Fact check o vosso rabo – vejam se ainda lá está
Podia ser cínico e dizer que os tumultos em França não interessam nada olhando para os média nacionais. Porém, isso não seria cinismo, seria só constatar um facto irrefutável (contudo, haja quem tente, para ocupar os dedos, que a cabeça já se foi). Apesar de existir boa opinião publicada, no que diz respeito às redacções seria mais útil serem todas substituídas pelo gabinete de imprensa do primeiro-ministro.
O fantasma do politicamente correcto (o original já morreu, aquele que até nem era necessariamente uma coisa perversa) deu lugar ao insidioso “vou dizer-te exactamente o que é a verdade” dos Polígrafos e de outros mentirosos profissionais. O mais que ilegítimo direito a não ser ofendido rapidamente se tornou no dever a não ofender, uma impossibilidade material. Se um indivíduo se pode ofender com uma parede de tijolo, a única forma de assegurar que não se ofende ninguém é estando caladinho. É exactamente para que você esteja caladinho que existe o “fact checking” contra “fake news” e outras expressões de quase inglês que quem dera terem ocorrido ao Orwell.
Respeitinho o caraças. Ou recuperais – todos, vós todos – os tomatinhos muito rapidamente e dizeis o que vos passar pela cabeça sem contemplações pelo idiota que irá “sentir no seu íntimo grande ofensa” pela opinião alheia ou, em alternativa, calai-vos todos para sempre. E, já agora, sempre que vos ocorrer a ideia de fazer um boicote, optai por quem vos manda estar caladinho em vez dessas ideias mirabolantes de viver de amor e uma cabana na praia que os instagrams, os facebooks e os polígrafos vos alimentam.
Como nota de rodapé, para os mais técnicos, desde sempre que tenho um ficheiro hosts que resolve o endereço poligrafo.pt para youporn.com. Isto porque gosto que a pornografia que consumo seja minimamente decente.
É só um velho português a ser chicoteado pelo filho
Não é um cão. Se fosse um cão as redes sociais ferveriam agora de indignação.
Não é um afroamericano a ser agredido pela polícia pois se fosse já saberíamos o nome do agressor.
Não faz parte de uma minoria a ser alvo de uma agressão daquelas logo rotuladas.
É só um velho a ser chicoteado.
Há pouco mais de um ano um homem de 83 anos foi agredido e depois obrigado a entrar nu num contentor subterrâneo de lixo. Aconteceu em Ribamar, Mafra. O que aconteceu depois? Houve apuramento das responsabilidades? Julgamento?
Se em vez de velhos fossem cães…
E agora como vai ser?
Adeus, Google
Primeiro, tive que dizer adeus ao Twitter. Senti-me melhor, pelo que recomendo a todas as pessoas que o façam, nem que para o efeito optem por outros estimulantes, como cocaína.
Depois, tive que dizer adeus à HBO. Não é que tenham más séries, só péssimas decisões de marketing contrárias ao espírito original do serviço, como “contextualizar” filmes para que eu saiba que já não posso possuir um escravo para abusar, que o privilégio de ter escravos está apenas reservado às empresas de redes sociais e big data.
Agora, tive que dizer adeus à Google. Já estava um bocado farto do mundo de fantasia que gostavam de criar, como sugerirem perante uma pesquisa “European couple” mais de metade dos resultados com homens negros, algo que não me ajuda em nada a encontrar uma imagem para publicitar um centro de dia para idosos, talvez útil apenas para uma agência de viagens para mulheres solteironas de meia-idade em busca de férias na Jamaica. Não sei exactamente qual é a noção de normalidade do Google, mas a minha é baseada naquilo que mais represente a moda, não a versão idílica da distopia dos resultados. No momento em que todos os PM britânicos têm direito a fotografia menos um deles, soube que aquilo não é para mim.

E sim, se for para cancelar todos os serviços até me tornar ermita ludita, que seja. Ainda tenho os livros não censurados, como o Twain com os “nigger” e o Gil Vicente com o parvo, o tal que teve acesso ao paraíso por, ao contrário destas empresas tecnológicas, ser desprovido de malícia.
Os fascistas de hoje chamarão a si mesmos anti-fascistas
Começo a ter profundas saudades de um tempo em que as mulheres podiam ser mulheres e gostar de tudo o que entendessem. Ficar em casa a tomar conta da família ou trabalhar fora a ajudar o marido. Fazer carreira ou simplesmente não fazer absolutamente nada. De querer ter uma família patriarcal, monoparental ou não ter família nenhuma. Sem pressões. Sem rótulos. Em total liberdade de escolha e não por imposição.
Tenho saudades do tal piropo que fazia parte do engate e a quantidade de piropos que conseguíamos arrancar dizia-nos tudo sobre o nosso “sex apeal”. E ninguém via “assédio sexual” nisso.
Da nostalgia dos tempos de elegância da mulher e do homem. Do glamour. E não da valorização do maltrapilho e desleixo. Do Festival da canção que era mesmo da canção e não da aberração com letras parvas. Dos Globos de Ouro que eram do cinema e não da imposição da agenda política “progressista”. Dos sexos definidos pela natureza e não por uma ideologia que criou uma miscelânea de mais 71 géneros de coisa nenhuma.
Saudades das escolas ordeiras, sem violência, sem sinais de vandalismo, sem armas brancas, sem tráfico nem consumo de drogas. Onde o ensino era rigoroso e só se passava por mérito. Onde a escola era para aprender – a 4ª classe valia mais do que hoje o 10º ano – porque a educação, da boa, já vinha de casa, e se algum aluno se esquecesse de respeitar um colega, um funcionário ou a professora, levava uma valente sova ao chegar a casa.
Do respeito pelos mais velhos, da cultura do cuidar dos mais fracos e da solidariedade pelo próximo que era ensinada desde cedo com o exemplo dos próprios pais a cuidarem dos seus entes e a darem esmola a quem precisava sem pedirem nada em troca.
Da transmissão de valores que vinha do berço. Da valorização do trabalho como forma de independência. Da não vitimização por não ter mas antes aprender a aceitar as adversidades lutando para conquistar. Frustrar e privar para dar valor ao que se tem. Das palmadas de amor em criança birrenta. Das boas maneiras que se não as respeitássemos levávamos um carolo logo ali sem que os pais fossem presos. Onde não se retiravam crianças aos pais por serem pobres menos ainda por corrigir com um tabefe. Da noção dos nossos deveres muito antes dos direitos.
De um tempo em que as sociedades eram mais sustentáveis porque nos era ensinado a valorizar tudo o que tínhamos. Onde nos negavam quase tudo para termos apenas o essencial que era preciso estimar para durar muito. Porque o consumismo era desperdício e poupar era a palavra de ordem que levávamos muito a sério a vida toda.
De um tempo em que havia ordem pública e segurança. Onde não se batia em policias, médicos, enfermeiros, professores ou juízes. Onde os criminosos não eram desresponsabilizados, nem vitimizados e muito menos tratados como hospedes em cadeias.
De um tempo em que as pessoas viviam mais remediadas mas mais livres. O que tinham era delas e não dos bancos. Havia menos depressões, menos ilusões, menos bancarrota pessoal. Eram genuinamente mais felizes. Não ambicionavam o que não podiam alcançar e eram gratas por tudo o que tinham. Sabiam que era com trabalho que conquistavam os sonhos, que ninguém lhes daria nada sem esforço por isso trabalhava-se desde cedo para alcançar objectivos. Ninguém vivia à sombra de ninguém.
Era assim no tempo dos meus bisavós, avós, pais e depois no meu, mas em poucas décadas transformou-se nesta ditadura de desconstrução social por uma falsa liberdade onde só podemos ser o que eles consideram ser correcto e o correcto não é ser-se defensor de valores.
Se não estivermos de acordo, ofendem-se, ostracizam. Porque hoje tudo é ofensa. Tudo é racismo. Tudo é extremismo de direita. Tudo é homofobia. Tudo é xenofobismo. Tudo é violação ou assédio sexual. Tudo é crime. A menos, claro, que se esteja do lado do criminoso ou do ofendido ou da agenda progressista de desconstrução social.
Tudo o que outrora era uma sociedade de valores defendida por pessoas de bem, hoje é “fascismo” quando é a própria sociedade destes intolerantes que não percebe o fascismo deste comportamento doentio de imposição do pensamento único. Que não percebe que há mais liberdade numa sociedade defensora de valores que numa ditadura social de pensamento único.
A direita, ai a direita
Esta coisa da “direita” cansou-me. Esgotou-me e tornou-me misantropo, o que também pode ser motivo para agradecimento. E cansou-me porque querer nunca quer nada para si própria, só para os outros, coitadinhos, incapazes de lutarem eles próprios pelo que querem. Eu passo a explicar:
“É preciso casamento gay, mas não é para mim – Deus me livre! – é para quem tiver o infortúnio de não ser tão viril quanto eu”.
“É preciso aborto, mas não é para mim, é para quem não consegue engolir a pílula do dia seguinte porque não há aulas práticas de educação sexual”.
“É preciso liberalizar drogas, mas não é para mim, que já acho que a comida tem toda sal a mais, é para um amigo, coitado”.
“É preciso eutanásia, mas não é para mim, é para os desgraçadinhos como o Ramón Sampedro (pista: ele já não precisa)”.
“É preciso prostituição de montra, com factura, tudo legal, com IVA e pagamento de IRS, mas não é para mim, é para pessoas estúpidas que pretendem trocar um chulo pelo estado”.
“É preciso programas escolares adequados, mas não é para mim, é para os pobres que têm que frequentar escolas públicas; para mim só os livros ‘grátis’, se faz favor”.
“É preciso não mencionar a guerra/as estátuas pintadas/a maioria dos assuntos, porque enquanto houver uma criança da Palestina descalça não nos podemos focar em assuntos pouco importantes”.
Feitas as contas, a “direita” é tal e qual o Sócrates. Razão tinha ele: o líder que a direita sempre quis. Se bem que o computador Magalhães teve um nome dado por um racista (a sério, devia ser, e se não era ele que se queixe ou passa a ser).
A Soeiro Pereira Gomes traz a casa?
Precisa-se: manjericos com bandeirinhas do PCP e quadras de canções de vanguarda. Fitas com o símbolo da CGTP. Fogareiros de preferência com símbolos da URSS.
Camões, salva-nos desta apagada e vil tristeza
Aquela cativa Que me tem cativo, Porque nela vivo Já não quer que viva. Eu nunca vi rosa Em suaves molhos, Que pera meus olhos Fosse mais fermosa. Nem no campo flores, Nem no céu estrelas Me parecem belas Como os meus amores. Rosto singular, Olhos sossegados, Pretos e cansados, Mas não de matar. U~a graça viva, Que neles lhe mora, Pera ser senhora De quem é cativa. Pretos os cabelos, Onde o povo vão Perde opinião Que os louros são belos. Pretidão de Amor, Tão doce a figura, Que a neve lhe jura Que trocara a cor. Leda mansidão, Que o siso acompanha; Bem parece estranha, Mas bárbara não. Presença serena Que a tormenta amansa; Nela, enfim, descansa Toda a minha pena. Esta é a cativa Que me tem cativo; E. pois nela vivo, É força que viva.
É só um rim, não é preciso dramatizar
São só umas estátuas. Não é preciso dramatizarmos um bocado de tinta num pedaço de metal enquanto coisas importantes acontecem no mundo, desde as calotas polares à extinção do caranguejo malhado da Somália.
São só pessoas que fogem à guerra: não é preciso dramatizarmos uma ou outra sueca violada aos dezasseis enquanto homens brancos de origem católica dão um estalo à mulher em Bragança.
São só manifestações contra o racismo. Não é preciso dramatizarmos enquanto o capitalismo desenfreado nos escraviza para comprarmos o mais recente telefone com o qual nos organizamos para o festim artístico de pichar estátuas.
São só meses de obrigação de ficar em casa a tornar crianças em bichos prontos para a revolução: não é preciso dramatizarmos enquanto no Darfur houver uma criança sem sapatos.
É só um episódio hilariante do Fawlty Towers: não é preciso dramatizarmos como se o Costa Ribas tivesse sido levado em camisa de forças para a cela onde o labirinto da sua mente poderia encontrar a paz necessária.
É só uma Joacine: não é preciso dramatizarmos como se uma doida o pudesse ser se dotada da pigmentação correcta.
É só Notre Dame: não é preciso dramatizarmos como se todas as igrejas tivessem sofrido um lamentável acidente precisamente na era dos mestrados em segurança e higiene no trabalho, mesmo que tenha sobrevivido nos tempos em que éramos uns brutos iletrados.
É só eutanásia para quem quer: não é preciso dramatizar como se de repente fosse possível assegurar que velhos ficam deprimidos por sozinhos em casa sem ver familiares para sua própria protecção.
São só uns judeus/ucranianos/polacos/chinocas do Camboja/arménios turcos/tutsis/sérvios/argelinos/tribos brasileiras/hutus/curdos/…: não é preciso dramatizar enquanto andar por aí o perigo de um André Ventura sem prometer que acaba imediatamente com a tourada.
É só a avó: não é preciso dramatizar como se fosse alguém produtivo dos que não andam aí a dar despesa.
A cidade entregue aos bárbaros

Época da colheita
Eu entendo os “protestos” que consistem em vandalizar estátuas como a do Padre António Vieira. Entendo: acontecem porque não acontece nada aos vândalos. Estou perfeitamente convencido que não aconteceriam se uma pessoa comum, ao assistir ao espectáculo, reagisse com um pequeno tiro na testa do perpetrador. Contudo, como as pessoas comuns não andam aí a dar tiros a filhos da puta, não há incentivo para que a festa termine. Como tal, você e eu já perdemos a guerra. Agora é sentar e comer o que se semeou.
No site da Rádio Renascença lê-se esta extraordinária prosa: «Estátuas, filmes e programas removidos. Revolução antirracista ganha força» O texto segue neste estilo “amanhã que canta”: «Nos Estados Unidos, uma estátua do navegador italiano Cristóvão Colombo foi derrubada e atirada a um lago, em Richmond, Virgínia. (…) Colombo, celebrado pelos seus feitos enquanto explorador, também foi colonizador, tendo sido responsável pela escravização e morte de populações indígenas.»…
Que Deus acuda aos senhores bispos pois já morreu o almirante Pinheiro de Azevedo que lhes resolveu o problema da outra vez em que a revolução ganhou força por aquelas pias bandas.

As últimas notícias da presente Revolução Cultural
Este é o esquema de segurança montado em torno da casa de Pablo Iglesias e Irene Montero, líderes do Podemos. Os tais que diziam que a polícia eram “matones al servicio de los ricos” e agora dispôem de uma segurança para lá de musculada.
As propostas de tirar os polícias das ruas acabam com a casta do regime, a tal que é contra a polícia, com as suas casas guardadas para lá do que é habitual. Os outros ficam entregues a si mesmos e à barbárie.
O actual conflito de gerações
André Abrantes Amaral «É uma guerra civil, de cariz cultural, que teve início nas universidades e chegou a jornais, como o NYT, porque os seus protagonistas já não são estudantes e começaram a ocupar lugares de destaque na democracia norte-americana. A guerra civil que Weiss descreve estar a acontecer no NYT tornou-se evidente nestes dias depois da demissão do director de opinião daquele jornal, James Bennet. Bennet demitiu-se por ter permitido a publicação online de um artigo de opinião, no qual o senador republicano Tom Cotton defendia o envio dos militares para rua para pôr termo às manifestações violentas que estão a ter lugar nos EUA. Bennet foi forçado a proibir a publicação do artigo na versão em papel do jornal e, por fim, não teve outra alternativa que não demitir-se. De acordo com Weiss o que sucedeu foi algo para que já vinha a alertar há muito tempo mas que esperava que levasse anos e não dias a concretizar-se: a chegada ao poder dos activistas que dominaram os debates universitários nos últimos anos.»
Descubra o sem-abrigo
Onde estão os carenciados a que o tal centro de apoio aos sem-abrigo, carenciados dava apoio? Há mais fotos aqui.
A mensagem política que tenho para dar
PÚBLICO: Seguranças tentam despejar ocupantes que criaram centro social em Lisboa
… Na linguagem da Lusa e das redacções os ocupas são invariavelmente apresentados como estando a dinamizar centros de apoio a sem abrigo, migrantes, vítimas disto e daquilo. Isto no início para legitimar o roubo. Depois são só ocupas por umas coisas vagamente culturais. Depois nem isso. Num país onde são necessárias licenças para tudo e mais alguma coisa (até para colocar vasos de flores nas entradas dos edifícios) vistorias, inspecções… umas criaturas ocupam um prédio em ruínas e automaticamente passa a funcionar ali um centro de apoio aos sem-abrigo. Onde estão as normas de segurança e higiene que se aplicam aos outros? E a metodologia, sim a metodologia? Recordo que em 2016 funcionava precisamente em Arroios, no Largo de Santa Bárbara, um Núcleo de Apoio Local com o objetivo de apoiar pessoas sem-abrigo, disponibilizando refeições de pequeno-almoço, almoço e jantar, bem como “todo o acompanhamento social e inserção no mercado de trabalho”. O equipamento estava a apoiar diariamente cerca de 35 sem-abrigo. A gerir o espaço, cedido pela Câmara de Lisboa, rstava o Centro Social e Paroquial de São Jorge de Arroios.
Ora em 2016, a CML deixou de apoiar este projecto. Porquê? Porque “há uma metodologia de trabalho do centro paroquial que não se coaduna com o programa municipal de apoio aos sem-abrigo da Câmara Municipal de Lisboa e, aparentemente, não resolúvel” – explicou um vereador dos Direitos Sociais, João Afonso de seu nome.
Agora em 2020, temos a malta do Bloco a tentar que a sua governamentalização não a faça perder as franjas mais enérgicas do seu eleitorado partindo para a ocupação-dinamização de prédios que aguardam pro licenciamento de recuperação na mesma CML onde o Bloco manda. Como se vê é uma questão de metodologia!
O meu “privilégio” branco
Reina a hipocrisia. Nunca como hoje se respeitou mais os direitos humanos no ocidente. Os racismos foram criminalizados, a igualdade entre indivíduos está salvaguardada nas Constituições das nações, a escravatura abolida. Mas… é exactamente aqui, no ocidente, e nos países que mais oportunidades dão aos cidadãos de todos os credos, culturas e raças, que as manifestações contra o racismo têm lugar e de forma cada vez mais violenta. Porquê?
Morreu um negro nas mãos de policiais. É factual. Como morrem às mãos das mesmas autoridades gente de outras raças e culturas. Todos os anos. Centenas. Por que razão a morte de um negro é racismo e as outras, não? Isso mesmo foi denunciado por vários negros que não se revêem, e bem, nesta hipocrisia monumental dos FALSOS activistas pelos direitos humanos. Mas uma mulher destacou-se e arrasou com a narrativa perguntando por onde andaram os “Black Lives Matter” quando todos os dias negros matam negros:
É claro que estes cidadãos indignados insuspeitos por serem negros, não têm qualquer destaque nos média, pelo contrário: são ignorados. Como são ignoradas as mortes de cidadãos negros e não só, às mãos destes anarquistas terroristas que dizem defender direitos humanos nestas manifestações violentas (veja aqui). Estas “black lives” não importam?
Mais vozes de negros a arrasarem a narrativa dos “Black Lives Matter”:
E outra:
Outras:
Se dúvidas houvesse que a MORTE na sequência da detenção de George Loyd não é uma questão de cor de pele, deixo aqui uma detenção policial, desta vez em Dallas, mas que não foi motivo de histeria mundial generalizada e em que o indivíduo também disse aos agentes: “I can’t breathe” (veja aqui). A diferença é que este era branco e loiro. Terá sido pelo seu “privilégio branco”?
Depois vem as estatísticas oficiais que desmontam a falácia da vitimização das “minorias”( veja aqui).
E grandes senhores a dizerem o que tem de ser dito sobre essa constante vitimização em pleno século XXI:
Em consequência soltaram-se motes contra o “privilégio branco” ou lá o que isso é, levando pessoas a colocarem crianças inocentes a fazerem isto:

Então fui à procura de ver esse “privilégio branco” na sociedade de hoje e encontrei-o aqui: https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/adolescente-espancada-por-grupo-de-raparigas-no-seixal
aqui: https://www.jn.pt/sociedade/video-de-agressao-a-adolescente-causa-indignacao-1860230.html
aqui: https://www.cmjornal.pt/multimedia/videos/detalhe/jovens-violentamente-agredidos-na-baixa-do-porto
aqui: https://expresso.pt/actualidade/advogado-de-leonor-cipriano-pede-proteccao-policial=f427893
e na África do Sul: https://www.youtube.com/watch?v=EThwj4NtnvU&list=PLr4FezHm2oaIrQMEpcOCwkdwfgyJzb89o&index=2&t=0s
E podia continuar a lista interminável de “privilegiados brancos” cá e pelo mundo fora…
Depois lembrei-me que eu, tal como milhões de pessoas, também fui (e sou) uma “privilegiada branca” mas:
- desde cedo tive de trabalhar no duro, das 8h às 6h, para a minha independência e sem ajudas de ninguém ;
- sempre descontei para a segurança social mas quando precisei dela a ajuda não dava “para a cova dum dente”;
- nunca tive facilidades com empréstimos pelo contrário, quando precisei, tive de deixar o “pêlo” no banco como garantia caso contrário, não havia nada para ninguém. Zero;
- nunca fui favorecida em tribunal porque a lei é para todos e é para cumprir;
- nunca me perdoaram dívidas, multas ou impostos: “pagas e não bufas senão vem aí penhora”;
- nunca me caiu emprego, nem bom nem mau, no colo. Tive de dar “às sapatilhas” para os conseguir e sujeitar-me ao que havia sem esquisitices, com muita honra e orgulho;
- passei uma infância muito triste por ter sido vítima de racismo. Sim! Sim! Os brancos também são alvos das pessoas estúpidas e mal formadas, mas não fiz do vitimismo a minha luta. Fiz da luta a minha força para vencer todos os obstáculos;
- nunca tive qualquer oferta na vida servida numa bandeja: tive que trabalhar arduamente para ter tudo o que tenho.
Foi isto que consegui com o meu “privilégio”. Nem mais, nem menos.
Termino com um comentário, que subscrevo, encontrado no facebook de João Loureiro Vaz:
Alguém sabe responder?
É Bloco, é Esquerda, é Bloco de Esquerda
Como Catarina Martins e os dirigentes do partido não se demarcaram das cenas e palavras de ordem da manifestação de ontem que apadrinharam e promoveram activamente, pode-se concluir que isto é Bloco:




Do Bloco, with love.



A ler. E a voltar a ler
Um país às avessas e na linha
No Portugal socialista fala-se ao contrário:
Não, não é uma bazuka. É o tacho do costume para os rapazes do costume.
Não, não é um processo exemplar. É um processo que correu mal.
Não, não é anti-racismo. É a manipulação do costume. E o paternalismo de sempre
Não, não é um vírus. É um processo de discriminação em curso.
Não, não é um passozinho. É uma negociata para que não exista referendo à regionalização.
George Floyd ?
As aulas marxistas de História da telescola
Aqui há tempos um indivíduo que se dizia de direita, num partido de direita, perdeu a compostura comigo quando eu, muito educadamente, e a propósito de um pequeno vídeo que ele fizera sobre os extremismos de “direita” e de esquerda, o corrigia dizendo que Hitler e Mussolini não eram de direita. O moçoilo trepou paredes e de forma quase directa chamou-me de ignorante mesmo depois de lhe ter demonstrado que essa narrativa ensinada nas escolas era manipulada pelo “gramscismo” que passou a fazer parte do ensino depois de 74. Expliquei-lhe que a escola não ensina a História tal como ela aconteceu. Que os conteúdos foram manipulados com “camuflagem”, truncagem e adulteração de factos para favorecer a ideologia socialista/comunista e por isso, pensava assim. Que a culpa não era dele. Pedi inclusive que aprofundasse o tema pesquisando por conta própria. Escusado será dizer que não valeu a pena e ainda saiu ofendido da conversa.
Ora, graças ao COVID, voltamos à telescola e em casa passamos a ter acesso aos conteúdos ensinados nas escolas públicas. E não é que me vieram dar razão?
Neste vídeo podemos assistir, ao vivo e a cores, a uma aula com um professor de História a contar os factos de forma enviesada, ocultando e reescrevendo outros. Editamos o vídeo para que consiga ver onde estão as manipulações. Mas aqui vou mais em pormenor falar delas:
Diz que nasceram extremismos de “direita” e de esquerda devido às crises de 1919 e “crash” de Wall Street em 1930. De facto, é no caos que as ditaduras se instalam. Mas quais são as ideologias propensas à implementação autoritária do Estado?
- As que defendem um Estado “forte” e absoluto na sociedade e economia. Quais são elas? O comunismo e o socialismo. Mas isso, o professor não fala.
Define extremismo de “direita” como sendo iniciado pelas camadas mais altas da sociedade e contrapõe com o extremismo de esquerda que diz tratar-se de uma forma de pensar adoptada sobretudo pelos operários e que acabou por se expressar através do comunismo. Porém, isso não é verdade:
- Os extremismos no mundo foram iniciados por elites que mobilizaram as massas para a “revolução” numa sociedade destruída pelo caos (social e económico).
Diz que na Europa foram adoptados regimes de extrema “direita” para fazer frente ao comunismo dando o exemplo de Mussolini e Hitler. Não lembra nem ao diabo dizer que Hitler e Mussolini eram de direita só porque combateram os comunistas:
- Soares fez o mesmo. Juntou-se ao MDLP e combateu os comunas no “verão quente”. Deixou de ser socialista por isso? Não.
Afirma ainda que ao serem anti-comunistas são do outro extremo (direita). Isto também é falso:
- Mussolini era ex-membro do Partido Socialista Italiano e redactor do Jornal Socialista “Avanti”. Hilter líder do Partido “Nazi” que era uma abreviatura de “der Nationalsozialistische Deutsche Arbeiters Partei” — Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães Socialista e um socialista assumido quer na forma como governou a Alemanha, quer nos seus discursos:
discurso de Hitler:
Como nacional-socialista e soldado alemão entro nesta luta com um coração forte! Toda a minha vida foi uma luta permanente pela minha nação, para a sua ressurreição, para a Alemanha, e toda esta luta foi inspirada por uma única convicção: a fé neste povo! Uma palavra eu nunca conheci: capitulação. E se alguém pensa que vem aí tempos difíceis gostaria de recordar-lhe o facto de que há tempos um rei da Prússia com um Estado ridiculamente pequeno, enfrentou uma das maiores alianças que alguma vez existiu e saiu vitorioso após três campanhas, porque possuía uma fé forte e firme que nós nestes tempos, também temos necessidade de ter . Quanto ao resto do mundo, quero assegurar: Novembro de 1918 não acontecerá novamente na história alemã. Assim como eu estou preparado para arriscar, a qualquer momento, a vida pelo meu povo e pela Alemanha, exijo o mesmo de todo a gente!
Quem acreditar que tem uma hipótese de fugir, directa ou indirectamente, a este dever patriótico morrerá.
Não queremos traidores. Estamos a agir unicamente de acordo com o nosso velho princípio: a nossa própria vida nada importa, o que importa é que o nosso povo, que a Alemanha viva…
Afirma que o fascismo é de “direita” e refere-se a Mussolini apenas como líder do fascismo italiano:
- Contudo, esquece-se de referir que a palavra fascismo vem de fascio , o símbolo do partido socialista nacionalista criado por Mussolini, depois de desavindo com seus camaradas que não queriam a entrada da Itália na guerra. O fascio representa a “autoridade e a união” e era usado pelos guardas dos magistrados que detinham o poder.

Mostra imagens de milhares de pessoas na Marcha de Roma onde se pode ver que não são de todo a classe alta que ele inicialmente indicou:
- e acaba por contradizer-se ao referir que muitas manifestações ocorriam por via da crise, pelos operários. Greves e manifestações que Mussolini usou para manipular massas.
Diz que Mussolini desenvolveu uma nova forma de pensar a que chamou de “fascismo”:
- mas desde quando uma ideologia que não passa de uma corrente ideológica revista do socialismo de Marx, é uma nova forma de pensar? A única diferença é que a primeira apelava à revolução pela luta de classes; a segunda usava o nacionalismo para unir as massas em torno de um objectivo: implementar um Estado forte e omnipresente na sociedade e economia – ou seja, o SOCIALISMO – como resposta à crise.
Diz que na Alemanha, Hitler em resultado da grande depressão (caos económico e social), subiu ao poder sem eleições a convite do presidente e que implementou o Nazismo que descreve como sendo semelhante ao fascismo:
- logo aqui, está a dizer que ambas as ideologias são idênticas na sua origem. Ora, se a origem de ambos os líderes e o seu pensamento ideológico é o socialismo, então porque insiste em classificar de “direita”?
Diz que nazismo e fascismo são ambos totalitários, que consideram que o Estado é o órgão central, que tudo deve depender desse mesmo Estado, ao contrário dos regimes democráticos cujo o órgão mais importante é o Parlamento. Logo conclui que, ambas são anti-parlamentares e também anti-comunistas e que assim sendo, são o oposto ao comunismo porque são o contrário do pensamento de esquerda:
- ou seja, o mesmo professor que em cima DESCREVEU o que é o pensamento de uma ideologia de esquerda, diz que estes dois líderes, que implementaram exactamente essa ideologia segundo a cartilha do pai do socialismo (Karl Marx), não são de esquerda. A contradição é uma constante nesta aula.
Diz que além disso, estes dois líderes que classificou de “direita” (repete isto constantemente), eram nacionalistas e imperialistas, dando a clara ideia que estas características eram de… “direita”:
- porém, sabemos pela História que os países Comunistas foram no passado e AINDA SÃO hoje, NACIONALISTAS e IMPERIALISTAS. Veja-se a ex URSS. Veja-se a China. Esta última ainda não parou de se expandir e conquistar o Mundo (hoje de forma mais sofisticada e sem recurso às armas). É sabido que o mundo ocidental está financeiramente nas mãos do Partido Comunista Chinês. (veja aqui este documentário da RTP).
Sobre Estaline, um genocida, diz que a “raiz” é diferente dos outros (???). Que teve como principal preocupação desenvolver o país (dando a entender que os outros, não):
- mas esqueceu-se de referir que a maldita reorganização da propriedade (como “carinhosamente” chamam aos saques violentos aos proprietários) onde colectivizou à força deixando à fome os seus proprietários, fez morrer de FOME 14 milhões de pessoas inocentes na ex-URSS. Que os tais planos organizativos da produção (saques violentos, exploração laboral assassina, fome e Gulags para quem não entregasse toda a produção agrícola), deram origem ao maior genocídio da História da Humanidade, mais mortífero que o socialista Hitler na sua insanidade de limpeza étnica: HOLODOMOR. E fala de Estaline ocultando isto com uma ligeireza e romantismo assustador;
- os judeus foram enviados para os campos de concentração pelo Hitler; os Ucranianos para os Gulags pelo Estaline. Onde diferem?
Sobre isto o Instituto Mises explica:
“Qual o principal elo entre o fascismo e o socialismo? Ambos são etapas de um continuum que visa ao controle económico total, um continuum que começa com a intervenção no livre mercado, avança até a arregimentação dos sindicatos e dos empresários, cria leis e regulamentações cada vez mais rígidas, marcha rumo ao socialismo à medida que as intervenções económicas vão se revelando desastrosas e, no final, termina em ditadura.”
(…) “Todos os maiores e mais importantes nomes do movimento fascista vieram dos socialistas. O fascismo representava uma ameaça aos socialistas simplesmente porque era uma forma mais atraente e cativante de se aplicar no mundo real as principais teorias socialistas. Exactamente por isso, os socialistas abandonaram seu partido, atravessaram o parlamento e se juntaram em massa aos fascistas.”
(…) “O fascismo utiliza o apoio conseguido democraticamente para fazer uma arregimentação nacional e, com isso, controlar mais rigidamente a economia, impor a censura, cartelizar empresas e vários sectores da economia, escolher empresas vencedoras e privilegiá-las com subsídios, repreender dissidentes e controlar a liberdade dos cidadãos. Tudo isso exige um contínuo agigantamento do estado policial.”
(…) “Sob o fascismo, a divisão entre esquerda e direita se torna amorfa. Um partido de esquerda que defende programas socialistas não tem dificuldade alguma em se adaptar e adoptar políticas fascistas. Sua agenda política sofre alterações ínfimas, a principal delas sendo a sua maneira de fazer marketing. (…) O próprio Mussolini explicou seu princípio da seguinte maneira: “Tudo dentro do Estado, nada fora do Estado, nada contra o Estado”. Ele também disse: “O princípio básico da doutrina Fascista é sua concepção do Estado, de sua essência, de suas funções e de seus objectivos. Para o Fascismo, o Estado é absoluto; indivíduos e grupos, relativos.”
(…) “os nazistas, em geral não tiveram que matar para expropriar a propriedade dos alemães, fora os judeus. Isto porque, como vimos, eles estabeleceram o socialismo discretamente, por meio do controle de preços, que serviu para manter a aparência de propriedade privada. Os proprietários eram, então, privados da sua propriedade sem saber e, portanto, sem sentir a necessidade de defendê-la pela força.”
(…) “era o governo alemão e não o proprietário privado nominal quem decidia o que deveria ser produzido, em qual quantidade, por quais métodos, e a quem seria distribuído, bem como quais preços seriam cobrados e quais salários seriam pagos, e quais dividendos ou outras rendas seria permitido ao proprietário privado nominal receber.”
(…) “Em uma época em que vários membros da intelligentsia européia estavam encantados com a União Soviética, essa narrativa de que os nazistas eram capitalistas passou a ser uma falácia extremamente conveniente. Mas trata-se de uma ideia sem o mais mínimo fundamento em princípios económicos. É apenas uma deturpação soviética com base no arcabouço marxista. Os nazistas, que apregoavam orgulhosamente seu socialismo e que implantaram políticas socialistas com grande consistência, passaram a ser chamados de capitalistas pelo simples motivo de que eles não se encaixavam pristinamente na visão de mundo soviético-marxista. Esta narrativa segue viva até hoje.”
Se as escolas não doutrinassem, hoje não teríamos tantos idiotas úteis à narrativa (tão conveniente) marxista. Vale a pena pensar seriamente nisto.
Saiba mais aqui:
https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=98
https://mises.org.br/Article.aspx?id=2162
https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2574
estórias infantis
Hoje, no Observador, dedico-me a relembrar uma velha anedota da minha infância, a estória do «Silva dos plásticos», infelizmente recuperada agora, na minha idade adulta.
Uma questão de proporção
Brasil ultrapassa Itália e torna-se no terceiro país com mais mortes
Só falta acrescentar que a Itália tem 61 milhões de habitantes e o Brasil 209 milhões. E naquele país remoto e inacessível que é a Bélgica já se vai em 824 mortos por milhão de habitantes
Catolicismo e Liberdade
Num ambiente cultural cada vez mais ofuscado e absorvido pelo Estado e rendido às causas progressistas, o evento que a Oficina da Liberdade organiza no próximo Domingo com Alejandro Chafuen, Managing Director de um dos mais importantes e prestigiados Think Tanks de base religiosa do mundo – o Acton Institute – não deixará com certeza de abordar desafios estimulantes sobre o papel da Igreja e dos católicos na preservação e defesa da liberdade individual.
André Azevedo Alves, terá questões a colocar ao convidado e enquadrará o tema na realidade Portuguesa.
O debate terá transmissão online e em directo tanto no Facebook (aqui) como no Youtube (aqui).
Fica o convite:

Onde estiveram então as ONG’s e os activistas?
Parem com a hipocrisia!
Tempos modernos
No ano da Graça de Žižek de 2032, numa cidade do Califado da Catalunha, dois adolescentes – Ablah, 34 e Khalid, 35 – descobrem o desejo sexual emanante da doce fragrância do amor. Andavam na mesma escola, a Secundária George Floyd, em regime de telescola através do Microsoft® Mass®. Um dia, por circunstâncias de um trabalho de grupo sobre eutanásia ambiental, Ablah confundindo os ficheiros, enviou a Khalid uma selfie pensando tratar-se de uma foto da Santa Greta. Khalid, ao ver a figura de Ablah, a única mulher que vira excluindo a mãe, apaixonou-se imediatamente. Qualquer rapaz daquela idade cairia pela doce Ablah e a sua foto sexy, de escafandro negro que oculta com descrição a arrojada burka interior por baixo do fato de apicultora. Nunca vira uma mulher tão despida. Sua mãe, que desde sempre usara armadura de chumbo, não serviu de modelo para a compreensão da forma cilíndrica ligeiramente sextavada do corpo feminino. Khalid, aproveitando a distracção de Ablah, enviou-lhe também um retrato. Ablah, ao ver a viseira, máscara cirúrgica e balaclava Armani, sentiu um inexplicável fogo, como uma infecção urinária das que o pai lhe costuma causar, mas com uma dor agradável, como a da tatuagem de #BlackLifesMatters que fez quando a papisa Mortágua tweetou a recomendação para todos os crentes.
Khalid, a medo, perguntou-lhe: “posso enviar uma foto menos vestido?” Ablah hesitou, mas cheia de vontade anuiu enquanto tirava a viseira do escafandro. Khalid enviou uma foto sem viseira. À medida que a roupa se ia tirando, o nervoso-miudinho de chegarem ao estado em que ficavam apenas com as algálias e os depósitos de urina no corpo dava-lhes uma sensação de bem-estar nunca antes experimentada por nenhum deles, nem Ablah com o pai, nem Khalid com o seu bode David. Por fim, completamente nus, acedem em retirar a sub-máscara do tipo cirúrgico agrafada à face que todos os jovens adquirem ao atingirem a puberdade no ritual pan-religioso de passagem à idade adulta, aos 32 e meio.
O calor, naquele mês de Jordan Peterson, nunca anteciparia o fervor que estes miúdos sentiriam neste mês de André Silva. Foi o mês de André Silva mais abafado da década de acordo com o relatório ISCTE/Instituto Greta-Gates. Toda a fruta que não foi destruída pela geada do mês de Rothbard sucumbiu ao calor de André Silva. Completamente nus, no Zoom, decidem retirar a sub-máscara.
Enquanto se masturbavam, os pêlos nas palmas das mãos de ambos cresciam, mas não se importavam. Continuaram até ao momento do êxtase, altura em que, como lhes explicaram nas aulas de ecologia política do 7º ano, ambos sucumbiriam pelo Coronavírus. E foi o que aconteceu, desgraçando as respectivas famílias. Ainda hoje a história de Ablah e Khalid vem impressa nos manuais dos bonecos sexuais que o estado distribui como aviso para os perigos da perversão que é sexo entre dois humanos.
Não são os EUA do Trump mas sim a França de Macron em tempo de manifestações dos coletes amarelos.
Zita Seabra: «Alguém se lembra do nome do ucraniano morto nas instalações do SEF (Serviços de Estrangeiros e Fronteiras)em Lisboa? Morto à pancada, torturado por autoridades portuguesas até à morte? Disseram, na altura que esteve 15 horas atado e algemado até morrer. No aeroporto de Lisboa. Mas claro que um ucraniano não interessa nada. Para mais refugiado. A Assembleia aprovou algum voto? O Presidente falou? Os intelectuais fizeram alguma manif ou abaixo-assinado? Foi no passado dia 10 de Maio.
Mas realmente que interesse tem um ucraniano assassinado (alegadamente) por tortura de inspectores portugueses. As vítimas ucranianas nunca tiveram nome, nem no tempo do Estaline porque havia este emigrante de ter? Esqueçam que nem Presidente, nem governo, nem Parlamento se lembram e estão de boa consciência.
Já me esquecia eu também. Chamava-se Ihor Homenyuk . Mas é um pequeno pormenor porque os ucranianos não têm nome.»
Um problema com o sistema
Segundo se lê aqui J. R. Smith terá dito «Ele não sabia de quem era a janela que ele partiu e levou uma sova. Persegui-o e espanquei-o. Isto não é crime de ódio. Não tenho nenhum problema com ninguém que não tenha nenhum problema comigo. É um problema com o sistema».
Os problemas com o sistema do milionário J. R. Smith devem ser da natureza dqueles problemas que os milionários costumam ter. Mas o sistema que para o caso me interessa é o que leva a expurgar as suas declarações de tudo aquilo que se ele não fosse negro levaria a que a esta hora estivesse a ser objecto de uma onda de indignação.
Onde se pode encontrar a declaração de choque da UE
sobre as manifestações dos gillets jaunes em França? Sim, houve mortos e também feridos graves.
De caminho alguém encontra uma declaração de choque da UE sobre os tumultos da Catalunha? Pois é, chocarmo-nos com os outros é tão fácil!
Cansados das maravilhas da libertação
Rasca não era insulto, era diagnóstico
Durante anos fomos sustendo a teoria que a minha geração, os nascidos com e de cravos, iriam conquistar o acesso ao poder informativo e executivo e, com isso, mudar definitivamente a face do parolo folclore revolucionário para um cosmopolitismo natural, oriundo da facilidade com que se chega a Badajoz e daí a Dubrovnik. Não aconteceu. A minha geração chegou à meia-idade sem se afirmar, declarando com todas as letras o quão o modelo de dinâmica social a que aspiramos é o de pertencermos ao mesmo mundo em que gravita um — digamos — Manuel Alegre.
No resto do planeta civilizado, baby boomers definiram o cânone cultural. A paz conquistada com o fim da segunda guerra não lhes apaziguou o espírito. Pelo contrário, foram os rebeldes, os rock’n’rollers, os criadores, os sátiros, os rebeldes, os da consciência alterada e os dos “tem que haver algo mais”. Nós, os que vieram a seguir, nós somos as formiguinhas à espera que o sentido de oportunidade pela vida dos baby boomer nos arranje uma vidinha confortável. E depois tivemos filhos, que criamos para enaltecerem obras tão relevantes como $ave Dat Money.
All of my luggage is Louie V, I swear to God nigga
All of my bitches be scared of me, I put that rod in ‘em
All of them bitches actin’ thotties, I disregard them
All them bitches actin’ holy, ain’t got no God in ‘em
I can teach a lil nigga somethin’, preach
I can take his ass church fresh as hell, no Easter
I can make his ass burp like a baby without no hiccup
Com todo o respeito pelas pessoas que agora se embeiçam por velhos e novos partidos, não é aí que “se muda o mundo”. As pessoas têm no bolso computadores poderosos que tornariam qualquer equipamento usado para gravar Penny Lane num mero brinquedo. E, no entanto, usam-o para ver gatinhos ou para sentirem que participam em algo ao dizerem uma laracha para os “amigos” entre idas ao quarto-de-banho.
Olho para os meus filhos e percebo que a minha geração nunca teve nada para lhes oferecer para que se insurjam contra nós. O mínimo que podemos fazer é sair de cena e prepara-los para serem o que nós nunca fomos e, lamentavelmente, nunca quisemos ser.
A experiência impactante da arquitectura comunista
A arquitectura comunista tem uma estética própria. Observá-la é uma experiência integral. Ao contrário do que acontece nas obras do imaginário capitalista, concebidas para satisfazer as exigẽncias de uma clientela, aqui tudo faz sentido, os materiais cumprem o seu papel numa articulação perfeita entre o espaço e a função. Não há cedências.

Bairro da Jamaica, Seixal.













