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Sinalética contra festas ilegais

21 Junho, 2020

Verão: quando é que deixámos de acreditar que a vida sorri?

21 Junho, 2020

Deve ter sido dos corantes e conservantes. Ou da falta deles. Só sei que nos verões dos anos 80 a vida sorria. Sorria mesmo. Comêssemos ou não os gelados  que nos garantiam que ela, a vida, sorria. Da SIDA às discriminações, tudo se ia resolver.  De facto nós acreditávamos não só que a vida ia ser melhor como que o seu desenho era o de uma curva ascendente a caminho do bem estar, da liberdade e do fim das injustiças. Havia caminhos diferentes para atingir tudo isso mas era certo que lá chegaríamos.

Deixámos de acreditar que a vida sorri porque deixámos de nos indignar com o autoritarismo e a mediocridade? Ou terá sido ao contrário? Não sei mas sei que alguma coisa aconteceu para que aceitemos com resignação dias como os que acabamos de viver. Dias de Socialismo, pimba e futebol

Bem-vindo ao Verão

20 Junho, 2020

Quando me explicaram que era para achatar a curva, eu, feito burro, acreditei. Parecia tão simples: um vírus terrível que acabará por nos afectar a todos a fazer com que precisássemos de medidas extraordinárias para que a infecção fosse faseada no tempo, não atingindo todos de uma vez só, de forma a que os hospitais não entrassem em ruptura. Estava bem engendrado. Pelo menos, eu acreditei.

Algures connosco enfiados em casa, eis que vem o anúncio da “guerra ao vírus”. “Estamos em guerra”! “Isto é uma guerra”! Mudaram o discurso: passou de uma inevitabilidade para algo que iria ser combatido, algo que dependia de um Dia D, de um evento libertador que confinaria o vírus ao suicídio num bunker em Berlim.

Agora, há festas ilegais. Não há São João: é proibido. Dez pessoas na rua é uma manifestação subversiva, excepto se for da CGTP. Retirando o formalismo da expressão, dia 23 há recolher obrigatório, com todos os estabelecimentos encerrados até às 19h00 sob risco de… não sei. Uns indivíduos foram detidos por tossirem à polícia, pelo que nem imagino o que aconteceria perante um arroto.

A CMTV mostra pessoas a fazerem rituais satânicos como dançar ou – o ultraje – a tomarem café em bombas de gasolina a menos de 1,77 metros do seu semelhante. Apetece-me convida-los para 20 minutos num motel à beira da estrada, mas lembro-me do regresso do código de Hays e de como tudo que não seja para instagramar é pornográfico. Decapitar estátuas, sim; beijar a actriz, não.

E o Verão ainda nem começou.

Sobre o meu direito a dizer que sois todos umas bestas

20 Junho, 2020

Uma sociedade liberal tem por base o princípio basilar do direito de expressão. Com o direito de expressão vem o direito individual de pessoas se sentirem ofendidas com o que foi dito e, com ele, o direito a expressarem ideias contrárias. O que não vem nunca é o direito a proibir ideias ou simples aglutinações de palavras, por muito aberrantes que possam ser as interpretações para a vasta maioria da população.

O nome deste blogue diz isso mesmo. A blasfémia é um direito basilar de uma sociedade liberal. A defesa de ideias consideradas heréticas, seja por quem for, em forma de cartaz ou outra, é um bem essencial que, apenas secundado pelo direito à subsistência do corpo, deve ser defendido por todos que defendem a democracia liberal.

Houve uma certa polémica nos meios do costume pelas afirmações de Ricardo Araújo Pereira sobre o cartaz “polícia bom é polícia morto”. Todavia, indignações à parte, o humorista não afirmou mais que uma lapalissada: independentemente das considerações que se possam fazer sobre quem ergue um cartaz com esse tipo de mensagem, o cartaz é perfeitamente admissível numa sociedade liberal.

A polémica em que JK Rowling se viu metida, ao expressar espanto pelo uso da expressão “pessoas que menstruam” para designar o que mais de 99% do planeta designa por “mulheres”, não tem qualquer razão de ser, tal como não tem qualquer razão de ser que alguém seja impedido de usar a expressão “pessoas que menstruam” ou “humanos desprovidos de pénis”.

Algumas pessoas poderão considerar – e estão no seu direito – que esta é uma reflexão fofinha, daquelas a que normalmente se atribuem termos derrogatórios como “direita Haddad”, mas estão enganadas – e tenho o direito de o dizer: defender a liberdade de expressão nesta era de um perigoso neo-puritanismo induzido por moralidade de estado é a coisa mais subversiva que se pode fazer.

Nenhum partido das diferentes facções da democracia liberal deveria perder tempo com algo acessório enquanto a liberdade de expressão está sob ataque cerrado, nomeadamente por empresas como o Twitter ou, no caso acima citado, pela Hachette, a editora que imbecilmente rejeitou a autobiografia de Woody Allen para ficar bem aos olhos de mileniais estúpidos e Gen Y amargas em luta contra a sua sexualidade. Por muito problemático que seja manter escolas fechadas (apesar do ano lectivo estar a terminar, coisa que até já deveria ter acontecido em algumas escolas), isso é meramente tropical perante a aceitação generalizada de que há coisas que não devem ser ditas. Estamos num péssimo caminho, que pese em boa hora encaminhar para o colapso económico, nos levará a uma crise bem mais difícil de superar: a do colapso da liberdade como valor fundamental.

Pacto ecológico pós-covid

19 Junho, 2020

Parece que a SONAE faz parte de um grupo de empresas cujos dirigentes acham que “mais de metade do PIB mundial está exposto moderado ou severamente a riscos associados à diminuição dos recursos naturais“.

A realidade é no entanto diferente: nunca como noutra época histórica os recursos foram tão abundantes, nunca houve tanta eficiência no seu uso e nunca tivemos acesso a tantos bens alternativos e substitutos para satisfazer as mesmas e novas necessidades.

Acresce que a probabilidade de o Homem nem sequer ter descoberto ainda todos os recursos que tem à sua disposição é próxima da certeza. E que com a sua criatividade e inovação será capaz, como sempre no passado, de encontrar outras e mais combinações dos átomos que o planeta coloca à sua disposição.

Por mim as empresas que façam o que bem entenderem com o capital dos seus accionistas, mas quando assinam manifestos públicos e apelam aos governos que contribuam para a “implementação do Pacto Ecológico Europeu no contexto da reativação económica da Europa pós-Covid” sei que estas tentativas de demonstração de virtude e discursos Greta-like acabarão por surripiar mais do meu dinheiro via impostos e/ou pelo repassar de custos para o consumidor por via de preços mais elevados.

Passo.

 

A história enquanto libertação para o futuro

18 Junho, 2020

Paulo Tunhas, a ler hoje no Observador.

A memória é egocêntrica e define a identidade dos indivíduos ou dos grupos. A história, por sua vez, conduz ao descentramento e à distância, nomeadamente à distância para com o passado, visto como um objecto independente de nós.

A redução da história à memória conduz à alucinação do passado no presente, isto é, desrealiza o passado enquanto passado. A partir daqui tudo é possível. Passa-se da história para o mito.

Texto integral aqui.

Tenho saudades dos maricas

18 Junho, 2020

Sim, leu bem. Saudades dos maricas, de bichas, de abafa-palhinhas, de paneleiros, de fufas, veados, sapatonas… Eram pessoas boas, das que não andavam aí a impor normas, só a defenderem a liberdade individual de os deixarem em paz sem julgamentos colectivos. Eram pessoas com dúvidas, com angústias sobre se o seu estilo de vida notoriamente fora da norma podia ser compatível com o culto religioso e com uma salutar convivência com a família. Eram defensores acérrimos da liberdade individual e do extraordinário direito a não ser julgado por ninguém na sua vida pessoal.

Agora só temos LGBT(x)s chatos, puritanos, massacradores da realidade. Os velhos não andavam aí a “desafiar normas”: entendiam perfeitamente que o estado default de qualquer animal é o da heterossexualidade, pelo que compreendiam serem eles os fora da moda social, os marginais. Aceitavam a marginalidade, não impunham ficções sobre a normalidade.

Eu também sou um marginal. Também não me enquadro na pasmaceira do centrão progressista nem no aberrante saudosismo romântico de um liberalismo utópico ou no tosco conceito idílico da fada-do-lar. Eu sou um perfeito paneleiro político. Um bicha social que rejeita os -ismos todos. Mas, garanto, um LGBT(x)s é que não sou.

Precisamos de mais marginais. De sistémicos está o inferno cheio.

Porno hardcore de 5a categoria

17 Junho, 2020

Comparado com isto que se segue, fica claro que John Holmes era um senhor, um homem de classe que respeitava as pessoas e se dava ao respeito.

“Esta final das Champions em Portugal é um caso único e irrepetível que não tem preço”.

“Portugal é recompensado pela situação notável que se verifica no Serviço Nacional de Saúde em termos de internamentos, e de internamentos em cuidados intensivos sem forjar números e mantendo a transparência”.

“Nós mostramos tudo isto ao mundo. Portanto, Portugal vence pelos seus méritos passados e pela sua transparência presente, ou seja, pelo mérito do SNS, dos profissionais de saúde e dos portugueses”.

“Portugal tem autoridade moral pela forma como conduziu o combate à pandemia.”

“Pude testemunhar o entusiasmo com que o senhor Primeiro-ministro e a sua equipa governamental acompanharam esta campanha.”

“Não era possível por de pé o que vai ser posto de pé em tempo recorde sem a participação do ministro da Educação, sempre apoiado pelo secretário de Estado do Desporto e da Juventude, sem a intervenção do senhor ministro de Estado e da Economia e, para a criação das condições de saúde com delegações tão numerosas como as que cá vêm, sem a senhora ministra da Saúde”

“Os portugueses merecem o que vão ter em Agosto e é um orgulho para o Presidente da República Portuguesa ser testemunha de mais este triunfo de Portugal”.

Nota: declarações de Marcelo Rebelo de Sousa numa “cerimónia” nos jardins do Palácio de Belém com António Costa, o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Medina e diversos membros do Governo, a propósito da escolha da UEFA de que a fase final da Liga dos Campeões se realize em Lisboa em Agosto.

john-holmes

A oligarquia não se chamusca

17 Junho, 2020

Marcelo Rebelo de Sousa, ontem, sobre as responsabilidades da tragédia de Pedrógão:

“Até o próprio facto de o apuramento das responsabilidades, que acaba por abarcar de uma forma ou de outra responsáveis locais, sem que se possa dizer em homenagem ao estado de direito que alguém possa ser condenado antes de um trânsito definitivo de uma decisão judicial sobre a matéria, (…) tudo isso também complica uma mudança que seria sempre difícil e que desejaríamos mas mais rápida.”

Portanto, a oligarquia que comanda o Estado central não se Chamusca chamusca.

 

 

Fact check o vosso rabo – vejam se ainda lá está

17 Junho, 2020

Podia ser cínico e dizer que os tumultos em França não interessam nada olhando para os média nacionais. Porém, isso não seria cinismo, seria só constatar um facto irrefutável (contudo, haja quem tente, para ocupar os dedos, que a cabeça já se foi). Apesar de existir boa opinião publicada, no que diz respeito às redacções seria mais útil serem todas substituídas pelo gabinete de imprensa do primeiro-ministro.

O fantasma do politicamente correcto (o original já morreu, aquele que até nem era necessariamente uma coisa perversa) deu lugar ao insidioso “vou dizer-te exactamente o que é a verdade” dos Polígrafos e de outros mentirosos profissionais. O mais que ilegítimo direito a não ser ofendido rapidamente se tornou no dever a não ofender, uma impossibilidade material. Se um indivíduo se pode ofender com uma parede de tijolo, a única forma de assegurar que não se ofende ninguém é estando caladinho. É exactamente para que você esteja caladinho que existe o “fact checking” contra “fake news” e outras expressões de quase inglês que quem dera terem ocorrido ao Orwell.

Respeitinho o caraças. Ou recuperais – todos, vós todos – os tomatinhos muito rapidamente e dizeis o que vos passar pela cabeça sem contemplações pelo idiota que irá “sentir no seu íntimo grande ofensa” pela opinião alheia ou, em alternativa, calai-vos todos para sempre. E, já agora, sempre que vos ocorrer a ideia de fazer um boicote, optai por quem vos manda estar caladinho em vez dessas ideias mirabolantes de viver de amor e uma cabana na praia que os instagrams, os facebooks e os polígrafos vos alimentam.

Como nota de rodapé, para os mais técnicos, desde sempre que tenho um ficheiro hosts que resolve o endereço poligrafo.pt para youporn.com. Isto porque gosto que a pornografia que consumo seja minimamente decente.

É só um velho português a ser chicoteado pelo filho

15 Junho, 2020

Não é um cão. Se fosse um cão as redes sociais ferveriam agora de indignação.

Não é um afroamericano a ser agredido pela polícia pois se fosse já saberíamos o nome do agressor.

Não faz parte de uma minoria a ser alvo de uma agressão daquelas logo rotuladas.

É só um velho a ser chicoteado.

Há pouco mais de um ano um homem de 83 anos foi agredido e depois obrigado a entrar  nu num contentor subterrâneo de lixo. Aconteceu em  Ribamar, Mafra. O que aconteceu depois? Houve apuramento das responsabilidades? Julgamento?

Se em vez de velhos fossem cães…

E agora como vai ser? 

14 Junho, 2020

Prometeram-nos liberdade e acabámos mais vigiados que nunca. Prometeram-nos igualdade e acabámos divididos em castas. Prometeram-nos paz e acabámos a viver em guerra connosco mesmos. O cerco fechou-se

Adeus, Google

14 Junho, 2020

Primeiro, tive que dizer adeus ao Twitter. Senti-me melhor, pelo que recomendo a todas as pessoas que o façam, nem que para o efeito optem por outros estimulantes, como cocaína.

Depois, tive que dizer adeus à HBO. Não é que tenham más séries, só péssimas decisões de marketing contrárias ao espírito original do serviço, como “contextualizar” filmes para que eu saiba que já não posso possuir um escravo para abusar, que o privilégio de ter escravos está apenas reservado às empresas de redes sociais e big data.

Agora, tive que dizer adeus à Google. Já estava um bocado farto do mundo de fantasia que gostavam de criar, como sugerirem perante uma pesquisa “European couple” mais de metade dos resultados com homens negros, algo que não me ajuda em nada a encontrar uma imagem para publicitar um centro de dia para idosos, talvez útil apenas para uma agência de viagens para mulheres solteironas de meia-idade em busca de férias na Jamaica. Não sei exactamente qual é a noção de normalidade do Google, mas a minha é baseada naquilo que mais represente a moda, não a versão idílica da distopia dos resultados. No momento em que todos os PM britânicos têm direito a fotografia menos um deles, soube que aquilo não é para mim.

E sim, se for para cancelar todos os serviços até me tornar ermita ludita, que seja. Ainda tenho os livros não censurados, como o Twain com os “nigger” e o Gil Vicente com o parvo, o tal que teve acesso ao paraíso por, ao contrário destas empresas tecnológicas, ser desprovido de malícia.

Os fascistas de hoje chamarão a si mesmos anti-fascistas

13 Junho, 2020

Começo a ter profundas saudades de um tempo em que as mulheres podiam ser mulheres e gostar de tudo o que entendessem. Ficar em casa a tomar conta da família ou trabalhar fora a ajudar o marido. Fazer carreira ou simplesmente não fazer absolutamente nada. De querer ter uma família patriarcal, monoparental ou não ter família nenhuma. Sem pressões. Sem rótulos. Em total liberdade de escolha e não por imposição.

Tenho saudades do tal piropo que fazia parte do engate e a quantidade de piropos que conseguíamos arrancar dizia-nos tudo sobre o nosso “sex apeal”. E ninguém via “assédio sexual”  nisso.

Da nostalgia dos tempos de elegância da mulher e do homem. Do glamour. E não da valorização do maltrapilho e desleixo. Do Festival da canção que era mesmo da canção e não da aberração com letras parvas. Dos Globos de Ouro que eram do cinema e não da imposição da agenda política “progressista”. Dos sexos definidos pela natureza e não por uma ideologia que criou uma miscelânea de mais 71 géneros de coisa nenhuma.

Saudades das escolas ordeiras, sem violência, sem sinais de vandalismo, sem armas brancas, sem tráfico nem consumo de drogas. Onde o ensino era rigoroso e só se passava por mérito. Onde a escola era para aprender – a 4ª classe valia mais do que hoje o 10º ano – porque a educação, da boa, já vinha de casa,  e se algum aluno se esquecesse de respeitar um colega, um funcionário ou a professora, levava uma valente sova ao chegar a casa.

Do respeito pelos mais velhos, da cultura do cuidar dos mais fracos e da solidariedade pelo próximo que era ensinada desde cedo com o exemplo dos próprios pais a cuidarem dos seus entes e a darem esmola a quem precisava sem pedirem nada em troca.

Da transmissão de valores que vinha do berço. Da valorização do trabalho como forma de independência. Da não vitimização por não ter mas antes aprender a aceitar as adversidades lutando para conquistar. Frustrar e privar para dar valor ao que se tem. Das palmadas de amor em criança birrenta. Das boas maneiras que se não as respeitássemos levávamos um carolo logo ali sem que os pais fossem presos. Onde não se retiravam crianças aos pais por serem pobres menos ainda por corrigir com um tabefe. Da noção dos nossos deveres muito antes dos direitos.

De um tempo em que as sociedades eram mais sustentáveis porque nos era ensinado a valorizar tudo o que tínhamos. Onde nos negavam quase tudo para termos apenas o essencial que era preciso estimar para durar muito. Porque o consumismo era desperdício e poupar era a palavra de ordem que levávamos muito a sério a vida toda.

De um tempo em que havia ordem pública e segurança. Onde não se batia em policias, médicos, enfermeiros, professores ou juízes. Onde os criminosos não eram desresponsabilizados, nem vitimizados e muito menos tratados como hospedes em cadeias.

De um tempo em que as pessoas viviam mais remediadas mas mais livres. O que tinham era delas e não dos bancos. Havia menos depressões, menos ilusões, menos bancarrota pessoal. Eram genuinamente mais felizes. Não ambicionavam o que não podiam alcançar e eram gratas por tudo o que tinham. Sabiam que era com trabalho que conquistavam os sonhos, que ninguém lhes daria nada sem esforço por isso trabalhava-se desde cedo para alcançar objectivos. Ninguém vivia à sombra de ninguém.

Era assim no tempo dos meus bisavós, avós, pais e depois no meu, mas em poucas décadas transformou-se nesta ditadura de desconstrução social por uma falsa liberdade onde só podemos ser o que eles consideram ser correcto e o correcto não é ser-se defensor de valores.

Se não estivermos de acordo, ofendem-se, ostracizam. Porque hoje tudo é ofensa. Tudo é racismo. Tudo é extremismo de direita. Tudo é homofobia. Tudo é xenofobismo. Tudo é violação ou assédio sexual. Tudo é crime. A menos, claro, que se esteja do lado do criminoso ou do ofendido ou da agenda progressista de desconstrução social.

Tudo o que outrora era uma sociedade de valores defendida por pessoas de bem, hoje é “fascismo” quando é a própria sociedade destes intolerantes que não percebe o fascismo deste comportamento doentio de imposição do pensamento único. Que não percebe que há mais liberdade numa sociedade defensora de valores que numa ditadura social de pensamento único.

 

A direita, ai a direita

12 Junho, 2020

Esta coisa da “direita” cansou-me. Esgotou-me e tornou-me misantropo, o que também pode ser motivo para agradecimento. E cansou-me porque querer nunca quer nada para si própria, só para os outros, coitadinhos, incapazes de lutarem eles próprios pelo que querem. Eu passo a explicar:

“É preciso casamento gay, mas não é para mim – Deus me livre! – é para quem tiver o infortúnio de não ser tão viril quanto eu”.

“É preciso aborto, mas não é para mim, é para quem não consegue engolir a pílula do dia seguinte porque não há aulas práticas de educação sexual”.

“É preciso liberalizar drogas, mas não é para mim, que já acho que a comida tem toda sal a mais, é para um amigo, coitado”.

“É preciso eutanásia, mas não é para mim, é para os desgraçadinhos como o Ramón Sampedro (pista: ele já não precisa)”.

“É preciso prostituição de montra, com factura, tudo legal, com IVA e pagamento de IRS, mas não é para mim, é para pessoas estúpidas que pretendem trocar um chulo pelo estado”.

“É preciso programas escolares adequados, mas não é para mim, é para os pobres que têm que frequentar escolas públicas; para mim só os livros ‘grátis’, se faz favor”.

“É preciso não mencionar a guerra/as estátuas pintadas/a maioria dos assuntos, porque enquanto houver uma criança da Palestina descalça não nos podemos focar em assuntos pouco importantes”.

Feitas as contas, a “direita” é tal e qual o Sócrates. Razão tinha ele: o líder que a direita sempre quis. Se bem que o computador Magalhães teve um nome dado por um racista (a sério, devia ser, e se não era ele que se queixe ou passa a ser).

A Soeiro Pereira Gomes traz a casa?

12 Junho, 2020

O restaurante ontem estava vazio, não tínhamos clientes, mas tínhamos uns manjericos de papel e uma fita amarela dos santos populares para assinalar a data e tornar a rua um pouco mais colorida, mas até isso o polícia disse que era preciso retirar”, conta. O argumento da polícia era que a fita amarela e os manjericos (de papel) iriam atrair “multidões”

Precisa-se: manjericos com bandeirinhas do PCP e quadras de canções de vanguarda. Fitas com o símbolo da CGTP. Fogareiros de preferência com símbolos da URSS.

 

Camões, salva-nos desta apagada e vil tristeza

12 Junho, 2020
Aquela cativa
Que me tem cativo,
Porque nela vivo
Já não quer que viva.
Eu nunca vi rosa
Em suaves molhos,
Que pera meus olhos
Fosse mais fermosa.

Nem no campo flores,
Nem no céu estrelas
Me parecem belas
Como os meus amores.
Rosto singular,
Olhos sossegados,
Pretos e cansados,
Mas não de matar.

U~a graça viva,
Que neles lhe mora,
Pera ser senhora
De quem é cativa.
Pretos os cabelos,
Onde o povo vão
Perde opinião
Que os louros são belos.

Pretidão de Amor,
Tão doce a figura,
Que a neve lhe jura
Que trocara a cor.
Leda mansidão,
Que o siso acompanha;
Bem parece estranha,
Mas bárbara não.

Presença serena
Que a tormenta amansa;
Nela, enfim, descansa
Toda a minha pena.
Esta é a cativa
Que me tem cativo;
E. pois nela vivo,
É força que viva.

É só um rim, não é preciso dramatizar

12 Junho, 2020

São só umas estátuas. Não é preciso dramatizarmos um bocado de tinta num pedaço de metal enquanto coisas importantes acontecem no mundo, desde as calotas polares à extinção do caranguejo malhado da Somália.

São só pessoas que fogem à guerra: não é preciso dramatizarmos uma ou outra sueca violada aos dezasseis enquanto homens brancos de origem católica dão um estalo à mulher em Bragança.

São só manifestações contra o racismo. Não é preciso dramatizarmos enquanto o capitalismo desenfreado nos escraviza para comprarmos o mais recente telefone com o qual nos organizamos para o festim artístico de pichar estátuas.

São só meses de obrigação de ficar em casa a tornar crianças em bichos prontos para a revolução: não é preciso dramatizarmos enquanto no Darfur houver uma criança sem sapatos.

É só um episódio hilariante do Fawlty Towers: não é preciso dramatizarmos como se o Costa Ribas tivesse sido levado em camisa de forças para a cela onde o labirinto da sua mente poderia encontrar a paz necessária.

É só uma Joacine: não é preciso dramatizarmos como se uma doida o pudesse ser se dotada da pigmentação correcta.

É só Notre Dame: não é preciso dramatizarmos como se todas as igrejas tivessem sofrido um lamentável acidente precisamente na era dos mestrados em segurança e higiene no trabalho, mesmo que tenha sobrevivido nos tempos em que éramos uns brutos iletrados.

É só eutanásia para quem quer: não é preciso dramatizar como se de repente fosse possível assegurar que velhos ficam deprimidos por sozinhos em casa sem ver familiares para sua própria protecção.

São só uns judeus/ucranianos/polacos/chinocas do Camboja/arménios turcos/tutsis/sérvios/argelinos/tribos brasileiras/hutus/curdos/…: não é preciso dramatizar enquanto andar por aí o perigo de um André Ventura sem prometer que acaba imediatamente com a tourada.

É só a avó: não é preciso dramatizar como se fosse alguém produtivo dos que não andam aí a dar despesa.

A cidade entregue aos bárbaros

11 Junho, 2020

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Época da colheita

11 Junho, 2020

Eu entendo os “protestos” que consistem em vandalizar estátuas como a do Padre António Vieira. Entendo: acontecem porque não acontece nada aos vândalos. Estou perfeitamente convencido que não aconteceriam se uma pessoa comum, ao assistir ao espectáculo, reagisse com um pequeno tiro na testa do perpetrador. Contudo, como as pessoas comuns não andam aí a dar tiros a filhos da puta, não há incentivo para que a festa termine. Como tal, você e eu já perdemos a guerra. Agora é sentar e comer o que se semeou.

Rezem, senhores bispos. Rezem porque não vai tardar que chegue a vossa vez

11 Junho, 2020

No site da Rádio Renascença lê-se esta extraordinária prosa: «Estátuas, filmes e programas removidos. Revolução antirracista ganha força» O texto segue neste estilo “amanhã que canta”: «Nos Estados Unidos, uma estátua do navegador italiano Cristóvão Colombo foi derrubada e atirada a um lago, em Richmond, Virgínia. (…)  Colombo, celebrado pelos seus feitos enquanto explorador, também foi colonizador, tendo sido responsável pela escravização e morte de populações indígenas.»…

Que Deus acuda aos senhores bispos pois já morreu o almirante Pinheiro de Azevedo que lhes resolveu o problema da outra vez em que a revolução ganhou força por aquelas pias bandas.

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As últimas notícias da presente Revolução Cultural

11 Junho, 2020

Netflix cria categoria ‘black lives matter’ com produções sobre racismo…

 

HBO retira temporariamente”E tudo o Vento Levou” do catálogo nos EUA por perpetuar racismo

 

A série de humor “Little Britain” foi retirada de todas as plataformas de streaming do Reino Unido devido a preocupações sobre o uso do chamado “blackface” por parte das suas duas estrelas, David Walliams e Matt Lucas.

 

Hachette cancela a publicação do livro de memórias de Woody Allen

…

Era só para lembrar como acabam as propostas de tirar os polícias das ruas

10 Junho, 2020

Este é o esquema de  segurança montado em torno da casa de Pablo Iglesias e Irene Montero, líderes do Podemos. Os tais que diziam que a polícia eram “matones al servicio de los ricos” e agora dispôem de uma segurança para lá de musculada.

 

 

As propostas de tirar os polícias das ruas acabam com a casta do regime, a tal que é contra a polícia, com as suas casas guardadas para lá do que é habitual. Os outros ficam entregues a si mesmos e à barbárie.

 

O actual conflito de gerações

10 Junho, 2020

André Abrantes Amaral «É uma guerra civil, de cariz cultural, que teve início nas universidades e chegou a jornais, como o NYT, porque os seus protagonistas já não são estudantes e começaram a ocupar lugares de destaque na democracia norte-americana. A guerra civil que Weiss descreve estar a acontecer no NYT tornou-se evidente nestes dias depois da demissão do director de opinião daquele jornal, James Bennet. Bennet demitiu-se por ter permitido a publicação online de um artigo de opinião, no qual o senador republicano Tom Cotton defendia o envio dos militares para rua para pôr termo às manifestações violentas que estão a ter lugar nos EUA. Bennet foi forçado a proibir a publicação do artigo na versão em papel do jornal e, por fim, não teve outra alternativa que não demitir-se. De acordo com Weiss o que sucedeu foi algo para que já vinha a alertar há muito tempo mas que esperava que levasse anos e não dias a concretizar-se: a chegada ao poder dos activistas que dominaram os debates universitários nos últimos anos.»

Descubra o sem-abrigo

9 Junho, 2020

 

Onde estão os carenciados a que o tal centro de apoio aos sem-abrigo, carenciados dava apoio? Há mais fotos aqui.

A mensagem política que tenho para dar

9 Junho, 2020

Uma questão de metodologia: Primeiro, por causa da metodologia, fechou-se o centro de apoio aos sem abrigo da Igreja. Agora temos as ocupações do Bloco

9 Junho, 2020

EXPRESSO: Feridos, gás pimenta, bastonadas, carga policial: o despejo de um centro de apoio a carenciados em Lisboa

PÚBLICO: Seguranças tentam despejar ocupantes que criaram centro social em Lisboa

… Na linguagem da Lusa e das redacções os ocupas são invariavelmente apresentados como estando a dinamizar centros de apoio a sem abrigo, migrantes, vítimas disto e daquilo. Isto no início para legitimar o roubo. Depois são só ocupas por umas coisas vagamente culturais. Depois nem isso. Num país onde são necessárias licenças para tudo e mais alguma coisa (até para colocar vasos de flores nas entradas dos edifícios) vistorias, inspecções… umas criaturas ocupam um prédio em ruínas e automaticamente passa a funcionar ali um centro de apoio aos sem-abrigo. Onde estão as normas de segurança e higiene que se aplicam aos outros? E  a metodologia, sim a metodologia? Recordo que em 2016 funcionava precisamente em Arroios, no Largo de Santa Bárbara, um Núcleo de Apoio Local com o objetivo de apoiar pessoas sem-abrigo, disponibilizando refeições de pequeno-almoço, almoço e jantar, bem como “todo o acompanhamento social e inserção no mercado de trabalho”. O equipamento estava a apoiar diariamente cerca de 35 sem-abrigo. A gerir o espaço, cedido pela Câmara de Lisboa, rstava o Centro Social e Paroquial de São Jorge de Arroios.

Ora em 2016, a CML deixou de apoiar este projecto. Porquê? Porque “há uma metodologia de trabalho do centro paroquial que não se coaduna com o programa municipal de apoio aos sem-abrigo da Câmara Municipal de Lisboa e, aparentemente, não resolúvel” – explicou um vereador dos Direitos Sociais, João Afonso de seu nome.

Agora em 2020, temos  a malta do Bloco a tentar que a sua governamentalização não a faça perder as franjas  mais enérgicas do seu eleitorado partindo para a ocupação-dinamização  de prédios que aguardam pro licenciamento de recuperação na mesma  CML onde o Bloco manda. Como se vê é uma questão de metodologia!

 

O meu “privilégio” branco

8 Junho, 2020

Reina a hipocrisia. Nunca como hoje se respeitou mais os direitos humanos no ocidente. Os racismos foram criminalizados, a igualdade entre indivíduos está salvaguardada nas Constituições das nações, a escravatura abolida. Mas… é exactamente aqui, no ocidente, e nos países que mais oportunidades dão aos cidadãos de todos os credos, culturas e raças, que as manifestações contra o racismo têm lugar e de forma cada vez mais violenta. Porquê?

Morreu um negro nas mãos de policiais. É factual. Como morrem às mãos das mesmas autoridades gente de outras raças e culturas. Todos os anos. Centenas. Por que razão a morte de um negro é racismo e as outras, não? Isso mesmo foi denunciado por vários negros que não se revêem, e bem, nesta hipocrisia monumental dos FALSOS activistas pelos direitos humanos. Mas uma mulher destacou-se e arrasou com a narrativa perguntando por onde andaram  os “Black Lives Matter” quando todos os dias negros matam negros:

É claro que estes cidadãos indignados insuspeitos por serem negros, não têm qualquer destaque nos média, pelo contrário: são ignorados. Como são ignoradas as mortes de cidadãos negros e não só, às mãos destes anarquistas terroristas que dizem defender direitos humanos nestas manifestações violentas (veja aqui). Estas “black lives” não importam?

Mais vozes de negros a arrasarem a narrativa dos “Black Lives Matter”:

 

E outra:

 

Outras:

Se dúvidas houvesse que a MORTE na sequência da detenção de George Loyd não é uma questão de cor de pele, deixo aqui uma detenção policial, desta vez em Dallas, mas que não foi motivo de histeria mundial generalizada e em que o indivíduo também disse aos agentes: “I can’t breathe” (veja aqui).  A diferença é que este era branco e loiro. Terá sido pelo seu  “privilégio branco”?

Depois vem as estatísticas oficiais que desmontam a falácia da vitimização das “minorias”( veja aqui).

E grandes senhores a dizerem o que tem de ser dito sobre essa constante vitimização em pleno século XXI:

Em consequência soltaram-se motes contra o  “privilégio branco” ou lá o que isso é, levando pessoas a colocarem crianças inocentes a fazerem isto:

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Então fui à procura de ver esse “privilégio branco” na sociedade de hoje e encontrei-o aqui:   https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/adolescente-espancada-por-grupo-de-raparigas-no-seixal

aqui: https://www.jn.pt/sociedade/video-de-agressao-a-adolescente-causa-indignacao-1860230.html

aqui: https://tvi24.iol.pt/videos/sociedade/jovem-violentamente-agredida-ficou-sem-parte-do-cabelo/5c7042090cf2b67a55a5e305

aqui: https://sicnoticias.pt/pais/2018-12-11-Video-mostra-jovem-de-14-anos-a-ser-violentamente-agredido-em-Lisboa

aqui: https://www.cmjornal.pt/multimedia/videos/detalhe/jovens-violentamente-agredidos-na-baixa-do-porto

aqui: https://expresso.pt/actualidade/advogado-de-leonor-cipriano-pede-proteccao-policial=f427893

e na África do Sul: https://www.youtube.com/watch?v=EThwj4NtnvU&list=PLr4FezHm2oaIrQMEpcOCwkdwfgyJzb89o&index=2&t=0s

E podia continuar a lista interminável de “privilegiados brancos” cá e pelo mundo fora… 

Depois lembrei-me que eu, tal como milhões de pessoas, também fui (e sou) uma “privilegiada branca” mas:

  1.  desde cedo tive de trabalhar no duro, das 8h às 6h, para a minha independência  e sem ajudas de ninguém  ;
  2. sempre descontei para a segurança social mas quando precisei dela a ajuda não dava “para a cova dum dente”;
  3. nunca tive facilidades com empréstimos pelo contrário, quando precisei, tive de deixar o “pêlo” no banco como garantia caso contrário, não havia nada para ninguém. Zero;
  4. nunca fui favorecida em tribunal porque a lei é para todos e é para cumprir;
  5. nunca me perdoaram dívidas, multas ou impostos: “pagas e não bufas senão vem aí penhora”;
  6. nunca me caiu emprego, nem bom nem mau, no colo. Tive de dar “às sapatilhas” para os conseguir e sujeitar-me ao que havia sem esquisitices, com muita honra e orgulho;
  7. passei uma infância muito triste por ter sido vítima de racismo. Sim! Sim! Os brancos também são alvos das pessoas estúpidas e mal formadas, mas não fiz do vitimismo a minha luta. Fiz da luta a minha força para vencer todos os obstáculos;
  8. nunca tive qualquer oferta na vida servida numa  bandeja: tive que trabalhar arduamente para ter tudo o que tenho.

Foi isto que consegui com o meu “privilégio”. Nem mais, nem menos.

Termino com um comentário, que subscrevo, encontrado no facebook  de João Loureiro Vaz:

“Privilégio branco?
Foi construir a Europa ao longo de séculos.
Foi construir a América do Norte.
Foi sufocar em fábricas durante a revolução industrial.
Foi habitar em bairros miseráveis depois de sair da fábrica.
Foi ficar soterrado em minas que eram matadouros.
Foi morrer aos milhões em trincheiras infestadas de ratazanas.
Foi morrer aos milhões em bombardeamentos aéreos e desembarques em praias minadas.
Foi encontrar nos mares a sepultura quando se procurava ganhar a vida, como ainda hoje sucede.
Foi ser escravizado e vendido em mercados do norte de África ao Cáucaso durante séculos.
Foi morrer gelado na imensidão da Sibéria.
Foi morrer de fome nos campos da Ucrânia.
Foi morrer de exaustão nos campos da Ásia Central.
Foi criar e descobrir instrumentos que contribuíram para a humanidade inteira.
Foi eliminar instituições que duravam há milénios, como a escravatura.
Vou pedir desculpa por causa disto? não me parece.”

Antigamente o problema era o analfabetismo. E agora com as universidades trnasformadas em berçários de intolerantes e de ignorância?

8 Junho, 2020

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Durante anos e anos, as universidades encheram-se de observatórios, gabinetes e institutos onde os líderes de extrema-esquerda se cobriram de títulos académicos e aumentaram a sua influência. Pior, onde antes havia conhecimento eles colocaram a ideologia. Temas de investigação, atribuição de bolsas, conferências… tudo passou a estar subordinado à sua visão do mundo. Atribuem-se bolsas em função do sexo ou da cor da pele. Discute-se se a matemática tem género e proíbem-se conferências de autores não alinhados. As universidades transformaram-se em  berçários de intolerantes. E de ignorância.

Alguém sabe responder?

8 Junho, 2020

Estas fotos surgiram onde pela primeira vez? Foram recolhidas por fotógrafos a trabalhar para jornais ou sites noticiosos ou foram feitas por quem viu passar estas manifestações?

 

É Bloco, é Esquerda, é Bloco de Esquerda

7 Junho, 2020

Como Catarina Martins e os dirigentes do partido não se demarcaram das cenas e palavras de ordem da manifestação de ontem que apadrinharam e promoveram activamente, pode-se concluir que isto é Bloco:

PoliciaMortoSemBibliaClimaximo-manif

Bloco-manif

Do Bloco, with love.

7 Junho, 2020

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A ler. E a voltar a ler

7 Junho, 2020

Maria de Fátima Bonifácio: «Uma identidade europeia apenas poderia sustentar-se sobre os alicerces de grandes criações espirituais. A cultura espelha e simultaneamente cria os principais valores que, partilhados, asseguram a coesão nacional ou civilizacional. Infelizmente, não existe hoje em dia, no Ocidente europeu, nada disto. A somar ao fracasso cultural, a obsessão identitária deu e continua a dar um indesejável contributo para a fragmentação das sociedades ocidentais.»

Um país às avessas e na linha

7 Junho, 2020

No Portugal socialista fala-se ao contrário:

Não, não é uma bazuka. É o tacho do costume para os rapazes do costume.

Não, não é um processo exemplar. É um processo que correu mal.

Não, não é anti-racismo. É a manipulação do costume. E o paternalismo de sempre

Não, não é um vírus. É um processo de discriminação em curso.

Não, não é um passozinho. É uma negociata para que não exista referendo à regionalização.

Não, não é austeridade. É pobreza selectiva.

George Floyd ?

6 Junho, 2020

As aulas marxistas de História da telescola

5 Junho, 2020

Aqui há tempos um indivíduo que se dizia de direita, num partido de direita, perdeu a compostura comigo quando eu, muito educadamente, e a propósito de um pequeno vídeo que ele fizera sobre os extremismos de “direita” e de esquerda, o corrigia dizendo que Hitler e Mussolini não eram de direita. O moçoilo trepou paredes e de forma quase directa chamou-me de ignorante mesmo depois de lhe ter demonstrado que essa narrativa ensinada nas escolas era manipulada pelo “gramscismo” que passou a fazer parte do ensino depois de 74. Expliquei-lhe que a escola não ensina a História tal como ela aconteceu. Que os conteúdos foram manipulados com “camuflagem”, truncagem e adulteração de factos para favorecer a ideologia socialista/comunista e  por isso, pensava assim. Que a culpa não era dele. Pedi inclusive que aprofundasse o tema pesquisando por conta própria. Escusado será dizer que não valeu a pena e ainda saiu ofendido da conversa.

Ora, graças ao COVID, voltamos à telescola e em casa passamos a ter acesso aos conteúdos ensinados  nas escolas públicas. E não é que me vieram dar razão?

Neste vídeo podemos assistir, ao vivo e a cores, a uma aula com  um professor de História a contar os factos de forma enviesada, ocultando e reescrevendo outros. Editamos o vídeo para que consiga ver onde estão as manipulações. Mas aqui vou mais em pormenor falar delas:

Diz que nasceram extremismos de “direita” e de esquerda devido às crises de 1919 e “crash” de Wall Street em 1930. De facto, é no caos que as ditaduras se instalam. Mas quais são as ideologias propensas à implementação autoritária do Estado?

  • As que defendem um Estado “forte” e absoluto na sociedade e economia. Quais são elas? O comunismo e o socialismo. Mas isso, o professor não fala.

Define extremismo de “direita” como sendo iniciado pelas camadas mais altas da sociedade e contrapõe com o extremismo de esquerda que diz tratar-se de uma forma de pensar adoptada sobretudo pelos operários e que acabou por se expressar através do comunismo. Porém, isso não é verdade:

  • Os extremismos no mundo foram iniciados por elites que mobilizaram as massas para a “revolução” numa sociedade destruída pelo caos (social e económico).

Diz que na Europa foram adoptados regimes de extrema “direita” para fazer frente ao comunismo dando o exemplo de Mussolini e Hitler. Não lembra nem ao diabo dizer que Hitler e Mussolini eram de direita só porque combateram os comunistas:

  •  Soares fez o mesmo. Juntou-se ao MDLP e combateu os comunas no “verão quente”. Deixou de ser socialista por isso? Não.

Afirma ainda que ao serem anti-comunistas são do outro extremo (direita). Isto também é falso:

  • Mussolini era ex-membro do Partido Socialista Italiano e redactor do Jornal Socialista “Avanti”. Hilter líder do Partido “Nazi” que era uma abreviatura de “der Nationalsozialistische Deutsche Arbeiters Partei” — Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães Socialista e um socialista assumido quer na forma como governou a Alemanha, quer nos seus discursos:
discurso de Hitler:
Como nacional-socialista e soldado alemão entro nesta luta com um coração forte! Toda a minha vida foi uma luta permanente pela minha nação, para a sua ressurreição, para a Alemanha, e toda esta luta foi inspirada por uma única convicção: a fé neste povo! Uma palavra eu nunca conheci: capitulação. E se alguém pensa que vem aí tempos difíceis gostaria de recordar-lhe o facto de que há tempos um rei da Prússia com um Estado ridiculamente pequeno, enfrentou uma das maiores alianças que alguma vez existiu e saiu vitorioso após três campanhas, porque possuía uma fé forte e firme que nós nestes tempos, também temos necessidade de ter . Quanto ao resto do mundo, quero assegurar: Novembro de 1918 não acontecerá novamente na história alemã. Assim como eu estou preparado para arriscar, a qualquer momento, a vida pelo meu povo e pela Alemanha, exijo o mesmo de todo a gente!
Quem acreditar que tem uma hipótese de fugir, directa ou indirectamente, a este dever patriótico morrerá.

Não queremos traidores. Estamos a agir unicamente de acordo com o nosso velho princípio: a nossa própria vida nada importa, o que importa é que o nosso povo, que a Alemanha viva…

Afirma que o fascismo é de “direita” e refere-se a Mussolini apenas como líder do fascismo italiano:

  • Contudo, esquece-se de referir que a palavra fascismo vem de fascio , o símbolo do partido socialista nacionalista criado por Mussolini, depois de desavindo com seus camaradas que não queriam a entrada da Itália na guerra. O fascio representa a “autoridade e a união” e era usado pelos guardas dos magistrados que detinham o poder.

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Mostra imagens de  milhares de pessoas na Marcha de Roma onde se pode ver que não são de todo a classe alta que ele inicialmente indicou:

  • e acaba por contradizer-se ao referir que muitas manifestações ocorriam por via da crise, pelos operários. Greves e manifestações que Mussolini usou para manipular massas.

Diz que Mussolini desenvolveu uma nova forma de pensar a que chamou de “fascismo”:

  • mas desde quando uma ideologia que não passa de uma corrente ideológica revista do socialismo de Marx, é uma nova forma de pensar? A única diferença é que a primeira apelava à revolução pela luta de classes; a segunda usava o nacionalismo para unir as massas em torno de um objectivo: implementar um Estado forte e omnipresente na sociedade e economia – ou seja, o SOCIALISMO –  como resposta à crise.

Diz que na Alemanha, Hitler em resultado da grande depressão (caos económico e social), subiu ao poder sem eleições a convite do presidente e que implementou o Nazismo que descreve como sendo semelhante ao fascismo:

  •  logo aqui, está a dizer que ambas as ideologias são idênticas na sua origem. Ora, se a origem de ambos os líderes e o seu pensamento ideológico é o socialismo, então porque insiste em classificar de “direita”?

Diz que nazismo e fascismo são ambos totalitários, que consideram que o Estado é o órgão central, que tudo deve depender desse mesmo Estado, ao contrário dos regimes democráticos cujo o órgão mais importante é o Parlamento. Logo conclui que, ambas são anti-parlamentares e também anti-comunistas e que assim sendo, são o oposto ao comunismo porque são o contrário do pensamento de esquerda:

  • ou seja, o mesmo professor que em cima DESCREVEU o que é o pensamento de uma ideologia de esquerda, diz que estes dois líderes, que implementaram exactamente essa ideologia segundo a cartilha do pai do socialismo (Karl Marx),  não são de esquerda. A contradição é uma constante nesta aula.

Diz que além disso, estes dois líderes que classificou de “direita” (repete isto constantemente), eram nacionalistas e imperialistas, dando a clara ideia que estas características eram de…  “direita”:

  • porém, sabemos pela  História que os países Comunistas foram no passado e AINDA SÃO hoje, NACIONALISTAS e IMPERIALISTAS. Veja-se a ex URSS. Veja-se a China. Esta última ainda não parou de se expandir e conquistar o Mundo (hoje de forma mais sofisticada e sem recurso às armas). É sabido que o mundo ocidental está financeiramente nas mãos do Partido Comunista Chinês. (veja aqui este documentário da RTP).

Sobre Estaline, um genocida, diz que a “raiz” é diferente dos outros (???). Que teve como principal preocupação desenvolver o país (dando a entender que os outros, não):

  • mas esqueceu-se de referir que a maldita reorganização da propriedade (como “carinhosamente” chamam aos saques violentos aos proprietários) onde colectivizou à força deixando à fome os seus proprietários,  fez morrer de FOME 14 milhões de pessoas inocentes na ex-URSS. Que os tais planos organizativos da produção (saques violentos, exploração laboral assassina, fome e Gulags para quem não entregasse toda a produção agrícola), deram origem ao maior genocídio da História da Humanidade, mais mortífero que o socialista Hitler na sua insanidade de limpeza étnica: HOLODOMOR.  E fala de Estaline ocultando isto com uma ligeireza e romantismo assustador;
  • os judeus foram enviados para os campos de concentração pelo Hitler; os Ucranianos para os Gulags pelo Estaline. Onde diferem? 

Sobre isto o Instituto Mises explica:

“Qual o principal elo entre o fascismo e o socialismo? Ambos são etapas de um continuum que visa ao controle económico total, um continuum que começa com a intervenção no livre mercado, avança até a arregimentação dos sindicatos e dos empresários, cria leis e regulamentações cada vez mais rígidas, marcha rumo ao socialismo à medida que as intervenções económicas vão se revelando desastrosas e, no final, termina em ditadura.”

(…) “Todos os maiores e mais importantes nomes do movimento fascista vieram dos socialistas. O fascismo representava uma ameaça aos socialistas simplesmente porque era uma forma mais atraente e cativante de se aplicar no mundo real as principais teorias socialistas. Exactamente por isso, os socialistas abandonaram seu partido, atravessaram o parlamento e se juntaram em massa aos fascistas.”

(…) “O fascismo utiliza o apoio conseguido democraticamente para fazer uma arregimentação nacional e, com isso, controlar mais rigidamente a economia, impor a censura, cartelizar empresas e vários sectores da economia, escolher empresas vencedoras e privilegiá-las com subsídios, repreender dissidentes e controlar a liberdade dos cidadãos. Tudo isso exige um contínuo agigantamento do estado policial.”

(…) “Sob o fascismo, a divisão entre esquerda e direita se torna amorfa. Um partido de esquerda que defende programas socialistas não tem dificuldade alguma em se adaptar e adoptar políticas fascistas. Sua agenda política sofre alterações ínfimas, a principal delas sendo a sua maneira de fazer marketing. (…) O próprio Mussolini explicou seu princípio da seguinte maneira: “Tudo dentro do Estado, nada fora do Estado, nada contra o Estado”. Ele também disse: “O princípio básico da doutrina Fascista é sua concepção do Estado, de sua essência, de suas funções e de seus objectivos. Para o Fascismo, o Estado é absoluto; indivíduos e grupos, relativos.”

(…) “os nazistas, em geral não tiveram que matar para expropriar a propriedade dos alemães, fora os judeus. Isto porque, como vimos, eles estabeleceram o socialismo discretamente, por meio do controle de preços, que serviu para manter a aparência de propriedade privada. Os proprietários eram, então, privados da sua propriedade sem saber e, portanto, sem sentir a necessidade de defendê-la pela força.”

(…) “era o governo alemão e não o proprietário privado nominal quem decidia o que deveria ser produzido, em qual quantidade, por quais métodos, e a quem seria distribuído, bem como quais preços seriam cobrados e quais salários seriam pagos, e quais dividendos ou outras rendas seria permitido ao proprietário privado nominal receber.”

(…) “Em uma época em que vários membros da intelligentsia européia estavam encantados com a União Soviética, essa narrativa de que os nazistas eram capitalistas passou a ser uma falácia extremamente conveniente. Mas trata-se de uma ideia sem o mais mínimo fundamento em princípios económicos. É apenas uma deturpação soviética com base no arcabouço marxista. Os nazistas, que apregoavam orgulhosamente seu socialismo e que implantaram políticas socialistas com grande consistência, passaram a ser chamados de capitalistas pelo simples motivo de que eles não se encaixavam pristinamente na visão de mundo soviético-marxista. Esta narrativa segue viva até hoje.”

Se as escolas não doutrinassem,  hoje não teríamos tantos idiotas úteis à narrativa (tão conveniente)  marxista.  Vale a pena pensar seriamente nisto.

Saiba mais aqui:

https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=98

https://mises.org.br/Article.aspx?id=2162

https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2574

 

estórias infantis

5 Junho, 2020
by

Hoje, no Observador, dedico-me a relembrar uma velha anedota da minha infância, a estória do «Silva dos plásticos», infelizmente recuperada agora, na minha idade adulta.

Uma questão de proporção

5 Junho, 2020

Brasil ultrapassa Itália e torna-se no terceiro país com mais mortes

Só falta acrescentar que a Itália tem 61 milhões de habitantes e o Brasil 209 milhões.  E naquele país remoto e inacessível que é a Bélgica já se vai em 824 mortos por milhão de habitantes

Catolicismo e Liberdade

5 Junho, 2020

Num ambiente cultural cada vez mais ofuscado e absorvido pelo Estado e rendido às causas progressistas, o evento que a Oficina da Liberdade organiza no próximo Domingo com Alejandro Chafuen, Managing Director de um dos mais importantes e prestigiados Think Tanks de base religiosa do mundo – o Acton Institute – não deixará com certeza de abordar desafios estimulantes sobre o papel da Igreja e dos católicos na preservação e defesa da liberdade individual.

André Azevedo Alves, terá questões a colocar ao convidado e enquadrará o tema na realidade Portuguesa.

O debate terá transmissão online e em directo tanto no Facebook (aqui) como no Youtube (aqui).

Fica o convite:

LiveActon-OK

 

Onde estiveram então as ONG’s e os activistas?

4 Junho, 2020

Zita Seabra: « O cidadão ucraniano que morreu no SEF do aeroporto esteve 15 horas manietado com fita-cola e algemas. Foi visto assim por enfermeiros, inspetores, chefes. Ficou numa sala preso, durante horas, com as calças pelos joelhos e cheiro a urina. O médico que passou o óbito não viu agressões e deu-a como morte natural. Auto de óbito do SEF também não refere qualquer lesão.»