Antecipação do discurso de Puigdemont
Somos independentes no sentido em que somos independentes e sendo independentes não declaramos a independência pois somos independentes e o governo de Espanha numa manobra fraquista oprime a nossa independência.
NOTA DO EDITOR: As declarações dos (ir)responsáveis da Catalunha passarão a constar das páginas das charadas, enigmas e cruzadismo.
Este senhor é presidente da Assembleia da República
24 de Outubro de 2017
Alexandre Quintanilha, Ana Catarina Mendonça Mendes, Ana Mesquita, Ana Virgínia Pereira, André Pinotes Batista, André Silva, António Eusébio, António Filipe, António Gameiro, António Sales, Ascenso Simões, Bacelar de Vasconcelos, Bruno Dias, Carla Cruz, Carla Sousa, Carla Tavares, Carlos César, Carlos Matias, Carlos Pereira, Catarina Marcelino, Catarina Martins, Constança Urbano de Sousa, Diana Ferreira, Diogo Leão, Edite Estrela, Eduardo Ferro Rodrigues, Elza Pais, Eurídice Pereira, Fernando Anastácio, Fernando Jesus, Fernando Rocha Andrade, Filipe Neto Brandão, Francisco Lopes, Francisco Rocha, Gabriela Canavilhas, Heitor de Sousa, Helena Roseta, Heloísa Apolónia, Hortense Martins, Hugo Carvalho, Hugo Costa, Hugo Pires, Idália Salvador Serrão, Isabel Alves Moreira, Isabel Pires, Isabel Santos, Ivan Gonçalves, Jamila Madeira, Jerónimo de Sousa, Joana Lima, Joana Mortágua, João Azevedo Castro, João Galamba, João Gouveia, João Marques, João Oliveira, João Paulo Correia, João Ramos, João Soares, João Torres, João Vasconcelos, Joaquim Barreto, Joaquim Raposo, Jorge Costa, Jorge Campos, Jorge Falcato Simões, Jorge Gomes, Jorge Lacão, Jorge Machado, José Luís Ferreira, José Manuel Carpinteira, José Manuel Pureza, José Miguel Medeiros, José Moura Soeiro, José Rui Cruz, Lara Martinho, Lúcia Araújo Silva, Luís Graça, Luís Monteiro, Luís Moreira Testa, Luís Soares, Luís Vilhena, Margarida Marques, Maria Antónia de Almeida Santos, Maria Augusta Santos, Maria da Luz Rosinha, Maria Manuel Rola, Mariana Mortágua, Marisabel Moutela, Miguel Coelho, Miguel Tiago, Miranda Calha, Moisés Ferreira, Norberto Patinho, Nuno Sá, Palmira Maciel, Paula Santos, Paulino Ascenção, Paulo Pisco, Paulo Sá, Paulo Trigo Pereira, Pedro Coimbra, Pedro Delgado Alves, Pedro do Carmo, Pedro Filipe Soares, Pedro Soares, Porfírio Silva, Renato Sampaio, Ricardo Bexiga, Ricardo Leão, Rita Rato, Rosa Maria Bastos Albernaz, Rui Riso, Sandra Cunha, Sandra Pontedeira, Santinho Pacheco, Sérgio Sousa Pinto, Sofia Araújo, Sónia Fertuzinhos, Susana Amador, Tiago Barbosa Ribeiro, Vitalino Canas, Wanda Guimarães.
Catarina Martins, não faça género
O BE está a fazer uma dramatização com a escolha do Governo para a liderança da unidade de missão dos incêndios. O problema é o escolhido trabalhar há vários anos com a Navigator (ex-Portucel).O BE talvez preferisse um cientista social. Um especialista ideológico. Quiçá o professor Boaventura…
Catarina deixe-se de palhaçadas. Claro que o Tiago Oliveira lhe dá jeito no lugar – ele é tecnicamente competente – e a Catarina sabe muito bem que mais um Verão como este e o povo de que tanto fala é capaz de fazer justiça popular. Para o caso de não saber informo-a que os casos de justiça popular, essa que o BE tanto aprecia, aconteceram em Portugal sobretudo por causa dos incêndios. Um dia o povo fartou-se e pronto.
Acabe lá com performance e amanhã garanta aos seus camaradas que o escolhido para a unidade de missão tem o perfil adequado para garantir que o Governo sobrevive ao Verão de 2018.
Noção de Censura

Quando Nicolau Maquiavel escreveu a sua mais conhecida obra, O Babush, digo, O Príncipe, não dedicou nenhum dos 26 capítulos desse tratado político à figura do “convertido”. E era importante que o tivesse feito, uma vez que se trata de um personagem importante na arte de conquistar e manter o poder a qualquer custo, o tema abordado pelo ilustre florentino.
Vem isto a propósito de uma entrevista que chamou a minha atenção no fim-de-semana. Estava a vaguear pela internet e eis que me aparece uma fotografia do Daniel Oliveira associada à citação “vivemos uma indignação permanente, vazia, histérica e inconsequente”. Cliquei imediatamente no link, entusiasmado com o que julgava ser o anúncio do lançamento de uma autobiografia por parte do cronista do Expresso; mas, infelizmente, enganei-me, e a frase era dirigida a essa entidade mítica chamada “os outros”. Nessa entrevista, entre outras considerações e análises, Daniel Oliveira detém-se na moção de censura apresentada pelo CDS ao governo de António Costa, classificando-a de macabra e oportunista. Anteriormente, já outras pessoas da mesma área política a tinham apelidado de “manobra parlamentar”, mas como se tratavam de apoiantes da Geringonça pensei que estivessem a fazer um elogio.
Pessoas mais maldosas poderiam recordar as 6 moções apresentadas pelos partidos de esquerda apenas entre 2011 e 2015, ou a carta aberta de 2012, assinada por Daniel Oliveira, pedindo a demissão de Passos Coelho, mas seria bastante injusta a comparação dada a diferença de contextos. Nessa altura estavam em causa assuntos bastante sérios, tais como as taxas da segurança social e os vencimentos dos funcionários públicos, e agora trata-se apenas da morte de umas dezenas de cidadãos e do colapso do Estado na sua função mais básica. É, na verdade, caso para perguntar: se excluirmos a desorganização, a falta de planeamento, as nomeações desadequadas, a desorientação, a descoordenação, a desvalorização da gravidade dos eventos e as declarações totalmente descabidas proferidas após a tragédia, quais são os motivos que justificam esta censura?
Quem sabe esclarecer?
Estou perdida no gigantismo das revoluções na floresta levadas a cabo por este Governo. Pelas minhas contas já vamos em duas pois no sábado passado “a maior revolução que a floresta conheceu desde os tempos de D. Dinis” anunciada pelo ministro Capoulas Santos deu lugar à nova maior revolução que a floresta conheceu desde a anterior maior revolução que a floresta conheceu desde os tempos de D. Dinis?
E portanto a senhora veio de Marte fazer essa redacção tipo candidata a miss após os incêndios?
Há algum tempo desenvolvi um hábito: na leitura matinal dos jornais vou ao site do JN. E espero. Espero. Mas nada. Como bem se percebe espero para ler o director daquele periódico explicar, comentar, negar… enfim fazer qualquer coisa que explique a sua concepção de jornalismo-esfregona, porque valha a verdade quem quer ser general prussiano ou português vai para a tropa. Mas enfim ou o Afonso Camões não escreve ou eu não lhe encontro a prosa. O que não quer dizer que não encontre umas coisas equivalentes. Como este texto de Ana Catarina Mendes. Quem o ler acreditará que Ana Catarina Mendes tem estado em Marte nos últimos dois anos e lá de Marte viu os incêndios em Portugal. Tristinha resolveu mandar para a Terra donde não lhe chega qualquer notícia um texto. A bem dizer uma redacção comovida. Chama-se essa redacção “Futuro nascido das cinzas” porque de tudo há que tirar uma lição: ardeu-lhe a casa? Ardeu-lhe a terra? Pois olhe é todo um Futuro nascido das cinzas que tem à sua frente. Abstenho-me de comentar o futuro das vítimas e dos seus familiares pois Ana Catarina tb mal os evoca porque é o futuro que a espera.
Ana Catarina Mendes garante que o Governo vai fazer “aquilo que tem de ser feito. Com determinação e com condução política firme.” Mas cara Ana Catarina porque não o fez antes? Ana Catarina coitada está em Marte e não sabe o que aconteceu. Nunca ouviu falar das alterações na Protecção Civil, do SIRESP… Aliás Ana Catarina aponta um culpado, ou melhor culpadas: as alterações climáticas. Diz Ana Catarina que “as alterações climáticas têm de ser consideradas no plano de ação para que não se repitam as tragédias deste ano. Portanto Pedrogão foi o resultado das alterações climáticas? E qual a parte das alterações climáticas que levou o Governo a ignorar os avisos da metereologia em Outubro?
Além das alterações climáticas Ana Catarina tem outro culpado: o CDS e a Direita. Escreve Ana Catarina: “Com o país ainda incrédulo com a tragédia, a Assembleia da República discute e vota hoje uma moção de censura apresentada pelo CDS/PP. É curioso que seja protagonizada por um dos rostos mais responsáveis pelo estado a que chegaram as florestas portuguesas, por quem fez parte do Governo que mais cortou na prevenção e combate aos incêndios. Este é um momento de respeito por quem ainda chora e não para explorar a tragédia para proveito político próprio. É a Direita que temos. Contributo negativo para o momento que todos, coletivamente, vivemos.”
Nem sei que diga Ana Catarina. Realmente não se compreende. Eu até acho que se devia era apresentar uma moção de censura ao CDS por perturbar “o momento que todos, coletivamente, vivemos. e conspurcar o “Futuro nascido das cinzas” que Ana Catarina anuncia num estilo arrebatador: “É tempo de reconstruir e de construir. O caminho está traçado e a estratégia definida pelo Governo. Este é o tempo de avançar.”
Cara Ana Catarina avance que vai por bom caminho. Pela parte que me toca vou experimentar olhar para umas courelas onde tudo ardeu e dizer que vai ser um “Futuro nascido das cinzas” O que a Ana Catarina não diz é que destas cinzas nascerão outras cinzas. Mas aí a culpa vai ser do clima que afinal não mudou e da Direita. Da Ana Catarina e daqueles que a acompanham no retiro em Marte é que nunca será.
Truque grotesco
O PCP e o BE qualificam a moção de censura do CDS a propósito dos incêndios de que resultou a morte de 113 pessoas como “aproveitamento político” e “truque grotesco”.
O Alexandre Homem Cristo fez o levantamento da fundamentação das moções de censura apresentadas pelo PCP e pelo BE nos últimos 10 anos (2008-2017).
O PCP apresentou 6 moções de censura, uma das quais através do PEV – 2008, 2010, 2012 (Junho), 2012 (Outubro), 2013, 2014. O que as justificou?
As ofensivas brutais “contra o valor dos salários” (2012)
o “ataque brutal aos direitos dos trabalhadores” (2008)
“a destruição da vida de tantos portugueses” (2012)
o “sentimento popular de rejeição da política de direita” (2014).
Nesse mesmo período, o BE apresentou 3 moções de censura – 2008, 2011, 2012. O que as justificou?
A “defesa das gerações sacrificadas” (2011),
a recusa do “Tratado Orçamental” (2008)
o “direito aos salários e às pensões” (2012).
Desta Vez, Quem Estraga Tem de Consertar! Ponto!
Era o que mais faltava demitir o governo AGORA! Sei que pareço radical e insensível mas para grandes males grandes remédios! As pessoas jamais compreenderão a lição se não virem o diabo de frente como o foi anunciado e com razão, várias vezes. Jamais mudarão seu jeito de olhar para a política e os políticos se não faltar dinheiro nas contas no dia 21 de cada mês. Portugueses esquecidos que quem nos paga salários são os estrangeiros da UE. É triste dizê-lo mas só com a desgraça é que certos cidadãos acoplados ao Estado entenderão que gerir um país exige responsabilidade e responsabilidade não é distribuir a riqueza que não se tem para estender a mão a credores que nos vão pôr a todos a viver miseravelmente durante décadas. Isto tem de acabar, já!
Costa desde que tomou conta da governação a revelia dos resultados eleitorais para fabricar uma geringonça da treta, por causa dela, não parou de destruir o país. Não é só com fogos. É com TUDO. De forma completamente tonta desatou a reverter tudo e mais alguma coisa dando falsamente a entender que o país estava preparado para isso, pouco se importando com o que efectivamente a contabilidade revelava. Passou por cima de todas as instituições independentes que pediam cautela. E distribuiu novamente regalias às clientelas. Depois, sabendo desde sempre que isso iria dar cabo das contas, desatou a cativar dinheiro essencial ao bom funcionamento das instituições públicas. Resultado: um défice controlado à conta da mentira. Ora, sem dinheiro fundamental para o bom funcionamento do país, com cortes absurdos na protecção civil, estavam à espera de quê? Um mar de rosas? Pois bem, aguentem agora com um mar de chamas.
Isto sem falar dos amigos e familiares de amigos que desde o primeiro dia encheu o Estado parecendo a máfia siciliana, c’um catano!!! Já nem vergonha há para pôr marido, mulher, primos, sobrinhos, filhos, tios, tias, amigos e amigos de amigos!!! Nem sequer escondem. Não se privilegia a competência, não se evita sequer ministérios tão importantes quanto o MAI, nem organismos tão sérios como a ANPC. Nada. Venham os amigos porque a vidinha tem de ficar orientada assim que isto rebente e rodar de governo. Pagamos com a vida estas brincadeiras. Malditos!
Quando o país volta a bisar uma tragédia DANTESCA inexplicável, vem prontamente outra vez a PJ afirmar que já sabe que não há indícios de crime!! Mas que brincadeira de mau gosto ver ser isto? Só um cego não vê. Espanha mesmo ali ao lado não hesitou em apontar o dedo à criminalidade que promete acabar. Não é por acaso que eles são uma grande nação e nós esta tristeza de terra ao Deus dará. Porca miséria.
Foi preciso um Presidente da República dar um valente murro na mesa para que os governantes parasitários em “eternas férias” reagissem e pusessem alguma ordem na casa. Uma Constança que cai e finalmente deixa de ser o bode expiatório do Costa que se servia dela como escudo à incompetência; uma maioria parlamentar que se viu obrigada a uma tomada de posição CLARA de apoio ao governo e os compromete finalmente nas consequências desta governação. Uma boa cartada, do Presidente sim senhor! RESPONSABILIZAR e CRIMINALIZAR é palavra de ordem.
É claro que num país civilizado, duas tragédias tão mortíferas com clara falência do Estado nas suas funções básicas teria estremecido o chão que estes políticos pisam e derrubado a corja toda! Mas ainda bem que cá continuam. Porque o chão ardeu todo mas agora há-de vir o terramoto dar conta do resto. O terramoto do descontrolo total da dívida que vai fazer disparar todos os alertas junto dos credores. Que vai pôr a UE de pé atrás e a torneira do dinheiro vai escassear.
Quero-os TODOS (PS-PCP-BE) em posição no governo nesse dia. Quero-os TODOS (PS-PCP-BE) a explicar aos portugueses que vão ter de lhes RETIRAR de novo nas regalias que repuseram sem qualquer responsabilidade. Quero-os a informar o país que vamos ter de apertar OUTRA VEZ o cinto porque não há dinheiro para um par de cuecas do Estado. Quero-os a subir impostos directos porque já nem todos os indirectos chegarão para esta engorda compulsiva do sector público. Quero-os a explicar novos congelamentos na Função Pública, novas vendas no sector do Estado, reduções de contratações, cortes de apoios sociais, desemprego galopante, fecho de empresas privadas. Quero-os a LIMPAR a porcaria que estão agora a fazer prontinhos para descartar para outros palermas que virão. Para que outros sejam os maus da fita que limpa a sujidade governativa deles e saírem bem vistos como “os bonzinhos que dão tudo” e os outros “os maus que tiram”! Chega! TERÃO DE ASSUMIR! Porque só assim a festa do regabofe socialista à conta do contribuinte, acaba.
Tal como nossos filhos que por muito que os orientemos só aprenderão mesmo com as cabeçadas da vida, desejo o mesmo aos portugueses. Porque se uns compreendem que é preciso governar com responsabilidade, uma grande parte acha o contrário e merece tudo o que temos passado e vamos ainda passar.
Por isso para grandes males um grande remédio. Seja servida mais uma bancarrota que será certamente muito mais letal para quiçá aprendermos de vez a votar na responsabilidade em vez dos habituais encantadores de cães.
BASTA!
Esqueceram-se destas
O Observador resolveu mostrar-nos as maravilhosas e pacíficas fronteiras existentes na Europa versus o pérfido e horroroso muro que Trump quer construir na fronteira com o México, muro esse que já vem dos tempos de Clinton. Para lá desse detalhe do muro de Trump que também é de Clinton, Bush que agora deixou de ser abominável e de Obama, temos outras imagens de fronteiras na Europa que não integraram a bucólica galeria do Observador. Aqui ficam algumas da Grécia com a Turquia e com a Macedónia e da Espanha com Marrocos
O mistério das segundas-feiras
Todas as semanas acontece em Portugal um mistério. Dá ele pelo nome de “marquesmendologia”
Observador: Marques Mendes. “Marcelo Rebelo de Sousa não está lá para ser a rainha de Inglaterra”
I : Marques Mendes elogia “trabalho notável” de Marcelo e diz que Costa está “muito fragilizado”
DN: Marques Mendes diz que Presidente não será contrapoder
Expresso: Marques Mendes: “Dizer que António Costa acabou é um manifesto exagero”
Leiam pf
Para memória futura
António Costa: “Admito que tenha errado na forma como contive as emoções”
Morrem mais de cem pessoas em incêndios, o funcionamento das autoridades foi calamitoso e António Costa acha que errou na forma como conteve as emoções.
Metafísica socialista
As mesmas pessoas que, até ao mês passado, dariam a vida do primogénito (caso o tivessem) em sacrifício por juras de inocência de José Sócrates, agora, que fogem do ex-primeiro-ministro como um leproso foge dos abraços do Presidente da República, decidiram que a mais de centena de mortos nos incêndios deste ano foi consequência dos eucaliptos mutantes — dos que se tornam em árvores adultas em menos de três anos — que a Assunção Cristas “mandou” plantar.
Ignorando por completo a assinatura de um tal de António Costa, que ainda este ano anunciava 18 milhões de euros para “a melhoria da produtividade na plantação do eucalipto”, uma vez que “a produtividade média que temos por hectare é baixíssima e temos condições de a melhorar significativamente”, estes chanfrados profissionais a que o país mediático insiste em dar voz continuam a expiação dos pecados do governo com “o maior crescimento económico do século”.
Tal como Cristo, que, rezam as Escrituras, foi enviado por seu Pai para nos salvar do Pecado, é extraordinário — em todos os planos possíveis, incluindo o religioso — ver a ex-namorada de Sócrates — a jornalista que nunca viu, nunca desconfiou, nunca percebeu, nunca questionou — no rol dos messias que libertam o governo do peso do pecado. Para pessoas tão avessas ao Catolicismo, seria importante perceberem a lição completa antes de o assimilarem quando julgam que o denunciam: o caminho para a redenção começa pela confissão.
Uma oposição que prefere a meteorologia à ideologia
Perante isto faz-se o quê?
A resistência da varanda
Desde que começou a paródia da independência da Catalunha que esta varanda de um andar de Barcelona se tornou um símbolo dos catalães que não se revêem nas tacticas de Puidgemont e, não menos importante, dos catalães que não se conformam com o ridículo a que os radicais os conduziram.
Quem é o Culpado do Inferno em Chamas?
Fixe este número: 519 mil hectares de floresta ardida na região interior centro e norte do país SÓ em 2017, o equivalente à área de 519 mil campos de futebol onde jazem milhares de animais, mais de 100 vidas humanas (até ver) queimadas vivas e centenas de casas, fábricas, produções agrícolas e ecossistemas destruídos. Depois junte a frieza de um primeiro-ministro que diz “que os portugueses têm de se habituar” , de um secretário de estado que diz “não podermos ficar todos à espera que cheguem os nossos bombeiros e aviões” apelando ao “desenrasquem-se”, de uma MAI que diz que “temos de ser resilientes”, como reacção a esta SEGUNDA tragédia mortífera, como nunca se vira, e reflictam. Não foi por causa das temperaturas elevadas, não senhor! Não foi por ser um ano excepcionalmente seco. Não foi raios nem queimadas. Não foi por causa dos incendiários do costume. Não! Não foi por causa disto que o Inferno em chamas chegou e incinerou tantos seres. Foi por INÉRCIA CRIMINOSA DO ESTADO. Outra vez.
Porque não há justificação que possam dar e que explique como um país DEPOIS de uma tragédia tão grande como Pedrógão, não tomou acções PREVENTIVAS imediatas colocando todas as florestas em permanente vigilância e consequente limpeza de matas. Porque foi encerrada a fase Charlie ainda com temperaturas elevadíssimas e tempo seco, sem um pingo de chuva. Porque se deixou expirar contratos de meios aéreos reduzindo de 48 para 18 os meios de combate. Como foi possível deixar exactamente igual as chefias incompetentes e sem formação suficiente na ANPC. Porque depois de cair o CONAC deixou-se o comando nas mãos Albino Tavares, o número dois, exactamente aquele que impediu o registo de mais alertas na fita do tempo aquando Pedrógão. Porque não foi imediatamente decretado na primeira tragédia que ceifou vidas, o estado de calamidade. Porque não foi de imediato substituído por outros meios de comunicação (os que nunca falharam nos tempos anteriores ao SIRESP) como plano B até resolver esse contrato de comunicação ruinoso e ineficiente. Eu explico: numa casa roubada onde até decorreu mortes trágicas, se de seguida não se põe trancas à porta nem vigilância, é porque simplesmente QUEREMOS que volte a acontecer. Porquê? Ora aqui está o grande busílis da questão…
É que só mesmo um parvo não entende o que está VERDADEIRAMENTE por trás disto tudo (veja aqui). A começar pela análise das fotos que foram chegando da catástrofe. Uma delas a qual se tornou viral (veja aqui), tirada em Vieira de Leiria, analisada por um conhecedor na matéria (ex-militar), revelava um fumo MUITO NEGRO e espesso com chamas vivas que alcançavam mais de 200 metros de altura (veja aqui) no pinhal de Leiria. Segundo o mesmo, jamais pinheiros e resina a arderem teriam este cenário. Atribui a outros combustíveis como a mistura de gasolina e napalm (uma hipótese a considerar). Porque não se analisou isto? Mais: foram cerca de 600 focos de incêndio praticamente todos em simultâneo a deflagrarem de noite e madrugada. Cabe na cabeça de alguém que isto não seja um acto extremamente bem organizado por indivíduos MUITO BEM ENTENDIDOS na matéria e com a CUMPLICIDADE absoluta de gente bem colocada no poder? Mais ainda: o ataque foi só no INTERIOR centro e norte e este último num fim de semana que antecedia a previsão de chuva. Coincidências… A quem convém esta área ardida? Veremos daqui por uns tempos… E vou mais longe, para uma PJ tão hábil a no dia seguinte a Pedrógão descobrir a causa do incêndio numa árvore, não consegue imediatamente e só pela visualização das fotos do pinhal de Leiria chegar a uma única conclusão? Porque está tudo em silêncio e nem a Comunicação Social interroga isto? Porque agem como se tudo isto fosse normal?
Curiosamente vem agora o Louçã do alto da sua divina sabedoria dizer que é preciso um Super Ministério do Combate ao Fogo (mais boys anda girls chefiados quiçá por ele) em vez de mais eficiência do Estado na PREVENÇÃO e combate, a nacionalização das florestas e expropriação a quem não limpa matas em vez de medidas de ajuda aos proprietários. Mas que conveniente. A reforma agrária do “tempo novo”.
A verdade é que o Governo QUIS manter tudo exactamente igual ignorando e MINIMIZANDO totalmente o trágico acontecimento em Pedrógão como se viu com Costa de ir tranquilamente para férias. O pedido de desculpas que nunca veio alegando que “só se dá na vida privada” demonstra algo que passou totalmente despercebido: um primeiro-ministro que não vê mal no que aconteceu. Que vê apenas danos colaterais. Porque onde há surpresa há choque e onde há choque há um sentimento profundo de culpa do qual nos tentamos redimir. Fiz-me entender? E isto está longe de ser arrogância.
O culpado só tem um nome e um rosto: Estado. Porque o verdadeiro criminoso não é quem pratica o crime. É quem deliberadamente o permite.
Desqualificado por falta de comparência

“Se o PCP não concorda com a nossa moção de censura, porque não apresenta ele uma?” – uma interessante pergunta de Adolfo Mesquita Nunes
Se o PCP não concorda com a nossa moção de censura, porque não apresenta ele uma? – uam pergunta feita por Adolfo Mesquita Nunes. A resposta já chegou?
Não deixa de ser significativo que o comentário que se ofereceu a Jerónimo de Soisa tenha sido esta boçalidade: “o Governo ficou mal na fotografia”. É tudo uma questão de imagem. não é?
Não, não é a continuidade numa linha de tragédias
“As questões por detrás destas tragédias nunca foram prioridade de nenhum governo” – declarou Jorge Coelho a propósito dos incêndios florestais deste ano. Esta frase visa apenas desculpar o governo de António Costa: nunca governo algum falhou em Portugal desta forma no combate aos incêndios.
A náusea
Mais um abraço, mais um beijinho. Agarra-se uma mão, se não forem as duas, olha-se para o chão, acende-se a vela e, na televisão, com o ângulo certo, o quadro compõe-se. Projectamos empatia, dizem eles, uma obrigação profissional para as ocupações do amor. Jornalistas-psicólogos atestam a dor que o político sente naquele momento fotografado, diagnóstico oriundo dos muitos anos a testemunharem momentos fotografados. “Adoro-vos a todos”, disse, em tempos, um deles. “Este cravo é vosso”, gritara o cangalheiro já depois de o ter sido e preparando-se para o voltar a ser. Cangalheiro em Junho, carrasco em Outubro. Nada fez. Seis dezenas não lhe perturbam as férias. Beijinhos, mais um abraço, “a direita”, “os eucaliptos”, “o raio”, o que o parta, talvez. Praia. Descanso da “direita”, do SIRESP que só funciona quando não faz falta. Descanso das esganiçadas e dos defensores de outros carrascos em terras alheias a quem vendeu a Fonte Luminosa, os que, em troca de um palanque para atirar beijos, moedinhas e Português de tasca, lhe cobram a alma dos portugueses que o enojam, putas a soldo tão difícil de sacar. Mais um beijinho. Mais um abraço. Acende a vela. “Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance” sem que tenha esticado o braço. Pornografia em horário nobre. Morre tu, Dantas, pum!, que, para ti, este Inferno é demasiado frio.
Sobra sempre para o motorista

Na Casa Pia tivemos o Bibi. Todos os outros eram alegados. No caso Sócrates temos o João Perna. O João Perna é acusado. O João Perna sabia muito bem o que fazia. Os ministros coitados esses foram instrumentalizados.
Nada bate certo nesta história
Apareceram as armas que eram muito perigosas e depois passarm a velharia e que nem se sabia se tinham sido ou não roubadas. A história do seu achamento como agora soe dizer-se é uma sucessão de inverosmilhanças:
Um comunicado divulgado pela PJM ao final da manhã de ontem adiantava que no âmbito de investigações de combate ao tráfico e comércio ilícito de material de guerra tinha recuperado, “com a colaboração do núcleo de investigação criminal da GNR de Loulé, o material de guerra furtado dos Paióis Nacionais de Tancos”. AS ARMAS ESTAVAM NA CHAMUSCA. A GNR DA CHAMUSCA NÃO FOI VISTA NO CASO MAS A DE LOULÉ SIM
A PJM recuperou todo o material, entre o qual os lança-granadas e as granadas de mão ofensivas. O Ministério Público (MP), titular da investigação, não foi informado da diligência da PJM NÃO É APENAS O MINISTÉRIO PÚBLICO: É O PAÍS.
Terá sido uma denúncia anónima para o número de piquete da PJM a dar a informação sobre a localização do material, facto que vai ser averiguado pelo MP. DIGAMOS QUE É UM ANÓNIMO SELECTIVO. ESTE ANÓNIMO ESCOLHEU A PJM.
Informavam ainda que o material, intercetado na zona da Chamusca, já tinha sido levado para os Paióis de Santa Margarida, à guarda do Exército, onde está a ser realizada a peritagem para identificação mais detalhada.É AGORA QUE VÃO DECIDIR SE ESTAMOS PERANTE UM FURTO DE ARMAS OU DE ANTIGUIDADES?
Então está tudo bem
Ele relatou que achara estranho as mensagens o urgirem para aquele local ermo a meio da madrugada, mas, como pessoa livre de desconfiança, cumprira como solicitado. Explicou que o ácido na cabeça que a tia penafidelense do Piscoiso lhe atirara não causou dor tão forte como as chamas do banho de gasolina que se seguiu.
A tia penafidelense do Piscoiso chegou a ser detida, mas as evidências levariam à sua imediata libertação. Ainda hoje se nota a reverência dos guardas pelas sábias declarações da velha matrona:
“Se ele quiser ouvir-me a pedir desculpa, eu peço”.
Faço minha esta pergunta
FACE A ESTAS DECLARAÇÕES DO SECRETÁRIO DE ESTADO
“Têm de ser as próprias comunidades a ser pro-activas e não ficarmos todos à espera que apareçam os bombeiros e os aviões para resolverem os problemas. Temos de nos auto-proteger – é fundamental.”
Acabou-se a Taxa Municipal de Protecção Civil?
Admito que as armas que podem nem existir tenham aparecido em localidade que não sei se existe
A armas, que o ministro admite não saber se foram mesmo roubadas, apareceram na Chamusca, que é localidade que o ministro admite poder nem existir. Aparentemente, os terroristas de direita que andaram a incendiar o país para matar as populações que em tempos elegeram Cavaco Silva, terão escolhido esta data para revelar as armas (que poderão nem existir) para abafar a demissão da ministra que comprovadamente nunca existiu.
O Presidente, que ninguém sabe se existe mesmo, terá falado ontem sobre o incómodo que é estas chatices todas existirem. Entretanto, admito que os autocarros continuam a andar entre uma paragem e outra enquanto Sócrates não admite que o questionem acerca do que o próprio admitiu querer falar na RTP, que, admito, terá mesmo concedido o tal desejo para, admite-se, conseguir audiências abaixo das do programa que a entrevista substituiu.
Começa a ser bastante atraente admitir a possibilidade deste país nem sequer existir.
Heloísa, daqui chama Terra…
Essa extraordinária negociata da política portuguesa que dá pelo nome de Partido Os Verdes que permite ao PCP tirar ainda mais vantagens do sistema parlamentar de que tanto mal diz, já se pronunciou sobre os incêndios?E a camarada Heloísa vai votar como a moção de censura?
O Bloco vai à manifestação dos seus amigos galegos contra a Junta por causa dos 4 mortos dos incêndios?

Até podem adaptar para português: Non nos resignamos a sinalar como o principal culpábel o goberno incompetente da Xunta de Feijóo.
Ps. Note-se que o BE finalmente pediu uma demissão a propósito dos incêndios. Era um vazio difícil de preencher; a ausência do demita-se vindo do BE. Pelas palavras de João Semedo o Bloco pediu a demissão de David Dinis, director do PÚBLICO.
O discurso que faria o Presidente Tino de Rans
Gente, isto assim não pode ser. ‘Tá tudo á’rder, gente a morrer e ninguém faz nada de jeito. Os bombeiros andam às aranhas… e ele que me desculpe, mas o António Costa tamem tem culpa disto. Eu gosto muito dele, mas aqui ele num tem muita razão. Atão o SIRESTE serve para quê? Gastou-se um dinheirão com engenheiros e doutores e outros que até têm estudos e aquilo vai-se a ver, aquela merda não dá? Um gajo fazia melhor serviço com latas amarradas por um fio. Custava alguma coisa ter usado as antenas dos telemóveis existentes criando uma rede secreta que só os telemóveis dos operacionais podiam usar? Isso geria sozinho a capacidade da rede, que nunca esgotava porque aquilo tinha uma coisa automática para dar prioridade à rede de emergência em vez da normal da TMN. Eu disse isto ao Costa ainda noutro dia que o meu primo fazia aquilo a metade do preço.
Estou zangado e estou chocado. Eu sou um presidente amigo do povo, gosto de patuscadas e de ir à praia tirar fotografias com a miudagem. É este o meu povo que eu adoro. Esta cena vai manchar a minha magistradura de influênza… as pessoas pensam mal de mim e com razão, mesmo que eu não tenho culpa disto porque eu disse a tempo que isto num é um serviço em condições.
Desculpa, Tancinha, mas fizeste mal. Já disse ao Costa que devias ir para outro serviço, talvez o ministério da saúde, que a gente é para o que nasce. Ele lá sabe, mas eu acho que devias ir de férias e voltar mais descansada, se bem que agora também é importante não deixar o trabalho a meio e resolver o que correu menos bem.
Não há dúvida que o governo é legítimo, mas se o CDS tem dúvidas é melhor verem isso no parlamento para depois o PSD não continuar a queixar-se que roubaram as eleições e tal. É preciso respeitar a democracia. O que sei é que não vou tolerar mais incêndios como até agora. Se para o ano houver mais incêndios eu faço outro discurso e as pessoas vão ouvir, porque eu sou o presidente e o Costa tamém vai ouvir porque ele não fez por mal mas tem que evitar estas cenas para o bem de todos.
Força aí, Portugal. Eu estou com vocês.
Adenda: Gente, o vosso Presidente optou por incluir espaços nos parágrafos porque fica mais bonito e agora todos precisamos de uma palavra amiga com tipografia decente.
Porque sorri?
A propaganda nunca resiste à realidade
ESte gráfico que tirei do facebook do Vítor Cunha mostra como é uma mistificação dizer que esta tragédia é apenas a versão um pouco ampliada das tragédias dos anos anteriores. Para nãi falar da patranha do “Depois deste ano, nada pode ficar como dantes” proferido pelo primeiro-ministro. Se voltássemos aos anos anteriores sendo que eles não foram bons já não era mau. O que tem de mudar em relação ao “dantes” é precisamente a incompetência do Governo. Na maior parte dos dias essa incompetência traduz-se numa uma vergonha inútil que se entretém com o teor do sal, os livros para meninos e as mudanças de sexo. Nos dias que sobram essa incompetência torna-se criminosa

O problema dos incêndios não se resolve de um dia para o outro mas agrava-se. E muito
Tenta-se agora dar a ideia que esta tragédia é apenas a versão um pouco ampliada das tragédias dos anos anteriores. Isso é uma ABSOLUTA MENTIRA. Há anos que o número de mortos vinha a baixar. E as populações sempre tinham ficado a salvo: na verdade até 2017 os anos em que o número de mortos subia tal devia-se ao facto de bombeiros terem sido apanhados pelo fogo ou sofrido acidentes.
Logo este ano não só é um caso absolutamente diferente pelo número de vítimas mortais mas tb porque os mortos são as populações que um ser dito humano diz serem pouco resilientes. Em conclusão, importa-se esse prodígio da irresponsabilidade que nos governa a par da oligarquia de interesses que sustenta esta artimanha governativa de explicar como é isto possível:
1985, 14 mortos – todos bombeiros/ operacionais
1986, 16 mortos – 13 dos quais bombeiros/operacionais.
2003, 21 mortos.
2005 , 16 mortos – 12 eram bombeiros
2006, 6 mortos – todos bombeiros
2010, 4 mortos – 3 eram bombeiros
2011, 2 mortos – ambos bombeiros
2012, 6 mortos – 4 eram bombeiros
2013 , 9 mortos – 8 eram bombeiros
2015, 2 mortos – 1 era bombeiro
2016, 3 mortos
2017, 100 mortos
Ai agora? Agora é tarde
Vejo algumas pessoas — não muitas, admito — admiradas com a postura de governantes perante uma tragédia que é, hoje e sempre, consequência directa das opções orçamentais e de organização do governo. Compreendo-os, mas não percebo onde querem chegar. É por terem morrido mais de 100 portugueses em incêndios por falta de evacuação atempada por parte de uma Protecção Civil que só serve para proteger a sua própria existência e consequente salariozinho mensal? É por surpresa que um governo que defende a barbaridade do regime venezuelano, onde já morreram bem mais de 100 por motivo idêntico — o de o regime não funcionar —, tenha como prioridade comprar eleições com aumentos salariais para o eleitor-alvo através do esvaziamento de orçamento para as áreas consensuais de acção do estado, como a segurança? É por os incêndios terem sido em regiões de pessoas que, coitadinhos, por viverem fora da corte merecem uma atençãozinha em forma de briochezinho? Ou será porque, ao indignarem-se, conseguem o milagre da ilusão de que o país ainda tem espaço para alguma decência e pode ser mais do que o feudo do Partido Socialista?
Apesar da imensa ternura da última hipótese, esta demonstra uma perspectiva ingénua. Devemos é dar graças ao deus laico pela fortuna que é podermos ser camponeses da Sagrada Igreja do Partido Socialista. Só aceitando o PS no nosso coração podemos livrar-nos do pecado original e de toda a culpa futura pelas pragas que ocorram, das bancarrotas aos mortos em incêndios. Engane-se quem pensa que o Céu é lá em cima e o Inferno lá em baixo: toda a gente de coração puro sabe que o Céu é do lado esquerdo e o Inferno do lado direito.
Espanha 1 – 0 Portugal

Alguém ajude o Costa
Suponho que o actual primeiro-minsitro tenha amigos políticos e conselheiros. Alguém rapidamente lhe deite e mão e o ajude, sob pena de ele continuar de cabeça perdida a dizer e fazer asneiras que não apenas o envergonham, como comprometem seriamente o país.
Alguém que lhe diga que anunciar que na quarta-feira irá reunir com a associação de vítimas do incêndio de Pedrogão para dsicutir a reforma da floresta e o sistema de prevenção de incêndios deixa os cidadãos de boca aberta de espanto;
Alguém lhe diga que repetir muitas vezes num discurso ao povo a expressão «relatório de comissão independente» e «reforma da floresta» perante o número de 38 mortos, assusta bastante…;
Algúem lhe diga que afirmar aos portugueses perante a tragédia de 100 mortos em dois dias de incêndios de que «estas coisas se irão certamente repetir» é completamente de loucos;
Alguém lhe diga que um dia terá de assumir a sua responsabilidade na negociação e contratação do SIRESP, sistema que é hoje objecto de chacota nacional, apesar de custar milhões aos contribuintes;
Alguém lhe diga que no dia a seguir a uma tragédia com 38 mortos, falar da futura revisão do Plano Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndios, sem assumir que foi o responsável político pela sua criação enquanto ministro em 2005, com os resultados que os portugueses comprovam pela televisão, não vai mesmo dar para esconder;
Alguém lhe diga que não pode continuar ignorar a sua responsabilidade por ter mudado todas as chefias de comandos da prevenção civil a meses do inicío da época de fogos, certamente decisão pouco sensata e com efeitos catastróficos como os relatórios já conhecidos comprovam;
Alguém lhe explique que todos sabem que a catástrofe vivida em dois dias de fogos não deriva do número de fogos (já houve semelhante), mas sim à centena de mortos, número sem paralelo em todo o mundo.
Alguém lhe explique que é o seu governo que governa, que é o seu governo que dirige as estruturas de prevenção, que é o seu governo que dirige as entidades de coordenação e combate a fogos, que é o seu governo que dirige as polícias e forças militarizadas, que é o seu governo que dirige todos os organismos responsabilizados por deficiência de planeamento e estrutrais que falharam;
Alguém lhe explique, porque já se percebeu que ele não entendeu e continua a fazer a triste figura que todos veêm;
Alguém lhe explique que já não consegue enganar ninguém;
Lembrem-se do Santana
Se o Governo não fosse de esquerda discutia-se neste momento a sua queda não a demissão de uma ministra.
Isto vai ser assim
Agora fazem de conta que nunca estiveram com o Sócrates. E o Sócrates esbraceja por aí que é tudo uma cabala.
Dentro de alguns anos vão de fazer de conta que foram críticos do governo de António Costa. António Costa vai dizer que este não era o seu governo. O PCP vai dizer que estava contra o governo porque apesar de o viabilizar este era de direita. O BE vai dizer que os incêndios aconteceram porque não foi possível avançar.
Então? ‘Tá tudo bem? Pois claro que ’tá.

O Monstro da Dívida
Com Sócrates e o Processo Marquês ficou claro como se alimenta um monstro criado em democracia. Já vem de longe esse golpe de esquemas. O país que tinha as contas controladas e muito ouro nos cofres com Salazar, o bastante para que Portugal, na mudança do regime prosperasse, foi literalmente engolido pela ganância sem escrúpulos dos governantes e suas clientelas. Sob a falsa promessa de liberdade, Abril de 74 afinal trouxe muita escravidão fiscal (roubo descarado a quem produz) ao brindar-nos 3 anos depois, em 1977, com uma bancarrota seguida de mais outra em 1983. E nem sequer ficamos por ali… Em 2011 caiu-nos outra em cima!! Tanta austeridade severa imposta! Tanta miséria! Como foi possível tamanha derrocada financeira? Ah! Já sei… andaram todos a roubar a Nação em vez de a governar.
Não me venham com a treta das crises internacionais. É claro que países dependentes do exterior sofrem com estes abalos. Mas é para isso que servem as reservas. As poupanças são para precaver o futuro e num país bem governado, nunca são descuradas. Mas nós, com governantes despesistas a viverem só para o momento, à conta do contribuinte (essa fonte inesgotável de rendimento), preocupados em fazer crescer suas contas bancárias e as clientelas que lhes vão eternizar a cadeira do poder e dar acesso a status e boa vida, só poderíamos estar hoje completamente endividados, pré-falidos e literalmente nas mãos de credores. Miseráveis!
De sorriso descarado nos lábios, Centeno, com os chavões recorrentes de falsa reposição de rendimentos, enganam os tolos orçamento após orçamento, dando migalhas dum lado para carregar fortemente nos impostos sob a lenga lenga nojenta de taxar pela nossa saúde! Ora se fosse pela nossa rica saúde, BAIXAVAM os produtos alimentares SAUDÁVEIS e essenciais. Se taxam mais é porque desesperadamente querem receita fácil nos produtos de maiores vendas. Vão enganar outros!
O OE2018 volta ao ASSALTO habitual ao contribuinte. Faz falta dinheirinho para alimentar os esquemas habituais da governança e suas respectivas clientelas FAMINTAS a quem se promete mundos e fundos sem um chavo no bolso! O monstro da dívida, esse, cada vez mais gigantesco não se mata. Não se diminui. Controla-se, isso sim, o défice como se o défice não tivesse nenhuma ligação à dívida pública e chama-se a isso “controlo” (sim, é o controlo contabilístico do empurra para debaixo do tapete). É para rir? Isto claro, até ao próximo colapso. Mas alguém acredita que com o tetra em bancarrotas os credores não nos tentem pôr os patins rapidamente? Não brinquem com coisas sérias. Porque só temos tido dinheiro para pagar as despesas do Estado graças à UE. Esqueceram-se?
Se fossem competentes (porque taxativamente não valem um pum!) neste OE começariam por CORTAR a eito tudo o que nos empobrece : nas regalias e subvenções vitalícias (a austeridade tem de chegar a todos); nas fundações, institutos, empresas municipais e observatórios (a maioria não observa coisa nenhuma); no número de Câmaras Municipais e Assembleias e Juntas freguesia; nos financiamentos e isenções a partidos políticos; no número de deputados; na atribuição de carros a Presidentes, governantes e assessores; nos motoristas particulares 24h/dia e a fazer extras; nas renovações sistemáticas de frota de carros; na utilização dos carros Estado para fins particulares; nos subsídios de deslocação e/ou residência para TODOS os deputados e governantes; nas administrações numerosíssimas de hospitais públicos; nos milhares de pareceres jurídicos, caríssimos, pagos sempre aos mesmos escritórios; nos salários milionários da RTP e nos milhões que a mesma recebe todos os anos.; nas PPP; nos prejuízos das empresas públicas e salários desses administradores. Depois dos cortes, AUDITAR todo o sector público impondo rigor e contenção de custos. Ao cêntimo. E isto, rapidamente, para atacar a dívida enquanto a conjuntura externa nos é favorável.
Porque em casa mal governada onde uns roubam outros desperdiçam perde-se muito dinheiro. Perdas que dariam para baixar impostos e investir na qualidade de vida dos cidadãos. E pôr equilíbrio financeiro nas contas do país.
Os prejuízos do Estado são colossais e ninguém os ataca porque ninguém quer perder suas regalias (ora aí está o cerne da questão) e é mais fácil enganar o cidadão fingindo que se lhes dá alguma coisa do que atacar o problema de frente.
Até ao dia em que o monstro passe a ser Besta e os salários da Função Pública e reformas deixem de cair na conta ao 21 dia…
Lembram-se da Grécia?