Outra vez a conversa do novo aeroporto?
Como cidadã não há nada mais revoltante do que ver um país tecnicamente falido e que caminha a passos largos para mais uma grave crise financeira em propaganda por mais um aeroporto. Sim, mais um. Ou estão esquecidos que em 2011 inauguramos um, novinho em folha, por 33 milhões de euros, a 147 km do Algarve e com capacidade para receber os A380, o maior avião do mundo da Airbus e que está literalmente ao abandono?
Não existe qualquer respeito pelo contribuinte que já suporta a maior carga fiscal de que há memória. Como se pode falar em mais gastos megalómanos desta forma tão brejeira? Eu sei. Interesses. Só, só interesses. E muitos. Imobiliários e financeiros e… “comissões”.
Há anos que andam a dizer que o aeroporto de Lisboa “esgotou” as suas capacidades. Mas foi com Sócrates que essa lenga-lenga mais se fez ouvir. Lembram-se do aeroporto da OTA que era preciso fazer urgentemente bla, bla, bla? Pois é. Era tão, mas tão, mas tão urgente, que construíram primeiro o de Beja. Não acha isso no mínimo estranho? Então com um aeroporto já em “perigo de rebentar pelas costuras” dá-se prioridade a outro fora de Lisboa? E em… Beja!!!!
Bom, vamos a factos: a única entidade internacional que efectuou estudos de capacidade na Portela foi a Aeroports de Paris, parte interessada na eventual futura construção de um novo aeroporto; foram solicitados estudos preliminares aos Aeroportos de Manchester e de Gatwick mas os resultados NUNCA foram divulgados (obviamente porque o resultado não interessou ao “establisment”); o Aeroporto de Gatwick, em Londres, apenas com uma pista tal como o de Lisboa, movimentou em 2016, 43.136.795 passageiros enquanto Lisboa, no mesmo ano, 22.462.599 passageiros; em 2005 altura em que o governo decidiu pela Ota o total de passageiros anual era de apenas 11.236.476. Onde estava a saturação?

Mas há mais: em 2000 já se sabia que Portela tinha capacidade para suportar 35 milhões de passageiros como afirmava – o insuspeito socialista – João Soares ao Expresso: «todos os dados novos que apareceram, os tais relatórios que estavam na gaveta, vieram dar-me razão: a Portela tem todas as condições para chegar aos 30 ou 35 milhões de passageiros». Nesse mesmo ano, Jorge Coelho dizia no Porto que o aeroporto da Portela ficaria saturado mais cedo do que o previsto e que em 2006, só com transportes rodoviários alternativos se evitaria engarrafamentos na área do aeroporto (fonte TSF). Ora, em 2000, o total de passageiros era de 9.394.532 e 2006 acabou com um total de 12.314.917. Mais ainda: em 2010 o Jornal Nacional da TVI denunciava a falsa saturação do Portela onde claramente os slots, isto é, a disponibilidade para aterrar e descolar das aeronaves, demonstravam que não havia saturação nenhuma.
Esta ideia megalómana de construir de raiz um aeroporto internacional totalmente novo em Lisboa surgiu com o ex-ministro socialista (tinha de ser) das Obras Públicas, Jorge Coelho, que a juntar a isto queria ainda, em simultâneo, o comboio de alta velocidade e uma terceira ponte sobre o Tejo. Acontece que Portela já provou ser um dos aeroportos mais fiáveis e mais seguros do mundo e que a pista 17/35 é o ex-libris deste aeroporto por causa da frequência dos ventos cruzados atlânticos. Exemplo disso, em 2013, dos 182 aviões que deveriam ter aterrado, em dia de forte temporal, a 19 Janeiro, apenas 13 foram forçados a seguir para outro aeroporto. A sua eficiência, a sua excelente localização e a qualidade do projecto original fazem dele um dos melhores entre os melhores.
Obviamente que o aeroporto de Lisboa, hoje, mais do que nunca, precisa de uma remodelação de beneficiação como se verificou com o aeroporto Francisco Sá Carneiro no Porto para aumentar sua eficiência e qualidade. E uma vez que já temos um excelente aeroporto em Beja, inaugurado em 2011, que apenas precisa de melhores acessibilidades, manda as boas regras de gestão, rentabilizar esse investimento que, por falta de VONTADE política, está “morto”.

(foto Dinheiro Vivo/ Lusa)
“Nem mais um cêntimo para lobbistas” deveria ser o slogan actual contra este (des)governo recalcado do socratismo e não qualquer outro. As pessoas estão primeiro. E as pessoas não podem ser as eternas cobaias dos políticos irresponsáveis.
Demasiado grave para não falarmos disto…
trampolineiros da silva

Durante dezassete dos últimos vinte e quatro anos, o Partido Socialista dirigiu o governo português. Teve, nas suas mãos, a responsabilidade da Segurança Social, sendo que, por mais de dez anos, nos XVII, XIII e XXI governos constitucionais, foi ministro dessa pasta o valoroso José Vieira da Silva, a quem é devido, segundo se diz, a «sustentabilidade» desse sistema.
Ora, embora já desconfiássemos, este «estudo» da Fundação Francisco Manuel dos Santos informa-nos que o sistema está falido e em colapso, não aguentando, nas já muito exigentes actuais condições de concessões e benefícios, para além de 2038. Consequência: as pensões terão de ser reduzidas e só a partir dos 69 anos de idade estarão acessíveis aos que chegarem a essa idade. O «estudo» já está feito e divulgado, para amaciar o lombo onde entrará a faca que o transformará em lei. O valoroso ministro Da Silva não tem, com o é evidente, qualquer responsabilidade neste cartório.
Acontece que este sistema de Segurança Social não resulta de uma escolha livre dos seus cada vez mais precários e desabonados «beneficiários»: ele é uma imposição do regime, que obriga a que entreguemos parte substancial do nosso rendimento mensal ao estado, para que este tome conta de nós. Deixar isso ao cuidado dos «privados», que só se preocupam com o «vil metal» e o «lucro», seria uma tragédia. É preferível entregá-lo a uma gestão que só dá prejuízos.
O «contrato social» entre os cidadãos e quem os governa é, cada vez mais, um verdadeiro logro, pelo qual uma classe dominante (deixem-me utilizar Marx, por favor) se instala no aparelho de poder, com famílias, amigos e amantes, para viver à custa de uma cada vez mais vasta classe dominada (Marx outra vez, para ser agradável ao ministro Da Silva). As nossas «contribuições» para a Segurança Social não são mais do que um imposto encapotado.
A ler
Bento XVI sobre os abusos sexuais na Igreja
O legislador

Marxismo cultural e o bacanal
Um assunto que vejo ser discutido é o do marxismo cultural. Se existe, se não existe, se os seus resultados estão à vista ou se ainda estamos no início de um The Handmaid’s Tale que culminará na abolição da democracia liberal substituída por uma teocracia de ídolos pop, que tanto podem ser anunciados pelo Orbán húngaro como pelo Costa português.
Eu acho que sim, que há marxismo cultural, mas não o reconheço necessariamente por esse nome: o que há em abundância é a ausência de amor próprio, o que é consequência da ausência de cultura. Facilmente adoptando a estética da estupidez papagueada nas televisões, universidades e salas de aula, o pensamento crítico foi sendo substituído por uma moral artificial – como todas as morais – que apregoa o ecumenismo de hubris. É darwinista: quem ladra mais alto é mais ouvido.
Em suma, o socialismo, irreversível, a fazer o seu caminho. É passível de ser combatido? É. Mas, normalmente, a emenda é pior que o soneto. Claro, podemos sempre fazer alguma coisa, como, por exemplo, educar os nossos filhos para exigirem factos da escola, não achismos da parolada, mas isso não é revolucionário e, como tal, não é atraente. Eu costumo resolver com caminhadas e com banhos de sol – talvez possam fazer o mesmo.
IVA e SAFT
Acabei de pagar o IVA e entregar o SAFT da empresa.
Verifico no entanto que se continua a discutir acerca da massa muscular da Direita, marxismos e nazismos.
São com certeza gostos, prioridades e análises intelectualmente estimulantes.

A ditadura do pensamento único está em marcha
Apesar de vivermos em democracia cada vez somos menos livres. A liberdade de expressão começa a ser manietada, os direitos cívicos subtraídos e os deveres multiplicados. Enquanto isso, o Estado torna-se cada vez mais omnipotente e omnipresente. Não é isto um contra-senso?
A origem deste problema que já vem de longe está na ideologia de Marx. Foi aqui que nasceu a semente perversa das políticas que se denominam hoje por “democráticas” e “libertadoras” da opressão dos povos, mas que na verdade são mais castradoras de liberdades e criadoras de pobreza do que qualquer outra. Lenine, Estaline, Mao Tsé Tung, Pol Pot, Fidel, Kim Jong-un, Chavez, Hitler, Mussolini, são apenas uma amostra de líderes que seguiram essa doutrina socialista. O Manifesto Comunista escrito por Marx e Engels em 1848, a que chamaram de ‘socialismo científico’, serviu também de inspiração aos partidos social-democratas que surgiram na Europa do séc. XIX.
O socialismo de Marx sofreu revisionismos à medida que foi fracassando. Inicialmente, defendia a luta de classes contra o capitalismo que acusava de ser o responsável pela opressão do povo. Mas, ao implementar a ideologia marxista logo se percebeu que só recorrendo à força bruta se conseguia impor as políticas que levavam a essa “libertação”. Muitas guerras com muitas mortes, muito sangue derramado, e colapsos económicos depois, constataram que essa via era um fiasco. Que a luta pelo fim das classes não unia o povo que se mantinha fiel ao capital que os resgatara da pobreza extrema, transformando-o na classe média.
Nasce assim outra corrente socialista – nacionalista – que daria depois origem ao fascismo/nazismo pela mão do italiano filósofo socialista, Giovanni Gentile, que concluiu que o sentimento de nação era mais galvanizador do proletariado do que o sentimento de classe. Mussolini e Hitler seguiram por esta via. Ambos pertencentes ao Partido Socialista, assumidamente socialistas, criaram um Estado totalitário, de partido único, pensamento único, ultra-nacionalista, elitista, que não abolia a propriedade privada, mas controlava-a totalmente, retirando o poder absoluto aos proprietários. O declínio económico também não se fez esperar. Foi mais um grande fracasso do socialismo.

António Gramsci, um filósofo italiano marxista, ao perceber a dificuldade de implementação do socialismo, seja pela luta de classes seja pelo apelo à união nacional, logo reviu outra forma de fazer a revolução: a infiltração da ideologia na sociedade através do poder político. Tomando a comunicação social, as escolas, as universidades, a religião, as artes, a História, mudaria o pensamento doutrinando-o nos ideais marxistas . A sociedade seria tomada lentamente e sem violência e de uma forma naturalmente aceite e sem contestação. Nasce o marxismo cultural.

Porém, o que Gramsci não previu foi a evolução exponencial do capitalismo que em poucos anos catapultou para as novas tecnologias abrindo uma nova era de comunicação: a internet.
Com a chegada da rede, a liberdade tomou conta da plataforma que sem filtros nem controlo possíveis (censura) dos governos, expôs conteúdos até então vedados, abafados, adulterados. Conteúdos esses agora acessíveis a qualquer cidadão com apenas um clique. As redes socais deram depois voz ao cidadão comum que passou a expor suas opiniões, a questionar, a confrontar toda a informação em partilha com o Mundo inteiro. Foi o fim do controlo absoluto até então existente, mesmo que dissimulado, na comunicação social. Foi o despertar da consciência do povo de todas as nações.
Em reacção a esta ameaça, os defensores do socialismo, de todo o Mundo, logo iniciaram formas de travar esta liberdade. Na UE dominada por socialistas, surgem novas leis tais como o Artigo 13 de controlo de conteúdos sob o falso pretexto de protecção dos direitos de autor. Em Portugal os socialistas organizam-se para travar a liberdade nas redes. Sob também o falso pretexto das fake news, estudam formas de “regulamentar” a plataforma mais popular para travar as opiniões contrárias ao sistema.
Entretanto, as “brigadas do Comité Socialista” português ligados ao sistema, disfarçados de cidadãos comuns, circulam nas redes atentos aos que se insurgem contra a imposição das aberrantes teorias ideológicas “progressistas”, para proceder ao bloqueio dessas pessoas nas redes, impedindo-os de exercer o seu direito à liberdade de expressão.
Dizer a verdade hoje passou a ser um exercício perigoso que só os mais corajosos e que têm pouco a perder, experimentam sem medos. São ameaças de morte, perseguições, terror psicológico, perda de emprego, exclusão social, processos judiciais por “homofobia” sem ter sido homofóbico; por “racismos” sem ter sido racista; por “islamofobia” sem ter sido islamofóbico. É a era da criminalização da verdade e de quem ousa defendê-la. É a disseminação do medo de ser rotulado de “racista, homofóbico, islamofóbico” apenas por discordar de políticas “progressistas” que impõem uma agenda sem consulta à população.
O medo da internet tomou conta dos socialistas que hoje já não podem mentir manipular, aldrabar, inventar, branquear factos históricos, como sempre o fizeram, por serem facilmente desmascarados. O medo que faz com que os membros das “brigadas do comité Socialista” pareçam cães raivosos à toa nas redes ameaçando todos aqueles que se lhes opõe.
Porém a rede tornou o povo mais forte, mais informado, mais activo, mais atento, mais exigente e mexer na liberdade conquistada terá um preço elevado para aqueles que a ousarem roubar.
O socialismo é um meio de transição com maior ou menor radicalismo, para chegar ao totalitarismo. Daí que o fio condutor da ideologia, seja pelo apelo à união do proletariado, à união nacionalista ou pela hegemonia cultural, acabe sempre no mesmo: controlo da economia, dos meios de comunicação, do ensino e da cultura, um Estado grande e forte, pensamento único, repressão sobre as mentes discordantes.
Não. o marxismo cultural não é uma teoria da conspiração. É uma ameaça real que já está em curso e tomou conta do pensamento. Agora, só falta mesmo que esta oligarquia familiar que controla as instituições todas do Estado, reforce seus poderes e se perpetue no governo.
A propósito de Idai
- «Quem conhece a cidade da Beira, no centro de Moçambique, dificilmente ficará indiferente à quantidade de madeira exportada a partir do porto local. Sobretudo por causa da parceria com a China, e como outros países africanos, a floresta de Moçambique tem sido dizimada a um ritmo avassalador que não pode ser dissociável das alterações climáticas e demais desequilíbrios ambientais na região. Nisto os governantes locais têm seriíssimas responsabilidades e os custos das suas decisões implicam consequências pesadas a longo prazo para as populações que se começam a manifestar.»
País de papelão
Portugal é uma espećie de cenário de papelão que se esboroa aos primeiro pingos de realidade. O relato feito no I do julgamento do marroquino Abdesselam Tazi, acusado de recrutar jovens para as fileiras do Estado Islâmico, que agora começou no Campus de Justiça é constrangedor:
* Uma mulher asiática entrou na sala de tribunal depois de ter exibido um documento da embaixada do Japão alegadamente falso e tirou anotações sobre tudo o que ali se passou. Depois disso saiu e foi à sua vida, tendo apenas sido interpelada pelo i à saída.
*há falta de polícias, os próprios edifícios dos tribunais têm problemas e os agentes nem sequer podem usar armas dentro das salas de audiência – há o receio de que os arguidos consigam controlar os poucos agentes da PSP disponíveis.
* problemas com o sistema de videochamada na segunda sessão, que dificultaram a audição de diversas testemunhas que estavam noutras cidades.
* Os funcionários dos pequenos tribunais onde algumas das testemunhas estavam a ser ouvidas estiveram-se nas tintas para os problemas com as videochamadas e às 17h saíram, sem esperar uns minutos que as audições acabassem. Num dos casos acabaram por ser as testemunhas a comandar as máquinas e a ir chamar o próximo fora da sala para que se aproximasse da câmara e respondesse ao coletivo de Lisboa.
Descaramento
Lá fora cá dentro

Toda a conversa que se perpetua sobre nomeações de familares de governantes atingiu proporções épicas. O problema, claro está, não é a contratação de um jardineiro que é primo, de um motorista que é amante ou de uma senhora de limpeza pela activista feminista de redes sociais. A questão coloca-se, e bem, a propósito de cargos de governação. Cargos estes que indicam, mais do que eventual nepotismo, o quão certas famílias educam os filhos para a profissão de parasitas. Portugal é um país tóxico, cheio de filhos e enteados do Senhor das Terras, um triste morgadio de figurões herdados do pântano da Primeira República, que se perpetua no pós-25 de Abril em borrascosa pasmaceira da “ética republicana”.
Uns organizam-se em coligações improváveis da terceira liga com um discurso anti-imigração, outros em novas agremiações destinadas a agitprop para convertidos. Eu, eu vou de férias, para respirar um bocado. É que mesmo que não possa ir sempre para fora lá fora, tenho aprendido a ir para fora cá dentro.
Movimento Dividir Portugal
Aluno de 12 anos agride professor três vezes num dia ou professor deixa-se agredir três vezes num dia por um aluno de 12 anos?
Numa escola do Porto tivemos um professor a pedir “a uma funcionária para varrer os pedaços de vidro” que um menino partiu pois é óbvio que já não tinha autoridade para mandar o rapaz varrer ele mesmo. Em seguida a criancinha com um sentimento de absoluta impunidade ora usa o telemóvel ora salta por cima das mesas. Depois agride o professor em trẽs momentos diferentes, três, e acaba a declarar a um funcionário que, claro, também não se deve ter afoitado a chamar-lhe a atenção, “Já lhe parti o focinho”. O ministro da Educação o que disse? E aquela irmã Mortágua de discurso mais ou menos ininteligível que, ironia das ironias, trata das questões do ensino já se pronunciou? E Mário Nogueira, essa caricatura da luta, por onde anda? O PR não vai a esta escola? Vamos ficar pela conversa de “o caso está entregue ao Ministério Público”, sim porque agora, com os professores e funcionários devidamente desautorizados, a indisciplina nas escolas tornou-se um caso de polícias e tribunais? Como é isto possível?
Assine antes que seja proibido propor algo assim
É DEMAIS!!! O Estado não tem que ficar com bases de dados em que fica a saber a vida toda de pessoas e empresas!!!
Para: Ex.mo Senhor Presidente da Assembleia da República
A legislação tudo resolve
Marcelo – o Presidente da República que goza da mesma dignidade de quem troca de cuecas em directo à frente das câmaras de TV; idêntica gravitas de quem se diz apaixonado pelo Papa; semelhante credibilidade de quem diz tudo apurar até às últimas consequências para deixar tudo completamente na mesma; e idêntica honestidade de quem considera os Portugueses os melhores do mundo em qualquer que seja a actividade – entende que a demissão do secretário de estado do ambiente “resolveu” o assunto das polémicas nomeações familiares socialistas.
Acrescenta o inane chefe de estado que a legislação deverá ser alterada para ir ao encontro das actuais exigências da “opinião pública”.
É impressionante a mentalidade estatista de usar a legislação para tentar enquadrar a moral e a ética, não vá a sociedade de forma espontânea, cultural e com base na integridade e valores individuais saber distinguir de forma autónoma e consciente aquilo que é bem ou mal.
A oligarquia pretende lobotomizar as grandes massas. O povo não se deve ocupar de questões morais pois o estado tudo sabe e de tudo se ocupa.

Confundindo o que se deseja com a realidade
Escreve o DN sobre o novo CC: o documento passará a incluir a bandeira da União Europeia e a fotografia vai mudar de sítio, do lado direito para o lado esquerda. O símbolo da República Portuguesa será rodeado pelas estrelas da União Europeia. Também está garantida maior proteção para os dados dos utentes. No caso de Portugal, continuará a não estar identificado o género de cada cidadão.»

O actual CC identifica sexo. Portanto a identificação a identificação de sexo vai continuar, certo? Recordo que esta novela do CC sem género/sexo dura há algum tempo : A 21 de Fevereiro, de manhã, a secretária de Estado da Justiça Anabela Pedroso declara à TSF: “Nós retiramos na nova versão de cartão de cidadão o género, há países que vão manter o género, Portugal não vai manter. É facultativo.” Horas depois a mesma secretária de Estado da Justiça Anabela Pedroso declarava à mesma TSF: “É um lapso meu.”
Agora o DN vem dizer que no actual CC não está “identificado o género de cada cidadão”. Logo no novo vai continuar a não estar identificado. Estão a gozar, não estão?
Da censura
: «caiu em cima da secretária uma recomendação surreal da Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial a propósito de uma notícia – de resto difundida pela agência Lusa e reproduzida em numerosos órgãos de informação – onde se referia o início do julgamento em Lisboa, por terrorismo, de um cidadão marroquino. Que pretendia a dita comissão? Que não se referisse a nacionalidade. Certamente não lhe faria cócegas se o cidadão fosse francês, inglês ou sueco, agora marroquino deveria ter sido traduzido por “estrangeiro”.»
A vida como ela vai indo

Esta fotografia de Getnet Yetwale e Dinkalem Ayele, tirada durante a prova dos mundiais de crosse, causou enorme polémica porque de acordo com os dados da Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF), Getnet Yetwale e Dinkalem Ayele têm 18 anos. Acham milhares de pessoas que esta foto prova que são muito mais velhos. Ora se Getnet Yetwale e Dinkalem Ayele se declararem transgénero e se inscreverem no mundial de cross feminino não só ninguém estranhará nada como até acusarão de transfobia quem os achar com ar de serem uns senhores quase na meia idade.
As patranhas à volta do défice voltaram. Costa diz que é o “um resultado histórico e virtuoso”. Centeno afirma que “é uma conquista desta legislatura”, que “Portugal conseguiu virar a página da austeridade” e que “as profecias da direita falharam”. Ambos estão em êxtase e vangloriam-se deste valor – 0,5% do PIB. É impressão minha ou já vivemos este filme com a mesma histeria nos anúncios de Sócrates a poucos passos de uma bancarrota ?
Se visse seu vizinho que ganha o salário mínimo, cheio de dívidas, a comprar um Lamborghini, a fazer férias no Mónaco, a dizer que está cheio de dinheiro o que pensaria? Certamente diria que o tipo é um mentiroso, que jamais poderia ter aquele nível de vida se não se endividasse até ao pescoço e fizesse ainda calotes a toda a gente, certo? Então porque teima em acreditar que este magnífico défice feito às custas da falência técnica de todo um país com a suspensão dos pagamentos, cativações, retenção das pensões dos nossos emigrantes e aumento de impostos nunca vistos desde 1995, é verdadeiro?
O país está um caos. Os comboios estão a cair aos bocados; nos hospitais e escolas falta tudo; as estradas, pontes, viadutos, edifícios públicos estão a ruir; a (des)Protecção Civil mata em fogos florestais por via da colocação de “boys”sem qualificações e meios obsoletos; a polícia não tem gasóleo nem carros em condições sequer para fazer rondas; os transportes públicos são suprimidos por falta de manutenção; a emigração é elevada; o endividamento das famílias aumentou; a poupança caiu.
Se tudo o que foi varrido para “debaixo do tapete” fosse colocado nas contas do défice, teríamos um valor muito superior a 3-4% mas a UE permite cosméticas no apuramento do défice. Malabarismos contabilísticos que fazem com que possam levar umas despesas ao défice e outras já não. É o ilusionismo do costume que fez e faz de nós grandes aldrabões profissionais na Europa. Foi assim com esta marosca toda, que aderimos ao euro. Lembram-se?
Como pode uma dívida pública estar constantemente a subir e o défice ser historicamente baixo sem manipulação de números contabilísticos? Façamos um exercício simples: você em casa tem um desequilíbrio financeiro. Suas despesas são maiores que as receitas. Para equilibrar esse défice o que faz: 1. pede um aumento ao patrão? 2. tenta fazer mais entradas de receitas com horas extra ou um part-time aos fins semana? 3. corta nas suas despesas que não são de primeira necessidade? 4. deixa de fazer qualquer despesa não comprando quase nada e não paga contas seja de luz, água, renda e empréstimos?
Obviamente que não optou pela 4 hipótese, certo? Não optou porque sabe que isso não soluciona nada, pelo contrário, adia e agrava o seu défice, certo? Então porque aceita que Centeno o faça no país? A fórmula utilizada por este malabarista da treta é exactamente aquela que você rejeitaria a todo o custo para resolver seu défice doméstico. Pior: ele além de usar esse método, chama-o de “sucesso”. Não lhe parece estúpido?
Sócrates também anunciou “milagrosos” défices. Às portas de anunciar mais uma bancarrota, dizia: “o défice de 2,6% é o mais baixo da democracia portuguesa” e “está para nascer um primeiro-ministro que faça melhor no défice do que eu”. Entretanto, em Maio de 2010 anunciava: “um esforço adicional a todos os portugueses” que se traduz em aumentos de um ponto percentual de todos os escalões do IVA até ao final de 2011. A taxa máxima passa para 21 por cento e a reduzida, que incide sobre bens de primeira necessidade (alimentos e medicamentos comparticipados) fica em seis por cento, enquanto o IVA sobre a restauração sobe para 13 por cento” (notícia Correio Manhã) e em Setembro de 2010: “José Sócrates anunciou esta noite o aumento do IVA para 23% e um corte de até 10% na despesa total de salários do sector público, entre outras medidas de austeridade aprovadas em Conselho de Ministros extraordinário (…) aumento de impostos, corte de salários e prestações sociais, congelamento de todo o investimento público até ao final do ano e redução do número de contratados na função pública (…) redução média da massa salarial dos funcionários públicos em 5% nos vencimentos entre 1.500 e 2.000 euros, a redução será de 3,5%. Nos escalões mais elevados, o corte chega aos 10% (…) ajudas de custo e horas extraordinárias também serão cortadas e termina a acumulação de pensões e vencimentos (…) as prestações sociais também serão sacrificadas, com a anulação do aumento extraordinário do abono de família e a redução em 20% do rendimento social de inserção” (notícia Jornal Sol).





Em resumo, Sócrates começou por anunciar défices espectaculares e acabou anunciando uma bancarrota pouco tempo depois. Desafio-o a encontrar as diferenças entre ele e Costa.
Entretanto, prepare-se para o embate. Pelo lógica da matemática, vem aí dias difíceis.
Mais eficaz que milhares de comentários sobre a floresta
É apoiar esta campanha da MONTIS de compra de terrenos na serra do Açor (Pampilhosa da Serra), Caramulo (Vouzela), Arada (S. Pedro do Sul.
Pois é ilegal mas não devia ser
Dispara venda de lojas como casas sem licença. “Estão a ser cometidas ilegalidades”
A Renascença dedica largo espaço ao que anuncia como problema: No mercado da habitação em Lisboa, dezenas de lojas, ateliês ou garagens estão a ser transformados em casas e postos à venda sem licença de habitação. Especialistas garantem que quem participa nestes negócios “está a pactuar com ilegalidades”.
Lisboa está cheia de lojas fechadas. Muitas vazias há anos sem que alguém as alugue. Desde que sejam cumpridos os requisitos técnicos (ventilação, salubridade, iluminação, esgotos e aprovação da alteração da fachada) porque não podem essas lojas ser transformadas em habitação? E porquê exigir a autorização do condomínio por unanimidade para fazer essa mudança? Aliás a doideira burocrática é tal que tb se exige o contrário. Por exemplo, um andar num predio de habitação que tenha funcionado como escritório para voltar a ser andar de habitação tem de ter a autorização unânime de todos os condóminos.
De caminho a propria CML ganharia centenas de casas em bairros sociais pois como nem oferecendo as lojas consegue que ali funcionem comércios ou sedes de associações, podia transformá-las em casas.
O plano “logo se vê”
A biologia humana não muda por decreto-lei
A Noruega é um dos países mais igualitários entre sexos. Ao fim de 15 anos um jornalista quis saber que resultados se obtiveram com políticas que deram mais liberdade e igualdade entre géneros naquele país. E as descobertas foram surpreendentes: verificou que as escolhas das pessoas são hoje mais tradicionais do que no passado concluindo que quanto mais livre é o país maior são as diferenças. Porquê? Porque onde há liberdade absoluta e não condicionada, as pessoas seguem apenas seus gostos e as mulheres e homens têm gostos diferentes.
Nesta reportagem norueguesa, que nenhum canal de televisão mostrou pois não interessa aos lobbys da ideologia de género, é desmontado um a um todos os “argumentos” da ideologia de género. Na primeira parte, o jornalista questionou todos os defensores da dita ideologia perguntando se havia ou não diferenças entre homens e mulheres. Todos respondem o mesmo: que não há diferenças nenhumas, que o género é uma construção social, que ninguém nasce homem ou mulher, que o género pode mudar ao longo da vida, que as escolhas são influência do meio social na forma como a criança é educada. Na segunda parte, o jornalista coloca as mesmas questões aos defensores das diferenças biológicas que determinam as escolhas, mas ao contrário dos anteriores, estes fundamentam com factos.
O Prof. Lippa responsável por um estudo que envolveu 53 nações de todo os cantos do mundo de diversas culturas, descobriu que os homens interessam-se por engenharias e trabalhos técnicos e as mulheres trabalhos com pessoas e que essas diferenças ocorrem quer em países como a Noruega quer como a Arábia, o que revela que existe algo biológico nas escolhas.
Para o comprovar, o médico pediatra Trond Diseth fez inúmeras experiências com crianças. Colocou brinquedos femininos, masculinos e neutros numa sala com um bebé de 9 meses do sexo masculino e feminino. Verificou que a menina interessou-se por brinquedos ditos de menina enquanto o menino por brinquedos ditos de meninos. Os neutros foram ignorados inicialmente por ambos. Dirão alguns cépticos que aos 9 meses as crianças já têm influências do meio refutando estes resultados. Acertei? Pois bem, para esses o Prof. Baron-Cohen responde: com apenas um dia de vida, as meninas fazem contacto visual com pessoas; os meninos seguem visualmente objectos mecânicos o que revela que à nascença os cérebros já se comportam de maneira diferente. E a culpa é da testosterona, uma hormona essencial na determinação dessas diferenças: quando os níveis de testosterona são elevados, o indivíduo tem menos empatia, linguagem mais atrasada na infância, mais dificuldade no reconhecimento das emoções, menos contacto visual com pessoas, mais interesse por objectos, mais interesse por sistemas e por entender como funcionam. Os meninos têm por norma 2 vezes mais testosterona que as meninas.
No final o jornalista confronta as duas partes. Quando pergunta “qual a base científica” , os defensores da ideologia género respondem que a base é teórica, que é o pensamento que vê diferenças. Que são hipóteses que se sobrepõem à ciência. Os segundos afirmam que as diferenças estão provadas na biologia embora não descartem que a cultura influencia a personalidade ( e não sexo) de cada um.
Compreende-se assim porque na Noruega, onde não há barreiras nem condicionalismos entre géneros, passados 15 anos os hospitais estão vazios de homens e as empresas de engenharia vazios de mulheres. Ou seja, de forma natural, as mulheres quando são absolutamente livres nas suas escolhas, procuram trabalhos de interacção com pessoas que não obrigam a esforços físicos e os homens preferem áreas das ciências exactas e tecnologias com ou sem esforços físicos.
Quando a igualdade é forçada por decreto-lei ou de certo modo imposta por razões económicas, tanto as mulheres como homens acabam por fazer trabalhos que não são da sua preferência. Logo não reflecte a realidade sobre igualdade de géneros.
A verdade é que por muita lavagem cerebral que façam logo no infantário, continuará a haver mulheres a preferir a casa e família à carreira, continuarão a ser maioritárias na saúde, educação e justiça mas deficitárias na construção civil, tecnologias, transportes de mercadorias, pescas, agricultura, indústrias pesadas, defesa e política a menos que imponham quotas.
Perguntaram-me porque havia poucas mulheres em liderança. Ora basta dar uma vista de olhos ao PORDATA e constata-se que são os homens que mais trabalham por conta própria como empregador. Portanto, a liderança não é privilegiada pelas mulheres que optam mais por criar seu próprio emprego em vez de liderar e assumir riscos (Fonte PORDATA):
Mulheres na Europa
Homens na Europa
Em conclusão, se houver uma educação neutra, não condicionada por nenhuma ideologia ou cultura, a criança segue o seu apelo biológico de acordo com os níveis de testosterona que recebeu em feto. Nenhum decreto-lei muda isto.
Infelizmente o que acontece de facto neste momento é que, à conta da doutrinação da ideologia de género há uma pressão na criança desde tenra idade para contrariar sua própria natureza estimulando os meninos a serem meninas, as meninas a serem meninos. Daí a razão pela qual a “igualdade” forçada onde essa ideologia está a ser imposta continuará a provocar desigualdades e indivíduos frustrados. Porque quanto mais lutarmos contra a natureza humana, mais ela se encarrega de repor tudo no lugar mais cedo ou mais tarde.
A natureza é perfeita. Se não concebeu a hipótese de dois homens ou duas mulheres engravidarem é porque os sexos não são iguais. São complementos. Não há voltas a dar. E os mentores desta ideologia parva sabem muito bem que para estarem por cá a debitar esta ideologia fraudulenta, foi preciso, para nascerem, um óvulo de uma mulher e um espermatozóide de um homem, que só estes dois sexos podem produzir. Como podem alegar que as diferenças não são biológicas mas sim construídas culturalmente?
Há limites para tanta desonestidade intelectual.
Reconstruir a Direita
Fábrica de imbecis
Oportuna iniciativa!

Quando entrará nos curricula a aprendizagem do jogo do berlinde e da corrida de sacos?
*
Observado o Observador
O Observador deu-se ao trabalho de ir observar se Cavaco Silva tinha faltado à verdade quando afirmou “fui verificar a composição dos meus três governos durante os dez anos em que fui primeiro-ministro e não detetei lá – espero não me ter enganado – nenhuma ligação familiar“. Claro que Cavaco estava enganado. Em dez anos – dez- descobriu o Observador quatro casos. Está-se a ver: os governos do Cavaco e do Costa é tudo a mesma coisa!?
Mas vamos aos quatro casos que na verdade são dois. Escreve o Observador: Leonor Beleza (…) delegou competências na sua mãe, Maria dos Prazeres Lançarote Couceiro da Costa Ora a mãe de Leonor Beleza era um quadro da administração pública. Não foi nomeada pela filha. Quando muito a filha é que poderia não ter sido ministra da Saúde. Agora a mãe não foi favorecida por ela.
Vamos ao segundo caso familiar detectado pelo Observador : no mesmo dia em que a governante [Leonor Beleza] deixa o ministério, a família Beleza continuará a estar representada na mesa do Conselho de Ministros pela mão do novo Ministros das Finanças [Miguel Beleza]. Nem sequer vou discutir o curriculum de ambos mas note-se que não foram ministros em simultâneo
Terceiro caso familiar detectado pelo Observador: Marques Mendes era Ministro-Adjunto quando a sua mulher foi nomeada pelo então Secretário de Estado da Agricultura, Álvaro Amaro, para adjunta do seu gabinete. Exacto. Parece o caso Costa mas em pequenino.
Quarto caso: A 31 de Outubro de 1991, Durão Barroso fica com Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação. O seu tio Diamantino Durão tomou posse no mesmo dia como Ministro da Educação. Pois foi assim mesmo e todos se recordarão que o país ficou chocado, o PS exigia um banho de ética e o PCP denunciava os podres do cavaquismo.
Refundar a Direita: PSD vs CDS
Bem sei que das poucas coisas que ainda valem a pena na política é a discussão de ideias e pouco importam os meandros partidários e o manejo de trincheiras a que os profissionais do ramo se dedicam.
De todo o modo, já que muitos dos que prezo e respeito intelectualmente têm sido prolixos na análise do estado e do futuro do PSD com a sua liderança, sujeito-me a expôr a tese de que a reconstrução e a refundação da Direita passarão mais pelo CDS do que pelo partido de Rui Rio.
Esta proposição não é resultado de uma reflexão fechada e definitiva da minha parte, mas apenas uma elaboração que deixo a escrutínio e comentário dos leitores para que com esse contributo a possa adensar ou, pelo contrário, infirmar.
Mas não errarei por muito na análise ao dizer que o pêndulo político está artificialmente puxado à esquerda, fruto do arregimentar pelo PCP da Função Pública e no controlo da acção reivindicativa sindical. E também do Bloco na vertente de instalação de uma cultura urbano-identitária neo-fascizante.
Por instinto de sobrevivência o PS foi atrás e com ele deslocou o PSD do centro para campos outrora assumidamente socialistas.
O PSD só caiu nesta manobra porque à sua direita viu o CDS tombar para o mesmo lado. O CDS em vez de se apresentar como um partido conservador nos costumes e liberal nas questões económicas transformou-se num partido estatista na economia (vidé a recente abstenção na questão do reporte automático de saldos bancários ao Fisco) e progressista na agenda cultural (como na lei da paridade do género).
Com este posicionamento do CDS o PSD pressupôs que o encosto ao PS não o faria perder o seu eleitorado de tendência mais à direita. Todavia o perímetro da Direita não se alargou, mas apenas se transladou. Para o limite errado.
Os conservadores são muito sensíveis à imagem dos seus líderes e ver Cristas a cozinhar no Programa da Cristina ou no Cabaré da Coxa a achar piada (como lembrou Vasco Pulido Valente) a ser considerada uma MILF é quase fatal para o seu descrédito. Esses conservadores terão também entendido como uma subordinação ao discurso e à agenda da esquerda o facto de aquele que era visto como um provável sucessor da actual líder ter abordado o tema da sua homossexualidade em entrevista ao Expresso e alimentado sequelas do assunto noutros fora. O que reforçou a convicção de que o CDS, assim, estaria orientado para ser liberal nos costumes.
A minha análise é singela: olhando para o panorama político, as recentes iniciativas partidárias, os últimos convénios de reflexão que se organizaram e o discurso dos líderes dos partidos da Oposição, quem terá mais a perder nas eleições que se avizinham é Assunção Cristas e não Rui Rio.
Se o resultado eleitoral do CDS não subir significativamente quando toda a conjuntura parece à primeira vista assim facilitar, o caso pode não ser fácil de digerir. E há uma probabilidade que diria não ser despicienda de o crescimento em votos não se verificar.
O CDS tem-se posicionado ao centro procurando captar voto de descontentes sociais-democratas, mas o Aliança está mais próximo de cumprir esse papel numa transição suave das intenções de voto. Com a saída de cena de Adolfo Mesquita Nunes, os liberais do PSD – nada satisfeitos com Rio – já não vêem no CDS um refúgio e por isso a escolha natural será a Iniciativa Liberal. A agremiação de Carlos Guimarães Pinto captará ainda o voto tradicionalmente abstencionista de Direita e por isso o CDS não terá muito novo eleitorado de que beneficiar.
Dada a significativa maior escala do PSD e o caldeirão de sensibilidades e tendências que ainda tem dentro do partido, é mais fácil ao CDS reposicionar-se como conservador ao estilo thatcheriano do que ao PSD descolar do PS por iniciativa própria.
“Refundar” a Direita – toda a área não socialista – talvez seja mais eficiente e eficaz com a mudança de eixo do CDS do que o do PSD. Se o CDS alterar a sua abordagem, o PSD vem por arrasto. O inverso é mais difícil.
Nessa altura os liberais sentir-se-ão mais confortáveis para se diluir pragmaticamente entre o voto no PSD e no CDS ou regressar à abstenção e à sua condição de cépticos em gente que procura orientar o rebanho através do exercício do poder e por via da legislação.
Fica o repto para os leitores me convencerem de que estou errado.

Quotas e cotas
Primeiro, abolimos a lei das quotas para casamentos. Depois, tratamos de idealizar a lei das quotas para cargos de decisão e administração. Andamos entretidos a discutir quotas para notícias mesmo verdadeiras, daquelas que até são factos a sério, como a propaganda governamental. Entretanto, vamos aplicando outra lei de quotas para familiares no governo.
Somos um país de cotas cheios de quota parte nisto tudo.
Não é preciso traduzir,pois não?
Da demagogia
Governo quer creches em quartéis para ter mais mulheres militares Ministério da Defesa tem plano ambicioso para atrair mais mulheres, e voluntários em geral, para as Forças Armadas, ajudando a conciliar trabalho e vida familiar.
Para que as creches funcionem de forma regular as Forças Armadas terão de atrair anualmente quantas mulheres? E nos anos em que as mulheres não assegurarem crianças qb para as creches funcionarem estas fecham?
Poligrafando o Polígrafo
Escreve o Polígrafo:« Há um “meme” da página “Direita Política” e também várias publicações em páginas ligadas a movimentos de extrema-direita que denunciam uma suposta declaração de Mamadou Ba, assessor parlamentar do Bloco de Esquerda, sobre “nazis ucranianos e ‘tugas'” na cidade de Lisboa em dia de jogo de futebol. E muitos leitores do Polígrafo questionam sobre a veracidade ou autenticidade de tal declaração.»
Lendo o Polígrafo ficamos a saber que:
a) Mamadou Ba é «assessor parlamentar do Bloco de Esquerda» não se referindo que este partido é de extrema-esquerda.
b) A “suposta declaração” de Mamadou motivou um meme da «página “Direita Política” e também várias publicações em páginas ligadas a movimentos de extrema-direita»
Em conclusão: ficamos com Mamadou Ba como «assessor parlamentar do Bloco de Esquerda» para os devidos efeitos expurgado do seu posicionamento na esquerda radical versus as «publicações em páginas ligadas a movimentos de extrema-direita»
Ora não só o BE é de extrema-esquerda como as declarações de Mamadou Ba motivaram críticas e publicações muito para lá das ditas «páginas ligadas a movimentos de extrema-direita».
Mas o mais extraordinário deste exercício de SOS Mamadou efectuado pelo Polígrafo são as conclusões sobre o teor das declarações. Concluiu o Polígrafo: «Não é um insulto gratuito, muito menos uma expressão de racismo. Trata-se de um aviso, no sentido de as pessoas se precaverem.»
Recorde-se que as declarações de Mamadou Ba foram estas: “Alerta à navegação: por causa do jogo Portugal-Ucrânia, a cidade de Lisboa está infecta de skinheads neo-nazis ucranianos e tugas, preparados para a violência. Não andem sozinhos, nem em sítios desprotegidos”.
Perante este desconchavo concluiu o Polígrafo: «Atente-se que a principal motivação da mensagem de Mamadou Ba é alertar as pessoas para terem cuidado, perante a presença na cidade de “skinheads neo-nazis ucranianos e tugas, preparados para a violência. Não andem sozinhos, nem em sítios desprotegidos”. Não é um insulto gratuito, muito menos uma expressão de racismo. Trata-se de um aviso, no sentido de as pessoas se precaverem».
O Polígrafo despoligrafou, não? Esta declaração não é um insulto gratuito? Que elementos e informações tem Mamadou Ba e já agora o Polígrafo para afirmar que os ucranianos que vieram a Lisboa para assitir ao jogo são “skinheads neo-nazis”? Eram todos skinheads neo-nazis ucranianos? Apenas alguns? E os “tugas” estão “preparados para a violência” só por serem tugas? Basta-lhes serem tugas ou são os tugas que vão aos jogos com os skinheads neo-nazis ucranianos? Já agora “as pessoas” que Mamadou queria precaver quem são? Se as pessoas se tinham de precaver dos “skinheads neo-nazis ucranianos e tugas” quem são as pessoas?
Concluir que a declaração “Trata-se de um aviso, no sentido de as pessoas se precaverem.” é muito querer limpar as declarações de Mamdou Ba. Mal por mal é melhor o Mamadou Ba sem explicador.
Uma nova classificação para o terrorismo/terroristas
Eis a minha proposta para uma nova classificação para o terrorismo/terroristas
1. O terrorista anti-islâmico que como o nome indica ataca mesquitas e muçulmanos.
2. O terrorista. Apresentado unicamente como terrorista opera geralmente em África e na Ásia. Tem os cristãos como alvos. Mas nunca é apresentado como anti-cristão ou anti o quer que seja.
3. O terrorista sem motivação. Trata-se de um endemismo europeu: alguém que age como terrorista, faz atentados, fere e mata. Mas uma vez detido as autoridades tẽm dificuldade em detectar-lhe motivações terroristas mesmo que o terrorista dito sem motivações confesse, grite e reivindique o seu ódio aos cristãos e ao Ocidente.
4. O terrorista invisível autor de atentados não referidos como aconteceu com o homem que em Itália um homem sequestrou um autocarro, com 51 crianças lá dentro. Amarrou-as e, em seguida, incendiou o autocarro. Anunciou-lhes que iam morrer porque ele queria protestar desse modo contra as mortes de migrantes no Mediterrâneo..
Só quem não quer ver, não vê.»
«Na véspera do jogo de futebol entre as selecções de Portugal e da Ucrânia, Mamadou Ba, conhecido dirigente da organização SOS Racismo, escreveu numa rede social: “Alerta à navegação: por causa do jogo Portugal-Ucrâniana (sic), a cidade de Lisboa está infecta de nazis ucranianos e tugas, preparados para a violência. Não andem sozinhos, nem em sítios desprotegidos” (…) Como é que um dirigente de uma organização anti-racista ousa rotular tão facilmente pessoas ou até povos? (…) Voltando às declarações de Mamadou Ba e dos seus camaradas do Bloco de Esquerda, elas têm um motivo claro: provocar a destabilização social a todo o custo, pois, como nos diz a História, os extremismos políticos gostam de pescar em águas turvas.
Além do mais, trata-se também de um dos meios para desviar a atenção do facto de como a actual extrema-esquerda apoia o Governo de António Costa. Só quem não quer ver, não vê.»