Além do simbolismo e dos títulos excepcionais o que ganhamos com a declaração do estado de emergência?
Há bem pouco tem os responsáveis políticos multiplicavam-se em declarações sobre o vírus que não ia chegar. Mantiveram-se agendas e olhava-se para o lado: ironicamente Portugal discutia a eutanásia quando devia estar a tratar de divulgar os riscos reais do vírus.
Agora reivindica-se a declaração do estado de emergência. O que interessa saber é apenas isto: a declaração doe stado de emergência ajuda a combater o vírus? Se sim, declare-se e já. Se não, se se trata apenas de um artifício para que uns responsáveis-irresponsáveis possam poder dizer “Até declarámos o estado de emrgência”; para que se garantam uns telejornais com aberturas bombásticas “Declarado o estado de emergência!” e para que o povo acredite que se fez tudo mas mesmo tudo para combater o vírus então não vale a pena.
Alguém falhou
Ontem os portugueses viram o Presidente da República auto-destruir-se.
Hoje foi a vez de António Costa sofrer de uma espécie de combustão política.
É óbvio que António Costa é atabalhoado a falar mas nada explica aquele titubear no “antecipar o imprevisto”. Das duas uma ou em Janeiro/Fevereiro ninguém lhe explicou os cenários que podíamos vir a enfrentar ou ele não os quis ver. Mas algo de profundamente anormal aconteceu para chegarmos aqui no estado de improviso que sobressaía a cada resposta do Primeiro-ministro.
Alguém sabe responder?
O que andaram a fazer em Janeiro e Fevereiro os técnicos, especialistas, dirigentes e titulares da Comissão Nacional de Saúde Pública, do Conselho Nacional de Saúde, da Comissão de Catástrofe e Emergência Interna (isto apenas no âmbito do SNS)? E a Protecção Civil? E a Presidẽncia da República?
Parece-me inquestionável que as escolas estejam abertas para acolher filhos de profissionais de saúde (e tb os fihos dos agentes de segurança? – pergunto e espero eu).
Quanto aos carenciados a resposta não pode ser esta. Que sentido faz estar a expor as crianças, os funcionários, as famílias… a mais contactos? Nada impede as famílias dos alunos ditos carenciados de cozinhar pelo que o apoio deve passar por ajudá-los a compra alimentos, não concentrá-los a tomar as refeições.
Ao retirar responsabilidade às famílias a assistencialização tornou os carenciados ainda mais carenciados
A falsa segurança criada pelas organizações-bolha
15 de Janeiro: Directora-Geral da Saúde-“Não há grande probabilidade de chegar um vírus destes a Portugal”
Controlo biométrico
É inadmissível que hoje, em plena crise do coronovírus, profissionais de saúde ainda estejam sujeitos a controlo biométrico de entrada e saída. Senhores administradores hospitalares: tenham vergonha; deixem a sabujice. Andam palhaços a pedir que se confie nas autoridades e no pessoal hospitalar e a mensagem que vocês transmitem é que nem no vosso pessoal confiam para cumprir horário? Anda, mete aqui o dedo e depois lava as mãos? Tenham vergonha, senhores administradores hospitalares: por mim iam era já lamber macas.
Depois não digam que não foram avisados
olecraM

Deixem-se de tretas e governem!
Chegou o momento de exigirmos aos governos que governem! Sim, que se deixem de tretas e governem! Não podemos continuar a pactuar com estes líderes que nos entretêm com combates planetários quando nem sequer conseguem garantir que temos testes e máscaras para enfrentar uma pandemia. Como explicar que aquela constelação de entidades, autoridades de que fazem parte uma Comissão Nacional de Saúde Pública, um Conselho Nacional de Saúde, mais a Comissão de Catástrofe e Emergência Interna (isto apenas no âmbito do SNS) não tenham conseguido estabelecer uma linha coerente de actuação? Não faço a menor ideia se é melhor reagir bloqueando tudo como China, apostando na tecnologia como na Coreia do Sul ou arriscando na criação da imunidade de grupo como no Reino Unido, mas o que me parece que não pode acontecer é esta atitude errática em que primeiro se deram como fiáveis as informações da China, depois não valia pena controlar passageiros e agora vamos para a quarentena obrigatória.
A mutação do vírus
Quando a epidemia covid-19 passar vamos chegar à conclusão de que o capitalismo salva. Porém e paradoxalmente os keynesianos vão acabar por prolongar a doença injectando dinheiro a rodos na economia.
O vírus sofrerá portanto uma mutação.
Os Portugueses vivem cada vez melhor
Na coluna semanal da Oficina da Liberdade no Observador digo, sem ironia, que os Portugueses vivem cada vez melhor.
Quem quiser perceber a blasfémia, pode ler o artigo completo aqui.
*
Incompetências
«Dez estudantes da Universidade do Porto deixam Itália
Nove chegaram ontem, num voo via Londres, e tinham à sua espera elementos das autoridades de saúde, que recomendaram o isolamento profiláctico.»(*)»
O Público/Patrícia Carvalho acreditaram na «fonte» da UP (não se compreende porque não é identificada, cobardia profissional certamente, a que o jornal dá cobertura). Acontece que nada daquilo era verdade. Os próprios alunos resolveram desmentir a sua universidade e a noticia do Público e telefonaram para as televisões onde esclareceram o que se passou.
Lá teve depois Público de se desmentir e reconhecer indirectamente erro de não ter contactado alunos.
Mas o que estes relatam é igualmente extraordinário.
«Não fomos recebidos nem contactados pelos membros da autoridade de saúde” (…) Ficamos desapontados porque nos parece que estamos a ter a mesma atitude negligente que vimos em Itália. À chegada ao aeroporto ninguém nos mediu a temperatura, ninguém nos perguntou de onde vínhamos. Isto deixa-nos revoltados, porque ficamos com a ideia que vamos estar outra vez envolvidos no problema que encontramos em Itália (…)
Gonçalo Soares diz mesmo ter ficado algo incrédulo com as informações que terão sido passadas pela linha Saúde 24 aos seus pais, quando estes, ainda antes do regresso do filho, ligaram para aquele serviço de apoio a explicar as circunstâncias do seu regresso. “O que os meus pais me disseram é que da Saúde 24 disseram para fazermos uma vida normal quando chegássemos, evitando dar beijinhos e abracinhos. Viemos de Itália, que está com mais de mil casos por dia porque, como pude comprovar, as pessoas não seguiram as recomendações, e estão a dizer-me para fazer uma vida normal?”, questiona-se.
Os dois estudantes optaram por não fazer uma vida normal e estão ambos em isolamento voluntário, nas suas casas, durante 14 dias. »(*)
Costa deve estar a aguardar um parecer qualquer
Para quê?
rigor burocrático
O governo do dr. Costa decretou o encerramento de todas as escolas a partir de segunda-feira. Sexta e sábado folga o vírus.
não vá o diabo tecê-las…
Com receio do coronavírus, fechou a Direcção-Geral de Estabelecimentos de Ensino. As escolas é que continuam abertas, provavelmente porque, com a pressa, os senhores directores se esqueceram de as mandar fechar.
afinal, as pessoas não estão primeiro?
Suportado na douta opinião do Conselho Nacional de Saúde Pública, onde se encontram génios candidatos ao Nobel da Medicina, como uma licenciada em turismo, um psicólogo, um catedrático de economia da Nova, dois membros da Comissão Permanente de Concertação Social, o presidente da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica, um outro senhor com um MBA em gestão de informação, um administrador do Grupo Vila Galé, representantes da Associação Nacional de Municípios, da Associação Nacional de Freguesias, entre outras sumidades, o nosso inquebrantável «optimista irritante», também conhecido por António Costa, como tão bem o alcunhou o exilado de Cascais, ou Babush ou Babuló para os íntimos, persiste em manter as escolas públicas abertas. A tese, ou as teses, são de que mandá-las fechar provocaria um alarme social e pouco resolveria, a avaliar pela enchente das praias da Linha, ainda ontem ocorrida. Por outro lado, Babush, como um bom keynesiano que é, teme que o alarme social provoque uma crise económica igual, ou pior, à de 2011, não precisando aí de consultar ninguém, já que sabe muito bem o estado em que se encontra o país. A posição do BCE, comunicada por Christine Lagarde (bolas, não há meio de ser contaminada!), de que, desta vez, terão de ser principalmente os estados a lamber as suas feridas, também deve ter ajudado a compor a decisão. Esperemos que não se venha a arrepender dela, e que, tarde e a más horas, acabe por perceber que o capital humano deve sempre prevalecer sobre qualquer outro.
Inimputáveis
Vamos ficar a ver navios – literalmente, eles continuam a chegar sem qualquer controlo – enquanto os outros países europeus implementam medidas de contenção da propagação do vírus. Há dois meses, dizia Graça Freitas, a directora-geral da saúde, que não havia motivo para alarme. Hoje, continua a não haver qualquer motivo para alarme, com a maioria das escolas abertas.
Francisco George foi ao programa da Cristina explicar que não faz sentido fechar escolas sob risco das crianças de 6, 8 ou 11 anos irem sozinhas para a praia e à noite para os bares e discotecas, isto para de manhã irem para os avós contaminar idosos.
Há pessoas, realmente, a quem nunca acontece nada de mal.
A ler
A Internacional atroa pelos ares
O Conselho Nacional de Saúde Pública arranjou um porta-voz que não comunica.
A Directora Geral de Saúde tem o ar menos convincente que alguma vez se viu
A ministra parece tonta.
Sem prejuízo das competências tècnicas de cada um estas três almas juntas só conseguem acrescentar insegurança.
Em resumo,a ministra Temido como lhe acontece quando esta nervosa deve andar a ouvir a Internacional, a Directora Geral de Saúde e o porta-voz do Conselho Nacional de Saúde Pública devem estar a recompor-se do transtorno que tudo isto representa nas suas santas vidas e a nós como invariavelmente acontece aos povos governados por socialistas resta-nos ter fé na capacidade e bom senso dos profissionais de saúde.
Quarentena na praia
Vamos mas é para a praia
Quem autorizou a realização do teste de despiste a Marcelo Rebelo de Sousa? “É só um teste”, poderão dizer, mas, tal como ele, eu não tenho critério para o realizar, mas gostaria imenso de o fazer, como imagino que desejariam todos os portugueses. É um privilégio dos presidentes? É que, com a escassez de meios que existem, num país normal já teria rolado a cabeça de alguém a acompanhar a do presidente. Como é aqui, enfim, nem é assunto. Vamos mas é para a praia.
Coninhas
Ao adiar decisões como o fecho das escolas (e outras), António Costa confirma que prefere falhar acompanhado do que ter sucesso (relativo) sozinho no controlo do Covid-19.
É sempre assim com fracos e gasosos.

Amanhã a Câmara de Lisboa vai votar o aluguer de casas a privados entre 450 e mil euros para depois as subarrendar. Proponho à CML que comece pela casas vazias do Bairro Portugal Novo, ali mesmo nas Olaias.
O regulamento da Renda Acessível estabelece que cada pessoa ou família deverá gastar no máximo 30% do seu salário líquido na renda. Ora quem não quer pagar 300 euros por um T 2 no Portugal Novo? Local central, bem servido de transportes, arejado. Nunca viu as casas do Portugal Novo? Não sabe onde fica esta utopia socialista? Em plena Lisboa. Vá lá saber-se porquê à frente deste Portugal Novo foi construído o belo edifício dos Serviços Sociais da CML que também promovem uma cidade nova, um cidadão novo… tudo à custa do velho contribuinte.
Quanto aos proprietários dos actuais andares certamente que os subarrendarão por bom preço
duas crises
Na véspera do dia em que o governo decidirá pela suspensão ou manutenção das aulas na escola pública, a Escola Secundária Clara de Resende, no Porto, não tinha nenhuma casa de banho com qualquer espécie de sabão que permitisse aos seus alunos cumprir a primeira determinação das autoridades sanitárias no combate ao coronavírus, que é lavar bem as mãos. Inquirida uma responsável sobre tão grave falha, a resposta foi clara: “não temos dinheiro para o comprar”.
Isto acontece num país de que o governo se gaba ser um exemplo de “milagre económico”, que pôs fim à austeridade do anterior governo de Pedro Passos Coelho e que demonstrou que havia “outro caminho” para enfrentar a crise económica. Infelizmente, a mentira, que, como todos sabemos, tem perna curta, torna-se quase sempre evidente quando as contrariedades se agravam, e esta grave crise de saúde pública revelará, a olho nu, que o país nunca saiu da crise, muito menos da austeridade. Infelizmente, com a retórica demagógica de Costa e de Centeno, protelaram-se medidas e reformas que poderiam ajudar a recuperar o país. Reverteram-se privatizações, impedindo a entrada de capitais privados em empresas públicas falidas, cujos défices continuarão a ser pagos pelos contribuintes. Atacaram-se investidores com medidas que apenas fazem com que eles deixem de investir, como as que incidem sobre o Alojamento Local, à conta do que se recuperou boa parte do património das nossas principais cidades. Aumentaram-se impostos sobre os imóveis, sector que estava a dinamizar a nossa economia.
Portugal está, de facto, a braços com duas graves crises: uma, de saúde pública, causada pelo coronavírus; outra, económica e social, provocada pelo socialismo. Sairemos muito mais depressa da primeira do que da segunda.
A quem interessa a degradação da PSP e GNR?
Foi chocante assistir à reportagem da SIC que nos dava conta do estado degradante a que chegaram as condições de trabalho das nossas forças de segurança: instalações nojentas escurecidas com as infiltrações de água, em ruínas e com ratos; equipamentos obsoletos, outros fora de prazo ou inexistentes, a terem de ser adquiridos pelos próprios policiais; carros patrulha sem seguro, sem manutenção, sem combustível. Assim de repente pareciam imagens da polícia cubana.
Mas há mais: como se pode ver pelas notícias que nos chegam todos os dias, hoje aplaude-se os criminosos mais depressa do que se enaltece um agente que arrisca a vida todos os dias pela nossa segurança. Foi o que se viu com a visita vergonhosa de Marcelo ao Bairro da Jamaica antes de visitar as nossas forças de segurança agredidas; o processo disciplinar pela foto de criminosos em fuga, capturados; a prisão de Hugo Ernano por matar involuntariamente, em serviço, numa perseguição a criminosos. Como se explica que, depois de tanta luta por uma polícia que fosse respeitada e impusesse a ordem necessária ao bom desenvolvimento de uma sociedade, se chegasse a este retrocesso, com os políticos e a comunicação social sempre mais do lado dos agressores e esquecendo o total apoio aos policiais?
Um pouco de História ajuda-nos a compreender. O primeiro corpo de agentes policiais foi criado por D. Fernando I em 1383 e designavam-se por quadrilheiros. Estes eram recrutados à força e escolhidos pela sua robustez física, mas não recebiam qualquer remuneração sendo compensados apenas com a dispensa de trabalho nas obras públicas e pagamento de impostos. Não resolveu nada.
Foi com o pós-terramoto de 1755 que nasceram muitas resoluções e leis para manter a ordem pública como freio dissuasor à anarquia galopante. Marquês de Pombal, pela lei de 25 de Junho de 1760, criou um organismo que centralizava todas as leis já publicadas: a Intendência da Polícia da Corte e do Reino. Ao Intendente deu mais poderes que ao próprio Governo. É aqui que nasce o termo polícia. Porém, numa primeira fase pouco resolveu, dado que se focou mais na perseguição aos que falavam mal do Rei, do Governo e de Pombal (onde foi que eu já vi isto?). Ou seja, uma espécie de polícia “política”. Devido ao estado caótico da criminalidade que se mantinha, a Rainha D. Maria I, através do Decreto de 18 de Janeiro de 1780 nomeou novo Intendente, Pina Manique, um antigo juiz do crime do bairro do Castelo de S. Jorge. Com este procedeu-se a uma purga nos serviços policiais: grande número de criminosos são presos e bairros suspeitos de Lisboa são limpos de marginais; reorganizou os serviços; impôs o respeito da população ao Departamento; fundou a Guarda Real de Polícia em 25 de Dezembro de 1801, um corpo militarizado a cavalo; iluminou a cidade de Lisboa; criou casas de correcção e a Polícia Sanitária para as prostitutas; criou a Guarda das Barreiras, sendo mais tarde substituída pela Guarda das Alfândegas. Depois, em 1808, o General Loison, a mando do Intendente-Geral da Guarda Real de Polícia institui a Polícia Secreta.
Em 1823 é criada, pelos liberais, a Guarda Nacional, e a 23 de Junho de 1824 é instituída uma nova polícia secreta, a Polícia Preventiva.
Em 21 de Agosto de 1826 foi extinta a Guarda Real de Polícia. Uma vez extinto o cargo de Intendente-Geral da Polícia, todos os serviços de polícia passaram a cargos de Prefeitos (mais tarde designados de Governadores Civis). A 18 de Abril de 1835 foi o Reino dividido em 17 Distritos Administrativos, tendo cada distrito um Governador Civil, sendo dividido em Concelhos e os Concelhos em Freguesias ou Paróquias. Assim, os Governadores Civis eram os chefes supremos da segurança pública.
Em período de grande confusão política e social resultante das lutas entre liberais e absolutistas é suprimida a Guarda Real de Polícia e substituída pela Guarda Municipal, e em 1846 extinta a Guarda Nacional. Apesar desta amálgama de instituições e legislação durante 7 décadas do séc. XIX nenhuma lei deu resultados positivos e a desordem continuava. Os guardas e juízes sentiam-se traídos porque não havia condenações e ainda eram ameaçados. Chegou-se ao cúmulo de, na cidade do Porto, em 1865, o jornal “O Demócrato” ter ridicularizado os agentes da autoridade nortenha, chamando-os de “coitados” e “desgraçados” como eram apelidadas as meretrizes à época (onde é que eu já vi isto?).
Foi com este estado verdadeiramente doentio que o Rei D. Luis fez publicar, em 2 de Julho de 1867, a lei que criou em Portugal o Corpo de Polícia Civil. Com o nascimento desta nova instituição, estavam lançadas as bases, longínquas, para a criação da actual Polícia de Segurança Pública.
A Polícia, que tinha sido dissolvida a 6 de Outubro de 1910, “renasce” a 9 de Outubro de 1910, sendo nomeado seu Comandante o Major Alberto Carlos da Silveira. Em 29 de Abril de 1918 cria-se a Direcção-Geral de Segurança Pública, que superintendia os Corpos de Polícia Civil de Lisboa e Porto, a Polícia de Investigação Criminal, (que originará a actual Polícia Judiciária) e a Guarda Nacional Republicana, sendo todas estas corporações dependentes do Ministério do Interior.
Por aqui se conclui que as forças de segurança resultaram dum esforço de organização contra a anarquia, o caos e a insegurança, que perdurou durante séculos.
A quem interessa o regresso ao país do caos e anarquia social? Aos que dele tiram proveito próprio para surgirem como “salvadores nacionais”, aumentando os seus poderes para impor uma nova ordem e assim eternizarem-se nos cargos públicos: os ideólogos de esquerda. Porque o caos favorece a implementação de ditaduras. E o socialismo é só o meio para lá chegar.
Temos de guardar isto porque mais tarde não vão acreditar
Ainda vai acabar a entrar em directo a pendurar a roupinha

Escreve o Pedro Correia: «o teste ao coronavírus e esta original aparição presidencial via FaceTime à hora do jantar dos portugueses constituíram o pontapé de saída da campanha eleitoral que culminará no escrutínio de 2021. Ao declarar-se em quarentena preventiva, levando o País a acompanhar com alívio as novidades do seu boletim clínico e com elevado apreço o exemplo de desapego às honrarias palacianas de que dá provas, Marcelo exibe um florentino instinto político – muito acima de qualquer rival, declarado ou não.»
Digam lá que a descarbonização não é uma maravilha?!
Portanto o turismo está em queda logo o flagelo da gentrificação e dos alojamentos locais está a acabar. E é tão bom não é? Agora os bairros antigos vão voltar a ser o Pátio das Cantigas.
As viagens de avião estão em queda e portanto estamos bem perto de voltarmos a andar de burro. Assim o vírus espalha-se devagarinho.
E as máscaras tb serão para reciclar?
Badalhoquice
É de uma badalhoquice sem memória que um teste que escasseia em hospitais e que requer um critério apertadíssimo de parte dos profissionais para que impere algum senso num sistema sem qualquer capacidade de resposta seja desperdiçado numa figura apalhaçada da aristocracia falida sem qualquer razão que não a de anunciar aos súbditos para que regozijem pela saúde férrea do soberano.
Já agora, esperamos também a publicação do resultado do teste de gravidez ao senhor presidente. Ao menos, esse não é um recurso escasso que pode salvar a vida a alguém.
Temores desta semana
- Que Marcelo transforme o seu auto-isolamento na nova versão televisisa do Big Brother
- Que as redacções portuguesas descubram que andam agora a exaltar um estudo chinês que indica que “O calor geralmente mata este tipo de vírus” quando há bem pouco tempo achavam uma patetice Trump apontar o fim do coronavírus para Abril porque “O calor geralmente mata este tipo de vírus”.
- Que caso não adiram aos programas governamentais ditos de iguladade de género as mulheres acabem a ter de frequentar obrigatoriamente cursos de engenharia . Ou que volte o serviço militar obrigatório exclusivamente para as refractárias.
O fachadismo


A propósito das indignações contemporâneas
Tempos sinistros de gente sinistra
Duante anos homens como Woody Allen, Epstein e Harvey Weinstein foram adulados. Só foi possível fazer o que fizeram durante tanto tempo porque gozaram de enorme complacência. Estas atitudes revelam sobretudo a má consciência de quem os adulou e não uma condenação real dos seus actos que, repito, só foram possíveis porque estes homens gozaram de enorme complacência.
Especulação de preços & Corona
Muitos bradam contra a “especulação” de preços que se verifica em certos produtos tidos como de protecção contra o vírus Corona.
É uma das coisas estúpidas que se dizem por estes dias. Se há maior procura e menor oferta, os preços não deveriam subir?
Se os preços não subirem, não são dados os sinais e incentivos a que os fabricantes façam a alocação de mais recursos para suprir as necessidades urgentes da população.
A “especulação” pode não ser politicamente correcta, mas é a única forma de assegurar o fornecimento dos bens aos que deles precisam ou querem usufruir.

Não há limite para o activismo. Mas tem de haver.
Estas criaturas são contra a indústria dos lacticínios. Podia pensar-se que se privavam elas mesmas de beber leite, comer morangos com chantilly, iogurtes, queijos… Mas não. Arrogam-se o direito de o impor aos outros. Aqui estão em pleno exercício do sue activismo num comício do candidato Democrata Joe Biden. Não há paciência para estas figuras!
era mostrar aos indecisos em dar o seu voto ao líder do Chega que o podem fazer sem receio algum pois o homem é um modelo de auto-contenção? Na verdade não vejo outra explicação que não seja esta para o tom de “debate-vamos apanhar-te” adoptado na referida entrevista.
Portugal, 2020
Sessões dedicadas pelo Parlamento a debater a nossa relação com os animais? Duas
Sessões dedicadas pelo Parlamento a debater a eutanásia para humanos? Uma
Para lá da propaganda
“Alexandra Borges”: máfia controla negócio imobiliário nos bairros sociais
O problema existe e vai aumentar: anunciam-se milhões para programas estatais de arrendamento que depois da sessão de propaganda ninguém acompanha. Em tudo aquilo que está anunciado para a habitação dita de arrendamento acessível é fácil vislumbrar que situações como as descritas neste programa vão acontecer.
Se os serviços autárquicos fossem capazes de cobrar as rendas, enfrentassem de facto a impunidade de quem põe e dispõe nestes bairros outro seria o caso mas é mais facil pintar empenas com murais em vez de as isolar termicamente, arranjar mediadores disto e daquilo para o que são simples casos de polícia….
