Os donos disto tudo
O TC chumbou a eutanásia. Logo fomos informados que sim, teremos eutanásia. Que a lei vai passar. Note-se o seguinte: há gente que não admite não ganhar. Não impor aos outros a sua agenda. Não devemos esquecer isto. Nunca.
O dialecto dos novos bárbaros
Escrevi no Observador sobre o papel instrumental da linguagem dita inclusiva. Não. não estamos perante uma maluqueira quando se proíbem termos como mãe e pai. Não a opção pelo neutro não inclui, desumaniza: “ Os homens e mulheres que se tornavam maridos e mulheres saem destes guiões de linguagem dita inclusiva transfigurados em pessoas que ao relacionarem-se tornam-se parceiros/as, companheiros/as ou cônjuges que podem ou não tornar-se progenitores. Estes guiões de linguagem apresentada como igualitária e inclusiva estão a transformar as nossas vidas numa versão daqueles pesadelos em que gritamos por ajuda mas não conseguimos articular qualquer som: eles proíbem-nos as palavras que nomeavam o nosso mundo.“
Tu és fabulosx (parte 1)

Fabulosx! Simplesmente fabulosx!
No dia em que se celebra o regresso às aulas das crianças a quem foram retiradas duas semanas de férias para compensar a prisão domiciliária a que foram sujeitas, o equivalente a vencedor de concurso televisivo que leva o carro para casa depois de pagar o dobro do seu valor comercial, compete aos adultos providenciarem material pedagógico que permita aos filhos da nação (as crianças não são nossas, são da sociedade) recuperarem nas aprendizagens fundamentais para a vida em inclusão e sem preconceito. Durante o período de aulas à distância mantiveram-se lacunas curriculares de monta, principalmente nas áreas de cidadania e civismo.
Jovem, tu que tens 12, 13 ou até 14 anos, já sabes como te barbear? Joana, o teu pai já te ensinou como se ensaboa a cara e como se passa a lâmina de forma a que o teu buço não encrave ao crescer? João, a tua mãe já te ensinou como se afoga o ganso e, principalmente, que deves imaginar que é o Tareco que se pavoneia na mesa da cozinha e não uma pessoa humana, com sentimentos, que se sentirá violada pela tua mente perversa? Aposto que não. Para isso estou cá eu, para contribuir de forma decisiva para a educação plena dos jovens.
Sentes-te mulher mas tens pêlos na cara e no pénis? És rapariga e já sabes que um homem também tem o direito a amamentar mas olham para ti de lado quando dizes que queres fazer a barba? Nunca aceites que um homem te diga o que podes e não podes fazer. Tens todo o direito a fazer a barba como qualquer outra pessoa. Não és menos que os cis-barbudos. Segue as instruções que se seguem e usufrui da tua plenitude feminina sem limitações machistas e heteropatriarcais.
- Deita o creme de barbear numa das mãos. A mão com que te sintas menos desconfortável pela acto íntimo que é a afagar a tua face.
- Olha-te ao espelho e repete para ti própria que és fabulosa.
- Esfrega o creme na tua face sem que este toque nas tuas delicadas narinas, nos teus
carnudosmaternais-africanos lábios e nos teus olhos que ocultam os segredos do mundo em todo o teu potencial de pessoa fabulosa. - Pega na lâmina com a mão que normalmente discriminas em operações como escrita e dá-lhe uma oportunidade de ser tão válida como a outra, talvez até mais.
- Passa-a no sabão pressionando suavemente, como se fosse o toque de uma das tuas colegas a gentilmente medir-te a anca.
- Quando vires sangue, isso é normal, é sinal de que és fabulosa.
- O número do 112 é cento e doze. Pegas no telefone, desligas o Tik Tok, procuras uma aplicação chamada “telefone” e metes os números por esta ordem: um, depois outro um (são dois uns, não confundas com um dois) e depois um dois.
Amanhã explicarei como se afoga o ganso.
É que somos assim, é genético
Pois, meu Caro Ricardo, esta reacção do Telmo e a fleuma com que a encaraste só prova que conheces bem do que esta Loja / Casa / Blogue (cada qual que risque ou acrescente em função do seu padrão estético) gasta. O escrutínio é permanente e o mais exigente é o interno de onde geralmente vem a primeira “bordoada”. Do externo, prepara-ta para o da Zazie, a nossa mais fidelíssima leitora, que quando “malha”, fá-lo de forma intensa e acutilante.
Somos de facto assim, um colectivo que consegue perdurar apesar dos individualismos exacerbados que o compõem. Porventura o segredo é mesmo esse.
De acordo
Quero secundar o que aqui diz o nosso mais recente blasfemo. Ricardo Luz, a quem dou as boas-vindas. De facto, eu também vejo o aparecimento do partido Iniciativa Liberal como uma boa notícia para Portugal: sem um partido que tentasse federar em torno de si toda uma doutrina só poderíamos especular sobre a hipótese de falhar redondamente; assim podemos demonstrar, na prática, o quão a utilização do termo “liberal” em tudo que seja comunicação permite que um partido inerentemente socialista – por definição de partido – não só não federa nada como também mostra a impossibilidade de tornar o que é uma doutrina em mera ideologia.
Há muito liberalismo em Portugal: está na casa das pessoas, na feira popular, nos intervalos das escolas, nas praias e nas pistas de dança. Nos partidos só há é… bem, só há os partidos.
e portantos …
Caro Telmo, obrigado pelas boas vindas. Aliás, obrigado a todos! Eu respeito quem diz o que pensa, tal como gosto de mercados onde exista concorrência e esta seja o mais diversa possível. Pelo que, para mim, a Iniciativa Liberal é uma boa notícia para Portugal. E, creio, o Blasfémias, O Insurgente, o Portugal Contemporâneo, entre outros blogs, tal como muitas opiniões que uns poucos foram expressando em múltiplos fóruns, contribuíram para que hoje o Liberalismo já não seja uma total excentricidade. E o Blasfémias teve aqui o seu papel, positivo, penso eu de que.
Loja é para mim um espaço onde se vende algo. Nesta “Loja” vendem-se ideias, e só as compram quem quiser. Porque sempre achei digna a venda, “Loja” é um elogio. Eu cá gosto de “Lojas” com produtos variados, em que cada um defende os méritos dos seus e todos são livres de comprar os que mais lhes aprouverem. Como acontece no Blasfémias! Nunca gostei foi que me impinjam o que não quero, por muito que me digam que são esses os “produtos” que me farão feliz. Feitios!
Que não nos faltem as forças para combater a apatia!
Da apatia
O Blasfémias tem um novo autor entre as suas hostes e por isso lhe dou as boas-vindas à boa e velha maneira deste Blog, dizendo-lhe que me revejo pouco naquilo que ele escreveu no seu post inicial.
Isto porque no segundo parágrafo o Ricardo Luz escreve que “o movimento liberal”, hoje, “encontra representação na política” destacando como exemplo o “Iniciativa Liberal”.
Ora, neste blog há militantes do CDS, PSD, Chega e, creio, do Iniciativa Liberal. Sei que há abstencionistas convictos, autores sem filiação ou simpatias partidárias especiais. Basta esta casa portanto (prefiro “casa” a “loja”) para se perceber que não há nem *um* nem *o* movimento liberal, nem sequer uma orientação partidária preponderante.
Por mim falo: não só não me sinto representado na IL, como continuo a considerar a sua existência um oxímoro e dificilmente me verei representado por algum partido do nosso espectro político. Não por caprichos doutrinários ou entrega a um mantra de pureza ideológica, mas porque entendo sobretudo o liberalismo como uma atitude filosófica e um modo de vida individuais, numa saudável distância dos partidos.
Acresce ainda dizer sobre o Iniciativa Liberal que, sendo justo reconhecer que votou contra quase todas as declarações do “estado de emergência”, sobre a maior a mais séria ameaça à Liberdade das últimas décadas, as suas posições públicas ou foram alinhadas com a generalidade da narrativa dominante ou traduziram-se em frouxas críticas ao que foi sendo decidido. Pior ainda, recentemente, verifiquei que a IL subscreve a alarvidade dos testes em massa e generalizados ao SCov2 assim como a obrigatoriedade do uso de máscaras nas escolas.
Para combater a apatia, fui hoje do Porto a Ponte de Lima.
Muito agradecido
Faltam umas horas para ser perfeitamente aceitável, quer moralmente, quer na alegada legalidade de um “estado de emergência”, que um indivíduo se sente num banco de jardim. Nunca pensei que fosse possível escrever isto fora do domínio da literatura infantil, mas parece que é suposto agradecermos ao governo que nos passe a permitir fazermos coisas de vivos. Não querendo ficar atrás nos agradecimentos, cá vão:
Tal como uma pessoa violada deve agradecer quando o violador deixa na mesinha de cabeceira a mesma quantia que pagaria a uma prostituta, agradeço ao governo permitir-me o uso de bancos de jardim com o fato de apicultor sob o escafandro e a tripla máscara sobre a viseira. Valeu. Já nem sinto dor nem nada.
E agora essas cartas seguem para a Fundação Mário Soares?
Cavaco Silva doa à Presidência da República100 cartas trocadas com Mário Soares
Quando Soares tudo podia quando resolveu criar uma fundação com o seu nome. Sem que se ouvissem protestos a parte dos arquivos da Presidência da República que tinham material de Soares enquanto PR foi transferida para a fundação que passou a ser paga por isso. Fazia bem ao ego de Soares e às contas da fundação. Como era óbvio a Fundação Mário Soares entrou em declínio e deficit após a morte do seu fundador. O historial da fundação é um exemplo do socialismo em Portugal: no início são só boas notícias – a comunicação social aquando da criação da Fundação Mário Soares parecia estar a relatar o nascimento de uma nova Gulbenkian – muita megalomania e dinheiro a rodos. Depois vem o acerto das contas e percebe-se que o dinheiro vai todo para os custos de funcionamento.
Entretanto nós vivemos este paradoxo: uma parte dos arquivos da PR está na Fundação Mário Soares e a Fundação Mário Soares precisa de os manter lá para poder funcionar.
Portanto e voltando ao título deste artigo, as cartas que Cavaco Silva agora entregou ao arquivo da PR vão ser depositadas onde?
Não à Apatia Geral
“mais do que o despotismo ou a anarquia, o que importa combater é a apatia”, Alexis de Tocqueville.
O Blasfémias há muito me acompanha. Ao longo dos anos os “blasfemos” contribuíram significativamente para o meu conhecimento sobre o Liberalismo, e importância das ideias liberais. Em especial, muito fizeram pela partilha de ideias e reflexão liberal em Portugal, um país com um Estado sobredimensionado.
O Blasfémias, junto com outros honrosos blogs, foi precursor de um importante movimento liberal que hoje encontra representação, entre outros, na política com a Iniciativa Liberal, e no estudo, com o think tank +Liberdade.
É assim com especial prazer que me junto a esta Loja, não para salvar o mundo, que este já tem muitos salvadores, mas para dar o meu contributo. Para que sejam cada vez mais os que acreditam no direito à liberdade e à busca da felicidade, para si, suas famílias e comunidades, sem limitações impostas por quem lhes pretenda coartar direitos, liberdades e garantias.
Se são ainda poucos os que em Portugal prezam a liberdade, são hoje mais que ontem, e amanhã serão muitos mais. Sempre valeu a pena, e hoje vale-o certamente, lutar contra a apatia em que Portugal parece mergulhado. O Estado, importante em qualquer sociedade, nas funções que lhe cabe desempenhar, é infelizmente cada vez mais omnipresente em Portugal. Não age subsidiariamente aos seus cidadãos e organizações, mas cada vez mais os substitui, quando não mesmo os impede de desenvolverem os seus negócios e aspirações. E cresce, desmesuradamente, sugando recursos e capacidades ao país, sem os quais este não consegue florescer. O resultado são 20 anos de estagnação, e um sentimento de resignação que se entranha na população. Se tal era já um facto, e um fardo, após um ano de pandemia sentimos o país “derrotado” e a sua população cada vez mais indefesa e dividida entre os que mantêm uma situação confortável e os que perderam ou perderão muito, quando não tudo porque tanto lutaram. Tudo isto num perigoso estado de apatia geral, cujo resultado será o crescimento de perigosos populismos – outros, para além dos há muito existentes.
Para muitos a vida já hoje é má. Para todos pode um dia ser bem pior.
Urge assim combater a apatia geral!
Primavera Blasfema
Enfim, este rapaz não está propriamente na primavera da vida, mas mantém a energia e a dinâmica de um vintinho. E se dinâmica é algo de que os blogues vêm carecendo, ele tem o perfil adequado para refrescar e dar umas sacudidelas nesta trupe algo entorpecida de burgueses em teletrabalho.
O Ricardo Luz é pois a nossa “contratação” da Primavera do desconfinamento e um estreante na blogosfera que nos vem ajudar a rejuvenescer. Nosso fiel leitor desde os primórdios, é um conhecido de longa data e parceiro de alguns eventos co-organizados visando a expansão da “fé liberal”. Mas enquanto usávamos a pena e a palavra, ele espadeirava. Enquanto teorizávamos de forma diletante nas teclas, ele combatia no terreno a criar, a inovar, a assumir riscos.
O Ricardo é aquilo que se pode chamar um empreendedor de corpo inteiro, um espécime valioso de uma colecção rara em Portugal. Ao longo dos anos, manejando as “ferramentas” da formação, consultadoria e capital de risco, criou e ajudou à criação de uma miríade de empresas, juntou empreendedores e financiadores, articulou e federou vontades com vista à livre contratualização. Pelo meio ainda fez uma “perninha” como gestor de uma empresa pública, irritante nódoa em pano requintado e logo nele, que sempre considerou não deverem as empresas do Estado concorrerem com as privadas, porque financiadas de forma compulsiva por estas. Mas contradições e pecadilhos são um direito que também assiste aos liberais e a um Dragão dos 7 costados a absolvição é garantida…
Ele tem o sonho de um dia viver num país liberal. Está consciente que é uma utopia, mas sabe que só pela acção humana é possível torná-la realidade. Daí que persista em incansável trabalho de formiguinha a semear, a ensinar, a divulgar, acreditando que alguém poderá colher no futuro.
Obviamente que um tipo deste calibre e com tamanho potencial herético, tem de integrar o Blasfémias. Porque este é e continuará a ser um espaço de liberdade – e eles vão escasseando como se pode aferir pela censura crescente nas redes sociais – mas também pela importância de termos entre nós um “fazedor”, alguém que está ciente da importância das Instituições e que sabe como criá-las e dinamizá-las.
Caro Ricardo, muito bem-vindo a esta Loja. E a partir de agora, terás de actuar como o Camões, numa mão sempre a espada e noutra o teclado.
Valorização da marca Portugal
Fiquei a saber que existe um “Movimento pela valorização da marca Portugal“.
Parece que os cândidos membros desta agremiação têm um “desígnio” e, como não poderia faltar a uma boa peça de lero-lero, um “compromisso de uma década“.
Estes líricos marketeiros não dizem apenas coisas patuscas.
Apresentam um programa concreto e focado em três pontos para cumprir o tal “desígnio”, que passo a citar:
- aumentar o valor dos produtos e serviços exportados
- atrair cidadãos do mundo para virem estudar, trabalhar, viver ou investir em Portugal
- promover a transição de uma economia de produção para uma economia de marcas de valor acrescentado
E pronto! Vêem como é simples? É só fazer o que está dito acima e cedo Portugal se tornará afamado por ser um país estupendo e, sobretudo, ter marketeiros magníficos.
Os promotores desta meritória iniciativa dizem que agora só “falta continuar a mobilizar o apoio de entidades públicas e privadas“. Acrescentam que o país tem de “colocar na agenda a transição para o valor acrescentado” e, obviamente, ter-se-à de “usar a bazuca europeia para isso“.
O conto de fadas estava maravilhoso até ao momento em que a história acaba (ou começa) no bolso dos contribuintes.
ditadura
O Senhor Primeiro-Ministro acha uma maçada ter de governar pela Constituição e que ver-se livre dessa tolice dos decretos de estado de emergência para nos confinar à sua vontade. O Dr. António Costa acha que o Estado de direito é ele. O Dr. Costa prepara a sua ditadura.
Isso de um só mandato só se aplica a Joana Marques Vidal
Observa certeiro o Eduardo Cintra Torres hoje no CM: «Um mandato, afinal, é mesmo uma excepção. Marcelo nomeou esta semana os representantes da República nas regiões autónomas para terceiros mandatos. Ao terminarem, estiveram no cargo 15 anos. Em 2014 Marcelo defendia um só mandato até para a chefia do Estado — mas vai no segundo. Está-se a ver que isso de um só mandato, para ele, só se aplica a Joana Marques Vidal. Ele sabe porquê.»
Morto, enterrado e de ressureição suspensa
Um professor ou um auxiliar de uma escola poderia argumentar que não tem nada que ser testado para que o resultado do teste tranquilize a comunidade de formiguinhas que o têm como obreiro, nem que não o quisesse fazer por motivos que nem sequer interessam. Poderia, mas o mais provável seria ser despedido. Dir-se-á que manda a OMS que assim seja, porque uma “pandemia” origina situações extraordinárias, nomeadamente a de que a democracia liberal pode ser suspensa por indivíduos não-eleitos.
E assim se demonstraria que isso do liberalismo já há muito apodreceu no túmulo.
Sensatez e responsabilidade
Parece que há gente a dizer que António Costa esteve bem ontem à noite, sendo o plano de desconfinamento considerado, apesar de tudo, sensato e responsável.
Pois badamerda para quem não distingue sensatez e responsabilidade de eugenia institucionalizada, tirania em curso e estupidez criminosa.
Basta ver e ouvir isto:
Acordamos na República Popular da China?
E de repente foi como se tivéssemos acordado na República Popular da China. O país foi invadido por centenas de bandeiras vermelhas, com foice e martelo, do Partido Comunista. Para quê? Para comemorar os 100 anos de vida desta ideologia ditatorial, que matou milhões de pessoas e ainda mata, tortura, e escraviza, no presente.
Ler mais…Deixe-se de se desculpar com os filhos!
Não tenho qualquer paciência para o feminismo-activista de “não fizemos porque os homens não nos deixaram” mas tenho ainda menos paciência para os homens que se escondem atrás da família. O candidato da IL à câmara de Lisboa não achou nada mais apropriado para explicar a sua desistência do que invocar a privacidade dos filhos: “A privacidade de 3 filhos menores vale mais do que qualquer política. A verticalidade e seriedade também.” Miguel Quintas está a gozar connosco? Precisou de ser candidato para perceber que é pai? E a que título a sua candidatura afectava a privacidade dos filhos? Deixe-se de tretas, está bem?!
Entretanto sob a retórica da bondade aprova-se legislação que vai condicionar as nossas vidas
Wendel Trio e Francisco Ferreira escrevem hoje no PÚBLICO um artigo intitulado: “Um momento decisivo para a Lei do Clima Europeia” . No meio da pandemia está a acontecer a aprovação de legislação muito interventiva. E está a acontecer sem que se preste grande atenção. Rapidamente vamos acordar com mais impostos, mais condicionamentos, mais estatismo e mais burocracia revestidos sob a forma de lei e do embrulho do “salvar o planeta”.
Vil excrescência social
No meu video de hoje falo da distopia do feminismo que promove hoje uma agenda totalitária por via legislativa, alapando-se na força da máquina do Estado para aceder a posições de privilégio.
No espaço politico-mediático quem questiona a narrativa da propaganda do feminismo e o mal-amanhado enredo da suposta defesa da igualdade é considerada uma vil excrescência social.
Mas, na verdade, defender uma sociedade aberta, livre e tolerante é rejeitar o feminismo.
A minha crónica está disponível aqui:
Desmontando a eco-patranhologia
Não se aguenta a sucessão de estrelitas, jornalistas fofinhos e demais pessoas com medo de pensar que desataram a repetir umas tolices sobre o vegetarianismo enquanto opção “amiga do ambiente”, para “salvar o planeta” e outras tolo-bondades.
Faltam artigos a desmontar esta eco-patranhologia. Por isso aqui fica o link para o artigo que o engenheiro agrónomo Luís Nabais publica no Observador: ” A área de terreno disponível para a produção de vegetais para consumo humano é muito limitada. Se grande parte dos terrenos do planeta são usados pelos animais como pastagem – fornecendo muita da carne que comemos – a maioria desses terrenos não tem capacidade para produzir algo que o ser humano possa consumir. (…) Dizer que bastaria cultivar nos terrenos ocupados pela produção de carne é demonstração de um desconhecimento atroz. É a própria FAO e respectivos cientistas que afirmam que 86% do que os animais comem não é adequado ao consumo dos humanos.»
Celebração a valer era o PCP fazer um cartaz com esta foto que está quase a fazer 45 anos

Esta foto hoje algo esquecida consta do livro “Álvaro Cunhal, Herói Soviético” de Francisco Ferreira. Foi tirada no Congresso do PCP que teve lugar em 1976 e mostra um Cunhal rejubilante a transportar a bandeira do Comité Central do Partido Comunista da URSS. Após este Março ter transformado várias praças de Portugal numa espécie de Estalinegrado, o PCP bem pode fazer uns cartazes com esta foto para assinalar os 45 anos deste momento histórico.
Um país, dois sistemas
O governo socialista tem vindo a incrementar o numero de situações onde existem tratamentos ou estatutos diferenciados de cidadãos portugueses. Seja no acesso a serviços de saúde, nos horários de trabalho, na legislação laboral, nas condições de acesso a pensões de reforma, entre outros.
Agora, em plena pandemia, entende o governo criar uma nova modalidade divisória, entre aqueles que são abrangidos pelos planos de despistagem e teste à covid e aqueles que ficam de fora. O universo é o mesmo, alunos, professores e demais trabalhadores de escolas. A diferenciação é se uns são do ensino público e os outros do ensino privado, sendo que neste último caso ficam de fora.
É certo que os ministros Brandão Rodrigues e Marta Temido se tem destacado nesta pandemia por uma especial sanha persecutória de cariz ideológico contra tudo o que não seja do sector público. Mas neste caso creio bem que terão levado a sua incompetência um pouco longe de mais. O objectivo da despistagem regular ficará sensivelmente comprometido se uma parte significativa do universo escolar for dela excluído, tanto mais que as duas comunidades tem muitos vasos comunicantes (irmãos de alunos num sistema e noutro, pais e filhos, marido e mulher, etc.).
Violação institucionalizada
Ninguém me pediu autorização para que os meus filhos sejam testados na escola, portanto escusam de os contabilizar nas contas desses testes gratuitos. É dinheiro que pode ser usado com gente que precisa da tranquilidade de saber que não vivem com uma prole de leprosos com sarna. Isto é pertinente porque também ninguém me pediu autorização para enfiar umas cuecas na cara dos meus filhos, outra coisa que não posso autorizar. Se é para abrir escolas para lhes ensinar que são propriedade do estado para que este decida o que têm que usar e os benefícios para a sociedade da monitorização permanente do seu estado vírico, mais vale que não abram. Na realidade, mais vale que seja demolidas. Uma sociedade de analfabetos é, mesmo assim, preferível a uma sociedade de embrutecidas formigas.
Consta que havia por aí liberais. Eles que apareçam.
Nacionalize-se o ensino privado
Se o hedonismo, hipocondria e alucinação colectivas reclamam que as crianças sejam usadas e sujeitas a sevícias de testes inúteis ao SCov2 para conforto de gente que teria idade para ter juízo, pois nacionalize-se o ensino privado.
Assim, com a força da máquina estatal, por atacado facilitar-se-à o roubo da infância e juventude através do uso obrigatório de máscaras nas escolas, bem como a futura vacinação, na práctica mandatória, de pessoas em idade em que deveriam ter contacto natural com vírus.

I) A Segurança Social está a tentar encontrar vaga num centro educativo para os dois suspeitos do homicídio de Lucas Miranda, de 15 anos, com quem a dupla estava internada num centro de acolhimento em Setúbal. Os dois rapazes, de 16 e 17 anos, foram detidos na sexta-feira pela Polícia Judiciária, mas a juíza que os ouviu determinou que voltassem à instituição de acolhimento onde viviam e que se apresentassem todos os dias à GNR. Resultado: a direção da instituição foi obrigada a mandar para casa as 16 crianças e jovens que ali tinha à sua guarda, por razões de segurança.
A juíza pensou no que decidiu?
II) Nessa noite já só ficaram no Centro dois jovens: um de 18 anos que não tem família que o acolha e que vive ali; e um outro cuja mãe é motorista de longo curso e não pôde ir buscá-lo de imediato. Já na noite de sábado ficaram os dois suspeitos e estes dois rapazes, com as funcionárias que os guardavam em pânico. É que, segundo contou o presidente da Associação Tabor, Carlos de Sousa, os dois suspeitos do homicídio do jovem Lucas terão sido ameaçados de morte por telemóvel e por isso, nessa noite, muniram-se de ferros. Os outros dois, temendo pela sua integridade física, fizeram o mesmo. “Tanto os funcionários como os jovens que ali pernoitaram estavam em pânico”, descreveu Carlos de Sousa ao Observador.
A lei da selva: todos munidos de ferros para o que der e vier.
III) Os dois suspeitos já teriam na sua ficha o registo de outros crimes, por isso foram ali colocados. Aliás, esta segunda-feira uma das funcionárias da instituição acabou mesmo por formalizar uma queixa-crime contra um deles por ameaça. “Este Termo de Identidade e Residência devia ter sido determinado para outro sítio”, acrescenta Carlos de Sousa, que reconhece que os únicos seis centros educativos (para jovens que cometem crimes) que existem no país estão cheios e sem capacidade para receber mais jovens. Assim, as instituições de acolhimento de jovens que recebem aqueles que têm problemas familiares acabam por acolher também estes casos.
Instituições de acolhimento ou inferno anunciado?
IV) Por outro lado, os próprios profissionais da instituição estão em risco. “São na maioria mulheres e não têm formação para lidar com estas situações”, acusa Carlos de Sousa, que garante estar frequentemente a prestar-lhes apoio psicológico.
Uns dormem com barras de ferro, as funcionárias mantêm-se em pânico mas felizmente prestam-lhes apoio psicológico.
V) Neste momento, os 16 jovens que foram enviados para casa estão numa situação pouco comum, uma espécie de “intervalo”, como descreve Carlos Sousa, das medidas determinadas pelo tribunal e que os levaram ali. Só quando a Segurança Social encontrar uma alternativa para os suspeitos de homicídio, é que eles podem voltar.
Em resumo, a grande urgência na vida dos jovens é o poder mudar de sexo sem autorização dos pais.
Uma cronologia que nunca falha
Junho de 2019: Berlín congela el precio de los alquileres durante cinco años
Janeiro de 2020: Los precios del alquiler en Berlín suben un 36% desde su intervención
Agosto de 2020: El límite al alquiler en Berlín reduce un 25% la oferta de vivienda en julio
Fevereiro de 2021: El límite del precio estrangula la oferta de viviendas en alquiler en Berlín
…
em defesa do capitalismo
Capitalismo, no Observador:
“Mas, afinal, o que é isto do liberalismo e do capitalismo, e quando é que os tivemos por cá a destruir a economia e a vida dos portugueses?”.
Rui Rio é parvo ou faz-se?
Não, não e não
Bastou que uma esperta qualquer numa universidade dos EUA fizesse uma apreciação sobre os Maias para que logo aqui na pátria se desatasse a falar dos preconceitos raciais do discurso narrativo e das personagens dos Maias. E porque não contextualizar os preconceitos sobre as espanholas, as beatas ou os meninos vestidos de anjos?
E o que fazemos à Odisseia? Ao Camões? Ao Fernão Mendes Pinto? Ao Pessoa? Ao Camilo?… Querem literatura de manual político, feita a pensar nos comissões disto e daquilo? Escrevam-na. Será uma bosta mas é afinal isso o que sabem fazer.
Dilemas
Se abrirem as escolas antes da Páscoa, ninguém parará a circulação de pessoas até lá, pelo que tentar impedir ajuntamentos na Páscoa será inútil; se mantiverem as escolas fechadas até depois da Páscoa, talvez evitem os ajuntamentos nesse fim-de-semana, mas após a Páscoa não voltarão a parar o vento com as mãos até que venha a chuva.
Deve ser chato ser governo para se passar todo o tempo a tentar congeminar formas de justificar o injustificável.
é e faz-se
Grande artigo, com um título fantástico, da Helena Matos: Rui Rio é parvo ou faz-se?
«Rui Rio, sempre disponível para ajudar o Governo, não teve disponibilidade para formalizar o interesse do PSD no apoio da IL à candidatura de Carlos Moedas.É caso para perguntar:Rio é parvo ou faz-se?»
Transcrevo a nota indigente da Polícia de Segurança Pública acerca dos acontecimentos do meu último post. Não deveria tecer qualquer comentário adicional já que o comunicado tresanda, mas vou fazê-lo na mesma pela redundância que me caracteriza. Ler mais…
I wanna be your dog
Instruções: Coloque o volume do seu dispositivo no máximo. Inicie o video imediatamente abaixo. Ignore a imagem. Aguarde dez segundos e comece a ler o texto abaixo do vídeo. Salvaguarda legal: o autor não se responsabiliza pelo uso indevido deste post.
Circula nas redes sociais uma fotografia do que parece ser um idoso a ser multado num banco de jardim na Praça do Marquês de Pombal, no Porto. Nada sei sobre a veracidade da imagem, nem tal me interessa. A verdade é que os bancos de jardim estão interditos e a partir daí nada mais interessa. Haverá sempre alguém disposto a justificar motivos pelos quais a sociedade se deve conformar a regras estabelecidas pelos mesmos tipos que deixaram que a ponte de Entre-os-Rios tombasse e, com ela, a vida de 59 pessoas. Por mero acaso, são os mesmos tipos que permitiram que agentes talhados para multar idosos em bancos de jardim enviassem 47 pessoas para a morte nos carros em fuga do incêndio de Pedrógão. Eu sei que é populista dizer isto – é, aliás, precisamente por isso que o digo: a autoridade não se impõe, é reconhecida por derivação de uma ordem aceite, seja religiosa, seja de qualquer outra índole menor que se aceitou por conveniência; as autoridades há muito que estão a extravasar as suas competências, pelo que proponho ao leitor que se dignifique este fim-de-semana adquirindo como recordação desta época de trevas um auto de contraordenação por se sentar num banco de jardim: é a melhor herança que pode deixar aos filhos e estes aos seus netos.
Da desobediência civil
“Por vezes a atitude pública mais inspirada em reacção a leis despóticas é ignorá-las. Acho que se o governo persistir por tempo suficiente com o confinamento de pessoas, dependendo da gravidade desse confinamento, tal resultará provavelmente em desobediência civil. Será uma desobediência civil discreta à maneira clássica inglesa – não acho que iremos para as ruas agitar faixas. Acho que vamos decidir com calma ignorar as leis. Há coisas a que devemos dar atenção: não se pode ir a uma loja se ela estiver fechada. Por outro lado, cada um pode convidar amigos para um copo, não importa o que o Sr. Hancock diga (ne: ministro da Sáude do Reino Unido). Em certa medida as pessoas já o estão a fazer.”
“Cada pessoa terá um limite diferente. Mas acho que, aos olhos de muitas pessoas que desaprovam o confinamento e de algumas pessoas que o aprovam, chegamos a esse ponto há muito tempo.” – Jonathan Sumption
Entrevista aqui, com muito mais para ouvir.
Bill Gates: filantropo ou oportunista?

Bill Gates, o fundador da Microsoft, não é médico, nem epidemiologista, nem cientista, nem sequer investigador em uma única área da saúde pública, mas é ele que a comanda a nível mundial. Dizem que agora é filantropo. Mas será mesmo?
O que aqui apresento é uma investigação que levanta questões pertinentes, fundamentado com factos, documentos e declarações do próprio Bill Gates. Escusam de vir com a lenga lenga do costume de que se trata de uma “teoria da conspiração”. Isto é tudo menos teoria. Se a verdade o incomoda, não prossiga com a leitura. Se pelo contrário é daqueles que não se contentam com as narrativas oficiais, aqui vai: Ler mais…
Os funcionários públicos não pagam IRS
No meu video de hoje procuro explicar por que razão os funcionários públicos não pagam IRS e é o sector privado que paga os seus salários.
Bloco Centralista
Rui Rio, verdade seja dita, não falha uma. Sempre que o PS e Costa se encontram em dificuldades, ou se vêem isolados, lá surge Rui Rio a dar a mão. Agora até cede aos interesses do mais puro e nefasto centralismo (no duplo sentido de bloco central de interesses e de poder político centrado em Lisboa), prejudicando a liberdade dos municípios e das populações locais decidirem do que é ou não do seu interesse, da forma como pretendem salvaguardar os seus interesse patrimoniais, ambientais, o seu modo de vida, etc. Rio e Costa entendem que o poder central deve decidir de forma absoluta sobre o país e este deverá vergar-se a tal decisão. Quando é precisamente o contrário: o interesse do país é que as populações decidam e vejam os seus interesses defendidos pelo próprios. Modificar a lei à medida e a pedido, para que sejam levantados os entraves ao interesses das empresas interessadas na construção naquela localização, estão os dois maiores partidos a usar o pior do poder central, que é o quero, posso e mando.
A propósito da burguesia do teletrabalho
Jorge Fernandes: «como burguês do teletrabalho estou absolutamente sossegado que o Dr. Costa não lançará qualquer tipo de imposto extraordinário sobre os nossos rendimentos. O Dr. Costa aprendeu com o governo de Passos Coelho que, aconteça o que acontecer, há duas bases eleitorais em Portugal nas quais não se toca: os funcionários públicos e os reformados. A burguesia do teletrabalho a que Peralta se refere consiste, no fundamental, em funcionários públicos altamente educados e com bons rendimentos, o embrião de classe média criada de cima para baixo pelo Estado e pela democracia pós-25 de Abril. Para além destes, existem, naturalmente, um conjunto de empresas privadas cujos funcionários se encontram nesta categoria. Estas empresas são maioritariamente rentistas e preparam-se para receber os milhões da bazuca Europeia, o que lhes permitirá sobreviver relativamente incólumes à crise. (…) Mesmo que isso signifique o aumento das desigualdades em Portugal, o Dr. Costa nunca lançará um imposto sobre a burguesia do teletrabalho. (…) As elites Socialistas sabem que a clientela fiel entre os funcionários públicos e reformados, que seriam maioritariamente atingidos pelo dito imposto extraordinário, é indispensável para manter o partido no poder.»


