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Sócrates pode ter perdido mas o socratismo venceu. E governa.

9 Abril, 2021

Rui Ramos: «O socratismo venceu, independentemente do que acontecer pessoalmente a Sócrates. É isso que explica a nossa história recente. A corrupção, a bancarrota e a divergência em relação à Europa não são azares. São efeitos de um sistema de poder que assenta no domínio do Estado sobre a sociedade, através de um bloco de clientelas eleitorais que é preciso alimentar à custa de endividamento, extorsão fiscal e cortes de investimento público.»

Desobediência

9 Abril, 2021

Na Coluna semanal da Oficina da Liberdade, com o seu habitual génio o Carlos Fernandes escreve sobre desobediência.

Algumas passagens:

O medo, da violência do Estado ou das narrativas da sua propaganda, deixa assim de ser uma razão válida na generalidade das circunstâncias, para ficar reduzido à medida da cobardia do povo. Muito antes, já Cícero havia notado que «a servidão é a submissão de um espírito enfraquecido e cobarde, carecendo de vontade própria.»

se forem relegados para os bastidores com vista a entregar o palco ao sofisma do bem comum ou a outros disparates colectivistas, os princípios levam consigo a legitimidade do poder político, deixando-o entregue à prepotência das massas ou ao arbítrio dos iluminados.

os limites do Estado e do poder político: as leis devem ser justas e não podem, em caso algum, corromper o espaço privado ou violar a lei divina.

o voluntarismo de alguns conduz a opressão de todos, e não há barreira de imunidade suficientemente forte, pelo menos sem o recurso à violência, que consiga circunscrever o surto. O respeito devido aos outros aconselha os mais submissos a praticar o isolamento social durante uma epidemia liberticida, até porque, se a obediência ao Estado não é um imperativo categórico, a obediência a um bando de demagogos e oportunistas é uma indecência.

A obediência ao Estado é uma contradição nos termos. A instituição está ao serviço dos cidadãos, é pago por eles, logo, é ela que lhes deve obediência. Destes factos resulta que o Estado deve estar exposto, como os educandos de outrora, à coação da férula. A desobediência civil é, quase por definição, pacífica, mas, uma vez chegados definitivamente a uma conjuntura que a solicita, uma dúvida se impõe: onde está a fronteira, na escala das afrontas à liberdade, que separa a reacção pacífica da violenta?

Ler o texto completo é um prazer e tempo de qualidade de que se desfruta por estar perante um dos mais relevantes artigos de opinião dos últimos tempos. Aqui.

E se Kierkegaard tivesse que fazer testes covid?

8 Abril, 2021

Camus intuía existirem três soluções para o absurdo: suicídio, salto de fé ou a aceitação do absurdo. Há uns tempos andamos ocupados em providenciar uma saída institucional para a primeira opção através da eutanásia. Ainda não está completamente aprovada, mas há-de estar, pelo que é como se já estivesse. Assim, podemos aceitar já esta resolução secular para a solução um do problema que consiste no estado providenciar significado para a nossa existência e, em simultâneo, significado para a sua alienação. Curiosamente, esta solução, a do suicídio por procuração, integra plenamente a necessidade do salto de fé da segunda opção, a de que outros podem decidir sobre as opções fundamentais de cada um como se uma resolução não implicasse responsabilidade e avaliação individual.

O salto de fé de Kierkegaard pode ser providenciado com o veneno que escolher: socialismo, liberalismo (ateu ou moderno), ou a sua síntese simbiótica em covidismo, etc. Para algumas pessoas basta a convicção de que são deusas por terem vagina; para outras basta a convicção de que os seus sentimentos são avatar da construção moral colectiva; para outros ainda, basta serem chamados de especialistas por uma televisão qualquer. Relutantemente, a par destas crenças pessoais intra-metafísicas, ainda subsistem religiões que permitem a algumas comunidades um salto de fé em algo que transcende a “autoridade ética” (cof, cof) dos governos. O Islão é uma delas e também providencia solução para a primeira hipótese, a da eutanásia involuntária de infiéis, pelo que, logicamente, poderia ser adoptada como religião oficial do estado poupando angústia existencial desnecessária aos cidadãos inconformados.

A terceira via é aceitar o absurdo. Aceitar o Facebook, o estado de emergência, a busca do R perdido, as obrigações sociais da ciência na vertente pós-moderna de hipóteses tornadas dogmas e dogmas tornados em premissas que invalidam qualquer formulação de uma preposição lógica a ser testada. É a opção ir para a praia e viver para lá do covid, rindo na face dos colectivistas. É opção para já, pelo que não vejo outra hipótese que não aproveitá-la enquanto se pode. Particularmente por se saber que é a opção a ser retirada o mais brevemente possível, deve ser vivida em pleno conhecimento de que a própria vida se tornará num pecado de hedonismo perante o deus-estado.

Quando Camus concluiu que o suicídio não era solução ainda não havia o covid nem a síntese socialismo-liberalismo. Pelo contrário, concluiu em época em que fervilhavam ideologias passíveis de saltos de fé. Agora, na pós-verdade, em plena pós-ideologia, talvez a conclusão fosse diferente.

NOTA ADICIONAL: Comentário antecipado do Paulo Valente: “e se fosses cagar?”; Comentário antecipado do Lopes: “tu queres é APARECER”. Assim fica já tratado.

O pateta do presidente do Conselho Europeu já foi destituído?

8 Abril, 2021

A besta quadrada do presidente do Conselho Europeu cai que nem um alarve na armadilha montada por Erdogan. Em vez de ter dado o lugar no cadeirão à presidente da UE ou ter ficado simplesmente ao lado dela no sofá senta-se que nem um papalvo.

Parolada pegada: a marca

7 Abril, 2021

Eurico, o brilhante secretário de estado da internacionalização, passa os dias deslumbrado com os salões da “diplomacia económica”, mas por muito sofisticadas que queira fazer parecer as suas decisões, a parolice não deixa de ser uma marca indelével dos socialistas.

Portas gostava de feiras e quermesses, mas logo que se pôde dedicar a ambientes mais urbanos, foi veloz a fantasiar com o seu inigualável contributo para os negócios internacionais da pátria.

De todo o modo, Eurico Brilhante Dias diz que agora, com ele, é que a promoção externa do país vai ser um retumbante sucesso. E repesca o estratégico projecto da “marca Portugal”.

Há mais de 20 anos que esta gente continua a não perceber que Portugal não tem marca e que, felizmente, as empresas com sucesso em mercados competitivos se diferenciam precisamente por não sofrerem da típica maneira “tuga” de gerir organizações.

É sobre isso que falo no meu video de hoje, aqui:

Vamos nisso: traga-me um R bem quentinho

7 Abril, 2021

— Que é que te apetece?
— Sei lá… talvez uns pastelinhos de camarão.
— Vamos nisso. Traga-me uns pastelinhos de camarão muito fresquinhos.
— Pastéis de camarão não temos.
— Então dê-me dois copinhos de vinho branco.

— Agora, que é que vai a seguir?
— Agora, ia uns croquetezinhos de vitela.
— Vamos nisso. Traga-me uns croquetes de vitela bem quentinhos.
— Croquetes de vitela não temos.
— Então… dê-me dois copinhos de vinho branco.

— Não queres mais nada?
— Não… Só se forem uns pastéis de Belém.
— Vamos nisso. Ó sr. Silva, agora queremos uns pastelinhos de Belém.
— Sim senhor — responde Silva, pousando no balcão dois copinhos de vinho branco.

Negacionismo

7 Abril, 2021

O primeiro-ministro disse que no PS as pessoas não conheciam os factos que têm vindo a público sobre Sócrates

Daqui.

Agora como há dez anos, a responsabilidade é sempre dos outros

6 Abril, 2021

A emissora católico-socialista

6 Abril, 2021

Avisa a nossa Renascença: Plantar árvores é “o último prato do dia do capitalismo verde”

A citação que a Renascença puxa para título é do “ativista da Climáximo”, João Camargo, catapultado mediaticamente graças ao seu parentesco com Francisco Louçã.

Que João Camargo que além de genro de Louçã, “ativista da Climáximo” é também dirigente da Rede Anticapitalista diga coisas quejandas não admira mas a Rádio Renascença é conveniente qie organize as ideias.

Modernizar Portugal

6 Abril, 2021

Passados dez anos desde o pedido de ajuda financeira externa por parte do governo socialista, o país está hoje bem diferente e no rumo certo:

Nova secção: Relax

5 Abril, 2021

Procuro senhora de qualquer género (M/F), com bom aspecto, com historial de confinamento prolongado e pelo menos 6 testes covid negativos na última semana para eventual relacionamento sério à distância. Deixar comentário picante no Blasfémias com username de Tik Tok.

Paulo, Porto

La ra li lá le la

5 Abril, 2021

A gigante hipocrisia com que agora manifestais uma preocupação por velhos e doentes que pensais salvar da morte por infecção através da condenação à morte por fome e solidão é extraordinária. Envergando o vosso trapo de Ku Klux Klan na via pública enaltecendo a raça dos solidários, dos justos e dos puros, bradais contra os rebeldes do Homem Novo com a caganeira típica dos totalitarismos que abraçais. Temo-vos mais do que o covid, pois estais do lado do senhor da guilhotina. Ansio, porém, pelo dia em que, por fruto do vosso próprio desejo, vos encontreis do lado errado do cepo. Contudo, esse dia chegará. E do céus ecoarão trombetas ou, em alternativa, da terra ecoarão os vossos desejos infrutíferos de uma morte por covid. Posso é não estar cá para o ver.

Vamos lá perguntar Lisboa

5 Abril, 2021
Árvores, bicicletes, namorados. luzes… assim se faz passar esta estrutura ingovernável

A câmara municipal  de Lisboa prevê construir em Benfica no âmbito do Programa de Renda Acessível uma torre com 23 andares. Em cada um desses andares existirão 14 apartamentos. No total nesta torre existirão 322 apartamentos, o que equivale a pelo menos mil residentes no edifício. Qual a posição de cada um dos candidatos à autarquia de Lisboa sobre este anunciado desastre?

Uma coisa que eu tinha muita curiosidade de saber…

4 Abril, 2021

O programa na SIC Notícias estava a acabar. Francisco Louçã com o ar visivelmente satisfeito de quem acha que vai fazer uma revelação que comprova simultaneamente a inteligência própria e a estupidez alheia declara: “Uma coisa que eu tinha muita curiosidade de saber que era se alguns setores de direita acreditam mesmo nas suas lendas mais sanguinolentas. E uma delas é que os comunistas comem criancinhas.” Louçã, um dos políticos mais antigos de Portugal, entra-nos há anos pela casa dentro com aquele ar insuportável de inquisidor, graças a uma comunicação social que o ouviu muito e lhe perguntou pouco. Quantos anos mais vamos assistir a Francisco Louçã mentir, acusar e insinuar sem nada provar perante o sorrisinho cúmplice dos jornalistas?

Diário da soltura

3 Abril, 2021

As pessoas lá estão, à porta da padaria, esperando a vez. Cumprimento-as e talvez até tenham retorquido algo atrás do uniforme, mas não quero saber. Passa um carro de vez em quando. A polícia também passa. Sorrio prontamente para eles, que seguem em frente, talvez para cumprir rotina, talvez para encontrarem um pato a quem possam extorquir a pensão. Nunca saberemos, nem interessa: agora, qualquer polícia que se veja leva com a chapa–5, a de pertencer a um grupo onde existem idiotas ocupados a chatear e a roubar pessoas.

Ninguém na esplanada, pois ainda faltam dois dias para esta não ser tão perigosa como comer dentro do seu próprio carro. Será que a partir de segunda se pode comer no carro? Talvez de porta aberta, para alegar que é uma esplanada.

Parecemos habituados a isto. Quer dizer, os outros parecem habituados, eu continuo a sentir-me extraterrestre num planeta bizarro, com semelhanças com a Terra, mas habitado por fascistas e estúpidos. Na televisão dizem-me que devo ter medo dos fascistas, a saber, do Mussolini e do Ventura. Curiosamente, nenhum deles é primeiro-ministro ou presidente. “É como fazem na Europa”. Ah! Estou mais descansado.

Estamos a “desconfinar”, que é o inverso de “confinar”. Só preciso descobrir o significado de qualquer uma delas e passarei a perceber o significado das duas. Contudo, não me parece que alguma vez venha a descobrir.

Sr. Louça, um “democrata” português

2 Abril, 2021
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Já muito foi dito sobre esse ser inqualificável a quem a intelligentsia da urbe decidiu há muito dar honras de pessoa decente. Não é necessário estar muito atento para saber-se que decente é coisa que ele não é. Como bem disse Paulo Tunhas trata-se de um espírito autoritário vindo de outros tempos, de tempos de horror e morte que não o podem em nenhuma circunstância chocar. É neles que vive de facto”.

O Sr. Louça considera motivo de chacota o horror do Holodomor, onde a fome provocada por Estaline levou milhões de Ucranianos à morte e, para sobreviverem, muitos à horrível pratica do canibalismo.

Qualquer português que preze a liberdade, e que ouça ou leia o Sr. Louça há alguns anos, sabe que ele apenas disse o que pensa. Foi até bom que desta vez o tivesse dito de forma tão clara, porque assim não há desculpas sobre que tipo de pessoa que ele é. Ao contrário do que alguém como ele diria e – se pudesse faria – em democracia todos têm o direito a dizer o que pensam, mesmo quando o que pensam e dizem é tão execrável. Todos têm o direito a ser contratados por empresas e até o direito a ser nomeados para o Conselho de Estado, órgão consultivo do Presidente da República. Quem lhe dá palco lá sabe porque o faz, e a sociedade julgá-los-á em função disso. Não é proibindo a livre expressão de ideias ou a liberdade de contratar ou nomear quem bem se quer que se faz deste um pais melhor, bem pelo contrário! Mas melhor será se forem cada vez mais os que denunciam, com factos e ideias decentes, as aberrantes mentiras com que os “Srs. Louças” nos brindam.

Este defende “os amanhãs que cantam” não porque desconheça os seus resultados, pois sabe bem que ao longo da história o que mais “cantaram” foi miséria, fome e terror. Defende-os porque para ele, e outros como ele, os fins justificam os meios. E pessoas são apenas números. Para ele, nos livros da história, uns milhões de mortos não passam de uma mera estatística.

É inútil pensar que este Sr. algum dia sentirá qualquer empatia pela vida dos seus concidadãos, ou que o afectará o sofrimento humano. Apenas nos resta lutar para que as suas ideias sejam metidas num insignificante cubículo de onde nunca deveriam ter saído.

A covid e a Ressurreição

2 Abril, 2021

No meu artigo de hoje na coluna da Oficina da Liberdade no Observador afirmo que aceitar uma existência vegetativa cumprindo ordens de confinamento de cortesãos e sucumbir maquinalmente ao medo da morte e temor da doença é moralmente desprezível e uma subversão ao sentido da Páscoa.

E acrescento que a Conferência Episcopal Portuguesa tudo tem feito para servir e obedecer mais ao Estado do que olhar a Deus e seguir os Evangelhos.

O texto completo está disponível aqui.

Um PR majestático e um PM jogador

2 Abril, 2021

Com esta argumentação Marcelo Rebelo de Sousa teria chumbado sem dó nem piedade na cadeira de Direito Constitucional. Aliás, estou certo que ele próprio chumbaria quem quer que fosse que se apresentasse argumentos tão distorcidos.

E daí, porque optou por chatear o Governo? Porque aceitou o desafio de Costa e vai sofrer voluntariamente a humilhação de ver o Constitucional a chumbar os decretos que aumentam despesa? Pretenderá incentivar a AR a legislar contra o governo? Creio que não. É mesmo só uma questão de ego presidencial. Está escrito na decisão: ele só pondera mandar alguma coisa para o TC se não for possível argumentar a sua constitucionalidade. Temos um presidente que diz sem se envergonhar que é ele que averigua da constitucionalidade e não o TC. Este, para Marcelo só serve para confirmar as inconstitucionalidades que ele Marcelo acha existirem. Diplomas com dúvidas? Marcelo resolve. Mesmo torcendo a Constituição. Só para chatear, que é coisa a que Marcelo não resiste.

Costa uma vez mais conseguiu fazer dos partidos da Assembleia gato sapato. A propósito de uns aumentos de apoios socais, partidos engalfinharam-se para chatear governo. Costa sorriu e no final passará por ser o cumpridor da Constituição e o rigoroso com as contas. É um finca pé que o favorece. Claro que quem como ele tem assegurado tantos milhares de milhões de apoios não previstos, lay-offs, não era por mais um pouco que faria especial diferença. É mesmo por questão de principio: é o PS que decide dar apoios, não são os partidos da oposição mesmo quando são maioria.

Jesus ou Covid – quem é melhor?

2 Abril, 2021

É uma pergunta interessante. Qual seria a vossa resposta? Hoje seria o dia em que se contemplaria a morte de Jesus, independentemente da fé de cada um: um indivíduo julgado sumariamente por delito de opinião, por livre associação e por sentimento de ameaça ao poder estabelecido pelo mérito das ideias. Contudo, hoje será o dia em que justificaremos fralda na fronha em esplanadas, a fé numa vacina e a esperança de uma sociedade sem doenças para todo o sempre. Portanto, deixo a pergunta: quem é melhor? Jesus ou o Covid?

Está tudo bem. Mantenham a calma

1 Abril, 2021

Há censura nas redes sociais?

1 Abril, 2021

Hoje às 21h00 o debate sobre “Há censura nas redes sociais?” aqui (youtube) ou aqui (facebook).

Até logo!

1º de Abril

1 Abril, 2021

Uma entrada de diário

31 Março, 2021

O parque infantil que adorna o jardim das piscinas municipais estava, esta tarde, preenchido de crianças e dos adultos que as levaram. Já não há sinais das barreiras metálicas colocadas no ano passado, daquelas que não sendo eficazes para travar manifestantes de apedrejarem forças policiais na assembleia da república aquando do governo de Passos Coelho também não o foram para travar crianças de uns abanões dos baloiços desde praticamente o dia em que foram montadas.

É suposto o terceiro período lectivo começar na próxima semana, mas ninguém sabe para quem. Para mim, com dois filhos em idade escolar, é total e completamente indiferente. Sou um servo do estado, pelo que não tenho que planear a minha vida: se mandarem que fique em casa, eles ficam; se mandarem ir para a escola, eu levo-os; se mandarem fazer o pino com o nariz eu até envio o meu trabalho em Photoshop a demonstrar que o fizeram.

O rectângulo do R nem sequer tem uma versão aparatosa, como o contador do Paulo Portas para o fim da austeridade. Vai haver eleições autárquicas. Eu vou fingir que me interesso. Hoje, dentro do perímetro autárquico, um senhor que não conheço perguntou-me pela máscara. Eu perguntei-lhe pela próstata. A cortesia fica sempre bem. Amanhã é outro dia, se Deus quiser, porque por vós seria na mesma um qualquer de Abril de 2020.

Acabou o meu castigo no Facebook. Vou escrever algo que reponha a ordem natural das coisas. A palavra “paneleiros” costuma funcionar.

Continua a não chover. Mas há-de vir.

Associativismo empresarial e vacinação de professores

31 Março, 2021


No meu vídeo de hoje, falo sobre notícias que chegam do Minho sobre fusão entre associações empresariais, mas que não tranquilizam os contribuintes quanto à habitual caça aos subsídios e favores do Governo e da União Europeia.

Aproveito e comento ainda a campanha de vacinação em curso em que o governo cumpre os desejos dos sindicatos e interesses da corporação dos professores.

Para visualizar aqui:

o voto inútil

31 Março, 2021
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O candidato à presidência da Câmara Municipal do Porto do PSD, Vladimiro Feliz, acaba de anunciar que, se não ganhar a eleição, não será sequer vereador municipal.

É mais do que certo que Rui Moreira será reeleito, estando apenas em causa saber se o será com ou sem maioria absoluta.

O candidato Feliz acaba, deste modo, por anunciar que o voto na sua lista será um voto inútil.

Em que, e em quem, votarão, afinal, os eleitores do PSD para a CMPorto?

Arbeit macht frei

31 Março, 2021

O extraordinário caso dos 29 milhões de vacinas desaparecidos das notícias e do vírus que se rege pela cronologia da revolução francesa

31 Março, 2021

24 de Março: Itália descobre 29 milhões de vacinas escondidas. AstraZeneca nega que fossem para o Reino Unido (…) as doses seriam para enviar para o Reino Unido. A denúncia partiu do comissário europeu Thierry Breton.

Tal como chegaram os 29 milhões de vacinas desapreceram. Sumiram-se.

Tanto quanto se sabe:

a) Foi o comissário do Mercado Interno, Thierry Breton, quem pediu ao Governo italiano para lançar a inspecção em Anagni.

b) As vacinas não estavam escondidas mas tão só à espera do controlo de qualidade emitido pela da Agência Europeia do Medicamento para serem distribuídas na Europa.

c) O Reino Unido não recebe vacinas daquela fábrica.

d) O destino das vacinas seriam diversos países da União Europeia países que beneficiam do programa de apoio Covax.

e) Thierry Breton esteve em Portugal. A SICN fez uma peça da mais pura propaganda bolivariana (valha-nos que Breton é bem mais chic que o Maduro) com o senhor comissário a destilar ódio sobre os britânicos. Sobre a incompetẽncia da UE nem uma palavra. Sobre o que aconteceu na fábrica em Itália ainda menos.

f) Ao EXPRESSO o sr Breton declarou: “Se a AstraZeneca tivesse cumprido as encomendas como fez com a Grã-Bretanha, hoje estaríamos numa melhor situação do que eles” Pois se cá nevasse faziamos ska ski, sr Breton. Deixe-se de tretas e explique como redigiu a UE os contratos com a AstraZeneca.

g) Dos 29 milhões de vacinas escondidas continua sem se saber mais.

g) O sr Breton garante que “a Europa pode alcançar imunidade coletiva em 14 de julho” Percebido: o combate ao Covid obedece à cronologia da Revolução Francesa. A 14 de Julho de 1789 foi a tomada da Bastilha e portanto a 14 de Julho de 2021 estaremos colectivamente imunes. O sr Breton é um demagogo da pior espécie

O próximo julgamento de Nuremberg

30 Março, 2021

(foto Jornal O Observador)

Não, não é uma teoria da conspiração. Vem aí mais um julgamento internacional de crimes contra a Humanidade levado a cabo pela Comissão alemã de Investigação à C0v1d.

O assunto é sério. São milhares de, advogados, cientistas, médicos, denunciantes e lesados, num mega processo internacional que visa responsabilizar civil e criminalmente, os principais intervenientes na criação desta pandemia. Os factos já apurados por esta comissão, liderada pelo prestigiado advogado alemão Dr. Reiner Fuellmich, são os seguintes:

Ler mais…

Continuem a cantar

30 Março, 2021

Daqui a uns tempos, quando se tornar evidente que o fascismo “de face humana” terraplanou constituições e com isso os mais básicos direitos de circulação, expressão e de cada um manter a actividade económica que entender para a sua subsistência, não faltarão os anti-fascistas retroactivos do costume para se pendurarem na contestação institucionalizada, a que se encaixa perfeitamente na perpetuação do feudo PS.

Um dos erros crassos dos intelectuais e comentadores é atribuirem a culpa de todas as atrocidades ao socialismo. É como culpar camiões pelos atropelamentos. O governo não serve a causa do socialismo, é exactamente ao contrário: o socialismo serve a causa de perpetuar os “donos disto tudo” no poder. Poderão argumentar que é a mesma coisa, mas não é: é um exemplo da clássica expressão “a estrada da Beira e a beira da estrada”.

Isso do “combater o socialismo” é conversa de monóculo, em clubes de cavalheiros. Em Portugal, o que deveria ser combatido tem nome de Partido Socialista e é algo que a direita – toda a direita, incluindo os que preferem situar-se no eixo imaginário – considera intocável, e por um motivo apenas: não há distinção entre o regime e o Partido Socialista. O regime é o Partido Socialista.

Quando se diz que não há oposição, tal tem uma ponta de verdade. Há vários partidos que se tentam situar como oposição, mas não o são: são-no apenas no sentido em que consideram serem dotados do privilégio – concedido pelo Partido Socialista – de irem alternando na governação que consiste em distribuir cargos que assegurem carreiras pessoais. O regime não é democrático: é o Partido Socialista e assim será seja qual for a invenção necessária na altura para a assegurar (por exemplo, o já invocado princípio constitucional inexistente da proporcionalidade). Não há mecanismo, cria-se.

No quadro partidário actual não há qualquer solução. Qualquer configuração na assembleia da república será sempre a legitimação do regime PS, com mais ou com menos peixeirada.

Por isso, aproveite os bancos de jardim se forem permitidos durante mais uma ou duas semanas. Aproveite o parque infantil até que seja novamente encerrado. Engula a vacina e faça montes de testes para escarafunchar o nariz à falta de cocaína que o faça por si. Siga o exemplo do presidente e teste-se várias vezes ao dia, é um vício saudável que não dá ataques cardíacos. Recolha-se e meta a máscara sempre que for preciso. Faça como eles fazem “lá, na Europa”. Proteja-se. O regime trata de si.

Ou então, junte-se a mim e juntos poderemos ser quase três.

Adenda: Não levem a mal o comentador que aparece aí em baixo. É uma pessoa que está em teletrabalho.

Governos: a criarem radicais desde… bem, desde sempre

30 Março, 2021

Consigo entender este cartaz. É bonzinho, acarreta um pequeno incentivo à desobediência e, feitas as contas, é capaz de estar no limite do que é permitido a um partido político neste pequeno lamaçal que consiste em olhar um bocado para o chão e não dar muito nas vistas.

Contudo, eu não sou um partido político, pelo que não tenho que agradar a gregos e troianos, a potenciais eleitores e aos que já tenho. O único cartaz que considero aceitável é um ícone das Caldas pintado a vermelho em tudo que seja porta das “instituições do estado”. Enquanto gente discute a localização do novo aeroporto ou o traçado do TGV, pessoas do mundo real não sabem o que fazer para manterem casas ou para colocarem comida na mesa.

Parques infantis são giros, mas um tecto sobre as cabeças é mais giro ainda.

Ide pensar o vosso próprio gado

29 Março, 2021

Já circulam as ideias mirabolantes de torturar crianças no Verão com mais “aulas”. Em alternativa, circula a ideia estapafúrdia de todos repetirem o ano lectivo, como que admitindo que andamos todos a brincar e alguém tem que pagar a brincadeira, logo atirando os custos às crianças que passariam a perder dois em vez de um só.

As férias de Verão são mais importantes do que a escola. É a minha convicção. Pelo menos, assim é para pais que se esforçam em proporcionar experiências ultrapassadas como idas ao museu, a uma cidade com história e também à praia. A arte de fazer godos ressaltarem três ou mais vezes na superfície da água faz muito – MUITO – mais falta que a treta do “grande reset”, da igualdade de género (eu tenho um rapaz e uma rapariga e garanto-vos que não há igualdade nenhuma, ela ganha sempre) e da eticazinha de trampa de que cumprir uma lei é uma obrigação moral. Não é. Muitas vezes, a haver uma obrigação moral é a de quebrar a lei, que é o que farei caso decretem que Julho e Agosto serão passados na fábrica de obedientes contribuintes. Leis são obrigações legais, não morais. O polícia que multa o homem que come gomas está a cumprir a lei. A sua obrigação moral seria não a cumprir.

O problema deste país sempre foi haver muita gente que gosta de o pensar. E, como se diz lá em cima, pensar é o que se faz ao gado quando se leva ao pasto. Quereis ovelhas na escola no Verão, metei lá as vossas.

Assim se empobrece um país

29 Março, 2021

A extraordinária mistificação em torno dos programas de arrendamento levados a cabo pela CML é hoje revelada pelo Observador: Lisboa gasta 400 mil euros por casa em prédios para renda acessível que comprou a preço de saldo à Segurança Social

A história do arrendamento acessível em Lisboa é a de um esbulho: primeiro a Segurança Social fez mau negócio com venda de imóveis à Câmara de Lisboa a preço de saldo (diz o Tribunal de Contas) . Agora os custos de remodelação são obscenos como invariavelmente acontece nas obras da autarquia.

Só o argumentaŕio muda: nas obras que está a levar a cabo nos edifícios que sacou à Segurança Social perante o estrondoso silêncio das centrais sindicais, a CML argumenta que “A reabilitação é sempre mais cara que a construção, especialmente neste caso em que se trata também da reconversão de prédios de escritórios para o uso habitacional” Já nos andares de habitação com 20 anos da Rua Eduardo Bairrada a reconversão a custos milionários aconteceu porquê? Repito que o predio é de 2001, era de habitação e foi objecto de obras no valor de 1.300.000,00 euros

O parque habitacional da CML sai aos contribuintes a preços incomportáveis. E depois da obra vêm os custos com a estrutura burocrática da CML que (não) cobra as rendas; mais o gabinete para o bairro, mais o serviço dedicado a… Invariavelemente os prédios degradam-se e poucos anos depois começa a orçamentar-se uma remodelação completa.

Invariavelmente tb em cada um destes edifícios a CML reserve umas lojas para instalar mais uns serviços autárquicos: nestes prédios analisados no artigo do Observador serão criadas seis lojas. E já se coloca a hipótese de serem destinadas a serviços da autarquia. A autarquia de Lisboa tem dezenas e dezenas de lojas fechadas em bairros municipais. Pode e deve instalar lá os seus serviços.

O arrendamento acessível é um uma fraude. Não é possível nem tolerável que nas próximas autárquicas Fernando medina não seja confrontado com isto

Admiram-se que a PSP e a GNR se afinquem a passar a multas a quem trinca uma fatia de pão dentro do seu carro ou come mais uma goma na rua?

29 Março, 2021

Uma patrulha da GNR foi cercada no sábado à noite em Olhão por um grupo de jovens e fez disparos de advertência até chegarem reforços da PSP.

E nada dizemos!

28 Março, 2021
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“Na primeira noite eles se aproximam e roubam uma flor do nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem: pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta.”, Eduardo Alves da Costa

Aqueles que têm voz, principalmente os que a conseguem fazer ouvir têm de dizer bem alto que não é admissível – num pais que se diz uma democracia – alguém ser multado porque come no seu carro.

Todos temos de fazer algo, em especial as organizações que se dizem defensoras da liberdade. A Iniciativa Liberal, se quer merecer a sua designação, tem responsabilidade acrescida. É importante, mas não chega votar contra os consecutivos estados de emergência. Tem de combater cada uma destas injustiças, para que não se repitam. Deve lutar pelos ofendidos como se dai dependesse o nosso futuro colectivo. Porque depende! Porque uma ditadura começa no dia em que “eles se aproximam e roubam uma flor do nosso jardim” e nós nada dizemos. E há muito que “as flores estão a ser roubadas do nosso jardim” e nós nada dizemos. E um dia, porque nada dissemos, “arrancam-nos a voz da garganta”.

Actualmente, a coberto da pandemia, aceita-se tudo em nome de uma “maior segurança”. E se é um facto que muitas vezes existe um trade-off entre liberdade e segurança, existe também, e cada vez mais, um discurso “apocalítico” em que parece que só e possível ser-se livre se permanentemente vigiado e amordaçado. Ora, não deveria ser necessário explicar que quando se vive numa sociedade “vigiada” não se é livre. E muito menos se está seguro.

Tudo depende da forma como nos roubam

28 Março, 2021

A senhora Tory Burch que tem amassado uma boa fortuna à conta do gosto dos seus compatriotas pelo étnico e natural, não percebeu que há uma forma muito mais eficaz de ganhar dinheiro com os produtos feitos em Portugal: é sacando dinheiro aos contribuintes portugueses. Assim em vez de andar a reproduzir as camisolas da Póvoa mais a mais fazendo-as passar por mexicanas, a senhora devia era ter proposto ao Ministério da Cultura e à Câmara da Póvoa de Varzim uma parceria para divulgar as camisolas poveiras nos EUA. A senhora era paga para tal e ainda lhe ficávamos agradecidos. Também se tinha de pagar a uns famosos para aparecerem de camisola poveira nuns eventos, constituía-se uma comissão de acompanhamento da internacionalização da camisola poveira, montava-se um um observatório da camisola poveira, contratava-se uma empresa de consultadoria, quem sabe o nosso Presidente da República ainda aparecia nos EUA de camisola poveira…

Entretanto o site da autarquia da Póvoa de Varzim encetou esta campanha. A autarquia pretende que a camisola poveira apenas possa ser tricotada na Póvoa de Varzim. Ainda vamos acabar na alta autoridade para a regulação do tricot.

Não se pode julgar nem ser julgado de cara tapada

28 Março, 2021

A coberto da máscara veio o açaime: «Não sei se o juiz Rui Fonseca e Castro é negacionista no que ao Covid diz respeito. O que sei é que na já de si inquietante pressa de legitimar a suspensão de um juiz ele foi rotulado com o anátema do momento – o negacionismo – e subestimaram-se os seus alertas sobre as consequências do uso de máscara nos tribunais: não pode julgar-se alguém de cara tapada.»

costa cumplindo!

28 Março, 2021
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A primeira vez que fui à República Dominicana, já lá vão uns bons anos, percorri de carro, no país, algumas centenas de quilómetros, por falta de aeroporto na região das praias onde me alojei. A ilha era, na altura, razoavelmente selvagem, com extensões imensas de mata e descampado. De tempos a tempos, em regra nas imediações de uma povoação, apareciam gigantescos outdoors com anúncios de grandes empreendimentos públicos – um novo hospital, uma nova universidade, um novo tribunal – e, no fim, em letras garrafais, a frase ribombante: “Balaguer cumplindo!”. Apurando quem era o tal «Balaguer», percebi que se tratava de Joaquín Balaguer, um velho autocrata local, que, com idas e vindas para o poder, governava a ilha «com mão de ferro sob luva de pelica», como antigamente se dizia de alguns tiranetes aparentemente mais dóceis. Evidentemente, a única coisa que existia nesses espaços era o outdoor. O resto era a tal mata e os descampados. Felizmente, estas coisas pertencem ao passado e a outras geografias. Por cá somos uma democracia avançada e nunca as tivemos.

a ditadura em marcha

27 Março, 2021
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Regras estúpidas, feitas por governantes e políticos estúpidos e aplicadas por polícias estúpidos, estão a gerar uma claustrofobia opressora inédita em Portugal. Abrimos as redes sociais, lemos (alguns) jornais, vemos e ouvimos notícias e encontramos relatos inacreditáveis daquilo em que se transformou o nosso quotidiano: gente multada por correr isoladamente na praia, autostops com polícias a inquirirem o destino de cidadãos supostamente livres, casas particulares devassadas por polícias sem mandado judicial em busca de reuniões de amigos denunciadas por vizinhos, transportadores de comida multados por levarem consigo bebidas alcoólicas depois das 20,00h, ameaças de detenção a pessoas sem máscara nas ruas. Nada disto tem a ver com prevenção sanitária e pandémica: é apenas um exercício pueril do poder pelo poder, um abuso desmesurado da força do estado e das suas polícias, a sublimação do ditadorzinho que habita dentro de muitos indígenas lusitanos com funções de autoridade pública, desde o chefe de repartição ao chefe de governo, agora todos com terreno livre para expandirem a sua impetuosidade viril. É, em suma, o gozo do mando, o prazer de impor a vontade própria, a volúpia da submissão do outro pela ameaça.

Como é que toda esta gente se vai desabituar destes procedimentos alarves e ditatoriais, quando o vírus matar menos do que uma singela constipação, é que estou para ver. Infelizmente, os maus hábitos são difíceis de deixar e estes já duram há tempo demasiado.

Triste espetáculo

27 Março, 2021

Custa ver na televisão tanto professor jovem satisfeito com a sua vacina. O governo criou este triste show em pleno Dia Mundial do Teatro. Uma peça onde mais uma corporação passa à frente de quem precisa efectivamente de vacina.

Milhares e milhares de idosos que vivem em risco por terem mais de 80 anos ou padecem de doenças que potenciam risco de vida por efeito do covid aguardam â 3 meses a vacinação. Já podiam estar todos vacinados, já se usou vacinas suficientes para todos estarem vacinados e protegidos. É onde ocorrem 90% das mortes por covid. Mas as prioridades governamentais foram para ir satisfazendo as mais diversas corporações por motivos políticos.

Estruturas permanentes de funcionalismo é que fazem falta em Lisboa

27 Março, 2021

O nome é uma coisa medonha: Europe Startup Nations Alliance. Costa fala num «Dia Digital», numa «Assembleia Digital», numa «Declaração de Lisboa», e finalmente «numa nova estrutura europeia de empreendedorismo – a Europe Startup Nations Alliance -, uma ferramenta de concretização do desígnio europeu nesta área». Caramba, até existe um «desígnio europeu nesta área»!

Toda esta roupagem linguística de empreendedorismo, alianças e digital traduz-se em bom português em subsídios e «facilitismos» a empresas e projectos escolhidos a dedo. Que tal se venha a transformar numa estrutura permanente não surpreende quando se mistura Estado e alegados empresários que são doutrinados nestes programas a serem essencialmente uns encostados. Tipo websumit. Que tal venha a ter a sede em Lisboa é para os governantes uma evidência, um desígnio, pois que mais nada existe naquilo a que se chama Portugal. E o digital, se se sair da Grande Cidade certamente não funciona.