Associativismo empresarial e vacinação de professores
No meu vídeo de hoje, falo sobre notícias que chegam do Minho sobre fusão entre associações empresariais, mas que não tranquilizam os contribuintes quanto à habitual caça aos subsídios e favores do Governo e da União Europeia.
Aproveito e comento ainda a campanha de vacinação em curso em que o governo cumpre os desejos dos sindicatos e interesses da corporação dos professores.
Para visualizar aqui:
o voto inútil
O candidato à presidência da Câmara Municipal do Porto do PSD, Vladimiro Feliz, acaba de anunciar que, se não ganhar a eleição, não será sequer vereador municipal.
É mais do que certo que Rui Moreira será reeleito, estando apenas em causa saber se o será com ou sem maioria absoluta.
O candidato Feliz acaba, deste modo, por anunciar que o voto na sua lista será um voto inútil.
Em que, e em quem, votarão, afinal, os eleitores do PSD para a CMPorto?
Arbeit macht frei
O extraordinário caso dos 29 milhões de vacinas desaparecidos das notícias e do vírus que se rege pela cronologia da revolução francesa
Tal como chegaram os 29 milhões de vacinas desapreceram. Sumiram-se.
Tanto quanto se sabe:
a) Foi o comissário do Mercado Interno, Thierry Breton, quem pediu ao Governo italiano para lançar a inspecção em Anagni.
b) As vacinas não estavam escondidas mas tão só à espera do controlo de qualidade emitido pela da Agência Europeia do Medicamento para serem distribuídas na Europa.
c) O Reino Unido não recebe vacinas daquela fábrica.
d) O destino das vacinas seriam diversos países da União Europeia países que beneficiam do programa de apoio Covax.
e) Thierry Breton esteve em Portugal. A SICN fez uma peça da mais pura propaganda bolivariana (valha-nos que Breton é bem mais chic que o Maduro) com o senhor comissário a destilar ódio sobre os britânicos. Sobre a incompetẽncia da UE nem uma palavra. Sobre o que aconteceu na fábrica em Itália ainda menos.
f) Ao EXPRESSO o sr Breton declarou: “Se a AstraZeneca tivesse cumprido as encomendas como fez com a Grã-Bretanha, hoje estaríamos numa melhor situação do que eles” Pois se cá nevasse faziamos ska ski, sr Breton. Deixe-se de tretas e explique como redigiu a UE os contratos com a AstraZeneca.
g) Dos 29 milhões de vacinas escondidas continua sem se saber mais.
g) O sr Breton garante que “a Europa pode alcançar imunidade coletiva em 14 de julho” Percebido: o combate ao Covid obedece à cronologia da Revolução Francesa. A 14 de Julho de 1789 foi a tomada da Bastilha e portanto a 14 de Julho de 2021 estaremos colectivamente imunes. O sr Breton é um demagogo da pior espécie
O próximo julgamento de Nuremberg
(foto Jornal O Observador)
Não, não é uma teoria da conspiração. Vem aí mais um julgamento internacional de crimes contra a Humanidade levado a cabo pela Comissão alemã de Investigação à C0v1d.
O assunto é sério. São milhares de, advogados, cientistas, médicos, denunciantes e lesados, num mega processo internacional que visa responsabilizar civil e criminalmente, os principais intervenientes na criação desta pandemia. Os factos já apurados por esta comissão, liderada pelo prestigiado advogado alemão Dr. Reiner Fuellmich, são os seguintes:
Ler mais…Continuem a cantar
Daqui a uns tempos, quando se tornar evidente que o fascismo “de face humana” terraplanou constituições e com isso os mais básicos direitos de circulação, expressão e de cada um manter a actividade económica que entender para a sua subsistência, não faltarão os anti-fascistas retroactivos do costume para se pendurarem na contestação institucionalizada, a que se encaixa perfeitamente na perpetuação do feudo PS.
Um dos erros crassos dos intelectuais e comentadores é atribuirem a culpa de todas as atrocidades ao socialismo. É como culpar camiões pelos atropelamentos. O governo não serve a causa do socialismo, é exactamente ao contrário: o socialismo serve a causa de perpetuar os “donos disto tudo” no poder. Poderão argumentar que é a mesma coisa, mas não é: é um exemplo da clássica expressão “a estrada da Beira e a beira da estrada”.
Isso do “combater o socialismo” é conversa de monóculo, em clubes de cavalheiros. Em Portugal, o que deveria ser combatido tem nome de Partido Socialista e é algo que a direita – toda a direita, incluindo os que preferem situar-se no eixo imaginário – considera intocável, e por um motivo apenas: não há distinção entre o regime e o Partido Socialista. O regime é o Partido Socialista.
Quando se diz que não há oposição, tal tem uma ponta de verdade. Há vários partidos que se tentam situar como oposição, mas não o são: são-no apenas no sentido em que consideram serem dotados do privilégio – concedido pelo Partido Socialista – de irem alternando na governação que consiste em distribuir cargos que assegurem carreiras pessoais. O regime não é democrático: é o Partido Socialista e assim será seja qual for a invenção necessária na altura para a assegurar (por exemplo, o já invocado princípio constitucional inexistente da proporcionalidade). Não há mecanismo, cria-se.
No quadro partidário actual não há qualquer solução. Qualquer configuração na assembleia da república será sempre a legitimação do regime PS, com mais ou com menos peixeirada.
Por isso, aproveite os bancos de jardim se forem permitidos durante mais uma ou duas semanas. Aproveite o parque infantil até que seja novamente encerrado. Engula a vacina e faça montes de testes para escarafunchar o nariz à falta de cocaína que o faça por si. Siga o exemplo do presidente e teste-se várias vezes ao dia, é um vício saudável que não dá ataques cardíacos. Recolha-se e meta a máscara sempre que for preciso. Faça como eles fazem “lá, na Europa”. Proteja-se. O regime trata de si.
Ou então, junte-se a mim e juntos poderemos ser quase três.
Adenda: Não levem a mal o comentador que aparece aí em baixo. É uma pessoa que está em teletrabalho.
Governos: a criarem radicais desde… bem, desde sempre
Consigo entender este cartaz. É bonzinho, acarreta um pequeno incentivo à desobediência e, feitas as contas, é capaz de estar no limite do que é permitido a um partido político neste pequeno lamaçal que consiste em olhar um bocado para o chão e não dar muito nas vistas.
Contudo, eu não sou um partido político, pelo que não tenho que agradar a gregos e troianos, a potenciais eleitores e aos que já tenho. O único cartaz que considero aceitável é um ícone das Caldas pintado a vermelho em tudo que seja porta das “instituições do estado”. Enquanto gente discute a localização do novo aeroporto ou o traçado do TGV, pessoas do mundo real não sabem o que fazer para manterem casas ou para colocarem comida na mesa.
Parques infantis são giros, mas um tecto sobre as cabeças é mais giro ainda.
Ide pensar o vosso próprio gado
Já circulam as ideias mirabolantes de torturar crianças no Verão com mais “aulas”. Em alternativa, circula a ideia estapafúrdia de todos repetirem o ano lectivo, como que admitindo que andamos todos a brincar e alguém tem que pagar a brincadeira, logo atirando os custos às crianças que passariam a perder dois em vez de um só.
As férias de Verão são mais importantes do que a escola. É a minha convicção. Pelo menos, assim é para pais que se esforçam em proporcionar experiências ultrapassadas como idas ao museu, a uma cidade com história e também à praia. A arte de fazer godos ressaltarem três ou mais vezes na superfície da água faz muito – MUITO – mais falta que a treta do “grande reset”, da igualdade de género (eu tenho um rapaz e uma rapariga e garanto-vos que não há igualdade nenhuma, ela ganha sempre) e da eticazinha de trampa de que cumprir uma lei é uma obrigação moral. Não é. Muitas vezes, a haver uma obrigação moral é a de quebrar a lei, que é o que farei caso decretem que Julho e Agosto serão passados na fábrica de obedientes contribuintes. Leis são obrigações legais, não morais. O polícia que multa o homem que come gomas está a cumprir a lei. A sua obrigação moral seria não a cumprir.
O problema deste país sempre foi haver muita gente que gosta de o pensar. E, como se diz lá em cima, pensar é o que se faz ao gado quando se leva ao pasto. Quereis ovelhas na escola no Verão, metei lá as vossas.
Assim se empobrece um país
A extraordinária mistificação em torno dos programas de arrendamento levados a cabo pela CML é hoje revelada pelo Observador: Lisboa gasta 400 mil euros por casa em prédios para renda acessível que comprou a preço de saldo à Segurança Social
A história do arrendamento acessível em Lisboa é a de um esbulho: primeiro a Segurança Social fez mau negócio com venda de imóveis à Câmara de Lisboa a preço de saldo (diz o Tribunal de Contas) . Agora os custos de remodelação são obscenos como invariavelmente acontece nas obras da autarquia.
Só o argumentaŕio muda: nas obras que está a levar a cabo nos edifícios que sacou à Segurança Social perante o estrondoso silêncio das centrais sindicais, a CML argumenta que “A reabilitação é sempre mais cara que a construção, especialmente neste caso em que se trata também da reconversão de prédios de escritórios para o uso habitacional” Já nos andares de habitação com 20 anos da Rua Eduardo Bairrada a reconversão a custos milionários aconteceu porquê? Repito que o predio é de 2001, era de habitação e foi objecto de obras no valor de 1.300.000,00 euros
O parque habitacional da CML sai aos contribuintes a preços incomportáveis. E depois da obra vêm os custos com a estrutura burocrática da CML que (não) cobra as rendas; mais o gabinete para o bairro, mais o serviço dedicado a… Invariavelemente os prédios degradam-se e poucos anos depois começa a orçamentar-se uma remodelação completa.
Invariavelmente tb em cada um destes edifícios a CML reserve umas lojas para instalar mais uns serviços autárquicos: nestes prédios analisados no artigo do Observador serão criadas seis lojas. E já se coloca a hipótese de serem destinadas a serviços da autarquia. A autarquia de Lisboa tem dezenas e dezenas de lojas fechadas em bairros municipais. Pode e deve instalar lá os seus serviços.
O arrendamento acessível é um uma fraude. Não é possível nem tolerável que nas próximas autárquicas Fernando medina não seja confrontado com isto
E nada dizemos!
“Na primeira noite eles se aproximam e roubam uma flor do nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem: pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta.”, Eduardo Alves da Costa
Aqueles que têm voz, principalmente os que a conseguem fazer ouvir têm de dizer bem alto que não é admissível – num pais que se diz uma democracia – alguém ser multado porque come no seu carro.
Todos temos de fazer algo, em especial as organizações que se dizem defensoras da liberdade. A Iniciativa Liberal, se quer merecer a sua designação, tem responsabilidade acrescida. É importante, mas não chega votar contra os consecutivos estados de emergência. Tem de combater cada uma destas injustiças, para que não se repitam. Deve lutar pelos ofendidos como se dai dependesse o nosso futuro colectivo. Porque depende! Porque uma ditadura começa no dia em que “eles se aproximam e roubam uma flor do nosso jardim” e nós nada dizemos. E há muito que “as flores estão a ser roubadas do nosso jardim” e nós nada dizemos. E um dia, porque nada dissemos, “arrancam-nos a voz da garganta”.
Actualmente, a coberto da pandemia, aceita-se tudo em nome de uma “maior segurança”. E se é um facto que muitas vezes existe um trade-off entre liberdade e segurança, existe também, e cada vez mais, um discurso “apocalítico” em que parece que só e possível ser-se livre se permanentemente vigiado e amordaçado. Ora, não deveria ser necessário explicar que quando se vive numa sociedade “vigiada” não se é livre. E muito menos se está seguro.
Tudo depende da forma como nos roubam
Não se pode julgar nem ser julgado de cara tapada
costa cumplindo!
A primeira vez que fui à República Dominicana, já lá vão uns bons anos, percorri de carro, no país, algumas centenas de quilómetros, por falta de aeroporto na região das praias onde me alojei. A ilha era, na altura, razoavelmente selvagem, com extensões imensas de mata e descampado. De tempos a tempos, em regra nas imediações de uma povoação, apareciam gigantescos outdoors com anúncios de grandes empreendimentos públicos – um novo hospital, uma nova universidade, um novo tribunal – e, no fim, em letras garrafais, a frase ribombante: “Balaguer cumplindo!”. Apurando quem era o tal «Balaguer», percebi que se tratava de Joaquín Balaguer, um velho autocrata local, que, com idas e vindas para o poder, governava a ilha «com mão de ferro sob luva de pelica», como antigamente se dizia de alguns tiranetes aparentemente mais dóceis. Evidentemente, a única coisa que existia nesses espaços era o outdoor. O resto era a tal mata e os descampados. Felizmente, estas coisas pertencem ao passado e a outras geografias. Por cá somos uma democracia avançada e nunca as tivemos.
a ditadura em marcha
Regras estúpidas, feitas por governantes e políticos estúpidos e aplicadas por polícias estúpidos, estão a gerar uma claustrofobia opressora inédita em Portugal. Abrimos as redes sociais, lemos (alguns) jornais, vemos e ouvimos notícias e encontramos relatos inacreditáveis daquilo em que se transformou o nosso quotidiano: gente multada por correr isoladamente na praia, autostops com polícias a inquirirem o destino de cidadãos supostamente livres, casas particulares devassadas por polícias sem mandado judicial em busca de reuniões de amigos denunciadas por vizinhos, transportadores de comida multados por levarem consigo bebidas alcoólicas depois das 20,00h, ameaças de detenção a pessoas sem máscara nas ruas. Nada disto tem a ver com prevenção sanitária e pandémica: é apenas um exercício pueril do poder pelo poder, um abuso desmesurado da força do estado e das suas polícias, a sublimação do ditadorzinho que habita dentro de muitos indígenas lusitanos com funções de autoridade pública, desde o chefe de repartição ao chefe de governo, agora todos com terreno livre para expandirem a sua impetuosidade viril. É, em suma, o gozo do mando, o prazer de impor a vontade própria, a volúpia da submissão do outro pela ameaça.
Como é que toda esta gente se vai desabituar destes procedimentos alarves e ditatoriais, quando o vírus matar menos do que uma singela constipação, é que estou para ver. Infelizmente, os maus hábitos são difíceis de deixar e estes já duram há tempo demasiado.
Triste espetáculo
Custa ver na televisão tanto professor jovem satisfeito com a sua vacina. O governo criou este triste show em pleno Dia Mundial do Teatro. Uma peça onde mais uma corporação passa à frente de quem precisa efectivamente de vacina.
Milhares e milhares de idosos que vivem em risco por terem mais de 80 anos ou padecem de doenças que potenciam risco de vida por efeito do covid aguardam â 3 meses a vacinação. Já podiam estar todos vacinados, já se usou vacinas suficientes para todos estarem vacinados e protegidos. É onde ocorrem 90% das mortes por covid. Mas as prioridades governamentais foram para ir satisfazendo as mais diversas corporações por motivos políticos.
O nome é uma coisa medonha: Europe Startup Nations Alliance. Costa fala num «Dia Digital», numa «Assembleia Digital», numa «Declaração de Lisboa», e finalmente «numa nova estrutura europeia de empreendedorismo – a Europe Startup Nations Alliance -, uma ferramenta de concretização do desígnio europeu nesta área». Caramba, até existe um «desígnio europeu nesta área»!
Toda esta roupagem linguística de empreendedorismo, alianças e digital traduz-se em bom português em subsídios e «facilitismos» a empresas e projectos escolhidos a dedo. Que tal se venha a transformar numa estrutura permanente não surpreende quando se mistura Estado e alegados empresários que são doutrinados nestes programas a serem essencialmente uns encostados. Tipo websumit. Que tal venha a ter a sede em Lisboa é para os governantes uma evidência, um desígnio, pois que mais nada existe naquilo a que se chama Portugal. E o digital, se se sair da Grande Cidade certamente não funciona.
Vai tudo ficar bem
A dificuldade dos funcionários e pensionistas do estado para justificarem as restrições às liberdades e direitos das outras pessoas, as que não pertencem à casta escolhida, aumenta de dia para dia. Os “especialistas” encarregues da propaganda encontram-se na situação complicada de toda a gente os ver a cruzar as fronteiras invisíveis dos concelhos para irem à televisão explicarem o que os outros não devem fazer, essencialmente o mesmo que ver um tal de Frei Tomás a publicar num website de vídeos pornográficos as suas aventuras na casa de Elvas do caso Casa Pia.
A polícia, a maior organização de legalização de criminosos do país depois da assembleia da república, já nem esconde que “o proteger e servir” não se aplica aos cidadãos e sim à protecção das receitas em multas e ao serviço da ditadura.
O país está desfeito, todos contra todos, sem qualquer instituição funcional que não a da opressão fiscal e de liberdades e garantias. Já se decretou a obrigatoriedade de teletrabalho até ao fim do ano, excepção feita para deputados que precisam de senhas de presença, que os brioches estão pela hora da morte e, sendo como gomas, não podem ser comidos ao postigo.
Somos parados para dizer para onde vamos. Não é aconselhável mentir, por isso façam como eu, que digo a verdade: senhor agente, vou apanhar no cu do primeiro-ministro e do presidente; não me oprima, tenho o direito a ser feliz.
São nove e meia e ainda não há aleijados. Nunca mais chove, é o que é.
Lembram-se tempo em que os animais falavam e em Portugal se discutia a constitucionalidade de tudo e mais alguma coisa?
Pois hoje estamos na República Socialisto-Cubana Portuguesa: vamos ver os turistas fazer o que nos está vedado.
Não defendiam uma multa de 500 euros para quem não a instalasse?
A imprensa espanhola vai fazendo umas notícias sobre o que aconteceu no Colorado. O facto de Ahmad al Aliwi Alissa ser muçulmano ou ser um emigrante proveniente da Síria é atirado para o meio das notícias. Não sei qual a motivação da matança que Ahmad al Aliwi Alissa levou a cabo mas sei muito bem o estardalhaço que por aí iria caso ele fosse um cristão nascido nos EUA e republicano. O El Pais psicologiza o caso. Já vamos no assédio escolar: «El autor de la matanza de Colorado: del acoso escolar a asesinar a 10 personas con un rifle de asalto. Ahmad al Aliwi Alissa, de 21 años, que ejecutó la masacre en un supermercado de la ciudad de Boulder, fue condenado en 2017 por pegar una paliza a un compañero de clase»
Fascismo nas redes
No meu vídeo de hoje falo de fascismo; da execrável bufaria e repugnante delação; de chibos e da sua ignorância e covardia; dos imbecis e prepotentes; de delírios moralistas; de patifarias; dos profetas do politicamente correcto e do pensamento único; de tristes fracalhotes.
É que muitos fanáticos desejam ardentemente mais vigilância de opiniões partilhadas nas redes sociais e as seitas dos bufos atraem muitos voluntários.
É ver aqui:
Dez mortos a tiro num supermercado. As notícias tal como começaram acabaram. Os jornalistas estão como a sobrinha da vice-presidente Kamala Harris que mal apareceram a simagens escreveu: “The Atlanta shooting was not even a week ago. Violent white men are the greatest terrorist threat to our country“ e agora olham para o lado.
No pantone alucinado que rege as notícias o facto do autor dos disparos ter nascido na Síria, chamar-se Ahmad Alissa e ser muçulmano tornou um embaraço referir o acontecido naquele supermercado. Ninguém fala de crime de ódio. Provavelmente dirão que era apenas uma pessoa com perturbações mentais. Provavelmente até será mas não duvido que se ele fosse doutra religião, tivesse nascido nos EUA e não se conseguisse apresentar como membro duma minoria as notícias fervilhavam com o “crime de ódio”.
Sufoca aí para mim que eu gosto
Quando Bastiat escreveu o que ficou conhecido como a “parábola da janela partida”, usou como exemplo as profissões comuns da época — meio do século XIX —, como o lojista e o vidraceiro. Tivesse esperado mais 170 anos e poderia ter escrito exactamente a mesma coisa sobre o covidista e o contribuinte líquido, aquele que realmente ainda paga a esta cambada de mal agradecidos.

Artur, um homem do seu tempo
Quem dá mais uma migalhinha aqui ao aleijadinho? Mais dois tostões para uma casquinha de noz e um copinho de escarros? Quem ajuda o pobrezinho cuja sorte na vida foi ser parido no vão de escada onde a sua mãezinha recebe a clientela lisboeta?
— Artur, ainda estás a descrever os especialistas em covid da televisão e das redes sociais?
Quem me mete numa listinha, só numa, uma qualquer, uma em me erga contra a ignomínia administrativa da urbe através de projecto de cidade digital para o empreendedorismo-ismo-ismo da primeira ciclovia com portagem ladeada por autoestrada sem-custos-para-o-utilizador-e-o-não-utilizador pautada por design inovador minimalista de tão inexistente? Só meio milhãozinho…
— Artur, anda coçar-me as costas que assino-te a adesão ao partido.
Oh, vil tirania, vã sede de mandar, tresmalhada assimetria telegénica da telefonia sem fios, WiFi, teletrabalhadora OK boomer boomer boomer bomasembora daqui, feminista da nação e além-mar, aquém aquiscente que não sente, não é gente e indo ver era a neve!
— Artur, mete a máscara.
Mordaça que assa e trespassa o que passa por canastra na taça da raça que, lassa, se emassa e abraça o que por ela passa em passa de graça, fumaça e chalaça que amassa o que passa, e por aí fora.
— Ó Artur, pára com isso. Repete apenas que estamos a criar um Portugal mais liberal.
Tão liberal como voltar ao neandertal.
— Achata a curva!
Ai achato, achato. Mesmo que seja chato.
Mais mortes em consequência de opções políticas
Com o número de doses de vacinas já inoculadas em Portugal, já se teria conseguido imunizar à data de hoje toda a população com mais de 80 anos de idade. Afinal, trata-se do grupo de risco mais acentuado de morte, pois os falecidos por covid são esmagadoramente dessa faixa etária da população.
No entanto, parece que apenas 16% do grupo de maior risco é que está imunizado ao fim de 3 meses de vacinação. Foi uma opção politica das autoridades de saúde, nomeadamente da ministra. Foi cedendo às mais variadas corporações, desde os médicos, policias e gnrs, magistrados, bombeiros e tutti quanti. Agora até professores foram incluídos nas prioridades! Os verdadeiros prioritários ficam sem a sua vez. Pode ser que tenham sorte. Ou não.
Conselheiro pandémico
Não sou lisboeta, mas não pude deixar de notar que o candidato Moedas à edilidade tomou a iniciativa de chamar para seu conselheiro um dos novos ditos “especialistas” em epidemiologia e saúde pública, da estirpe académica que não tem publicações nem citações científicas relevantes sobre o tema que sejam conhecidas e que em comparação com os curricula de outros estudiosos deveriam ser mais humildes a transmitir suposto conhecimento da matéria.
O pior é que este licenciado em Veterinária tem sido uma das mais influentes “personalidades” junto dos nossos decisores políticos e à custa dos seus conselhos os governantes e presidente da república têm dizimado as liberdades das pessoas, mandado à fava o Estado de Direito e sido completamente incompetentes na protecção da saúde dos vulneráveis.
Ainda em Outubro passado Simas dizia isto na Assembleia da República:

Ora, o candidato autárquico da suposta Direita é conivente com os experimentalismos sociais havidos até agora e, pelos vistos, tem intenção de continuar os tiques de tiranete à escala de Lisboa no futuro.
Vivo no Porto e como Rui Moreira foi um dos zelosos autarcas a mais rapidamente fazer uso dos seus pequenos poderes e mostrar quem manda ao pejar bancos de jardim com faixas de interdição, temo que na minha cidade chamem o Buesco das exponenciais matemáticas para perorar sobre a nossa saúde e os riscos que cada um corre.
O flato que adocica o fim
Ainda bem que metemos mais partidos na assembleia da república. Aumenta a sensação de prazer mórbido à morte anunciada da democracia. Há aí uns que pedem “um Portugal mais liberal”. Ironia do destino que apareçam na hora de maior necessidade para demonstrar que não faziam falta alguma.
O presidente e a república
a constituição na gaveta
Em 1977, o Dr. Mário Soares meteu o socialismo na gaveta. Fez bem.
Em 2021, o Dr. António Costa quer meter a Constituição na gaveta. Faz mal.
Para todos os efeitos, o que por aí se prepara é um golpe de misericórdia nos já severamente abalados princípios fundamentais do Estado de direito, que, a ir por diante, fará da Constituição da República Portuguesa um verbo de encher às ordens do primeiro-ministro.
No essencial, Costa quer ser autorizado pela Assembleia da República a governar a pandemia sem ter de recorrer às figuras constitucionais do artigo 19º, nomeadamente a do estado de emergência, as únicas que permitem condicionar os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos portugueses. Se a Assembleia aprovar essa lei, que, embora inconstitucional, vigorará enquanto assim não for declarada, o primeiro-ministro disporá desses direitos de recorte constitucional conforme bem entender. É grave.
A Constituição na gaveta, no Observador.
Uma florescente área de negócio
Querem contextualizar o Padrão dos Descobrimentos? Vão buscar os caixotes dos retornados.
Hoje escrevi no Observador sobre esse diktat das nossas vidas: A descolonização agora vai ter lugar aqui. Não está em causa o território mas sim a História. A música que ouvimos. os livros que escolhemos. Os quadros que admiramos. As palavras que dizemos. Enfim o que somos.
O que arde cura
Esta operação nacional de “conhece os limites do teu concelho” é fascinante. É como se o vírus pudesse ser contido administrativamente: vírus, podes ser propagado nesta rua, mas só até aos semáforos, porque do outro lado é a variante nigeriana que se pode pegar. É como se o vírus fosse o gangue com exclusividade de venda de droga no bairro. É extraordinário como os guetos do multiculturalismo se adaptam para guetos de estirpes: de alguma forma é mesmo como se o estado estivesse a admitir que o bairro de cabo-verdianos deve ser isolado do espaço onde a elite se baba em pensamentos sobre o que deveria ser o país, decretando-se elite por nascença. O que é engraçado porque é verdade.
Talvez haja uma solução para isto tudo. Provavelmente não vos agrada muito, porque alguém vai ter que levar no corpo, mas garanto-vos que quando começar já nem vão estranhar.
Leituras
Impunidade de grupo, por Carlos Rodrigues Lima:
A decisão do Conselho Superior do Ministério Público em arquivar matéria disciplinar relativa à operação de vigilância e ao levantamento do sigilo bancário deve preocupar-nos a todos, porque está aberta à porta à irresponsabilidade total. Em resumo, 15 dos 18 conselheiros votaram (houve dois votos contra e uma abstenção) a favor de que tudo foi mal feito, mas não há responsabilidade disciplinar de ninguém, porque a autonomia técnica de uma magistrado é muito mais importante do que o dano que este possa causar a um qualquer cidadão. Se isto não é impunidade, o que será?
Hoje, em directo, às 21h00
Henrique Pereira dos Santos, João Pires da Cruz, Eduardo Maximino e eu próprio estaremos em conversa pública a propósito da Covid19 e as “respostas à epidemia”, onde se procurará apresentar ideias e pensar de forma desalinhada à narrativa dominante sobre o tema.
Trata-se de uma sessão “LadOculto” organizada pela Oficina da Liberdade, aberta às perguntas dos espectadores e que terá transmissão em directo a partir das 21h00 de hoje no Facebook e no Youtube nos seguintes canais:
- FB: https://www.facebook.com/oficinadaliberdade
- YT: https://www.youtube.com/channel/UC_DOrNPr1C3bT3plZdB5cNQ

O sr Tedros da OMS já explicou isto?
Imunidade ao governo
Imunidade ao governo é precisa e urgente.
Aos poucos, cada vez mais pessoas se vão apercebendo da gigantesca asneira e colossais consequências negativas dos confinamentos. Hoje é evidente, não apenas para uns excêntricos, que as medidas gerais, draconianas e nunca antes experimentadas são não só evidentemente ineficazes na contenção da epidemia do sars-cov-2, como provocam elas próprias directa e indirectamente mais mortes e sofrimento do que a covid19.
Todos, no entanto, se têm apercebido das contradições e absurdo de muitas das medidas tomadas pela dupla Costa-Marcelo, chegando a maioria delas a serem simplesmente ridículas e incumpríveis por qualquer pessoa com dois dedos de testa.
Todavia, para quem não se tenha apercebido, esta gente que nos pastoreia não pretende adoptar acções eficazes e racionais de saúde pública. Não. Além de se estarem a marimbar na saúde dos portugueses, o objectivo é mesmo cavalgar o medo instalado, debitando leis e regulamentos de tal forma incompreensíveis e confusos que ao comum dos mortais se torne racional deixar de pensar na lógica das coisas para se entregar por completo às mãos de quem tem o poder.
Ora, a menos que aceitemos ser desumanizados e nos queiramos submeter a comportamentos típicos de carneiros, convém não desperdiçar a utilidade dos nossos neurónios.
Assim, no meu vídeo de hoje formulo algumas perguntas heréticas:
- Por quanto tempo mais vão negar a ciência e deixar que muitas centenas de milhar de portugueses continuem a ser vistos e estigmatizados como um perigo ambulante para terceiros?
- Os políticos vão permitir que todos aqueles contraíram o vírus ou que já tomaram a vacina continuem a ser considerados potencialmente perigosos.
São 4 minutos de vídeo aqui:
A UE falhou como falham todas as grandes burocracias
Jorge Fernandes assina hoje um artigo demolidor no Observador sobre o abismo que separa a proaganda da UE da sua prática: «em Agosto de 2020, os Estados Unidos decidiram comprar vacinas da AstraZeneca, Pzifer, J&J e Sanofi. Nesta compra adiantada, os Estados Unidos gastaram 9,3 mil milhões de dólares. A União Europeia, pelo contrário, em Agosto de 2020, tinha feito apenas contratos com a AstraZeneca e com a Sanofi, num total de 843 milhões de dólares. Grosso modo, para uma população inferior à da União Europeia, em Agosto de 2020, os Estados Unidos tinha já comprometido dez vezes mais dinheiro em vacinas.
Para além disso, a União Europeia apostou forte na vacina da Sanofi, desenvolvida pela indústria francesa. Seria fastidioso ter de explicar aqui os motivos que, num momento de crise, levaram a burocracia de Bruxelas a ceder a pressões políticas dentro da União para comprar uma vacina que, em Março de 2021, está ainda na segunda fase de desenvolvimento.
Chegados ao Natal de 2020, segundo a Bloomberg, os Estados Unidos tinham já contratualizados 18 mil milhões de dólares em vacinas, enquanto a União Europeia, para uma população superior, tinha gasto apenas 9 mil milhões.
Mais, os contratos realizados entre a União Europeia e as farmacêuticas demonstram o total amadorismo jurídico das elites de Bruxelas. Enquanto os Estados Unidos e o Reino Unido firmaram contratos com metas de entrega claras e respectivas penalizações financeiras para as empresas caso falhassem, a União Europeia abdicou do seu direito de sancionar as empresas farmacêuticas em caso de atrasos. (…) o Reino Unido gastou cerca de 29 libras/per capita, enquanto os Estados Unidos gastaram 27 libras/per capita em investigação. Apesar da retórica e da propaganda sobre economia baseada no conhecimento, a União Europeia gastou a módica quantia de 4 (quatro!) libras/per capita a financiar a investigação que deu origem à vacina.»
Tu és fabulosx (parte 2)
Tu és fabulosx. Já sei que tens um número espatafúrdio de seguidores no Tik Tok a dizer-te isso, mas saberão eles, para lá de cada salto da mama ou palminhas com nádegas o quão fabulosx tu és? Tu és fabulosx e mereces amar-te.
Quando te vês ao espelho não sentes uma quase irresistível vontade de fazer amor contigo? De te auto-reproduzires num ciclo infindável de fabulosos pequenos-tu? Que só não o fazes porque sabes que daqui a 20 anos serão eles os fabulosos e tu a carcaça, a que por seres tão fabulosx agora nunca terás tempo para encontrar alguém com o mesmo grau de fabuloso para te alentar nas noites de desespero solitário? Aquelas noites que se preenchem encontrando no feminismo liberal uma desculpa para não aliviares a tua fabulosa amargura com um tiro nos cornos?
Pois eu digo que sim, que podes fazer amor contigo. É até o que melhor podes fazer para expressar a tua homossexualidade natural, a que a sociedade reprime com construções sociais como a biologia reprodutora. Felizmente, os desenvolvimentos científicos permitem alcançar a perpetuação da espécie — se bem que em forma não tão fabulosa como tu — suprimindo essa suja e imoral actividade sexual com pessoa de sexo diferente. Tu podes fazer amor contigo próprio, a suprema forma de homossexualidade. Podes, e deves.
Eu, que sou velho e retrógrado, quando percebi que ao tomar banho estava a tocar no sexo de um homem, algo que sempre achei que nunca faria na minha vida de ultramontano, decidi mudar de vida. Tinha duas hipóteses: ou sentir-me mulher ou deixar de me lavar. Por muito tentadora que fosse a segunda hipótese, acabei por optar pela primeira, mas isso é porque nasci um preconceituoso nojento com racismo inerente por malcheirosos. Tu não deves ser assim. Tu deves exprimir o teu amor por ti, deves aceitar a tua auto-homossexualidade e deves ter orgulho dela. Desde quando o amor é para ser escondido? O que teria de imoral se um auto-homossexual se sentasse numa esplanada a praticar o acto amoroso consigo próprio? Com máscara, claro, porque sem máscara a resposta seria obviamente o genocídio dos idosos com que nunca te cruzarias na tua vida fabulosa. Quer a sociedade reprimir homossexuais? Quer escondê-los debaixo do tapete?
Sem as aulas de educação cívica e para a cidadania, que fizeste tu? O mesmo que o governo? Que o presidente? Claro que sim: o amor auto-homossexual. Não tenhas vergonha: eles também o fazem, e fazem-no em público, como deve ser, sem medo. Às vezes até chamam os jornalistas para que os vejam e relatem ali, em pleno abanões de pessegueiro.
Jovem, a escola é tua para seres fabulosx em pleno. Não rejeites o amor que sentes por ti. Se tens que o manifestar na aula de história sobre as virtudes do leninismo, melhor ainda, juntas o amor físico ao amor pelo teu superior intelecto. És parte da geração mais bem preparada de sempre: não nos deixes ficar mal. Nós precisamos dos fabulosos. Ama-te.
não se pode imaginar pior
Digam a um socialista que ele não pode planear a vida dos outros e ele fará uma birra. Por qualquer estranha razão, socialistas acham-se seres ungidos pela clarividência do Divino Espírito Santo, que lhes permite, provavelmente graças à passagem pelas secções da JS, prever, organizar e dirigir a vida alheia. Depois dá tudo para o torto, como se pode ver da odisseia que têm sido os planos do mago António Costa sobre a epidemia.
A última foi este recente episódio da AstraZeneca, onde, de duas três, ou andam a gozar com as pessoas, o que seria humor negro e de extremo mau gosto, ou andam completamente alienados, porque a vacina, que nos foi prometida com todas as garantias de segurança, foi administrada a um presidente, um primeiro-ministro e, muito pior do que isso, a milhares de cidadãos de uma República, e ninguém pede explicações aos tais “cientistas” que a validaram.
No entretanto, continuamos açaimados nas ruas, os negócios fechados e a economia a ruir, ao som das incontáveis tolices da D. Graça Freitas. Não se pode imaginar pior.




