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Até quando?

26 Fevereiro, 2022

80 anos depois a URSS em construção

25 Fevereiro, 2022

Capa da revista URSS EM CONSTRUÇÃO, 1940: Ucrânia e Bielorrúsia

Mas tudo passa, já dizia o Nelson Ned, que ele próprio já passou

25 Fevereiro, 2022

Agora somos todos Ucrânia. Não falta quem não sinta no seu âmago a mais profunda identificação com os oprimidos longínquos, conjugando a dor pelos outros com a condição de aceitação de que entidades como a DGS emitem normas para cumprir. Às vezes pergunto se somos todos Portugal. Rapidamente constato que sim: ser Portugal é sentir as dores dos outros, porque sentir as nossas próprias poderia ser demasiado perturbador.

Isto é para rir ou para chorar?

24 Fevereiro, 2022

“O PCP sublinha, ao mesmo tempo, as declarações de Putin que, refletindo a posição da Rússia como país capitalista, desferem um ataque à União Soviética e à notável solução que esta encontrou para a questão das nacionalidades dos povos e suas culturas”

Tensão na Ucrânia e orgulho para Portugal

23 Fevereiro, 2022

Apesar de tudo, os Portugueses ainda vão tendo motivos de orgulho e o mundo não seria o mesmo se não tivéssemos um conterrâneo a liderar as Nações Unidas. António Guterres é um secretário geral da ONU “excecional” e representa “tudo aquilo que prestigia Portugal no mundo”, pelo menos é esta a opinião do Presidente da República, um septuagenário que se notabilizou por dar frequentes entrevistas semi-nu para a televisão enquanto seca a água das nádegas depois de mergulhos no mar.

Depois da sua assolapada paixão nacional pela educação, Guterres dedicou-se às melhores causas internacionais, próprias das miss-mundo urbano-beatas: do feminismo e anti-racismo, às alterações climáticas que nas palavras do nosso ex primeiro-ministro era a “mais importante e imediata ameaça à vida humana”. Isto até aparecer a covid 19. Aí Guterres passou a achar que o clima podia afinal esperar e que a Humanidade deveria passar a ter “apenas uma luta”: o “combate” à covid 19, numa espécie de fantasia quixotesca para sinalizar virtude e enganar simplórios. Chegou até a recrutar 110.000 “influencers” para espalhar nas redes sociais aquilo que considerava ser a sua verdade, certa e conveniente, sobre o vírus e a doença.

António Guterres nunca foi bom a aritmética nem em contabilidade pelo que o que pagou a esta rapaziada não lhe perturbou o sono. Assim como continua a dormir tranquilamente acumulando a pensão vitalícia superior a 4.000€ mensais paga pelos contribuintes portugueses ao seu salário anual de 200.000 euros de alto-dirigente da ONU, organização que por sinal sofre de seríssimas dificuldades financeiras.

Mas o que gostaria mesmo de destacar nesta crónica é que nas últimas semanas e dias ficou cristalino o papel absolutamente fundamental de Guterres e da ONU para garantir a paz na Ucrânia. Como se viu, nenhum líder político mundial deu algum passo ou fez alguma diligência sem consultar previamente Guterres. Os chefes de estado estiveram todo este tempo expectantes acerca do que António teria a dizer ao planeta. E Guterres não desiludiu: declarou-se “profundamente preocupado” com os acontecimentos.

Esta tensão entre a Rússia e a Ucrânia é mais um episódio que avoluma o número de pessoas que se questiona sobre se a ONU serve hoje algum propósito relevante e práctico no mundo das relações internacionais. Mas pelo menos ficamos com certezas acerca da utilidade de Guterres.

A minha crónica de hoje, aqui:

O PCP não apoia Putin, está muito para lá de Putin

23 Fevereiro, 2022

Sessenta anos depois Estalinegrado vive. Onde? No Avante. José Diogo Quintela leu o Avante e descobriu que A nostalgia de Putin pela União Soviética só tem par na saudade que o PCP sente desses tempos gloriosos. Saudade que, apesar de tudo, ainda vai sendo mitigada através das viagens que organiza e anuncia no Avante!, como descobri no exemplar que comprei. Por exemplo, em Maio prepara-se uma excursão a Leninegrado e, em Novembro, a Estalinegrado. Note-se que Leninegrado não se chama assim desde 1991 e Estalinegrado desde 1961.

O extraordinário caso do homem que se esqueceu de si mesmo

22 Fevereiro, 2022

O presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, Miguel Coelho (PS), manifestou-se contra a autorização de filmagens na zona durante “oito noite seguidas”, do próximo mês de Julho, por considerar que penalizam o direito ao descanso e a mobilidade dos moradores: “São filmagens nocturnas que implicam fecho de quarteirões, de ruas inteiras, alterações de tráfego, que implicam ruído, cenas de tiros, carros a bater, perseguições de motos em escadas, que achamos muito difícil de concretizar (…), até pelo mau exemplo que darão às pessoas, portanto estamos preocupados”.

Miguel Coelho deve preocupar-se mas é com a sua memória. Então ele esqueceu-se que os executivos socialistas da CML queriam tanto filmagens em Lisboa que criaram a Lisboa Film Comission para captar filmagens para a capital? E adivinhe-se qual foi a freguesia onde aconteceram mais filmagens? Santa Maria Maior!!!! Nada mais nada menos que 119 pedidos de filmagens foram contabilizados para a freguesia de Santa Maria Maior

Vá o senhor Miguel Coelho ao site da CML/ Lisboa Film Comission e encontra lá toda esta informação. várias.

O que mudou agora? Ou Miguel Coelho está amnésicou ou simplesmente estamos perante mais um caso de demência socialista portuga.

Não sei nada de linguagem corporal mas acho que isto resume a situação Rússia-UE

20 Fevereiro, 2022

Regionalização, a golpada que se segue

20 Fevereiro, 2022

Hoje no Observador trato da golpada que se segue à do voto dos emigrantes: transformar a regionalização num facto consumado a que só falta o sim dos portugueses num referendo protocolarAgora os protagonistas não são figuras secundárias dos partidos mas sim um primeiro-ministro incapaz de reformar o Estado mas desejoso de deixar uma marca do seu exercício; um presidente da República sem margem de manobra e um PSD que conformado com a sua condição mediana.

Como é que isso se faz? É simples, basta seguir o guião traçado pela presidente da Associação Nacional de Munícipios Portugueses (ANMP), Luísa Salgueiro, no Expresso. Está lá tudo.

O estado de anormalidade mantém-se nas escolas

18 Fevereiro, 2022

As crianças vão continuar a ser obrigadas a usar máscara. Mas não só. Como a Susana Peralta denuncia as escolas estão a viver em estado de excepção, um verdadeiro estado de anormalidade: «Desde setembro de 2020, temos o funcionamento por bolhas, os horários desfasados, os sentidos únicos de circulação nos corredores, as refeições em take-away, os lugares de refeitório separados por acrílico, a interdição de entrada de mães e pais no recinto de creches, entre outras regras. Talvez a restrição com maior custo seja manter os alunos na mesma sala de aula durante quase todos os intervalos, assim evitando o convívio no recreio e nos espaços comuns. Em alguns casos, os horários foram comprimidos, para minimizar o tempo passado na escola. Estas regras continuam em vigor? Não é claro.»

Isto é uma “pandemia” de casos assintomáticos

18 Fevereiro, 2022

Nunca se viu algo semelhante. O Mundo parou por via da “ameaça” de pessoas assintomáticas a uma doença. Seria de rir se isto não fosse, na verdade, muito trágico. Como foi possível o Planeta inteiro ter embarcado em tamanha mentira sem fundamento científico? Como foi possível deixar destruir toda a Humanidade sob a falácia dos testes PCR, comprovadamente criador massivo de falsos positivos e que não foram concebidos, sequer, para detectar doenças virais? Simples: bastou comprar todos os mass media de todos os países e… voilà!

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O suspeito de terrorismo e o taxista: adivinhe qual feriu quatro bombeiros e dois GNR?

17 Fevereiro, 2022

Uma pista: o destaque editorial é inverso à gravidade dos factos

Inflação

16 Fevereiro, 2022

Os efeitos perniciosos da inflação são cada vez mais visíveis na nossa vida quotidiana, sobretudo para os trabalhadores das classes média e baixa que já sentem diariamente a perda do seu poder de compra e a erosão das suas poupanças.

A inflação real de bens e serviços não substituíveis e que consumimos todos os dias (alimentos, electricidade, combustíveis, rendas de casa) é muito maior do que a variação do índice de preços no consumidor calculado pelo INE e que inclui para efeitos estatísticos serviços e bens que não consumimos todos os dias e cujas compras podem ser descontinuadas e são até geralmente ocasionais, como pex produtos de tecnologia e lazer.

Os responsáveis políticos vêm com a lengalenga de que as pressões inflacionistas são transitórias e temporais, mas mesmo que o crescimento dos preços desacelere, a verdade é que os preços não descem e a inflacção acumulada ao longo dos anos é bem superior aos aumentos de salários no mesmo período.

Mas o aumento persistente da maioria dos preços é uma consequência direta da chamada política monetária expansionista criada durante anos pelos (ir)responsáveis políticos. Há pelo menos uma década que os enormes estímulos monetários dos bancos centrais, ao injectarem liquidez no mercado e manterem taxas de juro baixas, distorcem o bom funcionamento da economia e geram ineficiências na alocação de recursos. Direciona-se artificialmente moeda para ativos relativamente escassos e as estruturas produtivas ficam desajustadas àquilo que o mercado procura.

Depois de dois anos de práctica criminosa dos governos com o fecho das actividades económicas, confinamentos e restrições a pretexto da alucinação colectiva histérica com a covid19, basear a estratégia de recuperação da economia no refinanciamento de dívidas ou distribuição de dinheiro através de bazucas servirá apenas para aprofundar uma depressão futura. Além de que será dinheiro consumido em larguíssima medida pelo próprio Estado se alimentar a si mesmo em circuito fechado.
As contas públicas não melhoram, o PIB desacelera, o déficit estrutural permanece alto e a dívida pública real não desce.

Mas se a esmagadora maioria das pessoas continua borrada de medo com um vírus respiratório e não se coíbe de utilizar crianças como uma ilusão de escudo protector contra uma doença de que já estão supostamente protegidas, menos escrúpulos terão ainda os Portugueses em hipotecar a vida das gerações futuras com mais dívida pública deixando sejam os filhos a pagar o egoísmo hipocondríaco dos pais.

Por isso o inútil Marcelo irá continuar a fazer as suas palhaçadas cantando o Grândola agarradinho ao presidente francês em banquetes oficiais em Paris ou a mudar de cuecas em frente às câmaras de televisão com transmissão em directo. E António Costa irá manter o seu permanente sorriso luzidio e continuar refastelado a gozar a maioria absoluta enquanto prepara a sua saída de cena para outros cargos.

Quem se lixa, somos nós.

O meu vídeo de hoje, aqui:

Claro que sim, vamos ser lá capazes de viver sem a nossa restrição do Inverno, do Verão, da Primavera…

16 Fevereiro, 2022

Peritos sugerem recuperação de restrições no próximo inverno para evitar excesso de mortalidade. Baltazar Nunes, do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, alertou para a importância da implementação de algumas restrições durante o período de inverno do próximo ano.

A realidade ultrapassa sempre a ficção

16 Fevereiro, 2022

Un journaliste français du Canard enchaîné aurait été un espion de l’Est. Citant un dossier du StB, les services secrets tchécoslovaques, exhumé par l’historien tchèque Jan Koura, vice-recteur à l’université Charles de Prague, l’hebdomadaire relate que Jean Clémentin, une des grandes plumes du Canard, a espionné pour le compte de ce satellite du bloc de l’Est. Entre 1957 et 1969, «Pipa» (son nom de code) a «remis pas moins de 300 notes, au cours de 270 rencontres en France et à l’étranger. Il a également participé activement – et consciemment – à trois opérations de désinformation, en publiant dans Le Canard enchaîné des articles conçus par la StB», affirme l’enquête. «Il a même été envoyé à Londres et à Bonn (Allemagne) par le service secret dans le but de récolter des renseignements». Le journaliste est actuellement âgé de 98 ans. Il est aujourd’hui protégé de toute poursuite par la prescription.

Querem falar dos actuais cortes nas pensões? Chamem Mário Centeno

15 Fevereiro, 2022

Os empréstimos a 40 anos no crédito à habitação passaram à história. Agora, por recomendação do Banco de Portugal ou seja de Mário Centeno, os empréstimos do crédito à habitação são a 30 anos, logo as prestações vão ser mais altas. Os bancos procuram deste modo garantir que já terão os empréstimos liquidados. no momento em que os actuais contribuintes ou seja os burlados da pax socialista se reformarem com pensões comparativamente muito mais baixas do que aquelas que as suas contribuições agoram pagam.

Et pourtant

14 Fevereiro, 2022

Os novos duques D’Orléans cantam sem máscaras. Ao fundo os criados de máscara esperam.

Os Orléans do nosso tempo cantam revoltas que visaram outros, enquanto mandam reprimir o povo nas ruas de Paris.

De Portugal foi um Presidente falar da emigração do seu povo ao mesmo tempo que cala o desprezo pelo voto desses mesmos emigrantes. Aos artistas da comitiva parece-lhes bem. Ao PR francês em campanha eleitoral idem.

A ler

14 Fevereiro, 2022

Este texto do João Gonçalves sobre o CDS. O JG tem memória e esteve lá, nesse momento de 2013 em que o irrevogável foi revogado e começou a desenhar-se aquilo que João Gonçalves define como “desgraça do CDS”. O João Gonçalves tem razão. Ele estava lá: «Temos de recuar a 2 de Julho de 2013. Recuo com facilidade porque estava lá. Nesse dia, o então líder do CDS, e ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, desligou os telefones e fez saber que estava “irrevogavelmente” demissionário. Depois da comezinha distribuição dos “lugares” a que esse líder deu toda a importância no início do XIX Governo Constitucional, enquanto MNE começou a desenvolver uma espécie de “diplomacia económica paralela”. Alguns membros do Governo da área da Economia que o acompanharam nessa altura lembram-se bem do exercício, do caricato de certas situações. Da América Latina a África, o homem não parava. Mesmo assim, queria a Economia, de que obteve a “coordenação” enquanto vice-primeiro ministro ex-“irrevogável”. O “delegado” escolhido para a Horta Seca era um amável empresário do CDS, que sucedeu a Álvaro Santos Pereira, alguém permanentemente armadilhado no Governo.»

O que mais iremos ver?

13 Fevereiro, 2022

Hoje no Observador pergunto: «O que levou a todo este alarde em torno de um atentado que não aconteceu?João de imediato foi o terrorista. O terrorista para português ver. Não ponho em causa o acerto e a fundamentação da decisão das autoridades policiais mas daí para a frente tudo me parece desproporcionado e insólito.»

E é isto

12 Fevereiro, 2022

Carlos Abreu Amorim hoje no Observador (para quando aqui no Blasfemias?) «Rui Rio nunca escondeu o que queria nem tentou camuflar a sua visão sobre o papel do PSD. Por exemplo, abdicou de lógicas e instrumentos de Oposição esperando que o poder lhe caísse nas mãos por caducidade natural. Pior, aderiu tacitamente à narrativa do PS sobre a superação da crise e calou-se sobre o melhor da história recente do PSD – ter vencido a bancarrota socialista e colocado o país na via do crescimento económico. Ainda assim foi seguido convictamente pela maioria do partido. E isso tem um preço que só agora o PSD começou a pagar.»

Aposto que o miúdo é do Chega

12 Fevereiro, 2022

Pelo que se vai entendendo das publicações em jornais de expressões e jargão desconhecido para a vasta maioria das pessoas, uma pessoa foi encontrada pelo seu IP numa rede que existe precisamente para obscurecer o IP dos seus utilizadores. Isto é o realismo mágico que tanto caracteriza uma certa literatura sul-americana ou a vida dos toscos que emprenham na protecção comunitária concedida por um certificado digital.

Não posso afirmar que o jovem pretendia ou que não pretendia praticar um acto terrorista. Porém, posso afirmar que este caso é talhado para providenciar uma necessidade que ninguém sabia ter antes, tal como a “vacina” covid, máscara nas fuças ou uma miocardite de estimação. Serve para garantir que nenhum espaço da internet seja livre de observação permanente de uma entidade do bem que tanto assegure o julgamento cognitivo de prevenção de crime de pensamento como a escorreita moral pública. Pensamentos, palavras, actos e omissões. Espera-se a legislação europeia. Não mais se planeara actos terroristas, nem se enviará fotos da pila, nem se organizará manifestações, nem se negacionistará a siensia.

Não fazia mal a uma mosca, diziam. Na realidade, não fez. Talvez fosse fazer, mas se ia, para quê o circo? Não sabemos, mas iríamos saber, se quiséssemos, coisa que não queremos.

Ao c/ dos futuros deputados

11 Fevereiro, 2022
Lesther Alemán
Miguel Mora, periodista y pre-cantidato a la Presidencia de Nicaragua, que fue detenido el pasado verano y ahora ha sido condenado a 13 años de cárcel por conspiración

O estudante Lesther Alemán e o jornalista Miguel Mora foram condenados a 13 anos de prisão nos julgamentos-farsa que estão a ter lugar na Nicarágua.

Do parlamento português que agora vai começar uma nova legislatura espera-se que saia um voto de condenação da tirania instalada na Nicarágua.

E jornalistas avençados daquela lista que o EXPRESSO está para revelar não estarão lá também? Ou quiçá a madrasta da Branca de Neve

10 Fevereiro, 2022

Os novos ministros de Costa

9 Fevereiro, 2022

O anterior governo de maioria absoluta do partido socialista tinha um chefe a que muitos reconheciam traços complexos de um pobre provinciano deslumbrado com as mordomias e sofisticações urbanas. Mas Sócrates, no fundo, foi sempre obcecado com aquilo de que mais gostava: fotocópias. Desse ponto de vista, poderia assinalar-se a honestidade e transparência com que assumia ser o acumular de fotocópias para si próprio o seu objectivo de vida. Um ambicioso desmedido e sem princípios para quem os fins justificavam todos os meios.

Já António Costa, é um balofo instalado na classe dirigente lisboeta que manobra no sentido de se manter no poder, mas, para evitar chatices desnecessárias, prefere alimentar-se não só a si próprio, mas também a uma corte de amigos e fiéis seguidores que mantenham o povo apascentado. Tem, todavia, os mesmos princípios ético-políticos de Sócrates: nenhuns. Com a vantagem de Costa beneficiar de um cúmplice pantomineiro que lhe dá cobertura a partir da Presidência da República.

A colonização dos cargos dirigentes da administração pública com boys do PS, as inúmeras nomeações de familiares para o Governo, o ascendente que o partido socialista tem sobre as das entidades reguladoras, a influência que o PS tem no exercício da Justiça, a cultura de permissividade perante a pequena e grande corrupção e o nepotismo, o domínio das redacções e colunas de opinião na comunicação social, o constante atropelo e menosprezo pelas regras de um Estado de Direito democrático, o assalto fiscal contínuo aos contribuintes, o caos instalado no serviço nacional de saúde muito antes e durante a covid19, o infame crime político de Pedrogão e a falha total do Estado na protecção dos cidadãos durante os incêndios, tudo isto e muito mais foi desculpado a António Costa pela maioria absoluta dos Portugueses. A promessa de migalhas do dinheiro da bazuca europeia deu a ilusão à maioria absoluta dos eleitores que um dia poderiam também vir a beneficiar e pertencer à crescente e inclusiva família socialista.

É este o quadro político geral de alucinação colectiva em que estamos.

Nos próximos dias e semanas vão ser conhecidos os nomes dos próximos ministros, secretários de estado e da catrefada de assessores que os acompanharão. Estas nomeações serão provavelmente a única coisa útil que o primeiro-ministro fará ao país. Desta forma ficaremos a conhecer um a um os nomes dos oligarcas que alinham na rebaldaria governativa e que não têm vergonha na cara de ter um chefe com as características e prática política de Costa. A composição do próximo Executivo tornará assim mais evidente quem colabora para a sistemática degradação ética e moral do nosso país ao aceitar integrar o Governo socialista.

O meu vídeo de hoje, aqui:

Mortes súbitas: o novo “normal”

7 Fevereiro, 2022

A morte da criança de 6 anos por miocardite, uma semana após inoculação do líquido experimental, depois de já noticiado outros casos de reacções adversas em crianças e jovens, já deveria ter soado todos os alarmes e mais alguns da DGS, Governo, políticos de todos os partidos da oposição e profissionais de saúde, em massa! Mas não. Ao contrário de outros países como o Japão, Dinamarca, Irlanda e Suécia que a suspenderam logo que detectaram algo anormal, nós prosseguimos como se nada fosse até à desgraça final. Faz-se uma autópsia à pressa para determinar a causa da morte mas, em vez disso, foi só com o propósito de dizerem que não foi pela vacina. Não foi? Então do que foi? Do engasgamento que avançaram? Não dizem. E querem que acreditemos neles? (leia aqui este excelente artigo a desmontar esta narrativa)

Ler mais…

Carlos Moedas: o cerco que se segue

6 Fevereiro, 2022

Hoje no Observador trato do cerco que aí vem: «Enquanto o país que quer ficar bem na fotografia pede cerco ao Chega, o PS trata do cerco a Carlos Moedas. A CML ter um presidente não socialista é para o PS um desafio intolerável à sua hegemonia.

Que a extrema-esquerda diabolize o Chega não é de admirar nem de condenar, o que não se pode aceitar é que de imediato o país todo se sinta obrigado a repetir-lhes o mantra, para desse modo obter a versão ideológica do passe sanitário. partidos como o PSD ou a IL não percebem que amanhã eles serão o alvo dos novos cercos. »

Entretanto

5 Fevereiro, 2022

Devem estar a passar a bandeira a ferro

5 Fevereiro, 2022

Estive uma hora à espera que me atendessem no balcão da TAP. Devem estar a passar a bandeira a ferro.

bilhete da província

4 Fevereiro, 2022
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Alguns comentadores do meu último post insurgiram-se por eu ter dito que a Catarina Martins era uma provinciana nascida no Porto. Ora, eu próprio nasci no Porto, vivo habitualmente no Porto e não me importo nada de assumir o epíteto, esclarecendo os leitores indignados que uma coisa é ser provinciano, outra saloio e outra ainda um patego/parolo indecente. Acrescento, aliás, que a província não se exclui do universo da civilização e que, bem pelo contrário, se pode ser provinciano e cosmopolita. A quem não tiver ainda entendido a coisa, resta-me uma sugestão: leiam A Cidade e as Serras.

Ora aqui está um caso exemplar do discurso do amor.

1 Fevereiro, 2022

no regresso aos palcos da invicta

1 Fevereiro, 2022
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Na última década, Catarina Martins representou o socialismo extremista-chique do Bloco de Esquerda. Vinda da província e com uma carreira medíocre no teatro e no teatro da política local, Catarina combinou uma certa doçura com a fúria radical dos enragés de Hérbert, no pico da violência da Revolução Francesa, que ela procurou mimetizar à nossa escala.

A verdade dos factos é que Catarina Martins era um anacronismo provinciano num partido feito de elites da esquerda-caviar e intelectualóide das Universidades de Coimbra e Lisboa, e de certos Centros de Investigação regiamente subsidiados pelo estado, que fizeram do Bloco a sua mais bem sucedida experiência de engenharia política.

Enquanto durou, todos foram muito felizes. Mas, assim a pobre mulher tropeçou nos azares da vida, Boaventura Sousa Santos, o verdadeiro criador da criatura, exigiu-lhe a outrora tão admirada cabeça. Ser revolucionário tem destas coisa: um dia é a tua, amanhã será a minha. Esperemos que não lhe faça muita falta no regresso aos palcos da Invicta.

A improbabilidade de um país provavelmente seu (mas não)

28 Janeiro, 2022

Ao cair do pano de mais uma estimulante campanha eleitoral, impera que se salientem os aspectos mais positivos do amplo debate nacional sobre a situação económica mundial, o papel nacional na diáspora da cultura covid e a galáxia de portugalidade influenciadora no fortalecimento da integração europeia como obtido através do encerramento de fronteiras.

Da miríade de aspectos amplamente positivos desta campanha, tomando por critério a monumental contribuição para o debate popular obtido pelas estimulantes xingarias de vão de escada de candidatos — como transmitidas pela televisão — e posteriormente comentadas de forma épica por profissionais do marketing, cabeleireiros e outros discípulos de mindfulness avançada da escola Paula Bobone, pretendo salientar apenas um deles pela inquestionável influência na geração mais bem preparada de sempre: O Meu Primeiro Voto, do jornal Observador. Para o efeito recorrerei ao método científico de criar um jovem típico para ilustrar uma potencial contribuição real para o programa.

— Dionísio Nume, estudante do mestrado em Interseccionalidade pós-colonial de gaivotas de perna curta, concedeu-nos uns preciosos minutos da sua tentativa diária de masturbação para partilhar as suas emoções acerca do seu primeiro voto.

— Eu penso que o meu primeiro voto vai ficar marcado na história como sendo um voto essencial à sucessão de posteriores votos, até porque este sendo o primeiro é essencial que se realize para que possa existir um segundo voto.

— Dionísio, pensa que os políticos falam para os jovens?

— O que eu penso é completamente original, pelo que terá que ser consequentemente diferente daquilo que os outros pensam. Por isso, devolvo a pergunta para que depois lhe possa responder ao contrário da sua.

— Qual considera ser a maior lacuna na comunicação política para os jovens?

— A maior lacuna é a escola. Os horários escolares dão demasiada ênfase a coisas demasiado factuais e até a outras sem sentido prático como a matemática ou a ciência pré-colonial e pouco tempo às emoções. Nas escolas deveriam ensinar aos jovens como votar, quais são as ideologias, quais as certas e as erradas, quais os partidos que representam essas ideologias e como devemos ser cidadãos informados para votar certo num regime democrático. É com muito pesar que vejo colegas meus completamente inconscientes, que caem no canto do peru…

— …cisne…

— …avestruz da extrema-direita, como o Chega, que quer exterminar todos os esquimós, e o Livre, que quer calar a Joacine Katarina Nogueira.

— Joacine Ka… katar Moreira.

— Isso é racismo. O papel dos jovens é abrir portas que estejam escancaradas através do sistema de ensino de forma a revolucionarmos as mentes das pessoas para a originalidade de um sistema comunitário de redistribuição que permita que nos dediquemos a estudar fenómenos antro e ornitológicos de coação psicológica formatante de uma psique de aceitação da repressão não reparadora de danos do colonialismo expropriador amorfanhante das aves não binárias.

— Essa frase foi densa e em simultâneo desprovida de semântica. Uma mera aglutinação de palavras sem ligação entre elas.

— É uma opinião, a minha é diferente, como já disse.

— Dionísio, obrigado e votos de um bom primeiro voto.

— Foi um prazer. Quer dizer, ainda não, mas vou voltar ao trabalho pelo que em breve será.

Se tivessem Covid então seria caso para polémica assim é uma fatalidade

23 Janeiro, 2022

Duas das crianças feridas em acidente rodoviário em Palmela em estado grave

António Costa no tempo do professor Cavaco

23 Janeiro, 2022

Hoje no Observador trato de um dos tópicos que marca esta campanha do PS: o tempo do professor Cavaco, para usar a terminologia do líder do PS: «Porque está António Costa obcecado com Cavaco Silva? Afinal, como o próprio José Sócrates fez questão de recordar na entrevista que deu à CNN, o PS já teve uma maioria absoluta: a que ele, Sócrates, conseguiu! Sim, entre Março de 2005 e Setembro de 2009, Portugal foi governado em maioria absoluta pelo PS, facto que António Costa não pode ignorar não só porque já era nascido nessa data mas também e sobretudo porque integrou esse governo socialista de maioria absoluta nos nada irrelevantes cargos de ministro de Estado e ministro da Administração Interna.»

Como é mais que óbvio

18 Janeiro, 2022

José Gonçalo MarquesO maior número de testes não permitiu travar o surto atual. Penso que nesta fase os testes já deviam estar reservados sobretudo para diagnóstico em sintomáticos e em contexto hospitalar.

A obsessão de fornecer diariamente os números de infetados, de internamentos e de mortes que continuam a alarmar, a meu ver desnecessariamente, a população. Sobretudo quando responsáveis de grandes hospitais nacionais nos garantem que atualmente mais de 50% das pessoas internadas infetadas por SARS-CoV-2 não estão internadas por causa desta infeção.»

Quem sabe? Talvez Sumol a mais

18 Janeiro, 2022

Dulce Salzedas, hoje, SIC Notícias:

Até pode acontecer que a criança tivesse uma qualquer doença não diagnosticada e que pudesse ter esta paragem cardiorrespiratória por causa disso, ou pode ter sido que a criança se tenha engasgado.

Ou até que a criança tenha decidido por ela própria reter a respiração até à morte por não a deixarem jogar mais uma hora de Roblox. Não devemos descartar as hipóteses mais óbvias. Isto há-de ser tirado a limpo até se saber, preto no branco, que foi um mero rapto seguido de asfixia por negacionistas para denegrir a miraculosa vacina.

Descansemos em paz

17 Janeiro, 2022

Durante alguns anos a partir de meados dos 90, naquela que foi a época dourada da geração que chegou aos anos 80 no pico do cavaquismo — enquanto noutros países lá chegaram aos anos 80 como consta no calendário — a malta manteve uma presença na internet através de escritos em blogues. Na altura, a tecnologia estava a favor da proliferação de opiniões, com todo o tipo de pessoas a publicarem registos das suas deambulações, pensamentos, receitas culinárias e fotos gamadas a outros que expressavam o tão habitual “hoje sinto-me assim”.

Depois vieram as redes sociais. Alguns migraram em exclusividade para estas, outros mantiveram uma presença dual, outros ainda ficaram pelo espaço não-imediato e contemplativo de textos ponderados, publicados em plataformas pouco dadas a vícios de dopamina com os seus thumbs up, ha-has ou sad faces. A cacofonia da igualdade, o pensamento comum, a troca do “ser interessante” pelo “ser popular”. Dão jeito: fazem com que sintamos pertencer a uma comunidade de outras pessoas que julgam pertencer a uma comunidade. Não satisfaz, mas mata a fome.

Escrevo isto enquanto descubro a faixa “The Loneliness” do álbum HitchHiker de Crystal Bowersox, e enquanto ela canta “I’m tired”, lembro-me de ter vaticinado há muito tempo que os jornais e partidos (passe a redundância) iriam destruir os blogues, colocando-nos a partilhar ligeiros comentários às suas notícias, passando os articulistas a meros DJ das más canções dos outros. No fundo, se nada temos a dizer — e creio que bem no fundo até não temos —, só poderíamos encontrar refúgio na política.

Alguns subsistem, a falar para os outros que subsistem, mas não vamos daí concluir que a coisa está viva. Não está: está morta, enterrada e em decomposição avançada. As colunas de opinião, salvo raríssimas excepções, estão no mesmo ponto de decomposição, só parecem um bocado mais conservadas à conta de um passado em que o que se escrevia era interpretado — frequentemente mal — pelos outros, os anónimos. A “sociedade civil” não existe, sendo esta apenas uma designação para os que ainda não estão “na política”, ou, em concreto, nos partidos. E como há poucos partidos (há muitos, mas a maioria é pastiche ou farsa dos outros), tudo fede, tudo apodrece devagarinho. Nunca fomos tão iguais.

Cá há o PS, o maior partido nacional, e há o PCP, um partido a sério. Para além destes, há uma miríade de pantomineiros (sem ofensa) à procura de um lugar ao sol. Ainda há o PSD, porque se há um PS tem que haver um PSD, mas é o lado B do mesmo disco, a versão instrumental de uma canção que nem por desprovida do mau poema passa a prestar. Mesmo assim, perde-se tempo a determinar quem arrasa quem, invariavelmente numa visão do mundo que o equipara ao vão de escada das bisbilhoteiras. É entediante: não é uma saída, é uma prisão.

Também não há artistas, nem há poetas, nem há pintores. Se há, são do PS, ou do seu clube infantil — o Bloco — ou jazem bêbados na berma da estrada. Há gente muito boa, muito capaz, muito interessante, mas ou tentam passar pelos pingos da chuva de um país capturado por pertença clubística ao partido, ou permanecem perfeitamente enclausurados no mundo que criaram para eles próprios, longe disto tudo, talvez a plantarem cenouras enquanto a TV fala de penas perpétuas, certificados de participação em experiências eugénicas e da pestilência da Europa, dos Macron, dos Boris, da massa de queques filhos de outros queques e cuja noção de classe é de que eles a têm e os outros não.

Por tudo isto, e por mais que me abstenho de explicar, a blogosfera morreu quando morreu a cultura nacional. Quem diz nacional diz europeia e norte-americana. Cultura não são os livros, a arte ou a música: é aquilo que todos conhecemos, vivemos e sentimos, aquilo que apenas alguns conseguem expressar através de um meio, seja musical, seja pictórico, seja com letras numa página. Em Portugal restam partidos a disputarem migalhas, portanto, se restasse cultura seria a da propaganda. Que é o que agora “a ciência” é, aqui e em qualquer lado. Tal como são os “racismos”, os “ambientalismos”, os “higenismos”, as tretas de género e toda a fraude intelectual dos solitários que importam taras de bandas ainda mais culturalmente delapidadas.

Deus nos ajude, porque mais ninguém nos poderá ajudar. Por isso, ergamos o cálice destas lágrimas e brademos aos céus: a blogosfera morreu, a cultura morreu, a Europa morreu, o país morreu, os adolescentes só comunicam a abanar mamas no Tik Tok por incentivo das escolas pelas regras do “novo coronavírus”, viva então Portugal! Não deixa saudades.

Certificado Digital: os “conspiracionistas” tinham razão

17 Janeiro, 2022

Desde Março de 2020 que questiono a nova virose (veja aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui). Pela forma como surgiu; pela forma como foi (ou melhor, não foi) combatida. Tudo muito opaco, tudo muito suspeito. Narrativas contraditórias, medidas sem qualquer nexo, censura sobre quem questiona a lenga lenga oficial, perseguição aos cientistas, virologistas, epidemiologistas renomados (alguns Nobel) que fazem contraditórios. Nada, absolutamente nada, faz sentido desde que foi declarada esta “pandemia”.

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Auto-crónica

17 Janeiro, 2022

No meu grupo de Facebook de microbiologia estamos a discutir se Jesus, tal como Anne Frank, foi denunciado por um judeu. Isto vem, naturalmente, a propósito da discussão nacional sobre o pangolim como alternativa viável à vaca numa dieta vegan, poupando água ao ciclo de destruição do heteropatriarcado. Concluímos, ainda de forma experimental, que a liberdade é passear pelos campos de papoilas com focinheiras enquanto a TAP sobrevoa pocilgas várias. Os hospitais estão que não se pode, mas o Bill Gates está a tratar disso. O Armando Gama morreu, mas não de covid, no fundo como o John Lennon, mas o Gama vacinado, eventualmente, e certificado, evidentemente.

Recentemente, fui informado de que estes textos não fazem grande sentido, mas foi por gente certificada, pelo que isso tem o valor que tem. A terceira dose já figura nos papéis a mostrar ao SS do McDonalds, excepto para os que morrendo ficaram privados do privilégio. Tenho tido uma zoeira na cabeça, pelo que pensei em ir para a fila da farmácia para me pesar, mas optei por ficar em casa a comer quiche. Estranhamente, liguei a televisão e facilmente conclui que, a julgar pelas conversas a que se assiste, estou completamente maluco. Melhor assim.

No intervalo da reunião de terraplanistas

11 Janeiro, 2022

Na vida de um negacionista também há momentos em que, inadvertidamente, somos confrontados com a opinião sábia, avisada e cientificamente certa da vasta maioria dos portugueses. A opinião da ciência democrática, portanto. Um desses momentos aconteceu há pouco, quando ouvi uma estação de rádio nacional entre a mudança de um álbum do Eric Clapton para o último do Van Morrison. Aproveito agora o intervalo da reunião do núcleo regional de flat earthers para escrever isto, pois depois estarei muito ocupado no congresso científico onde esperamos definir mais uma dezena de géneros ainda por documentar.

Parece que há uma incerteza sobre a hora a que voluntariamente deverão ir votar as pessoas em isolamento voluntário no dia das eleições. Pelo que percebi, estão a tentar definir um horário e condições para que pessoas voluntariamente cumpram a recomendação a definir por se sentirem obrigadas ao isolamento que lhes foi recomendado por gente sem nada útil para fazer que não o de recomendar cenas aos propensos a recomendações. Compreendo a causa: pessoas que se julgam obrigadas a isolamento também tendem a ser pessoas que julgam ter a obrigação de escolher o asno que se mostre asno suficiente para lhes recomendar recomendações. Estou ansioso para ver como vão lidar com a recomendação de uso de máscara quando lhes aparecer um daqueles que não vai em recomendações na mesa de voto. Infelizmente, penso que não vão usar voto por correspondência, para pena minha, pois teria muito mais tempo para refinar o desenho da pila que o boletim de voto merece. Assim, com o voto presencial, terá que ser daquelas rápidas, depiladas, como as de um dos géneros ainda por definir.

Estão a chamar. Acabou o intervalo. Vou terminar o texto por aqui, fraquinho e sem nada de útil para dizer nos tempos que correm, que um senhor está ali a apresentar as provas irrefutáveis de que as vacinas estão a fazer muito bem às pessoas e a dar cabo dos cofres da Pfizer e companhia.