE) a explicar aos portugueses que vão ter de lhes RETIRAR de novo nas regalias que repuseram sem qualquer responsabilidade. Quero-os a informar o país que vamos ter de apertar OUTRA VEZ o cinto porque não há dinheiro para um par de cuecas do Estado. Quero-os a subir impostos directos porque já nem todos os indirectos chegarão para esta engorda compulsiva do sector público. Quero-os a explicar novos congelamentos na Função Pública, novas vendas no sector do Estado, reduções de contratações, cortes de apoios sociais, desemprego galopante, fecho de empresas privadas. Quero-os a LIMPAR a porcaria que estão agora a fazer prontinhos para  descartar para outros palermas que virão. Para que outros sejam os maus da fita que limpa a sujidade governativa  deles e saírem bem vistos como “os bonzinhos que dão tudo” e os outros “os maus que tiram”! Chega! TERÃO DE ASSUMIR! Porque só assim a festa do regabofe socialista à conta do contribuinte, acaba.

Tal como nossos filhos que por muito que os orientemos só aprenderão mesmo com as cabeçadas da vida, desejo o mesmo aos portugueses. Porque se uns compreendem que é preciso governar com responsabilidade,  uma grande parte acha o contrário e merece tudo o que temos passado e vamos ainda passar.

Por isso para grandes males um grande remédio. Seja servida mais uma bancarrota que será certamente muito mais letal para quiçá aprendermos de vez a votar na responsabilidade em vez dos habituais encantadores de cães.

BASTA!

Esqueceram-se destas

23 Outubro, 2017

O Observador resolveu mostrar-nos as maravilhosas e pacíficas fronteiras existentes na Europa versus o pérfido e horroroso muro que Trump quer construir na fronteira com o México, muro esse que já vem dos tempos de Clinton. Para lá desse detalhe do muro de Trump que também é de Clinton, Bush que agora deixou de ser abominável e de Obama, temos outras imagens de fronteiras na Europa que não integraram a bucólica galeria do Observador. Aqui ficam algumas da Grécia com a Turquia e com a Macedónia e da Espanha com Marrocos

 

 

O mistério das segundas-feiras

23 Outubro, 2017

Todas as semanas acontece em Portugal um mistério. Dá ele pelo nome de “marquesmendologia”

Observador: Marques Mendes. “Marcelo Rebelo de Sousa não está lá para ser a rainha de Inglaterra”

I : Marques Mendes elogia “trabalho notável” de Marcelo e diz que Costa está “muito fragilizado” 

DN: Marques Mendes diz que Presidente não será contrapoder

Expresso: Marques Mendes: “Dizer que António Costa acabou é um manifesto exagero”

 

 

Leiam pf

22 Outubro, 2017

Especialistas: novas medidas são “o primeiro passo concreto para o fogo absolutamente desastroso de 2030”

Para memória futura

22 Outubro, 2017

António Costa: “Admito que tenha errado na forma como contive as emoções”

Morrem mais de cem pessoas em incêndios, o funcionamento das autoridades foi calamitoso e António Costa acha que errou na forma como conteve as emoções.

Metafísica socialista

22 Outubro, 2017

ps-toxicAs mesmas pessoas que, até ao mês passado, dariam a vida do primogénito (caso o tivessem) em sacrifício por juras de inocência de José Sócrates, agora, que fogem do ex-primeiro-ministro como um leproso foge dos abraços do Presidente da República, decidiram que a mais de centena de mortos nos incêndios deste ano foi consequência dos eucaliptos mutantes — dos que se tornam em árvores adultas em menos de três anos — que a Assunção Cristas “mandou” plantar.

Ignorando por completo a assinatura de um tal de António Costa, que ainda este ano anunciava 18 milhões de euros para “a melhoria da produtividade na plantação do eucalipto”, uma vez que “a produtividade média que temos por hectare é baixíssima e temos condições de a melhorar significativamente”, estes chanfrados profissionais a que o país mediático insiste em dar voz continuam a expiação dos pecados do governo com “o maior crescimento económico do século”.

Tal como Cristo, que, rezam as Escrituras, foi enviado por seu Pai para nos salvar do Pecado, é extraordinário — em todos os planos possíveis, incluindo o religioso — ver a ex-namorada de Sócrates — a jornalista que nunca viu, nunca desconfiou, nunca percebeu, nunca questionou — no rol dos messias que libertam o governo do peso do pecado. Para pessoas tão avessas ao Catolicismo, seria importante perceberem a lição completa antes de o assimilarem quando julgam que o denunciam: o caminho para a redenção começa pela confissão.

 

Uma oposição que prefere a meteorologia à ideologia

22 Outubro, 2017

O sol, a chuva, o calor, o frio, o fogo e as inundações ocupam agora em 2017 o lugar que a evolução dos juros desempenhou em 2010/2011: são aquele pedaço da realidade que se impõe à propaganda. Os mapas dos incêndios substituíram os gráficos do crescimento dos juros. Ao contrário do que se possa pensar, o balanço trágico deste Verão não tornou mais frágeis os acordos entre PS, BE e PCP. Pelo contrário, a contagem dos mortos, o relato do falhanço da Protecção Civil, a descrição da mediocridade dos boys por eles colocados, uniu António Costa, Catarina Martins e Jerónimo de Sousa com o cimento mais poderoso de qualquer ligação: o medo. O governo não pode cair porque os seus protagonistas têm medo do dia seguinte.

Como de costume a oposição de direita, ou “menos de esquerda” confia mais na meteorologia do que nas suas ideias para que esse dia chegue.

Perante isto faz-se o quê?

22 Outubro, 2017

Robert Mugabe nomeado embaixador da boa-vontade das Nações Unidas

A resistência da varanda

21 Outubro, 2017

Desde que começou a paródia da independência da Catalunha que esta varanda de um andar de Barcelona se tornou um símbolo dos catalães que não se revêem nas tacticas de Puidgemont e, não menos importante, dos catalães que não se conformam com o ridículo a que os radicais os conduziram.

 

Quem é o Culpado do Inferno em Chamas?

20 Outubro, 2017

Fixe este número: 519 mil hectares de floresta ardida na região interior centro e norte do país SÓ em 2017, o equivalente à área de 519 mil campos de futebol onde jazem milhares de animais,  mais de 100 vidas humanas (até ver) queimadas vivas e centenas de casas, fábricas, produções agrícolas e ecossistemas destruídos. Depois junte a frieza de um primeiro-ministro que diz “que os portugueses têm de se habituar” , de um secretário de estado  que diz “não podermos ficar todos à espera que cheguem os nossos bombeiros e aviões” apelando ao “desenrasquem-se”, de uma MAI que diz que “temos de ser resilientes”, como reacção a esta SEGUNDA tragédia mortífera, como nunca se vira, e reflictam.  Não foi por causa das temperaturas elevadas, não senhor! Não foi por ser um ano excepcionalmente seco. Não foi raios nem queimadas. Não foi por causa dos incendiários do costume. Não! Não foi por causa disto que o Inferno em chamas chegou e incinerou tantos seres. Foi por INÉRCIA CRIMINOSA DO ESTADO. Outra vez.

Porque não há justificação que possam dar  e que explique como um país DEPOIS de uma tragédia tão grande como Pedrógão, não tomou acções PREVENTIVAS imediatas colocando todas as florestas em permanente vigilância e consequente limpeza de matas. Porque foi encerrada a fase Charlie ainda com temperaturas elevadíssimas e tempo seco, sem um pingo de chuva. Porque se deixou expirar contratos de meios aéreos reduzindo de 48 para 18 os meios de combate. Como foi possível deixar exactamente igual as chefias incompetentes e sem formação suficiente na ANPC.  Porque depois de cair o CONAC deixou-se o comando nas mãos Albino Tavares, o número dois, exactamente aquele que impediu o registo de mais alertas na fita do tempo aquando Pedrógão. Porque não foi imediatamente decretado na primeira tragédia que ceifou vidas, o estado de calamidade. Porque não foi de imediato substituído por outros meios de comunicação (os que nunca falharam nos tempos anteriores ao SIRESP) como plano B até resolver esse contrato de comunicação ruinoso e ineficiente. Eu explico: numa casa roubada onde até decorreu mortes trágicas, se de seguida não se põe trancas à porta nem vigilância, é porque simplesmente QUEREMOS que volte a acontecer. Porquê? Ora aqui está o grande busílis da questão…

É que só mesmo um parvo não entende o que está VERDADEIRAMENTE por trás disto tudo (veja aqui). A começar pela análise das fotos que foram chegando da catástrofe. Uma delas a qual  se tornou viral (veja aqui), tirada em Vieira de Leiria, analisada por  um conhecedor na matéria (ex-militar), revelava um fumo MUITO NEGRO e espesso com chamas vivas que alcançavam mais de 200 metros de altura (veja aqui) no pinhal de Leiria. Segundo o mesmo, jamais  pinheiros e resina a arderem teriam este cenário. Atribui a outros combustíveis como a mistura de gasolina e napalm (uma hipótese a considerar). Porque não se analisou isto? Mais: foram cerca de 600 focos de incêndio praticamente todos em simultâneo a deflagrarem de noite e madrugada. Cabe na cabeça de alguém que isto não seja um acto extremamente bem organizado por indivíduos MUITO BEM ENTENDIDOS na matéria e com a CUMPLICIDADE absoluta de gente bem colocada no poder? Mais ainda: o ataque foi só no INTERIOR centro e norte e este último num fim de semana que antecedia a previsão de chuva. Coincidências… A quem convém esta área ardida? Veremos daqui por uns tempos… E vou mais longe, para uma PJ tão hábil a no dia seguinte a Pedrógão descobrir a causa do incêndio numa árvore, não consegue imediatamente e só pela visualização das fotos do pinhal de Leiria chegar a uma única conclusão? Porque está tudo em silêncio e nem a Comunicação Social interroga isto? Porque agem como se tudo isto fosse normal?

Curiosamente vem agora o Louçã do alto da sua divina sabedoria dizer que é preciso um Super Ministério do Combate ao Fogo (mais boys anda girls chefiados quiçá por ele) em vez de mais eficiência do Estado na PREVENÇÃO e combate, a nacionalização das florestas  e expropriação a quem não limpa matas em vez de medidas de ajuda aos proprietários. Mas que conveniente. A reforma agrária do “tempo novo”.

A verdade é que o Governo QUIS manter tudo exactamente igual ignorando e MINIMIZANDO totalmente o trágico acontecimento em Pedrógão como se viu com Costa de ir tranquilamente para férias. O pedido de desculpas que nunca veio alegando que “só se dá na vida privada” demonstra algo que passou totalmente despercebido: um primeiro-ministro que não vê mal no que aconteceu. Que vê apenas danos colaterais. Porque onde há surpresa há choque e onde há choque há um sentimento profundo de culpa do qual nos tentamos redimir. Fiz-me entender? E isto está longe de ser arrogância.

O culpado só tem um nome e um rosto: Estado. Porque o verdadeiro criminoso não é quem pratica o crime. É quem deliberadamente o permite.

 

 

 

Desqualificado por falta de comparência

20 Outubro, 2017

Desistencia

“Se o PCP não concorda com a nossa moção de censura, porque não apresenta ele uma?” – uma interessante pergunta de Adolfo Mesquita Nunes

20 Outubro, 2017

Se o PCP não concorda com a nossa moção de censura, porque não apresenta ele uma? – uam pergunta feita por Adolfo Mesquita Nunes. A resposta já chegou?

Não deixa de ser significativo que o comentário que se ofereceu a Jerónimo de Soisa tenha sido esta boçalidade: “o Governo ficou mal na fotografia”. É tudo uma questão de imagem. não é?

Não, não é a continuidade numa linha de tragédias

20 Outubro, 2017

“As questões por detrás destas tragédias nunca foram prioridade de nenhum governo” – declarou Jorge Coelho a propósito dos incêndios florestais deste ano. Esta frase visa apenas desculpar o governo de António Costa: nunca governo algum falhou em Portugal desta forma no combate aos incêndios.

A náusea

19 Outubro, 2017

Mais um abraço, mais um beijinho. Agarra-se uma mão, se não forem as duas, olha-se para o chão, acende-se a vela e, na televisão, com o ângulo certo, o quadro compõe-se. Projectamos empatia, dizem eles, uma obrigação profissional para as ocupações do amor. Jornalistas-psicólogos atestam a dor que o político sente naquele momento fotografado, diagnóstico oriundo dos muitos anos a testemunharem momentos fotografados. “Adoro-vos a todos”, disse, em tempos, um deles. “Este cravo é vosso”, gritara o cangalheiro já depois de o ter sido e preparando-se para o voltar a ser. Cangalheiro em Junho, carrasco em Outubro. Nada fez. Seis dezenas não lhe perturbam as férias. Beijinhos, mais um abraço, “a direita”, “os eucaliptos”, “o raio”, o que o parta, talvez. Praia. Descanso da “direita”, do SIRESP que só funciona quando não faz falta. Descanso das esganiçadas e dos defensores de outros carrascos em terras alheias a quem vendeu a Fonte Luminosa, os que, em troca de um palanque para atirar beijos, moedinhas e Português de tasca, lhe cobram a alma dos portugueses que o enojam, putas a soldo tão difícil de sacar. Mais um beijinho. Mais um abraço. Acende a vela. “Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance” sem que tenha esticado o braço. Pornografia em horário nobre. Morre tu, Dantas, pum!, que, para ti, este Inferno é demasiado frio.

 

Sobra sempre para o motorista

19 Outubro, 2017

Publico-20171019

Na Casa Pia tivemos o Bibi. Todos os outros eram alegados. No caso Sócrates  temos o João Perna. O João Perna é acusado. O João Perna sabia muito bem o que fazia. Os ministros coitados esses foram instrumentalizados.

Nada bate certo nesta história

19 Outubro, 2017

Apareceram as armas que eram muito perigosas e depois passarm a velharia e que nem se sabia se tinham sido ou não roubadas. A história do seu achamento como agora soe dizer-se é uma sucessão de inverosmilhanças:

Um comunicado divulgado pela PJM ao final da manhã de ontem adiantava que no âmbito de investigações de combate ao tráfico e comércio ilícito de material de guerra tinha recuperado, “com a colaboração do núcleo de investigação criminal da GNR de Loulé, o material de guerra furtado dos Paióis Nacionais de Tancos”. AS ARMAS ESTAVAM NA CHAMUSCA. A GNR DA CHAMUSCA NÃO FOI VISTA NO CASO MAS A DE LOULÉ SIM

A PJM recuperou todo o material, entre o qual os lança-granadas e as granadas de mão ofensivas. O Ministério Público (MP), titular da investigação, não foi informado da diligência da PJM NÃO É APENAS O MINISTÉRIO PÚBLICO: É O PAÍS.

Terá sido uma denúncia anónima para o número de piquete da PJM a dar a informação sobre a localização do material, facto que vai ser averiguado pelo MP. DIGAMOS QUE É UM ANÓNIMO SELECTIVO. ESTE ANÓNIMO ESCOLHEU A PJM. 

Informavam ainda que o material, intercetado na zona da Chamusca, já tinha sido levado para os Paióis de Santa Margarida, à guarda do Exército, onde está a ser realizada a peritagem para identificação mais detalhada.É AGORA QUE VÃO DECIDIR SE ESTAMOS PERANTE UM FURTO DE ARMAS OU DE ANTIGUIDADES?

Então está tudo bem

18 Outubro, 2017

Ele relatou que achara estranho as mensagens o urgirem para aquele local ermo a meio da madrugada, mas, como pessoa livre de desconfiança, cumprira como solicitado. Explicou que o ácido na cabeça que a tia penafidelense do Piscoiso lhe atirara não causou dor tão forte como as chamas do banho de gasolina que se seguiu.

A tia penafidelense do Piscoiso chegou a ser detida, mas as evidências levariam à sua imediata libertação. Ainda hoje se nota a reverência dos guardas pelas sábias declarações da velha matrona:

“Se ele quiser ouvir-me a pedir desculpa, eu peço”.

 

Faço minha esta pergunta

18 Outubro, 2017

FACE A ESTAS DECLARAÇÕES DO SECRETÁRIO DE ESTADO

“Têm de ser as próprias comunidades a ser pro-activas e não ficarmos todos à espera que apareçam os bombeiros e os aviões para resolverem os problemas. Temos de nos auto-proteger – é fundamental.”

Acabou-se a Taxa Municipal de Protecção Civil?

Admito que as armas que podem nem existir tenham aparecido em localidade que não sei se existe

18 Outubro, 2017

A armas, que o ministro admite não saber se foram mesmo roubadas, apareceram na Chamusca, que é localidade que o ministro admite poder nem existir. Aparentemente, os terroristas de direita que andaram a incendiar o país para matar as populações que em tempos elegeram Cavaco Silva, terão escolhido esta data para revelar as armas (que poderão nem existir) para abafar a demissão da ministra que comprovadamente nunca existiu.

O Presidente, que ninguém sabe se existe mesmo, terá falado ontem sobre o incómodo que é estas chatices todas existirem. Entretanto, admito que os autocarros continuam a andar entre uma paragem e outra enquanto Sócrates não admite que o questionem acerca do que o próprio admitiu querer falar na RTP, que, admito, terá mesmo concedido o tal desejo para, admite-se, conseguir audiências abaixo das do programa que a entrevista substituiu.

Começa a ser bastante atraente admitir a possibilidade deste país nem sequer existir.

 

Heloísa, daqui chama Terra…

18 Outubro, 2017

Essa extraordinária negociata da política portuguesa que dá pelo nome de Partido Os Verdes que permite ao PCP tirar ainda mais vantagens do sistema parlamentar de que tanto mal diz, já se pronunciou sobre os incêndios?E a camarada Heloísa vai votar como a moção de censura?